As Habilidades Que Mais Valorizam em 2026
Como desenvolver competências com mais direção e evoluir junto com o mercado de forma sustentável
O mercado muda mais rápido do que o currículo e, ao mesmo tempo, nunca tivemos tantas possibilidades de evolução como agora.
As exigências evoluem, sim. Mas você também pode evoluir com elas, com mais consciência, mais estratégia e ferramentas que ajudam a aprender, testar e transformar conhecimento em prática.
O ponto não é correr atrás de tudo, mas escolher melhor para onde ir, identificar quais competências realmente fazem sentido para o seu momento e construir um caminho possível de desenvolvimento.
As tendências de mercado têm apontado um padrão claro: o profissional mais valorizado não é aquele que domina uma única habilidade, mas quem consegue combinar tecnologia, pensamento crítico, aprendizagem contínua e comunicação.
E, nesse cenário, a inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência distante. Ela passou a ser uma aliada concreta para quem quer aprender melhor, ganhar repertório e se preparar com mais autonomia para as mudanças do trabalho.
As competências e habilidades que mais valorizam e mais importam no mercado, agora em 2026:
1) Alfabetização em IA: saber usar com intenção
A alfabetização em IA não significa virar especialista em tecnologia. Significa compreender como usar ferramentas de inteligência artificial para pensar, organizar ideias, pesquisar, revisar, criar, aprender e tomar decisões com mais qualidade.
Um bom ponto de partida é escolher uma ferramenta de IA e usá-la por 10 minutos ao dia em uma tarefa real: resumir um texto, estruturar uma apresentação, revisar uma mensagem, organizar um plano de estudos ou pedir exemplos de aplicação de um conceito no seu trabalho.
O mais importante não é “usar por usar”. É aprender a perguntar melhor, validar as respostas e adaptar o conteúdo ao seu contexto. A IA amplia possibilidades, mas o discernimento continua sendo humano.
2) Pensamento analítico: interpretar, não apenas consumir
Com tanta informação disponível, o valor não está apenas em acessar respostas rapidamente, mas em saber filtrar, questionar e decidir melhor.
Para desenvolver essa competência, comece praticando perguntas melhores. Quando receber uma resposta da IA, de uma notícia, de um relatório ou até de uma orientação profissional, pergunte: isso faz sentido no meu contexto? Quais são os riscos? O que pode estar faltando? Que outras leituras existem sobre esse tema?
Uma prática simples é pedir para a IA apresentar diferentes pontos de vista sobre um mesmo assunto. Depois, faça a parte mais importante: compare, reflita e tire suas próprias conclusões. Pensar bem virou mais importante do que responder rápido.
3) Adaptabilidade e aprendizagem contínua: seguir aprendendo sem se perder
O mercado não exige que você saiba tudo, mas pede que você continue aprendendo. Escolha uma habilidade por vez. Defina um ciclo curto de 30 a 90 dias. Use a IA para montar um plano simples, encontrar materiais confiáveis, criar exercícios, simular entrevistas, revisar aprendizados e transformar teoria em prática.
Ferramentas como o ChatGPT podem ajudar na estruturação de ideias e tarefas do dia a dia; o Gemini pode apoiar pesquisas, planejamento e criação; o Notebook LM é especialmente útil para estudar materiais, organizar fontes e gerar sínteses; o Perplexity pode apoiar pesquisas mais profundas com fontes; e outras ferramentas, como Claude, Lovable ou soluções criativas, podem ser exploradas conforme a necessidade de cada pessoa e contexto.
Não existe “a melhor IA” para tudo. Existe a ferramenta que faz mais sentido para o que você precisa aprender, resolver ou construir naquele momento.
4) Comunicação e influência: transformar conhecimento em conexão
Saber algo é importante. Mas conseguir explicar, posicionar e gerar entendimento é o que transforma conhecimento em oportunidade.
Para desenvolver essa competência, comece escrevendo mais: uma síntese do que aprendeu, uma reflexão profissional, um pequeno case, um comentário mais estruturado no LinkedIn ou uma mensagem mais clara para uma conversa importante.
A IA pode ajudar a organizar raciocínios, simplificar uma ideia complexa, ajustar o tom de uma comunicação ou preparar você para uma apresentação. Mas a sua voz, sua intenção e sua leitura de contexto continuam sendo essenciais.
Comunicação é a ponte. E, num mercado cada vez mais tecnológico, a capacidade de criar conexão humana ganha ainda mais relevância.
IA como parceira de desenvolvimento
Se antes aprender dependia quase sempre de tempo, curso e disponibilidade, hoje você pode criar um ecossistema de aprendizagem muito mais flexível.
Você pode usar IA para estudar, pesquisar, revisar, treinar, simular, comparar caminhos e testar ideias antes de colocá-las no mundo. Pode pedir um plano de estudos, transformar uma vaga em mapa de competências, criar perguntas para entrevista, revisar seu LinkedIn, organizar um portfólio ou estruturar um projeto simples.
O ponto não é terceirizar seu pensamento. É expandir sua capacidade de aprender com mais direção.
Um caminho prático é escolher uma competência, uma ferramenta e uma aplicação real. Por exemplo: usar IA por 30 dias para melhorar sua comunicação profissional; estudar uma competência técnica ligada à sua área; ou transformar aprendizados em um pequeno entregável, como um case, uma apresentação, um artigo ou uma melhoria aplicada no trabalho.
Sem pressão de perfeição. Com curiosidade, consistência e senso crítico. Ao invés de tentar acompanhar tudo, escolha um ponto de partida. Explore uma ferramenta. Desenvolva uma habilidade. Aplique no seu contexto.
A carreira não evolui no volume de informações que você consome, mas na direção que você escolhe sustentar.
