O Líder que Sabe Ler Pessoas: Avaliações Comportamentais na Gestão
Uma das maiores fragilidades do líder iniciante não está na falta de conhecimento técnico, mas na tentativa de compreender pessoas a partir da intuição.
É comum ver profissionais recém-promovidos tentando “ler o time” com base em percepções superficiais: quem parece mais engajado, quem fala mais nas reuniões, quem entrega mais rápido.
O problema é que comportamento humano não é evidente à primeira vista. E liderança baseada em suposição costuma gerar ruído, desalinhamento e baixa performance.
O ponto de virada acontece quando o líder entende uma premissa simples: pessoas não devem ser adivinhadas — devem ser compreendidas de forma estruturada.
É nesse contexto que entram as avaliações comportamentais.
Do “feeling” à leitura estruturada
Na prática de campo, é comum encontrar líderes que dizem: “Eu conheço bem minha equipe.”
Mas, quando aprofundamos, esse conhecimento é baseado em convivência — não em análise.
Conviver não é o mesmo que compreender.
Avaliações comportamentais existem justamente para reduzir esse gap. Elas oferecem uma lente mais objetiva para entender como cada indivíduo:
- reage sob pressão;
- toma decisões;
- se comunica;
- se relaciona com regras, pessoas e desafios.
Isso não elimina a sensibilidade do líder.
Mas adiciona algo essencial: método.
Três dimensões que o líder precisa observar
Quando falamos de avaliação de pessoas no contexto da liderança, não estamos falando de um único teste, mas de três dimensões complementares.
A primeira é a dimensão comportamental, que busca identificar tendências de ação.
Ferramentas como o DISC ajudam a compreender se o profissional tende a ser mais direto, relacional, estável ou analítico.
A segunda é a dimensão de competências, que avalia o nível de maturidade profissional.
Aqui entram instrumentos como avaliações 360 graus ou matrizes de competências, que indicam o quanto a pessoa está preparada para assumir determinadas responsabilidades.
A terceira é a dimensão de tomada de decisão, que envolve como o indivíduo pensa, analisa cenários e reage sob pressão.
Líderes mais experientes não observam apenas o “jeito de ser” de alguém. Eles avaliam como essa pessoa entrega resultado dentro de um contexto específico.
O DISC como exemplo prático — não como rótulo
Entre as ferramentas mais conhecidas, o DISC se destaca pela simplicidade e aplicabilidade.
Mas existe um erro recorrente na sua utilização: transformar o perfil em rótulo.
“Ele é D.”
“Ela é S.”
Esse tipo de simplificação reduz a ferramenta a um estereótipo e compromete sua utilidade.
Na prática, o DISC deve ser utilizado como um mapa de estímulos.
- Perfis com predominância de Dominância tendem a responder melhor a desafios e autonomia.
- Perfis de Influência se engajam mais em ambientes com interação e reconhecimento.
- Perfis de Estabilidade valorizam previsibilidade e segurança.
- Perfis de Conformidade performam melhor com estrutura, critérios claros e rigor técnico.
O papel do líder não é classificar pessoas.
É entender quais condições aumentam a probabilidade de cada indivíduo entrar em ação.
Personalização: o divisor de águas da liderança
Líderes iniciantes tendem a tratar o time de forma uniforme porque é mais simples, mais rápido e aparentemente mais justo.
Mas não é eficaz.
A gestão de alta performance exige personalização e isso significa ajustar:
- a forma de delegar;
- o tipo de cobrança;
- o estilo de comunicação;
- o modo de reconhecer resultados.
O que motiva um profissional pode desmotivar outro.
O que gera clareza para um pode gerar pressão excessiva para outro.
Sem leitura comportamental, o líder força o time a se adaptar a ele.
Com leitura comportamental, o líder adapta o ambiente para potencializar o time.
Decisões melhores, menos desgaste
Quando o líder utiliza avaliações de forma consistente, então ele passa a tomar decisões com mais precisão sobre:
- Quem colocar em projetos sob alta pressão;
- Quem precisa de mais acompanhamento;
- Quem funciona melhor com autonomia;
- Quem exige estrutura mais clara.
Isso reduz retrabalho, conflitos desnecessários, bem como desgaste emocional.
E o mais importante: aumenta a previsibilidade da execução.
Porque o resultado deixa de depender apenas de esforço individual e passa a ser consequência de um sistema bem ajustado.
O ponto que separa líderes comuns de líderes consistentes
Conhecer ferramentas é importante, mas o que realmente diferencia um líder não é o instrumento que ele usa — é a forma como ele interpreta e aplica a informação.
Avaliações comportamentais não substituem a liderança.
Elas qualificam a liderança.
O líder que evolui é aquele que deixa de confiar apenas na própria percepção e passa então a estruturar sua leitura sobre pessoas.
Porque, no fim, liderar não é controlar tarefas.
É compreender comportamento humano em contexto de entrega.
Conclusão
O líder iniciante tenta adivinhar pessoas.
O líder maduro aprende a ler padrões.
Essa mudança reduz erros, melhora decisões e aumenta assim a capacidade de gerar resultado por meio do outro.
E é exatamente isso que define a liderança na prática.
Não se trata de conhecer mais teorias, mas de aplicar melhor aquilo que influencia comportamento.
Porque liderança não é sobre intenção.
É sobre execução.
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Sérgio Albuquerque Jr.
Consultor empresarial, mentor de líderes e especialista em execução comercial
https://www.sergioalbuquerque.com.br
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Eu Também Resistia à Meditação: Como Aprendi que Meditar Não É Controlar a Mente, Mas Lidar Melhor com Ela
Por anos, achei que não era para mim.
Minha mente não parava. Eu tentava sentar em silêncio e, em segundos, já estava pensando em reunião, em lista de tarefas, em tudo, menos no presente.
No fundo, eu acreditava: “Isso não vai funcionar comigo.”
Até que percebi que o problema não era a meditação, mas a forma como eu estava tentando fazer.
Eu queria controle. Mas a proposta nunca foi essa.
Queria silêncio imediato, queria parar de pensar, queria dominar a mente como se domina um projeto ou uma planilha.
A virada veio quando entendi algo simples: Meditar não é parar a mente — é aprender a não ser dominado por ela.
Essa distinção mudou tudo.
Hoje, minha prática não é sobre horas em silêncio.
É sobre ficar um pouco mais consciente. Um pouco mais presente. Um pouco menos reativo.
Nada radical. Mas profundamente transformador — especialmente no trabalho, nas relações, nas decisões que tomo sob pressão.
