As Perguntas Que 70% das Pessoas Fogem de Responder
Mais de 70% das pessoas que atendo não sabem responder a duas perguntas simples.
- Por que a sua vida vale a pena ser vivida?
- Para onde você está indo ou o que pretende realizar?
Isso não é coincidência, mas um sintoma.
Quem carrega essas perguntas sem resposta costuma relatar tédio, insatisfação, uma sensação de estar em piloto automático — no trabalho e fora dele.
Viktor Frankl já dizia: quem tem um “porquê” suporta quase qualquer “como”. O problema não é a falta de recursos, de tempo ou de oportunidades, mas a ausência de sentido orientando as escolhas.
Os estoicos chamavam isso de viver sem um telos, sem uma direção que dê peso às decisões do dia a dia.
E aqui vai algo que talvez incomode: meu trabalho não é entregar essas respostas prontas. Isso porque não existe fórmula nem receita de “vida com propósito” em cinco passos.
O papel do filósofo, desde Sócrates, nunca foi dar respostas, mas fazer as perguntas certas, na ordem certa, no momento certo para que cada pessoa descubra, por si mesma, os caminhos que só ela pode trilhar.
Isso exige tempo e coragem para olhar de frente perguntas que a rotina nos ensina a evitar. Mas é o único caminho que produz respostas que realmente sustentam uma vida.
Se você chegou até aqui e as duas perguntas do início o incomodaram, talvez seja um sinal.
Busque dentro de você as respostas a essas duas perguntas.
Pode ser que o auxílio de um profissional seja necessário.
E não esqueça que você merece uma vida plena.
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Quer saber mais sobre como construir uma vida com propósito, encontrar sentido nas suas escolhas e descobrir respostas para as perguntas que podem transformar sua maneira de viver? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Um abraço,
Cleyson Dellcorso
https://www.dellcorso.com.br/
Confira também: Como um Profissional Perde sua Identidade sem Perceber
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Por Que Ele Foi Promovido e Eu Não?
Entenda Como Crescer na Carreira
Poucas situações profissionais provocam tanta frustração quanto ver um colega ser promovido quando você acreditava que aquela promoção seria sua. Principalmente quando ele está há menos tempo na empresa ou, aparentemente, tem menos competência ou é tão competente quanto você.
A primeira reação costuma ser a comparação:
- “Estou aqui há mais tempo.”
- “Tenho mais experiência.”
- “Trabalho mais.”
- “Por que ele e não eu?”
A pergunta é legítima. Mas as respostas nem sempre são óbvias.
Tempo de empresa, dedicação e competência técnica têm valor, mas não garantem uma promoção. Crescimento profissional não funciona como uma fila na qual quem chegou primeiro necessariamente avança primeiro.
Existe uma diferença importante entre desempenhar muito bem a função que você ocupa e demonstrar que está preparado para assumir a próxima.
Um excelente técnico pode não estar preparado para liderar pessoas. Um profissional dedicado pode executar muito bem, mas ter dificuldade para tomar decisões. Outro pode assumir inúmeras tarefas, resolver todos os problemas e continuar sendo visto como um grande executor.
Fazer cada vez mais não significa necessariamente estar crescendo.
O próximo cargo pode exigir menos capacidade de fazer tudo e mais capacidade de estabelecer prioridades, delegar, tomar decisões, desenvolver pessoas e enxergar o todo.
Há ainda um fator muitas vezes subestimado: visibilidade. Não estou falando de bajulação ou de aparecer por aparecer. Estou falando de saber comunicar resultados, apresentar ideias, participar e permitir que quem toma decisões conheça sua capacidade. Acreditar que “meu trabalho fala por mim” pode ser um risco. Nem sempre fala.
Comportamento também pesa. Competência técnica pode colocar alguém entre os candidatos, mas relacionamento, comunicação, equilíbrio emocional, abertura para feedback e a confiança que o profissional transmite influenciam em muito uma promoção.
Isso significa que toda promoção é justa? Evidentemente, não.
Existem empresas com critérios pouco claros, favoritismos, decisões políticas e poucas perspectivas reais de crescimento. Nem sempre a resposta para uma promoção que não aconteceu está no profissional.
Por isso, em vez de permanecer apenas na comparação com quem avançou, talvez seja mais útil buscar clareza. Pergunte ao seu gestor: “O que preciso desenvolver para estar preparado para o próximo nível?” E esteja, de fato, disposto a ouvir a resposta.
Às vezes, o que falta é justamente desenvolver aspectos que o próprio profissional ainda não consegue perceber. Em outras situações, simplesmente não nos adequamos ao perfil daquele cargo.
Uma promoção não começa quando uma vaga é anunciada. Ela começa muito antes, na maneira como você trabalha, se relaciona, aprende, se posiciona e demonstra estar preparado para algo maior.
Talvez a pergunta mais importante deixe de ser “por que ele foi promovido e eu não?” e passe a ser:
“O que preciso fazer hoje para me tornar uma escolha quando surgir a próxima oportunidade?”
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Sandra Rosenfeld
https://www.sandrarosenfeld.com
Confira também: 90% dos Profissionais Demitidos por Questões Comportamentais: O Que Está por Trás Desse Número?
