O post Inadimplência no Brasil: Um Retrato Nacional que Exige Mudança de Comportamento apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O Brasil vive uma realidade preocupante quando o assunto é inadimplência. Dados do Serasa referentes a dezembro de 2025 mostram que 49,77% da população adulta do país está inadimplente. Isso representa 81,2 milhões de brasileiros com contas em atraso. O valor médio das dívidas por pessoa chega a R$ 6.382, enquanto cada débito possui valor médio de R$ 1.593,27. No total, o estoque das dívidas ultrapassa R$ 518 bilhões.
Mais do que números, estamos falando de famílias pressionadas, sonhos adiados e qualidade de vida comprometida.
Quando analisamos os estados, percebemos que o problema é nacional e estrutural. O Amapá lidera o ranking, com 66,02% da população adulta inadimplente, seguido pelo Distrito Federal, com 61,84%, Amazonas, com 58,25%, Rio de Janeiro, com 58,13%, e Mato Grosso do Sul, com 58,12%. São índices bastante elevados.
São Paulo, maior economia do país, aparece na sétima posição, com 54,23% da população adulta inadimplente, acima da média nacional. Logo depois vêm estados como Mato Grosso, com 52,54%, Roraima, com 51,63%, e Ceará, com 51,55%.
Na outra ponta, temos estados com percentuais menores, mas ainda preocupantes, como Paraná, com 44,84%, Paraíba, com 44,33%, Bahia, com 44,07%, Sergipe, com 44,04%, Espírito Santo, com 42,72%, Piauí, com 40,08%, e Santa Catarina, que registra o menor índice do país, com 39,44%.
O que esses dados mostram é que, embora haja diferenças percentuais entre as unidades federativas, a inadimplência é uma realidade disseminada. Mesmo o estado com menor índice tem praticamente quatro em cada dez adultos com dívidas em atraso. Isso revela que o problema não está restrito a uma região ou perfil específico. Sem dúvida, trata-se de uma questão comportamental e estrutural da relação do brasileiro com o dinheiro.
Ela é construída ao longo do tempo, por decisões financeiras tomadas sem planejamento. O uso recorrente de crédito de alto custo, como cartão de crédito, cheque especial e parcelamentos longos, aliado à ausência de controle orçamentário, compromete grande parte da renda mensal apenas com juros. E quando se paga apenas o mínimo ou se renegocia sem estratégia, a dívida se prolonga.
Defendo há anos que sair da inadimplência é possível, mas exige método, disciplina e consciência financeira. O primeiro passo é conhecer profundamente a própria realidade, levantar todas as dívidas, identificar valores, prazos e taxas de juros. É fundamental priorizar aquelas que mais impactam o orçamento, especialmente as de juros mais altos.
Outro ponto essencial é preservar as despesas básicas, como moradia, energia, água e alimentação, e reorganizar o restante do orçamento com rigor. Recomendo registrar todos os gastos por, no mínimo, 30 dias. Pequenos valores, quando somados, fazem grande diferença. Esse diagnóstico é libertador, pois permite enxergar excessos e criar espaço para quitar débitos.
A negociação com credores deve acontecer somente após esse mapeamento financeiro. É preciso saber exatamente quanto se pode pagar por mês, evitando acordos que não se sustentam e geram assim novas frustrações. Em alguns casos, concentrar dívidas em uma linha com juros menores pode ser estratégico, desde que haja clareza e responsabilidade.
Também é importante refletir sobre hábitos de consumo. Muitas vezes, o endividamento está ligado a decisões emocionais e à busca por satisfação imediata. Educação financeira não é apenas matemática, é comportamento.
A inadimplência elevada em praticamente todos os estados é um sinal claro de que precisamos mudar a forma como lidamos com o dinheiro. Quando a população aprende a planejar, priorizar e alinhar seus gastos aos seus objetivos de vida, não apenas reduz dívidas, ela transforma sua relação com o futuro.
E essa transformação começa pela educação financeira.
Quer saber como fazer uma mudança efetiva no seu comportamento e sair da inadimplência, mesmo diante do cenário atual no Brasil, reconstruindo sua vida financeira com método, consciência e estratégia? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Um grande abraço,
Reinaldo Domingos
Presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN), PhD em Educação Financeira e criador da Metodologia DSOP. Autor de mais de 150 obras sobre o tema, incluindo o best-seller “Terapia Financeira”
https://www.dsop.com.br
Confira também: Educação Financeira nas Prefeituras: Por Que o Tema se Tornou Imprescindível
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]]>O post O Que as Grandes Empresas Nos Ensinam Sobre Maturidade Organizacional apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Nos últimos meses, escrevi nesta coluna sobre gestão integrada, liderança em tempos de incerteza, burnout, governança silenciosa e a importância das competências socioemocionais na construção de carreiras sólidas. À primeira vista, podem parecer temas distintos. Na prática, todos convergem para um mesmo ponto: maturidade organizacional.
Ao observar os resultados do 4º trimestre de 2025, divulgados por grandes empresas brasileiras como Vale, Ambev, XP Inc., Riachuelo, TOTVS, Neoenergia, Assaí Atacadista, Banco do Brasil e Banco BV, percebemos algo que vai além dos números: existe método por trás da performance.