Se você sente que sua mente não para, então deixa eu te dizer uma coisa: Isso não é falta de capacidade. Talvez seja só falta de direção.
O caminho existe — e ele começa com passos bem menores do que você imagina.
Você já tentou meditar e desistiu? O que te travou? Reflita sobre isso.
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Até o próximo artigo.
Um abraço,
Cleyson Dellcorso
https://www.dellcorso.com.br/
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Ambientes Seguros e Inclusivos: Conectando Diversidade, Saúde Mental e Combate à Discriminação
Em um mundo cada vez mais diverso, organizações, instituições de ensino e espaços públicos enfrentam o desafio de reconhecer as diferenças, e garantir que elas coexistam de forma respeitosa, saudável e equitativa. Nesse contexto, três dimensões se entrelaçam de forma inseparável: diversidade, saúde mental e o combate à discriminação.
Diversidade como ponto de partida, não de chegada
Diversidade vai além de números ou representatividade simbólica. Trata-se da presença real de diferentes identidades — de gênero, raça, orientação sexual, idade, deficiência, origem social, entre outras — ocupando espaços de forma legítima. No entanto, a simples presença não garante inclusão. Sem um ambiente seguro, a diversidade pode se tornar superficial ou até gerar novas formas de exclusão.
Ambientes inclusivos são aqueles em que as pessoas se sentem pertencentes, respeitadas e valorizadas. Isso implica ouvir ativamente diferentes vozes, revisar práticas institucionais, bem como reconhecer desigualdades históricas que impactam o acesso e a permanência de grupos minorizados.
Saúde mental: o termômetro da inclusão
A saúde mental é um indicador sensível da qualidade dos ambientes em que vivemos e trabalhamos. Ambientes tóxicos, marcados por preconceito, microagressões ou discriminação explícita ou velada, geram impactos profundos: estresse crônico, ansiedade, depressão e até afastamentos prolongados.
Por outro lado, ambientes psicologicamente seguros promovem bem-estar, engajamento e criatividade. Quando as pessoas não precisam esconder quem são, elas podem, sem dúvida, direcionar sua energia para contribuir, inovar e se desenvolver. Segurança psicológica não significa ausência de conflitos, mas sim a garantia de que diferenças podem ser expressas sem medo de retaliação.
Discriminação: o obstáculo estrutural
A discriminação, seja direta ou indireta, é um dos principais fatores que comprometem tanto a diversidade quanto a saúde mental. Ela pode se manifestar em decisões enviesadas, linguagem excludente, barreiras invisíveis ou políticas aparentemente neutras que perpetuam desigualdades.
Combater a discriminação exige mais do que posicionamentos institucionais; requer ações concretas e contínuas. Isso inclui:
- Revisão de processos seletivos e critérios de avaliação;
- Políticas claras de denúncia e responsabilização;
- Capacitação sobre vieses inconscientes;
- Monitoramento de indicadores de equidade;
- Lideranças comprometidas com a pauta.
Sem enfrentar as raízes estruturais da discriminação, qualquer iniciativa de diversidade tende a ser limitada e insustentável.
A interconexão: um ciclo de fortalecimento (ou de risco)
Diversidade, saúde mental e combate à discriminação formam um sistema interdependente. Quando um desses elementos falha, então os demais são impactados. Por exemplo:
- Ambientes diversos sem inclusão podem gerar isolamento e adoecimento mental;
- Falta de cuidado com saúde mental pode invisibilizar experiências de discriminação;
- Discriminação não enfrentada mina qualquer esforço de diversidade.
Por outro lado, quando esses três pilares são trabalhados de forma integrada, criam-se ciclos positivos: mais inclusão gera maior bem-estar, que por sua vez fortalece o engajamento e reduz comportamentos discriminatórios.
Caminhos para construir ambientes seguros e inclusivos
A transformação não acontece de forma espontânea — ela precisa ser intencional. Alguns caminhos possíveis incluem:
- Cultura organizacional baseada em respeito e empatia: Promover valores que incentivem o diálogo aberto, a escuta ativa e o reconhecimento das diferenças;
- Liderança inclusiva: Líderes têm papel central na criação de ambientes seguros. Isso envolve dar exemplo, acolher vulnerabilidades e agir diante de situações de discriminação;
- Educação contínua: Treinamentos e espaços de aprendizado sobre diversidade, equidade e inclusão ajudam a ampliar repertórios e reduzir preconceitos;
- Políticas e práticas estruturadas: Não basta boa intenção: é necessário institucionalizar práticas que garantam equidade e proteção;
- Cuidado com a saúde mental: Oferecer suporte psicológico, incentivar pausas, respeitar limites e combater a cultura do esgotamento.
Ambientes seguros e inclusivos não são apenas mais justos — são também mais sustentáveis e produtivos. Ao conectar diversidade, saúde mental e combate à discriminação, criamos, assim, espaços em que as pessoas podem existir de forma plena, contribuindo com suas singularidades.
Mais do que uma tendência, trata-se de uma responsabilidade coletiva. Construir esses ambientes exige compromisso contínuo, coragem para enfrentar estruturas desiguais, bem como disposição para aprender com as diferenças. O resultado é uma sociedade mais equilibrada, humana e certamente mais preparada para os desafios do presente e do futuro.
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Luciano Amato
http://www.trainingpeople.com.br/
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O Preço Invisível do Prestígio: Escolhas, Concessões e a Fronteira Entre Crescer e se Perder em “O Diabo Veste Prada”
Há histórias que não envelhecem porque continuam desconfortavelmente atuais. Quando Miranda Priestly afirma, com naturalidade quase clínica, que todos desejam ocupar aquele lugar, não estamos diante de uma simples frase de efeito.
Trata-se de uma lógica que atravessa gerações: a crença de que o topo justifica qualquer percurso, mesmo quando esse caminho exige concessões que não aparecem no currículo. O tempo passou, os discursos corporativos se modernizaram, mas a sedução por ambientes que prometem prestígio em troca de entrega irrestrita continua operando, agora, muitas vezes, com uma estética mais sutil e até bem-intencionada.
O que esse tipo de narrativa revela não é apenas a dureza de certos mercados, mas a facilidade com que naturalizamos dinâmicas que nos diminuem. Existe um pacto silencioso que se estabelece: em troca de pertencimento, aceitamos nos moldar.
Nesse ponto, surge um incômodo inevitável. Essa adaptação raramente acontece de forma brusca. Ela é gradual, quase imperceptível. Pequenas concessões, decisões pragmáticas, ajustes de comportamento. Quando percebemos, já estamos operando sob uma lógica que deixamos de questionar.
