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O Diabo Ainda Veste Prada? Liderança, Inovação e os Desafios da Reinvenção no Mundo do Trabalho

O Diabo Veste Prada vira alerta para líderes sobre a importância da reinvenção no mundo do trabalho. Entenda por que líderes que resistem à inovação, repetem comportamentos ultrapassados e ignoram novas regras podem perder relevância, reputação e futuro.

O Diabo Ainda Veste Prada? Liderança, Inovação e os Desafios da Reinvenção no Mundo do Trabalho

O Diabo Ainda Veste Prada? Liderança, Inovação e os Desafios da Reinvenção no Mundo do Trabalho

Olá, leitor,

E lá fui eu assistir à sequência de “O Diabo Veste Prada”, vinte anos depois, com a expectativa de que o filme mostrasse mudanças significativas na liderança e no mundo do trabalho.

No entanto, essa expectativa é frustrada, pois o foco recai no colapso do impresso e na ascensão do digital, deixando os comportamentos mais como clichês do que como mudanças significativas. A icônica Miranda Priestly enfrenta o declínio do impresso e a necessidade de se adaptar, lidando com a pressão de anunciantes e a concorrência dos influenciadores.

O “Diabo” não é mais aceito. No entanto, ele está lá, agarrado à liderança e repetindo comportamentos que não cabem mais. A grande lição para o líder é: se não mudar, vai morrer. Essa mensagem, porém, acaba se esvaziando em um filme que ainda aceita o jogo corporativo sem inovação como possível.

A dinâmica retratada no filme reflete uma falha real de governança. O conflito entre a sede de poder e a inovação divide grandes corporações em duas forças destrutivas. Infelizmente, a liderança que quer manter o status quo se recusa a correr riscos e opera com o medo de perder o controle, bloqueando a mudança. A visão pessoal se sobrepõe aos dados reais e repete o modelo do “eu sempre fiz assim”. Surge um “efeito Kodak”, que cega a empresa para a inovação e para novas lideranças.

Para lidar com este momento, a ambidestria organizacional surge com frentes distintas de atuação, ou seja, quem cuida do que já é e quem traz modelos de negócios disruptivos para que a transição seja feita. Adicionalmente, são necessários conselhos de administração capazes de trazer governança e planejar uma sucessão sem esbarrar apenas no ego do poder. Naturalmente, tudo só é possível se houver segurança psicológica, algo que no filme nem entra na pauta, mostrando executivos carentes de likes e aprovação mesmo quando trazem algo novo.

A segurança psicológica tem como contraponto as demissões em massa e o desemprego, mostrados nas primeiras cenas do filme.

Alguém que performa e é premiado acaba demitido por mensagem de texto. A cena reflete a volatilidade do mercado de trabalho e a falta de respeito na forma de desligar, gerando medo e insegurança. Ao mesmo tempo, o discurso é de “humanização” e força líderes a cumprir uma narrativa e normas do RH. No entanto, as demissões ainda ocorrem dessa forma. Este é o mercado atual, ainda marcado por estes antagonismos.

Ainda que o filme mostre as personagens Andy e Emily em uma nova fase da carreira, uma como jornalista de sucesso e outra como executiva, ambas aparecem infantilizadas diante da liderança autocrática de Miranda. Uma quer ser exatamente ela; a outra ainda se desespera para agradar. E é muitas vezes o que vemos no mercado: profissionais tecnicamente maduros repetem os modelos de liderança que receberam. Têm medo de serem disruptivos e de não serem aceitos pela cultura organizacional. Por isso, acabam cuidando mais da própria reputação do que do negócio em si.

O filme se vale da licença poética da nostalgia do sucesso da franquia sem refletir totalmente o quão diferente é o ambiente de trabalho atual, que é mais híbrido e focado em qualidade de vida. Permanece na mesma estrutura hierárquica tóxica de 20 anos atrás, o que parece deslocado em uma era de busca por equilíbrio pessoal. A grande lição, deixando de lado o ficcional, é a necessidade de atualização constante, gestão de reputação digital, adaptabilidade, construção de alianças estratégicas e liderança humanizada.


No mercado atual, a reinvenção envolve tanto a adaptação às novas tecnologias e tendências quanto a adaptação a novos comportamentos e contextos sociais. O filme tenta trazer alguma diversidade às telas, como um assistente obeso ou uma personagem oriental, mas isso aparece como caricato e não congruente com o que as empresas devem praticar.


Naturalmente, a gestão da reputação e da imagem na era digital requer muito mais cuidado. Mesmo assim, o filme não se aprofunda no assunto. Mostra um evento de moda ao vivo, que poderia ter repercussão online em tempo real. No entanto, isso não aparece como um posicionamento estratégico.

O foco na manutenção do poder e a insistência na permanência da liderança podem ser, a médio prazo, um erro. Em vez de apostar na inovação como resposta ao declínio da mídia impressa tradicional, o filme reforça a luta para manter a relevância de uma marca icônica. Isso enfatiza a sobrevivência do modelo antigo, e não a reinvenção do negócio. No mundo pós-pandemia, essa já se mostrou uma péssima estratégia, o que torna a resposta do filme obsoleta por si só.

Ainda que o filme retrate a dificuldade de figuras experientes se adaptarem, ele também destaca como o poder evoluiu para o soft power. Além disso, reforça a necessidade de gerenciar a reputação na era digital. Sabemos, porém, que muitas empresas estão fazendo transições de liderança muito interessantes. Muitas vezes, isso acontece pela reinvenção profissional de quem está à frente do negócio. São lideranças que desenvolvem competências de adaptabilidade, flexibilidade e abertura para a inovação. Com isso, enxergam a mudança como oportunidade, e não como perda de poder.

Pontos que ainda têm valor no ambiente corporativo, como networking, bons relacionamentos, resiliência, autoconfiança e dedicação, mesmo sob pressão, continuam sendo o segredo para o sucesso, como demonstram as personagens.

Um desafio desta transição, que também não é destacado no filme, é a gestão multigeracional.

Hoje, temos cinco gerações simultâneas sendo lideradas e geridas nas empresas. Assim, chamar a relação da antiga guarda, representada pela personagem Miranda, com a geração de Andy e Emily de conflito de gerações empobrece a discussão. O filme traz uma geração Z representada por um assistente que pede para ir ao banheiro e uma estagiária que compra roupa de grife no brechó para ser aceita. Isso fica totalmente fora da realidade da convivência intergeracional e das demandas que esse tema complexo traz.

Surgem as novas regras do jogo, em que não cabe mais o controle vertical, e as novas dinâmicas de algoritmos e IA fazem parte da conversa. No entanto, o filme usa os jovens não para trazer inovação para a revista, mas para punir a soberba corporativa da velha guarda. O primeiro filme teve muito mais a ensinar sobre o mundo do trabalho; este segundo já nasce ultrapassado.

Outra passagem é a inclusão de consultores da McKinsey como uma sátira precisa de um dos clichês mais antigos, temidos e reais do mundo corporativo.

Trazida pelo novo CEO, um herdeiro mimado e focado apenas em métricas financeiras, a McKinsey aparece para otimizar processos, cortar orçamentos e sugerir que a revista troque sua curadoria cara por influenciadores digitais baratos. Vestidos em ternos cinzas e azuis opacos, os consultores simbolizam a frieza dos números contra o glamour e a intuição da moda. Historicamente, no ambiente corporativo, a estratégia do novo chefe de Miranda é usar a McKinsey para fazer o trabalho sujo. Os consultores assumem o papel de “vilões” ou “coveiros” da demissão em massa de editores.

