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Conduzir uma Conversa Também é uma Competência de Liderança

Descubra por que conduzir conversas com clareza, papéis definidos e segurança é uma competência de liderança. Veja como mais intenção no diálogo melhora decisões, fortalece equipes e evita que verdades importantes fiquem sem ser ditas.

Competência de Liderança: Como Conduzir uma Conversa

Conduzir uma Conversa Também é uma Competência de Liderança

Toda estratégia, toda decisão importante, toda mudança de rumo em uma empresa começam do mesmo jeito: uma conversa.

E ainda assim, é curioso como investimos tanto em processo, em ferramenta, em dashboard — e tão pouco em pensar sobre como conduzimos as conversas que sustentam tudo isso.

Li recentemente um artigo da Harvard Business Review, “How the Best Leaders Shape Conversations”, que colocou nome em algo que eu já percebia na prática, mas nunca tinha visto tão bem descrito: conversational stewardship — a capacidade de cuidar, de forma intencional, da qualidade do diálogo em equipe.


Não é sobre técnica de facilitação nem sobre fazer mais reuniões.

É sobre clareza. E clareza, nesse caso, se sustenta em três pilares:

  • O primeiro é objetivo. Por que estamos aqui, e o que devemos levar dessa conversa? Parece óbvio, mas raramente está explícito antes de uma discussão importante. Quantas reuniões você já saiu sem saber, ao certo, se aquilo que foi dito virou decisão ou só ficou no ar?
  • O segundo é papel. Quem facilita, quem decide, quem está ali para contribuir e quem está ali só para entender o contexto. Quando ninguém assume essas responsabilidades, elas simplesmente não acontecem — e a conversa se perde em meio a vozes que não sabem para onde ir.
  • O terceiro, e talvez o mais difícil de nomear, é o que os autores chamam de alma da conversa. É a segurança que as pessoas sentem — ou não sentem — para dizer o que realmente pensam. Toda conversa fortalece ou desgasta essa segurança. E as decisões mais caras que já vi dentro de empresas não nasceram de más ideias, mas de verdades que nunca foram ditas.

O artigo traz um caso que ficou comigo

O presidente de uma empresa com mais de 150 anos de história, diante da decisão de aceitar ou não uma oferta de aquisição, escolheu ficar praticamente calado durante boa parte da discussão. De propósito. Para ouvir todas as perspectivas antes de influenciar qualquer posição. E deixou claro, desde o início, que a decisão só sairia com o acordo de todos.

Não foi ao acaso. Foi, de fato, escolha.

E talvez aqui esteja o ponto que mais vale carregar: liderar bem uma conversa não é uma habilidade natural que algumas pessoas têm e outras não, mas sim uma prática. Se aprende, se treina, se cuida — como qualquer outra competência de liderança.

A pergunta que fica não é quantas reuniões você tem por semana, mas “como está a qualidade das conversas que você conduz?”

Porque talvez o próximo passo não seja ter mais reuniões.

Seja ter mais intenção em cada conversa que já temos.


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Quer saber mais sobre como conduzir uma conversa com mais clareza, segurança e intenção para fortalecer sua liderança e melhorar a qualidade das decisões? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Aline Gomes
alinegomes@alimonada.com.br  
http://www.linkedin.com/in/alinecgomes/

Confira também: A Maior Dor do Exercício da Liderança

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Toda Transição Exige uma Renúncia — Mas Nem Toda Renúncia Precisa Ser um Sacrifício

Toda transição de carreira exige escolhas. Descubra como diferenciar renúncia de sacrifício, reconhecer seus inegociáveis e decidir com clareza o que levar, o que deixar e o que merece permanecer no seu próximo capítulo profissional.

Transição de Carreira: Escolhas, Renúncias e Inegociáveis

Toda Transição Exige uma Renúncia
Mas Nem Toda Renúncia Precisa Ser um Sacrifício

Quando pensamos em uma transição de carreira, é natural direcionarmos nossa atenção para aquilo que queremos conquistar: uma nova posição, mais reconhecimento, melhores condições financeiras, um ambiente mais saudável, maior autonomia ou simplesmente a possibilidade de fazer algo que tenha mais sentido para nós.

Mas existe uma pergunta menos confortável e, que talvez  seja igualmente importante, mas que raramente fazemos: o que estou disposto a deixar para trás para construir o que desejo daqui para frente?

Toda escolha carrega algum tipo de renúncia.

Escolher um caminho significa, em alguma medida, deixar outros disponíveis para trás. E isso não significa necessariamente perder, significa sim reconhecer que nossas decisões profissionais também envolvem trocas.

Em uma transição de carreira, essas trocas podem assumir formas muito diferentes. Para alguém, pode significar abrir mão temporariamente de parte da remuneração. Para outro, deixar um cargo que carrega status e reconhecimento.

Pode ser trocar a segurança de um ambiente conhecido pelo desconforto de voltar a aprender. Ou ainda abandonar uma identidade profissional construída durante anos e admitir: “Eu fui muito bom nisso, mas talvez não seja mais isso que quero continuar fazendo.”

É justamente aqui que muitas transições ficam difíceis!

Tentamos construir uma nova realidade preservando absolutamente tudo da anterior: queremos mudar de área sem perder senioridade, experimentar algo novo mantendo o mesmo nível de domínio, encontrar mais propósito sem rever nossas prioridades e conquistar uma rotina diferente sem abrir mão de nenhuma das escolhas que sustentam a rotina atual.

Nem sempre será possível, porém, existe uma diferença significativa entre renúncia e sacrifício.

Enquanto renunciar conscientemente é compreender o valor daquilo que estamos deixando e, ainda assim, decidir que existe algo mais importante a ser construído. Sacrificar-se, por outro lado, pode significar abrir mão de aspectos essenciais de nós mesmos sem clareza sobre o motivo ou sobre aquilo que receberemos em troca.

Uma transição madura, portanto, não exige que você aceite perder tudo para provar o quanto deseja mudar. Exige que você desenvolva clareza sobre quais trocas fazem sentido.


Experimente fazer um exercício simples.

Divida uma folha em três colunas:
QUERO LEVAR | ESTOU DISPOSTO A DEIXAR | NÃO NEGOCIO

  • Na primeira, coloque tudo aquilo que sua trajetória construiu e que você deseja carregar para o próximo capítulo: conhecimentos, experiências, relações, valores e competências.
  • Na segunda, registre aquilo de que estaria disposto a abrir mão definitivamente ou por algum tempo para viabilizar sua mudança.
  • E, na terceira, talvez a mais importante, escreva seus inegociáveis: aquilo que nenhuma oportunidade, por mais sedutora que pareça, deveria exigir que você abandonasse.

