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Você Sente um Vazio no Amor? A Ausência do Pai Pode Estar Afetando Seus Relacionamentos sem Que Você Perceba

Entenda como a ausência do pai, inclusive emocional, pode influenciar sua vida afetiva, alimentar medo do abandono e dependência emocional e favorecer a repetição de padrões nos relacionamentos.

Ausência do Pai: Como Pode Afetar Seus Relacionamentos

Você Sente um Vazio no Amor?
A Ausência do Pai Pode Estar Afetando Seus Relacionamentos sem Que Você Perceba

Você já se perguntou por que se apega tanto a pessoas que não conseguem te amar da forma que você merece?

Por que alguns términos parecem arrancar um pedaço da sua alma?

Por que você se entrega completamente, mas acaba atraindo relacionamentos que geram sofrimento, insegurança e abandono?

Se você se identificou com essas perguntas, continue lendo.

O que vou compartilhar aqui pode explicar algo que você carrega há anos sem perceber.

E talvez seja justamente essa descoberta que faltava para transformar sua vida afetiva.


A história de Ana: quando a busca pelo amor se torna uma prisão

Ana tinha 38 anos, era bem-sucedida profissionalmente, inteligente, bonita e admirada pelas pessoas ao seu redor.

Mas havia uma área da vida em que tudo parecia dar errado: os relacionamentos.

Ela já havia vivido inúmeros términos dolorosos.

Sempre começava acreditando que finalmente havia encontrado a pessoa certa.

No início, tudo parecia perfeito.

Mas bastava o parceiro demonstrar um pouco de distância para que ela entrasse em desespero.

Ela enviava mensagens, criava cenários na mente, perdia o sono.

Sentia uma ansiedade que parecia impossível controlar.

Quando o relacionamento terminava, a dor era devastadora.

Era como se sua vida inteira tivesse perdido o sentido.

Durante o processo terapêutico, uma pergunta mudou tudo:

“Como era sua relação com seu pai?”

Ana ficou em silêncio.

Seu pai esteve fisicamente presente durante parte da infância.

Mas nunca esteve emocionalmente presente.

Era frio, distante e pouco afetuoso.

Nunca dizia que a amava, demonstrava orgulho ou a fazia sentir-se importante.

Naquele momento, ela começou a perceber algo profundo.

Durante toda a vida, havia buscado nos relacionamentos o amor, a proteção e a validação que nunca recebeu dele.


O que a ausência do pai pode causar na vida afetiva de uma mulher?

Quando falamos sobre ausência paterna, muitas pessoas imaginam apenas um pai que abandonou a família.

Mas a ausência também pode ser emocional.

Um pai pode morar na mesma casa e, ainda assim, ser emocionalmente inacessível.

Quando isso acontece, muitas filhas crescem carregando uma sensação inconsciente de vazio.

Um sentimento difícil de explicar.

Uma necessidade constante de aprovação.

Uma busca incessante por amor.

E, sem perceber, elas passam a procurar nos relacionamentos aquilo que faltou na infância.

O problema é que nenhum parceiro, namorado, marido ou relação consegue ocupar esse lugar.

Porque a dor não nasceu no relacionamento atual.

Ela nasceu muito antes.


Os sinais de que você pode estar repetindo uma ferida emocional antiga

Observe se alguns destes comportamentos fazem parte da sua vida:

  • Medo excessivo de ser abandonada;
  • Ansiedade quando alguém demora para responder;
  • Necessidade constante de aprovação;
  • Dificuldade em ficar sozinha;
  • Dependência emocional;
  • Ciúmes intensos;
  • Sensação de nunca ser suficiente;
  • Relacionamentos repetidamente frustrantes;
  • Atração por pessoas indisponíveis emocionalmente;
  • Necessidade de salvar ou consertar parceiros.

Se você se identificou com vários desses pontos, existe uma grande chance de que feridas emocionais antigas estejam influenciando suas escolhas afetivas.

E isso não significa que existe algo errado com você.

Significa apenas que existem dores que ainda precisam ser acolhidas e compreendidas.


Por que algumas mulheres atraem relacionamentos tóxicos repetidamente?

Essa é uma das perguntas mais frequentes que recebo nos atendimentos.

A resposta pode ser desconfortável, mas é libertadora.

Nós tendemos a buscar aquilo que é familiar.

Mesmo quando o familiar machuca.

O inconsciente procura recriar experiências antigas na tentativa de finalmente encontrar um desfecho diferente.

Por isso, muitas mulheres acabam atraindo parceiros emocionalmente parecidos com figuras importantes da infância.

Não porque desejam sofrer, mas porque existe uma tentativa inconsciente de resolver uma dor antiga.

Enquanto essa dinâmica não é compreendida, os mesmos padrões costumam se repetir.

Mudam os nomes e os rostos, mas a sensação permanece a mesma.


A verdade que poucas pessoas têm coragem de dizer

Muitas mulheres passam anos tentando encontrar a pessoa certa, mas raramente olham para a origem da própria dor.

Buscam respostas nos aplicativos, nos relacionamentos, nos parceiros e nos términos.

Porém, a verdadeira transformação começa quando elas voltam o olhar para dentro.

Porque a carência não desaparece quando alguém chega.

A insegurança não desaparece quando alguém diz “eu te amo”.

O medo do abandono não desaparece apenas porque alguém decidiu ficar.

Essas feridas precisam ser tratadas na raiz.


É possível curar essa dor?

Sim.

E essa é a parte mais importante deste artigo.

Você não precisa passar o resto da vida repetindo os mesmos ciclos.

Você não precisa continuar vivendo relacionamentos marcados por sofrimento, ansiedade e dependência emocional.

Quando a origem da ferida é identificada e trabalhada, algo extraordinário acontece.

A mulher deixa de buscar desesperadamente fora aquilo que começa a construir dentro de si.

Ela se torna mais segura, consciente, confiante e livre.

E, como consequência, suas escolhas afetivas também mudam.

Talvez o problema nunca tenha sido o relacionamento

Talvez o relacionamento apenas tenha revelado uma ferida que já existia. E a dor que você sente hoje pode estar pedindo atenção.

Pode ser o momento de olhar para sua história com mais amor e profundidade.

