Síndrome do Primeiro Emprego: Quando a Insegurança Pesa Mais do que a Falta de Experiência
O primeiro emprego costuma ser um marco importante — é a porta de entrada no mundo profissional e o início de uma trajetória de remuneração e de aprendizado em temas que não são ensinados nas escolas e universidades. Conquistar o primeiro emprego é um dos momentos mais desafiadores da vida de qualquer jovem e pode ser marcado pela ansiedade, pela falta de experiência e pela pressão para corresponder às expectativas do mercado. Tudo isso pode se tornar uma barreira.
Neste momento, inicia-se a responsabilidade de verdade: cumprir horários, lidar com tarefas, responder a um chefe e trabalhar em equipe. Além disso, você passa a construir habilidades essenciais para qualquer área, como comunicação, organização e resolução de problemas.
Outro ponto importante é que o primeiro emprego raramente é o “emprego dos sonhos”. Trata-se de um período de descoberta que se inicia com estágios em que é possível entender melhor do que gosta, do que não gosta e em que tipo de ambiente se sente mais confortável. Muitas pessoas, inclusive, mudam de caminho depois dessa primeira experiência.
Hoje, existe um erro comum e silencioso que pode acabar com as chances antes mesmo de você chegar à entrevista: trata-se da falta de preparo comportamental.
Quando pensamos em buscar o primeiro emprego, muitas vezes o foco está apenas no currículo. “Não tenho experiência” é uma frase que trava muitos jovens. Porém, o mercado sabe disso. O problema real é outro: candidatos que não demonstram iniciativa, comunicação ou interesse genuíno pela oportunidade.
Recrutadores estão cada vez mais focados nas chamadas soft skills. E é aqui que muitos jovens tropeçam: chegam inseguros, não conseguem se posicionar, estão preocupados em responder certo, mas não sabem se comportar e desconhecem a cultura da empresa ou, pior, não conhecem a história da empresa. Quem vai contratar alguém que não tem interesse pelo lugar em que vai estar?
Dentro desse contexto, existe algo conhecido como “síndrome do primeiro emprego”. Não é um diagnóstico formal, mas um termo usado para descrever sentimentos comuns nessa fase, como insegurança, medo de errar, sensação de não ser bom o suficiente ou de estar “perdido”. Isso acontece porque tudo é novo, e há uma pressão interna para dar conta de tudo perfeitamente logo no início. Saber que esses sentimentos são comuns já ajuda a lidar melhor com eles.
Atualmente, a forma como a Geração Z lida com o primeiro emprego também traz características interessantes. Em geral, são jovens que valorizam propósito, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, além de flexibilidade.
Ao mesmo tempo, tendem a ser mais conectados, a aprender rápido com tecnologia e a buscar crescimento acelerado. Por outro lado, essa geração também pode sentir mais ansiedade no início da carreira, justamente pela alta expectativa de evolução rápida e pela comparação constante nas redes sociais. A família pode ser de grande ajuda para a construção da confiança, da autoestima e da segurança. Colocar o jovem em situações de responsabilidade e decisão durante seu desenvolvimento e aprendizado pode ser essencial para este momento.
Nesse início de trajetória, algumas competências são especialmente valorizadas pelos empregadores.
Entre as principais, destaca-se a comunicação clara: saber se expressar bem, ouvir e interagir com colegas, incluindo habilidades comportamentais como empatia, responsabilidade, colaboração e resiliência, que são, hoje, mais valorizadas do que muitos certificados. Isso não significa que você possa ignorar a formação técnica, mas sim que quem você é e como se comporta podem superar a teoria, principalmente no início da carreira.
Um estagiário ou aprendiz que se comunica bem, escuta com atenção, busca soluções, pede feedback e demonstra vontade de aprender tem muito mais chances de ser, efetivamente, contratado. Outros pontos desejados por quem contrata iniciantes são:
- Responsabilidade e pontualidade: cumprir horários, prazos e compromissos;
- Proatividade: demonstrar iniciativa e vontade de aprender;
- Trabalho em equipe: colaborar, respeitar opiniões e contribuir com o grupo;
- Adaptabilidade: lidar bem com mudanças e aprender coisas novas rapidamente;
- Organização: gerenciar tarefas e manter um bom ritmo de trabalho;
- Inteligência emocional: saber lidar com críticas, frustrações e pressão;
- Conhecimentos básicos digitais: especialmente importantes na realidade atual.
Por isso, preparar-se é muito importante. A preparação não é somente técnica; inclui autoconhecimento e preparo emocional. Vale investir em buscar conhecimentos básicos da área em que você quer entrar, treinar habilidades como comunicação e organização, entender como funciona o ambiente de trabalho, trabalhar a autoconfiança e aceitar que erros fazem parte do aprendizado.
Para isso, busque conversar com quem já está lá, com quem passou pelo processo recentemente e com profissionais mais experientes. Aqui, a informação faz o papel da experiência, que não existe. Quanto mais preparado você estiver, mais segurança vai sentir — e isso faz toda a diferença.
No geral, o mais importante no primeiro emprego não é acertar tudo, mas aprender o máximo possível.
Com o tempo, a experiência vem, a confiança cresce e tudo começa a fazer mais sentido. Empresas sabem que você está aprendendo, no entanto, esperam que você tenha atitude proativa, curiosidade, pontualidade, interesse, assuma responsabilidades simples com seriedade e mostre que está disposto a crescer. Essas atitudes tornam-se um diferencial entre quem “só está ali por estar” e quem quer de verdade construir uma carreira.
Sendo assim, invista em autoconhecimento, busque capacitação, participe do máximo de seleções, programas de trainee e eventos das áreas de interesse. Você pode participar de cursos online, voluntariados, projetos escolares ou até criar seus próprios desafios, como montar uma apresentação ou liderar um pequeno grupo. O importante é praticar e se autoavaliar. Enfim, seja curioso e seja visto.
Em uma primeira experiência, não é necessário saber tudo, mas é preciso estar disposto a aprender com humildade e dedicação. É importante ter comprometimento, ter curiosidade, bom relacionamento, saber respeitar as regras e a hierarquia.
Evitar o erro de negligenciar as soft skills e o preparo comportamental é o primeiro passo para transformar sua vida profissional. O primeiro emprego pode ser o início de uma carreira de sucesso — se você levar a sério sua atitude desde o primeiro contato com o mercado.
