Código da Liberdade: A Engenharia da Desconstrução para Romper Suas Prisões Mentais
A mente humana é o único cárcere onde o prisioneiro detém a chave, mas prefere acreditar que a porta está trancada por fora. Você já sentiu que, apesar de todo o esforço, existe um teto invisível impedindo sua ascensão profissional ou a plenitude emocional? Esse fenômeno não é falta de sorte; é o resultado de um sistema operacional obsoleto, rodando scripts de medo e escassez em uma realidade que exige atualização constante. Se você busca não apenas entender, mas hackear os mecanismos que sustentam suas limitações, este artigo é o seu manual de instrução.
O Mito da Caverna Contemporâneo: Por que Você Ainda Está Preso?
A maioria das pessoas vive sob o comando de crenças que não foram escolhidas, mas herdadas, desde a infância, fomos programados por um sistema educacional massificador e por figuras de autoridade que projetaram suas próprias frustrações em nós. Essas verdades implantadas tornam-se o que chamamos de “crenças limitantes”, muros psíquicos que definem o que é “possível” ou “seguro”.
Como especialista em alta performance e comportamento humano, observo que a maior dor de quem vive nessas prisões não é o fracasso, mas o eterno quase, é o quase sucesso, a quase felicidade, o quase rompimento. O Código da Liberdade não é uma fórmula mágica, mas uma metodologia de desconstrução estruturada em pilares neuropsicológicos.
A Anatomia da Prisão: O Ciclo da Autossabotagem
Antes de aplicarmos o código, precisamos diagnosticar a infraestrutura da cela. As crenças limitantes operam em três níveis:
- Nível Identitário: “Eu não sou capaz”, “Eu sou assim mesmo”. É o nível mais profundo, onde a pessoa confunde um comportamento temporário com sua essência.
- Nível de Capacidade: “Eu não consigo aprender isso”, “É muito difícil para mim”. Aqui, o bloqueio está na negação do potencial de desenvolvimento.
- Nível de Merecimento: “Isso não é para mim”, “A felicidade dura pouco”. É aqui que o indivíduo sabota grandes oportunidades por não se sentir digno do topo.
De acordo com princípios da Terapia Cognitivo-Comportamental, nossos pensamentos geram sentimentos que ditam nossos comportamentos, se o pensamento raiz é “eu vou falhar”, sua fisiologia reagirá com ansiedade, reduzindo sua performance e confirmando a falha original. É o ciclo da profecia autorrealizável.
Decifrando o Código: Os 4 Pilares da Transmissão de Mentalidade
Para romper esse ciclo, aplico a técnica de Reengenharia Mental, dividida nos pilares que sustentam o Código da Liberdade:
I. Metacognição: Observar o Observador
A liberdade começa no momento em que você percebe que você não é seus pensamentos, você é a consciência que os ouve. Ao praticar a metacognição, você cria um espaço entre o estímulo (o pensamento limitante) e a resposta (sua ação), este é o ponto zero da autoridade interna.
II. Confronto de Evidências (O Tribunal da Mente)
Crenças limitantes são, em sua maioria, mentiras contadas repetidamente. O Código da Liberdade exige que você leve essas crenças ao banco dos réus. Se você acredita que “nunca terá dinheiro”, liste 10 vezes em que o dinheiro fluiu para você, a mente lógica não consegue sustentar uma mentira quando confrontada com fatos incontestáveis.
III. Substituição de Linguagem e Neuroplasticidade
A linguagem molda a realidade. No Código da Liberdade, substituímos o vocabulário de “tentativa” pelo vocabulário de “execução”. A neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de criar novos caminhos, prova que é possível “ensinar novos truques a um cão velho”, desde que haja repetição e impacto emocional.
IV. Ação em Desconforto (Exposição Controlada)
O medo não desaparece com a análise, mas com a ação, a liberdade é um músculo que precisa ser exercitado em zonas de desconforto, cada vez que você age apesar da crença limitante, o muro da prisão mental perde um tijolo.
A Dor da Inércia vs. O Preço da Liberdade
Muitos hesitam em romper suas prisões mentais porque o cárcere é familiar, existe uma “segurança” mórbida no fracasso conhecido. No entanto, o custo de permanecer onde você está é a morte em vida, é ver o tempo passar e saber que seu potencial está sendo enterrado por medos que nem sequer são seus.
A dor de mudar dura algum tempo; a dor do arrependimento de nunca ter tentado é eterna. A importância de sair dessa prisão mental agora reside no fato de que o mundo não espera por quem está paralisado, sua autoridade profissional, sua saúde mental e seu legado dependem da sua coragem em ser livre.
Super Orientação: O Próximo Passo para a Sua Libertação
Se você chegou até aqui, o código já começou a rodar em seu sistema. No entanto, a informação sem aplicação é apenas entretenimento, para transmutar essa dor em poder real, siga este protocolo de 21 dias:
- O Diário da Verdade: Durante os próximos 7 dias, anote cada pensamento de autocrítica ou medo que surgir. Não julgue, apenas mapeie.
- A Inversão de Script: Para cada crença anotada, escreva a sua antítese poderosa. Se anotou “não tenho tempo”, reescreva como “eu priorizo o que constrói minha liberdade”.
- Ambiente de Poder: Afaste-se de pessoas que reforçam sua prisão. Busque comunidades, mentores e conteúdos que falem a língua do seu próximo nível. Explore recursos como o Sebrae para mentalidade empreendedora ou plataformas de desenvolvimento pessoal.
- Micro Vitórias Diárias: Realize uma tarefa por dia que te cause medo moderado. A acumulação de pequenas coragens gera uma identidade de vencedor.
A liberdade não é um destino, é uma prática diária de soberania sobre a própria mente, você agora possui o código, a pergunta não é mais se você consegue sair, mas quando você decidirá que já passou tempo demais trancado.
