Gerir no Escuro: Por Que Tantos Gestores Trabalham Muito e Decidem Pouco
Pergunte a um gestor como foi o mês. Na maioria das vezes, a resposta vem em forma de sensação: “foi corrido”, “acho que melhorou”, “a equipe está cansada”. Agora pergunte quanto melhorou, comparado a que período, por causa de qual decisão. É nesse ponto que o silêncio aparece.
Esse silêncio raramente é falta de competência. Quase sempre é falta de instrumentos. O gestor trabalha muito, resolve muito, atende muito, mas decide no escuro.
Gerenciar no escuro não é gerenciar. É reagir com autoridade.
A base que estou chamando de instrumentos não é burocracia. É o mínimo que torna a operação legível: um organograma que deixa claro quem responde pelo quê; descrições de funções com missão, entregas e destinatário; indicadores que separam o que a pessoa faz do que a pessoa entrega; processos escritos; e reuniões com pauta, número e decisão registrada.
Um piloto não voa melhor porque olha o painel, voa melhor porque, olhando o painel, sabe onde está mesmo sem enxergar o horizonte. Sem instrumentos, todo voo depende de céu limpo. E o céu, na operação, quase nunca está limpo.
Sem base, gerir pessoas vira gerir percepções
Quando não existe descrição de função, ninguém sabe exatamente o que se espera dele, e, portanto, ninguém pode ser cobrado com justiça. Quando não existe indicador, o desempenho é avaliado por impressão: quem aparece mais, quem fala mais alto, quem está mais perto do gestor.
A partir daí, todo feedback vira opinião. E opinião se discute. O colaborador não discorda do número, discorda da percepção do chefe. A conversa deixa de ser sobre entrega e passa a ser sobre relação. É assim que nascem os conflitos que consomem semanas da liderança sem produzir um único ponto de melhoria.
A insegurança que trava o mecanismo
Quem não tem informação confiável não decide: adia. E o adiamento tem uma aparência respeitável, chama-se “vamos pensar melhor”, “vamos ver o próximo mês”. Na prática, a empresa inteira fica parada esperando uma decisão que não vem.
O efeito é em cadeia e é previsível: o gestor inseguro centraliza; ao centralizar, vira gargalo; como é gargalo, não tem tempo de estruturar; como não estrutura, continua inseguro. De fora, isso parece apenas “falta de tempo”.
E existe um custo que raramente entra na conta: a paz de quem gerencia. Quem conduz sem base leva para casa a apreensão permanente de que algo está escapando. Férias viram ansiedade, delegar vira risco, desligar o telefone vira imprudência. Quando a estrutura existe, então a lógica se inverte: o gestor passa a ser avisado pelos indicadores, em vez de surpreendido pelos fatos consumados. Isso não é só eficiência, é qualidade de vida.
Empresa que só funciona com o dono olhando não é um negócio: é um emprego muito caro que ele criou para si mesmo.
Então por que quase ninguém faz?
Porque dá muito trabalho, e merece honestidade dizer isso. Estruturar base é trabalho lento, silencioso e sem aplauso. Ninguém elogia um gestor por ter escrito descrições de funções. O reconhecimento vai para quem resolve o problema visível, não para quem impede que ele aconteça.
Por isso a energia migra para onde há retorno imediato. Fechar a venda dá retorno hoje. Apagar o incêndio dá retorno hoje, e ainda gera reconhecimento. Já planejar, analisar indicadores e pensar dá retorno em seis meses, quase sempre de forma invisível: na forma de um problema que simplesmente não aconteceu. O resultado é que muitos gestores, ao dedicar duas horas para refletir, sentem culpa. Sentem que estão perdendo tempo.
A conta que quase ninguém faz
Vamos inverter o cálculo. Quanto custa uma decisão tomada no impulso? Custa a contratação errada desfeita em quatro meses; custa o investimento na área que não era o gargalo; custa a promoção dada a quem parecia entregar; custa o retrabalho de uma equipe inteira porque a prioridade mudou pela terceira vez no mês.
Cada uma dessas decisões consome semanas de trabalho, dinheiro real e desgaste de várias pessoas, e todas poderiam ter sido evitadas por algumas horas de análise antes, não depois.
Um exemplo simples de como o dado muda a conduta: quando os indicadores de esforço estão fortes e os indicadores de resultado estão fracos, o problema não é de empenho, mas sim de estratégia. A pessoa está fazendo muito, e da forma combinada, mas o caminho combinado não leva ao resultado. Sem essa leitura, o gestor faz o que se faz na ausência de dados: cobra mais empenho de quem já está se empenhando. E perde a pessoa e o resultado ao mesmo tempo.
Tempo dedicado a pensar não é tempo subtraído da operação. É tempo devolvido a ela, multiplicado.
A objeção legítima é: “não tenho como parar tudo para estruturar”. E não precisa. Comece pelo organograma, escreva as descrições de funções de cima para baixo, defina de dois a quatro indicadores por função e, além disso, bloqueie uma hora e meia por semana na agenda, com hora marcada e sem exceção, só para olhar números e decidir. Trate de fato esse compromisso com a mesma seriedade de uma reunião com o maior cliente.
Estruturar a base de gestão não é exercício técnico nem exigência de consultor. É a condição para o gestor deixar de ser refém do próprio negócio. Sem ela, ele lidera por impressão, decide por instinto, trabalha por reação e vive por sobressalto. Com ela, ele conduz, que é uma palavra diferente de correr atrás.
Dá trabalho? Dá. Mas o trabalho de construir a base é finito. O trabalho de viver sem ela, não.
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Tudy Vieira
Atua em consultoria de gestão e cultura organizacional, com foco em estruturação de funções, indicadores de desempenho e desenvolvimento de lideranças
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Instagram:@tudyvieira
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Progresso Exige Direção. Você Sente Que Está Avançando?
Era início das atividades daquele ano. Mês de fevereiro.
Agenda cheia, muitas reuniões, necessidade de decisões rápidas, projetos em andamento e aquela conhecida sensação de produtividade.
Tudo parecia estar funcionando. As tarefas eram cumpridas no tempo e as demandas atendidas conforme surgiam.
Mas vale uma pergunta:
Será que estar em movimento significa, de fato, estar avançando?
Muitas entregas, respostas rápidas, agenda ocupada, vários projetos acontecendo ao mesmo tempo, presença em todas as discussões e agilidade nas decisões costumam ser vistos como sinais positivos.
E podem ser.
Mas movimento significa atividade, não necessariamente progresso.
Progresso precisa de direção.
O movimento é visível. É fácil perceber quem está fazendo, resolvendo, respondendo e participando.
Já rever uma rota, reorganizar prioridades, dizer não, parar para pensar ou mudar uma decisão pode parecer atitudes menos produtivas, mas muitas vezes representam escolhas mais maduras.
Porque nem sempre quem faz mais está avançando mais.
Na liderança, isso aparece com frequência.
Líderes centralizam porque acreditam que será mais rápido. Entram em todas as discussões, mantêm projetos simplesmente porque já começaram, respondem antes de investigar e ocupam a agenda com tanta operação que deixam pouco espaço para planejar.
Uma agenda cheia não é, necessariamente, sinal de uma liderança em avanço.
Por isso, precisamos diferenciar movimento de progresso.
- Para onde queremos ir?
- O que realmente precisa ser priorizado agora?
- Qual impacto esperamos gerar com essa decisão?
- O que estamos fazendo produz uma mudança relevante ou apenas mantém a máquina funcionando?
Essas perguntas parecem simples, mas mudam o lugar de onde tomamos decisões.
Às vezes, progresso exige reduzir o ritmo, abandonar uma iniciativa, mudar a rota, delegar, esperar mais informações ou simplesmente parar de fazer algo que perdeu sentido.
Isso confronta uma ideia muito presente na vida profissional: a de que avançar significa, necessariamente, fazer mais e mais rápido.
Nem sempre.
Progresso não é quantidade de movimento. É qualidade de direção.
E talvez valha olhar para a própria agenda e perguntar: o que hoje ocupa meu tempo, mas já não move a mim, minha equipe ou o negócio na direção certa?
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Até o próximo artigo!
