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Nem Tudo Está Sob o Nosso Controle (ou Nada?)

Ruídos na comunicação a dois? A comunicação nos relacionamentos exige escuta, presença e responsabilidade. Entenda quando é hora de recalcular a rota, rever expectativas e encontrar novos caminhos quando algo foge do controle.

Comunicação nos Relacionamentos: Escuta e Presença para Recalcular a Rota - Nem Tudo Está Sob o Nosso Controle (ou Nada?)

Nem Tudo Está Sob o Nosso Controle (ou Nada?)
Comunicação nos Relacionamentos: Escuta e Presença para Recalcular a Rota

Nem tudo sai como planejamos. E, talvez, uma das maiores aprendizagens da vida seja justamente compreender que planejar é importante, mas estar aberto ao inesperado é essencial.

Podemos organizar, prever, imaginar caminhos e criar expectativas. Ainda assim, algumas situações fogem do nosso controle. Algo acontece, uma circunstância muda, uma informação chega, uma escolha do outro interfere no que havíamos imaginado. E, de repente, precisamos rever a rota.

É aí que entra a nossa capacidade de olhar para outras perspectivas.

Ter uma segunda opção (terceira, quarta, …) não significa esperar que algo dê errado. Significa não ficar engessado em uma única possibilidade. É conseguir ampliar a visão, respirar e perguntar: Diante do que aconteceu, quais outros caminhos existem?

Nos relacionamentos não é diferente.

Podemos acreditar que determinada relação está caminhando bem e, em algum momento, surgir um ruído na comunicação, uma palavra mal compreendida, uma ausência de escuta, uma expectativa, um sentimento não expressado ou uma necessidade que deixou de ser percebida. Pequenos acontecimentos podem mudar a dinâmica de uma relação que, até então, parecia seguir por outro caminho.

Quando isso acontece, talvez a primeira pergunta não deva ser quem foi o culpado? mas sim: O que aconteceu entre nós?

Essa mudança de pergunta faz toda a diferença.

Assumir responsabilidade não é assumir culpa. A culpa, muitas vezes, nos coloca em um lugar de julgamento de nós mesmos ou do outro. A responsabilidade, por outro lado, nos convida a olhar para os fatos, reconhecer a nossa participação e compreender o que poderia ter sido feito de outra maneira.

E a nossa comunicação?

Estamos realmente escutando ou apenas esperando a nossa vez de falar?

Existe respeito, cumplicidade e espaço para que cada um possa expressar o que sente e necessita?

Essa relação é saudável?

Que emoções estamos produzindo nessa convivência?

Quais necessidades estão sendo atendidas e quais estão sendo deixadas de lado?

Relacionamentos saudáveis não são aqueles em que nada sai do lugar ou em que nunca existem conflitos. São aqueles em que existe disponibilidade para perceber os sinais, conversar sobre o que acontece e, quando necessário, recalcular a rota.

Isso exige presença, escuta, comunicação.

E exige também a compreensão de que ninguém tem controle sobre o outro, sobre as circunstâncias ou sobre o futuro.

A vida é cíclica. As pessoas mudam, as relações mudam, as circunstâncias mudam. Por isso, cuidar de uma relação não deveria ser uma tarefa realizada apenas quando surge um problema. É um exercício cotidiano de atenção e presença.

Talvez seja importante, de tempos em tempos, parar e perguntar:

  • Como estamos?
  • Como temos nos tratado?
  • O que estamos construindo juntos?
  • Quais nossos sonhos?
  • Estamos caminhando na mesma direção?

E, se a resposta não for exatamente aquela que gostaríamos de ouvir, talvez não seja o fim. Pode ser apenas um convite para olhar novamente, compreender o que aconteceu no caminho e, além disso, descobrir quais possibilidades existem a partir dali.

É compreender que relacionamentos são um eterno aprendizado e que estar atento aos sinais do cotidiano pode ser, sem dúvida, uma das formas mais bonitas de cuidar de nós mesmos e de quem caminha conosco.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como melhorar a comunicação nos relacionamentos, construir relacionamentos saudáveis, perceber os sinais da relação e entender quando é hora de recalcular a rota? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até o próximo artigo!

Márcia Rosa
https://www.marciarosaconsultoria.com.br

Confira também: Antes de Amar Alguém, Aprenda a Amar a Própria Vida

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Libere a Carga Magnética Negativa para Abrir os Seus Caminhos

Entenda como a carga magnética negativa, a inveja, os bloqueios e as energias externas são abordados e conheça caminhos propostos para liberar essas influências, elevar sua frequência e recuperar a sensação de leveza e movimento.

Carga Magnética Negativa: Como Liberá-la para Abrir Seus Caminhos

Libere a Carga Magnética Negativa para Abrir os Seus Caminhos

Luciene já tinha feito várias coisas, mas por mais que fizesse, não conseguia avançar. Sentia-se presa e estagnada.

Nunca tinha ouvido falar sobre chips e implantes astrais.

Ficou boquiaberta, pois, até então, só olhava para a parte física: aquilo que suas mãos podiam tocar.

Duvidou da informação que recebeu.

Disseram que ela tinha chips, implantes e outras energias, interferindo em seus caminhos.

Como ela já tinha tentado de tudo sem resultado, resolveu experimentar.

Afinal, ela já estava mal em praticamente todas as áreas da vida há muito tempo. Estava exausta!

Então pensou: “Pior do que estou, não tem como ficar”.

E fez o procedimento para liberar tudo isso.

No outro dia, sentiu dores de cabeça e um espaço amplo dentro de si.

Uma sensação de limpeza, a mesma que ela sentia quando limpava a casa e passava desinfetante, daqueles bem cheirosos.

Conseguiu dormir melhor, aumentou a confiança e a serenidade. Algo realmente tinha acontecido naquela sessão.

Para o seu total espanto, 15 dias depois, recebeu a notícia que estava esperando há anos. Coisas boas começaram a acontecer.

Quantas vezes você já tentou avançar na vida, sem sucesso?

Semana passada ouvi de uma cliente a seguinte frase:

Adriana, por mais que eu saiba racionalmente o que eu tenho que fazer, parece que tenho duas bolas de chumbo amarradas aos meus dois pés.

Você já se sentiu assim?

Existem algumas coisas fundamentais que podem fazer total diferença em sua vida.