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De Peão a Dama: A Travessia Que Só Você Pode Fazer no Crescimento Profissional
O que dois jogos de tabuleiro podem ensinar sobre crenças limitantes, propósito e crescimento profissional.
Por esse Brasil afora, não raro, encontramos uma mesa com um tabuleiro de casas claras e escuras, rodeada de curiosos. Aqui em Santos, onde moro, tal circunstância é muito comum, sobretudo entre pessoas de idade que frequentam a orla, circulando entre quiosques e abrigando-se à sombra amiga dos chapéus-de-sol, árvores comuns na região, onde as pessoas disputam espaço nos tabuleiros encrustados em mesas de cimento montadas pela prefeitura local ou tabuleiros de madeira muito presentes nas barracas de praia.
Mas a cena do jogo — em si — não se altera. Numa ponta, alguém move peças de formatos distintos, pensando alguns lances à frente; na outra, alguém empurra pedras redondas e idênticas, com a malícia de quem conhece cada armadilha. Parecem jogos de mundos diferentes, mas, na verdade, ambos são jogados num tabuleiro de 64 casas, sendo esse elemento justamente o que pode nos dizer algo sobre a vida e sobre o ambiente corporativo.
Dois jogos, um mesmo tabuleiro
O xadrez, como conhecemos, conta com 32 peças, 16 para cada lado, de seis tipos (rei, dama, torre, bispo, cavalo e peão), e cada tipo sendo movido de modo particular e distinto. Suas regras são complexas, a quantidade de disputas possíveis é tão vasta que Claude Shannon[1], em 1950, calculou como limite inferior conservador algo da ordem de 10120, a partir de cerca de mil possibilidades para cada par de lances (uma branca e outra preta) e de partidas de cerca de 40 pares de lances (SHANNON, 1950). Quanto às posições possíveis, Shannon as estimou em cerca de 1043 (SHANNON, 1950). Há ainda quem associe o jogo a um ar aristocrático, de reis, bispos e cavalos.
As damas, por sua vez, na modalidade de 64 casas (o chamado tabuleiro nacional dos regulamentos brasileiros)[2], usam o mesmo tabuleiro, mas com 12 peças para cada jogador, colocadas nas casas escuras. Na fase inicial da partida, todas as peças são iguais, sem hierarquia, e a simplicidade das regras faz do jogo um velho e conhecido passatempo popular.
Contudo, a ideia do “simples” não significa ingenuidade: o jogo de damas de 8×8 estudado pela equipe de Jonathan Schaeffer[3], da Universidade de Alberta, no Canadá, tem cerca de 5×1020 posições possíveis e só foi “fracamente resolvido”, isto é, teve seu resultado com jogo perfeito determinado a partir da posição inicial, em 2007, após uma computação que ocupou dezenas de computadores, quase continuamente, desde 1989. O resultado é que, com jogo perfeito dos dois lados, a partida termina empatada (SCHAEFFER et al., 2007). Vale registrar que o estudo trata da variante conhecida como “checkers”, e não com as regras brasileiras.
Dito isso, identificamos que toda grande empresa é, ao mesmo tempo, um jogo de xadrez e um jogo de damas.
O xadrez corporativo: cada peça com seu lugar
No xadrez, ninguém pergunta se a torre é mais importante que o cavalo. Esta pergunta não faz sentido, uma vez que cada uma das peças tem seu “locus” próprio e seu propósito, e a partida só se sustenta quando todas atuam de acordo com a função que lhes cabe. Assim também é na organização de uma empresa: tanto o jurídico, como o financeiro, a tecnologia e o comercial têm lógicas distintas, linguagens próprias e ritmos diferentes.
O risco, no entanto, está na rigidez. Quando cada área joga apenas o seu movimento, sem enxergar o tabuleiro inteiro, surgem os chamados “silos”: informações que não circulam, metas que se chocam e profissionais brilhantes que desconhecem a estratégia da casa. O treinamento corporativo existe, em grande parte, para ensinar cada peça a olhar o tabuleiro como um todo.
As damas corporativas: a força de quem sustenta a operação
No jogo de damas, todavia, o poder está na coletividade, pois uma peça isolada vale pouco, mas um conjunto bem articulado avança, protege e cobre os flancos. É a imagem da base operacional da empresa, formada por pessoas que fazem o mesmo caminho com disciplina e constância, sem as quais nenhuma estratégia sai do papel.
E é de bom tom que se diga também que a pedra das damas, o nosso “peão” da metáfora, carrega uma promessa. A de que ao alcançar a última fileira do lado adversário, ela é coroada e se torna dama, passando a ter muito mais liberdade de movimento no tabuleiro.
A coroação: uma travessia pessoal
E observe que há uma curiosidade que une estes dois jogos. No xadrez, o peão que chega à última fileira adversária deve ser trocado, à escolha do jogador, por dama, torre, bispo ou cavalo (FIDE, 2023)[4], sendo a dama, por ser a peça mais poderosa, a escolha usual, o que se denomina popularmente como “coroar o peão” (FERREIRA, [s.d.])[5]. Dama, aliás, é o nome que damos também à rainha do xadrez. Nos dois mundos, portanto, quem começa nas primeiras fileiras pode chegar à coroa.