Depois, observe suas respostas.

Pode ser que você perceba que algumas coisas que tenta preservar não representam mais quem deseja ser, mas apenas quem você precisou ser até aqui. Ou talvez descubra também que existem elementos da sua trajetória que não precisam ser abandonados para que algo novo possa nascer.

Transição de carreira não precisa ser uma ruptura dramática, e nem precisa ser uma prova de coragem medida pelo tamanho do risco assumido.

Às vezes, coragem é simplesmente conseguir olhar para a própria trajetória e escolher conscientemente o que fica, o que vai e o que merece seguir conosco.

Porque amadurecer profissionalmente talvez não seja aprender a conquistar tudo.

Talvez seja aprender a escolher o que merece permanecer quando decidimos seguir em frente.


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Quer saber mais sobre como fazer uma transição de carreira escolhendo conscientemente o que deixar para trás sem transformar a mudança em sacrifício? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Renato Moreno
https://www.linkedin.com/in/renatomorenodealmeida/

Confira também: Oportunidades Não Aparecem por Acaso. Elas Encontram Quem É Visto

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Leitura Estratégica de Cenários: Por Que Ela É Essencial ao BP de RH?

Entenda como a leitura estratégica de cenários permite ao BP de RH conectar negócio, pessoas, dados e tendências, antecipar impactos, identificar riscos e apoiar decisões mais consistentes antes que os problemas se tornem concretos.

Leitura Estratégica de Cenários: Por Que Ela É Essencial ao BP de RH?

Leitura Estratégica de Cenários: Por Que Ela É Essencial ao BP de RH?

O papel do Business Partner de Recursos Humanos vem passando por uma transformação significativa. Se, no passado, o BP era solicitado principalmente para responder a demandas relacionadas a pessoas, processos e políticas de RH, hoje espera-se dele uma atuação cada vez mais próxima da estratégia do negócio. Nesse contexto, uma competência ganha especial relevância: a capacidade de realizar uma leitura estratégica de cenários.

Ler cenários estrategicamente significa compreender o que está acontecendo na organização e, principalmente, interpretar o que está por trás dos acontecimentos. É conectar informações, comportamentos, resultados, tendências e movimentos do mercado para antecipar impactos e apoiar decisões. O BP que desenvolve essa competência deixa de atuar apenas sobre os efeitos dos problemas e passa a contribuir para identificar suas causas e possíveis consequências.

Essa capacidade exige ampliar o olhar. Não basta conhecer os processos de RH. É necessário compreender: o negócio, seus desafios, indicadores, clientes, concorrência e fatores, relações com a Comunidade e Stakeholders, que influenciam seus resultados e relações. O BP precisa fazer perguntas, analisar informações e estabelecer conexões entre o contexto do negócio e as questões relacionadas às pessoas.

Uma mudança no mercado pode exigir novas competências, revisão de estruturas ou estratégias de atração e retenção. Uma transformação tecnológica pode gerar novas necessidades profissionais e resistência nas equipes.

O papel do BP é perceber essas conexões antes que se transformem em problemas concretos.

A leitura estratégica também pressupõe saber interpretar indicadores diversos: turnover, absenteísmo, clima, desempenho e custos de pessoal, dentre outros, tão importantes, mas que “não se explicam sozinhos”. Será preciso compreender o que esses dados revelam. Um aumento do turnover, por exemplo, pode estar relacionado à liderança, remuneração, falta de perspectivas, sobrecarga ou mudanças no mercado. Como cada dado apresenta uma sinalização, cabe aos BPs investigar estes significados e suas tendências.

Nesse sentido, People Analytics é um importante aliado. Entretanto, dados não substituem a capacidade analítica. O diferencial do BP está em transformar informação em conhecimento e conhecimento em decisão. Mais do que apresentar números ao gestor, é necessário explicar o que eles significam, quais riscos representam e quais alternativas podem ser consideradas.

Outro aspecto fundamental é acompanhar as tendências que impactam o mundo do trabalho, como inteligência artificial, novas formas de organização, mudanças nas expectativas dos profissionais, desenvolvimento de competências e novas relações entre pessoas e tecnologia. Não se trata de seguir modismos, mas de avaliar quais movimentos podem afetar o negócio e preparar a organização.

A boa leitura de cenários também exige compreender diferentes perspectivas dentro da empresa, pois o que é prioridade para a alta liderança pode não ser percebido da mesma forma pelos gestores ou colaboradores. O BP atua justamente nesse espaço de conexão, compreendendo interesses, expectativas e resistências, sem perder sua visão sistêmica.

O verdadeiro valor dessa competência está na antecipação.

O RH não deve esperar que uma crise de talentos aconteça para discutir sucessão, que um problema de liderança se agrave para falar sobre desenvolvimento ou que uma transformação tecnológica gere resistência para discutir novas competências. Seu papel é identificar sinais, construir hipóteses, provocar conversas e preparar alternativas preventivas. Isso exige uma postura mais curiosa, questionadora e menos reativa.

O BP de RH que atua de modo estratégico precisa sair da lógica de “qual é a demanda do gestor?” para perguntar: “qual é o desafio do negócio que está por trás dessa demanda?”

E esta mudança de pergunta transforma sua atuação. E, desenvolver a leitura estratégica de cenários é aprender a enxergar além do óbvio: compreender o presente, interpretar seus sinais e projetar possíveis futuros. É conectar negócio, pessoas, dados e contextos para apoiar decisões consistentes e acertadas.

Em um ambiente marcado por mudanças velozes e com crescentes complexidades e urgências, o BP que apenas responde às demandas, corre o risco de permanecer operacional. Já aqueles que interpretam cenários, antecipam impactos e provocam questionamentos, assumem uma posição muito mais relevante. E, “mais do que uma extensão do RH, tornam-se verdadeiros parceiros do negócio.”


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Quer saber mais sobre como desenvolver a leitura estratégica de cenários para que o BP de RH deixe de apenas responder às demandas e passe a antecipar impactos e apoiar decisões estratégicas? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Fátima Farias
https://www.linkedin.com/in/f%C3%A1tima-farias-b1a71214/

Confira também: Para Onde o Papel do BP de RH Precisa Ainda Evoluir? Os Novos Desafios do Business Partner

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E Se Farmar Aura Virar um Esporte Olímpico? O Que o Fenômeno Diz Sobre as Gerações

Farmar aura parece apenas uma moda? Entenda o que o fenômeno revela sobre conflitos entre gerações, resistência ao novo e preconceitos que também aparecem nas empresas diante da inovação, diversidade, inclusão e mudanças no trabalho.

