A Ilusão do Empoderamento Solitário: O Que Aprendi Entre o Silêncio do Cerrado e a Urgência de São Paulo
Como a verdadeira transformação social e a equidade de gênero exigem mais do que resiliência individual — elas cobram a coragem de regenerar nossos sistemas de poder.
O cerrado brasileiro tem uma maneira peculiar de nos convidar à presença. Quando pisei na Granja do Ipê, na UNIPAZ, em Brasília, nos primeiros dias de agosto, o ar seco e a vastidão da natureza pareciam exigir uma pausa na urgência cotidiana. Estávamos ali para o 1º Fórum Brasileiro de Pessoas Facilitadoras de Comunicação Não-Violenta — o Criando Laços.
Durante dias, imersa em rodas de escuta e construções coletivas, o foco não foi apenas a empatia interpessoal, mas a dimensão sistêmica da CNV: como podemos utilizar a nossa comunicação, a nossa rede e a nossa consciência para transformar e desmantelar sistemas sociais de dominação.
Poucas horas depois de deixar a fogueira e a quietude daquele espaço, aterrissei na efervescência de concreto de São Paulo para o Summit Mulheres nas Profissões. No coração pulsante do centro financeiro, coordenei com outras voluntárias o Espaço de Mentoria, por onde passaram mais de cem mulheres buscando direcionamento, gestão de carreira e, acima de tudo, um espaço seguro para existirem sem máscaras.
O contraste entre esses dois cenários foi apenas geográfico. Nas entrelinhas, as dores e as esperanças eram ecos da mesma ferida estrutural. No cerrado, discutíamos a teoria e a prática da desconstrução do sistema patriarcal capitalista com seu poder punitivo e dominador; em São Paulo, eu olhava nos olhos de mulheres que, todos os dias, sofrem os impactos exaustivos desse exato sistema em suas trajetórias corporativas e pessoais.
Há uma armadilha perigosa no discurso contemporâneo sobre diversidade e inclusão, especialmente quando falamos de mulheres no mercado de trabalho.
Nós construímos uma narrativa que celebra a “guerreira”, a mulher que rompe tetos de vidro, que equilibra a vida pessoal e profissional com uma maestria quase sobre-humana, que se empodera e conquista seu espaço. Aplaudimos a sua resiliência. Celebramos a sua força.
Mas precisamos fazer uma pausa e olhar para o custo invisível dessa narrativa.
O empoderamento, quando reduzido a uma jornada solitária e individual, exime o sistema de sua responsabilidade. Ao dizermos constantemente às mulheres que elas precisam ter mais autoconfiança, que devem “sentar à mesa”, que precisam fazer mais cursos de negociação ou vencer a síndrome da impostora, estamos, de fato, dizendo: o sistema continuará exatamente como é, excludente e predatório; é você quem precisa desenvolver uma armadura mais espessa para sobreviver a ele.
Isso não é inclusão. É assimilação forçada. E a assimilação tem um preço altíssimo, pago com a saúde mental, o esgotamento emocional, assim como o apagamento da autenticidade de milhares de profissionais brilhantes.
Nas dezenas de mentorias que acompanhei no Summit, o padrão era dolorosamente familiar. Mulheres altamente qualificadas, lideranças em ascensão, relatando o peso de precisarem provar sua competência em dobro.
A exaustão de terem suas vozes interrompidas, suas ideias apropriadas, e suas lideranças frequentemente rotuladas como “emocionais demais” ou “agressivas demais”, ou seja, a velha corda bamba do duplo vínculo feminino. O brilho nos olhos ao descobrirem estratégias de gestão de carreira dividia espaço com o alívio profundo de simplesmente serem vistas, ouvidas e validadas. “Eu achei que o problema fosse eu”, foi uma frase que pairou no ar mais de uma vez.
É aqui que a lente da Liderança Regenerativa se faz não apenas necessária, mas urgente.
Um modelo de liderança baseado na extração — de tempo, de energia, de conformidade — não pode ser o berço da verdadeira equidade. A natureza, que tanto nos ensina sobre sistemas sustentáveis, não exige que uma semente crie uma armadura para nascer no asfalto. Ela nos mostra que precisamos preparar o solo. Regenerar a cultura organizacional significa parar de tentar consertar as mulheres para que elas caibam em estruturas patriarcais. Em vez disso, ter a coragem de redesenhar essas estruturas.
A Comunicação Não-Violenta nos oferece um mapa vital para essa travessia. Quando Marshall Rosenberg sistematizou a CNV, sua visão ia muito além da resolução de conflitos em salas de reunião; ele mirava na linguagem que sustenta a dominação. Nos sistemas de dominação, o poder é exercido sobre o outro.
O valor de uma pessoa é condicionado à sua utilidade e conformidade. Na cultura corporativa tradicional, isso se traduz no microgerenciamento, na competição predatória, na ausência de segurança psicológica e, além disso, nas microagressões diárias que sinalizam quem pertence e quem é apenas “tolerado”.
“Se uso a Comunicação Não-Violenta para libertar as pessoas de depressão, de conviverem melhor com suas famílias, mas simultaneamente não lhes ensino como rapidamente transformar os sistemas sociais no mundo, então me torno parte do problema. Essencialmente estarei as pacificando, fazendo-lhes mais felizes de viver nos sistemas como atualmente são, e assim utilizando a CNV como um narcótico.” (Marshall Rosenberg)
Para que possamos romper com isso, precisamos evoluir para sistemas de parceria, onde o poder é construído com o outro.
Isso exige uma revolução profunda na forma como lideramos. Uma liderança consciente e regenerativa reconhece que a diversidade sem inclusão é apenas estatística, e que inclusão sem pertencimento é apenas convivência forçada.
