O Novo Plano de Carreira: Por que Competências, Experiências e Evidências Importam Mais do que Cargos
Como pensar sua trajetória por competências, experiências e evidências e não apenas por cargos.
Durante muito tempo, falar em plano de carreira era imaginar uma escada: um cargo depois do outro, uma promoção depois da outra, uma linha mais ou menos previsível de crescimento.
Hoje, muitas trajetórias se parecem menos com uma escada e mais com um mapa com rotas, aprendizados, desvios e novas combinações de competências ao longo do caminho.
E isso não precisa ser visto com medo, mas sim como uma oportunidade.
Porque, quando a carreira deixa de depender apenas de um próximo cargo, ela passa então a depender também de algo mais estratégico: o repertório que você constrói, as experiências que escolhe viver e as evidências que consegue mostrar.
A pergunta “qual cargo eu quero?” continua importante, mas talvez ela já não seja suficiente.
Uma pergunta mais completa seria: quais competências, experiências e evidências me aproximam da carreira que quero construir?
Essa mudança de olhar é especialmente importante em um mercado atravessado por tecnologia, inteligência artificial e novas formas de organizar o trabalho. A IA não muda apenas ferramentas; muda processos, expectativas e até a forma como os profissionais demonstram seu valor.
A McKinsey tem reforçado essa transição ao discutir que, no contexto da IA, as habilidades passam a ser um eixo cada vez mais relevante para redesenhar o trabalho, não apenas os cargos.
Na prática, isso significa que o seu desenvolvimento profissional não precisa ficar preso a uma única trilha. Ele pode ser pensado em camadas.
- A primeira camada é a das competências: o que você precisa desenvolver para se manter relevante e crescer com mais direção? Pode ser alfabetização em IA, pensamento analítico, comunicação, visão estratégica, liderança, gestão de projetos ou capacidade de aprender continuamente.
- A segunda camada é a das experiências: onde você pode praticar essas competências na vida real? Um projeto no trabalho, uma iniciativa voluntária, uma melhoria de processo ou até um pequeno experimento com IA podem se transformar em experiência concreta.
- A terceira camada é a das evidências: como você mostra o que desenvolveu? É aqui que entram currículo, LinkedIn, portfólio, relatos de projetos e resultados alcançados. Esse ponto é essencial: não basta aprender. É preciso traduzir o aprendizado em sinais visíveis de evolução.
Para quem está em recolocação profissional, essa lógica ajuda muito.
Em vez de se candidatar de forma ampla e pouco direcionada, você pode observar as vagas-alvo, identificar competências recorrentes, mapear lacunas e construir evidências que fortaleçam sua narrativa.
Para quem está em transição de carreira, o mesmo raciocínio vale. A mudança pode começar pela pergunta “quais capacidades eu já tenho, quais preciso desenvolver e o que quero construir?”
Um exercício simples para começar é o mapa Competências — Experiências — Evidências.
Escolha uma direção profissional e então responda:
- Quais três competências aparecem com mais frequência nesse caminho?
- Onde posso praticar cada uma delas nos próximos 30 a 60 dias?
- Que evidência concreta posso construir para mostrar esse desenvolvimento?
Por exemplo: se você quer migrar para uma área mais conectada a dados e IA, talvez precise desenvolver análise de dados e alfabetização em IA.
Para que possa praticar, você pode fazer um projeto simples ou usar uma ferramenta de IA para estruturar aprendizados. Como evidência, pode criar um pequeno case, atualizar o LinkedIn ou incluir um projeto aplicado no currículo. Isso tira a carreira do campo da intenção e leva para o campo da construção.
Em um mercado que muda rápido, talvez essa seja uma das formas mais inteligentes de se preparar: não depender apenas do próximo título, mas fortalecer aquilo que sustenta sua evolução em diferentes cenários.
Planejar carreira hoje significa construir direção, desenvolver capacidades, viver experiências que façam sentido e, sem dúvida, transformar tudo isso em evidências claras do seu valor profissional.
Se você quer apoio para transformar dúvidas em direção, mapear competências, fortalecer sua narrativa profissional ou estruturar uma transição de carreira com mais estratégia, buscar suporte profissional pode tornar esse caminho mais leve, claro e consistente.
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Natália Monetti
natalia.monetti@despertarcarreiras.com
https://www.despertarcarreiras.com
Confira também: As Habilidades Que Mais Valorizam em 2026
Referências: World Economic Forum, Future of Jobs Report 2025, com destaque para IA, big data, pensamento analítico, resiliência, liderança e colaboração entre habilidades relevantes para o futuro do trabalho. McKinsey, artigo sobre redesenho do trabalho para pessoas e IA, com a ideia de que habilidades passam a ser um eixo importante para redesenhar fluxos e gerar valor no contexto da inteligência artificial. Gartner, tendências e prioridades de RH para 2026, incluindo transformação impulsionada por IA, redesenho da força de trabalho na era humano-máquina e liderança em meio à incerteza. Harvard Business Review, análise sobre como a IA generativa pode mudar o valor da experiência, das competências e das credenciais usadas para avaliar profissionais.
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As Conversas que Adiamos Acontecem Dentro de Nós
Enquanto não falamos com o outro, continuamos falando conosco. E, nessa conversa solitária, o outro não tem direito de resposta. Muitas vezes dizemos que evitamos determinada conversa para preservar a relação, mas enquanto a preservamos do desconforto imediato, podemos entregá-la silenciosamente às interpretações, às conversas paralelas e aos ressentimentos.
O que acontece quando temos algum desentendimento ou ficamos magoados com os outros e não conversamos? À primeira vista, a resposta pareceria simples: nada. Se duas pessoas não falam sobre um desentendimento, o assunto permanece suspenso até que encontrem tempo, disposição ou coragem para retomá-lo. A vida segue, outros acontecimentos ocupam espaço e aquela conversa fica guardada em algum lugar, à espera de uma oportunidade melhor.
Mas não é exatamente assim.