Apesar de atuarem em setores diferentes, todas têm:
O empresário de uma pequena ou média empresa muitas vezes acredita que sua realidade é diferente demais para aplicar essas práticas. Escuto com frequência: “Somos menores”, “Nosso mercado é mais volátil”, “Não temos estrutura para isso”, “Eu sou um só”. São frases comuns, até que compreendam que existe uma governança adequada para cada tipo de empresa, compatível com diferentes tamanhos e orçamentos.
Estratégia clara, por exemplo, não é um documento elaborado uma vez por ano. É a capacidade de definir prioridades reais e comunicá-las de forma coerente a toda a organização. Grandes empresas desdobram suas estratégias em metas mensuráveis, indicadores objetivos e rituais periódicos de acompanhamento. Isso reduz ambiguidades e evita esforços dispersos.
Nas PMEs, é comum encontrar energia e dedicação, mas falta alinhamento. Cada área segue sua própria lógica. O comercial busca crescimento a qualquer custo, o financeiro tenta conter despesas, a operação reage às urgências. Quando a estratégia não é integrada, a empresa trabalha muito e avança pouco.
Disciplina na execução é outro ponto crítico. Não basta decidir o que fazer; é preciso definir quem faz o quê, como, quando e por que, além de garantir consistência. Grandes organizações estruturam processos, acompanham indicadores e revisam rotas com base em dados. Não é rigidez; é método.
Em empresas menores, muitas vezes a execução depende exclusivamente do dono. A centralização excessiva gera sobrecarga, reduz a velocidade das decisões e cria assim dependência estrutural. O resultado é previsível: crescimento limitado à capacidade individual do líder.
A gestão financeira também diferencia empresas maduras. Não se trata apenas de controlar o fluxo de caixa, mas de mapear riscos, estruturar controles e tomar decisões com critérios claros. Quando companhias falam em disciplina de capital ou rotação de ativos, demonstram consciência estratégica sobre onde investir, onde desinvestir e como proteger a sustentabilidade do negócio.
PMEs frequentemente confundem flexibilidade com ausência de controle. Mas flexibilidade sem governança se transforma em vulnerabilidade.
Grandes empresas sabem que cultura desalinhada corrói estratégia. Não basta definir valores; é necessário traduzi-los em comportamentos, sistemas de recompensa bem como critérios de decisão.
Em negócios familiares ou de porte médio, vínculos emocionais podem dificultar ajustes necessários. Conflitos não endereçados, favoritismos ou ausência de critérios claros acabam impactando desempenho. Cultura madura não elimina emoções, organiza a forma como são geridas.
O uso inteligente de tecnologia também se destaca. A inteligência artificial, por exemplo, deixou de ser tendência distante para se tornar ferramenta estratégica. No entanto, tecnologia só gera valor quando está integrada aos processos e à estratégia.
Quantas empresas investem em sistemas que não conversam entre si? Ou implementam ferramentas digitais sem treinar adequadamente suas equipes? Tecnologia desconectada da gestão torna-se um custo invisível.
Outro padrão comum é o foco genuíno no cliente. Grandes empresas estruturam jornadas, analisam dados e ajustam operações com base na experiência entregue. Não é discurso; é modelo de negócio.
Nas PMEs, muitas vezes o relacionamento é próximo e pessoal, o que é uma vantagem competitiva. Porém, sem processo estruturado, essa proximidade não se traduz necessariamente em fidelização ou crescimento sustentável.
A capacidade de adaptação também merece destaque. O ambiente econômico brasileiro é desafiador e volátil. Empresas maduras revisam cenários, simulam impactos e ajustam estratégias sem perder coerência. Adaptar não significa improvisar; significa ajustar mantendo direção.
A fragmentação interna é um dos pontos mais negligenciados nas pequenas e médias empresas. Quando áreas operam de forma isolada, surgem retrabalhos, conflitos e perda de margem. Quando estratégia, operação, financeiro e gestão de pessoas não conversam, a empresa então paga o preço em eficiência.
Exige capacidade de ouvir, alinhar expectativas e desenvolver sucessores. Empresas que crescem de forma sustentável investem no desenvolvimento de seus líderes, inclusive dos próprios sócios.
Ao conectar todos esses pontos, fica evidente que o diferencial das grandes empresas não está apenas no capital disponível, mas na presença de um sistema integrado de gestão.
Gestão integrada significa alinhar estratégia, processos, pessoas, cultura e governança de forma coerente. Quando esses elementos caminham juntos, então a empresa ganha previsibilidade, reduz riscos e amplia sua capacidade de crescimento sustentável.
A pergunta que proponho aos empresários é simples, mas profunda: se sua empresa dobrasse de tamanho amanhã, sua estrutura suportaria?
Avalie se os processos estão claros, se as responsabilidades estão definidas, se os riscos estão mapeados, se a cultura sustenta ou sabota a estratégia e se a liderança está preparada para escalar.
Muitas empresas crescem em faturamento antes de crescer em estrutura. E, quando a estrutura não acompanha, o resultado é desalinhamento, desgaste da liderança e perda de margem.
Prosperar exige método. Sustentar exige integração.
As grandes empresas apenas evidenciam aquilo que vale para qualquer porte: disciplina, clareza estratégica e governança não são luxo, são fundamentos.
