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Foco, propósito e uma vida melhor!

Seja em uma intervenção de Coaching ou como consultor, é preciso ajudar o cliente a definir o foco do negócio e, com isso, ficará mais simples para ele entender os propósitos envolvidos, como pessoa e para o negócio.

Eu não sei quanto a você, estimado leitor, mas é impressionante a quantidade de pessoas que vejo assumirem-se com competência de Coach executivo ou de negócios, tendo experiência profissional limitada. Há uma corrente de estudiosos em Coaching que não coloca isso como critério fundamental, porém não é o que a maioria dos contratantes aceita. Talvez, para se desenvolver em Coaching e ganhar experiência, antes de partir para contratos em megacorporações, caberia aprender mais no universo do empreendedor individual ou microempresa, onde riscos e desafios são mais compatíveis.

Seja em uma intervenção de Coaching (ou em uma intervenção como consultor), há uma pergunta inicial que é quase um padrão: “qual o tipo de negócio que você quer construir?”. Parece óbvio, mas há um problema básico que atinge empresas de todo o porte e, em especial, as micro e pequenas empresas. Alguns empreendedores desistem de lutar quando estão perto da falência, sem se darem conta de que o problema central está na falta de uma direção, um rumo, um caminho. E o cenário vai ficando perigoso demais…

Um negócio começa a passar por dificuldades e o empresário decide abrir outra linha de atuação para compensar o primeiro, conseguindo com isso duplicar problemas e angústias. E aí chegam o terceiro e o quarto empreendimento, fazendo jorrar dinheiro para fora na forma de custos e investimentos, sem adequado e sólido caminho para rentabilizar o dinheiro investido em algo mais próximo de uma fantasia do que de uma realidade. Se perguntar ao empresário: “Como é que esses novos negócios ajudarão em sua vida?”… a resposta será difícil, vaga, como que a desconversar sobre o assunto. Isso se ele não cair em silêncio profundo.

Para entender como esse empresário trouxe seus negócios ao estágio complicado atual, é preciso começar pela descoberta do que ele é e do que quer ser. O que acontece com a maioria dos pequenos empresários (mas não exclusivamente), é que a “vida ocupada” faz com que se esqueçam por que eles decidiram fazer algo (e fazem tudo automaticamente, sem critério ou noção do que vão construir). O objetivo pessoal começa a se confundir com o objetivo das empresas e a vida vira uma roda-gigante.

O Coach precisa ajudar o cliente a definir o foco do negócio e, com isso, ficará mais simples para ele entender os propósitos envolvidos (como pessoa e para o negócio). Ao fazer isso corretamente, os clientes certos ficarão e os clientes estressantes sumirão. O empresário precisa acreditar que os clientes certos são aqueles que aparecem em sua vida antes mesmo de serem procurados, enquanto os errados devem ser tratados de forma a nem mesmo procurarem pela empresa. O estresse diminui, os lucros crescem e a vida fica melhor se você descobrir quem você realmente é o que pretende fazer. Com foco e propósito.

Qualquer que seja o tipo de experiência do Coach, ele não pode abrir mão de questionar um cliente a partir desse ponto central. Mas sua experiência (e competência geral) são absolutamente essenciais para saber o que fazer com a resposta do empresário, ou mesmo com o silêncio que dominará a sala…

Mario Divo Author
Mario Divo possui meio século de atividade profissional ininterrupta, hoje estando dedicado à gestão de negócios e de pessoas. É PhD pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com foco em Gestão de Marcas Globais e MSc, também pela FGV, com foco em Dimensões do Sucesso em Coaching (contexto brasileiro). Formação como Master Coach, Mentor e Adviser pelo Instituto Holos. Formação em Coach Executivo e de Negócios pela SBCoaching. Consultor credenciado no diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool). Credenciado pela Spectrum Assessments para avaliações de perfil em inteligência emocional e axiologia de competências. CEO da plataforma MENTALFUT® e da MDM Assessoria em Negócios, desde 2001. Mentor e colaborador da plataforma Cloud Coaching. Ex-Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Ex-Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, ex-Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e ex-Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior, voltada ao desenvolvimento de jovens lideranças em todo o mundo.
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