É aqui que a metáfora se transforma em reflexão pessoal. Muitos profissionais permanecem no lugar em que se colocaram, ou em que foram colocados, por conta das chamadas crenças limitantes, tais como: “não tenho perfil para liderar”, “essa vaga não é para quem vem de onde eu vim”, “já passei da idade de aprender”. São frases que funcionam como correntes invisíveis e que, de tanto serem repetidas, passam a ser consideradas como regras do jogo, quando são somente hábitos de pensamento retroalimentados.
A relação entre os dois mundos, portanto, é intercambiável no sentido pessoal. Quem hoje joga como peão do xadrez pode se reconhecer na lógica das damas e vice-versa, e a travessia entre eles depende de sair da crença que nos segura para crescer na empresa e na sociedade. Nenhum treinamento carrega ninguém até a última fileira: ele mostra o caminho, e o passo seguinte é de quem joga.
O mesmo tabuleiro, a mesma caixa
Dois detalhes ainda merecem atenção. O primeiro é que o tabuleiro é o mesmo nos dois jogos. Mudam os nomes, as regras e o formato das peças, mas o chão em que se joga é único, como se houvesse uma essência comum por trás das aparências. Na empresa, esse chão é a cultura: os valores, as práticas e as expectativas que cada um herda ao chegar e que todos ajudam a construir.
O segundo é que, terminada a partida, todas as peças voltam para a mesma caixa. Rei e peão, torre e pedra comum, jogador que ganhou e jogador que perdeu. Cargo, título e status ficam do lado de fora, e o que permanece de verdade é o que construímos junto com os outros. Este raciocínio pode muito bem ser um bom antídoto contra a soberba de quem está em cima e contra a resignação de quem está embaixo.
Aplicações práticas no âmbito empresarial
Da combinação dessas ideias, as empresas podem extrair três orientações para seus programas de capacitação:
- Lugar e propósito: cada colaborador precisa saber qual é a sua função, por que ela importa e como se conecta às demais. Treinamentos que explicam o “porquê”, e não apenas o “como”, tendem a favorecer o engajamento;
- Travessia: a empresa que oferece trilhas de desenvolvimento, mentoria e feedback tende a transformar o peão em dama com mais frequência e a reter quem seria perdido para a concorrência;
- Tabuleiro comum: valores e regras precisam ser vividos, não apenas escritos. Sem uma cultura coerente, cada peça joga um jogo diferente. O compliance é um bom ponto de partida.
À guisa de exemplo, imagine uma grande empresa que reúne em um mesmo treinamento a equipe de operações e a de tecnologia. Se o encontro se limitar a palestras técnicas, cada grupo sairá com a mesma visão que trouxe. Se, porém, houver dinâmicas em que um precisa explicar ao outro como o seu trabalho afeta o resultado final, nasce uma percepção compartilhada do tabuleiro e, junto com ela, a confiança entre as áreas.
Sete sugestões para quem participa de treinamentos
- Chegue com uma pergunta. Defina o que você quer levar do treinamento antes de ele começar;
- Dê nome à sua crença limitante. Identifique o pensamento que o segura e pergunte-se se ele é um fato ou um hábito;
- Pratique logo. Aplique uma ideia aprendida logo nos primeiros dias, antes que ela se perca;
- Peça feedback. Uma visão de fora mostra pontos cegos que a autoavaliação não alcança;
- Aprenda com outras áreas. Conhecer o jogo do colega melhora o seu;
- Escolha um mentor. Quem já atravessou o tabuleiro encurta o seu caminho;
- Assuma a travessia. O treinamento oferece o mapa, mas o passo seguinte é seu.
A lição final
Seja de xadrez ou de damas, toda partida começa com peças alinhadas nas primeiras fileiras. O que muda é o que cada jogador faz com a sua. Que a empresa saiba treinar, que o colaborador saiba se mover e que ambos lembrem que, no fim do jogo, a caixa é a mesma. Quem joga com essa consciência não joga para empatar: joga para chegar à última fileira e, quando for coroado, ainda saber de onde partiu. E acredite. Você consegue…
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Acácio Lima dos Santos
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Confira também: O Caminho de Todos Nós e Seus Descaminhos
Referências [1] Matemático, engenheiro eletricista e criptógrafo estadunidense, amplamente reconhecido como o pai da teoria da informação. SHANNON, Claude E. Programming a computer for playing chess. Philosophical Magazine, v. 41, n. 314, p. 256-275, mar. 1950. [2] FENAE. Regulamento Damas: Jogos Fenae Mais 2025. [S. l.]: Fenae, 2025. Disponível em: https://jogosfenaemais2025.fenae.org.br/portal/data/files/D3/91/C9/01/FBFB9910DF8D1699403A91A8/Regulamento-Damas.pdf. Acesso em: 3 out. 2026. [3] Cientista da computação canadense que atuou por cerca de quatro décadas na Universidade de Alberta, famoso por liderar a criação do Chinook, o primeiro software a vencer um campeonato mundial contra um ser humano em um jogo. SCHAEFFER, Jonathan et al. Checkers is solved. Science, v. 317, n. 5844, p. 1518-1522, 14 set. 2007. DOI: 10.1126/science.1144079. [4] FIDE. Laws of Chess: taking effect from 1 January 2023. [S. l.]: FIDE, 2023. Art. 3.7.3.3. Disponível em: https://rcc.fide.com/fide-laws-of-chess_fulltexthtml/. Acesso em: 5 out. 2026. [5] FERREIRA, A. J. L. Manual de Xadrez: produto educacional. [S. l.]: [s. n.], [s.d.]. Disponível em: https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/1174513/2/PE%20-%20Manual%20de%20Xadrez%20-%20Ferreira%2c%20A%20J%20L.pdf. Acesso em: 3 out. 2026.
