Quando a Cultura Adoece, a Saúde Mental Pede Socorro
Por Que Ampliar a Consciência é o Próximo Passo das Organizações
Vivemos um tempo em que a saúde mental ocupa lugar de destaque nas organizações. Nunca se falou tanto sobre burnout, ansiedade, riscos psicossociais, segurança psicológica ou bem-estar. A atualização da NR-1 reforça esse movimento ao reconhecer que os fatores psicossociais passaram a integrar a gestão dos riscos ocupacionais. Trata-se de um avanço importante, que amplia a responsabilidade das organizações na construção de ambientes emocionalmente saudáveis.
Ainda assim, uma pergunta continua me acompanhando.
Será que estamos olhando para a origem do problema ou apenas para suas manifestações?
Durante muito tempo, acreditei que as empresas adoeciam pelas pressões do mercado.
Hoje penso diferente.
O mercado apenas evidencia aquilo que já existia. Uma organização não perde sua saúde mental quando chega uma crise. Ela revela, na crise, o nível de consciência que construiu antes dela.
Essa percepção mudou profundamente a forma como passei a compreender a cultura organizacional.
Ao longo de mais de vinte e cinco anos acompanhando líderes, equipes e culturas organizacionais, percebi que o sofrimento raramente surge de forma repentina. Ele vai sendo tecido nas pequenas experiências do cotidiano: na maneira como uma liderança reage a um erro; na reunião em que alguém deixa de compartilhar uma ideia por receio do julgamento; na conversa que nunca acontece; na escuta interrompida; na decisão que privilegia o resultado imediato e adia, mais uma vez, aquilo que sustenta a qualidade das relações.
Essas experiências dificilmente aparecem nos relatórios da organização. Não ocupam espaço nos indicadores financeiros nem são facilmente traduzidas em gráficos. Ainda assim, imprimem marcas na forma como as pessoas vivem o trabalho e influenciam diretamente sua capacidade de inovar, cooperar, aprender e preservar sua saúde emocional.
Foi justamente essa percepção que me levou a compreender a cultura organizacional por uma perspectiva diferente.
A cultura é o que acontece entre as pessoas. Ela nasce no espaço invisível das relações e ganha forma a cada interação. Antes de influenciar resultados, influencia percepções. Antes de determinar comportamentos, determina o significado que as pessoas atribuem às suas experiências. É nesse território que a consciência se expande ou se retrai. E é justamente ali que a saúde mental começa a ser construída.
Por isso, quando uma organização apresenta sinais de adoecimento, costumo fazer uma pergunta que antecede qualquer leitura cultural ou plano de ação:
Que nível de consciência sustenta essa cultura?
Não utilizo a palavra consciência em um sentido abstrato. Refiro-me à capacidade humana de perceber: perceber o impacto das próprias escolhas; perceber aquilo que uma reunião produz para além das decisões registradas em ata; perceber que uma conversa interrompida, um comentário irônico ou uma atitude recorrente também educam uma cultura; e perceber que toda interação deixa uma marca no ambiente coletivo.
Toda cultura ensina, mesmo quando ninguém percebe que está ensinando.
Essa capacidade de perceber é, talvez, uma das competências mais relevantes da liderança contemporânea.
Durante muito tempo, acreditou-se que desenvolver líderes significava capacitá-los para tomar decisões rápidas, administrar conflitos e alcançar metas cada vez mais desafiadoras. Esse olhar continua relevante. Entretanto, torna-se insuficiente quando o próprio líder perde a capacidade de perceber o impacto humano de sua presença.
Nenhuma ferramenta substitui uma liderança consciente. Nenhum processo compensa relações fragilizadas. Nenhum programa de bem-estar produz resultados consistentes quando a experiência cotidiana continua gerando medo, distanciamento e perda do sentimento de pertencimento.
Existe um limite quase imperceptível entre adaptar-se e desconectar-se de si mesmo.
A adaptação é uma habilidade humana extraordinária. É ela que nos permite aprender, evoluir e responder às mudanças.
A desconexão, por sua vez, cobra um preço elevado. Ela começa quando alguém aprende a aquietar aquilo que sente para continuar pertencendo; quando dúvidas deixam de ser compartilhadas para preservar uma imagem de competência; quando a criatividade cede espaço ao receio permanente de errar; quando a pessoa permanece fisicamente presente, mas já não consegue reconhecer, com clareza, quais escolhas refletem seus valores e quais nasceram apenas da necessidade de sobreviver ao ambiente.
Esse movimento raramente é percebido pelos indicadores. Ele se revela na qualidade da confiança, na disposição para colaborar, na coragem de discordar, na curiosidade para aprender, bem como na abertura para assumir responsabilidades.
É justamente nesse território que a segurança psicológica deixa de ser um conceito e passa então a representar uma experiência vivida.
Ela nasce da coerência, da qualidade da escuta, da maturidade das relações, da capacidade de uma liderança acolher perguntas sem interpretar questionamentos como ameaça, bem como da possibilidade de transformar erros em aprendizagem e diferenças em fonte de crescimento coletivo.
Essas condições não surgem por acaso. Elas revelam o grau de consciência presente na cultura organizacional.
Em meu livro Alma de Líder: O Despertar da Consciência para uma Liderança com Propósito, escrevi:
“A maior jornada é explorar a própria consciência. É ali que repousam os medos, os desejos e tudo o que ainda não foi dito. É também ali que pulsa o potencial de criar, transformar e deixar marcas no mundo.” (MAZIERO, 2025).
Essa reflexão nasceu olhando para o indivíduo. Hoje compreendo que ela também se aplica às organizações.
Empresas, assim como pessoas, carregam crenças, padrões, medos e potenciais. Desenvolvem mecanismos de proteção, repetem comportamentos e, muitas vezes, deixam de perceber aquilo que mais influencia seus resultados: a experiência humana vivida diariamente.
Foi dessa compreensão que nasceu o Reconexão Essencial®.
Mais do que uma metodologia de desenvolvimento, trata-se de uma abordagem de inteligência cultural criada para ampliar a consciência das organizações sobre si mesmas.
Seu propósito não é oferecer respostas prontas, mas favorecer uma leitura profunda da cultura, tornando perceptíveis padrões que, por terem sido naturalizados ao longo do tempo, deixaram de ser questionados.
O Reconexão Essencial® parte do entendimento de que toda cultura é sustentada por três dimensões inseparáveis: o indivíduo, as relações e o ambiente coletivo que emerge dessas interações. Quando uma dessas dimensões perde coerência, todo o sistema passa então a sentir seus efeitos.
A metodologia integra um eixo experiencial, que revela como as pessoas vivem a cultura, e um eixo evolutivo, que evidencia a capacidade da organização de aprender, amadurecer e transformar consciência em práticas coerentes. Essa leitura permite compreender não apenas o que acontece na organização, mas também por que determinados padrões continuam se repetindo, mesmo depois de sucessivos programas de desenvolvimento.
