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Como enfrentar as tarefas mais tediosas?

O que fazer quando as tarefas são tediosas? Mesmo no momento mais agradável da jornada haverá tarefas maçantes. Há como transformá-las em algo agradável?

Como enfrentar as tarefas mais tediosas?

Como enfrentar as tarefas mais tediosas?

Eu confesso: decidi escrever esta postagem após uma sequência de leituras encadeadas. Aquela viagem virtual que a pessoa faz ao sair de um texto interessante. Acessa um link que remete para outro texto complementar ao anterior, para depois acessar outro… e outro… No meu caso, cheguei até o relato das experiências de Kaki Okumura (https://kakikata.space), profissional japonesa que estuda os melhores meios para a vida plena e saudável, neste mundo repleto de problemas, obstáculos e complexidades. Para ela, há muito para aprender com princípios japoneses tradicionais de saúde, adaptando-os ao estilo de vida moderno.

Em outras palavras, aparentemente, Kaki teria a chave especial para superarmos os desafios de um mundo VUCAH. Possibilidade tanto mais relevante quando, associado às facilidades da hiperconectividade e das redes sociais, identificamos o crescimento indesejado das demonstrações de intolerância, em diferentes esferas da vida. Caminhos inovadores e sustentáveis para enfrentarmos o mundo VUCAH, decerto, abrem a porta da esperança para a mais saudável e melhor interação entre as pessoas.

Kaki afirma em seu site:

Devemos construir, curar e manter nossos quatro pilares da saúde, todos interconectados, para alcançarmos mais felicidade, energia e graça, podendo assim influenciar as pessoas de forma positiva”.

Ela assim descreve esses quatro pilares:

1) O descanso pleno, trazendo ao corpo a capacidade de se recuperar dos esforços cotidianos e, tão importante quanto, dando à mente a sensação de paz e calmaria;

2) A alimentação adequada, oferecendo ao corpo as vitaminas e a energia necessárias, bem como liberando os nutrientes que são fundamentais para a saúde mental;

3) Manter-se em movimento, o que dará ao corpo força, resistência e flexibilidade, bem como trará à mente a possibilidade de explorar aspectos como paixões, lazer, criatividade, emoções diversas, e ainda;

4) A socialização, permitindo ao corpo viver experiências e aventuras compartilhadas, bem como à mente o senso de pertencimento necessário para enfrentar as dores da solidão.

Kaki explica que o nosso bem-estar físico e o bem-estar mental estão altamente interligados, sendo inviável melhorar um sem abordar o outro. Ao nutrirmos esses quatro pilares, estaremos então envelhecendo graciosamente e, por consequência, encontrando mais felicidade e satisfação na vida. Nossos pontos fortes ajudam a enfrentar nossas deficiências, pois o bom descanso dará energia ao exercício, enquanto o exercício regular pode levar ao adequado sono. A paz da mente levará ao melhor sono, e o melhor sono levará ao equilíbrio mental. Por outro lado, as deficiências podem prejudicar nossos pontos fortes, de forma inversa: descanso pobre priva de energia, assim como o estresse leva ao sono agitado, gerando mais estresse.

Eis então que, ao se buscar entender melhor o estresse, uma causa frequente nasce do sentimento de se fazer o trabalho tedioso. A pessoa sofre seguidamente em meio a uma situação indesejada. Então, Kaki nos lembra da arte japonesa de transformar a tarefa ingrata em algo agradável. Para isso, basta entrar em um estado de fluxo, estimulando a modulação criativa para desafios e novas habilidades.

Segundo ela, associado aos quatro pilares da saúde, por mais simples e tedioso que a tarefa seja, sempre haverá significado positivo nela.

Kaki exemplifica com algo que, de alguma forma, já encontramos em diferentes lugares do mundo: a pessoa entra em uma loja, o(a) atendente educadamente vem recebê-la e oferece ajuda. O uniforme está alinhado, as prateleiras têm os produtos organizados, o piso e as janelas estão bem limpos. Ao sair da loja, os atendentes agradecem a visita, com sorriso no rosto. No Japão, em alguns outros países orientais, inclusive os atendentes se curvam até o(a) visitante estar distante da saída.

Para Kaki, isso não quer dizer que esses atendentes amam totalmente seus empregos pois, qualquer que seja o caso, sempre haverá momentos cansativos, chatos, tediosos. O que cabe é a premissa de colocar o melhor de você como prioridade. Seja lá qual for seu trabalho ou tarefa, isso é o que deve ser valorizado. Esse princípio é chamado de “ganbaru”. Não importa a profissão ou tipo de trabalho, adotando “ganbaru” você será respeitado e, intimamente, sentirá prazer maior ao ser respeitado.

Quando você pensar sobre o que é necessário para desfrutar bem do seu trabalho, é fácil apontar para o dinheiro, poder e a projeção social, por exemplo. Esses fatores são importantes, mas o que fazer quanto às tarefas repetitivas e tediosas?

Segundo Kaki, basta se concentrar para encontrar significado nelas também. Isso porque as pessoas notam e, então, essa nossa postura levantará o espírito daqueles ao nosso redor. Realizar um trabalho que é respeitado e edificante para os outros, mesmo que tedioso, será gratificante também para nós.

A premissa de adotar o “ganbaru” não significa, necessariamente, colocar-se em excessivas horas de trabalho ou se colocar próximo a um estresse mental ou exaustão (no limite, o burnout). Mesmo no momento mais agradável da jornada que amamos, haverá tarefas maçantes.

A orientação de Kaki é que, ao invés de sofrer pelo trabalho penoso, tente incorporar o espírito de “ganbaru”. Só porque alguém não sente entusiasmo pela tarefa que precisa realizar, isso não significa gerar sentimento negativo. Cabe mais uma vez lembrar, a tarefa faz parte de um conjunto e dela, muitas vezes, dependem aquelas outras tarefas mais vibrantes.

Fica aqui a dica para você, profissional de coaching ou mentoria, aplicar a premissa do “ganbaru” sempre que seu cliente reclamar de alguma tarefa maçante. E cabe a dica para você também praticar essa lição e os quatro pilares da saúde. Certamente, seu cotidiano de prospecção de clientes até o atendimento presencial (ou virtual), terá como significado uma viagem mais saudável, nada tediosa neste mundo VUCAH.

Gostou do artigo? Quer saber mais sobre como enfrentar as tarefas tediosas? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br

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Mario Divo Author
Mario Divo possui meio século de atividade profissional ininterrupta, hoje estando dedicado à gestão de negócios e de pessoas. É PhD pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com foco em Gestão de Marcas Globais e MSc, também pela FGV, com foco em Dimensões do Sucesso em Coaching (contexto brasileiro). Formação como Master Coach, Mentor e Adviser pelo Instituto Holos. Formação em Coach Executivo e de Negócios pela SBCoaching. Consultor credenciado no diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool). Credenciado pela Spectrum Assessments para avaliações de perfil em inteligência emocional e axiologia de competências. CEO da plataforma MENTALFUT® e da MDM Assessoria em Negócios, desde 2001. Mentor e colaborador da plataforma Cloud Coaching. Ex-Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Ex-Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, ex-Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e ex-Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior, voltada ao desenvolvimento de jovens lideranças em todo o mundo.
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