E hoje, mais do que nunca, você tem recursos para construir esse caminho com mais autonomia, consciência e menos pressão. O futuro do trabalho não pede que você seja uma pessoa pronta. Pede que você continue aprendendo.
E esse talvez seja um dos movimentos mais importantes para 2026: não ter medo de experimentar, ajustar a rota e crescer junto com as mudanças, sem perder o que torna sua trajetória única.
Se você quer apoio para estruturar seu desenvolvimento, explorar o uso de IA na sua carreira ou acelerar sua evolução profissional com mais estratégia, buscar suporte profissional pode tornar esse caminho mais leve e consistente.
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Quer saber mais sobre quais competências e habilidades serão mais valorizadas no mercado em 2026 e como desenvolvê-las de forma estratégica para acompanhar as transformações do mercado de trabalho? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Natália Monetti
natalia.monetti@despertarcarreiras.com
https://www.despertarcarreiras.com
Confira também: Carreira com Sentido: Como Alinhar Valores, Escolhas e Dinheiro de Forma Consistente
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Inteligência Artificial: O Silêncio Onde Nasce a Dúvida
Há perguntas que não precisam apenas de uma resposta. Precisam de tempo. Tempo para ecoar, para encontrar outras lembranças, para conversar com experiências antigas e, aos poucos, transformar informação em compreensão. Talvez seja nesse intervalo silencioso, cada vez mais ameaçado pela urgência das respostas instantâneas, que continue nascendo a parte mais humana da nossa inteligência.
Outro dia percebi uma coisa curiosa, dessas que passam despercebidas na rotina do dia a dia, mas que, uma vez notadas, já não nos deixam em paz. Antes mesmo de formular completamente uma dúvida, minha mão já procurava o teclado. A pergunta ainda não havia encontrado lugar dentro de mim e eu já buscava uma resposta. Recebi uma resposta rápida, consistente, organizada, provavelmente melhor do que aquela que eu construiria sozinha naquele momento.
Continuei o trabalho, mas a sensação de estranhamento permaneceu. Alguma coisa havia sido economizada naquele processo e, no entanto, alguma coisa também parecia ter sido perdida. Dias depois pensei que havia perdido, sim, mas o tempo necessário para que a pergunta me transformasse.
Eu, que sempre fui grávida de ideias, abreviei o nascimento mais importante – o da dúvida.
Talvez porque eu pertença a uma geração que aprendeu a conviver com as perguntas por mais tempo. Não por virtude, mas por falta de alternativa. Havia dúvidas que nos acompanhavam durante dias, às vezes meses, enquanto caminhávamos, dirigíamos, esperávamos uma consulta, lavávamos a louça ou simplesmente olhávamos pela janela. A janela, aliás, anda perdendo uma concorrência desleal.
Sem perceber, estabelecíamos uma conversa silenciosa conosco mesmos, uma espécie de diálogo subterrâneo em que lembranças, leituras, experiências, afetos e intuições começavam a se aproximar até produzir uma compreensão que dificilmente surgiria pela simples soma das informações disponíveis. Não me lembro o autor que disse que um homem não é apenas ele mesmo, mas a cidade onde nasceu, os livros que leu, os lugares por onde passou, as pessoas que passaram por sua vida…
Tenho pensado que talvez a maior transformação provocada pela inteligência artificial não esteja na extraordinária capacidade de produzir respostas, mas na velocidade com que reduz o espaço entre a pergunta e sua solução. E esse intervalo, aparentemente vazio, talvez seja muito mais importante do que imaginamos. É nele que a dúvida amadurece, que o pensamento ganha densidade, que a criatividade estabelece conexões improváveis e que, muitas vezes, a própria consciência reorganiza aquilo que acreditávamos saber.
Ao longo desta série refletimos sobre produtividade, pensamento e tomada de decisão: o fazer, o pensar, o decidir. Em todos esses aspectos, a inteligência artificial amplia possibilidades e oferece recursos que dificilmente poderiam ser ignorados. Ela organiza, sintetiza, compara, sugere caminhos e desafia nossa própria capacidade intelectual. Seria um equívoco reduzir essa discussão a um embate entre homens e máquinas ou alimentar o velho medo de que a tecnologia nos substitua. A história da humanidade é também a história das ferramentas que criamos para ampliar nossas possibilidades.
Talvez a questão mais importante seja outra: o que acontece conosco quando deixamos de percorrer o caminho entre a pergunta e a resposta? Este artigo é sobre isso; o ser.
Há uma frase que atravessa séculos e continua ecoando porque fala de algo profundamente humano: “Ser ou não ser, eis a questão”. Costumamos lembrar de Hamlet como o personagem da dúvida, mas raramente nos detemos sobre um aspecto essencial daquela cena: ele não busca uma resposta externa. Não consulta um especialista, um conselheiro ou um oráculo. Sustenta um diálogo consigo mesmo, e é justamente nesse confronto interior que sua consciência se revela.
Brinco às vezes imaginando Hamlet vivendo em nossos dias. Talvez digitasse sua angústia em uma plataforma de inteligência artificial e recebesse, em poucos segundos, uma análise consistente, organizada em tópicos, com argumentos a favor e contra cada alternativa. A resposta provavelmente seria excelente. Ainda assim, continuaria faltando aquilo que faz daquela cena uma das mais poderosas da literatura: o tempo da elaboração, o conflito interno, a travessia silenciosa que transforma a pergunta em experiência.
Não me parece exagero pensar que a subjetividade humana se constitui justamente nesse espaço de elaboração. Nenhuma resposta, por mais sofisticada que seja, substitui o trabalho psíquico de conviver com a incerteza, de sustentar contradições, de permitir que ideias aparentemente desconexas se encontrem até produzir um novo significado. Talvez seja por isso que as perguntas mais importantes de nossas vidas raramente tenham respostas imediatas. Elas precisam de tempo. Como as boas conversas, os lutos, os amores, as mudanças de rumo e as grandes decisões, precisam ser vividas antes de serem compreendidas.