Porque quando uma mulher cura suas feridas emocionais, ela não transforma apenas seus relacionamentos.

Ela transforma toda a sua vida.


Como posso te ajudar

Se você sente que está repetindo padrões amorosos ou sofre com dependência emocional, medo do abandono, rejeição ou relacionamentos desgastantes, quero te fazer um convite.

Nas minhas sessões terapêuticas, trabalhamos a origem emocional desses conflitos por meio de uma abordagem profunda e personalizada.

Juntas, investigamos os padrões inconscientes que estão influenciando sua vida afetiva e iniciamos um processo de transformação emocional real.

Imagine como seria viver um relacionamento sem medo constante de perder. Imagine sentir paz em vez de ansiedade. E, finalmente, imagine se sentir suficiente, amada e segura dentro de si.

Essa transformação é possível.

Mas ela começa quando você decide cuidar da raiz da dor, e não apenas dos sintomas.

Clique no link abaixo e agende sua sessão:
https://zenklub.com.br/terapeutas/adriana-mantana

Talvez esta seja a conversa que sua alma está esperando há anos.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como a ausência do pai pode estar influenciando seus relacionamentos, suas escolhas afetivas e padrões que parecem sempre se repetir? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Cuide-se com amor!

Grande abraço,

Ádria Gutman
https://www.instagram.com/adriacursos/

Confira também: Qual é a Origem do Bloqueio Afetivo e Como Resolver?

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A Pausa Que Pode Mudar Tudo: O Poder da Observação na Liderança e na Saúde Mental

Descubra como fazer uma pausa para observar pode revelar sinais da cultura, das relações e da própria liderança, reduzir o piloto automático e fortalecer a saúde mental, a confiança e a segurança psicológica no trabalho.

Saúde Mental e Liderança: O Poder da Pausa e da Observação

A Pausa Que Pode Mudar Tudo: O Poder da Observação na Liderança e na Saúde Mental

Vivemos em um mundo que valoriza velocidade.

Agendas cheias, reuniões em sequência, mensagens chegando a todo momento, metas, indicadores e entregas rápidas e simultâneas. Nesse contexto, em muitos ambientes de trabalho, estar estressado e sobrecarregado virou quase um símbolo de competência e comprometimento.

Mas existe um risco silencioso nessa rotina acelerada: quando estamos sempre correndo, deixamos de perceber o que está acontecendo ao nosso lado — e dentro de nós.

Por isso, quero lhe fazer um convite simples.

Permita-se fazer uma PAUSA.

Uma pausa para OBSERVAR.

Ligue, por alguns minutos, seu “botão de observação”. 


Observação 1: A cultura da sua empresa

A cultura não está apenas nos valores escritos na parede, nos comunicados internos ou nas políticas corporativas. Ela se revela no cotidiano: na forma como as decisões são tomadas, na maneira como os líderes se comunicam, em como as pessoas reagem aos erros e aos conflitos, em como alguém novo é recebido e em como as pessoas pedem ajuda — ou deixam de pedir.

Além disso, toda empresa possui regras invisíveis: comportamentos que parecem normais e naturais, mesmo que ninguém jamais tenha explicado formalmente.

Pergunte-se: “O que parece normal aqui, mesmo sem ninguém precisar explicar?”


Observação 2: As pessoas ao seu redor

Observe as relações. Afinal, elas se revelam por meio de pequenos sinais que passam despercebidos na correria do dia a dia. Ao mesmo tempo, observe como as pessoas falam ou se calam. Perceba o não dito. O não verbal muitas vezes não combina com o verbal. Perceba as incoerências.


Observação 3: Você!

Quando a pressão aumenta…

  • Como seu corpo reage?
  • O que acontece com sua energia?
  • Com sua paciência?
  • Com seu humor?
  • Com a qualidade do seu sono?
  • Com sua capacidade de concentração?
  • Com a forma como você se comunica?

O corpo fala, e as emoções também. Por isso, pergunto: você tem se escutado?

Agora, volte o olhar para sua própria liderança e então reflita: como é sua liderança?

Independentemente do cargo que ocupamos, todos nós exercemos, sem dúvida, algum nível de influência sobre outras pessoas.

Perceba como você conduz conversas e feedbacks, toma decisões, reage diante dos erros — seus e dos outros —, lida com conflitos e responde quando está sob pressão. Qual é o seu padrão de reação?

Pergunte-se: “O que faço naturalmente que fortalece um ambiente saudável? Que atitudes minhas geram confiança, respeito e segurança psicológica? Em quais situações posso, sem perceber, aumentar o estresse, a pressão ou o desgaste das pessoas ao meu redor?”


A liderança também deixa sinais, assim como a cultura e a saúde mental.

Talvez a maior oportunidade esteja em enxergar aquilo que está acontecendo diante dos nossos olhos e que, por excesso de velocidade, deixamos de perceber.

A qualidade da nossa saúde mental está diretamente relacionada à nossa capacidade de perceber o que sentimos, pensamos e fazemos antes que o piloto automático assuma o controle.

Cuidar de você é parar para observar seu ambiente, suas relações, sua liderança, suas emoções e seus comportamentos. Afinal, aquilo que não observamos dificilmente conseguimos transformar.

Se você apertasse seu “botão de pausa” hoje, o que descobriria sobre você, sobre sua liderança e sobre o ambiente ao seu redor que a correria não tem permitido enxergar?  


Eu sou Ellen Ravaglio e a minha coluna “Alta Performance & Saúde Mental” tem como objetivo instigar você a exercitar o autocuidado, o cuidar do outro e do negócio de forma consciente e sustentável.


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Quer saber mais sobre como a saúde mental pode ser fortalecida por uma liderança que sabe pausar, observar e de fato agir com mais consciência? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Eu posso te apoiar nessa caminhada da tão sonhada Alta performance sustentável!

Ellen Ravaglio
https://www.vikaas.com.br
www.linkedin.com/in/ellenravaglio-coach-lideres
vikaas@vikaas.com.br

Confira também: Times de Alta Performance Sustentável: Quando Resultado e Saúde Mental Caminham Juntos

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Gestão de Conflitos na Trincheira: Transformando Tensão em Evolução

Entenda como líderes podem conduzir a gestão de conflitos, fortalecer a segurança psicológica e transformar divergências e conversas difíceis em aprendizado, cooperação, decisões melhores e evolução para toda a equipe.