Você está pronto para aplicar o primeiro comando do Código da Liberdade e confrontar sua maior limitação hoje?
Gostou do artigo?
Quer saber como aplicar, na prática, o Código da Liberdade para romper suas prisões mentais e crenças limitantes, e desbloquear sua performance hoje mesmo? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Um forte abraço!
Rui Mesquita
http://www.ruimesquita.com.br
https://www.instagram.com/rui.mesquita.oficial/
Confira também: O Melhor Momento é Agora: Como Vencer o Medo e Começar Mesmo Sem Estar Pronto
Palavras-chave: código da liberdade, prisões mentais, crenças limitantes, autossabotagem, neuroplasticidade, rompimento de prisões mentais, ciclo da autossabotagem, reengenharia mental, metacognição, observar o observador, protocolo de 21 dias, o que são prisões mentais, como romper prisões mentais
Código de Defesa do Contribuinte:
Saiba o que vem por aí com a Lei Complementar nº 225/2026
No dia 09 de janeiro de 2026 foi publicada a Lei Complementar nº 225, que instituiu o Código de Defesa do Contribuinte. Ela estabelece, de acordo com seu artigo 1º, normas gerais relativas aos direitos, às garantias, aos deveres e aos procedimentos aplicáveis ao sujeito passivo, contribuinte ou responsável, junto à administração tributária. A grande novidade é a introdução de conceitos relativos a “contribuintes bons pagadores” e “devedor contumaz”.
De acordo com a legislação, a identificação dos contribuintes “bons pagadores e cooperativos” será determinada por meio de lei ou regulamento próprio. Se assim classificados, eles terão acesso a canais de atendimento simplificados para orientação e regularização.
Ainda, a nova legislação considera o sujeito passivo cujo comportamento fiscal se caracteriza pela inadimplência substancial, reiterada e injustificada de tributos, como sendo um “devedor contumaz”. Vale destacar que, para a caracterização de um devedor contumaz, é necessária a presença cumulativa dos 3 elementos. São eles:
- inadimplência substancial;
- inadimplência reiterada e
- inadimplência injustificada.
A lei define os elementos da seguinte forma:
- inadimplência substancial: os créditos tributários em situação irregular atingem ou superam R$ 15 milhões e ultrapassam 100% do patrimônio conhecido do contribuinte;
- inadimplência reiterada: manutenção dos créditos irregulares por pelo menos 4 períodos consecutivos de apuração ou 6 períodos alternados, no prazo de 12 meses; e
- inadimplência injustificada: a ausência de motivos objetivos que afastem a configuração da contumácia. Na esfera estadual, distrital e municipal, cada ente definirá tais critérios em sua própria legislação, com aplicação subsidiária dos valores e critérios acima na ausência de lei própria.
A lei também destaca que, para a configuração da inadimplência substancial e reiterada, a situação irregular do crédito tributário caracteriza-se pela:
- ausência de patrimônio conhecido em montante igual ou superior ao valor principal do débito; ou
- não ocorrência de moratória, depósito do seu montante integral ou garantia idônea, parcelamento ou medida judicial que suspenda a exigibilidade do crédito tributário.
Outro ponto importante é que a lei esclarece que também considerará devedor contumaz o sujeito passivo que integre, como parte relacionada, pessoa jurídica baixada ou declarada inapta nos últimos 5 (cinco) anos, com créditos tributários em situação irregular em valor igual ou superior a R$ 15 milhões, inscritos ou não em dívida ativa da União, ou que mantenha a qualificação de devedora contumaz.
Haverá um processo administrativo fiscal para a identificação e caracterização do contribuinte como devedor contumaz. A autoridade fiscal deverá indicar os créditos tributários que dão causa ao enquadramento como devedor contumaz e fundamentar a decisão, com indicação dos fatos e das provas que justificam a medida.
Por sua vez, o contribuinte terá um prazo de 30 dias, contado a partir da data da notificação, para regularizar a situação dos créditos tributários, ou apresentar defesa com efeito suspensivo, assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa em face da notificação prévia de caracterização como devedor contumaz.
Ocorre que o efeito suspensivo obtido com a apresentação da defesa não se assegura nos casos em que o contribuinte incorrer em uma das seguintes hipóteses:
- tiver sido constituído como pessoa jurídica utilizada para a prática de fraude, conluio ou sonegação fiscal, inclusive em proveito de terceiras empresas;
- tiver participado, segundo evidências, de organização constituída com o propósito de não recolher tributos ou de burlar os mecanismos de cobrança de créditos fiscais, inclusive por meio de emissão de documentos fiscais que relatem operações fictícias ou cessão de créditos inexistentes ou de terceiros;
- utilizar como insumo, produzir, comercializar ou armazenar mercadoria roubada, furtada, falsificada, adulterada ou objeto de contrabando ou descaminho;
- for fraudulentamente constituída, gerida, dirigida ou administrada por interpostas pessoas que não sejam os verdadeiros sócios ou acionistas;
- inexistir, de fato, no local em que declara ter o seu domicílio fiscal; ou
- no caso de pessoa física, seja na condição de contribuinte ou corresponsável, deliberadamente ocultar bens, receitas ou direitos, inclusive por parte de pessoa jurídica da qual seja sócia, acionista ou administradora de forma ostensiva ou oculta.
Após o término do processo, quando a autoridade competente caracterizar o contribuinte como devedor contumaz, poderá aplicar, isolada ou cumulativamente, as seguintes medidas:
- impedimento de fruição de quaisquer benefícios fiscais;
- participação em licitações da administração pública;
- formalização de vínculos com a administração pública (autorização, licença, habilitação, etc.); e
- propositura de recuperação judicial ou de seu prosseguimento.
Se houver pagamento ou negociação das dívidas, o processo administrativo será encerrado, no caso do pagamento integral das dívidas; ou suspenso, se houver alguma negociação que implique em pagamento parcelado das dívidas.