Valquiria Jorge
Fundadora da Mente & Movimento e cofundadora da RebrandSe
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O Que Muda Quando um Líder Muda a Forma de Pensar?
Tenho pensado sobre quanto da realidade que construímos começa na maneira como aprendemos a interpretar a vida. Pensamentos ganham força quando os repetimos, influenciam nossas escolhas e, aos poucos, passam a participar da maneira como nos relacionamos, decidimos e lideramos.
Quando falo em Reconexão Essencial®, parto desse lugar. Interessa-me aquilo que existe de genuíno em cada pessoa e que continua capaz de escolher, mesmo depois de anos repetindo determinadas formas de pensar, sentir e agir.
Reconectar-se com a própria essência significa também assumir escolhas, inclusive aquelas que, em determinado momento, julgamos ruins. O tempo possui uma inteligência interessante: algumas decisões que pareciam equivocadas tornam-se fundamentais quando compreendemos o que aprendemos com elas; outras, defendidas durante anos como certas, perdem o sentido quando nossa consciência muda.
Talvez amadurecer tenha muito a ver com isso: reconhecer quem fomos e compreender quem estamos nos tornando.
Ninguém assume uma grande responsabilidade de liderança de um dia para o outro. Antes do momento visível da conquista existe uma história composta por decisões, relações, negativas, conflitos, dúvidas, erros, acertos e situações em que foi necessário sustentar uma escolha mesmo sem, de fato, possuir todas as respostas.
Muito antes de uma posição ganhar relevância, já existia alguém aprendendo a influenciar pessoas e sendo influenciado por elas.
Por isso, quando observo um líder, interessa-me compreender a história que o trouxe até ali. Quais pensamentos ajudaram a avançar? Quais continuam sendo repetidos porque um dia foram importantes? E quais se transformaram em fronteiras que hoje podem ser ultrapassadas?
Podemos ampliar responsabilidades, conquistar espaços e continuar respondendo à vida a partir de pensamentos criados por uma versão anterior de nós mesmos.
Quando penso em desenvolvimento humano, meu olhar se volta para aquilo que fomos acumulando ao longo da existência e que continua participando de nossas escolhas. Experiências, afetos, perdas, conquistas, recusas, medos e expectativas ajudam a formar a maneira como interpretamos aquilo que acontece conosco.
Há uma história dentro de cada decisão que tomamos.
Por isso, compreendo a essência como algo que vamos reconhecendo à medida que adquirimos consciência sobre aquilo que pensamos, sentimos, escolhemos e repetimos.
Minha história participa de quem sou, mas minha consciência participa de quem posso me tornar.
Talvez uma das maiores possibilidades humanas esteja justamente em perceber que posso observar um pensamento antes de transformá-lo automaticamente em verdade.
Posso questionar uma certeza antiga, olhar novamente para uma experiência e assim descobrir outro significado. Posso perceber que determinada reação deixou de representar aquilo que desejo construir e então escolher outra resposta.
O conhecido possui uma enorme capacidade de se apresentar como verdade.
Quando experimentamos outras maneiras de pensar, sentir e agir, criamos assim possibilidades que antes estavam fora do nosso repertório. Uma escolha diferente produz outra experiência. Essa experiência oferece novas informações sobre nós mesmos e aquilo que parecia distante começa então a encontrar espaço na realidade.
É assim que compreendo a transformação: um pensamento percebido de outra maneira pode modificar uma escolha e, quando essa escolha ganha coerência em nossas ações, amplia aquilo que acreditávamos ser possível.
A pessoa que dizia “eu sou assim” talvez descubra que, durante muito tempo, estava apenas dizendo: “foi assim que aprendi a ser”.
Existe uma enorme diferença entre essas duas afirmações.
Nas organizações, uma equipe também revela muito sobre a liderança que experimenta. Ela observa como o líder recebe uma discordância, lida com o erro, distribui confiança, exerce poder, escuta e se posiciona quando a realidade segue por um caminho diferente daquele que havia imaginado.
Os hábitos de uma equipe podem carregar sinais importantes sobre a liderança existente naquele ambiente.
Estudar liderança a partir de conceitos oferece conhecimento. Observar os efeitos que nossa presença produz nas pessoas acrescenta outra dimensão: exige que o líder se inclua naquilo que está tentando compreender.
Ser quem se é exige coragem. Desafiar a própria maneira de ser exige ainda mais.
Para mim, liderança consciente passa por essa disposição de revisitar certezas e perceber quais delas ainda fazem sentido diante da pessoa, da equipe e da realidade que existem hoje.
Vivemos cercados por novas tecnologias, novas formas de trabalhar e novas maneiras de organizar negócios e relações. Ainda assim, podemos responder ao novo utilizando pensamentos antigos.
Desejamos inovação e precisamos abrir espaço para novas formas de pensar. Buscamos confiança enquanto revemos controles. Falamos de autonomia enquanto aprendemos a acolher escolhas diferentes das nossas.
É diante do imponderável que descobrimos quanto daquilo que chamávamos de certeza estava ligado à necessidade de manter o mundo conhecido.
Isso também acontece dentro das empresas.
Um líder que acredita que as pessoas precisam ser constantemente controladas tende a criar estruturas que confirmem essa percepção. Quanto maior o controle, menor pode se tornar o espaço para autonomia. Diante de pessoas cada vez mais dependentes de suas decisões, esse líder acaba encontrando exatamente a realidade que esperava encontrar.
O pensamento encontrou evidências para provar a si mesmo.
Quando percebemos esse ciclo, ganhamos a possibilidade de criar outro movimento. Uma pergunta diferente pode produzir outra conversa. Outra conversa pode revelar uma capacidade ainda pouco percebida. A confiança experimentada pode gerar responsabilidade e transformar a percepção inicial.
É por isso que acredito que mudar um pensamento pode participar da transformação de uma vida e, quando falamos de liderança, alcançar também a vida de outras pessoas.
Pensamentos influenciam escolhas. Escolhas sustentam comportamentos. Comportamentos interferem nas relações. E relações ajudam a construir a cultura que experimentamos todos os dias dentro das organizações.
Uma mudança que começa em uma pessoa pode, portanto, alcançar muito além dela.
Foi dessa compreensão que nasceu o Ecossistema Reconexão Essencial®.
Ao longo de minha trajetória acompanhando líderes, executivos, equipes e organizações, fui percebendo um movimento recorrente: algo precisava ser percebido, explorado, transformado e integrado à vida.
Dessa observação surgiram quatro movimentos: Despertar, Explorar, Transformar e Integrar.
Eles se relacionam e acompanham o próprio ritmo da experiência humana. Podemos despertar para algo que acreditávamos já ter integrado, transformar um comportamento e, diante de uma nova circunstância, descobrir outra dimensão que merece ser explorada.
Foi justamente essa dinâmica que me levou à ideia de ecossistema.
Aquilo que acontece dentro de uma pessoa alcança suas relações. As relações influenciam os ambientes. Os ambientes participam da cultura. A cultura interfere nas escolhas das pessoas e nos resultados que uma organização consegue produzir.
O líder influencia o sistema e o sistema também modifica o líder.
Reconectar-se com a própria essência significa, para mim, recuperar autoria sobre aquilo que ainda pode ser construído. Significa reconhecer a história, ampliar possibilidades, perceber pensamentos e escolher quais deles ainda merecem ser alimentados; assumir escolhas, aprender com elas e escolher novamente.
Acredito em líderes capazes de olhar para resultados e enxergar as pessoas que os tornam possíveis. Acredito em organizações nas quais consciência, prosperidade e realização possam ocupar a mesma conversa. E acredito na responsabilidade que cada pessoa possui sobre a realidade que ajuda a construir.
Talvez seja justamente aí que a transformação de uma liderança comece: na capacidade de perceber aquilo que pensamos antes que nossos pensamentos decidam, silenciosamente, a maneira como continuaremos agindo.
E deixo uma pergunta que também faço a mim mesma: Que parte da sua liderança pertence à consciência que você possui hoje e que parte ainda responde à pessoa que você precisou ser no passado?
Reconexão Essencial® — consciência que se transforma em escolha e ganha expressão na vida e na liderança.