Acredito que a criatividade também nasça daí. Não da acumulação de informações, mas desse diálogo silencioso entre partes de nós que ainda não sabiam que precisavam se encontrar.
Um livro lido há trinta anos conversa com uma experiência recente; uma frase ouvida na infância reaparece durante uma reunião de trabalho; uma caminhada sem destino resolve um problema que horas diante da tela não conseguiram resolver. O pensamento humano nunca foi linear, sempre foi tecido – associação, memória, afeto e imaginação trabalhando juntos em um ritmo que dificilmente aceita ser acelerado.
É curioso observar que, em uma sociedade obcecada pela produtividade, também o silêncio passou a ser visto como desperdício, em que o tempo de espera, a contemplação, a dúvida e até o ócio criativo parecem exigir justificativa. Talvez por isso a promessa de respostas instantâneas nos seduza tanto. Ela elimina a angústia da incerteza, mas corre o risco de eliminar também o espaço onde essa incerteza produz crescimento.
Não escrevo movida por nostalgia ou por desconfiança em relação à inteligência artificial. Ao contrário. Tenho convivido intensamente com ela e reconheço o quanto pode ampliar horizontes, organizar ideias e enriquecer reflexões. A questão, para mim, nunca foi a tecnologia, mas o uso que fazemos dela. Ferramentas ampliam capacidades, mas não deveriam substituir experiências que nos constituem como sujeitos.
Talvez seja esse o paradoxo mais delicado deste tempo.
Quanto mais respostas temos à disposição, mais precisamos proteger nossa capacidade de formular boas perguntas; quanto maior a velocidade das soluções, maior a necessidade de preservar os espaços de silêncio em que elas deixam de ser apenas informações para se transformar em compreensão.
Ao terminar esta série sobre humanos e algoritmos, fico com a impressão de que a inteligência artificial nos desafia menos pelo que faz e mais pelo que nos obriga a perguntar sobre nós mesmos. Afinal, se ela é capaz de responder com eficiência crescente a quase tudo o que lhe perguntamos, talvez a questão decisiva não esteja nas respostas que ela produz, mas na qualidade das perguntas que continuamos dispostos a sustentar.
Porque, no fundo, não somos feitos apenas do que sabemos. Somos feitos também das dúvidas que aceitamos carregar, das conversas silenciosas que sustentamos conosco mesmos e desse intervalo aparentemente improdutivo em que uma pergunta, antes de encontrar uma resposta, encontra primeiro quem somos.
E talvez seja justamente aí, nesse território invisível entre o silêncio e a dúvida, que continue morando a parte mais humana da nossa inteligência.
Entre Humanos e Algoritmos
Este artigo foi o último de uma pequena série de reflexões sobre o trabalho na era da inteligência artificial, reunidas sob o título “Entre Humanos e Algoritmos”, onde discuti como essas tecnologias estão transformando não apenas a produtividade, mas também a forma como pensamos e tomamos decisões no ambiente profissional.
Para mais informações ou se quiser contratar meus serviços, então entre em contato pelo e-mail belfranchon@gmail.com.
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Quer saber mais sobre como a inteligência artificial pode transformar nossa relação com a dúvida, o silêncio e o pensamento humano? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Isabel C Franchon
https://www.q3agencia.com.br
Confira também: A Decisão Mediada por Algoritmos: Quando Decidir Deixa de Ser um Ato e Passa a Ser uma Validação
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Valores Corporativos: Entre a Parede e a Prática, um Abismo Chamado Liderança
(Esta história é fictícia. As empresas que ela descreve, infelizmente, não são)
Havia uma placa imponente no hall de entrada da Vektor Solutions.
Fonte “sans-serif clean”, fundo cinza chumbo, letras brancas em caixa alta. Custou R$ 4.800 mais instalação. O fornecedor entregou em dez dias úteis, conforme prometido. Era, objetivamente, uma bela peça de comunicação institucional, o tipo de objeto que faz visitantes tirarem foto antes de uma reunião importante.
INTEGRIDADE. PESSOAS. INOVAÇÃO. EXCELÊNCIA.
A placa estava lá havia três anos quando o conselho de administração decidiu fazer uma pergunta simples a Rafael Monteiro, CEO da empresa desde 2019. Uma pergunta que, em condições normais, qualquer líder responderia em menos de cinco segundos. Uma pergunta que, naquele contexto específico, era tudo menos simples.
“Rafael, quais são os valores da Vektor?”
O silêncio durou quatro segundos.
Quatro segundos podem parecer um detalhe irrelevante. Mas numa sala de reunião com oito conselheiros em expectativa silenciosa, pessoas que conhecem a diferença entre uma pausa de raciocínio e uma pausa de desconhecimento, quatro segundos são tempo suficiente para que uma carreira comece, silenciosamente, a desmoronar.
Liderança decorativa: quando o gestor conhece o negócio mas não conhece a empresa
Rafael Monteiro não era um mau gestor no sentido que o mercado costuma usar essa expressão. Os números de 2022 foram os melhores da história da Vektor. Ele tomava decisões rápidas, construía relacionamentos sólidos com os principais clientes e tinha o EBITDA de cor incluindo as variações trimestrais dos últimos quatro anos.
Era articulado nas apresentações ao conselho. Sabia exatamente o que dizer para tranquilizar investidores em momentos de turbulência. Contratava bem. Demitia quando necessário, sem arrastar o processo. No papel, era o tipo de executivo que aparece em listas de “CEOs para acompanhar.”
