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Aluguel Consignado e o Risco de Comprometer o Futuro em Parcelas

Entenda como o aluguel consignado pode comprometer sua renda futura. Veja por que avaliar parcelas, dívidas, orçamento e sonhos antes de assumir novos compromissos é essencial para preservar equilíbrio financeiro e capacidade de escolha.

Aluguel Consignado: O Risco de Comprometer Sua Renda

Aluguel Consignado e o Risco de Comprometer o Futuro em Parcelas

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria o chamado “aluguel consignado”, uma nova modalidade de garantia para contratos de locação que permite o desconto de parte do salário diretamente na folha de pagamento. Pelo texto aprovado, o desconto poderá chegar a 30% da remuneração e poderá ser utilizado por empregados da iniciativa privada, servidores públicos, aposentados e pensionistas. A proposta também prevê que, em determinadas situações, o trabalhador transferido de cidade por exigência do empregador não tenha de pagar multa pela devolução antecipada do imóvel. O projeto ainda será analisado pelo Senado e, caso seja aprovado, dependerá de sanção presidencial para entrar em vigor.

A proposta parte de uma lógica compreensível: facilitar o acesso à moradia, reduzir a necessidade de fiador ou caução e oferecer ao proprietário uma garantia adicional contra a inadimplência. Mas existe uma segunda dimensão dessa discussão que precisamos considerar com a mesma atenção:

Quanto da renda de uma pessoa pode ser comprometido antes que ela tenha dificuldades para manter seu padrão de vida, realizar seus sonhos e lidar com as demais despesas da família?

Essa pergunta ganha ainda mais importância porque o aluguel consignado surge em um momento de expansão das possibilidades de crédito vinculadas diretamente à renda dos trabalhadores. O consignado tradicional, o Crédito do Trabalhador e outras formas de financiamento já fazem parte da realidade de milhões de brasileiros. Se a nova modalidade avançar, teremos mais uma obrigação capaz de disputar espaço dentro do mesmo salário.

E é justamente aí que começa uma discussão que considero muito mais importante do que simplesmente saber se o aluguel poderá ou não ter o desconto em folha: o trabalhador está conseguindo enxergar o conjunto de compromissos que está assumindo ou está apenas avaliando se consegue pagar mais uma parcela?

Existe uma diferença fundamental entre ter capacidade de contratar uma parcela e ter capacidade de sustentar uma vida financeira equilibrada. Uma pessoa pode conseguir assumir um empréstimo, um financiamento, um cartão de crédito ou, eventualmente, um aluguel consignado individualmente. A dificuldade aparece quando todas essas decisões são analisadas separadamente e os compromissos passam a disputar o mesmo salário. É nesse ponto que a educação financeira se torna indispensável.


O salário que chega cada vez menor

Uma pesquisa realizada pela ABEFIN em parceria com o Instituto Axxus de Pesquisas, ligado à Unicamp, mostra que 83% dos trabalhadores que contrataram o Crédito do Trabalhador não sabem quanto pagam de juros na operação. Outros 69% não avaliaram o impacto da contratação sobre o orçamento familiar, enquanto 36% utilizaram o crédito para quitar outras dívidas.

Esses números revelam algo preocupante: muitas vezes, a decisão de contratar crédito acontece antes de uma compreensão real de seu custo e de seus efeitos sobre a vida financeira.

O problema não está necessariamente na parcela. Está no que acontece depois dela. Quando uma parcela é descontada automaticamente, existe uma sensação de que aquela obrigação está sob controle. Afinal, o pagamento já acontece antes mesmo de o dinheiro chegar às mãos do trabalhador. Mas isso não significa que o compromisso deixou de existir. Pelo contrário. Ele representa uma redução permanente da renda disponível durante determinado período. E renda comprometida significa também menos dinheiro disponível para outras necessidades da família.

Quanto maior a parcela do salário destinada a compromissos financeiros, menor é o espaço para poupar, investir, realizar sonhos e lidar com mudanças na vida.

Um trabalhador pode até conseguir pagar todas as contas, mas viver com uma margem muito pequena para construir o futuro que deseja. Esse é um aspecto pouco discutido quando falamos de crédito. Costumamos perguntar se a pessoa conseguirá pagar a prestação. Deveríamos perguntar também o que ela deixará de fazer enquanto estiver pagando aquela prestação.

Porque cada parcela carrega uma escolha. O dinheiro utilizado hoje para pagar uma dívida deixa de estar disponível amanhã para realizar um sonho. Pode ser a viagem que nunca acontece, a casa que demora mais para ser conquistada, o curso que é adiado, o negócio próprio que não sai do papel ou simplesmente a possibilidade de construir uma reserva financeira.

Por isso, não podemos confundir crédito com aumento de renda. Ele antecipa o uso de um dinheiro que ainda receberemos. Essa diferença parece simples, mas muda completamente nossa relação com o consumo. Quando alguém recebe uma oferta de crédito e enxerga apenas o valor da parcela, pode acreditar que ganhou poder de compra. Mas, na realidade, ganhou uma obrigação futura.


Mais crédito, menos dinheiro disponível

O cenário fica ainda mais delicado quando uma dívida é contratada para pagar outra. Substituir uma dívida cara por uma mais barata pode ser uma decisão racional. Mas, quando o crédito serve apenas para adiar um desequilíbrio que continua existindo, cria-se um ciclo perigoso. O trabalhador paga uma dívida, contrata outra, compromete novamente parte da renda e passa a depender de novas soluções para manter o orçamento funcionando. O problema deixa de ser pontual e passa a fazer parte da estrutura financeira da família.

O próprio levantamento da ABEFIN mostra essa realidade: 36% dos trabalhadores que contrataram o Crédito do Trabalhador utilizaram o dinheiro para quitar outras dívidas. Não há nada de errado em utilizar um crédito mais barato para reorganizar uma dívida mais cara. O problema está em fazer isso repetidamente sem modificar a relação com o dinheiro.

Quando o crédito passa a ser utilizado para financiar o próprio orçamento mensal, ele deixa de cumprir uma função pontual e começa a ocupar uma parcela cada vez maior da renda futura. É nesse momento que a pessoa pode perder de vista aquilo que deveria estar no centro de suas decisões financeiras: seus sonhos.

A educação financeira não deve ensinar apenas a pagar contas. Ela precisa ajudar a pessoa a compreender que dinheiro também é instrumento para construir uma vida desejada. Quando uma parcela ocupa parte significativa da renda durante anos, não estamos falando apenas de uma obrigação financeira. Estamos falando de escolhas que deixam de ser possíveis naquele período.


O risco de olhar apenas para a parcela

Uma das armadilhas mais comuns do crédito é justamente a facilidade de pensar em parcelas. “Cabe no meu salário” é uma frase que pode esconder uma realidade muito diferente. Uma parcela pode caber isoladamente. Duas também. Três talvez. O problema aparece quando somamos aluguel, empréstimos, cartão de crédito, financiamentos, despesas domésticas, alimentação, transporte, educação e todas as demais necessidades.

O que precisa ser observado é quanto realmente sobra depois de todos esses compromissos. A pergunta mais importante, portanto, não é apenas quanto uma pessoa consegue pagar por mês. É quanto da renda precisa permanecer disponível para que ela consiga viver, poupar e realizar seus sonhos. Essa visão é especialmente importante quando falamos de despesas recorrentes, como o aluguel.

Se o projeto entrar em vigor, o aluguel consignado poderá oferecer uma nova forma de garantia para a locação. Isso pode facilitar contratos e reduzir barreiras para quem não possui fiador ou recursos para caução. Mas, para o trabalhador, a despesa continuará existindo. A diferença é que ela será descontada diretamente da remuneração. Isso pode facilitar o pagamento, mas não reduz o custo da moradia. É importante compreender essa diferença.


O problema financeiro chega às empresas

O endividamento também não fica necessariamente restrito à vida pessoal do trabalhador. Ele pode produzir reflexos dentro das empresas. Um profissional que recebe o salário já bastante comprometido pode experimentar maior pressão financeira, insatisfação e preocupação constante com dinheiro. Isso pode afetar sua concentração, produtividade, relacionamento com colegas e percepção sobre o próprio trabalho. Também pode influenciar decisões profissionais.

Uma pessoa excessivamente comprometida pode buscar outro emprego em busca de uma remuneração maior, procurar atividades adicionais ou até considerar uma mudança para o trabalho como pessoa jurídica ou para a informalidade. Não se trata de uma consequência automática do consignado. Mas situações de desequilíbrio financeiro podem influenciar decisões que acabam repercutindo também no mercado de trabalho.