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Quer saber mais sobre como desenvolver uma liderança consciente, reconhecer quais pensamentos ainda orientam suas escolhas e transformar aqueles que já não representam quem você é hoje? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo.
Cristiane Maziero
Escritora, autora do livro Alma de Líder e criadora do Ecossistema Reconexão Essencial®. Atua há mais de duas décadas com desenvolvimento humano, liderança e cultura organizacional, acompanhando líderes, executivos, equipes e organizações.
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Confira também: Quando a Cultura Adoece, a Saúde Mental Pede Socorro: Por Que Ampliar a Consciência é o Próximo Passo das Organizações
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Talvez Não Seja o Seu Sonho Que Seja Grande Demais, Mas Sim O Preço Emocional de Realizar Seus Sonhos
Não quero falar aqui sobre constância, resiliência, continuar a fazer o que precisa ser feito para chegar onde se quer chegar. Tudo isso é muito válido sim, nobre, e principalmente: real. Mas porque existem pessoas que mesmo se dedicando tanto, ainda tem dificuldade em ter os resultados que deseja?
O preço emocional é muito maior que o físico, financeiro, ou até mesmo de tempo. O desgaste emocional que uma pessoa passa para atingir o sucesso, vem de encarar que nem sempre vai ter estômago. E nem sempre estará pronta para o próximo passo.
Muitas vezes ouvimos que o sucesso é solitário, e sim, muitas pessoas não vão nos acompanhar. E pode ser que você já esteja bem com essa informação, pode ser que você já tenha colocado cada pessoa no seu papel em relação a sua vida, as suas escolhas. Mas e quando você esquece de colocar qual o seu próprio papel na vida delas?
Quantas vezes você não deixou de se impor, falar o que pensa, dizer não quando simplesmente não está a fim, só porque não queria passar pelo desconforto de descobrir como o outro iria reagir.
Pois é no desconforto real que mora o crescimento. Justamente esse que você pensou agora, mas não tem nem coragem de assumir.
A dor às vezes é tão profunda que arrumamos mil justificativas e desculpas, todas com muito sentido, racionais e possíveis, para não encarar o que de fato nos machuca, nos paralisa, nos deixa irracionais por um momento.
E não tem nada de errado com esse momento. Sinta a dor, deixe ela existir, mas saiba de onde ela vem, e por quanto tempo você vai querer ficar nesse lugar: o lugar de vítima.
Essa é a chave! A dor não vai sumir do nada, você não tem que ressignificar nada, mas você pode escolher entender de onde ela vem e para onde você quer direcionar sua energia, e por quanto tempo. Assim eu faço comigo mesma, e nos meus atendimentos.
Ignorar quem você é e o que você sente, tentar se transformar em outra pessoa completamente diferente, só gera frustração e ainda mais dor, pois não há autoaceitação, autoperdão, autocompaixão, autoestima, autoconfiança, e por aí vai…
Agora, quando você entende que sim, às vezes você vai se sentir sozinho e abandonado, e você não vai nem conseguir enxergar o apoio das pessoas ao seu redor, porque esse apoio não veio da forma que você esperava, o jogo todo muda!
Quando você entende que às vezes suas ideias mirabolantes vão sim parecer ridículas para muitas pessoas, e que essas ideias vão sim ser rejeitadas, e que isso não tem nada a ver com você, mas apenas com aquelas ideias específicas, você perde o medo de compartilhar o que pensa! Perde o medo de ser você mesmo.
E tem ainda aquelas situações superdesconfortáveis onde você sente até dor de cabeça. Isso porque você não tem controle nenhum sobre a situação e as pessoas envolvidas. Aqui, por medo de ser manipulado, você acha que tem que fazer tudo sozinho e do seu jeito, e deixa de crescer porque não consegue confiar, e compartilhar com o outro!
Você já tem o poder de observação para avaliar se o outro é confiável ou não. E sabe o que fazer se no meio do caminho, você mudar de ideia sobre a pessoa. Está tudo bem! Só arrisque, arrisque mais, pois com companhia, vamos muito, mas muito mais longe.
E existem ainda aquelas pessoas, ou uma parte de nós (algumas pessoas uma parte maior, outras menor), em que achamos que temos que ser úteis e necessários, ou seremos descartados. Que para gerar valor, temos que fazer tudo, resolver todos os problemas, carregar todo mundo nas costas. Não só porque conseguimos (haja energia!), mas porque não suportamos lidar com o que o outro vai pensar de nós: egoísta, preguiçoso, irresponsável, incompetente…
E tudo isso a que custo? Da nossa própria saúde, dos nossos próprios sonhos…
E tem uma parte de nós que é super ativa, cheia de energia, garra e conquista muitas vitórias. Mas o preço nesse caso para ir ainda mais longe, seria aceitar que nem sempre você vai ganhar, nem sempre você vai ser o melhor, vai ser o primeiro, o perfeito. Mas isso não define quem você é.
Esse é o ponto. Você AINDA não sabe, ainda tem o que aprender, e a vida é uma curva de aprendizagem. Aprenda a ser gentil consigo mesmo e curtir a jornada, isso vai fazer toda a diferença.
Com tudo isso, o que quero te dizer é que: vale a pena arriscar mais! Vale a pena o desconforto, enfrentar a resistência, e ver que no final: você pode, de fato, conquistar aquilo que tanto diz querer!
Deseje de coração, se prepare com a mente, e encare o desafio com a alma. É aí que está o verdadeiro caminho do que podemos chamar de sucesso, ou para mim, de felicidade.
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Até o próximo artigo!
Sarah Martins
Mentora de Autoliderança, Desenvolvimento Humano e Inteligência Emocional
http://linkedin.com/in/sararmartins
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Palavras-chave: preço emocional, dor, sucesso, desconforto, medo, preço emocional de realizar seus sonhos, realizar seus sonhos, como realizar seus sonhos, pagar o preço emocional, sucesso solitário, ser gentil consigo mesmo
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Acho Chique, Acho Prático, Mas Isso Vende?
Como Transformar Opinião em Estratégia de Vendas
“Acho chique.” “Acho prático.”
As expressões ganharam as redes sociais e viraram uma maneira divertida de falar sobre preferências. Eu acho chique isso. Acho prático aquilo. Não gosto daquilo outro.
Quando estamos falando de escolhas pessoais, perfeito. O problema começa quando o “eu acho” entra na empresa e passa a orientar decisões de atendimento, marketing e vendas.
- “Eu acho que deveríamos estar no TikTok.”
- “Eu acho que nosso atendimento precisa ser mais informal.”
- “Eu acho que temos que usar inteligência artificial.”
- “O concorrente começou a fazer.”
- “Todo mundo está fazendo.”
Talvez você já tenha ouvido ou repetido alguma dessas frases em uma reunião.
E não há nada de errado em acompanhar tendências, observar concorrentes ou usar nossa própria experiência para gerar ideias. O problema é transformar referência em estratégia de vendas sem fazer uma pergunta essencial: Isso ajuda o nosso cliente a comprar?
Porque empresa precisa vender. Precisa gerar receita, margem, recorrência. E colocar o cliente no centro não significa esquecer o resultado do negócio. Pelo contrário: significa aumentar nossa capacidade de gerar resultado entendendo melhor o que faz alguém comprar, permanecer e voltar.
Nem tudo que funciona para o outro, funciona para nós
Observar o concorrente é importante, ficar atento a boas práticas pode encurtar caminhos, trazer ideias e mostrar possibilidades que ainda não enxergamos.
Mas existe uma diferença enorme entre observar uma prática e compreender por que ela funciona.
Imagine que um concorrente começou a vender pelo WhatsApp e aparentemente está tendo bons resultados. A reação mais rápida pode ser: “Precisamos fazer isso também”.
Talvez precisemos. Mas talvez não.
A pergunta mais interessante é: por que o WhatsApp funcionou tão bem para aquele concorrente?
Foi o canal em si que fez a diferença? Ou ele funcionou porque estava alinhado ao comportamento daquele público? Talvez os clientes buscassem mais agilidade, precisassem conversar antes de decidir ou então já tivessem o hábito de comprar por mensagem.
