Como Usar a Gratidão Como Alavanca para Bem-Estar, Abundância e Saúde Emocional
O ano começa depois do Carnaval? A verdade é que o fim das férias e das festas traz à tona a realidade das contas, dos compromissos e preocupações do dia a dia. Porém, será que este é o caminho? Ou devemos trabalhar a aceitação com a gratidão daquilo que é?
Vamos falar um pouco sobre isso e entender a prática tão poderosa da gratidão, recomendada pela psicologia, pelas religiões, pelos médicos e pelos gurus! Sobre o que todos estão falando e o que sabemos hoje sobre os benefícios da gratidão?
A Psicologia Positiva, desenvolvida por Martin Seligman, que se dedica ao estudo dos aspectos positivos das emoções, do propósito e do bem-estar, traz a gratidão como uma das práticas de maior impacto para a saúde emocional, pois amplia as emoções positivas, reduz sintomas de depressão e incrementa a satisfação com a vida.
A gratidão é a principal chave para a abundância. É uma forma de retirar o foco da escassez, da falta, do medo e daquilo que não parece certo. Ser grato não se trata de um gesto, e sim de uma frequência para o seu sistema nervoso. É a vibração de reconhecer que aquilo que aconteceu aconteceu como devia. Como prática simples, podemos nos perguntar: O que deu certo hoje?
A ideia é justamente manter a conexão com aquilo que dá certo, e o simples hábito de escrever todas as noites três coisas boas e por que elas aconteceram já modifica a nossa frequência cerebral e, em três semanas, mudará a percepção de felicidade.
Veremos que não se trata de uma fórmula mágica. Isso acontece porque a gratidão reduz o viés negativo natural do cérebro, pois temos uma tendência evolutiva a focar no que está errado, um viés de negatividade. Agradecer é como uma academia cerebral, onde treinamos o músculo emocional, aprendemos a criar um ciclo positivo no cérebro e, com o reforço do comportamento, isso se torna mais natural.
A gratidão é eficaz quando é específica e consciente, ou seja, deve ter intenção e se manifestar de forma concreta, refletindo realmente o sentimento. Por isso, parar para agradecer, não fazer mecanicamente e escrever sobre o que se é grato são formas de registrar essa emoção. É importante que o registro seja específico: “Obrigada por ter ouvido”, “Obrigada por ter vindo”, ao invés de simplesmente “Obrigada” ou “Obrigada por tudo”.
Trata-se ainda de uma forma de fortalecer relacionamentos: cria vínculos afetivos, melhora a qualidade dos relacionamentos e cria proximidade. A gratidão ativa redes neurais ligadas à sociabilidade e à empatia, permite a generosidade e comportamentos mais altruístas, fortalecendo a experiência de conexão. Entre muitos benefícios está ainda o desenvolvimento da resiliência e a possibilidade de lidar melhor com adversidades e se recuperar das frustrações, mantendo a esperança.
Já vimos como a prática da gratidão não é apenas emocional — ela provoca mudanças mensuráveis no cérebro.
Atualmente, a neurociência comprova como, por meio da gratidão, é ativado o sistema de recompensa. Ou seja, o cérebro ativa áreas como o córtex pré-frontal medial e o estriado ventral, regiões associadas ao prazer e à recompensa, provocando a liberação de dopamina, neurotransmissor ligado à motivação, à sensação de bem-estar e à regulação emocional.
A atividade cerebral não para aí, pois promove também a liberação de serotonina, neurotransmissor relacionado ao humor estável e à sensação de contentamento, o que reduz a ansiedade, os pensamentos repetitivos e pode regular sintomas de depressão. A atuação se dá ainda na amígdala cerebral, que é responsável por detectar ameaças e, através disso, podemos reduzir sintomas de medo, estresse e preocupação, além da redução do cortisol, hormônio responsável pelo estresse.
O cérebro começa a sair do modo sobrevivência, fator animal, e entrar no modo conexão, fator social. Com repetição, o cérebro literalmente se reorganiza e enfraquece padrões automáticos de negatividade, fortalecendo vias neurais associadas a emoções positivas. O cérebro interpreta a gratidão como uma experiência de conexão e uma prática neural repetida que molda a arquitetura neural e promove neuroplasticidade.
É importante não confundir isso com pensamento positivo e otimismo, pois esses comportamentos envolvem processos cerebrais diferentes.
Enquanto a gratidão está ligada ao passado, a reconhecer algo que deu certo, o otimismo está ligado à expectativa de algo positivo que ainda irá acontecer. Essa diferença temporal muda os circuitos ativados no cérebro, ou seja, gratidão é o cérebro dizendo: “Isso foi bom e teve valor”, o que consolida significado, enquanto o otimismo se refere a “Vai dar certo”, projetando a possibilidade.
Incrivelmente, a ciência moderna e tudo o que sabemos hoje sobre o nosso sistema nervoso e cerebral dialogam com ensinamentos que algumas práticas religiosas difundem há muito tempo. Sendo assim, práticas espirituais são comprovadamente eficazes na prática da gratidão. De certa forma, gratidão passou a ser uma palavra comum e banalizada, inclusive como forma de agradecimento social no lugar de “obrigada”.
Muitos livros, coaches e terapeutas ensinam rituais, listas e diários, mas a gratidão funciona como uma frequência que tem que ser instalada no seu sistema nervoso para substituir a reclamação e gerar uma prática constante. Não é hábito e não é piloto automático, mas a mais alta frequência que seu sistema nervoso pode incorporar. Gratidão não é uma lista e estamos exaustos de ouvir que não somos gratos o suficiente e que isso é mais uma tarefa que falta fazer.
A ideia é que seu sistema nervoso encontre um lugar de conforto para que você possa agradecer o que já é. Se eu faço isso e reconheço todos os recursos que tenho, eu abro espaço para que meu sistema receba e não fique concentrado no que falta. Sempre algo faltará, isso é da natureza humana. Somos seres desejantes, seja de coisas materiais, mundanas ou não mensuráveis, sempre desejamos ser amados, aceitos, incluídos.
Gratidão é um leve e suave reconhecimento daquilo que já é, uma mudança de paradigma de tudo o que ouvimos hoje: a meta, o sucesso, chegar lá, consumir, conquistar. Tudo isso fica no futuro e como algo a fazer e performar.