Gestão de Conflitos na Trincheira: Transformando Tensão em Evolução

Gestão de Conflitos na Trincheira: Transformando Tensão em Evolução

Nenhuma equipe permanece muito tempo sem conflitos.

Competência não elimina divergências. Pessoas comprometidas também discordam, profissionais experientes defendem pontos de vista diferentes e equipes maduras nem sempre chegam às mesmas conclusões. O conflito, portanto, não é uma exceção na liderança. É uma consequência natural da convivência entre pessoas que possuem histórias, experiências, valores e formas distintas de enxergar o mesmo desafio.

O problema não está na existência do conflito; começa quando o líder não sabe o que fazer com ele.

Quem assume a liderança pela primeira vez costuma acreditar que um bom gestor é aquele que mantém a equipe sempre em harmonia. Com o tempo, percebe que essa expectativa é irreal. Ambientes em que nunca há discordâncias normalmente escondem outro problema: pessoas que deixaram de contribuir por receio de se expor, de contrariar colegas ou de enfrentar a opinião do líder.

Silêncio não é sinônimo de alinhamento; muitas vezes, é apenas um conflito que ainda não encontrou espaço para ser discutido.

Na prática, observo que líderes iniciantes costumam reagir aos conflitos de três maneiras. Alguns evitam qualquer confronto, esperando que o tempo resolva a situação. Outros assumem rapidamente o papel de árbitro, procurando identificar quem está certo e quem está errado. Há ainda aqueles que tentam encerrar o assunto o mais rápido possível, sem compreender as verdadeiras causas do problema.

Embora pareçam estratégias diferentes, todas têm algo em comum: concentram esforços na consequência, não na origem do conflito.

Conflitos raramente surgem pelos motivos que aparecem na superfície.

Uma discussão sobre prazos pode esconder expectativas desalinhadas. A resistência a uma mudança pode refletir insegurança diante do desconhecido. Um desentendimento entre dois profissionais pode revelar falta de clareza sobre papéis, responsabilidades ou prioridades.

Por isso, antes de buscar soluções, líderes maduros procuram compreender o contexto: escutam mais do que falam, fazem perguntas antes de emitir julgamentos e buscam entender interesses antes de analisar posições. Essa mudança de postura costuma produzir resultados muito melhores do que decisões tomadas por impulso.

Outro aspecto importante é compreender que nem todo conflito produz os mesmos efeitos.

Divergências relacionadas às tarefas podem ser extremamente saudáveis. Quando conduzidas com respeito, ampliam perspectivas, desafiam ideias prontas e contribuem para decisões mais consistentes. Equipes que conseguem debater argumentos sem transformar diferenças em ataques pessoais tendem a aprender mais e inovar com maior frequência.

Já os conflitos de relacionamento seguem outra lógica. Quando alimentados por julgamentos, ressentimentos ou falhas de comunicação, comprometem a confiança, enfraquecem a cooperação e desviam energia que deveria estar direcionada aos resultados.

É justamente nesse momento que a inteligência emocional deixa de ser um conceito abstrato e passa a fazer parte da prática da liderança: não para evitar emoções ou controlar pessoas, mas para reconhecer emoções — próprias e alheias — sem permitir que elas conduzam decisões importantes.

Esse princípio se aproxima do conceito de segurança psicológica, desenvolvido pela pesquisadora Amy Edmondson. Equipes com segurança psicológica não são aquelas em que todos concordam. São aquelas em que as pessoas conseguem discordar, apresentar ideias, admitir erros e fazer perguntas sem medo de constrangimento ou retaliação.

Esse ambiente não elimina conflitos, mas permite tratá-los antes que se transformem em crises.

Para isso, o líder precisa desenvolver algumas práticas simples, mas consistentes.

Entre essas práticas estão separar o problema das pessoas, conduzir conversas com base em fatos, e não em interpretações, ouvir todos e buscar soluções que fortaleçam o compromisso coletivo, em vez de estimular disputas individuais.

Essas atitudes exigem preparo e disciplina, porque liderar conflitos não é um talento natural, mas uma competência construída ao longo da experiência.

Existe, porém, um aspecto que merece atenção especial.

Alguns líderes acreditam que proteger a equipe significa evitar qualquer desconforto, mas, na realidade, proteger uma equipe significa impedir que pequenos conflitos evoluam para grandes rupturas.

Conversas difíceis fazem parte da liderança. O que não pode fazer parte da liderança é a omissão.

Quando um comportamento inadequado deixa de ser tratado, então a mensagem transmitida ao grupo é clara: aquele padrão passou a ser aceitável. A cultura organizacional também é construída por aquilo que a liderança escolhe tolerar.

Administrar conflitos, portanto, não significa preservar uma falsa harmonia, mas criar condições para que diferenças sejam discutidas com respeito, responsabilidade e foco na construção de soluções. Equipes extraordinárias não são formadas por pessoas que pensam da mesma maneira, mas por pessoas que aprenderam a transformar diferenças em aprendizado e tensão em evolução.

No próximo artigo, avançaremos mais um passo nessa jornada. Se pessoas possuem níveis diferentes de experiência, autonomia e maturidade, faz sentido liderá-las, de fato, da mesma forma? Essa é a pergunta que nos conduzirá à Liderança Situacional, proposta por Paul Hersey e Ken Blanchard, uma das abordagens mais influentes da administração contemporânea.


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Sérgio Albuquerque Jr.
Consultor empresarial, mentor de líderes, Master Coach e apresentador do COACHcast. Atua há mais de 15 anos no desenvolvimento de líderes, equipes e organizações, integrando comportamento humano, estratégia e execução para transformar conhecimento em resultados.
https://www.sergioalbuquerque.com.br

Confira também: Cultura de Execução: Quando Resultado Deixa de Depender de Heróis

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Sêneca e a Segunda Metade da Vida: Uma Reflexão sobre Etarismo e Maturidade

Descubra como Sêneca inspira uma nova visão sobre a segunda metade da vida, o etarismo e a maturidade, valorizando experiência, discernimento e liberdade interior para construir uma existência mais consciente e significativa.

