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Pais Rigorosos Formam Bons Executivos — Mas a Que Custo Para a Autonomia e a Capacidade de Criar?

Pais rigorosos podem formar bons executivos, mas a que custo? Entenda como disciplina sem autonomia pode limitar criatividade, pensamento crítico e a capacidade dos filhos de construir caminhos próprios em um mundo que exige consciência.

Pais Rigorosos Formam Bons Executivos — Mas a Que Custo Para a Autonomia e a Capacidade de Criar?

Pais Rigorosos Formam Bons Executivos — Mas a Que Custo Para a Autonomia e a Capacidade de Criar?

Olá!

Existe uma frase que, dita em voz alta, parece até elogio. Pais rigorosos formam bons executivos. E talvez formem mesmo. Formam pessoas disciplinadas, pontuais, organizadas, capazes de cumprir metas, respeitar hierarquias, suportar pressão e fazer o que precisa ser feito, mesmo quando não têm vontade.

Em um mundo corporativo que ainda valoriza previsibilidade, controle e desempenho, isso costuma ser visto como virtude. O problema é que toda virtude, quando exagerada e mal compreendida, cobra um preço. E o preço, neste caso, talvez seja maior do que imaginamos.

O ponto não é desprezar disciplina. Nem romantizar filhos rebeldes, desorganizados ou incapazes de lidar com limites. Esse não é o argumento. O problema começa quando a educação deixa de formar consciência e passa a formar apenas adequação. Quando o objetivo da casa deixa de ser desenvolver pessoas inteiras e passa a ser produzir filhos “que deem certo”. Filhos comportados. Educados. Responsáveis. De bem. Filhos que não criem problema. Filhos que caibam no mundo sem fazer muito barulho.

Isso, à primeira vista, parece sensato. E muitas vezes é mesmo. Afinal, nenhum pai deseja ver um filho perdido, irresponsável ou incapaz de construir a própria vida. Mas há uma diferença profunda entre ensinar responsabilidade e ensinar submissão sofisticada. Há uma diferença enorme entre educar para a consciência e educar para o controle. E, em muitos lares, essa fronteira foi ficando cada vez mais confusa.

Rigidez educa para o controle; autonomia educa para a consciência.

Essa frase talvez resuma boa parte do nosso tempo. Durante muito tempo, a sociedade premiou pessoas que sabiam se ajustar. Gente que não questionava demais, que seguia o caminho esperado, que estudava, se formava, arrumava um emprego estável e sustentava a própria rotina com dignidade. Isso não era pouco.

Em muitos contextos, era tudo. Para gerações inteiras, dar certo na vida significava sobreviver com decência, construir algum patrimônio, honrar a família e não se perder. Havia nisso uma lógica dura, mas compreensível. O mundo era mais hostil, os amortecedores sociais eram menores e o custo do erro recaía com mais rapidez sobre quem errava. Em muitas famílias, se o filho repetisse de ano, o principal prejudicado era ele.

Se não estudasse, pagaria caro por isso. Se não se organizasse, começaria a trabalhar cedo e aprenderia pela fricção. E se não “desse certo”, sairia de casa pronto ou não, porque a casa também não tinha espaço emocional, financeiro ou estrutural para sustentar indefinidamente uma dependência prolongada. Havia menos margem. Menos acolchoamento. Menos extensão da adolescência.

Hoje, em boa parte dos contextos urbanos e das famílias que conseguiram acumular algum nível de estabilidade, o cenário mudou. O custo do fracasso do filho deixou de recair apenas sobre ele. Recaí também sobre os pais. Um ano escolar perdido não é apenas atraso acadêmico; pode significar milhares de reais investidos sem retorno. Uma escolha profissional malsucedida não é apenas um tropeço individual; pode significar mais anos de dependência financeira, emocional e logística. Um adulto que demora a sair de casa, ou que não consegue se firmar, pode representar uma extensão indesejada da tutela parental. Em outras palavras, o ambiente familiar contemporâneo passou a conviver com um novo tipo de medo: o medo do filho que não engrena.

E aqui entra uma chave importante da inteligência comportamental: todo ambiente é definido pelo interesse.

Ambientes reforçam comportamentos que protegem seus próprios interesses. Se o interesse central de uma família passa a ser reduzir risco, ela tenderá a valorizar comportamentos de segurança. Se o interesse passa a ser evitar perdas, ela tenderá a reforçar prudência, conformidade, obediência, bom desempenho escolar, escolhas profissionais previsíveis e baixa exposição ao erro. E se o interesse é garantir que o filho “se resolva”, o ambiente familiar pode começar, sem perceber, a punir tudo aquilo que pareça desvio, experimentação excessiva, ousadia, inconformismo ou demora no amadurecimento.

Não é crueldade. É gestão de risco afetiva.

O problema é que ambientes orientados demais pelo medo da perda acabam premiando, com força, os comportamentos de adaptação. E comportamentos de adaptação, quando hiper reforçados, formam adultos excelentes para operar estruturas prontas, mas nem sempre capazes de criar estruturas novas.

É assim que nascem muitos profissionais admirados por sua disciplina e eficiência, mas intimamente inseguros diante da liberdade. Pessoas que executam muito bem, mas propõem pouco. Que cumprem metas com excelência, mas têm baixa tolerância ao improviso, à ambiguidade e ao risco. Gente preparada para dar certo, mas não necessariamente para fazer dar certo.

Essa distinção é decisiva.

  • Dar certo é caber em um modelo validado.
    Fazer dar certo é construir caminho onde o modelo ainda não existe.
  • Dar certo costuma ser o prêmio da adaptação.
    Fazer dar certo exige autonomia, leitura de contexto, coragem, responsabilidade criativa e iniciativa.
  • Dar certo agrada a família.
    Fazer dar certo exige, muitas vezes, decepcionar expectativas para inaugurar possibilidades.

Quando olhamos por esse ângulo, a frase inicial ganha outro peso. Pais rigorosos formam bons executivos. Sim. Porque o mundo corporativo clássico ainda recompensa muito aquilo que a rigidez doméstica sabe produzir: constância, disciplina, obediência às regras, foco em entrega, tolerância à frustração, respeito à autoridade, capacidade de funcionar em estruturas hierárquicas. Não é coincidência. Há uma linha de continuidade entre certos modelos de educação familiar e certos modelos de organização do trabalho. A criança que aprendeu cedo que errar custa caro, que questionar demais incomoda e que aprovação vem do bom comportamento tende a se tornar o adulto que lê bem o jogo da conformidade.