Então, pegue um papel e caneta para anotar. Acredito que vai contribuir com você.

A primeira coisa é perceber o que é necessário ser feito, ou, em outras palavras, aquilo que está em suas mãos.

Por exemplo: identificar seus traumas, bloqueios e crenças limitantes está em suas mãos. Liberar o ódio, a mágoa e emoções nocivas também.

O empecilho pode estar em você não saber como fazer isso.

Mas esse movimento está em suas mãos, pois você pode achar essa informação lendo artigos e livros, vendo vídeos e fazendo cursos.

A segunda coisa é saber que existem fatores que não estão em suas mãos. Nesse caso, você não pode fazer nada a respeito. Aliás, pode sim! Pode soltar e sair do controle.

Essa segunda parte tem relação direta com terceiros. Como assim? Inveja, olho gordo, emanações deletérias feitas para derrubar você.

Tenho certeza de que, se este artigo chamou a sua atenção, provavelmente você já deve ter experimentado o fundo do poço, por conta da energia de inveja de algumas pessoas, ou pode estar enfrentando esse tipo de situação agora mesmo.

Muitas vezes, você pode até ter boa vontade, mas lamento dizer: é preciso bem mais do que isso, principalmente se você já fez várias coisas que não surtiram efeito.

Pois algo oculto pode estar acontecendo sem você estar consciente disso.

Você precisa ter ferramentas e técnicas para lidar com você perante o outro. Caso contrário, a carga magnética alheia infelizmente vai visitar a sua vida.

Já vi casos em que a pessoa já tinha feito de “tudo”, mas faltava olhar para esse lado, ou seja, soltar, sair do controle e buscar ajuda.

Com relação à energia que vem do meio externo, a sua única defesa é ter conhecimento de como lidar com isso para elevar a sua frequência.

Isso se torna um grande desafio, principalmente se você já estiver enfrentando alguma dificuldade agora. Por exemplo: na vida afetiva, financeira, profissional e até mesmo com relação à saúde.

Nesse caso, é fundamental buscar ajuda de um profissional para pegar em sua mão e conduzir você pelo processo da melhor forma possível.

Você pode fazer isso sozinha(o)? Claro, mas vai demandar tempo, dinheiro e bem mais esforço.

Por exemplo: quantos livros vai precisar ler até absorver o que precisa para lidar com as suas emoções, bloqueios, traumas e crenças limitantes sozinha(o)?

Quantos cursos vai precisar fazer para elevar a sua frequência, para conseguir lidar melhor com a energia externa a você, ou seja, a inveja alheia.

Por isso, ao buscar ajuda, você vai economizar tempo e dinheiro.

E, principalmente, vai reduzir drasticamente o estresse e o desconforto emocional, porque quanto mais rápido conseguir lidar com isso, melhor, não é mesmo?

Normalmente, é possível trabalhar com isso em uma mesa radiônica, pois ela tem diferentes ferramentas em um mesmo lugar.

Geometria sagrada, apometria, os doze raios, gráficos radiônicos, chama trina e muito mais.

Em um único lugar existe a liberação emocional, espiritual, magnética e física.

A pessoa se sentirá bem mais leve depois do atendimento com a mesa radiônica.

Em algumas mesas é possível quebrar feitiços, magias, pactos e acordos feitos em outra existência e que estão impactando negativamente a pessoa.

Atualmente estou utilizando a mesa radiônica alquímica da egrégora de Saint Germain, muito forte e disruptiva.

Caso queira experimentar e ver na prática, clique abaixo para agendar um atendimento com a mesa radiônica alquímica.

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Quer saber mais sobre como a mesa radiônica pode ajudar você a identificar bloqueios e liberar a carga magnética negativa que pode estar bloqueando seus caminhos? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Cuide-se com amor!

Grande abraço,

Ádria Gutman
https://www.instagram.com/adriacursos/
YouTube: Meditação de limpeza e centramento.
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Confira também: Você Sente um Vazio no Amor? A Ausência do Pai Pode Estar Afetando Seus Relacionamentos sem Que Você Perceba

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O Perigo Silencioso do Perfeccionismo

Entenda quando o perfeccionismo deixa de ser busca por excelência e passa a gerar ansiedade, procrastinação, sobrecarga e desgaste emocional. Veja como reduzir a autocobrança e construir uma alta performance sustentável.

Perfeccionismo: O Perigo Silencioso para a Saúde Mental

O Perigo Silencioso do Perfeccionismo

À primeira vista, o perfeccionismo parece uma grande qualidade. Afinal, quem não gostaria de ser comprometido com a excelência?

O problema é que existe uma linha tênue entre buscar fazer algo bem feito e acreditar que tudo precisa ser impecável. E quando essa linha é ultrapassada, o perfeccionismo deixa de impulsionar resultados e passa a cobrar um preço alto da saúde mental.

Pessoas perfeccionistas costumam estabelecer padrões extremamente elevados para si mesmas. Muitas vezes, fazem entregas de qualidade, são responsáveis e recebem reconhecimento pelo que fazem. No entanto, por trás dessa imagem de competência, é comum existir uma voz interna que nunca está satisfeita.

Mesmo após uma conquista importante, surge o pensamento: “Eu poderia ter feito melhor”. Um elogio é rapidamente descartado. Um pequeno erro ganha mais atenção do que dezenas de acertos. O resultado é uma sensação constante de insuficiência.

Essa autocobrança excessiva pode gerar ansiedade, estresse, insegurança e até procrastinação. Sim, procrastinação. Muitas pessoas adiam tarefas não por falta de vontade, mas pelo medo de não conseguir executá-las da maneira que imaginam ser ideal.

Pessoas perfeccionistas frequentemente têm dificuldade para delegar e confiar que outras pessoas podem entregar um resultado diferente — e ainda assim adequado.

Quem acredita que tudo precisa ser perfeito tende a assumir mais responsabilidades do que consegue administrar, aumentando assim a sobrecarga e o desgaste emocional.

No ambiente de trabalho, costuma-se confundir o perfeccionismo com alta performance. Mas são coisas diferentes. A alta performance sustentável permite aprender com erros, adaptar rotas e manter o equilíbrio ao longo do tempo. Já o perfeccionismo transforma qualquer falha em motivo de culpa e faz com que a pessoa viva em estado permanente de pressão.

