Como Será a Formação do Caráter com Base nas Condições Socioculturais do Século 21
Há uma pergunta que atravessa silenciosamente consultórios, salas de aula, empresas, famílias e redes sociais: o que o século 21 está fazendo com o caráter humano — e o que nós estamos fazendo com ele? Não falo aqui de “moralismo” (que costuma ser uma tentativa de controlar o outro), mas de formação de caráter como estrutura interna, isto é, a capacidade de sustentar escolhas, afetos e responsabilidades sob pressão, ambiguidade e mudança.
O século 21 impôs uma espécie de “novo clima psíquico”. Vivemos sob excesso de estímulo, hiperconectividade, comparação social permanente, economia da atenção, polarização afetiva, crises de sentido e um paradoxo intrigante: estamos tecnicamente conectados como nunca e, ao mesmo tempo, existencialmente sós com frequência. Esse caldo sociocultural não apenas influencia comportamento; ele modela desejos, ansiedades, defesas e identidades. Logo, ele também modela — ou deforma — o caráter.
Diante disso, a questão que orienta este artigo é direta: qual visão psicólogos, psicanalistas, terapeutas e coaches precisam ter para ajudar a humanidade? Minha resposta é igualmente direta: precisamos de uma visão integrativa, ética e civilizatória do cuidado humano — uma visão que compreenda o caráter não como “traço fixo”, mas como processo formativo, continuamente tensionado pelo contexto sociocultural e pelas narrativas que capturam a subjetividade.
A seguir, proponho um mapa de formação do caráter no século 21, baseado em dez qualidades fundamentais: resiliência psicológica, empatia, integridade, autenticidade, responsabilidade, curiosidade intelectual, autoconhecimento, flexibilidade psíquica, generosidade e capacidade de amar. Não como lista “bonita”, mas como competências existenciais — e, em muitos casos, como conquistas contra a corrente.
O século 21 e a nova engenharia do eu
Antes de falar das qualidades do caráter, precisamos encarar o cenário: o século 21 não “educa” apenas por escolas e famílias; ele educa por algoritmos, consumo, cultura do desempenho, ideais de imagem e narrativas rápidas. E isso muda o modo como as pessoas se percebem.
Hoje, muita gente aprende a viver como se estivesse sempre numa vitrine: o eu como produto, a vida como “portfólio”, a dor como “falha de performance”, o silêncio como “perda de tempo”. A subjetividade, nessas condições, tende a oscilar entre dois extremos:
- Fragilidade e ansiedade (pela necessidade de validação e pela instabilidade do sentido);
- Defesas endurecidas (cinismo, agressividade, indiferença, intelectualização vazia, identidades blindadas).
Formar caráter, portanto, não será ensinar “boas maneiras”. Será sustentar, com método e humanidade, a reconstrução de um eu capaz de sentir sem colapsar, pensar sem se desumanizar e agir sem se trair.
A visão necessária para ajudar a humanidade: do indivíduo ao vínculo, do vínculo à cultura
Psicólogos, psicanalistas, terapeutas e coaches, se quiserem ajudar de fato a humanidade (e não apenas adaptar pessoas a um sistema doente), precisam sustentar três eixos de visão:
1. Visão de profundidade (psíquica):
O sintoma não é apenas um problema; muitas vezes é um modo de sobrevivência. Há sofrimento que nasce de traumas, de vínculos precários, de defesas antigas, de repetição inconsciente. Ajudar não é “consertar rápido”; é dar linguagem ao que estava mudo e reorganizar a vida a partir de uma verdade suportável.
2. Visão de complexidade (sociocultural):
Não existe sujeito fora do mundo. O caráter do século 21 é formado em meio a desigualdades, hiperexigência, aceleração, precarização de vínculos e disputas narrativas. A clínica, a terapia e o coaching que ignoram isso correm o risco de virar mecanismo de culpabilização do indivíduo.
3. Visão ética (civilizatória):
A pergunta não é apenas “como alcançar metas?”, mas que tipo de humano estamos formando ao alcançar metas? Há uma diferença profunda entre autonomia e autoexploração, entre disciplina e punição, entre motivação e compulsão. Ajudar a humanidade exige um compromisso com a dignidade psíquica e com o valor do outro como outro.
Essa visão é o fundamento para o que vem agora: as qualidades formadoras do caráter.
10 Qualidades do Caráter no Século 21 (E Por Que Elas São Tão Difíceis Hoje)
1. Resiliência psicológica: a arte de não quebrar — e nem endurecer
Resiliência não é sorrir para a tragédia, nem “positividade tóxica”. É capacidade de metabolizar frustração, reconstruir sentido e seguir adiante sem perder a sensibilidade.
No século 21, a resiliência é atacada por dois fenômenos:
- a cultura do imediato (que reduz tolerância à espera e à frustração);
- e a cultura do espetáculo (que transforma sofrimento em imagem e comparação).
Formar resiliência implica ensinar (e viver) uma verdade simples: a vida tem atrito. E o caráter nasce da forma como atravessamos o atrito.
2. Empatia: sentir com o outro sem virar refém do outro
Empatia é competência sofisticada: exige percepção emocional, imaginação moral e limites. O mundo de hoje, polarizado e acelerado, transforma o outro em rótulo. E onde há rótulo, a empatia morre.
Profissionais do cuidado precisam compreender que empatia não é “concordar”: é compreender o humano no outro, inclusive quando discordamos. Isso é decisivo para reduzir violência simbólica e restaurar o espaço do diálogo.
3. Integridade: a espinha dorsal invisível
Integridade é coerência entre valores, discurso e prática — principalmente quando ninguém está vendo. No século 21, a integridade sofre com a normalização do “jeitinho”, com a relativização moral e com identidades performáticas.
Formar integridade é formar consciência, não “imagem”. É sustentar escolhas que custam. E, sim, a integridade custa — porque ela cobra renúncias.
4. Autenticidade: ser real sem ser bruto, ser singular sem ser narcisista
Autenticidade virou slogan: “seja você mesmo”. Mas o século 21 frequentemente confunde autenticidade com impulsividade ou com espetáculo do eu.
Autenticidade madura é outra coisa:
- reconhecer sombras;
- sustentar contradições;
- escolher com base em verdade interna;
- e ainda assim respeitar o mundo comum.
O caráter se forma quando a pessoa consegue dizer: “isto é meu” — sem precisar humilhar o outro para existir.
5. Responsabilidade: recuperar o “eu respondo por mim” em tempos de terceirização psíquica
Responsabilidade é a capacidade de assumir autoria: do que faço, do que deixo de fazer e do que repito.
Hoje, é comum terceirizar: culpa do algoritmo, do governo, do pai, do ex, da infância, da empresa. Tudo isso pode ser real, mas o amadurecimento acontece quando a pessoa pergunta: o que eu faço com o que fizeram de mim?
Essa pergunta é ponto de virada. Ela transforma queixa em caminho.
6. Curiosidade intelectual: antídoto contra fanatismo e simplificação
Curiosidade intelectual não é acúmulo de informação. É amor pela pergunta, paciência com a dúvida e abertura para revisão de crenças. O século 21, com excesso de dados e pouca profundidade, produz convicções rápidas.
