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Coaching Cross Cultural

Sempre que pensamos em trabalhar numa cultura diferente da nossa, nos envolvemos com o sentimento de incerteza. E muitas vezes vemos que as diferenças culturais nas organizações, são usadas como desculpa para falta de ação.

Sempre que pensamos em trabalhar numa cultura diferente da nossa, nos envolvemos com o sentimento de incerteza. E muitas vezes vemos que as diferenças culturais nas organizações, são usadas como desculpa para falta de ação.

Não raro, as empresas globais buscam nos processos de fusões e aquisições uma forma de crescerem e enfrentarem desafios financeiros complexos, com geração de caixa em moedas diferentes, e com potenciais problemas para conseguir que equipes diversas baseadas em variados países e continentes, possam colaborar entre si.

Além disso, as empresas oferecem oportunidades para executivos(as) desempenharem novas funções fora de seu país de origem. Os números da chamada expatriação são absurdamente elevados, variando entre três e cinco vezes o salário base de cada executivo(a), dependendo do local para onde ocorrerá a transferência e também do tamanho da família que acompanha o(a) executivo(a). Para lidar com essas questões, muitas empresas estão recorrendo aos serviços de Coaches que se especializam em apoiar as diversas equipes para lidarem com os bloqueios/obstáculos culturais.

Tendo em conta algumas competências que a ICF – International Coach Federation quer ver em seus(suas) Coaches Credenciados(as), listo a seguir cinco princípios para que os(as) Coaches possam estabelecer uma relação Coach/Coachee eficiente no processo de Coaching Cross-Cultural.

  1. Para facilitar o estabelecimento do “Rapport” com seu(sua) Coachee o(a) Coach deve estudar e se informar de forma diligente a cultura e as possíveis subculturas do país de origem do(a) cliente. Isso pode parecer muito óbvio, porém nem sempre considerado pelos(as) Coaches que acabam caindo em várias armadilhas, por pura falta de conhecimento do que poderá encontrar como características arquetípicas do(a) cliente;
  2. Do aforismo grego – Conhece-te a ti mesmo – o(a) Coach que tem plena consciência de sua própria cultura, melhor entenderá os aspectos culturais de seu(sua) Coachee;
  3. O contexto deve superar o conteúdo, a visão do(a) Coach sobre o contexto deve ser o que prevalece na relação Coach/Coachee, e cada Coachee traz diferentes contextos, por isso a recomendação de extremo cuidado quando o(a) Coach escolhe trabalhar com modelos pré-estabelecidos;
  4. Estabelecimento de um contrato. Quanto mais cedo melhor, definir e formalizar um contrato de como o(a) Coach trabalhará com seu(sua) cliente;
  5. Confiar no processo. Uma via de duas mãos vale tanto para o(a) Coach como para o(a) Coachee.

A preparação do(a) Coach, é vital para abordar questões, por exemplo, do não verbal de cada cultura. Para Martin e Nakayama (2013)[1] e Huff (2013)[2], entender linguagem não verbal do país de destino é bastante importante para conseguir interagir no mesmo nível que os habitantes locais e conseguir aprender sobre a cultura dos mesmos. Huff (2013) ainda acrescenta que falar a língua local oportuniza ao expatriado uma mais fácil adaptação aos costumes.

Em diferentes localidades, o que se pode observar é uma percepção de tempo diferente em cada local e em cada cultura, desta forma o expatriado deve aprender como funcionam as regras localmente e respeitá-las. Martin e Nakayama (2013) citam ainda a diferença do – time is Money –  dos americanos em comparação ao – guanxi – dos orientais, onde os primeiros não podem perder tempo, porque por consequência estarão perdendo dinheiro, já os orientais afirmam que o tempo é um mero detalhe, se baseiam nas relações e nas conversas sobre os mais diversos assuntos sejam pessoas ou empresas.

E você caro(a) leitor(a), como vê o Coaching Cross Cultural?

João Luiz Pasqual tem mais de 40 anos de experiência profissional. Coach Executivo e de grupos. Foi por mais de 30 anos, executivo do mercado financeiro tendo ocupado posições de Diretor Executivo em diversos bancos (Sudameris, Banco Real, Unibanco, ABN AMRO e Santander), viveu na Europa por 8 anos e viajou para mais de 30 países. É conselheiro de empresas pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e foi Presidente da ICF no Brasil durante o exercício 2015/2018. É Professional Certified Coach (PCC), Mentor Coach e Accredited Coach Supervisor pela International Coach Federation (ICF). MBA pela FIA-USP e Mestrado em Consulting and Coaching for Change pelo INSEAD-Fontainebleau na França.
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