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Coaching diretivo ou não diretivo, eis a questão!

Acredito que, como eu, você querida coach e estimado coach, já se fez a pergunta: Qual o melhor estilo? Imagino quantas vezes a resposta foi: “Depende”!

Acredito que, como eu, você querida coach e estimado coach, já se fez a pergunta: Qual o melhor estilo?

Imagino quantas vezes a resposta, foi, depende!

Então, antes de tudo, quero esclarecer o que para mim significa o estilo diretivo. Por exemplo quando digo que sou diretivo em meu treinamento, estou falando de vezes em que direciono o processo ou incentivo meu cliente a considerar algum aspecto que ele(a) está evitando ou não, ou ainda desafiando o pensamento dele. Por isso, quando falo em não ser diretivo, refiro-me ao fato de não querer dizer aos meus clientes o que fazer ou apontá-los para soluções específicas.

O grande segredo, para muitos coaches, principalmente no início de suas atividades, é se manter isento(a) não oferecer soluções, e ter consciência de seu papel como coach e não cair nesta armadilha, pois ao longo da jornada, você identificará muitas situações pelas quais já passou em outras atividades ou papeis da vida profissional, semelhantes aos seus clientes (coachees), por isso as soluções podem surgir regularmente na sua cabeça.

Assim, de um lado, temos o coach que acredita que precisa ajudar seu cliente (coachee) estabelecendo, portanto, uma relação quase hierárquica com o seu cliente, direcionando, ensinando, aconselhando, enfim trabalhando mais que o cliente. Este fato, provoca uma outra discussão se isso realmente é Coaching, e que merece um artigo específico.

Devo destacar, que para mim o estilo diretivo, tem a ver com a comunicação polida, educada e cordial, porém sem rodeios, franca, assertiva e direta onde o coach se mantem em seu papel, como facilitador, formulando perguntas desafiadoras, instigantes e não assume nenhum outro papel que conduza e direcione o(a) cliente à conclusões que não sejam as suas próprias.

Por outro lado, temos os(as) coaches que usam o estilo não diretivo, que creem que ajudam mais, fazendo perguntas efetivas e escutando, estimulando seus clientes a refletirem, pensarem e explorarem suas próprias conclusões, e assim, estabelecendo uma relação não hierárquica com o seu cliente.

Uma das formas de acessar essa necessidade é perguntar ao cliente se ele(a) prefere uma abordagem por parte do coach mais narrativa (diretiva), ou mais questionadora (não diretiva). O que nos remete a pensar, sobre a relevância do que chamamos de contratação ou o acordo de Coaching.

O acordo de coaching, busca facilitar o entendimento do(a) coach do que é necessário na interação específica de Coaching e chegar a um acordo com o(a) cliente em potencial sobre o processo de Coaching e o relacionamento entre as partes.

Um bom acordo, propicia pontos:

  • que coach e cliente possam entender e discutir as diretrizes e os parâmetros específicos do relacionamento de Coaching (por exemplo, logística, honorários, agendamento, envolvimento de outros, se apropriado);
  • a definição do que é apropriado no relacionamento e o que não é, o que está, e o que não está sendo oferecido no processo;
  • a definição das responsabilidades do(a) cliente e do(a) coach.
  • determina se existe uma correspondência efetiva entre seu método de Coaching e as necessidades do cliente em potencial.

E você cara leitora e estimado leitor, já parou para pensar sobre o seu estilo como coach?

Deixe aqui seus comentários e colabore com a nossa pesquisa sobre o assunto.

João Luiz Pasqual

João Luiz Pasqual tem mais de 40 anos de experiência profissional. Coach Executivo e de grupos. Foi por mais de 30 anos, executivo do mercado financeiro tendo ocupado posições de Diretor Executivo em diversos bancos (Sudameris, Banco Real, Unibanco, ABN AMRO e Santander), viveu na Europa por 8 anos e viajou para mais de 30 países. É conselheiro de empresas pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e foi Presidente da ICF no Brasil durante o exercício 2015/2018. É Professional Certified Coach (PCC), Mentor Coach e Accredited Coach Supervisor pela International Coach Federation (ICF). MBA pela FIA-USP e Mestrado em Consulting and Coaching for Change pelo INSEAD-Fontainebleau na França.
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