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Como preparar os estudantes para a 4ª Revolução Industrial?

Confira 5 inovações que empolgam os especialistas da nova era - Educação 4.0. Características críticas no conteúdo e nas experiências de aprendizagem.

educação 4.0

Educação 4.0 – Como preparar os estudantes para a 4ª Revolução Industrial?

No início de fevereiro de 2020, o site do Fórum Econômico Mundial publicou artigo com o título How can we prepare students for the Fourth Industrial Revolution? 5 lessons from innovative schools around the world (em versão livre: Como podemos preparar os alunos para a Quarta Revolução Industrial? 5 lições de escolas inovadoras ao redor do mundo). Novas visões sobre o ensino estão surgindo em todo o mundo, de tal forma que possa preparar a próxima geração para um contexto global de rápidas mudanças. Os especialistas assumem que os modelos atuais de educação estão firmemente enraizados, em práticas com mais de 200 anos.

O relatório Schools of the Future: Defining New Models of Education for the Fourth Industrial Revolution (versão livre: Definindo Novos Modelos de Educação para a Quarta Revolução Industrial) identificou oito “características críticas no conteúdo e nas experiências de aprendizagem” nessas iniciativas que lideram o assunto no mundo VUCA. Nesse sentido, aqui estão cinco inovações que empolgam os especialistas da nova era – Educação 4.0, até por conta da sua origem (o país que implantou).

1. Brincadeira de criança na China

O Anji Play foi criado na província de Zhejiang, na China, em 2002. Ele segue um currículo da primeira infância, o qual está baseado no pleno aprendizado por meio de brincadeiras conduzidas por crianças. A principal crença é que qualquer ambiente pode se tornar uma boa oportunidade de aprendizado, com um mínimo de 90 minutos todos os dias reservados para brincadeiras ao ar livre, usando equipamentos como escadas, baldes e artigos de escalada. A chave para o sucesso do modelo é que ele usa itens de baixo a nenhum custo. Desse modo, garante que seja plenamente acessível a famílias de baixa renda. Inicialmente, 14.000 crianças em Zhejiang foram matriculadas. Entretanto, dado o sucesso da iniciativa, sua aplicação foi adotada para mais de 100 escolas públicas, em mais de 34 províncias da China. Agora também existem pilotos da Anji Play nos EUA, na Europa e na África.

2. Novos empresários da Finlândia

A Finlândia é rotineiramente associada a uma alta qualidade de seu sistema educacional, considerado um dos melhores do mundo. Fundada em 1958, a South Tapiola High School é uma das melhores escolas do país. Ao mesmo tempo que segue o currículo nacional finlandês, acrescenta um foco especial na colaboração por meio do empreendedorismo, cidadania ativa e consciência social (com aplicativos do mundo real). O Programa de Jovens Empreendedores, implantado na escola, oferece aos alunos a oportunidade de trabalharem em grupos para criar um negócio próprio e, além disso, mais desafiador ainda, promoverem suas ideias em competições nacionais.

3. Crescentes líderes verdes na Indonésia

A formação dos líderes ecológicos do futuro é fundamental para a Escola Verde de Bali, em 2008. Seu corpo estudantil tem 800 crianças de 3 a 18 anos, sendo que seu programa está tomando forma para uma expansão na Nova Zelândia, África do Sul e México, até 2021. Manter um ambiente escolar sustentável é uma das principais atividades da escola e, no ano letivo de 2017-2018, os alunos produziram mensalmente mais de 150 kg de comida para consumo próprio. Em 2018, a Escola Verde uniu forças com a SUNSEAP, a maior fornecedora de energia limpa de Cingapura, para ajudar a escola com seu objetivo de ganhar autonomia energética.