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As Pausas Extremamente Necessárias: Por Que Fazer Pausas no Trabalho É Essencial
No passado, fazer pausas durante o trabalho nem sempre era bem-visto. Pessoas que paravam por um momento podiam ser, facilmente, percebidas como preguiçosas, improdutivas ou simplesmente pouco comprometidas. Hoje, porém, as pausas não deveriam mais ser vistas como um luxo. Elas são extremamente necessárias para nós — todos os 8,3 bilhões de seres humanos ao redor do mundo — darmos ao nosso sistema nervoso a oportunidade de se recuperar.
E quando falo sobre nosso sistema nervoso, estou falando do cérebro e da medula espinhal, juntamente com a rede mais ampla de nervos que percorre nosso corpo. Estamos constantemente expostos a interrupções, distrações, notificações, informações e estímulos intermináveis vindos da internet. Tudo isso exige nossa atenção, repetidamente, ao longo do dia.
Não é de se admirar que tantos de nós nos sintamos cansados.
Talvez a verdadeira questão não seja se podemos nos dar ao luxo de fazer uma pausa, mas se podemos nos dar ao luxo de não fazer uma pausa.
Pausas não são necessariamente sobre fazer mais. Às vezes, elas existem para evitar o custo de fazer demais sem parar. Pesquisas sobre micropausas encontraram benefícios para a recuperação, incluindo redução da fadiga e aumento do vigor, embora os efeitos sobre o desempenho possam variar de acordo com o tipo e a duração da pausa e com a tarefa realizada.
Então, até onde podemos ir antes de entendermos que uma pausa não deveria ser uma exceção?
Talvez uma pausa simplesmente devesse fazer parte da nossa vida cotidiana — não uma recompensa que nos damos depois que tudo está terminado, mas uma parte necessária para funcionarmos bem desde o início.
A pausa extremamente necessária.
Talvez seja hora de pararmos de nos sentir culpados por isso.
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Paulina Illanes
Especialista em Comunicação Corporativa e Business English
https://www.inglescompaulina.com.br
Confira também: The Everyday DOPAMINE: A DOPAMINA de todo dia
Palavras-chave: pausas no trabalho, micropausas, sistema nervoso, redução da fadiga, recuperação, fazer pausas durante o trabalho, fazer uma pausa, redução da fadiga e aumento do vigor, benefícios das micropausas no trabalho, como fazer pausas no trabalho sem culpa, pausa para descanso, por que pausa para descanso é essencial
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Reconhecer: Antes de Decidir, É Preciso Enxergar a Realidade
No artigo anterior (leia), falamos sobre O Momento da Decisão e sobre a responsabilidade de escolher um caminho mesmo quando não temos todas as respostas. A partir de agora, quero percorrer com você os seis pilares do método que criei, o HCURI RISE UP™, começando pelo primeiro deles: Reconhecer.
RECONHECER vem primeiro por uma razão muito simples: ninguém consegue decidir bem sobre uma realidade que não consegue enxergar.
Parece óbvio, mas não é. Ao longo da minha trajetória profissional, vi pessoas experientes, competentes e bem-intencionadas tomarem decisões que produziram resultados muito diferentes daqueles que esperavam. Nem sempre faltou conhecimento ou capacidade. Muitas vezes, o problema começou antes da decisão: na leitura da realidade.
É muito fácil enxergar aquilo que confirma o que já pensamos. Mais difícil é perceber aquilo que contraria nossas convicções. Por isso, quando criei o HCURI RISE UP™, coloquei Reconhecer como seu primeiro pilar.
RECONHECER é olhar para a realidade como ela é, e não como gostaríamos que fosse.
É, antes de tudo, identificar com clareza qual é o problema que realmente precisamos resolver. A partir daí, reconhecer os fatos, os desafios, as oportunidades e as limitações, separando aquilo que sabemos daquilo que apenas imaginamos saber. É também ter maturidade para admitir que talvez ainda não tenhamos todas as informações necessárias para decidir.
Para quem lidera, isso nem sempre é confortável. CEOs, empresários, executivos e gestores são constantemente chamados a orientar, responder e decidir. Com o tempo, existe o risco de confundirmos experiência com certeza.
Experiência é valiosa, mas não pode nos impedir de olhar novamente. O mercado mudou? O cliente mudou? Minha equipe está tentando me mostrar alguma coisa que ainda não percebi? Estou analisando o problema com fatos atuais ou com certezas construídas no passado? O problema que estou tentando resolver é realmente o problema?