Para as empresas, isso significa que a educação financeira dos colaboradores não deveria ser vista apenas como uma ação social. Ela também pode fazer parte de uma estratégia de gestão de pessoas. Quando um funcionário consegue organizar melhor sua vida financeira, ele tende a ter melhores condições para pensar no futuro, tomar decisões profissionais com mais tranquilidade e construir seus sonhos.


Crédito não é vilão

É importante deixar claro que o crédito não é o vilão dessa história. O crédito pode ser uma ferramenta importante. Pode permitir que uma pessoa consiga realizar uma conquista antes de ter todo o dinheiro disponível. Pode substituir uma dívida mais cara, viabilizar a compra de um imóvel ou ajudar em uma reorganização financeira.

O problema está no uso sem consciência. Não devemos combater o crédito. Precisamos ampliar a capacidade das pessoas de compreender o crédito. Isso significa saber qual será o total pago ao final da operação, conhecer os juros, entender o prazo e, principalmente, observar o impacto daquela contratação sobre o conjunto da vida financeira.

Uma parcela não existe sozinha. Ela compete com todas as outras despesas e com tudo aquilo que a pessoa deseja construir. É por isso que considero tão importante mudar a forma como falamos sobre educação financeira. Não se trata apenas de ensinar alguém a cortar gastos ou evitar dívidas. Trata-se de ajudar cada pessoa a entender a relação entre dinheiro, escolhas e sonhos.


O que está em jogo é o futuro

O projeto do aluguel consignado ainda precisa passar pelo Senado e, se aprovado, dependerá de sanção presidencial. Independentemente do resultado dessa tramitação, a discussão que ele provoca é extremamente atual. Estamos vivendo uma expansão das possibilidades de crédito e, ao mesmo tempo, precisamos ampliar a educação financeira para que as pessoas consigam compreender o impacto de cada nova alternativa sobre suas vidas.

O trabalhador não precisa ter medo do crédito. Precisa conhecê-lo. Precisa entender que uma parcela assumida hoje representa uma parte da renda que estará comprometida amanhã. E precisa enxergar o custo total da decisão e, principalmente, compreender o que aquele compromisso significa para sua família e para seus sonhos.

Porque o dinheiro comprometido com uma dívida não desaparece. Ele apenas muda de destino. E quando uma parcela muito grande da renda já está destinada ao pagamento de compromissos assumidos anteriormente, fica cada vez mais difícil direcionar dinheiro para aquilo que realmente queremos construir.

Por isso, antes de perguntar “quanto consigo pagar?”, talvez seja mais importante perguntar “quanto da minha renda quero preservar para realizar meus sonhos?” Essa mudança de pergunta pode representar uma grande mudança na forma como lidamos com o crédito. O aluguel consignado pode ser uma ferramenta útil se vier acompanhado de consciência. O mesmo vale para qualquer outra modalidade de crédito.

No final, não é o número de parcelas que determina a saúde financeira de uma pessoa. É a capacidade de fazer com que o dinheiro recebido hoje também contribua para a construção da vida que ela deseja viver amanhã.


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Um grande abraço,

Reinaldo Domingos
Presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN) e da DSOP Educação Financeira, PhD em Educação Financeira, escritor e criador da Metodologia DSOP de Educação Financeira
https://www.dsop.com.br

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A Escuta Sob Ataque: Como a Crise da Atenção Está Afetando Nossas Relações

Entenda como a crise da atenção fragmenta a escuta, reduz nossa disponibilidade para o outro e afeta relações, diálogo e pensamento crítico. Descubra por que desacelerar, cultivar curiosidade e escolher onde colocar a atenção é um ato de resistência.

Crise da Atenção: Como Ela Afeta a Escuta e as Relações

A Escuta Sob Ataque: Como a Crise da Atenção Está Afetando Nossas Relações

Faz muitos anos que pesquiso nossas limitações em termos de escuta. Costumo dizer que carregamos um hardware ancestral tentando dar conta de uma comunicação cada vez mais complexa.

Foi olhando para essas limitações humanas que compartilhei, ao longo dos anos, ferramentas e estratégias para criar condições para conversas mais fluidas e resolutivas. Acontece que algo mudou. Nossas limitações individuais estão sendo severamente agravadas por uma ameaça muito maior: a degradação do nosso ambiente atencional.

Cada vez mais a disputa da nossa atenção parece ser a maior competição do nosso tempo. Johann Hari, em Foco Roubado, formula um diagnóstico perturbador: nossa atenção não simplesmente piorou; ela está sendo sistematicamente capturada, fragmentada, fraturada e exaurida pelo ambiente em que vivemos. As palavras são deliberadamente violentas. Existe uma disputa econômica gigantesca para decidir onde colocaremos nossa atenção, nosso tempo e nossa consciência. E não se trata apenas do celular.

Attensity, livro-manifesto do movimento Friends of Attention, reforça a analogia com o fraturamento hidráulico do gás de xisto: uma extração agressiva, profunda e contínua de um recurso valioso. É uma boa imagem para a ferocidade com que nossa atenção vem sendo disputada — e para o quanto, individualmente, pode ser difícil resistir a ela. A partir daí, a questão deixa de ser apenas individual e passa a ser coletiva: que tipo de sociedade estamos construindo quando aquilo que merece nossa atenção passa cada vez mais a ser decidido por sistemas interessados em capturá-la?

Há um paradoxo curioso nisso tudo.

De acordo com Gérald Bronner em Apocalypse cognitive,  em termos absolutos, nunca tivemos na história da humanidade tanto tempo liberado das tarefas básicas de sobrevivência. Trabalhamos menos que nossos antepassados e gastamos proporcionalmente menos tempo em atividades ligadas à subsistência. Criamos tecnologias para economizar tempo e terminamos com a sensação de possuir cada vez menos tempo.

Parece que o tempo que liberamos foi hackeado. Douglas Rushkoff descreve um presente digital no qual tentamos existir em diferentes lugares simultaneamente. Estamos numa reunião, mas também no WhatsApp. Conversando com alguém, mas acompanhando uma notificação. Não é simplesmente que temos pouco tempo; nosso presente foi fragmentado em vários presentes simultâneos. A densidade de eventos por minuto explode. Comprimimos o tempo.

Há ainda outra contradição que me interessa: enquanto quase tudo acelera, uma coisa não acelerou — a velocidade com que dois seres humanos conseguem falar e escutar um ao outro. Uma conversa continua acontecendo na mesma velocidade humana de milhares de anos atrás. Para mim, isso ajuda a explicar por que conversar começa, para algumas pessoas, a parecer algo “lento”, até a dar preguiça, diante da quantidade de estímulos e possibilidades disponíveis. Até a escuta começa a ser terceirizada para a inteligência artificial, como se resumir, compreender ou sugerir uma resposta pudesse substituir o trabalho humano de estar presente diante do outro.

A crise da atenção está se tornando uma crise da relação.

Não estamos apenas perdendo o foco; estamos perdendo disponibilidade para o outro. E, quando nossa atenção se fragmenta, diminui também nossa capacidade de permanecer diante de uma ideia diferente sem imediatamente classificá-la, rejeitá-la ou combatê-la. Empobrece nossa relação com a diversidade, nossa capacidade de tirar proveito das diferenças e pode produzir uma espécie de analfabetismo emocional e relacional em um momento em que mais precisamos de espírito crítico.

Por isso volto sempre à curiosidade: trocar argumentação por investigação, justificativa por pergunta, certeza por curiosidade. Mas fazer isso exige algo além de técnica. Exige coragem.

Coragem para escolher onde colocar nossa atenção enquanto milhares de estímulos tentam decidir por nós. Coragem para resistir à fratura permanente da atenção, como Ulisses diante do canto das sereias. E coragem para escutar aquilo que não queremos ouvir e, principalmente, para nos deixarmos afetar pelo outro. Porque escutar de verdade inclui admitir a possibilidade de mudar de opinião.

Como nos lembra Stephen Covey em Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, influentes são as pessoas influenciáveis: não porque aceitem qualquer argumento, e sim porque não têm medo de aprender e sabem transformar o conflito em negociação, em vez de confronto. Sabem suspender o ego e deixar coexistir várias visões antagonistas. Se encontram uma perspectiva melhor, evoluem e ganham tempo. Não precisam morrer abraçadas a uma ideia apenas porque um dia acreditaram nela. Para Covey, escutar não é apenas uma técnica para exercer influência; aceitar a influência do outro faz parte da própria escuta.

Gosto de concluir com Hartmut Rosa, autor da teoria sociológica da ressonância, pois amplia o problema.

Para ele, não é apenas a tecnologia que acelera. Quanto mais tentamos tornar o mundo disponível, imediato e controlável, maior o risco de produzir alienação: podemos estar conectados a cada vez mais coisas e, ao mesmo tempo, profundamente relacionados com cada vez menos.