Quando ampliamos a consciência, ampliamos também a capacidade de escolha.
A organização passa a reconhecer aquilo que fortalece sua cultura e aquilo que, lentamente, compromete a vitalidade das relações. A liderança deixa de atuar apenas sobre comportamentos e passa a compreender os padrões que dão origem a eles. As equipes desenvolvem maior clareza sobre a forma como constroem confiança, pertencimento e responsabilidade compartilhada. A cultura deixa de ser um conceito abstrato para tornar-se uma experiência consciente.
Acredito que o futuro das organizações dependerá menos da quantidade de ferramentas disponíveis e muito mais da qualidade da consciência presente em suas decisões. A inteligência artificial continuará ampliando nossa capacidade de produzir, novas tecnologias continuarão transformando modelos de negócio e os indicadores serão cada vez mais sofisticados. Entretanto, nenhuma inovação substituirá aquilo que sustenta toda experiência humana: a qualidade das relações.
Talvez o maior desafio das organizações contemporâneas não seja acelerar ainda mais, mas desenvolver a capacidade de perceber.
Isso começa por perceber a cultura antes que ela se torne um problema. Passa por perceber as relações antes que elas se desgastem. Perceber as pessoas antes que deixem de reconhecer a si mesmas. E, acima de tudo, perceber que saúde mental não é um programa, um benefício ou uma campanha. É a expressão mais visível da consciência com que uma organização escolhe existir.
Empresas emocionalmente saudáveis são consequência de culturas conscientes.
E toda cultura consciente começa quando ampliamos nossa capacidade de perceber quem somos, como nos relacionamos e qual realidade estamos, de fato, construindo uns com os outros, todos os dias.
Cristiane Maziero é fundadora da Allure Desenvolvimento Humano, autora de Alma de Líder e criadora da metodologia Reconexão Essencial®, dedicada ao desenvolvimento de culturas organizacionais, lideranças conscientes e ambientes emocionalmente saudáveis.
Conheça mais em https://alluredh.com.br.
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Até o próximo artigo.
Cristiane Maziero
Escritora do livro Alma de Líder: O Despertar da Consciência para uma Liderança com Propósito, consultora organizacional, mentora, terapeuta transpessoal e criadora da metodologia Reconexão Essencial, voltada à gestão da cultura organizacional e ao desenvolvimento de lideranças conscientes.
Instagram: @inspiradora_de_lideres
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Confira também: Quando as Pessoas Começam a Sobreviver Emocionalmente Dentro das Empresas
Referências BARRETT, Richard. A Organização Orientada por Valores. Rio de Janeiro: Elsevier. EDMONDSON, Amy C. A Organização Sem Medo. Rio de Janeiro: Alta Books, 2020. LALOUX, Frederic. Reinventando as Organizações. São Paulo: Voo, 2017. MAZIERO, Cristiane. Alma de Líder: O Despertar da Consciência para uma Liderança com Propósito. São Paulo: Literare Books International, 2025. SALDANHA, Vera. Psicologia Transpessoal: Abordagem Integrativa. Campinas: Átomo.
Palavras-chave: cultura organizacional, consciência, relações, liderança, saúde mental, saúde mental nas organizações, saúde mental em organizações, segurança psicológica, qualidade das relações, liderança consciente, ambientes emocionalmente saudáveis, riscos psicossociais, ampliar a consciência, como ampliar a consciência
Seu Futuro Já Foi Decidido. Você Só Ainda Não Percebeu
Quantas vezes ficamos tão presos a preocupação do que ainda nem aconteceu, que esquecemos de viver o presente. Parece clichê, mas é a realidade: não precisamos de nenhuma forma “mágica” para saber o que vai acontecer no futuro, basta prestar atenção nas suas decisões e ações de hoje. O futuro nada mais é do que um conjunto de ações que são feitas hoje, e que irão refletir mais pra frente. Se você quer entender onde você vai estar em três anos, comece a olhar o que você está plantando agora!
Recentemente comecei a pensar muito nisso, onde quero estar nos meus próximos anos. O que quero atingir, onde morar, quem estará ao meu lado, e quem provavelmente não vai me acompanhar.
Quando você toma a decisão, a vida vem te testar para ver se você quer isso mesmo.
Inúmeras distrações vão aparecer, e pessoas próximas vão precisar de você. É aqui que muita gente adia os planos, diz que “a vida aconteceu”, e que desiste do plano. Mas a verdade é que, você não está disposto a pagar o preço. E não é nem sobre conseguir o resultado final que você espera, mas é a pessoa que você se torna no meio do caminho. A vida acontece NO caminho.
Algumas pessoa desistem pois avançar significa estar sozinho, pois muitas pessoas de sua convivência não vão conseguir acompanhar.
Outras pessoas desistem antes mesmo de colocar no papel, deixam as ideias na cabeça, pois ali elas estão seguras e não vão virar frustrações, críticas. O mundo das ideias parece melhor do que o real.
Já existe o caso em que a auto cobrança é tanta, são tantos passos a serem tomados, tantos aprendizados que precisam acontecer para a coisa chegar de fato onde queremos, que o caminho deixa de ser prazeroso e vira martírio. Fica muito pesado.
Outros entendem que muitas vezes não conseguimos chegar onde queremos sozinhos, mas achar as parcerias ideias parece impossível!
E tem aqueles que tem um potencial absurdo de dar certo, tudo que fazem, fazem muito bem feito. A chance de sucesso é enorme, mas é proporcional ao medo de falhar, de não serem bons o suficiente. Sempre mais um curso, sempre mais um passo, nunca é o momento certo. A procrastinação não tem fim.
E se, independentemente de onde você esteja, você só seguir o que você dá conta de fazer hoje? E montar um plano. Um plano real, possível, mensurável, e com margem para o erro.
Sem distrações, passos claros e calculados, respeitando o que você já sabe que serão seus maiores desafios.
Isso é totalmente possível. Basta entender o seu perfil, como você funciona. É possível prever quais serão seus maiores desafios, e se conhecendo o suficiente, se blindar o máximo possível para evitar fracasso. Entenda: fracasso não é errar, mas desistir de aprender com o que aconteceu.
E você, quais seus planos abandonados com o tempo? Em qual situação você se encontra?
Comenta aqui e vai em frente, pois o primeiro passo é o mais difícil: reconhecer. O segundo, é só seguir o que pode ser feito hoje. O caminho vai se moldando no dia a dia.
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Quer saber mais sobre como suas decisões de hoje podem construir o futuro que você realmente deseja viver? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Sarah Martins
Mentora de Autoliderança, Desenvolvimento Humano e Inteligência Emocional
http://linkedin.com/in/sararmartins
Confira também: O Perfil Que Constrói Empresas… Mas Afasta Pessoas Sem Perceber
Palavras-chave: futuro, ações, plano, caminho, procrastinação, ações de hoje, viver o presente, medo de falhar, meu futuro, seu futuro, como será meu futuro, decidir o futuro, como decidir o futuro, decisões de futuro, futuro já decidido, decisões de hoje
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Quando Responder Deixa de Ser Suficiente
Há alguns dias acompanhei uma conversa pelo WhatsApp que me fez refletir.