A trajetória de Andy Sachs não é apenas uma história de ascensão profissional. É, sobretudo, um estudo sobre deslocamento interno. No início, ela observa aquele universo com certo distanciamento crítico, como quem acredita não pertencer àquele sistema.
No entanto, pertencimento não é apenas um estado; é também uma construção. E, muitas vezes, uma armadilha. A necessidade de ser reconhecida, de corresponder às expectativas, de provar valor vai, pouco a pouco, redesenhando suas prioridades.
O ponto mais delicado dessa transformação não é o esforço em si, mas o momento em que o esforço deixa de ser escolha e passa a ser condicionamento.
Quando a antecipação de demandas substitui o pensamento próprio, algo se perde. Nem sempre é fácil nomear o que deixamos para trás. Relações se tornam secundárias, limites se dissolvem, e o que antes parecia temporário se estabelece como padrão.
Frequentemente, esse processo é romantizado como resiliência ou ambição. Quando se fala em crescimento profissional, há uma diferença importante entre crescer e se distorcer. Nem toda adaptação é evolução; algumas são apenas estratégias de sobrevivência em ambientes que não foram, de fato, desenhados para sustentar quem está dentro deles.
Nesse contexto, o estilo de liderança representado por Miranda não é uma exceção caricata, como muitos gostam de acreditar. Ele é um reflexo ampliado de práticas que ainda persistem. A autoridade construída a partir do medo pode até gerar eficiência no curto prazo, mas cobra um preço silencioso: o esvaziamento do potencial humano. Ambientes em que errar não é permitido deixam de ser espaços de aprendizado. Tornam-se territórios de autopreservação.
Quando a autopreservação se torna a principal preocupação, a criatividade desaparece. A colaboração se fragiliza. As pessoas passam a operar no limite mínimo necessário para não se expor. O resultado pode até parecer funcional, mas está longe de ser sustentável.
A ideia de substituibilidade atravessa essa lógica de maneira constante. A noção de que há sempre alguém pronto para ocupar aquele lugar cria uma tensão permanente, que impede qualquer sensação real de segurança. Esse tipo de discurso não apenas desumaniza; também empobrece as relações de trabalho. Quando todos são potencialmente descartáveis, ninguém se compromete de verdade.
É curioso perceber como, mesmo diante de tantos avanços nas discussões sobre cultura organizacional, ainda existe resistência em abandonar esse modelo. Talvez porque ele funcione, ao menos na superfície. Entrega resultados, mantém estruturas, sustenta narrativas de sucesso. A questão que permanece é o custo dessa escolha.
O momento de ruptura na história de Andy não é impulsivo, como pode parecer à primeira vista. Ele é resultado de um acúmulo. Um limite que foi sendo testado até se tornar insustentável. Aqui há um ponto frequentemente negligenciado: sair também exige lucidez. Não se trata de desistência, mas de reposicionamento.
Existe uma tendência em valorizar apenas movimentos de permanência, como resistir, aguentar e persistir. Em alguns contextos, permanecer não é força, é desgaste. Reconhecer isso exige um tipo de maturidade que nem sempre se incentiva.
Ao escolher se afastar, Andy não está rejeitando o aprendizado ou a experiência adquirida. Ela está redefinindo o que considera aceitável. Retoma a autoria sobre sua trajetória, algo que, em ambientes muito rígidos, costuma ser diluído.
Talvez o ponto mais desconfortável de toda essa reflexão seja admitir que essas dinâmicas não estão restritas a grandes corporações ou indústrias específicas. Elas se manifestam em diferentes escalas, muitas vezes disfarçadas de oportunidade. Nem sempre são impostas; em alguns casos, são internalizadas.
Isso nos leva a uma pergunta inevitável: até que ponto estamos conscientes das escolhas que fazemos em nome do sucesso? Porque há uma linha tênue entre construir uma carreira e se perder dentro dela. E essa linha raramente é visível no início.
O que permanece, em suma, não é o cargo, o reconhecimento ou o prestígio momentâneo. O que permanece é a relação que conseguimos manter com quem nos tornamos ao longo do caminho. Isso não pode ser terceirizado, nem negociado indefinidamente. Talvez a verdadeira medida de sucesso não esteja na capacidade de suportar ambientes difíceis, mas na clareza de saber quando eles já não fazem sentido.
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Edna Vasselo Goldoni
https://www.institutoivg.com.br
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O Limite Nunca Foi Você: Como Crenças Limitantes Moldam Sua Identidade e Impedem o Seu Crescimento
Existem dores que não se manifestam de maneira explícita, que não deixam marcas visíveis na superfície, mas que silenciosamente estruturam a forma como uma pessoa se percebe e se posiciona no mundo. Dores construídas ao longo do tempo, muitas vezes iniciadas na infância, alimentadas por discursos recorrentes, por olhares de desaprovação, por comparações injustas e por uma comunicação falha, inadequada e, na maioria das vezes, inconsciente.
Não se trata, necessariamente, de intenções maliciosas, mas de um ciclo que se perpetua: pessoas limitadas emocionalmente tendem a comunicar limites, projetando nos outros suas próprias inseguranças, medos e crenças restritivas. E é nesse ambiente que muitos indivíduos começam a formar sua identidade, absorvendo, sem qualquer filtro crítico, mensagens que, mais tarde, se tornam verdades internas difíceis de questionar.
Ao longo da vida, essas mensagens vão sendo reforçadas por experiências que parecem validá-las. A pessoa passa a interpretar uma tentativa frustrada como prova de incapacidade; um erro pontual se transforma em evidência de incompetência; uma crítica isolada ganha o peso de uma definição permanente.
Gradualmente, constrói-se um sistema interno de crenças que não apenas limita o comportamento, mas também condiciona a percepção de possibilidades. A pessoa deixa de tentar não porque não pode, mas porque acredita que não deve. E esse é o ponto mais sensível dessa dinâmica: o limite deixa de ser externo e passa a ser internalizado, operando de forma automática, silenciosa e extremamente eficaz.
Essa é uma das formas mais sofisticadas de aprisionamento, porque não se apresenta como prisão. Pelo contrário, muitas vezes é confundida com prudência, maturidade ou até mesmo humildade. O indivíduo passa a justificar sua estagnação com argumentos aparentemente racionais, quando, na verdade, está apenas obedecendo a um condicionamento profundamente enraizado.
A ausência de questionamento fortalece esse ciclo, criando uma zona de conforto que, embora pareça segura, é, na essência, limitante e incompatível com qualquer proposta de crescimento real.