A gratidão está na presença do hoje e é passiva, é um espaço interno, um estado de criação onde seu sistema para de dizer que você precisa de algo. É o oposto: é você sendo suficiente. O que tem, o que é, tudo é suficiente e perfeito. Sendo assim, você não agradece o que recebe, você está em estado de gratidão, você é grato. Isto é uma grande diferença: você orienta o seu sistema de que já está sendo nutrido o suficiente no momento presente, o que nos coloca num estado de receber. O seu recipiente está preparado para receber.
Como vimos, todos os benefícios já comprovados pela psicologia positiva e pela neurociência mostram que a gratidão muda o seu cérebro do sistema de defesa para um sistema de segurança. Isto não quer dizer que não haja dificuldades, mas poder agradecer até mesmo as dificuldades é o nível mais alto de gratidão.
No entanto, a ideia é dizer: Eu sou suficiente, tenho suficiente, e não focar em que tenho que ser uma pessoa diferente ou serei melhor quando tiver, encontrar ou comprar. Essa ideia faz seu sistema nervoso se contrair e ficar alerta porque há algo a fazer. Vemos pessoas que passaram por situações disruptivas e conseguiram ir a este lugar de gratidão porque repetidamente acreditaram e sabiam que, em algum lugar daquela situação, havia algo bom.
Como ensinamento fundamental, temos que a gratidão é uma parte central de como atraímos abundância e bem-estar para nossas vidas. A gratidão é um sinal para seu sistema interno de que nada está errado agora. É uma mudança do estado da falta para a apreciação e isso muda o seu estado interno e permite que coisas boas fluam até você.
É neste contexto que a gratidão é a manifestação da abundância. Você não pode manifestar a partir de uma mentalidade de falta — a verdadeira manifestação começa quando você não se sente mais incompleto ou desesperado por algo. A gratidão diz ao seu sistema nervoso que é seguro receber.
O conceito de gratidão não é por ter o que você quer — é valorizar o que você tem para que seu campo interior possa se expandir e estar aberto a mais. É o contraste da necessidade de algo com ser grato pelo que já existe. Então a gratidão não é responsiva, como quando recebemos um presente e agradecemos; a gratidão é magnética. Eu agradeço e reconheço o que tenho, recebo mais e atraio abundância.
Ser grato tem a ver com a sua referência espiritual, mas principalmente com o seu sistema nervoso estar pronto para agradecer. Trata-se de um ato de confiança e entrega — perceber que você não é o controlador. Não é sobre ego ou aquilo que você quer. Pelo contrário, é sobre a entrega e a crença de que você é um participante de um fluxo maior. Não inclui desejos futuros. Essa prática é sobre acabar com a sensação de falta, não fingir que você já tem tudo. Reconheça o desejo honestamente: “Eu quero X, e ainda não o tenho.” Sinta qualquer decepção ou saudade sem consertar. Depois, passe para a gratidão pelo que já te apoia, independentemente desse desejo. Isso mantém a gratidão limpa, não manipuladora.
Quando você é grato, para de resistir ou de agarrar e começa a receber.
Ela muda a forma como seu sistema nervoso vive a vida e te abre para mais abundância. Pense nas formas pelas quais você já está sendo apoiado: pessoas que te ajudam, dinheiro que você já recebe, seu corpo te mantém vivo. Em vez de dizer “obrigado”, pergunte internamente: Posso deixar isso entrar mais? A abundância cresce quando você pratica receber, não apenas apreciar. Isso treina seu sistema para esperar suporte, não esforço.
Em resumo, a psicologia positiva diz que a gratidão funciona melhor quando é sentida, não apenas listada. Gratidão expande sua capacidade interna de receber e responder. O objetivo é se mover do estado de ameaça ou escassez para o de segurança e escolha, para que o sistema nervoso consiga responder à vida com mais eficácia.
Não estamos usando gratidão para fingir que está tudo bem. Estamos usando para ajudar seu sistema nervoso a se estabilizar, para que você possa acessar clareza, resiliência e escolha. Por um momento, não estamos resolvendo nada. Estamos apenas percebendo o que já está funcionando. Então seu sistema para de escanear em busca de perigo.
Agora que entendemos tudo, vamos praticar?
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Quer saber mais sobre como a prática da gratidão pode fortalecer sua saúde emocional e ampliar sua sensação de abundância? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.
Mônica Barg
https://www.monicabarg.com.br
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Cultura de Inovação: Como Líderes Criam (ou destroem) Ambientes Criativos (Parte I)
1. O MITO DA INOVAÇÃO COMO PROCESSO TÉCNICO
Em salas de reunião ao redor do mundo, a palavra “inovação” tornou-se onipresente. Aparece em missões corporativas, relatórios anuais, apresentações de estratégia e discursos de liderança com uma frequência que beira o esvaziamento semântico. Inovar virou imperativo, slogan e, muitas vezes, obsessão. No entanto, há uma contradição perturbadora no coração dessa retórica: nunca se falou tanto em inovação, e nunca as organizações se mostraram tão mal equipadas para praticá-la de fato.
Dados da McKinsey revelam que entre 80% e 90% dos executivos globais afirmam que a inovação é uma prioridade estratégica máxima para suas organizações. O mesmo estudo, porém, aponta que apenas 6% desses líderes se declaram satisfeitos com os resultados concretos dos seus esforços inovativos. Esse abismo entre intenção e entrega permanece praticamente inalterado há quase uma década (McKinsey, 2023).
Diante desse cenário, a pergunta inevitável é: por quê?
A resposta mais comum — e mais equivocada — aponta para deficiências técnicas. Falta de orçamento, ausência de tecnologia de ponta, carência de metodologias ágeis, processos inadequados. Essa visão reduz a inovação a um problema de engenharia organizacional: corrija o sistema, adote o framework certo, implemente a ferramenta adequada, e os resultados virão.
Essa lógica é sedutora porque é mensurável, tangível e confortável. Contratar uma consultoria, comprar um software ou treinar equipes em design thinking são ações que produzem relatórios, dashboards e certificados. O problema é que, isoladas de um contexto cultural favorável, raramente produzem inovação real.
O que décadas de pesquisa organizacional têm demonstrado — de Amy Edmondson em Harvard ao trabalho de Teresa Amabile sobre criatividade nas empresas — é que a inovação é, antes de tudo, um fenômeno humano e cultural. Ela nasce, ou morre, no espaço invisível entre as pessoas: nas relações de confiança ou de medo, na permissão tácita para errar ou na punição velada ao risco, na diversidade de perspectivas ou na uniformidade de pensamento imposta pela hierarquia.