Agora, convido você a fazer uma breve autorreflexão: pense com sinceridade sobre algumas situações do seu dia a dia. As respostas podem revelar se a busca pela excelência está impulsionando seu crescimento ou se o perfeccionismo está cobrando um preço alto demais.

  • Quantas vezes você deixou de comemorar uma conquista porque estava mais focado no que faltou do que no que foi alcançado?
  • Quantas vezes você deixou de apresentar uma ideia, um projeto ou um trabalho por acreditar que ainda não estava bom o suficiente?
  • Quantas vezes exigiu de si mesmo um padrão que não exigiria de outra pessoa?
  • Quantas vezes transformou um pequeno erro em uma grande crítica a si mesmo, ignorando todos os acertos que vieram antes dele?

Buscar excelência é saudável. Buscar perfeição o tempo todo é exaustivo.

Talvez o maior desafio não seja fazer tudo perfeitamente, mas aceitar que inovar e evoluir inclui experimentos, erros, ajustes e imperfeições.

Se você se identificou com esse desafio, faço um convite: observe com curiosidade, e não com julgamento, os momentos em que sua busca pela perfeição está custando sua tranquilidade.

E experimente trocar a pergunta: “Como posso fazer isso perfeitamente?” por “Como posso fazer isso da melhor forma possível com os recursos e condições que tenho hoje?”

Essa pequena mudança de perspectiva pode aliviar a pressão, aumentar a produtividade e, principalmente, proteger aquilo que nenhum resultado deveria custar: sua saúde mental.

A perfeição busca eliminar os erros. A excelência busca aprender com eles.

Enquanto uma gera tensão constante, a outra cria espaço para inovação, desenvolvimento e resultados sustentáveis.

Talvez o próximo passo da sua evolução não seja aumentar sua cobrança, mas construir uma relação mais saudável com suas próprias imperfeições.


Eu sou Ellen Ravaglio e a minha coluna “Alta Performance & Saúde Mental” tem como objetivo instigar você a exercitar o autocuidado, o cuidar do outro e do negócio de forma consciente e sustentável.


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Quer saber mais sobre como reconhecer o perigo do perfeccionismo para que você possa buscar a excelência sem comprometer sua saúde mental? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Eu posso te apoiar nessa caminhada da tão sonhada Alta performance sustentável!

Ellen Ravaglio
https://www.vikaas.com.br
www.linkedin.com/in/ellenravaglio-coach-lideres
vikaas@vikaas.com.br

Conteúdo elaborado com apoio de ferramentas de Inteligência Artificial, sob curadoria e validação da autora.

Confira também: A Pausa Que Pode Mudar Tudo: O Poder da Observação na Liderança e na Saúde Mental

Palavras-chave: perfeccionismo, saúde mental, excelência, alta performance, autocobrança, perfeccionismo e saúde mental, perfeccionismo no ambiente de trabalho, diferença entre perfeccionismo e excelência, como lidar com o perfeccionismo, alta performance sustentável, perigo do perfeccionismo
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Liderança Situacional: Por que Pessoas Diferentes Precisam de Líderes Diferentes

Tratar todos da mesma forma pode parecer justo, mas pode gerar ineficiência. Descubra como a liderança situacional adapta direção, apoio, autonomia e confiança ao nível de desenvolvimento de cada profissional e melhora a gestão da equipe.

Liderança Situacional: Como Adaptar o Estilo a Cada Pessoa

Liderança Situacional: Por que Pessoas Diferentes Precisam de Líderes Diferentes

Existe uma pergunta que todo líder faz em algum momento da carreira.

Se duas pessoas ocupam a mesma função, receberam o mesmo treinamento e trabalham na mesma equipe, por que uma entrega resultados com autonomia enquanto a outra precisa de acompanhamento constante?

A resposta parece simples, mas continua sendo ignorada por muitos gestores.

Porque pessoas diferentes precisam de lideranças diferentes.

Esse princípio, desenvolvido por Paul Hersey e Ken Blanchard e apresentado ao público brasileiro na obra Psicologia para administradores, permanece extremamente atual. Não porque proponha uma técnica sofisticada, mas porque parte de uma constatação que qualquer líder experiente reconhece:

Não existe um único estilo de liderança capaz de produzir bons resultados em todas as pessoas e em todas as situações.

Ainda assim, muitos líderes insistem em conduzir suas equipes da mesma maneira.

Alguns centralizam todas as decisões. Outros delegam responsabilidades antes que as pessoas estejam preparadas. Há quem ofereça apoio quando o time precisa de direção e quem controle excessivamente profissionais que já demonstraram competência e autonomia.

Em todos esses casos, o problema não está na intenção do líder.

Está na incapacidade de adaptar sua forma de liderar.

Liderança Situacional parte de um princípio simples: a liderança deve acompanhar o nível de desenvolvimento do liderado.

Esse desenvolvimento não depende apenas do conhecimento técnico.

Ele resulta da combinação entre competência e comprometimento.

Há profissionais que ainda estão aprendendo e precisam de orientação clara. Outros já dominam a atividade, mas perderam confiança ou motivação e necessitam de apoio para recuperar o engajamento. Existem aqueles que alcançaram maturidade suficiente para assumir responsabilidades com autonomia e que esperam do líder menos controle e mais confiança.

É justamente por isso que tratar todos da mesma maneira costuma produzir injustiça e ineficiência.

Um profissional recém-integrado à equipe dificilmente responderá bem a uma liderança excessivamente delegadora. Da mesma forma, um colaborador experiente tende a se sentir desvalorizado quando recebe orientações detalhadas sobre tarefas que domina há anos.

A maturidade da liderança está na capacidade de ajustar o comportamento às necessidades de cada momento.

Esse talvez seja o maior legado de Hersey e Blanchard.

Eles mostraram que liderar não significa escolher um estilo e permanecer fiel a ele.

Significa compreender que pessoas evoluem.

E, quando elas evoluem, a liderança também precisa evoluir.

Na prática, isso exige observação constante.

O líder precisa perceber quando orientar, quando ensinar, quando apoiar e quando simplesmente confiar.

Essa transição raramente acontece de forma automática.

Ela exige proximidade, escuta, acompanhamento e disposição para revisar a própria forma de conduzir a equipe.