No entanto, em algum momento, para aqueles que estão minimamente atentos à própria existência, surge uma inquietação difícil de ignorar. Uma sensação de desalinhamento, como se a vida estivesse aquém do que poderia ser. Não é necessariamente uma insatisfação explícita, mas um incômodo sutil, uma percepção de que há algo além, algo que ainda não foi acessado.
Esse é um ponto crucial, pois representa o início do despertar da consciência. E é a partir dessa consciência que se torna possível iniciar um processo genuíno de transformação.
Compreender que muitas das limitações percebidas não são intrínsecas, mas aprendidas, é um passo fundamental. Isso exige uma postura ativa diante da própria história, uma disposição para revisitar experiências, reinterpretar acontecimentos e, principalmente, questionar crenças que foram aceitas sem análise.
Esse processo não é simples, tampouco confortável, pois envolve desconstruir estruturas que, por muito tempo, serviram como referência. No entanto, é exatamente nesse movimento que reside a possibilidade de libertação.
A reprogramação mental, quando tratada com a seriedade que exige, não pode ser reduzida a práticas superficiais ou a discursos motivacionais vazios. Trata-se de um trabalho consistente, que demanda disciplina, intencionalidade e comprometimento.
É necessário compreender que a mente opera por padrões e que esses padrões foram construídos ao longo do tempo por meio de repetição e reforço. Isso significa que, da mesma forma que crenças limitantes foram instaladas, elas podem ser substituídas por crenças fortalecedoras, desde que haja um esforço consciente e contínuo nessa direção.
Esse esforço passa, inevitavelmente, pela curadoria de tudo aquilo que influencia o pensamento. Ambientes, conversas, conteúdos e relações precisam ser analisados com critério, pois são fontes constantes de programação mental. Permanecer exposto aos mesmos estímulos que contribuíram para a construção de crenças limitantes torna o processo de mudança inconsistente e frágil.
Por outro lado, buscar referências que expandam a visão de mundo, que desafiem o pensamento automático e que incentivem o desenvolvimento de novas perspectivas fortalece significativamente a construção de uma nova identidade.
Entretanto, é fundamental compreender que a mudança não ocorre apenas no campo teórico. A transformação real exige ação. A mente precisa de evidências para consolidar novas crenças, e essas evidências são construídas por meio de experiências práticas.
Cada atitude que contraria uma limitação antiga, cada decisão tomada com base em uma nova perspectiva, cada pequeno avanço conquistado contribui para enfraquecer padrões antigos e fortalecer uma nova forma de pensar e agir. É nesse processo que a autoconfiança deixa de ser um conceito abstrato e passa a ser uma construção concreta, sustentada por resultados progressivos.
À medida que esse movimento se consolida, a percepção de si mesmo começa a se transformar de maneira significativa. Aquilo que antes parecia distante ou inalcançável passa a ser, então, visto como possível. Ela deixa de interpretar desafios como ameaças e começa a compreendê-los como oportunidades de crescimento. O medo, embora ainda presente, deixa de ser um fator paralisante e passa a ser administrado com mais maturidade emocional. E, gradualmente, a pessoa começa a ocupar espaços que antes sequer considerava.
É importante ressaltar que esse processo não elimina as dificuldades. Crescer implica, inevitavelmente, enfrentar desconfortos, lidar com incertezas e, muitas vezes, caminhar sem a validação imediata do ambiente.
No entanto, há uma diferença significativa na forma como o indivíduo encara esses desafios. Quando ele alinha sua identidade ao crescimento, deixa de evitar o desconforto e passa a compreendê-lo como parte do processo. Essa mudança de perspectiva é determinante para a construção de resultados consistentes e sustentáveis ao longo do tempo.
Pessoas que alcançam níveis elevados de realização não são, necessariamente, aquelas que possuem condições excepcionais, mas sim aquelas que desenvolveram a capacidade de questionar os limites impostos a elas.
São indivíduos que compreenderam que não precisam aceitar como definitivas as crenças que receberam, e que assumiram a responsabilidade de construir uma mentalidade compatível com seus objetivos. Essa responsabilidade, longe de ser um peso, é uma fonte de poder, pois devolve ao indivíduo o controle sobre sua própria trajetória.
Assumir esse controle exige decisões claras e, muitas vezes, difíceis. Exige abrir mão de justificativas confortáveis, abandonar narrativas que reforçam a estagnação e adotar uma postura mais ativa diante da própria vida. Exige, sobretudo, um compromisso genuíno com o próprio desenvolvimento, que se manifesta não apenas em intenções, mas em atitudes consistentes. É nesse ponto que a transformação deixa de ser um desejo e passa a ser um projeto estruturado.
Ao longo desse caminho, torna-se cada vez mais evidente que o maior obstáculo nunca foi a falta de capacidade, mas a falta de crença na própria capacidade. E essa constatação, embora simples, tem um impacto profundo. Ela redefine completamente a forma como o indivíduo se relaciona com seus objetivos, seus desafios e suas possibilidades. Quando a crença muda, o comportamento acompanha. Quando o comportamento muda, os resultados se transformam. E, a partir daí, a própria realidade começa a ser reconfigurada.
No entanto, essa mudança não acontece de forma automática.
Ela exige vigilância constante sobre os próprios pensamentos, disposição para aprender continuamente e coragem para agir mesmo diante de dúvidas e inseguranças. Não se trata de eliminar o medo, mas de desenvolver a capacidade de avançar apesar dele. Não se trata de esperar o momento ideal, mas de compreender que construímos o progresso a partir das decisões que tomamos no presente, com os recursos disponíveis.
Ao final desse processo, o que se revela não é uma versão completamente nova de quem você é, mas, na verdade, uma versão mais autêntica, menos condicionada e mais alinhada com o seu potencial real. É o resgate de uma essência que, em algum momento, as crenças limitantes obscureceram, mas que nunca deixou de existir. E é nesse reencontro que se encontra a verdadeira expansão.
Porque, quando você compreende, de forma profunda e inegociável, que grande parte dos seus limites não nasceu com você, mas se formou ao longo da vida, abre-se um espaço real para a transformação. Um espaço em que você pode explorar novas possibilidades, escrever novas histórias e transformar o protagonismo, antes uma ideia distante, em uma prática cotidiana.
E é nesse ponto que toda essa reflexão converge para uma verdade incontornável: durante muito tempo, você pode ter acreditado que não era capaz, pode ter se adaptado a uma versão reduzida de si mesmo e pode ter evitado caminhos que, hoje, percebe que poderia ter trilhado. No entanto, a partir do momento em que você estabelece a consciência e toma a decisão, essa realidade deixa de ser definitiva.
