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Dicas de Regras de Convivência: Pessoas com Deficiência Auditiva

É importante compreender que existem vários graus de surdez, por isso confira algumas regras de convivência relacionadas a pessoas com deficiência auditiva. Dicas que podem ser úteis para interagir no dia a dia.

Neste artigo trataremos de algumas regras de convivência relacionadas a pessoas com deficiência auditiva. Dicas que podem ser úteis para interagir no dia a dia. Antes de mais nada é importante compreender que existem vários graus de surdez. Indivíduos com níveis de perda auditiva leve, moderada e severa são mais frequentemente chamados de deficientes auditivos, enquanto os indivíduos com níveis de perda auditiva profunda são chamados surdos. Há também os surdos-cegos que são pessoas com as duas deficiências: auditivas e visuais simultaneamente.

Vale ressaltar que o diagnóstico das deficiências de audição é realizado a partir da avaliação médica e audiológica. Em geral a primeira suspeita quanto à existência de uma alteração auditiva em crianças muito pequenas é feita pela própria família a partir da observação da ausência de reações a sons, comportamento diferente do usual, etc.

Segundo o Censo 2010 – IBGE 5,1% da população brasileira declararam ter algum grau de perda auditiva. A considerar a população na época do levantamento (190 milhões* de habitantes, atualmente a população estimada é de 202 milhões de habitantes) a estimativa era de 9 milhões e 700 mil pessoas com deficiência auditiva. Certamente temos grandes chances de nos depararmos com pessoas com deficiências auditivas ou surdas, assim, vamos às dicas:

ABORDAGEM

Ao abordar uma pessoa com deficiência auditiva, aproxime-se, toque em seu braço levemente, identifique-se e inicie a conversa. Evite aproximações abruptas, de forma a não causar eventuais sustos.

TERMOS CORRETOS

Ao referir-se a um surdo algumas pessoas utilizam inadequadamente o termo surdo-mudo, por acreditarem que todo surdo não tem a capacidade de comunicar-se pela fala, porém isso é um mito. Tudo dependerá do quanto ele consegue perceber auditivamente a própria fala e o conhecimento sobre a língua portuguesa. Outros termos considerados pejorativos são surdinho e mudinho. O termo portador de deficiência também é erroneamente utilizado, pois ninguém carrega a deficiência. O correto é surdo, pessoa com deficiência auditiva, surdo-cego.

LIBRAS

LIBRAS é a sigla para “Língua Brasileira de Sinais”, língua utilizada pela maioria dos surdos para se comunicarem. Importante dizer que apesar de gestual, a LIBRAS não é reprodução fiel da língua portuguesa, ela tem “códigos” próprios, aplica-se somente no Brasil e tem variações regionais. Nos EUA a língua de sinais utilizada é a ASL (American Sign Language), na França a LSF (Langue des Signes Française) e assim por diante. A partir de 2002 a língua brasileira de sinais foi oficialmente reconhecida e aceita como segunda língua oficial brasileira, através da Lei 10.436, de 24 de abril de 2002.

ESCRITA

Muitas pessoas com deficiência auditiva são alfabetizadas em LIBRAS que tem uma construção gramatical diferente da língua portuguesa. Ao escrever é natural que esta construção seja reproduzida. Ao ler um texto escrito por uma pessoa com deficiência auditiva, por falta de informação, algumas pessoas julgam que ela não tem uma boa redação.

COMUNICAÇÃO

A comunicação com uma pessoa com deficiência auditiva pode ocorrer através da leitura labial ou da utilização de LIBRAS. A comunicação deve estar alinhada ao seu interlocutor. Caso não domine LIBRAS não deixe de se comunicar. Muitas pessoas com deficiência auditiva são oralizadas ou usam aparelhos auditivos e conseguem se comunicar bem.

