O poder do hábito no processo de mudança

Você pode estar carregando um peso desnecessário nas costas e que continua atrapalhando sua vida, mas você se acostumou com ele como se fizesse parte da sua vida. Como se livrar dele então?

Se você olhar a vida como uma grande e principal viagem, pode imaginar que carrega uma mala com toda a bagagem que acredita ser necessária para atender suas necessidades, sejam físicas, mentais, emocionais e comportamentais.

Para uns a carga é leve, porém para outros a carga parece muito pesada.

Como está a bagagem que você carrega em sua mala de viagem?

Existem cargas extremamente desnecessárias que se tornam um peso e elas continuam lá atrapalhando a sua vida, mas você não tem consciência porque você acostumou com o peso, como se essas cargas fizessem parte da sua vida. Transformaram-se em hábitos. Está no seu inconsciente.

Você quer se livrar delas? É preciso autoconhecimento, acionar o inconsciente e trazer à tona, a sua mente consciente para que você, através de uma escolha consciente, decida o que fazer com elas.

A força do hábito

Sabemos que nosso cérebro gosta de atuar através de padrões comportamentais, chamados de “hábitos”, pois não há necessidade de pensar e a ação é automática e rápida.

Os hábitos, além da segurança emocional, nos dão velocidade de resposta às situações do cotidiano.

Hábito é um circuito neuronal que, por ser acionado com muita frequência, se torna um caminho mais conhecido no seu mapa mental e, por isso, é o primeiro a ser acionado pelo piloto automático quando a situação demanda aquele padrão comportamental como resposta mais adequada.

Dessa forma, é normal que diante da necessidade de mudança, nosso cérebro resista a sair da “zona de conforto” pois está programado para respostas automáticas.

No passado, na hierarquia piramidal, onde as mudanças eram mais raras e lentas, nosso cérebro sentia-se mais confortável, tanto que a competência “ abertura à mudança” não nos era tão exigida em nossa vida profissional e mesmo pessoal. Os processos de trabalho eram mais estáveis e as decisões eram mais centralizadas, com relações profissionais mais dependentes da chefia. As demandas emocionais eram bem diferentes do momento atual.

Com a evolução do mundo, saímos de um mundo analógico para conviver com a inteligência artificial, um mundo dominado pelo digital, marcado pela inovação e mudança constante, exigindo que nosso cérebro saia da zona de conforto e se reconfigure com um novo modelo mental, adequado às novas demandas desse ambiente volátil, incerto, complexo e ambíguo.

Qual o seu nível de consciência e da velocidade de suas respostas frente às mudanças que você deve fazer em sua vida?

  1. INÉRCIA – É a situação onde a pessoa tem um baixo nível de conscientização, não considera a importância das mudanças para a sua sobrevivência, não se sente ameaçado e, portanto, permanece indiferente (alienado) ao que se passa no ambiente numa falsa concepção de segurança.
  2. REJEIÇÃO – Ocorre quando o baixo nível de conscientização (o que pressupõe despreparo para interpretar os fatos) leva a equívocos e incompreensão quanto ao significado das mudanças; isto gera temores que se manifestam das reações negativas sob o rótulo de uma discutível “autossuficiência”.
  3. INDECISÃO – Observa-se quando a pessoa apresenta alto nível de conscientização para a mudança mas a resposta é fraca no sentido de rapidez ou prontidão para se aceitarem as inovações impostas pelo ambiente; daí a lenta acomodação (que pressupõe um excessivo temor do risco de mudar) em nome da segurança.
  4. ADAPTAÇÃO – É a situação desejável em que a alta conscientização para a ocorrência das mudanças determina uma resposta de forte intensidade no sentido de assimilação das inovações pela sistemática adequação da empresa ao ambiente: é a sobrevivência adaptativa.

Adaptabilidade significa ser flexível para compreender o contexto, revisar hábitos inoperantes e aprender novos padrões adequados ao novo momento. Boas reflexões!

Um abraço,

Vera Martins

Vera Martins Author
Vera Martins é autora dos livros: “Seja Assertivo!” e “O Emocional Inteligente”. Trabalhou por 21 anos como Executiva em Recursos Humanos e há 18 anos atua em consultoria de desenvolvimento humano. É educadora com especialização em desenvolvimento de pessoas. Possui mestrado em Comunicação e especialização em Medicina Comportamental. Atua como coach, palestrante, facilitadora de seminários e professora de universidades, tais como: Fundação Vanzolini e Escola de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo em cursos de pós-graduação. Através de intensos estudos e publicação dos seus livros tornou-se precursora da competência Assertividade e especialista em comunicação e inteligência emocional. Por isso, vem atuando fortemente nos diversos níveis profissionais nas empresas, em competências que envolvam a comunicação relacional, tais como: Estratégias de Negociação, Gestão de Conflitos, Comunicação e Influência, Liderança Assertiva, Inteligência Emocional, Coaching, Gestão de Pessoas, Formação de times e competências correlatas. É fundadora da Assertiva Educação e Cultura.
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