Existe, porém, um erro bastante comum.

Alguns líderes confundem adaptação com falta de coerência.

Não é.

Adaptar a liderança não significa tratar pessoas com privilégios diferentes.

Significa oferecer a cada profissional aquilo de que ele realmente necessita para crescer.

Equidade não é entregar exatamente a mesma coisa para todos.

É oferecer condições para que cada pessoa alcance seu melhor desempenho.

Essa visão exige do líder algo que vai além do conhecimento técnico.

Exige humildade.

Humildade para reconhecer que aquilo que funcionou com um colaborador talvez não funcione com outro.

Humildade para abandonar fórmulas prontas.

Humildade para compreender que liderar é muito mais interpretar pessoas do que controlar processos.

Essa perspectiva conecta diretamente com os artigos anteriores desta série.

Compreender o comportamento humano.

Conhecer diferentes perfis.

Oferecer feedback de qualidade.

Construir uma cultura de execução.

Tudo isso prepara o líder para um desafio maior: decidir qual é a melhor forma de desenvolver cada integrante da equipe.

Porque liderança não acontece no piloto automático.

Ela exige leitura, adaptação e intencionalidade.

Talvez essa seja a maior contribuição da Liderança Situacional para os dias atuais.

Ela nos lembra que pessoas não permanecem iguais.

Aprendem.

Evoluem.

Ganham confiança.

Assumem responsabilidades.

E esperam que a liderança evolua com elas.

No próximo artigo, ampliaremos esse olhar para outro desafio presente no cotidiano de qualquer gestor: a tomada de decisão sob pressão. Afinal, compreender pessoas é essencial, mas decidir com equilíbrio em ambientes de incerteza continua sendo uma das competências mais exigidas de quem lidera.


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Quer saber mais sobre como a liderança situacional pode ajudar você a adaptar sua forma de liderar às necessidades de cada profissional? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder

Sérgio Albuquerque Jr.
Consultor empresarial, mentor de líderes, Master Coach e apresentador do COACHcast. Atua há mais de 15 anos no desenvolvimento de líderes, equipes e organizações, integrando comportamento humano, estratégia e execução para transformar conhecimento em resultados.
https://www.sergioalbuquerque.com.br

Confira também: Gestão de Conflitos na Trincheira: Transformando Tensão em Evolução

Palavras-chave: liderança situacional, autonomia, equidade, estilo de liderança, competência e comprometimento, nível de desenvolvimento do liderado, como adaptar sua forma de liderar, liderança mais consciente, liderança flexível e eficaz, tomada de decisão sob pressão
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Como um Profissional Perde sua Identidade sem Perceber

Quem você é sem o cargo, o crachá e o reconhecimento? Descubra como preservar sua identidade profissional e seu sentido de vida antes que uma demissão, aposentadoria ou mudança de carreira revele o que ficou para trás.

Identidade Profissional: Quando o Cargo Define Quem Você É - Como um Profissional Perde sua Identidade sem Perceber

Como um Profissional Perde sua Identidade sem Perceber

Há um processo silencioso que acontece com muitos profissionais ao longo de décadas de carreira: a fusão gradual entre quem se é e o que se ocupa. No início, o cargo é apenas uma função. Com o tempo, torna-se sobrenome, torna-se resposta automática à pergunta “quem é você?”, torna-se a própria régua com que se mede o valor de um dia.

Os romanos tinham uma palavra para a máscara usada no teatro: persona. Era o papel representado, não o rosto por trás dele. O problema não é usar uma persona profissional, afinal todos nós usamos. O problema é esquecer que existe um rosto atrás da máscara.

Sêneca escreveu a um amigo que administrava um império comercial: “não é pouco o que perdemos quando perdemos a nós mesmos, buscando o resto.” Ele não falava de fracasso financeiro. Falava de homens bem-sucedidos que, ocupados demais em sustentar um cargo, deixaram de cultivar quem seriam sem ele.

Esse esquecimento raramente é percebido enquanto o cargo existe.

Ele aparece com nitidez em três momentos: a demissão inesperada, a aposentadoria, ou aquele silêncio de domingo à noite em que a agenda para e a pergunta “e agora, o que resta?” já não encontra resposta pronta.

Viktor Frankl, observando prisioneiros em Auschwitz e executivos com a mesma lente clínica, notou algo semelhante: o sentido não pode depender inteiramente de uma função externa, porque toda função externa é, por natureza, temporária. Quem ancora sua identidade profissional exclusivamente no papel que exerce constrói sobre areia — funciona enquanto a maré está baixa.

A pergunta que vale a pena fazer, ainda em pleno exercício do cargo, não é “o que eu faço”, mas “o que permanece em mim quando tiro o crachá”. Essa pergunta não enfraquece a liderança — na verdade, é o que distingue o executivo que ocupa um cargo do executivo que se tornou refém dele.

Recuperar essa distinção é, em essência, um exercício filosófico: separar o papel da pessoa, sem de fato abandonar nenhum dos dois.


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Até o próximo artigo.

Um abraço,

Cleyson Dellcorso
https://www.dellcorso.com.br/

Confira também: O Mercado Pode Não Reconhecer Sua Experiência. Você Precisa Reconhecê-la Primeiro.

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Do Modelo Médico ao Desenho Universal: A Luta pela Inclusão da Pessoa com Deficiência e Seus Horizontes

Incluir é apenas abrir portas ou garantir pertencimento, autonomia e voz? Descubra por que acessibilidade, equidade e combate ao capacitismo são essenciais para transformar a inclusão da pessoa com deficiência em realidade.

A Luta pela Inclusão da Pessoa com Deficiência e Seus Horizontes

Do Modelo Médico ao Desenho Universal: A Luta pela Inclusão da Pessoa com Deficiência e Seus Horizontes

Durante boa parte da história moderna, a deficiência foi encarada sob a ótica do modelo médico ou assistencialista. A deficiência era vista estritamente como uma limitação física ou mental e o foco recaía sobre algo a ser corrigido, curado ou, na melhor das hipóteses, amparado por políticas de benevolência.

Sob essa lente, a pessoa com deficiência era tratada como objeto de compaixão ou exceção, e não como sujeito de direitos plenos.

