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Dicas de Regras de Convivência: Pessoas com Deficiência Intelectual

Não subestime a inteligência de uma pessoa com deficiência intelectual. Ela tem um tempo de aprendizagem diferente, mas pode adquirir muitas habilidades e conhecimentos. Valorize seu potencial e não supervalorize suas dificuldades.

Para abordarmos este assunto, primeiramente, é necessário diferenciar a deficiência intelectual da deficiência mental, pois é comum a confusão e algumas pessoas acreditarem tratar-se da mesma coisa.

A Deficiência Intelectual, segundo a Associação Americana sobre Deficiência Intelectual do Desenvolvimento – AAIDD, caracteriza-se por um funcionamento intelectual inferior à média (QI), associado a limitações adaptativas em pelo menos duas áreas de habilidades (comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho), que ocorrem antes dos 18 anos de idade.

A pessoa apresenta um atraso no seu desenvolvimento, dificuldades para aprender e realizar tarefas do dia a dia e interagir com o meio em que vive. Ou seja, existe um comprometimento cognitivo. Ex: Síndrome de Down, Síndrome de Asperger, Síndrome de Willians, etc.

A deficiência mental engloba uma série de condições que causam alteração de humor e comportamento e podem afetar o desempenho da pessoa na sociedade, causando uma alteração na sua percepção da realidade, porém o cognitivo não é afetado. Ex: Oligofrenia, Esquizofrenia, etc.

Segundo o Censo 2010 (IBGE) 2.617.025 são pessoas com deficiência intelectuais no Brasil. Neste artigo trataremos de algumas regras de convivência relacionadas a este público.

RECONHECENDO AS POTENCIALIDADES

Não subestime a inteligência de uma pessoa com deficiência intelectual. Ela tem um tempo diferenciado de aprendizagem, mas pode adquirir muitas habilidades e conhecimentos. A pessoa com deficiência intelectual compreende normalmente a sua realidade. Valorize seu potencial e não supervalorize suas dificuldades.

COMUNICAÇÃO

É comum as pessoas ao se dirigirem para as pessoas com deficiência intelectual tratarem-nas como crianças, muitas vezes com voz infantilizada e utilizando adjetivos como lindinho, fofinho, etc. Tais atitudes não são adequadas. O ideal é a naturalidade e o respeito. Se a pessoa com deficiência for criança, trate-a como criança; se for adolescente, trate-a como adolescente; se adulta, trate-a como adulta.

As pessoas com deficiência intelectuais possuem dificuldade de aprendizado, assim os cuidados necessários são: Usar linguagem simples, objetivas e diretas, certificar-se de que a pessoa entendeu a sua mensagem. Não tenha receio de orientar uma pessoa com deficiência intelectual quando perceber que ela está em uma situação duvidosa ou inadequada.

DELEGAÇÃO DE TAREFAS

Um ponto bastante importante são os cuidados na delegação de tarefas para uma pessoa com deficiência intelectual. Elas geralmente têm dificuldades para realização de várias atividades juntas e o ritmo de assimilação é menor, assim seja paciente e respeite suas características individuais. Ao solicitar uma tarefa explique uma por vez, diga exatamente como você deseja que seja feita, acompanhe a realização e como qualquer outro colaborador lhes dê feedback positivo quando concluírem um trabalho a contento.

Não seja superprotetor. Permita que a pessoa com deficiência intelectual faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Auxilie apenas no que for estritamente necessário. Se for pedir alguma coisa para uma pessoa com deficiência intelectual e notar que ela não consegue fazer, mostre um modelo. Orientar com exemplos ajuda bastante, pois a abstração é um desafio para elas.

ACESSIBILIDADE

Quando nos referimos à acessibilidade utilizamos as 6 dimensões da Acessibilidade: Arquitetônica, Comunicacional, Programática, Instrumental, Metodológica e Atitudinal. Dentro deste contexto a dimensão mais importante é a atitudinal, ou seja, pessoas sensibilizadas e preparadas para lidar com as pessoas com deficiência intelectual. Uma dica de ouro é preparar os profissionais da sua empresa (Diretoria, Gestores, Colegas de trabalho e RH) através da informação contínua, de forma que conheçam as regras de convivência e sejam facilitadores do processo de inclusão.

Estas são algumas dicas importantes que podem ajudar bastante o dia a dia. São simples, mas muitas vezes as pessoas sem deficiência não atentam.

Pós-graduando em Direitos Humanos, Responsabilidade Social e Cidadania Global pela PUC RS, Pós-Graduado em Tecnologia Assistiva pela Fundação Santo André/ITS Brasil/Fundação Don Carlo Gnocchi (Itália/Milão). Pós-graduado em Psicologia Organizacional pela UMESP e Graduado em Psicologia pela UNIMARCO. Extensão em Gestão de Diversidade pela PUC (Trabalho final: “O impacto do imaginário dos líderes no processo de diversidade e inclusão nas organizações”), Credenciado em Holomentoring, Coaching e Advice pelo Instituto Holos. Formação em Coaching Profissional pela Crescimentum. Formação em Facilitação Digital pela Crescimentum, Formação em RH e Mindset Ágil pela Crescimentum. Formado como analista DISC. Vivência de 30 anos na área de RH, em subsistemas como Recrutamento & Seleção, Treinamento, Qualidade, Avaliação de Desempenho e Segurança do Trabalho. Desempenhou papéis fundamentais em empresas como Di Cicco., Laboratório Delboni Auriemo, Wal Mart, Compugraf, Mestra Segurança do Trabalho. Atualmente é Diretor da TRAINING PEOPLE responsável pela estratégia e coordenação de equipe multidisciplinar especializada em temas como Diversidade, Liderança e Gestão, Vendas, Educação Financeira, Comunicação, Turismo e Segurança do Trabalho. É Vice-presidente de Diversidade e Inclusão e Líder do Comitê de Diversidade e Inclusão da ABPRH – Associação Brasileira de Profissionais de Recursos Humanos, Presidente e Fundador do Instituto Bússola Jovem, projeto social com foco em jovens de baixa renda que tem por missão transformar vidas através da Educação, Trabalho e Carreira. Colunista das Revista Cloud Coaching. Coautor do livro: Segredos do sucesso: da teoria ao topo – histórias de executivos da alta gestão pela Editora Leader e do livro Gestão Humanizada de Pessoas pela Editora Leader. Coordenador e coautor do livro Diversidade em suas múltiplas dimensões pela Editora Literare Books.
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