O Offline como o Novo Luxo
Esta semana estava eu no Aeroporto de Congonhas, cada vez mais cheio e caótico, e, depois de tantos anos de ponte aérea, continuo me surpreendendo com o movimento. No entanto, uma das coisas que mudou é: cada um está com seu fone ou mergulhado na sua tela.
Fiquei observando o que faziam à minha volta: um jogava paciência, outro respondia mensagens freneticamente, outro balançava ao som de uma música inaudível. Ao meu lado, um casal via a série que estou acompanhando e que falta um capítulo, e eu, ingenuamente, comentei: “É ótima, né?” Claramente, eles se sentiram atrapalhados e interrompidos, e eu me senti o E.T. que buscava conexão.
Assim estamos: hiperconectados, com acesso ao máximo de informações e diversões. Porém, não conseguimos mais olhar nos olhos de quem está à volta. Estamos egocentricamente conectados.
No século passado, o luxo era medido pela posse: carros velozes, joias raras e tecnologia de ponta. Hoje, em um mundo onde a conexão 24/7 deixou de ser um privilégio para se tornar uma “coleira digital”, o ponteiro do status mudou de direção. O novo artigo de luxo não pode ser comprado em uma vitrine, mas sim conquistado através de uma escolha consciente: o poder de estar offline.
No entanto, essa ausência pode também significar egoísmo e não envolvimento. Na nova série Madison, a atriz Elle Chapman é assaltada na Quinta Avenida e ninguém para ajudar, e lá ela fica caída. É assim que estamos: desconectados do outro e conectados no virtual, uma verdadeira apologia à solidão.
Onde foi que nos perdemos?
O individualismo de um lado e a hiperconexão de outro. Ao mesmo tempo, para o indivíduo moderno, o silêncio e o tempo sem interrupções tornaram-se os ativos mais escassos do mercado.
Como bem pontua o médico e especialista em traumas Gabor Maté:
“A capacidade de prestar atenção em uma única coisa por um longo período é a maior marca da inteligência e da sanidade moderna”.
No ambiente de alta performance, o “estar sempre disponível virtualmente” deixou de ser virtude para se tornar sintoma de falta de priorização e fragilidade cognitiva.
Dados recentes indicam que quase metade da Geração Z já percebe o impacto negativo das telas na saúde mental. Se todos estão logados, quem é que está realmente pensando? A desconexão não é mais uma fuga; é uma estratégia de preservação. Como afirma o psicanalista Christian Dunker:
“A tecnologia é um servo útil, mas um mestre perigoso. O luxo de amanhã será a privacidade e o silêncio”.
O conceito de Digital Detox evoluiu. Não se trata apenas de desligar o aparelho, mas de recuperar a autonomia da atenção. O luxo contemporâneo é ter o controle sobre o próprio tempo — a liberdade de ler um livro, caminhar sem notificações ou manter uma conversa profunda sem o brilho de uma tela entre as pessoas.
Nesse cenário, o ócio deixa de ser preguiça para se tornar combustível. De acordo com Cal Newport, autor de Deep Work:
“No mundo da hiperconectividade, o tédio é o espaço onde a criatividade nasce. Sem ele, apenas reagimos ao algoritmo”.
Para o coachee que busca excelência, resgatar momentos de tédio criativo é essencial para tomar decisões complexas que a multitarefa impede.
Para implementar essa nova mentalidade de luxo consciente, o desenvolvimento humano deve focar em algumas ações práticas que protejam a neuroquímica do cérebro:
- A “Caixa do Silêncio”: o simples ato de guardar o celular em uma gaveta ao chegar em casa aumenta a capacidade de concentração em até 20%, eliminando o “custo de alternância” visual. Como mencionado recentemente pelo jornalista Guga Chakra, a prática do “shabat digital”, em referência à prática do judaísmo ortodoxo de não usar carros, eletrônicos e eletricidade durante 25 horas, vai de sexta à noite até sábado à noite, com o objetivo de se conectar espiritualmente.
- Outra prática sugerida é o modo Escala de Cinza: configurar o aparelho em preto e branco reduz a liberação de dopamina ligada a ícones coloridos, quebrando o ciclo vicioso de checagem compulsiva.
- Uma tática para a Higiene do Sono de Alto Padrão: substituir a luz azul (que inibe a melatonina) por um livro físico na última hora do dia pode melhorar a qualidade do sono profundo em até 30%.
- A técnica de Caminhada Sensorial: praticar 15 minutos de movimento sem fones de ouvido treina a presença plena, o “luxo” de habitar o próprio corpo sem estímulos externos. O CEO do iFood, em recente entrevista ao programa Liderança S/A, diz que caminha descalço pelas ruas para exercitar sua presença.
- Em função de tanta dificuldade de mudar o padrão, surgem, assim, destinos de reconexão: “Onde o Luxo Encontra a Natureza”. O mercado de hospitalidade de alto padrão já entendeu essa mudança. Destinos como o Rituaali (RJ) ou o UXUA Casa Hotel (BA) vendem mais do que estadias; vendem a oportunidade de desaparecer com segurança. Em locais como o Jalapão ou a Amazônia, a falta de sinal de celular é o principal diferencial do serviço. Hospedar-se nesses ambientes custa, em média, R$ 1.500 por diária — um valor que não paga apenas o conforto, mas a garantia de um processo de introspecção ininterrupto.
