
Liderança Feminina: O Desafio não é Conquistar uma Cadeira, mas Ampliar a Mesa
Será que conquistar uma cadeira na mesa é suficiente para transformar o futuro da liderança feminina?
Durante muito tempo, essa foi a grande meta de muitas mulheres: romper barreiras, ocupar espaços nunca antes conquistados e provar, todos os dias, que competência e capacidade de liderança não têm gênero. Essa caminhada foi essencial, avançamos muito. Graças à coragem e ousadia de milhares de mulheres, portas foram abertas, paradigmas foram quebrados e novas gerações passaram a acreditar que também poderiam liderar. Mas chegou o momento de ampliarmos essa conversa.
Conquistar uma cadeira representa uma vitória individual. Ampliar a mesa representa uma transformação coletiva.
A verdadeira liderança não se revela apenas quando uma mulher alcança uma posição de poder, mas quando transforma essa conquista em oportunidade para que outras também possam crescer. Este é o desafio hoje e o que me faz continuar conquistando todos os dias, não só por mim, mas por todas nós.
Essa reflexão ganha ainda mais força quando observamos os números. Segundo levantamento divulgado pela Forbes, as mulheres ocupam apenas 5,2% dos cargos de CEO no Brasil. Embora tenhamos avançado, esse dado demonstra que ainda estamos longe de uma representação compatível com o número de mulheres na sociedade, o talento, a competência e a contribuição feminina para o mundo dos negócios.
No entanto, o maior desafio não está na cadeira de CEO. Ele começa muito antes.
A própria Forbes, ao destacar estudos da McKinsey & Company e da LeanIn.Org, apresenta um conceito que considero fundamental para compreendermos esse cenário: o Broken Rung, ou “degrau quebrado”. O termo descreve a desigualdade que acontece na primeira promoção para um cargo de liderança. É nesse momento que muitas mulheres deixam de receber a oportunidade que poderia transformar toda a sua trajetória profissional.
Esse primeiro degrau quebrado produz um efeito em cadeia. Se menos mulheres assumem posições de liderança no início da carreira, naturalmente teremos menos gerentes, menos diretoras, menos vice-presidentes e, consequentemente, menos CEOs. Em outras palavras, o problema não começa no topo da organização. Ele começa quando deixamos de oferecer às mulheres a primeira oportunidade para liderar.
Então vamos mudar a pergunta: O que estamos fazendo para que mais mulheres cheguem até lá?
O futuro da liderança feminina será definido pela capacidade das organizações de desenvolver talentos ao longo da jornada. Elas só precisam de oportunidade.
Na minha vida, aprendi que nenhuma conquista é verdadeiramente completa quando termina em nós mesmos. Liderar nunca significou apenas alcançar um cargo. Liderar é desenvolver pessoas, formar sucessoras, inspirar talentos e criar ambientes onde outras pessoas também possam prosperar.
Tenho o privilégio de acompanhar milhares de mulheres em diferentes momentos de suas carreiras e, em todas elas, encontro uma verdade que se repete: quando uma mulher recebe uma oportunidade, ela cresce; quando encontra uma mentora, amplia sua visão; quando faz parte de uma rede de apoio, fortalece sua confiança. E, quando conquista uma posição de liderança, dificilmente cresce sozinha. Ela impulsiona equipes, inspira outras mulheres, desenvolve novas líderes e transforma a cultura das organizações.
É por isso que acredito profundamente na mentoria. Mais do que compartilhar experiências, ela acelera o desenvolvimento, fortalece a confiança e amplia perspectivas. Acima de tudo, representa uma das ferramentas mais poderosas para reconstruirmos esse primeiro degrau e prepararmos uma nova geração de mulheres para ocupar posições estratégicas.
Eu gosto de dizer que grandes líderes não deixam apenas resultados. Deixam sucessoras. O verdadeiro sucesso de uma líder não pode ser medido apenas pelo cargo que ocupa, mas pelas oportunidades que cria e pelas pessoas que ajuda a desenvolver.
Vivemos uma época marcada pela Inteligência Artificial, pelas transformações demográficas e por profundas mudanças nas relações de trabalho.
Nesse cenário, competências como visão estratégica, inteligência emocional, colaboração e desenvolvimento de pessoas deixaram de ser diferenciais para se tornarem essenciais. A tecnologia continuará transformando processos, mas serão as lideranças que continuarão transformando pessoas.
Se quisermos ampliar os 5,2% de mulheres CEOs que exercem o cargo hoje, precisamos começar muito antes da sucessão para a presidência. Precisamos investir em desenvolvimento, mentoria, patrocínio de carreira e culturas organizacionais que reconheçam talentos e reduzam os vieses que ainda limitam tantas trajetórias femininas. Precisamos, sobretudo, consertar o primeiro degrau da escada.
Foi com essa convicção que idealizei o Programa Delas pra Elas, do Instituto Vasselo Goldoni, uma iniciativa voltada ao desenvolvimento de mulheres que ocupam posições estratégicas em Recursos Humanos. Porque fortalecer quem já lidera é uma das formas mais efetivas de ampliar oportunidades, formar sucessoras e acelerar a presença feminina nos espaços de decisão.
Ampliar a mesa é muito mais do que um discurso. É uma decisão. E toda transformação começa quando uma líder decide que seu sucesso só faz sentido se abrir caminho para muitas outras.
A igualdade de gênero ainda está distante, mas já esteve bem mais, vamos juntos?
Acompanhe minhas redes sociais e o trabalho do Instituto Vasselo Goldoni.
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Quer saber mais sobre como fortalecer a liderança feminina, não apenas para conquistar uma cadeira, mas para ampliar a mesa de oportunidades e formar sucessoras nas organizações? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Edna Vasselo Goldoni
https://www.institutoivg.com.br
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Pausa necessária
Pensando em devolver à sociedade um pouco do que havia conquistado, criou o projeto “Semeando Pérolas”, uma ação social que realizava em comunidades carentes, hospitais e empresas, empoderando mulheres e valorizando suas histórias. Em pouco tempo, foi convidada pela ONU para representar o Brasil no Congresso Mundial ONU Mulheres.
Nasce o Instituto
Em 2017, nasceu o IVG – Instituto Vasselo Goldoni com o objetivo de trabalhar o protagonismo feminino. Desde então, sua missão tem sido mostrar para as mulheres, o quanto elas são capazes de conquistar tudo o que quiserem.
Com grande força realizadora e muito senso de responsabilidade, segue à frente do IVG, trabalhando pelo empoderamento feminino, desenvolvimento e capacitação de mulheres, através de programas de mentoria, entre outras atividades diversas que ocorrem em paralelo com o mesmo foco: protagonismo feminino | empoderamento feminino | a força da mulher | liderança feminina | carreira de sucesso |
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