Inteligência Comportamental: O Futuro é um Alvo Móvel. E Agora?
Olá!
Durante muito tempo, “dar certo na vida” parecia um roteiro relativamente simples. Estudar, conseguir um bom emprego, construir estabilidade, comprar uma casa, formar família e seguir uma carreira sólida dentro de uma empresa respeitada. Não era fácil, mas era previsível. O mapa do mundo parecia mais estável. Pais, professores e líderes repetiam conselhos parecidos porque o ambiente mudava mais devagar.
Hoje, não.
O amanhã se tornou um alvo móvel.
Profissões desaparecem rapidamente. Novas carreiras surgem o tempo todo. Jovens aprendem mais no YouTube do que em muitas salas de aula. Inteligências artificiais respondem perguntas em segundos. Pessoas transformam celulares em empresas. Influência virou profissão. Conhecimento deixou de morar apenas nas escolas. E talvez esteja justamente aí uma das grandes angústias das novas gerações.
Pela primeira vez, milhões de jovens cresceram vendo pessoas aparentemente “vencerem” sem seguir os caminhos tradicionais. Enquanto alguns estudam durante anos para disputar espaço no mercado, outros enriquecem gravando vídeos curtos, criando conteúdo ou construindo negócios digitais dentro do próprio quarto.
É compreensível que isso gere dúvida.
Vale mais fazer faculdade ou empreender? Trabalhar em uma grande empresa ou em várias pequenas? Buscar estabilidade ou liberdade? Construir carreira ou construir audiência?
O problema é que, em meio a tantas possibilidades, muita gente começou a acreditar que sonhar é suficiente.
Não é.
Outro dia li uma provocação interessante: “não siga apenas seus sonhos”. A frase parece dura num primeiro momento, mas carrega uma reflexão importante. Sonhos são fundamentais. Eles dão direção, criam esperança, organizam desejos. O problema é acreditar que sonhos produzem movimento sozinhos.
Não produzem.
Os sonhos são a bússola.
Mas o motor é outra coisa.
Quando penso nisso dentro da inteligência comportamental, gosto de imaginar o mundo como um grande mapa. E um dos pressupostos mais importantes da inteligência comportamental é justamente este: o ambiente é soberano. As coisas são como são. Podemos gostar ou não do mapa, mas continuaremos precisando atuar dentro dele. O mapa não desaparece porque discordamos dele.
O mercado continua existindo. A concorrência continua existindo. O tempo continua passando. O reconhecimento continua dependendo de observadores. E observadores reagem a comportamentos percebidos e a valor percebido. Talvez uma parte da frustração moderna venha exatamente daí. Muitos jovens aprenderam a olhar demais para os próprios desejos e pouco para o ambiente onde esses desejos precisarão funcionar. Foram ensinados a perguntar “o que eu quero?”, mas nem sempre aprenderam a perguntar “que problema eu consigo resolver?” ou “que valor sou capaz de gerar?”.
Essa diferença muda tudo.
Porque o mundo não remunera apenas sonhos. O mundo remunera valor percebido.
É aqui que entram os talentos. Sonhos apontam direção. Talentos produzem potência. E a maioria das pessoas não nasce como Mozart ou Da Vinci, carregando genialidade evidente desde cedo. A maior parte de nós precisa, sem dúvida, construir o próprio motor aos poucos. Observando inclinações, desenvolvendo habilidades, estudando, errando, repetindo e, sem dúvida, ajustando comportamento.
Talento não é apenas dom. Talento também é comportamento treinado.
E talvez o grande desafio dessa geração seja exatamente este: aprender a construir valor em um ambiente que muda rápido demais.
A faculdade continua importante para muitos caminhos. Empreender pode ser extraordinário. Produzir conteúdo pode abrir portas reais. Nenhuma dessas escolhas é, de fato, errada por si só. O problema está em acreditar que qualquer caminho funciona sem disciplina, adaptação, consistência e entrega.
A vida continua exigindo competência. Continua exigindo confiabilidade. Continua exigindo pessoas capazes de resolver problemas reais.
No passado, muitas carreiras eram construídas para durar décadas. Hoje, talvez o ativo mais importante não seja apenas o conhecimento acumulado, mas a capacidade comportamental de continuar aprendendo enquanto o mundo muda.
E isso exige maturidade.
Porque o algoritmo adora atalhos, mas a vida real continua cobrando construção. A internet mostra o palco, mas raramente mostra a repetição. Mostra o resultado, mas não mostra os anos silenciosos de desenvolvimento. Talvez seja por isso que tantos jovens pareçam cansados antes mesmo de começar. Informação demais. Comparação demais. Possibilidades demais. Todos correndo, aparecendo, produzindo, vendendo sucesso instantâneo. E, no meio disso tudo, muita gente tentando descobrir quem é, para onde vai e, certamente, como construir alguma relevância real.
No fundo, talvez a pergunta mais importante não seja “qual profissão escolher?”, mas “que tipo de pessoa preciso me tornar para continuar relevante em um mundo instável?”.
Essa pergunta desloca o foco do sonho para o comportamento. E comportamento é o nosso campo.
Ninguém vê suas intenções. O ambiente vê suas entregas. Ninguém reconhece automaticamente seu potencial. O ambiente percebe sinais concretos. Repetição. Confiabilidade. Capacidade de adaptação. Geração de valor.
O amanhã continuará mudando. O mapa continuará se movendo.