Talvez o verdadeiro diferencial competitivo não esteja em inovar mais rápido, mas em integrar melhor.
E, no fim, a maturidade organizacional não é um destino final, mas um processo contínuo de ajuste, aprendizado e fortalecimento estrutural.
Porque crescer é importante. Mas crescer com consistência é o que constrói legado.
Com respeito à sua trajetória e ao legado que você está construindo, deixo então essa reflexão.
E, se fizer sentido para o momento da sua empresa, fico à disposição para uma conversa mais personalizada.
Quer saber como fortalecer a maturidade organizacional da sua empresa e prepará-la para crescer com estratégia, governança e consistência? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.
Até mais!
Graziela Heusser Azeredo
https://www.linkedin.com/in/grazielaheusserazeredo/
Confira também: Gestão Integrada como Sustentação da Liderança em Tempos de Incerteza
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]]>O post Produtividade ou Precarização: Será esse o Novo Contrato Social com IA? apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Prezados amigos deste espaço, hoje o tema será bem provocativo e para muitas reflexões, seja quanto a gestores e lideranças empresariais, ou mesmo por aquelas pessoas que se interessam pela temática do trabalho. E, nesse sentido, vou me basear nas principais conclusões do Fórum de Davos 2026, alinhando o futuro do emprego e a presença da chamada Inteligência Artificial (IA) nas nossas vidas.
O Fórum de Davos consolidou um consenso pragmático: a inteligência artificial (IA) não é apenas uma tecnologia a ser adotada, é um fator estrutural que redesenha tarefas, modelos organizacionais e políticas públicas. Ao invés de um choque único e que elimina empregos em massa, os debates apontaram para uma transição complexa e desigual, em que ganhos de produtividade e novas funções coexistirão com deslocamentos setoriais e diferentes formas de pressão sobre as habilidades humanas.
Particularmente, há um olhar todo próprio e específico para o que se pode esperar com relação aos países do Terceiro Mundo, e especificamente na América do Sul. As conclusões apontam para quatro pilares fundamentais:
Países com infraestrutura digital, capital humano e mercados integrados conseguirão capturar os benefícios da IA mais rapidamente. Na América do Sul, isso criará uma divergência interna, com centros urbanos e setores exportadores (fintech, agronegócio de alta tecnologia, serviços digitais) avançando, enquanto regiões rurais e economias informais enfrentarão maior estagnação.
Sem políticas ativas de requalificação e proteção social, a automação pode empurrar trabalhadores para formas mais precárias de renda. Será a expansão de um mercado de trabalho baseado em tarefas temporárias, projetos pontuais ou serviços sob demanda, em geral realizados por profissionais freelancers ou independentes, sem vínculo empregatício. Isso reduzirá a renda média e aumentará as desigualdades (que já são críticas). A experiência de países que já enfrentam altas taxas de informalidade torna esse risco particularmente relevante na América do Sul.
A adoção estratégica de IA em setores-chave (agricultura de precisão, logística, saúde básica, educação a distância) pode gerar ganhos de produtividade significativos. Os projetos públicos‑privados e parcerias com plataformas globais podem acelerar esse processo, desde que acompanhados de políticas de inclusão digital. Vale lembrar que a agricultura de precisão já é uma realidade no Brasil, permitindo otimizar o uso de insumos, maximizar a produtividade e aumentar a sustentabilidade.
O Fórum de Davos 2026 destacou que a resposta não será apenas técnica, mas política: regulação inteligente, incentivos à requalificação, redes de proteção social adaptadas e investimentos em conectividade são essenciais. Para países em desenvolvimento, priorizar infraestrutura digital e educação básica com foco em habilidades transferíveis é, de fato, mais urgente do que perseguir tecnologias de ponta.
Caminhando para o fim deste resumo sobre as principais conclusões do Fórum de Davos 2026, há recomendações adicionais que fazem muito sentido e dependerão, sem dúvida, de um arsenal consistente de políticas públicas para os países em desenvolvimento:
O Fórum de Davos 2026 deixou claro que o futuro do trabalho em um mundo com IA será misto, e haverá, simultaneamente, a criação de valor para uns e os riscos de exclusão, para outros.
Na América do Sul e em países do Terceiro Mundo, o desafio é transformar a tecnologia em alavanca de inclusão, não em catalisadora de desigualdades. Isso exige escolhas políticas concretas, tais como investimento em conectividade, educação orientada para competências, proteção social adaptativa e excelência em parcerias público‑privadas.
Por fim, essa nova ordem global que se forma no planeta Terra irá cobrar, também, a visão estratégica que coloque a requalificação e a governança no centro da agenda. Sem essas medidas, os países em desenvolvimento correm o risco de ficarem presos na periferia de uma nova economia. Porém, com essas medidas, poderão aproveitar uma janela histórica para acelerarem o crescimento e a inclusão.
Eu sou Mario Divo e posso ser encontrado pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.
Quer saber mais sobre o futuro do emprego e como transformar o impacto da IA no trabalho em ganhos reais de produtividade sem gerar precarização? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até nossa próxima postagem!
Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br
Confira também: O Cafezinho Digital e a Teoria da Troca
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]]>O post O Peso da Mochila Invisível: Como Aliviar Cargas Emocionais e Desenvolver Resiliência no Trabalho e na Vida apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Traumas passados, frustrações, crenças, repetições e expectativas não resolvidas pesam silenciosamente em nossas vidas e costumamos nos sentir como um elefante acorrentado.
Sob a ótica da resiliência científica entendida como a capacidade de pensar de forma estratégica para lidar com as adversidades, conflitos e caos com respostas construtivas, e não resistência as situações, mas sim identificar, perceber como aliviar o peso oculto é fundamental para crescer pessoal e profissionalmente.
Nessa mochila acumulamos inseguranças por rejeições, culpas, decepções, fracassos sejam eles pessoais ou profissionais, elementos esses que limitam nosso potencial quase sem notarmos por meio das repetições. Em ambientes de trabalho, essas cargas se manifestam como fadiga mental, queda de autoestima e ansiedade frequente, prejudicando o desempenho e afetando relações. Ignorar esses pesos só piora o esgotamento, transformando-se em fontes de conflito.
A resiliência, fundamentada em estudos científicos, incentiva a regulação emocional: contribui para reconhecer nossos próprios limites por meio do desenvolvimento da autoconfiança e da tolerância às frustrações, pedir ajuda, desenvolver a autoconfiança e contribui para ressignificar o que nos impede de crescer.
A abordagem da Comunicação Não Violenta (CNV) e a autocompaixão facilitam para “esvaziar” essa mochila, percebendo e identificando como se sente, onde no corpo aparece os sinais, contribuindo para identificar as necessidades importantes, aprendendo a negociar limites saudáveis, valorizando a flexibilização e adaptação de forma inteligente. Desse modo, dificuldades tornam-se oportunidades para conquistar mais leveza, como quando prioriza-se descansar depois de um ano intenso, sem culpa.
A mochila invisível está junto de nós mesmo antes de nascermos, pois ela também contém tudo que nossa ancestralidade viveu e sentiu. Além disso temos um medo absurdo de perder e por isso muitas vezes acreditamos que queremos o que não queremos.
Todos nós temos medo de se expor e acabamos por criar barreiras invisíveis, como por exemplo buscando controlar tudo para não assumir riscos e dessa forma gera um cansaço extremo, podendo chegar a doenças físicas que nem nos damos conta que estejam ligadas a ansiedade ou angústia.
O convite não é excluir e sim na verdade incluir, para poder abrir espaço para o novo que ainda não conhecemos.
Quer saber como aliviar cargas emocionais e desenvolver resiliência para viver com mais leveza e clareza emocional, no trabalho e na vida pessoal? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Um grande abraço e até o próximo artigo!
Wania Moraes Troyano
Especialista em Resiliência Científica e Neurociências
http://www.waniamoraes.com.br/
Confira também: A Vulnerabilidade como Potencial Transformador nas Lideranças e nas Relações Humanas: Contribuições da NR-1
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]]>O post Como Preparar Seu Filho para a Vida: As Habilidades Emocionais e Práticas que Constroem Adultos Independentes apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Existe um momento inevitável na vida de todo pai e toda mãe: o dia em que seu filho não precisará mais de você da mesma forma.
Ele tomará decisões sozinho. Enfrentará desafios sem buscar sua aprovação imediata. Construirá sua própria trajetória. E, embora isso aconteça no futuro, é hoje que essa independência começa a ser construída.
Preparar o filho para a vida não significa apenas oferecer proteção, educação formal ou conforto. Significa ajudá-lo a desenvolver recursos internos que, de fato, o sustente quando você não estiver por perto. Essa é a base da verdadeira autonomia.
Um dos maiores equívocos na educação dos filhos é acreditar que eles aprendem principalmente com o que dizemos. Na realidade, eles aprendem com o que observam.
Seu filho observa:
É através dessas experiências que ele constrói sua própria forma de existir no mundo. O exemplo é, sem dúvida, o principal instrumento de formação emocional. Não é o discurso que ensina respeito. É o comportamento.
A autonomia é uma habilidade que influencia diretamente a saúde emocional, a autoestima e a capacidade de adaptação ao longo da vida.
Crianças que desenvolvem independência tendem a se tornar adultos:
Isso acontece porque aprendem, desde cedo, que são capazes de agir, resolver e se adaptar.
A independência emocional infantil é construída por meio das experiências que os pais permitem que os filhos vivenciem.
Algumas habilidades práticas são fundamentais para o desenvolvimento da autonomia:
Essas habilidades fortalecem a percepção interna de capacidade. Dessa forma, a criança começa a entender que pode cuidar de si mesma.
As habilidades emocionais são ainda mais determinantes do que as habilidades práticas. São elas que influenciam decisões, relacionamentos e, além disso, a forma como seu filho enfrentará o mundo.
Essas habilidades funcionam como um alicerce interno. Elas sustentam seu filho ao longo de toda a vida.
Muitos pais acreditam que proteger significa evitar qualquer desconforto, mas o desenvolvimento emocional exige experiência.
Isso inclui:
Essas experiências ajudam a construir resiliência. A criança aprende que é capaz de enfrentar dificuldades e se adaptar.
Criar filhos emocionalmente fortes é preparar adultos emocionalmente saudáveis. Quando uma criança desenvolve autonomia emocional e prática, então ela se torna mais preparada para lidar com os desafios inevitáveis da vida.