O líder do futuro não é aquele que responde e-mails em segundos, mas aquele que tem clareza mental para liderar em meio ao caos.
Estar offline é um ato de rebeldia e sofisticação. É a prova máxima de que você é dono da sua atenção e, consequentemente, da sua vida. No novo cenário global, a verdadeira ostentação é a paz de espírito.
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Quer saber mais sobre como assumir o controle da sua atenção, reduzir a dependência digital e transformar o viver offline em uma fonte real de clareza, presença e alta performance? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.
Mônica Barg
https://www.monicabarg.com.br
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Cultura de Inovação: Como Líderes Criam (ou destroem) Ambientes Criativos (parte II)
Dando continuidade à parte I deste artigo, agora vamos abordar os comportamentos que destroem ambientes criativos.
3. OS COMPORTAMENTOS QUE DESTROEM AMBIENTES CRIATIVOS
Se o artigo anterior estabeleceu o que é cultura de inovação e por que ela importa, esta enfrenta uma questão mais incômoda: por que, então, tantas organizações simplesmente não a constroem?
A resposta, na maioria das vezes, não está na ausência de intenção — está na presença de comportamentos de liderança que, dia após dia, minam silenciosamente o ambiente criativo. Frequentemente, esses comportamentos sequer são percebidos por quem os prática.
Há um paradoxo revelador no coração dessa questão. As mesmas competências que tornaram um líder eficaz na gestão do negócio atual — controle rigoroso, aversão ao risco, exigência de previsibilidade, foco em resultados de curto prazo — são precisamente as que tendem a sufocar a inovação quando aplicadas sem discernimento ao contexto criativo.
O gestor que construiu sua reputação entregando resultados consistentes por meio do domínio dos processos pode, sem perceber, tornar-se o principal obstáculo à renovação da organização que dirige. Não por má-fé — mas por excesso de identidade com os comportamentos que o trouxeram até aqui.
O MICROGERENCIAMENTO COMO EXTINTOR DA CRIATIVIDADE
O microgerenciamento é talvez o comportamento de liderança com a relação mais direta e mais documentada com a destruição da inovação. Sua lógica é sedutora: quanto mais o líder controla, menos espaço para o erro. O problema é que também deixa menos espaço para o que o erro frequentemente precede — a descoberta.
O microgerenciamento tem sido reconhecido há muitos anos por sua capacidade de sufocar a inovação e a criatividade dos colaboradores, sendo também identificado como uma das principais fontes de desmotivação. Além disso, tende a promover a desconfiança e criar uma atmosfera de insegurança que leva à contra produtividade.
O mecanismo psicológico por trás disso é preciso: quando colaboradores são constantemente monitorados e avaliados em cada micro decisão, seu cérebro deixa de operar no modo exploratório — necessário à criatividade — e passa ao modo defensivo, focado em não errar. Pesquisa da Harvard Business Review indica que a liderança baseada no medo cria conformidade, não criatividade, pois os colaboradores passam a focar em evitar punições em vez de inovar.
Há um agravante: na maioria dos casos, microgestores não têm consciência de que estão microgerenciando, pois esse comportamento está profundamente enraizado neles e acreditam genuinamente que o que fazem é no melhor interesse da organização. Isso torna o microgerenciamento particularmente difícil de combater — ele não é percebido como problema por quem o pratica, mas é devastador para quem o experimenta.
A PUNIÇÃO AO ERRO E O COLAPSO DA SEGURANÇA PSICOLÓGICA
Intimamente ligada ao microgerenciamento, a punição ao erro — explícita ou velada — é o segundo grande destruidor de ambientes criativos. Quando colaboradores percebem que errar tem custo de carreira, então a resposta racional é simples: pare de tentar coisas novas.
Amy Edmondson, professora de liderança da Harvard Business School, dedicou décadas de pesquisa a esse fenômeno e cunhou o conceito que melhor o captura: segurança psicológica — a crença compartilhada pelos membros de uma equipe de que o ambiente é seguro para correr riscos interpessoais, incluindo discordar, questionar e falhar (EDMONDSON, 2018). Sua pesquisa demonstrou que a segurança psicológica é o principal preditor do desempenho criativo e inovador das equipes — mais do que talento individual, recursos disponíveis ou qualquer metodologia de inovação.
Colaboradores em organizações de desempenho médio ou abaixo da média são 2 a 4 vezes mais propensos do que aqueles em organizações líderes em inovação a citar o medo — de críticas, de incerteza e de impacto negativo na carreira — como barreira à inovação.
O medo do impacto na carreira emergiu como o maior diferenciador entre os que trabalham em empresas líderes em inovação e todos os outros, sendo 3,6 vezes mais prevalente nas organizações de menor desempenho.
O problema é estrutural: quando uma organização experimenta sucesso seguindo determinadas formas de trabalhar, essas práticas se solidificam e tornam-se difíceis de mudar. Mas aquilo que um dia levou ao sucesso pode ser exatamente o que agora está impedindo a inovação.
O sucesso passado, paradoxalmente, torna-se uma das maiores ameaças à renovação futura.