A maior evidência do esvaziamento de poder ocorre quando a consultoria analisa suas despesas e decreta que a lendária editora-chefe deve cortar custos voando em classe econômica e pegando o assento do meio. Isso faz com que a redução de verbas pareça uma decisão puramente técnica, e não uma perseguição pessoal à velha guarda.

Fica a visão do capitalismo tardio retratado: “mudar” quase sempre significa “reduzir”, e a eficiência máxima frequentemente resulta na pasteurização do produto. O filme expõe ainda o ressentimento comum do mercado em relação a jovens recém-formados em MBAs conceituados, que tentam reestruturar indústrias complexas sem nunca terem operado nelas.


Ao final, a frase “tudo tem um custo” — ou “nós temos que mostrar ao mundo que tudo tem um custo” —, dita por Miranda Priestly, reflete exaustão, isolamento e a dor de proteger um legado, em vez de qualquer entusiasmo ou abertura em direção à inovação. Reflete tristeza e sacrifícios na vida pessoal, no casamento e na saúde mental para construir e manter o padrão.


Ela percebe que o esforço hercúleo exigido no passado para manter o topo perdeu o sentido para as novas gerações, gerando um sentimento de amargura. É aí que a velha liderança morre, fechando as portas para a inovação e vendo-a como uma ameaça, e não como uma oportunidade.

Dizer que “tudo tem um custo” é a maneira que ela encontra para validar o próprio sofrimento e o sofrimento que ela impõe aos outros, como se a dor fosse o único caminho legítimo para a excelência. O cansaço vem de perceber que o mundo mudou, mas ela está presa ao preço que escolheu pagar no passado. Fica a pergunta: você vai mudar ou resistir?


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como a reinvenção no mundo do trabalho desafia líderes e organizações a inovar sem perder relevância? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.

Mônica Barg
https://www.monicabarg.com.br

Confira também: Síndrome do Primeiro Emprego: Quando a Insegurança Pesa Mais do que a Falta de Experiência

Palavras-chave: reinvenção no mundo do trabalho, liderança, inovação, reinvenção, mundo do trabalho, segurança psicológica, gestão de reputação, liderança humanizada, gestão multigeracional, ambidestria organizacional, liderança obsoleta, o diabo veste prada
Neste artigo

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Cultura de Inovação: Como Líderes Criam (ou destroem) Ambientes Criativos (parte IV)

Cultura de inovação não nasce em discursos, depende de liderança que transforma comportamento em ambiente. Descubra o que Pixar, Microsoft e coaching executivo revelam sobre líderes capazes de criar ambientes criativos — ou sufocar a inovação na prática.

Cultura de Inovação: Como Líderes Criam (ou destroem) Ambientes Criativos (parte IV)

Cultura de Inovação: Como Líderes Criam (ou destroem) Ambientes Criativos (parte IV)

Dando continuidade à parte III deste artigo, agora vamos concluir esta série abordando o papel decisivo da liderança na construção de uma cultura de inovação. Vamos mostrar como comportamentos, atitudes e práticas dos líderes podem estimular ou sufocar a criatividade, a colaboração e a capacidade de inovar dentro das organizações.

6. QUANDO A LIDERANÇA DEFINE O DESTINO DA INOVAÇÃO

Até aqui, este artigo percorreu as dimensões teóricas e científicas da cultura de inovação — o que a define, o que a destrói, o que a alimenta e como ela se manifesta no cérebro humano. Mas teorias precisam encontrar a realidade. Os dois casos a seguir não foram escolhidos por serem exceções glamourosas — foram escolhidos por ilustrarem, com precisão, os mecanismos que este artigo descreve: como comportamentos de liderança, sustentados ao longo do tempo, determinam se uma organização se torna um ambiente fértil para a criatividade ou um campo hostil que a sufoca sistematicamente.

PIXAR: A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA CANDURA

Quando Ed Catmull cofundou a Pixar em meados dos anos 1980, ele encarava um desafio que ia muito além da tecnologia de animação: como sustentar a criatividade em uma organização de forma sistemática e repetível, e não dependente do gênio isolado de indivíduos? A pergunta que orientou sua liderança não era “como contratar os melhores talentos?” mas “que tipo de ambiente libera o melhor de cada pessoa?”

A resposta que Catmull desenvolveu ao longo de décadas está documentada em seu livro Creativity, Inc. (2014) e em seu artigo seminal na Harvard Business Review (2008), e tem um núcleo simples: não é trabalho do gestor prevenir os riscos — é trabalho do gestor tornar seguro assumi-los. Essa premissa, aparentemente singela, reorganizou a cultura de toda a empresa.

A manifestação mais concreta dessa filosofia foi o Braintrust — uma reunião periódica, sem hierarquia formal, em que diretores apresentavam versões inacabadas de seus filmes para receber feedback direto de pares. Os diretores compartilhavam cortes brutos e imperfeitos de seus filmes com seus colegas e convidavam uma honestidade brutal — não para defender seu trabalho, mas para aprimorá-lo. Sem hierarquia, sem executivos. Apenas candura, curiosidade e a crença compartilhada de que o fracasso é dado, não um ataque pessoal.

A regra central do Braintrust era igualmente radical: os participantes podiam oferecer qualquer feedback, mas não tinham autoridade para implementar mudanças — isso permanecia exclusivamente com o diretor. O que Catmull criava, na prática, era uma separação entre o ato de dar feedback e o ato de exercer poder — o que tornava o ambiente seguro o suficiente para que a honestidade florescesse sem criar dependência ou submissão. As pessoas na sala do Braintrust sentiam-se seguras o suficiente para dizer candidamente o que achavam que estava errado, faltando ou pouco claro.

O resultado foi uma cultura que normalizou a incompletude como ponto de partida — e não como fracasso.

“Novas ideias apresentadas no início frequentemente falham, mas porque esperamos isso e todos já passaram por isso, não são encaradas como fracassos”, disse Catmull.

A chave é criar uma cultura e um ambiente seguro que encoraje a experimentação e não puna o erro.

Os números corroboram a eficácia dessa abordagem: dos 22 filmes produzidos sob a liderança de Catmull, 21 foram concluídos — uma taxa excepcional para uma indústria onde o abandono de projetos é comum. Mais relevante do que qualquer métrica financeira, porém, é o que o caso Pixar demonstra: a inovação sustentada não emergiu de processos rígidos ou de controle criativo centralizado, mas de uma cultura que tornava a candura segura, a imperfeição aceitável e a aprendizagem coletiva o mecanismo central de evolução.

MICROSOFT: A TRANSFORMAÇÃO DE UMA CULTURA TÓXICA

O caso da Microsoft sob Satya Nadella oferece um contraste igualmente revelador — não de uma empresa nascida criativa, mas de uma organização que, no auge de sua relevância, deixou a cultura deteriorar e, então, precisou reconstruí-la deliberadamente.

Quando Nadella assumiu como CEO em 2014, ele herdou uma empresa caminhando para a irrelevância, assolada por disputas internas e inércia. A cultura dominante era do tipo “sabe-tudo”, que suprimia a curiosidade, a colaboração e a disposição de aprender. O sistema de avaliação de desempenho vigente — conhecido como stack ranking — classificava os funcionários em curva forçada, o que criava um ambiente de competição interna intensa: para que alguém fosse avaliado como excelente, outros precisavam ser avaliados como insatisfatórios. O resultado previsível foi que o sistema de classificação encorajava a competição interna, recompensando o sucesso individual à custa da colaboração — criando um ambiente onde a tomada de riscos era desencorajada e a inovação, sufocada.