Destacamos que, além do acima exposto, a referida lei instituiu também programas de conformidade tributária e aduaneira no âmbito da Receita Federal. São eles:
- Programa de Conformidade Cooperativa Fiscal (Confia);
- Programa de Estímulo à Conformidade Tributária (Sintonia); e
- Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (Programa OEA).
Se você tiver alguma dúvida, por favor, entre em contato conosco, teremos o maior prazer em responder!
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Quer saber como o Código de Defesa do Contribuinte, instituído pela Lei Complementar nº 225/2026, pode impactar sua empresa e sua estratégia tributária? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Desejamos a você muito sucesso e até o próximo encontro!
Mária Pereira Martins de Carvalho
https://www.pnst.com.br/profile/maria-pereira-martins-de-carvalho
Confira também: Mudanças nos Benefícios Fiscais – Lei Complementar nº 224/2025
Palavras-chave: Código de Defesa do Contribuinte, devedor contumaz, inadimplência substancial, processo administrativo fiscal, benefícios fiscais, Lei Complementar 225, Lei Complementar nº 225/2026, Lei 225/2026, contribuintes bons pagadores, inadimplência reiterada e injustificada, créditos tributários em situação irregular, programas de conformidade tributária
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Você Quer Ser NOLT? Longevidade, Identidade e os Dilemas do Novo Idoso 60+
E o novo ano de 2026 trouxe mais uma terminologia para aprendermos: trata-se do termo NOLT (New Older Living Trend). Para quem não está familiarizado, é o novo idoso de sessenta mais que não se sente tão idoso assim. A terminologia surge em meio ao cenário da longevidade conquistada com os avanços da medicina e à tendência humana de não querer envelhecer.
No entanto, muito mais que uma nova classificação, precisamos entender o que significa socialmente e emocionalmente a ideia de não envelhecer ou pelo menos não tão rápido assim e de permanecer ativo.
A pergunta é: o que significa exatamente permanecer ativo? Estamos falando fisicamente, mentalmente? Onde fica o desejo e a vida que gostaríamos de ter?
Um rótulo, um diagnóstico, uma categoria não são suficientes para enquadrar este novo viver. Não sabíamos que íamos chegar tão longe, que a pirâmide etária iria se inverter com mais velhos do que novos. Não tínhamos ideia de ter cinco gerações no mercado de trabalho, então simplesmente não sabemos o que é este novo envelhecer.
Segundo a explicação do novo termo, trata-se de gente madura que vive com autonomia, curiosidade e vontade de continuar em movimento. Será que todos os sessenta mais têm essa curiosidade e vontade de aprender? O que tenho ouvido é muito mais um cansaço de tanta informação, uma exaustão de tendências e uma cansativa rotina de cuidados médicos, com o corpo e com a mente que nem dá espaço para escolhas.
Outro dia perguntei a alguém que acabara de se aposentar o que ele fazia agora.
E a resposta foi: Vou a médicos! Uma sucessão de consultas e exames preventivos que nada tem a ver com o prazer de envelhecer e usufruir ou conquistar coisas pelas quais ansiou tanto tempo. Veja bem, é uma conquista poder ir a médicos preventivamente. No entanto, essa não pode ser a sua proposta de usar este tempo de vida extra.
Lidar com a ideia de que é preciso se manter ativo, atualizado e curioso é extenuante. Isso pode se traduzir em expectativa e cobrança. Trata-se dos “inimigos do fim”: uma finitude com a qual é preciso lidar. A perda dos pais, dos amigos, o fim da carreira, os filhos que vão embora e as possíveis doenças. Tudo isso faz parte das questões dessa maturidade longeva, na qual se exige uma nova performance.
Academias e ambulatórios estão lotados de NOLTs que não sabem muito bem o que fazer com este tempo extra da longevidade. Já não têm uma função profissional e se perdem achando “cool” saber usar aplicativos. Esse é o NOLT bem-sucedido que se apresenta por aí. Os demais são desencaixados, como se todos pudessem pertencer à mesma categoria, sem a devida complexidade e diversidade do ser humano.
Assim, passa a ser esperado que esse idoso “novo” tenha a fila preferencial, mas também seja superatuante. Não seria isso um etarismo? Dizendo que quem está nessa classificação deve se comportar de determinada maneira?
Pode parecer interessante observar esse fenômeno e até dar nome a ele. No entanto, temos que permitir a reflexão sobre a condição humana e as emoções que nela estão incluídas. Quem é essa pessoa que agora tem sessenta anos? O que ela fez da sua trajetória? Para o que se preparou? NOLT significa romper com a ideia de velho, como se isso fosse possível!
Precisamos ter cuidado para não entrarmos em negação, mas sim escrever uma história que faça sentido hoje. Uma história que inove com as possibilidades que o mundo apresenta para essa longevidade conquistada. Sem que isso se traduza apenas em parecer jovem, mas que tenha identidade e propósito, em vez de tédio e frustração.
Para que esse novo se instale, a cultura precisa se redefinir, a sociedade precisa se acomodar e, principalmente, teremos que construir a autoconsciência e o desejo para essa nova etapa.
Já que ninguém imaginava estar por aqui tanto tempo, há a questão financeira: custos, moradia, saúde. Será que estão preparados para tal? E o que fizeram e quem sustentaram durante tanto tempo, provendo sobrevivência, trabalho, família e cuidado? Foram responsabilidades que tomaram conta da vida toda. Será que terão a liberdade de escolher o que fazer agora ou simplesmente terão que continuar em tarefas intermináveis para serem atuantes e curiosos?