O diploma ainda tem valor, mas, cada vez mais, as corporações estão buscando candidatos que saibam trabalhar em equipe, lidar com pressão e resolver problemas. Soft skills fazem a diferença desde a entrevista até o dia a dia no trabalho.
Capacitação, atitude e comunicação não dependem de experiência: dependem de você. E o melhor momento para começar a trabalhar nisso é agora.
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Quer saber mais sobre como vencer a insegurança no primeiro emprego e transformar falta de experiência em preparo, atitude e confiança? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.
Mônica Barg
https://www.monicabarg.com.br
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Cultura de Inovação: Como Líderes Criam (ou destroem) Ambientes Criativos (parte III)
Dando continuidade à parte II deste artigo, agora vamos abordar as práticas que cultivam a inovação e como a criatividade funciona no nível neurobiológico.
4. AS PRÁTICAS QUE CULTIVAM INOVAÇÃO
A seção anterior mapeou os comportamentos que destroem ambientes criativos. Esta, deliberadamente, não é sua antítese simétrica — uma lista de “faça o oposto”. Construir uma cultura de inovação é um trabalho de arquitetura mais sutil, que exige que o líder compreenda os mecanismos psicológicos subjacentes ao ato criativo. Três pilares concentram o que a pesquisa mais robusta disponível identificou como condições fundamentais para que a inovação floresça nas organizações: segurança psicológica, autonomia e diversidade cognitiva.
SEGURANÇA PSICOLÓGICA: O SOLO FÉRTIL DE TODA INOVAÇÃO
O conceito de segurança psicológica foi sistematizado pela professora Amy Edmondson, da Harvard Business School. Ele é definido como a crença compartilhada pelos membros de uma equipe de que o ambiente é seguro para a tomada de riscos interpessoais. Isso inclui discordar, questionar, admitir erros e propor ideias não convencionais sem medo de punição ou ridicularização (EDMONDSON, 1999). Décadas de pesquisa subsequentes consolidaram esse construto como o principal preditor do comportamento criativo e inovador em equipes.
A prova mais amplamente citada veio de dentro de uma das empresas mais inovadoras do mundo. O Projeto Aristóteles do Google foi conduzido pela pesquisadora Julia Rozovsky a partir de 2013. Ele demonstrou que mesmo os colaboradores altamente qualificados da empresa precisavam de um ambiente de trabalho psicologicamente seguro. Só assim poderiam contribuir com os talentos que tinham a oferecer. O projeto analisou centenas de equipes internas. E concluiu que a segurança psicológica era o fator mais determinante do desempenho coletivo — acima da composição do time, da experiência individual ou dos recursos disponíveis.
O que torna a segurança psicológica tão central para a inovação não é a ausência de tensão ou discordância — é justamente o oposto.
Uma equipe com alta segurança psicológica não é aquela caracterizada por um afeto positivo inabalável ou por uma permissividade descuidada, mas sim aquela em que os membros confiam que a equipe não irá envergonhar, rejeitar ou punir alguém por falar. É nesse clima de confiança e respeito mútuo que ideias genuinamente novas emergem — porque o custo percebido de errar deixou de ser insuportável.
Para os líderes, a implicação prática é direta. As ações do líder — incluindo ser acessível, convidar contribuições e modelar abertura — promovem a segurança psicológica da equipe. Edmondson sintetizou três comportamentos centrais nessa construção: enquadrar o trabalho como um problema de aprendizagem, não de execução; reconhecer publicamente a própria falibilidade; e modelar a curiosidade genuína por meio de perguntas — não de respostas. São atitudes que parecem simples, mas que exigem uma ruptura profunda com o modelo de liderança baseado na autoridade da resposta certa.
AUTONOMIA: A CONDIÇÃO MOTIVACIONAL DA CRIATIVIDADE
A autonomia é o segundo pilar — e talvez o mais subvalorizado nas organizações que dizem querer inovar. Teresa Amabile, também de Harvard, dedicou mais de quatro décadas investigando os mecanismos psicológicos da criatividade organizacional. Ela identificou a motivação intrínseca como sua força propulsora central. Quando as pessoas trabalham sob motivadores extrínsecos — avaliação constante, recompensas condicionadas, competição ou excesso de controle sobre como fazer o trabalho —, sua motivação intrínseca então diminui e, com ela, a probabilidade de produzir trabalho criativo.
O elo entre autonomia e criatividade é mediado por um mecanismo cognitivo específico. Pesquisadores identificaram que a autonomia estimula a flexibilidade cognitiva — a disposição para desenvolver novos pontos de vista, construir associações incomuns e romper com padrões estabelecidos de pensamento. É exatamente essa flexibilidade que está no coração do processo criativo (AMABILE, 1996). Quando o líder controla não apenas o que deve ser entregue, mas “o como” em cada detalhe, suprime precisamente a abertura mental de que a inovação precisa para acontecer.
A autonomia, porém, não significa ausência de estrutura. O que a pesquisa sugere é uma distinção crítica que muitos líderes não fazem: a diferença entre autonomia sobre objetivos — que deve ser negociada e alinhada — e autonomia sobre meios — que deve ser amplamente concedida. Líderes inovadores definem com clareza o destino, mas confiam às equipes a escolha do caminho.
DIVERSIDADE COGNITIVA: O COMBUSTÍVEL DAS IDEIAS NÃO ÓBVIAS
O terceiro pilar é a diversidade cognitiva — que vai além da diversidade demográfica e se refere à presença de diferentes estilos de pensamento, perspectivas, formações e modelos mentais dentro de uma mesma equipe. A inovação mais disruptiva raramente emerge de mentes homogêneas trabalhando em perfeita concordância. Ela nasce da colisão produtiva entre formas distintas de ver o mesmo problema.
A perspectiva do “valor na diversidade” postula que a diversidade cognitiva pode estimular a criatividade da equipe. Isso porque a exposição a perspectivas diferentes ou divergentes pode motivar os membros a gerar ideias mais inovadoras. As teorias de informação e tomada de decisão sugerem que a diversidade cognitiva traz uma ampla gama de conhecimentos, habilidades e ideias distintas e não redundantes para o grupo.
