Aprenda a não boicotar o seu tempo!

Sempre que você aceita algo fora do seu plano e se engendra em projetos de terceiros, você diz “NÃO” para si mesmo. A saída é entender como o seu “SIM” poderá levar a um cenário “alinhado” aos seus interesses.

Eu já comentei aqui, várias vezes, que algumas de minhas inspirações para escrever os artigos semanais nascem de temas debatidos em grupos dos quais eu participo. Dependendo do caso, eu direciono meus comentários para o Espaço do Coach, com abordagem mais técnico-profissional, ou escrevo para um grupo abrangente, leitores do Dimensões do Sucesso. Hoje a inspiração nasce de texto do consultor americano Steve Baker e publicado no grupo Action Coach Business Coaching.

Baker tem abordagem bastante interessante sobre a questão do tempo e como as pessoas, muitas vezes, boicotam a si próprias. Sabendo que “tempo” é um tema recorrente na vida dos clientes e dos próprios Coaches, fica a sugestão para que cada leitor reflita quanto às ideias que reproduzo a partir de agora. Na realidade, o começo dessa história tem a ver, diretamente, com a própria experiência de vida do autor, que era constantemente chamado a ajudar amigos em diversos projetos, sentindo uma imensa vontade de dizer “não”, mas o “sim” acabava imperando.

Quando resolveu agir em causa própria, Baker definiu seus critérios centrais. O primeiro ele chamou de “alinhamento”, e passou a excluir e não avançar com qualquer convite que não estivesse alinhado aos seus objetivos, seus valores, expectativas e, até mesmo, sua forma pessoal de ver a vida. Isso significou uma maneira simples e rápida de não jogar o próprio tempo no lixo. O segundo critério já é mais sutil, o qual ele denominou de “largura de banda”.

Esse termo meio estranho significa um conceito comum na área de comunicação e transmissão de dados, o qual foi adaptado por Baker. Segundo ele, a capacidade de uma pessoa para pensar ou lidar com mais de uma coisa ao mesmo tempo é limitada. Se a capacidade é X, não adianta querer fazer mais do que X, porque a pessoa não terá a “largura de banda” para isso. Parte dessa capacidade é destinada a atividades cognitivas cotidianas, outras para atividades fisico-corporais e, ainda, há uma parte destinada para um processo de adaptação e inovação em benefício próprio.

Então, como você pode justificar a alocação de uma parte da sua “largura de banda” para projetos e atividades de outras pessoas, quando não tem nem mesmo o suficiente para dar conta de todas as suas necessidades? Sempre que aceitar algo fora dos seus interesses, e se engendrar em projetos de terceiros, estará dizendo “não” para você mesmo. A saída é entender como o seu “sim” poderá levar a um cenário “alinhado” aos seus interesses, seja com um benefício monetário ou não.

Se isso não estiver acontecendo, a melhor saída para se preservar e continuar usando a sua “largura de banda” com todo o foco em você próprio é dizer “não”. Com carinho e amor, mas é “não”.

Mario Divo Author
Mario Divo tem incrível experiência profissional, tendo chegado a meio século de atividade ininterrupta, em 2019. É PhD e MSc pela Fundação Getulio Vargas, com foco em Gestão de Negócios, Marcas e Design, Marketing e Comunicação Corporativa. Tem formação como Master Coach, Mentor e Adviser pela Sociedade Brasileira de Coaching e pelo Instituto Holos. Consultor credenciado para aplicação do diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool), Professor e Palestrante. CEO e Coordenador Executivo da plataforma Dimensões de Sucesso, acumulando com o comando da MDM Assessoria em Negócios. Foi Diretor Executivo do Automóvel Clube Brasileiro e Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras. Liderou a Comunicação Institucional e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Foi Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e, também, Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior em 126 países e territórios, voltada ao desenvolvimento das potencialidades das jovens lideranças em todo o mundo.
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