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Como organizar as finanças em caso de desemprego em 10 passos

Caso você perca o emprego, você sabe qual deve ser sua primeira ação? Aprenda como organizar suas finanças em caso de desemprego em 10 passos.

Como organizar as finanças em caso de desemprego em 10 passos

Como organizar as finanças em caso de desemprego em 10 passos

Ainda vivemos um período de pandemia no qual as pessoas estão com preocupações em relação ao emprego. E os dados relacionados à crise fazem com que esse tema volte a preocupar. Isso porque não se tem segurança sobre o futuro. Desse modo, fazendo com que isso se torne um dos principais medos dos trabalhadores brasileiros. Por isso, se torna imprescindível falar sobre como se deve agir financeiramente caso esse problema o atinja. 

Um primeiro alerta: nessa hora, é preciso estar centrado, por mais que possa parecer impossível. Sempre afirmo que é com os tombos que aprendemos a andar; assim, é hora de buscar uma restruturação financeira, para atravessar esse período e, posteriormente, estar prevenido para imprevistos.

Veja algumas orientações para organizar as suas finanças em caso de desemprego:

1. Pagar dívidas imediatamente?

Caso perca o emprego, qual deve ser a primeira ação? Se estiver endividado, por mais que pareça correto querer quitá-las com o dinheiro do fundo de garantia, isso pode ser um erro, pois, se usar muito deste dinheiro, estará sob o risco de ficar sem receitas para cobrir gastos à frente. Então, planeje-se melhor em relação a esses valores antes de qualquer medida.

2. Crie uma reserva estratégica

O desempregado tem que ter dinheiro guardado, para as despesas, mas, eventualmente, para investir também em um curso e retomar a carreira. A primeira medida a ser tomada é reter os valores ganhos de fundo de garantia, seguro-desemprego e férias vencidas. Esse dinheiro só deverá ser mexido após ser estabelecida uma estratégia.

3. Analise sua realidade

É fundamental que tenha total domínio de seus números nesse momento. Portanto, você deve saber o valor que possui e somar com o que será ganho. Também deverá fazer um levantamento de todos os gastos mensais, minuciosamente, desde cafezinho até parcela da casa própria, nada deve passar despercebido. Em caso de dívidas e parcelamentos, esses devem ser também somados.

4. Congele ferramentas de crédito

Cartões de crédito, cheque especial, cartão de lojas e outras ferramentas de crédito fácil devem ser prioritariamente esquecidas de sua vida; evite mesmo em caso de emergência, pois, caso não consiga pagar esses valores, os juros serão exorbitantes, criando um caminho de difícil volta.

5. Faça uma faxina financeira

O que realmente é prioridade para a sua vida? Pense muito bem nessa questão, pois chegou a hora de cortar muitos gastos que não agregam à vida. Gastos que devem ser repensados pode ser de TV a cabo, celulares e smartphones, balada e ida a restaurantes, água e energia e outros pequenos gastos. Priorize o que é de fato fundamental nesse período.

6. Mude seu padrão de vida

Sei que pode parecer difícil, pois já se acostumou com um monte de regalias, mas é hora de reestruturação, e não de manter a pose. Nos momentos de dificuldade, a humildade é um diferencial. Então, o primeiro passo para mudar sua realidade é aceitar que seu padrão de vida mudou, e não viver de aparências.

7. Negocie as dívidas

Ainda falando de humildade, chegou a hora de buscar os credores e ser o mais franco possível, mostrar que não quer se tornar inadimplente, mas que também não possui condições de pagamento, buscando assim diminuir os juros e esticar os débitos. Lembrando sempre de priorizar dívidas com juros mais altos e com bens de valor como garantia.

8. Fuja dos exploradores

Infelizmente, por mais que seu momento seja de desespero, existem pessoas mal-intencionadas prontas para se aproveitarem dos seus temores. Não permita abusos; muitos tentarão tirar proveito de sua fraqueza para tentar obter vantagens. Evite promessas e garantias descabidas. Às vezes, é melhor estar com o nome sujo do que ser explorado pelas pessoas.

9. Busque fazer bicos

Por mais que não seja em sua área de atuação, busque fontes alternativas de ganhos. Chegou a hora de deixar o orgulho de lado e buscar garantir um mínimo de renda, por mais que não seja em sua área de atuação.

20. Levanta e sacode a poeira

Agora é hora de buscar o mais rápido possível a recolocação profissional. Use o network, se posicione como alguém que está à espera de oportunidades no mercado. Lembre-se, as oportunidades geralmente aparecem para quem está atrás dela de fato. Esqueça o desânimo, levante a cabeça e olhe para o futuro.

Gostou do artigo? Quer saber mais sobre como organizar as suas finanças em caso de desemprego? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Reinaldo Domingos
Contador e PhD em Educação Financeira
https://info.dsop.com.br/empreendedores-de-sucesso-franquia

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Reinaldo Domingos é PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira. Está a frente do canal Dinheiro à Vista, é colunista do de diversos meios de comunicação. Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira e o livro Empreender Vitorioso.
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