Há, no entanto, uma condição que a pesquisa estabelece com clareza: a diversidade cognitiva só produz seu potencial criativo quando combinada com segurança psicológica. Pesquisas mostram que a segurança psicológica modera a relação entre diversidade de equipe e inovação. Com isso, torna-se mais fácil para as equipes aproveitarem os benefícios da diversidade por meio de conversas mais abertas e interações mais respeitosas e engajadas. Em outras palavras: uma equipe diversa em ambiente de baixa segurança psicológica tende a produzir menos inovação do que uma equipe menos diversa em ambiente de alta segurança. A diversidade sem segurança é potencial desperdiçado.
OS TRÊS PILARES COMO SISTEMA
O que a pesquisa revela, ao final, é que segurança psicológica, autonomia e diversidade cognitiva não funcionam de forma independente — eles operam como um sistema interdependente. A segurança psicológica cria o clima em que a autonomia pode ser exercida sem medo. A autonomia libera a motivação intrínseca que alimenta o processo criativo. E a diversidade cognitiva, nesse ambiente seguro e autônomo, multiplica as possibilidades de conexões não óbvias que dão origem a inovações reais.
A responsabilidade de construir esse sistema recai fundamentalmente sobre a liderança. Não como uma iniciativa de RH ou um programa de treinamento pontual. Mas como uma escolha cotidiana sobre como se comunicar, como reagir ao erro, quem se convida para a conversa e quanto espaço se abre para o inesperado.
5. NEUROCIÊNCIA DA CRIATIVIDADE
Compreender como a criatividade funciona no nível neurobiológico não é um exercício acadêmico desconectado da prática organizacional. É, ao contrário, uma das ferramentas mais poderosas que um líder pode ter. Isso porque revela, com precisão científica, por que determinados ambientes geram inovação. Também mostra por que outros a sufocam de forma sistemática e praticamente inevitável.
O CÉREBRO CRIATIVO: DOIS SISTEMAS EM DIÁLOGO
Durante décadas, a criatividade foi associada ao hemisfério direito do cérebro — uma simplificação que a neurociência contemporânea refutou com robustez. A pesquisa de imagem cerebral funcional (fMRI) das últimas duas décadas revelou um quadro muito mais sofisticado: a criatividade não reside em uma área específica do cérebro, mas emerge da interação dinâmica entre grandes redes neurais que normalmente operam em tensão mútua.
O primeiro desses sistemas é a Rede de Modo Padrão (Default Mode Network — DMN), que se ativa justamente quando a mente não está focada em tarefas externas — durante o devaneio, a introspecção e o pensamento espontâneo. É nela que residem os processos de imaginação, memória autobiográfica e geração de associações inusitadas entre conceitos distantes. A Rede de Modo Padrão é um sistema de regiões cerebrais interconectadas que, quando operam em conjunto, sustentam a criatividade e a autorreflexão. Ela é ativada quando a mente vaga livremente, conectando experiências passadas com possibilidades futuras.
O segundo sistema é a Rede de Controle Executivo (Executive Control Network — ECN), sediada no córtex pré-frontal dorsolateral, responsável pelo pensamento analítico, avaliação crítica, foco e tomada de decisão racional. Historicamente, acreditava-se que esses dois sistemas operavam de forma mutuamente exclusiva — quanto mais ativo um, menos ativo o outro.
O que as pesquisas mais recentes revelaram, porém, foi surpreendente:
Durante tarefas de pensamento divergente — aquele que gera múltiplas soluções originais para um mesmo problema —, estudos de neuroimagem identificaram uma rede distribuída que inclui regiões centrais tanto da rede padrão quanto da rede executiva, sugerindo que a produção criativa de ideias requer a cooperação entre esses dois sistemas, e não sua ativação isolada. Em outras palavras, a criatividade não é nem pura imaginação descontrolada, nem puro raciocínio lógico — é a dança produtiva entre os dois.
A capacidade de gerar ideias criativas caracteriza-se pelo aumento da conectividade funcional entre o córtex pré-frontal inferior e a Rede de Modo Padrão, apontando para uma maior cooperação entre regiões cerebrais associadas ao controle cognitivo e aos processos imaginativos espontâneos. Pessoas com maior capacidade criativa apresentam, em repouso, uma conectividade intrínseca mais forte entre essas redes — o que sugere que a criatividade é, em parte, uma disposição neurológica que pode ser cultivada pelo ambiente (BEATY et al., 2014; 2015).
O QUE O MEDO FAZ AO CÉREBRO CRIATIVO
É aqui que a neurociência encontra diretamente a gestão organizacional. A questão não é apenas filosófica ou motivacional: ambientes de medo e ameaça produzem consequências neurobiológicas concretas e mensuráveis que inviabilizam a criatividade.
Quando um colaborador percebe ameaça — seja a crítica pública de um líder, a punição velada ao erro ou a insegurança sobre sua posição na organização — o cérebro aciona assim a resposta de estresse via sistema límbico, com a amígdala no centro da reação. Esse processo desencadeia a liberação de cortisol e noradrenalina, hormônios do estresse que têm um alvo neurológico muito específico: o córtex pré-frontal é a região cerebral mais evoluída e responsável pelas nossas capacidades cognitivas mais elevadas — mas é também a mais sensível aos efeitos deletérios do estresse. Mesmo um estresse agudo moderado e incontrolável pode causar uma perda rápida e dramática das capacidades cognitivas pré-frontais (ARNSTEN, 2009).
As consequências práticas são imediatas: os níveis elevados de noradrenalina e cortisol resultantes do estresse agudo podem comprometer a função do córtex pré-frontal, levando à diminuição da criatividade. Líderes sob estresse tornam-se menos capazes de desenvolver estratégias novas, diferentes e potencialmente mais eficazes.
O mecanismo é direto: sob ameaça, o córtex pré-frontal — sede do pensamento criativo, da flexibilidade cognitiva e da geração de ideias originais — é literalmente desativado em favor de respostas automáticas de sobrevivência. O cérebro, em modo de defesa, não tem condições neurológicas de inovar. Não é falta de talento, não é falta de vontade — é biologia.
Isso significa que um líder que cria um ambiente de medo, mesmo que involuntariamente, não está apenas desmotivando sua equipe em sentido abstrato. Está, na prática, desligando os circuitos neurais responsáveis pela criatividade de cada pessoa ao seu redor. A destruição da inovação, nesse sentido, ocorre literalmente dentro do cérebro dos colaboradores.