Ela não depende exclusivamente da validação externa.
Ela não paralisa diante das dificuldades.
E confia em sua própria capacidade de enfrentar o mundo.
Esse é um dos maiores presentes que um pai ou uma mãe pode oferecer. Não é eliminar todos os obstáculos, mas sim ajudar seu filho a desenvolver recursos internos para atravessá-los.
O objetivo final da educação não é criar dependência. É criar autonomia. É formar um ser humano que saiba cuidar de si, construir relações saudáveis, tomar decisões conscientes e, além disso, viver com equilíbrio emocional.
Seu filho não precisa que você resolva tudo por ele. Ele precisa que você o ajude a descobrir que é capaz. E essa é uma construção que acontece todos os dias, através do exemplo, do apoio e das experiências que você permite que ele de fato viva.
Quer saber como preparar seus filhos para a vida, ajudando-os a se tornarem independentes e fortes por meio do desenvolvimento de habilidades emocionais e práticas no dia a dia? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.
Danielle Vieira Gomes
http://daniellegomescoach.com.br/
Confira também: O Erro Silencioso da Parentalidade Moderna
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]]>O post Final de Ciclo: Despedindo-se com Amor apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Um dos momentos mais significativos e delicados de qualquer história é o seu final. Dependendo de como ele acontece, um rompimento ou uma despedida pode marcar negativamente a trajetória vivida. E pode demandar muito tempo e energia para, de fato, ficar definitivamente no passado.
Seja uma amizade, um relacionamento afetivo, uma sociedade ou qualquer outro tipo de relação profissional, a arte de fechar ciclos é muito importante para que o passado passe. E os novos ciclos sejam inaugurados com plena condição de ser dado um passo à frente.
Quando a história teve muitos momentos bons, desde um início promissor e energizado, os ganhos recíprocos, crescimento, aprendizado e gestos de reconhecimento, ainda assim, um dia, esse capítulo terá que se encerrar. Às vezes, tudo foi tão bom e significativo que, para poder terminar, é preciso haver uma crise. Um conflito, às vezes até barulhento, e um afastamento carregado de emoções. Acontece com casamentos e com empregos. Quando vista à distância, uma história que teve um final infeliz pode ser vista por inteiro. Afinal, o ciclo não se resume ao seu final.
Ao fazer o inventário de um ciclo, quando olhamos para a história sem o viés das emoções, é possível reconhecer, antes de tudo, o que nos levou a fazer aquela escolha. Qual era a real situação quando a história começou, as buscas, necessidades e quais foram os ganhos obtidos por todos os envolvidos. O quanto crescemos, os talentos que desenvolvemos, os exemplos edificantes que observamos, as soluções que encontramos, as vitórias que festejamos, as risadas que demos, o dinheiro que ganhamos, etc.
Se nossos objetivos se distanciaram, se passaram a ser mais visíveis as desvantagens de continuar, se o custo estava alto demais, se os interesses e as prioridades mudaram, paciência. Da melhor maneira possível, é hora de colocar um ponto final. Quando as partes chegam à essa constatação juntos, fica mais fácil. Distratos, acordos amigáveis, o desejado ganha-ganha acontece com mais finalidade, mesmo na despedida.
A proposta da visão sistêmica, que considera o movimento como um todo, não apenas os aspectos relevantes e as razões de um dos lados, é que o fechamento de ciclos aconteça “com amor”, mesmo quando são reflexos de que o amor, a paixão pelo projeto, o entusiasmo pela missão do negócio esfriou, é possível sair bem, com elegância e com uma bagagem valorizada, tornando-se assim uma experiência genuinamente positiva.
Tudo o que eu dei e tudo o que ganhei ao longo de toda a história, tudo isso é meu. Se eu dei é porque eu tinha e tenho. Se eu ganhei, eu passei a me beneficiar de algo conquistado.
Assim, o passado passa, com gratidão, confiança e leveza. E as memórias construídas permanecem, enriquecendo a vida, gerando aprendizado, maturidade, e ajudando a fazer novas e ainda melhores escolhas.
Com este artigo eu fecho um gratificante ciclo de contribuições com o vigoroso e necessário projeto da Cloud Coaching. Esperando ter ajudado a inspirar leitores, compartilhando aquilo que minha experiência me permitiu aprender. Desejo a todos os envolvidos com a revista, editores, colunistas e leitores, que a vida seja farta e que não lhes falte inspiração e motivação para vencer.
Um forte abraço!
Quer saber mais sobre como fechar ciclos na vida ou na carreira e transformar despedidas em experiências de crescimento e fortalecimento pessoal? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Almir J Nahas
Consultor Sistêmico
https://olharsistemico.com.br/
Confira também: Autoconhecimento: A Chave para a Automotivação
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]]>O post Novos Começos e Carreira: Como Definir 3 Prioridades Profissionais para Crescer com Foco e Sustentabilidade apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Olá!
Eu sou Natália Monetti. Sou psicóloga, especialista em Recursos Humanos e mentora de carreiras, com 20 anos de experiência em recrutamento, desenvolvimento de pessoas e cultura organizacional em empresas nacionais e multinacionais.