Farmar Aura: O Que o Fenômeno Revela Sobre as Gerações

E Se Farmar Aura Virar um Esporte Olímpico? O Que o Fenômeno Diz Sobre as Gerações

Se você viu esse título aí em cima e resolveu ler esse artigo, já deve saber o que é uma competição de farmar aura. Se não sabe, até posso explicar, mas é melhor ver. É só buscar no Google e vários vídeos vão aparecer. E pode voltar aqui depois, com todos os seus preconceitos.

Por falar em preconceito, vamos pensar em adolescentes da década de 70. Se você se encaixa nesse perfil, pode ficar mais fácil de identificar. Você é adolescente, descobre uma banda nova, rock progressivo ou heavy metal, acha que é a melhor coisa do universo e resolve mostrar para os seus pais. E aí vem a decepção, quando apesar do seu entusiasmo, na primeira guitarra mais pesada, já pedem para você desligar a vitrola ou o toca-fitas, olhando para você com cara de preocupação, pensando onde foi que eles erraram.

Essa reação não é diferente da que enfrentam adolescentes de hoje, chegando em casa com um troféu conquistado em uma competição de farmar aura. Eles não devem conhecer Como Nossos Pais, música de Belchior mais conhecida na voz de Elis Regina, mas esse ciclo está descrito nessa letra.

As reações pelo país mostram isso.

Na cidade de Cametá, interior do Pará, um senhor que observava a competição de farmar aura perguntou se seria “essa geração que vai pagar” a aposentadoria dele; outro sugeriu que os jovens usassem o tempo livre para capinar um terreno. O caso mais extremo aconteceu em Cuiabá, onde o prefeito chegou a proibir a realização de um campeonato do tipo na cidade — e, ao ser questionado sobre o significado da expressão, respondeu não fazer ideia do que se tratava.

Para pesquisadores da área de comunicação, esses campeonatos representam uma busca do que sempre existiu: a vontade de experimentar o novo, de criar formas de pertencimento e de socializar fora das telas. O que é ótimo e estranhamente, o que todo pai quer que filhos e filhas façam, se afastem das telas. Mas para a maioria, essa não é a melhor forma. Esse incômodo de adultos é a repetição do padrão que se repete a cada geração. Afinal, “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”.

Mudando de gênero musical, foi assim quando surgiu o rock’n’roll e Elvis Presley chegou a ser filmado apenas da cintura para cima em programas de TV por causa de seus movimentos de quadril, considerados obscenos pela geração adulta da época.

Aí, os que foram jovens nos anos 50, vendo o hip-hop dos anos 80, talvez tenham ficado escandalizados com os filhos ouvindo um gênero tratado como sinônimo de violência e marginalidade, ao mesmo tempo em que jogavam videogames apontados como causa de violência, isolamento social e baixo rendimento escolar. Ainda é visto assim, mas ao mesmo tempo é uma indústria bilionária, com competições de e-sports transmitidas para milhões de espectadores.

Como com nossos pais, o padrão se repete.

O novo comportamento é lido pela geração mais velha como sintoma de decadência, um passo atrás na evolução humana. E não como uma linguagem própria de um momento histórico e, aqui, ligado a um momento também tecnológico. Com o tempo, farmar aura pode até ser normalizado e ganhar reconhecimento formal. Ou pode só desaparecer, enquanto o julgamento adulto vai migrar para a próxima moda.

Esse ciclo de estranhamento entre gerações não fica só nas praças, entre adolescentes. Também aparece dentro das empresas, especialmente quando o assunto envolve algum tipo de inovação ou mudança de paradigma. É só ver o que acontece com as ações de diversidade e inclusão. Quantas vezes você já não ouviu de profissionais mais velhos comentários do tipo “no meu tempo a gente só trabalhava, e tudo funcionava muito bem” ou “isso é modismo, vai passar”, associando políticas de D&I a uma espécie de “campeonato de farmar aura corporativo”, com ações vistas como performáticas, feitas para aparecer nas redes sociais da empresa ou só para cumprir pautas da moda, sem gerar resultado prático.

O que uma geração não viveu na sua trajetória profissional costuma ser, de fato, visto como exagero ou frescura. E não como uma resposta a demandas reais de um mercado de trabalho mais diverso e conectado. Assim como o adulto que nunca “farmou aura” enxerga apenas poses sem sentido ou ridículas em uma praça, o gestor que nunca precisou lidar com pautas de representatividade pode enxergar apenas reuniões e relatórios em uma política de inclusão, sem perceber tudo que existe por trás dela.

Se a gente parar para pensar, o mais estranho deveria ser pessoas se incomodando com a forma como outras se divertem.

No caso de competições de farmar aura, como já foi com o rock, quem está de fora se coloca em uma posição de superioridade. Talvez se esquecendo até do seu próprio passado, mas tentando julgar o que vê a partir do seu gosto, o que nunca vai funcionar. Da mesma forma, quem olha para formas novas de gestão cede ao preconceito e se coloca em uma posição de superioridade. E não consegue ver a realidade de outras pessoas colocadas à margem pela falta dessas políticas.

Claro que reduzir toda essa discussão a “gente velha implicando com coisa de gente nova” seria tão simplista quanto ignorar que parte da resistência a essas pautas reproduz o mesmo tipo de estranhamento geracional discutido neste artigo. Mas tudo pode mudar.

Vamos pensar em uma mudança total, por exemplo. Se farmar aura não desaparecer e virar um esporte olímpico, como dizem que pode acontecer em breve com videogames, vai ter gente torcendo em frente da televisão e os medalhistas vão desfilar em carro aberto nas suas cidades. Pode parecer absurdo, mas nem tanto, se a gente pensar que ainda hoje, tem gente que não se conforma que bilhões parem para assistir mais de vinte homens adultos correndo atrás de uma bola por mais de uma hora. Tudo pode mudar e que bom que seja assim.


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Quer saber mais sobre como o fenômeno de farmar aura revela nossos preconceitos diante das novas gerações e até das mudanças dentro das empresas? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Marco Ornellas
https://www.ornellas.com.br/

Confira também: Que Futuro Espera o Mercado de Trabalho?

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Comunicação Interna em Tempos de Excesso de Informação (parte II)

Descubra como reduzir o excesso de informação na comunicação interna com liderança, canais bem definidos e práticas para equipes híbridas. Veja como organizar mensagens e usar a tecnologia para gerar alinhamento, confiança e pertencimento.