O QUE O AMBIENTE SEGURO FAZ AO CÉREBRO
A relação inversa é igualmente poderosa. Quando um colaborador se sente seguro, valorizado e autônomo, o sistema nervoso opera no modo de exploração — não no modo de defesa. A amígdala reduz sua ativação; o córtex pré-frontal retoma seu pleno funcionamento; e a Rede de Modo Padrão fica livre para gerar as associações espontâneas e inesperadas que alimentam a criatividade genuína.
A segurança psicológica está diretamente vinculada aos sistemas de detecção de ameaças do cérebro. Quando ela está ausente, prejudica a função pré-frontal, a confiança e o pensamento imaginativo. Quando presente, promove aprendizagem e inovação.
Há ainda um segundo mecanismo relevante: a relação entre foco, fluxo e criatividade. Pesquisas sobre o estado de flow — aquela experiência de imersão total e sem esforço (effortless) em uma tarefa desafiadora, descrita por Mihaly Csikszentmihalyi — revelam que ele é acompanhado por uma ativação simultânea das redes padrão e executiva: exatamente a configuração neural associada à criatividade de alto nível. Durante a geração criativa de ideias, estudos identificaram maior conectividade funcional entre regiões da rede padrão e da rede executiva, sugerindo que o pensamento criativo requer tanto a imaginação espontânea da DMN quanto a seleção e avaliação focadas da rede executiva, trabalhando em conjunto (BEATY et al., 2015).
O flow não acontece sob pressão excessiva nem sob tédio — ele emerge precisamente no equilíbrio entre desafio e capacidade. Líderes que calibram bem esse equilíbrio — oferecendo tarefas desafiadoras, mas alcançáveis, com autonomia suficiente para exploração — estão, neurologicamente, criando as condições para que o estado criativo de maior produtividade se instale.
DA NEUROCIÊNCIA À LIDERANÇA: O QUE ISSO MUDA
O que a neurociência oferece ao líder não é apenas mais uma metáfora sobre criatividade. É uma compreensão mecanística de por que certas práticas funcionam e por que outras falham — com uma clareza que nenhum modelo gerencial isolado consegue oferecer.
Criar um ambiente de segurança psicológica não é gentileza corporativa. É uma condição neurológica para que o córtex pré-frontal dos colaboradores funcione em seu potencial pleno. Dar autonomia não é abrir mão do controle — é remover a ativação de ameaça que desliga os circuitos criativos. Calibrar o desafio adequadamente não é gerenciar expectativas — é criar as condições para o estado de flow em que a criatividade atinge seu pico.
Com esse entendimento, a pergunta muda de “como convencer minha equipe a inovar?” para “qual é o ambiente neurológico que estou criando com meus comportamentos cotidianos?”. É essa pergunta que separa os líderes que falam sobre inovação dos que efetivamente a constroem.
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Quer saber mais sobre como construir uma verdadeira cultura de inovação nas empresas e evitar que líderes destruam ambientes criativos? Então, continue lendo este artigo na próxima edição.
Até a próxima edição!
Um abraço.
Marcelo Farhat
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Confira também: Cultura de Inovação: Como Líderes Criam (ou destroem) Ambientes Criativos (parte II)
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Participe da Conversa
Padrões Emocionais: O Sentido por Trás das Repetições
As experiências que se repetem na vida pessoal e profissional podem revelar padrões emocionais que influenciam escolhas, relações e caminhos. Compreender esses sinais é um passo importante para desenvolver mais consciência e transformar a maneira de viver e se posicionar.
Existem momentos em que a vida desperta uma sensação profundamente conhecida.
As circunstâncias mudam, as pessoas seguem seus próprios caminhos e o cenário ao redor se transforma completamente. Mas, mesmo assim, algo retorna por dentro. É como se o presente acessasse uma memória emocional antiga e trouxesse à tona um sentimento que você acreditava ter ficado no passado. Aos poucos, surge aquela percepção nítida: isso já aconteceu antes.
Esse retorno não é um erro de percurso. É um convite para olhar com mais atenção para o que ainda pede compreensão. É nesse ponto que os padrões emocionais se revelam.
Muitas dessas repetições acontecem em silêncio. Uma parte da nossa história permanece viva aqui dentro e passa a influenciar a forma como reagimos ao agora. Assim, um medo antigo pode aparecer disfarçado em uma nova relação; uma insegurança pesada pode paralisar uma decisão importante e a necessidade de proteção pode impedir uma entrega mais verdadeira.
A vida segue em movimento, mas a nossa resposta interna continua sendo guiada por mapas antigos
A marca do que foi vivido
Cada experiência deixa marcas. Algumas se transformam em força e aprendizado; outras continuam influenciando a maneira como percebemos, escolhemos e nos relacionamos.
Essas marcas não ficam apenas no pensamento ou na memória racional. Elas pulsam nas reações, nos medos súbitos ou na forma como nos aproximamos ou nos afastamos das situações.
Na vida pessoal, isso se manifesta na dificuldade de confiar, na necessidade de agradar para não ser abandonado ou no receio constante de se frustrar. Na vida profissional, o padrão surge na insegurança diante de novos desafios, na dificuldade de reconhecer o próprio valor ou naquela sensação incômoda de não ocupar plenamente o seu lugar.
O fato é que somos inteiros: o que acontece no silêncio do nosso mundo interno acompanha nossas decisões e caminhos, em qualquer lugar onde estejamos.
O diálogo entre sentir e o viver
Ao observar suas reações com presença, a percepção se amplia. Você começa a reconhecer o que está por trás de determinadas escolhas. Nesse processo, o sentir ganha espaço que merece. Entender o padrão ajuda, mas apenas o sentir transforma.
Quando você se permite entrar em contato com o que sente, então algo começa a se reorganizar. A respiração ganha amplitude, o corpo abandona a rigidez e novas percepções surgem com clareza. São movimentos delicados, mas que indicam uma transformação real em curso.
Da reação automática, passamos à presença consciente. E quando um padrão é iluminado, a resposta automática então perde a força. Surge, então, um intervalo, um espaço interno entre o que acontece e a forma como você reage. É nesse espaço que novas escolhas se tornam possíveis. O posicionamento ganha consistência, a comunicação se fortalece e as relações encontram equilíbrio.
Na vida profissional, isso se traduz em segurança e decisões mais alinhadas. Na vida pessoal, favorece vínculos mais autênticos e uma relação mais gentil consigo mesma.
Você deixa de repetir e começa finalmente, a escolher.
