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A Assertividade e a Comunicação na Atualidade: O Cavalo, a Sela e a Oportunidade nas Decisões Profissionais

A falta de assertividade e clareza na comunicação pode custar oportunidades únicas na vida profissional. Descubra como preparação, leitura de contexto e comunicação estratégica ajudam a transformar decisões em crescimento sustentável.

A Assertividade e a Comunicação na Atualidade: O Cavalo, a Sela e a Oportunidade nas Decisões Profissionais

A Assertividade e a Comunicação na Atualidade:

O Cavalo, a Sela e a Oportunidade nas Decisões Profissionais

Há um famoso ditado popular de origem gaúcha que diz que “cavalo selado (ou encilhado) não passa duas vezes”. A ideia inserta na referida metáfora, projeta um sentimento de urgência para que seja aproveitada a chance ofertada pela vida, porque muito provavelmente ela não se repetirá. Mas eu fico sempre me perguntando, qual seria a razão para o não atendimento ao convite a tal oportunidade.

Num primeiro momento, pode-se ter a sensação de despreparo para assumir a brecha. Isso pode ocorrer por não nos acharmos prontos para tal ou tão somente pela maneira abrupta como ela surgiu. Em tese, isso poderia até servir de desculpa para si próprio. Poderíamos ainda conjecturar que a recusa em assumir a montaria estaria ligada a aspectos pessoais, a partir de fatores como timidez, receio, falta de segurança e por aí vai.

Contudo, ao invés de enveredar por tais caminhos, entendo oportuno analisar a frase de outro ângulo, começando pela preparação que deve anteceder a oportunidade, que por si só, já afastaria o alegado fator “repentino” desta situação.

Quantas oportunidades são perdidas, não só por não esperarmos por elas, mas, sobretudo, pelo fato de não nos termos preparado para recebê-las?

Almejamos cargos, posição social relevante e outras coisas na vida, muitas vezes sem antever o contexto, a necessidade, a motivação, o propósito e outras questões a estas relacionadas. Parece simples num primeiro momento, mas é exatamente a falta desta pré-observação que nos deixa despreparados quando da chegada da oportunidade.

Observando o trabalho da polícia, frequentemente vejo os agentes se movimentando antes da missão, fato esse que me fez notar aspectos interessantes. A essa altura já fizeram o briefing dela e já estão treinados para o que vão fazer. Agora é a hora de adequar roupa e equipamentos para sua execução. São inúmeros apetrechos, tais como armas, gás de pimenta, tonfa, curativos, faca, etc.

Mas há um dado interessante aqui.

Eles raramente usam metade destes instrumentos nas ações empreendidas ou todo treinamento que possuem. Então qual seria a razão de tanto equipamento e aprendizado? Simples. É porque quando a necessidade (leia-se oportunidade) de utilizar cada uma dessas capacitações técnicos ou teóricas ocorrerem, o policial já estará pronto para agir pois antecipou-se ao evento de crise.

Traçando-se um paralelo com o cavalo e a sela, é o mesmo que antever circunstâncias ao nosso redor e na própria vida pessoal, tais como contexto social, fatores econômicos, formação acadêmica, autoconhecimento, condições climáticas, idade, relacionamentos familiares e geografias, etc.

Não se pode fazer economia nessa análise. Todos esses aspectos, queiramos ou não, entrarão nessa conta e trarão consequências boas ou ruins. Por isso, deverão ser levados em consideração para que a atitude a ser tomada ocorra com maior segurança e amplitude possível.

É de Albert Einsten a seguinte frase: “O mundo é do tamanho do conhecimento que temos dele.”. Assim, torna-se peça fundamental obtermos o máximo de informações que possamos sobre o “cavalo” que está para chegar, com o propósito de seguirmos jornada à frente com ele.

Para reforçar o que foi dito antes, tente imaginar uma situação na qual você não tem a menor ideia de como um cavalo se parece. Num dado momento, em vez de um cavalo, surge um porco-espinho. A ilustração demonstra o quão doloroso é, por falta de informação adequada, muitos estão se sentando em verdadeiros porcos-espinhos. E dando-se muito mal em carreiras e outras decisões tomadas dessa forma.

Conheça o seu cavalo e as circunstâncias que o cercam antes de pular sobre ele.


A Sela

Falando-se em pular, já notou a importância da sela? O ditado não fala só sobre a chegada do cavalo. Fala igualmente na condição em que ele chega até você, dando várias informações. Que chegou de forma inesperada, que está de passagem e, muito importante, …selado! E o que significa este detalhe? Que a oportunidade está pronta para o receber. Que tudo agora só depende de você estar pronto para montá-lo.