Comunicação Interna em Tempos de Excesso de Informação (parte II)

Comunicação Interna em Tempos de Excesso de Informação (parte II)

No artigo passado (leia), falei sobre o impacto do excesso de comunicação na vida de colaboradores e na rotina das empresas. Nessa semana, continuarei falando sobre o mesmo tema e como o excesso de informações pode ser administrado por líderes, trabalhado em equipes híbridas, a eficiência na comunicação interna e o que se esperar de tendências futuras sobre o tema.

Um dos pontos abordados no artigo anterior era de que nem toda comunicação precisa chegar a todos os colaboradores. Mas quem decide qual informação enviar e para quem enviar, muitas vezes, são as lideranças, afinal, eles são os principais multiplicadores da comunicação interna. Por isso é fundamental que saibam filtrar e contextualizar aquilo que é comunicado, além de abrir espaço para dúvidas e feedbacks, sendo possível assim, criar um canal aberto com suas equipes para melhorar a cada dia sua comunicação.

Algumas práticas podem ajudar os líderes nesse processo, são elas: calendários de comunicações, uso consciente dos grupos de mensagens, definição de canais oficiais, resumos semanais ou quinzenais, reuniões rápidas e objetivas (com atas disponíveis para consultas posteriores), pesquisas de feedback para entender o que realmente está sendo absorvido e sendo relevante para os colaboradores.

E quando essa comunicação passa por equipes remotas ou híbridas, é importante dizer que o desafio fica ainda maior.

No trabalho híbrido, é essencial garantir que todos tenham acesso às mesmas informações. Para que você possa incluir de forma efetiva os colaboradores remotos, o uso estratégico das ferramentas digitais torna-se indispensável. Registre e compartilhe previamente os materiais relevantes, disponibilize atas e resumos das reuniões e assegure que o fluxo de informação não dependa da presença física. A comunicação, nesse modelo, precisa ser intencional, estruturada e cuidadosamente planejada. Para isso, pergunte-se:

  • Quem precisa receber essa informação?
  • Qual é o melhor canal?
  • Como confirmar que a mensagem foi compreendida?

No futuro, a tendência é que a inteligência artificial contribua com a personalização de conteúdos, segmente os comunicados, produza interação e conteúdos mais curtos e tenha mais foco na experiência do colaborador. Mas por enquanto, quem decide a  melhor maneira de comunicar ainda  somos nós. Então, independentemente da tecnologia disponível, o pensamento precisa ser: como conectar as pessoas às informações relevantes? A fim de conquistar alinhamento, confiança e sentimento de pertencimento.

Quais são os maiores desafios causados pelo excesso de informação no seu dia a dia? Compartilhe conosco.


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Quer saber mais sobre como tornar a comunicação interna mais eficiente, reduzir o excesso de informação e conectar cada pessoa ao que realmente importa? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Um abraço e até a próxima!

Karine Gomes
http://www.criarecriar.com.br/

Confira também: Comunicação Interna em Tempos de Excesso de Informação (parte I)

Palavras-chave: comunicação interna, excesso de informação, equipes híbridas, inteligência artificial, experiência do colaborador, comunicação interna em tempos de excesso de informação, como reduzir o excesso de informação na comunicação interna, comunicação interna em equipes híbridas, como melhorar a comunicação interna nas empresas, como organizar a comunicação em equipes híbridas
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Nunca Tivemos Tantas Ferramentas para Criar. Por Que Tantas Marcas Parecem Iguais?

Descubra por que tantas marcas parecem iguais mesmo com mais tecnologia, IA e ferramentas de marketing. Entenda como posicionamento de marca, identidade e escolhas estratégicas ajudam seu negócio a se diferenciar sem copiar o mercado.

Posicionamento de Marca: Por Que as Marcas Parecem Iguais?

Nunca Tivemos Tantas Ferramentas para Criar. Por Que Tantas Marcas Parecem Iguais?

Recentemente, estive em Vitória, a convite da Aeskins, empresa brasileira que atua no mercado de biotecnologia voltada à saúde, estética e bem-estar, para conversar sobre marketing estratégico com empresários e profissionais da área.

Comecei o encontro fazendo uma pergunta aparentemente simples: como você se apresenta?

As respostas normalmente começam pelo que fazemos. Profissão, especialidade, empresa, formação, cargo.

Carrego comigo, porém, uma convicção: o que fazemos pode ser transitório. Cargos mudam, empresas mudam, carreiras tomam novos rumos. Quem somos atravessa essas mudanças e permanece na memória das pessoas.

Por isso, antes de pensar em como queremos ser percebidos, precisamos compreender quem somos e o que, de fato, nos diferencia.

Foi a partir daí que chegamos a uma contradição que considero especialmente relevante para quem lidera um negócio hoje.

Nunca foi tão fácil fazer marketing. E talvez nunca tenha sido tão difícil fazer marketing.

Temos inteligência artificial, dados, automação, plataformas de comunicação, ferramentas de criação e acesso quase ilimitado a referências. Podemos acompanhar tendências em tempo real, estudar empresas do outro lado do mundo e, além disso, descobrir em poucos minutos o que nossos concorrentes estão fazendo.

Recursos que antes dependiam de grandes estruturas, equipes especializadas ou investimentos consideráveis estão disponíveis para empresas dos mais diferentes portes.

Nunca tivemos tantas possibilidades para criar.

Curiosamente, basta observar o mercado para perceber que isso nem sempre está produzindo mais diferenciação. Em alguns setores, acontece justamente o contrário.

Marcas começam a utilizar a mesma linguagem, seguir os mesmos formatos, falar dos mesmos assuntos e reproduzir códigos estéticos muito semelhantes.

E talvez parte da explicação esteja em um comportamento bastante humano: a comparação.

Existe um velho ditado segundo o qual a grama do vizinho sempre parece mais verde. Para quem lidera uma empresa hoje, talvez nunca tenha sido tão fácil chegar a essa conclusão.

O concorrente está a um clique de distância. Vemos seu lançamento, a nova sede, a campanha que funcionou, o evento lotado, o crescimento celebrado no LinkedIn, o reconhecimento recebido, a estratégia comentada em um podcast.

O que raramente aparece com a mesma facilidade são os bastidores.

Não vemos todas as tentativas que deram errado, o investimento realizado, as circunstâncias daquele negócio, as competências da equipe, as decisões difíceis ou o tempo necessário para chegar àquele resultado.

Ainda assim, é muito fácil comparar a realidade inteira da nossa empresa com uma pequena parte cuidadosamente selecionada da realidade do outro.