Nesse sentido, o líder não é apenas um facilitador da inovação — ele é sua principal variável. Mais do que qualquer processo ou ferramenta, é o comportamento cotidiano da liderança que define se uma organização será capaz de gerar ideias, testá-las com coragem e transformá-las em valor real.
Este artigo explora exatamente essa dinâmica. Nas próximas seções, examinaremos o que a ciência diz sobre cultura de inovação. Abordaremos quais comportamentos de liderança a alimentam e quais a sufocam, como a neurociência explica os mecanismos cerebrais da criatividade. E de que forma o coaching pode ser um catalisador poderoso para desenvolver líderes capazes de transformar seus ambientes em espaços genuinamente inovadores.
2. O QUE É CULTURA DE INOVAÇÃO: DEFINIÇÃO E DIMENSÕES
Antes de discutir como líderes constroem ou destroem ambientes inovadores, é necessário estabelecer com clareza o que se entende por cultura de inovação — um conceito amplamente utilizado, mas frequentemente mal compreendido nas organizações.
A confusão mais comum é tratar cultura como um conjunto de valores declarados: frases em posters de corredor, slogans em relatórios anuais ou palavras em missões corporativas. Cultura, no entanto, não é o que as organizações dizem sobre si mesmas — é o que elas fazem, especialmente quando ninguém está olhando.
O conceito seminal de Edgar Schein, psicólogo organizacional do MIT, define cultura como o conjunto de pressupostos básicos compartilhados que um grupo desenvolveu ao resolver seus problemas de adaptação externa e integração interna. E que funciona de forma suficientemente consistente para ser ensinado a novos membros como a maneira correta de perceber, pensar e sentir em relação a esses problemas (SCHEIN; SCHEIN, 2017).
Aplicando essa lente ao contexto da inovação, o BCG oferece uma das definições operacionais mais precisas disponíveis na literatura gerencial contemporânea: a cultura de inovação é o comportamento coletivo que molda como novos produtos e serviços são construídos e entregues aos clientes. É como o software que roda no hardware que normalmente associamos à inovação — estratégias, governança, processos, estruturas organizacionais e métricas. O foco excessivo apenas nesse hardware, em detrimento do software cultural, é um equívoco fundamental que faz tropeçar muitas organizações.
Essa distinção é mais do que uma metáfora elegante — ela captura uma das principais razões pelas quais tantas iniciativas de inovação fracassam. As organizações investem em processos, metodologias e tecnologias, mas negligenciam o substrato cultural que determina se essas ferramentas serão usadas com coragem e criatividade, ou apenas como rituais de conformidade burocrática.
A pergunta que naturalmente emerge é: o quanto essa cultura realmente importa em termos de resultado? Os números são inequívocos. Pesquisa do BCG com empresas globais mostra que aquelas que constroem uma forte cultura de inovação — caracterizada por tolerância ao risco, fomento à colaboração e autonomia para as equipes — são 60% mais propensas a se tornarem líderes em inovação no seu setor.
Da mesma forma, organizações que reportam uma cultura fortemente orientada à inovação apresentam o dobro da taxa de sucesso na escala de transformações digitais. Esse resultado aparece quando comparadas àquelas que possuem culturas fracas de inovação. O dado vem de uma pesquisa da McKinsey com mais de 1.000 executivos.
AS CINCO DIMENSÕES DE UMA CULTURA DE INOVAÇÃO DE ALTO DESEMPENHO
Com base em pesquisa conduzida com executivos responsáveis por liderar e executar projetos de inovação em grandes organizações ao redor do mundo, a McKinsey identificou que todos os inovadores de alto desempenho cultivam, em diferentes graus, cinco dimensões fundamentais de cultura (FURSTENTHAL; MORRIS; ROTH, 2022):
A primeira dimensão é crer e valorizar.
A análise dos valores corporativos declarados pelas empresas mostra que as 50 organizações mais inovadoras do mundo sustentam a inovação como um valor central três vezes mais frequentemente do que o restante das empresas do S&P 500. Mais do que afixar a palavra “inovação” em uma parede, essas organizações conectam esse valor à missão e ao propósito da empresa de forma específica e tangível.
A segunda é enquadrar e defender.
Cabe ao CEO construir otimismo e encorajar consistentemente a tomada de riscos, enquadrando a inovação como algo fundamental para o sucesso da organização. Isso inclui o uso deliberado de narrativas para comunicar por que inovar não é opcional — e para reinterpretar publicamente os fracassos como aprendizados.
A terceira é sinalizar e simbolizar.
Os líderes transmitem o que realmente importa não apenas pelo que dizem, mas pelos símbolos e rituais que criam. Líderes de organizações inovadoras pontuam 4,5 vezes mais alto do que os inovadores médios e retardatários na prática de defender a inovação e usar storytelling para evangelizá-la.
A quarta é cultivar e desenvolver.
Líderes de organizações inovadoras atribuem seus melhores talentos, incluindo verdadeiros construtores de negócios, aos desafios de inovação mais ambiciosos, sinalizando com essa escolha o que a organização considera prioritário de fato.
E a quinta é aprender e experimentar.
Colaboradores em organizações líderes em inovação são 11 vezes mais propensos a afirmar que suas organizações incentivam a tomada de riscos. E cinco vezes mais propensos a relatar que a experimentação é encorajada em comparação com empresas de desempenho médio ou abaixo da média.
O IMPERATIVO DA AMBIDESTRIA: INOVAR SEM DESTRUIR O PRESENTE
Até aqui, a narrativa sobre cultura de inovação corre o risco de soar unilateral — como se inovar fosse sempre bom, quanto mais, melhor. A realidade organizacional é consideravelmente mais complexa e exige uma dose de honestidade intelectual que raramente aparece nos discursos sobre inovação.
O conceito de ambidestria organizacional, desenvolvido pelo professor Michael Tushman de Harvard e seus colaboradores, nomeia com precisão esse desafio: a capacidade de uma organização de explorar o presente e explorar o futuro simultaneamente — gerindo com excelência o negócio atual enquanto constrói as bases do próximo (TUSHMAN; O’REILLY, 1996). As duas atividades são igualmente legítimas, igualmente necessárias e, frequentemente, em tensão direta entre si.