Mas toda formação tem sombra.

A mesma criança que foi muito elogiada por obedecer pode crescer acreditando que pensar diferente é arriscado. E a mesma criança que aprendeu a não criar problemas pode, na vida adulta, ter dificuldade para confrontar o óbvio. A mesma criança treinada para agradar pode se tornar um profissional extremamente competente, mas dependente de validação externa. E a mesma criança que foi conduzida sempre para o caminho “certo” pode entrar em colapso quando a vida exigir criação em vez de reprodução.

É aqui que o custo social aparece.

Uma sociedade que forma apenas bons executivos empobrece sua própria capacidade de renovação. Porque não vivemos apenas de manutenção. Não sobrevivemos apenas com bons cumpridores de processos. Não avançamos somente com pessoas preparadas para estabilidade.

Toda sociedade também precisa de livres pensadores, inventores de caminhos, empreendedores, inconformados produtivos, criadores de novas soluções, gente capaz de olhar para uma regra e perguntar: isso ainda faz sentido? Gente capaz de enxergar oportunidades onde os demais veem apenas risco. Gente que não se resume a operar o sistema, mas se dispõe a redesenhá-lo. Talvez os pais ainda não estejam preparados para esse novo comportamento.

E talvez isso seja mais compreensível do que condenável. Porque formar um filho obediente, no cotidiano, dá menos trabalho do que formar um filho livre-pensante. O obediente responde mais rápido ao comando, reduz atrito doméstico e poupa energia em uma rotina já sobrecarregada. Já o filho que pergunta, argumenta, quer entender o porquê, questiona incoerências e pede participação ativa na construção das regras exige mais presença, mais repertório, mais paciência e mais consistência dos adultos. Não basta mandar. É preciso sustentar sentido.

E sentido dá trabalho.

Talvez por isso tantas famílias, mesmo bem-intencionadas, acabem trocando formação por conveniência sem perceber. Valorizam demais o silêncio, a adequação, a linearidade, a ausência de conflito, o desempenho sem ruído. Mas educar não é apenas conseguir adesão ao comando. Educar é formar critério. É preparar alguém para habitar o mundo sem precisar ser permanentemente conduzido por outro. É ajudar o filho a desenvolver bússola interna, e não apenas reflexos de acomodação.

Existe, inclusive, uma armadilha elegante nesse processo. Muitos pais acreditam que estão formando maturidade quando, na verdade, estão formando medo. Confundem prudência com retração, respeito com submissão, responsabilidade com baixa ousadia e disciplina com incapacidade de experimentar. E, mais tarde, estranham quando o filho se torna um adulto “correto”, porém sem iniciativa; “bom”, porém sem protagonismo; “estável”, porém incapaz de liderar a própria ruptura.

  • Não há inovação sem margem para erro.
  • Não há pensamento crítico sem espaço para discordância.
  • Não há empreendedorismo sem convivência com incerteza.
  • Não há autonomia real quando toda a formação foi orientada para aprovação.

Isso não significa abandonar limites. Ao contrário. Liberdade sem limite vira dispersão. Mas limite sem liberdade vira domesticação. O desafio contemporâneo talvez esteja justamente em formar filhos capazes de sustentar responsabilidade sem perder inventividade. Filhos que saibam respeitar regras, mas que não se ajoelhem mentalmente diante delas. Filhos que tenham disciplina suficiente para construir e consciência suficiente para revisar. E filhos que consigam pertencer sem desaparecer de si.

Há um detalhe importante nisso tudo.

O mundo do futuro não precisará menos de disciplina. Precisará de outro tipo de disciplina. Não a disciplina da obediência cega, mas a disciplina da autoria. Não a disciplina de fazer porque mandaram, mas de fazer com consistência aquilo que se escolheu construir. E não a disciplina de caber no trilho, mas de sustentar propósito mesmo quando o trilho ainda não existe.

É por isso que o tema da formação familiar precisa ser revisitado com coragem. Durante décadas, o ideal de sucesso foi fortemente associado à boa adaptação. Estude, comporte-se, seja aceito, forme-se, trabalhe, estabilize-se. Esse roteiro ainda funciona para muita gente e não precisa ser desprezado. O problema está em transformá-lo em único horizonte. Porque uma sociedade que só ensina os filhos a serem aceitos corre o risco de formar gerações incapazes de reinventar aquilo que as aprisiona.

Talvez esteja na hora de perguntar menos “como faço meu filho dar certo?” e mais “como ajudo meu filho a fazer dar certo?”.

  • A primeira pergunta procura encaixe.
    A segunda desenvolve protagonismo.
  • A primeira quer garantir destino.
    A segunda forma competência para construir destino.
  • A primeira sossega o medo dos pais.
    A segunda fortalece a consciência dos filhos.

E, para os pais que estejam lendo este texto, talvez algumas perguntas práticas possam ajudar.

  • A primeira é simples: você valoriza mais a obediência imediata ou a compreensão verdadeira? Porque filho obediente pode facilitar a rotina, mas filho que compreende o porquê das coisas desenvolve consciência. Quem só aprende a cumprir ordens tende a depender delas. Quem aprende a compreender tende a construir critério.
  • A segunda: seu filho tem permissão para correr pequenos riscos compatíveis com a idade? Porque autonomia não nasce do discurso. Nasce do exercício. Crianças e adolescentes que nunca experimentam consequência, escolha, erro e reconstrução podem crescer tecnicamente preparados, mas emocionalmente frágeis diante da vida real. Toda superproteção prolongada cobra juros.
  • A terceira: dentro da sua casa, questionar é visto como insolência ou como oportunidade de formação? Evidentemente, existe diferença entre questionar com desrespeito e questionar para compreender. Mas pais que sufocam toda pergunta em nome da autoridade geralmente conseguem silêncio no curto prazo e passividade no longo. E passividade demais pode até produzir filhos fáceis, mas dificilmente produzirá adultos criadores.

No fim, talvez a grande pergunta seja esta: estamos formando pessoas para manter o mundo como ele está ou para também participar daquilo que ele pode vir a ser? Pais rigorosos podem, sim, formar bons executivos. Mas o mundo não precisa apenas disso. O mundo precisa também de gente que pense com liberdade, aja com consciência, questione com responsabilidade e crie com coragem. Precisa de pessoas que não apenas se adaptem ao que existe, mas que tenham condições internas para melhorar o que encontraram.

Educar um filho para caber no mundo pode ser suficiente para a sobrevivência. Educá-lo para compreender o mundo e transformá-lo talvez seja o verdadeiro salto civilizatório.