Mas pessoas capazes de aprender, adaptar-se e construir talentos dificilmente deixarão de encontrar caminhos possíveis.
Talvez o grande conselho para essa geração não seja abandonar os sonhos. Seria triste demais viver sem eles. O verdadeiro conselho talvez seja outro: use seus sonhos como bússola, seus talentos como motor e seus comportamentos como estrada.
Porque o amanhã é um alvo móvel.
E ficar parado, mesmo olhando na direção certa, continua sendo ficar parado.
Pense nisso!
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Quer saber mais sobre como a inteligência comportamental pode ajudar você a desenvolver talentos e gerar valor em um futuro instável e imprevisível? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até a próxima!
Edson Carli
https://inteligenciacomportamental.com
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PensAR: A Urgência Silenciosa de Recuperar Espaços de Qualidade para Produzir
Vivemos em uma época paradoxal: nunca tivemos acesso a tanta informação e, ao mesmo tempo, nunca estivemos tão distantes da capacidade de pensar profundamente.
O excesso de estímulos transformou a atenção em um território disputado. Vivemos conectados, acelerados e permanentemente atravessados por notificações, reuniões, conteúdos e urgências. O problema é que o cérebro humano não foi projetado para permanecer em estado contínuo de reação.
Recentemente assisti a um curta-metragem que me provocou exatamente essa reflexão. O filme escancara algo silencioso, mas extremamente presente no cotidiano contemporâneo: a perda da capacidade de sustentar espaços internos de elaboração. Existe movimento o tempo inteiro, mas pouca profundidade. Existe produção constante, mas pouca presença.
E talvez essa seja uma das crises invisíveis mais perigosas da atualidade: estamos desaprendendo a pensAR.
Escrevo “pensAR” dessa forma porque pensar deixou de ser apenas um processo automático. Tornou-se um ato intencional. Quase um exercício de resistência emocional, cognitiva e até política diante de um sistema que nos estimula permanentemente à velocidade, ao consumo e à distração.
O filósofo e líder indígena Ailton Krenak provoca uma reflexão profunda quando questiona a lógica produtivista da sociedade contemporânea. Em suas obras, especialmente em Ideias para adiar o fim do mundo, Krenak aponta como a humanidade passou a operar desconectada da contemplação, da natureza e da experiência genuína do existir. Segundo ele, fomos capturados por uma lógica que transforma seres humanos em peças produtivas incapazes de sustentar silêncio, presença e escuta.
E talvez seja exatamente isso que estejamos vivendo dentro das organizações.
Uma sociedade cansada de produzir sem elaborar.
No ambiente corporativo, a agenda cheia virou símbolo de importância. A aceleração passou a ser confundida com competência. O descanso frequentemente é associado à improdutividade. O silêncio gera desconforto. A pausa parece culpa.
Mas existe uma pergunta importante que poucas lideranças estão fazendo: qual é o impacto psicológico da ausência de profundidade?
Porque sem espaço interno não existe criatividade consistente. Sem elaboração não existe pensamento estratégico. Sem reflexão não existe discernimento. Existe apenas repetição acelerada.
O sociólogo sul-coreano Byung-Chul Han descreve esse fenômeno ao falar sobre a “sociedade do desempenho”. Segundo ele, deixamos de viver em uma sociedade disciplinar, baseada apenas em ordens externas, para viver em uma sociedade onde o próprio indivíduo se explora continuamente em busca de performance, produtividade e validação.
Não é mais necessário que alguém nos pressione o tempo inteiro. Nós mesmos passamos a ocupar todos os espaços da vida com produção.
E isso gera um tipo específico de adoecimento: o esgotamento por excesso de positividade e desempenho.
As pessoas continuam funcionando, mas internamente estão exaustas.
Essa exaustão não vem apenas do trabalho em si, mas da impossibilidade de existir em estados de pausa e elaboração. O cérebro permanece em estado contínuo de alerta. O corpo desacelera, mas a mente continua congestionada.
O resultado aparece no crescimento da ansiedade, da irritabilidade, da dificuldade de concentração, da fadiga emocional e da sensação permanente de insuficiência.
A psicologia contemporânea tem investigado profundamente esse impacto.
O psicólogo e neurocientista Daniel Goleman já alertava que a atenção se tornou um dos ativos mais ameaçados da atualidade. Segundo ele, o excesso de interrupções reduz nossa capacidade de concentração profunda, comprometendo inclusive criatividade, memória e qualidade das relações humanas.
Não se trata apenas de distração. Trata-se de fragmentação cognitiva.
Estamos constantemente alternando estímulos sem permitir que o cérebro conclua processos internos de elaboração. Como consequência, produzimos respostas rápidas, mas cada vez menos profundas.
E talvez uma das maiores perdas da hiperestimulação contemporânea seja justamente a capacidade de contemplação.
O psicanalista Donald Winnicott afirmava que a criatividade nasce da experiência de estar verdadeiramente vivo. Para Winnicott, somente em estados internos de segurança e presença o indivíduo consegue acessar espontaneidade, imaginação e autenticidade.
Mas como acessar criatividade em uma mente permanentemente ocupada? Como construir inovação genuína sem silêncio interno?
As melhores ideias raramente surgem no caos da urgência. Elas amadurecem nos intervalos.
Na caminhada silenciosa, no banho, na pausa entre reuniões, no tempo aparentemente improdutivo, na contemplação, na conversa sem pressa.
