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O Coaching Financeiro e o momento de crise!

Passamos um momento de incertezas com a economia inconstante. A situação desesperadora que muitas pessoas se encontram se deve ao fato de nunca terem recebido em suas vidas conceitos adequados de como lidar com o dinheiro.

Olá!

Sou educador e terapeuta financeiro e presidente da Abefin – Associação Brasileira de Educadores Financeiros e DSOP Educação Financeira. Nesse espaço, tratarei sobre diversos assuntos do dia a dia, ligados a finanças, a partir de uma abordagem comportamental, que desenvolvi com base em minha experiência de vida.

Espero que gostem. Boa leitura!

Reinaldo Domingos

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O Coaching Financeiro e o momento de crise!

Passamos um momento de incertezas, com a economia muito inconstante e dados muito assustadores em relação ao endividamento e à inadimplência. Todo esse quadro leva milhões de brasileiros ao desespero e, por isso que, a partir de agora, vou falar com vocês, leitores da Cloud Coaching, sobre Educação e Coaching Financeiros.

A situação desesperadora que muitas pessoas se encontram se deve ao fato de nunca terem recebido em suas vidas conceitos adequados de como lidar com o dinheiro. Isso faz com que se tornem reféns do marketing publicitário e de ferramentas de crédito, que ocasionam o quadro de endividamento. Assim, queria desmistificar o conceito de que educação financeira lida apenas com números, pois o mais importante é o comportamento em relação ao dinheiro e, por isso, que é fundamental o processo de Coaching para muitos.

Só com uma reflexão sobre a forma com que se comporta é que chegará às conclusões do que leva aos problemas que enfrenta e estabelecerá ações para atingir seus objetivos e sonhos. Assim, quero junto com vocês, a partir de agora, mudar a forma com que as pessoas lidam com os recursos financeiros, mostrando que isso não pode ser um objeto fim, mas sim o meio para ter mais realizações de vida.

Quero que possamos ajudar as pessoas a desenvolverem uma relação saudável com o dinheiro. Lembrando que, em geral, não é a quantidade que se ganha que importa, mas sim a forma como ele é administrado que define quem fica “rico” e quem fica “pobre”. E o pior é que a falta de educação financeira tem efeitos diversos, como estresse, depressão, baixa autoestima, baixa produtividade, carreira prejudicada, problemas de relacionamento, dentre outros.

Por isso, esse tema já é tratado com atenção em escolas e empresas e cresce a certeza de que o melhor é prevenir. Então, a procura por Coaching Financeiro só tende a aumentar, ensinando as pessoas a priorizar seus sonhos e deixar para trás as ilusões do consumo que só trazem satisfação momentânea.

E como o assunto do momento é a crise que passamos, nessa primeira coluna, gostaria de falar sobre alguns cuidados para amenizar os reflexos diretos no seu dia a dia. Para tanto, selecionei cinco orientações gerais sobre o tema:

Livre-se das dívidas – pode parecer impossível se livrar das dívidas em uma crise, mas é exatamente nesses momentos que os credores também oferecem as melhores condições para negociação. A orientação é que o primeiro passo seja o de resolver o problema que levou ao endividamento, isto é, a causa. Adequar seu padrão de vida a sua realidade pode ser difícil, mas é fundamental observar que não se deve viver em uma realidade que não é sua. Cortar gastos para ganhar fôlego e, assim, poder assumir o compromisso de pagar as dívidas é a melhor opção agora. Se não se livrar desse problema de forma emergencial, pode ter certeza que a alta dos juros prejudicará a sua saúde financeira no futuro.

Faça uma faxina financeira – sabia que, em média, 25% dos nossos gastos são com supérfluos? As pessoas sempre dizem que não têm mais onde reduzir os gastos, mas, depois, quando fazem uma análise, observam que é possível. É preciso realizar um diagnóstico de sua vida financeira por 30 dias, anotando tudo o que gasta e separando por tipo de despesa. Não deixe de fora nem mesmo os de menores valores, como cafezinhos e gorjetas. Assim, verá uma realidade muito diferente do que imagina. Mas ressalto que não se deve virar escravo dessa anotação, pois, quando vira rotina, perde a eficácia.

Chegou a hora de sonhar – por mais que o cenário para muitos seja de pesadelo, nessa hora, é de grande importância sonhar, ou seja, definir os objetivos materiais, pois eles é que farão com que se tenha foco para evitar o descontrole ou mesmo o desespero. Reúna a família e converse sobre o tema, dividindo os sonhos em três tipos: curto (até um ano), médio (até dez anos) e longo (acima de dez anos) prazos, definindo também quanto custam e quanto poderá poupar por mês para realizá-los.

Mude o formato de seu orçamento – um erro comum é pensar que o orçamento financeiro familiar consiste em registrar o que se ganha e subtrair o que se gasta e, caso sobre dinheiro, será lucro; se faltar, prejuízo. A forma correta, no entanto, consiste em, primeiramente, elaborar o registro de todas as receitas mensais, posteriormente, separar os valores pré-definidos para os projetos da família e, somente com o restante, adequar os gastos da família. Isso forçará um ajuste do padrão de vida familiar para conquistas financeiras.

Chegou a hora de saber investir – com a alta de juros, agora, é um bom momento para quem quer investir, contudo, o grande erro que observo é a ideia de poupar sem motivo e buscar sempre o melhor rendimento. No mercado financeiro, existem diversas opções de aplicação em ativos financeiros com riscos diferentes. A orientação é procurar variar o investimento levando em consideração o tempo em que precisará utilizar o dinheiro. Além disso, o risco de uma aplicação financeira é diretamente proporcional à rentabilidade desejada pelo empreendedor, ou seja, quanto maior o retorno estimado pelo tipo de aplicação escolhida, maior será o risco, por isso, é preciso cautela.

Até o próximo artigo!

Reinaldo Domingos é PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira. Está a frente do canal Dinheiro à Vista, é colunista do de diversos meios de comunicação. Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira e o livro Empreender Vitorioso.
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