Sêneca e a Segunda Metade da Vida: Uma Reflexão sobre Etarismo e Maturidade

Sêneca e a Segunda Metade da Vida: Uma Reflexão sobre Etarismo e Maturidade

Vivemos em uma sociedade que costuma tratar a passagem do tempo como uma perda. No ambiente profissional, muitos homens e mulheres, ao ultrapassarem os 45 ou 50 anos, começam a perceber que sua experiência deixa de ser valorizada. Em seu lugar, surge um sentimento de invisibilidade, insegurança e, muitas vezes, de descarte.

O etarismo alimenta a falsa ideia de que envelhecer significa tornar-se menos útil, mas Sêneca nos convida a olhar para essa etapa da vida sob uma perspectiva completamente diferente.

Para o filósofo estoico, a qualidade da vida nunca dependeu da idade, mas da maneira como escolhemos viver. A segunda metade da existência não representa um fim, mas uma oportunidade rara de cultivar aquilo que realmente importa: caráter, sabedoria, serenidade e liberdade interior.

Enquanto o mundo valoriza velocidade, aparência e novidade, Sêneca nos lembra que a verdadeira grandeza nasce da experiência refletida. Quem atravessou desafios, perdas, mudanças e recomeços possui algo que o tempo não tira: discernimento.

Talvez seja justamente essa maturidade que o mercado, as organizações e a própria sociedade precisem redescobrir.

O problema do etarismo não é apenas econômico ou social. É também filosófico.

Quando uma pessoa passa a acreditar que seu valor depende exclusivamente da idade, do cargo ou da produtividade, ela entrega sua identidade ao julgamento dos outros.

A filosofia rompe esse ciclo ao nos recordar que nosso valor está naquilo que somos, não apenas na função que ocupamos.

Sêneca escreveu, em essência, que não dispomos de pouco tempo; perdemos muito dele vivendo distraídos daquilo que realmente importa.

Talvez a segunda metade da vida seja justamente o momento em que deixamos de correr atrás de reconhecimento externo para construir uma existência mais consciente e significativa.

A experiência não é um peso, mas um patrimônio. Da mesma forma, a maturidade não é um obstáculo, mas uma vantagem competitiva quando acompanhada de sabedoria.

E talvez o maior desafio da segunda metade da vida não seja lutar contra a idade, mas recuperar a convicção de que ainda há muito a oferecer ao mundo.

A filosofia não elimina o etarismo, mas fortalece quem decide não permitir que ele determine sua identidade.


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Até o próximo artigo.

Um abraço,

Cleyson Dellcorso
https://www.dellcorso.com.br/

Confira também: Já Estamos no Meio de Agosto. E Aquela Promessa que Você Fez a Si Mesmo em Janeiro?

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Saúde Mental: Cuidados e Ações Práticas que Protegem e Geram Resultados

Entenda como cuidar da saúde mental no trabalho com ações práticas que previnem riscos psicossociais, fortalecem a segurança psicológica e ajudam sua empresa a atender à NR-1, proteger pessoas e gerar melhores resultados.

Saúde Mental: Ações Práticas que Protegem e Geram Resultados

Saúde Mental: Cuidados e Ações Práticas que Protegem e Geram Resultados

O Setembro Amarelo destaca globalmente a relevância da prevenção ao suicídio e do cuidado com o bem-estar emocional. No contexto corporativo, a data ganha ainda mais peso. Afinal, a rotina de prazos, a sobrecarga e a pressão por resultados impactam diretamente a saúde mental dos colaboradores. Por isso, exigem das empresas uma postura proativa, humanizada e alinhada à regulamentação.

Cuidar da saúde emocional deixou de ser apenas uma iniciativa voluntária de responsabilidade social e passou a integrar o cumprimento das normas trabalhistas. A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) estabelece as diretrizes para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Ela exige que as organizações identifiquem, avaliem e controlem os riscos psicossociais no ambiente de trabalho — como assédio, sobrecarga de tarefas e jornadas exaustivas.

Dessa forma, inserir a prevenção e o suporte emocional na rotina da empresa alinha a organização às exigências legais. A medida também contribui para reduzir o surgimento de patologias ocupacionais relacionadas ao estresse.


Desconsiderar os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho afeta tanto o indivíduo quanto a estabilidade da operação:

  • Esgotamento e ansiedade: Quadros de burnout e estresse crônico comprometem a capacidade cognitiva, o foco e a tomada de decisão;
  • Absenteísmo e presenteísmo: Aumento de afastamentos médicos e permanência física do funcionário no posto de trabalho sem condições psíquicas de produção;
  • Clima organizacional fragilizado: Ambientes sem segurança psicológica registram altos índices de rotatividade (turnover) e perda de talentos.

Para estruturar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) alinhado à NR-1 e ao espírito do Setembro Amarelo, as empresas podem adotar medidas integradas, a saber:

  • Mapeamento de riscos psicossociais: Avaliação periódica das condições de trabalho, volumes de demanda e dinâmicas de equipe para mitigar fatores geradores de estresse;
  • Sensibilização e capacitação: Promoção de palestras, treinamentos e workshops com profissionais especializados para ensinar a identificar sinais de sofrimento mental, orientar gestores sobre escuta empática e desmistificar os cuidados psicológicos;
  • Rodas de conversa e grupos de apoio: Ambientes mediados por especialistas para troca de experiências e fortalecimento do suporte comunitário interno;
  • Programas de Apoio ao Empregado (PAE): Oferta de canais confidenciais para orientação psicológica, jurídica e financeira, além de parcerias com plataformas de terapia;
  • Divulgação de canais de emergência: Informação clara sobre o fluxo de atendimento interno e serviços públicos gratuitos, como o Centro de Valorização da Vida (CVV – Ligue 188).

Adoecer mentalmente não é uma falha individual, e o ambiente de trabalho desempenha um papel determinante na proteção do indivíduo.

Por isso, a implementação destas ações no Setembro Amarelo — mantidas como prática contínua — consolida o compromisso da organização com a legislação, a segurança psicológica e a valorização da vida.

Se este artigo sensibilizou você e precisa de apoio para implementar ações efetivas em relação à saúde mental, conte conosco. Temos uma equipe especializada neste tema.