E a comparação começa a influenciar escolhas.

Uma empresa lança determinado produto porque o concorrente lançou. Outra muda sua comunicação porque determinada linguagem parece estar funcionando. Negócios incorporam serviços, experiências e tendências porque o mercado aparenta caminhar naquela direção.

Pouco a pouco, a pergunta “o que faz sentido para o nosso negócio?” corre o risco de ser substituída por “o que está funcionando para eles?”.

Foi justamente essa reflexão que levei ao encontro em Vitória:

Se todo mundo está olhando para todo mundo para decidir o que fazer, quem está olhando para dentro para decidir quem quer ser?

Talvez a comparação seja um dos piores roubos de identidade do nosso tempo.

Para quem trabalha com estratégia, observar o mercado é indispensável. Benchmarking existe por uma boa razão. Estudar boas práticas, concorrentes e outros setores amplia a visão e ajuda assim a identificar possibilidades.

Mas existe uma fronteira importante entre aprender com o mercado e permitir que ele determine quem você deve ser.

Na apresentação, resumimos essa diferença em uma frase:

“Você pode olhar para o mercado para entender o cenário. Mas não pode olhar para o mercado para descobrir quem você é.”

Com a inteligência artificial, essa discussão ganhou uma nova dimensão. Se empresas consultam fontes semelhantes, acompanham as mesmas tendências e utilizam ferramentas parecidas, então o risco de encontrar respostas cada vez mais iguais também aumenta.

É justamente aí que posicionamento ganha valor.

Posicionar é escolher. É compreender para quem queremos ser relevantes, qual lugar desejamos ocupar e o que estamos dispostos a deixar de fazer para permanecer coerentes com essa escolha.

No início daquele encontro em Vitória, perguntei como cada pessoa se apresentava.

Talvez a pergunta que líderes e empresários precisem levar para suas empresas seja igualmente simples:

Quem somos e por que alguém deveria nos escolher?

Em um futuro com mais tecnologia, mais informação e mais possibilidades, encontrar respostas será cada vez mais fácil.

O verdadeiro desafio será construir negócios que evoluam sem perder aquilo que os torna reconhecíveis, relevantes e, sobretudo, únicos.


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Um grande abraço,

Queila Fonini
Fundadora e CEO da Aviah Soluções Empresariais
https://www.aviah.com.br

Confira também: O Que Oito Anos de Transformação na Saúde Revelam Sobre o Futuro

Palavras-chave: posicionamento de marca, marcas, marketing estratégico, inteligência artificial, identidade, diferenciação, marcas parecem iguais, por que marcas parecem iguais, como fortalecer a identidade da sua marca, como diferenciar sua marca no mercado, como criar um posicionamento de marca, como usar inteligência artificial sem perder a identidade da marca, a importância do posicionamento de marca
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Mensalidade Escolar: O Reajuste de 2027 Precisa Caber no Orçamento, Não o Contrário

Mensalidade escolar mais cara em 2027? Descubra como avaliar o reajuste, negociar com a escola e reorganizar o orçamento sem comprometer prioridades, projetos, sonhos e a segurança financeira da família.

Mensalidade Escolar 2027: Como Se Planejar para o Reajuste?

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A cada ano, o período de matrículas e rematrículas nas escolas particulares traz uma preocupação recorrente para as famílias: quanto vai custar manter os filhos na instituição escolhida? Para 2027, os levantamentos do setor apontam reajustes que, em muitos casos, devem ficar entre 7% e 11%. Em um cenário de orçamento doméstico já pressionado, esse aumento pode representar um desafio importante.

Mas acredito que o principal erro seja olhar para o reajuste apenas quando ele chega. O planejamento precisa começar antes. Afinal, mais importante do que saber quanto a escola pretende aumentar a mensalidade é entender quanto a família pode efetivamente destinar à educação sem comprometer outras necessidades, projetos e sonhos.

Costumo dizer que o orçamento é o GPS financeiro da família. Ele precisa mostrar o caminho e, principalmente, indicar se determinada escolha é sustentável ao longo do tempo.

Por isso, antes de conversar com a escola, recomendo que os pais façam um diagnóstico completo das próprias finanças. É preciso colocar no papel as receitas, as despesas e os compromissos já assumidos. Só assim será possível identificar quanto realmente pode ser destinado à educação e quais ajustes serão necessários caso a mensalidade aumente.


Informação também ajuda a tomar decisões

Mesmo que a intenção seja permanecer na escola atual, considero importante pesquisar outras possibilidades. Minha recomendação é que os pais conheçam pelo menos cinco instituições próximas e comparem mensalidades, proposta pedagógica, estrutura, atividades e benefícios oferecidos.

Isso não significa que a família necessariamente deva trocar de escola. A pesquisa serve, antes de tudo, para ampliar o conhecimento sobre o mercado.

Quando sabemos quanto outras instituições cobram e o que oferecem, passamos a ter melhores condições para avaliar se o valor pago atualmente é compatível com aquilo que recebemos. E essa informação também pode ser importante no momento de negociar.


Os filhos também precisam participar da conversa

Quando existe a possibilidade de mudança, não podemos ignorar que essa decisão também afeta crianças e adolescentes. Por isso, considero importante conversar com os filhos, entender se estão satisfeitos com a escola atual e explicar que existem alternativas.

Os pais continuam sendo responsáveis pela decisão, naturalmente. Mas os filhos podem participar do processo e compreender que toda escolha envolve prioridades e consequências.

Essa conversa também é uma oportunidade de educação financeira. Desde cedo, crianças e adolescentes precisam entender que os recursos são limitados e que uma família precisa fazer escolhas sobre onde utilizar o dinheiro.


Negocie antes que o problema apareça

Depois de conhecer o próprio orçamento e pesquisar alternativas, chega o momento de conversar com a escola. E minha recomendação é não deixar isso para a última hora. É possível verificar a existência de descontos, bolsas, condições diferenciadas de pagamento, benefícios para irmãos ou vantagens para quem consegue antecipar parcelas.

Quanto mais cedo a família procurar a escola, maior será o tempo para avaliar possibilidades e negociar. Se houver alguma mudança relevante na situação financeira, como perda de emprego, redução de renda ou aumento inesperado de despesas, também considero importante apresentar essa realidade de forma transparente. A negociação tende a ser mais produtiva quando existe informação dos dois lados.