Uma conversa adiada não permanece em silêncio. Enquanto não falamos com o outro, continuamos falando conosco: reconstruímos cenas, relembramos frases, interpretamos gestos, atribuímos intenções e imaginamos aquilo que a outra pessoa teria dito se a conversa tivesse ocorrido. Ligamos o episódio recente a acontecimentos antigos, procuramos semelhanças, reunimos indícios e, quase sem perceber, começamos a organizar uma narrativa.
Nessa conversa solitária, porém, há uma ausência decisiva: o outro.
Ele não está presente para explicar o que quis dizer, corrigir o que entendemos, apresentar a parte da história que desconhecemos ou simplesmente dizer que não percebeu o efeito provocado por determinada atitude. Também não pode lembrar aquilo de que nos esquecemos, oferecer outro contexto ou fazer uma pergunta capaz de deslocar nossa interpretação.
A conversa continua acontecendo, mas apenas dentro de uma das pessoas. E, ali, o outro não tem direito de resposta.
Paul Watzlawick, um dos principais estudiosos da comunicação humana, formulou um princípio que se tornou conhecido: é impossível não comunicar. Mesmo quando não dizemos nada, comunicamos alguma coisa. O silêncio, o afastamento, a demora em responder, a expressão do rosto e até a tentativa de evitar um conflito são interpretados por quem está do outro lado.
O problema é que silêncio não vem acompanhado de legenda.
Uma pessoa pode afastar-se porque está magoada, cansada, confusa ou com medo de piorar a situação. A outra pode interpretar esse afastamento como indiferença, desprezo, punição ou rejeição. Quanto mais tempo passa, mais facilmente a interpretação ocupa o lugar da pergunta. Em algum momento, já não pensamos “será que foi isso que aconteceu?”, mas “agora compreendo o que essa pessoa sempre fez comigo”.
Talvez seja assim que muitos episódios isolados se transformem em histórias completas.
Não guardamos nossas experiências como quem arquiva documentos em gavetas perfeitamente identificadas. A memória não é uma gravação fiel à qual podemos retornar sempre que desejarmos consultar os fatos. Ou uma foto que paralisa aquele momento.
Nós nos lembramos a partir de quem somos hoje, do que sentimos, das experiências que vieram depois e do sentido que atribuímos ao que vivemos. Cada nova lembrança pode reorganizar as anteriores, aproximando acontecimentos distantes e produzindo entre eles uma coerência que talvez não existisse quando ocorreram.
Isso não significa que a dor seja inventada.
Uma pessoa pode ter sofrido profundamente diante de uma situação que os demais viveram de maneira inteiramente diferente. Seu sentimento é verdadeiro, ainda que a interpretação construída para explicá-lo não corresponda a toda a realidade. Essa distinção é difícil, mas necessária: acolher a dor de alguém não nos obriga a concordar com todas as conclusões que essa pessoa tirou daquilo que viveu.
Talvez uma das maiores dificuldades das conversas delicadas esteja justamente aí. Quando alguém nos conta que se sentiu rejeitado, ignorado ou desrespeitado, nossa reação imediata costuma ser defender nossas intenções: “não foi isso que eu quis dizer”, “você entendeu errado”, “não aconteceu dessa maneira”. Do outro lado, qualquer tentativa de apresentar outra versão pode ser recebida como desqualificação do sofrimento: “você está dizendo que eu inventei”, “ninguém reconhece o que fizeram comigo”, “mais uma vez, não querem me ouvir”.
Assim, duas afirmações que poderiam coexistir passam a competir entre si. Uma pessoa diz: “isso me feriu”. A outra responde: “eu não quis ferir você”. As duas coisas podem ser verdadeiras. A intenção de quem agiu não apaga o efeito produzido, assim como o efeito sentido não permite conhecer, com absoluta certeza, a intenção de quem agiu.
Quando transformamos uma conversa em julgamento, entretanto, parece necessário decidir quem possui a versão correta. Procuramos culpados, provas, testemunhas e contradições. Cada pessoa tenta demonstrar que sua memória é mais legítima, seu sofrimento é maior ou sua interpretação é mais fiel aos acontecimentos.
Mas relações humanas não são tribunais, embora frequentemente organizemos nossas conversas como se fossem.
Em uma família, numa amizade, num casamento ou no ambiente de trabalho, raramente existe apenas uma história. Existem pessoas que ocuparam lugares diferentes, perceberam fragmentos distintos e foram afetadas de maneiras que as outras talvez não tenham notado. Escutar essas versões não significa aceitar que todas sejam igualmente precisas. Significa reconhecer que nenhuma relação pode ser inteiramente compreendida a partir de um único ponto de vista.
No trabalho, isso acontece com uma frequência impressionante. Um gestor acredita que concedeu autonomia; o profissional interpreta sua ausência como abandono. Alguém oferece uma sugestão e o colega a recebe como crítica. Uma pessoa deixa de ser convidada para determinado encontro e conclui que está sendo excluída, quando talvez tenha ocorrido apenas um erro de organização. Uma mensagem curta, enviada entre duas reuniões, é lida como sinal de irritação.
Aliás, aqui cabe uma observação que minha filha sempre me ensinou: se precisar dizer algo importante, não escreva. A palavra escrita não tem entonação – você pode estar dizendo de modo delicado e gentil e a pessoa que lê o faz com o tom de seu sentimento do momento: raiva, frustração, medo, insegurança. Nada disso é irrelevante.
As interpretações produzem efeitos, mesmo quando não correspondem à intenção original.
Mudamos nosso comportamento a partir delas, tornamo-nos mais defensivos, evitamos determinadas pessoas e passamos a observar cada gesto em busca de confirmação. Aquilo que começou como dúvida transforma-se em lente. E, depois que adotamos uma lente, quase tudo parece comprovar o que já acreditávamos.
Quanto mais desconfortável é uma conversa, maior costuma ser nossa tentação de adiá-la. Dizemos que ainda não estamos preparados, que não encontramos as palavras certas ou que aquele não é o melhor momento. Muitas vezes, o adiamento é necessário. Falar no auge da raiva pode produzir feridas adicionais, e há situações em que precisamos de algum tempo para compreender o que sentimos antes de tentar explicá-lo.
O problema começa quando esperamos uma prontidão absoluta que talvez nunca chegue.