Um convite à reflexão
Reserve alguns minutos agora. Pense em uma situação que costuma se repetir na sua história e pergunte-se, com honestidade:
- Que sentimento isso desperta em mim agora?
- Em que outros momentos eu já senti algo parecido?
- O que essa experiência está tentando me mostrar sobre mim?
Não busque respostas prontas. Apenas observe. O desenvolvimento humano começa quando olhamos para a nossa história com menos julgamento e mais abertura. Crescer é reconhecer padrões, acolher vivências e integrar aprendizados.
Antes de qualquer lugar que você ocupa na vida, existe uma pessoa em processo de amadurecimento. Quando esse olhar se aprofunda, então a repetição perde a força e o peso do passado cede lugar à leveza do agora.
O que antes conduzia escolhas automáticas e limitantes, passa a abrir caminhos mais conscientes e verdadeiros. É assim que a vida ganha uma nova consistência: de dentro para fora.
Afinal, o encontro com a própria história é o único caminho para a verdadeira liberdade.
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Com consciência,
Luiza Nizoli
Facilitadora em Desenvolvimento Humano e Consciência Organizacional
luiza.nizoli19@gmail.com
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Confira também: Corpo Fala: O Que em Nós Deixou de Sorrir?
Palavras-chave: padrões emocionais, repetições, vida pessoal, vida profissional, reações automáticas, padrões emocionais que se repetem, vida pessoal e profissional, transformar reações automáticas, desenvolver mais consciência, identificar padrões emocionais
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Técnica Versus Caráter na Tomada de Decisão: O Ponto Onde Líderes se Revelam
Existe um momento na liderança em que a técnica já não é mais o fator decisivo. É quando as opções estão todas “corretas” no papel, mas apenas uma é justa. Nesse ponto, não é o currículo que decide. É o caráter.
Aprendi isso cedo, antes mesmo de ocupar qualquer cargo de liderança.
Quando decidir não era uma escolha técnica
Cresci vendo minha mãe trabalhar duro, esconder o cansaço atrás de um sorriso e seguir fazendo o que precisava ser feito. Em casa, as decisões não eram baseadas em planilhas, metas ou indicadores, mas baseadas em valores: o que era possível, o que era digno, o que preservava as pessoas.
Houve momentos em que a decisão “mais eficiente” seria desistir, endurecer, fechar portas, mas a decisão tomada quase sempre foi a mais humana.
E isso ficou gravado em mim.
Com o tempo, percebi que muitas decisões difíceis nas empresas não são difíceis por falta de técnica. São difíceis porque exigem caráter.
Na Liderança, técnica resolve problemas, mas é o caráter que sustenta consequências
A técnica ajuda a analisar cenários, medir riscos, calcular impactos. Ela é necessária.
Mas ela não responde a perguntas como:
- Quem vai pagar o preço dessa decisão?
- O que isso comunica para o time?
- Que tipo de cultura eu estou reforçando?
- Eu tomaria essa decisão se estivesse do outro lado?
Essas respostas não estão nos métodos.
Estão nos valores.
É por isso que vemos líderes tecnicamente brilhantes tomando decisões que:
- quebram a confiança do time;
- minam o engajamento;
- geram medo silencioso;
- produzem resultado no curto prazo e desgaste no longo.
A técnica até entrega números.
O caráter entrega sustentabilidade.
Onde a liderança se perde com mais frequência
Ao longo da minha trajetória, observei um padrão claro: quando a pressão aumenta, então o caráter é testado.
É fácil liderar com valores quando tudo vai bem. Difícil é mantê-los quando:
- o caixa aperta;
- a meta não bate;
- o erro acontece;
- o conflito surge.
É nesse momento que o líder escolhe, consciente ou não, entre:
- proteger o resultado ou proteger as pessoas;
- impor autoridade ou construir responsabilidade;
- ter razão ou fazer o que é certo.
Essas escolhas constroem (ou destroem) cultura.
Três princípios para decisões com caráter (sem abrir mão da técnica)
Não se trata de romantizar decisões nem ignorar dados. Trata-se de integrar técnica e valores.
Aqui estão três princípios práticos a saber:
1. Nunca decida algo que você não explicaria com tranquilidade
Se a decisão precisa ser escondida, maquiada ou comunicada pela metade, então há um alerta aceso.
Decisões com caráter suportam transparência.
Pergunta-chave: Eu consigo explicar essa decisão olhando nos olhos do time?
2. Avalie o impacto humano antes do impacto financeiro
Não é ignorar números, mas sim ordenar prioridades.
Decisões que ferem pessoas cobram juros altos depois: turnover, apatia, desconfiança.
Pergunta-chave: Que comportamento essa decisão incentiva daqui pra frente?
3. Seja coerente, mesmo quando custa
Coerência gera segurança. Segurança gera engajamento.
Muitos líderes perdem força não por decisões duras, mas por decisões incoerentes, mudam regras, discursos e critérios conforme a conveniência.
Pergunta-chave: Se eu repetir essa decisão várias vezes, que líder eu me torno?
Para fechar
A vida me ensinou que caráter não aparece no discurso, ela aparece na escolha difícil. No momento em que ninguém está olhando. Quando a decisão não é confortável, mas é correta.
Técnica você aprende, processo você ajusta e estratégia você muda.
Mas caráter é o que sustenta tudo isso em pé.
E talvez essa seja a maior verdade da liderança: No fim, as pessoas não se lembram apenas do que você decidiu. Elas se lembram de como você decidiu.
Se esse tema faz sentido para você, então vale a pena salvar e compartilhar com outros líderes.
Estamos precisando de menos decisões “certas no papel” e mais decisões dignas na prática.
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Quer saber mais sobre como o caráter influencia decisões difíceis muito além da técnica e dos resultados imediatos? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Tudy Vieira
https://www.tudyvieira.com.br/
Confira também: Da Escassez Nasce a Consciência: Uma Lição Silenciosa sobre Liderança
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Sonhos, Compaixão e o AEP em Ação:
Como Visão Pessoal e Segurança Emocional Ampliam Aprendizado, Conexão e Crescimento
Recebi alguns feedbacks muito positivos sobre meus últimos artigos, nos quais abordei temas inspirados em um dos livros que tenho estudado, Ajudando Pessoas a Mudar, de Richard Boyatzis. Resolvi continuar essa jornada porque acredito que essas reflexões podem nos ajudar profundamente na vida como um todo — e, especialmente, na vida profissional, onde dedicamos grande parte do nosso tempo e energia.