Objetos, profissões, instituições, relacionamentos, ideias e comportamentos tornam-se obsoletos cada vez mais rapidamente.

Essa obsolescência para mim ressoa com uma questão de sustentabilidade. Um sistema movido permanentemente por novidade, substituição, aceleração e consumo não esgota apenas nossa atenção. Esgota pessoas, relações, recursos e ecossistemas. Para mim, a sustentabilidade ambiental e a sustentabilidade da atenção estão intimamente ligadas: quanto de aceleração um sistema consegue suportar antes de começar a degradar aquilo que o mantém vivo?

Diante dessa disputa: seja você quem decide onde colocar a sua atenção. Porque, se não decidir, outros decidirão por você — e possa permanecer com essa estranha sensação de estar sempre correndo, sempre conectado, sempre informado e sempre sem tempo.

Inspirar antes de responder e desacelerar para escutar são maneiras de escolher onde colocamos nossa atenção, bem como de decidir que tipo de relação queremos manter com os outros e com o mundo. Em um mundo que acelera sem parar, escutar está se tornando um dos atos mais corajosos de resistência.


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Quer saber mais sobre como a crise da atenção está afetando suas relações e como você pode recuperar a qualidade da escuta e construir relações com mais presença? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Thomas BRIEU
https://www.linkedin.com/in/thomas-brieu/
https://www.instagram.com/thomasbrieu_/
Autor do livro “Escutatória” – Link: https://www.h1editora.com/produto/escutatoria-150183
Coautor do livro “Escute Expresse e Fale” – https://encurtador.com.br/31Vwa

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Entre Telas e Páginas: O Que Fazer para a Melhor Leitura!

Descubra como a leitura profunda fortalece compreensão, atenção e pensamento crítico, entenda as diferenças entre papel e tela e veja práticas para reduzir distrações, melhorar hábitos de leitura e ler melhor sem rejeitar a tecnologia.

Leitura Profunda: Como Ler Melhor na Tela ou no Papel

Entre Telas e Páginas: O Que Fazer para a Melhor Leitura!

Nunca tivemos acesso a tantos textos, pois são notícias, mensagens, artigos, relatórios, legendas e publicações que atravessam nossas telas diariamente. Ainda assim, a quantidade de palavras que lemos não revela, por si só, a qualidade da nossa compreensão.

É possível percorrer dezenas de páginas e, ao final, lembrar muito pouco. Também é possível ler um texto curto e sair dele com uma pergunta nova, uma conexão inesperada ou uma mudança de perspectiva. A diferença está menos no volume de palavras e mais na maneira como nos relacionamos com elas.

A leitura superficial busca capturar rapidamente uma informação, enquanto a leitura profunda, por outro lado, exige interpretar, fazer perguntas, estabelecer relações, perceber ambiguidades e conectar o que está escrito à própria experiência. Segundo reportagem da BBC News Brasil, esse modo de ler mobiliza processos associados ao pensamento analítico, à imaginação e à empatia (BBC NEWS BRASIL, 2021).

Em uma época marcada por notificações, rolagem contínua e múltiplas abas abertas, recuperar a capacidade de permanecer diante de um texto tornou-se um desafio ao desenvolvimento humano. Não se trata de rejeitar a tecnologia, mas de compreender como nossos hábitos digitais influenciam nossa atenção, nossa memória e nossa capacidade de compreensão na leitura.


O cérebro leitor

A neurocientista Maryanne Wolf é uma das principais referências contemporâneas no estudo da leitura. Em suas obras, ela explica que ler não é uma capacidade biologicamente programada, como falar ou enxergar. A leitura é uma invenção cultural aprendida por meio da criação e da reorganização de circuitos cerebrais especializados (WOLF, 2008; WOLF, 2018).

Quando uma pessoa aprende a ler, o cérebro estabelece conexões entre regiões relacionadas à visão, à linguagem, ao pensamento e às emoções. Stanislas Dehaene também descreve a leitura como uma atividade que reutiliza circuitos originalmente associados ao reconhecimento visual e ao processamento da linguagem (DEHAENE, 2009). O cérebro humano tem grande capacidade de adaptação, mas essa adaptação depende de aprendizagem e prática continuada.

Isso significa que o cérebro leitor é plástico, pois ele se reorganiza de acordo com os hábitos que desenvolvemos. Se exercitamos a leitura atenta, a análise e a reflexão, fortalecemos essas competências. Se nos acostumarmos apenas a conteúdos breves, interrompidos e consumidos rapidamente, podemos nos tornar mais inclinados a procurar estímulos imediatos.

Wolf não afirma que a tecnologia destrói o cérebro. Seu alerta é mais cuidadoso, uma vez que para ela determinadas habilidades precisam ser praticadas para continuar ocupando espaço em nossa vida mental. Como observa a autora, o problema não está simplesmente no dispositivo utilizado, seja o papel ou seja a tela, mas nos hábitos de leitura que desenvolvemos a partir dele (WOLF, 2018).


O que é leitura profunda?

A leitura profunda começa quando deixamos de tratar o texto como um simples depósito de informações e passamos a construir um significado. Ao ler, nem tudo está explicitamente explicado, o que nos leva a deduzir intenções, causas, consequências e relações entre acontecimentos.

Um romance, por exemplo, pode não declarar que determinado personagem está com medo, mas seus movimentos, silêncios e escolhas permitem ao leitor chegar a essa conclusão. Isso se chama “inferência”. Outro elemento importante na leitura é a “analogia”. Comparamos uma ideia nova com algo que já conhecemos e, então, esse processo amplia a compreensão, porque transforma uma informação isolada em parte de uma rede de sentidos.

A leitura profunda também envolve o “pensamento crítico”. O leitor pode perguntar: Qual é a tese do autor? Quais as evidências apresentadas? Há pressupostos ocultos? O argumento considera outros pontos de vista? Em vez de aceitar o texto passivamente, o leitor efetivamente dialoga com o que lê.

Por fim, há a “empatia”. A ficção, em particular, pode nos colocar diante de experiências diferentes das nossas e, ao acompanhar os conflitos de personagens, somos convidados a imaginar sentimentos, contextos e escolhas que talvez não encontrássemos em nossa vida cotidiana. A leitura, assim, pode ampliar nossa capacidade de compreender outras pessoas e outras formas de existência (BBC NEWS BRASIL, 2021).

Para Daniel Willingham, compreender não significa apenas decodificar palavras. A compreensão depende de vocabulário, conhecimento prévio, memória de trabalho, atenção e capacidade de fazer inferências (WILLINGHAM, 2017). Ler profundamente, portanto, não significa apenas “ler mais devagar”, mas sim significa mobilizar diferentes recursos mentais para construir uma interpretação consistente.


Papel e tela: a comparação sem respostas simplistas

O debate sobre papel e tela costuma ser apresentado como a disputa entre dois lados. O livro seria sempre favorável à compreensão, enquanto o dispositivo digital seria necessariamente prejudicial. As pesquisas disponíveis não sustentam uma conclusão tão absoluta.

O estudo de Anne Mangen, Bente R. Walgermo e Kolbjørn Brønnick comparou a compreensão de textos lineares apresentados em papel e em computador. Os resultados indicaram, naquela amostra e nas condições específicas do experimento, desempenho superior dos estudantes que leram no papel (MANGEN; WALGEMO; BRØNNICK, 2013).

No entanto, isso não prova que o papel seja sempre melhor ou que as telas sejam inadequadas para qualquer tarefa.

A extensão do texto, a finalidade da leitura, a familiaridade com o dispositivo, o tempo disponível, a presença de distrações e a forma de avaliação podem influenciar os resultados. Por isso, o adequado é falar em diferenças possíveis entre suportes do que na superioridade universal de um deles.

Mangen também chama atenção para a dimensão espacial da leitura. No papel, as páginas oferecem referências relativamente estáveis, dado que sabemos onde uma passagem está localizada, percebemos quanto já avançamos e podemos retornar fisicamente a um trecho. Em telas, a rolagem pode tornar essa orientação menos operacional e dificultar a localização de determinadas informações (MANGEN, 2016).

Isso não torna a tela incapaz de sustentar a compreensão. Um texto digital pode ser lido com profundidade, especialmente quando o ambiente está livre de notificações, anúncios, hiperlinks e outras interrupções. O problema não é necessariamente a tela, mas a combinação entre o suporte e um modelo de consumo fragmentado.

