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Como atrair e reter jovens para programas de capacitação?

Um dos grandes desafios nas empresas é a capacitação de profissionais. Não são poucos os relatos de que treinamentos são cansativos e não agregam valor. O desafio é dobrado quando o público é jovem.

Um dos grandes desafios nas empresas é a capacitação de profissionais. Não são poucos os relatos de que treinamentos são cansativos e não agregam valor. O desafio é dobrado quando o público é jovem.

Eu sempre acreditei que um treinamento para ter sucesso deve ser algo personalizado, portanto, quando elaboro um treinamento para meus clientes faço um briefing detalhado para garantir a assertividade:

  • Cultura da organização;
  • Perfil dos líderes;
  • Quais os resultados/mudanças reais esperadas em relação ao cenário atual;
  • Quem é o público alvo: Média de idade, cargos, cultura de treinamentos, abertura a metodologias, se há pessoas com deficiência, nível de resistência a determinados assuntos, etc.

Algo que precisamos ter em mente quando elaboramos um treinamento é como as pessoas aprendem. Segundo a teoria da escolha de William Glasser nós aprendemos:

  • 10% quando lemos;
  • 20% quando ouvimos;
  • 30% quando observamos;
  • 50% quando vemos e ouvimos;
  • 70% quando discutimos com outros;
  • 80% quando fazemos;
  • 95% quando ensinamos aos outros.

Fica claro que somente aula expositiva não faz com que o treinando se aproprie do saber. É preciso muito mais, tem que haver a interação, o corpo precisa se fazer mais presente na sala de aula e não somente o cérebro. O conteúdo precisa ter emoção, significado para o educando.

Outro ponto a ser considerado é a identificação com o treinando. Pesquisas mostram que levamos 3 segundos para formar o julgamento sobre uma pessoa. A partir deste julgamento estabelecemos uma relação e estaremos mais abertos ou não ao que a pessoa nos traz.

Num processo de ensino aprendizagem isso não é diferente. O fato de estarmos falando de um público jovem não quer dizer que precisaremos de um professor jovem para ministrar as aulas, mas alguém com empatia suficiente para “entrar” no mundo deles.

Normalmente, jovens apreciam atividades que os desafiem, assim, utilizar metodologias que promovam tais desafios é uma boa estratégia.

Baseado na pirâmide do aprendizado e também em minha experiência, utilizar metodologias e recursos diversos como: vídeos, exposição, momentos de discussão em grupos, dinâmicas de grupos, flip chart/quadro branco/lousa eletrônica é fundamental para estimular a atenção.  Atividades vivenciais sedimentam o conteúdo aprendido em sala.

A tecnologia, muitas vezes, se torna um problema para o professor concorrendo com a atenção ao curso, porém em tempos cada vez mais tecnológicos é fundamental transformá-la de inimigo em aliada.

Lembrem-se, a pirâmide de aprendizagem ressalta a importância de um processo de aprendizagem ativo, o aluno passa de mero ouvinte para colaborador do conteúdo.

Utilizar a tecnologia a favor da atratividade do treinamento é uma boa estratégia. Há uma grande identificação por parte dos jovens com tecnologias. Utilizar em determinados momento pesquisas na Internet, aplicativos, videoaulas, podcasts, textos, games e outros objetos que não apenas atraem esse novo aluno conectado, mas facilitam o processo de aprendizagem e respeitam o ritmo de cada indivíduo, é uma excelente ideia.

O QUE NOS ESPERA NO FUTURO?

  • e-learning;
  • vídeos;
  • e-publicações;
  • aplicativos;
  • gamification;
  • conteúdo colaborativo;
  • 3D;
  • Realidade aumentada.

O que há de comum com todos estes caminhos?

A VALORIZAÇÃO DA EXPERIÊNCIA!

Os jovens já nascem conectados neste mundo. E você está pronto para tanta mudança?

Pós-graduando em Direitos Humanos, Responsabilidade Social e Cidadania Global pela PUC RS, Pós-Graduado em Tecnologia Assistiva pela Fundação Santo André/ITS Brasil/Fundação Don Carlo Gnocchi (Itália/Milão). Pós-graduado em Psicologia Organizacional pela UMESP e Graduado em Psicologia pela UNIMARCO. Extensão em Gestão de Diversidade pela PUC (Trabalho final: “O impacto do imaginário dos líderes no processo de diversidade e inclusão nas organizações”), Credenciado em Holomentoring, Coaching e Advice pelo Instituto Holos. Formação em Coaching Profissional pela Crescimentum. Formação em Facilitação Digital pela Crescimentum, Formação em RH e Mindset Ágil pela Crescimentum. Formado como analista DISC. Vivência de 30 anos na área de RH, em subsistemas como Recrutamento & Seleção, Treinamento, Qualidade, Avaliação de Desempenho e Segurança do Trabalho. Desempenhou papéis fundamentais em empresas como Di Cicco., Laboratório Delboni Auriemo, Wal Mart, Compugraf, Mestra Segurança do Trabalho. Atualmente é Diretor da TRAINING PEOPLE responsável pela estratégia e coordenação de equipe multidisciplinar especializada em temas como Diversidade, Liderança e Gestão, Vendas, Educação Financeira, Comunicação, Turismo e Segurança do Trabalho. É Vice-presidente de Diversidade e Inclusão e Líder do Comitê de Diversidade e Inclusão da ABPRH – Associação Brasileira de Profissionais de Recursos Humanos, Presidente e Fundador do Instituto Bússola Jovem, projeto social com foco em jovens de baixa renda que tem por missão transformar vidas através da Educação, Trabalho e Carreira. Colunista das Revista Cloud Coaching. Coautor do livro: Segredos do sucesso: da teoria ao topo – histórias de executivos da alta gestão pela Editora Leader e do livro Gestão Humanizada de Pessoas pela Editora Leader. Coordenador e coautor do livro Diversidade em suas múltiplas dimensões pela Editora Literare Books.
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