O risco real não é inovar demais — é inovar mal.
Uma organização pode perfeitamente matar seu negócio atual ao antecipar a próxima onda de forma precipitada, sem sustentação estratégica, alocando recursos críticos para apostas ainda imaturas enquanto negligencia a operação que paga as contas hoje. A questão não é se inovar, mas por quê, quando e com quais recursos — perguntas que exigem tanto coragem quanto disciplina.
Nesse sentido, a cultura de inovação mais saudável não é aquela que celebra a ruptura pela ruptura, mas aquela que cultiva o julgamento coletivo sobre quando explorar o modelo atual e quando apostas mais radicais se justificam. O verdadeiro imperativo estratégico, portanto, é o seguinte: você pode — e talvez deva — antecipar a próxima onda antes que seu concorrente o faça. Mas não para simplesmente inovar. Para sobreviver com inteligência. Há uma diferença fundamental entre transformar-se com propósito e destruir-se com entusiasmo.
É justamente esse equilíbrio delicado que coloca a liderança no centro da questão. São os comportamentos cotidianos dos líderes que determinam se uma organização saberá navegar com habilidade entre a gestão do presente e a construção do futuro. Ou se irá errar para um dos dois lados perigosos: a inércia conservadora ou a inovação descontrolada.
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Quer saber mais sobre como construir uma verdadeira cultura de inovação nas empresas e desenvolver líderes capazes de criar e estimular ambientes criativos? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Um abraço.
Marcelo Farhat
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Participe da Conversa
Saúde Emocional: O Alicerce da Longevidade Organizacional
Este alicerce é o oxigênio de todos — de quem investe o capital a quem entrega o resultado. Sem esse equilíbrio, o sistema não se sustenta.
Empresas são frequentemente analisadas por seus resultados, estratégias e indicadores. Ainda assim, por trás de cada decisão e de cada conquista existe algo mais profundo: o sistema humano que sustenta a organização.
Uma empresa pode ser vista como um ecossistema vivo, formado por pessoas que convivem diariamente com responsabilidades, exigências e expectativas.
É no campo dessas relações que se define a capacidade de uma organização preservar sua vitalidade. Ali convivem mentes, emoções, histórias e aspirações. Pessoas tomam decisões sob incerteza, assumem riscos que impactam famílias e lidam com demandas que colocam seus limites à prova.
Sob essa perspectiva, saúde emocional deixa de ser um assunto individual e passa então a representar uma força que percorre toda a organização, influenciando a qualidade das relações, das decisões e da convivência profissional.
A trama da interdependência
Nas organizações, a atuação isolada é uma ilusão. Há uma rede silenciosa de influências, decisões e efeitos que conecta pessoas, áreas e níveis de responsabilidade, mantendo o todo em movimento.
- Investidores aportam capital e sustentação financeira para o projeto;
- Empreendedores carregam a visão e assumem riscos que impulsionam o movimento da empresa;
- Lideranças traduzem a direção estratégica em decisões e orientações práticas.;
- Colaboradores transformam essas diretrizes em ação concreta no funcionamento diário.
Cada parte ampara a outra. É dessa interdependência que nasce o equilíbrio da organização. Quando o tecido humano está preservado, a empresa encontra força para se reorganizar diante das exigências e continuar avançando com unidade. Mas, ao menor desgaste dessa base, o organismo inteiro sente.
O desgaste emocional nas organizações
Muito se fala de estresse e burnout no ambiente de trabalho, mas o desgaste emocional nas organizações é mais amplo. Esses fenômenos são manifestações visíveis de um organismo que, por tempo prolongado, opera acima de seus limites.
Em uma empresa, a sobrecarga não fica contida em um único ponto. Ela se manifesta nas decisões, no ritmo, na escuta e, aos poucos, compromete a qualidade das relações no trabalho e a forma como a organização se relaciona com o mundo externo.
Com o passar do tempo, esse acúmulo altera a dinâmica do ambiente. Pequenas fraturas surgem na forma de interações mais curtas, menor abertura para o diálogo e vínculos conduzidos mais pela urgência do que pela cooperação.
A empresa continua operando. Processos seguem, decisões são tomadas e entregas acontecem. Normalmente. Mas, algo essencial pode começar a se enfraquecer: a força dos vínculos que mantêm a organização viva. Sem essa base relacional, o organismo perde energia, a saúde emocional se fragiliza e, pouco a pouco, o crescimento e a sustentabilidade do negócio passam então a ser comprometidos.
A maturidade como ativo estratégico
Saúde emocional nas organizações não significa ausência de pressão. Empresas convivem com desafios e decisões complexas. O que preserva a vitalidade de uma organização é a maturidade para lidar com exigências intensas sem permitir que elas se transformem em desgaste permanente.
Essa maturidade se revela na forma como divergências são conduzidas, como limites são respeitados e certamente como conversas difíceis são enfrentadas.
Ambientes maduros não eliminam conflitos; aprendem a elaborá-los com clareza e responsabilidade. Nesse processo, o que antes era apenas peso passa a gerar solidez: mais discernimento nas decisões, maior corresponsabilidade e relações profissionais mais consistentes.
A base da longevidade organizacional
A psicologia organizacional demonstra que ambientes emocionalmente saudáveis não surgem por acaso. Estudos de Amy Edmondson, em Harvard, sobre segurança psicológica mostram que equipes capazes de dialogar com abertura, reconhecer erros e sustentar divergências desenvolvem maior aprendizado e, além disso, capacidade de inovação. Isso evidencia que saúde emocional é sistêmica e envolve toda a organização, inclusive empreendedores.
Em uma era em que a tecnologia automatiza processos e acelera decisões, o verdadeiro diferencial continua sendo humano: a sensibilidade para perceber, a sabedoria para decidir e a integridade das relações que mantêm a organização viva.
A longevidade de uma empresa revela, em grande medida, a força de seus vínculos. Negócios podem ser medidos por números, mas são as pessoas que sustentam o tempo quando escolhem, todos os dias, caminhar lado a lado.
A pergunta essencial para qualquer organização é simples: que tipo de relações estamos cultivando enquanto buscamos resultados? É dessa resposta que depende a permanência de tudo o que desejamos construir.