A escolha de Nadella foi começar pela cultura, não pela estratégia. Inspirado pelo trabalho da psicóloga Carol Dweck, de Stanford, ele introduziu o conceito de growth mindset — mentalidade de crescimento — como âncora da transformação cultural, sintetizado em uma distinção que se tornaria o slogan interno da empresa: de “sabe-tudo” para “aprende-tudo”. Nadella sabia que a empresa havia se tornado isolada em silos, com divisões puxando em direções diferentes ou, pior, competindo ativamente entre si. Ele registrou: “A inovação estava sendo substituída pela burocracia. O trabalho em equipe estava sendo substituído pela política interna.”

A transformação foi operacionalizada em múltiplos níveis.

O sistema de stack ranking foi eliminado e substituído por avaliações que mediam, entre outros critérios, quanto cada colaborador havia contribuído para o crescimento dos colegas. Líderes foram orientados a “escutar mais, falar menos”. Espaços de experimentação como o Microsoft Garage — laboratório de inovação aberta com presença em múltiplos países — foram criados para tornar a curiosidade uma prática concreta, não apenas uma declaração de valores.

Os resultados foram expressivos: desde sua posse, a ação da Microsoft cresceu 650%, enquanto as receitas provenientes de serviços de nuvem Azure cresceram substancialmente. O valor de mercado da empresa saltou de cerca de US$ 300 bilhões em 2014 para mais de US$ 2,5 trilhões em 2023 — uma das maiores criações de valor corporativo da história recente.

O que o caso Microsoft ilustra, com nitidez particular, é que cultura não é um estado permanente — é uma condição dinâmica que pode deteriorar mesmo em organizações altamente competentes e tecnicamente sofisticadas. E que a reconstrução dela exige o que Nadella ofereceu: liderança que modela os comportamentos que prega, sistemas de gestão alinhados aos valores declarados e paciência para que a mudança cultural se instale de forma genuína, e não cosmética.

O QUE OS DOIS CASOS ENSINAM EM CONJUNTO

Pixar e Microsoft representam trajetórias diferentes — uma de construção deliberada de cultura criativa desde o início; a outra de restauração de uma cultura que havia se degradado. Mas ambas convergem em um mesmo ensinamento central: o que o líder faz diariamente, não o que declara esporadicamente, define o ambiente que as pessoas ao seu redor habitam — e, com ele, a capacidade ou incapacidade de inovar.

Catmull criou o Braintrust para tornar a candura um hábito institucional. Nadella eliminou o stack ranking para remover a competição que destruía a confiança. Em ambos os casos, a mudança não começou com um discurso motivacional sobre inovação — começou com a modificação de estruturas e rituais concretos que moldavam, no dia a dia, o que era seguro fazer, arriscar e dizer.


7. COMO O COACHING POTENCIALIZA LÍDERES INOVADORES

Ao longo deste artigo, um padrão se repetiu com notável consistência: os maiores obstáculos à inovação não são técnicos, nem estratégicos — são comportamentais. O microgerenciamento que sufoca a autonomia, a punição velada ao erro que congela a criatividade, os silos que fragmentam o conhecimento, o ambiente de ameaça que desativa o córtex pré-frontal — todos são expressões de padrões de liderança que, muitas vezes, são invisíveis para quem os exerce.

É precisamente aqui que o coaching executivo oferece sua contribuição mais singular: ele trabalha exatamente no ponto onde a mudança organizacional mais depende e menos acontece — o autoconhecimento e a transformação dos padrões comportamentais do líder.

O PROBLEMA DOS PONTOS CEGOS

Nenhum líder acorda com a intenção de destruir a criatividade de sua equipe. Como visto na seção 3, a maioria dos microgerentes não reconhece o próprio comportamento, e líderes que criam ambientes de medo geralmente estão motivados por insegurança, não por malícia. O problema não é a intenção — é a ausência de consciência sobre o impacto.

A psicologia organizacional chama isso de pontos cegos: padrões de comportamento fora do alcance da autopercepção habitual. Um executivo pode ser genuinamente comprometido com a inovação enquanto interrompe ideias nas reuniões, questiona cada decisão da equipe e demonstra impaciência com propostas fora da caixa — sem perceber que está fazendo nada disso. Resultado: o paradoxo descrito na introdução deste artigo, onde líderes que declaram querer inovar criam, na prática, as condições exatas para que a inovação não aconteça.

O coaching executivo atua como um espelho de alta resolução. Por meio de perguntas poderosas, ferramentas de assessment comportamental e um espaço seguro para reflexão honesta, o processo cria as condições para que o líder veja o que normalmente não consegue ver sozinho.

O IMPACTO MENSURÁVEL DO COACHING NA LIDERANÇA

Esse trabalho é amplamente documentado em pesquisa. Um estudo da International Coaching Federation (ICF) revelou que 86% das empresas reportaram retorno sobre o investimento em coaching, com líderes apresentando melhora na autoconfiança, nas relações de trabalho e nas habilidades de comunicação. Estimativas confiáveis de retorno sobre o investimento para o coaching executivo variam entre 500% e 700%, refletindo não apenas ganhos individuais, mas o efeito cascata que a mudança de comportamento de liderança produz em toda a organização.

No plano qualitativo: 80% dos líderes que passaram por coaching reportaram aumento na autoconfiança e 70% reportaram melhora no desempenho, nas relações e na comunicação. Esses três domínios são, como demonstrado ao longo deste artigo, os fundamentos exatos sobre os quais repousa a segurança psicológica que habilita a inovação. Em um programa de coaching na AstraZeneca, 45% dos participantes desenvolveram uma visão mais positiva sobre confiança e segurança dentro de suas equipes — e colaboradores com maior confiança são mais propensos a compartilhar opiniões sem medo de consequências negativas.

AS DIMENSÕES DA TRANSFORMAÇÃO

Quando aplicado ao desenvolvimento da liderança inovadora, o coaching atua em dimensões que se reforçam mutuamente.

  • Pelo autoconhecimento e uso de ferramentas como feedbacks 360° e assessments comportamentais, o líder identifica os padrões que, mesmo bem-intencionados, criam ambientes hostis à criatividade.
  • Pelo trabalho com a tolerância ao erro e ao aprendizado — o que Dweck nomeia como growth mindset — ele desenvolve a capacidade de demonstrar, com autenticidade, que erra, aprende e segue em frente: o sinal mais poderoso que um líder pode enviar para liberar a criatividade da equipe.
  • Pela regulação emocional, aprende a gerenciar seus estados internos sob pressão, evitando que a tensão do ambiente chegue à equipe e desative os circuitos criativos descritos na seção 5.
  • E pela tradução de valores em rituais concretos — como conduzir reuniões de ideação, responder publicamente ao erro de um colaborador, criar espaço regular para ideias não solicitadas — converte intenções declaradas em sinais culturais reais.

O ritmo da inovação é definido pelo que o líder faz regularmente, não pelo que declara ocasionalmente.