Uma cliente entrou em contato para confirmar se determinado produto realmente atenderia à sua necessidade. Em poucos minutos, recebeu todas as informações que normalmente esperamos de um bom atendimento: catálogo, link do site, tabela de medidas, preço, prazo de entrega e formas de pagamento.
A empresa respondeu rapidamente, respondeu corretamente e foi extremamente educada. Mesmo assim, alguns minutos depois, a cliente desistiu da compra. Não porque a resposta estivesse errada, mas porque ela continuava insegura. Naquele momento percebi algo que parece simples, mas que ainda passa despercebido por muitas empresas: responder e ajudar são coisas completamente diferentes.
Durante muitos anos fomos ensinados que rapidez era sinônimo de qualidade. Investimos em tecnologia, implantamos CRMs, automatizamos processos, criamos indicadores de desempenho e treinamos equipes para reduzir cada vez mais o tempo de resposta. Tudo isso fez sentido e continua sendo importante. No entanto, o comportamento do consumidor mudou.
Hoje responder rapidamente já não impressiona ninguém.
É apenas o básico. O cliente envia uma mensagem pelo WhatsApp esperando ser atendido em poucos minutos e, quando isso não acontece, a frustração aparece quase imediatamente. A velocidade deixou de ser um diferencial para se tornar uma expectativa.
Talvez por isso tantas empresas estejam investindo em responder cada vez mais rápido, mas nem sempre conseguem construir relacionamentos mais fortes. Isso me faz pensar que talvez estejamos medindo as coisas erradas. Durante anos perguntamos quanto tempo nossa equipe leva para responder, quando talvez a pergunta mais importante seja outra: nossa resposta realmente ajudou o cliente a tomar uma decisão?
Essa pequena mudança de perspectiva altera completamente a forma como enxergamos o atendimento. O consumidor de hoje dificilmente procura uma empresa para descobrir qual produto comprar. Antes de iniciar uma conversa, ele já pesquisou no Google, assistiu a vídeos, comparou preços, leu avaliações, visitou as redes sociais da marca e ouviu a opinião de outras pessoas. Se ele já fez tudo isso, por que ainda procura a empresa? Porque existem decisões que a internet ainda não consegue tomar por ele. O cliente busca confirmação, orientação e, principalmente, confiança.
É justamente por isso que o WhatsApp se tornou um dos canais mais importantes da jornada de compra. Ele deixou de ser apenas um aplicativo de mensagens e passou a ocupar um espaço estratégico no relacionamento entre empresas e consumidores. É ali que dúvidas são esclarecidas, negociações acontecem, pedidos são acompanhados e problemas são resolvidos. Mais do que isso, é ali que muitos clientes decidem se podem ou não confiar em uma empresa.
Na minha experiência acompanhando diariamente operações de e-commerce, marketing e atendimento, percebo que muitos clientes encerram uma conversa não porque receberam uma resposta errada, mas porque ainda não encontraram segurança suficiente para decidir. Responder perguntas é relativamente simples.
O verdadeiro desafio é compreender aquilo que o cliente não escreveu.
Quando alguém pergunta se um produto serve para determinada situação, talvez esteja perguntando se pode confiar na sua orientação. Quando pergunta sobre o prazo de entrega, talvez exista um aniversário, uma viagem ou um compromisso importante que depende daquela compra. A primeira mensagem quase nunca revela toda a necessidade do cliente. Ela apenas inicia uma conversa que exige escuta, interpretação e sensibilidade.
Ao mesmo tempo em que acompanhamos uma evolução impressionante da inteligência artificial e das automações, percebemos que cresce também o valor daquilo que continua sendo exclusivamente humano. Hoje já contamos com agentes inteligentes capazes de responder milhares de mensagens simultaneamente, organizar fluxos de atendimento e fornecer informações em poucos segundos.
Essas ferramentas são fundamentais e tendem a fazer parte da rotina de qualquer empresa. Entretanto, quanto mais eficiente a tecnologia se torna para responder perguntas, mais valiosa passa a ser a capacidade humana de compreender contextos, perceber inseguranças e demonstrar interesse genuíno pelas pessoas.
Acredito que esse será um dos maiores diferenciais competitivos dos próximos anos. Em pouco tempo praticamente todas as empresas responderão rapidamente, muitas utilizarão inteligência artificial e estarão disponíveis vinte e quatro horas por dia. O que continuará diferenciando uma organização da outra será sua capacidade de transformar uma simples resposta em confiança.
Talvez isso também devesse aparecer na forma como avaliamos nossas equipes. Continuaremos acompanhando indicadores importantes, como tempo médio de resposta e produtividade, mas talvez seja hora de incluir novas perguntas nas reuniões:
Quantos clientes terminaram a conversa mais seguros do que começaram? Quantos sentiram que alguém realmente compreendeu sua necessidade? E quantos voltaram porque confiaram na orientação que receberam?
Essas respostas dizem muito mais sobre a qualidade do relacionamento do que qualquer painel de indicadores.
Volto, então, à conversa que abriu este artigo. A cliente não desistiu porque lhe faltava informação. Ela desistiu porque ainda lhe faltava confiança. E talvez essa seja uma das maiores reflexões que possamos levar para nossas equipes. Responder resolve uma dúvida. Compreender ajuda o cliente a decidir. E, em um mercado onde responder rapidamente já se tornou obrigação, talvez seja justamente essa capacidade de gerar confiança que continuará fazendo a diferença.
Afinal, no mundo em que todos conseguem responder rápido, o que realmente fará um cliente escolher permanecer com você?
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Quer saber mais sobre como transformar o atendimento ao cliente em uma experiência que gera confiança e facilita decisões de compra? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo mês!
Renata Cristina Paulino
https://www.linkedin.com/in/renatapaulino/
Confira também: O Excesso de Automação Também Afasta Clientes?
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Transtornos Psicoadaptativos: A Alma em Busca de Sentido na Era Digital
Vivemos em uma era de aceleração sem precedentes. Em 2026, a fronteira entre o humano e a tecnologia (IA) tornou-se tênue, e o que chamo de Transtornos Psicoadaptativos não são necessariamente patologias clínicas clássicas, mas sim falhas na capacidade do Ego de processar a complexidade da “modernidade líquida”.
Na visão Junguiana, esses transtornos surgem quando há uma dissociação entre a Persona (a máscara social) e o Self (o centro da totalidade psíquica). O indivíduo tenta se adaptar a um mundo hiperexigente, mas acaba por negligenciar sua própria natureza interna, gerando ansiedade, vazio existencial e exaustão.