OS SILOS ORGANIZACIONAIS E A MORTE POR FRAGMENTAÇÃO
O terceiro vetor de destruição dos ambientes criativos é menos visível, mas igualmente letal: os silos organizacionais. Quando departamentos operam como feudos independentes — protegendo informação, disputando recursos e competindo internamente em vez de colaborar — a inovação perde sua principal matéria-prima: a diversidade de perspectivas e o encontro inesperado de conhecimentos distintos.
Em pesquisa da McKinsey, executivos classificam a mentalidade de silos como o principal obstáculo para uma cultura digital funcional. Os números que sustentam essa percepção são expressivos: silos foram identificados em 83% das organizações pesquisadas. E 97% dos respondentes afirmaram que eles têm efeito negativo sobre o desempenho de suas organizações.
O impacto sobre a inovação é direto. Os silos fragmentam o conhecimento e sufocam a inovação em toda a empresa. Operando em isolamento, os departamentos podem inadvertidamente entrar em competição interna, com colaboradores hesitando em compartilhar novas ideias e soluções por medo de exploração.
A inovação mais disruptiva raramente nasce dentro de uma única área — ela emerge da colisão entre saberes que normalmente não se encontram. Os silos impedem exatamente essas colisões.
O PADRÃO INVISÍVEL: COMPORTAMENTOS QUE SE REFORÇAM MUTUAMENTE
O que torna esses três comportamentos — microgerenciamento, punição ao erro e silos — particularmente perigosos é que eles não operam de forma isolada. Eles se alimentam e se reforçam mutuamente em um ciclo que pode, de fato, tornar-se autoperpetuante.
Um líder que microgerência cria medo e o medo faz as pessoas esconderem informações. Informações escondidas criam silos e silos reforçam a desconfiança. E a desconfiança justifica mais controle. A organização entra em uma espiral que, do lado de fora, pode ser diagnosticada como “falta de inovação” — mas que, por dentro, é na verdade uma crise de cultura de liderança.
Reconhecer esses padrões é o primeiro passo. O segundo — e mais difícil — é entender o que as organizações verdadeiramente inovadoras fazem de diferente. É sobre isso que a próxima seção trata.
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Quer saber mais sobre como construir uma verdadeira cultura de inovação nas empresas e evitar que líderes destruam ambientes criativos? Então, continue lendo este artigo na próxima edição.
Até a próxima edição!
Um abraço.
Marcelo Farhat
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Confira também: Cultura de Inovação: Como Líderes Criam (ou destroem) Ambientes Criativos (Parte I)
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REFERÊNCIAS AMABILE, Teresa M. Creativity in Context: Update to the Social Psychology of Creativity. Boulder: Westview Press, 1996. AMABILE, Teresa M. Componential theory of creativity. In: KESSLER, Eric H. (Ed.). Encyclopedia of Management Theory. Thousand Oaks: Sage Publications, 2013. Disponível em: https://www.hbs.edu/ris/Publication%20Files/12-096.pdf. Acesso em: 19 fev. 2026. AMABILE, Teresa M.; KRAMER, Steven J. The Progress Principle: Using Small Wins to Ignite Joy, Engagement, and Creativity at Work. Boston: Harvard Business Review Press, 2011. AMABILE, Teresa M.; PRATT, Michael G. The dynamic componential model of creativity and innovation in organizations. Research in Organizational Behavior, v. 36, p. 157-183, 2016. ARNSTEN, Amy F. T. Stress signalling pathways that impair prefrontal cortex structure and function. Nature Reviews Neuroscience, v. 10, n. 6, p. 410-422, jun. 2009. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2907136. Acesso em: 19 fev. 2026. 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Disponível em: https://www.mckinsey.com/featured-insights/mckinsey-explainers/what-is-innovation. Acesso em: 19 fev. 2026. MCKINSEY & COMPANY. How innovative companies leverage technology to outperform. McKinsey Digital, dez. 2023. Disponível em: https://www.mckinsey.com/capabilities/strategy-and-corporate-finance/our-insights/how-innovative-companies-leverage-tech-to-outperform. Acesso em: 19 fev. 2026. MCKINSEY & COMPANY. Taking fear out of innovation. McKinsey Quarterly, mar. 2023. Disponível em: https://www.mckinsey.com/capabilities/strategy-and-corporate-finance/our-insights/taking-fear-out-of-innovation. Acesso em: 19 fev. 2026. MCKINSEY & COMPANY. Renewal reimagined: how bold organizations survive constant disruption. McKinsey Organization Blog, set. 2025. Disponível em: https://www.mckinsey.com/capabilities/people-and-organizational-performance/our-insights/the-organization-blog/renewal-reimagined-how-bold-organizations-survive-constant-disruption. Acesso em: 19 fev. 2026. NADELLA, Satya. Hit Refresh: The Quest to Rediscover Microsoft's Soul and Imagine a Better Future for Everyone. Nova York: HarperBusiness, 2017. NATIONAL WAR COLLEGE. The Psychophysiological Effects of Stress on National Leadership. Washington: Department of Defense, 2009. Disponível em: https://www.esd.whs.mil/Portals/54/Documents/FOID/Reading%20Room/Litigation_Release/Litigation%20Release%20-%20The%20Psychophysiological%20Effects%20of%20Stress%20%20National%20Leadership%20%20200911.pdf. Acesso em: 19 fev. 2026. SCHEIN, Edgar H.; SCHEIN, Peter. Organizational Culture and Leadership. 5. ed. Hoboken: Wiley, 2017. TUSHMAN, Michael L.; O'REILLY, Charles A. Ambidextrous organizations: managing evolutionary and revolutionary change. California Management Review, v. 38, n. 4, p. 8-29, 1996. VAN KNIPPENBERG, Daan; DE DREU, Carsten K. W.; HOMAN, Astrid C. Work group diversity and group performance: An integrative model and research agenda. Journal of Applied Psychology, v. 89, n. 6, p. 1008-1022, 2004. WANROOY, Bridget et al. Silo-busting: overcoming the greatest threat to organizational performance. Sustainability, v. 11, n. 23, 2019. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/337714303. Acesso em: 19 fev. 2026.