Porque, no fim, nunca foi sobre a sua limitação.
Sempre foi sobre aquilo que te ensinaram a acreditar.
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Um forte abraço!
Rui Mesquita
http://www.ruimesquita.com.br
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Reforma Tributária: Os Novos Regulamentos do IBS e da CBS e os Impactos Práticos para as Empresas
A Reforma Tributária do Consumo está batendo na porta!
A Lei Complementar nº 214/2025 regulamentou a Reforma Tributária do Consumo, instituindo o IVA Dual no Brasil. São eles: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS). Referidos tributos irão substituir as contribuições para a seguridade social PIS e Cofins, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Imposto sobre Serviços (ISS) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Para sua implementação, haverá uma transição tributária que teve início em 2026 e irá até 2033. O mais importante é que os tributos serão não cumulativos e incidirão sobre operações com bens materiais ou imateriais. Isso significa que se trata de uma base de incidência ampla. Além disso, haverá uma única alíquota, salvo exceções. O cálculo será realizado por fora. Também não haverá incidência dos tributos atuais na base de cálculo dos novos tributos.
Já o Imposto Seletivo (IS) terá uma função extrafiscal, podendo incidir sobre a produção, comercialização ou importação de bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. A estimativa é de que a alíquota da CBS será de 9,3% e a do IBS, de 18,7%, que, somadas, seriam 28%, mas ainda aguardamos regulamentação.
Em 29 de abril de 2026, foi publicado o Decreto nº 12.955/2026, que regulamenta a CBS. Em 30 de abril de 2026, foram publicadas a Resolução CGIBS nº 6/2026, que regulamenta o IBS, e a Portaria Conjunta MF/CGIBS nº 7/2026, com disposições comuns ao Livro I de cada regulamento.
Esses normativos detalham regras operacionais essenciais do novo sistema, por exemplo: definição de operações e fornecimentos, fato gerador, base de cálculo, regime de créditos, regimes diferenciados, obrigações acessórias, regimes aduaneiros, harmonização entre IBS e CBS, além de regras de transição e disposições finais.
Com a publicação das disposições comuns, passa a correr o prazo previsto no art. 3º do Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025.
Esse dispositivo mantém suspensas, até o primeiro dia do quarto mês subsequente à publicação, as penalidades por ausência, erro ou preenchimento incompleto dos campos de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos, que estão atualmente em fase de teste.
Na prática, como a publicação ocorreu em 29 e 30 de abril de 2026, a exigência efetiva começa em 1º de agosto de 2026. A partir dessa data, inconsistências em NF-e, NFC-e, CT-e, NFS-e e outros documentos passam então a sujeitar o contribuinte a penalidades.
Outro ponto relevante é o mecanismo de autorregularização previsto na própria Lei Complementar nº 214/2025. A norma esclarece que, em caso de autuação por descumprimento de obrigação acessória relacionada ao IBS ou à CBS, o contribuinte deverá ser, previamente, intimado. A partir dessa intimação, terá 60 dias para corrigir a irregularidade, evitando assim penalidades.
É importante que a sua empresa esteja preparada para as mudanças! Não perca tempo e consulte um profissional para apoiá-la.
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Desejo a você muito sucesso e até o próximo encontro!
Maria Pereira Martins de Carvalho
https://www.pnst.com.br/profile/maria-pereira-martins-de-carvalho
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Palavras-chave: ibs e cbs, ibs e cbs 2026, reforma tributária, reforma tributária do consumo, regulamentos do ibs e da cbs, ibs e cbs imposto, impostos ibs e cbs, ibs e cbs quando começa, obrigações acessórias, documentos fiscais, impactos práticos para as empresas, emissão de documentos fiscais, adaptação das empresas à reforma tributária, penalidades por ausência erro ou preenchimento incompleto, autuação por descumprimento de obrigação acessória
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Síndrome do Primeiro Emprego: Quando a Insegurança Pesa Mais do que a Falta de Experiência
O primeiro emprego costuma ser um marco importante — é a porta de entrada no mundo profissional e o início de uma trajetória de remuneração e de aprendizado em temas que não são ensinados nas escolas e universidades. Conquistar o primeiro emprego é um dos momentos mais desafiadores da vida de qualquer jovem e pode ser marcado pela ansiedade, pela falta de experiência e pela pressão para corresponder às expectativas do mercado. Tudo isso pode se tornar uma barreira.
Neste momento, inicia-se a responsabilidade de verdade: cumprir horários, lidar com tarefas, responder a um chefe e trabalhar em equipe. Além disso, você passa a construir habilidades essenciais para qualquer área, como comunicação, organização e resolução de problemas.
Outro ponto importante é que o primeiro emprego raramente é o “emprego dos sonhos”. Trata-se de um período de descoberta que se inicia com estágios em que é possível entender melhor do que gosta, do que não gosta e em que tipo de ambiente se sente mais confortável. Muitas pessoas, inclusive, mudam de caminho depois dessa primeira experiência.
Hoje, existe um erro comum e silencioso que pode acabar com as chances antes mesmo de você chegar à entrevista: trata-se da falta de preparo comportamental.
Quando pensamos em buscar o primeiro emprego, muitas vezes o foco está apenas no currículo. “Não tenho experiência” é uma frase que trava muitos jovens. Porém, o mercado sabe disso. O problema real é outro: candidatos que não demonstram iniciativa, comunicação ou interesse genuíno pela oportunidade.
Recrutadores estão cada vez mais focados nas chamadas soft skills. E é aqui que muitos jovens tropeçam: chegam inseguros, não conseguem se posicionar, estão preocupados em responder certo, mas não sabem se comportar e desconhecem a cultura da empresa ou, pior, não conhecem a história da empresa. Quem vai contratar alguém que não tem interesse pelo lugar em que vai estar?
Dentro desse contexto, existe algo conhecido como “síndrome do primeiro emprego”. Não é um diagnóstico formal, mas um termo usado para descrever sentimentos comuns nessa fase, como insegurança, medo de errar, sensação de não ser bom o suficiente ou de estar “perdido”. Isso acontece porque tudo é novo, e há uma pressão interna para dar conta de tudo perfeitamente logo no início. Saber que esses sentimentos são comuns já ajuda a lidar melhor com eles.
Atualmente, a forma como a Geração Z lida com o primeiro emprego também traz características interessantes. Em geral, são jovens que valorizam propósito, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, além de flexibilidade.