A grande mudança foi impulsionada por décadas de reivindicações de movimentos sociais e ativistas que proporcionaram a virada para o modelo social da deficiência. Nele, compreende-se que a deficiência é o resultado da interação entre o impedimento físico, mental, intelectual ou sensorial de um indivíduo e as barreiras impostas por uma sociedade desenhada apenas para corpos e mentes padronizados. A rampa não serve à pessoa com deficiência; ela corrige a exclusão arquitetônica da escadaria. 

Os marcos de uma conquista coletiva

No Brasil e no mundo, os avanços legais funcionaram como alavancas fundamentais de visibilidade e rompimento da exclusão social. A promulgação da Lei de Cotas (Lei nº 8.213/1991) representou um divisor de águas ao forçar o mercado de trabalho formal a abrir portas para pessoas com deficiência. Embora inicialmente e frequentemente tratada como cumprimento burocrático de compliance, a cota rompeu o isolamento corporativo de milhões de brasileiros e forçou as organizações a olharem para a pluralidade corporal.

Anos mais tarde, a ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU (2006) e, no Brasil, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI – Lei nº 13.146/2015) consolidaram uma nova matriz jurídica baseada na autonomia, na plena capacidade civil, na acessibilidade obrigatória e na tipificação de barreiras atitudinais como formas de discriminação (o capacitismo).

Apesar de todos os avanços, é importante ressaltar que estar na empresa não significa pertencer. Isso porque existe uma diferença entre os termos: Diversidade, Inclusão e Equidade.

Diversidade está relacionada à demografia, ou seja, uma empresa pode ser diversa e ter uma quantidade proporcional de pessoas pertencentes a determinado marcador social. Porém, não necessariamente é inclusiva.

A inclusão está relacionada ao acolhimento. É o quanto uma pessoa se sente segura para ser e se expressar. Uma empresa inclusiva normalmente tem lideranças inclusivas, pares conscientes e a inclusão como valor organizacional.

Equidade é reconhecer as diferenças, entender que as pessoas partem de pontos diferentes na vida, compreender as necessidades de cada indivíduo e oferecer algo personalizado. Por exemplo: um plano de saúde com cláusulas específicas, um ambiente, mobiliário e recursos com acessibilidade. É também ter a consciência de que o tratamento com igualdade, apesar de transmitir uma impressão de justiça ao oferecer os mesmos recursos a todos, pode excluir.


Em se tratando de acessibilidade, Romeu Sassaki trouxe importante contribuição ao criar o conceito das 7 dimensões da acessibilidade, que visa eliminar barreiras:
  • Arquitetônica e urbanística: Físicas no espaço público e corporativo;
  • Comunicacional e digital: Garantia de leitores de tela compatíveis, Libras, legendas automáticas de qualidade e interfaces web universais;
  • Programática: Em leis, decretos, políticas públicas, portarias, regulamentos, editais e normas institucionais;
  • Instrumental: Em instrumentos, ferramentas, utensílios, máquinas, softwares e equipamentos utilizados no trabalho, nos estudos ou na vida diária;
  • Metodológica: Métodos de ensino, técnicas de estudo, processos de trabalho, avaliações, rotinas do dia a dia, Processos seletivos;
  • Natural: Físicas e espaciais em ambientes da natureza, espaços abertos e áreas verdes;
  • Atitudinal: Superação do dó, do paternalismo, da infantilização ou da hipérbole do “herói inspirador” que mascara a falta de equidade estrutural.

Em muitas empresas, ainda prevalece o capacitismo

O capacitismo é um preconceito sutil ou explícito que subestima a competência intelectual, técnica ou de liderança de uma pessoa com deficiência. Ainda se manifesta em promoções negadas, assédio estrutural, falta de adaptação razoável, invisibilização nos comitês estratégicos e falta de políticas inclusivas.

A vivência da deficiência não é linear nem isolada. Uma mulher com deficiência, uma pessoa negra com deficiência, um profissional neurodivergente ou uma pessoa LGBTQIAPN+ com deficiência enfrentam eixos cruzados de opressão e invisibilidade. O amadurecimento dos programas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) exige que as lideranças compreendam que a acessibilidade cognitiva e psicossocial caminha junto com a segurança psicológica no ambiente de trabalho.

A inclusão real exige atenção simultânea e sistêmica em frentes cruciais. Entre essas frentes, está a necessidade de vincular a Diversidade, Inclusão e Equidade aos valores organizacionais e à cultura da organização. Além disso, é preciso capacitar os gestores nos conceitos de liderança inclusiva e promover a conscientização constante dos colaboradores, reafirmando o apoio da empresa à inclusão e à equidade.

A luta travada pelos movimentos de pessoas com deficiência nos ensina que a sociedade do futuro só será viável se for construída com a agência e a voz de todos os corpos. A conquista do passado alicerça a exigência incontornável do presente: transformar acesso formal em poder de decisão, dignidade e pertencimento.


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Quer saber mais sobre como transformar a inclusão da pessoa com deficiência em uma cultura real de acessibilidade, equidade e pertencimento? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Luciano Amato
http://www.trainingpeople.com.br/

Confira também: Saúde Mental: Cuidados e Ações Práticas que Protegem e Geram Resultados

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O Labirinto Invisível: 5 Sabotadores que Enfraquecem a Autoconfiança

Entenda como 5 sabotadores podem enfraquecer sua autoconfiança sem que você perceba. Descubra quais são esses padrões, como eles alimentam a insegurança, afetam suas escolhas e o que fazer para reconstruir sua confiança e seguir em frente.

Autoconfiança: 5 Sabotadores Que Alimentam a Insegurança

O Labirinto Invisível: 5 Sabotadores que Enfraquecem a Autoconfiança

Você já teve a sensação de que, por mais que estude, trabalhe e conquiste, alguma voz interna insiste em dizer que ainda não é suficiente? Ou percebeu que uma única crítica foi capaz de ocupar mais espaço na sua mente do que todos os elogios recebidos?

A autoconfiança raramente desaparece de uma vez. Na maior parte do tempo, ela é enfraquecida silenciosamente, pela repetição de pensamentos, comparações e interpretações que alimentamos quase sem perceber.

E talvez este seja um dos pontos mais importantes: autoconfiança não é um dom. É uma construção.

Ela se fortalece quando aprendemos a reconhecer os mecanismos que tentam nos diminuir.


