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Desenvolvimento de competências

Vivemos um nível de desemprego altíssimo, mas a explicação é de que há falta de mão de obra capacitada. Falta formação? Que tipo de formação?

Desenvolvimento de competências

Desenvolvimento de competências

Olá,

 

Esta é a minha primeira publicação aqui na Cloud Coaching. Estou feliz por poder compartilhar questionamentos, dúvidas e a busca pelas respostas ou caminhos de novas descobertas. 

 

Vivemos em um momento excepcional do ponto de vista da evolução da humanidade – mas também, muito confuso, contraditório e altamente revolucionário. Trarei a esta coluna, novidades, entrevistas, modernidades sob todas as óticas, os questionamentos e o que estamos fazendo com tudo isto – os nossos sentimentos e as certezas de que não temos volta possível ao mundo de antes.

 

Sandra Moraes

Desenvolvimento de competências

Neste primeiro artigo, resolvi comentar algo que tem sido muito discutido em torno de modelo de educação e desenvolvimento técnico no mundo contemporâneo. Estamos experimentando um nível de desemprego altíssimo – mas, a explicação genérica: “Falta mão de obra capacitada” – não é uma resposta. Falta formação? Que tipo de formação? As escolas, institutos e faculdades – oferecem atendimento adequado a esta nova demanda? Os empresários sabem – mesmo – como formar suas bases?

Formatos tradicionais de ensino são ainda necessários para algumas atividades de trabalho e pesquisa, mas a dinâmica e a escalada das mudanças que devem transformar os mercados de trabalho da América Latina, nos obrigam a inovar na formação, treinamento e reciclagem dos profissionais. Formar trabalhadores a se tornarem – e permanecerem – empregáveis, na era das máquinas inteligentes, as escolas e centros de treinamento e formação precisam de novos formatos que auxiliem a aprendizagem baseada em experiência, para que possam desenvolver a maioria das competências básicas e uso de abordagens baseadas na tecnologia para ensinar competências renováveis de forma rápida e frequente. Assim este movimento será importante tanto para profissionais de áreas tradicionais, quanto profissionais das novas profissões.

As novas competências estão agrupadas em:

✔️ Tradicional “requalificação”:

Competências específicas, fundamentais para atividades com demanda ainda não atendida. Trabalhadores com níveis baixos e médios de qualificação para funções técnicas específicas, podem ser treinados e assim rapidamente recolocados. Entretanto, a velocidade da mudança tecnológica fará com que as qualificações tenham importância efêmera. Qualificação para trabalhar com a atual geração de robôs industriais será reciclada quando a próxima geração de robôs surgir.

✔️ Competências renováveis:

Como a capacidade de operar uma determinada máquina, geralmente são específicas para uma indústria ou setor da economia, o que restringe o mercado para aqueles que as dominam.

✔️ Competências Base para novas atividades:

São “necessárias e aplicáveis em todos os setores”, destaca Paola Castro, Diretora Executiva do centro de liderança na Colômbia. Habilidades sociais estão no cerne das diferentes famílias de competências fundacionais. De acordo com pesquisa do professor de Harvard David J Deming, “cargos que requerem altos níveis de interação social cresceram quase 12 pontos percentuais em termos de participação na força de trabalho dos EUA de 1980 a 2012”.

Fontes: Deloite Trends  LA 2020, Michael Page; Accenturi.

Os executivos enfatizam a necessidade de desenvolver competências fundamentais para o trabalho em equipe e que se adaptem rapidamente a mudanças de necessidades. “Basta lembrar a importância que as empresas atribuem a competências como a comunicação eficaz, liderança, empatia, e capacidade de entender a perspectiva do cliente”, – Gonzalo Sanzana, CEO da AIRA (Artificial Intelligence Recruitment Assistant), serviço web chileno usuária de IA para realizar Pré-entrevistas com candidatos e assim verificar atributos como níveis de atenção e emoção com Analytics de vídeo.

Nesse sentido, o primeiro passo para as empresas e os trabalhadores é “desaprender” o que eles julgam saber sobre qualificação profissional. Os programas de treinamento devem deixar de lado pressupostos enraizados e devem evitar o viés de confirmação – tendência a favorecer ideias baseadas em nossa própria experiência e a minimizar os fatos que desafiam nossa visão de mundo.