Conversas difíceis não se tornam fáceis apenas porque foram adiadas. Ao contrário, podem chegar carregadas de novas interpretações, ensaiadas tantas vezes internamente que já parecem fatos incontestáveis. Quando finalmente acontecem, o episódio que lhes deu origem quase desaparece sob o peso de tudo o que foi acumulado depois.
Talvez por isso algumas conversas precisem de condições que, em outros momentos, pareceriam artificiais: tempo reservado, disposição para não interromper, algum acordo sobre a maneira de falar e até a possibilidade de anotar uma observação em vez de reagir imediatamente. Não porque relações devam funcionar como reuniões formais, mas porque, quando há muito conteúdo acumulado, a espontaneidade nem sempre é suficiente para proteger a escuta.
Ouvir, nesse contexto, não significa concordar em silêncio.
Significa permitir que a outra pessoa termine de construir seu pensamento antes de pensar em desmontá-lo. Significa tentar compreender não apenas o que ela está dizendo, mas como chegou àquela interpretação. Às vezes, por trás de uma acusação aparentemente desproporcional, existe uma dor antiga procurando uma linguagem possível. Outras vezes, há uma conclusão equivocada que precisamos confrontar com respeito. Com frequência, as duas coisas aparecem misturadas.
Falar também exige mais do que apresentar nossa defesa.
Exige reconhecer efeitos que não pretendíamos produzir, admitir aquilo que poderíamos ter feito de outra maneira e, ao mesmo tempo, preservar o direito de não aceitar versões que nos atribuam intenções, palavras ou atitudes que não reconhecemos como nossas. Dizer o que pensamos não assegura que seremos compreendidos, assim como escutar não garante concordância. A conversa apenas cria uma possibilidade que o silêncio elimina: a de corrigirmos, juntos, os sentidos que atribuímos um ao outro.
É um equilíbrio difícil. Não reduzir a experiência do outro à nossa explicação, mas também não desaparecer para que apenas a narrativa dele permaneça.
Nem toda conversa termina em consenso. Algumas diferenças não se resolvem; certas lembranças continuarão divergentes e talvez nunca saibamos exatamente o que aconteceu em uma cena distante. Ainda assim, algo importante pode ocorrer quando as versões deixam de existir isoladamente e passam a compartilhar o mesmo espaço.
A pessoa que sofreu pode descobrir que não havia, do outro lado, a intenção que imaginou. Quem provocou a dor pode perceber um efeito que nunca havia considerado. Ambas podem reconhecer que participaram da relação a partir de histórias, vulnerabilidades e limites que nem sempre eram visíveis.
Talvez conversar não seja encontrar uma versão única do passado, mas impedir que cada pessoa permaneça aprisionada à sua própria versão.
Depois de uma conversa verdadeira, nem tudo precisa estar resolvido para que alguma coisa se transforme. O acontecimento continua fazendo parte da história, mas deixamos de contá-lo apenas por uma voz. A relação volta a circular. O humor pode reaparecer, a presença do outro deixa de parecer ameaçadora e a vida, que havia ficado retida em explicações antigas, encontra novamente algum movimento.
Por isso, quando uma mágoa – ou uma dúvida – permanece conosco por muito tempo, talvez valha a pena perguntar não apenas o que aconteceu, mas quanto da história foi vivido com o outro e quanto foi construído depois, em sua ausência. Colocar-se em uma relação é uma forma de responsabilidade. Não significa dizer tudo, a qualquer momento ou de qualquer maneira, mas permitir que o outro nos conheça sem precisar nos imaginar.
Porque as conversas que adiamos não ficam suspensas. Elas continuam dentro de nós – justamente no único lugar em que sempre teremos razão.
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Isabel C Franchon
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Toda Carreira Precisa de uma Ítaca: Mas é a Odisseia que Determina Quem Chegará Até Ela
Mais de três mil anos depois de Homero contar a história de um homem tentando voltar para casa, Odisseu voltou a ocupar o imaginário de milhões de pessoas. Christopher Nolan levou A Odisseia ao cinema e trouxe novamente à cena uma das histórias mais antigas da humanidade: depois de lutar durante dez anos na Guerra de Troia, Odisseu inicia a viagem de volta para Ítaca, onde deixou sua mulher, Penélope, seu filho, Telêmaco, e seu reino.
Deveria ser apenas uma viagem de volta para casa, mas leva outros dez anos. No caminho surgem tempestades, monstros, deuses, tentações, perdas, escolhas erradas e consequências que Odisseu jamais poderia ter previsto quando deixou Troia. Talvez seja justamente por isso que essa história continue fazendo sentido tantos séculos depois.
Retire os ciclopes, as sereias e os deuses gregos e sobra algo muito próximo daquilo que acontece conosco ao longo da vida: sabemos mais ou menos onde queremos chegar, fazemos planos, escolhemos caminhos e então descobrimos que a realidade não recebeu uma cópia do nosso planejamento. No mundo corporativo não é muito diferente.
Qual é a sua Ítaca?
Quando começamos uma carreira, costumamos ter alguma ideia de destino. Queremos uma determinada posição, reconhecimento, independência financeira, liderar uma empresa, construir alguma coisa relevante. Os objetivos mudam ao longo dos anos, mas precisamos de algum lugar para onde caminhar. Ítaca representa isso.
O problema começa quando confundimos destino com trajetória. Passei boa parte da minha carreira em Finanças e, em determinado momento, provavelmente imaginava que continuar crescendo significaria ocupar posições financeiras cada vez maiores. A vida acabou me levando para a cadeira de CEO e abriu uma estrada que eu não havia desenhado daquela forma quando comecei. Olhando para trás, percebo que alguns dos acontecimentos mais importantes da minha trajetória não estavam no plano, e talvez isso aconteça com quase todo mundo.
Planejamento de carreira é importante. Direção é importante. Ambição também é. Mas existe uma diferença enorme entre ter uma direção e imaginar que conseguiremos controlar o caminho. Odisseu queria chegar a Ítaca. Quase nada do que aconteceu entre Troia e Ítaca estava em seus planos.