Ao mesmo tempo, tendem a ser mais conectados, a aprender rápido com tecnologia e a buscar crescimento acelerado. Por outro lado, essa geração também pode sentir mais ansiedade no início da carreira, justamente pela alta expectativa de evolução rápida e pela comparação constante nas redes sociais. A família pode ser de grande ajuda para a construção da confiança, da autoestima e da segurança. Colocar o jovem em situações de responsabilidade e decisão durante seu desenvolvimento e aprendizado pode ser essencial para este momento.
Nesse início de trajetória, algumas competências são especialmente valorizadas pelos empregadores.
Entre as principais, destaca-se a comunicação clara: saber se expressar bem, ouvir e interagir com colegas, incluindo habilidades comportamentais como empatia, responsabilidade, colaboração e resiliência, que são, hoje, mais valorizadas do que muitos certificados. Isso não significa que você possa ignorar a formação técnica, mas sim que quem você é e como se comporta podem superar a teoria, principalmente no início da carreira.
Um estagiário ou aprendiz que se comunica bem, escuta com atenção, busca soluções, pede feedback e demonstra vontade de aprender tem muito mais chances de ser, efetivamente, contratado. Outros pontos desejados por quem contrata iniciantes são:
- Responsabilidade e pontualidade: cumprir horários, prazos e compromissos;
- Proatividade: demonstrar iniciativa e vontade de aprender;
- Trabalho em equipe: colaborar, respeitar opiniões e contribuir com o grupo;
- Adaptabilidade: lidar bem com mudanças e aprender coisas novas rapidamente;
- Organização: gerenciar tarefas e manter um bom ritmo de trabalho;
- Inteligência emocional: saber lidar com críticas, frustrações e pressão;
- Conhecimentos básicos digitais: especialmente importantes na realidade atual.
Por isso, preparar-se é muito importante. A preparação não é somente técnica; inclui autoconhecimento e preparo emocional. Vale investir em buscar conhecimentos básicos da área em que você quer entrar, treinar habilidades como comunicação e organização, entender como funciona o ambiente de trabalho, trabalhar a autoconfiança e aceitar que erros fazem parte do aprendizado.
Para isso, busque conversar com quem já está lá, com quem passou pelo processo recentemente e com profissionais mais experientes. Aqui, a informação faz o papel da experiência, que não existe. Quanto mais preparado você estiver, mais segurança vai sentir — e isso faz toda a diferença.
No geral, o mais importante no primeiro emprego não é acertar tudo, mas aprender o máximo possível.
Com o tempo, a experiência vem, a confiança cresce e tudo começa a fazer mais sentido. Empresas sabem que você está aprendendo, no entanto, esperam que você tenha atitude proativa, curiosidade, pontualidade, interesse, assuma responsabilidades simples com seriedade e mostre que está disposto a crescer. Essas atitudes tornam-se um diferencial entre quem “só está ali por estar” e quem quer de verdade construir uma carreira.
Sendo assim, invista em autoconhecimento, busque capacitação, participe do máximo de seleções, programas de trainee e eventos das áreas de interesse. Você pode participar de cursos online, voluntariados, projetos escolares ou até criar seus próprios desafios, como montar uma apresentação ou liderar um pequeno grupo. O importante é praticar e se autoavaliar. Enfim, seja curioso e seja visto.
Em uma primeira experiência, não é necessário saber tudo, mas é preciso estar disposto a aprender com humildade e dedicação. É importante ter comprometimento, ter curiosidade, bom relacionamento, saber respeitar as regras e a hierarquia.
Evitar o erro de negligenciar as soft skills e o preparo comportamental é o primeiro passo para transformar sua vida profissional. O primeiro emprego pode ser o início de uma carreira de sucesso — se você levar a sério sua atitude desde o primeiro contato com o mercado.
O diploma ainda tem valor, mas, cada vez mais, as corporações estão buscando candidatos que saibam trabalhar em equipe, lidar com pressão e resolver problemas. Soft skills fazem a diferença desde a entrevista até o dia a dia no trabalho.
Capacitação, atitude e comunicação não dependem de experiência: dependem de você. E o melhor momento para começar a trabalhar nisso é agora.
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Quer saber mais sobre como vencer a insegurança no primeiro emprego e transformar falta de experiência em preparo, atitude e confiança? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.
Mônica Barg
https://www.monicabarg.com.br
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Cultura de Inovação: Como Líderes Criam (ou destroem) Ambientes Criativos (parte III)
Dando continuidade à parte II deste artigo, agora vamos abordar as práticas que cultivam a inovação e como a criatividade funciona no nível neurobiológico.
4. AS PRÁTICAS QUE CULTIVAM INOVAÇÃO
A seção anterior mapeou os comportamentos que destroem ambientes criativos. Esta, deliberadamente, não é sua antítese simétrica — uma lista de “faça o oposto”. Construir uma cultura de inovação é um trabalho de arquitetura mais sutil, que exige que o líder compreenda os mecanismos psicológicos subjacentes ao ato criativo. Três pilares concentram o que a pesquisa mais robusta disponível identificou como condições fundamentais para que a inovação floresça nas organizações: segurança psicológica, autonomia e diversidade cognitiva.
SEGURANÇA PSICOLÓGICA: O SOLO FÉRTIL DE TODA INOVAÇÃO
O conceito de segurança psicológica foi sistematizado pela professora Amy Edmondson, da Harvard Business School. Ele é definido como a crença compartilhada pelos membros de uma equipe de que o ambiente é seguro para a tomada de riscos interpessoais. Isso inclui discordar, questionar, admitir erros e propor ideias não convencionais sem medo de punição ou ridicularização (EDMONDSON, 1999). Décadas de pesquisa subsequentes consolidaram esse construto como o principal preditor do comportamento criativo e inovador em equipes.
A prova mais amplamente citada veio de dentro de uma das empresas mais inovadoras do mundo. O Projeto Aristóteles do Google foi conduzido pela pesquisadora Julia Rozovsky a partir de 2013. Ele demonstrou que mesmo os colaboradores altamente qualificados da empresa precisavam de um ambiente de trabalho psicologicamente seguro. Só assim poderiam contribuir com os talentos que tinham a oferecer. O projeto analisou centenas de equipes internas. E concluiu que a segurança psicológica era o fator mais determinante do desempenho coletivo — acima da composição do time, da experiência individual ou dos recursos disponíveis.
O que torna a segurança psicológica tão central para a inovação não é a ausência de tensão ou discordância — é justamente o oposto.