Possuo MBA em Gestão Estratégica de Pessoas (FGV), pós-graduação em Psicologia Positiva e Mindfulness (PUC-PR) e formação em mentoria pelo Instituto de Mentoria.
Sou fundadora da Despertar Carreiras, que apoia profissionais em transição e reposicionamento a construírem carreiras mais estratégicas, humanas e alinhadas ao propósito.
A minha coluna abordará temas de carreira e vida pessoal, com dicas, provocações e caminhos possíveis para crescer profissionalmente sem se perder de si. Um espaço para falar de escolhas, limites saudáveis e desenvolvimento contínuo.
Escolhi o título Carreira e Vida porque acredito que uma trajetória profissional só faz sentido quando está em sintonia com quem somos.
Espero que goste!
Natália Monetti
Como escolher 3 prioridades profissionais que cabem na vida real — com foco em movimentação de carreira e crescimento sustentável.
O começo de ano chega com aquela energia de renovação. E, junto com ela, a lista mental: carreira, networking, curso, saúde, relacionamentos, finanças… quando você vê, já está cansada(o) antes mesmo de começar.
Para dar conta de tudo isso, não é só disciplina. O ponto central é outro: quando tudo vira prioridade ao mesmo tempo, o foco se espalha, a execução emperra e surge a sensação de estar sempre “devendo”.
A virada acontece quando você troca a pergunta “o que eu quero fazer?” por “o que realmente muda meu jogo este ano?”. Ou, mais simples ainda: “o que me aproxima de verdade dos meus objetivos principais de forma sustentável?”
Antes de escolher, faça então um mini check-in: “o que eu quero que esteja diferente na minha vida profissional até dezembro?” (uma frase). Agora vem a pergunta que destrava: “o que eu preciso parar de fazer ou parar de carregar para isso caber?” Foco não nasce só do que você adiciona. Nasce, principalmente, do que você solta.
Com isso em mãos, selecione então: 1 prioridade de resultado, 1 de competência e 1 de posicionamento:
Se você está em recolocação profissional, pense assim: resultado é voltar ao mercado com direção; competência é fechar a lacuna que mais aparece nas vagas-alvo; posicionamento é facilitar o “sim” do recrutador antes mesmo da entrevista — com um LinkedIn forte, uma história bem contada e conexões certas.
Agora transforme sua intenção em ação com um pacote simples. Para cada prioridade, escreva em quatro linhas: (1) frase clara, (2) prova/entregável, (3) indicador, (4) reserva fixa na sua agenda. Por exemplo:
1. Frase clara: Em 30 dias, estarei pronta(o) para a vaga X
2. Prova: currículo + LinkedIn alinhados3. Indicador: 4 candidaturas qualificadas por semana
4. Agenda: terça e quinta, 60 minutos.
Perceba como isso te tira do “quando eu tiver tempo” e te coloca no “está marcado”. Prioridade sem agenda vira desejo. E desejo, no meio a rotina, tende a perder para a urgência e permanecer no mundo das ideias.
Talvez você não precise de mais metas. Talvez precise de mais clareza e suporte. Mentoria de carreira e suporte profissional servem exatamente para isso: reduzir ruído, acelerar decisões e transformar esforço em evidência, sem cobrança vazia, com direção.
No fim, foco não é rigidez. Foco é liberdade. É a forma mais inteligente de você se respeitar enquanto constrói um próximo passo concreto.
Escolha um primeiro passo para esta semana, algo que você realmente consegue cumprir. Sua carreira não muda de uma vez. Ela muda quando você decide o essencial e sustenta com constância.
O seu próximo capítulo não precisa ser perfeito. Precisa ser possível. E, principalmente, sustentável.
Se você quer apoio para transformar prioridades em plano (estratégia de transição de carreira ou recolocação, orientação profissional), então procure suporte profissional/mentoria e não caminhe sozinha(o).
Quer saber como definir prioridades profissionais estratégicas para crescer na carreira com foco e sustentabilidade? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Natália Monetti
natalia.monetti@despertarcarreiras.com
https://www.despertarcarreiras.com
Não deixe de acompanhar a coluna Carreira & Vida.
O post Novos Começos e Carreira: Como Definir 3 Prioridades Profissionais para Crescer com Foco e Sustentabilidade apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>O post A Tirania da Resiliência: Por que Paramos de Dobrar e Começamos a Quebrar? apareceu primeiro em Cloud Coaching.
]]>Diferente dos metais, o ser humano não volta ao seu estado original após grandes pressões. Nós somos transformados, marcados e, muitas vezes, deformados pelo peso que aceitamos carregar. Exigir resiliência constante é ignorar que a saúde mental exige o direito de não ser indestrutível.
Na física, a resiliência é uma propriedade admirável: é a capacidade de um material acumular energia quando submetido a estresse e, depois, retornar ao seu estado original sem deformação. Na gestão de pessoas, porém, transformamos essa definição em uma obrigação moral. O que era uma característica de metais e polímeros tornou-se o salvo-conduto para a manutenção de ambientes de trabalho exaustivos.
O problema é que nós não somos molas. Somos sujeitos.
E a insistência em “aguentar o impacto” tem um preço que as planilhas de produtividade não mostram, mas que os consultórios médicos já não conseguem mais esconder.