As sereias continuam cantando
Em um dos episódios mais conhecidos da Odisseia, Odisseu precisa passar pela ilha das sereias. Seu canto era irresistível: quem o ouvia perdia a capacidade de seguir viagem e caminhava para a própria destruição. Odisseu queria ouvi-las, mas sabia que não poderia confiar em si mesmo naquele momento. Mandou seus homens taparem os ouvidos com cera e pediu que o amarrassem ao mastro do navio. Por mais que implorasse para ser libertado, eles deveriam continuar navegando.
Sempre gostei dessa passagem porque ela fala menos sobre força de vontade do que sobre consciência dos próprios limites. O mundo corporativo também tem suas sereias. Status é uma delas, poder é outra. Há ainda o salário, o título no cartão, o escritório maior, a próxima promoção, o convite para participar de determinado círculo. Nada disso é necessariamente ruim. Eu quis crescer, aceitei desafios maiores e gostei das conquistas que vieram com eles.
O problema aparece quando deixamos de perguntar para onde estamos indo e começamos simplesmente a perseguir aquilo que está brilhando na nossa frente. Conheci executivos que conquistaram exatamente o cargo que desejavam e, algum tempo depois, descobriram que não queriam a vida que vinha junto com ele. Tinham chegado a algum lugar, mas já não tinham certeza de que aquela era sua Ítaca.
Inteligência também pode ser uma armadilha
Odisseu não é o herói mais forte da mitologia grega. Sua grande arma é a inteligência. É ele quem cria o estratagema do cavalo de Troia e encontra maneiras de escapar de situações aparentemente impossíveis. Sua astúcia o salva inúmeras vezes, mas existe um momento extraordinário em sua história que mostra como uma qualidade também pode se transformar em fraqueza.
Depois de escapar do ciclope Polifemo, Odisseu já está seguro em seu navio e poderia simplesmente partir. Mas não consegue. Quer que o ciclope saiba quem conseguiu derrotá-lo e revela seu nome. É um gesto de orgulho, e esse gesto provoca a ira de Poseidon, pai do ciclope, trazendo consequências terríveis para o restante da viagem.
Quantas vezes vemos algo semelhante dentro das organizações? A competência que levou alguém ao sucesso começa, lentamente, a produzir uma sensação perigosa de invulnerabilidade. O “eu sei fazer”, o “já passei por isso” e o “confie em mim” começam a ocupar o espaço que antes pertencia à curiosidade.
Em determinado estágio da carreira, competência técnica e experiência deixam de ser apenas vantagens. Se não houver cuidado, podem se transformar em filtros que impedem o executivo de ouvir, aprender e reconhecer que talvez não tenha todas as respostas.
Foi algo que precisei aprender quando passei de CFO para CEO. Em Finanças, eu havia construído boa parte da minha carreira dominando números, processos e análises. Como CEO, descobri rapidamente que muitas decisões importantes não cabiam em uma planilha. Pessoas, cultura e relações de poder dificilmente se deixam traduzir por fórmulas e, principalmente, o futuro nunca vem acompanhado de dados suficientes para eliminar a incerteza.
A experiência continua sendo valiosa. Mas chega um momento em que precisamos deixar de usá-la para provar que sabemos e começar a utilizá-la para fazer perguntas melhores.
Ninguém atravessa o mar sozinho
Existe outra dimensão da história de Odisseu que muitas vezes fica em segundo plano. Ele é o herói, mas nunca está realmente sozinho. Há companheiros, aliados, pessoas que o protegem, outras que o desafiam e algumas que o fazem enxergar aquilo que ele próprio não consegue perceber.
Talvez seja uma das grandes contradições da liderança. Quanto mais alto alguém chega dentro de uma organização, mais pessoas existem ao seu redor e menos pessoas existem com quem ele realmente pode conversar. A posição cria filtros. Algumas pessoas dizem aquilo que imaginam que o líder gostaria de ouvir, outras evitam contrariá-lo, certas dúvidas deixam de poder ser compartilhadas com a equipe e decisões importantes começam a ser tomadas em um espaço cada vez mais solitário.
Por isso sempre considerei importante ter pessoas diante das quais não precisamos representar o cargo. Alguém que possa discordar, fazer a pergunta desconfortável, perceber quando estamos prestes a seguir o canto das sereias ou simplesmente perguntar se temos certeza de que aquela ainda é a nossa Ítaca.
Talvez uma das funções mais importantes de um coach ou mentor seja justamente essa. Não decidir o rumo pelo outro, mas ajudá-lo a enxergar melhor o mar em que está navegando.
E quando finalmente chegamos?
Depois de vinte anos longe de casa, Odisseu finalmente retorna a Ítaca. Mas o homem que volta não é o mesmo que partiu, e essa talvez seja a parte da história que mais me interessa hoje.
Durante muitos anos, carreira significou para mim movimento: novas responsabilidades, empresas, desafios, posições, países e decisões. Como acontece com tantos executivos, boa parte da vida era medida pelo que ainda estava à frente. Até que chega um momento em que começamos a olhar também para trás, não por nostalgia, mas para entender o que fizemos com a viagem.
Uma carreira pode produzir cargos, patrimônio, histórias e um bom currículo. Tudo isso tem seu valor, mas pode produzir algo mais: repertório. Erros que agora evitamos, situações que aprendemos a reconhecer antes que se tornem problemas, decisões das quais nos orgulhamos e outras que, se pudéssemos voltar no tempo, tomaríamos de maneira diferente.
É curioso perceber que justamente aquilo que durante tantos anos acumulamos para avançar pode, em algum momento, ganhar mais sentido quando começa a ser compartilhado. Talvez por isso eu tenha encontrado na mentoria uma espécie de nova viagem.
Não se trata de entregar mapas prontos, porque depois de tantos anos navegando uma coisa que aprendi é que mapas envelhecem rapidamente. Trata-se de sentar ao lado de alguém que está atravessando seu próprio mar e ajudá-lo a enxergar um pouco mais longe.
No final, Homero talvez tenha escrito muito mais do que uma história sobre um homem tentando voltar para casa. Escreveu sobre aquilo que acontece conosco enquanto tentamos chegar a algum lugar. Todos precisamos de uma Ítaca, de ambição, direção e algum destino que faça valer a pena levantar as velas.
