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Nada é Óbvio: O Risco de Não Dizer o Que Precisa Ser Dito

Nada é realmente óbvio nas relações humanas. Descubra como suposições silenciosas criam ruídos de comunicação, minam vínculos e confiança, e por que explicitar intenções, critérios e exemplos é essencial para alinhamento e ação efetiva.

Nada é Óbvio: O Risco de Não Dizer o Que Precisa Ser Dito

Nada é Óbvio: O Risco de Não Dizer o Que Precisa Ser Dito

No ambiente de trabalho (e fora dele), frases como “mas isso era óbvio” ou “achei que não precisava explicar” são mais comuns do que deveriam. O problema é que o que parece óbvio para você, pode não ser para o outro. Entre o que foi dito e o que foi entendido — que os ruídos de comunicação surgem.

Exemplos práticos de onde isso acontece:
  • Um líder pede “urgência” em uma entrega, mas não define prazos. Para um colaborador, “urgente” significa “ainda hoje”. Para outro, significa “ao longo da semana”.
  • Em uma reunião, alguém apresenta uma ideia e finaliza com “vamos fazer desse jeito?”. Metade do time entende que é uma decisão, a outra metade entende que ainda é uma sugestão.

Esses ruídos não só minam a produtividade, mas também corroem vínculos e confiança entre as pessoas.


O olhar da Escutatória

Na Escutatória, entendemos que nada é óbvio porque cada pessoa interpreta o mundo a partir da sua história, crenças, emoções e experiências. O que é claro para mim pode ser ambíguo para você.

O óbvio precisa ser dito de forma explícita, concreta, objetiva, dando exemplos se precisar. Então quando uma pessoa fala por exemplo para você: ‘’Preciso de um relatório mais transparente’’. Em vez de dizer apenas: ‘’Beleza, deixa comigo!’’, pergunte: ‘’de quais dados você precisa para que o relatório fique mais transparente?‘’


Boas práticas para evitar a armadilha do “óbvio”

  • Cheque entendimento: pergunte “como você entendeu o que eu disse?” antes de encerrar uma conversa;
  • Explicite intenções/expectativas: dizer “minha intenção aqui é colaborar” pode mudar completamente o tom de uma interação. Ou ainda deixar claro o que você espera do outro: uma aprovação, um plano de ação, uma opinião;
  • Use exemplos concretos: transforme o abstrato em algo que todos possam visualizar;
  • Pratique a curiosidade: em vez de supor o que o outro quis dizer, pergunte;
  • Não economize palavras nessa hora: clareza não é prolixidade. É investir tempo para alinhar agora e evitar retrabalho depois.

A verdade é simples: quando acreditamos que algo é óbvio, deixamos de comunicar. E quando deixamos de comunicar, abrimos espaço para ruídos, mal-entendidos e conflitos desnecessários.

Na Escutatória, aprendemos que comunicar de forma consciente é transformar intenções em clareza, vínculos em confiança e palavras em ação.

E você? Qual situação você viveu em que o “óbvio” não foi tão óbvio assim?


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como evitar ruídos de comunicação quando nada é realmente óbvio e transformar expectativas implícitas em alinhamento, confiança bem como ação efetiva? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Pauline Charoki
https://escutatoria.com

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Pauline Charoki é Advogada Educadora e empreendedora no Brasil há 17 anos. Em 2014, se formou ao método Do It – Escutatória do Thomas Brieu. Hoje atua como professora e palestrante, realiza cursos, estudos e vivências em inteligência emocional, psicologia positiva e neurociência, CNV, gestão de conflitos, liderança, venda e comunicação produtiva. Nos últimos 5 anos, atuou em 68 organizações como professora e palestrante, no setor privado e em instituições públicas levando milhares de alunos a repensarem a sua comunicação pelo prisma de quem escuta.
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