O Conflito entre a Persona e a Sombra
Atualmente, a pressão por performance e a exposição digital forçam a criação de uma Persona rígida e perfeita. Tudo o que não se encaixa nesse ideal é empurrado para a Sombra. O transtorno psicoadaptativo ocorre quando essa Sombra, negligenciada, começa então a “sabotar” a vida consciente por meio de sintomas psicossomáticos ou crises de identidade.
Como os Profissionais podem ajudar
Abaixo, apresento como cada área de atuação pode intervir nesse processo de readaptação e cura, a saber:
- Psicanalistas (Foco no Inconsciente): O papel do analista é ajudar o cliente a resgatar o diálogo com o inconsciente. Através da análise de sonhos e da imaginação ativa, o cliente compreende que seu sintoma é, na verdade, um chamado para o processo de Individuação. O foco é a integração da Sombra.
- Terapeutas Holísticos (Foco no Equilíbrio): Trabalham na regulação do campo energético e emocional. Ajudam o cliente a “aterrar” em meio ao caos digital, utilizando técnicas que integram corpo, mente e espírito, combatendo assim a fragmentação psíquica típica dos transtornos de adaptação.
- Coaches e Mentores (Foco na Ação Consciente): O coach atua no alinhamento entre os valores do Self e as metas da Persona. Ajuda o cliente a desenvolver a habilidade de “Aprender a Aprender”, permitindo assim que ele navegue pelas mudanças tecnológicas sem perder sua essência humana e ética.
Comparativo de Abordagens Profissionais
Para visualizar melhor como cada profissional pode contribuir para a compreensão e o acompanhamento dos transtornos psicoadaptativos:
| Profissional | Foco Principal | Ferramenta Junguiana | Objetivo Final |
| Psicanalista | Profundidade / Passado | Análise de Sonhos / Sombra | Integração Psíquica |
| Terapeuta | Bem-estar / Presente | Equilíbrio dos Arquétipos | Harmonia Holística |
| Coach | Performance / Futuro | Alinhamento com o Self | Ação Autêntica |
O Fluxo da Readaptação Psíquica
{INSERIR IMAGEM AQUI]
Conclusão: O Desafio da Autenticidade
Os transtornos psicoadaptativos da atualidade são, em última análise, crises de desconexão. O papel do psicanalista, terapeuta ou coach não é apenas “ajustar” o indivíduo ao sistema, mas sim ajudá-lo a encontrar um centro de gravidade interno que seja independente das pressões externas.
Como filósofo e educador, acredito que a maior competência do século XXI é a capacidade de manter a integridade da alma em um mundo em constante metamorfose.
“Como você se preparará para essa realidade?”
Resumo:
- Transtornos Psicoadaptativos: Surgem da tensão entre as exigências do mundo moderno e a necessidade de autenticidade do Self.
- Perspectiva Junguiana: A cura reside no processo de Individuação e na integração da Sombra.
- Atuação Multidisciplinar: Psicanalistas mergulham no simbólico, terapeutas equilibram o todo e coaches alinham a ação ao propósito.
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Quer saber mais sobre como compreender os transtornos psicoadaptativos e preservar sua autenticidade diante das pressões da era digital? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Um abraço e até a próxima!
Iússef Zaiden Filho
Psicanalista, Terapeuta e Coach
http://www.izfcoaching.com.br/
Confira também: O Século 21 Não Premia Quem Corre Mais — Premia Quem Cuida da Mente e Sustenta o Bem-Estar
Palavras-chave: transtornos psicoadaptativos, sombra, persona, self, autenticidade, integração da sombra, processo de individuação, pressão por performance, crises de desconexão, crises de identidade, modernidade líquida, o que são transtornos psicoadaptativos, o que são crises de identidade, o que são crises de desconexão
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A Fé que Permanece Quando Tudo Parece Vacilar
Querido leitor,
Há momentos na vida em que sentimos nossa fé diminuir.
Mas quem já se viu guiado pela fé em algum momento desafiador não deixa de acreditar; apenas se distrai diante do barulho da vida. As preocupações ocupam espaço, as perdas nos visitam, os planos mudam de direção e, então, começamos a imaginar que a fé também oscila na mesma intensidade dos acontecimentos.
Mas será que ela realmente oscila?
Essa pergunta me acompanha há algum tempo. Quanto mais estudo diferentes tradições filosóficas e espirituais, mais percebo algo em comum entre elas: existe, dentro de cada ser humano, um lugar que permanece inteiro. Um espaço que não envelhece, não se rompe e não depende das circunstâncias para existir.
É desse lugar que se experimenta a verdadeira fé.
Quando confundimos nossa essência com aquilo que sentimos no momento, acreditamos que somos nossas dúvidas, nossos medos e nossas inseguranças. Passamos a medir nossa vida espiritual pela intensidade das emoções.
Mas as emoções mudam, assim como os pensamentos e as circunstâncias.
Acontece que a essência sempre permanece.
Essa compreensão muda completamente a maneira como olhamos para nós mesmos diante das oscilações da vida.
Imagine um lago.
Quando venta, sua superfície se agita. As ondas surgem, a água parece perder a tranquilidade. No entanto, alguns metros abaixo, tudo continua silencioso. A profundidade do lago não participa da tempestade que acontece na superfície.
Nossa mente se parece muito com essa superfície.
Ela cria cenários, interpreta acontecimentos, produz medos, expectativas e preocupações. É natural que faça isso. O problema começa quando acreditamos que somos essas ondas.
Não somos.
Existe em nós um observador silencioso que permanece presente enquanto tudo acontece.
Acredito que a maturidade espiritual seja justamente aprender a reconhecer essa diferença.
Outro aspecto que merece nossa atenção é a facilidade com que nos deixamos seduzir pelas aparências.
Vivemos cercados por formas, títulos, rituais, regras e símbolos. Tudo isso pode ter seu valor, desde que não substitua a experiência interior.
É como olhar um espelho coberto por um véu. Durante algum tempo, podemos imaginar que o tecido seja a realidade. Mas o espelho continua inteiro atrás dele, mesmo que não o enxerguemos.
A espiritualidade também corre esse risco.
Às vezes, nos preocupamos tanto em ser espirituais que esquecemos que já somos. Esquecemos de viver com presença, gentileza e coerência.
A forma é importante, mas ela nunca é o destino.
Existe, ainda, um elemento quase esquecido na vida contemporânea: o silêncio.
Vivemos cercados por notificações, opiniões, conteúdos e estímulos. O excesso de informação nos fez acreditar que toda resposta precisa chegar por meio de mais conhecimento.
Nem sempre. Ou melhor, nem sempre de um tipo de conhecimento que aprendemos a buscar. O verdadeiro conhecimento não se aprende, se recorda. Mas, para recordá-lo, o silêncio, que revela a essência, o Eu Sou acima de qualquer coisa, precisa ganhar abrangência em nós.