Naomi Baron acrescenta uma dimensão comportamental ao debate. Muitos leitores reconhecem vantagens do papel para textos longos, mas continuam preferindo a tela por causa da portabilidade, do preço, da praticidade e do acesso imediato (BARON, 2015). Essa constatação é importante, já que nossas escolhas não dependem apenas do que favorece a compreensão, mas também das condições reais da vida cotidiana.

Assim, a questão não é escolher um suporte vencedor. O papel pode ser especialmente útil para leituras longas, analíticas e literárias, enquanto a tela pode ser adequada para localizar informações, acessar conteúdos, estudar com recursos interativos e ler em situações nas quais o livro físico não está disponível. O desafio é escolher o meio de acordo com a finalidade.


Atenção e compreensão: conhecimento, memória e tempo

A leitura profunda exige atenção, mas esse não é um recurso isolado, pois a leitura depende também do conhecimento que já possuímos. Quando encontramos um texto sobre algum assunto familiar, conseguimos reconhecer conceitos, antecipar relações e preencher lacunas. Quando o tema é completamente novo, podemos gastar grande parte da energia mental tentando compreender palavras e frases básicas.

Willingham afirma que o conhecimento prévio facilita a compreensão de novos conteúdos, criando uma base para análise, síntese e pensamento crítico (WILLINGHAM, 2017). A memória também é essencial, pois para acompanhar um argumento, precisamos manter na mente informações apresentadas anteriormente e relacioná-las ao que estamos lendo agora.

Em textos longos, o quesito memória significa lembrar personagens, conceitos, exemplos e mudanças de perspectiva. Dehaene (2009) mostra que a fluência na leitura é resultado de uma aprendizagem prolongada, em que o leitor experiente reconhece palavras e libera recursos mentais para interpretar e relacionar ideias.

Contudo, a fluência não elimina a necessidade de atenção, mas apenas torna alguns processos mais automáticos. O tempo é igualmente decisivo, pois muitas vezes precisamos interromper a leitura, voltar a um parágrafo, consultar um conceito ou mesmo reformular a ideia com nossas próprias palavras.

Pesquisas de Patrícia Alexander e Lauren Trakhman discutem a diferença entre a sensação subjetiva de fluidez e a compreensão efetivamente demonstrada em avaliações (SINGER TRAKHMAN; ALEXANDER, 2017). Ler rapidamente pode produzir a impressão de facilidade, sem garantir bom desempenho quando uma reflexão for exigida. A leitura profunda não busca apenas terminar o texto, mas garantir que o texto permaneça em nós.


Aplicação prática: como cultivar a leitura profunda

Podemos treinar a leitura profunda por meio de práticas simples e intencionais:

  • Reserve sessões sem notificações: Coloque o celular no modo silencioso ou fora do alcance. Reduzir interrupções é mais eficaz do que confiar apenas na força de vontade;
  • Escolha textos longos: Dedique alguns minutos diários a um capítulo, ensaio, reportagem extensa ou conto. A permanência diante de textos complexos precisa ser exercitada gradualmente;
  • Faça anotações: Registre perguntas, conceitos principais, discordâncias e conexões com outras experiências;
  • Releia trechos importantes: A releitura não representa fracasso, mas sim uma ferramenta para aprofundar a interpretação;
  • Resuma com suas próprias palavras: Depois de uma seção de leitura, tente explicar a si mesmo o que entendeu sem consultar o texto;
  • Alterne conscientemente entre papel e tela: Use o dispositivo para buscas rápidas ou leituras breves, mas prefira um ambiente mais protegido de distrações para textos complexos;
  • Construa repertório: Leia sobre assuntos variados, pois quanto maior o conhecimento prévio, mais facilmente você compreenderá conteúdos novos;
  • Observe a própria compreensão: Pergunte a si mesmo se está realmente entendendo ou apenas avançando rapidamente pelas linhas.

Como mostra Baron (2015), a leitura digital muitas vezes é escolhida por razões práticas. Portanto, cultivar a leitura profunda exige criar condições concretas como reservar tempo, desligar notificações, selecionar textos e definir objetivos.


Conclusão: uma melhor relação com a leitura

A leitura não precisa se transformar em uma escolha excludente entre o livro impresso e a tela. A proposta mais promissora é desenvolver um cérebro “biletrado”, capaz de transitar entre diferentes meios e escolher conscientemente o suporte mais adequado a cada objetivo (WOLF, 2018).

No contexto de vida atual, a dificuldade de ler profundamente não está relacionada apenas às características da tela, mas também à combinação entre excesso de informação, tempo escasso e pressão permanente por desempenho. A leitura compete com notificações, mensagens, reuniões, alertas e demandas profissionais que fragmentam a atenção.

Assim, a sensação de estar sempre informado pode coexistir com uma compreensão cada vez mais superficial. Como observa Wolf (2018), o cérebro leitor se adapta aos hábitos que praticamos e, por essa razão, a exposição contínua a conteúdos breves e interrompidos pode reduzir nossa disposição para permanecer diante de textos complexos e ambíguos.

Essa dinâmica também pode aumentar a percepção de cansaço cognitivo. Não se deve afirmar que a leitura profunda, por si só, previne ou trata o burnout, mas é possível entendê-la como uma prática de autorregulação da atenção. Para Willingham (2017), compreender exige memória de trabalho, conhecimento prévio, vocabulário e concentração. Quando esses recursos são constantemente interrompidos, o esforço necessário para acompanhar uma ideia ou proposição tende a aumentar.

Reservar períodos protegidos para uma única tarefa — inclusive a leitura — pode ajudar a interromper temporariamente a lógica da urgência e substituir a reação contínua por uma atividade mental deliberada.

Nesse cenário, a leitura profunda não deve ser apresentada como mais uma exigência de produtividade, mas pode ser compreendida como uma escolha consciente sobre o modo de usar a atenção.

Ler mais páginas, mais rapidamente, não significa necessariamente ler melhor. Em alguns momentos, será adequado localizar uma informação na tela, enquanto em outros será necessário desligar estímulos, reduzir o ritmo, fazer anotações e aceitar que compreender exige tempo. O essencial é saber escolher quando acelerar, quando pausar e quando manter a concentração (WOLF, 2018; WILLINGHAM, 2017).

Ler uma notícia no celular, estudar em um tablet, consultar uma referência digital ou mergulhar em um romance impresso são experiências legítimas. O que faz diferença é saber quando estamos apenas apurando informação e quando precisamos compreender, avaliar e transformar aquilo que lemos.

Em um mundo acelerado, a leitura profunda é uma forma de presença. Ela nos ensina a permanecer diante da complexidade, tolerar a demora, reconhecer nuances e imaginar a perspectiva de outra pessoa. A pergunta essencial talvez não seja “papel ou tela?”, mas: que tipo de leitura esta situação exige e estou criando as condições para realizá-la?

Eu sou Mario Divo e você me encontra pelas redes sociais ou em www.mariodivo.com.br.


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Até nossa próxima postagem!

Mario Divo
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Referências

SINGER TRAKHMAN, Lauren M.; ALEXANDER, Patricia A. Reading across mediums: effects of reading digital and print texts on comprehension and calibration. The Journal of Experimental Education, v. 85, n. 1, p. 155-172, 2017..

BARON, Naomi S. Words onscreen: the fate of reading in a digital world. New York: Oxford University Press, 2015.

BBC NEWS BRASIL. O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para o cérebroBBC News Brasil, 1 nov. 2021. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-59121175. Acesso em: 19 ago. 2026.

DEHAENE, Stanislas. Reading in the brain: the new science of how we read. New York: Viking, 2009.

MANGEN, Anne. The evolution of reading in the age of digitisation: an integrative framework for reading research. June 2016Literacy 50(3):116-124 (DOI:10.1111/lit.12086)

MANGEN, Anne; WALGEMO, Bente R.; BRØNNICK, Kolbjørn. Reading linear texts on paper versus computer screen: effects on reading comprehension. International Journal of Educational Research, 2013.

WILLINGHAM, Daniel T. The reading mind: a cognitive approach to understanding how the mind reads. San Francisco: Jossey-Bass, 2017.

WOLF, Maryanne. Proust and the squid: the story and science of the reading brain. New York: HarperCollins, 2008.

WOLF, Maryanne. Reader, come home: the reading brain in a digital world. New York: HarperCollins, 2018.

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Bagagens: O Que Você Carrega na Vida e na Carreira?

Sua bagagem profissional revela muito sobre quem você se tornou. Descubra o que ainda faz sentido carregar na carreira, o que precisa ficar para trás e como experiências, escolhas e novas tecnologias transformam essa trajetória.

Bagagens: O Que Você Carrega na Vida e na Carreira? - Uma reflexão sobre suas bagagens pessoais e profissionais que carregamos em nossas vidas

Bagagens: O Que Você Carrega na Vida e na Carreira?