O COACHING COMO CATALISADOR SISTÊMICO

Há uma consequência do coaching executivo que frequentemente surpreende os próprios líderes: seu impacto raramente fica contido ao indivíduo. Quando um executivo muda a forma de conduzir reuniões, de responder a erros e de estimular a participação, toda a equipe sente a diferença — e começa a modelar os novos comportamentos de forma espontânea. O coaching de um líder se converte, com o tempo, em coaching de uma cultura.

Foi precisamente isso que aconteceu na Microsoft. A transformação de Nadella não foi resultado de treinamentos massivos sobre inovação — foi resultado de um CEO que trabalhou sua própria relação com o aprendizado e a humildade, e que, ao modelar esses comportamentos no nível mais alto, autorizou que toda a organização fizesse o mesmo.

A pergunta, portanto, não é se o coaching é relevante para a liderança inovadora. A pergunta é mais direta: quantos líderes que hoje declaram querer inovar estão, simultaneamente, trabalhando com a profundidade necessária para transformar os próprios padrões que obstaculizam essa inovação?


8. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O LÍDER COMO VARIÁVEL DECISIVA

Este artigo partiu de um paradoxo que os dados tornam difícil ignorar: a esmagadora maioria dos executivos declara que a inovação é prioridade estratégica, mas apenas uma fração ínfima está satisfeita com os resultados que consegue produzir. A distância entre o discurso e a realidade não se explica por falta de metodologia, tecnologia ou investimento — explica-se, fundamentalmente, pela cultura que os líderes constroem ou destroem com seus comportamentos cotidianos.

Ao longo das seções anteriores, esse argumento foi construído camada a camada. Começamos pela definição: cultura de inovação não é um conjunto de programas ou iniciativas, mas o substrato de crenças, normas e comportamentos que determina o que é seguro fazer, dizer e arriscar dentro de uma organização. Identificamos os comportamentos que a destroem — microgerenciamento, punição ao erro e mentalidade de silos — e os que a cultivam: segurança psicológica, autonomia e diversidade cognitiva, operando não como pilares isolados, mas como sistema integrado. A neurociência forneceu o mecanismo explicativo: ambientes de ameaça desativam literalmente o córtex pré-frontal e os circuitos de imaginação associativa que sustentam a criatividade, enquanto ambientes de segurança e autonomia criam as condições neurológicas para que o pensamento criativo floresça. Pixar e Microsoft demonstraram, com trajetórias distintas, que essa dinâmica não é teórica — é mensurável, replicável e profundamente dependente das escolhas de quem está no topo.

O fio condutor que atravessa tudo isso é sempre o mesmo: o líder é a variável mais determinante do ambiente que sua equipe habita.

Não porque possua poder formal sobre as pessoas, mas porque cada comportamento seu — como responde a um erro, como reage a uma ideia inusitada, como distribui ou retém autonomia, como lida com a tensão entre exploração e eficiência — envia sinais que a organização lê, interpreta e replica de forma sistemática. Cultura, afinal, é menos o que se escreve em paredes e mais o que acontece quando o líder entra na sala.

Essa compreensão não serve para sobrecarregar o líder com uma responsabilidade impossível — serve para apontar onde o alavancamento é real. Organizações que investem em processos de inovação sem investir no desenvolvimento comportamental de suas lideranças estão, na melhor das hipóteses, construindo sobre fundação instável. A inovação não precisa de mais ferramentas, frameworks ou workshops. Ela precisa de líderes que tenham feito o trabalho interno necessário para criar, com consistência, os ambientes onde ela pode emergir.

É nesse ponto que o coaching executivo deixa de ser um benefício corporativo e se torna uma necessidade estratégica. Não como evento isolado, mas como processo contínuo de desenvolvimento que ajuda o líder a ver o que não consegue ver sozinho. Além disso, a transformar intenções em comportamentos coerentes e a traduzir valores em rituais que a cultura absorve e perpetua.

A pergunta que este artigo deixa não é retórica. É um convite à reflexão genuína para qualquer pessoa que ocupa uma posição de liderança: que ambiente estou criando com meus comportamentos de hoje? Não o ambiente que desejo criar — o que estou criando, de fato, agora. A resposta a essa pergunta, perseguida com honestidade e acompanhada com método, é o ponto de partida de qualquer transformação cultural real.

Inovar é, antes de tudo, uma escolha de liderança.


Gostou do artigo? 

Quer saber mais sobre como construir uma verdadeira cultura de inovação nas empresas e como a liderança pode transformar a cultura organizacional e se tornar a principal força impulsionadora da inovação? Então, fale comigo, terei o maior prazer em conversar a respeito.

Até a próxima edição!

Um abraço.

Marcelo Farhat
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Confira também:
Cultura de Inovação: Como Líderes Criam (ou destroem) Ambientes Criativos (parte I)
Cultura de Inovação: Como Líderes Criam (ou destroem) Ambientes Criativos (parte II)
Cultura de Inovação: Como Líderes Criam (ou destroem) Ambientes Criativos (parte III)


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NATIONAL WAR COLLEGE. The Psychophysiological Effects of Stress on National Leadership. Washington: Department of Defense, 2009. Disponível em: https://www.esd.whs.mil/Portals/54/Documents/FOID/Reading%20Room/Litigation_Release/Litigation%20Release%20-%20The%20Psychophysiological%20Effects%20of%20Stress%20%20National%20Leadership%20%20200911.pdf. Acesso em: 19 fev. 2026.

SCHEIN, Edgar H.; SCHEIN, Peter. Organizational Culture and Leadership. 5. ed. Hoboken: Wiley, 2017.

TUSHMAN, Michael L.; O'REILLY, Charles A. Ambidextrous organizations: managing evolutionary and revolutionary change. California Management Review, v. 38, n. 4, p. 8-29, 1996.

VAN KNIPPENBERG, Daan; DE DREU, Carsten K. W.; HOMAN, Astrid C. Work group diversity and group performance: An integrative model and research agenda. Journal of Applied Psychology, v. 89, n. 6, p. 1008-1022, 2004.

WANROOY, Bridget et al. Silo-busting: overcoming the greatest threat to organizational performance. Sustainability, v. 11, n. 23, 2019. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/337714303. Acesso em: 19 fev. 2026.
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O Poder das Palavras: Como Elas Podem Curar ou Ferir Relacionamentos e Emoções

Entenda como o poder das palavras influencia emoções, relacionamentos e vínculos, podendo acolher dores antigas, criar pontes, despertar consciência e transformar a forma como nos comunicamos com nós mesmos e com o outro.

O Poder das Palavras: Como Elas Podem Curar ou Ferir Relacionamentos e Emoções

O Poder das Palavras: Como Elas Podem Curar ou Ferir Relacionamentos e Emoções

A palavra é uma potência viva.

Muito antes de qualquer gesto ganhar forma, já existia a linguagem nos ensinando a reconhecer o mundo, os afetos e a nós mesmos.

Nenhuma palavra é vazia.

Toda palavra carrega algo de quem a pronuncia: uma intenção, uma ausência, uma memória, uma sensibilidade ou uma ferida ainda vulnerável. Ela se desfaz no instante, mas o que desperta permanece por muito mais tempo do que imaginamos.


Quando a palavra vira voz interna

As palavras ultrapassam o momento em que são ditas.

Elas entram na nossa história e, aos poucos, começam a influenciar escolhas, reações e vínculos.

O impacto de certos comentários atravessa os anos. É como se o corpo soubesse guardar o que a mente já não consegue lembrar.