Existem respostas que aparecem com naturalidade quando diminuímos o volume do mundo. Porque elas sempre estiveram ali; nós é que perdemos o jeito de interpretá-las.
Pense na casa depois de uma tempestade.
Quando o vento finalmente cessa, começamos a ouvir sons que antes estavam escondidos: o canto dos pássaros, o movimento das folhas, a própria respiração.
Com a vida interior acontece o mesmo. O silêncio não é vazio, mas um espaço onde voltamos a escutar aquilo que sempre esteve presente.
Também é curioso perceber como buscamos experiências extraordinárias para fortalecer a fé, quando, na verdade, ela costuma crescer por meio das pequenas escolhas repetidas todos os dias.
A água não esculpe uma rocha pela força de uma única gota.
Ela a transforma pela constância.
É a conversa sincera, a oração feita sem pressa, a respiração consciente, o gesto de gentileza, o perdão oferecido mais uma vez, a gratidão lembrada em um dia comum.
A espiritualidade ganha muito mais forma nos pequenos hábitos que escolhemos cultivar.
Outro aprendizado importante é desenvolver discernimento.
Nem tudo o que passa pela mente merece permanecer dentro dela.
Pensamentos aparecem o tempo todo, mas a maioria deles reflete medo, ansiedade ou antigas histórias que ainda carregamos.
Discernir é agir como um ourives diante de uma peneira.
A areia passa, mas o ouro permanece.
Existe uma sabedoria silenciosa que aprende, aos poucos, a reconhecer aquilo que nos aproxima da paz e aquilo que apenas alimenta a nossa inquietação.
E então chegamos à confiança.
Mas não a um tipo de confiança que depende de garantias. Refiro-me àquela confiança que continua caminhando mesmo quando ainda não consegue enxergar todo o percurso.
Uma semente enterrada na terra escura não vê o sol.
Ainda assim, cresce na direção dele.
Ela não possui provas, mas uma natureza que a impulsiona.
Acredito que essa seja a imagem mais bonita da fé.
Confiar não significa eliminar todas as dúvidas, mas não permitir que elas decidam o rumo da caminhada.
No fim, toda essa jornada desemboca em uma pergunta muito simples: Como essa espiritualidade aparece na forma como vivo?
Porque o verdadeiro propósito nunca é defender uma filosofia.
É encarná-la.
Nós encontramos nosso caminho quando existe coerência entre aquilo que acreditamos, aquilo que sentimos e aquilo que fazemos.
A fé não surge quando tudo está bem. Ela apenas se torna visível.
Porque, no fundo, sempre esteve ali. Silenciosa. Inteira. Esperando apenas que voltássemos para casa.
Inspirado em ensinamentos da tradição védica, especialmente nos conceitos de Atman, Maya, Mauna, Vrittis, Prana, Sadhana, Viveka, Shraddha e Dharma, reinterpretados à luz do desenvolvimento humano e da experiência cotidiana.
Se esta reflexão fez sentido para você, convido-o a continuar essa jornada comigo pelo Instagram: @shirleybrandaooficial.
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Quer saber mais sobre como fortalecer a fé e permanecer sereno mesmo quando as circunstâncias da vida parecem abalar suas certezas? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Com carinho,
Shirley Brandão
Mentora em Desenvolvimento Humano há 37 anos · Terapeuta e Mentora do Método Louise Hay
https://shirleybrandao.com.br/
@shirleybrandaooficial
Confira também: Você Conhece Suas Emoções ou Apenas as Sente Passar?
Palavras-chave: fé, fortalecer a fé, espiritualidade, silêncio, confiança, essência, como fortalecer a fé, a fé que permanece quando tudo parece vacilar, pequenas escolhas repetidas todos os dias, maturidade espiritual, ensinamentos da tradição védica
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Dizer “Não”: Uma Escolha que Preserva Saúde e Relacionamentos
Sou mentor e fui contratado por uma grande empresa farmacêutica para apoiar uma gestora para estar pronta para assumir um papel de diretora. Sua promoção estava condicionada a um comportamento assertivo e seguro, tendo em vista que seu currículo era suficiente para a nova missão e seus conhecimentos e experiência a qualificavam para a vaga.
Como de praxe, a fase inicial é de estabelecimento de objetivos e levantamento de características sobre a pessoa mentorada, por meio de questionários, entrevistas e informações fornecidas pela empresa, considerando suas fortalezas e fraquezas.
Nesse estudo inicial, identificamos muitas qualidades, entre elas sua excelente cultura, facilidade de comunicação, grande simpatia pessoal, amabilidade, gentileza e educação. Também observamos alguns desafios, como a falta de segurança para se posicionar. Considerada uma pessoa “boazinha” (ela mesma disse isso), excessivamente autocrítica, além de prolixa e detalhista em suas falas, o que poderia fazê-la parecer enfadonha.
Uma das principais características levantadas era sua dificuldade em dizer não. Sempre que solicitavam algo para ela fazer, embora não fosse da sua área ou de seu escopo profissional, fazia, mesmo se sacrificando ou sobrecarregando o pessoal da sua equipe.
É sobre esse tema que escolhi escrever neste artigo: aprender a dizer “não”.
Aparentemente simples, a dificuldade de dizer “não” é um fenômeno complexo que envolve dimensões emocionais, cognitivas, sociais e culturais. Quem não consegue negar pedidos, convites ou demandas vive num estado permanente de sobrecarga emocional e relacional. Assume compromissos que não deseja, não pode ou não deveria honrar.
A raiz do problema está em uma distorção fundamental: a pessoa confunde recusar um pedido com rejeitar uma pessoa, como se o “não” fosse um veredicto sobre o valor do outro, e não uma delimitação legítima de tempo, energia e prioridades.
Algumas causas das dificuldades de dizer “NÃO”
* Medo do Conflito e da Rejeição
Nesse contexto, a pessoa opera sob um medo antecipado da reação do outro no qual o cérebro interpreta a possibilidade de desagradar como uma ameaça social.
Exemplo: Uma gerente convidada para um projeto extra no fim do expediente. Mesmo já sobrecarregada de tarefas, aceita, porque teme que a recusa seja interpretada como “falta de comprometimento” com seus colegas.
* Necessidade de Aprovação e Reconhecimento
Existe um perfil que vincula autoestima e carência de afeto. Nesse contexto, a pessoa só se sente valiosa quando útil, elogiada, quando não decepciona, e o “sim” vira uma moeda de troca por afeto e validação.
Exemplo: Um profissional que assume constantemente o trabalho dos colegas para ouvir “você salvou minha vida”, mesmo que não seja verdade, mas locupleta com o elogio.
* Culpa Internalizada
Muitas pessoas foram educadas em ambientes onde dizer não era punido com chantagem emocional, frieza ou retaliação. A criança que aprende que negar gera perda de amor cresce como um adulto que trata cada “não” como um ato de traição afetiva.