Perceba a diferença. Copiar a prática é simplesmente abrir um canal no WhatsApp porque o concorrente fez.
Compreender o princípio é entender o que fez aquela estratégia de vendas funcionar para ele e avaliar se a mesma necessidade existe, de fato, entre os nossos clientes.
O mesmo acontece com promoções, campanhas, programas de fidelidade, automações, vídeos, inteligência artificial, scripts de vendas e praticamente qualquer tendência que apareça no mercado.
Não existe boa prática sem contexto.
Cuidado: você não é necessariamente o seu cliente
Existe ainda outra armadilha. O concorrente influencia nossas decisões, mas nossas próprias preferências também.
- “Eu gosto de receber mensagem assim.”
- “Eu jamais compraria dessa maneira.”
- “Eu prefiro falar com uma pessoa.”
- “Eu resolveria tudo sozinho.”
- “Eu achei essa campanha ótima.”
O problema está justamente na primeira palavra: eu.
Nós não somos necessariamente nossos clientes.
Aquilo que parece prático para nós pode representar esforço para eles. O que consideramos atendimento excelente pode ser excesso de contato. Uma automação pode representar eficiência para um público e frieza para outro. Um desconto pode acelerar a decisão de compra ou apenas diminuir a margem de uma venda que aconteceria de qualquer maneira.
Por isso, talvez uma das mudanças mais importantes para uma empresa que quer vender melhor seja substituir o “eu acho” pelo “o que meu cliente demonstra?” E demonstrar é diferente de apenas dizer.
Está nas perguntas que aparecem antes da compra, nas objeções, nos abandonos, nas conversas com vendedores, nas reclamações, na recompra, no tempo necessário para fechar uma compra e, principalmente, naquilo que efetivamente faz o cliente avançar.
Movimento não é necessariamente venda
Esse talvez seja um dos pontos mais importantes dessa conversa. Nem tudo que gera movimento gera resultado comercial.
Uma campanha pode ter milhares de visualizações e não trazer compradores. Um canal pode receber centenas de mensagens e gerar poucas vendas. Uma promoção pode aumentar o faturamento e destruir margem. Uma equipe pode produzir dezenas de propostas e fechar poucas delas.
Visualização é movimento. Mensagem é movimento. Reunião é movimento. Proposta é movimento.
Mas empresa vive de resultado.
Por isso, antes de adotar uma tendência ou reproduzir uma estratégia de vendas que parece estar funcionando para alguém, precisamos conectar a ideia ao comportamento que queremos provocar no NOSSO cliente:
- Queremos que mais pessoas peçam orçamento?
- Que avancem de uma etapa para outra?
- Que fechem mais rápido?
- Que aumentem o ticket?
- Que voltem a comprar?
- Que permaneçam mais tempo conosco?
Quando essas respostas não estão claras, existe uma boa chance de estarmos fazendo alguma coisa apenas porque achamos chique.
Antes de copiar, passe pelo filtro da venda
Então, como transformar tudo isso em prática?
Na próxima vez que surgir uma ideia, seja porque está em alta, porque o concorrente faz ou simplesmente porque alguém da empresa acredita que seria interessante, experimente passar essa decisão por quatro perguntas:
1. Que problema do nosso cliente isso resolve?
Se não conseguimos identificar o problema, talvez estejamos criando uma solução à procura de um problema.
2. Em que momento da jornada de compra isso ajuda?
Vai facilitar a descoberta? Diminuir uma objeção? Ajudar na comparação? Facilitar a decisão? Melhorar o pós-venda e aumentar a chance de recompra?
3. Que comportamento queremos provocar?
Mais contatos não é uma resposta suficiente. Queremos mais contatos qualificados? Mais propostas aceitas? Mais recompras? Menos abandono?
4. Qual número vai mostrar se funcionou?
Conversão, ticket médio, margem, recompra, tempo de fechamento, avanço entre etapas? Escolha o indicador que esteja diretamente relacionado ao objetivo daquela ação.
É aqui que opinião começa a virar, de fato, uma estratégia de vendas.
Faça um teste esta semana
Escolha uma única ação que sua empresa realiza hoje.
Pode ser uma promoção, uma abordagem comercial, um canal de atendimento, uma sequência de mensagens, uma automação, um conteúdo ou até uma etapa do processo de vendas.
Agora pergunte:
- Por que fazemos isso?
- Por que medimos e sabemos que funciona?
- Por que nossos clientes demonstram preferência?
- Por que sempre fizemos assim?
- Por que o concorrente faz?
- Ou por que alguém, em algum momento, achou que seria uma boa ideia?
Depois escolha um indicador comercial e acompanhe o resultado.
Converse também com alguns clientes. Pergunte o que facilitou a compra, onde tiveram dúvida, o que quase os fez desistir e o que poderia tornar a decisão mais simples.
Talvez você descubra que aquela ação realmente funciona, descubra que precisa ser ajustada ou, melhor ainda, perceba que sua equipe está investindo tempo, dinheiro e energia em algo que produz muito movimento e pouca venda.
A inteligência comercial não está em acertar todas as ideias de primeira, mas está em testar, ouvir, medir, aprender e ajustar.
Por isso, acompanhar tendências continua sendo importante. Observar concorrentes também. Tecnologia pode aumentar nossa produtividade e inteligência. Nossa experiência continua tendo valor.
Mas cada uma dessas coisas ocupa um lugar diferente na decisão.
- “Eu acho” é opinião.
- “O concorrente faz” é referência.
- “Acho que o cliente quer” é hipótese.
- “Testamos, medimos e gerou resultado” é estratégia.
Talvez seja esse o verdadeiro equilíbrio entre colocar o cliente no centro e colocar receita no caixa. Não precisamos parar de perguntar o que é chique, o que é prático ou o que está funcionando no mercado. Precisamos apenas acrescentar duas perguntas.
Na próxima reunião, quando alguém disser: “Acho que deveríamos fazer isso também”, em vez de aceitar ou descartar a ideia imediatamente, então pergunte:
“Por que isso faria nosso cliente comprar?”
E, logo depois:
“Como vamos saber se realmente vendeu?”
Porque tendência pode chamar atenção. Concorrente pode inspirar. Nossa experiência pode gerar boas ideias, mas, no final, quem precisa achar bom é o cliente e quem precisa sentir o resultado é o caixa.
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Até o próximo mês!
Renata Cristina Paulino
https://www.linkedin.com/in/renatapaulino/
Confira também: Quando Responder Deixa de Ser Suficiente
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O Novo Helenismo Digital: Como a Geração da Inteligência Artificial Repete os Erros do Passado
O Diagnóstico Inquietante
Olhamos para os jovens de hoje e sentimos um desconforto que poucos ousam nomear. Eles têm acesso a mais informação do que qualquer geração anterior — e, paradoxalmente, parecem pensar menos. São ágeis com os dedos, mas hesitantes diante de uma decisão moral. Conectados em rede, mas isolados na capacidade de responder por si mesmos. Deixam o planeta com uma pergunta que ecoa silenciosamente: que mundo estamos construindo com mãos que não querem segurar o peso da responsabilidade?
Não se trata de um lamento saudosista. É uma constatação clínica, psicológica, cognitiva — e, ouso dizer, espiritual.
O Espelho Helenístico
Ao observar esse fenômeno, sou tomado por uma sensação de déjà-vu histórico. No século II a.C., o mundo helenístico — sob o domínio grego — impôs aos jovens judeus um dilúvio de ideias, filosofias e estilos de vida que colidiam frontalmente com sua tradição. A cultura grega era sedutora: oferecia liberdade intelectual, novas formas de pensar, uma estética deslumbrante. Muitos jovens judeus se deixaram levar. Abandonaram os costumes de seus pais. Trocaram a lei mosaica pelo pensamento estoico. Preferiram o ginásio grego à sinagoga.
O resultado? Uma geração que flutuava entre dois mundos, sem âncora firme em nenhum. Conheciam os conceitos, mas não os internalizavam. Repetiam discursos, mas não formavam caráter.
Soa familiar?