Muitas vezes, crescemos ouvindo certas frases e, sem perceber, começamos a nos enxergar pela lente de quem um dia nos feriu. Aos poucos, tentamos provar valor, evitar falhas e carregamos o cansaço profundo de nunca encontrar descanso interno.

Assim, carregamos no peito vozes que nunca foram nossas.

Em muitos momentos da vida, não reagimos apenas ao presente. Reagimos à forma como um dia fomos chamados, corrigidos, diminuídos ou acolhidos.


O bálsamo da simplicidade

A linguagem alcança camadas profundas do que sentimos. Uma expressão verdadeira pode encontrar aquilo que ficou guardado em silêncio por muito tempo.

Pense em quantos dias você já atravessou em exaustão, tentando sustentar tudo em silêncio, fingindo uma força que já não existia.

Quando chegamos nesse limite, não é o discurso elaborado que nos ampara. É a fala simples, inteira, sincera.

Basta ouvir:

  • “Eu vejo o seu esforço.”
  • “Você não está sozinha.”
  • “Estou aqui.”
  • “Pode descansar.”

Essas pequenas frases criam respiro. Aliviam o peito, desaceleram a mente e permitem que algo finalmente encontre repouso.

Em um mundo que se comunica sem pausa, esquecemos que nossas expressões podem permanecer no outro por muitos anos. Uma única frase pode acolher uma dor antiga, suavizar uma defesa ou permitir que algo, enfim, deixe de pesar.


A palavra como escolha consciente

Tudo o que ganha voz deixa sinais. A linguagem cria o clima dos encontros: aproxima ou afasta, abre caminhos para a confiança ou levanta defesas.

Algumas falas encolhem a vida e prendem em dores antigas. Outras devolvem dignidade, presença e humanidade a partes nossas que passaram tempo demais em silêncio.

As palavras que oferecemos revelam o lugar interno de onde estamos falando.

Com o passar do tempo, a conversa íntima que cultivamos se torna abrigo ou ferida. Ela pode nos conduzir com dureza ou nos devolver, pouco a pouco, a um modo mais verdadeiro de existir.

Antes mesmo das nossas ações, já tocamos o mundo através daquilo que dizemos.

E é nesse instante de consciência que a palavra deixa de ser impulso e se torna escolha.

Quando percebemos isso, começamos a compreender que cada fala pode ser uma ponte ou uma distância, um cuidado ou uma ferida, um abrigo ou um peso.

E você, que tipo de marca as suas palavras têm deixado — em si, no outro e na vida que se constrói a cada encontro?


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Quer saber mais sobre como o poder das palavras pode curar emoções bem como fortalecer relacionamentos? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.

Com carinho,

Luiza Nizoli Rocha
Facilitadora em Desenvolvimento Humano e Consciência Organizacional
luiza.nizoli19@gmail.com
https://www.linkedin.com/in/luiza-nizoli
https://www.instagram.com/luizanizoli/

Confira também: Padrões Emocionais: O Sentido por Trás das Repetições

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O Empresário Que Mais Trabalha Quase Sempre É O Que Menos Cresce

Entenda por que trabalhar mais nem sempre faz a empresa crescer. Descubra como o empresário que resolve tudo pode virar gargalo do próprio negócio, limitar a equipe e impedir que o negócio avance com direção e autonomia.

O Empresário Que Mais Trabalha Quase Sempre É O Que Menos Cresce

O Empresário Que Mais Trabalha Quase Sempre É O Que Menos Cresce

Existe uma armadilha silenciosa que consome os melhores empreendedores… e ela não se parece com preguiça nem com incompetência. Ela se parece com dedicação.

Conheço um empresário que chega antes de todos. Sai depois de todos. Resolve problema de operação, problema de cliente, problema de equipe. Está em tudo. Sabe de tudo. Decide tudo.

E o negócio dele anda em círculo há três anos.

Não é falta de vontade. Não é falta de inteligência. É que ele cometeu o erro que mais caro custa a um empreendedor: confundiu movimento com progresso.

“A maioria dos empresários não tem problema de esforço. Tem problema de direção. E ninguém percebe isso — porque estar ocupado parece, de fora, igual a estar avançando.”


O mito do empresário que resolve tudo

Quando o empresário é o gargalo do negócio, então a empresa tem exatamente o tamanho que a agenda dele suporta. Nem maior, nem menor. E quanto mais ele trabalha, mais o time aprende a depender dele, não por incapacidade da equipe, mas porque o sistema foi construído assim.


Por que a equipe não entrega

Toda semana alguém me faz a mesma pergunta: “como faço meu time se comprometer de verdade?” e, de fato, a resposta quase nunca está no time.

Quando as pessoas não entregam, quase sempre existe uma entre estas três causas:

  • Falta clareza sobre o que se espera delas — o que parece óbvio para quem fundou, não é óbvio para quem foi contratado;
  • O ambiente não dá segurança para decidir — toda decisão vai parar no topo, e o time aprende que não vale a pena se arriscar;
  • A cultura recompensa presença, não resultado — quem fica até tarde parece mais comprometido do que quem entrega com precisão.

Nenhum desses problemas se resolve com mais cobrança, mas quando o líder muda o sistema — e antes disso, quando ele para de olhar para a equipe e começa a olhar para si mesmo.


A pergunta que muda tudo

Tem uma pergunta que gosto de fazer para empresários esgotados, achando que o problema é a equipe, o mercado ou então o momento:

Se amanhã você não puder aparecer — por um mês — o que para?

A resposta diz tudo sobre o estágio real da empresa. Se a resposta for “tudo para”, então não é um time fraco. É uma estrutura que nunca foi construída para que pudesse funcionar sem você. Um negócio que só funciona quando o dono está presente, sem dúvida, não é um negócio. É um emprego muito caro, e certamente com muita pouca liberdade.


O que separa quem cresce de quem gira em círculo

A diferença entre quem cresce e quem fica estagnado raramente é talento, capital ou timing de mercado. É uma só: os que crescem param de tentar mais e começam a entender melhor.

Eles param de adicionar esforço e passam então a fazer as perguntas certas. Param de contratar mais gente esperando que o problema suma. Desenvolvem a capacidade de construir times que se movem mesmo quando ninguém está olhando.


O maior desperdício de um empresário

Não é dinheiro mal gasto. É passar anos tentando resolver o problema errado com mais e mais esforço. Um diagnóstico certo encurta anos de tentativa. Uma conversa com a pessoa certa, no momento certo, sem dúvida alguma, vale mais do que doze meses de erro solitário.

Se há uma coisa que aprendi com os empresários que viraram o jogo: nenhum deles fez isso sozinho. E nenhum deles fez isso sem antes entender, com honestidade, o que estava realmente acontecendo.

Se você chegou até aqui, provavelmente reconheceu alguma coisa do que foi descrito. Isso não significa que você está fazendo errado — significa que você chegou num ponto em que fazer mais do mesmo não vai mais funcionar. E reconhecer isso já é mais do que a maioria está disposta a fazer.


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Quer saber mais sobre como deixar de ser o gargalo do seu negócio e criar uma empresa capaz de crescer sem depender de você para tudo? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Tudy Vieira
https://www.tudyvieira.com.br/
Instagram:@tudyvieira  

Confira também: Técnica Versus Caráter na Tomada de Decisão: O Ponto Onde Líderes se Revelam

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O AEP como Motor de Relações, Liderança e Resultados

Entenda como o AEP, o contágio emocional positivo e o mindfulness ajudam líderes e equipes a fortalecer relações, reduzir reatividade, ampliar consciência e construir ambientes de trabalho mais humanos, colaborativos e sustentáveis.