O pertencimento só acontece quando o sistema se adapta para nutrir as diferentes identidades que o compõem, celebrando a complexidade humana em vez de temê-la.
Isso exige que abandonemos o mito do “profissional neutro” — uma figura imaginária que deixa sua raça, seu gênero, sua orientação sexual, seus traumas e sua história na porta giratória do escritório. Esse profissional não existe. Quando exigimos essa neutralidade, estamos apenas exigindo que todos mimetizem o comportamento do grupo dominante.
As transformações sociais reais, aquelas que alteram o curso da história e o DNA de uma organização, nunca ocorrem por meio de heróis solitários. Elas ocorrem em rede. No Fórum Criando Laços em Brasília, o que vi foi exatamente a potência do tecido social sendo restaurado. Pessoas de diversos cantos do país, de escolas públicas a empresas privadas, unidas por um fio condutor: a crença de que a qualidade das nossas relações determina, de fato, a qualidade do nosso futuro.
Quando transportamos essa sabedoria para a realidade corporativa, percebemos então que o avanço da equidade de gênero exige uma mudança sistêmica. Esse avanço não se restringe a comitês de diversidade ou a um evento no mês de março. A mudança atravessa a avaliação de desempenho, a política de remuneração, os critérios de promoção e a flexibilidade estrutural. Também alcança, fundamentalmente, as conversas difíceis que os líderes estão dispostos (ou não) a ter.
Convido você, líder, profissional, agente de mudança, a descer do palco das certezas operacionais e então caminhar pelo terreno fértil das perguntas incômodas:
- O que estamos normalizando em nossas equipes sem perceber?
- Quem está sendo repetidamente excluído do processo de tomada de decisão?
- Quando elogiamos a “resiliência” de uma colaboradora, que tipo de violência institucional estamos pedindo que ela suporte calada?
- Que tipo de cultura estamos ajudando a construir quando o silêncio diante de uma interrupção sexista é o nosso comportamento padrão?
- O que acontece com a inovação, a sustentabilidade e a saúde do nosso negócio quando deixamos o esgotamento estrutural sem atenção?
A transformação que o futuro do trabalho nos exige não é cosmética, mas sim civilizatória. Não podemos mais nos contentar em convidar as mulheres para sentar-se a uma mesa que continua sendo regida pelas mesmas regras de dominação de séculos atrás. O que precisamos, de fato, é construir, juntos, uma nova mesa.
O meu mês de agosto começou me mostrando dois retratos vívidos do Brasil. No coração do país, encontrei a profundidade enraizada da nossa capacidade de repensar sistemas. Na maior metrópole da América Latina, vi a urgência latente e brilhante das mulheres que movimentam a nossa economia.
Entre muitos abraços no cerrado e um megaevento em São Paulo, a mensagem ficou cristalina. A verdadeira transformação é coletiva, vulnerável, desconfortável e, sem dúvida, imensamente poderosa.
A liderança regenerativa é o caminho. A consciência é a bússola. E o momento de começarmos a restaurar esse solo, para que todos possam florescer, é inegociavelmente agora.
Sejamos a mudança!
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Kaká Mandakinï
Gallup Global Strenghts Coach, Mentora de Liderança Regenerativa, facilitadora de CNV, Consultora de DEI e acredita que a comunicação autêntica é a chave para transformar organizações em ecossistemas de vida.
https://www.diversidadeagora.com.br
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Palavras-chave: empoderamento solitário, equidade de gênero, liderança regenerativa, Comunicação Não-Violenta, inclusão, mulheres no mercado de trabalho, mudança sistêmica, sistemas de dominação, inclusão sem pertencimento, liderança consciente e regenerativa, o que é empoderamento solitário, empoderamento solitário o que é, por que empoderamento solitário não basta
O Ego como Conflito Pessoal: Quando a Necessidade de se Afirmar Esconde a Insegurança
Sabe-se que o nosso ego está relacionado à nossa identidade, à nossa sensação de “eu sou”.
Na perspectiva da psicanálise de Sigmund Freud, o ego faz parte de uma estrutura tríade, ao lado do id, relacionado aos impulsos e desejos, e do superego, relacionado à moral, aos valores e às regras sociais. O ego atua como um mediador entre essas forças internas e as exigências da realidade.
O ego, portanto, não é necessariamente algo negativo. Ele faz parte da nossa personalidade e pode nos ajudar a desenvolver autoconfiança, tomar decisões, bem como enfrentar desafios.
Entretanto, quando uma pessoa passa a se valorizar excessivamente, criando uma imagem exagerada de superioridade, pode apresentar dificuldade em receber críticas e uma necessidade constante de validação. Esse comportamento pode, muitas vezes, funcionar como uma espécie de máscara para inseguranças profundas.
Quando essa postura é acompanhada de arrogância, pode revelar o medo de não ser suficientemente boa, apesar de todo o esforço para demonstrar o contrário.
Seria esse um conflito pessoal manifestado pelo ego?
Quando uma pessoa passa a agir predominantemente pelo ego, pode se deixar conduzir pela necessidade de validação, pelo orgulho pessoal ou então pela preservação da própria imagem. A vaidade pode se tornar tão intensa que a pessoa procura controlar situações, opiniões e até mesmo a forma como é percebida pelos outros, demonstrando assim intolerância às críticas e às contrariedades.
Esse comportamento pode apresentar sinais e consequências que favorecem o surgimento de conflitos provocados pelo ego.
Alguns sinais característicos diante dos conflitos:
1. Necessidade de vencer a discussão
A pessoa busca ter a última palavra em vez de dialogar, compreender a razão do outro ou procurar um consenso.
2. Intolerância à crítica ou à contrariedade
A crítica ou uma opinião contrária pode provocar profunda irritação e raiva, dificultando a capacidade de avaliar os prós e os contras de determinada situação.