  • Procure falar pausadamente, mantendo contato visual, pois se desviar o olhar ela poderá entender que a conversa acabou. Fale articuladamente, mas sem exageros, evitando colocar objetos ou a própria mão na boca para não atrapalhar a leitura labial.
  • Não grite, fale em tom de voz e velocidade normais, exceto se lhe pedirem para levantar a voz ou falar mais devagar.
  • Fale com expressão. Apesar de não ouvirem as mudanças sutis do tom da voz indicando sarcasmo ou seriedade. Mas elas saberão ler suas expressões faciais, gestos ou movimentos do seu corpo.
  • Se você não entender o que um surdo quer lhe dizer, peça para que ele repita. Se mesmo assim você não o entender, peça para que ele escreva o que deseja.
  • Se um surdo estiver acompanhado de intérprete, fale diretamente ao surdo, nunca ao intérprete.
  • Ao exibir um filme, opte por filmes legendados. Atualmente boa parte das TVs tem o sistema Close Caption que legenda os filmes automaticamente.
  • Não cruze ou ande entre duas pessoas conversando em língua de sinais, isto atrapalha ou impede a conversa, pois interrompe o campo visual.

INTÉRPRETE DE LIBRAS

O intérprete de LIBRAS é o profissional que tem competência e proficiência para interpretação da LIBRAS para a Língua Portuguesa, ou vice-versa (de forma simultânea ou consecutiva). A Lei nº 12.319, de 1º/09/2010, regulamentou a profissão do Tradutor e Intérprete da LIBRAS.

Na prática, o intérprete serve de ponte entre os surdos usuários de LIBRAS e os ouvintes, com objetivo de estabelecer a comunicação entre ambos.

PALESTRAS E EVENTOS

Em palestras, eventos, salas de aula são imprescindíveis antecipadamente certificar-se da presença de alguma pessoa com deficiência auditiva, surdos ou surdos-cegos para providenciar a intérprete de LIBRAS.

Interpretar exige esforço físico e mental, assim foi regulamentado a necessidade de um revezamento a cada 1 hora. Se o evento durar mais de 1 hora serão necessários 2 profissionais.

Estas são algumas dicas importantes que podem ajudar bastante o dia a dia. São simples, mas muitas vezes as pessoas sem deficiência não atentam.

Pós-graduando em Direitos Humanos, Responsabilidade Social e Cidadania Global pela PUC RS, Pós-Graduado em Tecnologia Assistiva pela Fundação Santo André/ITS Brasil/Fundação Don Carlo Gnocchi (Itália/Milão). Pós-graduado em Psicologia Organizacional pela UMESP e Graduado em Psicologia pela UNIMARCO. Extensão em Gestão de Diversidade pela PUC (Trabalho final: “O impacto do imaginário dos líderes no processo de diversidade e inclusão nas organizações”), Credenciado em Holomentoring, Coaching e Advice pelo Instituto Holos. Formação em Coaching Profissional pela Crescimentum. Formação em Facilitação Digital pela Crescimentum, Formação em RH e Mindset Ágil pela Crescimentum. Formado como analista DISC. Vivência de 30 anos na área de RH, em subsistemas como Recrutamento & Seleção, Treinamento, Qualidade, Avaliação de Desempenho e Segurança do Trabalho. Desempenhou papéis fundamentais em empresas como Di Cicco., Laboratório Delboni Auriemo, Wal Mart, Compugraf, Mestra Segurança do Trabalho. Atualmente é Diretor da TRAINING PEOPLE responsável pela estratégia e coordenação de equipe multidisciplinar especializada em temas como Diversidade, Liderança e Gestão, Vendas, Educação Financeira, Comunicação, Turismo e Segurança do Trabalho. É Vice-presidente de Diversidade e Inclusão e Líder do Comitê de Diversidade e Inclusão da ABPRH – Associação Brasileira de Profissionais de Recursos Humanos, Presidente e Fundador do Instituto Bússola Jovem, projeto social com foco em jovens de baixa renda que tem por missão transformar vidas através da Educação, Trabalho e Carreira. Colunista das Revista Cloud Coaching. Coautor do livro: Segredos do sucesso: da teoria ao topo – histórias de executivos da alta gestão pela Editora Leader e do livro Gestão Humanizada de Pessoas pela Editora Leader. Coordenador e coautor do livro Diversidade em suas múltiplas dimensões pela Editora Literare Books.
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