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Quer saber mais sobre como transformar o cuidado com a saúde mental em ações práticas que protejam as pessoas, fortaleçam a segurança psicológica e gerem melhores resultados para sua empresa? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Luciano Amato
http://www.trainingpeople.com.br/

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E se a Vida Parasse Você Hoje? A Importância de Pausar, Rever Prioridades e Cuidar de Si

Entenda por que pausar, rever prioridades e cuidar de si pode transformar a forma como você vive, trabalha e se relaciona. Descubra como criar pequenas pausas, ouvir suas necessidades e escolher com mais consciência o que realmente importa.

Pausar e Rever Prioridades: E se a Vida Parasse Você Hoje?

E se a Vida Parasse Você Hoje? A Importância de Pausar, Rever Prioridades e Cuidar de Si

Recentemente, a vida me parou sem avisar, sem perguntar se era um bom momento, sem esperar que meus planos estivessem concluídos ou que minha agenda tivesse espaço para o inesperado. De repente, precisei mudar tudo, rever compromissos, reorganizar minha rotina e enfrentar um momento diferente daquele que eu havia imaginado.

E foi justamente aí que comecei a enxergar algumas situações com mais clareza. Em um primeiro momento, olhei para tudo aquilo que a pausa estava interrompendo. Depois, comecei a perceber o que ela estava me mostrando, e essa mudança de olhar fez toda a diferença. Porque a vida nem sempre acontece como planejamos. Mas, mesmo diante do inesperado, ainda podemos escolher como queremos atravessar e quem queremos ser depois disso.

Vivemos fazendo planos: planejamos o amanhã, a próxima semana, projetos, a carreira, as viagens e os sonhos. Criamos metas, compromissos e prazos e, sem perceber, começamos a viver como se o futuro estivesse garantido, até que alguma coisa acontece e muda tudo. Foi o que vivi recentemente. Precisei aceitar que algumas coisas poderiam esperar, que determinados planos teriam de mudar e que nem tudo dependia da minha vontade.

Naquele momento, mais importante do que continuar fazendo era compreender como eu queria continuar vivendo. Foi quando algumas perguntas começaram a ocupar o lugar das certezas: o que realmente importa para mim agora? Os objetivos que eu perseguia continuam fazendo sentido? Onde estou colocando meu tempo, minha energia e minha presença? Quais prioridades precisam mudar? Talvez não tenhamos respostas imediatas para essas perguntas. Eu também não tive, mas começar a fazê-las já muda alguma coisa dentro de nós.

A pausa pode revelar o que a pressa esconde.

Vivemos em uma sociedade que valoriza estar em movimento, produzir, realizar, entregar, avançar e conquistar. Somos reconhecidos pelo quanto fazemos e, muitas vezes, esquecemos de perguntar como estamos.

A agenda cheia tornou-se quase um símbolo de importância. Mas será que tudo o que ocupa nosso tempo merece, de fato, ocupar a nossa vida? Minha pausa me fez pensar muito sobre isso. Percebi que algumas urgências não eram tão urgentes, que determinados compromissos poderiam esperar e que alguns objetivos poderiam ser revistos. Também percebi que existem coisas essenciais que não deveriam precisar disputar espaço, como a nossa saúde, as pessoas que amamos, nossos afetos, sonhos, presença, nós mesmas.

Talvez uma das grandes contradições do nosso tempo seja esta: estamos tão ocupadas construindo a vida que desejamos que, às vezes, nos esquecemos de viver a vida que já temos. E aqui quero falar especialmente com as mulheres.

Quantas vezes continuamos mesmo quando estamos cansadas?

Cuidamos da família, dos filhos, dos pais, do trabalho, da casa, dos projetos, das equipes e das pessoas ao nosso redor. Acolhemos, resolvemos, organizamos, antecipamos as necessidades e quase sempre encontramos espaço para mais uma responsabilidade. Mas nem sempre encontramos espaço para nós mesmas. Aprendemos que precisamos dar conta. Que precisamos ser fortes. Que podemos continuar.

E talvez por isso seja difícil reconhecer quando precisamos diminuir o ritmo. Minha experiência recente me trouxe uma pergunta que considero importante compartilhar: por que tantas de nós precisamos chegar ao limite para nos colocarmos como prioridade? Não deveríamos precisar de uma interrupção para perceber que também precisamos de cuidado.

Não deveríamos sentir culpa por desacelerar, nem acreditar que escolher a nós mesmas significa deixar de cuidar de quem amamos. Talvez uma das formas mais importantes do protagonismo feminino seja justamente aprender a reconhecer que eu também importo e que meu tempo, minha saúde, meus sonhos, minha presença e a vida que desejo viver importam. E talvez precisemos deixar de perguntar apenas “Quem precisa de mim?” para começar a perguntar também “Do que eu preciso neste momento da minha vida?” Essa não é uma pergunta egoísta. É uma pergunta necessária.

Não romantizo as pausas.

Nem toda interrupção traz imediatamente uma resposta, nem toda dificuldade vem acompanhada de um aprendizado evidente. Há momentos difíceis, marcados por medo, incertezas e situações que gostaríamos de não enfrentar. Por isso, não acredito que precisemos agradecer por tudo aquilo que nos acontece, mas acredito profundamente na nossa capacidade de decidir o que faremos com aquilo que nos acontece.

Essa talvez seja uma das maiores expressões de protagonismo: não controlar todos os capítulos da nossa história, mas continuar participando da escrita mesmo quando a vida muda o roteiro. Foi isso que comecei a compreender novamente. Eu não poderia mudar o fato de que precisava parar. Mas poderia decidir como viveria aquela pausa. Poderia apenas esperar que tudo passasse para voltar exatamente à vida de antes ou poderia aproveitar aquele momento para me perguntar: Eu quero voltar exatamente para a vida de antes?

Essa pergunta foi poderosa para mim. Talvez a questão não seja voltar, mas seguir diferente. Quando alguma coisa interrompe nossa trajetória, nosso primeiro desejo costuma ser voltar à normalidade. Hoje, penso diferente: talvez algumas experiências não aconteçam para que voltemos iguais, mas nos convidem a seguir de outra maneira. Foi assim que encontrei a oportunidade de rever meus objetivos, encontrar novos sentidos e reorganizar minhas prioridades.