3. Vitimização
A pessoa tende a colocar-se constantemente no papel de vítima ou a responsabilizar os outros pelos próprios problemas e dificuldades.
4. Comparação excessiva
Existe uma necessidade constante de comparar-se com o sucesso, as conquistas, a aparência ou o modo de vida de outras pessoas.
Principais comportamentos associados ao ego exacerbado
- Falta de escuta: a pessoa fala predominantemente de si mesma e demonstra pouco interesse genuíno pela vida, pelos sentimentos ou pelas opiniões dos outros;
- Rejeição às críticas: qualquer comentário negativo pode ser interpretado como um ataque pessoal, provocando assim respostas agressivas ou excessivamente defensivas;
- Necessidade de superioridade: pode menosprezar as conquistas alheias para destacar as próprias qualidades e manter a imagem de alguém mais bem-sucedido, inteligente ou competente;
- Incapacidade de pedir desculpas: pode apresentar dificuldade em reconhecer os próprios erros, assumir responsabilidades e admitir quando suas atitudes prejudicaram alguém.
O ego e os relacionamentos
A pessoa que não percebe ou não reflete sobre a maneira como o próprio ego influencia suas atitudes pode enfrentar dificuldades nos relacionamentos e na vida cotidiana.
Isso acontece porque conflitos que inicialmente são internos ou pessoais podem acabar se transformando em conflitos interpessoais, afetando a convivência com familiares, amigos, colegas e outras pessoas.
O ego, como parte de nossa personalidade, pode nos ajudar a desenvolver autoconfiança e enfrentar desafios. No entanto, quando se manifesta de forma exagerada por meio da vaidade, da necessidade constante de validação, do orgulho ou da necessidade de superioridade, é importante parar e refletir.
Será que esse excesso de ego não está, na verdade, escondendo uma insegurança?
Talvez seja justamente essa a questão mais importante: compreender que, por trás de uma postura de superioridade, arrogância ou intolerância às críticas, pode existir uma pessoa insegura, que necessita constantemente reafirmar seu próprio valor.
Reconhecer essa possibilidade exige autoconhecimento e disposição para olhar para dentro de si.
A reflexão sobre o próprio ego pode ser um caminho para compreender melhor nossos conflitos pessoais e, consequentemente, melhorar a maneira como nos relacionamos com o outro.
Afinal, conhecer o próprio ego talvez seja também aprender a reconhecer os limites entre autoestima e vaidade, autoconfiança e superioridade, orgulho e dificuldade de admitir os próprios erros.
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Luísa Santo
https://www.linkedin.com/in/luisasanto/
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Palavras-chave: ego, conflito pessoal, insegurança, necessidade de validação, autoconhecimento, necessidade de se afirmar, necessidade de superioridade, conflitos provocados pelo ego, postura de superioridade
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Como Decidir com Lucidez Quando o Mercado Exige Pressa
Em momentos de crise, o maior risco da governança nem sempre é a falta de informação. Muitas vezes, é acreditar que continuamos decidindo com lucidez quando a pressão já assumiu o comando das nossas decisões.
Costumamos acreditar que líderes tomam decisões de forma fria e racional. Mas basta a pressão aumentar para percebermos que a realidade é diferente.
Quando o tempo encurta, os riscos crescem e a urgência se instala, quem costuma responder primeiro não é a nossa melhor capacidade analítica, mas sim o cérebro tentando nos proteger.
Daniel Kahneman, Prêmio Nobel de Economia e autor de Rápido e Devagar, demonstrou que nossa mente alterna entre um pensamento rápido, intuitivo e automático e outro mais lento, analítico e deliberativo. Ambos são essenciais. O problema é que, sob estresse, o pensamento reflexivo perde espaço justamente quando mais precisamos dele.
Aprendi isso da forma mais prática.
Anos atrás, uma colaboradora assumiu a entrega de um projeto importante. Renegociamos o prazo uma vez e, mesmo assim, a entrega não aconteceu. Eu vinha acompanhando o trabalho, mas a rotina intensa e a confiança que tinha nela diminuíram minha proximidade.
Quando o prazo estourou pela segunda vez, reagi de imediato e fui mais dura do que a situação exigia.
Naquele momento, não era a clareza que conduzia minha reação, mas o medo, disfarçado de cobrança por alta performance.
Algum tempo depois, pedi desculpas. Conversamos com calma e compreendi que existiam caminhos muito melhores para lidar com aquela situação.
Esse episódio nunca mais saiu da minha memória. Não pelo erro, mas porque me mostrou como a pressão pode reduzir justamente aquilo que mais precisamos preservar: o discernimento.
Greg McKeown, autor de Essencialismo, observa que, sob pressão, deixamos de escolher conscientemente o que realmente importa e passamos então a responder ao que parece mais urgente.
A urgência não elimina as escolhas. Apenas reduz a nossa percepção de que ainda estamos escolhendo.
É nesse cenário que surgem duas armadilhas frequentes.
A primeira é acreditar que as informações disponíveis são suficientes para decidir. A segunda é substituir uma pergunta difícil por outra mais confortável.
Em vez de perguntar: “Qual é a melhor decisão para o longo prazo?”, perguntamos, quase sem perceber: “O que resolve este problema agora?”
Nem sempre as duas respostas são a mesma coisa. É justamente nesse ponto que a Governança Humana oferece uma nova perspectiva.
Sob essa abordagem, o desafio não é buscar decisões perfeitas, mas criar condições para que as pessoas decidam com mais consciência, discernimento e responsabilidade, mesmo em ambientes de alta pressão.
Ao longo da minha trajetória, percebi que a qualidade de uma decisão raramente depende apenas da experiência ou da quantidade de informações disponíveis. Ela depende, sobretudo, da capacidade de criar um pequeno espaço entre a pressão e a resposta.