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Corpo Fala: O Que em Nós Deixou de Sorrir?
O sorriso já não ocupa o mesmo lugar.
Foi, pouco a pouco, se tornando um adereço de etiqueta, uma máscara social usada para esconder mandíbulas travadas e o cansaço de quem precisa dar conta de tudo.
E foi ao perceber essa encenação tão naturalizada que o susto me alcançou. Senti falta daquelas gargalhadas que vinham do estômago, faziam os olhos lacrimejar e o corpo inteiro vibrar. Também da sensação simples e profunda de que, por um instante, tudo em nós estivesse vivo.
Talvez o mais incômodo nem seja a ausência do sorriso em si, mas perceber o que, dentro de nós, foi se fechando ao longo do tempo.
Em algum momento, quase sem notar, o sorriso deixou de ser espontâneo. A leveza foi cedendo espaço ao controle, e aquilo que antes brotava com liberdade passou a depender de condições.
O sorriso não desaparece de uma vez. Ele vai se retraindo, até que o endurecimento passa a conduzir os nossos dias.
Em meio à necessidade constante de corresponder a tudo, fomos trocando a expressão genuína por uma postura mais contida. Entramos no automático, acreditando que esse é o único caminho possível para sustentar o ritmo dos dias.
Caminhamos com pressa, olhares distantes, como se a existência fosse algo a ser atravessado sem contemplação. Quando alguém sorri sem motivo aparente, o estranhamento surge, como se a abertura tivesse se tornado incomum.
Rostos tensos tornaram-se o novo normal. O sorriso, que antes era um transbordar, passou a ser apenas um gesto social, muitas vezes vazio.
Pouco a pouco, fomos perdendo intimidade com aquilo que também nos sustenta: a beleza de um encontro, a troca de um olhar, a pausa que nos reconecta com o essencial.
Nesse ritmo, a alegria passou a ocupar um lugar cada vez menor, como se viver com mais abertura e verdade fosse incompatível com as exigências da vida.
Mas o corpo não deixa de falar. Ele sinaliza. E, muitas vezes, o silêncio do sorriso também é um sinal.
Do ponto de vista biológico, sorrir não é apenas expressão, mas também um estímulo. Quando isso acontece, o corpo responde. A tensão diminui e, ainda que por alguns instantes, algo se reorganiza internamente.
Não se trata de manter uma aparência, mas de permitir que algo em você volte a se expressar com naturalidade.
O sorriso que transforma vem desse lugar. Ele não é produzido, ele acontece. Surge quando o corpo desacelera, a mente afrouxa o controle e você volta a se sentir por inteiro.
Nada disso começa fora; começa quando você volta para si.
Assim, o sorriso revela a maneira como você está habitando a própria vida. Ele nasce quando a rigidez se desfaz, o corpo encontra segurança e a vida volta a se mover com mais liberdade.
Querido leitor, mais importante do que perguntar por que ficou tão difícil sorrir não seria perceber o que, em você, ainda espera voltar a viver com mais inteireza?
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Com presença,
Luiza Nizoli
Facilitadora em Desenvolvimento Humano e Consciência Organizacional
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Não Tenha Medo de Ser Você Mesmo — Nem da Sua Própria Felicidade
Responda com sinceridade: você sabe o que é ser feliz? Vou até refazer a pergunta: o que é esta tal felicidade que você tanto deseja?
Na verdade, não é só você que deseja a felicidade na vida. Todos os seres humanos que têm plena consciência do que desejam de melhor para si mesmos: querem ser felizes.
Há um ditado que diz:
“A felicidade não significa a ausência de problemas, mas sim a habilidade de lidar com eles. Para ser feliz, você não precisa ter tudo de melhor, mas sim tornar melhor o que você tem.”
Ser feliz é ser resiliente diante dos desafios do dia a dia.
Ou seja, quer ser feliz? Seja você mesmo e viva de fato sua vida da melhor forma possível. Não tenha medo de fazer o que gosta e experimente tudo o que deseja. Mexa-se para encontrar sua felicidade.