Mas Rafael sofria daquilo que poderíamos chamar de cegueira cultural seletiva uma condição silenciosa e progressiva em que o líder desenvolve uma capacidade quase cirúrgica de enxergar tudo que se mede em planilha e uma cegueira equivalente para tudo que se constrói em relacionamento, confiança e identidade coletiva.
Para Rafael, valores corporativos eram um assunto de RH. E o RH, por sua vez, fazia o que podia com o orçamento e a atenção que recebia que não eram muitos.
Essa divisão de responsabilidades parece razoável no organograma. Na prática, é uma das armadilhas mais comuns e mais silenciosas da liderança corporativa. Quando o CEO delega cultura, ele não está delegando uma função administrativa. Está sinalizando, de forma inequívoca, para toda a organização, que aquilo não é uma prioridade real. E as organizações, como sistemas sociais que são, interpretam sinais com uma precisão que nenhuma pesquisa interna consegue capturar completamente.
Como a Vektor chegou até ali: a história de quatro palavras sem dono
Em 2018, antes de Rafael assumir, a Vektor havia contratado uma consultoria especializada em “revisitar a cultura organizacional.” Foram três meses de trabalho: workshops com as lideranças, dinâmicas com post-its coloridos, entrevistas individuais com colaboradores selecionados e uma apresentação final com 47 slides bem diagramados.
O resultado desse processo foi INTEGRIDADE. PESSOAS. INOVAÇÃO. EXCELÊNCIA — quatro palavras escolhidas por consenso entre os participantes dos workshops, validadas em uma pesquisa interna com amostra representativa, aprovadas pelo conselho em reunião ordinária.
A placa foi encomendada. Os crachás foram atualizados com os novos valores impressos no verso. O site corporativo foi reformulado. O deck de apresentação institucional ganhou um slide dedicado. O manual do colaborador foi reescrito para incorporar as quatro palavras em pelo menos três seções diferentes.
E então a consultoria foi embora. E a vida seguiu.
O problema não estava nas palavras escolhidas, integridade, pessoas, inovação e excelência são valores perfeitamente legítimos para qualquer organização que pretenda prosperar no longo prazo. O problema estava no que aconteceu depois de escolhê-las: absolutamente nada de substancial.
Integridade:
A Vektor tinha o hábito consolidado de atrasar pagamentos a fornecedores de menor porte, sabendo que eles não tinham capacidade financeira nem poder de barganha para questionar ou romper o contrato. Era uma prática conhecida internamente, naturalizada como “gestão de fluxo de caixa.”
Pessoas:
O turnover na operação era de 34% ao ano — um número que, em qualquer empresa que leva o valor “pessoas” a sério, seria, sem dúvida, tratado como emergência. Na Vektor, ninguém havia investigado as causas com profundidade. A área de RH realizava entrevistas de desligamento, mas os relatórios raramente chegavam à mesa da diretoria.
Inovação:
A última “feature” relevante do produto havia sido lançada em 2020. Desde então, a área de produto vivia em modo de manutenção, priorizando estabilidade em detrimento de evolução. Nenhuma decisão estratégica havia sido questionada sob a ótica de “isso é o que uma empresa inovadora faria?”
Excelência:
O “Net Promoter Score” dos clientes havia caído 18 pontos em dois anos. O assunto entrava ocasionalmente em relatórios operacionais, mas não figurava na pauta das reuniões de diretoria onde as discussões gravitavam, invariavelmente, em torno de receita, margem e pipeline comercial.
Rafael sabia de tudo isso. Não porque fosse negligente, mas porque considerava esses temas consequências naturais de um mercado competitivo e problemas operacionais a serem resolvidos pelos respectivos gestores de área, não sintomas de um desalinhamento cultural mais profundo.
A reunião que a empresa não viu chegar mas deveria
A pergunta do conselho não surgiu do nada. Havia sido antecedida por seis meses de sinais que, individualmente, poderiam ser descartados como ruído; em conjunto, formavam um padrão inegável.
Uma denúncia anônima no canal de compliance relatava que um diretor de operações estava impondo metas reconhecidamente impossíveis à sua equipe, com linguagem intimidadora nas reuniões de revisão semanal. Uma investigação interna havia sido iniciada, mas os resultados ainda não eram conclusivos.
Um ex-colaborador da área de produto havia publicado no LinkedIn um relato detalhado sobre o que chamou de “cultura de silêncio” na empresa — onde discordâncias com as lideranças seniores eram, na prática, desestimuladas. O post havia gerado mais de 200 comentários e sido compartilhado por pessoas dentro e fora do setor.
Dois clientes estratégicos, responsáveis juntos por 18% da receita recorrente, não haviam renovado contrato no vencimento anual. Ambos haviam dado respostas evasivas sobre os motivos o que, para conselheiros experientes, é frequentemente mais revelador do que uma reclamação explícita.
O conselho havia feito seu dever de casa. Havia conversado com pessoas-chave. Havia lido os relatórios que Rafael não havia priorizado. E havia chegado à reunião com uma hipótese clara e a pergunta sobre os valores era o teste dessa hipótese.
Rafael chegou à reunião sem saber que era um teste.
Quando ele finalmente respondeu “Integridade… pessoas… e mais dois que não estou lembrando agora” com um sorriso levemente defensivo, como quem minimiza uma falha menor, algo na sala mudou de temperatura. Não houve confronto. Não houve discurso. Houve algo mais difícil de administrar: a formalização silenciosa do óbvio.
Três semanas depois, Rafael recebeu uma convocação para reunião extraordinária do conselho.
Foi de terno. Saiu sem o cargo.
O que esse caso revela para quem trabalha com desenvolvimento de liderança
A história de Rafael não é uma história sobre memória fraca ou desatenção pontual. É uma história sobre desconexão estrutural entre discurso e prática, um dos fenômenos mais estudados e, paradoxalmente, menos resolvidos da gestão organizacional contemporânea.