Assim como adolescentes, essa nova faixa etária reúne milhões de individualidades sociais, culturais e de gênero. Não se aplica de forma linear ou idêntica. Não é um conceito único, nem essencialmente bom. Pode, inclusive, tratar-se de uma fuga diante da dura realidade de envelhecer, adoecer e passar por lutos e frustrações. Enfrentar tudo isso de forma digna, com possibilidades reais de escolha, essa sim é uma luta social que faz sentido para o envelhecimento.
Mais do que uma nova terminologia, trata-se de reconhecer a mudança do envelhecimento e as suas possibilidades de construção. É aproveitar essa etapa com a bagagem do passado e as oportunidades do futuro. Mas sem pressa, sem tarefa, sem performance.
Quero envelhecer sendo curioso e com capacidade de aprender, mas principalmente quero ter a dignidade de poder escolher como e o que fazer.
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Quer saber mais sobre o que é NOLT e como construir uma longevidade com identidade, propósito e liberdade de escolha — sem cair na armadilha da performance eterna? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.
Mônica Barg
https://www.monicabarg.com.br
Confira também: 2026: O Ano da Recalibração Corporativa
Palavras-chave: NOLT, longevidade 60+, novo envelhecimento, novo idoso, etarismo, identidade na maturidade, o que é NOLT, dilemas do novo idoso 60+, pressão de performance na maturidade, identidade e propósito após os 60 anos, como envelhecer com liberdade de escolha, público 60+
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Vieses Algorítmicos: Como a IA Perpetua Desigualdades Corporativas (parte II de II)
Análise sobre como sistemas de IA em RH podem discriminar sem que percebamos
Dando continuidade à parte I (leia aqui) sobre a análise de como os sistemas de IA em RH podem discriminar sem que percebamos, vamos então concluir com uma chamada à ação sob o aspecto de que a IA em RH não é vilã nem heroína — é ferramenta.
7. O Que Pode Ser Feito? Soluções e Boas Práticas
7.1 No Nível Técnico
Auditoria Algorítmica: Testes regulares de viés em diferentes grupos demográficos, análise de disparate impact (impacto desproporcional). Ferramentas disponíveis: AI Fairness 360 (IBM), Fairlearn (Microsoft), What-If Tool (Google).
Dados Diversos e Representativos: Garantir que dados de treinamento incluam diversidade real. Não usar apenas dados históricos enviesados. Aplicar técnicas de balanceamento de dataset.
Explicabilidade (XAI – Explainable AI): Usar modelos mais interpretáveis quando possível, documentar fatores de decisão e permitir que humanos entendam o ‘por quê’.
Técnicas de Debiasing
- Pre-processing: limpar vieses dos dados de entrada;
- In-processing: ajustar algoritmo durante treinamento;
- Post-processing: corrigir outputs enviesados.
7.2 No Nível Organizacional
Governança de IA: Criar comitês de ética em IA, incluir diversidade de perspectivas e estabelecer políticas claras de uso responsável.
Transparência: Informar candidatos/funcionários quando IA é usada, garantir direito de explicação sobre decisões e, além disso, possibilidade de contestação com revisão humana.
Humanos no Loop (Human-in-the-Loop): IA deve ser utilizada como ferramenta de apoio, mas não como decisor único. Revisão humana de decisões críticas e empoderamento de pessoas para que possam questionar o sistema.
Treinamento: Educar RH sobre vieses algorítmicos, desenvolver consciência crítica sobre limitações da tecnologia e, além disso, não terceirizar responsabilidade ética para máquinas.
7.3 No Nível Regulatório/Legal
Legislações Emergentes:
- LGPD (Brasil): direito a não ser submetido a decisões automatizadas;
- GDPR (Europa): direito a explicação do resultado;
- EU AI Act: classificação de risco de sistemas de IA;
- NYC Local Law 144: auditoria obrigatória de ferramentas de contratação automatizadas.
Responsabilização: Empresas devem ser responsáveis por discriminação algorítmica, assim como já são por discriminação humana. Por isso, são necessárias políticas claras, ações de compliance e mecanismos de prestação de contas sobre a análise de imparcialidade dos sistemas de IA.
8. O Paradoxo: IA Pode Reduzir Vieses?
O Lado Otimista
Sim, IA BEM FEITA pode ajudar:
- Remover informações identificadoras (blind hiring);
- Analisar padrões de linguagem enviesada em descrições de vaga;
- Detectar inconsistências em avaliações humanas;
- Expandir pool de candidatos além de networks tradicionais;
- Monitorar equidade salarial em tempo real.
Exemplos Positivos:
- Textio: IA que reescreve descrições de cargos para eliminar linguagem enviesada;
- GapJumpers: auditoria cega para habilidades, não currículos;
- Pymetrics: jogos neurocientíficos que avaliam competências sem viés de background.
Mas…
Esses sistemas funcionam porque foram INTENCIONALMENTE desenhados para combater vieses. Não acontece automaticamente. Requer vigilância constante e, sem dúvida, atualização.
9. Conclusão — Chamada à Ação
A IA em RH não é vilã nem heroína, mas uma ferramenta. O problema não é a tecnologia em si, mas a ilusão de que ela nos isenta de responsabilidade moral. Vieses algorítmicos são, em última análise, vieses humanos sistematizados e amplificados.
Não podemos terceirizar justiça para algoritmos. A responsabilidade por equidade, diversidade e inclusão continua, sem dúvida alguma, sendo humana, ética e política — não técnica.
- Sua empresa usa IA em processos de RH? Você sabe como funciona?
- Já questionou decisões automatizadas que pareciam injustas?
- Como líder/profissional de RH/coach, você está de fato preparado para identificar e combater vieses algorítmicos?
- Que papel você pode desempenhar na criação de sistemas mais justos?
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como combater vieses algorítmicos no RH e usar IA com responsabilidade, transparência bem como justiça nas decisões corporativas? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Até o próximo artigo!
Um abraço.