Olá,

 

Sou Simone Mitsue, Jornalista, Mentora e Especialista em Comunicação Estratégica.

 

Jornalista e Pós-graduada em Marketing de Serviços. Minha formação une duas áreas que se completam: o jornalismo, que me ensinou a apurar, ouvir e transformar fatos em narrativas claras e o marketing de serviços, que trouxe a visão estratégica de como comunicar valor, construir relacionamentos e gerar impacto. Naveguei pelo mundo editorial, saúde, seguros, odontologia e pessoas.

 

Meu nome Simone significa “ouvir” e eu honro isto, pois a comunicação não é apenas falar e sim, ter uma escuta sem vício e sem julgamento.

 

Como mentora, além de orientações de Comunicação, também pratico e compartilho histórias que inspiram.

 

Minha proposta é compartilhar reflexões sobre temas diários com conexões emocionais ou profissionais.

 

Cada publicação vai trazer observações do cotidiano, histórias pessoais vinculadas com o mundo corporativo. Quero provocar insights, pensamentos e contemplação pelas palavras e situações.

 

Sou uma curiosa nata e amo histórias. A coluna Comunicação de TransformAção vai retratar que o simples pode ser o mais belo. Que ninguém nasce corajoso, se você tem medo, vai com ele. Viva intensamente, saboreie cada instante. A vida é feita de pequenos momentos felizes. Ler e escrever, cada palavra é um alimento para a alma.

 

Seja muito bem-vindo(a)!

 

Aprecie a leitura e compartilhe a sua opinião.

 

Simone Mitsue


Bagagens: O Que Você Carrega na Vida e na Carreira?

Já pensou o que você carrega nas suas bagagens?

Pensei nisso andando de metrô nestes dias.

Na correria de São Paulo, quem está no transporte público precisa carregar notebook, livros, cadernos e mais o quê? Se coloca a bagagem nas costas, pode atrapalhar outras pessoas. Se não a segura, ela pode ser roubada. Daria para reduzir os pertences?

Como sou uma boa observadora, acho muito interessante pensar no que cada um carrega em sua bagagem, seja mochila ou bolsa, de vários tamanhos, modelos e marcas.

Crianças e adolescentes carregam seus livros e cadernos; alguns levam apostilas e notebooks. O celular já está proibido nas escolas. Além disso, vi algumas mulheres se maquiando no transporte público. Então, além da bolsa, levavam a nécessaire de maquiagem e todos os acessórios. Os homens carregavam mochilas com seus pertences; alguns levavam suas marmitas e lanches.

Naquele dia, eu estava indo para uma consulta médica com uma bolsa que continha documentos, cartões, batom, espelho, bala, água, álcool em gel, lenço de papel, caneta e um caderninho. Ultimamente, é o meu kit.

Mas pensei no quanto a gente muda de bagagem. Lembrei que, quando morei no Japão por quase 2 anos, adquiri muita coisa, e voltar para o Brasil com 2 malas de 23 kg foi difícil. Na década de 90, minha prioridade naquele momento foi trazer muitas fotos, muitas fitas cassete com músicas e fitas VHS (Video Home System) nas quais eu tinha gravado doramas e programas japoneses para mostrar aos meus pais. Agora, por exemplo, temos tudo nas plataformas digitais.

Minhas outras viagens já foram diferentes. Eu nunca levo muita coisa. Como gosto de presentear, levo a mala quase vazia e compro presentes.

Quando saio com as minhas sobrinhas, já levo uma bolsa cheia de guloseimas, lenços umedecidos, elásticos de cabelo, água e todo o restante do meu kit.

E se a gente pensar no mundo corporativo?

O que eu tenho de bagagem ou o que tenho na bagagem? O que eu ainda preciso de fato carregar? E o que não preciso carregar mais? Tudo ainda é manual ou já está nas nuvens ou na IA (inteligência artificial)?

Conte aqui…


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Quer descobrir o que a sua bagagem profissional revela sobre a sua carreira, bem como o que ainda faz sentido e o que você precisa deixar para trás para abrir espaço para o próximo passo? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Simone Mitsue
linkedin.com/in/simone-mitsue/

Não deixe de acompanhar a coluna Comunicação de TransformAção.

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Quando Recuar Também É Avançar: Como Atravessar Ciclos sem Perder a Visão de Abundância

Recuar nem sempre significa perder. Descubra como atravessar ciclos de transição, reorganizar as finanças, preservar a visão de abundância e transformar períodos de menos em preparação consciente para construir mais prosperidade.

Liberdade: A Ilusão da Escolha na Era da Tecnologia

Quando Recuar Também É Avançar: Como Atravessar Ciclos sem Perder a Visão de Abundância

Existem fases da vida em que crescer significa conquistar mais. Mais espaço, mais dinheiro, mais reconhecimento, mais conforto, mais possibilidades.

Mas existem outras em que crescer exige exatamente o contrário: aceitar temporariamente menos para construir algo maior.

Talvez seja necessário deixar um emprego que já não faz sentido, mesmo sem ter imediatamente a mesma remuneração. Mudar para uma casa menor para reorganizar as finanças. Reduzir viagens, restaurantes e consumo porque um novo projeto exige investimento. Recomeçar profissionalmente, voltar a estudar, empreender, encerrar uma sociedade ou relacionamento. Ou simplesmente reconhecer que aquilo que funcionou durante determinado ciclo já não sustenta a pessoa que estamos nos tornando.

Esses movimentos mexem profundamente conosco porque não envolvem apenas dinheiro. Envolvem identidade.

Quando melhoramos nosso padrão de vida, rapidamente incorporamos aquele padrão à percepção que temos sobre nós mesmos. O endereço onde moramos, o carro que dirigimos, os lugares que frequentamos, nossa posição profissional e até a liberdade de consumir deixam de ser apenas circunstâncias e começam, silenciosamente, a fazer parte da nossa identidade.

Por isso, quando precisamos reduzir, podemos interpretar essa mudança como uma perda de valor pessoal. Mas reduzir o padrão de vida não significa reduzir o próprio valor.

Às vezes, estamos apenas reorganizando recursos para atravessar uma ponte entre dois ciclos.


O vale também faz parte da trajetória

A vida financeira raramente acontece em linha reta.

Existem períodos de expansão, estabilidade, transição e reconstrução. Quem observa uma trajetória de vinte ou trinta anos perceberá que dificilmente uma pessoa permanecerá todo esse tempo crescendo continuamente, sem enfrentar mudanças profissionais, familiares, econômicas ou emocionais.

Há momentos de colheita e momentos de plantio.

E existe também aquilo que gosto de chamar de período de vale: quando conseguimos enxergar a montanha que queremos alcançar, mas ainda estamos atravessando um território menos confortável.

O perigo está em confundir uma condição temporária com uma sentença definitiva.

Quando pensamos “minha vida piorou”, nosso cérebro pode interpretar a situação como perda e ameaça. Quando conseguimos reformular para “estou reorganizando minha vida para construir meu próximo ciclo”, começamos a recuperar uma sensação fundamental: agência.

Na psicologia, esse movimento se aproxima do conceito de reframing, ou ressignificação. Os fatos podem permanecer os mesmos, mas a maneira como os interpretamos influencia nossas emoções e, consequentemente, nossas decisões.

Isso não significa negar dificuldades ou praticar um otimismo artificial. Significa perguntar: O que posso construir a partir da realidade que tenho hoje?

Essa pergunta muda muita coisa.


Cinco atitudes para transformar um período de menos em preparação para o próximo ciclo

1. Diferencie padrão de vida de qualidade de vida

Uma das primeiras armadilhas de uma fase financeiramente mais restrita é acreditar que tudo precisa piorar.

Não precisa.

Talvez você tenha menos dinheiro disponível, mas ainda pode cuidar do corpo, estudar, caminhar, organizar sua casa, cultivar boas relações, cozinhar, dormir melhor, ler, desenvolver espiritualidade, fortalecer vínculos e investir na própria formação.

Padrão de vida está muito relacionado ao quanto consumimos, enquanto qualidade de vida está relacionada à maneira como vivemos.

Quando conseguimos separar essas duas coisas, descobrimos que determinadas reduções financeiras não precisam representar empobrecimento emocional.

Às vezes, inclusive, um período de maior simplicidade nos devolve algo que a abundância de compromissos havia retirado: presença.


2. Transforme restrição em estratégia

Existe uma diferença enorme entre dizer “Não posso mais gastar.” e dizer “Durante os próximos meses, escolhi direcionar meus recursos para uma prioridade maior.”

A primeira frase transmite impotência, enquanto a segunda transmite decisão.