É nesse intervalo que recuperamos o discernimento, ampliamos a percepção e voltamos a decidir com intenção, e não apenas por reação.
Em um mercado que valoriza respostas rápidas, talvez a verdadeira vantagem competitiva esteja na capacidade de preservar a lucidez antes de decidir.
Lucidez não elimina a pressão. Ela impede que a pressão decida por nós.
É desse compromisso que nasce a Governança Humana.
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Nos vemos no próximo mês.
Karem Zapana
Educadora Corporativa e Mentora de Lideranças
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https://www.instagram.com/karemzapana
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Palavras-chave: decidir com lucidez, pressão, lucidez, discernimento, Governança Humana, preservar a lucidez, melhor decisão para o longo prazo, espaço entre a pressão e a resposta, qualidade de uma decisão, decidir com intenção
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Qual é o Papel da Competência Relacional na Construção de Relações de Valor?
Olá!
Em uma entrevista recente, Tamara Klink comentava os objetos que escolheu levar para sua invernagem no Ártico. Em um ambiente extremo, onde espaço, peso e funcionalidade deixam de ser detalhes e passam a ser critérios de sobrevivência, cada item precisa justificar sua permanência. Não há lugar para excessos românticos. Não há espaço para aquilo que está ali apenas porque sempre esteve. Em situações assim, os objetos precisam ter função. Sem isso, tornam-se apenas peso.
Essa ideia me pareceu profunda demais para ficar restrita ao universo das coisas.
Porque, se olharmos com sinceridade para a vida, perceberemos que também acumulamos relações como quem acumula objetos. Pessoas, grupos, conversas, presenças recorrentes, vínculos sociais, protocolos afetivos e alianças antigas que muitas vezes permanecem não porque ainda façam sentido, mas porque já estavam ali.
E talvez um dos grandes desafios da maturidade seja justamente aprender a reconhecer que, assim como os objetos, as relações também precisam ter lugar, coerência e sentido. Sem isso, tornam-se peso emocional, ruído existencial e volume social. É importante dizer com clareza que isso não se trata de utilitarismo. Pessoas não são ferramentas. Relações não existem para servir mecanicamente aos nossos interesses. Quando falo em função, não falo de uso. Falo de arquitetura relacional.
Arquitetura relacional é a maneira como organizamos os vínculos que sustentam a nossa vida. É a lógica invisível que define quem ocupa espaço em nosso cotidiano, quem recebe nossa atenção, quem atravessa nossos ciclos, quem partilha nossos valores e quem, de fato, contribui para que nossa existência tenha mais coerência, mais verdade e mais propósito. Toda vida possui uma arquitetura. A questão é que nem toda arquitetura foi conscientemente desenhada. Muitas são apenas resultado de acúmulos, culpas, automatismos e permanências sem revisão.
Talvez por isso tanta gente viva cercada de pessoas e, ainda assim, experimente uma dolorosa sensação de vazio.
E aqui surge um paradigma interessante: é melhor ter muitos vínculos rasos ou poucos vínculos profundos?
A pergunta parece simples, mas a resposta exige coragem. Porque ter muitos vínculos rasos costuma dar a sensação de abundância social. Há convites, mensagens, interações, nomes conhecidos, pequenos rituais de pertencimento. Tudo isso produz movimento. Mas movimento não é necessariamente profundidade. Volume não é necessariamente valor. Há vidas muito povoadas e emocionalmente desabitadas.
Por outro lado, ter poucos vínculos profundos exige outra lógica de construção. Exige intenção, escolha, comportamento. Relações profundas não surgem apenas porque gostamos de alguém ou porque convivemos há muito tempo. Elas dependem de presença verdadeira, escuta, constância, honestidade, reciprocidade, capacidade de sustentar conversas difíceis e maturidade para permanecer sem invadir. Profundidade relacional não é acidente. É obra.
Talvez por isso tantas pessoas optem, ainda que sem perceber, por uma vida relacional contemplativa.
Penso aqui naquelas estantes cheias de objetos bonitos que adornam uma sala, impressionam quem visita, demonstram repertório estético, mas não servem para nada na prática. Estão ali para serem admirados. E, curiosamente, custam caro. Custam para ser comprados, custam para ser mantidos, custam para ser limpos, custam para continuar bonitos.
Em algumas vidas, certas relações cumprem exatamente esse papel. São vínculos contemplativos. Produzem imagem, ornamentam a existência, ajudam a compor uma estética social, mas não oferecem abrigo, não geram construção, não sustentam verdade, não ampliam consciência e não colaboram com o propósito de vida de ninguém. Apenas ocupam espaço e exigem manutenção.
É duro dizer isso, mas há relações que são apenas decoração emocional.
E toda decoração excessiva pesa.
Em algum momento, a vida adulta nos obriga a perguntar: quem realmente tem lugar no barco? Quem está aqui por sentido, e quem está aqui apenas por hábito? Quem participa da minha arquitetura de vida, e quem apenas faz volume na planta? Essa reflexão fica ainda mais interessante quando lembramos de outro detalhe da fala de Tamara.
Entre os objetos que levou consigo, estava um violão. Ela mesma contou que sabia tocar apenas duas músicas. Ainda assim, levou o instrumento. Durante a invernagem, passou a dedilhar, inventar sons, criar novas melodias e desenvolver um tipo de relação com aquele objeto que, talvez, não estivesse pronta de saída. A função do violão não veio totalmente dada. Ela foi construída na relação.
Isso é belíssimo. Porque mostra que nem toda função precisa estar pronta desde o início. Algumas são produzidas pela qualidade do vínculo que estabelecemos.
Com pessoas, não é diferente.