Pense nisso!


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Quer saber mais sobre como pais rigorosos podem formar bons executivos, mas também limitar autonomia, criatividade e protagonismo? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até a próxima!

Edson Carli
https://inteligenciacomportamental.com

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O Lado Oculto do Turnover: O Que as Empresas Ainda Não Estão Vendo — e Já Estão Pagando por Isso

Turnover não é só perda de talentos. É o sintoma visível de um risco invisível que já está impactando empresas. Entenda como ele revela riscos psicossociais, expõe empresas à nova NR-01 e mostra a importância do cuidado e da gestão ativa antes que a conta chegue.

O Lado Oculto do Turnover: O Que as Empresas Ainda Não Estão Vendo — e Já Estão Pagando por Isso

O Lado Oculto do Turnover: O Que as Empresas Ainda Não Estão Vendo — e Já Estão Pagando por Isso

Por muito tempo, o turnover foi tratado como um indicador operacional. Um número no dashboard. Um percentual a ser reduzido. Um problema de retenção.

Mas essa leitura ficou superficial.

Hoje, o turnover revela algo mais profundo, e mais perigoso: ele é o sintoma visível de um risco invisível que, silenciosamente, já está impactando o caixa das empresas.


E, a partir de maio de 2026, esse risco deixa de ser apenas estratégico. Ele se torna jurídico. E financeiro.

Maio de 2026 não é apenas mais uma data no calendário corporativo. É um divisor de águas silencioso,  e caro,  para o RH e a diretoria das empresas. A partir desse momento, a adequação à nova NR-01 deixa de ser opcional e passa a ser um risco financeiro direto.

Mas aqui está o ponto central: o problema nunca foi a norma.

O problema é a vulnerabilidade que ela expõe.

Ao longo dos últimos anos, acompanhando de perto os desafios de líderes e gestores na Passadori Comunicação, tornou-se evidente um padrão preocupante: as empresas estão investindo cada vez mais em cultura organizacional, programas de desenvolvimento, treinamentos de liderança e iniciativas de bem-estar.

Mas continuam juridicamente desprotegidas.

Existe hoje uma lacuna perigosa entre a intenção de cuidar e a capacidade de comprovar esse cuidado. E essa lacuna custa caro.

Com as novas exigências do Ministério do Trabalho, fiscais passarão a exigir prova documentada de mitigação ativa de riscos psicossociais dentro das organizações. Não basta mais o discurso de “somos uma ótima empresa para se trabalhar”.

Sem evidência, não há defesa.

E quando a evidência falta, a conta chega, em forma de multas que podem variar de R$ 15 mil a R$ 44 mil por fiscalização, além de processos trabalhistas relacionados a burnout, que agora é reconhecido como doença ocupacional e pode gerar indenizações que ultrapassam R$ 70 mil por colaborador.

O turnover, nesse contexto, deixa de ser apenas uma consequência de insatisfação. Ele passa a ser um indicador de risco jurídico.

Cada saída não investigada, cada pedido de demissão sem análise profunda, cada afastamento por exaustão não estruturado, tudo isso pode ser interpretado como negligência organizacional.


E aqui entra um ponto sensível, ainda pouco discutido nas empresas: a falsa sensação de segurança.

Muitas organizações acreditam que oferecer benefícios como terapia, programas de apoio psicológico ou plataformas de bem-estar resolve o problema.

E, do ponto de vista humano, ajudam, e muito.

Mas resolvem juridicamente?

Não.

O sigilo médico, essencial para proteger o colaborador, impede que a empresa tenha acesso a dados estruturados que comprovem a gestão ativa de riscos psicossociais.

Na prática, a empresa investe, cuida, mas não consegue provar que cuida.

E, diante de um auditor ou de um juiz, isso faz toda a diferença.

É como se a organização estivesse operando às cegas: sente o problema, mas não consegue documentá-lo. Percebe o desgaste, mas não consegue demonstrar que agiu preventivamente.

Esse é o verdadeiro lado oculto do turnover: não é apenas a perda de talentos. É a exposição silenciosa que ele revela.

Foi observando exatamente esse vazio no mercado, e vivenciando de perto as dores das lideranças corporativas,  que surgiu a AtaraxIA.

A proposta rompe com uma lógica tradicional que sempre colocou o cuidado humano e a proteção jurídica em lados opostos.

Aqui, eles passam a caminhar juntos.

A plataforma oferece um espaço seguro de escuta ativa para o colaborador, disponível 24 horas por dia, onde ele pode expressar suas tensões, pressões e emoções com o apoio de uma inteligência artificial de alta fidelidade.

Mas o grande diferencial está no que acontece em paralelo.

Enquanto o colaborador é acolhido, o sistema transforma essas interações, de forma totalmente anonimizada, em inteligência organizacional.

O RH passa a ter acesso a um dossiê mensal estruturado, com mapas de calor que indicam áreas de maior risco psicossocial, tendências de desgaste, sinais precoces de burnout e padrões de comportamento organizacional.

Sem violar o sigilo individual, sem expor pessoas. Mas gerando aquilo que a nova NR-01 exige: evidência.


E é aqui que o jogo muda.

Porque, pela primeira vez, o RH consegue sair de uma posição reativa, apagando incêndios após pedidos de demissão ou afastamentos,  para uma atuação estratégica, antecipando riscos antes que eles se transformem em crises.

Mais do que isso: a empresa passa a construir uma narrativa defensável.

Uma narrativa baseada em dados, em ações, em monitoramento contínuo, em gestão ativa. E não apenas em intenção.

Isso redefine completamente a forma como olhamos para o turnover. Ele deixa de ser um indicador de falha e passa a ser um sinal de alerta estratégico.

Um convite para investigar o que está por trás. Um ponto de partida para decisões mais inteligentes.

Porque, no cenário atual, proteger o caixa e cuidar das pessoas não são escolhas opostas. São a mesma decisão.

E ignorar isso é um risco que as empresas não poderão mais sustentar.


Por isso, o convite que deixo para diretores e profissionais de RH é simples, e urgente:

  • Revisem suas estratégias antes que a fiscalização faça isso por vocês.
  • Olhem para além dos indicadores tradicionais.
  • Perguntem-se não apenas o quanto estão investindo em cultura, mas o quanto conseguem comprovar esse investimento.

Porque, a partir de agora, não basta cuidar. Será preciso provar que cuidou.

E, nesse novo contexto, quem tiver dados, terá proteção. Quem não tiver, terá custo.