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Quer saber mais sobre como fortalecer a saúde emocional nas empresas e construir organizações mais humanas e com mais longevidade e segurança psicológica? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Com amor e carinho,
Luiza Nizoli
Facilitadora em Desenvolvimento Humano e Consciência Organizacional
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Meta travada não é falta de motivação. É falta de método. (E dá para corrigir em 7 dias)
Se você é empresário, então provavelmente já viveu esse cenário:
A meta está na mesa, o número está claro, o prazo está chegando e mesmo assim… a empresa parece andar em câmera lenta. O líder está “ocupado”, a equipe está “cheia de coisas”, as cobranças se repetem, as reuniões acontecem. E no fim da semana, o placar não muda.
Nessa hora, muita gente tenta resolver com o que parece mais rápido: motivação, discurso, bronca, pressão.
Mas a verdade é mais simples. E, por isso mesmo, mais poderosa:
Meta travada quase nunca é falta de vontade. É falta de método de execução.
E método não precisa ser complexo. Precisa ser constante.
O problema não é gente. É comando.
Quando a meta não anda, então o que geralmente está faltando é uma dessas peças:
- Clareza (o time não entendeu o “número” e o “padrão”);
- Dono (não existe responsável real por etapa);
- Ritmo (não existe um ponto de controle fixo);
- Consequência (não existe limite, ajuste ou reconhecimento).
Sem isso, o líder vira bombeiro.
E líder bombeiro, sem dúvida, vive assim: apaga incêndio, resolve urgências, reage às pessoas e perde o controle da semana.
Líder confuso vira líder reativo. E líder reativo perde a meta.
A liderança que bate meta é simples (mas não é fácil)
Liderança que entrega resultado não é glamour. É execução.
E execução aparece quando o líder garante cinco coisas a saber:
- Meta escrita e visível (no papel, no quadro, no grupo, onde todos veem);
- Time sabe o número e o prazo (sem “achismo”);
- Cada etapa tem dono (responsável com nome e sobrenome);
- Existe ponto de controle fixo (dia e hora, toda semana);
- Existe consequência clara (o que acontece quando entrega e quando não entrega).
Se uma dessas peças não existe, então a meta vira esperança. E esperança não escala empresa.
Um exercício aplicável hoje: “Mapa da Meta em 15 minutos”
Você pode fazer isso ainda hoje com seus líderes e leva 15 minutos:
- Meta do mês em 1 frase: número + prazo + resultado;
- Meta da semana: quanto precisa avançar em 7 dias;
- 3 ações que movem o número: o “pouco que dá muito”;
- Responsável por etapa: quem responde pelo quê;
- 1 indicador simples: um número que mostra execução;
- Ponto de controle fixo: dia e hora do acompanhamento.
Pronto. Você saiu do caos e colocou o comando no papel.
O “ponto de controle fixo” é o segredo (e quase ninguém faz direito)
O ponto de controle fixo não é uma reunião longa, mas um ritual curto para manter a meta viva. Funciona assim (10 a 20 minutos):
- Placar: meta da semana / placar atual / falta;
- Responsáveis: cada um diz o que entregou + próximo passo + prazo;
- Travas: 1 trava + 1 solução (sem novela);
- Fechamento: combinado fechado + próximo check marcado.
Quando o líder instala isso, então algo muda de imediato: a equipe entende que execução não é conversa. É compromisso.
Empresas perdem meta por um motivo silencioso: líder tem medo de cobrar — ou cobra no impulso e assim cria conflito.
A cobrança saudável é simples e segue uma estrutura:
- Fato: “o combinado foi X até Y”;
- Impacto: “isso impacta a meta e o time”;
- Ação: “o que você vai fazer agora?”
- Prazo + check: “até quando? eu confiro quando?”
Isso de fato tira a cobrança do emocional e coloca no critério.
E aqui entra então uma frase que vale ouro:
“Me diga como você vai mensurar meu resultado, que eu te direi como e quando eu vou produzir.”
Um plano prático de 7 dias para destravar execução
Se você quiser aplicar em formato de “correção rápida de rota”, então aqui vai o resumo:
- Dia 1: meta na mesa (clareza brutal);
- Dia 2: diagnóstico do travamento (clareza / capacidade / acompanhamento / consequência);
- Dia 3: foco (3 ações que movem o número);
- Dia 4: reunião de meta (o que/quem/quando);
- Dia 5: ponto de controle fixo (ritmo);
- Dia 6: cobrança com critério (prazo + consequência);
- Dia 7: revisão e ajuste (próxima semana definida).
Não é um desafio motivacional. É execução orientada.
Fechando: o que sua empresa precisa agora
Você não precisa de líderes perfeitos. Você precisa de líderes constantes.
E constância nasce de três coisas: clareza, rotina e cobrança com critério.
Se você quiser levar uma ação daqui para hoje, então leve esta:
Marque agora o ponto de controle fixo semanal (dia e hora).
E na próxima semana, rode o ritual com placar, responsáveis, prazo e combinado.
A empresa começa a mudar quando o comando vira rotina. E quando vira rotina… a meta então volta a andar.
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Quer saber mais sobre como corrigir uma meta travada na empresa bem como aprender um método simples de execução nas equipes? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar com você sobre esse tema.
Tudy Vieira
https://www.tudyvieira.com.br/
Confira também: A Vida Me Forjou Cedo: O Que Aprendi Sobre Dignidade e Liderança
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O Poder de Equilibrar o Atrator Emocional Negativo (AEN) e Atrator Emocional Positivo (AEP) nas Empresas
No meu artigo de janeiro, escrevi sobre o Atrator Emocional Positivo (AEP) e sobre como ele nos conecta ao que temos de melhor: visão, propósito, esperança e aquela energia silenciosa que nos impulsiona a mudar, a crescer. Isso, inspirada num livro que estou estudando, estudando mesmo, sem pressa, “Ajudando pessoas a mudar” de Richard Boyatzis e seus coautores.
Mas nenhuma jornada de desenvolvimento é completa sem olhar para o outro polo: o Atrator Emocional Negativo (AEN).
O Atrator Emocional Negativo (AEN)
O AEN não é um inimigo, e muito menos um defeito humano. É menos confortável, mas profundamente necessário. E, no mundo corporativo, ele aparece com mais frequência do que gostaríamos de admitir.