Percebi que algumas coisas ainda são importantes para mim, outras nem tanto, e algumas prioridades que estavam sendo adiadas precisam, definitivamente, ocupar outro lugar na minha vida. Não porque deixei de ter sonhos. Muito pelo contrário: talvez eu esteja aprendendo a escolher com ainda mais consciência quais sonhos merecem o meu tempo.

Precisamos esperar a vida nos parar?

Essa talvez seja a pergunta que mais tenho feito desde então. E ela me leva a outras reflexões:

  • Será que precisamos esperar uma interrupção para rever a maneira como estamos vivendo?
  • Por que esperar o esgotamento para cuidar de nós?
  • Por que esperar uma perda para dizer “eu te amo”?
  • Por que esperar uma ruptura para rever nossas escolhas?
  • Por que deixar um sonho sempre para depois?
  • Por que continuar vivendo no automático quando alguma coisa dentro de nós já está pedindo mudança?

Talvez possamos aprender a criar pequenas pausas antes que a vida crie grandes interrupções. Podemos pausar para escutar, olhar ao redor, agradecer, rever escolhas, reorganizar prioridades e estar verdadeiramente presentes. E, de tempos em tempos, fazer uma pergunta simples, mas profundamente necessária: A vida que estou construindo tem espaço para aquilo que realmente importa para mim?

A vida me parou, mas também me fez refletir.

Ainda existem mudanças, adaptações e aprendizados, mas algo dentro de mim já não é exatamente igual. Não quero simplesmente retomar tudo de onde parei. Quero seguir levando comigo aquilo que essa pausa me fez enxergar: estar mais presente, valorizar ainda mais as pessoas que amo, cuidar de mim sem culpa, escolher melhor onde coloco meu tempo e minha energia, rever objetivos quando eles já não fizerem sentido e continuar sonhando, realizando e construindo, mas sem esquecer de viver.

A vida não é medida apenas por tudo aquilo que conseguimos realizar. Talvez ela seja medida pela presença que tivemos enquanto realizávamos. Não sei se voltarei a ser exatamente a mulher que era antes dessa pausa e talvez eu nem queira, mas quero seguir mais consciente, grata, inteira e, sobretudo, mais atenta ao que realmente importa.

Finalizo com uma pergunta para você — e especialmente para nós, mulheres, que tantas vezes cuidamos de tudo e de todos antes de cuidar de nós mesmas: Se a vida parasse você hoje, o que ela faria você enxergar que a pressa ainda não permitiu perceber? Talvez não seja preciso esperar que ela nos pare. Talvez possamos começar a nos escutar agora.

Acompanhe minhas redes sociais e o trabalho do Instituto Vasselo Goldoni.


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Quer saber mais sobre como transformar as pausas da vida em oportunidades para rever prioridades, cuidar de si e construir uma vida mais consciente e alinhada ao que realmente importa? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Edna Vasselo Goldoni
https://www.institutoivg.com.br

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Liderança que Inspira: Pessoas Não Seguem Cargos, Seguem Referências

Entenda por que pessoas não seguem cargos, seguem referências, e como uma liderança que inspira usa coerência, autoliderança, presença e desenvolvimento de pessoas para gerar confiança, engajamento e resultados sustentáveis.

Liderança que Inspira: Pessoas Seguem Referências, Não Cargos

Liderança que Inspira: Pessoas Não Seguem Cargos, Seguem Referências

Existe uma diferença que considero decisiva entre ocupar uma posição de liderança e tornar-se alguém que verdadeiramente inspira pessoas. O cargo pode conceder autoridade, o organograma pode determinar quem responde a quem e a empresa pode estabelecer responsabilidades. Mas nada disso garante influência. Alguém pode obedecer a você pela posição que ocupa sem necessariamente acreditar em você como líder.

É justamente aí que começa uma reflexão que tenho levado para empresas, líderes e profissionais:

“Se o seu cargo fosse retirado hoje, quantas pessoas ainda escolheriam seguir você?”

Essa pergunta incomoda porque desloca a liderança do território confortável da hierarquia para o terreno muito mais exigente do comportamento. Liderar não é apenas distribuir tarefas, acompanhar indicadores ou cobrar resultados; é compreender que, todos os dias, sua maneira de agir está ensinando às pessoas como devem se comportar naquele ambiente.

A forma como você reage à pressão, recebe uma opinião contrária, trata alguém que cometeu um erro ou assume suas próprias falhas comunica muito mais sobre sua liderança do que qualquer discurso. Afinal, as pessoas podem até escutar aquilo que você diz, mas aprendem principalmente observando aquilo que você faz.


Quando a liderança deixa de inspirar

Uma das maiores dores das organizações não está necessariamente na ausência de profissionais competentes, mas na existência de equipes que, aos poucos, perderam a vontade de oferecer o seu melhor. O colaborador continua chegando no horário, participa das reuniões, responde às solicitações e entrega aquilo que foi pedido, porém já não propõe, não questiona, não cria e não se compromete emocionalmente como antes.

À primeira vista, tudo parece continuar funcionando; por dentro, entretanto, começa um processo silencioso de afastamento no qual a pessoa permanece na empresa, mas retira dela sua iniciativa, sua criatividade e parte importante de sua energia.

Quando isso acontece, muitos líderes respondem aumentando a cobrança, justamente quando deveriam aumentar a qualidade da própria liderança. Tentam recuperar comprometimento com controle, engajamento com pressão e responsabilidade com medo das consequências, sem perceber que essas ferramentas podem até gerar movimento no curto prazo, mas raramente constroem pertencimento.

A pressão consegue fazer alguém executar uma tarefa; a inspiração faz essa pessoa compreender por que vale a pena realizá-la bem.

E existe uma distância enorme entre trabalhar porque alguém está cobrando e trabalhar porque se reconhece valor naquilo que está sendo construído.

Por isso, costumo defender que o comportamento do líder autoriza comportamentos dentro da equipe. Se ele exige pontualidade, mas se atrasa constantemente, sua fala perde força. Se cobra respeito, mas humilha quando está sob pressão, ensina que respeito possui exceções. E se fala sobre excelência enquanto aceita mediocridade de si mesmo, transforma valores importantes em palavras decorativas.