É justamente nesses momentos que o cérebro reorganiza experiências, conecta repertórios e produz insights mais sofisticados.
A neurociência chama isso de default mode network: um sistema cerebral ativado justamente quando diminuímos estímulos externos e permitimos estados mais reflexivos. Ou seja: o cérebro precisa de pausa para integrar conhecimento.
Mas estamos perdendo essa capacidade.
Muitas pessoas já não conseguem sustentar poucos minutos sem acessar o celular. Outras sentem ansiedade diante do silêncio. Há profissionais que preenchem qualquer intervalo com algum tipo de distração porque desacelerar passou a gerar desconforto emocional.
E talvez exista uma razão profunda para isso: o silêncio revela.
Quando os estímulos diminuem, pensamentos emergem. Emoções aparecem. Questionamentos internos ganham espaço. A correria muitas vezes funciona como anestesia psíquica.
O sociólogo Zygmunt Bauman descreveu essa lógica ao falar da “modernidade líquida”. Vivemos relações, rotinas e identidades cada vez mais instáveis, rápidas e descartáveis. Tudo precisa acontecer depressa. Até os processos internos passaram a ser tratados como obstáculos à produtividade.
Só que seres humanos não funcionam como máquinas.
Existe um tempo emocional para compreender experiências. Existe um tempo psíquico para elaborar dores, mudanças e decisões. E existe um tempo interno necessário para amadurecer ideias.
Ignorar isso cobra um preço alto.
Talvez por isso tantas lideranças estejam cognitivamente exaustas mesmo mantendo alta performance aparente. Produzem muito, mas sentem vazio. Executam sem conseguir encontrar significado. Estão permanentemente ocupadas, mas emocionalmente desconectadas.
O problema não é apenas excesso de trabalho. É ausência de profundidade.
E talvez a competência mais rara, e mais valiosa, dos próximos anos seja justamente sustentar profundidade em um mundo desenhado para distração contínua.
Grandes líderes não são apenas rápidos, são lúcidos. E lucidez exige espaço interno.
Exige capacidade de refletir antes de reagir, exige discernimento emocional, exige presença, exige silêncio e exige elaboração.
PensAR, hoje, tornou-se um ato de resistência.
Resistência contra a superficialidade, contra o excesso, contra a lógica da aceleração compulsiva e contra a falsa ideia de que produtividade é sinônimo de valor humano.
Talvez o futuro pertença não às pessoas que fazem mais simultaneamente, mas àquelas capazes de preservar clareza em meio ao caos.
Porque uma mente acelerada pode continuar funcionando por muito tempo.
Mas uma mente sem espaço dificilmente continuará criando.
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Até a próxima!
Luciana Soares Passadori
https://www.passadori.com.br
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Palavras-chave: pensar profundamente, profundidade, pausa, clareza, criatividade, produtividade, ausência de profundidade, falta de profundidade, espaço interno, capacidade de pensar profundamente, fragmentação cognitiva, distração contínua, a importância de pensar profundamente, mundo acelerado
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Nem Todo Silêncio é Paz: Quando o Silenciamento Vira Exaustão Emocional
Existe um tipo de silêncio que acalma.
Aquele que acolhe, organiza os pensamentos, desacelera o corpo e oferece descanso.
Mas existe também um outro silêncio.
Um silêncio pesado.
Um silêncio que não traz paz, traz acúmulo.
E talvez um dos maiores equívocos emocionais da vida adulta seja confundir silenciamento com equilíbrio.
Quantas vezes você já disse que estava tudo bem apenas para evitar desgaste?
Quantas vezes escolheu “deixar para lá” quando, na verdade, algo dentro de você queria ser escutado?
E quantas emoções foram engolidas em nome da maturidade, da desejada harmonia ou da manutenção de uma relação?
Nem todo silêncio é consciência. Às vezes é a busca de sobrevivência emocional.
Vivemos em uma sociedade que frequentemente elogia pessoas que suportam muito, que evitam conflitos, que não “dão trabalho”, que conseguem permanecer calmas mesmo diante do desconforto.
Mas pouco se fala sobre o custo interno disso.
Porque emoções não desaparecem só porque não foram verbalizadas. Elas permanecem.
Se acumulam no corpo, nas tensões, no cansaço constante, na irritação silenciosa, na falta de entusiasmo, na dificuldade de relaxar. Se acumulam na sensação de estar sempre sustentando algo por dentro.
Muitas pessoas passaram tantos anos se adaptando emocionalmente que já não conseguem identificar o que realmente sentem. Aprenderam a minimizar incômodos, justificar excessos, racionalizar dores.
E, aos poucos, foram transformando silêncio em algo normal.
Existe uma diferença importante entre escolher o silêncio com consciência e silenciar a si mesmo por medo, exaustão ou insegurança.
O silêncio consciente protege. O silenciamento constante desgasta.
Talvez por isso algumas pessoas convivam com uma sensação difícil de explicar: aparentemente está tudo sob controle, mas internamente existe um esgotamento emocional contínuo.
É como se a alma estivesse cansada de sustentar o que nunca encontra espaço para existir.
E nem sempre isso acontece em relações explicitamente difíceis. Às vezes acontece em ambientes onde a pessoa sente que precisa manter uma imagem forte, equilibrada, disponível ou agradável o tempo inteiro.