Fazer essas perguntas não demonstra insegurança. Demonstra critério.
Quando os resultados caem, por exemplo, a primeira conclusão pode ser responsabilizar a equipe. Mas e se o problema estiver no processo, na estratégia, na comunicação ou em uma mudança do mercado que ainda não foi percebida?
Podemos trocar pessoas quando o problema está no processo, cobrar mais quando falta direção, investir quando deveríamos esperar ou esperar quando deveríamos agir. Podemos até insistir em uma rota simplesmente porque foi ela que nos trouxe até aqui.
Não adianta encontrar a solução certa se ainda não reconhecemos qual é o verdadeiro problema.
É por isso que considero RECONHECER muito mais do que observar.
Significa estar presente, saber ouvir, confrontar percepções com fatos e ter disposição para mudar de opinião quando a realidade mostra que aquilo em que acreditávamos já não se sustenta.
Existe ainda outro desafio que merece atenção. Quanto maior a responsabilidade de um líder, maior pode se tornar a distância entre ele e a realidade da operação. As informações chegam resumidas, problemas podem ser amenizados e algumas pessoas evitam trazer notícias difíceis. Outras dizem aquilo que acreditam que o líder gostaria de ouvir.
Sem perceber, ele pode começar a decidir não sobre a realidade, mas sobre uma versão dela. E decisões importantes não deveriam ser construídas sobre versões convenientes.
Por isso, antes de perguntar “O que devemos fazer?”, talvez seja necessário fazer uma pergunta anterior: “O que realmente está acontecendo?”
Essa mudança parece pequena, mas pode alterar completamente a qualidade de uma decisão.
RECONHECER também significa olhar para si mesmo.
Quais crenças estão influenciando minha análise? Estou defendendo uma decisão porque ela ainda faz sentido ou porque fui eu quem a tomou? Estou ouvindo para compreender ou apenas procurando argumentos que confirmem aquilo em que já acredito?
Nem sempre o maior obstáculo está fora. Às vezes, está na dificuldade de reconhecer que precisamos mudar. É justamente nesse ponto que liderança e maturidade se encontram.
Um líder não perde autoridade quando reconhece que precisa rever uma posição. Pode, ao contrário, ganhar credibilidade ao demonstrar que seu compromisso maior não é provar que estava certo, mas fazer o que precisa ser feito.
Talvez algumas das decisões mais difíceis não sejam aquelas em que faltam alternativas, mas aquelas em que a realidade nos obriga a abandonar uma certeza.
RECONHECER é esse momento, quando deixamos de defender aquilo que imaginávamos e começamos a trabalhar com aquilo que os fatos estão mostrando.
Por isso, antes da sua próxima decisão importante, faça uma pausa. Olhe novamente, ouça com atenção e questione aquilo que parece evidente. E faça a si mesmo uma pergunta:
Estou decidindo sobre a realidade ou sobre a minha percepção dela?
Talvez você ainda não encontre a resposta, mas poderá descobrir se está fazendo a pergunta certa.
Porque antes de decidir bem, é preciso enxergar bem.
E RECONHECER a realidade é apenas o começo. Depois de enxergar o que está acontecendo, surge naturalmente uma nova pergunta:
Por que isso está acontecendo?
É aí que entramos no segundo pilar do HCURI RISE UP™: Investigar.
E será sobre ele que conversaremos no próximo artigo.
Decidir Bem é Liderança.
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Helio Curi
Mentor Executivo – Palestrante
Criador do Método HCURI RISE UP™
https://www.linkedin.com/in/helio-curi-85a95716a
Confira também: O Momento da Decisão: Por Que Decidir é a Verdadeira Essência da Liderança
Palavras-chave: reconhecer a realidade, decidir bem, liderança, liderança e decisão, leitura da realidade, hcuri rise up, rise up, reconhecer a realidade antes de decidir, como identificar o verdadeiro problema, como decidir com base em fatos, como decidir com base em fatos e não em percepções, antes de decidir bem, qual é o verdadeiro problema
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O Custo Invisível da Flexibilidade: O Que a Desregulamentação Esconde Sobre a Nossa Humanidade
Entre a promessa sedutora de autonomia e a dura realidade da precarização, o futuro do trabalho nos cobra uma conta silenciosa. Até que ponto o discurso da liberdade está mascarando a exclusão sistêmica nas nossas organizações?
Imagine a seguinte cena, cada vez mais comum nos corredores corporativos e nas mesas de decisão: um profissional de 52 anos, com décadas de experiência e resiliência comprovada, está há mais de doze meses buscando uma recolocação.
Quando a oportunidade finalmente surge, o subtexto do contrato não é a valorização de sua bagagem, mas sim a conveniência de seu desespero. Ao mesmo tempo, um jovem de 19 anos entra no mercado de trabalho pela primeira vez. A ele é oferecida uma vaga sob a justificativa de que sua contratação só é viável se o seu “custo na folha” for reduzido. A ambos, o sistema sorri e diz: “Isso é liberdade. Isso é modernização”.
Mas quando foi que começamos a chamar abandono de autonomia?
