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Estética Íntima: muitos mitos, tantos significados 

Palavras como beleza, bem-estar, autoestima, estética, autocuidado, autocompaixão são deixadas de lado quando se pensa neste assunto. O corpo feminino é belo, divino e sagrado. Deve ser amado, respeitado e lindamente desvendado.

Estética Íntima: muitos mitos, tantos significados 

Estética Íntima: muitos mitos, tantos significados 

Nossa sociedade ainda apresenta a herança do patriarcado imposto junto com o capitalismo que fizeram uma lavagem cerebral social e uma varredura feroz e implacável do feminino no mundo. Três séculos de perseguições, mortes, condenações, enforcamentos, fogueiras e todos os tipos de torturas e punições para mulheres que falavam, questionavam, entendiam e dominavam seus corpos e seus poderes assim como influenciavam reis e reinos.

Eram perigosas e precisavam ser domesticadas e/ou domadas. Novas leis e nova ordem surgiram e se instalaram de forma que erroneamente se perpetuaram, de fato, até nossos dias atuais.

O resultado de todo esse equívoco é a dificuldade de mulheres sentirem-se livres com seus corpos e confortáveis com suas anatomias. Muitas nem se quer olham ou falam de suas “partes íntimas”, pela maioria assim denominada.

Vagina, uma palavra que traduz uma história, várias histórias e memórias de dor e mistério, de liberdade e desejo, de amor e paixão, de cura e despertar, de fogo e paz, de curiosidade e aprendizado, de anatomia e sabedoria, de atitude e força, de medo e coragem.

Do latim, bainha. O recipiente que acomoda a lâmina de uma faca ou espada.

Na minha formação de ginecologia tradicional, uma palavra que pertence ao capítulo dos órgãos reprodutores femininos. Na obstetrícia, nada mais do que o canal do parto, que aliás é culpabilizado de diversas formas sobre o desfecho do nascimento. E assim fica limitada esta interessante palavra às definições de fisiologia, diagnóstico e tratamento.

No conhecimento popular, muitos sinônimos, alguns engraçados e outros horríveis para dizer o mínimo. E no máximo, a confusão entre vulva e vagina, pequenos e grandes lábios, é geral.

Palavras como beleza, bem-estar, autoestima, estética, autocuidado, autocompaixão são deixadas de lado quando se pensa ou se fala nela, a vagina. O som, um pouco irritante. O aspecto, questionado por muitas. O significado, uma imensidão de possibilidades.

É isso. Toda mulher carrega em seu corpo uma imensidão de possibilidades e muitas nem sabem ou sequer querem ver, ou pior, têm medo de descobrir. Medo de saber o que fazer depois e depois o que fazer com o que sabe. Complexo? Sim. Um entrelaçado de nervos e vasos sanguíneos ao seu dispor.

O corpo feminino é belo, divino e sagrado. Deve ser amado, respeitado e lindamente desvendado (como eu digo em “Poetizando o Sexo”, meu primeiro livro). E repito: autoconhecimento é poder. Autoamor é cura.

Desejo que cada vez mais mulheres possam sentir esse prazer no autocuidado e assim possam viver esse direito de ter, sentir, saber e ser feliz. Uma felicidade genuína e intensa, cheia de dopamina. Uma descoberta diária e constante de seus corpos, bem como a autopermissão para a liberdade de pensamento e expressão.

Gostou do artigo? Quer saber mais sobre estética íntima, seus mitos e verdades? Quer sentir o prazer no autocuidado e poder viver esse direito de ter, sentir, saber e ser feliz? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.

Permitam-se!

Prazer, Clarissa!

Clarissa Marini
https://www.instagram.com/clamarini/

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Clarissa Marini é ginecologista, sexóloga e escritora. Especialista em Uroginecologia e Reposição Hormonal. Autora de Poetizando o Sexo e Inenarrável. É mãe, poeta e amante da vida. Formada há 17 anos, escuta e ausculta almas e corações de suas pacientes.
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