
O Barco, o Submarino e o Mar: As Diferentes Formas de Crescimento e os Processos Invisíveis da Vida
Querido leitor,
Durante muito tempo, aprendemos a associar avanço àquilo que pode ser visto. Movimento que aparece. Resultados que se mostram. Caminhos que recebem aplausos.
Mas a vida é mais ampla do que aquilo que os olhos alcançam.
Há quem avance como um barco. Segue na superfície, corta as águas, conhece o vento, ajusta as velas.
O trajeto é visível. As ondas anunciam sua passagem. É possível acompanhar o percurso, medir a distância, reconhecer o progresso.
E há quem avance como um submarino.
O submarino não corre. Ele desce. Silencia.
Atravessa camadas profundas onde a luz chega filtrada, onde o tempo parece diferente, onde quase nada é percebido de fora.
Não levanta espuma. Não chama atenção.
Mas percorre distâncias internas que transformam toda a estrutura do ser.
Por muito tempo, aprendemos a comparar esses dois modos de existir como se um fosse mais válido que o outro. Como se visibilidade fosse sinônimo de maturidade. Ou silêncio, sinal de estagnação.
Mas essa é uma leitura incompleta.
Há muitas formas de crescer. Algumas são visíveis. Outras, silenciosas. Mas ambas exigem presença. Ambas pedem verdade.
Nem todo avanço precisa ser anunciado. Nem todo silêncio é ausência de movimento.
A vida não avança apenas para frente. Às vezes, avançar é ir para dentro. É aprofundar. É sustentar processos que, de fato, não cabem em moldes ou explicações rápidas.
Talvez você tenha crescido em lugares que não viraram conquista externa, mas viraram raiz.
E raiz é o que realmente sustenta qualquer fundação.
E, nesta metáfora, talvez o mais importante não seja nem o barco, nem o submarino, mas o Mar.
O Mar que envolve tudo, que sustenta tanto o visível quanto o profundo, que conduz o barco que sabe para onde vai e o submarino que reconheceu o valor de mergulhar.
O Mar não escolhe um lado. Não hierarquiza caminhos. Ele acolhe, sustenta e conduz.
Alguns avançam com clareza de direção. Outros avançam confiando na profundidade. Mas todos são levados pelo mesmo Mar.
Eu acredito que isso explica um pouco sobre Deus. Não como Aquele que acelera ou freia, mas como aquele que sustenta cada travessia, inclusive as que quase ninguém vê.
E você, neste momento da vida, se percebe mais como barco ou como submarino?
Qualquer que seja a resposta, confie: se há Mar, há condução.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como reconhecer e confiar nos processos invisíveis do seu crescimento pessoal? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Com carinho,
Shirley Brandão
Mentora de Prosperidade Integral, escritora e terapeuta sistêmica
https://shirleybrandao.com.br/
@shirleybrandaooficial
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