Como observadora atenta das dinâmicas de poder na sociedade, mergulhei recentemente nas propostas macroeconômicas e sociais que desenham o futuro do nosso país. O que emerge desses dados não é apenas um debate político ou econômico, mas um profundo dilema moral e humano sobre o valor da vida e do tempo. As narrativas em disputa sobre o futuro do trabalho revelam tensões estruturais que as lideranças precisam ter a coragem de encarar.
A primeira grande tensão que salta aos olhos é o abismo entre proteção e flexibilização.
De um lado, vemos o debate sobre a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da exaustiva escala 6×1. Essa discussão toca em uma necessidade humana fundamental: o direito ao descanso, à convivência familiar e à recuperação mental.
Do outro lado, deparamo-nos com propostas que buscam criar modalidades contratuais “mais atrativas” para as empresas, barateando a contratação de jovens de 18 a 24 anos e de profissionais com 50 anos ou mais que estejam desempregados há mais de um ano.
O que estamos dizendo, sistemicamente, quando a única forma de incluir populações vulneráveis — os que estão começando a vida e os que já deram uma vida inteira ao mercado — é tornando-os “mais baratos”? Essa lógica privilegia a autonomia individual diante da proteção coletiva e associa flexibilização à liberdade, olhando com desconfiança para as estruturas coletivas de representação. No entanto, a autonomia sem segurança psicológica, financeira e jurídica não é liberdade; é sobrevivência em estado de alerta.
Isso nos leva a um segundo paradoxo: a invisibilidade do cuidado versus a performance corporativa.
Os dados nos mostram uma realidade irrefutável: o cuidado não remunerado, exercido majoritariamente de forma dupla pelas mulheres, equivale a cerca de 8,5% do PIB nacional. Quase um décimo da riqueza do país é sustentada pelo suor invisível e pelo esgotamento das mulheres em suas casas. No entanto, as estruturas corporativas ainda operam como se o “profissional” e a “cuidadora” habitassem planetas distintos.
Quando vemos a necessidade de propostas públicas exigindo que empresas com diferenças salariais entre homens e mulheres apresentem planos de correção, precisamos nos perguntar: por que a equidade ainda precisa ser forçada por auditorias e legislações?
É sintomático que o Estado precise intervir fiscalizando desigualdades de gênero porque as próprias culturas organizacionais falharam em reconhecer o valor inerente dessas profissionais. Se a sua empresa só paga o mesmo salário para homens e mulheres quando ameaçada por uma fiscalização, a sua cultura não é voltada para a performance; ela é sustentada pelo privilégio.
O terceiro dilema ético reside na relação entre inovação tecnológica e dignidade.
O avanço do trabalho mediado por plataformas digitais e aplicativos trouxe comodidade para quem consome, mas frequentemente deixou quem produz à margem da cidadania.
Observamos um cenário recente em que o aumento do trabalho plataformizado ocorreu sem qualquer iniciativa para proporcionar um mínimo de proteção trabalhista e previdenciária, acompanhado pelo enfraquecimento das entidades sindicais e pelo desmonte da legislação do trabalho.
A tecnologia avançou, mas a nossa humanidade retrocedeu. Reduzimos o trabalhador a um algoritmo, a uma nota de cinco estrelas, destituindo-o das redes de diálogo social que democratizam decisões sobre saúde, jornada e distribuição de ganhos.
Essas dinâmicas do mundo do trabalho não estão desconectadas de questões maiores que afetam nossa sociedade.
As organizações são microcosmos do tecido social. Quando normalizamos a precarização e o isolamento nas relações de trabalho, não é de se espantar que a resposta para as mazelas sociais se torne igualmente desumanizada e punitiva.
Observe as visões contrastantes sobre como lidar com a segurança pública. De um lado, existem visões que propõem o resgate da segurança por meio de propostas extremamente punitivas, como a criação de presídios de segurança máxima, o abate de criminosos, a castração química e a redução da maioridade penal.
De outro, há diretrizes que defendem uma segurança pública cidadã, focada em prevenção, atenção às vítimas, enfrentamento ao tráfico e controle de armas, com especial atenção ao direito das mulheres e da juventude negra a uma vida livre de violência, aliada à reconstrução do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
Esses contrastes refletem diretamente a forma como lideramos.
Uma liderança punitiva tenta resolver problemas sistêmicos “abatendo” os sintomas e isolando os “inadequados”. Uma liderança consciente, no entanto, entende que a falha de um indivíduo muitas vezes denuncia a falha do sistema que o acolhe (ou que o exclui). Não podemos construir culturas de pertencimento e inovação se o nosso instinto primário diante do conflito ou da improdutividade for o descarte, a punição severa ou a flexibilização predatória.
A inspeção do trabalho e as estruturas de proteção, que chegaram a sofrer com perdas de autonomia, orçamento insuficiente e falta de auditores, são os termômetros de como uma sociedade valoriza a vida. Se enfraquecemos quem protege, fortalecemos quem explora.
Como líderes que genuinamente desejam construir organizações mais humanas e conscientes, convido vocês a uma pausa. Tragam essas reflexões para o espelho antes de levá-las para a próxima reunião de diretoria:
- O que estamos normalizando sem perceber sob o rótulo de “agilidade” ou “eficiência”?
