
O Peso da Mochila Invisível: Como Aliviar Cargas Emocionais e Desenvolver Resiliência no Trabalho e na Vida
Traumas passados, frustrações, crenças, repetições e expectativas não resolvidas pesam silenciosamente em nossas vidas e costumamos nos sentir como um elefante acorrentado.
Sob a ótica da resiliência científica entendida como a capacidade de pensar de forma estratégica para lidar com as adversidades, conflitos e caos com respostas construtivas, e não resistência as situações, mas sim identificar, perceber como aliviar o peso oculto é fundamental para crescer pessoal e profissionalmente.
O Peso da Mochila Invisível
Nessa mochila acumulamos inseguranças por rejeições, culpas, decepções, fracassos sejam eles pessoais ou profissionais, elementos esses que limitam nosso potencial quase sem notarmos por meio das repetições. Em ambientes de trabalho, essas cargas se manifestam como fadiga mental, queda de autoestima e ansiedade frequente, prejudicando o desempenho e afetando relações. Ignorar esses pesos só piora o esgotamento, transformando-se em fontes de conflito.
Resiliência Estratégica como Alívio
A resiliência, fundamentada em estudos científicos, incentiva a regulação emocional: contribui para reconhecer nossos próprios limites por meio do desenvolvimento da autoconfiança e da tolerância às frustrações, pedir ajuda, desenvolver a autoconfiança e contribui para ressignificar o que nos impede de crescer.
A abordagem da Comunicação Não Violenta (CNV) e a autocompaixão facilitam para “esvaziar” essa mochila, percebendo e identificando como se sente, onde no corpo aparece os sinais, contribuindo para identificar as necessidades importantes, aprendendo a negociar limites saudáveis, valorizando a flexibilização e adaptação de forma inteligente. Desse modo, dificuldades tornam-se oportunidades para conquistar mais leveza, como quando prioriza-se descansar depois de um ano intenso, sem culpa.
Práticas para Esvaziar a Mochila
- Utilize CNV nos diálogos interiores: observe fatos, sentimentos, necessidades e pedidos, aliviando a autocrítica. Exercite consigo mesmo a autoempatia e para isso tenha um caderno para que possa colocar o que aconteceu, listando seus julgamentos a respeito de si mesmo e depois filtre colocando apenas os fatos em si;
- Adote rotinas de autocompaixão: questione-se “O que eu diria a um amigo nesta situação?” para diminuir o cansaço mental. O processo de autocompaixão não é sentir pena e nem não se responsabilizar, mas sim olhar para a situação de forma construtiva e com aprendizado;
- Se estiver em posição de liderança, crie rodas de conversa para trazer as questões difíceis para o centro da mesa, ou como costumo dizer trazer o elefante para a sala, pois quando nos vulnerabilizamos criamos espaços de conexão e escuta;
- Apoie e motive as equipes a identificar seus próprios pesos invisíveis, promovendo segurança psicológica e estimulando a inovação.
A mochila invisível está junto de nós mesmo antes de nascermos, pois ela também contém tudo que nossa ancestralidade viveu e sentiu. Além disso temos um medo absurdo de perder e por isso muitas vezes acreditamos que queremos o que não queremos.
Todos nós temos medo de se expor e acabamos por criar barreiras invisíveis, como por exemplo buscando controlar tudo para não assumir riscos e dessa forma gera um cansaço extremo, podendo chegar a doenças físicas que nem nos damos conta que estejam ligadas a ansiedade ou angústia.
O convite não é excluir e sim na verdade incluir, para poder abrir espaço para o novo que ainda não conhecemos.
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Quer saber como aliviar cargas emocionais e desenvolver resiliência para viver com mais leveza e clareza emocional, no trabalho e na vida pessoal? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Um grande abraço e até o próximo artigo!
Wania Moraes Troyano
Especialista em Resiliência Científica e Neurociências
http://www.waniamoraes.com.br/
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