
Liderança em Risco: O Perigo de Ignorar Suas Emoções
Cada emoção não regulada é uma bomba silenciosa que compromete decisões, corrói relações, performance e a própria liderança.
“Quem não aprende a regular suas emoções é regulado por elas.”
Regular emoções não significa controlar, nem tampouco, esconder emoções. Significa perceber e ser capaz de nomear o que sente, entender os gatilhos que as geraram e então fazer uma escolha consciente de como reagir. Ou seja, envolve um processo de autoconsciência e observação de si mesmo.
É preciso primeiramente se dar permissão para sentir raiva, frustração, medo, tristeza e outras emoções desconfortáveis, reconhecendo-as como sinais.
Emoções são dados.
Elas sempre trazem uma mensagem, querem nos dizer algo sobre nós — sobre limites violados, frustrações quando algo foge do controle, desconexão, expectativa não atendida…
O caminho é aprender a “ler” esses dados. Enquanto desenvolvemos regulação emocional, estamos aprendendo sobre como funcionamos, nossos medos e necessidades.
É preciso também desconstruir algumas crenças, e uma que nos impede de evoluir é a que nos fala que “sentir emoções é sinônimo de fraqueza”. Enquanto você acreditar nisso e lutar para não as sentir irá bloquear o seu processo de desenvolvimento.
Sentir emoções é um sinal de que você está vivo e de que o seu corpo e mente estão reagindo a algo. Só isso! Não dá para impedir de sentir emoções. É fisiológico. É humano!
O que está na nossa mão é aprender a regulá-las. Aqui, sim, você consegue ter gestão.
Gosto de dizer que regulação emocional é um processo de ações diárias. Não tem um ponto de chegada. É uma habilidade treinável e que sempre estará em lapidação, afinal o estresse faz parte da vida e sempre seremos desafiados.
Na prática: cada respiração, cada pausa, cada reflexão reduz o estresse e melhora suas decisões. Aprender a se regular é, sem dúvida, cuidar da sua saúde, das suas relações e gerenciar o seu nível de estresse.
Mas, serei verdadeira.
Não é algo que acontece automaticamente, sem esforço. Nosso cérebro evoluiu para reagir rápido a estímulos no modo “sobrevivência”, e não para pausar e refletir antes de agir. Por isso, controlar impulsos, parar, respirar e pensar antes de reagir pode parecer difícil no começo…
A maior parte das nossas reações é automática, baseada em padrões antigos de comportamento. Mudar isso exige atenção e prática constante.
Espero que essa provocação sobre regulação emocional X gestão de estresse tenha gerado em você boas reflexões. O convite agora é que você mantenha vivo esse aprendizado e comece hoje mesmo a treinar a reagir com mais atenção e consciência.
Mas, atenção!
Oportunidades de desafios para treinos não irão faltar, utilize cada adversidade do seu dia para fazer esse exercício:
- O que eu estou sentindo?
- E o que essa emoção está querendo me “dizer”?
Só esse passo já ajudará a fortalecer sua regulação emocional. Confie no processo!
Eu sou Ellen Ravaglio e a minha coluna “Alta Performance & Saúde Mental” tem como objetivo instigar a exercitar o autocuidado, o cuidar do outro e do negócio de forma consciente e sustentável.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como suas emoções podem estar, de fato, influenciando silenciosamente suas decisões e sua liderança? Então, entre em contato comigo. Eu posso te apoiar nessa caminhada da tão sonhada Alta performance sustentável!
Ellen Ravaglio
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