Então ela se adapta.
Evita falar para não decepcionar. Evita se posicionar para não gerar desconforto. E evita demonstrar fragilidade para não parecer fraca.
Até que um dia percebe que desaprendeu de se escutar. Quem silencia excessivamente para manter vínculos começa, pouco a pouco, a se abandonar dentro deles.
E isso costuma acontecer de maneira muito sutil.
Primeiro você deixa passar pequenas coisas. Depois relativiza desconfortos maiores. Até que emoções importantes passam a ser tratadas como exagero, sensibilidade excessiva ou drama.
Mas será mesmo?
Ou talvez exista apenas uma necessidade legítima de ser escutado, respeitado e emocionalmente considerado?
Existe uma pergunta importante que poucas pessoas fazem a si mesmas:
O meu silêncio hoje me protege… ou me aprisiona?
Porque nem todo silêncio é sinal de maturidade emocional. Às vezes, é apenas o medo de não ser compreendido.
E isso merece atenção.
Há pessoas que não falam porque não conseguem organizar o que sentem. Outras porque cresceram em ambientes onde emoção era invalidada. Algumas porque aprenderam que se posicionar gerava punição, afastamento ou rejeição.
Então silenciam.
Não porque não sentem. Mas porque aprenderam que expressar o sentir não era seguro.
E, com o tempo, o silêncio vai deixando de ser uma escolha pontual para se tornar uma forma de existir.
Só que o corpo percebe. O corpo sempre percebe.
Ele manifesta aquilo que a mente tenta controlar. Ele grita silenciosamente o peso das conversas não ditas, das emoções reprimidas, dos limites ignorados:
- Ansiedade;
- Insônia;
- Cansaço frequente;
- Dores tensionais;
- Irritabilidade; e
- Sensação de sobrecarga.
Às vezes o corpo está apenas tentando devolver à consciência aquilo que foi silenciado por tempo demais.
Existe um ponto importante aqui: este texto não é um convite para sair falando tudo impulsivamente.
Nem toda emoção precisa ser descarregada. Nem toda conversa precisa acontecer imediatamente. O que precisa acontecer é consciência.
É perceber o que você vem calando de si mesmo, reconhecer o que está sendo acumulado emocionalmente. É identificar em quais ambientes sua voz se retrai, entender quais relações acolhem sua verdade e quais apenas toleram versões adaptadas de você.
Porque paz não é ausência de conflito. Paz é ausência de guerra interna.
E talvez algumas pessoas estejam tão acostumadas a evitar conflitos externos que não percebem o tamanho do conflito emocional que carregam por dentro.
Por isso, antes de continuar silenciando para manter tudo funcionando, talvez valha refletir:
- O que eu não tenho permitido que venha à tona?
- Em quais espaços eu deixei de existir emocionalmente?
- O que meu silêncio está tentando evitar?
- Quanto tem custado sustentar isso?
Talvez o silêncio mais perigoso não seja aquele que acontece entre duas pessoas, mas aquele que acontece dentro de nós.
Quando deixamos de nomear dores, de validar emoções, de reconhecer limites, de admitir cansaços.
Porque tudo aquilo que não encontra espaço para se elaborar internamente continua buscando alguma forma de se manifestar.
Muitas vezes, a vida inteira começa a ficar pesada sem que a pessoa compreenda exatamente por quê.
Nem todo silêncio é paz.
Às vezes, é apenas uma emoção esperando coragem, segurança ou acolhimento para finalmente existir.
E então, talvez a reflexão mais importante não seja sobre aquilo que você ainda não conseguiu dizer aos outros, mas sobre aquilo que você vem deixando de dizer a si mesmo.
Porque o primeiro lugar onde uma conversa segura precisa acontecer, é dentro de você.
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Quer saber mais sobre como o silenciamento emocional pode afetar sua paz interior, sua saúde emocional e causar exaustão? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Até breve!
Angela Passadori
http://facebook.com/angelapassadori
https://www.linkedin.com/in/angelapassadori/
Confira também: Nem Toda Conversa Precisa Acontecer e Isso Também é Maturidade
Palavras-chave: silenciamento emocional, silenciamento, silêncio consciente, exaustão emocional, emoções reprimidas, maturidade emocional, nem todo silêncio é paz, silenciar a si mesmo, o corpo sempre percebe, paz não é ausência de conflito, emoções não desaparecem, o que é exaustão emocional
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Líder, Você Se Importa com Sua Equipe?
Jennifer Wallace, no livro Mattering, aponta que 70% dos profissionais estão desconectados, mas não por baixa performance e sim por invisibilidade.
Pesquisas como The State of Learning Mindsets in the Workplace e TalentLMS, mencionam que 96% das lideranças acreditam possuir uma mentalidade de crescimento e liderança humanizada. Mas apenas 54% dos colaboradores afirmam não ver evidências práticas nos líderes.
Essa perspectiva me faz refletir sobre o quanto, de fato, aportamos valor através da nossa liderança, para a carreira e vida das pessoas.
Se importar significa o quanto como líderes mostramos aos colaboradores que eles fazem parte do todo e cada pessoa é importante. Além disso, é demonstrar de forma prática, o quanto o outro aporta valor para o negócio, time e para sua própria carreira.
As pessoas querem se sentir valorizadas não apenas pelas suas entregas, pelo que produz, mas pelo que fazem e se comportam.
