fbpx

Atenção, este recado pode salvar vidas!

Não basta que existam investimentos de toda ordem para minimizar os acidentes se, de sua parte, cada indivíduo não tiver consciência e educação para circular sem se expor ou expor terceiros aos riscos.

Meus amigos leitores, ainda que todas as minhas postagens sejam fundamentadas e voltadas a contribuir com o cotidiano dos Coaches e dos Coachees que me acompanham neste espaço, hoje o assunto é ainda mais crítico porque envolve a diferença entre viver e morrer, estar apto a desenvolver suas competências ou, de alguma forma, ficar incapacitado de usar suas plenas funções motoras.

Estou participando ativamente de um programa de alcance global voltado à segurança viária, ou seja, à diminuição de acidentes nas ruas e nas estradas. Nas últimas duas semanas, participei de vários encontros a respeito, primeiramente valendo destacar o encontro de ministros e chefes de Estado na 2ª Global High-Level Conference on Road Safety, em Brasília, em que fiz apresentação no encerramento do encontro da OISEVI – Observatório Interamericano de Segurança Viária (www.oisevi.org). Outro evento internacional, do qual participei na semana passada, foi o encontro de lideranças de mais de 150 países para a Assembleia Geral da FIA – Federação Internacional do Automóvel, em Paris.

Muitos devem estar se perguntando: e o que eu tenho a ver com isso? Pois bem, o que eu trago agora é um alerta grave e que merece a reflexão de cada leitor, seja Coach ou Coachee. Indo além, estimulo que cada Coach leve esta mensagem aos seus clientes para que incluam o tema nos seus momentos de autorreflexão e posicionamento perante a vida. Enfim, vale a pena entrar nessa corrente mundial que busca diminuir os traumas familiares derivados de acidentes com veículos automotores.

Para fins de minha apresentação sobre o Brasil, usei como referência os dados do DPVAT (é aquele seguro criado por lei, em 1974, para garantir ressarcimento às vítimas de acidentes com veículos, em caso de morte e/ou invalidez, incluindo reembolso de despesas médicas). O primeiro dado alarmante é que, considerando apenas os anos de 2013 e 2014, morreram na média 53 mil pessoas em cada ano, ou seja, a cada 10 minutos morre um brasileiro no trânsito. Diariamente, seis crianças menores de 10 anos morrem ou ficam com invalidez permanente, por serem transportadas indevidamente na garupa de motos. Para se ter uma ideia de quanto esses números são terríveis, para o Brasil, o total de mortes por ataques terroristas no ano passado, no mundo todo, foi de 33 mil pessoas (www.statista.com)

Na busca de soluções, existe um investimento grande da indústria automobilística, bem como na gestão do risco com leis mais rigorosas (a Lei Seca é um exemplo), mas isso não tem sido capaz de atenuar o problema. De 2012 até 2014, o total de vítimas (mortes e invalidez permanente) tem crescido, no Brasil, a uma taxa catastrófica de 25% ao ano (de 507.915, em 2012, para 633.845, em 2013, para 763.365, em 2014). Considerando apenas aqueles que ficaram com invalidez permanente, a taxa de crescimento foi de 35%, o que é mais do que uma guerra civil anual dizimando brasileiros.

De novo, o leitor pode estar se perguntando: o que eu tenho a ver com isso? E aqui vem a essência do problema: não basta que existam investimentos de toda ordem para minimizar os acidentes se, de sua parte, cada indivíduo não tiver consciência e educação para circular com seu veículo, sem se expor ou expor terceiros aos riscos. Para nosso país, esse contexto é ainda mais crítico, pois o jeitinho brasileiro de ser e a expectativa de que ao final tudo dará certo fazem com que muitos condutores ignorem o potencial de dano à vida (sua e dos outros), sob a justificativa da pressa, do estresse e da necessidade imperiosa de dirigir e acessar o celular, ao mesmo tempo. Danos que incluem familiares e pedestres.

Então, finalizando, ainda que a demanda do cotidiano das pessoas esteja cobrando fazer mais coisas em menos tempo, não é compartilhando esses momentos com a direção do veículo que se resolve o problema. Em algum instante, de forma definitiva e irreversível, pode-se entrar para uma estatística que pode e deve ser evitada. Ao não se dar atenção a essa questão tão grave do mundo moderno, o potencial resultado será de dor extrema para alguém, seja da sua família ou da família de terceiros.

Mario Divo Author
Mario Divo possui meio século de atividade profissional ininterrupta, hoje estando dedicado à gestão de negócios e de pessoas. É PhD pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com foco em Gestão de Marcas Globais e MSc, também pela FGV, com foco em Dimensões do Sucesso em Coaching (contexto brasileiro). Formação como Master Coach, Mentor e Adviser pelo Instituto Holos. Formação em Coach Executivo e de Negócios pela SBCoaching. Consultor credenciado no diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool). Credenciado pela Spectrum Assessments para avaliações de perfil em inteligência emocional e axiologia de competências. CEO da plataforma MENTALFUT® e da MDM Assessoria em Negócios, desde 2001. Mentor e colaborador da plataforma Cloud Coaching. Ex-Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Ex-Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, ex-Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e ex-Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior, voltada ao desenvolvimento de jovens lideranças em todo o mundo.
follow me
Neste artigo


Participe da Conversa