Formar caráter hoje exige restaurar o valor do pensamento:
- ler com calma;
- conversar sem vencer;
- estudar sem ostentar;
- reconhecer ignorância sem vergonha.
Sem curiosidade, a pessoa vira presa fácil de ideologias, seitas e “verdades prontas”.
7. Autoconhecimento: enxergar o próprio teatro interno
Autoconhecimento não é um espelho bonito; é um espelho honesto. É reconhecer padrões de repetição, mecanismos de defesa, feridas, desejos e medos. No século 21, muitas pessoas constroem uma identidade por fora (perfil, imagem, performance) e vivem desconectadas por dentro.
A tarefa do cuidado humano é ajudar o sujeito a fazer a travessia: do personagem ao autor. Não para “controlar tudo”, mas para habitar a própria vida com mais consciência.
8. Flexibilidade psíquica: mudar sem perder o eixo
Flexibilidade psíquica é capacidade de se adaptar, rever rotas, lidar com ambivalências e negociar conflitos internos. Ela é vital numa época de mudanças rápidas.
Mas flexibilidade não é virar gelatina moral. Ela só existe quando a pessoa tem um eixo: valores, propósito, vínculos, responsabilidade. O caráter do futuro precisará ser uma combinação rara: firmeza de princípios + elasticidade de estratégias.
9. Generosidade: sair do eu sem abandonar o eu
A cultura do desempenho tende a produzir vidas autocentradas: “minha carreira”, “minha marca”, “minha produtividade”. Generosidade, nesse contexto, é subversiva: ela recoloca o outro como realidade.
Generosidade não é autoanulação. É capacidade de doar tempo, atenção, escuta e recursos sem transformar isso em moeda de reconhecimento. Um caráter generoso é aquele que não vive apenas para extrair do mundo, mas também para restituir.
10. Capacidade de amar: a competência mais revolucionária
Amar, aqui, não é romantização. É capacidade de vínculo: presença, cuidado, responsabilidade afetiva, tolerância às diferenças, construção de confiança. O século 21 trouxe facilidade de contato e dificuldade de permanência. Relacionamentos viraram descartáveis; pessoas viraram opções.
Ajudar a humanidade exige reconstruir a capacidade de amar — porque a saúde mental não é só intrapsíquica; ela é relacional. Um sujeito pode até funcionar sozinho, mas dificilmente floresce sozinho.
O papel dos profissionais do cuidado: não adaptar pessoas ao adoecimento da época
Uma das tentações contemporâneas é usar psicologia, terapia, psicanálise e coaching como ferramentas de adaptação: fazer a pessoa render mais, aguentar mais, calar mais, suportar o insuportável.
Mas se quisermos realmente ajudar a humanidade, precisamos fazer o inverso:
- ajudar a pessoa a reconhecer o que a adoece;
- recuperar sua dignidade emocional;
- formar caráter para que ela sustente escolhas melhores;
- e, a partir disso, melhorar vínculos, ambientes, organizações e cultura.
O caráter não é uma “coisa dentro do indivíduo”; é uma força que transborda para o mundo. Quanto mais pessoas desenvolvem resiliência, empatia, integridade, autenticidade, responsabilidade, curiosidade intelectual, autoconhecimento, flexibilidade psíquica, generosidade e capacidade de amar, mais o século 21 deixa de ser apenas uma era de tecnologia e passa a ser uma era de humanização consciente.
A pergunta final, então, não é só “como será a formação do caráter?”. A pergunta é: vamos formar caráter por acaso — ou por escolha? Porque, gostemos ou não, o século 21 está formando pessoas. A diferença é se essa formação será guiada por mercado e algoritmo, ou então por consciência, ética e vínculo.
Se a humanidade precisa de ajuda, ela precisa, antes de tudo, de pessoas capazes de permanecer humanas.
Se isso não for caráter, o que será?
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Quer saber mais sobre como a formação do caráter no século 21 pode nos ajudar a preservar a ética, fortalecer os vínculos e, além disso, desenvolver as qualidades necessárias para uma sociedade mais humana? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Um abraço e até a próxima!
Iússef Zaiden Filho
Advogado, Mestre em Educação, Psicanalista e Especialista em Psicologia Comportamental
http://www.izfcoaching.com.br/
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A Coragem de Pertencer Sem Se Abandonar
Querido leitor,
Já fiz muita coisa para pertencer, acreditando que aquilo era bom para mim. Ajustei meu jeito, considerei expectativas, procurei formas de continuar sendo aceita. Durante um tempo, essas escolhas pareceram naturais. Eu dizia a mim mesma que estava apenas cuidando das relações, sendo flexível, encontrando maneiras de conviver. Até que comecei a perceber como era difícil reconhecer minhas próprias preferências na vida que eu mesma estava construindo.
Gosto de chamar esse movimento de “despertencer-se”, desabitar-se. Por fora, seguimos presentes nos encontros, nos compromissos e nas relações. Por dentro, vamos deixando para depois o que sentimos e desejamos. Sempre há alguém a compreender, uma expectativa a considerar, uma explicação a oferecer. Quando chega a nossa vez, a possibilidade de desagradar pesa tanto que acabamos cedendo mais uma vez — às vezes sem nem perceber que estamos fazendo isso.
Foi por reconhecer esse movimento em mim que passei a olhar com mais carinho para as próprias escolhas. Quando você concorda com algo, consegue reconhecer sua vontade naquela resposta? Ao mudar de ideia, sente liberdade para dizer ou já se preocupa com a explicação que terá de dar? São situações pequenas, cotidianas, mas nelas podemos perceber o espaço que estamos oferecendo a nós mesmos.
Esse olhar pede honestidade e também delicadeza com a nossa história. Eu precisei compreender que a mulher que buscava aceitação estava tentando preservar vínculos importantes. Ela não fazia escolhas para se abandonar; fazia o que conseguia com a compreensão que tinha e com os recursos emocionais disponíveis. Reconhecer o que essas escolhas me custaram também me ajudou a respeitar quem eu era.
Mas chega um momento em que esse jeito de viver cansa.
O desconforto se repete, uma relação fica difícil de sustentar, e continuar como está passa a exigir mais do que conseguimos oferecer. Comigo, algumas revisões vieram pela dor. Aprendi com elas, e hoje procuro me escutar antes que vire dor outra vez. Não porque eu tenha aprendido a evitar todo sofrimento, mas porque já consigo reconhecer alguns sinais que antes ignorava.
Penso que essa é uma pergunta que merece nos acompanhar: precisamos esperar doer tanto para levar a sério o que sentimos?
Parte desse aprendizado passa pelo medo do julgamento. Até que ponto suas decisões estão sendo orientadas por ele? Quanto espaço você consegue dar a uma escolha que faz sentido para sua vida, mesmo quando alguém importante discorda? Depois de decidir, ainda precisa convencer o outro para conseguir ficar em paz?