- Quem está sendo excluído da mesa de decisões quando chamamos a precarização de flexibilidade?
- Que tipo de cultura estamos ajudando a construir quando o custo humano é a primeira variável que aceitamos cortar em momentos de crise?
- O que acontece com o tecido da nossa organização quando deixamos o cuidado — especialmente o cuidado exercido pelas mulheres — sem reconhecimento e sem remuneração adequada?
Nós carregamos contradições. Todos nós.
Carregamos privilégios, medos e pontos inconscientes. Não escrevo estas linhas para apontar o dedo ou gerar culpa, mas para provocar um despertar. A culpa paralisa; a consciência mobiliza.
O futuro do trabalho não é um destino inevitável moldado por forças invisíveis do mercado; ele é uma arquitetura desenhada pelas nossas escolhas diárias. A verdadeira liderança consciente não se contenta com frases motivacionais vazias em redes sociais enquanto as bases de sua equipe operam no esgotamento silencioso.
Existe um caminho de esperança realista. Ele começa quando decidimos que a dignidade humana não é negociável e não pode ser a variável de ajuste da economia. O trabalho precisa voltar a ser um espaço de vida, de desenvolvimento e de pertencimento. E isso só acontece quando substituímos a ilusão do individualismo heroico pela força da construção coletiva.
Que possamos ter a coragem de liderar não apenas para os resultados do próximo trimestre, mas para a sustentabilidade da nossa própria humanidade.
Sejamos a mudança!
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Quer saber mais sobre como enfrentar a precarização do trabalho sem transformar a flexibilidade em perda de direitos e dignidade? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Kaká Mandakinï
Gallup Global Strengths Coach, mentora de Liderança Regenerativa, facilitadora de CNV e consultora de DEI, acredita que a comunicação autêntica é a chave para transformar organizações em ecossistemas de vida.
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Palavras-chave: precarização do trabalho, flexibilização, futuro do trabalho, liderança consciente, dignidade humana, redução da jornada de trabalho, diferenças salariais entre homens e mulheres, trabalho mediado por plataformas digitais, proteção trabalhista e previdenciária, como a flexibilização afeta a dignidade humana, impactos da precarização do trabalho, precarização do trabalho no brasil
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Ansiedade: Como Reconhecer Conflitos Internos e Desenvolver o Autoconhecimento
Detectando a ansiedade
Quantas vezes você se sente cansado, no entanto, sua mente não para?
É um turbilhão de ideias e pensamentos muitas vezes completamente desconectados daquilo por que você anseia e do que percebe ao seu redor.
Você se preocupa com situações sobre as quais não tem controle, você tem medo e você se irrita com facilidade.
Tudo isso se soma à dificuldade para dormir, à falta de concentração e a uma sensação de que algo ruim pode acontecer.
Conscientizando-se por meio de questões reflexivas
O que você pode concluir desses fatos que atormentam a sua vida?
Qual a causa real dessa agonia?
Você tem medo de perder o controle?
Ou será que o seu medo é causado pela insegurança de não corresponder às expectativas?
O que sua ansiedade está tentando lhe informar sobre você mesmo?
Ao se deparar com essas perguntas, e sentindo todas essas agruras, o que merece ser, de fato, escutado por você ou por quem queira acolher o seu discurso e repensar com você sobre o seu tormento?
Resultado da reflexão
A sua ansiedade pode lhe mostrar que todo o seu medo, sua insegurança e sua aflição merecem ser compreendidos e afastados de suas emoções.
E, por fim, concretizar suas pretensões e estar seguro e certo de que o “bicho papão” só existe dentro de você por uma razão que será compreendida quando você se dispuser a enfrentá-la.
Escutar o que você sente, reconhecer os seus limites e compreender os seus conflitos pode ser o caminho que fará com que você transforme a sua relação consigo.
Só assim você começa a perceber que merece saber quais as razões de seu comportamento.
Conflitos e propósito
Ao pararmos e reconhecermos as nossas emoções, estamos abrindo assim o caminho para uma vida mais consciente e harmoniosa. O equilíbrio torna possível não passarmos por percalços desnecessários. Esta é a melhor maneira de evitar conflitos, pois o sentido da vida é estarmos satisfeitos com o nosso propósito. Finalmente, a crise existencial, reconhecida na ansiedade, torna-se a via de acesso às oportunidades outrora perdidas.
“Choramos antes de doer, sofremos antes de perder, desistimos antes de começar. O antes é a ansiedade roubando a nossa felicidade”. (Frase copiada da Internet)
Essa frase retrata bem o quanto perdemos com a ansiedade. Reflitam se é isso que vocês querem.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como ansiedade e autoconhecimento se relacionam e como reconhecer seus conflitos internos pode ajudar você a entender melhor suas emoções? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Luísa Santo
https://www.linkedin.com/in/luisasanto/
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A Liderança Ensina Mesmo Sem Perceber: Como Construir a Cultura Organizacional
Toda liderança comunica o tempo todo. Quando reconhece um resultado, reage a uma crítica, lida com um conflito ou deixa de intervir diante de uma atitude inadequada, transmite mensagens diretas sobre o que é aceito naquele ambiente.