Marcelo Farhat
https://www.meetnetwork.net
https://www.linkedin.com/in/araujomf/
Confira também: Vieses Algorítmicos: Como a IA Perpetua Desigualdades Corporativas (parte I)
Palavras-chave: vieses algorítmicos no RH, IA em RH, discriminação algorítmica, governança de IA, equidade e diversidade, como combater vieses algorítmicos no RH, auditoria algorítmica em recrutamento, IA ética em processos de RH, human-in-the-loop em decisões automatizadas, explicabilidade em sistemas de IA corporativos
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS * Artigos Científicos e Estudos BUOLAMWINI, J.; GEBRU, T. Gender Shades: Intersectional Accuracy Disparities in Commercial Gender Classification. Proceedings of Machine Learning Research, v. 81, p. 1-15, 2018. Disponível em: https://proceedings.mlr.press/v81/buolamwini18a.html. Acesso em: 07 nov. 2025. DASTIN, J. Amazon scraps secret AI recruiting tool that showed bias against women. Reuters, 10 out. 2018. Disponível em: https://www.reuters.com/article/us-amazon-com-jobs-automation-insight. Acesso em: 07 nov. 2025. GARTNER. Gartner Survey Reveals 76% of HR Leaders Believe Their Organization Must Adopt and Implement AI Solutions in the Next 12 to 24 Months. Gartner Press Release, 2024. Disponível em: https://www.gartner.com/en/newsroom/press-releases. Acesso em: 07 nov. 2025. OBERMEYER, Z. et al. Dissecting racial bias in an algorithm used to manage the health of populations. Science, v. 366, n. 6464, p. 447-453, 2019. DOI: 10.1126/science.aax2342. RAGHAVAN, M. et al. Mitigating bias in algorithmic hiring: Evaluating claims and practices. Proceedings of the 2020 Conference on Fairness, Accountability, and Transparency, p. 469-481, 2020. DOI: 10.1145/3351095.3372828. WILSON, H. J.; DAUGHERTY, P. R.; BIANZINO, N. The jobs that artificial intelligence will create. MIT Sloan Management Review, v. 58, n. 4, p. 14-16, 2017. * Livros BENJAMIN, R. Race After Technology: Abolitionist Tools for the New Jim Code. Cambridge: Polity Press, 2019. 172 p. EUBANKS, V. Automating Inequality: How High-Tech Tools Profile, Police, and Punish the Poor. New York: St. Martin's Press, 2018. 288 p. NOBLE, S. U. Algorithms of Oppression: How Search Engines Reinforce Racism. New York: NYU Press, 2018. 256 p. O'NEIL, C. Weapons of Math Destruction: How Big Data Increases Inequality and Threatens Democracy. New York: Crown Publishing, 2016. 272 p. * Relatórios e Documentos Institucionais DELOITTE. State of AI in the Enterprise, 5th Edition. 2022. Disponível em: https://www2.deloitte.com/us/en/pages/consulting/articles/state-of-ai-2022.html. Acesso em: 07 nov. 2025. EUROPEAN COMMISSION. Proposal for a Regulation on a European Approach for Artificial Intelligence. Brussels: European Commission, 2021. (EU AI Act). MIT-IBM WATSON AI LAB. AI Fairness in Practice: Challenges, Solutions, and Future Directions. Cambridge: Massachusetts Institute of Technology, 2019. WORLD ECONOMIC FORUM. The Future of Jobs Report 2023. Geneva: World Economic Forum, 2023. Disponível em: https://www.weforum.org/reports/the-future-of-jobs-report-2023. Acesso em: 07 nov. 2025. * Legislação BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 15 ago. 2018. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm. Acesso em: 07 nov. 2025. EUROPEAN UNION. Regulation (EU) 2016/679 of the European Parliament and of the Council. General Data Protection Regulation (GDPR). Official Journal of the European Union, 27 Apr. 2016. Disponível em: https://eur-lex.europa.eu/eli/reg/2016/679/oj. Acesso em: 07 nov. 2025. NEW YORK CITY. Local Law 144 of 2021: Automated Employment Decision Tools. New York City Administrative Code, 2021. Disponível em: https://www.nyc.gov/site/dca/about/automated-employment-decision-tools.page. Acesso em: 07 nov. 2025. *Documentários e Recursos Audiovisuais CODED BIAS. Direção: Shalini Kantayya. Produção: 7th Empire Media. Estados Unidos: Netflix, 2020. 1 documentário (90 min). *Ferramentas e Recursos Técnicos BELLAMY, R. K. E. et al. AI Fairness 360: An extensible toolkit for detecting and mitigating algorithmic bias. IBM Journal of Research and Development, v. 63, n. 4/5, p. 4:1-4:15, 2019. DOI: 10.1147/JRD.2019.2942287. BIRD, S. et al. Fairlearn: A toolkit for assessing and improving fairness in AI. Microsoft Technical Report, MSR-TR-2020-32, 2020. Disponível em: https://www.microsoft.com/en-us/research/publication/fairlearn-a-toolkit-for-assessing-and-improving-fairness-in-ai/. Acesso em: 07 nov. 2025. SALEIRO, P. et al. Aequitas: A Bias and Fairness Audit Toolkit. arXiv preprint arXiv:1811.05577, 2018. Disponível em: https://arxiv.org/abs/1811.05577. Acesso em: 07 nov. 2025. *Sites e Plataformas AI NOW INSTITUTE. Research Institute examining the social implications of artificial intelligence. New York University. Disponível em: https://ainowinstitute.org/. Acesso em: 07 nov. 2025. ALGORITHMIC JUSTICE LEAGUE. Organization combining art and research to illuminate the social implications of AI. Disponível em: https://www.ajl.org/. Acesso em: 07 nov. 2025.
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Amor Sob Suspeita: O Afeto Ainda Tem Lugar?