Isso é importante porque nosso comportamento financeiro melhora quando existe propósito.

Se você está reduzindo despesas para estudar, abrir uma empresa, quitar dívidas, formar uma reserva, cuidar da família, mudar de carreira ou construir patrimônio, dê nome ao projeto. Determine prazo, meta e indicadores.

Uma restrição sem propósito parece punição. Já uma restrição associada a um projeto se transforma em investimento.


3. Continue investindo — mesmo que seja pouco

Existe uma ideia equivocada de que investimento só começa quando sobra muito dinheiro.

Na verdade, durante períodos de menor renda, talvez o investimento mais importante não seja o valor acumulado, mas a manutenção do comportamento de investir.

Pode ser R$ 100, R$ 200 ou R$ 500 por mês. O valor dependerá da realidade de cada pessoa.

O objetivo é preservar a identidade de alguém que constrói patrimônio.

Do ponto de vista comportamental, hábitos são fortalecidos pela repetição. Quando interrompemos completamente um comportamento durante muito tempo, retomá-lo pode exigir muito mais esforço.

Por isso, se houver condições, mantenha algum investimento recorrente — ainda que pequeno — e priorize liquidez e segurança quando estiver atravessando um período de maior instabilidade financeira.

E lembre-se de que capital não é apenas financeiro. Você também pode investir em conhecimento, relacionamentos, saúde, reputação, novas competências e conexões profissionais.

Alguns dos investimentos que mais transformam nossa renda futura não aparecem imediatamente no extrato bancário.


4. Use a reclusão como período de preparação

Nem todo ciclo precisa ser socialmente expansivo.

Há momentos em que precisamos aparecer, circular, produzir e conquistar. Mas existem outros em que precisamos diminuir o ruído externo para reconstruir internamente.

Se você está vivendo uma fase mais reservada por causa de um projeto, estudo, transição profissional ou reorganização financeira, utilize esse período conscientemente.

Pergunte: Quem preciso me tornar para sustentar a próxima fase que desejo viver?

Talvez o próximo nível da sua vida exija mais conhecimento, disciplina, maturidade emocional, uma relação diferente com dinheiro, melhores escolhas profissionais e mais capacidade de dizer não. Ou até mais coragem para dizer sim quando a oportunidade chegar.

O período aparentemente silencioso pode estar desenvolvendo justamente as competências necessárias para aquilo que virá depois.


5. Pratique a insatisfação construtiva

Aceitar um período difícil não significa acomodar-se nele. Essa talvez seja uma das distinções mais importantes.

Precisamos desenvolver serenidade para viver o presente sem transformar essa serenidade em conformismo.

Eu gosto da ideia da insatisfação construtiva: reconhecer e agradecer pelo que temos hoje, enquanto continuamos trabalhando por aquilo que sabemos que podemos construir amanhã.

É possível dizer:

  • “Sou grata pelo que tenho, mas sei que posso avançar.”
  • “Aceito minha realidade atual, mas ela não precisa ser meu destino.”
  • “Estou vivendo um período de menos, mas continuo construindo uma vida de mais significado, segurança e possibilidades.”

Isso cria movimento sem desprezar o presente.


Prosperidade também é capacidade de reconstrução

Talvez precisemos ampliar nossa definição de prosperidade.

Prosperidade não é apenas ter dinheiro, mas sim possuir recursos internos e externos suficientes para reconstruir quando a vida muda.

É ter conhecimento para tomar decisões, inteligência emocional para não transformar uma dificuldade temporária em identidade e saber reduzir despesas quando necessário sem sentir vergonha. É conseguir recomeçar, ter coragem para pedir ajuda, desenvolver relações que nos sustentem e preservar nossa capacidade de produzir.

E, principalmente, é não abandonar a visão de futuro quando o presente ainda não se parece com ela.

Na construção patrimonial, aprendemos que mercados passam por ciclos. Existem períodos de expansão e retração, e investidores experientes sabem que decisões tomadas nos momentos difíceis podem influenciar profundamente os resultados futuros.

Com a vida acontece algo semelhante. Nem sempre estaremos no topo, mas podemos atravessar o vale acumulando aquilo que será necessário para a próxima subida.


O recuo precisa ter direção

Também precisamos tomar cuidado para não romantizar dificuldades.

Nem todo sofrimento é necessário. Nem toda escassez ensina. E nem todo recuo é estratégico.

Um período de redução só se transforma verdadeiramente em preparação quando existe consciência e movimento.

Por isso:

  • estabeleça metas;
  • revise suas finanças;
  • crie novas fontes de renda;
  • estude;
  • cuide da sua saúde física e emocional;
  • fortaleça sua rede de relacionamentos;
  • observe oportunidades;
  • reavalie escolhas;
  • faça pequenos movimentos constantemente.

Esperança sem ação pode se transformar apenas em expectativa. Mas esperança acompanhada de planejamento, disciplina e movimento se transforma em possibilidade.

Talvez você esteja vivendo hoje uma realidade diferente daquela que imaginou para si. Talvez tenha precisado diminuir, recuar, recomeçar ou aceitar temporariamente condições que, em outro momento da sua vida, acreditava já ter superado.

Não permita que isso diminua a percepção que você tem sobre quem é.


Uma estação não define uma trajetória inteira.

Use esse período para reorganizar suas finanças, fortalecer sua mente, rever prioridades, investir no que realmente importa e preparar terreno.

Tenha esperança e acredite novamente na sua capacidade, mas preserve também aquela dose saudável de insatisfação que nos impede de permanecer indefinidamente onde sabemos que não pertencemos.

Porque algumas vezes a vida nos pede um passo para trás, não para permanecermos ali, mas para ganhar impulso.

E talvez, quando o próximo ciclo chegar, você perceba que não voltou apenas a ter mais.

Você se tornou alguém mais preparado para sustentar aquilo que conquistou.


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Quer saber mais sobre como transformar um período de “menos” em preparação consciente para construir prosperidade no próximo ciclo da sua vida? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Com carinho,

Carol Guimarães
https://www.instagram.com/carol_investimentos/

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Palavras-chave: prosperidade, ciclos, padrão de vida, investimento, recomeçar, insatisfação construtiva, qualidade de vida, visão de abundância, reorganização financeira, como atravessar ciclos, como alcançar a verdadeira prosperidade, prosperidade verdadeira, prosperidade e abundância
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Liberdade: A Ilusão da Escolha na Era da Tecnologia

A liberdade pode estar sendo limitada justamente pelas tecnologias que tornam a vida mais fácil. Entenda como conveniência, dependência digital e infraestrutura tecnológica desafiam nossa autonomia e o futuro da civilização.

Liberdade: A Ilusão da Escolha na Era da Tecnologia

Liberdade: A Ilusão da Escolha na Era da Tecnologia

A liberdade é o primeiro patrimônio de uma civilização. Quando ela se enfraquece, todas as demais conquistas passam a depender da vontade de terceiros.

Algumas gerações precisaram garantir a sobrevivência de seus povos. Outras conquistaram a independência política. Muitas enfrentaram o absolutismo, o colonialismo e os regimes totalitários. A nossa está diante de um desafio diferente: recolocar a liberdade no centro do debate sobre o futuro de todos nós.

A liberdade é o maior patrimônio da civilização. Todas as grandes conquistas humanas — científicas, econômicas, políticas e culturais — foram possíveis porque indivíduos e sociedades conquistaram, em maior ou menor grau, o direito de pensar, criar, produzir, discordar e decidir o próprio destino. Quando a liberdade se fortalece, as demais conquistas florescem. Quando ela se enfraquece, todas passam, inevitavelmente, a depender da vontade de terceiros.

A história demonstra que a liberdade quase nunca é retirada em um único golpe. Pelo contrário, costuma ser reduzida gradualmente, por meio de pequenas mudanças que, isoladamente, parecem razoáveis, necessárias ou até desejáveis. Primeiramente alteram-se os meios. Depois reorganizam-se as relações de poder. Só então tornam-se visíveis as consequências para a autonomia das pessoas e das instituições.

A imprensa democratizou o conhecimento. A Revolução Industrial multiplicou a produção. A eletrificação tornou possível praticamente toda a infraestrutura da civilização contemporânea. Sobre essa infraestrutura desenvolveram-se as telecomunicações, a informática, a automação, a internet, a computação em nuvem, os dispositivos móveis e, mais recentemente, a inteligência artificial. Nunca dispusemos de tamanho poder técnico, nem de capacidade semelhante para produzir riqueza, conhecimento e inovação.

Ao mesmo tempo, uma transformação silenciosa ocorreu.