A Era Digital como Novo Helenismo
Hoje, o papel da Grécia antiga é desempenhado por algo ainda mais invasivo: a cultura digital. Não são soldados com lanças que cruzam fronteiras — são algoritmos que atravessam telas. As ideias não chegam por navios, mas por notificações. E a sedução não vem de deuses mitológicos, mas de uma inteligência artificial que entrega respostas prontas, eliminando o esforço de pensar.
O jovem tecnológico de 2026 não precisa memorizar: o Google lembra por ele. Não precisa argumentar: o ChatGPT redige. Não precisa refletir sobre valores: o feed define o que é certo ou errado pelo número de curtidas. A cognição está sendo terceirizada, e com ela, a alma.
Do ponto de vista cognitivo, estamos diante de um fenômeno preocupante: a atrofia do pensamento crítico. O cérebro, como qualquer músculo, se desenvolve pelo esforço. Quando oferecemos respostas instantâneas a cada pergunta, eliminamos o processo — doloroso, mas necessário — de construir um raciocínio. O jovem deixa de perguntar “por quê?” e passa a aceitar “o que o algoritmo me mostrou”.
O Papel da Educação Familiar: O Berço do Caráter
A primeira trincheira dessa batalha é o lar. A educação familiar sempre foi o espaço onde os valores são transmitidos não por discursos, mas pelo exemplo vivido. Uma criança que vê os pais dialogando, discordando com respeito e assumindo responsabilidades aprende, por osmose, o que significa ser um adulto íntegro.
No entanto, a família moderna delegou à tela a função de educar. O smartphone virou a babá digital, o YouTube virou a escola paralela, e o TikTok virou o conselheiro moral. Os pais, exaustos pela própria sobrecarga digital, perderam o hábito do diálogo profundo à mesa. As conversas se tornaram funcionais: “fez a lição?”, “jantou?”, “está usando o notebook?” — e não mais: “o que você pensa sobre isso?”, “por que agiu assim?”, “qual foi a consequência das suas escolhas?”.
Psicologicamente, a ausência desse diálogo formativo gera jovens que sabem operar sistemas, mas não sabem operar a própria consciência. Eles têm facilidade técnica, mas dificuldade ética.
A Escola Entre o Conteúdo e o Sentido
A escola, por sua vez, enfrenta seu próprio dilema. Pressionada a preparar os alunos para um mercado de trabalho incerto, optou por um pragmatismo pedagógico que valoriza habilidades técnicas (“hard skills”) em detrimento da formação humanística.
O jovem aprende a programar, mas não aprende a interpretar um texto filosófico. Domina planilhas, mas não consegue articular um argumento moral. Sabe usar inteligência artificial para gerar relatórios, mas não desenvolveu a inteligência emocional para gerenciar um conflito.
Do ponto de vista cognitivo, a escola que não ensina pensamento divergente — a capacidade de considerar múltiplas perspectivas, de duvidar, de questionar — está formando gerações de executores de tarefas, não de líderes de pensamento. E o pior: está treinando jovens para serem consumidores de respostas, não formuladores de perguntas.
Costumes e Valores: A Erosão Silenciosa
Os valores não desaparecem de repente. Eles se desgastam como rochas expostas ao vento — milimetricamente, dia após dia. O que temos testemunhado é a erosão de valores fundamentais:
- Responsabilidade → substituída pela cultura do “não fui eu, foi o algoritmo”;
- Esforço → trocado pela busca do atalho mais rápido;
- Compromisso → diluído pela lógica do “posso desistir e tentar outra coisa”;
- Respeito → reduzido à ausência de conflito, não à consideração genuína pelo outro;
- Verdade → relativizada em “minha verdade” e “sua verdade”, sem referência objetiva.
A inteligência artificial acelera esse processo ao criar um ambiente onde tudo pode ser simulado, gerado, modificado. Se um texto pode ser escrito por IA, se uma imagem pode ser criada por comando, se uma opinião pode ser fabricada por um modelo de linguagem — o que ainda é real? O que ainda é seu?
Essa crise de autenticidade tem um custo psicológico profundo: a dificuldade de formar uma identidade sólida. O jovem contemporâneo constrói o self como um mosaico de referências fragmentadas, sem a coesão interna que só a tradição e a reflexão continuada podem proporcionar.
A Perspectiva Psicológica e Cognitiva
Jean Piaget nos ensinou que o desenvolvimento cognitivo passa por estágios, e que o pensamento abstrato — a capacidade de lidar com hipóteses, consequências e sistemas morais — é o ápice desse processo. Esse estágio, chamado de operatório formal, exige prática. Exige que o jovem seja confrontado com problemas abertos, dilemas éticos, situações sem resposta pronta.
O que a cultura digital faz é encurtar esse estágio. Oferece respostas antes mesmo de a pergunta ser formulada. O jovem não precisa elaborar hipóteses — a inteligência artificial e o algoritmo já oferecem caminhos por ele. Não precisa avaliar consequências — a interface já exibe o resultado mais provável.
Viktor Frankl, psiquiatra sobrevivente do Holocausto, apontou que a maior necessidade humana é encontrar sentido. Uma geração que terceiriza o pensamento também terceiriza a busca por propósito. E uma vida sem propósito é uma vida vazia — que pode ser preenchida por qualquer coisa, do consumo compulsivo ao radicalismo virtual.
Do ponto de vista psicológico, observamos um aumento preocupante de:
- Ansiedade generalizada: a incapacidade de processar a superestimulação informacional;
- Nomofobia: o pânico de ficar offline e “perder algo”;
- Apatia existencial: a sensação de que nada importa, já que tudo pode ser gerado, replicado, substituído;
- Déficit de atenção sustentada: a dificuldade crescente de manter foco em uma única tarefa por mais de alguns minutos.
E o Planeta?
A preocupação com o futuro do planeta não é apenas ambiental — é existencial. Uma geração que não desenvolve o pensamento de longo prazo, que não assume responsabilidade pelas consequências de seus atos, dificilmente fará as escolhas difíceis que a crise climática exige.
O jovem que aprendeu que tudo pode ser resolvido com um aplicativo tende a acreditar que a tecnologia salvará o planeta sem que ele precise mudar seus hábitos. É a ilusão tecnocrática: a crença de que um novo invento virá nos resgatar, sem que precisemos renunciar a nada.
Mas a história — e a psicologia — nos mostram o contrário. Mudanças reais exigem sacrifício, consciência e responsabilidade coletiva. Três atributos que estão em franco desabastecimento.
Nem Tudo Está Perdido
Não escrevo este artigo como um diagnóstico terminal. Escrevo como um alerta, mas também como um convite à ação. Toda crise é também uma oportunidade de despertar.
A inteligência artificial não é, em si mesma, uma ameaça. Ela é uma ferramenta. O problema não é a tecnologia — é a ausência de uma educação que forme pessoas capazes de usá-la com sabedoria.
Se o período helenístico nos ensinou algo, foi que a resistência cultural consciente é possível. Muitos jovens judeus cederam à sedução grega — mas outros não. O movimento fariseu, que nasceu exatamente nesse período, foi uma resposta de resistência e reinterpretação criativa da tradição. Eles não se isolaram do mundo helenístico; aprenderam a navegá-lo sem perder a essência.
Essa resistência consciente é possível hoje?
O que podemos fazer?
- Famílias: Retomar o diálogo substantivo. Criar espaços livres de telas para conversas que envolvam valores, dúvidas e projetos de vida. A educação começa no exemplo de quem se senta à mesa e olha nos olhos.
- Escolas: Reintegrar as humanidades ao centro do currículo. Filosofia, ética, arte e literatura não são enfeites — são o antídoto cognitivo contra a superficialidade digital. Ensinar a perguntar é mais urgente do que ensinar a responder.
- Sociedade: Criar ritos de passagem que marquem a transição para a vida adulta. O jovem precisa sentir, de forma concreta, que a responsabilidade é um peso que se carrega com dignidade, não um fardo a ser evitado.
- Indivíduos: Cultivar o tédio criativo — o silêncio, a solidão voluntária, o tempo não preenchido por estímulos. É no vazio que as ideias originais germinam. É na pausa que a consciência se forma.