Essas perguntas me lembram de uma conta que gosto de compartilhar nas minhas palestras. Tentando me ajustar para caber ou sendo fiel a mim, sempre haverá quem fale. Se o julgamento pode vir dos dois jeitos, quando sou fiel a mim, eu desempato essa conta. Pelo menos eu também estou de acordo com a vida que estou escolhendo. E essa concordância interna, embora não elimine o medo, muda a maneira como atravesso o que vem depois.
Essa compreensão me trouxe liberdade, mas continua me pedindo maturidade. Eu me importo com as pessoas que amo e com o efeito das minhas atitudes. Quero ouvir o que elas têm a dizer, especialmente quando enxergam algo que ainda não consegui perceber. Ser fiel a mim também envolve reconhecer erros, reparar atitudes e assumir responsabilidade pela maneira como me relaciono. Não se trata de fazer apenas o que quero, sem considerar ninguém; trata-se de não desaparecer de mim enquanto considero o outro.
Eu acredito que há uma dose de rebeldia na coragem de ser quem se é.
A vida me ensinou a cultivar a minha, e hoje tenho carinho por essa parte de mim. Foi ela que me ajudou a questionar escolhas que eu tratava como obrigatórias e a admitir preferências que deixava de lado por receio de desapontar. No começo, essa rebeldia me pareceu quase uma ameaça aos vínculos. Depois, entendi que ela também podia ser uma forma de honestidade.
Pode ser que, na sua vida, essa rebeldia encontre expressão em uma conversa adiada, em um limite que precisa ser comunicado ou na decisão de seguir um caminho que ninguém esperava. Sustentar uma escolha assim exige aceitar que nem sempre virão a compreensão e o aplauso que gostaríamos de receber. E a falta deles, por si só, não determina o valor do que escolhemos. Às vezes, o primeiro reconhecimento de que estamos no caminho certo precisa nascer dentro de nós.
Esse aprendizado também me fez olhar com mais cuidado para as aparências. Uma roupa que está na moda, uma conquista que ganha os holofotes ou um modo de viver podem expressar prazer e identidade. Podem carregar, ainda, o esforço de conseguir aceitação. Quem observa de fora nem sempre consegue distinguir. Conhecendo a força da vontade de pertencer, prefiro ter cuidado antes de concluir o que move a escolha de alguém. Nem sempre aquilo que parece segurança é liberdade; às vezes, é apenas uma maneira bem construída de tentar ser aceito.
É na intimidade com a própria vida que essa compreensão ganha profundidade.
Pense nas suas relações: você consegue ouvir e ser ouvido? Pode discordar e continuar sendo respeitado? Encontra espaço para compartilhar uma insegurança ou sente que precisa sustentar a imagem de quem está sempre bem?
Essas perguntas podem trazer respostas incômodas, mas não precisam ser respondidas com pressa. Ao se fazer esse exercício, procure acolher o que aparecer sem decidir imediatamente o destino de cada vínculo. Algumas relações precisam de conversas mais sinceras, outras pedem novos limites. Você também pode descobrir que nunca mostrou certas partes de si e, por isso, as pessoas ao seu redor ainda não tiveram a oportunidade de conhecê-las.
Para mim, esse cuidado passou também pela maneira de compartilhar meu tempo. Hoje, me socializo menos e escolho com mais atenção como quero estar nos encontros. Gosto das conversas, das descobertas e do afeto, mas preciso de espaço comigo. Durante muito tempo, achei que essa necessidade significava afastamento ou falta de interesse. Aos poucos, compreendi que era apenas uma forma de me recompor. Me habitar com respeito foi uma das formas mais valiosas que encontrei de honrar minha história.
E tenho aprendido que essa liberdade precisa circular nos dois sentidos. Se desejo ser acolhida em minha singularidade, também preciso rever o que espero das pessoas que amo. Elas terão preferências, ritmos e escolhas diferentes dos meus. Algumas dessas diferenças me desafiam, e é aí que posso perceber o quanto estou disposta a oferecer a liberdade que desejo receber. Não é simples acolher o outro quando ele escolhe algo que eu não escolheria, mas talvez seja justamente aí que o amor deixe de ser controle e se aproxime do respeito.
Ainda me importo em pertencer.
Quero compartilhar a vida, sentir-me querida e ter com quem contar. Imagino que isso também seja importante para você. Não vejo mais o pertencimento como o problema; o que me preocupa é o preço que pagamos por ele. Por isso, vale prestar atenção quando a permanência em uma relação parece depender de esconder continuamente o que pensamos, diminuir o que desejamos ou adiar o que tem valor para nós.
Querido leitor, entre tantas opiniões sobre quem você deveria ser, a sua também precisa participar. Ao olhar para a vida que construiu, pergunte a si: quanto de quem sou encontra espaço aqui? O que tenho deixado de dizer, escolher ou viver para preservar a imagem que esperam de mim?
Talvez você não consiga responder tudo agora. Pode ser que algumas respostas apareçam primeiro como um incômodo, uma vontade esquecida ou uma frase que você ainda não teve coragem de dizer. Já é um começo. Escutar-se não exige que você mude toda a sua vida de uma vez; mas que interrompa o ciclo de ir se deixando para depois sem perceber.
Desejo que esta reflexão lhe faça companhia quando uma escolha pedir coragem. Que você possa considerar quem ama, ouvir com respeito e, ainda assim, reconhecer a própria vontade. Sua presença tem valor demais para que, na tentativa de pertencer, você precise se ausentar de si.
Se esta reflexão fez sentido para você, então convido você a continuar essa jornada comigo pelo Instagram: @shirleybrandaooficial.
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Quer saber mais sobre como pertencer sem se abandonar, sem buscar aceitação dos outros e construir relações mais autênticas, respeitando suas escolhas sem deixar de considerar quem você ama? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Com carinho,
Shirley Brandão
37 anos trabalhando para o desenvolvimento humano
https://shirleybrandao.com.br/
@shirleybrandaooficial
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Ai, Que Dó Que Dá!
Como Vencer o Medo de Falar em Público com o Método F.A.L.A.R.
Quantas vezes, ao longo da vida, diante de uma situação difícil, alguém se sai mal, toma um tombo, passa por uma situação complicada ou pega uma doença? Lá, dentro de você, ao lamentar aquela situação, surgem a piedade e a compaixão, sentimentos intensos que geram um desejo genuíno de aliviar o sofrimento da outra pessoa. Você sente pena e intimamente diz: “Ai, que dó que dá!”
São várias as situações do dia a dia nas quais podemos identificar esse sentimento. Por exemplo, ao ver um animal abandonado na chuva, uma criança chorando pela perda de um brinquedo ou em tantas outras situações em que você já disse ou pensou isso.
Quero, com essa reflexão, trazer o assunto para o nosso contexto da comunicação e expressão. E quantas pessoas, por falta dessa habilidade, perdem a oportunidade de desenvolvimento e posicionamento em todas as esferas da vida.
Por exemplo, que dó que dá ver gente talentosa, competente, tecnicamente brilhante, perdendo espaços e ficando para trás em promoções por terem medo de falar em público. Esse medo impede essas pessoas de subir a um palco ou falar para muitas pessoas. E, quando resolvem falar, mostram muitas limitações relativas ao uso da voz, aos gestos e à expressão corporal. Suas falas são prolixas, lineares e sem vida ou incorretas na gramática e carregadas de vícios de linguagem.