Há uma contradição silenciosa no nosso tempo. Quanto mais falamos em consciência e evolução, mais o amor parece empurrado para um lugar de constrangimento. Não por excesso de romantismo, mas por sua associação ao descontrole e à fragilidade.
Vivemos sob o domínio do desempenho. Em uma era em que bastar a si mesmo virou obrigação, falar de afeto com seriedade causa estranhamento. O amor perdeu prestígio. Ele agora precisa de filtros e justificativas para não ultrapassar os limites da conveniência. O afeto virou risco.
Nas conversas atuais sobre crescimento pessoal, os discursos focam em eficiência interna: a gestão das emoções, a independência absoluta e a fuga de envolvimentos profundos.
A afetividade só ganha espaço quando bem administrada. Assim, o amor deixa de ser a força estruturante da existência para virar um ruído indesejado. Essa desconfiança retira o viço da experiência compartilhada e substitui o calor do encontro pelo brilho frio da autossuficiência.
O desconforto da entrega real
O problema não reside no amor idealizado, pois este é insustentável. A resistência surge diante do amor que exige presença.
É o afeto que convoca responsabilidade. Um vínculo que ignora fórmulas rápidas porque revela exatamente aquilo que escapa ao controle. Amar não é um gesto leve; é uma escolha que envolve exposição. Por mobilizar e desmontar defesas, o amor passou a despertar cautela. Ele cede espaço à busca por neutralidade e proteção emocional.
A ilusão do abrigo na distância
O afastamento afetivo é frequentemente confundido com equilíbrio. Permanecer inteiro, recusar a entrega e evitar a vulnerabilidade tornaram-se assim os novos pilares da inteligência relacional.
Na prática, essa postura revela um modo sofisticado de autoproteção. O zelo excessivo com a própria integridade produz, paradoxalmente, relações mais frágeis. Quando o vínculo surge como ameaça, então a indiferença e o desapego consolidam-se como os únicos canais aceitáveis.
Muitos evitam o envolvimento não por falta de interesse, mas por carência de segurança interna. Falta coragem para habitar o imprevisível.
A liberdade que nasce do encontro
Um dos equívocos mais comuns é tratar autonomia e vínculo como forças incompatíveis. A autonomia saudável nasce da integração: ela permite estar no encontro sem diluição e habitar a solidão sem fechamento.
A lógica da autossuficiência extrema empobrece a jornada humana ao sugerir que se envolver é perder o controle. Contudo, o distanciamento constante também cobra seu preço. E o pagamento costuma ser feito em silêncio.
Um resgate do humano
O amor sobrevive como exceção. Ele não se encaixa na lógica de quem interpreta a evolução pessoal como um exercício de blindagem. Falar de afeto é resgatar o que temos de mais humano. O amor organiza, orienta e, sem dúvida, dá contorno à vida. Não elimina conflitos, mas impede que a experiência resulte em endurecimento da alma.
O amor incomoda porque exige inteireza. Ele não é algo para esconder ou justificar, mas aquilo que sustenta conexões reais. O amor agrega, une e cria raízes. Há uma lucidez profunda em permitir que o afeto nos conduza de volta ao outro.
O amor, querido leitor, não desorganiza a vida: ele a humaniza e devolve sentido ao caminho.
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Quer saber mais sobre como desenvolver segurança interna para viver vínculos profundos com mais amor e vulnerabilidade, sem perder sua autonomia? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Com amor e carinho,
Luiza Nizoli Rocha
Facilitadora em Desenvolvimento Humano e Consciência Organizacional
luiza.nizoli19@gmail.com
https://www.linkedin.com/in/luiza-nizoli
https://www.instagram.com/luizanizoli/
Confira também: Intuição: A Arte do Discernimento Interno
Palavras-chave: amor, vulnerabilidade, afeto, autossuficiência, vínculo, autonomia, amor na era da autossuficiência, segurança interna nos vínculos, vulnerabilidade nas relações, autonomia e vínculo, desenvolver segurança interna para viver vínculos profundos
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Encerrar Também é Crescer: A Importância de Fechar Ciclos na Carreira
Iniciei meu novo ano com mudanças conscientes em meu trabalho, sendo que algumas até divulgo nas mídias sociais.
No contexto atual das organizações, a capacidade de reconhecer o momento de encerrar um ciclo tornou-se uma competência tão estratégica quanto a de iniciar um novo projeto. A neurociência tem demonstrado que o desempenho humano está diretamente relacionado à plasticidade neural — a habilidade do cérebro de se reorganizar a partir de novas experiências.
Pesquisadores como Michael Merzenich e Norman Doidge mostram que a plasticidade se fortalece quando alternamos entre períodos de estabilidade, que aprofundam competências, e momentos de transição, que ampliam repertórios. A permanência gera domínio; a mudança gera expansão. O equilíbrio entre esses dois movimentos sustenta a performance ao longo da carreira.
Em minha trajetória, vivi e tenho vivido esse movimento em diferentes momentos. Em um percebi que meu desenvolvimento pedia novas interações, perspectivas e formas de atuação. Meu cérebro e minha alma pediam novos estímulos, outras conversas bem como outras formas de pensar e sentir. A neurociência chama isso de “plasticidade experiencial”: quando nos expomos a ambientes diferentes, criamos novas conexões neurais que ampliam nossa capacidade de perceber, decidir e inovar.
Eu outro momento concluí que meu ciclo ali também havia se completado. E assim vejo hoje, a trajetória vivida nas empresas em que atuei, nos programas e projetos que conduzi, nos clientes que atendi.
Essas decisões não foram motivadas por ruptura, mas por alinhamento, continuidade. A continuidade de um movimento interno que me chama para espaços onde posso aprender, contribuir e me transformar. A neurociência reforça que a motivação e o engajamento se mantêm quando há propósito, significado, desafio e renovação. E nos casos vividos, esses elementos já não estavam tão presentes para mim.
