
Final de Ciclo: Despedindo-se com Amor
Como fechar ciclos na vida e na carreira com maturidade e gratidão
Um dos momentos mais significativos e delicados de qualquer história é o seu final. Dependendo de como ele acontece, um rompimento ou uma despedida pode marcar negativamente a trajetória vivida. E pode demandar muito tempo e energia para, de fato, ficar definitivamente no passado.
Seja uma amizade, um relacionamento afetivo, uma sociedade ou qualquer outro tipo de relação profissional, a arte de fechar ciclos é muito importante para que o passado passe. E os novos ciclos sejam inaugurados com plena condição de ser dado um passo à frente.
Quando a história teve muitos momentos bons, desde um início promissor e energizado, os ganhos recíprocos, crescimento, aprendizado e gestos de reconhecimento, ainda assim, um dia, esse capítulo terá que se encerrar. Às vezes, tudo foi tão bom e significativo que, para poder terminar, é preciso haver uma crise. Um conflito, às vezes até barulhento, e um afastamento carregado de emoções. Acontece com casamentos e com empregos. Quando vista à distância, uma história que teve um final infeliz pode ser vista por inteiro. Afinal, o ciclo não se resume ao seu final.
Ao fazer o inventário de um ciclo, quando olhamos para a história sem o viés das emoções, é possível reconhecer, antes de tudo, o que nos levou a fazer aquela escolha. Qual era a real situação quando a história começou, as buscas, necessidades e quais foram os ganhos obtidos por todos os envolvidos. O quanto crescemos, os talentos que desenvolvemos, os exemplos edificantes que observamos, as soluções que encontramos, as vitórias que festejamos, as risadas que demos, o dinheiro que ganhamos, etc.
Como não se pode evitar as mudanças, sejam elas causadas por fatores internos ou externos, nos movimentos do mundo, os momentos se sucedem, e aquilo que vivemos juntos precisa, inevitavelmente, acabar.
Se nossos objetivos se distanciaram, se passaram a ser mais visíveis as desvantagens de continuar, se o custo estava alto demais, se os interesses e as prioridades mudaram, paciência. Da melhor maneira possível, é hora de colocar um ponto final. Quando as partes chegam à essa constatação juntos, fica mais fácil. Distratos, acordos amigáveis, o desejado ganha-ganha acontece com mais finalidade, mesmo na despedida.
A proposta da visão sistêmica, que considera o movimento como um todo, não apenas os aspectos relevantes e as razões de um dos lados, é que o fechamento de ciclos aconteça “com amor”, mesmo quando são reflexos de que o amor, a paixão pelo projeto, o entusiasmo pela missão do negócio esfriou, é possível sair bem, com elegância e com uma bagagem valorizada, tornando-se assim uma experiência genuinamente positiva.
Tudo o que eu dei e tudo o que ganhei ao longo de toda a história, tudo isso é meu. Se eu dei é porque eu tinha e tenho. Se eu ganhei, eu passei a me beneficiar de algo conquistado.
Assim, o passado passa, com gratidão, confiança e leveza. E as memórias construídas permanecem, enriquecendo a vida, gerando aprendizado, maturidade, e ajudando a fazer novas e ainda melhores escolhas.
Com este artigo eu fecho um gratificante ciclo de contribuições com o vigoroso e necessário projeto da Cloud Coaching. Esperando ter ajudado a inspirar leitores, compartilhando aquilo que minha experiência me permitiu aprender. Desejo a todos os envolvidos com a revista, editores, colunistas e leitores, que a vida seja farta e que não lhes falte inspiração e motivação para vencer.
Um forte abraço!
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Quer saber mais sobre como fechar ciclos na vida ou na carreira e transformar despedidas em experiências de crescimento e fortalecimento pessoal? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Almir J Nahas
Consultor Sistêmico
https://olharsistemico.com.br/
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