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As grandes e as pequenas ideias!

Mesmo se sabendo que o correto é oferecer questionamentos para instigar a construção do pensamento, há uma questão sempre presente nos workshops de Coaching: Como encontrar a tal pergunta “matadora”?

Há uma questão sempre presente nas aulas e nos workshops de desenvolvimento profissional em Coaching: trata de como encontrar a pergunta “matadora” e “poderosa” para fazer ao cliente. Isso ainda existe, mesmo se sabendo que o correto é oferecer questionamentos para instigar a construção sustentável de pensamento. Muitos de vocês já devem ter lido manuais e kits prometendo revelar as perguntas poderosas que farão de você o melhor Coach do mundo, mas isso só fica bem mesmo é para quem acredita em soberba e milagres.

Antes que alguém venha aqui me enfrentar por conta da afirmação anterior, quero deixar claro que é sim possível acontecer de, em um contexto específico, haver a pergunta que se mostra poderosa e, consequentemente, ajuda o cliente a encaminhar-se para uma ação ou decisão necessária. Ainda mais, perguntas não nascem ao acaso ou como resultado do destino, pois há uma relação direta de sua formação com a experiência do Coach e a metodologia em prática.

Daí, lendo e vendo coisas que acontecem no cotidiano do mundo empresarial, resolvi abordar o assunto pela ótica de que as “grandes” ideias precisam ser construídas a partir de “pequenas” ideias. A visão de algo grande e memorável pode erradamente fazer com que se acredite em uma viagem rápida entre o ponto atual (situação presente) e o ponto futuro (aonde se quer chegar), como se a pergunta “poderosa” estimulará a resposta “perfeita” e tudo dará “certo”.

É fundamental lembrar que as mudanças sustentáveis não ocorrem de maneira instantânea e, ao se incorrer nesse erro, pode-se construir o chamado “castelo de areia”, que irá desabar ao primeiro vento forte. A eventual visão de algo grande deve respeitar a capacidade atual, tanto de competências acumuladas como de maturidade emocional. Serão os passos mais limitados, não necessariamente pequenos, que somados poderão trazer um novo e glorioso conceito de vida, de relacionamento, de comportamento e de realização. Antes de ganhar milhões é necessário saber ganhar alguns milhares e aprender a evoluir com eles, para não se perder pelo caminho.

Todas as grandes marcas empresariais foram construídas com zelo, competência, rigor, coerência e tempo. Porque com a marca pessoal seria diferente? Querer mudar tudo rápido pode se transformar em uma pressão interna que gera doenças, desânimo e depressão. Coach e Coachee devem se alinhar para buscar construir a ideia vencedora a partir de passos justos e seguros, em torno de ações criativas. O Coach trabalhando sem ficar caçando a pergunta “poderosa” e o Coachee identificando os avanços com “a alegria do sucesso” sendo alcançado.

Mario Divo Author
Mario Divo possui meio século de atividade profissional ininterrupta, hoje estando dedicado à gestão de negócios e de pessoas. É PhD pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com foco em Gestão de Marcas Globais e MSc, também pela FGV, com foco em Dimensões do Sucesso em Coaching (contexto brasileiro). Formação como Master Coach, Mentor e Adviser pelo Instituto Holos. Formação em Coach Executivo e de Negócios pela SBCoaching. Consultor credenciado no diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool). Credenciado pela Spectrum Assessments para avaliações de perfil em inteligência emocional e axiologia de competências. CEO da plataforma MENTALFUT® e da MDM Assessoria em Negócios, desde 2001. Mentor e colaborador da plataforma Cloud Coaching. Ex-Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Ex-Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, ex-Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e ex-Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior, voltada ao desenvolvimento de jovens lideranças em todo o mundo.
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