Futuro: Para onde estamos caminhando?

Quais são as nossas perspectivas? O quanto temos nos apropriado do nosso próprio futuro? É urgente questionarmos o rumo que estamos tomando!

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Futuro: Para onde estamos caminhando?

Desde o início do ano não consigo pensar em outra coisa que não o futuro. Para onde estamos caminhando? Quais são as nossas perspectivas?

Não, não pense que estou em meio a uma crise ansiosa ou sofrendo com minhas reflexões. Ao contrário. Estou focada em entender como podemos direcionar nossa energia para construir nossa realidade frente a todas as inovações que conquistamos.

Vivemos um tempo de desconstrução. Abandonamos nossos modelos de família, de trabalho, de enriquecimento. Até mesmo nossa convivência vem sofrendo interferência da modernidade. A tecnologia transformou nossas formas de fazer e se relacionar de maneira tão intensa que tudo que conhecíamos mudou, e mudou rapidamente.

No entanto, se pensarmos nos modelos educacionais que conhecemos até aqui, entenderemos que nosso aprendizado, em grande parte, se dá por modelagem. Imitamos as pessoas à nossa volta. Mas como então modelamos diante deste cenário de desconstrução? Como crescemos sem referências?

As críticas aos modelos conservadores são pertinentes e não pretendo aqui defender nenhum retorno ao passado. Minha dúvida surge do vazio que enxergo no referencial de cada uma das pessoas que acompanho de perto. Saber que não preciso fazer como meus pais fizeram é libertador. Mas como lidar com esta liberdade quando não fui incentivado a usar minha própria capacidade criativa para traçar um caminho?

Afinal, coletivamente abandonamos nossas regras e consensos sociais, sem nos dedicarmos na mesma velocidade a preparar os indivíduos para serem autorresponsáveis diante da vida. De cada pessoa que recebo, arrisco dizer que 99% buscam orientação. E em meio ao 1% que busca autonomia, não identifico muitas ideias de por onde começar.

Estamos carentes de individuação.

A forma como os jovens de 15 anos atrás ou mais viviam este processo foi atingida por tudo que falamos acima, sem que novas maneiras fossem pensadas. Adultos que poderiam apoiar os jovens que hoje se deparam com este vazio não ocupam este papel satisfatoriamente, por também serem atingidos nesta desconstrução.

Nos desprendemos tanto de nossos modelos que nos tornamos líquidos.

Insisto com meu otimismo em apreciar a mudança que estamos experimentando. Mas entendo como urgente questionarmos o rumo que estamos tomando, para onde estamos caminhando. Afinal, o quanto tem se apropriado do seu futuro? O quanto tem contribuído para a apropriação dos que estão à sua volta, sobretudo os jovens?

Eu desejo a você um futuro brilhante e único, construído por suas próprias decisões e ações! Pense sobre ele e o desenhe! Você vai se apaixonar por esta experiência. Permita-se!

Sheila Berna
https://www.sheilaberna.com.br/

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Sheila Berna Author
⚙️ Sheila Berna
Sheila Berna é Psicóloga pela USP, Especialista em Orientação de Carreira pela USP, Master Coach pela FEBRACIS, Consultora e Palestrante. Com mais de 12 anos de experiência em atendimento individual, há 5 anos trabalha desenvolvendo lideranças e equipes. Residente do Vale do Paraíba, atuou em diferentes projetos da região assim como em São Paulo e Rio de Janeiro. Empreteca, apoia o movimento dos Empretecos do Vale do Paraíba, contribuindo para a organização de eventos relevantes ao empreendedorismo da região.
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