É menos sobre comando e controle e mais sobre conexão. É mais sobre fazer perguntas e trocar e menos sobre apenas falar de metas para serem entregues. O resultado, rentabilidade é, sem dúvida, a consequência da qualidade de valor que geramos na carreira das pessoas.
Precisamos dar visão, clareza, direção. Precisamos ampliar repertório, desenvolver a colaboração, autonomia, visão sistêmica, curiosidade e pensamento crítico das pessoas. E para tal precisamos de fato as conhecer, desenvolver e se importar com elas.
Wallace nos propõe o SAID, como um framework para direcionar o Mattering.
- Significant – Sou visto como único e não como mais um. Como você demonstra importância para seu colaborador?
- Appreciated – Sou reconhecido pela entrega. De que maneira você reforça valor para seu time e individualmente?
- Invested in – Ter alguém apostando no meu crescimento. O que você faz na prática para desenvolver seu time?
- Dependend on – Ser alguém de quem os outros dependem (vejam valor). Como você reforça autonomia e colaboração do seu time?
Por meio dessa prática, podemos propor ações para engajar e desenvolver as pessoas. E mais do que isso, as pessoas visualizarem o valor da nossa liderança.
Que tal, no seu planejamento de liderança, investir no modelo proposto e observar a mudança na relação com as pessoas do seu time? Será um desafio interessante.
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Quer saber mais sobre como desenvolver uma liderança humanizada que gere pertencimento, reconhecimento e conexão verdadeira com as pessoas da sua equipe? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Aline Gomes
alinegomes@alimonada.com.br
http://www.linkedin.com/in/alinecgomes/
Confira também: O Que o Seu Time Espera da Sua Liderança
Palavras-chave: liderança humanizada, liderança, pessoas, colaboradores, conexão, mentalidade de crescimento, comando e controle, planejamento de liderança, desenvolver seu time, você se importa com sua equipe, liderança que gera pertencimento
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Transição de Carreira: Nem Sempre Velocidade É Sinônimo de Evolução
A pressa que se disfarça de coragem
Vivemos em uma cultura que romantiza movimentos bruscos.
- “Largue tudo.”
- “Comece do zero.”
- “Peça demissão.”
- “Se jogue.”
E embora algumas histórias realmente aconteçam assim, transformar isso em regra pode ser perigoso, especialmente quando falamos de carreira, estabilidade emocional e construção de futuro.
Recentemente, observei uma pessoa tomando uma decisão extremamente precipitada em nome da mudança. E aquilo me trouxe uma reflexão importante:
Nem sempre velocidade é sinônimo de evolução.
Às vezes, não é coragem. É impulsividade tentando aliviar um desconforto que ainda não foi elaborado.
Existe uma diferença importante entre movimento consciente e reação emocional. Nem toda decisão rápida é estratégica. E nem toda pausa significa acomodação.
Transição não precisa ser ruptura
Existe uma crença de que, para algo mudar, tudo precisa explodir.
Mas muitas transições saudáveis começam de forma quase invisível.
Elas começam:
- em um curso feito à noite;
- em uma conversa estratégica;
- em um networking intencional;
- em um projeto paralelo;
- em uma habilidade desenvolvida aos poucos.
Movimentos pequenos não significam falta de coragem. Muitas vezes, significam maturidade emocional e visão de longo prazo.
A ansiedade quer velocidade, mas a construção sustentável exige ritmo, consistência e clareza sobre onde se deseja chegar.
Fugir não é a mesma coisa que construir
Quando alguém está emocionalmente esgotado ou frustrado, então é natural surgir urgência.
Mas o problema é que a dor pode empurrar decisões que a clareza ainda não sustentou.
E aqui, de fato, existe uma diferença importante:
- agir para construir;
- versus agir apenas para escapar.
Nem toda saída representa evolução. Às vezes, ela é apenas uma tentativa desesperada de silenciar o desconforto atual.
E Transição de carreira não é sobre destruir tudo rapidamente! É sobre criar condições para sustentar o próximo ciclo com mais consciência, preparo e segurança.
Porque mudar sem planejamento pode até gerar alívio imediato — mas também pode gerar novos medos, inseguranças e arrependimentos.
O poder dos pequenos movimentos consistentes
Muitas pessoas, de fato, subestimam o impacto das pequenas ações repetidas ao longo do tempo.
Mas são justamente esses movimentos que constroem transições mais sólidas:
- planejamento financeiro;
- fortalecimento emocional;
- ampliação de repertório;
- desenvolvimento de novas competências;
- posicionamento estratégico;
- clareza sobre o que realmente faz sentido.
A transição não precisa ser brusca para ser transformadora.
Na verdade, algumas das mudanças mais profundas acontecem devagar enquanto você constrói pontes antes de atravessar para o próximo lado.
E talvez essa seja a parte mais difícil: respeitar o tempo da construção sem confundir lentidão com fracasso.
Um exercício de reflexão antes de tomar uma decisão radical
Antes de fazer um movimento impulsivo, pare e reflita:
- Estou me movendo por clareza ou por desespero?
A dor atual está guiando sua decisão? - Que pequenos movimentos posso começar agora sem destruir tudo o que já construí?
Talvez você não precise abandonar tudo imediatamente para que você possa começar a mudar. - O que eu preciso estruturar emocionalmente, financeiramente e profissionalmente antes da transição?
Planejamento também é autocuidado.