Pesquisas recentes apontam que a cultura organizacional é o principal preditor de atrito de talentos acima de remuneração, modelo de trabalho e oportunidades de crescimento. E a cultura, em qualquer organização, emana de cima para baixo. Não porque os líderes queiram isso ou planejem dessa forma, mas porque as pessoas observam, interpretam e replicam os comportamentos de quem está no topo, especialmente em situações de ambiguidade ou pressão.
Quando o CEO não sabe articular os valores da organização, então a mensagem que chega à base não é “ele esqueceu.” A mensagem é: isso não importa de verdade. Pode ser desconsiderado quando conveniente.
Para coaches executivos e consultores de cultura, o caso da Vektor oferece três perguntas diagnósticas que valem mais do que qualquer assessment padronizado:
1. O líder consegue articular os valores da organização sem consultar nenhum material, com convicção e exemplos concretos do cotidiano?
Não de forma decorada como um slogan, mas de maneira que revele internalização real.
2. As decisões tomadas nos últimos seis meses sobre contratação, demissão, promoção, alocação de budget e resposta a crises são coerentes com esses valores?
Decisões são o maior revelador de cultura real. O que a empresa faz quando há “trade-off “entre resultado de curto prazo e um valor declarado?
3. Quem está abaixo desse líder percebe essa coerência no dia a dia?
A pergunta mais honesta de todas e a que é, raramente, feita enquanto ainda há tempo de agir.
A placa continuou na parede
Depois que Rafael saiu, a Vektor contratou uma nova CEO. Uma das primeiras coisas que ela fez foi convocar uma reunião com todas as lideranças para uma única pauta: “O que esses quatro valores significam, na prática, nas decisões que vamos tomar amanhã?”
A reunião durou quatro horas. Sem apresentação preparada. Sem slides. Só conversa honesta sobre onde a empresa estava, de fato, alinhada com o que pregava e onde havia uma distância que precisava ser reconhecida antes de ser endereçada.
Foi a reunião mais desconfortável do ano. E também a mais produtiva.
A placa continuou no hall de entrada. Bonita. Com a mesma fonte, o mesmo fundo cinza chumbo, as mesmas letras brancas. Mas desta vez, havia pessoas que sabiam e se cobravam mutuamente pelo que estava escrito nela.
Valores que não se traduzem em comportamento não são valores. São mobília.
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Walter Serer
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O Relacionamento Precisa de Olhar: A Importância de Se Sentir Visto e Valorizado
Todo relacionamento precisa de presença, mas presença verdadeira vai muito além de estar fisicamente ao lado de alguém. Precisamos nos sentir vistos, reconhecidos e valorizados por quem escolhemos amar.
Quando um casal deixa de se olhar com interesse e curiosidade, a relação pode entrar no piloto automático.
As responsabilidades do dia a dia, os compromissos e a rotina passam a ocupar tanto espaço que, aos poucos, a conexão emocional enfraquece. As pessoas continuam juntas, mas nem sempre continuam se encontrando.
Ser visto é sentir que nossa existência importa para o outro. É perceber que nossos sentimentos, opiniões, sonhos e transformações são acolhidos e respeitados.
O amor não se sustenta apenas pela permanência. Ele se fortalece quando duas pessoas continuam se escolhendo, se enxergando e se reconhecendo ao longo do caminho.
Em um relacionamento saudável, não precisamos abrir mão de nossa identidade para pertencer ao casal. Pelo contrário, o vínculo se fortalece quando cada pessoa pode ser quem é, preservando sua autonomia e individualidade.
O amor amadurece quando existe espaço para o diálogo, para a escuta e para o reconhecimento mútuo.
Não basta dividir a vida com alguém; é preciso compartilhar presença, interesse e reconhecimento. Quem se sente visto sente que pertence.
Pequenos gestos de atenção, palavras de apreciação e momentos de qualidade ajudam a manter viva a sensação de que continuamos sendo escolhidos.
Relacionamentos duradouros não sobrevivem apenas pelo tempo de convivência. Eles florescem quando existe, de fato, a decisão consciente de continuar olhando para o outro, descobrindo quem ele é hoje e legitimando sua presença na relação.
Não basta dividir a vida com alguém; é preciso compartilhar presença, interesse e reconhecimento. Quem se sente visto sente que pertence.
Um relacionamento sem cobrar perfeição, mas lembrando da importância do cuidado, da atenção e da validação mútua.
Sentir-se amado é importante. Sentir-se visto é essencial.
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Até o próximo artigo!
Márcia Rosa
https://www.marciarosaconsultoria.com.br
Confira também: O Mal-Entendido na Comunicação e Seus Impactos nos Relacionamentos
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Desafio da Autovalorização: 10 Comportamentos para Mudar Sua Vida!
A autovalorização é essencial para qualquer pessoa que deseja ter mais plenitude, realização, amor e prosperidade. Sem ela a vida se torna difícil e complexa. Pode parecer bem simples o conceito e a aplicação prática, para trazer tantos resultados auspiciosos, no entanto acredite isto faz toda diferença.
Este artigo pode te trazer clareza e ser uma contribuição real para você.
Se você fizer a leitura até o final poderá ter mais leveza e facilidade, ou você pode escolher parar a leitura, e continuar tendo os mesmos resultados financeiros, afetivos, familiares e de saúde.
Gostaria de me apresentar, meu nome é Ádria Gutman, sou Bióloga desde 2005, Consteladora, Renascedora, Biomagnetista, Facilitadora do Jogo Terapêutico Maha Lilah, terapeuta há mais de 10 anos, pós-graduanda em Psicologia Junguiana e no segundo ano de Faculdade de Psicologia.
O que é autovalorização?