Conclusão
A maior preocupação do mundo atual não é a inteligência artificial. É a inteligência humana que está sendo subutilizada. É o jovem que sabe operar máquinas, mas não sabe operar a própria vida. E é a geração que pode conversar com chatbots, mas não consegue dialogar com o pai.
Voltamos ao helenismo, sim — mas com uma diferença crucial: os gregos antigos ofereciam filosofia; nossa era oferece distração. E a distração, diferentemente da filosofia, não forma ninguém.
O mundo do futuro será exatamente o que esta geração fizer dele. Se continuarmos delegando o pensamento às máquinas e a responsabilidade aos algoritmos, teremos um mundo eficiente, mas vazio. Rápido, mas superficial. Conectado, mas solitário.
A alternativa — uma geração que pensa, escolhe e responde por si — não depende de tecnologia. Depende de nós.
“O analfabeto do século XXI não será aquele que não sabe ler e escrever, mas aquele que não sabe aprender, desaprender e reaprender.” — Alvin Toffler
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Quer saber mais sobre como a inteligência artificial pode impactar o pensamento crítico, a autonomia e a formação das novas gerações? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Um abraço e até a próxima!
Iússef Zaiden Filho
Advogado, Mestre em Educação, Psicanalista e Especialista em Psicologia Comportamental
http://www.izfcoaching.com.br/
Confira também: Transtornos Psicoadaptativos: A Alma em Busca de Sentido na Era Digital
Bibliografia Consultada Contexto Histórico — Helenismo e Judaísmo 1. DODDS, E. R. Os Gregos e o Irracional. São Paulo: Editora Escuta, 2002. → Base para a compreensão da mentalidade helenística e seu impacto psicológico sobre outros povos. 2. HENGEL, Martin. Judaism and Hellenism: Studies in Their Encounter in Palestine During the Early Hellenistic Period. London: SCM Press, 1974. → Obra clássica sobre o conflito cultural entre o judaísmo e o pensamento grego no período helenístico. 3. JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2000. → Fonte primária sobre o período dos Macabeus e a resistência judaica à helenização. 4. TCHERIKOVER, Victor. Hellenistic Civilization and the Jews. Philadelphia: Jewish Publication Society, 1959. → Análise detalhada da influência grega sobre os jovens judeus e o movimento fariseu. 5. EQUIPE TEOLÓGICA PENKAL: Período Interbíblico – A História por trás dos 400 anos de silêncio entre os testamentos - 2025 Psicologia Cognitiva e do Desenvolvimento 1. PIAGET, Jean. O Nascimento da Inteligência na Criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1970. → Referência central para o conceito de estádios do desenvolvimento cognitivo e a importância do pensamento abstrato (operatório formal). 2. PIAGET, Jean. Seis Estudos de Psicologia. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1967. → Discussão sobre a formação do juízo moral e a construção do pensamento crítico. 3. VYGOTSKY, Lev S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1989. → Complemento essencial sobre como o ambiente cultural e as interações sociais moldam o desenvolvimento cognitivo — diretamente relacionado à influência digital sobre a juventude. 4. KAHNEMAN, Daniel. Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012. → Base para a compreensão dos vieses cognitivos e como o pensamento intuitivo (Sistema 1) tem sido superestimulado pela cultura digital, em detrimento do pensamento reflexivo (Sistema 2). Psicologia Existencial e Sentido da Vida 1. FRANKL, Viktor E. Em Busca de Sentido: Um Psicólogo no Campo de Concentração. Petrópolis: Vozes, 2008. → Fundamento da tese central sobre a necessidade de sentido como motor psicológico fundamental — e o vazio existencial gerado por sua ausência. 2. FRANKL, Viktor E. A Psicoterapia na Prática. São Paulo: É Realizações, 2010. → Aprofundamento sobre a logoterapia e o conceito de "vazio existencial" aplicado à sociedade contemporânea. Sociedade Digital, Cognição e Educação 1. CARR, Nicholas. A Geração Superficial: O Que a Internet Está Fazendo com Nossos Cérebros. Rio de Janeiro: Agir, 2011. → Análise empírica sobre como o ambiente digital altera os padrões de leitura, atenção e pensamento crítico. 2. WOLF, Maryanne. O Cérebro no Mundo Digital: Os Desafios da Leitura na Nossa Era. São Paulo: Contexto, 2019. → Estudo neurocientífico sobre os impactos da leitura em tela versus leitura profunda no desenvolvimento cognitivo infantil e juvenil. 3. BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. → Referência para o conceito de fluidez das identidades e valores na contemporaneidade. 4. HAN, Byung-Chul. A Sociedade do Cansaço. Petrópolis: Vozes, 2015. → Análise psicológica e filosófica sobre a sociedade do desempenho, a hiperestimulação e a erosão da atenção sustentada. 5. TURKLE, Sherry. Alone Together: Why We Expect More from Technology and Less from Each Other. New York: Basic Books, 2011. → Pesquisa sociológica sobre como a conectividade digital enfraquece a intimidade e a responsabilidade relacional. 6. POSTMAN, Neil. O Desaparecimento da Infância. Rio de Janeiro: Graphia, 2002. → Reflexão sobre como a mídia digital encurta o período de formação moral e cognitiva da infância e adolescência. Ética, Inteligência Artificial e Futuro 1. BOSTROM, Nick. Superinteligência: Caminhos, Perigos, Estratégias. Rio de Janeiro: Darkside Books, 2018. → Discussão sobre os riscos existenciais da inteligência artificial e a necessidade de alinhamento ético. 2. FLORIDI, Luciano. A Quarta Revolução: Como o Infosfera Está Redefinindo a Realidade Humana. Lisboa: Relógio d'Água, 2017. → Base para a discussão sobre como a informação e os algoritmos reconfiguram a identidade pessoal e a tomada de decisão. 3. HARARI, Yuval Noah. Sapiens: Uma Breve História da Humanidade. Porto Alegre: L&PM, 2015. → Contexto macro-histórico sobre as revoluções cognitivas e tecnológicas da humanidade. 4. MORIN, Edgar. Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. São Paulo: Cortez / UNESCO, 2000. → Inspiração direta para a proposta final do artigo: uma educação que ensine a pensar, não apenas a operar. 5. PAPA LEÃO XIV: Magnifica Humanitas – sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial – Carta encíclica- 2026
Palavras-chave: inteligência artificial, pensamento crítico, cultura digital, educação familiar, responsabilidade, atrofia do pensamento crítico, terceirização do pensamento, educação familiar e inteligência artificial, inteligência artificial e jovens, inteligência artificial e pensamento crítico, IA e pensamento crítico, impactos da IA no pensamento crítico
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Você pode ter tudo o que quiser. Será?
Essa é uma daquelas frases que atravessaram décadas, livros, palestras e diferentes linhas de desenvolvimento humano.
Eu acredito nela. Porque eu acredito na nossa capacidade de criar possibilidades, ampliar caminhos, rever limites internos e construir uma vida muito maior do que aquela que um dia imaginamos ser possível.
Quanto mais estudo e vivo a prosperidade, mais percebo que essa frase precisa de contexto.
Ter tudo o que queremos não garante que saibamos viver bem com aquilo que conquistamos. E uma conversa mais madura sobre prosperidade começa quando colocamos ao lado dos nossos desejos uma pergunta necessária:
Qual é o preço da vida que eu digo que quero? Estou disposto a pagar esse preço?
Tudo o que desejamos pede alguma coisa de nós
Imagine uma pessoa que deseja ganhar muito dinheiro, viajar várias vezes por ano, ter uma vida social ativa, construir uma relação amorosa saudável, estar presente na vida dos filhos, cuidar do corpo, dormir bem, estudar, crescer profissionalmente, desenvolver sua espiritualidade, cultivar boas amizades e, além de tudo isso, ainda ter tempo para simplesmente não fazer nada.
Cada um desses desejos é possível quando olhado separadamente. Quando tentamos acomodar todos dentro das mesmas 24 horas, então a realidade começa a pedir escolhas.
Ganhar mais dinheiro pode exigir mais dedicação ao trabalho, responsabilidade, estudo ou disponibilidade.
Viajar frequentemente pede recursos, organização e espaço na agenda.
Uma vida social ativa pede presença.
Saúde pede sono, alimentação, movimento e cuidado.