Essas perguntas não diminuem sua coragem. Elas tornam sua mudança mais consciente.
Conclusão: maturidade também é saber construir pontes
Transição de carreira não é apenas coragem para sair. Também é maturidade para construir o próximo passo com intenção.
“Nem sempre velocidade é sinônimo de evolução.”
Às vezes, a mudança mais inteligente não é a mais rápida, mas sim a mais sustentável.
E talvez a sua próxima grande virada comece justamente nos pequenos movimentos que você escolhe fazer hoje.
Vamos juntos nessa jornada?
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Renato Moreno
https://www.linkedin.com/in/renatomorenodealmeida/
Confira também: Clareza Não Vem Antes da Ação, Ela Vem por Causa da Ação
Palavras-chave: transição de carreira, decisões impulsivas, pequenos movimentos, maturidade emocional, construção sustentável, velocidade é sinônimo de evolução, transição não precisa ser ruptura movimento consciente e reação emocional, respeitar o tempo da construção, como evitar decisões impulsivas na transição de carreira
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Por Que Ainda Há Dificuldade de Alguns BPs de RH Conquistarem Seu Espaço de Influência?
O papel do Business Partner de RH tornou-se cada vez mais estratégico nas organizações. Hoje, espera-se que esse profissional vá além dos processos operacionais e atue como parceiro das lideranças, contribuindo para decisões relacionadas à cultura, desempenho, desenvolvimento humano e resultados do negócio.
Apesar disso, muitos BPs ainda enfrentam dificuldades para conquistar influência real dentro das empresas. Em vários cenários, continuam sendo percebidos como suporte técnico ou executores de demandas, sem participação efetiva nas decisões estratégicas. Mas, por que isso ainda acontece?
Um dos principais fatores está na comunicação excessivamente técnica.
Muitos profissionais de RH dominam indicadores, políticas, ferramentas e processos, porém nem sempre conseguem traduzir essas informações para a linguagem da liderança. O gestor busca objetividade, clareza e impacto no negócio. Quando o BP fala apenas sobre conceitos técnicos de RH, sem conectar suas análises aos desafios da operação, perde força como parceiro estratégico.
Influenciar exige transformar dados em direcionamento. Não basta apresentar números; é necessário mostrar como determinado cenário impacta produtividade, clima, retenção, engajamento e resultados organizacionais.
Outro aspecto importante é a falta de posicionamento.
Muitos BPs possuem boas percepções sobre problemas de liderança, conflitos ou riscos culturais, mas evitam se posicionar de forma assertiva, pois ainda existe receio de gerar desconforto, criar conflitos ou contrariar gestores.
No entanto, influência exige coragem profissional. O papel do Business Partner não é apenas concordar ou executar solicitações, mas também provocar reflexões e apoiar decisões difíceis, pois se há omissão ou distanciamento diante de situações críticas, sua atuação tende a perder relevância estratégica.
O receio da exposição também pode ser um fator limitante, pois participar de reuniões executivas, sustentar opiniões diante de lideranças sêniores e apresentar análises estratégicas, ainda gera insegurança em muitos BPs. E, isto pode acontecer quando há uma exposição contínua no cotidiano operacional e menos na exposição consultiva.
A influência não nasce apenas do conhecimento técnico, mas ela é também é construída pela capacidade de comunicação, pela presença profissional e pela confiança gerada nas relações.
Líderes valorizam profissionais que conseguem trazer clareza em momentos complexos e apoiar decisões com segurança. Além disso, existe outro fator essencial: a ausência de visão política da organização, onde muitos BPs conhecem profundamente os processos de RH, mas têm pouca leitura sobre cultura informal, relações de poder e dinâmica organizacional.
Assim, influenciar positivamente as lideranças internas exige entender o contexto do negócio, identificar prioridades estratégicas e compreender como as decisões realmente acontecem dentro deste cenário interno empresarial. Sem essa visão, o BP corre o risco de atuar de forma isolada, desconectado das necessidades reais da organização.
Outro erro comum é acreditar que o reconhecimento estratégico acontecerá automaticamente pelo conhecimento técnico ou tempo de experiência. Porém, espaço estratégico não é concedido apenas pelo cargo, mas é conquistado pela capacidade de gerar valor, construir confiança e contribuir para decisões relevantes.
O BP que desenvolve a capacidade de influenciar, desenvolve visão sistêmica, escuta ativa, comunicação executiva e postura consultiva. É um profissional que entende pessoas, mas também compreende negócio, resultados e possíveis entraves que podem surgir da cultura organizacional. No cenário atual, conhecimento técnico já não é suficiente para os desafios da ambidestria organizacional. O verdadeiro diferencial está na capacidade de posicionar-se, comunicar-se com impacto e tornar-se relevante no apoio decisório às Lideranças.
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Fátima Farias
https://www.linkedin.com/in/f%C3%A1tima-farias-b1a71214/
Confira também: Quando um Profissional de RH está Pronto para Ser BP de RH?
Palavras-chave: influência estratégica, bp de rh, comunicação executiva, conhecimento técnico, lideranças, visão política, business partner de rh, comunicação excessivamente técnica, transformar dados em direcionamento, visão política da organização, apoio decisório às lideranças, como bps podem exercer influência estratégica
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É Normal o Retrocesso Avançar? Quando Conquistas Deixam de Ser Permanentes
Não sei se normal é bem a palavra, mas a História está cheia de exemplos, mostrando que tudo pode mudar, sempre.