Exemplo: Um homem que nunca recusa convites da família porque, na infância, a mãe dizia “depois não chora se ninguém te quiser” quando ele preferia ficar em casa.
* Baixa Tolerância ao Desconforto Emocional
Dizer “não” provoca um pico de ansiedade momentânea, gerando em quem tem baixa tolerância a esse desconforto escolher dizer “sim” não por vontade, mas por alívio imediato, trocando, desse modo, um desconforto de segundos por uma sobrecarga de dias ou semanas.
Exemplo: Alguém aceita organizar a festa de aniversário de um colega que mal conhece, sente alívio ao ver o sorriso dele, e depois passa três semanas estressada com o trabalho assumido.
* Distorção Cognitiva: “Se Eu Não Fizer, Ninguém Faz”.
É a crença de que o mundo irá desmoronar sem a sua atuação. É uma mistura do senso de responsabilidade com a necessidade de controle e, nesse contexto, o “sim” aqui não é generosidade, mas uma ilusão de ser indispensável.
Exemplo: Um empreendedor que responde e-mails de clientes às 23h porque “se eu não responder, vão achar que sou relapso”.
* Condicionamento Cultural
No Brasil, particularmente, existe uma cultura da simpatia obrigatória, na qual, dizer “não” é frequentemente associado a ser “frio”, “arrogante” ou “antipático”. A cordialidade brasileira, tão celebrada, também tem seu lado sombrio: ela penaliza quem estabelece limites.
Exemplo: Uma profissional que recusa um convite para happy hour e ouve: “Nossa, você é antissocial, como se a recusa fosse um defeito de caráter.
Consequências de quem tem dificuldades para dizer “NÃO”
- Sobrecarga e Queda de Qualidade: quem diz “sim” para tudo acaba operando acima da sua capacidade real. O resultado não é excelência, é mediocridade por diluição.
- Perda de Credibilidade: apesar de ser um paradoxo, a pessoa que sempre diz “sim” perde respeito, pois os colegas percebem que ela não tem filtros, não tem prioridades claras e passam a tratá-la como recurso, não como profissional.
- Autoridade e Liderança fracas: o líder que não consegue dizer “não” para a equipe, para o chefe ou para os pares transmite fraqueza institucional e como consequência, perde a confiança na capacidade de proteger seu time de demandas abusivas.
- Estagnação de Carreira: quem diz “sim” para o trabalho dos outros frequentemente diz “não” para o próprio crescimento. Nesse sentido, não sobra tempo para estudar, planejar, pensar estrategicamente porque doou o tempo a terceiros.
- Ressentimento Silencioso: isso tem a ver com a pessoa que sempre diz “sim” tende a acumular ressentimentos não expressos por criar uma expectativa de retorno de alguma forma por não ter dito “não”, mesmo que a outra pessoa não tenha pedido nada.
- Relações Assimétricas: isso é muito comum, pois quem não diz “não” atrai pessoas que dependem disso, tornando-se exploradores emocionais, “amigos” que só aparecem quando precisam, familiares que se acostumam com a disponibilidade incondicional, muito comum em casos de empréstimo de dinheiro e quem emprestou tende a perder o dinheiro e o amigo.
- Esgotamento Físico e Emocional: o corpo cobra por meio de insônia, ansiedade, dores tensionais, problemas digestivos, ganho ou perda de peso.
- Perda de Identidade: acontece quando a pessoa que vive em função dos outros esquece quem ela é, e nesse contexto, nem sabe mais o que gosta, o que quer, para onde vai. A identidade foi dissolvida em uma série interminável de “sins” alheios.
Como Reverter o Processo Sem Causar Transtornos
Esse é o “pulo do gato” e o ponto mais delicado dessa reflexão, muitas vezes fundamental para a própria saúde e sucesso na carreira, que é a transição do “sim” compulsivo para o “não” saudável.
Essa mudança não precisa ser repentina, pode ser estrategicamente organizada e praticada. Caso contrário, irá atuar no outro extremo, criando assim outro tipo de dificuldades.
Apresento algumas sugestões que tenho praticado com meus mentorados com essa dificuldade:
- O equilíbrio está em dizer “não” com a mesma elegância e naturalidade com que se diz “sim”. E por isso, procure ser firme ao dizer seus nãos, como por exemplo:
- “Se tiver tempo realizo, se não, não sobrecarregarei minha equipe.”
- “Preciso verificar minha agenda e te respondo até amanhã.”
- “Deixe-me avaliar meus compromissos atuais antes de assumir isso.”
- Ofereça uma alternativa que seja viável, mostrando que a recusa não é pessoal, mas logística.
- Dizer “não” vai provocar ansiedade nas primeiras vezes. Isso é normal e esperado. O desconforto diminui com a repetição.
- O desconforto de dizer ‘não’ dura segundos. O desconforto de ter dito ‘sim’ dura semanas, meses, às vezes anos.
Concluindo, um risco é o de que a pessoa que descobre o poder do “não” pode cair na armadilha de recusar tudo como sinal de posicionamento, mas a agressividade disfarçada de limite é tão disfuncional quanto subserviência disfarçada de bondade.
Lembre-se que dizer ‘não’ é um ato de respeito com você e com o outro.
Aceitar algo que você não vai conseguir entregar se torna um desrespeito disfarçado de cortesia. E, nesse sentido, o “não” honesto é mais ético que o “sim” ilusório.
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Quer saber mais sobre como aprender a dizer “não” com assertividade pode proteger sua saúde, fortalecer seus relacionamentos e impulsionar sua carreira? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Reinaldo Passadori
Especialista em Comunicação e Oratória, com mais de 42 anos de experiência no desenvolvimento humano e comunicacional. Fundador e CEO do Instituto Passadori de Educação e Comunicação, Palestrante, Mentor e Escritor.
https://www.passadori.com.br/
Confira também: Protagonistas do Futuro: Como a Escola Pode se Conectar ao Mercado de Trabalho
Palavras-chave: dizer não, limites, sobrecarga, carreira, desconforto emocional, dificuldade em dizer não, como dizer não, como aprender a dizer não, aprender a dizer não, por que é importante aprender a dizer não, por que saber dizer não é importante, medo do conflito e da rejeição, necessidade de aprovação e reconhecimento, baixa tolerância ao desconforto emocional, esgotamento físico e emocional
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Novas Regras do Crédito Consignado Reforçam Debate Sobre Educação Financeira dos Trabalhadores
As novas regras do Crédito do Trabalhador, que entraram em vigor com a publicação da Portaria nº 1.115/2026 do Ministério do Trabalho e Emprego, representam mais um passo na consolidação do crédito consignado para empregados da iniciativa privada. A regulamentação estabelece novos procedimentos para empresas, especialmente em casos de desligamento. Ela amplia o uso da plataforma digital para consulta dos contratos e reforça a operacionalização das garantias oferecidas pelos trabalhadores.