Que dó que dá quando nos deparamos com pessoas que acreditam que, para ser um bom comunicador, é necessário ter um dom especial. Elas ainda não perceberam ou aprenderam que essa habilidade é fruto de competência e esforço.
Dá mais dó ainda saber que tudo isso poderia ser evitado, pois há técnicas para resolver esse problema.
Se você se vê nessa situação e diz a si mesmo que lamenta sua dificuldade ou sofrimento cada vez que precisa falar em público, compartilho uma reflexão. De forma sucinta, apresento o nosso método, que poderá funcionar como um farol que alumia o seu caminho.
Pretendo, nesse artigo, compartilhar um dos meus principais recursos que tenho utilizado no desenvolvimento dessa habilidade com meus alunos e mentorados.
Trata-se do Método F.A.L.A.R. que ajuda as pessoas que desejam transpor essa ponte do lado “Ai, que dó que dá!” para o outro lado “Oh, que prazer que dá!”
O método F.A.L.A.R. não foi criado, mas foi descoberto. Isso porque era a forma intuitiva que sempre desenvolvi em meus treinamentos e mentorias. Faço um convite para você imaginá-la e aplicá-la a um desafio que deseja solucionar.
A estrutura baseia-se na palavra FALAR e funciona como um acrônimo “F.A.L.A.R.” que significa:
- [ F ] – Finalidade: também podendo ser chamada de sonho, desejo, expectativa ou desafio.
- [ A ] – Análise: a fase na qual se levantam as forças e limitações relativas ao problema, tendo-se uma clara noção da realidade.
- [ L ] – Lapidação: significa colocar em ação o plano estabelecido na fase anterior, com exercícios, dinâmicas, aprendizados técnicos e práticas para gerar novos comportamentos.
- [ A ] – Avaliação: o momento de se mensurar o resultado do esforço empreendido, no qual se define o que foi aprendido e, eventualmente, o que ainda falta desenvolver.
- [ R ] – Resultado: a fase da celebração pela conquista e manutenção do novo estágio de evolução.
Para melhor explicar, vou utilizar um problema recorrente em nossos treinamentos: o medo de falar em público. Para isso, vou tratar do assunto com muita simplicidade, como um recurso didático-pedagógico. Não vou entrar na profundidade ou complexidade que o problema possa ter em seu bojo.
FINALIDADE
A FINALIDADE poderia ter um enunciado simples, de preferência com objetividade e clareza sobre o que se pretende. Por exemplo:
“A minha finalidade é falar com calma, segurança e naturalidade em qualquer contexto, quer seja para um pequeno ou grande grupo de pessoas. Quero dominar minha ansiedade e eliminar manifestações do meu corpo, como tremedeira, gagueira, sudorese e taquicardia. Assim, poderei mostrar, efetivamente, o meu potencial.”
ANÁLISE
Como ANÁLISE, um retrato da realidade, poderia ser:
- Características positivas: Sou uma pessoa culta, com formação em Administração, participo de reuniões. Na minha igreja, junto aos meus pares, fico mais à vontade. Tenho gramática correta, gosto de ler e tenho bom repertório intelectual. Minha voz é clara, tenho boa dicção e, além disso, sei contar boas histórias.
- Pontos negativos: Toda vez que vou falar em público na empresa, em reuniões ou na escola, sinto tremedeira e uma grande ansiedade. Eu me sinto vulnerável, como se todos estivessem me avaliando e julgando. Por isso, fujo de situações de exposição e percebo que perco oportunidades de crescimento por esse problema.
A partir desse momento, elaboramos um plano de ação, definindo os exercícios e as orientações que ensinaremos ao aluno (ou mentorado) para que ele os pratique e mude suas atitudes e comportamentos.
LAPIDAÇÃO
Na fase da LAPIDAÇÃO, é hora de aprender e colocar o plano definido em ação, da seguinte forma:
- Reforço da autoestima, ajudando o aluno a se conhecer melhor, reconhecer e valorizar suas habilidades já existentes e identificar os pontos que precisa melhorar, ajudando-o a ter clareza e consciência do seu propósito de vida, de seus valores pessoais, de suas crenças e de seus compromissos consigo mesmo.
- Técnicas de oratória, para aprender a usar tecnicamente a voz, a expressão corporal, os gestos, o olhar e a postura, sabendo como dar vida à fala e expressar emoções, tornando sua fala clara e encantadora. Além disso, o aluno recebe orientações quanto ao planejamento e à roteirização de uma apresentação e aprende como começar, desenvolver e concluir uma exposição, utilizando metáforas e exemplos para torná-la mais interessante.
- Prática com gravações em vídeo e respectivos feedbacks, despertando o prazer de saber que está fazendo um bom trabalho e ganhando cada vez mais segurança para falar com naturalidade e desenvoltura.
- Colocar tudo isso em ação, ousar falar em situações diversas no contexto profissional, social e familiar, ganhando com isso, ao longo do tempo, a calma e segurança pretendida.
AVALIAÇÃO
Na fase da AVALIAÇÃO, chega o momento de mensurar os resultados e perceber a evolução alcançada. Por meio das gravações, análises e feedbacks, o aluno pode observar seu desenvolvimento no domínio da fala, na postura, na naturalidade e na segurança ao se comunicar. Essa reflexão ajuda a reconhecer o quanto já evoluiu e o que ainda precisa desenvolver.
RESULTADO
O resultado é o ápice do processo. Ao concluir o Método F.A.L.A.R., o participante não apenas supera o medo de falar em público e passa a falar melhor: ele se comunica com propósito, clareza e emoção. Está preparado para inspirar pessoas, transmitir conhecimentos e gerar o impacto positivo desejado.
Por fim, é hora de celebrar a conquista e perpetuar esse novo padrão. Para isso, procure novas situações e exercite continuamente, transformando aquele medo ou ansiedade em prazer em servir às outras pessoas com sua fala. Isso pode acontecer liderando, vendendo, negociando, fazendo apresentações, dando aulas, proferindo palestras ou simplesmente se relacionando com outras pessoas.
Meu sincero desejo é que você nunca mais pense ou ouça alguém dizendo para você:
“Ai, que dó que dá! Ver uma pessoa com tanto potencial mostrando apenas uma pequena parcela da sua capacidade.”
Pelo contrário, desejo que você seja admirado e reconhecido por sua força e seu poder. Que você deixe claros seu posicionamento, sua capacidade e sua segurança toda vez que abrir a boca para falar. Que seja devidamente respeitado e reconhecido, saiba aproveitar as oportunidades que a vida lhe oferece, cumpra seu propósito e deixe o melhor legado que puder.
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Reinaldo Passadori
CEO da Passadori Comunicação, Professor de Oratória, Escritor, Mentor e formador de Palestrantes
https://www.passadori.com.br/
Confira também: O Que É, de Verdade, a Comunicação?