Martha Medeiros sintetizou bem essa ideia na crônica “Felizes para Sempre”:
“Ninguém sabe direito o que é felicidade, mas, definitivamente, não é acomodação. Acomodar-se é o mesmo que fazer uma longa viagem no piloto automático. Muito seguro, mas que aborrecimento. É preciso um pouquinho de turbulência para a gente acordar e sentir alguma coisa, nem que seja medo.”
Será difícil alcançar essa tal felicidade?
Depende da expectativa de cada pessoa sobre o que é ser feliz.
Felicidade é muito simples. É estar em paz consigo mesmo e fazer as coisas de que gosta. É crescer e viver cada dia, encontrando motivos para ser feliz.
Um texto de autor desconhecido que circula na internet, sem dúvida, define muito bem essa simplicidade:
“A felicidade é um sentimento tão maravilhoso que cada um tem uma definição diferente. Ao longo da nossa trajetória, definimos o que traz a nossa felicidade guardando lembranças, sons, brincadeiras, beijos, olhares e sensações que nos fizeram sorrir. Felicidade, para mim, é receber um abraço bem apertado de quem eu gosto, sentir o perfume de alguém, me emocionar lendo um livro, ouvir uma voz doce, conseguir sorrir quando meu mundo está desmoronando, rir por besteiras, estar com minhas amigas, receber uma mensagem na madrugada, ouvir músicas, comer chocolate… E, para você, o que faz seu coração vibrar quando falam em felicidade?”
Você está indo atrás da sua felicidade? Está buscando o melhor para você? Está sendo você mesmo? Ou você vive para os outros, pelos outros e para agradar a sociedade ou a família?
Tenha em mente que a felicidade começa em ser você mesmo — sincero e realista. Agradar a todos é perda de tempo.
A felicidade é um estado de ânimo que se traduz em um sentimento de satisfação. Quem é feliz sente-se à vontade, contente e, além disso, de bem com a vida. Contudo, o conceito de felicidade é subjetivo e relativo. Não existe um índice ou uma categoria que tenhamos de alcançar para nos considerarmos pessoas felizes.
O ser humano costuma sentir felicidade quando alcança seus objetivos e supera os desafios da vida cotidiana. Quando isso não acontece, então pode surgir a frustração. E essa frustração leva assim à sensação de perda da felicidade.
Pessoas que se sentem realizadas e plenas tendem a ser mais serenas e estáveis, pois encontram um equilíbrio entre o emocional e o racional.
Agradar a si mesmo, respeitando o próximo, é o caminho inicial para ser feliz.
E o restante do caminho?
Viva para descobrir.
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Quer saber mais sobre como alcançar a felicidade sendo você mesmo de verdade? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Até a próxima!
Franco Guizzetti
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Whatsapp: (11) 99369-5791
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Da Escassez Nasce a Consciência: Uma Lição Silenciosa sobre Liderança
Existe um tipo de aprendizado que não vem de livros, nem de treinamentos.
Ele vem do silêncio, da falta, da escassez.
Quando eu era criança, eu desejava algo simples: comer uma maçã.
Não era luxo, não era exagero, era apenas uma maçã.
Minha tia fazia vitamina de frutas para os filhos dela, e eu morria de vontade.
Mas ela não me dava.
Hoje eu entendo: não era falta de amor, mas falta de condição.
Naquele momento, eu não sabia dar nome para o que eu sentia.
Hoje eu sei: era escassez.
E, sem dúvida, a escassez ensina cedo demais.
O que a escassez realmente faz com a gente
A escassez não ensina só a faltar.
Ela ensina a prestar atenção.
Quem viveu escassez certamente aprende a:
- valorizar o simples;
- evitar desperdícios;
- observar antes de agir;
- pensar no amanhã;
- usar melhor os recursos.
Talvez seja por isso exista tanta diferença entre líderes que apenas executam e líderes que pensam estrategicamente.
Estratégia, no fundo, é isso: saber usar bem o que se tem, antes de pedir mais.
A ironia da vida é que hoje eu posso comer quantas maçãs eu quiser, mas eu não gosto.
Mesmo assim, eu como.
Não por prazer, mas por consciência.
Consciência de quem sabe o que é, de fato, não ter escolha.
Escassez sem consciência vira trauma.
Escassez com consciência vira liderança.
Nem toda pessoa que viveu escassez se fortaleceu.
Algumas ficaram rígidas, outras ficaram controladoras, outras desenvolveram incluside o medo excessivo de perder.
Mas a diferença não está no que se viveu. Está no que se aprendeu com isso.
Quando a escassez não é elaborada, ela vira então:
- apego excessivo;
- dificuldade de confiar;
- microgestão;
- centralização;
- medo de delegar.
Quando a escassez é transformada em consciência, então ela vira:
- visão de longo prazo;
- responsabilidade no uso de recursos;
- respeito pelo esforço alheio;
- decisões mais maduras;
- liderança sustentável.
E isso muda tudo dentro de uma empresa.
O erro comum de muitos líderes
Vejo muitos líderes pedindo:
- mais pessoas;
- mais verba;
- mais tempo;
- mais estrutura.
Quando, de fato, o problema não é falta.
É o uso inconsciente do que já existe.
Escassez bem elaborada ensina algo poderoso: antes de pedir mais, organize melhor.