Já escrevi sobre os dois Atratores: o Emocional Positivo (AEP) e o Emocional Negativo (AEN). Nesse e nos próximos artigos, explorarei práticas sugeridas por Boyatzis — e outras igualmente potentes — para que possamos provocar o AEP de forma intencional.
Boyatzis trata o AEP como um ecossistema emocional, com múltiplas portas de entrada. Por isso, optei por dividir os conteúdos em etapas, aprofundando cada uma dessas portas e mostrando que provocar o AEP é uma prática multifacetada, acessível e totalmente possível.
Se o AEP é o estado emocional que nos abre para aprender, criar e nos conectar, ele não surge espontaneamente: é cultivado por práticas que ampliam nossa visão e despertam o melhor de nós. O autor descreve caminhos concretos para desenvolver esse estado — caminhos que, quando incorporados à vida profissional, transformam a forma como lideramos, colaboramos bem como a forma como tomamos decisões.
Hoje, quero abordar duas práticas que funcionam como alicerces:
- conectar-se (ou reconectar-se) aos sonhos e à visão pessoal;
- cultivar compaixão e autocompaixão.
1. Conectar-se aos sonhos e à visão pessoal
Sonhar não é ingenuidade; é fisiologia. Quando imaginamos um futuro desejado, ativamos então redes neurais ligadas à esperança, curiosidade e motivação intrínseca. O cérebro sai do modo defesa e entra no modo crescimento. No trabalho, isso significa deixar de operar apenas por obrigação e começar a agir a partir de um sentido de propósito.
Reconectar-se à visão pessoal envolve perguntas que vão além do cargo:
- Quem eu quero me tornar?
- Que impacto quero gerar?
- Que valores quero encarnar no meu dia a dia?
- Como realizo meu propósito no trabalho?
Ao responder essas perguntas, criamos uma imagem interna que funciona como um farol emocional. Diante de pressões, conflitos ou incertezas, essa visão nos ajuda a escolher respostas mais alinhadas com quem queremos ser, em vez de reagir no automático.
Essa prática também tem um efeito social. Pessoas que falam com brilho nos olhos sobre o que estão construindo contagiam o ambiente. O AEP não é apenas um estado interno; é um campo que se expande. Líderes e profissionais conectados aos próprios sonhos inspiram, mobilizam e abrem espaço para que outros também se conectem aos seus.
Sonhar, portanto, é uma prática estratégica: prepara o sistema nervoso para enxergar possibilidades, sustenta a perseverança e cria coerência entre o que pensamos, sentimos e fazemos.
2. Compaixão e autocompaixão
Se a visão pessoal aponta o norte, compaixão e autocompaixão definem a qualidade do caminho.
Compaixão é olhar para o outro reconhecendo sua humanidade, suas dores e seus desejos. No contexto profissional, isso se traduz em conversas que escutam antes de julgar, em feedbacks que fortalecem em vez de encolher, em lideranças que, de fato, se interessam genuinamente pela história e pelos sonhos das pessoas.
Esse tipo de relação cria segurança psicológica — condição essencial para o AEP. Quando alguém se sente visto e respeitado, então o sistema de ameaça desativa e a pessoa pode acessar criatividade, abertura e coragem para aprender.
Mas não há compaixão sustentável sem autocompaixão. Tratar-se com dureza constante mantém o corpo em alerta e alimenta o AEN. Autocompaixão é reconhecer limites e erros sem se destruir por isso. É falar consigo mesmo como falaria com alguém que respeita: reconhecendo a dor, lembrando que a imperfeição é humana e escolhendo uma resposta gentil, sem fugir da responsabilidade.
Profissionais que praticam autocompaixão se recuperam mais rápido de falhas, pedem ajuda com menos vergonha e se arriscam mais em novas ideias. Líderes autocompassivos não projetam suas inseguranças na equipe. Equipes que normalizam vulnerabilidade e erro criam culturas mais leves, criativas e saudáveis.
Sonhos e visão pessoal dão direção; compaixão e autocompaixão dão sustentação emocional. Juntas, essas duas práticas criam o terreno onde o AEP pode florescer de forma consistente na vida profissional.
No próximo artigo, abordarei outras práticas — algumas citadas por Boyatzis e outras que emergem das minhas próprias vivências.
E você? Quais práticas tem adotado ou gostaria de sugerir para que vivamos com mais AEP presente no nosso dia a dia?
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como o Atrator Emocional Positivo (AEP) pode ampliar aprendizado, conexão e crescimento com mais segurança emocional? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Vera Godoi Costa
https://www.linkedin.com/in/vera-costa-71830715/
Confira também: Atrator Emocional: O Que Define Conversas Difíceis no Trabalho
Palavras-chave: aep, visão pessoal, compaixão e autocompaixão, vida profissional, segurança emocional, aep no trabalho, atrator emocional positivo, atrator emocional positivo no trabalho, conectar-se aos sonhos e à visão pessoal, provocar o aep de forma intencional, sonhos e visão pessoal dão direção, segurança psicológica
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O Ponto Cego de Quem Chegou Longe na Carreira
Quando a Continuidade Sustenta Resultados, Mas Começa a Comprometer Direção e Clareza
Olá,
Sou Valquiria Camargo Jorge, fundadora da Mente & Movimento e cofundadora da RebrandSe.
Depois de mais de 25 anos de carreira, sendo mais de 20 em posições de liderança, passei a me dedicar a um ponto que raramente é tratado com profundidade: o que sustenta as decisões antes da ação.
Atuo apoiando líderes e profissionais experientes em momentos de escolha, transição e reposicionamento, onde clareza, consistência e direção deixam de ser conceitos e passam a ser necessários.
Acredito que carreira e liderança não se constroem apenas na execução, mas na forma como pensamos, interpretamos e escolhemos ao longo do caminho.
A cada quatro semanas, trarei reflexões sobre carreira, liderança e transições a partir de um lugar pouco explorado: percepção, identidade e direção.
Este é um espaço para quem entende que decisões importantes não se resolvem acelerando, mas construindo clareza.
Porque, no fim, não é o movimento que sustenta uma trajetória.
É a direção.
Conto com você na minha coluna!