O AEP como Motor de Relações, Liderança e Resultados

O AEP como Motor de Relações, Liderança e Resultados

No artigo anterior (leia), explorei duas práticas essenciais sugeridas por Richard Boyatzis, autor do livro “Ajudando Pessoas a Mudar”, para ativarmos o AEP — o Atrator Emocional Positivo — e ampliarmos nossa capacidade de inspirar, conectar e gerar desenvolvimento real nas relações profissionais. Agora, avanço para outras duas práticas igualmente potentes, que ajudam a criar ambientes de trabalho mais saudáveis, colaborativos e emocionalmente inteligentes: o contágio emocional positivo e o mindfulness.


O Contágio Emocional Positivo

No cotidiano corporativo, convivemos com ritmos acelerados, pressões constantes e desafios que exigem respostas rápidas. Nesse cenário, o contágio emocional positivo se torna uma força silenciosa, porém decisiva. Ele acontece quando nossas interações elevam, inspiram e energizam as pessoas ao redor.

Não se trata de otimismo ingênuo, mas da habilidade de cultivar presença, escuta e autenticidade de modo que o outro se sinta visto, valorizado e fortalecido. Relações assim criam um ciclo virtuoso: quanto mais positivas são as trocas, mais confiança se estabelece. Quanto mais confiança, mais colaboração. Quanto mais colaboração, melhores os resultados. Líderes e equipes que compreendem esse fenômeno passam a cuidar da qualidade emocional das interações com a mesma seriedade com que cuidam de metas e indicadores.


O Mindfulness

A segunda prática, o mindfulness ou exercícios de centramento, complementa essa dinâmica ao nos ajudar a reduzir a reatividade e ampliar a consciência. Em um ambiente de trabalho onde estímulos competem pela nossa atenção o tempo todo, a capacidade de pausar, respirar e observar antes de agir se torna uma vantagem estratégica.

Mindfulness não é esvaziar a mente, mas treiná-la para perceber o que está acontecendo dentro e fora de nós com mais clareza. Essa clareza diminui impulsos defensivos, melhora a tomada de decisão e nos permite responder — e não apenas reagir — às situações. Quando uma equipe incorpora esse tipo de presença, conflitos diminuem, conversas difíceis se tornam mais produtivas e o clima emocional se estabiliza.


A Cultura que o AEP Ajuda a Construir

O ponto de encontro entre contágio emocional positivo e mindfulness é justamente o tipo de cultura que desejamos construir nas organizações. Uma cultura em que as pessoas se sintam energizadas, respeitadas e capazes de contribuir com o melhor de si.

O AEP é um espaço emocional onde criatividade, empatia e colaboração florescem. E esse espaço é criado intencionalmente, todos os dias, nas pequenas escolhas: no tom de voz, na forma de dar feedback, na atenção dedicada a uma conversa, na decisão de respirar antes de responder um e-mail difícil.

Ao praticarmos essas duas habilidades, ampliamos nossa capacidade de liderar a nós mesmos e aos outros. Mais do que técnicas, são formas de estar no mundo do trabalho que transformam relações, fortalecem equipes e tornam o ambiente mais humano e sustentável. E, como Boyatzis nos lembra, quando acessamos o AEP, não apenas melhoramos nosso desempenho — nós nos tornamos versões mais plenas e conectadas de quem podemos ser.

Gostaria de saber como você tem impactado emocionalmente as pessoas ao seu redor no trabalho? Quais pequenas escolhas diárias poderiam aproximá-lo de um estado de presença, consciência e influência positiva? E, talvez a pergunta mais importante: que tipo de cultura você ajuda a construir quando ninguém está olhando?


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Quer saber mais sobre como o AEP pode fortalecer relações, ampliar a influência positiva da liderança e gerar melhores resultados nas organizações? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até o próximo artigo!

Vera Godoi Costa
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Confira também: Sonhos, Compaixão e o AEP em Ação: Como Visão Pessoal e Segurança Emocional Ampliam Aprendizado, Conexão e Crescimento

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A Pressão por Respostas Rápidas: O Risco de Tomar Decisões Importantes no Ritmo da Urgência

Decisões importantes não amadurecem na urgência. Entenda como o ritmo do ambiente corporativo reduz a clareza, compromete escolhas estratégicas e afasta profissionais experientes do tempo necessário para decidir com lucidez.

A Pressão por Respostas Rápidas: O Risco de Tomar Decisões Importantes no Ritmo da Urgência

A Pressão por Respostas Rápidas: O Risco de Tomar Decisões Importantes no Ritmo da Urgência

O ambiente corporativo desenvolveu uma relação perigosa com a velocidade.

Respostas rápidas viraram sinônimo de qualificação.

Decidir sem hesitação passou a ser vínculo de liderança. E a pausa começou a ser confundida com vulnerabilidade.

Em muitos contextos, agilidade é necessária. O problema começa quando todas as decisões precisam ser tomadas de imediato.

Existe uma diferença importante entre responder rápido e decidir com maturidade, e essa diferença está sendo cada vez menos percebida.


O equívoco: tratar todas as decisões no ritmo da urgência

Ao longo da carreira, profissionais experientes desenvolvem uma habilidade valiosa: a capacidade de sustentar execução sob pressão.

Resolvem problemas rapidamente, destravem situações complexas, tomam decisões em cenários instáveis e, quase sempre são reconhecidos exatamente por isso.

Mas existe um efeito silencioso nesse padrão: com o tempo, a velocidade deixa de ser uma competência situacional, e passa a ser um modelo permanente de funcionamento.

Tudo precisa ser resolvido rápido, tudo parece urgente, tudo exige resposta imediata.

E é nesse ponto que decisões estruturais começam a ser tomadas no ritmo da pressão, não da maturidade.


Nem toda decisão pede velocidade

Existe uma diferença importante entre decisões operacionais e decisões estruturais.

As operacionais exigem agilidade. As estruturais exigem elaboração.

Decisões sobre carreira, liderança, reposicionamento, transições ou mudanças relevantes dificilmente amadurecem na urgência, exatamente porque decisões importantes não dependem apenas de resposta.

Dependem de leitura de contexto, clareza de prioridade e capacidade de sustentar reflexão, mesmo diante da pressão por rapidez.

E isso pede outro ritmo.


O custo oculto da aceleração constante

No curto prazo, velocidade costuma gerar reconhecimento. Mas, no longo prazo, decisões tomadas sem elaboração começam a cobrar um preço inaudível.

Ele aparece em movimentos desalinhados. Em escolhas sustentadas mais pela pressão do ambiente do que pelo real sentido. Em trajetórias que continuam avançando, mas já não evoluem na mesma direção.

E isso não é falta de competência, porque a urgência constante reduz espaço para consciência. E, sem consciência, o movimento pode continuar, mas a clareza diminui.


A pausa virou ameaça no mundo corporativo

Existe uma resistência silenciosa à pausa.

Quem desacelera, pode demonstrar insegurança. Quem revisa critérios, pode parecer indeciso. E quem leva tempo para construir uma escolha, pode parecer despreparado.

Decisões maduras raramente nascem na aceleração.

A pausa não representa ausência de movimento, representa organização interna.