E, sem dúvida, líderes conscientes:
- não desperdiçam talento;
- não desperdiçam tempo;
- não desperdiçam energia emocional;
- não desperdiçam oportunidades de desenvolvimento.
Eles sabem que recurso mal utilizado é de fato tão prejudicial quanto recurso inexistente.
Três práticas para transformar escassez em força de liderança
Aqui vão dicas práticas, simples e profundas, para líderes que querem se fortalecer a partir da consciência, e não da pressão.
1) Faça uma auditoria de desperdício invisível
Pergunte-se, com honestidade:
- Onde estamos gastando energia à toa?
- Quais reuniões não geram decisão?
- Quais processos existem só por hábito?
- Quais talentos estão subutilizados?
Liderança estratégica começa quando você enxerga de fato o que está sendo desperdiçado.
2) Desenvolva pessoas antes de pedir mais recursos
Antes de contratar, pergunte:
- quem aqui pode crescer?
- quem precisa de clareza?
- quem está pronto, mas não foi visto?
Muitas empresas vivem escassez de gente boa quando, na verdade, vivem escassez de desenvolvimento.
3) Tome decisões como quem sabe o valor do básico
Decisões conscientes não são impulsivas. Elas respeitam o esforço coletivo.
Um líder que conhece o valor do básico:
- comunica melhor;
- explica o porquê;
- prepara o time para mudanças;
- não muda regras toda hora.
Isso gera segurança.
E, sem dúvida alguma, segurança gera engajamento.
Para fechar
A vida me ensinou liderança antes de me ensinar técnica, ela me ensinou no silêncio da falta e na consciência do simples.
Escassez não é algo que eu romantizo, mas é algo que eu honro.
Porque foi ela que me ensinou a não desperdiçar pessoas, recursos e oportunidades.
E se existe uma verdade que eu carrego comigo, é essa:
Liderança não é sobre ter mais. É sobre usar melhor o que se tem, com consciência, respeito e visão.
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Tudy Vieira
https://www.tudyvieira.com.br/
Confira também: Meta travada não é falta de motivação. É falta de método. (E dá para corrigir em 7 dias)
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Atrator Emocional: O Que Define Conversas Difíceis no Trabalho
Em dois dos meus recentes artigos abordei o AEP – Atrator Emocional Positivo e o AEN – Atrator Emocional Negativo (AEN), pois esses, muitas vezes sem perceber, direcionam nossas interações no trabalho.
Recentemente, facilitei, junto com uma amiga parceira, um workshop sobre uma metodologia para Transformar Conversas Difíceis em Diálogos Construtivos. Sabemos o quanto as relações são desafiadoras no nosso cotidiano e quero aqui fazer um paralelo do quanto os AEP e AEN interferem nos conflitos no ambiente organizacional.
Richard Boyatzis, no livro “Ajudando as pessoas a mudar”, explica que estados emocionais positivos ampliam nossa capacidade de pensar, conectar e aprender, enquanto estados negativos nos colocam em modo de defesa. É exatamente isso que vemos no dia a dia: o AEP abre portas, o AEN fecha.
Eles não são conceitos abstratos; na verdade é o que acontece dentro da gente, é o que sentimos quando uma conversa flui com leveza ou quando, de repente, tudo fica tenso. Então, falar de Atrator Emocional Positivo (AEP) e Atrator Emocional Negativo (AEN) é, no fundo, falar daquilo que move — ou trava — as relações no trabalho. E quando trava, o incômodo acontece, o sentimento ruim é vivido e o conflito se instala.
No dia a dia corporativo, esses atratores, muitas vezes se manifestam de forma sutil. Um feedback maldado, por exemplo, pode ativar o AEN e transformar uma conversa simples em um conflito desnecessário. Em outra situação, uma gestora que inicia a conversa com seu liderado dizendo “Precisamos falar sobre os erros do relatório”. Basta isso para o AEN tomar conta: justificativas, silêncios, tensão e um incômodo interno.
Marshall Rosenberg, ao falar sobre Comunicação Não Violenta, reforça que grande parte dos conflitos nasce não das diferenças em si, mas da forma como nos desconectamos com as necessidades por trás das palavras.
Quando estamos sob o efeito do AEN, ouvimos para nos defender; sob o AEP, ouvimos para compreender. A diferença parece pequena, mas muda tudo.
Ignorar o impacto do AEN na geração de conflitos, é receita certa para desgaste. Ele se instala quando há falta de clareza, excesso de pressão, comunicação truncada ou relações baseadas no medo. E, uma vez ativado, tende a se retroalimentar: quanto mais tensão, mais reatividade; quanto mais reatividade, mais conflito.
Não é à toa que Peter Senge afirma que “as organizações aprendem apenas por meio de indivíduos que aprendem”. E indivíduos sob AEN não aprendem — sobrevivem. E a que custo?
O ponto central é que AEP e AEN não são características fixas das pessoas, mas estados que podemos cultivar ou transformar. Conflitos continuarão existindo, claro, mas quando operamos a partir do AEP, eles deixam de ser batalhas e passam a ser conversas difíceis, porém produtivas.
No fim das contas, criar ambientes emocionalmente saudáveis não é um luxo; é estratégia, é foco na cultura. E, como toda estratégia, começa pelo simples: perceber o que estamos atraindo — e o que estamos espalhando.