1. Quando enxergamos mais os erros do que as conquistas

Nossa mente tende a prestar atenção especial ao que deu errado. É o chamado viés de negatividade. Recebemos vários elogios, mas é aquela crítica que continua ecoando.

O risco é começarmos a construir nossa percepção de competência com base apenas nas falhas, esquecendo tudo aquilo que já superamos. Por isso, é tão importante aprender a registrar também os acertos, as decisões corajosas, os desafios vencidos e os aprendizados acumulados.

Não permita que um erro apague uma trajetória inteira de conquistas.


2. Quando nos sentimos uma fraude, mesmo tendo competência

O chamado fenômeno do impostor aparece quando temos dificuldade de reconhecer nosso próprio mérito. A conquista vem, mas pensamos que foi sorte. O reconhecimento chega, mas acreditamos que as pessoas estão nos superestimando. A oportunidade aparece, mas surge o medo de que descubram que “não somos tudo isso”.

O problema não está, necessariamente, na falta de capacidade. Muitas vezes, está na dificuldade de internalizar aquilo que já conquistamos.

Reconhecer o próprio mérito não é arrogância. É consciência.


3. Quando nossa própria voz se torna nossa maior adversária

Existe um diálogo que ninguém ouve, mas que influencia profundamente a nossa vida: aquele que mantemos conosco: você nunca consegue, você não é boa o suficiente, melhor nem tentar.

Quando esse tipo de pensamento se repete, ele começa a interferir nas nossas decisões. Por isso, uma pergunta é essencial: você falaria com alguém que ama da mesma maneira que fala consigo?

Autoconfiança também se constrói pela qualidade da conversa que mantemos internamente.


4. Quando a perfeição se torna inimiga do progresso

Outro sabotador poderoso é o pensamento “tudo ou nada”. Se não foi perfeito, foi um fracasso. Se não conseguiu na primeira tentativa, melhor desistir. E se não está totalmente pronta, não deve começar. Mas crescimento não acontece assim.

Competência é construída pela prática. Segurança é construída pela experiência. Autoconfiança é construída quando nos permitimos começar antes de nos sentirmos completamente preparados. Não espere a perfeição para reconhecer o seu progresso.


5. Quando comparamos nossos bastidores com o palco dos outros

Talvez nunca tenhamos vivido uma época com tanta exposição ao sucesso alheio. Vemos resultados, viagens, conquistas, cargos, reconhecimentos e vidas aparentemente perfeitas. Mas existe uma diferença fundamental: nós conhecemos os nossos medos, dúvidas, erros e inseguranças.

Dos outros, muitas vezes, conhecemos apenas aquilo que eles escolheram mostrar. E então cometemos um erro perigoso: comparamos nossos bastidores com o palco de outra pessoa. Nenhuma autoconfiança cresce em um ambiente permanente de comparação. Sua trajetória precisa ser comparada, antes de tudo, com a pessoa que você era ontem.


Como começar a reconstruir a autoconfiança?

Quando a insegurança aparecer, faça uma pausa. Pergunte-se:

  • O que estou pensando é um fato ou uma interpretação?
  • Quais são as evidências reais de que sou incapaz?
  • O que minha trajetória já provou sobre a minha capacidade de aprender e superar desafios?
  • E, principalmente: Qual é o próximo passo que posso dar, mesmo com medo?

A autoconfiança não cresce apenas quando pensamos diferente; ela cresce quando começamos a agir diferente.

Cada pequena decisão tomada, apesar da insegurança, se transforma em uma nova evidência interna de capacidade.

Talvez tenhamos aprendido a acreditar que pessoas confiantes não sentem medo, mas a autoconfiança não é ausência de medo.

Sentimos medo, temos dúvidas, incertezas e erramos.

A diferença é não permitir que cada erro se transforme em uma sentença sobre quem somos. A verdadeira autoconfiança não diz: “Eu tenho certeza de que vou vencer”, mas sim: “Independentemente do resultado, confio na minha capacidade de aprender, me reconstruir e continuar.”

E talvez seja exatamente aí que esteja a verdadeira força.

Você não precisa eliminar todas as suas inseguranças para avançar.

Precisa apenas parar de entregar a elas o poder de decidir até onde você pode, de fato, chegar.


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Quer saber mais sobre como reconhecer os sabotadores que alimentam a insegurança, enfraquecem sua autoconfiança e impedem você de seguir em frente para alcançar suas realizações? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Edna Vasselo Goldoni
https://www.institutoivg.com.br

Confira também: E se a Vida Parasse Você Hoje? A Importância de Pausar, Rever Prioridades e Cuidar de Si

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O Ego: A Necessidade de Parecer Pode Impedir Você de Crescer

O ego pode limitar seu crescimento sem que você perceba. Entenda como a necessidade de reconhecimento, a comparação e a dificuldade de ouvir feedback afetam seu desenvolvimento pessoal, profissional e sua liderança.

O Ego: A Necessidade de Parecer Pode Impedir Você de Crescer E como isso afeta seu desenvolvimento pessoal e profissional

O Ego: A Necessidade de Parecer Pode Impedir Você de Crescer
E como isso afeta seu desenvolvimento pessoal e profissional

Certa vez, dois profissionais chegaram praticamente juntos a uma empresa. Tinham idades próximas, boa formação, disposição para crescer e receberam oportunidades semelhantes. Nos primeiros anos, os dois avançaram rapidamente, conquistaram espaço e começaram a ser reconhecidos. Com o tempo, porém, uma diferença silenciosa passou a separá-los.

O primeiro precisava demonstrar constantemente o quanto sabia. Em reuniões, dificilmente escutava uma ideia sem acrescentar algo para mostrar conhecimento; quando recebia uma crítica, sua primeira reação era justificar-se; diante do erro, procurava uma explicação que preservasse sua imagem; quando alguém da equipe se destacava, sentia necessidade de reafirmar a própria importância.

O segundo seguiu outro caminho. Perguntava mais, escutava atentamente, reconhecia quando não sabia, aceitava o confronto e, sobretudo, não parecia ameaçado pelo crescimento das pessoas ao seu redor. Depois de alguns anos, algo curioso aconteceu: o primeiro continuava preocupado em provar que era bom; o segundo havia se tornado melhor. Essa talvez seja uma das maneiras mais simples de compreender a força do ego em nossa trajetória: enquanto gastamos energia tentando proteger a percepção que os outros possuem sobre nós, podemos deixar de investir na pessoa que ainda precisamos nos tornar.