A permanência, quando não acompanhada de renovação interna, pode gerar estagnação e o cérebro humano não floresce na estagnação.
Isso acontece porque nosso cérebro moldado pelo movimento: aprendemos quando mudamos, crescemos quando nos expomos ao novo e nos tornamos mais criativos quando nos permitimos atravessar fronteiras internas.
Saber a hora de sair é, portanto, um ato de maturidade profissional, compreender que a carreira é feita de movimentos. E que, ao honrar cada ciclo até o fim, criamos condições para iniciar o próximo com mais clareza, mais potência e mais consciência do valor que, de fato, podemos gerar.
Sair é honrar o que foi e abrir espaço para o que pode ser. É reconhecer que ciclos se completam e que, ao encerrá-los com consciência, deixamos um legado mais íntegro — para nós e para os outros.
No fim, a carreira não é uma linha reta, contínua, mas uma sequência de movimentos, conscientes ou não, que nos convidam a evoluir. E evoluir exige coragem para partir. Saber a hora de sair é tão importante quanto saber a hora de entrar. É um ato de maturidade, de respeito ao que foi construído e de compromisso com o que ainda pode ser criado. Pode não ser fácil, mas vale a pena.
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Até o próximo artigo!
Vera Godoi Costa
https://www.linkedin.com/in/vera-costa-71830715/
Confira também: Por que Sonhar é Estratégico: A Ciência do Atrator Emocional Positivo (AEP)
Palavras-chave: encerrar ciclos na carreira, fechar ciclos profissionais, maturidade profissional, transição de carreira consciente, plasticidade neural, saber a hora de sair da empresa, como reconhecer o fim de um ciclo profissional, encerrar ciclos com propósito, estagnação na carreira e crescimento, transições profissionais conscientes
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A Vida Me Forjou Cedo: O Que Aprendi Sobre Dignidade e Liderança
Eu poderia começar este texto falando de técnicas de liderança, gestão de pessoas, indicadores, metas e performance. Mas, honestamente, eu só consigo falar de liderança a partir de um lugar mais verdadeiro: a vida real.
Porque antes de aprender qualquer ferramenta, eu aprendi o que muitas empresas demoram anos para entender: ninguém cresce de verdade quando está apenas tentando sobreviver.
A história que me marcou
Quando eu era criança, eu via minha mãe trabalhando pesado.
Costurando, passando roupas para os outros, cozinhando em restaurantes… saindo cedo e chegando tarde. E o que mais me confundia era isso: ela ainda sorria.
Por fora, ela parecia forte.
Por dentro, eu sentia que existia um peso que não cabia no sorriso.
Um dia faltou margarina para comer com pão. Eu pedi para ir na quitanda comprar. A gente comprava “fiado”, pagava quando ela recebia. Só que, naquele dia, o dono disse que a conta tinha sido fechada. Não dava mais para nos vender até pagarmos nossa dívida.
Eu tinha menos de 11 anos e senti uma coisa que criança nenhuma deveria sentir: desespero.
Naquele instante, eu não pensei “puxa, isso é chato”. Eu pensei: “E agora? Como a gente vive?”
Eu cresci ali.
Aos 12 anos, eu comecei a trabalhar como caixa numa lanchonete na rodoviária de Goiânia. Eu estudava de manhã e às 14h ia para o trabalho. Saía de lá às 23h. E tinha uma parte que eu nunca esqueço: no fim do dia, o dono dividia as sobras de salgados com os funcionários. Ele era humano. E eu levava aquilo para casa.
E para mim, a maior alegria não era o dinheiro.
Era ver minha mãe e minhas irmãs me esperando, felizes, porque eu cheguei com comida.
Eu não estava “ajudando”.
Eu estava tentando sustentar o que faltava.
Dois aprendizados que eu levo para a liderança até hoje
1) O básico vem antes da performance
Essa é uma verdade dura, mas libertadora: ninguém entrega o melhor de si quando o básico está em risco.
Quando o time vive inseguro, desvalorizado, pressionado sem direção, com medo de errar, com sensação de injustiça… ele até pode produzir por um tempo, mas não sustenta. Vira um time cansado, reativo, defensivo.
A mente entra em modo sobrevivência.
E em modo sobrevivência, ninguém inova, ninguém coopera de verdade, ninguém sonha.
Se você quer alta performance, então o seu primeiro papel como líder é proteger o básico:
- clareza do que é esperado;
- rotina minimamente organizada;
- respeito nas conversas;
- justiça nas decisões;
- segurança emocional no ambiente.
Alta performance é consequência.
Dignidade é a base.
2) Nem todo sorriso é força. Às vezes é sobrevivência.
Minha mãe sorria, mas doía.
E aquilo me ensinou a desenvolver um tipo de sensibilidade que eu, sem dúvida, considero rara na liderança: percepção.
Tem gente no seu time sorrindo e performando… mas está no limite.
Tem gente que não reclama, não confronta, não dá trabalho, e exatamente por isso passa despercebida.
Só que uma equipe não quebra sempre com barulho.
Às vezes ela quebra no silêncio.
Liderança não é só “acompanhar indicador”.
É perceber clima, microexpressões, energia, retraimento, irritação, ausência emocional.
É olhar para além do resultado e então perguntar: “Como você está sustentando isso?”
Dicas práticas para líderes se fortalecerem sem perder humanidade
Aqui vão três práticas simples, aplicáveis e muito poderosas, para você fortalecer sua liderança na vida real:
1) Faça a pergunta que líderes fortes fazem
Uma vez por semana, escolha 3 pessoas do time e então pergunte (de verdade):
- O que está pesado para você hoje?
- O que está te travando?
- O que você precisa de mim como líder?
E a regra é: não responda com defesa.
Só escute. Anote. E aja em pelo menos 1 ponto.
