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Flexibilização da Quarentena: Sua empresa e a reabertura gradual

Com as regras de flexibilização da quarentena e abertura gradual, muitas empresas estão voltando às atividades. Resta saber: Qual será o “novo normal”?

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Flexibilização da Quarentena: Sua empresa e a reabertura gradual

Aos poucos a vida volta ao normal, resta saber qual será o “novo normal”. Com as regras de flexibilização da quarentena e abertura gradual, muitas empresas estão voltando às atividades. É triste constar que muitas empresas, lojas e restaurantes encerraram definitivamente suas atividades, alguns deles com muitos anos de mercado. Infelizmente, as empresas que estavam em uma situação frágil, não conseguiram resistir a essa crise.

Uma crítica que tenho feito é a falta de apoio do governo às micro, pequenas e médias empresas. Não foi realizado, em nenhum momento, um plano econômico para que esses negócios, tão essenciais ao nosso país, tivessem mais chances de atravessar essa crise. Vale lembrar que, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), os micro e pequenos negócios representam 99% do total de empresas no Brasil. Ainda, as pequenas companhias são as que mais geram emprego no Brasil com carteira assinada, somando 54% dos empregos formais do país.

Com a reabertura gradual, surge uma dúvida: vale a pena reabrir nesse momento? A resposta para esse questionamento é: Depende. Muitas empresas optaram, ou não tiveram outra alternativa, e ficaram totalmente fechadas desde março, início da quarentena. Algumas medidas tomadas por essas empresas foram: pleitear a redução do aluguel, que em alguns casos foi reduzido em 70%; suspensão do contrato de trabalho dos funcionários e como consequência da falta de faturamento, não houve tributos a serem pagos.

Para essas empresas reabrirem significa retomar o pagamento integral do aluguel, tendo em vista que a redução se justificou pela falta de faturamento, interromper a suspensão dos contratos de trabalho e, além disso, comprar estoque.

Nesse momento, você deve considerar todos esses pontos, e ainda, qual o seu público-alvo. Se você, por exemplo, for dono de um restaurante que abre apenas no horário do almoço, além de todos os pontos acima, deve também ser avaliado se no bairro que você está localizado as pessoas voltaram a trabalhar normalmente ou se ainda estão em regime de Home Office. Muitas empresas decidiram manter seus funcionários que podem trabalhar remotamente em casa, por diversos motivos.

Se você é dono de uma loja, seu público-alvo também deve ser analisado, mas também se existe alguma possibilidade de realização de venda por internet ou telefone.

Muitos microempreendedores estão tendo sucesso realizando vendas nas grandes cidades, na região e no condomínio ondem moram. Muitas pessoas estão se conscientizando da importância do apoio ao comércio do seu bairro.

Novamente, precisamos manter o foco, tudo vai passar. Desejo boa sorte a todos e força para atravessarmos esse período.

Se você tem alguma dúvida, então mande para nós!

Até o próximo encontro!

Mária Pereira Martins de Carvalho
https://www.pnst.com.br/profile/maria-pereira-martins-de-carvalho

Confira também: Expectativas fiscais pós COVID-19

 

Mária Pereira Martins de Carvalho é advogada formada pela Universidade Mackenzie, contadora formada pela FECAP e especialista em direito tributário e econômico alemão (LLM) pela Ruhr Universität. Atua há mais de 16 anos na área tributária como consultora, com foco na elaboração de planejamento tributário. Possui vasta experiência em consultoria empresarial para empresas nacionais e internacionais.
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