E a sela tem funções que vão muito além de servir como mero assento ao cavaleiro. O arção, que é a sua estrutura, tem a função de:

  1. Distribuir adequadamente o peso do cavaleiro, dando equilíbrio ao conjunto – cavalo e cavaleiro – proporcionando maior eficiência de movimentação, principalmente para o combate, permitindo que ele fique montado durante movimentos repentinos, choques físicos e combate, fazendo uso de espadas ou lanças;
  2. Prover segurança ao cavaleiro, e proteção ao animal, inclusive, para evitar ferimentos e pontos de pressão além do que necessário;
  3. Facilitar o transporte de armas, munições, provisões e suprimentos, além de outros itens essenciais, ajustando todo o sistema em excesso;
  4. Possibilita que tanto ao animal como seu cavaleiro, suportem eventual tempo excessivo de cavalgada sem que cause-lhes lesões ou exaustão precoce e;
  5. Melhor comunicação entre o cavaleiro e o animal, permitindo respostas mais precisas aos comandos.

Quando o Cavalo vai Embora – Oportunidades perdidas

A essa altura, talvez você se pergunte o que teria esta história toda a ver com assertividade e a comunicação na atualidade. Eu respondo dizendo que, não estar pronto para acolher as oportunidades que nos são apresentadas pela vida, retrata um ato falho no processo de comunicação entre o indivíduo e estas chances.

É fato que a hesitação na comunicação frequentemente resulta em oportunidades perdidas, como falhar em expressar ideias claras em momentos decisivos ou não responder prontamente a uma mensagem importante. A mesma coisa acontece quando numa eventual negociação de contratos, onde uma vírgula mal colocada ou demora a em esclarecer termos, desaguou posteriormente em disputas judiciais custosas.

No que tange às relações sociais, ao hesitarmos em abordar uma determinada pessoa em um encontro, isso poderá resultar em perda de valiosos contatos ou ainda o surgimento de novas sociedades/parcerias de negócios promissores.

Nas chances do dia a dia, nas quais ignoramos ofertas únicas de compras, convites, viagens, estudos, pesquisas, casamento, palestras, escrever um livro etc., essa falta de atitude ocasiona o fechar de portas de chances únicas que escaparão para sempre, na maioria das vezes.

E de forma prática, falando agora com mais propriedade de um ambiente empresarial, sobretudo, no campo das negociações, use e abuse de feedbacks treinando seus colaboradores a fim de darem retornos diretos e rápidos alavancando vendas com promoções. Anteveja futuras objeções contratuais refutando-as com dados sólidos, evitando a perda de clientes ao esclarecer cláusulas não tão claras. Quando se tratar de lançamentos de produtos sustentáveis, faça uso do modelo DESC (Descreva, Expresse, Sugira, Consequências) para pitches claros.

Portanto, inquestionável a afirmação de que uma leitura equivocada das circunstâncias pessoais e externas que nos envolve, seja um tremendo ruído na comunicação o qual nos leva à perda de inúmeras oportunidades. E finalizo este artigo, dizendo uma coisa muito importante:

Você é o dono da sua oportunidade!!!

Então não a desperdice. Caso contrário, pode tirar seu cavalinho da chuva…


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como desenvolver assertividade e clareza de comunicação para aproveitar oportunidades antes que elas passem? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Acácio Lima dos Santos
https://acacio.lovable.app

Confira também: A Assertividade e a Comunicação na Atualidade: Um minuto de sua atenção

Palavras-chave: assertividade, comunicação, oportunidades, decisões profissionais, feedback, assertividade na comunicação profissional, como aproveitar oportunidades profissionais, modelo desc para negociação, perda de oportunidades por falha na comunicação, clareza na tomada de decisões
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Acácio L. dos Santos é servidor público, com mais de 34 anos na Justiça do Trabalho, exercendo funções em Vara do Trabalho, Setores Administrativos, na Vice-Presidência Judicial e Assessoria à Presidência, todas no TRT da 2a Região, sendo hoje Instrutor na Escola Judicial do TRT da 2ª Região (EJUD2), instrutor na Academia Nacional da Polícia Judicial (ANPJ), vinculada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em Brasília. É Bacharel em Direito, Coaching, Tecnólogo em Segurança Pública, com Pós-graduação em Língua Portuguesa e Entendimento de Texto, em Docência no Ensino Superior e em ABA – Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo, sendo também Mestrando em Direito da Saúde e Licenciando em Filosofia.
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