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No Brasil, uma causa já identificada é o medo constante, de tudo e de todos!

Para quem não sabe, o Brasil é o sexto país do mundo com essa síndrome, que atinge quase 6% da população. No mundo todo, o percentual é de 4,5%, correspondendo a 18% a mais do que há dez anos, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Quem me acompanha sabe que eu sou um profissional voltado ao ambiente de negócios, com pouca ou quase nenhuma atuação no que compete a gente muito mais qualificada na linha da terapia, psicologia ou psiquiatria. Indo além, até por não ter formação nessas áreas, contento-me com o que o Coaching, a Mentoria e a Consultoria já me apresentam como desafios.

Porém, quero comentar um caso real que me aconteceu e durou cerca de dois meses para ter um desfecho, felizmente positivo. Todos sabem que a relação de um cliente (ou paciente) começa por uma absoluta confiança no profissional, seja ele de que especialidade for. E tudo começou ao ser procurado por uma amiga de muitos anos, executiva, bem posicionada na vida e com uma rede de relacionamentos invejável.

Resumidamente, pelo quadro que ela descreveu, tudo remetia a uma síndrome de depressão e ansiedade, combinação cruel para quem quer que seja. E o pior: minha amiga havia começado um processo de automedicação. Em nosso país, é uma hipocrisia pensar que somente um receituário vai viabilizar um medicamento, até mesmo “tarja preta”. Por razões que lhe eram fortes, a começar da vergonha de se expor, ela não aceitava passar por um processo de terapia e pedia ao amigo Coach que a ajudasse.

Em meio à tremenda dificuldade de atender a amiga e ficar de bem com a minha consciência, decidi conduzir um rápido plano de Coaching, buscando quebrar as crenças negativas que a minha amiga carregava contra processos terapêuticos. E nesse sentido, viemos juntos a conhecer o estado terrível porque o mundo passa com essa síndrome de depressão e ansiedade combinadas.

Felizmente, funcionou bem meu plano. E me motivei a dar esse depoimento porque tenho certeza que o mesmo problema está hoje a cercar milhões de brasileiros. Para quem não sabe, o Brasil é o sexto país do mundo com essa síndrome, que atinge quase 6% da população. No mundo todo, o percentual é de 4,5%, correspondendo a 18% a mais do que há dez anos, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Finalizando, cabe dizer que essa síndrome ataca mais as mulheres do que os homens. E no Brasil há uma causa identificada e que os nossos governantes têm sido absolutamente incompetentes para propor qualquer correção de rumo (ao contrário, só pioram dia após dia). Há um sentimento generalizado de medo, contra tudo e todos. Começa na violência das ruas, passa pela violência doméstica e se completa com o medo do amanhã.

Eu quero pedir aos leitores que, em se deparando com situações assim, seja com amigos ou com a família, faça um esforço para que haja um acompanhamento profissional (psicólogo, terapeuta ou psiquiatra). Há um desequilíbrio mental e bioquímico que não é simples de se restabelecer. E o mais natural é que a pessoa sinta vergonha em demonstrar seu drama.

Eu fui feliz em usar o Coaching para organizar o caminho para minha amiga vencer suas crenças e limitações. Vamos cada um de nós oferecer nossa ajuda, sem fechar os olhos ao problema.

Mario Divo Author
Mario Divo tem extensa experiência profissional, tendo chegado a quase meio século de atividade ininterrupta, em 2020. É PhD e MSc pela Fundação Getulio Vargas, com foco em Gestão de Negócios, Marcas e Design, Marketing e Comunicação Corporativa. Tem formação como Master Coach, Mentor e Adviser pela Sociedade Brasileira de Coaching e pelo Instituto Holos. Consultor credenciado para aplicação do diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool), Professor e Palestrante. CEO e Coordenador Executivo das plataformas de negócios MENTALFUT® e Dimensões de Sucesso®, acumulando com o comando da sua empresa MDM Assessoria em Negócios. Foi Diretor Executivo do Automóvel Clube Brasileiro e Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras. Liderou a Comunicação Institucional e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Foi Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e, também, Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior em 126 países e territórios, voltada ao desenvolvimento das potencialidades das jovens lideranças em todo o mundo.
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