Boyatzis e seus colegas mostram que o AEN é parte da nossa biologia, um sistema que se ativa quando sentimos ameaça, pressão, cobrança excessiva, vigilância ou medo de errar. Nesses momentos, o cérebro aciona circuitos ligados ao estresse, à autoproteção e ao pensamento estreito, liberando cortisol, reduzindo a criatividade e a abertura para novas ideias. É como se o corpo inteiro entrasse em “modo sobrevivência”. E sobreviver não é a mesma coisa que evoluir.
No dia a dia das empresas, o AEN se manifesta em situações muito comuns: metas impostas sem diálogo, conversas de desempenho focadas apenas em gaps, líderes que começam reuniões com números e problemas — exatamente o tipo de abordagem que Boyatzis alerta ser ineficaz para inspirar mudança sustentável. O resultado é previsível: pessoas mais tensas, mais defensivas, menos criativas e menos dispostas a assumir riscos. Não por falta de talento, mas por falta de segurança emocional.
Mas o AEN não é o vilão. Ele é parte da nossa biologia, como vimos. Ele organiza, alerta, coloca limites. E ele nos ajuda a enxergar riscos e a agir com responsabilidade. O problema não é o AEN existir — é ele dominar. Quando o AEN vira o estado emocional predominante, ele então sequestra a energia que poderia estar sendo usada para inovar, colaborar e crescer.
A mudança real acontece quando conseguimos equilibrar os dois polos.
O AEP abre possibilidades; o AEN ajuda a priorizar. O AEP inspira; o AEN estrutura. E o AEP amplia; o AEN foca. Líderes que entendem essa dança emocional criam ambientes onde as pessoas se sentem seguras para imaginar o futuro e, ao mesmo tempo, responsáveis por construí-lo.
Desenvolver essa habilidade exige presença e prática. Exige conversas que começam pelo que importa — propósito, valores, visão — antes de entrar em metas e métricas. Exige escuta genuína, curiosidade e a coragem de não pular direto para a solução. E exige reconhecer quando a equipe está sendo puxada demais para o AEN e fazer o movimento consciente de trazer o AEP de volta para a conversa.
Quando líderes conseguem operar majoritariamente no AEP, usando o AEN de forma consciente e pontual, algo poderoso acontece: as pessoas florescem. Elas se sentem vistas, confiantes e energizadas. E, paradoxalmente, os resultados melhoram — não porque foram cobradas, mas porque foram inspiradas.
No fim, ajudar pessoas a mudar — como lembra Boyatzis — não é pressioná-las a ser quem ainda não são, mas criar condições para que elas se conectem ao que têm de mais vivo. O AEN nos lembra dos limites. O AEP nos lembra das possibilidades. E é na integração dos dois que nasce a mudança que realmente transforma.
Pense no seu dia a dia, quais situações te colocam rapidamente no estado do AEN? Como seu corpo e sua mente reagem nesses momentos?
Que tipo de cultura sua empresa está construindo — e qual dos dois atratores estão alimentando mais no cotidiano?
E na sua vida pessoal, como estão esses atratores, quais estão mais presentes e quando?
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Quer saber mais sobre como equilibrar o Atrator Emocional Positivo (AEP) e o Atrator Emocional Negativo (AEN) para que a pressão não silencie o potencial das pessoas? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Vera Godoi Costa
https://www.linkedin.com/in/vera-costa-71830715/
Confira também: Por que Sonhar é Estratégico: A Ciência do Atrator Emocional Positivo – AEP
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O Despertar do Feminino na Liderança: A Arte de Ocupar Espaços com Integridade
A jornada feminina no mercado de trabalho revela territórios onde a competência técnica opera sob dinâmicas de poder enraizadas em uma história de cinco mil anos. Entender o cenário atual pede então um olhar atento para a transição entre as antigas sociedades de parceria e a ascensão de estruturas baseadas no controle.
Ao longo da minha trajetória, a franqueza e a fidelidade aos valores serviram como bússolas em caminhos de resistência. As estruturas de poder oferecem facilidades em troca de concessões que ferem a integridade do Ser MULHER; sustentar a verdade adiou passos, porém garantiu a posse inabalável da minha própria história. Liderar convida à coragem para abraçar o desconhecido e à responsabilidade sobre as próprias escolhas.
Compreender essa força foca em identificar a origem da cultura que hoje limita tanto homens quanto mulheres. Três pilares sustentaram essa transformação:
- A separação entre o intelecto e a sensibilidade:
- O controle sobre a liberdade feminina em favor da linhagem patrimonial; e
- O uso do comando como ferramenta de poder.
Aspectos humanos fundamentais, como a intuição e o bem-estar físico, tornaram-se secundários em favor de uma produtividade mecânica. A verdadeira liderança nasce quando escolhemos enxergar além das aparências e nos conectamos com a essência das pessoas.
Neste cenário de evolução, surge a Inteligência Artificial. Embora a tecnologia acelere processos lógicos, a capacidade criativa permanece como um atributo exclusivamente humano. Exercemos nossa essência quando unimos a técnica ao significado, habitando um estado de presença que algoritmos são incapazes de replicar.
Neste mês de março, celebrar nossa existência significa acolher as cicatrizes da caminhada e honrar o espaço conquistado. Liderar com alma foca na integração das energias masculina e feminina em uma sinergia de harmonia e respeito. Ocupar espaços pede a preservação da sensibilidade, transformando ambientes em solo fértil para a liberdade de ser. O despertar acontece ao perceber o impacto das escolhas e, sem dúvida, ao alinhar ações com o que realmente transforma.
A alma representa nossa identidade profunda, a centelha que impulsiona ações com propósito. Liderar de dentro para fora significa estar pronto para abraçar desafios complexos com clareza e visão. A liderança consciente se manifesta na qualidade da presença bem como na habilidade de gerar transformação real, reconhecendo a vulnerabilidade como força de conexão humana.
Essas reflexões compõem o cerne da minha obra: “Alma de Líder: O Despertar da Consciência para uma Liderança com Propósito”. No livro, apresento uma jornada de sete etapas para o autoconhecimento, permitindo que a liderança sustente de fato uma atuação autêntica e regenerativa. Através do meu trabalho como mentora e coach, acompanho líderes nesse despertar, alinhando visão estratégica bem como sentido humano para impactar o mundo com integridade e alma.
Sintonizar a liderança com a alma convida à coragem para romper com o automatismo e assumir assim o protagonismo da própria trajetória. É o florescer de uma consciência que busca autenticidade para servir, de fato, ao coletivo com verdade e compaixão.