Se a escola for prioridade, é preciso reorganizar as despesas

Também acredito que não exista uma resposta única para todas as famílias. Em alguns casos, mesmo com o reajuste, permanecer na escola atual será uma prioridade. Se essa for a decisão, o caminho é olhar novamente para o orçamento e identificar onde é possível reduzir excessos. Gastos com supermercado, assinaturas, lazer, vestuário, consumo de energia e outros itens podem ser revisados.

Não estou falando em sacrificar a qualidade de vida da família. A proposta é fazer com que o dinheiro seja direcionado de maneira mais consciente. Quando uma família define uma prioridade, precisa encontrar espaço no orçamento para realizá-la. Muitas vezes, pequenos ajustes em diferentes despesas são suficientes para preservar aquilo que realmente importa.


Cuidado com o desconto que custa caro

Outro ponto que merece atenção é a possibilidade de antecipar pagamentos para conseguir descontos. Um desconto à vista pode, de fato, ser vantajoso. Mas não considero saudável utilizar a reserva financeira destinada a emergências apenas para conseguir uma redução na mensalidade.

Um desconto pode parecer muito interessante no momento, mas perderá o sentido se, diante de um imprevisto, a família não tiver dinheiro disponível para enfrentá-lo. O dinheiro precisa ter uma função definida dentro do planejamento familiar. A reserva de emergência existe justamente para proteger a família diante de situações que não podem ser previstas.


O reajuste pode ser uma oportunidade de aprendizado

Mais do que discutir o valor da mensalidade, acredito que podemos utilizar o período de matrícula para colocar em prática importantes princípios da educação financeira.

Na Metodologia DSOP, trabalhamos com quatro pilares: Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar. Eles ajudam a transformar decisões financeiras em escolhas conscientes e planejadas.

O diagnóstico mostra a realidade. O sonho estabelece aquilo que queremos alcançar. O orçamento indica quanto podemos destinar a cada objetivo. E o poupar cria as condições para que os projetos sejam realizados.

A escolha da escola dos filhos também pode passar por esse processo. Por isso, não devemos tratar a mensalidade escolar simplesmente como mais uma conta a ser paga. É uma decisão que envolve educação, qualidade de vida, planejamento e prioridades familiares.

Antes de decidir onde o filho vai estudar em 2027, é preciso saber quanto essa escolha representa no orçamento e quais ajustes serão necessários para que ela seja sustentável durante todo o ano.

No fim, acredito que essa seja uma das principais lições que podemos transmitir aos nossos filhos: dinheiro não é apenas uma questão de quanto ganhamos, mas de como fazemos escolhas com os recursos que temos.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como planejar a mensalidade escolar de 2027 sem deixar que o reajuste comprometa o orçamento, os sonhos e a segurança financeira da sua família? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Um grande abraço,

Reinaldo Domingos
PhD em Educação do Comportamento Financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira e da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN)
https://www.dsop.com.br

Confira também: Aluguel Consignado e o Risco de Comprometer o Futuro em Parcelas

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Quem Disse que, para Crescer na Carreira e Ser Valorizado, Você Precisa Liderar?

Será que crescer na carreira exige liderar pessoas? Descubra por que sucesso profissional pode seguir caminhos muito diferentes e como escolhas, recomeços e desenvolvimento podem redefinir o que significa ser valorizado.

Crescer na Carreira: Você Precisa Mesmo Liderar?

Quem Disse que, para Crescer na Carreira e Ser Valorizado, Você Precisa Liderar?

Quem disse que, para crescer na carreira e ser valorizado, precisamos liderar uma equipe, uma empresa ou ocupar cargos de destaque?

Crescer pode significar assumir uma posição maior, mas também pode significar tornar-se um profissional melhor em diversos sentidos.

Pode significar aprofundar conhecimentos, assumir novas atividades, experimentar novas profissões, desenvolver competências, conquistar autonomia, realizar projetos mais complexos, encontrar mais sentido no trabalho ou simplesmente alcançar um nível de excelência que antes parecia impossível.

Crescer não significa, necessariamente, construir uma carreira linear.

E talvez exista algo ainda mais importante que poucas pessoas reconhecem: crescer também pode significar voltar para trás.

Ao longo da vida, podemos fazer pausas. Podemos deixar uma carreira por questões pessoais, familiares ou por escolhas que, naquele momento, fazem sentido para nós. Podemos mudar de profissão, aceitar uma função diferente, recomeçar em outro lugar ou até ocupar, temporariamente, uma posição que poderia parecer um passo para trás aos olhos de quem observa apenas o cargo.

Mas será que é realmente um retrocesso?

Nem sempre.

Às vezes, aquilo que parece um recuo no currículo é justamente o período em que adquirimos novas experiências, desenvolvemos outras habilidades, descobrimos competências que não sabíamos possuir e passamos a enxergar o trabalho e a própria vida sob outra perspectiva.

A experiência não desaparece quando mudamos de caminho. Ela se transforma em repertório.

Durante décadas, fomos ensinados a associar crescimento profissional à ascensão. A carreira ideal parecia uma escada: entrar, aprender, assumir responsabilidades, crescer, liderar, ocupar posições maiores.

Mas hoje o cenário mudou.

A transformação das carreiras já aconteceu, mas parte das nossas crenças sobre o que significa “crescer” ainda permanece presa ao modelo antigo.

Hoje, cada vez mais, as pessoas constroem suas trajetórias combinando experiências, conhecimentos, habilidades, competências, interesses, projetos, oportunidades e propósitos que fazem sentido para cada uma delas.

Há quem queira liderar pessoas, empreender, tornar-se uma referência técnica ou aprofundar-se em uma área. Outros encontram realização em projetos específicos, mudam completamente de profissão ao longo da vida ou fazem pausas e depois retomam. Há ainda quem precise dar dois passos para trás para, mais adiante, descobrir um caminho que nunca teria encontrado se tivesse continuado seguindo em linha reta.

São diferentes formas de construir uma trajetória profissional.

O que talvez ainda não tenha mudado na mesma velocidade são algumas das nossas crenças sobre o que significa crescer.

Ainda existe, em muitos ambientes, uma espécie de escada invisível.

E, nela, parece que subir é sempre melhor do que permanecer. Que liderar é sempre melhor do que executar e que ter mais pessoas sob sua responsabilidade significa, necessariamente, ter mais valor. Parece também que um cargo maior representa uma pessoa mais bem-sucedida e que a visibilidade acaba sendo confundida com relevância.

Mas será que essa régua ainda faz sentido?


Quando a carreira deixa de ser uma escada

Essa mudança na forma de compreender a carreira não é apenas uma percepção contemporânea. Ela vem sendo estudada há décadas e ganhou novas perspectivas nos últimos anos.