Autovalorização vem das palavras, auto (você mesmo) e valor (algo precioso). Se unimos as duas palavras, representa reconhecimento do brilho, potência e grandeza que dormita dentro do ser humano. Você reconhece o ser humano incrível que é?
Sinais da autodesvalorização
Os sinais perceptíveis de autodesvalorização são:
- Carência;
- Insegurança;
- Se humilhar por um pouco de atenção;
- Trabalhar com o que não ressoa com o chamado de alma;
- Falta de reconhecimento dos talentos naturais;
- Dificuldade com relação ao corpo;
- Relacionamento afetivo tóxico e abusivo;
- Compulsão alimentar;
- Etc.
A lista pode ser bem extensa, então vou parar por aqui.
Por que a autovalorização é importante?
Quando uma pessoa nutre autovalor tudo em sua vida flui com mais leveza e facilidade, porque ela sabe quem é. Reconhece todas as suas particularidades internas, já se perdoou por tudo e se absorveu do passado. Consequentemente a sua vida financeira é abundante, pois o dinheiro tem relação direta com o autovalor.
Afinal o dinheiro tem a energia da possibilidade e do valor.
Além da vida financeira, uma pessoa que possui o autovalor genuíno, atrai relações nutritivas e significativas, em outras palavras, a vida a tratará da mesma forma que ela se trata, portanto, a área afetiva é impactada positivamente.
Desafio da autovalorização: 10 comportamentos para mudar sua vida!
1. Como se valorizar em um relacionamento
Comece reconhecendo suas raízes, ou seja, seus pais e avós. Pois os ancestrais são fundamentais para que haja equilíbrio, nos relacionamentos. Reconheça, perdoe, libere e agradeça.
2. Como se valorizar depois de um término
Liste o que gosta e volte a fazer, se trate com carinho, amor e muita paciência, principalmente nesta fase.
3. Autovalorização profissional: como se valorizar no trabalho?
Verdade, que você gosta do que faz?
Se a resposta foi não, como seria se auto-observar e ver quais são as suas reais aptidões? Valorize o seu dom natural isto é autovalor, caso goste do que faz atualmente, pratique a gratidão.
4. Aprenda a se valorizar respeitando seus limites
Dizer não, é a forma mais saudável de praticar o governo de sua própria vida e se colocar em primeiro lugar. Em outras palavras viver de fato tendo autovalor.
A maioria das pessoas não cresceu sabendo como colocar os limites nos outros, se isto não fosse assim, não haveria nenhuma dificuldade com relação a se posicionar, ou ouvir as críticas alheias. Seja o mais sincero que puder, por mais doloroso que seja, quando se reconhece e se cura as feridas internas, falar não é um processo natural e fácil.
5. Aprenda a tomar decisões e sair da zona de conforto
O ego ama a zona de conforto, afinal ele quer controlar absolutamente tudo e sofre muito por isto.
No entanto, para ter leveza e facilidade na vida é preciso deixar a vida nas mãos do Self, ou centelha divina.
O Self ao contrário do ego, ama a mudança, crescimento e expansão. Então sugiro que pratique o caminho interno, ouse desafiar o seu ego, através da terapia e exercícios guiados pode iniciar este caminho e consequentemente conseguirá aprender a soltar e confiar na vida.
E com naturalidade sairá da zona de conforto e tomará decisões mais assertivas, de acordo com o que é verdadeiro para você.
6. Reconheça as suas habilidades e competências
Todo ser humano possuiu uma assinatura única no universo, alguém pode copiar o seu produto, mas jamais copiará quem você é.
As habilidades natas são aquelas que você faz com muita facilidade, exemplos: Escrever, falar, pintar, cantar, negociar, liderar, criar, cuidar, proteger, ensinar, gravar etc.
Reconheça as suas competências e aquilo que faz com facilidade, isto é autovalor.
7. Exercícios para autovalorização e autoestima
Não sei se você conhece, mas pode praticar o Ho’oponopono voltado para o autovalor, vou deixar um exercício aqui de presente para você e se depois quiser se aprofundar neste mundo lindo da autovalorização, basta entrar em contato comigo, será uma honra te acompanhar neste processo.
Exercício:
“Divino criador, limpe em mim todas as memórias de dor de autodesvalorização, que estão impregnadas em meu corpo físico, emocional, mental, espiritual e todos os meus registros. Limpe, purifique, seccione e transmute tudo isto em luz pura, está feito. Sinto muito, me perdoe, sou grata, te amo.”
Repita este exercício 108 vezes pelos próximos 21 dias.
8. Afirmações e frases de autovalorização
Além do exercício assim sugiro que pratique com as seguintes frases:
- Eu sou valor.
- Eu sou potência.
- Eu sou a magnificência em formato humano.
- Eu me reconheço agora.
9. Como se amar e se valorizar com autoconhecimento
Através do autoconhecimento e com a autocura, se valorizar e ter amor-próprio tornar-se algo natural. Em outras palavras é um processo natural de uma jornada profunda do autoconhecer.
Navegar em águas profundas, para reconhecer a grandeza e a potência que se é, faz toda diferença a curto, médio e longo prazo.
Vivemos em uma época maravilhosa, hoje em dia temos várias práticas e abordagens terapêuticas que nos fazem, percorrer este caminho, com facilidade, clareza e com mais rapidez.
Desenvolver o autovalor não precisa ser difícil ou complicado, são escolhas.
10. Terapia do amor: como se valorizar? CTA para sessão com você!
Trabalho com um desafio que se chama o desafio de se amar, nele trabalho com exercícios exclusivos para aumentar o amor-próprio e o autovalor.
Além claro de terapias de aprofundamento, para contribuir com a particularidade de cada situação.
Então se você quer experimentar algo novo, com exercícios focados para a sua situação emocional e o seu caso, basta entrar em contato, será uma honra e um prazer muito grande, acompanhar a sua jornada pessoalmente.