Há relações que já chegam com sentido claro. Outras adquirem profundidade à medida que investimos nelas os comportamentos certos. Um colega se torna parceiro. Um conhecido se torna amigo. Um familiar reaprende a ocupar um lugar mais verdadeiro. Um vínculo aparentemente simples ganha densidade porque alguém escolheu oferecer presença, escuta, generosidade, honestidade e constância. A função relacional, em muitos casos, não é descoberta. É construída.
E é justamente aqui que a competência relacional se torna decisiva.
Competência relacional é a capacidade de escolher e aplicar comportamentos que transformam convivência em valor. Não basta estar perto. Não basta gostar. E não basta manter contato. É preciso saber construir sentido no vínculo. Saber quando aprofundar, quando encerrar, quando revisar, quando insistir, quando cuidar, quando recuar, quando escutar e quando oferecer presença. Relações de valor não nascem apenas do afeto. Nascem da combinação entre afeto e comportamento qualificado.
No fim das contas, talvez o grande aprendizado seja este: uma vida coerente não é a que acumula o maior número de relações, mas a que organiza vínculos com sentido. Nem toda relação precisa ser intensa. Nem toda relação precisa durar para sempre. E nem toda relação precisa ser útil. Mas toda relação deveria, de algum modo, encontrar um lugar legítimo na arquitetura da nossa vida.
Porque aquilo — e aqueles — que ocupam espaço sem construir valor acabam se transformando em peso. E peso demais compromete travessias.
Pense nisso!
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Até a próxima!
Edson Carli
https://inteligenciacomportamental.com
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Palavras-chave: competência relacional, relações, vínculos, arquitetura relacional, relações de valor, competência relacional na construção de relações de valor, papel da competência relacional, qual o papel da competência relacional, como construir sentido na relação, profundidade relacional, comportamento qualificado, como construir relações de valor, por que a competência relacional é importante, competência relacional e seu papel
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Cada Um Escuta com a História que Tem (parte I)
Entre os filtros inconscientes, a construção de sentido e a maturidade nas relações
“Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam.”
A reflexão atribuída a Leonardo Boff parece simples, mas oferece uma chave poderosa para compreendermos muitos dos conflitos que atravessam as relações humanas.
Cada pessoa interpreta a vida a partir do lugar onde pisa: do ambiente em que cresceu, das relações que viveu, das palavras que ouviu, dos afetos que recebeu — ou que lhe faltaram —, das oportunidades que encontrou, das rejeições que enfrentou e das estratégias que precisou desenvolver para ser aceita, protegida ou reconhecida.
Interpretamos o presente com uma história inteira dentro de nós. Por isso, uma mesma frase pode produzir experiências completamente diferentes.
- Você fala com intenção de cuidado, e o outro escuta como crítica.
- Você se posiciona com firmeza, e alguém interpreta como arrogância.
- Você faz uma pergunta para compreender melhor, e a outra pessoa se sente questionada em sua competência.
- Você silencia para se proteger, e quem está diante de você entende o silêncio como desprezo ou indiferença.
- Você estabelece um limite necessário, e alguém o recebe como rejeição.
Isso acontece porque ninguém escuta apenas com os ouvidos. Filtros inconscientes também participam desse processo. Nós escutamos com nossas memórias, nossas crenças, nossos medos, nossas expectativas, nossas necessidades e nossos desejos, com aquilo que sabemos sobre nós, mas também com aquilo que ainda não conseguimos reconhecer.
A comunicação, portanto, não pode ser reduzida à capacidade de falar bem. Ela é um processo de construção de significado que acontece no encontro entre diferentes mundos internos. Entre aquilo que uma pessoa deseja comunicar e aquilo que a outra consegue receber existe um território povoado por experiências conscientes e inconscientes.
A Psicanálise nos ajuda a compreender esse território.
A Psicologia Positiva, por sua vez, nos convida a perguntar como, apesar desses filtros, podemos construir relações mais conscientes, desenvolver forças internas e criar ambientes que favoreçam vínculos, sentido, realização e florescimento.
Uma abordagem nos ajuda a olhar para as marcas da história, enquanto a outra amplia nossa capacidade de construir possibilidades. Juntas, oferecem uma compreensão mais profunda da comunicação, da liderança e da maturidade emocional.
Não ouvimos apenas o que foi dito
Quando duas pessoas conversam, não estão presentes apenas as palavras pronunciadas naquele momento. Também estão presentes as experiências anteriores de cada uma: a infância em que errar significava decepcionar alguém, a família em que discordar era visto como desrespeito, o ambiente profissional em que fazer perguntas resultava em constrangimento, a relação em que o silêncio antecedia uma punição, o gestor que usava o feedback como instrumento de humilhação e a cultura organizacional em que demonstrar dúvida era entendido como incompetência.
Toda nova relação é, em alguma medida, recebida por uma pessoa que já viveu outras relações.
A Psicanálise propõe que a vida psíquica não é formada apenas por conteúdos dos quais temos consciência. Desejos, conflitos, fantasias, lembranças e mecanismos de defesa podem influenciar comportamentos e interpretações sem que percebamos claramente sua origem.
Freud desenvolveu conceitos como inconsciente, repressão, resistência e transferência para explicar como experiências e conflitos anteriores podem reaparecer nas relações presentes. Embora a Psicanálise tenha se desdobrado em diferentes escolas e recebido críticas quanto a algumas de suas formulações, sua contribuição para a compreensão da subjetividade e dos sentidos implícitos das ações humanas permanece influente.
Em outras palavras, não reagimos somente à pessoa que está diante de nós. Podemos reagir também ao que ela representa.