Exercícios para Perceber sua Energia: Masculina ou Feminina?
A liderança consciente pede o equilíbrio das polaridades. Use estes exercícios práticos para que você possa identificar onde reside sua força predominante e como integrá-las:
1. O Termômetro da Tomada de Decisão
Observe sua última grande decisão profissional. Você focou exclusivamente em dados e na estrutura lógica (energia masculina)? Ou considerou o impacto nas relações e então seguiu sua intuição (energia feminina)?
- Convite: Tente incluir o elemento faltante na próxima decisão. Se for lógico, ouça o que sua intuição diz sobre o grupo. Se for intuitivo, então busque a estrutura que sustenta o plano.
2. A Prática do Silêncio e da Escuta
Durante uma reunião, silencie por dez minutos. Se o seu impulso for de interrupção para expor autoridade (masculino), respire e apenas observe o campo emocional da sala (feminino).
- Convite: Perceba como o acolhimento do que não foi dito muda sua percepção sobre quem realmente detém a influência naquele espaço.
3. O Mapeamento do Impacto Diário
Ao final do dia, responda: o que o moveu hoje? Foi a busca por resultados e conquistas externas (masculino)? Ou foi o desejo de servir e ver o outro florescer (feminino)?
- Convite: Alinhe seu propósito para que o “fazer” (masculino) esteja sempre a serviço do “ser” (feminino).
Onde me encontrar:
- Instagram e YouTube: inspiradora de líderes
- Facebook: Allure Desenvolvimento Humano
- LinkedIn: Cristiane Maziero
- E-mail: crismaziero@alluredh.com.br
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Quer saber mais sobre como acontece o despertar do feminino na liderança bem como integrar sensibilidade, estratégia e propósito para liderar com mais consciência e integridade? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo.
Cristiane Maziero
Fundadora/Idealizadora @ Allure Desenvolvimento Humano | Psicologia Transpessoal
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Confira também: O Verdadeiro Eu diante do Mundo Corporativo
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Ele Faz Tudo Certo… Até Explodir: O Lado Oculto do Funcionário Mais Confiável da Equipe
Continuando com os padrões de comportamento iniciados no artigo anterior, muitas vezes não percebemos, mas vivemos eles a todo momento: desde nossas ações em casa, com pessoas próximas, no trabalho ou até mesmo com desconhecidos.
No último artigo, falei sobre as pessoas comunicativas, que podem mudar drasticamente de humor, se ressentido com as pessoas e se sentindo abandonadas.
Hoje, eu quero falar sobre o funcionário bonzinho, que faz tudo o que todo mundo pede.
Sempre solicito, entrega as coisas muito bem feitas, e dá conta de tudo. Faz o dele e ainda termina o trabalho dos outros. Assume erros e responsabilidades que não são suas, dificilmente diz não e, no fundo, tudo por medo de não suprir as expectativas dos outros.
Aquele funcionário em que você pode confiar: o que vocês falarem, fica ali entre vocês. Uma pessoa super boa com processos, análise de dados, detalhista. Enxerga riscos onde os outros não veem. Tem um senso de organização avançado. Trabalha melhor nos bastidores e precisa de seu espaço sozinho para focar e raciocinar melhor (e a produção vai longe! Horas a fio de muita execução).
Na entrevista, você verá um candidato com foco em resultados, números e processos. Organização de pensamentos e física, além da execução.
No treinamento, muitas vezes dirá que não recebeu o treinamento suficiente, que falta informação, organização e clareza nos processos! Vai resistir a mudanças.
Com frequência, esse perfil se vê extremamente sobrecarregado, exatamente porque as pessoas veem nele uma pessoa confiável, capaz, com uma habilidade de desenvolver processos com muita facilidade. São leais e muito fortes emocionalmente. Sao resilientes.
O problema é o custo de toda essa entrega e devoção.
Quando esse profissional fica desgastado e esgotado, vai se sentir injustiçado por estar fazendo mais que os demais, vai se sentir desvalorizado e pode explodir com as pessoas (geralmente nos momentos menos propícios).
Essas pessoas seguram por muito tempo, até explodirem como uma panela de pressão. As pessoas envolvidas muitas vezes não farão a menor ideia do que aconteceu, como toda aquela irritação começou e por quanto tempo essa dor estava sendo guardada.
Pela dificuldade de impor limites, esse profissional pode passar por burnout ou outros desgastes mentais e emocionais (bruxismo, dores no corpo e nas costas – como se estivesse carregando o mundo nelas).
No trabalho, viram apoio de todo mundo. E em casa, resolvem tudo. Quando menos percebem, estão exaustas. E muitas vezes podem cair doentes por precisar de um tempo de descanso, mesmo que inconsciente.
O que fazer quando você se vê nessa situação, ou conhece alguém em casa ou no trabalho que apresenta essas sensações?
Entenda a posição e as obrigações de cada pessoa, e não se sobrecarregue (ou no caso de conhecer alguém assim, não sobrecarregue essa pessoa). Não é só porque esse perfil é capaz, que ele tem que fazer tudo sozinho.
Procure criar ambientes onde há sempre o respeito mútuo, não exponha essa pessoa na frente dos demais, não as diminua, mantenha um diálogo claro e respeitoso, sempre com foco na clareza. E reconheça o esforço dessa pessoa.
E para quem se vê nesse perfil: aprenda a dizer Não! Muitas vezes o sim é falado com um genuíno intuito de ajudar o outro, mas na verdade ele pode estar atrasando o desenvolvimento da outra pessoa, pois ela não vai aprender a fazer as coisas sozinha.
Se tiver dificuldade em dizer Não quando te pedirem algo que vai te sobrecarregar, comece dizendo que você gostaria de dar a chance de ela arrumar uma outra pessoa que vai conseguir dar a atenção que ela merece para aquela tarefa, assim trará um resultado melhor para ela. Mas cuidado: Não use esse argumento como muleta! Ele é somente o início do processo de se priorizar e dizer mais “nãos” para os outros, e mais sim para você mesmo.
Todos nós temos uma parte nossa que funciona dessa maneira! Todos nós temos essa potência, e precisamos estar atentos às dores que também estão relacionadas a essa força. Entender como você funciona, e por consequência as pessoas ao seu redor, você aprende a se relacionar com mais saúde, respeito e aprende a se posicionar no mundo.