Mas, depois de muitos anos de viagem, começo a desconfiar que a pergunta mais importante não seja apenas
“Até onde você chegou?”
Talvez seja outra:
“Quem você se tornou durante o caminho?”
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Walter Serer
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Confira também: Você Lidera Pessoas ou Apenas Ocupa um Cargo?
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Antes de Amar Alguém, Aprenda a Amar a Própria Vida
Pode parecer clichê dizer que, antes de amar alguém, precisamos aprender a nos amar. Mas alguns clichês se tornam clichês justamente porque carregam uma verdade que insistimos em esquecer.
O autoamor não significa ser egoísta, pensar apenas em si ou acreditar que não precisamos de ninguém. Significa reconhecer o próprio valor, cuidar de si, respeitar os próprios limites e, principalmente, não entregar ao outro a responsabilidade pela própria felicidade.
Antes de procurar alguém para compartilhar a vida, talvez seja importante perguntar:
Que vida eu estou construindo para mim?
Você tem um projeto de futuro, sonhos, interesses ou algo que faça seus olhos brilharem? Tem cuidado da sua saúde, das suas emoções, das suas relações e da pessoa que você é?
Quando não sabemos para onde queremos ir, podemos acabar então escolhendo alguém apenas para não ficarmos sozinhas. E isso é muito diferente de escolher alguém para caminhar ao nosso lado.
Uma pessoa pode nos amar, nos acolher, nos acompanhar e tornar a caminhada mais bonita. Mas ela não pode viver a nossa vida por nós. Não pode preencher todos os nossos vazios, resolver nossas inseguranças ou dar um sentido que não construímos dentro de nós.
A felicidade não está no outro; ela começa em você.
Isso não significa que relacionamentos não tragam felicidade. Claro que trazem. O encontro com alguém que respeitamos, admiramos e amamos pode ser uma das experiências mais bonitas da vida.
Mas existe uma diferença enorme entre compartilhar a felicidade e depender do outro para ser feliz.
Quando você não se cuida, quando não se respeita, quando abandona seus sonhos para manter alguém ao seu lado, corre o risco de aceitar muito menos do que merece.
Por isso, o autorrelacionamento é tão importante.
- Você respeita seus limites?
- Você consegue dizer “não” quando algo não lhe faz bem?
- Você se cuida com a mesma dedicação com que cuida das pessoas que ama?
Aquilo que você aceita para si também influencia aquilo que passa a aceitar dos outros.
O respeito começa dentro.
Quando você aprende a se respeitar, começa a estabelecer limites. Quando estabelece limites, ensina às pessoas como deseja ser tratada. E, quando sabe o seu valor, deixa de confundir migalhas de atenção com amor.
Ter um propósito também faz parte desse processo.
Propósito não precisa ser algo grandioso. Pode ser um projeto profissional, um sonho antigo, uma nova atividade, uma viagem, um estudo, um trabalho voluntário, uma mudança de vida ou simplesmente o desejo de construir uma versão mais consciente de si mesma.
O importante é ter algo que seja seu, algo que continue existindo mesmo quando o outro não está.
Um relacionamento saudável não é a união de duas pessoas que se completam porque são incompletas. Muitas vezes, é a união de duas pessoas inteiras que escolhem compartilhar a caminhada.
Não espere alguém chegar para começar a viver nem um relacionamento para descobrir quem você é. Comece agora.
Olhe para o seu autorrelacionamento. Observe como você tem tratado a pessoa que estará com você durante toda a sua vida: você mesma!
Cuide-se, respeite-se e escolha-se. Construa seus projetos e persiga seus sonhos.
E, quando alguém chegar, que essa pessoa não seja a razão pela qual você passou a ser feliz, mas alguém com quem possa compartilhar a felicidade que já começou a construir dentro de você.
Amar alguém é maravilhoso, mas aprender a não se abandonar é uma das maiores formas de amor-próprio.
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Quer saber mais sobre como desenvolver o autoamor para construir relacionamentos verdadeiramente saudáveis e felizes? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Márcia Rosa
https://www.marciarosaconsultoria.com.br
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Você Sente um Vazio no Amor?
A Ausência do Pai Pode Estar Afetando Seus Relacionamentos sem Que Você Perceba
Você já se perguntou por que se apega tanto a pessoas que não conseguem te amar da forma que você merece?
Por que alguns términos parecem arrancar um pedaço da sua alma?
Por que você se entrega completamente, mas acaba atraindo relacionamentos que geram sofrimento, insegurança e abandono?
Se você se identificou com essas perguntas, continue lendo.
O que vou compartilhar aqui pode explicar algo que você carrega há anos sem perceber.
E talvez seja justamente essa descoberta que faltava para transformar sua vida afetiva.
A história de Ana: quando a busca pelo amor se torna uma prisão
Ana tinha 38 anos, era bem-sucedida profissionalmente, inteligente, bonita e admirada pelas pessoas ao seu redor.
Mas havia uma área da vida em que tudo parecia dar errado: os relacionamentos.
Ela já havia vivido inúmeros términos dolorosos.
Sempre começava acreditando que finalmente havia encontrado a pessoa certa.
No início, tudo parecia perfeito.
Mas bastava o parceiro demonstrar um pouco de distância para que ela entrasse em desespero.
Ela enviava mensagens, criava cenários na mente, perdia o sono.
Sentia uma ansiedade que parecia impossível controlar.
Quando o relacionamento terminava, a dor era devastadora.
Era como se sua vida inteira tivesse perdido o sentido.
Durante o processo terapêutico, uma pergunta mudou tudo:
“Como era sua relação com seu pai?”
Ana ficou em silêncio.
Seu pai esteve fisicamente presente durante parte da infância.
Mas nunca esteve emocionalmente presente.
Era frio, distante e pouco afetuoso.
Nunca dizia que a amava, demonstrava orgulho ou a fazia sentir-se importante.
Naquele momento, ela começou a perceber algo profundo.
Durante toda a vida, havia buscado nos relacionamentos o amor, a proteção e a validação que nunca recebeu dele.
O que a ausência do pai pode causar na vida afetiva de uma mulher?
Quando falamos sobre ausência paterna, muitas pessoas imaginam apenas um pai que abandonou a família.