Palavras-chave: medo de falar em público, método F.A.L.A.R., oratória, comunicação e expressão, técnicas de oratória, o que é o método F.A.L.A.R., como vencer o medo de falar em público, como falar em público com segurança, como superar a ansiedade ao falar em público, como desenvolver habilidades de comunicação, como melhorar a oratória e a expressão corporal, como vencer o medo de falar em público com o método F.A.L.A.R.
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A Voz Que Impacta: Comunicação Assertiva e Posicionamento Feminino
No cenário corporativo contemporâneo, a competência técnica e o conhecimento profundo já não são os únicos garantidores do sucesso e da ascensão profissional. Como bem pontua a filósofa e escritora Djamila Ribeiro:
“Não basta ter apenas o conhecimento; é preciso ter a coragem de usar a própria voz para se impor”.
Para as mulheres, essa imposição não se traduz em agressividade, mas sim na conquista legítima de seu espaço através da comunicação assertiva e do posicionamento estratégico.
Historicamente, a autoridade é erroneamente associada à dominância, o silenciamento de emoções é visto como um requisito, e há uma falsa percepção de que é necessário falar mais alto para ser ouvida. Sob essa ótica rígida de comando e controle, a empatia é frequentemente confundida com fraqueza.
Romper com essa estrutura exige uma transição cultural e pessoal profunda. A ex-CEO global da PepsiCo, Indra Nooyi, reconhecida por sua liderança altamente estratégica e empática, sintetiza o cerne dessa mudança:
“Uma das coisas mais importantes para as mulheres no trabalho é assumir a responsabilidade pelo seu próprio espaço e falar com a certeza de que seu lugar ali é merecido”.
A verdadeira comunicação assertiva nasce desse senso de merecimento e se desdobra em técnicas práticas que, sem dúvida, transformam a dinâmica das mesas de reunião.
1. Reivindicando o Espaço: O Poder do Suporte Mútuo
Um dos maiores desafios enfrentados pelas mulheres em reuniões é o fenômeno da interrupção sistemática, conhecido no ambiente corporativo como manterrupting. Para combater essa prática e mudar a cultura organizacional, então o foco deve migrar do individual para o coletivo por meio de técnicas de Suporte Mútuo.
A estratégia fundamental para esse enfrentamento é a Reafirmação Pós-Interrupção. Essa técnica permite retomar a fala de forma firme, calma e, crucialmente, sem pedir desculpas. Caso alguém interrompa você ou uma colega, a postura ideal baseia-se em um tom de voz sereno e resoluto:
“Só um momento, eu proponho concluir o raciocínio que a [Nome] começou /que eu estava desenvolvendo antes de passarmos para o próximo ponto.”
Essa intervenção estabelece limites claros, valida a contribuição feminina e educa o entorno sobre o respeito ao tempo de fala de cada profissional.
Outro desafio frequente é o bropriating, que ocorre quando um homem se apropria da ideia de uma mulher. A solução proposta é a amplificação, uma estratégia coletiva onde outra mulher (ou homem, melhor ainda!) intervém no debate. Ao validar a fala original, reforça-se assim o posicionamento feminino e garante-se o crédito correto à autora.
Quando uma mulher der uma ideia e ela for ignorada ou repetida por um homem minutos depois, uma outra pessoa entra:
“Quero reforçar o que a [Nome] propôs, a ideia dela é o caminho para este problema”.
Isso muda de forma prática a cultura e a dinâmica das mesas de reunião corporativas.
2. Linguagem Objetiva e a Eliminação de “Palavras de Minimização”
A assertividade também se reflete na estrutura gramatical e vocabular que escolhemos. É comum que mulheres, na tentativa de soar polidas ou evitar conflitos, utilizem termos que atenuam sua autoridade — as chamadas “palavras de minimização”. Expressões como “é só uma ideia”, “posso estar errada, mas…” ou “desculpe incomodar, mas…” sabotam o impacto do discurso antes mesmo que a ideia principal seja exposta.
Substituir esses vícios de linguagem por afirmações diretas e objetivas é o primeiro passo para alinhar o conteúdo técnico à percepção de segurança de quem fala. Prefira:
“Sugiro, proponho, minha visão é que, ao meu ver, pela minha experiência, meu objetivo é…”.
3. Presença, Linguagem Não Verbal e Gestão Emocional
A comunicação é integral: ela vai muito além do que dizemos verbalmente. O impacto de uma mensagem é, fortemente, determinado pelo “Corpo que Fala”. A postura corporal, o contato visual direto e o uso estratégico das pausas transmitem autoridade e estabilidade emocional.
Essa linguagem não verbal trabalha em sinergia com a Gestão Emocional, provocando uma virada fundamental na mentalidade da profissional: a transição do desejo inconsciente de “Agradar” para a meta consciente de “Impactar”. A busca por aprovação constante costuma enfraquecer o posicionamento. Por outro lado, focar no valor, no resultado e no impacto que suas ideias trazem para o negócio confere o peso necessário para que sua voz seja, de fato, devidamente respeitada.
Conclusão: A Roleta da Assertividade
Desenvolver uma comunicação assertiva é um processo contínuo e prático. Ferramentas como a Roleta da Assertividade que ensino nas organizações servem para exercitar essa musculatura no dia a dia, testando diferentes abordagens, palavras e tons para cada contexto de tomada de decisão.
Veja aqui alguns elementos desse método: a Autenticidade (expressar emoções e necessidades sem vitimismo ou violência); o Rapport (criar sintonia usando a autoridade dos fatos ou as palavras do outro) aliado à Curiosidade (perguntas abertas com escuta ativa); e a máxima de Acolher Primeiro para depois se posicionar. Esse conjunto permite liderar pelo exemplo, incluindo o outro no diálogo para potencializar o protagonismo de todos na mesa, independentemente do gênero.
O requisito, alicerce da comunicação assertiva é aprender a escutar de forma estratégica, desacelerar nos momentos certos para agir com mais precisão (“slow down to speed up”).
Assumir o protagonismo do próprio espaço é a chave para que a liderança feminina floresça de forma autêntica. Ao dominarem essas técnicas, as mulheres não apenas garantem seu lugar à mesa, mas transformam de maneira definitiva a cultura e o impacto das organizações onde atuam.
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Quer saber mais sobre como a comunicação assertiva pode transformar sua voz em autoridade para que você possa fortalecer seu posicionamento profissional e conquistar o espaço que merece? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Pauline Charoki
https://escutatoria.com
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Como Tratar os Importantes Problemas Morais de Nossos Tempos?
Como é do conhecimento de todos que me acompanham nesta jornada pela fronteira do conhecimento, este espaço apresenta reflexões que conectem as transformações de um mundo dinâmico, complexo e hiperconectado às grandes questões que moldam o desenvolvimento humano e profissional.
Nesta postagem, quero convidar os leitores a elevarem o olhar para além do cotidiano corporativo, dos planos de metas trimestrais e das urgências imediatas. Vamos mergulhar em uma das perspectivas mais provocativas e transformadoras do pensamento contemporâneo, que é a filosofia do altruísmo eficaz e do longotermismo, formulada pelo filósofo Will MacAskill, um dos criadores do movimento de altruísmo efetivo.