Recentemente, em uma consulta com meu neurologista, chegamos a uma conclusão perturbadora: o excesso de resiliência adoece. Muitas vezes, quando ouvimos “como você é resiliente!”, deveríamos ouvir “obrigado por não reclamar enquanto o sistema te esmaga”.
O elogio à resiliência tornou-se a anestesia perfeita para o sintoma. Se você aguenta a carga, a organização não precisa rever o processo. Se você não quebra sob uma liderança tóxica, a cultura não precisa ser questionada.
A resiliência virou a ferramenta definitiva de deslocamento de culpa: se o ambiente adoece e você colapsa, a falha passa a ser da sua baixa resiliência, e não da toxicidade do entorno. É o triunfo da individualização do sofrimento sobre a responsabilidade coletiva.
A maior mentira da resiliência corporativa é a promessa de que voltaremos ao “estado original”. O ser humano que passa por uma sobrecarga crônica, por uma ambiguidade de papel ou por um luto organizacional nunca volta a ser o mesmo. Nós somos transformados pela pressão. Quando somos forçados a ser resilientes além da conta, não voltamos ao normal; nós nos deformamos subjetivamente.
Essa tentativa de “normalizar” o peso insuportável através da resiliência encontra uma crítica contundente na obra de Christophe Dejours. O criador da Psicodinâmica do Trabalho nos alerta para o conceito de “sofrimento ético”: aquele que surge quando o trabalhador è forçado a usar sua inteligência e sua resistência para viabilizar práticas que ferem seu senso de justiça e integridade.
Para Dejours, a saúde mental não é a ausência de conflito, mas a capacidade de transformar o sofrimento em ação criativa. Quando a organização exige resiliência pura e simples, ela está, na verdade, exigindo alienação. Ela pede que o sujeito renuncie à sua percepção da realidade para continuar operando uma engrenagem que adoece. Sob este olhar, a resiliência deixa de ser uma virtude e passa a ser uma forma de colaboração com o próprio dano.
A entrada em vigor da NR-1, que passa a incluir os riscos psicossociais no gerenciamento de riscos das empresas, marca um ponto de inflexão. Mas de nada servirá a norma se continuarmos a romantizar o indivíduo “inquebrável”. Ambientes que exigem resiliência constante são, por definição, ambientes que operam em estado de abuso.
Em vez de buscarmos a dureza do carvalho ou a elasticidade da mola, a verdadeira saúde nas organizações deveria se inspirar na lógica do rizoma. Ao contrário das raízes tradicionais que buscam um centro único e uma hierarquia rígida, o rizoma – como o bambu ou a grama – cresce em rede.
O que isso nos ensina sobre o cuidado?
Uma organização saudável não é aquela composta por “seres de aço” que absorvem qualquer impacto para proteger a meta, mas aquela que se comporta como um rizoma: conectada, sensível às pressões e capaz de mudar a própria estrutura para não permitir que nenhum de seus nós se rompa.
Saúde mental no trabalho não é sobre o quanto você aguenta. É sobre o direito de não precisar aguentar o insuportável. No final das contas, ambientes que curam não são feitos de pessoas inquebráveis, mas de pessoas que se permitem ser o suporte umas das outras.
Para mais informações ou se quiser contratar meus serviços, então entre em contato pelo e-mail belfranchon@gmail.com.
Quer saber mais sobre como proteger a saúde mental no trabalho e substituir a tirania da resiliência por uma cultura de cuidado coletivo? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Isabel C Franchon
https://www.q3agencia.com.br
Confira também: Saúde Mental no Trabalho: Quando o Sofrimento Deixa de Ser Individual e Passa a Ser Organizacional
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]]>Vivemos em uma era que valoriza grandes conquistas, mudanças radicais e resultados visíveis. No entanto, paradoxalmente, é justamente essa busca incessante pelo “grande” que tem levado muitas pessoas ao esgotamento emocional, à sensação de vazio e à perda de sentido no cotidiano. A metáfora da janela com vista para o sol nos convida a olhar em outra direção: para o simples, o cotidiano e o silencioso.
Malu vivia em um pequeno apartamento; seu lar era modesto, mas havia ali um detalhe quase invisível: uma janela que recebia os primeiros raios de sol da manhã.
Todos os dias, antes que o barulho da cidade tomasse conta do ambiente, Malu sentava-se em sua cadeira de balanço próxima àquela janela. Observava o céu mudar de cor, sentia o calor suave da luz e respirava com mais presença. Esse gesto simples não eliminava seus problemas, nem resolvia automaticamente os desafios da vida, mas lhe oferecia algo precioso: um ponto de ancoragem.
A janela tornou-se seu ritual. Um espaço simbólico onde ela se reconectava consigo mesma antes de enfrentar o mundo.
A metáfora revela uma verdade frequentemente ignorada: bem-estar não nasce apenas de grandes mudanças, mas da constância de pequenos cuidados. Enquanto muitos acreditam que só serão felizes quando mudarem de emprego, de cidade, de relacionamento ou de vida, Malu nos mostra que é possível criar ilhas de sentido mesmo em contextos imperfeitos.
A janela não muda o apartamento. O sol não elimina os problemas. Mas juntos, eles mudam a forma como Malu começa o dia — e isso muda tudo.