Relacionamentos consistentes pedem tempo.
Uma carreira sólida pede escolhas.
Uma vida interior cultivada também.
Até o descanso ocupa um espaço que precisa ser respeitado.
Cada uma dessas coisas pode caber numa vida, mas cada uma pede algo de nós.
É isso que costumo chamar de pagar o preço.
O preço a que me refiro é consequência. Porque toda escolha utiliza recursos: tempo, energia, dinheiro, atenção, presença. Quando direcionamos mais energia para uma área, precisamos reconhecer o que isso representa para as demais.
Por isso, gosto de acrescentar uma pergunta ao “eu posso ter isso?”:
Estou disposto a pagar o preço necessário para que eu possa sustentar isso na minha vida?
A fantasia de maximizar todas as áreas da vida
Há algo delicado na maneira como aprendemos a imaginar uma vida próspera.
Criamos uma referência alta para a carreira, outra para o dinheiro, outra para o corpo, para os relacionamentos, para as viagens, para a vida social, para a família. Aos poucos, reunimos todas essas imagens e passamos a esperar que coexistam.
Quando não conseguimos sustentar tudo, podemos concluir que estamos falhando.
Essa é uma das distorções que a ideia de “ter tudo” pode produzir: a expectativa de viver todas as dimensões da vida em sua potência máxima e ao mesmo tempo.
A vida tem fases.
Existem períodos em que o trabalho pede mais de nós. Outros em que a família ocupa o centro. Há momentos em que o corpo pede recolhimento, fases de expansão, períodos em que o dinheiro precisa receber mais atenção e outros em que escolhemos reduzir o ritmo.
Prosperidade também tem ritmo.
Prosperidade integral e a vida que faz sentido para você
Durante muitos anos, nossa ideia de prosperidade esteve fortemente associada ao que conseguimos acumular, conquistar ou demonstrar. Dinheiro, patrimônio, reconhecimento, experiências, resultados.
Tudo isso pode fazer parte de uma vida próspera, mas a prosperidade que me interessa inclui também a maneira como vivemos aquilo que conquistamos.
É aqui que entra o conceito de Prosperidade Integral.
Prosperidade integral significa reconhecer o que compõe uma vida próspera para você e encontrar harmonia entre as suas escolhas.
Essa compreensão torna a prosperidade profundamente pessoal.
Uma pessoa pode escolher trabalhar intensamente durante determinado período porque existe um projeto importante sendo construído.
Outra pode ganhar menos porque deseja preservar mais tempo com a família.
Alguém pode morar em uma casa menor para que possa viajar mais.
Outra pessoa pode viajar menos porque encontra enorme prazer na vida que construiu onde está.
A prosperidade aparece na coerência entre aquilo que valorizamos e a maneira como escolhemos viver.
Para que você quer aquilo que quer?
Existe uma pergunta que gosto especialmente de fazer quando falamos sobre desejos: Para que você quer isso?
- Quero ganhar mais dinheiro. Para quê?
Para sentir segurança. - Quero viajar muito. Para quê?
Para experimentar liberdade. - Quero ter muitas pessoas por perto.
Para sentir pertencimento. Para quê? - Quero reconhecimento profissional. Para quê?
Para sentir que meu trabalho tem valor, que sou vista, que aquilo que faço importa. - Quero determinada casa. Para quê?
Para experimentar conforto, beleza, acolhimento.
Quando investigamos o para quê, começamos a enxergar a experiência interna que associamos a cada conquista, e essa percepção pode, de fato, mudar profundamente a nossa relação com o desejo.
Porque, muitas vezes, passamos anos buscando uma determinada conquista para finalmente experimentar uma sensação que já poderia estar sendo cultivada, em alguma medida, na vida que temos hoje.
Aprender a reconhecer também é prosperidade
Podemos…
- desejar mais dinheiro e reconhecer a segurança que já construímos.
- sonhar com uma grande viagem e perceber os espaços de liberdade que já existem numa simples caminhada pelo parque, perto de casa.
- querer crescer profissionalmente e honrar o caminho percorrido.
- desejar uma nova casa e desfrutar daquela que hoje nos abriga.
Reconhecer o que já existe não reduz nossos desejos, mas dá a eles um lugar mais saudável dentro da vida.
Podemos agradecer profundamente pelo que temos e continuar desejando mais. Amar a casa onde moramos e sonhar com outra. Reconhecer o valor do nosso trabalho e desejar ganhar melhor. Desfrutar a vida de hoje enquanto construímos uma realidade diferente para amanhã. Nesse contexto, o “posso ter tudo” se encaixa perfeitamente para mim.
Quando aprendemos a reconhecer, o futuro deixa então de ser o único lugar onde depositamos a possibilidade de felicidade.
As certezas que acumulamos sobre ser feliz
Ao longo da vida, criamos algumas frases internas:
- “Quando eu ganhar isso, vou ficar tranquila.”
- “Quando encontrar alguém, vou me sentir completa.”
- “Quando meu negócio crescer, vou poder descansar.”
- “Quando meus filhos estiverem encaminhados, vou cuidar de mim.”
- “Quando eu tiver mais tempo, vou viver de verdade.”
E assim a vida pode passar enquanto esperamos pela próxima condição.
Por isso, acredito que prosperidade envolve liberar algumas das certezas que acumulamos sobre aquilo de que precisamos para ser felizes.
Nossos sonhos podem nos mobilizar, inspirar, ampliar nossa experiência e abrir novas possibilidades. Mas podem coexistir com a capacidade de estar presente na vida que já temos.
O que você chama de “tudo”?
Quando olho novamente para a frase que abriu este texto, continuo acreditando nela:
“Você pode ter tudo o que quiser.”
Hoje, porém, antes de perguntar se posso ter tudo, quero compreender o que estou chamando de tudo.
- Quero saber de onde nasceram meus desejos.
- Quero conhecer o preço de cada escolha.
- Quero decidir conscientemente quais preços desejo pagar.
- Quero reconhecer aquilo que já está presente.
- Quero continuar desejando, sem transformar minha vida em uma espera permanente pela próxima conquista.
Para mim, prosperidade integral tem muito a ver com isso: expandir sem perder a capacidade de reconhecer.
Continuar criando, crescendo, realizando e desejando. Olhar para a própria vida com presença suficiente para perceber o que já existe nela de precioso.
Porque podemos passar anos reunindo as condições que associamos à felicidade e, durante esse percurso, consumir recursos igualmente preciosos: tempo, presença, saúde, relações, paz interior, vida.
Por isso, continuo acreditando que você pode ter tudo o que quiser.
Só não aceite a ideia de que precisa de tudo isso para ser feliz. Você já tem o que precisa. Preste atenção e verá!
Se esta reflexão fez sentido para você, então convido você a continuar essa jornada comigo pelo Instagram: @shirleybrandaooficial.
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Quer saber mais sobre como a prosperidade integral pode ajudar você a compreender o que realmente significa ter tudo, fazer escolhas conscientes, bem como construir uma vida que faça sentido? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Com carinho,
Shirley Brandão
Mentora em Desenvolvimento Humano há 37 anos · Terapeuta e Mentora do Método Louise Hay
https://shirleybrandao.com.br/
@shirleybrandaooficial
Confira também: A Fé que Permanece Quando Tudo Parece Vacilar
Palavras-chave: prosperidade integral, ter tudo, o que é ter tudo na vida, escolhas, vida próspera, felicidade, pagar o preço, estar presente na vida, vida que faz sentido para você, reconhecer o que já existe, preço de cada escolha
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Comunicação É Dinheiro: Como a Comunicação Eficaz Gera Resultados e Reduz Perdas nas Empresas
Há um provérbio que diz: ”Tempo é dinheiro”. Prefiro considerar essa possibilidade: “Comunicação é dinheiro”, ou melhor se devidamente utilizada, a boa comunicação gera (ou pode destruir) riqueza nas organizações.