O contrário também acontece: quando assume responsabilidades, mantém equilíbrio nos momentos difíceis, reconhece contribuições e preserva o respeito mesmo nas divergências, começa a construir uma autoridade que nenhum cargo consegue oferecer: a credibilidade.

E talvez seja importante compreender algo que muitas vezes confundimos: inspirar não significa agradar. Um líder inspirador continua cobrando resultados, estabelecendo limites, acompanhando indicadores e enfrentando conversas difíceis; a diferença está em conseguir fazer tudo isso sem diminuir pessoas. É possível corrigir sem humilhar, exigir sem desrespeitar e ser firme sem transformar o ambiente em um território de medo, porque liderança madura não elimina a cobrança, mas ela eleva a qualidade com que essa cobrança acontece.


A verdadeira importância de inspirar

Empresas precisam de resultados, mas resultados sustentáveis dependem de pessoas dispostas a assumir responsabilidade. Essa disposição cresce quando elas encontram confiança, direção, reconhecimento e oportunidade de desenvolvimento. O líder que inspira entende que sua função não é criar seguidores dependentes de suas decisões, mas desenvolver profissionais capazes de pensar, contribuir, decidir e assumir responsabilidades cada vez maiores.

Quando alguém da equipe cresce, o líder não se sente ameaçado, porque compreende que o desenvolvimento das pessoas é uma das maiores evidências de que sua liderança está funcionando.

Essa perspectiva muda completamente a relação entre líder e liderado. Em vez de perguntar apenas por que a equipe não demonstra iniciativa, talvez seja necessário questionar se existe espaço para que ela tome decisões. Antes de reclamar da falta de comprometimento, vale observar se as pessoas compreendem o significado daquilo que fazem. Antes de afirmar que alguém precisa melhorar, o líder deveria ter coragem para perguntar:

“O que precisa melhorar em mim para que eu consiga desenvolver melhor essas pessoas?”

Essa pergunta não elimina a responsabilidade individual de ninguém, mas amplia a responsabilidade de quem decidiu liderar. Existe maturidade quando deixamos de procurar apenas culpados e começamos a construir condições para que as pessoas evoluam, porque liderança não consiste em assumir o problema de todos, e sim em criar um ambiente no qual cada pessoa compreenda melhor a própria responsabilidade diante dos problemas.


Como se tornar um líder que inspira

Se você deseja desenvolver uma liderança mais inspiradora, talvez não precise começar procurando uma nova técnica. Comece observando a coerência entre aquilo que acredita, fala e pratica. Pessoas confiam em líderes previsíveis em seus valores, não em líderes perfeitos; por isso, se você defende respeito, demonstre-o principalmente quando estiver contrariado. Se cobra responsabilidade, seja capaz de reconhecer os próprios erros. E, se deseja uma equipe comprometida com a evolução, permita que ela veja em você alguém que continua aprendendo.

Também será necessário desenvolver presença, porque estar fisicamente próximo não significa estar verdadeiramente disponível. Em uma realidade marcada pela pressa e pela distração, oferecer atenção tornou-se uma poderosa demonstração de respeito. Líderes que sabem ouvir conseguem perceber problemas antes que eles se transformem em crises e compreender talentos que poderiam passar despercebidos. Além disso, constroem relações nas quais as pessoas encontram segurança para falar aquilo que precisa ser dito.

Da mesma forma, aprenda a reconhecer comportamentos que merecem ser fortalecidos. Não estou falando de elogios vazios, mas da capacidade de enxergar evolução, esforço, responsabilidade e contribuição, porque aquilo que recebe atenção tende a ganhar importância dentro da cultura. Uma equipe precisa saber o que deve corrigir, mas também precisa compreender aquilo que está fazendo bem e merece continuar fazendo.

Acima de tudo, desenvolva autoliderança. Você dificilmente conseguirá oferecer segurança emocional se qualquer pressão desmonta seu equilíbrio, ensinar responsabilidade enquanto transfere culpa ou construir confiança se suas reações são imprevisíveis.

Antes de liderar pessoas, portanto, aprenda a governar suas emoções, reconhecer seus limites e revisar seus próprios comportamentos. Nenhum conhecimento sobre liderança será suficientemente poderoso enquanto permanecer apenas no campo das ideias.


A pergunta que um líder deveria fazer todos os dias

Quero deixar uma orientação simples para você levar desta leitura. Durante os próximos dias, faça a si mesmo esta pergunta antes de começar sua jornada de trabalho:

“Que comportamento meu pode ajudar alguém a se tornar melhor hoje?”

Talvez seja ouvir uma pessoa que você costuma interromper, reconhecer uma contribuição que passou despercebida ou assumir um erro. Pode ser também oferecer orientação em vez de apenas apontar uma falha ou conduzir uma conversa difícil com firmeza e respeito.

Não tente transformar sua liderança inteira em um único dia, porque comportamentos consistentes possuem mais força do que grandes intenções ocasionais. Escolha algo que precisa mudar, pratique conscientemente e repita até que deixe de ser esforço e passe a fazer parte da sua forma de liderar. Lembre-se de que ninguém se torna inspirador simplesmente porque deseja inspirar. Uma pessoa se torna inspiradora quando desenvolve comportamentos que outras pessoas reconhecem como dignos de serem seguidos.

No fim, seu cargo pode fazer alguém obedecer, seu conhecimento pode despertar admiração e seus resultados podem conquistar respeito. Mas existe uma medida ainda maior para avaliar a qualidade de uma liderança: aquilo que acontece com as pessoas depois de conviverem com ela.

Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja quantas pessoas você lidera, qual posição ocupa ou quantos resultados conseguiu entregar. A pergunta que realmente merece acompanhá-lo é outra:

Depois de conviver com a sua liderança, as pessoas estão apenas trabalhando melhor ou estão se tornando melhores?

Porque, quando uma liderança consegue melhorar resultados sem diminuir pessoas e, ao mesmo tempo, desenvolver pessoas capazes de produzir resultados ainda maiores, ela deixa de ser apenas uma função dentro da empresa e passa a cumprir aquilo que considero sua expressão mais elevada: transformar influência em desenvolvimento e presença em legado.


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Quer saber mais sobre como desenvolver uma liderança que inspira, tornando-se uma referência capaz de desenvolver pessoas e gerar resultados sem depender apenas da autoridade do cargo? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Um forte abraço!