Na escola, a gente estuda a história a partir de um olhar onde “bárbaros” eram sempre os não-europeus, e países como França, Inglaterra e Alemanha aparecem como modelos de civilização. O problema é que essa é a versão dos vencedores, como sempre. Autores como David Graeber deixam claro que, por muito tempo, a Europa era vista pelo resto do mundo como uma região atrasada, com muita guerra e pouca higiene, um lugar onde a superstição matava muito, queimando muita gente na fogueira.
Ao mesmo tempo, o mundo árabe avançava em medicina, arquitetura e matemática; o Japão possuía cidades densas e organizadas; civilizações maias e incas desenvolveram engenharia urbana sofisticada; grandes impérios africanos também possuíam redes comerciais e culturas complexas, frequentemente com forte valorização da higiene e da vida urbana.
O que a Europa desenvolveu de diferente foi a capacidade militar e naval que permitiu conquistar territórios, subjugar povos e depois recontar a história como se o domínio fosse prova de mérito cultural.
Só para ilustrar, no que hoje é a Andaluzia, na época Al-Andalus, especialmente entre os séculos VIII e XV, cidades como Córdoba, Sevilha e Granada eram as mais sofisticadas da Europa medieval, enquanto o mau cheiro de Londres se espalhava por quilômetros. O melhor exemplo eram os hammams, banhos públicos com salas frias, mornas e quentes, ligados à higiene, saúde e convivência social.
Depois da reconquista cristã, o atraso foi enorme, porque eram cidades que contavam com ruas organizadas, sistemas hidráulicos avançados e arquitetura adaptada ao clima. Os avanços também incluíram medicina, filosofia, agricultura e circulação de conhecimento.
Técnicas de irrigação ampliaram a produção agrícola, e bibliotecas e centros de tradução preservaram os clássicos gregos. Com o avanço da Reconquista e a imposição de uma só religião, esse ambiente foi desarticulado e alguns avanços só voltariam séculos depois.
E o que isso tem a ver com o nosso mundo de hoje, além do fato de que a nossa visão de mundo é sempre manipulada?
É que durante muito tempo, a gente achou que os avanços sociais seriam irreversíveis, mas os que a História mostra é que progresso não é permanente. Sociedades podem avançar por séculos e regredir em poucos anos quando intolerância, autoritarismo ou fanatismo se aliam a quem tem o poder militar nas mãos.
Não só militar, claro. Para ir direto ao ponto, com o caso que melhor exemplifica esse retrocesso nos nossos dias, a revogação de Roe v. Wade mostra como direitos conquistados podem ser revertidos. Durante quase cinquenta anos, essa decisão garantia proteção constitucional ao direito ao aborto nos Estados Unidos. Em 2022, ela foi derrubada, devolvendo aos estados o poder de proibir ou restringir o procedimento. O que veio a partir daí foi o caos.
Milhões de mulheres perderam autonomia reprodutiva dependendo do estado onde vivem. Para quem achava que direitos estabelecidos estariam definitivamente protegidos, essa foi a prova de que não é bem assim.
Nas últimas duas décadas, empresas, universidades e governos adotaram políticas de diversidade, equidade e inclusão. Essas iniciativas buscavam corrigir desigualdades e ampliar oportunidades, mas a reação conservadora veio forte e organizada. E tem sido bem eficiente em alguns campos.
Nos Estados Unidos, a administração Trump 2 elegeu como alvo o combate às políticas de diversidade. Ordens executivas e ações administrativas passaram a restringir esses programas em contratos federais, obrigando empresas privadas a reverem suas práticas.
Grandes corporações começaram a reduzir metas públicas de diversidade ou a esvaziar departamentos dedicados ao tema.
Segundo a Reuters, um levantamento mostrou que só 53% de quase 3 mil empresas globais ainda mantêm metas públicas de diversidade. E esse número está caindo, o que mostra que o mercado se adapta muito rápido às inclinações do dono do poder.
Mas ainda tem mais: tem aumentado muito o crescimento entre jovens, de adesão ao catolicismo, com um viés conservador. Claro que a religiosidade em si não é ameaça para direitos. Quer dizer… Bom, o problema surge quando ela se associa a projetos políticos regressivos, como a defesa explícita do patriarcado e da submissão das mulheres, um caminho que muitos grupos estão tomando, falando até de fim do voto feminino.
Esse direito, nos Estados Unidos, é coisa de pouco mais de cem anos. Dizer que o país é o grande modelo de democracia é mais mito que realidade, porque no seu início, só homens brancos, proprietários de terras, podiam votar. Precisou uma 19ª emenda à Constituição para garantir esse direito às mulheres, em 1920, pouco mais de 100 anos atrás. No Brasil, foi só na Constituição de 1934.
Ou seja, um direito recente, colocado em xeque, por grupos que defendem “um voto por família”, exercido pelo homem considerado chefe do lar. É o patriarcado bíblico, onde o homem decide tudo, ideia que a gente encontra também aqui no Brasil, em algumas igrejas neopentecostais.
E ainda tem a indústria da “masculinidade restauradora”, que só cresce: cursos, coaches, influenciadores e celebridades, como Juliano Cazarré, que prometem devolver ao homem um espaço supostamente perdido para mulheres, movimentos LGBTQIA+ e transformações sociais. O documentário Dentro da Machosfera, de Louis Theroux, disponível na Netflix, é um filme de terror nesse sentido, mostrando como esse discurso mobiliza jovens em diversos países, muitas vezes já desvinculado da religião.