O ego raramente chega anunciando sua presença.

Ele não entra em nossa vida dizendo que pretende nos tornar arrogantes, inflexíveis ou incapazes de aprender. Quase sempre aparece disfarçado de autoconfiança, convicção, autoridade, experiência ou necessidade de reconhecimento.

É exatamente por isso que pode ser tão difícil percebê-lo. Existe uma diferença profunda entre conhecer o próprio valor e precisar demonstrá-lo o tempo inteiro. A segurança verdadeira permite que uma pessoa entre em um ambiente sem sentir necessidade de competir por atenção; o ego, ao contrário, precisa continuamente confirmar sua importância.

Quer ter razão, quer receber crédito, quer ocupar o centro, quer ser reconhecido pela ideia, pela entrega, pela conquista e até pelo esforço. Quando não recebe aquilo que esperava, interpreta a ausência de reconhecimento como diminuição pessoal. E, pouco a pouco, uma vida que deveria estar orientada para crescimento começa a ser governada pela necessidade de validação.

Talvez uma das manifestações mais perigosas do ego esteja justamente na dificuldade de admitir que ainda temos muito a aprender. Quanto mais uma pessoa acredita que já sabe, menor se torna sua disponibilidade para descobrir. Esse fenômeno pode atingir profissionais experientes, empresários, líderes, especialistas e qualquer pessoa que tenha acumulado conquistas suficientes para começar a confundir experiência com infalibilidade.

O conhecimento deveria ampliar nossa consciência sobre aquilo que desconhecemos, mas, quando atravessado pelo ego, pode produzir o efeito contrário: transforma repertório em certeza absoluta e autoridade em resistência. Nesse momento, perguntas começam a parecer ameaças, opiniões divergentes são interpretadas como afrontas e feedbacks são recebidos como ataques pessoais. A pessoa continua ocupando posições importantes, talvez continue sendo admirada, mas interrompe silenciosamente seu próprio desenvolvimento porque já não consegue aprender com aquilo que desafia sua percepção.

É também nesse território que encontramos uma das relações mais delicadas entre ego e dor.

Muitas vezes, aquilo que chamamos de orgulho é apenas uma proteção construída sobre feridas que não desejamos revelar. Há pessoas que precisam demonstrar força porque têm medo de parecer frágeis; outras buscam reconhecimento porque passaram muito tempo sentindo-se invisíveis; algumas acumulam conquistas porque descobriram no desempenho uma maneira de provar o próprio valor.

O problema não está em desejar crescer, prosperar ou ser reconhecido. O problema começa quando passamos a depender dessas conquistas para responder a uma pergunta que nenhum cargo, patrimônio ou aplauso conseguirá responder definitivamente: “Eu sou suficiente?”. Quando a resposta para essa pergunta depende exclusivamente do olhar externo, qualquer crítica machuca mais do que deveria, qualquer comparação ameaça, qualquer rejeição diminui e o sucesso de outra pessoa pode ser interpretado como evidência do nosso próprio fracasso.

No ambiente profissional, o ego cobra um preço ainda maior porque sua influência dificilmente permanece restrita a quem o alimenta. Um líder dominado pelo ego não precisa necessariamente gritar, humilhar ou agir de maneira explicitamente autoritária; às vezes, seu comportamento aparece de formas muito mais sofisticadas.

Ele centraliza decisões porque acredita que ninguém fará tão bem quanto ele, interrompe porque considera sua opinião mais importante, evita admitir erros para não comprometer sua autoridade, sente dificuldade em reconhecer talentos que possam ofuscar sua presença e constrói equipes dependentes porque, no fundo, precisa continuar sendo indispensável.

Parece liderança, mas é insegurança vestida de poder. O grande líder não precisa ser a pessoa mais brilhante da sala; precisa criar um ambiente em que outras pessoas também possam brilhar. Quando o crescimento dos liderados ameaça o líder, não existe liderança em sua expressão mais madura, existe apenas uma posição hierárquica sendo utilizada para proteger uma identidade.

O ego também compromete relações porque transforma conversas em competições.

Deixamos de escutar para compreender e passamos a escutar esperando a oportunidade de responder. Queremos vencer argumentos em vez de construir entendimento. Pedir desculpas parece perda de autoridade, mudar de opinião parece fraqueza e reconhecer o mérito de outra pessoa parece diminuir o nosso. Aos poucos, aquilo que poderia ser uma relação de cooperação torna-se uma disputa silenciosa por importância. Isso acontece nas empresas, nas famílias, nas amizades e até nos relacionamentos mais íntimos. Muitas rupturas não acontecem porque faltou amor, competência ou possibilidade de reconciliação; acontecem porque duas pessoas estavam mais comprometidas em defender a própria razão do que em preservar aquilo que realmente importava.

Há ainda uma armadilha especialmente poderosa em nosso tempo: a comparação. Nunca tivemos acesso tão constante àquilo que os outros conquistam, compram, vivem, celebram ou aparentam ser. Observamos recortes de vidas e, sem perceber, utilizamos esses recortes como régua para medir a nossa própria existência. O ego encontra nesse ambiente um terreno fértil, porque precisa saber onde está posicionado em relação aos demais.

Se alguém cresce, sentimos que estamos ficando para trás; se alguém conquista, questionamos por que ainda não conquistamos; se alguém recebe reconhecimento, podemos interpretar aquele destaque como ausência do nosso. É uma corrida impossível de vencer, porque sempre existirá alguém com mais dinheiro, visibilidade, influência, conhecimento, resultados ou oportunidades. Quem constrói a própria identidade sobre comparação condena-se a uma permanente sensação de insuficiência.

Isso não significa que devemos destruir o ego ou viver sem autoestima, ambição e consciência do próprio valor.

O desafio está em não permitir que ele ocupe o lugar de comando. Uma identidade saudável sabe reconhecer suas competências sem precisar diminuir ninguém, comemora conquistas sem transformá-las em superioridade e recebe reconhecimento sem tornar-se dependente dele.