Uma líder pode fazer uma pergunta legítima sobre um projeto, mas a profissional que a escuta pode sentir novamente o medo que experimentava diante de uma autoridade excessivamente crítica. Um colaborador pode discordar de uma decisão, mas a gestora pode receber essa discordância como a repetição de situações em que sua autoridade foi desqualificada.
Uma pessoa pode atrasar uma resposta, e esse comportamento pode ativar no outro uma antiga sensação de abandono. Uma mulher pode se posicionar com clareza, e alguém pode reagir não apenas ao conteúdo apresentado, mas ao desconforto de ver uma mulher ocupando um lugar de autoridade que contradiz expectativas culturais profundamente internalizadas.
A cena atual, portanto, pode carregar personagens do passado. Esse é um dos motivos pelos quais algumas reações parecem maiores do que o acontecimento que as desencadeou: o presente tocou uma experiência antiga e a frase dita hoje encontrou uma ferida construída ontem.
Transferência: quando antigas relações atravessam novos encontros
Na Psicanálise, o conceito de transferência descreve o processo pelo qual sentimentos, expectativas e padrões construídos em relações anteriores são deslocados ou atualizados em uma relação presente.
O conceito surgiu no contexto clínico, mas pode nos ajudar a pensar situações que acontecem em diferentes espaços da vida.
Uma pessoa que cresceu buscando reconhecimento de figuras exigentes pode entrar em uma relação profissional tentando, novamente, provar que merece aprovação. Alguém que viveu sob controle pode interpretar toda orientação como tentativa de dominação. Uma mulher que precisou lutar continuamente para legitimar sua competência pode assumir uma postura excessivamente defensiva diante de perguntas que considera ameaçadoras.
Uma líder que teme rejeição pode evitar conversas necessárias para preservar uma sensação de harmonia, enquanto uma profissional que associa conflito à perda de vínculos pode dizer “sim” quando gostaria de dizer “não”.
Não se trata de afirmar que todas as relações profissionais reproduzem literalmente as experiências familiares, mas de reconhecer que criamos expectativas sobre as pessoas a partir das relações que nos constituíram.
A transferência faz com que, muitas vezes, percebamos o outro a partir de um lugar que não pertence inteiramente a ele.
Esperamos que ele critique antes mesmo que isso aconteça, tememos que abandone antes que se afaste, acreditamos que tentará nos controlar antes que expresse sua intenção e imaginamos que irá nos desqualificar antes mesmo de concluir a pergunta.
Essas antecipações influenciam nossa comunicação. Podemos responder defensivamente a uma agressão que ainda não aconteceu, nos explicar demais diante de alguém que não exigiu justificativas, evitar uma conversa porque prevemos um conflito semelhante ao que vivemos no passado ou exigir do presente uma reparação que ele não tem condições de oferecer.
Reconhecer esse processo não significa deslegitimar as emoções. O que sentimos é real, mas o sentido atribuído à situação pode conter elementos que vão além do acontecimento atual.
A maturidade começa quando conseguimos perguntar:
- “Estou reagindo somente ao que aconteceu aqui?”
- “Essa situação me lembra outras experiências?”
- “Estou vendo essa pessoa como ela é ou como alguém que conheci no passado?”
- “Que medo foi ativado em mim?”
- “Que expectativa estou colocando nessa relação?”
Essas perguntas não retiram a responsabilidade do outro por seus comportamentos, mas nos devolvem a responsabilidade por compreender a nossa própria participação na relação.
Projeção: quando colocamos no outro aquilo que não reconhecemos em nós
Outro conceito psicanalítico importante para compreender conflitos é a projeção.
De maneira geral, a projeção ocorre quando atribuímos ao outro sentimentos, desejos, intenções ou características que temos dificuldade de reconhecer em nós mesmos.
Uma pessoa que não se permite demonstrar ambição pode criticar duramente a ambição de outra. Alguém que teme a própria agressividade pode enxergar hostilidade em qualquer manifestação de firmeza.
Uma liderança insegura pode acusar a equipe de falta de confiança, sem perceber que ela própria não confia em sua capacidade de liderar. Uma profissional que deseja reconhecimento, mas considera inadequado admitir essa necessidade, pode interpretar a visibilidade de outra mulher como vaidade.
Isso não significa que toda crítica seja projeção, nem que comportamentos inadequados devam ser relativizados.
A reflexão proposta pela Psicanálise é mais exigente: antes de concluir que compreendemos completamente as intenções do outro, precisamos investigar o que a situação desperta em nós.
Aquilo que mais nos incomoda em alguém pode revelar um comportamento realmente problemático, mas também pode tocar uma parte de nós que foi reprimida, negada ou julgada.
Uma mulher pode sentir grande irritação diante de outra que fala com convicção porque, durante anos, aprendeu que deveria ser discreta para ser aceita. Pode chamar a outra de arrogante quando, na verdade, também deseja ocupar espaço, mas ainda não se autorizou a fazê-lo.
Da mesma forma, alguém pode criticar uma líder por ser sensível porque aprendeu a considerar a sensibilidade uma fragilidade intolerável em si mesmo.
Nesse sentido, toda interpretação carrega duas possibilidades: ela pode dizer algo sobre quem está sendo observado e também revelar algo sobre quem observa.
Maturidade psíquica não significa desconfiar de todas as percepções, mas reconhecer que nenhuma percepção é completamente neutra.
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Luciana Soares Passadori
https://www.passadori.com.br
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As Conversas que Nunca Aconteceram
Existem conversas que permanecem vivas na memória.
São aquelas que mudaram um caminho, encerraram um ciclo, abriram uma possibilidade ou trouxeram uma nova compreensão sobre nós mesmos.
Talvez você consiga se lembrar de algumas delas.
Uma conversa que encorajou. Outra que acolheu. Uma que ofereceu direção quando tudo parecia confuso. Ou até aquela conversa difícil que, apesar do desconforto, fortaleceu uma relação.