Mas a ausência também pode ser emocional.
Um pai pode morar na mesma casa e, ainda assim, ser emocionalmente inacessível.
Quando isso acontece, muitas filhas crescem carregando uma sensação inconsciente de vazio.
Um sentimento difícil de explicar.
Uma necessidade constante de aprovação.
Uma busca incessante por amor.
E, sem perceber, elas passam a procurar nos relacionamentos aquilo que faltou na infância.
O problema é que nenhum parceiro, namorado, marido ou relação consegue ocupar esse lugar.
Porque a dor não nasceu no relacionamento atual.
Ela nasceu muito antes.
Os sinais de que você pode estar repetindo uma ferida emocional antiga
Observe se alguns destes comportamentos fazem parte da sua vida:
- Medo excessivo de ser abandonada;
- Ansiedade quando alguém demora para responder;
- Necessidade constante de aprovação;
- Dificuldade em ficar sozinha;
- Dependência emocional;
- Ciúmes intensos;
- Sensação de nunca ser suficiente;
- Relacionamentos repetidamente frustrantes;
- Atração por pessoas indisponíveis emocionalmente;
- Necessidade de salvar ou consertar parceiros.
Se você se identificou com vários desses pontos, existe uma grande chance de que feridas emocionais antigas estejam influenciando suas escolhas afetivas.
E isso não significa que existe algo errado com você.
Significa apenas que existem dores que ainda precisam ser acolhidas e compreendidas.
Por que algumas mulheres atraem relacionamentos tóxicos repetidamente?
Essa é uma das perguntas mais frequentes que recebo nos atendimentos.
A resposta pode ser desconfortável, mas é libertadora.
Nós tendemos a buscar aquilo que é familiar.
Mesmo quando o familiar machuca.
O inconsciente procura recriar experiências antigas na tentativa de finalmente encontrar um desfecho diferente.
Por isso, muitas mulheres acabam atraindo parceiros emocionalmente parecidos com figuras importantes da infância.
Não porque desejam sofrer, mas porque existe uma tentativa inconsciente de resolver uma dor antiga.
Enquanto essa dinâmica não é compreendida, os mesmos padrões costumam se repetir.
Mudam os nomes e os rostos, mas a sensação permanece a mesma.
A verdade que poucas pessoas têm coragem de dizer
Muitas mulheres passam anos tentando encontrar a pessoa certa, mas raramente olham para a origem da própria dor.
Buscam respostas nos aplicativos, nos relacionamentos, nos parceiros e nos términos.
Porém, a verdadeira transformação começa quando elas voltam o olhar para dentro.
Porque a carência não desaparece quando alguém chega.
A insegurança não desaparece quando alguém diz “eu te amo”.
O medo do abandono não desaparece apenas porque alguém decidiu ficar.
Essas feridas precisam ser tratadas na raiz.
É possível curar essa dor?
Sim.
E essa é a parte mais importante deste artigo.
Você não precisa passar o resto da vida repetindo os mesmos ciclos.
Você não precisa continuar vivendo relacionamentos marcados por sofrimento, ansiedade e dependência emocional.
Quando a origem da ferida é identificada e trabalhada, algo extraordinário acontece.
A mulher deixa de buscar desesperadamente fora aquilo que começa a construir dentro de si.
Ela se torna mais segura, consciente, confiante e livre.
E, como consequência, suas escolhas afetivas também mudam.
Talvez o problema nunca tenha sido o relacionamento
Talvez o relacionamento apenas tenha revelado uma ferida que já existia. E a dor que você sente hoje pode estar pedindo atenção.
Pode ser o momento de olhar para sua história com mais amor e profundidade.
Porque quando uma mulher cura suas feridas emocionais, ela não transforma apenas seus relacionamentos.
Ela transforma toda a sua vida.
Como posso te ajudar
Se você sente que está repetindo padrões amorosos ou sofre com dependência emocional, medo do abandono, rejeição ou relacionamentos desgastantes, quero te fazer um convite.
Nas minhas sessões terapêuticas, trabalhamos a origem emocional desses conflitos por meio de uma abordagem profunda e personalizada.
Juntas, investigamos os padrões inconscientes que estão influenciando sua vida afetiva e iniciamos um processo de transformação emocional real.
Imagine como seria viver um relacionamento sem medo constante de perder. Imagine sentir paz em vez de ansiedade. E, finalmente, imagine se sentir suficiente, amada e segura dentro de si.
Essa transformação é possível.
Mas ela começa quando você decide cuidar da raiz da dor, e não apenas dos sintomas.
Clique no link abaixo e agende sua sessão:
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Talvez esta seja a conversa que sua alma está esperando há anos.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como a ausência do pai pode estar influenciando seus relacionamentos, suas escolhas afetivas e padrões que parecem sempre se repetir? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Cuide-se com amor!
Grande abraço,
Ádria Gutman
https://www.instagram.com/adriacursos/
Confira também: Qual é a Origem do Bloqueio Afetivo e Como Resolver?
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A Pausa Que Pode Mudar Tudo: O Poder da Observação na Liderança e na Saúde Mental
Vivemos em um mundo que valoriza velocidade.
Agendas cheias, reuniões em sequência, mensagens chegando a todo momento, metas, indicadores e entregas rápidas e simultâneas. Nesse contexto, em muitos ambientes de trabalho, estar estressado e sobrecarregado virou quase um símbolo de competência e comprometimento.
Mas existe um risco silencioso nessa rotina acelerada: quando estamos sempre correndo, deixamos de perceber o que está acontecendo ao nosso lado — e dentro de nós.
Por isso, quero lhe fazer um convite simples.
Permita-se fazer uma PAUSA.
Uma pausa para OBSERVAR.
Ligue, por alguns minutos, seu “botão de observação”.
Observação 1: A cultura da sua empresa
A cultura não está apenas nos valores escritos na parede, nos comunicados internos ou nas políticas corporativas. Ela se revela no cotidiano: na forma como as decisões são tomadas, na maneira como os líderes se comunicam, em como as pessoas reagem aos erros e aos conflitos, em como alguém novo é recebido e em como as pessoas pedem ajuda — ou deixam de pedir.
