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CNV – Uma conexão comigo mesmo!

A permissão para fazer mudanças que trarão bem-estar e felicidade interna. Mas só podemos mudar quando nos julgarmos menos, sentirmos autocompaixão e autoempatia e não ficarmos esperando pela aprovação do outro.

Começo meu artigo fazendo uma reflexão sobre o que é a CNV, que, para mim, é uma forma de aprender a viver melhor comigo mesma. Costumo dizer que a CNV é um processo intrapessoal e, consequentemente, pode se tornar interpessoal. Eu só posso aprender a CNV se a vivo no meu dia a dia.

Para mim, a CNV tem a ver com a permissão que me dou para fazer mudanças que trarão bem-estar e felicidade interna. Na minha percepção, eu só posso mudar quando me julgar menos, sentir autocompaixão e autoempatia e não ficar esperando pela aprovação do outro. Eu não posso dar uma palestra, fazer uma oficina se não vivo o que faço. Digo para meus clientes que as mudanças que eles desejam fazer – sair da angústia, frustração e raiva – dependerá do quanto eles puderem se libertar do ego e buscar a si mesmos.

A CNV nos leva a um olhar sistêmico, porque todos nós somos um sistema. Podemos entender que um sistema “é uma entidade cuja existência se deve às mútuas interações entre seus componentes”, segundo o criador da Teoria Geral dos Sistemas, o biólogo Bertalanffy.

A visão sistêmica nos capacita a entender os fatos da vida e os comportamentos das pessoas, prestando atenção aos componentes que são gerados, as causas, as relações que existem entre tudo e as consequências de cada movimento dos elementos. Se não tivermos esse olhar sistêmico, ficaremos somente na observação de fatos, pessoas e vamos julgar de uma forma quase que imediata. Nas constelações sistêmicas, podemos observar esses movimentos claramente. Podemos perceber que a totalidade não é compreendida como a soma de suas partes, mas, sim, como o efeito recíproco dos elementos e das inter-relações entre eles.

Viver a CNV é ver o que está além do observável; é permitir-se olhar e perceber nas entrelinhas o que está acontecendo, como eu percebo a mim e ao outro, quais são as causas, implicações, o contexto, o fato, os sentimentos e as necessidades, sem sair dando uma opinião de bate e pronto e achando que ela é única e verdadeira.

Humberto Maturana e Francisco Varella[1] (2011, p. 267) colocam que “o conhecimento do conhecimento obriga. Obriga-nos a assumir uma atitude de permanente vigília contra a tentação da certeza, a reconhecer que nossas certezas não são provas da verdade, como se fosse o mundo e não um mundo que construímos juntamente com os outros”.

Podemos concluir que, apesar de a CNV nos munir de algumas ferramentas e técnicas, elas nos servem apenas de apoio para que possamos manter o propósito de trazer para nós, de sair do piloto automático quando estivermos descendo a ladeira e engatar uma marcha, prestando atenção ao que estamos fazendo, falando ou como estamos nos comportando.

[1] MATURANA, H.; VARELLA, F. A árvore do conhecimento; as bases biológicas da compreensão humana. 9. ed. São Paulo: Palas Athena, 2011.

Wania Moraes Troyano possui MBA em Gestão de Negócios e Coaching, Pós-Graduada em Dinâmicas dos Grupos Administradora de Empresas e Pedagoga, com mais de 30 anos com sólida carreira corporativa em empresas multinacionais e em cargos de gestão e assessoria executiva. Foco em Desenvolvimento Humano, especialista em CNV-Comunicação Não Violenta, Coach em Resiliência, Profissional, Vida e Executivo, Neurocoaching, mentora e supervisora para líderes e coaches, com mais de 1000 horas em processos de Coaching. Facilitadora de Grupos. Especialista nos assessments de Estilos de Liderança e Resiliência. Palestrante e Facilitadora de Grupos. Facilitadora em Barras de Access – Expansão da Consciência. Co-autora do livro Coaching Aceleração de Resultados, Capítulo Quantos Antes Melhor! Programa Mulheres Poderosas, na alltv.com.br, todas as terças-feiras, 15h00 às 16h00. Voluntária em programas de Jovens Aprendizes.
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