Se esse tema faz sentido para a sua realidade, vale conhecer mais profundamente as soluções que estão emergindo para fechar essa lacuna.

A AtaraxIA é um exemplo de como tecnologia, cuidado humano e inteligência jurídica podem  e devem caminhar juntos.

Acesse: www.ataraxia-ai.com.br

O futuro da gestão de pessoas já começou.

A pergunta é: sua empresa está preparada para sustentá-lo?


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Quer saber mais sobre como o turnover pode revelar riscos psicossociais antes que eles se tornem custo jurídico e financeiro para sua empresa? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar sobre este tema.

Até a próxima!

Luciana Soares Passadori
https://www.passadori.com.br

Confira também: Red Pill, Misoginia Digital e o Impacto Silencioso nas Mulheres e nas Organizações

Palavras-chave: turnover, riscos psicossociais, NR-01, risco jurídico, inteligência organizacional, lado oculto do turnover, turnover e risco jurídico, turnover nas empresas, gestão ativa de riscos psicossociais, turnover em inteligência estratégica
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Nem Toda Conversa Precisa Acontecer e Isso Também é Maturidade

Nem toda conversa precisa acontecer. Entenda quando insistir em um diálogo só desgasta, como reconhecer diálogos sem escuta, proteger sua energia emocional e escolher o silêncio consciente como um ato de maturidade, cuidado e autorrespeito.

Nem Toda Conversa Precisa Acontecer e Isso Também é Maturidade

Nem Toda Conversa Precisa Acontecer e Isso Também é Maturidade

Existe uma ideia muito difundida quando falamos de comunicação: a de que tudo precisa ser dito.

Que toda situação deve ser resolvida por meio de uma conversa.

Que silenciar é um erro.

Mas será mesmo?

Ao longo da minha trajetória, tenho percebido algo que nem sempre é confortável admitir: nem toda conversa precisa ou deve acontecer.

E entender isso não é fuga. É maturidade.

Vivemos em uma cultura que valoriza a expressão, o posicionamento, a coragem de falar. E, de fato, tudo isso é importante. Pouco se fala sobre um outro tipo de sabedoria: a de reconhecer quando uma conversa não encontrará espaço para existir de forma saudável.

Porque conversar não é apenas falar. É encontrar um campo mínimo de escuta. E nem sempre esse campo está disponível.

Quantas vezes verbalizou algo que considerava importante e o outro apenas esperava para falar também.

Quantas vezes você já tentou conversar com alguém que não queria escutar?

E quantas vezes organizou seus pensamentos, buscou as palavras certas… e, ainda assim, encontrou resistência, negação ou até agressividade?

Nem toda ausência de conversa é omissão. Às vezes, é proteção.

Existe uma diferença importante entre evitar uma conversa por medo e escolher não ter uma conversa por consciência.

E essa diferença muda tudo.

Antes de iniciar uma conversa difícil, talvez valha fazer uma pausa e se perguntar:

  • Eu estou buscando construir ou apenas desabafar?
  • O outro tem disponibilidade emocional para sustentar essa conversa?
  • Existe segurança nessa relação para que eu me expresse de verdade?
  • Estou insistindo em um diálogo onde só há defesa, julgamento ou invalidação?

Essas perguntas não são para te calar. São para te trazer consciência.

Porque existe um custo alto em insistir em conversas que não têm espaço para acontecer.

É o desgaste emocional, a frustração de não ser escutado, a sensação de se expor e não ser acolhido.

É, muitas vezes, reviver padrões que já machucaram antes.

E, em alguns casos, o corpo já deu sinais disso — como falamos no texto anterior.

O corpo tensiona. A ansiedade aumenta. A respiração encurta. O pensamento acelera.

Ainda assim, seguimos tentando como se, dessa vez, fosse diferente.

A maturidade emocional também é reconhecer padrões.

É perceber quando o outro não está disponível, não por falta de argumento seu, mas por limite dele.

E aqui existe um ponto delicado: nem todo mundo tem capacidade emocional para determinadas conversas.

Isso não torna o outro “errado”. Torna inadequado insistir.

Aceitar isso pode doer.

Porque, no fundo, muitas vezes queremos ser vistos, compreendidos, validados.

Queremos que o outro mude, reconheça, escute.

Crescer emocionalmente também passa por uma compreensão importante: nem sempre isso virá do lugar onde esperamos.

E, nesses casos, insistir pode ser mais sobre necessidade interna do que sobre possibilidade real de diálogo.

Então, o que fazer quando percebemos que uma conversa não é possível?

Primeiro nomear para si mesmo. Reconhecer, com honestidade, que aquele espaço não sustenta o que você precisa dizer.

Depois redirecionar essa energia. Nem toda conversa precisa ser com o outro.

Algumas precisam ser com você mesmo.

  • O que essa situação desperta em mim?
  • O que eu gostaria de ter dito e por quê?
  • O que essa relação me mostra sobre meus limites?
  • O que eu preciso ajustar em mim, independentemente do outro?

Esse movimento não é sobre engolir o que sente. É sobre elaborar de forma consciente.

Porque existe uma forma madura de não conversar: aquela em que você não se abandona.

Você pode não ter aquela conversa. E não precisa se silenciar internamente.

Pode escolher não se expor a um ambiente inseguro. E ainda assim pode se escutar, se validar, se posicionar, mesmo que apenas dentro de si, naquele momento.

E, em muitos casos, esse é o primeiro passo para algo maior: rever relações, ajustar limites, redefinir espaços.

Nem toda conversa precisa acontecer.

De qualquer maneira existe força em falar e igualmente existe força em escolher onde, quando e com quem falar.

E talvez a verdadeira maturidade esteja justamente aí: não apenas na coragem de se expressar, como também na sabedoria de discernir quando o silêncio consciente é, na verdade, um ato de cuidado.

Porque, no fim, não se trata apenas de falar ou calar.

Se trata de não se violentar tentando caber em conversas que não são seguras para você.

E então, creio que vale aqui uma reflexão:

Será que você está insistindo em alguma conversa que, no fundo, já percebeu que não encontra espaço para acontecer?

E o que essa insistência pode estar te impedindo de enxergar ou de escolher?

Porque, às vezes, o próximo passo não é falar melhor. É escolher melhor onde colocar a sua voz.


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Quer saber mais sobre a maturidade emocional para reconhecer quando vale a pena conversar — e quando o mais maduro é escolher o silêncio? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Até breve!

