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Liderança com Humanismo: A Essência da Gestão Moderna!

O futuro da liderança estará no esforço de líderes e coaches executivos na ação compassiva, centrada no ser humano num contexto ágil e bem adaptável, de uma gestão moderna.

Liderança Humanista: A Essência da Gestão Moderna!

Liderança com Humanismo: A Essência da Gestão Moderna!

Amigos leitores, esta será a minha última postagem neste espaço, para o ano de 2021. Sem ficar explorando o passado da pandemia, um rápido olhar para o futuro já nos apresenta sérios desafios em todos os aspectos da vida humana. Seja para quem (como eu) mantem a sigla VUCAH para definir este contexto em que vivemos ou para quem já decidiu usar a sigla BANI (clique aqui para ler o artigo em que, meses atrás, debati essa questão), a velocidade de transformação está surpreendente.

Para muitos estudiosos, o momento atual é também chamado de Revolução 4.0 (alguns até dizem já haver bom caminho andado para se chegar à Revolução 5.0), onde é inevitável a associação com a expressiva tecnologia disruptiva que nos cerca, atrai e envolve no cotidiano. Ao longo de 2021, atendendo convites de profissionais de Recursos Humanos, apresentei mais de uma vez a palestra “Conhecimento é poder: o futuro não será apenas tecnologia”, a qual foi baseada no conteúdo de uma postagem minha (clique aqui para ler).

Como sempre defendi, nada mais natural que esse olhar futuro, de fato, esteja sempre balizado por estudos, pesquisas e trabalhos técnicos do mais alto nível. E, nesse sentido, fiquei extremamente feliz ao encontrar extenso e aprofundado estudo do Institute of Coaching, publicado em Setembro de 2021, bastante alinhado a tudo o que tenho escrito e mostrado ao público que me segue.

Cabe lembrar, o Institute of Coaching do McLean Hospital (Boston-EUA), afiliado da Harvard Medical School, é uma organização sem fins lucrativos, dedicada a garantir a integridade científica na área de Coaching. A sua missão é disseminar a melhor ciência do Coaching e capacitar profissionais para catalisarem mudanças positivas nas pessoas e nas empresas.

Para quem é autossuficiente em inglês, é possível acessar o estudo em sua versão original (Leading with Humanity: The Future of Leadership and Coaching), tanto a sumarizada (17 páginas) como a completa (99 páginas). Quem quiser ler o trabalho por completo, sugiro que minha postagem seja encerrada aqui, a fim de evitar o spoiler.

Contudo, como muitos leitores preferem acessar um condensado desses estudos técnicos, indo direto às conclusões e sugestões, cabe avançar com o texto a seguir. E tudo começa com a motivação dos profissionais que decidiram desenvolver o estudo.

No segundo semestre de 2020, o Institute of Coaching conduziu uma investigação sobre o impacto causado pela era pandêmica nas organizações, envolvendo os líderes e os coaches de liderança. O objetivo era oferecer lições e aprendizado para a formação de um futuro pós-pandêmico. Um grupo de dezenove profissionais, com vasta experiência em Coaching de executivos em grandes organizações, desenvolveu a pesquisa. E assim percebeu o papel que o bem-estar e a resiliência dos colaboradores tiveram como fator chave de desempenho organizacional.

Gestores aprenderam (ou confirmaram o aprendizado que tinham) que as organizações precisam apoiar o bem-estar dos colaboradores para ajudarem as suas equipes a estarem preparadas no enfrentamento de eventuais crises. Então, cinco “fundamentos de humanismo” foram revelados: expandir a consciência, cultivar relacionamentos, apoiar o bem-estar, trabalhar na integração da diversidade e, ainda, construir culturas ágeis.

O futuro da liderança estará no esforço de líderes e coaches executivos na ação compassiva, centrada no ser humano num contexto ágil e bem adaptável, em uma gestão moderna. Na alquimia da mudança e do crescimento humano, inclusive nas crises, o Coaching desempenha papel de catalisador, permitindo e acelerando a transformação individual, para o que o estudo tem metáfora curiosa.

O Coaching sugere imaginarmos um espetáculo de “jazz de liderança improvisada”. No jazz existe a improvisação de criar novas melodias ao longo do ciclo contínuo de repetição acompanhando os acordes da música. Esse espetáculo está centrado no ser humano, um gerador de mudanças no pensamento e no comportamento. Nesse conjunto de jazz, teremos a bateria jogando compaixão, o baixo explicitando valores, o sax explorando a autenticidade, o piano demonstrando a agilidade. E, por fim, a mudança final assistida pela voz do coach. Essa é a metáfora de liderar com humanidade na gestão moderna.

No parágrafo anterior foi usada a figura da “compaixão”. Um ato que pode ter efeito de transbordamento positivo ao incentivar os colaboradores a agirem com atenção e apoio; uns com os outros, nos momentos difíceis que alguém possa estar vivenciando. Os efeitos potenciais dessa postura das lideranças e dos coaches têm efeitos de longo alcance, como construir culturas de trabalho positivas, de melhorar o aprendizado, bem como reduzir comportamentos disfuncionais, como conflitos e incivilidade, que podem ter impacto deletério no desempenho organizacional.

Por fim, como forma de resumir tudo aquilo que a pesquisa do Institute of Coaching nos permite concluir, a pandemia alterou o que as pessoas esperam dos seus locais de trabalho. A dificuldade para os gestores é que essas mudanças das expectativas não são homogêneas. Por exemplo, muitos colaboradores agora estão trabalhando em casa, com mais tempo disponível para passar com a família. Por outro lado, outros que têm o trabalho centrado em interações sociais e pessoais acabam por sofrer de isolamento e problemas de saúde mental.

Assim, embora alguns possam querer manter a redução no tempo disponível no escritório, outros estarão ansiosos para voltar. Entretanto, todos estarão sintonizados com as novas condições de trabalho, riscos para a saúde, oportunidades de promoção e remuneração.

Então onde o Coaching se situará nesse contexto de um ambiente de liderança humanista?

O Coaching…

  1. Oferece um espaço seguro para se sentir fundamentado e refletir;
  2. Ajuda os líderes a enfrentar desafios e crises;
  3. Expande a consciência dos líderes;
  4. Ajuda os líderes a ver os seus pontos cegos e preconceitos;
  5. Expande a capacidade de um líder, e;
  6. Permite a transformação do pensamento e do comportamento do líder sensível.

Caberá aos líderes e coaches então comandarem o novo momento dos colaboradores, ao tempo em que assumem uma indiscutível premissa: “líderes e coaches humanistas se destacam no mundo atual”.

Gostou do artigo? Quer saber mais sobre liderança humanista e a gestão moderna? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Um forte abraço!

Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br

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Mario Divo Author
Mario Divo possui meio século de atividade profissional ininterrupta, hoje estando dedicado à gestão de negócios e de pessoas. É PhD pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com foco em Gestão de Marcas Globais e MSc, também pela FGV, com foco em Dimensões do Sucesso em Coaching (contexto brasileiro). Formação como Master Coach, Mentor e Adviser pelo Instituto Holos. Formação em Coach Executivo e de Negócios pela SBCoaching. Consultor credenciado no diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool). Credenciado pela Spectrum Assessments para avaliações de perfil em inteligência emocional e axiologia de competências. CEO da plataforma MENTALFUT® e da MDM Assessoria em Negócios, desde 2001. Mentor e colaborador da plataforma Cloud Coaching. Ex-Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Ex-Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, ex-Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e ex-Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior, voltada ao desenvolvimento de jovens lideranças em todo o mundo.
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