A estatística é conhecida dos especialistas, mas ignorada por alguns executivos: Os prejuízos causados por falhas de comunicação nas empresas alcançam cifras extraordinárias e a dificuldade é que essas perdas raramente são identificadas como “problemas de comunicação”. Elas se disfarçam de retrabalho, de rotatividade de pessoal, de negociações perdidas, de prazos estourados, de clientes insatisfeitos que nunca voltam e nunca explicam o motivo. Se um auditor pudesse isolar a linha “custo da comunicação inadequada” no demonstrativo financeiro de qualquer empresa de médio e grande porte, encontraria valores que variam entre dezenas e centenas de milhões de reais por ano.
A comunicação é tida como o único ativo que todos possuímos, mas poucos sabem aplicar. Ela não aparece como linha no balanço patrimonial, não consta no DRE como despesa direta, nem é auditada pelos grandes escritórios de consultoria e, no entanto, é responsável por mais perdas e mais ganhos do que qualquer outra variável mensurável na vida empresarial. Quando alguém diz que comunicação é uma soft skill, está, na verdade, cometendo um reducionismo perigoso: trata-se de uma competência que, isoladamente, pode determinar se uma organização prospera ou não.
Alguns dados relevantes:
De acordo com a Society for Human Resource Management (SHRM), dificuldades de comunicação custam às grandes empresas, em média, US$ 62,4 milhões por ano em produtividade perdida. Pesquisas da Axios HQ estimam que a comunicação ineficaz custa entre US$ 10 mil e US$ 55 mil por colaborador ao ano. No agregado, apenas nos Estados Unidos, o custo total desse problema, ultrapassa US$ 2 trilhões anualmente.
No Brasil, o cenário não é diferente. Estudos indicam que cerca de 70% dos problemas enfrentados pelas empresas são oriundos de falhas comunicacionais, com uma perda de aproximadamente 20% em produtividade. A pesquisa da empresa irlandesa Poppulo, conduzida com executivos de nível C, aponta que o custo de uma comunicação interna deficiente gira em torno de US$ 19 milhões por ano por empresa.
O dado mais relevante vem da Fierce Inc. e do Project.co: 86% de colaboradores e executivos atribuem falhas de workplace à falta de comunicação eficaz. Não estamos falando apenas de ruídos operacionais, mas sim de decisões mal tomadas, projetos que não decolam, talentos que se desengajam e reputações que se desgastam. Uma empresa com 100 colaboradores perde, em média, US$ 420 mil por ano com problemas comunicacionais que poderiam ser evitados.
O prestígio também é atingido. Marcas perdem credibilidade não por falta de qualidade em seus produtos, mas por não saberem comunicar valor, propósito e transparência em momentos críticos. Em mercados hipercompetitivos, a diferença entre liderar e sobreviver está, com frequência, na forma como a organização fala, escuta e se faz entender.
Como um empreendedor, líder ou gestor de RH pode lidar com esse problema?
Primeiro, a consciência da necessidade desse investimento estratégico, considerando a comunicação não como uma “soft skill”, mas como um vetor direto de rentabilidade por meio de cinco caminhos principais:
- Redução de turnover e retenção de talentos: Colaboradores que compreendem a estratégia, os objetivos e seu papel na organização são mais engajados. Estudos do Gallup demonstram que equipes altamente engajadas apresentam 23% mais lucratividade e 59% menos turnover , o que, em uma empresa de médio porte, representa centenas de milhares de reais economizados em custos de reposição e treinamento.
- Aceleração na tomada de decisão: Organizações com fluxos comunicacionais claros decidem mais rápido. Em ambientes de negócios nos quais o tempo é vantagem competitiva, a clareza comunicacional reduz retrabalho, evita duplicação de esforços e encurta ciclos de projeto.
- Aumento de vendas e conversão: Profissionais de vendas que dominam técnicas de comunicação persuasiva, escuta ativa e comunicação não violenta convertem mais. A capacidade de articular valor, gerar conexão emocional e conduzir objeções é diretamente proporcional ao desempenho comercial.
- Fortalecimento de marca e reputação: Empresas que comunicam com consistência, transparência e propósito constroem confiança, um ativo intangível que se traduz em fidelidade de clientes, preferência de mercado e valor de marca.
- Inovação e colaboração: Times que comunicam bem compartilham ideias com menos fricção. A inovação não nasce do isolamento, ela floresce em ambientes nos quais a comunicação fluida permite que o conhecimento circule e se combine de formas inéditas.
A equação é simples:
comunicação eficaz → alinhamento estratégico → execução precisa → resultado financeiro superior
Além disso, quanto mais as pessoas e a empresa estão abertas à comunicação, mais os resultados positivos aparecem como consequência. Nesse sentido, destacamos algumas possibilidades:
1. Contratar profissionais com competência comunicacional:
Contratar pessoas que se comunicam bem, além das habilidades técnicas necessárias para o cargo e um perfil comportamental alinhado aos valores da empresa.
2. Treinar sistematicamente a comunicação:
Isso porque se trata de uma competência desenvolvível e não há limites para esse aprimoramento. Algumas possibilidades: programas estruturados de oratória, comunicação não violenta, comunicação assertiva, escuta ativa, storytelling, como lidar com pessoas difíceis, entre outros.
3. Escolher parceiros de treinamento com metodologia consistente:
Buscar empresas de treinamento e escolas com reputação, com metodologias próprias, consistência teórica e prática para gerar as devidas mudanças. Aqui destacamos nosso exclusivo Método F.A.L.A.R., cientificamente comprovado, que tem gerado resultados rápidos e eficazes.
4. Criar cultura de feedback contínuo:
Substituir avaliações anuais por ciclos constantes de feedback estruturado. Líderes devem ser treinados para dar e receber feedback de forma construtiva: uma prática que reduz ruídos, corrige rotas rapidamente, bem como fortalece o engajamento.
5. Padronizar canais e fluxos comunicacionais:
Cada tipo de mensagem merece o canal adequado, necessitando definir protocolos claros, por exemplo, a objetividade em mídias digitais, formalidade ou informalidade conforme o documento, clareza na fala e na voz, expressão das emoções contextualizada, reduzindo-se assim os ruídos e dificuldades de entendimento.
6. Desenvolver líderes como comunicadores:
A comunicação da organização reflete a comunicação de sua liderança. Investir na formação comunicacional de gestores e executivos gera efeito multiplicador: um líder que comunica com clareza, empatia e propósito replica esses padrões em toda a sua equipe.
7. Mensurar o impacto da comunicação:
Assim como se mede produtividade, vendas e satisfação do cliente, é preciso criar indicadores de eficácia comunicacional, taxa de compreensão de diretrizes, tempo de resposta a incidentes, índice de alinhamento estratégico percebido. O que não se mede não se melhora.
8. Integrar comunicação à estratégia de negócios:
A comunicação não pode ser tratada como departamento isolado ou atividade acessória. Ela deve estar integrada ao planejamento estratégico, com orçamento, objetivos e métricas próprias, afinal, como demonstram os dados, cada real investido em comunicação eficaz se converte em múltiplos de retorno.
A comunicação não é um custo a ser minimizado.
É um investimento cujo retorno se manifesta em produtividade, engajamento, reputação e, fundamentalmente, em resultados financeiros sustentáveis. Empresas que compreendem essa verdade não apenas sobrevivem, mas prosperam.
Para você que busca aprimoramento contínuo, tão importante quanto uma formação lato sensu ou stricto sensu, recomendo também investir no desenvolvimento da habilidade de comunicação. Por último, uma afirmação de Warren Buffett:
“Uma pessoa que desenvolve a habilidade de comunicação, aumenta em 50% o seu valor no mercado de trabalho”.
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Quer saber mais sobre como a comunicação eficaz pode reduzir perdas, aumentar a produtividade e gerar melhores resultados financeiros para sua empresa? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Reinaldo Passadori
Mestre e Professor de Oratória, CEO da Passadori Comunicação, Mentor, Escritor, Palestrante
https://www.passadori.com.br/
Confira também: Dizer “Não”: Uma Escolha que Preserva Saúde e Relacionamentos
Palavras-chave: comunicação eficaz, produtividade, resultados financeiros, falhas de comunicação, comunicação interna, redução de turnover, retenção de talentos, aceleração na tomada de decisão, fortalecimento de marca e reputação, mensurar o impacto da comunicação, integrar comunicação à estratégia de negócios
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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