Partindo de sua histórica apresentação no TED2018, intitulada “Quais são os problemas morais mais importantes da nossa época” (com mais de 2,6 milhões de reproduções), e cruzando esses conceitos com seus desdobramentos mais recentes, como a obra seminal What We Owe the Future (2022) e pesquisas avançadas sobre governança tecnológica (MacAskill; Moorhouse, 2025), vamos examinar como as decisões que tomamos hoje ecoarão por milhares de anos.
1. A Curva da Humanidade: Abundância sem precedentes e a lacuna ética
Se observarmos a história econômica da civilização humana por meio de um gráfico de longo prazo, como ilustra MacAskill em suas análises, perceberemos um fenômeno impressionante. Durante a maior parte dos últimos 200.000 anos, a humanidade viveu em um patamar de subsistência quase estático. A esmagadora maioria das pessoas veio sobrevivendo com o equivalente a um dólar por dia.
No entanto, algo extraordinário rompeu essa linha quase plana, que foram as revoluções científica e industrial. O gráfico que antes parecia horizontal transforma-se em uma curva ascendente vertical. Em termos de poder tecnológico, econômico e de capacidade de alterar o mundo, vivemos em um momento absolutamente sem precedentes na história da espécie humana.
Contudo, como pontua MacAskill, a nossa compreensão ética ainda não acompanhou esse salto colossal. Transformamos o nosso meio, dominamos a matéria, criamos inteligências articuladas e biologia sintética, mas continuamos a gerir nossos dilemas morais com ferramentas cognitivas herdadas de tribos ancestrais. O que precisamos desesperadamente é de uma revolução ética, ou seja, o esforço consciente para responder à pergunta fundamental sobre como utilizar essa enorme abundância de recursos para maximizar o bem-estar global.
2. O framework do altruísmo eficaz: Como fazer o máximo de bem possível?
Nos últimos anos, o movimento do altruísmo eficaz emergiu como um farol de racionalidade e da empatia baseada em evidências. O movimento utiliza o raciocínio rigoroso e dados empíricos para responder a uma questão pragmática e profunda: Como podemos fazer o máximo de bem com os recursos limitados de que dispomos?
Para estruturar essa tomada de decisão em um mundo repleto de causas nobres, MacAskill propõe um framework simples, porém implacável, baseado em três critérios fundamentais:
- Escala (Tamanho): Quanto maior o problema, tanto melhor a busca de solução. Temos muito mais a ganhar resolvendo crises que afetam milhões ou bilhões de vidas do que questões de escopo reduzido.
- Solubilidade: Quanto mais fácil de resolver, isso é excelente. Problemas em que dispomos de intervenções diretas e de alto retorno exigem menos esforço para gerar impacto transformador.
- Negligenciação: Quanto mais negligenciado o problema, continua sendo bom. Devido à lei dos rendimentos decrescentes, áreas que já recebem bilhões de dólares e atenção excessiva oferecem margens menores de progresso adicional comparadas a setores ignorados pela filantropia tradicional.
A partir desse crivo, a comunidade do altruísmo eficaz convergiu historicamente em três grandes prioridades morais: a saúde global (altamente solúvel), a criação intensiva de animais em fazendas industriais (altamente negligenciada) e os riscos existenciais (de colossal magnitude). E, nos tempos atuais, é sobre esta última categoria que precisamos nos debruçar com máxima urgência.
3. O longotermismo e a vasta tapeçaria do futuro (What We Owe the Future)
Em seu livro aclamado globalmente, What We Owe the Future (publicado pela One World Publications, em 2022), MacAskill aprofunda o conceito de longotermismo (longtermism). A premissa central é simples e avassaladora, qual seja, as pessoas do futuro importam tanto quanto as pessoas que vivem hoje. Em outras palavras, a humanidade tem um potencial temporal vastíssimo pela frente, e as nossas ações atuais podem moldar profundamente essa trajetória.
Considere a metáfora temporal proposta por MacAskill, de que a raça humana existe há cerca de 200.000 anos. Se fôssemos uma espécie mamífera típica, já teríamos vivido boa parte de nossa existência e teremos milhões de anos pela frente. Contudo, não somos uma espécie comum e vale considerar que a Terra permanecerá habitável por mais milhões de anos. Sejamos prudentes e imaginemos que a civilização humana consiga atravessar esse corredor temporal e alcançar as estrelas.
Se a história fosse um livro, estaríamos ainda na primeira página. Isso significa que existem trilhões de seres humanos potenciais que poderão nascer nos próximos séculos e milênios. Então, será que as gerações futuras viverão em um estado de florescimento inimaginável, erradicando doenças, expandindo a consciência, descobrindo novas formas de arte e ciência? Ou será que cairão em um colapso permanente, inteiramente vinculado às escolhas críticas que tomarmos hoje.
Indo além, existe um viés estrutural perigoso: as gerações futuras não têm voz nos mercados atuais, não votam nas urnas de hoje e não possuem grupos de pressão político-partidários. Elas são sistematicamente ignoradas e negligenciadas.
4. Riscos existenciais: navegando na era da biotecnologia e da inteligência artificial
O progresso tecnológico trouxe maravilhas, mas também inaugurou a era dos riscos existenciais. Entre eles estão os potenciais eventos de guerras nucleares, pandemias globais provocadas por engenharia genética, geoengenharia descontrolada ou mesmo o desalinhamento de sistemas autônomos avançados. Em trabalhos recentes, como o estudo Preparing for the Intelligence Explosion (MacAskill; Moorhouse, 2025), o autor reforça que a velocidade do desenvolvimento tecnológico exige rigorosa governança preventiva.
Como argumenta MacAskill no TED2018, quando o risco envolve a extinção da raça humana ou a destruição permanente do potencial civilizacional, mesmo probabilidades estatísticas aparentemente pequenas importam de maneira infinita. Afinal, esses eventos acabariam com a capacidade de se estruturar uma organização humana avançada. É o equivalente a embarcar em um avião cuja chance de queda seja de “apenas uma em mil”. Ainda assim, a consequência seria tão catastrófica que o risco se tornaria inaceitável.
5. O Papel das Lideranças e dos Gestores
Chegamos, portanto, ao ponto de convergência com o nosso espaço na plataforma Cloud Coaching. O que o altruísmo eficaz e o longotermismo têm a ver com a prática de líderes, gestores, consultores, mentores e coaches? Tudo.
Muitas pessoas que buscam processos de desenvolvimento humano estão imersas em crises de sentido, ansiedades existenciais diante da volatilidade do mundo moderno ou dilemas éticos em suas posições de liderança corporativa. Como agentes de transformação humana, precisamos transcender o microfoco no desempenho imediato e ajudar essas pessoas a desenvolverem:
- Visão sistêmica de longo prazo: Capacidade de olhar para além do trimestre fiscal, avaliando o impacto moral e ambiental das decisões estratégicas (conectando-se também com agendas vitais como ESG e governança sustentável);
- Humildade epistêmica: Reconhecer que nossas certezas atuais são limitadas e que a busca pela verdade exige abertura ao diálogo e escuta ativa (ecoando os ensinamentos de pensadores e filósofos sobre ética, principalmente);
- Senso de responsabilidade intergeracional: Compreender que liderar com excelência hoje significa proteger o espaço de prosperidade das gerações que ainda nem nasceram.
