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Como o Cérebro nos Ajuda a Tomar Decisões e Realizar Ações?

Quem tentou mudar hábitos e comportamentos sabe o quanto é difícil. Entenda como o cérebro funciona e nos ajuda a tomar decisões e realizar ações.

Como o Cérebro nos Ajuda a Tomar Decisões e Realizar Ações?

Como o Cérebro nos Ajuda a Tomar Decisões e Realizar Ações?

O nosso organismo é um sistema complexo, em que tudo se interliga de forma harmônica para sermos quem somos. Tomamos as decisões a partir dos estímulos recebidos através dos nossos sentidos, decodificados pelo cérebro de acordo com as experiências arquivadas nele, ou melhor, pela memória que temos armazenada. Essa é a forma que vemos e nos relacionamos com o mundo ao nosso redor.

Nessa máquina maravilhosa, o nosso cérebro, temos o Córtex Pré-Frontal. Acionado toda vez que precisamos tomar uma decisão, através do seu arquivo de memórias, emite a melhor resposta para o momento.

Observa-se que temos duas formas de resposta, o Sistema 1, que ocorre de forma automática, rápida, intuitiva, inconsciente, com gasto de pouca energia e é a resposta que está pronta para a decisão. Todos os dias você segue a mesma rotina na sua vida pessoal ou no seu trabalho, então não tem necessidade de pensar sobre o que fazer, apenas seguir o script.

A outra forma é o Sistema 2, que surge quando a situação é nova, ou quando não temos conhecimentos suficiente, ou seja, precisa de análise, crítica, ocorre devagar com maior gasto de energia, é consciente. Por exemplo, num grupo de trabalho, as tarefas foram divididas. E um dos membros da equipe, designado para fazer a apresentação para o cliente, adoece ou sofre um acidente. O que fazer? Nesse momento, o fluxo original é interrompido e uma decisão precisa ser tomada. Seja para adiar a reunião, colocar outro colega para apresentar, o fato é que exige uma reformulação.

No Sistema 1, as respostas são imediatas, com reações previstas e este está sempre ativo, já o Sistema 2 surge quando as respostas ficam mais difíceis, detecta possíveis erros que podem acontecer e mantém a atenção.

Por outro lado, o Sistema 1 pode cometer erros através de percepções generalizadas, vieses decorrentes de análises equivocadas ou influência de opiniões de outros.

Nesse sentido, embora o Sistema 2 entre em ação para dar uma resposta racional e apropriada para o momento, pode sofrer a influência dos sentimentos gerados pelo sistema 1.

Isso significa que toda vez que temos que tomar uma decisão, precisamos entender nossos sentimentos naquele momento. Fazer uma análise de contexto, avaliando quais as evidências e fatos reais que o corroboram ou não.

O Sistema 2 é fundamental na tomada de decisões, na mudança de hábitos e comportamentos adquiridos e sedimentados. Por exemplo: excesso de peso, hábito de fumar, ou mesmo no campo emocional como se vitimizar ou culpar os outros.

Os comportamentos que não estão mais fazendo sentido ou que prejudicam a saúde física, emocional ou interferem no meio social e de trabalho, para serem alterados precisam ser recodificados e nesse momento entra o Sistema 2.

Quem tentou mudar hábitos e comportamentos sabe o quanto é difícil, justamente por causa da memória impressa na tomada de decisão do Sistema 1, por isso é fundamental entender esse processo. Dessa maneira, os esforços são direcionados de forma efetiva através de uma construção mais racional e cognitiva.

Podemos melhorar nossas decisões com análise e reenquadramento do problema, reunindo informações relevantes, reflexão e decisão. Esse aprendizado, por sua vez, incorporará a nossa memória e adquiriremos novos hábitos.

Um exemplo disso é a Pandemia, seja na vida pessoal ou profissional, toda sociedade precisou incorporar novos hábitos e muitos tiveram que se reinventar.

“É difícil para nós admitir erros porque isso significa renunciar à segurança que essas suposições simplificadoras nos fornecem”, esta frase de Daniel Kahneman teórico da economia comportamental, que recebeu o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas em 2002, mostra como a ciência cognitiva pode explicar o comportamento aparentemente irracional da gestão do risco pelos seres humanos.

Gostou do artigo? Quer saber mais sobre como o cérebro nos ajuda a tomar decisões? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Natalia Marques
Psicóloga, Coach e Palestrante
http://www.nataliamantunes.com.br/

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Natalia Marques é Psicóloga Clínica, Coach e Palestrante. Formada em Psicologia pela FMU (1981) e em Coaching/ Mentoring Life & Self-Instituto Holos, possui pós-graduação em Recursos Humanos pela FECAP. Tem curso de Meditação Chan do Templo Zu Lai em Cotia. Como Psicóloga Clínica realiza atendimento Psicoterápico de base Psicanalítica, trabalha os sintomas de Estresse, Ansiedade, Depressão, Fobias, Síndrome do Pânico, Síndrome de Burnout, Conflitos Pessoais e Profissionais. É Coach de Desenvolvimento Pessoal, ajuda pessoas a atingirem seus objetivos e metas pessoais e profissionais, para se tornarem mais felizes. Especialista em Saúde Organizacional e Ocupacional, atua ainda como palestrante em temas de saúde, resiliência, trabalho, carreira e pós carreira. Associada da ABRH, ISMA Brasil e SOBRARE. É coautora no livro “Planejamento Estratégico para a Vida”, onde trata o tema da “Resiliência”.
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