Na crise, não chore o preço do lenço!

Estamos vivendo um momento atípico no país: uma crise hídrica, outra elétrica, uma econômica e, por fim, política. Crise não é sinônimo de inércia! O que você decide: chorar ou vender lenços?

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Estamos vivendo um momento atípico no país: uma crise hídrica, outra elétrica, uma econômica e, por fim, política – se considerarmos as denúncias de corrupção na Petrobras.

Somente com estas informações podemos concluir que este é, sem dúvidas, um momento de muita cautela e nada de muitos riscos ou novos projetos, certo? Quase isto! Diríamos: parcialmente certo! Crise não é sinônimo de inércia. E vamos provar para você, quer ver?

Momentos como este não são inéditos em nosso país. Vamos voltar no tempo, para o início dos anos 90 mais precisamente, quando Fernando Collor – presidente, na época – confiscou os investimentos de todos os brasileiros da noite para o dia. Nesta mesma época, um rapaz de, aproximadamente, trinta anos, chamado Nizan Guanaes, tinha acabado de abrir uma empresa com investimento de U$ 1milhão obtido no mercado financeiro e também teve seus recursos confiscados. Hoje, Nizan é sócio-fundador do Grupo ABC, holding brasileira que é composta por 14 empresas nas áreas de publicidade, marketing, conteúdo e entretenimento e, em apenas 10 anos pós-fundação, transformou seu empreendimento em um dos maiores grupos de comunicação e marketing do mundo.

Seja franco: se você não soubesse quem Nizan se tornaria e estivesse vivendo novamente o início da década de 90, que conselho você daria a ele? Busque um emprego que lhe dê segurança? Seja cauteloso?

Contar o final da história para depois te perguntar o conselho é uma estratégia para lhe causar confusão. Talvez se você o aconselhasse a tomar um rumo mais conservador, ele teria lhe respondido com a conhecida frase de autoria própria: “Enquanto os outros choram, eu vendo lenços”.

Nizan foi além do óbvio, tomou um imenso risco para si e é por essas e outras que é um grande exemplo de quebra de paradigma.  O que seria dele se em meio à crise tivesse desistido? Vamos além: o que seria do mundo se em cada nova crise desistíssemos ou recuássemos? Certamente estaríamos sentindo os efeitos da crise de 1929 ainda!

O fato é que crises evidenciam necessidades e necessidades escancaram oportunidades.

Não seremos hipócritas e demasiadamente otimistas em dizer que é fácil superar este momento, pois não é! E olha que podemos falar com propriedade, já que estamos no mesmo barco, não é mesmo? O que sabemos é que mar calmo não faz bom marinheiro.

Inclusive, esperamos que você não esteja faminto para conhecer a “fórmula de como vencer na vida”, sabe por quê? Porque ela não existe! E se alguém te vender isso, peça seu dinheiro de volta e vá comprar lenços! O que existe mesmo é uma vida repleta de crises e riscos, desde o momento em que você nasce até o último suspiro. Portanto, aprenda a superá-los!

Talvez seus projetos sejam a única fórmula que você deva seguir. Mas, se você decidir adiá-los por mais algum tempo, com pretexto de que está esperando a crise cessar, não estará sendo justo com você mesmo, não é mesmo? Nós imaginamos que seus projetos representam seus sonhos, certo? Então, responda sinceramente: você está realmente disposto a esperar a crise cessar para, finalmente, viver aquilo que mais acredita? Talvez, a maior crise que um ser humano possa viver seja: “viver uma vida sem que ela represente um sonho”. Se verdadeiramente concordar, então, você não admitiria passar sequer mais um dia sem fazer algo por seus projetos.

A realidade é pragmática e te pergunta diariamente “O que você decide: chorar ou vender lenços?” Se decidir chorar, estaremos vendendo o que você precisa: lenços. E não chore por preços melhores – você sabe o quão difícil é se manter de pé neste cenário.

Guilherme Ferreira é Positive e Executive Coaches, fundador da Repense Coaching e membro da Sociedade Brasileira de Coaching. Possui formação em Personal & Professional Coaching®, Positive Coaching®, Executive Coaching® e Career Coaching® pela Sociedade Brasileira de Coaching©. Também possui formação em ciências contábeis pela Universidade São Judas Tadeu e atuou em uma das quatro maiores empresas de auditoria e consultoria do mundo, auditando bancos e seguradoras. Possui os certificados CPBA – Certified Professional Behavioral Analyst, CPVA – Certified Professional Values Analyst todos pela TTI-Target Training International e outras certificações em PNL.
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