4. Refugiados no Quênia se conectam

Em 2015, o professor, ativista e empreendedor belga Koen Timmers iniciou uma campanha de financiamento coletivo, logo após seu encontro com um trabalhador de campo em uma base de refugiados de Kakuma, no Quênia. Timmers enviou mais de 20 laptops, painéis solares e equipamentos de internet ao campo, viabilizando conectar professores voluntários com as crianças refugiadas. Atualmente, 350 professores de seis continentes oferecem cursos de matemática e ciências ministrados remotamente, em inglês. O modelo implantado em Kakuma está se expandindo através de uma rede de escolas de laboratórios de inovação para a Tanzânia, Uganda, Nigéria, Marrocos, Argentina, África do Sul, Brasil e até na região ártica do Canadá.

5. Imersão tecnológica no Vietnã

A TEKY é a primeira academia STEAM (ciência, tecnologia, engenharia, arte e matemática) no Vietnã, orientada para crianças de 6 a 18 anos de idade. Fundada em 2017, a academia já estabeleceu 16 centros em cinco cidades, em todo o país. Através de parcerias com 30 escolas, em todo o Vietnã, a academia pode oferecer cursos de tecnologia de nove a dezoito meses. Além disso, oferece uma estrutura de atendimento para os períodos de férias. A TEKY ensina módulos de programação, robótica, web design, comunicação multimídia e animação, com os alunos gastando cerca de 80% do seu tempo de aprendizado interagindo com a tecnologia.

Você já ouviu falar de Alex Beard?

Hoje, muitos e renomados especialistas têm se lançado a entender as necessidades de Educação geradas pelo mundo VUCA – Educação 4.0, com sua dinâmica e complexidade. Um badalado estudioso é Alex Beard, que trabalha na área de ensino há mais de uma década.

Alex Beard iniciou a carreira como um professor de inglês, em Londres. Depois disso,  ingressou na Teach For All, uma rede global de organizações com o propósito de que a próxima geração de estudantes atinja seu potencial.

Ele começou a viajar pelo mundo em busca das melhores práticas que moldarão o futuro do aprendizado. Como resultado, escreveu artigos sobre suas experiências (os quais foram publicados nos principais veículos internacionais). E seu mais recente livro (Natural Born Learners) é um guia para transformar a aprendizagem no século XXI, levando os leitores a uma deslumbrante excursão global ao futuro da educação (4.0 e assim por diante),  desde o Vale do Silício até Seul, de Helsinque a Londres.

Para Beard, se e quando usada corretamente, a tecnologia educacional pode impulsionar a criatividade dos alunos, ao tempo em que também devemos evitar a dependência plena de tecnologia, algo que pode limitar (ou até roubar) nossa capacidade de aprender. O cérebro, como vários cientistas explicam no livro, prospera quando é demandado a dominar algo difícil, associado a um processo de aprendizado que é, intrinsecamente, social. E, por fim, a ascensão no aprendizado das próximas gerações dependerá dos atributos de criatividade, comunicação, exploração de dúvidas e a curiosidade tipicamente humana. Vale a pena ver a palestra de Alex Beard no TED, sobre esse tema.

Fica então o desafio para você, coach, mentor ou mesmo professor. Você está se atualizando nas melhores práticas para atender seus clientes?

Mario Divo
https://www.dimensoesdesucesso.com.br

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Mario Divo Author
Mario Divo tem extensa experiência profissional, tendo chegado a quase meio século de atividade ininterrupta, em 2020. É PhD e MSc pela Fundação Getulio Vargas, com foco em Gestão de Negócios, Marcas e Design, Marketing e Comunicação Corporativa. Tem formação como Master Coach, Mentor e Adviser pela Sociedade Brasileira de Coaching e pelo Instituto Holos. Consultor credenciado para aplicação do diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool), Professor e Palestrante. CEO e Coordenador Executivo das plataformas de negócios MENTALFUT® e Dimensões de Sucesso®, acumulando com o comando da sua empresa MDM Assessoria em Negócios. Foi Diretor Executivo do Automóvel Clube Brasileiro e Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras. Liderou a Comunicação Institucional e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Foi Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e, também, Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior em 126 países e territórios, voltada ao desenvolvimento das potencialidades das jovens lideranças em todo o mundo.
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