No fim, trabalhar com AEP não é ser “positivo” o tempo todo. É ser consciente do impacto emocional que geramos. É escolher criar espaço para que as conversas — inclusive as difíceis — aconteçam com humanidade. E, como diz Boyatzis, é nesses momentos de ressonância que a mudança verdadeira começa.
E aqui fica a provocação: quando um conflito surge, você contribui para ampliar o diálogo ou para estreitar ainda mais o campo emocional?
Porque toda conversa acende um atrator — positivo ou negativo. E é esse atrator que define se a conversa vira ponte ou muro, se gera aprendizado ou desgaste, se aproxima ou afasta.
Talvez a pergunta mais honesta que possamos fazer seja: nas suas interações, você tem sido parte da escalada do conflito ou da construção do diálogo?
No fim das contas, conversas difíceis não desaparecem. Mas a forma como chegamos nelas — e o atrator que ativamos — muda absolutamente tudo.
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Até o próximo artigo!
Vera Godoi Costa
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Confira também: Quando a Pressão Silencia o Potencial: O Poder de Equilibrar AEN e AEP nas Empresas
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Reconexão Essencial: A Liderança Que Precisa Voltar a Si Para Sustentar o Todo
Há líderes que seguem entregando resultados, conduzindo equipes e tomando decisões relevantes, embora já não estejam inteiros no que fazem. A agenda permanece cheia, os indicadores seguem sendo acompanhados, as responsabilidades se acumulam. Ainda assim, a conexão interna perde consistência.
Esse afastamento se constrói na repetição de dias intensos, na sobreposição de demandas e na exigência contínua por respostas rápidas. O líder passa a operar sustentado pela experiência, enquanto a clareza sobre si mesmo diminui. A liderança continua em funcionamento, ainda que com menos coerência interna.
Esse é um dos grandes desafios das organizações hoje.
A complexidade aumentou. As relações se tornaram mais delicadas. As decisões exigem análise técnica, maturidade emocional, discernimento e capacidade de lidar com múltiplas variáveis ao mesmo tempo. O líder deixou de ser apenas um executor estratégico. Ele ocupa um lugar que pede equilíbrio entre pessoas, resultados e sentido.
Nesse contexto, surge uma pergunta inevitável: de onde esse líder está operando?
A Reconexão Essencial parte exatamente dessa questão. Ela não se limita ao desenvolvimento de habilidades. O foco está na base que sustenta essas habilidades. Trata-se de um convite para que o líder revise sua relação consigo mesmo, reconheça padrões que orientam suas decisões e recupere a capacidade de atuar com consciência.
Sem esse movimento, a tendência se repete. O líder responde ao contexto, replica comportamentos, administra problemas. Com esse movimento, ele passa a escolher com mais precisão, conduz com mais clareza e, além disso, sustenta relações com mais consistência.
Reconectar-se exige disposição para olhar além do desempenho. Exige reconhecer limites, questionar certezas e reorganizar prioridades. Esse processo fortalece a liderança e amplia sua consistência.
Há um ponto estrutural que precisa ser compreendido com profundidade: a cultura de uma empresa nasce das crenças, valores bem como de pensamentos individuais. No coletivo, esses elementos ganham forma, alcançam pessoas, envolvem equipes inteiras e se traduzem em comportamentos. Esses comportamentos revelam, com precisão, o reflexo da liderança.
Por essa razão, torna-se urgente rever dinâmicas relacionais marcadas por toxicidade e sustentadas exclusivamente por pressão por performance. Ambientes assim até entregam no curto prazo, embora fragilizem as relações, comprometem a confiança e limitam a continuidade dos resultados.
A cultura organizacional cumpre um papel essencial: estabilizar as relações para que as entregas se mantenham consistentes em todos os níveis. Sem essa base, qualquer resultado perde sustentação ao longo do tempo.
Ao integrar dimensões racional, emocional, relacional e existencial, a Reconexão Essencial amplia a forma como o líder compreende a si mesmo e o ambiente em que atua. Ele deixa de ocupar apenas uma função e passa a exercer uma presença que influencia diretamente a qualidade das relações e das decisões.
Na prática, essa mudança se expressa de maneira objetiva. A comunicação ganha precisão, a escuta se torna mais qualificada, os conflitos são tratados com responsabilidade e as equipes passam a responder com maior engajamento. Além disso, a confiança deixa de ser um discurso e passa a ser uma experiência concreta no cotidiano.
Há também um ponto que precisa ser nomeado com clareza: a sustentabilidade da liderança.
Durante muito tempo, foi valorizada a capacidade de suportar pressão contínua. Hoje, essa lógica mostra seus limites. Líderes sobrecarregados mantêm a operação por um período, ainda assim comprometem a qualidade das decisões, das relações e da visão de futuro.
A Reconexão Essencial atua exatamente nesse ponto de tensão. Ela fortalece a estrutura interna do líder para que ele possa sustentar sua atuação com mais equilíbrio, discernimento e vitalidade.
O programa foi estruturado para criar um espaço consistente de reflexão e desenvolvimento. Por meio de vivências, práticas e diálogos qualificados, o líder é convidado a interromper padrões automáticos e reconstruir sua forma de liderar a partir de uma base mais consciente.
