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Liderança Positiva: Profissional de Autoperformance!

Muitas vezes um Líder transforma as adversidades em oportunidades para conduzir as equipes para os melhores resultados. Mas para isso, além das competências técnicas inerentes à função, ele precisa ter Resiliência, desenvolvendo atributos necessários para uma alta performance.

Recentemente assisti ao filme “Sully – o herói do Rio Hudson”, sobre o qual farei uma análise do personagem em sua performance enquanto profissional e líder, na sua atuação para resolver o grande problema de fazer um voo seguro e salvar vidas.

É curioso, que num primeiro momento a imagem do comandante seria a de um “herói” que fez o seu melhor, mas as circunstâncias de ter que explicar para a companhia de seguro a sua atuação, o remeteu a uma posição de “irresponsável”, o obrigou a demonstrar que realmente fez o impossível.

Muitas vezes é isso que um Líder faz no seu dia a dia, transformar as adversidades em oportunidades, para conduzir as equipes para os melhores resultados. Mas para isso, além das competências técnicas inerentes à função, este precisa ter Resiliência, desenvolvendo atributos necessários para uma alta performance.

Análise do contexto

Após a aeronave que pilotava ser atingida por um bando de aves e apresentar avaria nos motores, a torre de comando lhe deu duas opções de pouso e, ao observar as condições gerais, decidiu agir baseado em sua intuição, pois acreditava que não conseguiria chegar a nenhum dos dois aeroportos apontados. Assim, optou por utilizar o Rio Hudson como pista de pouso.

Muitas vezes o Líder precisa fazer uma análise das condições gerais e arriscar um plano de trabalho ousado para que a equipe consiga atingir as metas. Correr riscos pode ser uma necessidade, quando se alia experiência (arsenal construído através do conhecimento), intuição (acreditar e ter fé) e emoção (salvar a própria vida e a dos outros).

Autocontrole

Sim, manteve o autocontrole sobre as emoções, foi isso o que o comandante fez, embora a torre de comando ter lhe indicado uma outra solução e ele, consciente do risco que corria, não via outra saída a não ser a que acreditou ser a melhor.

Diante de circunstâncias adversas, o Líder precisa modular a sua resposta às exigências do momento, respondendo de forma emocional adequada, com calma, clareza, serenidade e frieza.

Autoconfiança

A confiança em si mesmo e em suas habilidades permitiu ao comandante tanto fazer o seu pouso, quanto enfrentar o questionamento frente à companhia de seguros, quando provou com segurança que estava certo em sua decisão.

Quantas vezes o Líder não é posto em cheque, seja pela equipe, por seus superiores e até clientes?

Isso acontece, mas quando sabe que pode se comprometer e entregar o que se propõe, mantém suas ideias de forma a apresentar os resultados.

Otimismo

A visão estratégica do comandante, bem como sua forma positiva de acreditar que era possível, manteve-se presente. A pressão emocional que sofreu até levou-o a ter dúvidas, mas seu ânimo o manteve firme para provar a certeza do que era o melhor a fazer.

Diante das adversidades, um Líder com visão estratégica e bom humor leva a equipe a desempenhar o seu melhor, assim sendo, a esperança impera. Como humano, pode ter suas dúvidas que são dissipadas quando se compromete e inspira a equipe, ou até mesmo leva parceiros e superiores a acreditarem no que se propõe.

Empatia

Foi o último a sair da aeronave, certificou-se de que todos tinham se retirado, preocupou-se com os passageiros até o último momento, ou seja, sabia a responsabilidade que tinha com as vidas que estavam ali.

No dia a dia, o Líder precisa conhecer as pessoas que estão ao seu redor, entender seus sentimentos para estabelecer uma comunicação de reciprocidade e assim ter adesão aos seus projetos e fortalecer sua liderança.

Conquistar e manter pessoas

A sua família foi exposta a uma situação inusitada com a presença da mídia, virou notícia do dia para a noite, recebeu apoio dos familiares, sindicato de sua categoria, além do público em geral que acompanhou o desenrolar da estória. Esta rede de apoio o ajudou a se sentir seguro e amparado para provar frente à companhia de seguros que tomou a melhor decisão.

A rede de apoio construída através de sua articulação nos diferentes grupos (dentro e fora da empresa), auxilia o Líder a alcançar os seus objetivos, amplia as possibilidades de êxito, dá sustentação a suas ideias.

Sentido de Vida

O comandante tinha valores arraigados que lhe conferiam ser não só um profissional de alta performance, como também uma pessoa com sonhos e desejos, dos quais ele não abria mão.

Ter crenças e valores sedimentados e alinhados com a missão da empresa permite que sonhos e desejos sejam almejados.

Assim, o Líder pode conduzir a equipe para o sucesso, como também atingir sua autorrealização, pessoal e profissional.

Leitura corporal

Para que o processo da companhia de seguros fosse realizado, o comandante e seu parceiro de voo ficaram retidos e só foram liberados após a conclusão, mas ele não deixou de praticar exercícios físicos para diminuir a tensão. Na primeira consulta com o médico após o pouso, demonstrou ter conhecimento de como seu organismo reage comentando os seus batimentos cardíacos.

O Líder (como todos os profissionais) precisa fazer exames periódicos, entender as reações do seu organismo diante do estresse vivenciado no dia a dia, esta consciência lhe permite estabelecer limites para a sua atuação.

As pessoas devem ter autoconhecimento de como seu organismo funciona, para saberem dosar a carga de estresse que recebem, sempre lembrar que ter um “fio terra” para descarregar as tensões é fundamental, aquilo que lhe trouxer maior benefício (lazer, exercícios, meditação, dança, yoga…)

Conclusão

O filme poderia ser uma ficção, mas não é, o fato aconteceu mesmo e foi documentado, o maior receio do comandante era o de ter perdido alguma vida, perder o emprego ou de macular a sua imagem profissional, mas incrivelmente salvaram-se todos. Outra questão foi o preparo e eficiência das equipes de socorro, em 24 minutos todos os ocupantes foram resgatados e encaminhados ao serviço médico.

Uma fala do comandante em sua defesa abordou a importância do “fator humano”, que sem dúvida foi fundamental para o desfecho feliz da estória.

Temos sempre que considerar que “as empresas não são máquinas, são organismos vivos, e para que possam se transformar, é preciso parar de pensar como mecânicos e agir como jardineiros” (Peter Senge – The dance of change).

Se você é um Líder, pergunto: como está o seu jardim?

Natalia Marques Antunes
Psicóloga, Coach e Palestrante

Natalia Marques é Psicóloga Clínica, Coach e Palestrante. Formada em Psicologia pela FMU (1981) e em Coaching/ Mentoring Life & Self-Instituto Holos, possui pós-graduação em Recursos Humanos pela FECAP. Tem curso de Meditação Chan do Templo Zu Lai em Cotia. Como Psicóloga Clínica realiza atendimento Psicoterápico de base Psicanalítica, trabalha os sintomas de Estresse, Ansiedade, Depressão, Fobias, Síndrome do Pânico, Síndrome de Burnout, Conflitos Pessoais e Profissionais. É Coach de Desenvolvimento Pessoal, ajuda pessoas a atingirem seus objetivos e metas pessoais e profissionais, para se tornarem mais felizes. Especialista em Saúde Organizacional e Ocupacional, atua ainda como palestrante em temas de saúde, resiliência, trabalho, carreira e pós carreira. Associada da ABRH, ISMA Brasil e SOBRARE. É coautora no livro “Planejamento Estratégico para a Vida”, onde trata o tema da “Resiliência”.
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