Além disso, toda empresa possui regras invisíveis: comportamentos que parecem normais e naturais, mesmo que ninguém jamais tenha explicado formalmente.
Pergunte-se: “O que parece normal aqui, mesmo sem ninguém precisar explicar?”
Observação 2: As pessoas ao seu redor
Observe as relações. Afinal, elas se revelam por meio de pequenos sinais que passam despercebidos na correria do dia a dia. Ao mesmo tempo, observe como as pessoas falam ou se calam. Perceba o não dito. O não verbal muitas vezes não combina com o verbal. Perceba as incoerências.
Observação 3: Você!
Quando a pressão aumenta…
- Como seu corpo reage?
- O que acontece com sua energia?
- Com sua paciência?
- Com seu humor?
- Com a qualidade do seu sono?
- Com sua capacidade de concentração?
- Com a forma como você se comunica?
O corpo fala, e as emoções também. Por isso, pergunto: você tem se escutado?
Agora, volte o olhar para sua própria liderança e então reflita: como é sua liderança?
Independentemente do cargo que ocupamos, todos nós exercemos, sem dúvida, algum nível de influência sobre outras pessoas.
Perceba como você conduz conversas e feedbacks, toma decisões, reage diante dos erros — seus e dos outros —, lida com conflitos e responde quando está sob pressão. Qual é o seu padrão de reação?
Pergunte-se: “O que faço naturalmente que fortalece um ambiente saudável? Que atitudes minhas geram confiança, respeito e segurança psicológica? Em quais situações posso, sem perceber, aumentar o estresse, a pressão ou o desgaste das pessoas ao meu redor?”
A liderança também deixa sinais, assim como a cultura e a saúde mental.
Talvez a maior oportunidade esteja em enxergar aquilo que está acontecendo diante dos nossos olhos e que, por excesso de velocidade, deixamos de perceber.
A qualidade da nossa saúde mental está diretamente relacionada à nossa capacidade de perceber o que sentimos, pensamos e fazemos antes que o piloto automático assuma o controle.
Cuidar de você é parar para observar seu ambiente, suas relações, sua liderança, suas emoções e seus comportamentos. Afinal, aquilo que não observamos dificilmente conseguimos transformar.
Se você apertasse seu “botão de pausa” hoje, o que descobriria sobre você, sobre sua liderança e sobre o ambiente ao seu redor que a correria não tem permitido enxergar?
Eu sou Ellen Ravaglio e a minha coluna “Alta Performance & Saúde Mental” tem como objetivo instigar você a exercitar o autocuidado, o cuidar do outro e do negócio de forma consciente e sustentável.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como a saúde mental pode ser fortalecida por uma liderança que sabe pausar, observar e de fato agir com mais consciência? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Eu posso te apoiar nessa caminhada da tão sonhada Alta performance sustentável!
Ellen Ravaglio
https://www.vikaas.com.br
www.linkedin.com/in/ellenravaglio-coach-lideres
vikaas@vikaas.com.br
Confira também: Times de Alta Performance Sustentável: Quando Resultado e Saúde Mental Caminham Juntos
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Gestão de Conflitos na Trincheira: Transformando Tensão em Evolução
Nenhuma equipe permanece muito tempo sem conflitos.
Competência não elimina divergências. Pessoas comprometidas também discordam, profissionais experientes defendem pontos de vista diferentes e equipes maduras nem sempre chegam às mesmas conclusões. O conflito, portanto, não é uma exceção na liderança. É uma consequência natural da convivência entre pessoas que possuem histórias, experiências, valores e formas distintas de enxergar o mesmo desafio.
O problema não está na existência do conflito; começa quando o líder não sabe o que fazer com ele.
Quem assume a liderança pela primeira vez costuma acreditar que um bom gestor é aquele que mantém a equipe sempre em harmonia. Com o tempo, percebe que essa expectativa é irreal. Ambientes em que nunca há discordâncias normalmente escondem outro problema: pessoas que deixaram de contribuir por receio de se expor, de contrariar colegas ou de enfrentar a opinião do líder.
Silêncio não é sinônimo de alinhamento; muitas vezes, é apenas um conflito que ainda não encontrou espaço para ser discutido.
Na prática, observo que líderes iniciantes costumam reagir aos conflitos de três maneiras. Alguns evitam qualquer confronto, esperando que o tempo resolva a situação. Outros assumem rapidamente o papel de árbitro, procurando identificar quem está certo e quem está errado. Há ainda aqueles que tentam encerrar o assunto o mais rápido possível, sem compreender as verdadeiras causas do problema.
Embora pareçam estratégias diferentes, todas têm algo em comum: concentram esforços na consequência, não na origem do conflito.
Conflitos raramente surgem pelos motivos que aparecem na superfície.
Uma discussão sobre prazos pode esconder expectativas desalinhadas. A resistência a uma mudança pode refletir insegurança diante do desconhecido. Um desentendimento entre dois profissionais pode revelar falta de clareza sobre papéis, responsabilidades ou prioridades.
Por isso, antes de buscar soluções, líderes maduros procuram compreender o contexto: escutam mais do que falam, fazem perguntas antes de emitir julgamentos e buscam entender interesses antes de analisar posições. Essa mudança de postura costuma produzir resultados muito melhores do que decisões tomadas por impulso.
Outro aspecto importante é compreender que nem todo conflito produz os mesmos efeitos.
Divergências relacionadas às tarefas podem ser extremamente saudáveis. Quando conduzidas com respeito, ampliam perspectivas, desafiam ideias prontas e contribuem para decisões mais consistentes. Equipes que conseguem debater argumentos sem transformar diferenças em ataques pessoais tendem a aprender mais e inovar com maior frequência.
Já os conflitos de relacionamento seguem outra lógica. Quando alimentados por julgamentos, ressentimentos ou falhas de comunicação, comprometem a confiança, enfraquecem a cooperação e desviam energia que deveria estar direcionada aos resultados.
É justamente nesse momento que a inteligência emocional deixa de ser um conceito abstrato e passa a fazer parte da prática da liderança: não para evitar emoções ou controlar pessoas, mas para reconhecer emoções — próprias e alheias — sem permitir que elas conduzam decisões importantes.