Apesar de as competências sociais serem fundamentais, é muito difícil ensiná-las. Em outras palavras, métodos de ensino em sala de aula têm eficácia muito limitada para desenvolver cooperação, iniciativa e liderança.

Aprender observando e “pondo a mão na massa”, é a opção mais indicada.

Nos casos em que as aulas tradicionais não são eficazes, como acontece frequentemente, tentamos usar abordagens de aprendizagem focadas na interação humana”, afirma Jorge Zárate, Diretor de Operações Globais do Grupo Bimbo, gigante mexicano da panificação.

A argentina María Luján Tubio, empreendedora social e educadora radicada no Brasil, enfatiza o aproveitamento dos pontos fortes do aluno. “O sucesso no trabalho costuma vir quando usamos nossos talentos naturais para fazer algo que tem propósito para nós”, explica. Tubio é fundadora de uma escola em São Paulo chamada Casa do Presente. A escola, que funciona aos fins de semana, oferece atividades de treinamento “cocriadas” por especialistas e pelos adolescentes participantes – estes vêm dos mais variados níveis socioeconômicos.

Fonte: Accenturi – América Latina nos próximos 2 anos

Quando olhamos para o mundo hoje e daqui a cinco anos temos um cenário diferente daquele de quando o Skills to Succeed foi criado. O ritmo acelerado e a dimensão das mudanças tecnológicas e dos fluxos globais de informação, entre outras forças, causam disrupção e alteram fundamentalmente o trabalho. Essas mudanças geram crescimento econômico, novos empregos e trabalho flexível, e também levam à automação de funções rotineiras e manuais.

Fonte: Michael Page – Pesquisa sobre as maiores mudanças do mercado de trabalho nos próximos 2 a 5 anos.

Os principais fatores e desafios para a América Latina e Brasil – 2020 em diante:

1. Envelhecimento da população:

A parcela da população latino-americana com mais de 65 anos de idade passará de 8% em 2015 para 14% em 2035, chegando a 20% em 2050, de acordo com projeções da CEPAL Comissão Econômica para América Latina e Caribe (https://nacoesunidas.org/agencia/cepal/). Isso criará demanda por mão de obra em serviços para a terceira idade em todos os setores.

2. Economia verde:

Os latino-americanos são os cidadãos mais preocupados do mundo com as mudanças climáticas. Os investimentos em energia renovável (excluindo grandes hidrelétricas) cresceram 11 vezes desde 2004 na América Latina, em comparação com o aumento global de 6 vezes. Brasil, Chile e México já estão entre os 10 principais mercados de energia renovável do mundo. Demandarão muito trabalho em várias frentes.

3. Economia do bem-estar:

Nos últimos anos, a conscientização sobre diversos aspectos ligados à saúde tem crescido significativamente na América Latina. Isso se reflete em tendências como a busca por uma alimentação saudável, o aumento da procura por programas relacionados ao bem-estar, o uso de métodos de transporte saudáveis, como a bicicleta. Os ecossistemas econômicos que se expandem em meio a essas tendências criarão muitas oportunidades de negócio e empregos.

4. Carreiras na área de tecnologia:

Com as organizações dos setores público e privado implantando tecnologias digitais para transformar suas operações, então haverá maior demanda por trabalhadores capazes de operar sistemas de TI. Dessa maneira, trabalhadores deslocados de tarefas rotineiras e outros podem encontrar novas carreira.

À medida que novas tecnologias transformem o mercado de trabalho, essas e outras tendências criarão oportunidades para trabalhadores com acesso ao treinamento adequado.

Fonte: Accenturi

Sandra Moraes
https:// www.linkedin.com/in/sandra-balbino-moraes

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Sandra Moraes Author
Sandra Moraes é Jornalista, Publicitária, Relações Públicas, frequentou por mais de 8 anos classes de estudos em Filosofia e Sociologia na USP.É professora no MBA da FIA – USP. Atuou como Executiva no mercado financeiro (Visa International (EUA); Banco Icatu; Fininvest; Unibanco; Itaú e Banco Francês e Brasileiro), por mais de 25 anos. Líder inovadora desenvolveu grandes projetos para o Varejo de moda no país (lojas Marisa – Credi 21), ampliando a sua larga experiência com equipes multidisciplinares, multiculturais, altamente competitivos, inovadores e de alta volatilidade.
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