O amanhã começa na conversa de hoje
Will MacAskill nos deixa uma mensagem de profunda esperança pragmática: o futuro não está escrito de forma fatalista. Assim como um jardim que pode ser cultivado com cuidado e dedicação, a trajetória da humanidade depende do direcionamento que damos aos nossos recursos, à nossa carreira e ao nosso engajamento político e social.
Para quem é consultor, conselheiro, coach, mentor ou líder corporativo, fica o convite para repensar o seu papel. Como você pode alinhar seu propósito profissional não apenas ao sucesso financeiro ou à eficiência operativa, mas à construção de um legado duradouro e ético para o nosso planeta?
Eu sou Mario Divo e você me encontra pelas mídias sociais ou em www.mariodivo.com.br.
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Quer saber mais sobre como alinhar o altruísmo eficaz e a visão de longo prazo ao seu desenvolvimento profissional? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até nossa próxima postagem!
Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br
Confira também: Marcas, Eleições e o Tabuleiro da Reputação Corporativa
Referências Bibliográficas MACASKILL, William. Quais são os problemas morais mais importantes da nossa época. TED2018, Disponível em: TED.com. MACASKILL, William. What We Owe the Future: A Million-Year View. London: One World Publications, 2022. MACASKILL, William; MOORHOUSE, Fin. Preparing for the Intelligence Explosion. arXiv preprint, 2025.
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E a Criança Que Ainda Vive em Você?
Resgate Sua Criatividade e Seus Sonhos
Outubro é o mês da criança e eu começo perguntando: onde está a criança que você foi? Aquela que pegava o pente ou a régua e os transformava em microfone? Que empinava pipa e corria livremente? Que separava as balas de goma por cores e sempre deixava as vermelhas por último?
Depois de tantos dias chuvosos, hoje o céu estava muito azul e as nuvens se formavam em várias figuras. Cheguei a ver um cachorro de barriga para cima, deitado no telhado da sua casa, um ícone! Curiosamente, a primeira tirinha com esse personagem surgiu justamente em outubro de 1950 e foi criada por Charles Monroe Schulz, cartunista americano conhecido por crianças e adultos até hoje.
E sabe o que é interessante? Esse cachorro foi pensado apenas como animal de estimação do seu “dono”. Mas, aos poucos, passou de cão silencioso a personagem cheio de fantasia, humor e atitudes humanas. No início, parecia mais realista e, com o tempo, passou a andar em duas patas, expressar pensamentos e se imaginar em papéis diferentes. Ele podia ser aviador, escritor, soldado, explorador ou até um grande herói. Conseguiu identificar? É o Snoopy.
Se você identificou, a sua criatividade não está off-line; ela apenas repousa certamente em algum canto dentro de você.
Em algum momento, alguém pediu para que você se tornasse adulto e deixasse de lado essas “bobagens de sonhar ou até fantasiar”. Mas imaginar e colocar em prática vai muito além da infância. Esse impulso abre janelas e portas para novos insights. Talvez aquilo que parecia apenas brincadeira do “seu mini eu” seja, na verdade, sonhos ainda não realizados.
Então, se este artigo despertou alguma vontade ou ideia, ou mesmo se não despertou, deixo uma sugestão: vá até a primeira padaria e compre um sonho. E, de quebra, celebre a criança que continua existindo dentro de você.
Sempre que compro um sonho, tiro uma foto, posto nas minhas redes sociais e coloco na legenda: “Cada um com seu sonho, este é o meu!”
Permita-se!
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Quer saber mais sobre como reencontrar a criança que ainda vive em você pode despertar sua criatividade, resgatar antigos sonhos e assim abrir espaço para novas possibilidades? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Simone Mitsue
https://www.linkedin.com/in/simone-mitsue
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O Reencontro com a Nossa Criança Também Pode Ser um Caminho para a Prosperidade
Outubro é o mês em que celebramos o Dia das Crianças. E, quando essa data chega, normalmente pensamos nos nossos filhos, sobrinhos, netos ou nas crianças que fazem parte da nossa vida.
Mas quero propor uma reflexão diferente:
Há quanto tempo você não se encontra com a criança que você foi?
Hoje somos adultos. Trabalhamos, pagamos contas, construímos carreiras, cuidamos de famílias, administramos empresas e tomamos decisões importantes todos os dias. Mas, antes de tudo isso, fomos crianças cheias de sonhos, medos, expectativas e desejos.
Alguns tiveram uma infância marcada pela escassez financeira. Outros talvez tenham convivido com a falta de apoio, proteção, segurança ou reconhecimento. Há também aqueles que precisaram amadurecer cedo demais e aprenderam, ainda pequenos, a assumir responsabilidades que, de fato, não deveriam ser suas.
E mesmo quando crescemos, algumas dessas experiências continuam influenciando silenciosamente a nossa relação com o dinheiro, com o sucesso e até com aquilo que acreditamos merecer.
Como planejadora financeira, aprendi que prosperidade não começa somente nos investimentos. Ela também começa na maneira como nos relacionamos com a nossa própria história.
Uma pessoa que cresceu ouvindo que “dinheiro é difícil” pode continuar acreditando que precisa sofrer para conquistá-lo. Quem viveu momentos de escassez pode acumular excessivamente por medo de perder. Quem não se sentiu reconhecido talvez passe a vida buscando no patrimônio, no consumo ou no sucesso profissional uma validação que nunca recebeu.
Por isso, revisitar nossa infância não significa permanecer presos ao passado. Significa compreender de onde vieram alguns dos nossos comportamentos para que, hoje, possamos escolher diferente.
É quase como dizer para aquela criança:
“Eu sei o que você viveu. Mas agora eu cresci. Hoje eu posso cuidar de nós.”
Ao mesmo tempo, não devemos reencontrar nossa criança apenas para olhar suas dores. Precisamos reencontrá-la também para que possamos recuperar aquilo que talvez tenhamos deixado pelo caminho: os sonhos, a criatividade, a coragem de imaginar, a curiosidade e o entusiasmo diante da vida.
A maturidade pode nos oferecer consciência. A nossa criança pode nos devolver propósito.
E talvez a verdadeira prosperidade esteja justamente no encontro dessas duas versões.
5 CAMINHOS PARA CONECTAR SUA CRIANÇA À SUA PROSPERIDADE
1. Lembre-se do que você sonhava antes de aprender a ter medo
Quando criança, o que você imaginava para sua vida? Onde queria morar? O que queria conhecer? Quem queria se tornar?
Nem todos esses sonhos precisam ser realizados literalmente, mas eles podem revelar valores importantes sobre quem você é. Talvez aquele desejo de conhecer o mundo represente liberdade. Talvez o sonho de ter uma casa represente segurança. E talvez querer determinada profissão representasse o desejo de cuidar, criar ou transformar.