Praticamente toda a infraestrutura tecnológica sobre a qual a sociedade moderna passou a funcionar possui também capacidade de coletar informações, condicionar comportamentos, estabelecer dependências e ampliar mecanismos de controle.

A tecnologia é uma das maiores realizações da inteligência humana e é responsável por avanços extraordinários na medicina, na ciência, na produção de alimentos, nos transportes, nas comunicações e na qualidade de vida. A questão central, entretanto, é outra: praticamente todas as atividades essenciais da vida contemporânea passaram a depender dessa mesma infraestrutura.

Essa transformação ocorreu sem imposição. Foi construída pela conveniência.

Aceitamos compartilhar nossa localização para utilizar sistemas de navegação. Armazenamos documentos em nuvem para facilitar o trabalho. Transferimos nossa vida financeira para plataformas digitais pela rapidez e segurança.

Utilizamos reconhecimento biométrico para simplificar acessos. Permitimos que aplicativos conheçam nossos hábitos porque os serviços se tornaram mais eficientes. Cada decisão era aparentemente pequena. Cada concessão parecia amplamente compensada pelos benefícios imediatos. Isoladamente, nenhuma delas parecia suficiente para alterar, de fato, o equilíbrio entre liberdade e dependência.

Entretanto, a soma dessas pequenas decisões produziu um fenômeno inédito na história: bilhões de pessoas passaram a alimentar uma infraestrutura capaz de aperfeiçoar-se por meio das próprias informações que recebe. Cada pesquisa, cada deslocamento, cada compra, cada mensagem e cada interação tornam esses sistemas mais precisos, mais eficientes e mais indispensáveis. Mas essa realidade já não alcança apenas os indivíduos.

Empresas estruturam produção, logística, planejamento, atendimento e operações sobre plataformas digitais. Governos administram arrecadação, saúde, educação, segurança, previdência, energia, abastecimento, comunicações e inúmeros serviços públicos por meio dessas mesmas infraestruturas. Hospitais, bancos, universidades, indústrias e cadeias globais de suprimentos tornaram-se igualmente dependentes.

Pela primeira vez, cidadãos, empresas e Estados compartilham uma vulnerabilidade comum. A infraestrutura que ampliou extraordinariamente a eficiência da civilização também se tornou indispensável ao seu funcionamento.

É nesse ponto que a liberdade retorna ao centro do debate.

A questão já não consiste em escolher entre tecnologia e progresso, ou entre inovação e desenvolvimento. Essa é uma falsa escolha. O verdadeiro desafio consiste em assegurar que os instrumentos criados para ampliar as capacidades humanas jamais se transformem em mecanismos capazes de reduzir sua autonomia.

A liberdade continua sendo o fundamento da civilização. O progresso preserva seu sentido quando permanece subordinado à dignidade da pessoa humana, à autonomia das instituições, bem como à capacidade de cada sociedade decidir conscientemente o próprio futuro.

Talvez essa seja a grande responsabilidade da nossa geração. Não impedir o avanço da tecnologia, mas impedir que a velocidade de sua evolução ultrapasse nossa capacidade de proteger o maior patrimônio da civilização: a liberdade.


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Quer saber mais sobre como preservar a liberdade em um mundo cada vez mais dependente da tecnologia e impactado pela inteligência artificial? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Sandra Moraes
https://www.linkedin.com/in/sandra-balbino-moraes

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Quem Ainda Quer Ser Líder?

Entenda como a experiência de quem ocupa posições de liderança influencia o desejo de futuros líderes e por que organizações precisam repensar sobrecarga, autonomia, desenvolvimento e sucessão para tornar esse papel mais sustentável e desejável.

Experiência de Liderança: O Que Faz Alguém Querer Liderar?

Quem Ainda Quer Ser Líder?

O desejo de liderar não desapareceu. O que mudou foi o preço — e a experiência que as organizações estão oferecendo a quem aceita pagá-lo.

Há uma pergunta recorrente nas organizações quando o assunto é futuro: onde estão os próximos líderes?

Ela aparece nas discussões sobre sucessão, nos comitês de talentos e nos programas de desenvolvimento. Empresas precisam garantir continuidade, sustentar seus planos estratégicos e preparar pessoas capazes de assumir responsabilidades maiores. Nada disso é novidade.

O que talvez seja novo — ou, pelo menos, mais visível — é uma pergunta anterior que ainda fazemos pouco: as pessoas querem ocupar esses lugares?

A explicação mais confortável seria atribuir eventual hesitação às novas gerações, às mudanças na relação com o trabalho ou à menor valorização da carreira hierárquica. Mas conforto raramente produz entendimento. E, nesse caso, pode produzir apenas simplificação.

O Deloitte Global Gen Z and Millennial Survey 2026 revela um paradoxo. Apenas 6% dos entrevistados apontam alcançar uma posição de liderança como seu principal objetivo de carreira. Ao mesmo tempo, 76% da geração Z e 67% dos Millennials dizem ter interesse em ocupar posições de alta liderança em algum momento — embora apenas 25% e 21%, respectivamente, desejem promoções rápidas.

Portanto, parece haver desejo de liderar.

O que pode ter mudado é a pressa e, principalmente, a disposição para pagar determinado preço.

E esse preço aparece na própria pesquisa. Estresse e burnout são apontados como barreira para assumir posições de liderança por 50% da geração Z e 49% dos Millennials. Excesso de responsabilidade e impacto sobre o equilíbrio entre vida pessoal e profissional também estão entre os principais obstáculos.

Esses dados sugerem menos desinteresse e mais cautela diante do custo percebido da liderança. E, a partir daí, a discussão deixa de ser apenas geracional e passa então a ser também sobre a experiência de liderança que as organizações estão construindo.

Antes de aprender sobre liderança em qualquer programa de desenvolvimento, um profissional aprende observando seu líder.

Observa sua agenda, sua autonomia, seu nível de pressão, a quantidade de problemas que precisa resolver, o espaço que possui para pensar e a maneira como equilibra demandas vindas de cima, de baixo e dos lados.

E pode concluir: “Quero crescer profissionalmente. Só não sei se quero viver desse jeito.”

Há sinais de que essa percepção não surge do nada. De acordo com pesquisa divulgada pela Gartner em 2026, 47% dos gestores afirmam que hoje se espera mais deles e que precisam trabalhar mais do que apenas um ano antes. A Gallup reforça esse quadro: 45% dos gestores intermediários relataram burnout em 2025, o índice mais alto entre todos os grupos de funcionários.

Talvez, portanto, uma pergunta importante não seja apenas por que alguém hesita diante de uma posição de liderança, mas o que essa pessoa está vendo quando olha para quem já ocupa esse lugar.

Recentemente, em um workshop com diretores sobre desenvolvimento de futuras lideranças, propus uma provocação:

Se quiséssemos garantir que nenhuma nova liderança se desenvolvesse na organização, o que faríamos?

A pergunta parecia absurda. As respostas, nem tanto.

Bastaria centralizar decisões, evitar delegar situações relevantes, permitir que as urgências ocupassem permanentemente a agenda, utilizar os profissionais mais promissores apenas para resolver os problemas de hoje e adiar seu desenvolvimento para quando houvesse mais tempo.

O incômodo é perceber que alguns desses comportamentos podem estar presentes justamente em organizações preocupadas com seu pipeline de liderança. E eles não dificultam apenas o desenvolvimento de sucessores. Ajudam também a construir a vitrine da liderança que outros profissionais observam antes de decidir se querem, algum dia, ocupar aquele lugar.

Nessa vitrine aparecem líderes sobrecarregados, correndo de reunião em reunião, centralizando decisões, pressionados pelo curto prazo e frequentemente sem tempo para aquilo que dizem considerar importante: pensar estrategicamente, desenvolver pessoas e, sem dúvida, preparar o futuro.

Isso não significa que liderar deva ser confortável. Liderança continuará envolvendo pressão, conflitos, escolhas difíceis, exposição e responsabilidade por resultados e pessoas. A questão não é eliminar essas exigências nem tornar os cargos artificialmente atraentes.

A questão é outra: a experiência de liderar precisa continuar fazendo sentido para quem assume essa responsabilidade.

Falamos muito sobre o que um líder deve oferecer à organização, à equipe, aos clientes e aos demais stakeholders.

Mas talvez seja necessário perguntar também o que a própria experiência de liderança oferece a quem lidera.

Influência real? Aprendizado? Autonomia? Participação em decisões relevantes? A oportunidade de construir algo que permaneça depois de sua passagem? Ou, predominantemente, mais trabalho, mais reuniões e mais problemas pelos quais responder?

Essa reflexão muda também a maneira como pensamos sucessão.