Rui Mesquita
http://www.ruimesquita.com.br
https://www.instagram.com/rui.mesquita.oficial/

Confira também: O Poder de Servir: Quando o Ego Silencia e o Propósito Encontra Sua Verdadeira Voz

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Reforma Tributária: CNPJ para Autônomos e Produtores Rurais

Entenda quem deverá ter CNPJ a partir de 2027 com a Reforma Tributária, quais autônomos e produtores rurais serão alcançados, como fica o nanoempreendedor e o que fazer ainda em 2026 para se adaptar às novas regras tributárias.

Reforma Tributária: CNPJ para Autônomos e Produtores Rurais

Reforma Tributária: CNPJ para Autônomos e Produtores Rurais

A obrigatoriedade de inscrição no CNPJ para determinados autônomos, prestadores de serviços e produtores rurais, inicialmente prevista para julho de 2026, foi adiada para 1º de janeiro de 2027 pelo Decreto nº 13.075, de 21 de julho de 2026. A medida faz parte da implementação da Reforma Tributária sobre o consumo e amplia o prazo para adaptação de contribuintes, administrações tributárias e sistemas fiscais.

A nova exigência, porém, não alcançará todas as pessoas físicas.

Deverão se inscrever no CNPJ aquelas que exerçam atividades econômicas sujeitas à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), conforme os critérios previstos na regulamentação. Para os produtores rurais pessoas físicas, a obrigatoriedade alcançará aqueles com receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões.

A Reforma Tributária também criou a figura do nanoempreendedor, destinada às pessoas físicas com faturamento anual de até R$ 40,5 mil, equivalente à metade do limite de receita do MEI. Nessa hipótese, não haverá enquadramento como contribuinte da CBS e do IBS nem obrigação de inscrição no CNPJ para fins tributários. O MEI continuará utilizando o CNPJ já existente.

O adiamento permitirá que a Receita Federal conclua o desenvolvimento de um sistema simplificado de inscrição no CNPJ. O lançamento está previsto para novembro de 2026. A proposta é oferecer um processo digital e integrado, semelhante ao utilizado atualmente pelo MEI. Também prevê ambiente de testes, manuais técnicos e orientações para contribuintes e empresas desenvolvedoras de sistemas.

A mudança não se limita ao cadastro. A emissão de documentos fiscais eletrônicos também será incorporada ao novo modelo. Dessa forma, será possível ampliar a padronização e a integração das informações entre a União, os estados e os municípios. Na prática, isso deverá ampliar o controle e o cruzamento de dados pelas administrações tributárias.

Outro ponto de atenção está na relação entre pessoa física e pessoa jurídica.

O avanço da fiscalização e do cruzamento de informações tende a dificultar a fragmentação artificial de receitas. Nessa prática, o contribuinte realiza parte das operações pelo CNPJ e outra parte como pessoa física para evitar o desenquadramento de regimes tributários simplificados.

Para os autônomos, portanto, o adiamento não significa o afastamento da obrigação, mas representa uma oportunidade para planejamento. Ainda em 2026, é recomendável avaliar o faturamento, a atividade exercida, o enquadramento tributário e a necessidade de emissão de documentos fiscais, preparando-se assim para as novas regras que entrarão em vigor em 2027.

A Reforma Tributária consolida, assim, o CNPJ como importante instrumento de identificação e integração das atividades econômicas, aproximando as obrigações das pessoas físicas que exercem atividades empresariais daquelas já aplicáveis às empresas.


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Quer saber mais sobre como a obrigatoriedade do CNPJ para autônomos e produtores rurais pode impactar sua atividade e o que fazer ainda em 2026 para se preparar? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Desejo a você muito sucesso e até o próximo encontro!

Mária Pereira Martins de Carvalho
https://www.pnst.com.br/profile/maria-pereira-martins-de-carvalho

Confira também: Reforma Tributária: Destaque de IBS e CBS nas Notas Fiscais

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Resiliência

Faça de cada limão, uma limonada! Resiliência é a capacidade de se resistir flexivelmente às adversidades e dificuldades, utilizando-as para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.

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O sucesso de uma mulher está em ser mulher!

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.

E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.

Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.

Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:

  • Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
  • Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.

E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.

Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.

Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.

Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.

O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.

Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.

Mas, é possível e já vi milagres.

Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.

Acreditar na Mulher que há dentro de você.

Sucesso e Feliz Dia da Mulher!

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Não concretizou uma meta? É preciso agora ter coragem para fazer mudanças drásticas!

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida.

A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.

E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.

Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.

Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.

A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.

Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.

Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.

Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.

Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.

Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.

E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?

Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?

Chega de Síndrome de Felipão, né?

Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.

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Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Quando buscamos algo melhor, criamos a mudança, pois desejamos que coisas melhores ocorram. Mas há também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora?

Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…

Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.

Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.

Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.

Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.

Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…

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Sem Comprometimento não há avanços na vida e nem sucesso!

Qual é o seu grau de comprometimento em realizar algo? Um dos maiores problemas de uma pessoa é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

Responda rápido a minha pergunta:

– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?

Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:

– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?

Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.

Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.

Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.

E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?

Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.

O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.

Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?

Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.

Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.

Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:

Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.

Para ajudar, significado de Comprometimento:

“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.

Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!

Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.

É por ai. Boa semana!

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O Poder do Bom Dia e Obrigado

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado. Quem não gostaria de ouvir este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.

Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.

Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.

Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?

Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.

Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?

Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?

Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.

A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.

Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.

Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.

O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.

Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.

Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.

Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.

Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.

Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.

Pense nisso.

Te desejo um bom dia e obrigada.

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Procrastinando? Então continue!

Sabe aquilo que você já sabe que tem que fazer e não faz? É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que nunca rola por que você não toma a iniciativa.

É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.

Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”

E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.

Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?

O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.

Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.

Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…

Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:

1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?

Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.

2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.

Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.

3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?

4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.

5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.

6º passo: Faça.

Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.

E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.

Com amor e com alma,

Karinna

PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.

PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.

Obrigada!

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Você sabe o que é Inteligência Espiritual?

A maior parte das pessoas já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. E sobre Inteligência Espiritual? Será que a Inteligência Emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? O que você pensa a respeito?

Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?

Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação.  Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.

O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.

Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.

Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.

As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.

E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!

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