Pergunte-se: “o que aquele sonho dizia sobre mim e como posso trazê-lo para a minha vida financeira hoje?”
2. Identifique quais crenças sobre dinheiro nasceram na sua infância
Quais frases você escutava em casa?
- “Dinheiro não nasce em árvore.”
- “Isso não é para gente como nós.”
- “Quem tem dinheiro teve sorte.”
- “É melhor guardar porque amanhã pode faltar.”
Algumas dessas mensagens podem ter sido importantes naquele contexto, mas não precisam determinar suas escolhas para sempre.
O adulto pode olhar para essas crenças e decidir quais ainda fazem sentido e quais precisam ser, de fato, substituídas por uma relação mais consciente e saudável com o dinheiro.
3. Transforme segurança financeira em uma forma de cuidado
Planejamento financeiro não deveria ser sinônimo de privação.
Construir uma reserva, proteger a família, investir, organizar a aposentadoria e estruturar o patrimônio também são maneiras de oferecer segurança para nós mesmos.
Talvez você não tenha recebido toda a proteção que gostaria quando criança. Hoje, porém, pode construir parte dessa segurança por meio das suas próprias decisões.
Planejar também é cuidar.
4. Inclua sonhos no seu planejamento financeiro
Muitas pessoas organizam suas finanças apenas em torno das obrigações: contas, impostos, aposentadoria, patrimônio.
Mas onde estão os sonhos?
Uma viagem. Um projeto pessoal. Um curso. Um novo negócio. Mais tempo com a família. A liberdade de diminuir o ritmo de trabalho no futuro.
Um bom planejamento financeiro precisa ter espaço não apenas para aquilo que precisamos pagar, mas também para aquilo que queremos viver.
Dinheiro sem propósito vira apenas número. Dinheiro conectado aos nossos valores se transforma em instrumento de realização.
5. Pergunte por quem — e para quê — você quer prosperar
Essa talvez seja a pergunta mais importante.
Por quem você quer construir patrimônio? Por seus filhos? Pela sua família? Pela liberdade de escolher? Para transformar a história financeira das próximas gerações? Ou talvez também por aquela criança que um dia sonhou com uma vida diferente?
Quando entendemos o nosso “porquê”, nossas metas financeiras então deixam de ser apenas números.
R$ 1 milhão deixa de ser apenas R$ 1 milhão. Pode significar liberdade.
Uma reserva financeira pode significar tranquilidade. Uma aposentadoria planejada pode significar tempo. Um patrimônio organizado pode significar proteção para quem amamos. E prosperidade passa a ter um significado muito maior do que simplesmente acumular.
Neste mês das crianças, meu convite é para que você procure uma fotografia sua da infância.
Olhe para ela por alguns minutos, observe seus olhos, sua expressão e tente lembrar quais eram seus sonhos naquele momento e então pergunte:
“Se essa criança pudesse olhar para a pessoa que me tornei, do que ela sentiria orgulho?”
E faça mais uma pergunta:
“O que eu ainda posso construir por ela?”
Talvez você descubra que prosperar não significa abandonar quem fomos para nos tornarmos alguém melhor. Talvez seja exatamente o contrário.
Prosperar pode ser levar pela mão a criança que fomos, acolher sua história e, além disso, permitir que a maturidade que conquistamos transforme seus antigos sonhos em escolhas conscientes para o futuro.
Porque cuidar do nosso dinheiro também é cuidar da nossa história.
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Com carinho,
Carol Guimarães
Planejadora Financeira
https://www.instagram.com/carol_investimentos/
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A Responsabilidade Moral do Voto
“O voto é como um rifle: sua utilidade depende do caráter de quem o utiliza.” (Theodore Roosevelt)
Durante décadas, repetimos que o Brasil é o país do futuro. A frase tornou-se um símbolo de esperança, mas também revelou um hábito que precisa ser superado: esperar que o futuro aconteça por si mesmo. Nenhuma nação prospera porque o tempo passou. O futuro sempre foi resultado de escolhas, trabalho, continuidade e responsabilidade.
Poucos países receberam tanto quanto o Brasil. Um território continental, abundância de água, solo fértil, biodiversidade, riqueza mineral, capacidade de produzir energia, diversidade cultural e um povo reconhecido pela criatividade, resiliência e espírito empreendedor. São vantagens que despertam admiração no mundo inteiro. Entretanto, potencial não produz prosperidade. Recursos naturais não substituem instituições sólidas, educação, planejamento e compromisso com o interesse nacional.
Aqui reside uma distinção que merece ser lembrada em toda eleição. Governos são transitórios. O Estado permanece. A nação é construída ao longo de gerações. Por isso, o maior desafio brasileiro não é apenas escolher bons governantes. É fortalecer um projeto de país capaz de sobreviver às alternâncias de poder, preservando prioridades estratégicas que não mudem a cada ciclo eleitoral.
Talvez tenhamos permanecido por tanto tempo como o país do futuro porque aprendemos a tratar o futuro como promessa, e não como tarefa. O futuro não acontece sozinho. Ele começa nas decisões que tomamos hoje.
É justamente por isso que o voto possui uma dimensão muito maior do que lhe atribuímos. Não se trata apenas de escolher pessoas ou partidos.
Cada eleição responde, silenciosamente, a uma pergunta decisiva: Que país queremos construir?
O voto define se desejamos um Estado orientado pelo interesse público ou capturado por interesses particulares. Define o valor que atribuímos às instituições, à integridade na vida pública, à segurança do cidadão, ao combate efetivo à corrupção e ao crime organizado, à igualdade perante a lei, à educação, à produtividade, à inovação e à capacidade de transformar nossas riquezas em desenvolvimento para toda a sociedade.
Votar com responsabilidade não significa procurar um salvador nem acreditar em soluções simples para problemas complexos. Significa avaliar se quem pretende governar compreende os desafios do país, demonstra integridade e honestidade, respeita as instituições, é capaz de reunir equipes competentes, possui visão de longo prazo e apresenta um projeto consistente para o Brasil, acima das disputas do momento.
Mas a responsabilidade do cidadão não termina quando desliga-se uma urna. Pelo contrário. O voto inaugura uma nova etapa. Democracia também significa acompanhar, fiscalizar, participar, cobrar resultados e defender instituições que sirvam à sociedade com independência, equilíbrio e compromisso com a lei.
Nenhum governo, por melhor que seja, transformará sozinho uma nação. Países fortes são construídos por cidadãos conscientes de que liberdade, responsabilidade e participação caminham juntas. O Brasil não começará quando surgir um governante perfeito nem quando desaparecerem todas as divergências. Começará quando compreendermos que seu futuro não pertence a um candidato, a um partido ou a um governo. Pertence a uma nação que decide assumir, ela própria, a responsabilidade de construí-lo.
A urna não escolhe apenas governantes. Ela escolhe a direção do futuro. E esse futuro começa muito antes da posse: começa na responsabilidade de cada eleitor.
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Sandra Moraes
https://www.linkedin.com/in/sandra-balbino-moraes
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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