Uma equipe com alta segurança psicológica não é aquela caracterizada por um afeto positivo inabalável ou por uma permissividade descuidada, mas sim aquela em que os membros confiam que a equipe não irá envergonhar, rejeitar ou punir alguém por falar. É nesse clima de confiança e respeito mútuo que ideias genuinamente novas emergem — porque o custo percebido de errar deixou de ser insuportável.
Para os líderes, a implicação prática é direta. As ações do líder — incluindo ser acessível, convidar contribuições e modelar abertura — promovem a segurança psicológica da equipe. Edmondson sintetizou três comportamentos centrais nessa construção: enquadrar o trabalho como um problema de aprendizagem, não de execução; reconhecer publicamente a própria falibilidade; e modelar a curiosidade genuína por meio de perguntas — não de respostas. São atitudes que parecem simples, mas que exigem uma ruptura profunda com o modelo de liderança baseado na autoridade da resposta certa.
AUTONOMIA: A CONDIÇÃO MOTIVACIONAL DA CRIATIVIDADE
A autonomia é o segundo pilar — e talvez o mais subvalorizado nas organizações que dizem querer inovar. Teresa Amabile, também de Harvard, dedicou mais de quatro décadas investigando os mecanismos psicológicos da criatividade organizacional. Ela identificou a motivação intrínseca como sua força propulsora central. Quando as pessoas trabalham sob motivadores extrínsecos — avaliação constante, recompensas condicionadas, competição ou excesso de controle sobre como fazer o trabalho —, sua motivação intrínseca então diminui e, com ela, a probabilidade de produzir trabalho criativo.
O elo entre autonomia e criatividade é mediado por um mecanismo cognitivo específico. Pesquisadores identificaram que a autonomia estimula a flexibilidade cognitiva — a disposição para desenvolver novos pontos de vista, construir associações incomuns e romper com padrões estabelecidos de pensamento. É exatamente essa flexibilidade que está no coração do processo criativo (AMABILE, 1996). Quando o líder controla não apenas o que deve ser entregue, mas “o como” em cada detalhe, suprime precisamente a abertura mental de que a inovação precisa para acontecer.
A autonomia, porém, não significa ausência de estrutura. O que a pesquisa sugere é uma distinção crítica que muitos líderes não fazem: a diferença entre autonomia sobre objetivos — que deve ser negociada e alinhada — e autonomia sobre meios — que deve ser amplamente concedida. Líderes inovadores definem com clareza o destino, mas confiam às equipes a escolha do caminho.
DIVERSIDADE COGNITIVA: O COMBUSTÍVEL DAS IDEIAS NÃO ÓBVIAS
O terceiro pilar é a diversidade cognitiva — que vai além da diversidade demográfica e se refere à presença de diferentes estilos de pensamento, perspectivas, formações e modelos mentais dentro de uma mesma equipe. A inovação mais disruptiva raramente emerge de mentes homogêneas trabalhando em perfeita concordância. Ela nasce da colisão produtiva entre formas distintas de ver o mesmo problema.
A perspectiva do “valor na diversidade” postula que a diversidade cognitiva pode estimular a criatividade da equipe. Isso porque a exposição a perspectivas diferentes ou divergentes pode motivar os membros a gerar ideias mais inovadoras. As teorias de informação e tomada de decisão sugerem que a diversidade cognitiva traz uma ampla gama de conhecimentos, habilidades e ideias distintas e não redundantes para o grupo.
Há, no entanto, uma condição que a pesquisa estabelece com clareza: a diversidade cognitiva só produz seu potencial criativo quando combinada com segurança psicológica. Pesquisas mostram que a segurança psicológica modera a relação entre diversidade de equipe e inovação. Com isso, torna-se mais fácil para as equipes aproveitarem os benefícios da diversidade por meio de conversas mais abertas e interações mais respeitosas e engajadas. Em outras palavras: uma equipe diversa em ambiente de baixa segurança psicológica tende a produzir menos inovação do que uma equipe menos diversa em ambiente de alta segurança. A diversidade sem segurança é potencial desperdiçado.
OS TRÊS PILARES COMO SISTEMA
O que a pesquisa revela, ao final, é que segurança psicológica, autonomia e diversidade cognitiva não funcionam de forma independente — eles operam como um sistema interdependente. A segurança psicológica cria o clima em que a autonomia pode ser exercida sem medo. A autonomia libera a motivação intrínseca que alimenta o processo criativo. E a diversidade cognitiva, nesse ambiente seguro e autônomo, multiplica as possibilidades de conexões não óbvias que dão origem a inovações reais.
A responsabilidade de construir esse sistema recai fundamentalmente sobre a liderança. Não como uma iniciativa de RH ou um programa de treinamento pontual. Mas como uma escolha cotidiana sobre como se comunicar, como reagir ao erro, quem se convida para a conversa e quanto espaço se abre para o inesperado.
5. NEUROCIÊNCIA DA CRIATIVIDADE
Compreender como a criatividade funciona no nível neurobiológico não é um exercício acadêmico desconectado da prática organizacional. É, ao contrário, uma das ferramentas mais poderosas que um líder pode ter. Isso porque revela, com precisão científica, por que determinados ambientes geram inovação. Também mostra por que outros a sufocam de forma sistemática e praticamente inevitável.
O CÉREBRO CRIATIVO: DOIS SISTEMAS EM DIÁLOGO
Durante décadas, a criatividade foi associada ao hemisfério direito do cérebro — uma simplificação que a neurociência contemporânea refutou com robustez. A pesquisa de imagem cerebral funcional (fMRI) das últimas duas décadas revelou um quadro muito mais sofisticado: a criatividade não reside em uma área específica do cérebro, mas emerge da interação dinâmica entre grandes redes neurais que normalmente operam em tensão mútua.
O primeiro desses sistemas é a Rede de Modo Padrão (Default Mode Network — DMN), que se ativa justamente quando a mente não está focada em tarefas externas — durante o devaneio, a introspecção e o pensamento espontâneo. É nela que residem os processos de imaginação, memória autobiográfica e geração de associações inusitadas entre conceitos distantes. A Rede de Modo Padrão é um sistema de regiões cerebrais interconectadas que, quando operam em conjunto, sustentam a criatividade e a autorreflexão. Ela é ativada quando a mente vaga livremente, conectando experiências passadas com possibilidades futuras.
O segundo sistema é a Rede de Controle Executivo (Executive Control Network — ECN), sediada no córtex pré-frontal dorsolateral, responsável pelo pensamento analítico, avaliação crítica, foco e tomada de decisão racional. Historicamente, acreditava-se que esses dois sistemas operavam de forma mutuamente exclusiva — quanto mais ativo um, menos ativo o outro.