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Cuide-se com amor!
Grande abraço,
Ádria Gutman
https://www.instagram.com/adriacursos/
Confira também: A Vida Afetiva É Uma Bússola das Feridas Emocionais
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Times de Alta Performance Sustentável: Quando Resultado e Saúde Mental Caminham Juntos
Durante muito tempo, a imagem de uma equipe de alta performance esteve associada a jornadas exaustivas, pressão constante e pessoas sempre operando no limite.
Aprendemos que esse modelo até pode gerar resultados no curto prazo, mas dificilmente se sustenta ao longo do tempo. E o tempo que dura, deixa marcas na saúde mental e nos índices de saúde, engajamento e inovação.
Ninguém inova quando opera no medo e na pressão. Pelo contrário, produção sem conexão e cuidado vira piloto automático e sobrevivência.
Hoje, empresas que desejam crescer de forma consistente precisam fazer uma reflexão importante: não existe alta performance sustentável sem saúde mental.
Isso não significa ausência de cobrança, diminuir metas, não desafiar ou ser paternalista. Pelo contrário. Times que performam bem são formados por pessoas que assumem responsabilidades, se desafiam, se cobram, divergem entre si, colocam os problemas na mesa, trocam feedbacks e sentem-se à vontade para falar e questionar, sem medos.
A diferença está na FORMA como se cobra. Na forma como se FALA. Ou não se fala.
Times de alta performance funcionam a base de conversas desafiadoras e feedbacks constantes. Esses são ingredientes chaves que ao mesmo tempo: cuidam e desenvolvem pessoas.
Quando a pressão se torna excessiva e agressiva acontece a desconexão, o ataque ou o silêncio. E ambos matam os times. Matam o sentimento de pertencer, matam o respeito, matam a saúde mental.
Em times de alta performance sustentável os líderes são capazes de equilibrar cobrança e suporte. Os erros são tratados como oportunidades de aprendizado. Os feedbacks são utilizados como instrumento de evolução, não de punição. O foco está em gerar resultados sem comprometer a saúde das pessoas durante o processo. O resultado é focado, mas o caminho para se chegar nele importa! E muito!
A saúde mental, nesse contexto, não é apenas uma questão de bem-estar individual. Ela se torna um fator estratégico para o negócio. Profissionais emocionalmente equilibrados tomam melhores decisões, lidam melhor com mudanças, constroem relações mais saudáveis, inovam, contribuem e, sem dúvida, o mais importante: sentem-se seguros para levar a si mesmo para as empresas.
Isso mesmo. Não batem apenas metas. Levam a si mesmos – sem máscaras, sem medos, sem adoecimento.
É preciso entender que não há conexão, engajamento e alta performance sem saúde mental e o papel da liderança é fundamental nessa construção. Líderes influenciam, modelam comportamentos e culturas. Quando promovem confiança, clareza, feedbacks e conversas abertas, criam então um ambiente em que as pessoas podem entregar seu melhor.
No final das contas, a pergunta que toda organização deveria fazer não é apenas “quais resultados queremos alcançar?”, mas também “como queremos alcançá-los?”.
A verdadeira alta performance não acontece quando as pessoas se sacrificam continuamente para atingir metas. Ela acontece quando equipes desenvolvem a capacidade de gerar resultados extraordinários de forma saudável, consistente e sustentável ao longo do tempo.
E você, já sentiu na pele essa relação direta entre alta performance e saúde mental?
Eu sou Ellen Ravaglio e a minha coluna “Alta Performance & Saúde Mental” tem como objetivo instigar a exercitar o autocuidado, o cuidar do outro e do negócio de forma consciente e sustentável.
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Ellen Ravaglio
https://www.vikaas.com.br
www.linkedin.com/in/ellenravaglio-coach-lideres
vikaas@vikaas.com.br
Confira também: Você Conhece (e Usa) o Modelo de Bem-Estar PERMA-V?
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A Engenharia do Feedback: Transformando a Crítica em Ajuste de Rota
Uma das maiores dificuldades do líder iniciante não está em identificar problemas, mas em intervir sobre eles de forma eficaz.
Saber que algo não está funcionando é relativamente simples. O desafio real é conseguir ajustar o comportamento do outro sem gerar resistência, ruído ou desengajamento.
É nesse ponto que o feedback deixa de ser uma conversa pontual e passa então a ser um processo de engenharia comportamental.
Feedback não é opinião. É intervenção.
Na prática, muitos líderes tratam feedback como uma espécie de desabafo estruturado.
Falam o que pensam, apontam erros, sugerem melhorias — e acreditam que isso, por si só, será suficiente para gerar mudança, mas não é.
Comportamento humano não se altera por exposição à opinião. Ele se ajusta por estímulo, consequência e repetição.
Quando o feedback não considera isso, então ele se torna apenas informativo — e informação, isoladamente, raramente muda comportamento.
O erro clássico: feedback genérico
Frases como:
- “Você precisa ser mais proativo;”
- “Tem que melhorar sua comunicação;”
- “Faltou mais atenção.”
são comuns — e pouco eficazes.
Elas não indicam:
- qual comportamento específico precisa de ajuste;
- em qual contexto ocorreu;
- qual o impacto gerado;
- o que deve ser feito de forma diferente;
Sem isso, o liderado sai da conversa com uma sensação vaga de cobrança, mas sem clareza de ação.
E sem clareza, não há execução.
O feedback como ajuste de rota
Um feedback eficaz funciona como um sistema de correção.
Ele precisa responder, de forma objetiva, quatro perguntas a saber:
- O que aconteceu?
- Qual foi o impacto?
- O que precisa mudar?
- Como deve ser feito na próxima vez?