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Quer saber mais sobre como identificar quando o funcionário mais confiável da equipe começa a se sobrecarregar antes que o desgaste se transforme em conflito ou burnout? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Sarah Martins
Mentora de Autoliderança, Desenvolvimento Humano e Inteligência Emocional
http://linkedin.com/in/sararmartins
Confira também: O Mesmo Padrão Que Você Vive em Casa, Vive no Trabalho e em Todas as Outras Áreas da Sua Vida!
Palavras-chave: funcionário mais confiável da equipe, sobrecarga no trabalho, funcionário sobrecarregado, burnout no trabalho, funcionário que não sabe dizer não, por que o funcionário se sobrecarrega, sinais de sobrecarga no trabalho, funcionário que assume tudo no trabalho, como evitar burnout em profissionais responsáveis, funcionário que guarda tudo até explodir, como evitar um funcionário sobrecarregado, trabalho sobrecarregado
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Agentes de IA: Aliados para Vender com mais Leveza
Tá fácil vender com leveza hoje em dia?
Quem vive o dia a dia das vendas provavelmente vai dar uma pequena pausa antes de responder essa pergunta. Não porque vender tenha se tornado impossível, mas porque vender hoje envolve muito mais coisas do que apenas vender.
Entre responder clientes, organizar pedidos, acompanhar entregas, resolver questões operacionais, lidar com trocas e ainda manter presença nos canais digitais, muitas vezes o vendedor se vê fazendo de tudo um pouco. E quando percebemos, grande parte do tempo acaba sendo consumida por tarefas que, apesar de importantes, tiram o foco daquilo que realmente faz a venda acontecer: o relacionamento com o cliente.
Em vários artigos aqui na coluna já falamos sobre empatia, escuta ativa, relacionamento e até sobre como lidar com situações difíceis com clientes. Tudo isso continua sendo essencial. Mas existe um ponto que muitas vezes passa despercebido: o peso operacional que acompanha o trabalho de quem vende.
Responder e-mails, organizar mensagens, estruturar propostas, revisar textos, pensar na melhor forma de explicar algo para o cliente ou até responder perguntas recorrentes são atividades que fazem parte da rotina de qualquer empreendedor ou vendedor.
O problema não está nessas tarefas. O problema é quando elas começam a ocupar quase todo o espaço do dia.
E é justamente nesse cenário que os chamados agentes de inteligência artificial começam a se tornar aliados interessantes para quem trabalha com vendas.
Muito se fala sobre inteligência artificial sendo utilizada para atender clientes automaticamente. Mas existe um uso que, na minha visão, pode ser ainda mais útil para quem empreende: utilizar essas ferramentas como assistentes de trabalho para o próprio vendedor.
Pense na quantidade de vezes em que você precisa parar para organizar uma resposta melhor para um cliente, estruturar uma proposta, revisar um texto ou até transformar uma ideia em uma comunicação clara.
Essas pequenas pausas parecem simples, mas quando somadas ao longo do dia consomem muita energia mental.
É justamente aí que a inteligência artificial pode ajudar.
Ferramentas como o ChatGPT, por exemplo, podem funcionar como um verdadeiro assistente de apoio ao trabalho de vendas. Não para substituir o vendedor, mas para ajudar a organizar pensamentos, estruturar respostas e tornar a comunicação mais clara.
Na prática, é possível utilizar esse tipo de ferramenta para:
- organizar respostas para clientes;
- estruturar propostas comerciais;
- revisar e melhorar textos de e-mails;
- transformar mensagens confusas em comunicações mais claras;
- criar ideias de abordagem ou acompanhamento de clientes;
- até organizar conteúdos e informações sobre o próprio negócio.
Ou seja, tarefas que antes exigiam mais tempo e esforço passam a ser organizadas de forma mais rápida.
E quando conseguimos reduzir um pouco do peso operacional do trabalho, sobra mais espaço para aquilo que realmente faz diferença nas vendas: entender o cliente, orientar escolhas e construir confiança.
Talvez vender com leveza também tenha relação com isso. Não com fazer menos, mas com fazer de forma mais inteligente.
E aqui deixo uma provocação prática para você que empreende ou trabalha com vendas: você já pensou em criar o seu próprio assistente de vendas dentro de uma ferramenta de inteligência artificial?
Hoje já é possível utilizar plataformas como o ChatGPT por exemplo, para construir uma espécie de agente de apoio ao seu negócio. Você pode alimentar a ferramenta com informações sobre seu produto, seu público, seu estilo de comunicação e até exemplos de respostas que costuma enviar aos clientes.
Com o tempo, esse assistente passa a ajudar você a organizar melhor as respostas, estruturar mensagens e até pensar em abordagens mais claras para situações do dia a dia.
Na prática, é como ter alguém ajudando você a organizar ideias e melhorar sua comunicação.
Claro que nenhuma tecnologia substitui o fator humano nas vendas. A confiança continua nascendo da conversa, da escuta e da relação entre pessoas.
Mas quando conseguimos usar as ferramentas certas para reduzir o peso das tarefas operacionais, sobra mais energia para aquilo que realmente importa.
Talvez vender com leveza, hoje, também signifique reconhecer que não precisamos carregar tudo sozinhos.
Se a tecnologia pode ajudar a organizar o caminho, então ela deixa de ser apenas uma novidade e passa a ser uma aliada real no dia a dia de quem vende.
Porque no final das contas, vender com leveza sempre foi sobre isso: tornar o processo mais simples, mais claro e mais humano, inclusive para quem está do lado de dentro da venda.
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Quer saber mais sobre como os agentes de IA podem ajudar a reduzir o peso operacional das vendas e liberar mais tempo para o que realmente importa: o relacionamento com o cliente? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo mês!
Renata Cristina Paulino
https://www.linkedin.com/in/renatapaulino/
Confira também: Quando Tudo Vira Urgência, Vender Deixa de Ser Leve
Palavras-chave: agentes de IA nas vendas, inteligência artificial nas vendas, assistente de vendas com IA, automação de vendas com IA, IA para vendedores, como usar agentes de IA nas vendas, inteligência artificial como assistente de vendas, como reduzir tarefas operacionais nas vendas, usar IA para organizar respostas a clientes, ferramentas de IA para vendedores e empreendedores
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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