É o espaço onde pensamento, contexto e prioridade conseguem se reorganizar antes da escolha. Sem isso, a decisão até acontece, e dificilmente se sustenta com consistência ao longo do tempo.


O que sustenta uma decisão madura

Decisões relevantes não nascem prontas, precisam ser construídas.

Exigem disposição para rever critérios, questionar automatismos e reconhecer que o que funcionou até aqui pode não sustentar o próximo ciclo.

E esse talvez seja um dos maiores desafios de profissionais experientes.

Porque experiência pode ampliar repertório, e também pode cristalizar velocidade.

E maturidade não está em responder mais rápido, mas em reconhecer quando a decisão exige profundidade.


Continuar rápido também pode ser uma forma de evitar clareza

Em muitos casos, acelerar não é eficiência, é proteção.

Proteção contra perguntas difíceis, contra escolhas que exigem revisão de identidade, contra o desconforto de admitir que algo importante já mudou.

E existem decisões que não melhoram com velocidade, mas com lucidez.


A mudança de direção

Talvez o problema não esteja na capacidade de decidir, e sim, na dificuldade de sustentar o tempo que algumas decisões exigem.

Porque existem escolhas que não pedem rapidez.

Pedem maturidade.


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Quer saber mais sobre como desenvolver a maturidade necessária para a tomada de decisão no ambiente corporativo sem se deixar dominar pela urgência? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até o próximo artigo!

Valquiria Jorge
Fundadora da Mente & Movimento e cofundadora da RebrandSe
https://www.linkedin.com/in/valquiria-camargo-jorge/
https://instagram.com/valjorge_menteemovimento

Confira também: O Ponto Cego de Quem Chegou Longe: Quando a Continuidade Sustenta Resultados, Mas Começa a Comprometer Direção e Clareza

Palavras-chave: tomar decisões importantes, decisões importantes, urgência, maturidade, velocidade, pausa, decisões na urgência, pressão por respostas rápidas, decidir com maturidade, decisões estruturais, tomada de decisão no ambiente corporativo
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Quando as Pessoas Começam a Sobreviver Emocionalmente Dentro das Empresas

Segurança psicológica fortalece a cultura organizacional, protege vínculos e evita que pessoas emocionalmente exaustas apenas sobrevivam dentro das empresas. Entenda como lideranças conscientes podem criar ambientes mais humanos.

Quando as Pessoas Começam a Sobreviver Emocionalmente Dentro das Empresas: Entenda por que a Segurança Psicológica deixou de ser uma pauta conceitual ou uma tendência corporativa

Quando as Pessoas Começam a Sobreviver Emocionalmente Dentro das Empresas
Entenda por que a Segurança Psicológica deixou de ser uma pauta conceitual ou uma tendência corporativa

Ao longo da minha trajetória dentro das organizações, comecei a perceber algo que raramente aparece nos relatórios estratégicos, nos dashboards ou nas apresentações executivas: muitas pessoas continuam entregando resultados enquanto, internamente, já estão emocionalmente exaustas.

E talvez esse seja um dos retratos mais delicados do mundo corporativo atual.

As organizações foram, aos poucos, transformando urgência em modo permanente de funcionamento. O tempo de respirar diminuiu e as pausas passaram a gerar culpa. Estar cansado virou parte esperada da rotina. E muitas pessoas começaram a acreditar que estar sempre disponíveis era prova de valor, relevância e comprometimento. Enquanto isso, algo profundamente humano começou a perder espaço dentro das relações de trabalho.

Tenho encontrado líderes extremamente competentes que já não conseguem descansar emocionalmente. Profissionais brilhantes que seguem funcionando no automático. Pessoas que aprenderam a sustentar equipes inteiras enquanto aquietaram o próprio cansaço para não parecerem frágeis, despreparadas ou insuficientes.

Em muitos ambientes corporativos, sentir virou um risco.

Demonstrar vulnerabilidade pode ser interpretado como fraqueza. Questionar excessos pode gerar medo de exclusão. Pedir ajuda ainda constrange inúmeras lideranças que passaram anos sendo reconhecidas justamente pela capacidade de suportar tudo.

A questão é que ninguém consegue permanecer inteiro vivendo permanentemente em estado de tensão. O corpo cobra, as relações cobram, a saúde emocional cobra e, inevitavelmente, a cultura da empresa também começa a demonstrar sinais de desgaste.

Tenho observado organizações onde as pessoas já não conseguem estabelecer trocas genuínas. Reuniões onde todos falam, porém poucos realmente se escutam. Equipes que convivem diariamente, entretanto sem conexão emocional, confiança ou espaço seguro para discordar, criar, refletir ou simplesmente existir de maneira autêntica.

E isso não acontece porque as pessoas perderam competência. Acontece porque muitos ambientes foram se tornando emocionalmente áridos.

A cultura organizacional começa a adoecer quando os vínculos passam a ser sustentados apenas pela obrigação, pelo medo, pela pressão ou pela necessidade de manter uma imagem de força permanente.

Porque cultura não é aquilo que a empresa escreve na parede.

Cultura é aquilo que as pessoas sentem quando entram em uma reunião. É a liberdade, ou o receio, de expressar uma ideia. É a maneira como os conflitos são conduzidos. E é o espaço emocional permitido para o erro, para a dúvida, para a aprendizagem e, sem dúvida, para o diálogo verdadeiro.

A cultura aparece nos detalhes mais sutis da convivência humana.

Ela aparece quando um líder escuta genuinamente alguém. Quando uma equipe percebe que pode discordar sem sofrer retaliações. Quando um profissional não precisa esconder exaustão para preservar pertencimento. E quando o resultado deixa de ser construído à custa do adoecimento emocional coletivo.

Em tempos de anestesia emocional, tenho sentido que falar sobre Segurança Psicológica deixou de ser uma pauta conceitual ou uma tendência corporativa. Trata-se de uma necessidade humana.

Porque empresas emocionalmente endurecidas podem até alcançar resultados no curto prazo. Entretanto, com o tempo, começam a perder algo essencial: vitalidade relacional, criatividade, confiança, presença e sentido coletivo.

As pessoas permanecem, os cargos continuam ocupados e as entregas ainda acontecem. Porém, a vida emocional do ambiente vai desaparecendo lentamente.

Foi justamente a partir dessas observações, construídas ao longo de muitos anos dentro das organizações, que desenvolvi o Reconexão Essencial, uma abordagem voltada à gestão da cultura organizacional e ao desenvolvimento de lideranças conscientes.

O trabalho nasce de uma leitura sistêmica da cultura e das relações humanas presentes na empresa. Observa padrões emocionais, maturidade relacional, coerência cultural, qualidade dos vínculos, Segurança Psicológica e os impactos produzidos pela forma como as pessoas convivem, lideram, comunicam, bem como tomam decisões.

Ao longo dessa caminhada, compreendi algo que transformou profundamente minha forma de olhar para liderança: resultados sustentáveis dependem diretamente da qualidade emocional das relações que os sustentam.

Nenhuma cultura se fortalece apenas através de discursos inspiradores, treinamentos isolados ou valores escritos em apresentações corporativas.

Cultura se fortalece quando existe coerência humana.

Quando as pessoas conseguem respirar emocionalmente dentro do ambiente onde trabalham. Quando há espaço para consciência, diálogo, responsabilidade relacional e presença genuína. E quando liderar deixa de significar controlar pessoas e passa então a significar sustentar ambientes emocionalmente mais saudáveis, maduros e conscientes.