Esse formato reduz interpretação, elimina ambiguidade e aumenta assim a probabilidade de mudança real.
Na prática de campo, líderes que estruturam feedback dessa forma conseguem algo importante: transformar erro em aprendizado operacional.
O papel da biologia no processo
Sob pressão, o cérebro humano tende a entrar em estado defensivo.
Quando o feedback é percebido como ataque, então o sistema de ameaça é ativado. E nesse estado, a capacidade de escuta e aprendizado diminui drasticamente.
Por isso, a forma como o feedback é conduzido é tão importante quanto o conteúdo.
Alguns pontos são críticos:
- separar comportamento de identidade;
- focar em fatos, não em julgamentos;
- manter o tom objetivo;
- evitar exposição pública.
O objetivo não é “amenizar” a mensagem, mas garantir que ela seja, de fato, processada, e não rejeitada.
Frequência: o que molda comportamento
Outro erro comum é tratar feedback como um evento raro.
Feedback eficaz não acontece apenas em momentos formais. Ele ocorre no dia a dia, de forma contínua.
Pequenos ajustes, feitos com frequência, têm certamente mais impacto do que grandes conversas esporádicas.
Porque comportamento não muda por intensidade. Muda por consistência.
Feedback positivo também é ferramenta de gestão
Existe uma tendência de associar feedback apenas à correção de erros; isso é limitado.
Reconhecer comportamentos adequados é, sem dúvida, fundamental para reforçar padrões desejados.
Quando o líder aponta com clareza o que foi bem executado, ele aumenta assim a probabilidade de repetição daquele comportamento.
Ou seja, o feedback positivo não é elogio.
É reforço de padrão.
O ponto de maturidade do líder
Líderes iniciantes evitam feedback por desconforto ou entregam feedback de forma imprecisa.
Líderes mais experientes entendem que feedback é parte central da gestão.
Eles não esperam o problema crescer. Eles ajustam rapidamente.
Essa agilidade reduz conflitos, melhora a performance e aumenta a confiança do time.
Porque o time percebe algo importante: existe direção.
Conclusão
Feedback não é sobre dizer o que precisa ser dito. É sobre gerar a mudança que precisa acontecer.
Quando estruturado corretamente, ele deixa de ser uma conversa difícil e passa a ser uma ferramenta de ajuste de rota contínuo.
E é isso que sustenta a execução.
Porque no fim, liderar não é apenas definir o caminho.
É garantir que as pessoas consigam se ajustar ao longo dele.
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Sérgio Albuquerque Jr.
Consultor empresarial, mentor de líderes e especialista em execução comercial. Atua há mais de 10 anos no desenvolvimento de pessoas e equipes, com trajetória iniciada aos 15 anos e sólida experiência em vendas na indústria farmacêutica e em consultoria nas áreas comercial e organizacional.
https://www.sergioalbuquerque.com.br
Confira também: O Líder que Sabe Ler Pessoas: Avaliações Comportamentais na Gestão
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Procrastinação e Autossabotagem: O Silêncio Que Nos Consome
Existe um inimigo que não bate à porta — ele já mora dentro de casa. A procrastinação se disfarça de cautela, de cansaço, de “amanhã eu faço com mais calma”. Mas os estoicos sabiam bem o que ela realmente é: um desperdício silencioso da única coisa que jamais se recupera — o tempo.
O estoicismo, escola filosófica fundada na Grécia Antiga e desenvolvida por pensadores como Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio, não prometia uma vida sem dor ou dificuldades. Sua proposta era outra: ensinar o ser humano a viver com lucidez, responsabilidade e firmeza diante daquilo que não pode controlar. Para os estoicos, a paz não nasce da ausência de problemas, mas da capacidade de agir com virtude mesmo em meio ao caos. E talvez seja exatamente por isso que o estoicismo continua tão atual em uma época marcada pela ansiedade, dispersão e adiamento constante da vida.
Marco Aurélio, filósofo estoico e Imperador de Roma, escreveu em suas Meditações: “Não desperdices o resto de tua vida em pensamentos sobre outras pessoas.” Mas há um desperdício ainda mais íntimo — o de adiar a própria existência.
Quando adiamos o que importa, não estamos apenas perdendo tempo. Estamos, pouco a pouco, perdendo a nós mesmos.
A autossabotagem é a forma mais sofisticada de covardia. Não é preguiça — é medo com roupagem racional. O sabotador interno constrói argumentos brilhantes para a inação: “Não estou preparado”, “O momento não é ideal”, “E se eu falhar?”.
Sêneca, com sua brutalidade habitual, responderia: enquanto adiamos, a vida passa.
O problema não é a tarefa difícil que está à frente. O problema é a relação que estabelecemos com o desconforto. Vivemos numa era que transformou a evitação em virtude — chamamos de autocuidado o que muitas vezes é fuga, e de “respeitar os próprios limites” o que é, na verdade, recuar diante de quem poderíamos nos tornar.
Os estoicos propunham o oposto: o amor pelo que é necessário. Não a resignação passiva, mas a escolha ativa de encarar o que precisa ser feito — agora, com o que se tem, como se é.
Epicteto, que nasceu escravo, entendia que a liberdade verdadeira começa exatamente onde a desculpa termina.
Lembre-se: Se tiver uma desculpa, não a dê.
Então, a pergunta que merece fazermos com honestidade — não como retórica, mas como espelho — é esta:
Você está vivendo como alguém que respeita o próprio tempo? Ou está construindo, dia após dia, uma vida adiada?
O momento de agir nunca será perfeito. Mas ele sempre será agora.
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Até o próximo artigo.
Um abraço,
Cleyson Dellcorso
https://www.dellcorso.com.br/
Confira também: A Mente Acelerada Não Avisa Quando Chega
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
Participe da Conversa
É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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