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Ações simples e a Ética durante o isolamento da COVID-19

Como promover o bem-estar emocional e social, durante uma situação de tão elevado estresse? Veja ações éticas simples envolvendo a promoção da resiliência no bem-estar.

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promover o bem-estar

Como promover o bem-estar emocional e social durante uma situação como a que vivemos neste momento?

Em janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informava que havia um alto risco de a doença coronavírus de 2019 (COVID-19) se espalhar para além da China a outros países ao redor do mundo.

Em março, a OMS fazia uma avaliação de que a COVID-19 poderia vir a se tornar uma pandemia. Agora, em maio de 2020, estamos em meio ao surto global da COVID-19.

Nós, profissionais envolvidos com a transformação humana, vemos se espalhando a crise e o estresse na população. Em especial, a população envolvida com o trabalho.

Quando temos em conta as pessoas que trabalham, temos que considerar a saúde mental delas. A questão é: COMO PROMOVER O BEM-ESTAR EMOCIONAL E SOCIAL, durante uma situação de tão elevado estresse?

A pergunta fica mais complexa ainda quando temos em conta que, nós mesmos, profissionais envolvidos com a transformação humana, também estamos sofrendo a pressão da situação. Não estamos de fora como é o rotineiro. Aqui também estamos imersos. Eu, particularmente, estou no 1º grupo de risco. Além de trabalhar no coaching e na mentoria presencial e sou psicólogo clínico que atua em consultório. Eram atividades todas presenciais e necessitaram ser repensadas. Ah, também sou hipertenso e tenho acima de sessenta anos. Sei que estas atividades e condições não favorecem muito quando quero promover o bem-estar em outros.

O fato é que não estou como um observador que observa uma situação. Ao contrário, faço parte da circunstância. E, creio, que você também.

Fazer parte do emaranhado, faz com que nos vejamos convocados a agir. E muitos têm agido para promover o bem-estar genuíno. No entanto, me surpreendo quando vejo alguns colegas, empresas e organizações a terem intensa atividade visando elevar o posicionamento de suas marcas. Então me pergunto o quanto possui de lisura e ética em tal ativismo nas redes sociais e demais veículos de comunicação.

Dentro do escopo da nossa função, há atitudes e ações muito básicas para se incrementar de forma ética e louvável, a nossa participação na sociedade. Como estou envolvido no campo da promoção da resiliência, então vou compartilhar algumas ações éticas bastante simples envolvendo a promoção da resiliência no bem-estar. São simples, no entanto, poucas pessoas cultivam com regularidade.

Vou ressaltar, em especial, três tipos de ações:

Aceitação

Não só para nós, profissionais que atuamos na gestão da pessoa humana, mas diversas outras categorias, é muito provável, que venhamos nos sentir pressionados no sentido de termos uma entrega total e absoluta à nossa função. Particularmente quando estamos imersos nela!

O convite é termos uma análise mais cuidadosa das situações e assim nos darmos conta de que é esperado estarmos nos sentindo sob pressão em tal realidade. A vivência do estresse e as sensações associadas a ele, não são uma prova de fraqueza ou de incapacidade de lidar com a situação, mas uma experiência humana.

O saudável é termos a consciência de que o melhor a fazer, para nós mesmos, e, para nossos clientes, é gerirmos de modo profissional a saúde mental e o bem-estar emocional dentro de nossas entregas. Exatamente por isso buscarmos treinamentos efetivos para atuarmos tanto no aspecto da saúde física, quanto da emocional.

Alternativas de Enfrentamentos

Outro rol de ações simples, mas muito louváveis e éticas são aquelas em que trabalhamos o treino de ampliar o repertório de respostas às situações de pressão. Se estamos falando de simplicidade, então temos: horários para descanso (a cada duas horas, por exemplo), comer alimentos preparados em cozinha e não lanches industrializados e rápidos, cultivar um mínimo de 30 minutos diários de atividades físicas e promover na semana ao menos uma reunião online com familiares e outra com amigos, – muitos de nossos colegas estão se sentindo extremamente sozinhos e isolados neste cenário da COVID-19. Quem diria, essas ações absolutamente simples, fazem a diferença quando praticadas regularmente.

Quebrar hábitos

Outro conjunto de ações é estarmos fortemente atuando na quebra de hábitos nocivos ao enfrentamento de um possível diagnóstico positivo. Me refiro ao hábito de fumar e de consumir bebidas alcoólicas, os mais comuns. Essa prática se torna perigosíssima quando há o contágio.

Cuidado da família

E um número de ações que, efetivamente, não podem ficar de fora, se referem a nós mesmos e nossos clientes, garantirmos tempo e envolvimento com a família. Muitos profissionais em prol de consolidar a presença no mercado, podem se perder em realmente estar presentes com os familiares. Se, em particular, houver clientes que trabalham na área da saúde, estes, inclusive, podem estar sendo a fonte de muito desgaste e tensão na família.

Em conclusão, não só eu, George Barbosa, mas todos nós, que atuamos nessa área, se desejamos ser vistos eticamente aprovados, havemos de apresentar capacitação e treinamento nessas ações simples, mas essenciais quanto ao bem-estar.

Que sejamos realmente úteis nestes tempos difíceis.

George Barbosa
http://sobrare.com.br/

Confira também: Coronavírus, crise sanitária, ética e resiliência

 

George Barbosa é Pedagogo, Mestre e Doutor em Psicologia, Pós-Doutor em “O Coaching psicológico”. Presidente da Sociedade Brasileira de Resiliência (SOBRARE). Facilitador do Núcleo de Estudos em Resiliência da Assoc. Bras. de Recursos Humanos (ABRH-SP). Associado da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC) e Associação Brasileira de Psicoterapia (ABRAP), International Association Cognitive Psychotherapy (IACP), Society for Psychotherapy Research (SPR). Autor de livros sobre a Resiliência no Brasil. Coach certificado nas modalidades de Coaching Cognitivo de vida, Neurocoaching, Coaching Ontológico. Mentor e organizador da metodologia do “Coaching em Resiliência” (CR). Associado PCC, MENTOR-COACH e Ex-Presidente da International Coach Federation (ICF) – Capítulo Brasil.
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