Angela Passadori
http://facebook.com/angelapassadori
https://www.linkedin.com/in/angelapassadori/

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Palavras-chave: conversa, maturidade emocional, silêncio consciente, conversa difícil, disponibilidade emocional, nem toda conversa precisa acontecer, quando não vale a pena conversar, escolher o silêncio com maturidade, conversas que não são seguras, como reconhecer conversas difíceis
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O Que o Seu Time Espera da Sua Liderança

Descubra o que seu time realmente espera da sua liderança e como ajustar sua atuação para gerar engajamento, autonomia e resultados consistentes, desenvolvendo pessoas, fortalecendo a confiança e elevando a performance do time.

O Que o Seu Time Espera da Sua Liderança

O Que o Seu Time Espera da Sua Liderança

“Avançar no pipeline não é ganhar mais liberdade, é assumir decisões mais complexas com menos supervisão.” Ram Charan

É com essa frase que Ran Charan que começo este artigo.

Você já parou para pensar no que seu time espera da sua liderança?

Nos vemos engolidos pela operação, lotados de reuniões, sem tempo para nada. Estamos sempre ocupados, mas isso significa que estamos de fato agregando valor para nosso time?

Sabemos que o negócio precisa de muitos alinhamentos entre áreas, envolvimento em novos projetos, mas precisamos ter uma disciplina com nossa agenda e rituais que escolhemos colocar nossa energia, pois podemos perder o engajamento e resultados, se você não tiver clareza de onde vira o ponteiro de fato através de sua liderança.

O seu time não espera que você controle as atividades que são executadas.

Isso é uma gestão comando e controle. Claro que temos diferentes níveis de senioridade e maturidade em nossas equipes. Mas executar pelo time ou ficar controlando cada passo, não torna sua equipe autônoma e eficiente.

Precisamos mapear os potenciais e gaps de desenvolvimento de nossas equipes e investir tempo no treinamento seja de capacidades técnicas e comportamentais. Assim, podemos distribuir melhor as tarefas e gerir de acordo com prazos e entregáveis.

Sua equipe não espera que você tenha todas as respostas e nem saiba de tudo.

É para isso que você tem uma equipe diversa e melhor que você em inúmeras habilidades. A troca e colaboração fortalecem engajamento, quando você divide a responsabilidade da decisão e caminhos com o time.

Você pode ser vulnerável com sua equipe. O não saber, pedir ajuda, dizer como se sente, não demonstra fraqueza, mas traz conexão com a equipe. Te lembra que você também é humano, erra e acerta. Se você está sempre num lugar inacessível, como seu time vai dizer que não sabe? Como vai ser capaz de errar para aprender? Compartilhe erros e acertos de sua jornada e veja que seu time vai se conectar mais contigo e entre pares.

Sua equipe espera que você os provoque e estimule o próximo nível. Para que isso seja possível, você precisa estar atento ao mercado, circulando e trocando com pessoas na empresa, clientes, no ecossistema do negócio.

Sua equipe quer que seu tempo seja utilizado de forma eficaz e não em reuniões que poderiam ser um email, áudio. Para tal, organize seus rituais de forma assertiva.

Seu time espera que você se importe com eles.

Seja emocionalmente, no desenvolvimento de sua carreira e tenha um espaço individual para crescimento. Não quer apenas falar de tarefas, mas sim sobre sua carreira. Nosso papel é o desenvolvimento de pessoas. Que legado estamos deixando, se nos esquecemos que liderar é conduzir com as pessoas? Como você quer se lembrado? As pessoas não querem se sentir invisíveis, doentes. Querem ser respeitadas, desafiadas e fazer a diferença.

Se hoje seu tempo está mais em reuniões que pouco agregam valor para sua equipe, então reveja seus rituais. Coloque um equilíbrio na sua forma de liderar.

Cuide da sua formação como líder, no seu estilo de comunicação e gestão de pessoas. Se você quer crescer na posição de liderança, então você precisa internalizar que líderes não geram resultados. Líderes formam times e como diz Simon Sinek, “elas que geram os seus resultados.”


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Quer saber mais sobre como desenvolver uma liderança que realmente engaje, gere resultados consistentes no desenvolvimento de pessoas e atinja aquilo que seu time espera de você como líder? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Aline Gomes
alinegomes@alimonada.com.br  
http://www.linkedin.com/in/alinecgomes/

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Palavras-chave: liderança, time, equipe, engajamento, resultados, o que seu time espera da sua liderança,  o que meu time espera de mim como líder, desenvolvimento de pessoas na liderança, gestão comando e controle, autonomia e eficiência da equipe, como alinhar liderança e resultados
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Clareza Não Vem Antes da Ação, Ela Vem por Causa da Ação

Descubra por que a clareza na transição de carreira nasce do movimento e como a ação, mesmo imperfeita, ajuda a romper a inércia, vencer o medo e construir direção com mais confiança, aprendizado e evolução.

Clareza Não Vem Antes da Ação, Ela Vem por Causa da Ação

Clareza Não Vem Antes da Ação, Ela Vem por Causa da Ação

O mito da clareza perfeita

Uma das frases que mais escuto de quem está em transição de carreira é: “Eu só preciso de mais clareza.”

Clareza sobre o que quer, sobre qual caminho seguir, sobre a decisão certa.

E, enquanto essa clareza não chega… nada acontece.

Mas existe um ponto importante — e desconfortável — que precisa ser dito:

Você não está travado por falta de clareza. Está travado por falta de ação.


A ilusão de que pensar resolve

Existe uma crença muito comum:

  • “Quando eu tiver certeza, eu me movo.”
  • “Quando as coisas melhorarem, eu começo.”

Mas a vida não funciona assim. A clareza não é pré-requisito para ação, mas sim consequência dela.

Quanto mais você pensa sem agir, mais confuso fica. Porque o pensamento, sozinho, gira em círculos. Ele não cria evidência, só cria dúvida.

E existe um ponto ainda mais perigoso. O cérebro, ao buscar validar suas crenças atuais, começa a te convencer a permanecer no lugar comum, a famosa zona de conforto.

Você não descobre o caminho ideal sentado. Você descobre caminhando, testando, errando e ajustando a rota conforme aprende.


Transição pede movimento, não perfeição

Quem está em transição de carreira muitas vezes quer dar o passo certo. Mas, na prática, o passo certo só existe depois do primeiro passo dado. Você aprende:

  • Testando;
  • Errando;
  • Ajustando;
  • Experimentando;
  • Conversando;
  • Se expondo;
  • Refletindo e, se necessário, recalculando a rota.

A ação traz dados e dados trazem clareza.