Claro que todo mundo tem direito à opinião, mas nenhuma conquista é para sempre.
Direitos das mulheres, combate ao racismo, proteção a minorias e igualdade de oportunidades podem perder espaço a qualquer momento, por isso, dependem de defesa constante. O que pode parecer só um comentário em um programa de televisão, onde se diz que uma mulher trans não é uma mulher, no país onde a transfobia mais mata em todo o mundo, é um incentivo para a violência.
Dizer que homens estão perdendo espaço, em um país onde o feminicídio mata 4 mulheres por dia, também. A pergunta não é se o retrocesso é possível, mas se a reação da sociedade vai ter força para impedir esse avanço.
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Quer saber mais sobre como conquistas sociais e direitos considerados permanentes podem ser fragilizados quando a sociedade deixa de defendê-los ativamente? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Marco Ornellas
https://www.ornellas.com.br/
Confira também: O Que Narciso Acha Belo: Poder, Imagem e Narcisismo na Liderança Contemporânea
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Na Vida, Compare-se com a Pessoa Certa (Parte II de II)
Para muitos, infelizmente, a esperança de ser feliz reside em imitar, derrotar ou ser melhor do que alguém, de modo que a pessoa com quem se compara passa a ter mais atenção e importância do que ela mesma. Dá para ser feliz assim?
Dificilmente alguém vai ter um final feliz em alguma coisa, caso apenas fique se comparando ou competindo com os outros. Mesmo que uma pessoa consiga alguma vitória, conseguindo ser igual ou superando outra pessoa, existem grandes chances de esse sucesso ser temporário, frágil, vazio e sem sabor. A pessoa poderá começar a experimentar uma vida com um silêncio enlouquecedor. A fonte que alimenta uma vida de felicidade autêntica e realização plena, com a sensação de você estar no lugar certo fazendo a coisa certa, jorra dentro de cada um nós, não fora.
Agora, um importante alerta: em comparação a competir com os outros, competir contra si mesmo, com a sua versão de ontem, com certeza será mais difícil, estressante e desafiador.
Mas por certo será mais revelador e compensador. Competir com quem vemos diante do espelho também demandará mais disciplina, hábitos adequados, atitudes corretas, acreditar no próprio valor e desenvolver uma transparência e honestidade brutais consigo mesmo. Certamente a competição mais saudável e sustentável não é com os outros — é aquela com o seu eu de ontem.
Por outro lado, ignorar os outros e ter foco excessivo em si mesmo também pode ser um problema. Isso pode gerar uma forte desconexão com o mundo à sua volta. Além disso, pode trazer metas irrealistas, inadequadas, ultrapassadas e fora do “timing” adequado para a sua realização. Baixos padrões de referência também podem fazer com que a sua urgência diminua. Com isso, suas conquistas podem ficar muito aquém do que poderiam ser.
Imagine uma pessoa que quer aumentar a sua remuneração, mas não tem ideia do que o mercado pode oferecer. Ou um atleta que deseja uma vaga no time olímpico do esporte que pratica, mas não sabe quais são os tempos e indicadores dos concorrentes com quem vai disputar a vaga. A falta de referência pode atrapalhar sua evolução nos campos técnicos, intelectuais ou em qualquer outro em que a pessoa deseje se sobressair. Ou, ainda, se revelar para o mundo à sua volta.
Também existem benefícios em competir com os outros, quando são utilizados como referências, ou benchmarks, por contribuírem para elevar o nível dos indicadores a serem atingidos, possibilitando encurtar caminhos, por permitirem aprender com quem já está ou faz o que você gostaria para si. Em adição, podem ser um estímulo extra quando você não está em um bom dia, com pouca vontade ou desmotivado.
Quando você começa a competir com você, ao invés de apenas focar os outros, estes começam a deixar de ser fontes de ameaça ou inveja para começarem a ser referências de admiração, inspiração e motivação, para que você também alcance o sucesso, aquele que lhe pertence, de verdade.
A comparação pode trazer insights e aprendizados, mas cuidado para não definir o seu valor com base nas pessoas com que você se compara. O caminho para o sucesso reside dentro de você, não fora. No seu conjunto único, irreplicável e intransferível de talentos, necessidades de desenvolvimento, histórico de família, experiências de vida e outras variáveis que fazem parte do continuum da sua vida.
Na jornada da vida, não deveria haver concorrentes, apenas outras pessoas, ou companheiros de jornada, com desafios e destinos singulares, como é o seu. Se você precisa vencer alguém, é a você mesmo, seus medos e resistências, para liberar seus talentos e revelar o seu melhor. A verdadeira vitória não é ser melhor que alguém, mas sim ser a melhor pessoa que você pode ser.
Na vida, a única maneira de todos vencerem é se cada um se comparar com o seu eu de ontem. Buscar a cada dia se desenvolver, melhorar e entregar ao mundo sua singularidade, por meio de uma vida congruente com sua vocação, valores, aprendizados, experiências. E usufruir da certeza de que está em harmonia com o mundo ao seu redor.
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Um grande abraço,
Alexandre Ribas
https://www.sbrc.com.br
Confira também: Na Vida, Compare-se com a Pessoa Certa (Parte I de II)
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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