Douglas Hall, ao desenvolver o conceito de carreira proteana, propôs uma visão em que a trajetória profissional é cada vez mais autodirigida e orientada por valores pessoais e critérios próprios de realização. Nessa perspectiva, o sucesso não precisa ser definido apenas por indicadores externos, como salário ou posição hierárquica, mas também pelo chamado sucesso psicológico: aquilo que a própria pessoa reconhece como realização em sua trajetória.

A ideia ganhou força na literatura posterior. Em 2024, Scott Seibert, Jos Akkermans e Cheng-Huan Liu publicaram uma revisão crítica sobre o sucesso de carreira contemporâneo e destacaram justamente a necessidade de compreender conjuntamente suas dimensões objetiva e subjetiva, além de fatores como capital humano, redes de relacionamento, autogestão da carreira e mudanças nas formas de trabalho.

Isso muda a pergunta.

Em vez de perguntar apenas: “Até onde você chegou?”

Podemos perguntar: “O que representa sucesso para você?”

  • Para alguém, crescer pode significar chegar à diretoria.
  • Para outro, tornar-se o melhor especialista de sua área.
  • Para alguém, construir um negócio próprio.
  • Para outro, conquistar autonomia para escolher os projetos em que deseja trabalhar.
  • Para alguém, liderar uma grande equipe pode representar realização.
  • Para outro, a realização pode estar justamente em desenvolver profundamente seu conhecimento técnico e entregar um trabalho de excelência.

Existem diferentes critérios de sucesso.

E reconhecer isso não diminui a importância da liderança. Apenas amplia a compreensão sobre o que significa crescer.


E quando precisamos voltar?

É aqui que entra outro conceito importante estudado pela psicologia vocacional: a adaptabilidade de carreira.

Rudolph, Lavigne e Zacher realizaram uma meta-análise publicada no Journal of Vocational Behavior que reuniu 90 estudos sobre o tema. Os resultados mostraram associações significativas entre adaptabilidade de carreira e diversos resultados profissionais e de vida, incluindo identidade profissional, satisfação, empregabilidade, desempenho, empreendedorismo e satisfação com a vida.

Em outras palavras, a capacidade de lidar com tarefas, transições e mudanças ao longo da trajetória profissional não é necessariamente sinal de falta de planejamento.

Pode ser uma competência.

Uma pessoa pode planejar uma trajetória e, anos depois, perceber que precisa mudá-la. Pode fazer uma pausa para cuidar da família, mudar de profissão, empreender, voltar ao mercado ou aceitar uma função diferente. Nesse processo, pode descobrir novas habilidades e perceber que aquilo que fazia sentido aos 25 anos já não faz aos 45.

E tudo isso pode fazer parte da construção de uma carreira. E não digo isso da minha cabeça.

Uma segunda meta-análise, também publicada no Journal of Vocational Behavior, analisou 76 estudos sobre as quatro dimensões da adaptabilidade de carreira: preocupação com o futuro, controle, curiosidade e confiança. O estudo encontrou relações dessas dimensões com resultados como satisfação e desempenho no trabalho.

Isso nos ajuda a olhar de outra maneira para aquilo que, muitas vezes, chamamos de “mudança de rumo”.

Uma pausa não precisa significar interrupção, assim como uma mudança de profissão não precisa significar fracasso. Da mesma forma, um retorno a uma posição diferente não precisa representar retrocesso. E uma trajetória que não segue uma linha reta não significa, necessariamente, falta de planejamento.

Pode significar adaptação, aprendizagem, escolha e crescimento.

Uma revisão publicada em 2024 por Jos Akkermans e outros pesquisadores analisou 93 estudos quantitativos longitudinais sobre transições de carreira e identificou que a pesquisa ainda havia se concentrado excessivamente em transições consideradas normativas e previsíveis, enquanto transições mais particulares, ou idiossincráticas, permaneciam menos exploradas.

Talvez seja justamente aí que esteja uma das maiores mudanças que precisamos fazer também em nossa forma de olhar para as pessoas.

Nem toda trajetória que foge do padrão está errada.

Às vezes, ela apenas não cabe no padrão.


O grande quebra-cabeça

Se olharmos para o campo profissional como um grande quebra-cabeça, perceberemos que ele não é formado por peças iguais.

Precisamos de quem pense, de quem crie, de quem execute, de quem cuide, de quem produza, de quem venda, de quem organize, de quem analise, de quem resolva problemas. E, sim, também de quem lidere.

Nenhuma dessas contribuições existe isoladamente.

É a combinação delas que faz o sistema funcionar.

Uma pequena peça pode estar escondida dentro de uma engrenagem e, ainda assim, ser essencial para que todo o mecanismo continue funcionando.

Talvez seja justamente por isso que uma organização — e a própria sociedade — não precise que todas as pessoas sigam o mesmo caminho.

Uma pessoa pode ter escolhido uma profissão aos 18 anos e descobrir, aos 35, que deseja fazer outra coisa. Outra pode interromper sua carreira para cuidar da família e voltar anos depois em uma nova função. Alguém pode passar décadas como especialista e, em determinado momento, decidir que faz sentido liderar, enquanto outra pessoa pode experimentar a liderança e descobrir que sua maior realização está justamente na especialização. Também é possível empreender, voltar a trabalhar em uma organização e mudar novamente.

A escolha feita no passado não precisa aprisionar a pessoa no futuro.

E talvez essa seja uma das maiores riquezas de uma trajetória: poder levar consigo aquilo que foi aprendido, mesmo quando se muda de caminho.

Podemos recomeçar sem começar do zero.


E onde entra a liderança?

Em um artigo publicado em abril de 2026, Pedro Janot refletiu justamente sobre o futuro das carreiras e sobre o papel da liderança diante dessas transformações. Em determinado momento, escreveu:

“A liderança deixa de ser guardiã da escada e passa a ser curadora de caminhos.”

A reflexão de Janot está voltada ao papel da liderança nesse novo cenário. Mas a frase também nos permite avançar para outra pergunta:

Se já não existe uma única escada, por que continuamos usando a altura do degrau como principal medida de crescimento?

Liderar continua sendo uma forma importante de contribuir.

Liderar pessoas exige competências, responsabilidade, maturidade, capacidade de decisão e disposição para responder não apenas pelo próprio resultado, mas também pelo desenvolvimento e pelos resultados de outras pessoas.

Não se trata, portanto, de diminuir a liderança, mas de tirar da liderança o peso de ser o único destino considerado legítimo para quem deseja crescer.