Maturidade não é pensar menos sobre si mesmo, mas deixar de interpretar tudo a partir de si. É compreender que nem toda discordância é desrespeito, nem todo feedback é ataque, nem todo sucesso alheio é ameaça e nem toda situação exige que provemos alguma coisa. Há uma liberdade extraordinária quando você percebe que não precisa vencer todas as discussões, responder a todas as provocações, impressionar todos os ambientes ou convencer todas as pessoas sobre quem você é.

Profissionais que desejam evoluir em todos os aspectos precisam desenvolver uma habilidade pouco celebrada, mas decisiva: a capacidade de confrontar a própria versão da história. Perguntar a si mesmo onde está errando, ouvir aquilo que não gostaria de ouvir, reconhecer comportamentos que precisam ser modificados e aceitar que algumas certezas talvez tenham de ser abandonadas exige uma coragem muito maior do que simplesmente defender aquilo em que sempre acreditamos.

O ego prefere preservar a identidade atual; o desenvolvimento exige colocá-la em movimento. Por isso, crescer incomoda. Evoluir significa, em determinados momentos, admitir que a pessoa que nos trouxe até aqui talvez não seja suficiente para nos conduzir até o próximo nível.

Existe uma pergunta particularmente poderosa para identificar a presença do ego:

“O que estou tentando proteger neste momento: um princípio ou a minha imagem?”

Faça essa pergunta quando sentir necessidade de responder imediatamente a uma crítica, quando alguém discordar de você, quando um colega receber reconhecimento, quando um liderado apresentar uma ideia melhor, quando precisar admitir um erro ou quando perceber que está tentando convencer alguém do próprio valor. Nem sempre a resposta será confortável, mas justamente aí começa o crescimento. Autoconhecimento não é apenas descobrir nossas qualidades; é ter maturidade para encontrar aquilo que existe em nós e que ainda precisa ser, de fato, transformado.

No final, o ego promete proteção, mas frequentemente constrói uma prisão. Faz você acreditar que admitir um erro diminuirá sua autoridade, quando pode aumentar sua credibilidade. Acreditar que pedir ajuda revelará fraqueza, quando pode demonstrar maturidade. Acreditar que reconhecer alguém reduzirá seu brilho, quando revela segurança. E acreditar que mudar de opinião significará incoerência, quando pode representar evolução. Passamos parte da vida tentando preservar uma imagem que, muitas vezes, impede justamente o nosso crescimento. E talvez uma das maiores conquistas de um profissional não seja chegar ao ponto em que todos reconheçam o seu valor, mas alcançar um nível de consciência em que já não precise provar esse valor o tempo inteiro.

Por isso, ao terminar esta leitura, não procure identificar o ego nas pessoas ao seu redor.

Esse seria, ironicamente, um dos caminhos mais fáceis para alimentá-lo novamente. Volte a pergunta para si. Observe como você reage quando é contrariado, quando perde, quando outra pessoa recebe os aplausos, quando sua ideia não é escolhida, quando precisa pedir desculpas ou quando alguém mais jovem, menos experiente ou hierarquicamente abaixo de você apresenta uma solução melhor.

É nesses momentos, muito mais do que nos discursos, que descobrimos quem realmente está no comando. Se você deseja alcançar um novo nível profissional e humano, não concentre toda a sua energia em parecer maior. Torne-se maior por dentro.

Aprenda sem medo de dizer “não sei”, reconheça sem sentir que perdeu espaço, escute sem preparar imediatamente uma defesa, corrija a rota sem vergonha de ter errado e permita que pessoas cresçam ao seu lado sem interpretar o brilho delas como ameaça ao seu. O ego precisa provar, a maturidade não.

E talvez o próximo nível da sua vida comece exatamente no dia em que você deixar de proteger tanto a imagem de quem é e tiver coragem suficiente para construir quem ainda pode se tornar.


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Quer saber mais sobre como o ego pode limitar seu desenvolvimento pessoal e profissional e transformar a necessidade de parecer em uma oportunidade real de crescimento? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Um forte abraço!

Rui Mesquita
http://www.ruimesquita.com.br
https://www.instagram.com/rui.mesquita.oficial/

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Resiliência

Faça de cada limão, uma limonada! Resiliência é a capacidade de se resistir flexivelmente às adversidades e dificuldades, utilizando-as para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.

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O sucesso de uma mulher está em ser mulher!

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.

E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.

Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.

Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:

  • Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
  • Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.

E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.

Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.

Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.

Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.

O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.

Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.

Mas, é possível e já vi milagres.

Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.

Acreditar na Mulher que há dentro de você.

Sucesso e Feliz Dia da Mulher!

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Não concretizou uma meta? É preciso agora ter coragem para fazer mudanças drásticas!

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida.

A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.

E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.

Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.

Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.

A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.

Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.

Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.

Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.

Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.

Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.

E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?

Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?

Chega de Síndrome de Felipão, né?

Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.

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Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Quando buscamos algo melhor, criamos a mudança, pois desejamos que coisas melhores ocorram. Mas há também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora?

Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…

Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.

Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.

Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.

Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.

Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…

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Sem Comprometimento não há avanços na vida e nem sucesso!

Qual é o seu grau de comprometimento em realizar algo? Um dos maiores problemas de uma pessoa é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

Responda rápido a minha pergunta:

– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?

Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:

– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?

Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.

Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.

Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.

E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?

Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.

O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.

Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?

Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.

Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.

Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:

Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.

Para ajudar, significado de Comprometimento:

“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.

Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!

Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.

É por ai. Boa semana!

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O Poder do Bom Dia e Obrigado

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado. Quem não gostaria de ouvir este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.

Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.

Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.

Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?

Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.

Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?

Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?

Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.

A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.

Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.

Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.

O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.

Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.

Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.

Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.

Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.

Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.

Pense nisso.

Te desejo um bom dia e obrigada.

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Procrastinando? Então continue!

Sabe aquilo que você já sabe que tem que fazer e não faz? É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que nunca rola por que você não toma a iniciativa.

É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.

Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”

E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.

Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?

O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.

Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.

Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…

Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:

1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?

Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.

2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.

Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.

3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?

4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.

5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.

6º passo: Faça.

Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.

E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.

Com amor e com alma,

Karinna

PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.

PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.

Obrigada!

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Você sabe o que é Inteligência Espiritual?

A maior parte das pessoas já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. E sobre Inteligência Espiritual? Será que a Inteligência Emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? O que você pensa a respeito?

Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?

Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação.  Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.

O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.

Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.

Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.

As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.

E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!

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