Hoje, porém, quero convidar você a olhar para outro tipo de conversa:
- Aquelas que nunca aconteceram.
- O pedido de desculpas que nunca chegou.
- O reconhecimento que permaneceu preso na garganta.
- O “eu tenho orgulho de você” que jamais foi dito.
- O “eu errei”.
- O “eu acredito em você”.
- O “como você está… de verdade?”
- Ou, simplesmente, alguém que perguntasse com intencionalidade: “Como posso ajudar?”
São ausências silenciosas. E, justamente por serem silenciosas, muitas vezes passam despercebidas.
Nem sempre percebemos que também somos moldados pelas palavras que nunca escutamos, pelas perguntas que nunca foram feitas e pelos diálogos que jamais encontraram espaço para existir.
Algumas dessas ausências acompanham pessoas por muitos anos.
Influenciam a maneira como enxergam a si mesmas, a forma como constroem relacionamentos, a facilidade ou a dificuldade para confiar, a coragem para se posicionar, a disponibilidade para pedir ajuda e a necessidade constante de aprovação.
Tudo isso pode fazer parte da nossa história.
Reconhecer essa influência não significa entregar ao passado a responsabilidade pelo presente. Significa compreender que nossa história deixou marcas, e que conhecer essas marcas amplia nossa liberdade de escolha.
A consciência não nos aprisiona. Ela nos devolve possibilidades.
Ao longo desta coluna, conversamos sobre a importância da autoconsciência, dos limites, da escuta e das conversas seguras. E talvez este seja um dos pontos em que todos esses temas se encontram.
Nesse ponto, existe uma pergunta que merece ser feita:
Até quando permitiremos que uma conversa que nunca aconteceu continue influenciando as conversas que vivemos hoje?
Pode ser que você tenha dificuldade para dizer “não” porque, em algum momento da vida, aprendeu que agradar era a melhor forma de ser aceito.
Talvez silencie seus incômodos porque descobriu cedo demais que expressar sentimentos podia trazer críticas, afastamentos ou punições. Talvez evite conflitos porque nunca viu um conflito ser vivido com respeito.
Essas possibilidades não definem quem você é. Elas ajudam a compreender como alguns caminhos foram sendo construídos. Compreender, porém, não significa permanecer, mas ganhar consciência para escolher.
Existe uma diferença importante entre explicar um comportamento e justificá-lo. Explicar amplia a compreensão, enquanto justificar pode interromper a transformação.
Quando entendemos de onde vêm algumas das nossas reações, deixamos de lutar contra nós mesmos.
Ao mesmo tempo, passamos a perceber que podemos escrever capítulos diferentes. A história continua e nós continuamos aprendendo.
Talvez a conversa que você esperou ter durante muitos anos nunca aconteça. Algumas pessoas podem jamais reconhecer o impacto que tiveram em sua vida, um pedido de desculpas talvez nunca seja feito e aquele abraço pode nunca chegar.
Essas ausências podem doer, mas, ainda assim, não precisam determinar os próximos capítulos da sua história.
Há uma pergunta que considero ainda mais importante:
Existe alguma conversa que você passou a vida esperando ter com alguém ou alguma pergunta que esperou ouvir e que, hoje, pode começar a fazer a si mesmo?
Talvez seja o momento de reconhecer a própria coragem, de validar a própria trajetória, de acolher a própria vulnerabilidade, de dizer a si mesmo que fez o melhor que podia com os recursos que tinha em cada etapa da vida.
Não para apagar o passado nem para romantizar a dor, mas sim para permitir que ela deixe de conduzir silenciosamente as escolhas do presente.
Gosto de pensar que a vida nos oferece uma oportunidade extraordinária.
Nem sempre podemos voltar para viver as conversas que ficaram ausentes. Podemos, entretanto, construir conversas diferentes daqui para frente, oferecer aos nossos filhos as palavras que sentimos falta de ouvir e reconhecer colegas antes que o silêncio ocupe o lugar do reconhecimento.
Podemos pedir desculpas enquanto ainda há tempo, agradecer, perguntar e escutar. Também podemos dizer “eu preciso de ajuda”, “eu me importo com você”, “eu estava errado”, “obrigada” e, sobretudo, iniciar uma conversa mais gentil conosco.
Talvez essa seja uma das maiores expressões de maturidade emocional: reconhecer que não escolhemos todas as conversas que moldaram nossa história e, ainda assim, escolher conscientemente quais conversas irão moldar o nosso futuro.
Porque o passado explica parte de quem somos. O presente nos convida a decidir quem desejamos nos tornar. E, provavelmente, a conversa mais transformadora da nossa vida não seja aquela que esperamos que venha de alguém.
Talvez seja aquela que decidimos começar, com coragem, responsabilidade e verdade, a partir de nós mesmos.
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Quer saber mais sobre como as conversas que nunca aconteceram podem se transformar em consciência, novas escolhas e possibilidades para o futuro? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Até breve!
Angela Passadori
http://facebook.com/angelapassadori
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A Maior Dor do Exercício da Liderança
Para muitos profissionais, estar na posição de liderança é uma grande conquista de carreira. Mas com ela vem inúmeras responsabilidades. Os resultados deixam de ser fruto da sua execução e passam ser do seu time. A mentalidade e atitude precisam mudar de executor para gestor. De influenciar ao invés de operar. De gerir ao invés de controlar.
Uma das maiores dores que percebo no exercício de liderança, no desenvolvimento de vários treinamentos com líderes em diversos pipelines, é a autogestão.
“Eu não tenho tempo para desenvolver pessoas”. “Não consigo priorizar pessoas, pois tenho que focar em resultados”. “Não consigo fazer rituais com frequência, pois tenho muitas prioridades e urgências”.