Porque nem todo excelente especialista precisa se tornar gestor, nem todo bom executor precisa desejar comandar uma equipe, nem todo empreendedor precisa querer construir uma grande corporação.

E nem todo profissional precisa estar nos holofotes.

Isso não significa falta de ambição. Afinal, existe uma forma de ambição que não busca necessariamente poder ou posição: ela busca excelência.

Eu sempre digo: o importante é você levantar da cama todos os dias disposto a dar o seu melhor em tudo o que se propuser fazer ao longo do dia e da sua vida.

Desde uma tarefa simples até um desafio complexo, passando por aquilo que fazemos naturalmente bem e por aquilo que ainda precisamos aprender.

Nem sempre teremos habilidade ou prazer imediato em tudo o que fazemos. Mas dedicação, curiosidade, disciplina e disposição para aprender podem transformar até atividades inicialmente difíceis em algo mais possível, mais leve e, muitas vezes, significativo.

Porque a grandeza de uma entrega não está necessariamente na complexidade da tarefa, mas na forma como escolhemos realizá-la.


Afinal, o que é crescer?

Talvez precisemos parar de olhar para a carreira como uma escada e começar a enxergá-la como um caminho. Um caminho com curvas, pausas, recomeços, escolhas, mudanças de direção, com momentos em que avançamos e outros em que precisamos voltar, com oportunidades que não estavam previstas, com experiências que só descobrimos porque tivemos coragem de sair da rota original.

E, principalmente, um caminho no qual não existe uma única forma de chegar a algum lugar.

Você pode querer liderar uma equipe, liderar uma empresa, ser uma referência técnica, empreender, cuidar da família, fazer um trabalho que tenha mais significado ou até mesmo construir uma carreira linear. Todas essas escolhas podem fazer sentido.

O importante é que a escolha seja consciente e que você não esteja vivendo uma carreira apenas porque aprendeu que aquela era a única maneira de ser considerado bem-sucedido.

Talvez crescer não seja descobrir até onde conseguimos subir, mas descobrir até onde podemos nos desenvolver, contribuir e realizar aquilo que realmente importa para nós.

Porque, no grande quebra-cabeça da vida profissional, nem todas as peças precisam ocupar o mesmo lugar para que o conjunto faça sentido.

E talvez a pergunta que valha a pena levar para a próxima manhã não seja: “Até onde eu consegui subir?”

Mas: “Quem estou me tornando e que valor sou capaz de entregar com aquilo que aprendi ao longo do caminho?”

Espero que essas reflexões toquem seu coração e contribuam para a construção de novas crenças alinhadas ao que, de fato, faz sentido para você neste momento.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como crescer na carreira sem deixar que cargos, liderança ou antigas ideias de sucesso definam o único caminho possível para você? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Um grande abraço e até a próxima reflexão!

Graziela Heusser Azeredo
https://www.linkedin.com/in/grazielaheusserazeredo/

Confira também: O Que Realmente Faz Alguém Ser Reconhecido como Líder?


Referências (caso queira se aprofundar):

Hall, D. T. — The Protean Career: A Quarter-Century Journey. Journal of Vocational Behavior, 2004.

Ng, T. W. H.; Feldman, D. C. — Subjective Career Success: A Meta-Analytic Review. Journal of Vocational Behavior, 2014. A análise reuniu 216 amostras, totalizando 94.090 participantes.

Rudolph, C. W.; Lavigne, K. N.; Zacher, H. — Career Adaptability: A Meta-Analysis of Relationships with Measures of Adaptivity, Adapting Responses, and Adaptation Results. Journal of Vocational Behavior, 2017. 90 estudos analisados.

Rudolph, C. W.; Lavigne, K. N.; Katz, I. M.; Zacher, H. — Linking Dimensions of Career Adaptability to Adaptation Results: A Meta-Analysis. Journal of Vocational Behavior, 2017. 76 estudos analisados.

Akkermans, J.; da Motta Veiga, S. P.; Hirschi, A.; Marciniak, J. — Career Transitions Across the Lifespan: A Review and Research Agenda. Journal of Vocational Behavior, 2024. 93 estudos longitudinais analisados.

Seibert, S.; Akkermans, J.; Liu, C.-H. — Understanding Contemporary Career Success: A Critical Review. Annual Review of Organizational Psychology and Organizational Behavior, 2024.

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Resiliência

Faça de cada limão, uma limonada! Resiliência é a capacidade de se resistir flexivelmente às adversidades e dificuldades, utilizando-as para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.

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O sucesso de uma mulher está em ser mulher!

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.

E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.

Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.

Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:

  • Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
  • Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.

E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.

Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.

Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.

Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.

O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.

Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.

Mas, é possível e já vi milagres.

Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.

Acreditar na Mulher que há dentro de você.

Sucesso e Feliz Dia da Mulher!

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Não concretizou uma meta? É preciso agora ter coragem para fazer mudanças drásticas!

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida.

A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.

E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.

Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.

Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.

A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.

Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.

Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.

Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.

Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.

Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.

E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?

Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?

Chega de Síndrome de Felipão, né?

Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.

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Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Quando buscamos algo melhor, criamos a mudança, pois desejamos que coisas melhores ocorram. Mas há também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora?

Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…

Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.

Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.

Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.

Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.

Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…

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Sem Comprometimento não há avanços na vida e nem sucesso!

Qual é o seu grau de comprometimento em realizar algo? Um dos maiores problemas de uma pessoa é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

Responda rápido a minha pergunta:

– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?

Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:

– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?

Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.

Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.

Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.

E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?

Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.

O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.

Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?

Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.

Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.

Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:

Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.

Para ajudar, significado de Comprometimento:

“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.

Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!

Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.

É por ai. Boa semana!

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O Poder do Bom Dia e Obrigado

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado. Quem não gostaria de ouvir este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.

Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.

Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.

Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?

Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.

Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?

Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?

Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.

A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.

Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.

Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.

O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.

Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.

Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.

Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.

Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.

Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.

Pense nisso.

Te desejo um bom dia e obrigada.

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Procrastinando? Então continue!

Sabe aquilo que você já sabe que tem que fazer e não faz? É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que nunca rola por que você não toma a iniciativa.

É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.

Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”

E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.

Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?

O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.

Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.

Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…

Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:

1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?

Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.

2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.

Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.

3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?

4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.

5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.

6º passo: Faça.

Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.

E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.

Com amor e com alma,

Karinna

PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.

PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.

Obrigada!

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Você sabe o que é Inteligência Espiritual?

A maior parte das pessoas já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. E sobre Inteligência Espiritual? Será que a Inteligência Emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? O que você pensa a respeito?

Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?

Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação.  Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.

O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.

Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.

Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.

As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.

E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!

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