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Inadimplência em alta: qual a diferença entre endividado e inadimplente?

No momento em que as pessoas entenderem a diferença de significado das dívidas que fazem, conseguirão manter sua saúde financeira e terão mais condições de realizar o que é realmente importante na vida: os sonhos!

Recentemente, vi que a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgou que 23,7% das famílias brasileiras estão inadimplentes. Em relação ao endividamento, esse valor vai para 58,7%, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Esses dois dados nos mostram um panorama da realidade financeira da população, mas muita gente não sabe bem a diferença.

Para começar, vamos deixar claro que todo inadimplente está endividado, mas nem todo endividado está inadimplente. Arrisco dizer que quase todo mundo possui uma dívida, seja por um empréstimo que fez (com banco, familiar, amigos, etc.), seja por uma compra realizada no cartão de crédito (para pagar apenas no vencimento da fatura), seja por ter parcelas a pagar, seja por um boleto (com certo prazo para pagamento) ou até mesmo por comprar fiado no mercado do bairro.

Endividamento

Quando obtemos um produto e/ou serviço que não está quitado logo no momento da aquisição, temos uma dívida. Mas isso não necessariamente é algo ruim, como muitos costumam pensar, desde que seja feito com consciência e planejamento. Muitos investidores possuem dívidas, pois essa também pode ser uma forma de proteger o dinheiro, utilizando as facilidades do pagamento postergado a seu favor.

Há dívidas de valor e dívidas sem valor. A primeira é o tipo de dívida que digo que não há problema algum ter; é aquela que agrega valor à vida e traz resultados bons em curto, médio e/ou longo prazo. Exemplos: compra de um imóvel, investimento em um curso para aperfeiçoamento profissional, escola dos filhos, dentre muitas outras que possuem o objetivo de ampliar o patrimônio, de melhorar o desenvolvimento pessoal, etc.

A segunda é aquela que fazemos sem nos programar, adquirindo coisas supérfluas, muitas vezes por impulso e compulsividade. Essa, certamente, só trará satisfação momentânea e pode ser facilmente substituída por qualquer outra coisa. Não quero dizer com isso que ninguém deveria ter dívidas sem valor, mas que elas deveriam ser feitas com mais planejamento para não comprometer seriamente as finanças, impedindo de conquistar coisas maiores.

Inadimplência

Uma pessoa inadimplente é aquela que não consegue honrar em dia com os compromissos adquiridos, ou seja, fazem compras e, depois, na hora de pagar por aquilo, não possuem o dinheiro necessário. Pode ser que apenas atrase uma conta, pagando juros pelos dias que passaram, pague o mínimo do cartão de crédito ou pode ser que não pague nada por um bom tempo, podendo até ter o nome negativado e registrado em instituições como o SPC, Serasa, etc.

No momento em que as pessoas entenderem a diferença de significado das dívidas que fazem, conseguirão manter sua saúde financeira e terão mais condições de ir atrás de realizar o que é realmente importante na vida: os sonhos!

Reinaldo Domingos é PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira. Está a frente do canal Dinheiro à Vista, é colunista do de diversos meios de comunicação. Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira e o livro Empreender Vitorioso.
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