Sem isso, você fica preso em suposições que não constroem futuro. Elas apenas alimentam a dúvida e prolongam de fato a estagnação.

Mover-se não garante acerto imediato, mas garante evolução.


O medo disfarçado de planejamento

Muitas vezes, o que chamamos de “falta de clareza” é, na verdade, medo.

Medo de escolher errado, de perder tempo, de se frustrar, de sair do lugar onde você já é conhecido.

E então o cérebro entra em ação novamente, agora de forma sofisticada: transformando medo em planejamento infinito.

Você diz que está “pensando melhor”… Mas, no fundo, só está evitando agir.

E quanto mais você evita agir, mais reforça a sensação de insegurança, criando assim um ciclo difícil de romper.


Um exercício simples e poderoso. Se você quer sair da inércia, experimente isso:

Escolha uma direção possível, não perfeita e dê um passo ainda esta semana.

Pode ser:

  • Conversar com alguém da área, empresa ou segmento que te interessa;
  • Começar um curso;
  • Se candidatar a uma vaga;
  • Testar um projeto paralelo;
  • Explorar um novo tema.

A pergunta não é: “Esse é o caminho certo?”

A pergunta é: “O que essa ação pode me ensinar?”

Depois de agir, avalie:

  • O que funcionou — e o que não funcionou?
  • Qual foi o aprendizado?
  • O que pode ser feito de forma diferente no próximo passo?

Conclusão: clareza se constrói no caminho.

Você não precisa ter todas as respostas para começar. Precisa apenas de disposição para sair do lugar.

“Você não precisa ver a escada inteira. Só precisa dar o primeiro passo.” — Martin Luther King Jr.

Se você continuar esperando clareza para agir, vai continuar parado.

Se começar a agir, a clareza inevitavelmente aparece — porque ela sempre esteve do outro lado do movimento. E talvez a verdadeira pergunta não seja: “Qual é o caminho certo?”

Mas sim: “Você está disposto a começar?”


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Quer saber mais sobre como avançar na transição de carreira com mais clareza e ação? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Renato Moreno
https://www.linkedin.com/in/renatomorenodealmeida/

Confira também: A Intencionalidade que Abre Caminhos na Carreira: Primeiro Você Se Torna, Depois Você Recebe

Palavras-chave: transição de carreira, clareza, ação, medo, zona de conforto, clareza não vem antes da ação, falta de clareza, primeiro passo, sair da inércia, transformando medo em planejamento infinito
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Quando um Profissional de RH está Pronto para Ser BP de RH?

Descubra os 8 sinais que revelam quando um profissional de RH está pronto para se tornar BP de RH e atuar com visão estratégica, postura consultiva, influência junto às lideranças e decisões orientadas por dados, conectando pessoas aos resultados do negócio.

Quando um profissional de RH está pronto para ser BP de RH? - 8 Sinais de que o Profissional de RH Está Pronto Para Ser BP de RH

Quando um Profissional de RH está Pronto para Ser BP de RH?

Um profissional de RH não “vira” Business Partner por tempo na função ou então por domínio técnico apenas. O profissional está pronto quando, de fato, muda a forma de pensar e atuar junto ao negócio.

Na prática, isso acontece quando alguns sinais ficam claros e consistentes, a saber:


8 Sinais de que o Profissional de RH Está Pronto Para Ser BP de RH


1. Sair do operacional e passa a atuar no estratégico

Deixa de ser executor de processos (por exemplo: folha, benefícios, recrutamento) e começa a traduzir as necessidades do negócio em soluções de pessoas. Participa de discussões sobre resultados, não só sobre RH.


2. Entender profundamente o negócio

Conhece indicadores, metas, desafios e o mercado em que a empresa atua. Consegue conversar com líderes sobre receita, produtividade, eficiência e cultura com naturalidade.


3. Influenciar decisões (não apenas atende demandas)

Em vez de reagir a pedidos, provoca reflexões – questiona, sugere caminhos, antecipa riscos e orienta líderes — mesmo quando precisa ter conversas difíceis.


4. Construir relações de confiança com lideranças

Os líderes passam a enxergá-lo como parceiro real, alguém que contribui para suas decisões. Ele é chamado antes dos problemas acontecerem, não depois.


5. Ter visão sistêmica de pessoas e organização

Conecta temas e tem ampla leitura de cenários, com relação a:

  • Cultura;
  • Engajamento;
  • Performance;
  • Sucessão;
  • Diversidade (DEI), entre outros temas de igual dimensão.

E entende como tudo isso impacta nos resultados do negócio, na estrutura, nos processos, na tecnologia e, sem dúvida, nas pessoas.


6. Atua com postura consultiva

Faz perguntas articuladas, escuta ativamente e, além disso, evita respostas prontas. Ajuda o líder a pensar e não apenas entrega soluções “de prateleira”.


7. Tem coragem e maturidade para “tensionar”

Um BP pronto não busca agradar sempre, mas Ele sabe:

  • Dizer “não” quando necessário;
  • Confrontar decisões incoerentes;
  • Sustentar posicionamentos com dados e argumentos .

8. Usar dados para embasar decisões

Vai além da intuição. Trabalha com indicadores de pessoas (turnover, clima, performance, etc) e conecta isso aos resultados da área.


Assim, um profissional de RH está pronto para ser BP quando deixa de ser especialista que executa processos e se torna um parceiro que influencia o negócio por meio das pessoas.


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Fátima Farias
https://www.linkedin.com/in/f%C3%A1tima-farias-b1a71214/

Confira também: Além da Rotina: O Que Diferencia um Business Partner de RH Que Se Mantém Relevante

Palavras-chave: bp de rh, business partner de rh, profissional de rh, postura consultiva, indicadores de pessoas, business partner estratégico, construir relações de confiança com lideranças, visão sistêmica de pessoas e organização, usar dados para embasar decisões, traduzir as necessidades do negócio em soluções de pessoas
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O Que Narciso Acha Belo: Poder, Imagem e Narcisismo na Liderança Contemporânea

Descubra como o narcisismo na liderança afeta decisões, cultura organizacional e resultados, criando ambientes de medo, distorcendo a realidade e colocando em risco a reputação de empresas e líderes.

O Que Narciso Acha Belo: Poder, Imagem e Narcisismo na Liderança Contemporânea

O Que Narciso Acha Belo: Poder, Imagem e Narcisismo na Liderança Contemporânea

“A guerra termina ‘quando eu quiser‘, diz Trump”

Presidente americano volta a falar em conquistar Cuba: ‘Posso fazer o que eu quiser

“Se ele [o novo líder] não tiver a nossa aprovação, não vai durar muito. Queremos garantir que não tenhamos que voltar a cada 10 anos, quando não tivermos um presidente como EU que não fará isso.” Donald Trump

No mito, Narciso se inclina sobre a água e encontra uma imagem perfeita e, é claro, superficial.