Quando um profissional desrespeita colegas, mas segue premiado apenas pelas metas que bate, a equipe entende que o resultado justifica qualquer postura. E quando alguém traz uma opinião divergente e recebe uma reação defensiva, as outras pessoas percebem que é mais seguro calar.
Com o tempo, condutas que antes causavam estranheza são naturalizadas. O que deveria ser exceção vira rotina. Por isso, a cultura não se transforma apenas com novos manuais ou iniciativas institucionais; ela exige alinhamento entre aquilo que a organização defende e aquilo que seus líderes praticam.
O protagonismo começa pela autoconsciência
É tentador atribuir essas incoerências à estrutura corporativa ou ao comportamento dos outros. Mas existe uma questão anterior: qual é a minha participação no ambiente que estou ajudando a formar?
Essa clareza começa quando deixamos de observar apenas a equipe e passamos a examinar nossas próprias atitudes.
Como reajo quando alguém me contraria? Dou espaço para que as pessoas discordem de mim? Enfrento posturas incompatíveis com os valores da organização ou prefiro evitar o desgaste?
Podemos defender a colaboração e agir de forma competitiva, pedir autonomia e centralizar escolhas, valorizar a escuta e interromper quem pensa diferente. A intenção pode ser positiva, mas é a conduta visível que orienta o dia a dia das pessoas. Liderar a cultura exige assumir a responsabilidade pelo exemplo que oferecemos.
O preço daquilo que escolhemos tolerar
Quando condutas incompatíveis com os princípios da organização se repetem sem qualquer intervenção, o time observa, interpreta e recalcula sua forma de agir.
Se discordar custa caro, as pessoas silenciam suas dúvidas. Se a disputa individual recebe mais destaque do que a troca, compartilhar conhecimento deixa de ser atraente. E se o rigor muda conforme o cargo de quem erra, a confiança se desfaz.
Nem todo episódio pede uma resposta punitiva. É fundamental analisar o contexto, ouvir os envolvidos e compreender as circunstâncias. O ponto central é identificar padrões, reconhecer seus efeitos e evitar que a omissão soe como autorização para continuar. A coerência cultural não depende de eliminar o atrito, mas de tratar situações difíceis com clareza, respeito e consistência.
Da consciência à ação
Reconhecer uma incoerência é o começo. Transformar essa percepção em atitude prática é o que muda a realidade.
Um exercício simples pode ajudar na rotina. Escolha uma situação recorrente que contradiz os valores estabelecidos e faça três perguntas:
- O que está acontecendo? Identifique o fato concreto, sem generalizações ou julgamentos precipitados;
- Qual é o impacto? Avalie como essa atitude afeta as relações, a cooperação e a qualidade das decisões;
- O que cabe a mim fazer? Defina a conversa necessária, o limite a ser colocado ou a conduta que precisa ser revista. Depois, acompanhe o que muda.
Essa reflexão também inclui a própria liderança. Não faz sentido cobrar abertura e reagir mal à divergência, exigir maturidade sem assumir os próprios erros ou defender a troca enquanto se valoriza apenas o desempenho individual. O exemplo não exige perfeição; exige disposição para reconhecer uma falha, corrigir a rota e sustentar, nas próprias atitudes, aquilo que se espera dos demais.
Cultura também é uma escolha de governança
É aqui que essa reflexão encontra a Governança Humana. A maneira como exercemos o poder orienta quais condutas são legitimadas, quais vozes encontram espaço e como as responsabilidades são distribuídas.
A cultura não caminha separada da estratégia do negócio. Ela influencia a capacidade de cooperar, aprender com as falhas, resolver problemas e responder às mudanças do mercado. A liderança não controla todas as variáveis, mas tem responsabilidade pelos comportamentos que reforça por meio de suas decisões, reações e omissões.
Por isso, proponho um exercício para o cotidiano: Ao final de cada dia, pergunte: o que minhas atitudes ensinaram à equipe sobre os valores que digo defender?
Observe o que você reconheceu, o que deixou passar e como reagiu quando foi contrariada(o). Se notar um descompasso, defina um passo prático para ajustá-lo.
A cultura não se transforma apenas quando comunicamos o que é importante. Ela começa a mudar quando nossas escolhas tornam esse valor visível, sobretudo nas situações em que agir de acordo com ele exige coragem.
A pergunta não é apenas que cultura queremos construir, mas o que estamos fazendo, hoje, para torná-la real.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre o que a liderança ensina sem perceber e como suas atitudes influenciam a cultura organizacional e fortalecem uma liderança coerente com os valores que você defende? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo mês!
Karem Zapana
Educadora Corporativa e Mentora de Lideranças
https://www.linkedin.com/in/karem-zapana
https://www.instagram.com/karemzapana
Confira também: O Perigo de Liderar com Certezas Demais: Os Riscos das Certezas na Liderança
Palavras-chave: cultura organizacional, liderança, valores, governança humana, coerência cultural, como construir a cultura organizacional, o que a liderança ensina, o que a liderança ensina sem perceber, como a liderança influencia a cultura organizacional, como fortalecer a cultura organizacional, papel da liderança na cultura organizacional
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
Participe da Conversa
É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
Participe da Conversa
Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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