O RH pode estruturar processos, provocar discussões, oferecer ferramentas e sustentar programas de desenvolvimento. Mas não pode substituir o líder nas experiências cotidianas em que alguém efetivamente aprende a liderar.

Responsabilidades crescentes, participação em decisões relevantes, desafios reais, feedback e espaço para experimentar ajudam a criar prontidão antes que a vaga exista. E oferecem algo igualmente importante: permitem que a pessoa descubra não apenas se consegue liderar, mas também se deseja liderar.

Por isso, sucessão não começa quando uma posição fica vaga nem apenas quando colocamos nomes em um quadro. Começa com o futuro que a organização pretende construir, com as lideranças de que precisará e com as experiências que oferecemos hoje para preparar quem poderá sustentá-lo amanhã.

O mesmo vale para o desejo de liderar. Ele começa muito antes de uma promoção ser oferecida.

Nas discussões sobre sucessão, continuaremos precisando perguntar quem está preparado para assumir posições maiores. Mas talvez seja hora de acrescentar uma pergunta anterior: que experiência de liderança estamos construindo para que alguém queira ocupar esse lugar depois de nós?

E talvez cada líder possa começar olhando para a própria agenda e perguntando: Se eu fosse o sucessor, eu compraria essa experiência?


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Quer saber mais sobre como transformar a experiência de liderança para que as novas gerações não apenas estejam preparadas para liderar, mas também queiram assumir esse papel? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até a próxima!

Wilson R. Lourenço
https://www.compassconsult.com.br

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O Medo na Liderança: Por Que a Dúvida Pode Tornar Decisões Mais Responsáveis

Entenda como o medo na liderança pode ampliar a prudência, estimular a dúvida e tornar decisões mais responsáveis. Veja por que líderes conscientes não precisam esconder a incerteza diante de escolhas complexas e de alto impacto.

O Medo na Liderança: Por Que a Dúvida Pode Tornar Decisões Mais Responsáveis

O Medo na Liderança: Por Que a Dúvida Pode Tornar Decisões Mais Responsáveis

Há pouco tempo, em uma entrevista ao podcast de Theo Von, Sam Altman, CEO da OpenAI e uma das principais vozes da atual revolução da Inteligência Artificial, foi confrontado com uma pergunta direta: “Essa tecnologia te assusta?” A resposta surpreendeu justamente por fugir da expectativa. Em vez de minimizar os riscos ou transmitir uma confiança inabalável, Altman respondeu: “Sim, claro. Acho que, se eu dissesse que não estou pelo menos um pouco assustado, você não deveria confiar em mim.”

Essa frase merece ser observada com cuidado. Ela não representa fragilidade. Representa consciência da dimensão da responsabilidade. Quando alguém participa da construção de uma tecnologia capaz de transformar economias, profissões e relações humanas, talvez o mais preocupante não seja sentir medo. Talvez o mais preocupante fosse não sentir absolutamente nenhum.

Se eu estivesse na posição de qualquer líder responsável por decisões capazes de impactar milhões de pessoas, eu teria medo. Não medo de críticas. Nem medo de perder popularidade. Eu teria medo de errar. Porque algumas decisões ultrapassam os limites de uma empresa ou de um mandato. Elas podem alterar o rumo de países, afetar gerações e produzir consequências difíceis, ou até impossíveis, de reparar. Talvez exista uma relação direta entre o tamanho da responsabilidade e a necessidade de prudência. E talvez o medo faça parte dessa prudência.

Durante décadas fomos educados a acreditar que um grande líder é aquele que transmite segurança absoluta.

O líder que sabe, que responde e que nunca hesita. Mas será que essa imagem ainda faz sentido em um mundo cuja principal característica é a imprevisibilidade? A história mostra que muitos dos maiores desastres políticos, econômicos e corporativos não nasceram do excesso de medo, mas sim da certeza absoluta. Da incapacidade de considerar que uma decisão poderia estar equivocada. Talvez o medo saudável cumpra justamente essa função: lembrar ao líder que nenhuma inteligência, humana ou artificial, está de fato acima da possibilidade do erro.

Na própria OpenAI, o desenvolvimento de seus modelos inclui avaliações de segurança, equipes independentes de testes e lançamentos graduais para identificar riscos antes da disponibilização pública. Não por acaso — mas porque quem está na linha de frente da inovação sabe que a magnitude da transformação exige o mesmo nível de responsabilidade.

Existe o medo que paralisa e o medo que amplia o senso de responsabilidade. O primeiro contamina equipes e favorece decisões defensivas. Enquanto que o segundo aumenta a atenção, estimula perguntas melhores, incentiva diferentes perspectivas e reduz o risco da arrogância. Talvez esse seja um dos maiores desafios da liderança contemporânea: não demonstrar invulnerabilidade, mas sustentar decisões importantes sem perder a consciência de suas consequências.

O líder pode demonstrar medo?

Acredito que sim, desde que façamos uma distinção essencial. Coragem não elimina a dúvida. Ela coexiste com ela. E talvez seja justamente essa coexistência que diferencia o líder consciente do líder arrogante.

No fundo, talvez não devêssemos desconfiar dos líderes que admitem sentir medo diante de decisões complexas. Mas talvez devêssemos prestar mais atenção naqueles que afirmam nunca duvidar de si mesmos. Porque o verdadeiro risco para uma organização, para um país ou para a própria humanidade talvez não seja o medo. Seja a certeza absoluta. Em um mundo cada vez mais complexo, coragem continuará sendo indispensável. Mas humildade intelectual talvez seja ainda mais. Porque, quanto maior o poder de uma decisão, maior deveria ser a consciência de que ela pode estar errada. E talvez seja justamente essa consciência que torne um líder digno da nossa confiança.


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Quer saber mais sobre como o medo na liderança pode ampliar a prudência e contribuir para decisões mais responsáveis? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até a próxima!

Leila Navarro
Palestrante internacional, escritora e estudiosa do comportamento humano e das transformações provocadas pela tecnologia na sociedade. Especialista em Inovação Humana e Desenvolvimento do Novo Humano nas Organizações. Autora de 17 livros traduzidos para diversos idiomas, astronauta análoga certificada e referência latino-americana em presença, comportamento e futuro do trabalho.
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Palavras-chave: medo na liderança, líder, liderança, medo, responsabilidade, dúvida, certeza, dúvida nas decisões, decisões mais responsáveis, como tomar decisões mais responsáveis, medo saudável, liderança contemporânea, senso de responsabilidade, humildade intelectual
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Resiliência

Faça de cada limão, uma limonada! Resiliência é a capacidade de se resistir flexivelmente às adversidades e dificuldades, utilizando-as para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.

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O sucesso de uma mulher está em ser mulher!

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.

E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.

Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.

Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:

  • Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
  • Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.

E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.

Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.

Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.

Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.

O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.

Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.

Mas, é possível e já vi milagres.

Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.

Acreditar na Mulher que há dentro de você.

Sucesso e Feliz Dia da Mulher!

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Não concretizou uma meta? É preciso agora ter coragem para fazer mudanças drásticas!

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida.

A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.

E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.

Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.

Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.

A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.

Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.

Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.

Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.

Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.

Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.

E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?

Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?

Chega de Síndrome de Felipão, né?

Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.

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Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Quando buscamos algo melhor, criamos a mudança, pois desejamos que coisas melhores ocorram. Mas há também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora?

Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…

Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.

Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.

Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.

Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.

Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…

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Sem Comprometimento não há avanços na vida e nem sucesso!

Qual é o seu grau de comprometimento em realizar algo? Um dos maiores problemas de uma pessoa é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

Responda rápido a minha pergunta:

– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?

Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:

– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?

Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.

Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.

Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.

E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?

Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.

O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.

Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?

Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.

Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.

Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:

Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.

Para ajudar, significado de Comprometimento:

“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.

Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!

Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.

É por ai. Boa semana!

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O Poder do Bom Dia e Obrigado

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado. Quem não gostaria de ouvir este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.

Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.

Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.

Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?

Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.

Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?

Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?

Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.

A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.

Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.

Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.

O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.

Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.

Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.

Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.

Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.

Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.

Pense nisso.

Te desejo um bom dia e obrigada.

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Procrastinando? Então continue!

Sabe aquilo que você já sabe que tem que fazer e não faz? É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que nunca rola por que você não toma a iniciativa.

É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.

Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”

E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.

Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?

O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.

Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.

Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…

Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:

1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?

Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.

2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.

Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.

3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?

4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.

5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.

6º passo: Faça.

Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.

E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.

Com amor e com alma,

Karinna

PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.

PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.

Obrigada!

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Você sabe o que é Inteligência Espiritual?

A maior parte das pessoas já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. E sobre Inteligência Espiritual? Será que a Inteligência Emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? O que você pensa a respeito?

Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?

Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação.  Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.

O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.

Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.

Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.

As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.

E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!

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