Valquíria Jorge
O Ponto Cego de Quem Chegou Longe
Quando a Continuidade Sustenta Resultados, Mas Começa a Comprometer Direção e Clareza
Por que carreiras bem-sucedidas começam a perder direção, e o custo silencioso disso nas decisões
No ambiente corporativo, somos treinados para avançar.
Crescer, assumir mais responsabilidades, sustentar resultados, manter consistência ao longo do tempo.
E, de fato, esse movimento constrói carreiras sólidas.
Mas existe um ponto cego nesse modelo: um momento em que a continuidade deixa de ser sinônimo de direção, e passa a ser apenas repetição qualificada do que já funcionou.
O problema invisível: quando o movimento substitui a direção
Ao longo da trajetória, profissionais experientes desenvolvem uma habilidade valiosa: a capacidade de decidir rápido e sustentar execução sob pressão.
Mas, com o tempo, essa mesma habilidade pode se tornar um risco.
Porque decidir rápido não significa decidir com clareza.
E sustentar performance não garante alinhamento.
Existe um momento em que o movimento continua, mas a direção já não é mais revisada.
E é nesse ponto que o desalinhamento começa.
Nem toda continuidade é escolha
Muitas carreiras seguem avançando sem uma decisão consciente por trás.
O profissional continua entregando, assumindo novos desafios, sendo reconhecido.
Mas raramente cria espaço para revisar o que, de fato, ainda faz sentido sustentar.
E isso gera um efeito silencioso: a trajetória cresce, mas a conexão com ela diminui.
O custo: quando o sucesso deixa de sustentar
Esse desalinhamento não aparece de forma explícita.
Ele se manifesta de maneira sutil, mas consistente:
Decisões começam a pesar mais. O cansaço não se resolve com descanso. A motivação passa a depender do esforço, não do sentido.
Não é falta de capacidade.
É excesso de continuidade sem revisão de direção.
Clareza não nasce na execução
Existe uma crença comum no mundo corporativo: a ideia de que clareza virá com o movimento, mas na prática, acontece o oposto.
Sem clareza, o movimento intensifica o desalinhamento.
Decisões importantes não se resolvem acelerando.
Se resolvem organizando pensamento, revisando critérios e reconhecendo o momento atual, não apenas o histórico construído.
Direção como escolha consciente
Direção não é consequência automática da experiência, é construção.
Exige pausa, leitura de contexto e, principalmente, disposição para questionar o que sempre funcionou.
Porque o que trouxe você até aqui pode não ser o que sustenta o próximo ciclo.
E ignorar isso tem um custo alto, mesmo quando os resultados ainda aparecem.
Continuar também é uma decisão
Seguir em frente pode parecer o caminho mais natural.
Mas nem sempre é o mais consciente.
Existe uma diferença importante entre avançar e apenas continuar, e essa diferença está na clareza.
O ponto de inflexão
Talvez a pergunta mais importante não seja sobre o próximo passo, mas sobre o que, de fato, ainda faz sentido sustentar.
Não é o movimento que define uma trajetória consistente, é a direção.
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Quer saber mais sobre como carreiras bem-sucedidas podem perder direção mesmo mantendo resultados consistentes? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Valquiria Jorge
Fundadora da Mente & Movimento e cofundadora da RebrandSe
https://www.linkedin.com/in/valquiria-camargo-jorge/
https://instagram.com/valjorge_menteemovimento
Não deixe de acompanhar a coluna Direção e Movimento
Palavras-chave: carreira, direção de carreira, carreiras bem-sucedidas, ponto cego, continuidade, clareza, desalinhamento, carreiras bem-sucedidas começam a perder direção, continuidade sem revisão de direção, quando movimento substitui direção, direção como escolha consciente, decidir com clareza
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Reconexão Interna na Liderança: Como Alinhar Consciência, Decisões e Impacto no Dia a Dia
Existe um ponto na jornada de liderança em que as respostas externas deixam de ser suficientes.
Nesse momento, o que sustenta decisões, relações e resultados passa a vir de dentro. É quando o líder percebe que técnica, experiência e conhecimento continuam importantes, porém já não são suficientes para lidar com a complexidade das relações e dos contextos organizacionais.
É nesse espaço que a reconexão interna ganha relevância.
Ela se manifesta na forma como o líder se percebe, interpreta situações e certamente como conduz suas escolhas. Quando essa base interna está mais organizada, então as decisões se tornam mais consistentes, as relações mais claras e o impacto mais alinhado com aquilo que se deseja construir.
Consciência e desenvolvimento humano
A psicologia analítica, formulada por Carl Gustav Jung (1954/2000), compreende o desenvolvimento humano como um processo contínuo de ampliação da consciência. A psique inclui dimensões conscientes e inconscientes que influenciam diretamente comportamentos, percepções bem como reações no cotidiano.
Nesse contexto, o processo de individuação representa o caminho de integração dessas dimensões. Ao reconhecer aspectos antes não observados ou evitados, o indivíduo amplia sua percepção e fortalece assim sua capacidade de agir com mais consciência.
Esse desenvolvimento acontece ao longo da vida, especialmente em momentos que exigem decisão, adaptação e posicionamento. Situações desafiadoras, mudanças de contexto e escolhas que pedem mais autonomia funcionam como pontos de reorganização interna.
Com o tempo, o líder passa a perceber que não se trata apenas de responder às demandas externas, mas de sustentar internamente a forma como decide e se posiciona.
Como expresso em minha trajetória no livro Alma de Líder: O despertar da consciência para uma liderança com propósito, liderar é ocupar o próprio espaço com coragem e responsabilidade, assumindo assim a autoria das próprias escolhas (Maziero, 2025).
A contribuição da psicologia transpessoal
A psicologia transpessoal amplia essa compreensão ao incluir dimensões que vão além da identidade individual. Vera Saldanha (2008), por meio da Abordagem Integrativa Transpessoal, propõe uma leitura do desenvolvimento humano que integra aspectos psicológicos, existenciais e de sentido.
A Cartografia da Consciência descreve esse desenvolvimento em sete etapas: reconhecimento, identificação, desidentificação, transmutação, transformação, elaboração e integração.
Na prática, esse percurso pode ser observado no dia a dia da liderança:
- O reconhecimento aparece como um desconforto diante de situações que já não fazem sentido;
- A identificação se manifesta na repetição de padrões conhecidos;
- A desidentificação surge quando o líder começa, de fato, a questionar essas respostas automáticas;
- A transmutação ocorre quando experiências passam a gerar aprendizado;
- A transformação se expressa em novas formas de agir;
- A elaboração amplia a compreensão sobre a própria trajetória;
- A integração consolida esse processo em uma atuação mais coerente.