O papel aqui não é julgar. Já estiver em diferentes pipelines de liderança e sei que o negócio nos puxa para mil reuniões e emergências. Nosso papel aqui é apoiar no desenvolvimento dos líderes para ampliarem a consciência do impacto das escolhas que fazem e buscar trazer intencionalidade para novas tomadas de decisão.
É fácil dizer sobre qualidade de rituais, mas como fazer com times gigantes? Já que você tem que escolher as batalhas, a que decidir, precisa ser com muita qualidade.
Muitas vezes, vemos desenvolvimento como resolver problemas. Treinar é perder tempo em que se poderia executar. Mas muitas vezes precisamos ampliar esta perspectiva, onde parar seus líderes ou times para desenvolver algo, gera ganho de tempo e resultados lá na frente.
Você precisa de times eficientes, mas por mais que fale, seu time não utiliza IA por medo, resistência ou falta de tempo. Que tal, parar para um bom letramento, trabalhar a mentalidade e medos que precisam ser vocalizados para engajar o time, diminuir ruídos de comunicação de receio de desligamento, ampliar a visão sistêmica e pensamento crítico mostrando os ganhos na performance e carreira do colaborador?
Precisamos transformar momentos azedos em boas limonadas através de novas perguntas, experimentações e intencionalidade.
O exercício da liderança é tomar decisões com planejamento e preparo. Investir em aprendizado, desenvolvimento e até na sua própria autogestão, vai te apoiar a construir times mais autônomos e responsáveis. A consequência são os resultados e objetivos esperados.
Comece por você. Escolha uma autogestão estratégica. Aporte valor percebido para seu time com bons rituais. Talvez o negócio veja mais esforço do que valor. Colocar intencionalidade, transforma não apenas todo o ecossistema do seu time, mas vai gerar resultados mais sustentáveis para você, seu time e o negócio.
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Aline Gomes
alinegomes@alimonada.com.br
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Confira também: O Papel da Liderança no Desenvolvimento das Pessoas na Era de IA
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Carreira: Oportunidades Não Aparecem por Acaso. Elas Encontram Quem É Visto
Imagine duas pessoas. As duas entregam resultados semelhantes, são tecnicamente competentes e ambas trabalham com dedicação.
Mas, quando surge uma oportunidade, apenas uma delas é lembrada.
Por quê?
A resposta raramente mora na competência. Na maioria das vezes, está na percepção.
Esse talvez seja um dos maiores equívocos de quem deseja crescer profissionalmente: acreditar que basta fazer um excelente trabalho para que, organicamente, alguém perceba seu valor.
Gostaria que fosse assim, mas o mundo corporativo não funciona dessa maneira.
Competência invisível demora mais para ser reconhecida
Na Psicologia existe um fenômeno conhecido como Efeito Halo, descrito pelo psicólogo Edward Thorndike. Ele demonstra que uma característica positiva percebida em uma pessoa influencia a forma como avaliamos todas as suas outras características.
Na prática, isso significa que profissionais que comunicam bem suas ideias, transmitem segurança e participam das discussões relevantes costumam gerar a percepção de mais preparados, influentes e confiáveis.
Isso não significa que a competência técnica seja menos importante.
Significa apenas que competência sem percepção demora muito mais para ser reconhecida. E essa é uma reflexão importante para quem está em transição de carreira.
Muitas vezes, o próximo passo não depende apenas de desenvolver novas habilidades, mas também de aprender a comunicar, de forma estratégica, o valor que já entrega.
Quando o silêncio custa caro
Existe uma diferença enorme entre autopromoção e posicionamento.
Autopromoção busca aplausos, posicionamento gera clareza. E comunicar resultados não é ego, é responsabilidade.
Quando você conclui um projeto importante, resolve um problema complexo ou gera impacto para o negócio, não está falando apenas sobre você. Está mostrando como suas competências contribuem para os objetivos da organização.
O problema é que muitos profissionais permanecem em silêncio por receio de parecerem arrogantes. Enquanto outras pessoas ocupam espaços não necessariamente porque trabalham mais, mas porque aprenderam a tornar seu valor perceptível.
O desafio da visibilidade consciente
Durante os próximos sete dias, faça um experimento.
Todos os dias, escolha uma oportunidade para tornar seu trabalho mais visível de maneira genuína.
Pode ser compartilhar um resultado importante explicando seu impacto, fazer uma pergunta estratégica em uma reunião, apresentar uma ideia de melhoria, reconhecer publicamente o trabalho de um colega, conectar uma entrega aos resultados do negócio ou então participar de uma discussão que normalmente observaria em silêncio.
Ao final da semana, reflita:
- O que mudou quando deixei de esperar que percebessem meu trabalho?
- Como as pessoas reagiram quando comuniquei melhor minhas entregas?
- Em quais momentos percebi que posicionamento também é uma competência?
Talvez você descubra que não faltava talento, mas faltava sim intenção.
Conclusão: visibilidade também faz parte da carreira
Transição de carreira não acontece apenas quando mudamos de empresa ou assumimos um novo cargo, mas também acontece quando mudamos a forma como nos posicionamos diante das oportunidades.
Esperar que o trabalho fale sozinho pode parecer confortável, mas muitas vezes, significa abrir mão de participar das conversas onde o futuro profissional é, de fato, decidido.
“Talvez o maior risco da sua carreira não seja errar. Seja permanecer invisível.”
Não espere que descubram seu potencial por acaso. Faça do seu posicionamento um reflexo do valor que você entrega. Afinal, oportunidades não aparecem por acaso. Elas encontram quem é visto.
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Renato Moreno
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Confira também: Nem Sempre Velocidade É Sinônimo de Evolução
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
Participe da Conversa
É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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