Fantasmas que assombram a criatividade e a inovação

Uma das grandes queixas dos líderes nas corporações refere-se à falta de criatividade e engajamento dos colaboradores em processos que envolvem mudanças.

“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder, com frequência, o que poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar” – William Shakespeare

Uma das grandes queixas dos líderes nas corporações refere-se à falta de criatividade e engajamento dos colaboradores em processos que envolvem mudanças.

Entretanto cabem as perguntas: (1- colaboradores são estimulados a inovar; (b- erros ou falhas decorrentes de processos criativos são aceitos como uma consequência e ônus do processo de mudanças. Dilbert, personagem criado por Scott Adams que satiriza o mundo corporativo cita entre as 10 maiores mentiras que as empresas contam que “recompensamos os que assumem riscos” (comentário: desde que não errem…)

Não faltam bons exemplos de empresas que tiveram na inovação a mola propulsora de seu progresso, crescimento e valorização (Microsoft, Amazon, Apple, Tesla, BYD, entre tantas; e outras que sucumbiram chegando a desaparecer graças ao processo letárgico em que permaneceram (Kodak é um exemplo clássico).

E quanto aos colaboradores que, mesmo quando estimulados em suas organizações, insistem em permanecer na chamada “zona de conforto”? Quais os bloqueios que as impedem de avançar em direção às suas visões, sonhos e desejos?

O primeiro deles é o medo de sonhar: quantas vezes projetos são abandonados já nesta fase simplesmente pelo medo de fazer algo diferente e, assim, preferem manter o “status quo”. O segundo é pavor de falhar: a sensação de fracasso sempre os assusta e os impede de avançar em direção aos seus sonhos. O terceiro refere-se a como outras pessoas irão julgar e avaliar seus movimentos; já o quarto temor e, este talvez seja o que mais os impede de concluir projetos importantes é o medo do sucesso; sim, pois por mais ilógico que isto possa parecer foram educados para lidar com certo acanhamento com o sucesso mesmo que tenha sido conquistado à custa de muito esforço.

Pessoas tendem a desistir de seus sonhos à medida em que os temores se manifestam; a capacidade de eliminar os sabotadores internos é o grande trunfo daqueles que se destacam. Exemplos: Thomas Edison – o que teria ocorrido se tivesse dado ouvidos aos seus críticos internos e interrompido seu projeto? J.K Rowling que mesmo após ser rejeitada por vários editores atingiu o sucesso com a série Harry Potter; Walt Disney que após ser demitido por um editor e falido financeiramente seguiu em frente e eternizou seus personagens infantis.

Muitos outros exemplos existem – David Sanders, fundador do KFC, aos 65 anos, após a aposentadoria, decidiu pôr em prática o seu sonho de viabilizar comercialmente sua receita de galinha frita e abriu um pequeno restaurante que faliu; passou, então, a oferecer sua receita e, após ter ouvido mais de 900 “NÃOS”, conseguiu vendê-la para um empresário de Kentucky, nos Estados Unidos. O importante é perceber que estas pessoas venceram e se distinguiram não só pela persistência em vencer obstáculos externos, mas, sobretudo, pela superação de seus críticos internos.

Ao longo de minha carreira como executivo não só assisti, mas, também, fui protagonista de insucessos e vi projetos que seriam exitosos, mas que não foram concluídos satisfatoriamente ou abandonados no meio do caminho por culpa única e exclusiva destes inimigos internos.

Agora, em minha atividade como Coach/Mentor, tenho constatado com frequência que estes medos são os grandes sabotadores de diretores e gerentes que os impedem de atingir a plenitude de seu potencial criativo e de levar a cabo projetos importantes preferindo permanecer na zona de conforto.

Nos processos de Coaching eu ajudo pessoas a refletir, entender e encarar dúvidas e temores de uma forma racional e construtiva colocando os benefícios da visão e do sonho à frente dos medos para enfrentar desafios e superar expectativas

Portanto, pense, crie, acredite, siga em frente tendo em mente sempre o objetivo final, supere seus fantasmas internos, siga o seu coração, não se importe com o que os outros pensem e sobretudo não tenha medo de ser feliz e realizado!

Walter Serer Author
Walter Serer possui extensa e sólida experiência executiva como CFO e CEO de empresas multinacionais de grande porte. Robusta formação em Finanças Corporativas adquirida na General Electric (graduado pelo Financial Management Program) onde atuou por 14 anos ocupando relevantes posições na área de Finanças e Administração. Atuou como CFO nas empresas TI Group, Valeo, Coldex Frigor e Black&Decker. Nos últimos 18 anos exerceu posição de CEO na Ingersoll Rand Brasil (2011-2014), Syncreon South America (2003-2010) e TI Group Latin America (1997-2003). Pós-graduado em Finanças pela FGV e graduado em Administração de Empresas pela (ESAN – PUC/SP).
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