Esse princípio se aproxima do conceito de segurança psicológica, desenvolvido pela pesquisadora Amy Edmondson. Equipes com segurança psicológica não são aquelas em que todos concordam. São aquelas em que as pessoas conseguem discordar, apresentar ideias, admitir erros e fazer perguntas sem medo de constrangimento ou retaliação.
Esse ambiente não elimina conflitos, mas permite tratá-los antes que se transformem em crises.
Para isso, o líder precisa desenvolver algumas práticas simples, mas consistentes.
Entre essas práticas estão separar o problema das pessoas, conduzir conversas com base em fatos, e não em interpretações, ouvir todos e buscar soluções que fortaleçam o compromisso coletivo, em vez de estimular disputas individuais.
Essas atitudes exigem preparo e disciplina, porque liderar conflitos não é um talento natural, mas uma competência construída ao longo da experiência.
Existe, porém, um aspecto que merece atenção especial.
Alguns líderes acreditam que proteger a equipe significa evitar qualquer desconforto, mas, na realidade, proteger uma equipe significa impedir que pequenos conflitos evoluam para grandes rupturas.
Conversas difíceis fazem parte da liderança. O que não pode fazer parte da liderança é a omissão.
Quando um comportamento inadequado deixa de ser tratado, então a mensagem transmitida ao grupo é clara: aquele padrão passou a ser aceitável. A cultura organizacional também é construída por aquilo que a liderança escolhe tolerar.
Administrar conflitos, portanto, não significa preservar uma falsa harmonia, mas criar condições para que diferenças sejam discutidas com respeito, responsabilidade e foco na construção de soluções. Equipes extraordinárias não são formadas por pessoas que pensam da mesma maneira, mas por pessoas que aprenderam a transformar diferenças em aprendizado e tensão em evolução.
No próximo artigo, avançaremos mais um passo nessa jornada. Se pessoas possuem níveis diferentes de experiência, autonomia e maturidade, faz sentido liderá-las, de fato, da mesma forma? Essa é a pergunta que nos conduzirá à Liderança Situacional, proposta por Paul Hersey e Ken Blanchard, uma das abordagens mais influentes da administração contemporânea.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como transformar a gestão de conflitos em uma competência de liderança capaz de fortalecer a segurança psicológica, melhorar as conversas difíceis e transformar tensões em aprendizado e evolução para sua equipe? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Sérgio Albuquerque Jr.
Consultor empresarial, mentor de líderes, Master Coach e apresentador do COACHcast. Atua há mais de 15 anos no desenvolvimento de líderes, equipes e organizações, integrando comportamento humano, estratégia e execução para transformar conhecimento em resultados.
https://www.sergioalbuquerque.com.br
Confira também: Cultura de Execução: Quando Resultado Deixa de Depender de Heróis
Palavras-chave: gestão de conflitos, conflito, liderança, segurança psicológica, inteligência emocional, conversas difíceis, conflitos de relacionamento, separar o problema das pessoas, transformar diferenças em aprendizado, liderança situacional, gestão de conflitos na trincheira, liderança e conversas difíceis
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Sêneca e a Segunda Metade da Vida: Uma Reflexão sobre Etarismo e Maturidade
Vivemos em uma sociedade que costuma tratar a passagem do tempo como uma perda. No ambiente profissional, muitos homens e mulheres, ao ultrapassarem os 45 ou 50 anos, começam a perceber que sua experiência deixa de ser valorizada. Em seu lugar, surge um sentimento de invisibilidade, insegurança e, muitas vezes, de descarte.
O etarismo alimenta a falsa ideia de que envelhecer significa tornar-se menos útil, mas Sêneca nos convida a olhar para essa etapa da vida sob uma perspectiva completamente diferente.
Para o filósofo estoico, a qualidade da vida nunca dependeu da idade, mas da maneira como escolhemos viver. A segunda metade da existência não representa um fim, mas uma oportunidade rara de cultivar aquilo que realmente importa: caráter, sabedoria, serenidade e liberdade interior.
Enquanto o mundo valoriza velocidade, aparência e novidade, Sêneca nos lembra que a verdadeira grandeza nasce da experiência refletida. Quem atravessou desafios, perdas, mudanças e recomeços possui algo que o tempo não tira: discernimento.
Talvez seja justamente essa maturidade que o mercado, as organizações e a própria sociedade precisem redescobrir.
O problema do etarismo não é apenas econômico ou social. É também filosófico.
Quando uma pessoa passa a acreditar que seu valor depende exclusivamente da idade, do cargo ou da produtividade, ela entrega sua identidade ao julgamento dos outros.
A filosofia rompe esse ciclo ao nos recordar que nosso valor está naquilo que somos, não apenas na função que ocupamos.
Sêneca escreveu, em essência, que não dispomos de pouco tempo; perdemos muito dele vivendo distraídos daquilo que realmente importa.
Talvez a segunda metade da vida seja justamente o momento em que deixamos de correr atrás de reconhecimento externo para construir uma existência mais consciente e significativa.
A experiência não é um peso, mas um patrimônio. Da mesma forma, a maturidade não é um obstáculo, mas uma vantagem competitiva quando acompanhada de sabedoria.
E talvez o maior desafio da segunda metade da vida não seja lutar contra a idade, mas recuperar a convicção de que ainda há muito a oferecer ao mundo.
A filosofia não elimina o etarismo, mas fortalece quem decide não permitir que ele determine sua identidade.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como transformar a segunda metade da vida em uma fase de mais sabedoria, liberdade, propósito e novas possibilidades, sem permitir que o etarismo determine seu valor? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo.
Um abraço,
Cleyson Dellcorso
https://www.dellcorso.com.br/
Confira também: Já Estamos no Meio de Agosto. E Aquela Promessa que Você Fez a Si Mesmo em Janeiro?
Palavras-chave: segunda metade da vida, Sêneca, etarismo, experiência, maturidade, segunda metade da existência, qualidade da vida, julgamento dos outros, existência mais consciente e significativa, maturidade não é um obstáculo
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
Participe da Conversa
Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
Participe da Conversa
Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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