Do ponto de vista terapêutico, pequenos rituais diários funcionam como reguladores emocionais. Eles:
Em períodos de estresse, luto, transição de carreira ou sobrecarga emocional, o cérebro tende a operar em modo de sobrevivência. Micro rituais atuam como sinais de segurança, lembrando-nos de que ainda existe espaço para pausa, beleza e respiração.
No ambiente profissional, muitas pessoas vivem sem janelas. Dias começam no automático: notificações, reuniões, metas, pressões. Quando não existem pausas conscientes, então a vida se transforma em uma sequência contínua de reações.
Criar uma “janela com vista para o sol” pode significar:
Não é perda de tempo. É gestão de energia emocional.
Um ponto fundamental da metáfora é que Malu não vive em um conto de fadas. Ela mora em um apartamento pequeno com desafios reais. A metáfora não romantiza a dor, mas ensina algo mais maduro: a luz não elimina a sombra, mas nos ajuda a atravessá-la com mais consciência.
Muitas pessoas esperam que tudo esteja bem para cuidar de si. A janela com vista para o sol nos ensina o oposto: cuidamos de nós justamente porque nem tudo está bem.
Exercício prático: criando sua própria janela
Reserve um momento para refletir:
Escolha algo possível e comprometa-se com 5 minutos por dia, durante uma semana. Ao final de cada dia, registre:
Muitas vezes, não é o mundo que precisa mudar primeiro — é o ponto de observação.
A metáfora da janela com vista para o sol nos lembra que a vida não se transforma apenas por decisões grandiosas, mas por escolhas silenciosas e repetidas. Em um mundo que valoriza excesso, velocidade e desempenho, criar espaços de pausa é, sem dúvida, um ato de coragem.
Talvez você não possa mudar tudo agora. Mas pode, ainda hoje, abrir uma janela.
E permitir que um pouco de sol entre.
Quer saber mais sobre como criar pequenos rituais diários para reduzir a sobrecarga emocional e fortalecer sua saúde emocional? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Walter Serer
https://walterserer.com.br
https://www.linkedin.com/in/walter-serer-86717b20/
Confira também: O Jardim Sem Flores: Quando a Carreira Entra em Luto
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]]>O Carnaval chega todos os anos e por alguns dias é permitido brincar de ser o que não somos. Vestimos fantasias, exageramos cores, assumimos personagens e, conscientemente, suspendemos a realidade. Todos sabem que é temporário. A fantasia diverte justamente porque tem começo, meio e fim.
Diferente do Carnaval, o amor não foi feito para sustentar personagens. Relações exigem presença real, não encenação. Exigem verdade, não performance. Quando alguém se apresenta usando máscaras emocionais, morais ou afetivas o vínculo que se forma não é com a pessoa, mas com a ilusão que ela construiu.
Manter uma máscara exige energia constante. É preciso lembrar o que foi dito, o que foi omitido, o que não pode ser revelado. Aos poucos, a relação deixa de ser um espaço de acolhimento e passa a ser um campo de vigilância. A espontaneidade morre. A intimidade enfraquece. O respeito se esvazia.
A confiança, quando baseada em mentiras, não se quebra de uma vez, ela se dissolve. Assim como confetes e serpentinas, basta uma gota d’água da realidade para que tudo comece a borrar. O que antes parecia colorido se mistura, mancha e perde forma. E o que fica, muitas vezes, não é apenas o fim da relação, mas marcas emocionais difíceis de apagar.
Há uma verdade que costuma ser evitada: ninguém consegue sustentar mentiras por muito tempo sem adoecer. A incongruência entre quem se é e quem se finge provoca ansiedade, irritação, culpa, exaustão emocional e sofrimento. A saúde mental sente quando vivemos desconectados da própria verdade.
Relacionamentos saudáveis não pedem perfeição, pedem autenticidade. Pedem coragem para mostrar limites, fragilidades, incoerências e verdades incômodas. Pedem responsabilidade afetiva, com você e com a outra pessoa.
Que a sua fantasia seja o amor-próprio: aquele que não se submete a relações baseadas em mentiras, que não negocia a própria dignidade para não ficar só, que entende que estar em paz consigo é mais saudável do que manter vínculos adoecidos.
Cuidar da saúde mental também é escolher relações onde não seja necessário representar. Onde o silêncio não seja imposto, onde a verdade não seja punida, onde a liberdade de ser quem se é não gere medo de abandono.
Porque no amor, diferente da festa, não há confete que esconda a verdade por muito tempo.
E talvez seja justamente aí que a vida encontre sua melhor trilha sonora. Porque, como nos grandes sambas, a dor não interrompe o movimento, ela ensina a atravessar a avenida com mais consciência.
Continuar não é fingir que nada aconteceu; é seguir sem se trair. É levantar depois da queda, ajustar o passo e decidir não repetir o mesmo enredo.
A vida segue, apesar das fraturas. O coração aprende, apesar das perdas. E a maturidade chega quando entendemos que não é a fantasia que nos sustenta, mas a coragem de permanecer fiéis a quem somos.
Porque o show tem que continuar, mas sem personagens, sem mentiras, sem aplausos comprados à custa da própria saúde emocional.
Quer saber como construir relacionamentos saudáveis e autênticos, e preservar sua saúde mental com verdade? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Márcia Rosa
https://www.marciarosaconsultoria.com.br
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