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Como garantir a acessibilidade em eventos?

No Brasil, segundo o IBGE, há 45 milhões de pessoas com deficiência ou 24,5% da população. Como garantir que o evento tenha a acessibilidade necessária?

acessibilidade em eventos

Como garantir a acessibilidade em eventos?

Uma das providências mais importantes quando se organiza eventos é garantir a acessibilidade, afinal no Brasil, segundo o IBGE são 45 milhões de pessoas com deficiência, ou 24,5% da população. Mas como garantir que o evento tenha a acessibilidade necessária?

A premissa da acessibilidade é gerar autonomia ao indivíduo, assim todas ações devem ser pensadas com este objetivo e previstas em todas as etapas do evento: divulgação, execução e pós-evento.

Planejamento 

A acessibilidade parte da construção do evento: buscar locais com estrutura adequada, ferramentas de transmissão com recursos acessíveis, comunicação inclusiva (estrutura de textos, materiais de divulgação, impressos, etc).

Apesar de não estar relacionado à acessibilidade, é essencial que o evento tenha representatividade. Somos uma população diversa: pessoas com e sem deficiência, diversas raças, gênero. Então é importante que esta diversidade seja transmitida em todo o evento e representadas nos materiais de divulgação virtuais ou impressos, palestrantes e equipes de staff que representem todos estes grupos. 

Divulgação

Cegos utilizam programas de leitura de tela que não conseguem ler imagens. Assim, em toda divulgação virtual que forem utilizadas imagens, deve-se usar a #pracegover ou #pratodosverem acompanhada da descrição da imagem. Ela é a transcrição perfeita para que uma pessoa com deficiência visual possa “enxergar” a imagem pelos olhos de outro. Aparentemente simples, as descrições de imagens tem técnica e precisam ser feitas por profissionais habilitados.

Conhecer o público e suas necessidades ajuda bastante. Inclua nos formulários de inscrições as perguntas: Você tem alguma deficiência? Qual? Necessita de algum recurso assistivo?

No caso de ser um evento restrito ao público que se inscreveu é possível considerar somente a acessibilidade indicada no formulário, mas caso haja a mínima possibilidade de participação de outras pessoas além dos inscritos a acessibilidade deve ser prevista para todos os públicos, como abordaremos mais adiante.

Execução

A acessibilidade durante o evento deve ser planejada nos seus mínimos detalhes, considerando a experiência do cliente.

Nos eventos presenciais as acessibilidades arquitetônica, comunicacional e atitudinal são as mais evidentes.

Arquitetônica refere-se ao ambiente: banheiros acessíveis, áreas de circulação e acesso aos palcos com rampas ou elevadores, painéis táteis com a planta do local, elevadores com sistemas de voz, vagas de estacionamento exclusivas ou áreas de embarque e desembarque.

Comunicacional é a sinalização do ambiente, como por exemplo, placas em Braille, intérprete de libras, encartes entregues no evento com opção de impressos em Braille, crachás em Braille, serviços de audiodescrição.

A contratação de intérpretes de libras é fundamental para garantir a inclusão de pessoas surdas tanto nos eventos presenciais como virtuais.

Atitudinal são as pessoas que compõem o evento (recepção, manobristas, staffs, etc) que devem estar preparadas para atender prioritariamente e com competência pessoas com deficiência. Todo quadro ou parte, comunicando-se em Libras, quando necessário. Saber conduzir uma pessoa com deficiência visual e dar liberdade para que circulem com cães guias. Apoio a um cadeirante ou a uma pessoa com deficiência intelectual e saber que qualquer ajuda precisa ser consentida.

Os palestrantes também merecem estar orientados para primeiro falar algo fora do microfone, ao iniciarem sua fala, pois caso haja uma pessoa cega, ela possa localizar onde está o palestrante. Ao falar no microfone, o som sairá na caixa acústica e para uma pessoa cega é para lá que ela estará olhando.

Pós-evento 

É comum o envio de avaliações de satisfação ou apresentações dos palestrantes após o término do evento. Quando vídeos precisam ter a intérprete de Libras ou legenda e apresentações o material em áudio.

Pode parecer muita coisa, mas proporcionar a acessibilidade de edificações é Lei desde 2007. Em 2015 a Lei Brasileira de Inclusão veio reforçar e ampliar a necessidade de quebrar as barreiras para uma melhor participação da pessoa com deficiência na sociedade, assim, promover a acessibilidade é uma obrigação legal, mas também uma atitude de empatia e respeito com o próximo.

Quer aprofundar mais sobre o tema acessibilidade em eventos e também em outras frentes? Entre em contato comigo ou escreva sua dúvida nos comentários.

Luciano Amato
http://www.trainingpeople.com.br/

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Pós-Graduado em Tecnologia Assistiva pela Fundação Santo André/ITS Brasil/Fundação Don Carlo Gnocchi (Itália/Milão). Pós-graduado em Psicologia Organizacional pela UMESP e graduado em Psicologia pela UNIMARCO. Extensão em Gestão de Diversidade pela PUC (Trabalho final: “O impacto do imaginário dos líderes no processo de diversidade e inclusão nas organizações”), Credenciado em Holomentoring, Coaching e Advice pelo Instituto Holos. Formado como analista DISC. Desde 1990 na área de R.H., atuou em subsistemas como Recrutamento & Seleção, Treinamento, Qualidade, Avaliação de Desempenho e Segurança do Trabalho contribuindo com empresas como Di Cicco, Laboratório Delboni Auriemo, Wal Mart, Compugraf Telecomunicações e Mestra Segurança do Trabalho. Atualmente é Diretor da TRAINING PEOPLE, especializada em treinamentos, palestras e projetos de consultoria personalizados responsável pela estratégia e coordenação de equipe multidisciplinar especializada em temas como Diversidade, Liderança e Gestão, Vendas, Educação Financeira, Comunicação, Turismo e Segurança do Trabalho. Vice-Presidente de Gestão e Conteúdo da ABPRH – Associação Brasileira de Profissionais de Recursos Humanos, responsável pela gestão da equipe e curadoria dos grupos de debates, bem como pelo Comitê de Diversidade e Inclusão. Coordenador do grupo virtual Gestão por Competências com base no Facebook e Linkedin, somando 40.000 profissionais de RH em ambos. Escreve duas colunas da Cloud Coaching com os temas Diversidade e Inclusão e Excelência no Atendimento ao Cliente. Presidente e idealizador do Instituto Bússola Jovem, projeto social que tem por objetivo transformar a vida de jovens de baixa renda através dos pilares: Educação, Trabalho e Carreira.
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