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Corrupção em pauta

Você sabia que, segunda a Psicologia, este ato é considerado como um “Transtorno de Personalidade”, da pessoa que tem um defeito de caráter e não desenvolveu o senso de ética?

Há algum tempo venho me preocupando em entender qual o verdadeiro sentido dessa palavra, atitudes e comportamentos de quem a pratica.

No dicionário podemos encontrar a definição do latim corruptione, “ação ou efeito de corromper”, “decomposição”, “putrefação”, “depravação”, “desmaterialização”, “devassidão”, sedução” e “suborno”.

Em termos de atitude e comportamento, podemos dizer que é o ato de burlar as normas para ganho ou benefício próprio.

Pela Psicologia é considerado como um “Transtorno de Personalidade”, da pessoa que tem um defeito de caráter e não desenvolveu o senso de ética.

Estudos revelam, que pode ser causado por uma falha no desenvolvimento cerebral na área pré-frontal, região responsável pela formação do senso de ética e pela assimilação da moral estabelecida.

Quando existe um desenvolvimento adequado na juventude, o indivíduo apresentará comportamentos mais adequados.

Outro fato é que indivíduos normais inseridos em ambientes corruptos, podem acabar se favorecendo através de pequenos ou grandes atos, ou seja, podem ser contaminados pela oportunidade e pela impunidade.

O desenvolvimento dessa falha pode ser decorrente de fatores genéticos e também associado a fatores ambientais, pode variar de leve (oportunidade de realizar pequenos delitos, a cervejinha, inventar despsas na nota da empresa…) a muito grave (grandes desvios, superfaturar obras, propinas milionárias e até genocídios).

O indivíduo tem plena consciência de seus atos e de sua natureza criminosa, mas não apresenta culpa, remorsos ou hesitação em realizar.

Não é uma particularidade do Brasil, calcula-se que 15% da população mundial é acometida por esse desvio sendo que 1% a 2% praticam crimes mais graves.

Observa-se que não existe tratamento efetivo, além da Psicoterapia, mas que ocorrerá se por algum motivo a consciência se fizer presente, o que ocorrerá somente se enfrentar grandes perdas pessoais, financeiras ou de status.

As perdas decorrentes da corrupção para a sociedade e empresas são muito elevadas, por isso cada vez mais vem sendo feita essa discussão, e estão sendo criados mecanismos para impedir a sua ocorrência.

A única forma de conter a corrupção é através do controle e da punição.

Apenas 3% das empresas têm mecanismos de compliance no Brasil; cerca de 5% da produtividade das empresas é perdido em fraudes; apenas 61% das empresas no Brasil tem um código de ética enquanto nos EUA 100%, mas isso não significa que possa ser impedido totalmente.

Com a tecnologia digital, cada vez mais fica difícil que atos ilícitos não sejam rastreados e identificados, mas pensando que os desvios de conduta são realizados por humanos, que muitas vezes usam todo o seu conhecimento para dar vazão à sua excentricidade, existe sempre alguém querendo burlar a norma.

Mas existe uma mudança em curso que é o reconhecimento da sociedade que se vê prejudicada por essas atitudes e que acredito passará a dar voz ao seu verdadeiro incômodo.

“É hipócrita quem critica a corrupção genérica e em grande escala e pratica a corrupção cotidiana”
(Sergio Fajardo)

Natalia Marques é Psicóloga Clínica, Coach e Palestrante. Formada em Psicologia pela FMU (1981) e em Coaching/ Mentoring Life & Self-Instituto Holos, possui pós-graduação em Recursos Humanos pela FECAP. Tem curso de Meditação Chan do Templo Zu Lai em Cotia. Como Psicóloga Clínica realiza atendimento Psicoterápico de base Psicanalítica, trabalha os sintomas de Estresse, Ansiedade, Depressão, Fobias, Síndrome do Pânico, Síndrome de Burnout, Conflitos Pessoais e Profissionais. É Coach de Desenvolvimento Pessoal, ajuda pessoas a atingirem seus objetivos e metas pessoais e profissionais, para se tornarem mais felizes. Especialista em Saúde Organizacional e Ocupacional, atua ainda como palestrante em temas de saúde, resiliência, trabalho, carreira e pós carreira. Associada da ABRH, ISMA Brasil e SOBRARE. É coautora no livro “Planejamento Estratégico para a Vida”, onde trata o tema da “Resiliência”.
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