Isso muda cultura rápido, porque gera confiança.
2) Proteja o básico antes de cobrar o extraordinário
Antes de exigir mais performance, revise:
- a meta está clara?
- o processo está simples?
- a pessoa tem recurso e direção?
- existe justiça e coerência?
Muitos líderes tentam “motivar” quando, na verdade, o problema é estrutura fraca e comunicação confusa.
3) Seja firme sem ser desumano
Fortalecer liderança não é virar duro.
É virar coerente.
Coerência é o que dá segurança ao time.
Um líder coerente pode cobrar alto porque o time confia que existe respeito, verdade e justiça por trás.
Para fechar
A vida me forjou cedo.
E eu honro isso.
Eu honro minha mãe.
Honro a criança que sentiu desespero.
Honro a adolescente que trabalhou até tarde.
E honro as pessoas que passaram pela minha história.
Porque foi tudo isso que me ensinou uma liderança que não nasce em cargo:
nasce no caráter.
E se eu pudesse deixar uma frase para você levar hoje, seria essa:
Antes de querer um time de alta performance, construa um ambiente de dignidade.
Porque técnica sem valores não sustenta legado.
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Tudy Vieira
https://www.tudyvieira.com.br/
Confira também: Liderança Sem Verdade é Gestão de Aparência
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O Verdadeiro Eu diante do Mundo Corporativo
Quando falo de sucesso, refiro-me, antes de tudo, a estar bem consigo.
A viver de forma coerente entre o que pensa, o que sente e o que faz.
Essa coerência sustenta a inteireza, um estado interno que se manifesta quando o líder age a partir do próprio eixo, reconhece-se nas decisões que toma e mantém de fato um alinhamento entre intenção, discurso e ação. Em ambientes corporativos complexos, essa consistência deixa de ser apenas um valor pessoal e passa então a ocupar um lugar estratégico.
A liderança contemporânea opera sob pressão constante por resultados, adaptação e , sem dúvida, velocidade. Nesse cenário, profissionais altamente capacitados passam a atuar de forma cada vez mais ajustada às expectativas externas. Com o tempo, a referência interna que orienta decisões, relações e posicionamentos pode perder força.
Quando essa desconexão acontece, então o efeito se revela de maneira progressiva. A atuação segue tecnicamente eficiente. Ao mesmo tempo, a consistência relacional se enfraquece. A comunicação torna-se funcional, as relações assumem um caráter mais transacional e assim o líder entrega o que é solicitado sem, necessariamente, sustentar sentido no que constrói.
A inteireza se fragiliza no cotidiano, mas é nesse mesmo cotidiano que ela pode ser fortalecida.
Esse fortalecimento ocorre quando há atenção consciente às próprias escolhas, clareza sobre o que sustenta o sentido do trabalho e responsabilidade na forma de se relacionar.
Líderes que operam a partir desse lugar constroem ambientes mais confiáveis, tomam decisões com maior consistência e estabelecem relações baseadas em clareza, respeito e presença efetiva.
O desenvolvimento da autoconsciência ocupa posição central nesse processo. Algumas atitudes sustentam esse amadurecimento, a saber:
- Agir com autenticidade permite observar se comportamentos e decisões refletem valores e convicções reais. Essa prática reduz incoerências e fortalece assim a credibilidade da liderança.
- Sustentar clareza de propósito oferece direção estratégica e apoia decisões mais maduras, especialmente em cenários marcados por pressão, ambiguidade e mudança constante.
- Construir relações verdadeiras favorece comunicação objetiva, confiança mútua e maior qualidade nos vínculos profissionais. As relações revelam, de forma concreta, o grau de coerência interna de quem lidera.
Para mim, sucesso se traduz exatamente nisso: uma trajetória profissional conduzida com inteireza, clareza e responsabilidade relacional, em que resultados surgem como consequência de escolhas conscientes e relações bem construídas.
Essa compreensão fundamenta a metodologia COMURE (Comportamentos que Mudam Resultados). O modelo parte do princípio de que transformações organizacionais consistentes dependem de evolução comportamental, relacional e coletiva.
A COMURE orienta líderes e equipes a reconhecerem como atitudes cotidianas, padrões de relação e formas de decisão influenciam diretamente a cultura, o desempenho e os resultados das organizações. O foco está na construção de uma consciência coletiva capaz de sustentar mudanças estruturais ao longo do tempo.
A Allure Desenvolvimento Humano construiu sua reputação atuando nesse campo, ao lado de líderes, equipes e empresas que compreendem que gestão ultrapassa processos e indicadores. Por meio de programas de gestão da cultura organizacional, a Allure apoia organizações na criação de ambientes mais maduros, responsáveis e coerentes, onde comportamentos alinhados fortalecem resultados consistentes.
Liderar, hoje, exige competência técnica, clareza relacional e escolhas conscientes. Quando esses elementos integram, o impacto deixa de ser circunstancial e passa a se consolidar de forma estrutural.
Eu sou Cristiane Maziero, escritora, mentora, coach.
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Até o próximo artigo.
Cristiane Maziero
Fundadora/Idealizadora @ Allure Desenvolvimento Humano | Psicologia Transpessoal
Instagram: @inspiradora_de_lideres
Facebook: Allure Desenvolvimento Humano
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WhatsApp: (11) 99878-1452
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Confira também: O Chamado da Alma: Quando o Corpo Pede Pausa e a Consciência Pede Verdade
Palavras-chave: inteireza na liderança, autoconsciência, cultura organizacional, resultados consistentes, liderança contemporânea, mundo corporativo, como desenvolver inteireza na liderança, por que a coerência fortalece resultados corporativos, como fortalecer cultura organizacional com comportamentos conscientes, liderança baseada em autoconsciência e propósito, como alinhar discurso e ação no ambiente corporativo
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
Participe da Conversa
Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
Participe da Conversa
Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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