Do ponto de vista operacional, trata-se de um avanço importante para dar mais segurança e padronização ao processo.
Entretanto, enquanto a regulamentação evolui para organizar o funcionamento do sistema, permanece uma questão muito mais profunda e preocupante: será que o trabalhador está realmente preparado para tomar decisões conscientes antes de contratar esse crédito?
Essa talvez seja a pergunta mais importante de todo esse debate. A expansão do crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada vem sendo apresentada como uma importante ferramenta de inclusão financeira. Com acesso simplificado, contratação digital diretamente pela Carteira de Trabalho Digital, possibilidade de oferecer garantias e taxas inferiores às de modalidades como cheque especial e cartão de crédito, o produto passou a ocupar posição de destaque nas estratégias do sistema financeiro.
À primeira vista, a proposta parece positiva. Afinal, ampliar o acesso a crédito com custos potencialmente menores pode representar uma alternativa para milhões de brasileiros. O problema é que a discussão continua concentrada quase exclusivamente na facilidade de contratação, enquanto um aspecto essencial permanece em segundo plano: a capacidade do trabalhador de compreender plenamente o impacto dessa decisão sobre sua vida financeira.
Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN), em parceria com o Instituto Axxus de Pesquisas, ligado à Unicamp, revela a dimensão desse desafio. O levantamento, realizado com 800 pessoas, mostrou que 83% dos trabalhadores que contrataram o Crédito do Trabalhador não sabem quanto estão pagando de juros. Além disso, 69% afirmaram não ter analisado os impactos da contratação em suas finanças pessoais e 54% disseram não ter recebido qualquer orientação antes de assumir a dívida.
Os números revelam uma realidade preocupante: milhões de brasileiros estão contratando crédito sem compreender seu custo real, seu impacto sobre a renda futura e as consequências para a estabilidade financeira da família. É justamente aí que reside o maior risco.
O consignado vem sendo apresentado como uma solução simples para problemas financeiros complexos. No entanto, aquilo que oferece um alívio imediato pode transformar-se em um compromisso de longo prazo, comprometendo parte da renda do trabalhador durante anos, muitas vezes sem que ele tenha plena consciência da dimensão desse compromisso.
Existe uma percepção bastante disseminada de que o consignado é um crédito barato. Essa narrativa se consolidou porque suas taxas normalmente são inferiores às encontradas em modalidades como cheque especial, rotativo do cartão ou empréstimos pessoais convencionais. Contudo, comparar o consignado apenas com as linhas mais caras do mercado não significa que ele seja efetivamente barato.
O que raramente é analisado pelo consumidor é o valor total desembolsado ao longo do contrato. A parcela mensal costuma parecer pequena e confortável dentro do orçamento. Essa percepção transmite uma falsa sensação de segurança. Porém, quando se observa o montante pago após anos de financiamento, o cenário pode ser bastante diferente daquele imaginado no momento da contratação.
Mais preocupante ainda é o fato de que operações do Crédito do Trabalhador apresentam taxas que podem variar entre aproximadamente 5% e 9% ao mês. Sob qualquer análise financeira, trata-se de um custo elevado para uma modalidade frequentemente divulgada como uma solução acessível. A ideia de juros baixos muitas vezes decorre apenas da comparação com alternativas ainda mais caras.
A pesquisa da ABEFIN mostra também que 36% dos contratantes utilizaram o crédito para quitar outras dívidas, como cartão de crédito e cheque especial. Embora essa estratégia possa gerar alívio imediato, ela dificilmente resolve a origem do problema financeiro.
Na prática, muitas vezes ocorre apenas a substituição de uma dívida por outra. Sem mudança de comportamento, reorganização do orçamento e planejamento financeiro, o trabalhador troca uma pressão imediata por um compromisso de longo prazo. E esse compromisso que continuará reduzindo sua renda por meses ou anos.
Outro aspecto pouco debatido é a própria natureza do consignado. Ao contrário de outras modalidades de crédito, nas quais o consumidor ainda mantém algum controle sobre o pagamento, no consignado os descontos acontecem automaticamente na folha salarial. A nova regulamentação reforça ainda mais essa lógica ao estabelecer procedimentos específicos para utilização das verbas rescisórias quando houver desligamento do trabalhador.
Isso significa que a dívida acompanha a vida profissional do empregado mesmo diante de mudanças de emprego, redução de renda ou dificuldades financeiras inesperadas. Parte da renda deixa de estar disponível antes mesmo de chegar à conta do trabalhador. Essa característica reduz significativamente sua capacidade de reação diante de imprevistos financeiros.
Outro ponto que merece atenção é a utilização do FGTS como garantia das operações.
A pesquisa identificou que quase 90% dos entrevistados conheciam essa possibilidade e, mesmo assim, seguiram com a contratação. Estamos assistindo à banalização da utilização de um dos principais instrumentos de proteção financeira do trabalhador brasileiro.
É como utilizar a própria rede de segurança para resolver uma emergência momentânea. O problema é que, quando surgir uma nova dificuldade, essa proteção poderá já estar comprometida. O cenário torna-se ainda mais preocupante quando observamos que 58% das pessoas que apenas simularam o crédito afirmaram não buscar nem pretender buscar orientação sobre educação financeira.
Isso demonstra que estamos diante de um problema cultural. A urgência da solução imediata continua prevalecendo sobre a análise das consequências futuras. Essa contradição precisa ser enfrentada.
O acesso ao crédito não pode ser tratado como política isolada de inclusão financeira.
Regulamentar melhor sua operação é importante. Organizar os procedimentos para empresas também é necessário. Mas nenhuma norma será suficiente se milhões de trabalhadores continuarem contratando empréstimos sem compreender exatamente quanto pagarão, durante quanto tempo permanecerão endividados e quais impactos isso terá sobre seus projetos de vida.
Sem educação financeira, o crédito pode deixar de ser uma ferramenta de apoio para se transformar em um acelerador de problemas econômicos futuros. E isso afeta diretamente a saúde emocional, a produtividade e a qualidade de vida dos trabalhadores.
Nesse contexto, as empresas passam a desempenhar um papel estratégico. Embora não tenham qualquer ingerência sobre a contratação do consignado, que hoje pode ser realizada diretamente pelos canais digitais das instituições financeiras e pela Carteira de Trabalho Digital, elas convivem diariamente com os reflexos do endividamento dos colaboradores.
Se a saúde financeira impacta diretamente a saúde emocional, o engajamento e o desempenho profissional, a educação financeira deve ocupar espaço permanente nas políticas de bem-estar corporativo. Entretanto, esse desafio não será resolvido com ações pontuais. Palestras isoladas, campanhas esporádicas ou iniciativas realizadas apenas em momentos de crise dificilmente produzem mudanças consistentes em comportamentos construídos ao longo de décadas.
