Assertividade na Vida e no Trabalho

O que fazer para ter uma comunicação saudável onde se contemple os interesses de todos?

O que fazer para ter uma comunicação saudável onde se contemple os interesses de todos?

A nossa comunicação se dá por meio das palavras e das expressões quando comunicamos os nossos desejos e necessidades, onde existem um ou mais interlocutores, cada um com sua história de vida, constituição física, crenças, valores, personalidade e cognição.

O que se diz é decodificado pelo outro conforme seus atributos pessoais, lembrando que todo pensamento gera um sentimento, e nem sempre pode ser aquilo que o interlocutor deseja transmitir.

Observamos que por vezes as pessoas têm dificuldade de avaliar entre dizer o “sim” e o “não”. Para agradar os outros, ser bem visto pela equipe, ou amigos e familiares, dizem o “sim” para o outro dizendo o “não” para si. Um exemplo claro é estar atribulado de tarefas urgentes e necessárias e aceitar contribuir com os outros, deixando seus interesses e objetivos em detrimento de si. Veja, existem momentos em que isso até é necessário, o problema é sempre fazer isso sem critérios.

Existem pessoas que dizem o “sim” quando não podem, o que se define como um comportamento de passividade, “pode deixar que termino para você, quem faz dez faz mais um”, mesmo que isso lhe cause desgaste físico e emocional.

Outras pessoas dizem o “não”, com agressividade sem critério e avaliação, “não vê que estou sobrecarregado, não tem a menor chance de te ajudar, pede para outro”, causando um mal-estar no grupo de convívio.

O ideal é dar uma resposta com assertividade, onde a pessoa defende seus interesses, respeitando os outros, sem causar danos a si e aos outros.

O comportamento assertivo pode ser aprendido e treinado e se dá em 3 etapas:

  • Ouvir e decodificar – Ouvir o que o outro está dizendo ou solicitando e perceber qual o impacto disso em você, seus sentimentos, sua disponibilidade física, sua condição objetiva para atender o seu pedido e anseio;
  • Ser empático – Colocar-se no lugar do outro, entendendo como ele age e quais os motivos para lhe pedir tal coisa, como realmente poderia lhe auxiliar;
  • Responder – Falar de forma clara e objetiva, ponderando o pedido e desejo do outro e a sua condição e disponibilidade no momento para lhe apoiar ou ajudar.

Ex.: “Entendi que você está precisando de ajuda, mas nesse momento estou com algumas prioridades que preciso concluir com urgência, será que pode ser amanhã pela manhã, ou teria outra pessoa neste momento com quem pode contar?” Ou “se você fizer de tal forma talvez consiga terminar antes que eu possa ter possibilidade de te ajudar, o que pensa?”

Ex.:“Recebi a sua solicitação, gostaria de ajudar, mas o Departamento “X” tem essa resposta, talvez consiga de uma forma mais rápida, pois terei que acessar vários arquivos e só conseguirei fazer isso depois que terminar as minhas prioridades”.

Dentro deste conceito, o Líder que desenvolve uma empatia assertiva com sua equipe precisa se importar com as pessoas ao mesmo tempo que as confronta, criando um clima de transparência evitando distorções e mal-entendidos.

Os feedbacks positivos e corretivos devem ser feitos constantemente, para criar uma equipe coesa e para atingir os objetivos e a produtividade.

“Para começar, ouça as ideias da equipe e construa uma cultura na qual as pessoas ouçam umas às outras” Kim Scott

A Assertividade é uma ferramenta através da qual podemos manter um bom clima no trabalho ou na vida pessoal, para não engolir “sapos”, respeitar e ser respeitado, atingir seus objetivos e ser saudável e mais feliz.

Natalia Marques
Psicóloga / Coach / Palestrante

Natalia Marques é Psicóloga Clínica, Coach e Palestrante. Formada em Psicologia pela FMU (1981) e em Coaching/ Mentoring Life & Self-Instituto Holos, possui pós-graduação em Recursos Humanos pela FECAP. Tem curso de Meditação Chan do Templo Zu Lai em Cotia. Como Psicóloga Clínica realiza atendimento Psicoterápico de base Psicanalítica, trabalha os sintomas de Estresse, Ansiedade, Depressão, Fobias, Síndrome do Pânico, Síndrome de Burnout, Conflitos Pessoais e Profissionais. É Coach de Desenvolvimento Pessoal, ajuda pessoas a atingirem seus objetivos e metas pessoais e profissionais, para se tornarem mais felizes. Especialista em Saúde Organizacional e Ocupacional, atua ainda como palestrante em temas de saúde, resiliência, trabalho, carreira e pós carreira. Associada da ABRH, ISMA Brasil e SOBRARE. É coautora no livro “Planejamento Estratégico para a Vida”, onde trata o tema da “Resiliência”.
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