Talvez um dos maiores desafios da liderança contemporânea seja justamente este: apoiar pessoas a reencontrarem sentido naquilo que fazem sem precisarem abandonar a si mesmas no caminho.

E talvez essa seja uma das reflexões mais urgentes do nosso tempo.


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Quer saber mais sobre como a segurança psicológica pode fortalecer a cultura organizacional e prevenir o esgotamento emocional nas equipes? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até o próximo artigo.

Cristiane Maziero
Escritora do livro Alma de Líder: O Despertar da Consciência para uma Liderança com Propósito, consultora organizacional, mentora, terapeuta transpessoal e criadora da metodologia Reconexão Essencial, voltada à gestão da cultura organizacional e ao desenvolvimento de lideranças conscientes.
Instagram: @inspiradora_de_lideres
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LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/cristianemaziero/
Site: https://www.alluredh.com.br
WhatsApp: (11) 99878-1452
E-mail: crismaziero@alluredh.com.br
Acompanhe conteúdos no YouTube: @inspiradora_de_lideres

Confira também: Reconexão Interna na Liderança: Como Alinhar Consciência, Decisões e Impacto no Dia a Dia

Palavras-chave: segurança psicológica, segurança psicológica nas empresas, cultura organizacional, liderança, lideranças conscientes, saúde emocional, sobreviver emocionalmente dentro das empresas, segurança psicológica pode fortalecer a cultura organizacional, prevenir o esgotamento emocional nas equipes, qualidade emocional das relações, resultados sustentáveis dependem da qualidade emocional
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O Perfil Que Constrói Empresas… Mas Afasta Pessoas Sem Perceber

O perfil orientado a resultados constrói empresas, vende ideias e resolve problemas. Mas, quando falta reconhecimento, clareza e conexão, pode gerar desconforto e afastar pessoas sem perceber. Entenda como equilibrar força e conexão.

Perfil Orientado a Resultados: Como Não Afastar Pessoas

O Perfil Que Constrói Empresas… Mas Afasta Pessoas Sem Perceber

Existe um tipo de pessoa que causa admiração, e ao mesmo tempo desconforto. Sabe aquela pessoa que você considera forte, decidida, que chama a atenção pelo respeito que ela sabe cobrar dos outros?

Uma pessoa articulada, fala muito bem, consegue fazer com que seus pedidos sejam atendidos. Se mostra boa aconselhadora, resolve as coisas com uma grande agilidade e perspicácia, um líder nato. Mas de repente… te responde meio atravessado, não demonstra se importar muito com os sentimentos dos outros… parece fria!

Esse tipo de perfil é muito mal compreendido, pois muitas vezes é considerado ríspido, frio, quando na verdade, são apenas direto ao ponto! A racionalidade que resolve problemas, acha soluções, consegue ligar os pontos entre o que um precisa e outro que oferece a solução. Uma pessoa perfeita para impulsionar as empresas e as pessoas no geral. Tem ideias inovadoras, empreendedoras, focada nos resultados por performance e financeiros. Ambição nata. Excelente para vender produtos, serviços e ideias.

Esse perfil, muitas vezes desvalorizado, é o que organiza a parte prática da empresa. Sem ele, as coisas não funcionam. Esse perfil sabe muito bem como negociar, e traz a vantagem de ser observador e entender com uma grande facilidade o que os outros precisam. Perfil de delegar mais, sem muita energia de execução.

Esse perfil na dor, no entanto, se sente manipulado, e pode tentar ferir as pessoas ao redor. Desconfiado, pode se tornar vingativo quando se sente usado e quando suas conquistas e feitos não são devidamente reconhecidos.

Se você se reconhece nesse perfil, entenda que para você, os acordos precisam ser muito claros!

Você precisa deixar tudo preto no branco: o que eu vou entregar em uma relação, e o que eu vou receber. Isso serve para todos os tipos de relação: amorosa, profissional, familiar, amigos.

Se você tem um funcionário assim, aprenda a elogiar seu desempenho, de preferência em público. Reconheça o que essa pessoa faz por você e sua empresa. Treine essa pessoa para cargos de liderança, e não se esqueça de deixar muito claro o que espera, e o que vai entregar. E cumpra o combinado!

Os deslizes vão deixar esse perfil extremamente desconfiado, se sentindo usado, traído, e além de perder um excelente colaborador, ainda pode ter que lidar com as emoções abaladas das pessoas ao redor dela.

Lembre-se: nós somos a soma de todos os traços, apenas temos porcentagem diferentes, o que nos torna únicos.


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Até o próximo artigo!

Sarah Martins
Mentora de Autoliderança, Desenvolvimento Humano e Inteligência Emocional
http://linkedin.com/in/sararmartins

Confira também: Isolamento Nem Sempre É Falta de Interesse

Palavras-chave: perfil orientado a resultados, liderança orientada a resultados, perfil orientado a pessoas, perfil, liderança, liderança humanizada, resultados, pessoas, orientado para a equipe, perfil que constrói empresas, afasta pessoas sem perceber, liderança humanizada gera conexão, liderança capaz de gerar confiança
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Resiliência

Faça de cada limão, uma limonada! Resiliência é a capacidade de se resistir flexivelmente às adversidades e dificuldades, utilizando-as para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.

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O sucesso de uma mulher está em ser mulher!

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.

E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.

Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.

Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:

  • Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
  • Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.

E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.

Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.

Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.

Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.

O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.

Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.

Mas, é possível e já vi milagres.

Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.

Acreditar na Mulher que há dentro de você.

Sucesso e Feliz Dia da Mulher!

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Não concretizou uma meta? É preciso agora ter coragem para fazer mudanças drásticas!

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida.

A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.

E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.

Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.

Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.

A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.

Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.

Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.

Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.

Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.

Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.

E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?

Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?

Chega de Síndrome de Felipão, né?

Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.

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Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Quando buscamos algo melhor, criamos a mudança, pois desejamos que coisas melhores ocorram. Mas há também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora?

Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…

Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.

Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.

Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.

Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.

Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…

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Sem Comprometimento não há avanços na vida e nem sucesso!

Qual é o seu grau de comprometimento em realizar algo? Um dos maiores problemas de uma pessoa é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

Responda rápido a minha pergunta:

– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?

Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:

– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?

Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.

Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.

Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.

E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?

Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.

O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.

Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?

Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.

Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.

Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:

Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.

Para ajudar, significado de Comprometimento:

“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.

Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!

Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.

É por ai. Boa semana!

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O Poder do Bom Dia e Obrigado

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado. Quem não gostaria de ouvir este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.

Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.

Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.

Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?

Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.

Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?

Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?

Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.

A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.

Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.

Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.

O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.

Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.

Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.

Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.

Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.

Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.

Pense nisso.

Te desejo um bom dia e obrigada.

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Procrastinando? Então continue!

Sabe aquilo que você já sabe que tem que fazer e não faz? É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que nunca rola por que você não toma a iniciativa.

É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.

Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”

E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.

Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?

O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.

Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.

Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…

Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:

1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?

Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.

2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.

Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.

3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?

4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.

5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.

6º passo: Faça.

Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.

E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.

Com amor e com alma,

Karinna

PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.

PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.

Obrigada!

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Você sabe o que é Inteligência Espiritual?

A maior parte das pessoas já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. E sobre Inteligência Espiritual? Será que a Inteligência Emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? O que você pensa a respeito?

Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?

Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação.  Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.

O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.

Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.

Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.

As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.

E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!

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