Essas etapas se reorganizam ao longo da experiência, conforme novos desafios surgem.
Reconexão interna e prática da liderança
Nesse contexto, a reconexão interna se torna um recurso essencial para a liderança. Ela permite maior clareza nas decisões, mais consistência nas relações e, além disso, maior alinhamento entre intenção e ação.
A abordagem integrativa de Ken Wilber (2000) contribui ao demonstrar que a forma como interpretamos a realidade está diretamente relacionada ao nível de consciência a partir do qual operamos.
Isso significa que, ao ampliar a consciência, ampliamos também a capacidade de liderar com mais clareza e efetividade.
Na prática, isso se traduz em:
- decisões mais conscientes;
- comunicação mais assertiva;
- maior capacidade de lidar com complexidade;
- redução de respostas reativas;
- aumento da intencionalidade nas ações.
A liderança passa então a ser sustentada por uma base interna mais estável e consistente.
Aplicação no dia a dia
A reconexão interna não é um conceito abstrato. Ela se constrói na prática cotidiana.
Algumas perguntas podem apoiar esse processo:
- Como tenho tomado minhas decisões: por pressão ou por clareza?
- Quais padrões se repetem nas minhas relações profissionais?
- O que determinada situação revela sobre mim?
- Minhas ações refletem aquilo que considero importante?
Esse tipo de reflexão amplia a consciência e dessa forma contribui para escolhas mais alinhadas.
Conclusão
Liderar envolve um compromisso contínuo com o próprio desenvolvimento.
Reconhecer padrões, integrar experiências e ajustar a forma de agir passam a ser, de fato, parte do exercício da liderança.
A reconexão interna sustenta esse processo. Ela organiza a base a partir da qual o líder pensa, decide e atua.
Quando essa base se fortalece, a liderança ganha consistência e os resultados passam então a refletir esse alinhamento.
Para aprofundar esse olhar:
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Quer saber mais sobre como a reconexão interna na liderança pode ampliar sua consciência bem como fortalecer suas decisões e alinhar seu impacto? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo.
Cristiane Maziero
Fundadora/Idealizadora @ Allure Desenvolvimento Humano | Psicologia Transpessoal
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E-mail: crismaziero@alluredh.com.br
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Confira também: Reconexão Essencial: A Liderança Que Precisa Voltar a Si Para Sustentar o Todo
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Isolamento Nem Sempre É Falta de Interesse, Pode Ser Genialidade Escondida no Medo de Rejeição
Você é do tipo de pessoa mais calada, não gosta muito de estar entre pessoas por longos períodos de tempo, seus amigos e rodas que frequenta são muito seletivos?
Pessoas extremamente inteligentes, pensam fora da caixa, mas constantemente se escondem justamente por se desenvolverem muito bem onde outras pessoas não conseguem chegar: na imaginação.
Mentes brilhantes que muitas vezes se escondem atrás do seu mundo mental onde tudo é perfeito, possível e genial, por medo de externar suas ideias e elas serem ridicularizadas, rejeitadas.
No trabalho, são as pessoas que preferem trabalhar sozinhas e não em grupo, não fazem questão de estarem presentes nos eventos sociais da empresa. Quando vão, em poucas horas querem ir embora pois sentem sua energia drenada.
Se você é assim, provavelmente vive se sentindo incomodado quando pessoas emotivas demais se aproximam. Você sente empatia, mas não sabe o que fazer para apoiar. Você é uma pessoa prática, racional, gosta de resolver os problemas com a lógica e não a emoção. Não sabe lidar com pessoas que só querem desabafar, pois você é bom em solucionar problemas.
As pessoas gostam das suas soluções, mas podem te achar uma pessoa mais fria. E não tem nada de errado com isso, essa é apenas a sua forma de ser! Você é prático, analítico, gosta de focar na solução e tem uma criatividade fora da curva! Suas ideias, quando externadas e valorizadas, viram inspiração e são inovadoras!
Todos nós temos uma parte nossa com essas características.
Se você se identificou, quando você está na dor, você tende a se isolar e a não compartilhar nada. Se for esse o seu caso, encontre pessoas que o encorajem, que deem espaço para suas ideias, sem julgamentos.
E se dê o espaço de isolamento que você precisa para recarregar suas energias. Só não a use como fuga, coloque um limite nesse tempo de isolamento. Assim, sua energia e produtividade vão aumentar muito em vez de serem drenadas.
Você tem muitas ideias, comece a torná-las realidade! Se planeje, pesquise, ou peça ajuda a quem você confia para te ajudar a botá-las em prática!
Não adianta ter infinitas boas ideias se o mundo (e nem mesmo você) não puderem apreciá-las! Só encontre as pessoas e os lugares certos para isso.
E se você reconhece um funcionário na empresa com esse perfil, aprenda a encorajá-lo a expor suas ideias e soluções. Não critique, não ridicularize, não as rejeite. Apenas ouça e traga os pontos onde precisam ser, de fato, trabalhados mais detalhadamente, para vocês desenvolverem juntos os pontos de melhoria. E não espere que ele execute tudo, ele não tem energia pra isso. Coloque junto pessoas mais executoras para ajudar a fazer o projeto sair do papel.
Dessa forma, você vai incentivar seu funcionário mais visionário a criar (ao invés de se esconder), trazer soluções inovadoras e visão estratégica focadas em soluções que ninguém jamais pensou.
A melhor parte é que todos tem uma porcentagem nossa desse traço! E você, o quanto você se identifica com esse perfil?
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Quer saber mais sobre como transformar o isolamento em força criativa, lidar e vencer o medo da rejeição e dar voz às suas ideias sem perder sua essência? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Sarah Martins
Mentora de Autoliderança, Desenvolvimento Humano e Inteligência Emocional
http://linkedin.com/in/sararmartins
Confira também: Por Que Pessoas Tão Boas Acabam Procrastinando?
Palavras-chave: medo de rejeição, medo da rejeição, isolamento, como lidar com rejeição, como lidar com a rejeição, genialidade escondida no medo de rejeição, isolamento nem sempre é falta de interesse, mentes brilhantes que muitas vezes se escondem, transformar isolamento em força criativa, dar voz às suas ideias
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
Participe da Conversa
Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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