É por ela que ele se apaixona, definhando até a morte. Séculos depois, fica fácil fazer o paralelo com o lago portátil das telas, que cumpre o papel desse lugar onde as imagens são refletidas.

Mas podemos ir só até aqui com o mito. É que hoje, ao contrário do que aconteceu com Narciso, os novos lagos refletem muitas imagens, além daquela de quem olha. A maioria dessas imagens têm padrões artificiais de beleza, inalcançáveis para a maioria, mas que acabam virando a meta a se atingir. E aí, ao invés de se apaixonarem pela própria beleza, os novos narcisos se apaixonam pelas belezas alheias, criando uma aversão à própria imagem.

Mas vamos ficar no mito original. Ele nos ajuda a entender os verdadeiros narcisos modernos, que se espalham dos centros de poder político até as direções das maiores empresas do mundo. E podemos começar por aquele que melhor exemplifica o que é ser Narciso nos dias de hoje.

Mesmo entre seus apoiadores, deve ser difícil negar que Trump é um manancial de declarações que vão da incoerência a megalomania. Todas com doses elevadas de narcisismo.

Por alguma razão, a sua paixão pelo próprio reflexo alaranjado não conhece limites, muito menos pudor. Além das declarações que abrem esse artigo, onde deixa explícita a percepção de que é a sua vontade que deve governar o mundo, vale a pena revisitar o caso do post feito por Trump com o vídeo que retratava os Obamas como macacos.

Após a repercussão da postagem, um funcionário da Casa Branca afirmou que o conteúdo foi publicado “de forma errada” por um membro da equipe e já havia sido removido. Mas não demorou muito para que o próprio Trump mudasse a versão, dizendo: “Só vi a primeira parte, que falava sobre fraude eleitoral… e não o vi completo”.

Aqui dá para entrar na discussão de que ele deveria ter visto a postagem completa, já que somos eternamente responsáveis por aquilo que postamos. Mas questionado sobre isso por jornalistas e pressionado pelo fato de que o post foi apagado, ele respondeu “Não, eu não cometi um erro”.

É uma resposta quase infantil. Como a de uma criança que nega que pintou a parede, enquanto está com a mão suja de tinta e sozinha na sala. Mas também é típica de um seguidor de Narciso, afinal, os verdadeiros narcisistas nunca erram e o erro é sempre do outro.

E teve o caso recente do post onde ele estava obviamente retratado como Jesus Cristo curando um doente, mas depois das reações negativas, disse que na verdade ele “interpretava” um médico da Cruz Vermelha.

Além dessa certa infantilidade na negação do óbvio, um dos traços do narcisismo é exatamente a dificuldade de reconhecer erros.

Outras características são a necessidade constante de admiração, a tendência a manipular narrativas, assim como a intolerância a críticas e o desprezo por regras quando estas limitam o próprio desejo. Se fosse uma descrição do próprio Trump, não seria mais precisa. Ele gabarita todos os itens.

A incapacidade de reconhecer falhas e, por tabela, de pedir desculpas, de rever decisões e admitir enganos. Tudo isso ameaça a imagem grandiosa que o narcisista construiu de si. Estamos vendo o estrago que alguém assim pode causar na presidência do país mais poderoso do mundo, com a criação de inúmeros conflitos internos e externos. Mas não é diferente no mundo corporativo, com os estragos que esse tipo de comportamento pode causar para uma empresa.

Seja onde for, o poder é o melhor terreno para o narcisismo crescer.

Cargos de liderança oferecem visibilidade, aplauso e controle — tudo o que ajuda a adubar e alimentar esse traço. O líder narcisista não governa para um projeto coletivo, mas para ser, unicamente, adorado e criar uma mitologia em torno de si mesmo.

Se pensarmos em outros líderes modernos, vamos ver que a maioria também gabarita todas aquelas características típicas do narcisismo. Em todos esses casos, há um padrão que passa por decisões centralizadas e pouca tolerância à opiniões contrárias, já que eles detestam terem suas ideias contestadas. O descolamento entre o que pensam e a realidade costuma fazer parte do pacote.

Para quem se interessa pelo tema e quer ver como o narcisismo funciona no dia a dia de uma das maiores empresas do mundo, uma ótima opção é o livro Careless People: A Cautionary Tale of Power, Greed, and Lost Idealism, publicado em março de 2025 pela ex-executiva da Meta (ex-Facebook), Sarah Wynn-Williams. O livro ainda não foi, de fato, lançado no Brasil, só está disponível em inglês, mas vale muito a pena.

Nele, a autora dá um panorama dos seus anos trabalhando no setor de políticas públicas do Facebook entre 2011 e 2017, começando como uma idealista atraída pela promessa de impacto social positivo que a empresa poderia ter no mundo e terminando desiludida com uma cultura corporativa movida, entre outras coisas, pelo narcisismo de seus principais líderes.


Além de todos os males que traz para a sociedade e para o público em geral, o narcisismo corporativo corrói a cultura interna criando um ambiente de medo, onde os colaboradores evitam apontar problemas – recentemente pude experimentar como consultor contratado para conduzir um offsite de uma empresa com um novo CEO narcisista. Quem vai dizer para o Trump ou para o Zuckerberg que eles estão errados?


No seu livro, Sarah Wynn-Williams conta que durante as viagens da equipe pelo mundo, em jatos da companhia, o absurdo chegava a um ponto em que diretores do Facebook deixavam que Zuckerberg ganhasse deles em jogos de tabuleiro. Quando ela não se comportou assim e ganhou uma partida, foi então acusada pelo chefe de ter roubado. Acostumado a vencer sempre, deve ter sido a única explicação que ele encontrou para a sua derrota.

Nesse ambiente totalmente contaminado, as decisões impulsivas é que vão acabar prevalecendo, já que o líder vai estar mais inclinado a acreditar no seu instinto, alimentado pela ilusão que os bajuladores criam, do que nos dados que a realidade traz. Isso pode levar a uma rotatividade alta, já que os melhores profissionais não vão querer ficar onde não são ouvidos.

Além da possibilidade de serem demitidos ao entrar em conflito com Narciso estar sempre presente. E para empresa em si, ainda tem o bônus, digo ônus, do risco para a sua reputação, já que a tendência da marca se confundir com o ego do CEO é enorme.