O que as pesquisas mais recentes revelaram, porém, foi surpreendente:
Durante tarefas de pensamento divergente — aquele que gera múltiplas soluções originais para um mesmo problema —, estudos de neuroimagem identificaram uma rede distribuída que inclui regiões centrais tanto da rede padrão quanto da rede executiva, sugerindo que a produção criativa de ideias requer a cooperação entre esses dois sistemas, e não sua ativação isolada. Em outras palavras, a criatividade não é nem pura imaginação descontrolada, nem puro raciocínio lógico — é a dança produtiva entre os dois.
A capacidade de gerar ideias criativas caracteriza-se pelo aumento da conectividade funcional entre o córtex pré-frontal inferior e a Rede de Modo Padrão, apontando para uma maior cooperação entre regiões cerebrais associadas ao controle cognitivo e aos processos imaginativos espontâneos. Pessoas com maior capacidade criativa apresentam, em repouso, uma conectividade intrínseca mais forte entre essas redes — o que sugere que a criatividade é, em parte, uma disposição neurológica que pode ser cultivada pelo ambiente (BEATY et al., 2014; 2015).
O QUE O MEDO FAZ AO CÉREBRO CRIATIVO
É aqui que a neurociência encontra diretamente a gestão organizacional. A questão não é apenas filosófica ou motivacional: ambientes de medo e ameaça produzem consequências neurobiológicas concretas e mensuráveis que inviabilizam a criatividade.
Quando um colaborador percebe ameaça — seja a crítica pública de um líder, a punição velada ao erro ou a insegurança sobre sua posição na organização — o cérebro aciona assim a resposta de estresse via sistema límbico, com a amígdala no centro da reação. Esse processo desencadeia a liberação de cortisol e noradrenalina, hormônios do estresse que têm um alvo neurológico muito específico: o córtex pré-frontal é a região cerebral mais evoluída e responsável pelas nossas capacidades cognitivas mais elevadas — mas é também a mais sensível aos efeitos deletérios do estresse. Mesmo um estresse agudo moderado e incontrolável pode causar uma perda rápida e dramática das capacidades cognitivas pré-frontais (ARNSTEN, 2009).
As consequências práticas são imediatas: os níveis elevados de noradrenalina e cortisol resultantes do estresse agudo podem comprometer a função do córtex pré-frontal, levando à diminuição da criatividade. Líderes sob estresse tornam-se menos capazes de desenvolver estratégias novas, diferentes e potencialmente mais eficazes.
O mecanismo é direto: sob ameaça, o córtex pré-frontal — sede do pensamento criativo, da flexibilidade cognitiva e da geração de ideias originais — é literalmente desativado em favor de respostas automáticas de sobrevivência. O cérebro, em modo de defesa, não tem condições neurológicas de inovar. Não é falta de talento, não é falta de vontade — é biologia.
Isso significa que um líder que cria um ambiente de medo, mesmo que involuntariamente, não está apenas desmotivando sua equipe em sentido abstrato. Está, na prática, desligando os circuitos neurais responsáveis pela criatividade de cada pessoa ao seu redor. A destruição da inovação, nesse sentido, ocorre literalmente dentro do cérebro dos colaboradores.
O QUE O AMBIENTE SEGURO FAZ AO CÉREBRO
A relação inversa é igualmente poderosa. Quando um colaborador se sente seguro, valorizado e autônomo, o sistema nervoso opera no modo de exploração — não no modo de defesa. A amígdala reduz sua ativação; o córtex pré-frontal retoma seu pleno funcionamento; e a Rede de Modo Padrão fica livre para gerar as associações espontâneas e inesperadas que alimentam a criatividade genuína.
A segurança psicológica está diretamente vinculada aos sistemas de detecção de ameaças do cérebro. Quando ela está ausente, prejudica a função pré-frontal, a confiança e o pensamento imaginativo. Quando presente, promove aprendizagem e inovação.
Há ainda um segundo mecanismo relevante: a relação entre foco, fluxo e criatividade. Pesquisas sobre o estado de flow — aquela experiência de imersão total e sem esforço (effortless) em uma tarefa desafiadora, descrita por Mihaly Csikszentmihalyi — revelam que ele é acompanhado por uma ativação simultânea das redes padrão e executiva: exatamente a configuração neural associada à criatividade de alto nível. Durante a geração criativa de ideias, estudos identificaram maior conectividade funcional entre regiões da rede padrão e da rede executiva, sugerindo que o pensamento criativo requer tanto a imaginação espontânea da DMN quanto a seleção e avaliação focadas da rede executiva, trabalhando em conjunto (BEATY et al., 2015).
O flow não acontece sob pressão excessiva nem sob tédio — ele emerge precisamente no equilíbrio entre desafio e capacidade. Líderes que calibram bem esse equilíbrio — oferecendo tarefas desafiadoras, mas alcançáveis, com autonomia suficiente para exploração — estão, neurologicamente, criando as condições para que o estado criativo de maior produtividade se instale.
DA NEUROCIÊNCIA À LIDERANÇA: O QUE ISSO MUDA
O que a neurociência oferece ao líder não é apenas mais uma metáfora sobre criatividade. É uma compreensão mecanística de por que certas práticas funcionam e por que outras falham — com uma clareza que nenhum modelo gerencial isolado consegue oferecer.
Criar um ambiente de segurança psicológica não é gentileza corporativa. É uma condição neurológica para que o córtex pré-frontal dos colaboradores funcione em seu potencial pleno. Dar autonomia não é abrir mão do controle — é remover a ativação de ameaça que desliga os circuitos criativos. Calibrar o desafio adequadamente não é gerenciar expectativas — é criar as condições para o estado de flow em que a criatividade atinge seu pico.
Com esse entendimento, a pergunta muda de “como convencer minha equipe a inovar?” para “qual é o ambiente neurológico que estou criando com meus comportamentos cotidianos?”. É essa pergunta que separa os líderes que falam sobre inovação dos que efetivamente a constroem.
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Quer saber mais sobre como construir uma verdadeira cultura de inovação nas empresas e evitar que líderes destruam ambientes criativos? Então, continue lendo este artigo na próxima edição.
Até a próxima edição!
Um abraço.
Marcelo Farhat
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Confira também: Cultura de Inovação: Como Líderes Criam (ou destroem) Ambientes Criativos (parte II)
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Participe da Conversa
“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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