As empresas que desejam efetivamente contribuir para a saúde financeira de seus colaboradores precisam investir em programas estruturados de Educação do Comportamento Financeiro, com acompanhamento contínuo entre 12 e 36 meses.
Somente uma jornada de longo prazo é capaz de desenvolver consciência financeira, estimular novos hábitos e promover mudanças reais na forma como o trabalhador utiliza o crédito, organiza seu orçamento e toma decisões relacionadas ao dinheiro. E esse conhecimento precisa alcançar também a família, onde efetivamente acontecem as decisões de consumo.
Mais do que ensinar conceitos financeiros, trata-se de ajudar as pessoas a construir uma nova relação com o dinheiro, baseada em planejamento, equilíbrio e sustentabilidade. Não se trata de impedir que o trabalhador utilize crédito. O acesso já está disponível e tende a crescer cada vez mais com os avanços da regulamentação e da digitalização do sistema.
O verdadeiro desafio é garantir que cada contratação seja resultado de uma decisão consciente, e não apenas da facilidade de acesso. A verdadeira inclusão financeira não acontece quando alguém consegue contratar um empréstimo. Ela acontece quando essa pessoa possui conhecimento suficiente para decidir se realmente precisa dele, compreender seu custo total e avaliar seus impactos no presente e no futuro.
As novas regras do Crédito do Trabalhador demonstram que o sistema continua evoluindo do ponto de vista operacional.
Agora, é indispensável que a educação financeira evolua na mesma velocidade. Caso contrário, corremos o risco de aperfeiçoar cada vez mais os mecanismos de concessão de crédito enquanto deixamos milhões de brasileiros cada vez mais preparados para contratar empréstimos, mas não para administrá-los.
Porque, quando o conhecimento não acompanha o crédito, o risco é transformar trabalhadores em devedores permanentes.
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Quer saber mais sobre como a educação financeira pode ajudar trabalhadores e empresas a avaliar o crédito consignado com consciência, proteger a renda e evitar o endividamento permanente? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em orientar você.
Um grande abraço,
Reinaldo Domingos
Presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN) e da DSOP Educação Financeira, PhD em Educação Financeira, escritor e criador da Metodologia DSOP de Educação Financeira
https://www.dsop.com.br
Confira também: Não Existe Parcelamento Sem Juros Embutidos: A Verdade Que o Consumidor Precisa Compreender
Palavras-chave: crédito consignado, educação financeira, Crédito do Trabalhador, inclusão financeira, saúde financeira, educação financeira dos trabalhadores, crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada, programas estruturados de Educação do Comportamento Financeiro, utilizar o crédito consignado de forma consciente
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A Comunicação que Vai Levar Suas Vendas para Outro Patamar
Para que você possa envolver e impactar as vendas, sua comunicação deve ser centrada no cliente, clara e emocionalmente envolvente. Adapte sua mensagem às necessidades reais dele. Fale menos e ouça mais. Utilize técnicas comprovadas que ensino no curso de Escutatória para converter potenciais clientes em clientes reais.
Aqui estão as melhores dicas para o sucesso:
1. Se prepare para escutar mais do que falar
- Escute para compreender: O papel do vendedor não é recitar um roteiro, mas analisar o problema do cliente. Fale 30% do tempo e escute 70% do tempo.
- Faça perguntas abertas: Use perguntas como ” Quais são os seus desafios atuais? ” para descobrir as necessidades ocultas do seu interlocutor.
- Reformule: Confirme seu entendimento repetindo o que o cliente disse (rapport). Isso demonstra que você ouviu atentamente e gera confiança.
2. Estruture seu argumento
- Transforme características em benefícios palpáveis para o cliente. Por exemplo: Transformando a Cobertura de Invalidez (Característica) em Independência Financeira (Benefício)
- Abordagem comum: “Nosso seguro cobre invalidez total ou parcial por acidente.”
- Abordagem produtiva: “E se eu te disser que, se um imprevisto de saúde te impedisse de trabalhar amanhã, seu padrão de vida e o da sua família continuariam exatamente os mesmos, sem você precisar tocar nas suas economias… o que você acharia de ter essa tranquilidade hoje?”
- Método de argumentação sequencial: Use um argumento de cada vez e recolha o feedback do cliente. Isso ajuda a identificar o real interesse, os gatilhos de compra bem como o momento certo de fechar.
- Fale a língua do cliente: evite jargões técnicos. Concentre-se no que interessa ao comprador: economizar tempo, economizar dinheiro ou reduzir o estresse.
- A abordagem da negatividade: Às vezes, começar identificando a dor ou o problema do cliente atrai mais atenção do que listar diretamente as qualidades do seu produto.
3. Utilize storytelling e prova social
- Conte histórias: Use metáforas, analogias ou exemplos de clientes semelhantes para ajudar seu potencial cliente a se imaginar usando sua solução. A técnica do “Isso significa que…” vai, sem dúvida, te ajudar nessa hora. Sempre que você disser uma característica do produto, complete com a frase “isso significa que…”. Isso te força a verbalizar o benefício ou dar exemplos.Exemplo:
* Característica: “Este seguro tem liquidez imediata…”
* Argumento completo: “…isso significa que sua família terá dinheiro na conta em 24h para as emergências, sem burocracia.” - Comprove seus resultados: Fundamente suas afirmações com dados, estudos de caso ou depoimentos de clientes.
4. Domine a comunicação não verbal
- Preste atenção à sua postura: um corpo aberto e relaxado transmite confiança.
- Controle sua voz: o tom, o ritmo e o volume da sua voz têm um impacto direto na forma como sua mensagem é percebida.
5. Crie um Monopólio na Mente do Cliente
Por fim, posicione-se como um consultor estratégico, oferecendo curadoria em vez de focar apenas na venda do produto. Essa abordagem estabelece um monopólio mental e gera um forte vínculo de confiança: o cliente passa a investir em você e na sua expertise, e não apenas no que você vende.”
Ao aplicar essas dicas da Escutatória e Comunicação estratégica para venda, você deixa de empurrar produtos e passa então a liderar decisões. Mude sua postura hoje, conquiste o monopólio mental do seu cliente e domine o seu mercado.
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Quer saber mais sobre como a comunicação estratégica pode ajudar você a ouvir melhor seus clientes, construir confiança, liderar decisões e levar suas vendas para outro patamar? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Pauline Charoki
https://escutatoria.com
Confira também: Educar é Jardinar: O Despertar para uma Parentalidade Consciente e Não Violenta
Palavras-chave: comunicação estratégica, cliente, vendas, Escutatória, monopólio mental, escutar mais do que falar, transforme características em benefícios palpáveis para o cliente, utilize storytelling e prova social, comunicação não verbal, por que a comunicação não verbal é importante, como a comunicação estratégica pode fortalecer o relacionamento com o cliente
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
Participe da Conversa
Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
Participe da Conversa
Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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