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Fé e o culto ao corpo

Preocupação excessiva com o corpo, vaidade e padrões de beleza. Adolescentes são os favoritos a esse tipo de comportamento em função da impulsividade, desejo de ser aceito e de se reconhecer em uma tribo.

Passei por uma experiência muito diferente e que ficou na minha cabeça durante dias.

Eu e minha família fomos exumar os corpos de minha bisavó e de minha tia, mortas há dez e quatro anos respectivamente. Despois que o jazido foi aberto e o concreto que fechava a sepultura quebrado, conseguimos ver o que sobrou depois de anos de decomposição.

No meio da madeira o rapaz retirava os ossos enegrecidos e finos. Agora entendo o porquê que o esqueleto humano pode ser considerado o símbolo que mais representa a igualdade entre os homens. Apenas as lembranças da personalidade e do caráter de minha bisavó e de minha tia foram o que restaram para nós. O Tempo as devorou do mesmo jeito, sem fazer qualquer distinção, seja de idade ou peso. Mostrando-se sempre superior e imponente, como nos ensina a mitologia grega, o deus Chronos.

Não vou falar de religião ou de qualquer outra filosofia religiosa por que isso não importa para perceber que tem coisas muito estranhas no mundo funerário. Como por exemplo, o rico negócio dos caixões e dos funerais. Existem caixões que custam mais de cinco mil reais. Pode ter sido uma pessoa alta ou baixa, gorda ou magra, loira ou morena, que usava roupas de marcas ou roupas mais simples, isso não importa. Podemos ver que na verdade isso nunca importou. Mas não sei como as funerárias conseguem nos fazer pagar uma fortuna por algo que será deteriorado e que não é o mais importante de todo o processo da morte de alguém. Claro que temos que ter respeito pelo corpo, mas temos que saber aonde devemos concentrar nossas energias e o que realmente importa nesse momento de perda.

Enquanto vivos, temos essa preocupação com o corpo. Não me refiro à saúde, que sempre deve ser zelada, mas sim à vaidade e aos padrões de beleza. Hoje em dia isso é ainda mais forte e nós, adolescentes, somos os favoritos a esse tipo de comportamento, justamente por nossa impulsividade, desejos de sermos aceitos e de nos reconhecermos em uma tribo ou até mesmo na sociedade como um todo.

Mesmo assim vêm crescendo as propagandas e outras formas comunicativas que zelam pela verdadeira coisa a ser considerada, a saúde e o amor pelo próprio corpo e autoimagem. Cada vez mais conscientes, críticos e independentes dos padrões para alcançar a verdadeira felicidade em relação ao corpo.

Bruno Sales Author
Bruno Sales é Estudante esforçado, entusiasta intelectual e conversador. Estudante de Economia, escritor amador e apreciador de Filosofia e Matemática. Sonha publicar o livro que vem trabalhando faz anos; a médio prazo, adquirir independência financeira e reconhecimento intelectual; a longo prazo, mudar o mundo.
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