Esse movimento gera impacto direto. A equipe percebe, a cultura responde e os resultados passam a refletir um ambiente mais alinhado.
A construção dessa metodologia é fruto de uma trajetória consistente. A Allure Desenvolvimento Humano, fundada por Cristiane Maziero, nasce da integração entre experiência prática, escuta atenta de líderes em campo e uma visão ampliada sobre o desenvolvimento humano nas organizações. Ao longo de sua atuação como consultora, mentora e facilitadora, Cristiane acompanhou de perto os desafios reais da liderança, em diferentes contextos e momentos de transformação.
Sua experiência reúne vivências na área da saúde, empresas, no desenvolvimento humano e na condução de processos de cultura organizacional. Essa combinação confere à metodologia uma base consistente e sensível às nuances das relações. Trata-se de uma construção que nasce da prática, do contato direto com líderes e equipes bem como da necessidade concreta de criar caminhos que sustentem resultados com integridade.
A Reconexão Essencial carrega essa assinatura: profundidade com aplicabilidade, consciência com ação.
Ao final, torna-se evidente: o programa Reconexão Essencial atende às novas demandas de uma liderança que hoje se encontra intensamente exigida e à beira de colapsar.
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Quer entender como a reconexão essencial pode transformar sua forma de decidir, se relacionar e sustentar resultados no longo prazo? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo.
Cristiane Maziero
Fundadora/Idealizadora @ Allure Desenvolvimento Humano | Psicologia Transpessoal
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Por Que Pessoas Tão Boas Acabam Procrastinando?
Sabe aquela pessoa superproativa, não para, está sempre fazendo algo novo, e com perfeição?
Esse perfil de pessoa sempre se destaca pela qualidade da entrega, e agilidade. São corretas, comprometidas e focadas (referências na equipe). Não tem problema em estar em exposição, pelo contrário, gostam de ser vistos e elogiados. Feedback para eles é muito importante, pois estão sempre buscando crescer e aprender mais, superando a si mesmos. São pessoas comprometidas com o resultado, e costumam ser bastante disciplinadas.
O problema começa quando essa busca pela perfeição e por sempre estar em primeiro, vira auto cobrança exagerada (e muitas vezes vão cobrar muito os demais também, tanto no trabalho, como em casa).
Estão sempre se comparando aos demais, e mesmo que executem com perfeição, tendem a se colocarem para baixo. Nunca nada vai estar bom o suficiente! Com frequência, chamam a atenção por onde passam, mas de início podem parecer tímidas, mas na verdade estão avaliando o ambiente e as pessoas, para quando se sentirem seguras e confiantes, interagem e conquistam as pessoas mesmo sem intenção.
Esse perfil tem medo de ser excluído, trocado, teme que outras pessoas passem à sua frente. Aprenderam isso na infância, por sobrevivência (sentiram que ficaram para trás). Pequenos erros viram grandes problemas. Começam a ficar irritados.
E quando esse sentimento aumenta, começam a ficar inseguros e por medo de não ganharem, nem entram no jogo (projetos novos, progressão de carreira). Procrastinam. Sempre arrumam outra coisa para fazer por achar que “apareceu uma oportunidade melhor” (iniciam projetos cheios de gás, e abandonam no meio). Não são pacientes com o tempo de maturação que as coisas levam para gerar os resultados, querem tudo para ontem.
Nos relacionamentos, tem medo de se comprometer, acabam vivendo relacionamentos superficiais, por medo de se entregarem e serem trocados.
O que fazer se você se viu nesse padrão ou conhece alguém assim?
A primeira coisa é entender seu auto valor. Parar de se medir através de validação externa, desempenho e reconhecimento alheio. Evitar ambientes muito críticos, pois o impacto dessa espera por reconhecimento é grande. Gera um desgaste emocional muito pesado de ter a obrigação de ser, de fato, perfeito o tempo todo, e que nunca pode descansar (descanso parece perda de tempo).
É importante entender que performance não é identidade. Entender que as coisas podem ser leves e imperfeitas. Cada um tem o seu valor, e é fundamental parar de se comparar com os demais (principalmente quando se comparam de forma errônea, não levando em consideração o processo todo que o outro levou para estar ali, bem como suas condições e tempo).
Entender que não precisam se provar o tempo todo, e não esquecerem todas as suas conquistas (e usá-las para enxergar sua própria capacidade). E o principal, entender que o resultado vem a longo prazo, e dar o tempo de maturação necessário para que comece a colher esses resultados.
Alta performance com baixa autoestima: o padrão que ninguém vê. Todos temos uma parte desse perfil, e é importante aprender a flexibilizar. Use essa força e energia a seu favor, e crie seu próprio resultado, pois se você souber usar seus recursos, seus resultados serão exponenciais.
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Quer saber mais sobre como pessoas altamente produtivas e comprometidas acabam entrando em ciclos de procrastinação e o que fazer para transformar autocobrança em consistência real de resultados? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Sarah Martins
Mentora de Autoliderança, Desenvolvimento Humano e Inteligência Emocional
http://linkedin.com/in/sararmartins
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
Participe da Conversa
Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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