Aliás, grande como são esses egos, não sobra muito espaço nas empresas ou nos governos para a ética e o bom senso. Mas ainda assim, o que deveria ser, sem dúvida, visto como motivo de ridículo vira um padrão copiado por muitos. Muitos mesmo.

P.S. Enquanto esse artigo aguardava sua publicação, tive que atualizá-lo inúmeras vezes, devido à velocidade com que Trump protagoniza situações absurdas. Tenho certeza que quando você ler, ele já estará devidamente desatualizado.

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Quer saber mais sobre como o narcisismo na liderança impacta decisões, cultura e resultados — da política ao ambiente corporativo? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Marco Ornellas
https://www.ornellas.com.br/

Confira também: Uma Certa Cultura que Insiste em Sobreviver — e Por Que Isso Ainda Importa

Palavras-chave: narcisismo na liderança, narcisismo, liderança, cultura organizacional, poder, narcisismo na liderança contemporânea, impactos do narcisismo nas empresas, líder narcisista no ambiente corporativo, efeitos do narcisismo na cultura organizacional, comportamento narcisista em posições de poder, narcisismo e liderança
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Endomarketing: Campanhas de Reconhecimento de Colaboradores

Entenda como campanhas de reconhecimento bem estruturadas podem gerar engajamento, motivação e fortalecimento da cultura organizacional, valorizando colaboradores com alternativas significativas que vão além do reconhecimento financeiro.

Endomarketing: Campanhas de Reconhecimento de Colaboradores que Engajam sem Altos Custos

Endomarketing: Campanhas de Reconhecimento de Colaboradores

Reconhecer bem significa, necessariamente, gastar muito?

O dilema das campanhas de reconhecimento nas empresas passa por duas situações clássicas e bastante comentadas:

  1. A preocupação com os gastos da empresa nessas ações;
  2. As críticas que giram em torno do famoso “bombom com recheio cremoso de castanha de caju coberto por chocolate” oferecido como prêmio.

Na primeira situação, as equipes tentam enxugar ao máximo os gastos e acabam considerando esse investimento supérfluo. Já na segunda, o receio está nas críticas e exposições geradas quando o bombom é o prêmio oferecido.

Enfim, mas será que são apenas esses dois caminhos de reconhecimento que podemos tomar com os colaboradores das empresas?

Eu sei que o esperado por todos nós é o reconhecimento financeiro, com um aumento de salário, bônus ou benefícios, mas quando isso não é possível, existiria outro caminho?

Sim, existem alternativas eficazes. O gesto de ser lembrado com significado, quando alinhado à cultura organizacional, gera resultados concretos em engajamento e motivação. Claro, se nos outros dias de trabalho também houver o cuidado básico de seguir as boas práticas de um trabalho ético e respeitoso. Se não, tudo é em vão, em alguns casos até o reconhecimento financeiro.

Mas e quais seriam as outras possibilidades? As alternativas são muitas: prêmios simbólicos, folgas remuneradas, horários flexíveis, dias de trabalho remoto ou em ambientes alternativos.

Além da estratégia de engajamento, a premiação dos colaboradores gera o fortalecimento da cultura organizacional.

Um ponto importante: estabelecer regras e critérios para a premiação garante que sejam justos e transparentes. Outro cuidado importante é seguir o que é determinado pelas leis trabalhistas.

Sendo assim, reconhecimento deve caminhar junto com a cultura da empresa, suas estratégias e ser genuíno e significativo aos olhos dos colaboradores. Dessa forma o engajamento, os resultados e a motivação também acontecem de maneira natural e sustentável.


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Quer saber mais sobre como criar campanhas de reconhecimento de colaboradores que engajem de verdade sem exigir altos custos? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.

Um abraço e até a próxima!

Karine Gomes
http://www.criarecriar.com.br/

Confira também: Endomarketing: A Importância da Escuta e da Transparência para Fortalecer a Cultura Organizacional

Palavras-chave: campanhas de reconhecimento, endomarketing, campanhas de reconhecimento de colaborares, reconhecimento de colaboradores, cultura organizacional, reconhecimento financeiro, campanhas de reconhecimento de colaboradores, campanhas de reconhecimento nas empresas, prêmios simbólicos, folgas remuneradas, horários flexíveis
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Resiliência

Faça de cada limão, uma limonada! Resiliência é a capacidade de se resistir flexivelmente às adversidades e dificuldades, utilizando-as para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.

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O sucesso de uma mulher está em ser mulher!

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.

E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.

Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.

Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:

  • Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
  • Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.

E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.

Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.

Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.

Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.

O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.

Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.

Mas, é possível e já vi milagres.

Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.

Acreditar na Mulher que há dentro de você.

Sucesso e Feliz Dia da Mulher!

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Não concretizou uma meta? É preciso agora ter coragem para fazer mudanças drásticas!

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida.

A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.

E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.

Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.

Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.

A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.

Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.

Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.

Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.

Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.

Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.

E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?

Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?

Chega de Síndrome de Felipão, né?

Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.

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Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Quando buscamos algo melhor, criamos a mudança, pois desejamos que coisas melhores ocorram. Mas há também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora?

Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…

Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.

Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.

Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.

Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.

Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…

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Sem Comprometimento não há avanços na vida e nem sucesso!

Qual é o seu grau de comprometimento em realizar algo? Um dos maiores problemas de uma pessoa é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

Responda rápido a minha pergunta:

– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?

Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:

– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?

Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.

Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.

Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.

E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?

Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.

O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.

Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?

Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.

Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.

Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:

Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.

Para ajudar, significado de Comprometimento:

“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.

Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!

Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.

É por ai. Boa semana!

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O Poder do Bom Dia e Obrigado

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado. Quem não gostaria de ouvir este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.

Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.

Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.

Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?

Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.

Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?

Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?

Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.

A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.

Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.

Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.

O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.

Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.

Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.

Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.

Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.

Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.

Pense nisso.

Te desejo um bom dia e obrigada.

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Procrastinando? Então continue!

Sabe aquilo que você já sabe que tem que fazer e não faz? É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que nunca rola por que você não toma a iniciativa.

É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.

Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”

E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.

Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?

O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.

Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.

Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…

Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:

1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?

Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.

2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.

Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.

3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?

4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.

5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.

6º passo: Faça.

Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.

E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.

Com amor e com alma,

Karinna

PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.

PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.

Obrigada!

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Você sabe o que é Inteligência Espiritual?

A maior parte das pessoas já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. E sobre Inteligência Espiritual? Será que a Inteligência Emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? O que você pensa a respeito?

Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?

Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação.  Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.

O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.

Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.

Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.

As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.

E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!

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