fbpx

Transtornos Psicoadaptativos: A Alma em Busca de Sentido na Era Digital

Descubra como os transtornos psicoadaptativos revelam a tensão entre Persona, Sombra e Self na era digital. Entenda como psicanalistas, terapeutas, coaches e mentores podem apoiar uma readaptação psíquica mais autêntica e consciente.

Transtornos Psicoadaptativos: A Alma em Busca de Sentido na Era Digital

Transtornos Psicoadaptativos: A Alma em Busca de Sentido na Era Digital

Vivemos em uma era de aceleração sem precedentes. Em 2026, a fronteira entre o humano e a tecnologia (IA) tornou-se tênue, e o que chamo de Transtornos Psicoadaptativos não são necessariamente patologias clínicas clássicas, mas sim falhas na capacidade do Ego de processar a complexidade da “modernidade líquida”.

Na visão Junguiana, esses transtornos surgem quando há uma dissociação entre a Persona (a máscara social) e o Self (o centro da totalidade psíquica). O indivíduo tenta se adaptar a um mundo hiperexigente, mas acaba por negligenciar sua própria natureza interna, gerando ansiedade, vazio existencial e exaustão.


O Conflito entre a Persona e a Sombra

Atualmente, a pressão por performance e a exposição digital forçam a criação de uma Persona rígida e perfeita. Tudo o que não se encaixa nesse ideal é empurrado para a Sombra. O transtorno psicoadaptativo ocorre quando essa Sombra, negligenciada, começa então a “sabotar” a vida consciente por meio de sintomas psicossomáticos ou crises de identidade.


Como os Profissionais podem ajudar

Abaixo, apresento como cada área de atuação pode intervir nesse processo de readaptação e cura, a saber:

  • Psicanalistas (Foco no Inconsciente): O papel do analista é ajudar o cliente a resgatar o diálogo com o inconsciente. Através da análise de sonhos e da imaginação ativa, o cliente compreende que seu sintoma é, na verdade, um chamado para o processo de Individuação. O foco é a integração da Sombra.
  • Terapeutas Holísticos (Foco no Equilíbrio): Trabalham na regulação do campo energético e emocional. Ajudam o cliente a “aterrar” em meio ao caos digital, utilizando técnicas que integram corpo, mente e espírito, combatendo assim a fragmentação psíquica típica dos transtornos de adaptação.
  • Coaches e Mentores (Foco na Ação Consciente): O coach atua no alinhamento entre os valores do Self e as metas da Persona. Ajuda o cliente a desenvolver a habilidade de “Aprender a Aprender”, permitindo assim que ele navegue pelas mudanças tecnológicas sem perder sua essência humana e ética.

Comparativo de Abordagens Profissionais

Para visualizar melhor como cada profissional pode contribuir para a compreensão e o acompanhamento dos transtornos psicoadaptativos:

ProfissionalFoco PrincipalFerramenta JunguianaObjetivo Final
PsicanalistaProfundidade / PassadoAnálise de Sonhos / SombraIntegração Psíquica
TerapeutaBem-estar / PresenteEquilíbrio dos ArquétiposHarmonia Holística
CoachPerformance / FuturoAlinhamento com o SelfAção Autêntica

O Fluxo da Readaptação Psíquica

{INSERIR IMAGEM AQUI]

 


Conclusão: O Desafio da Autenticidade

Os transtornos psicoadaptativos da atualidade são, em última análise, crises de desconexão. O papel do psicanalista, terapeuta ou coach não é apenas “ajustar” o indivíduo ao sistema, mas sim ajudá-lo a encontrar um centro de gravidade interno que seja independente das pressões externas.

Como filósofo e educador, acredito que a maior competência do século XXI é a capacidade de manter a integridade da alma em um mundo em constante metamorfose.

“Como você se preparará para essa realidade?”

Resumo:
  • Transtornos Psicoadaptativos: Surgem da tensão entre as exigências do mundo moderno e a necessidade de autenticidade do Self.
  • Perspectiva Junguiana: A cura reside no processo de Individuação e na integração da Sombra.
  • Atuação Multidisciplinar: Psicanalistas mergulham no simbólico, terapeutas equilibram o todo e coaches alinham a ação ao propósito.

Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como compreender os transtornos psicoadaptativos e preservar sua autenticidade diante das pressões da era digital? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Um abraço e até a próxima!

Iússef Zaiden Filho
Psicanalista, Terapeuta e Coach
http://www.izfcoaching.com.br/

Confira também: O Século 21 Não Premia Quem Corre Mais — Premia Quem Cuida da Mente e Sustenta o Bem-Estar

Palavras-chave: transtornos psicoadaptativos, sombra, persona, self, autenticidade, integração da sombra, processo de individuação, pressão por performance, crises de desconexão, crises de identidade, modernidade líquida, o que são transtornos psicoadaptativos, o que são crises de identidade, o que são crises de desconexão
Neste artigo

Participe da Conversa


A Fé que Permanece Quando Tudo Parece Vacilar

Descubra como fortalecer a fé por meio do silêncio, do discernimento e de pequenas escolhas diárias. Uma reflexão sobre essência, confiança e espiritualidade para permanecer firme e sereno quando as circunstâncias da vida parecem vacilar.

Como Fortalecer a Fé Quando Tudo Parece Vacilar

A Fé que Permanece Quando Tudo Parece Vacilar

Querido leitor,

Há momentos na vida em que sentimos nossa fé diminuir.

Mas quem já se viu guiado pela fé em algum momento desafiador não deixa de acreditar; apenas se distrai diante do barulho da vida. As preocupações ocupam espaço, as perdas nos visitam, os planos mudam de direção e, então, começamos a imaginar que a fé também oscila na mesma intensidade dos acontecimentos.

Mas será que ela realmente oscila?

Essa pergunta me acompanha há algum tempo. Quanto mais estudo diferentes tradições filosóficas e espirituais, mais percebo algo em comum entre elas: existe, dentro de cada ser humano, um lugar que permanece inteiro. Um espaço que não envelhece, não se rompe e não depende das circunstâncias para existir.

É desse lugar que se experimenta a verdadeira fé.

Quando confundimos nossa essência com aquilo que sentimos no momento, acreditamos que somos nossas dúvidas, nossos medos e nossas inseguranças. Passamos a medir nossa vida espiritual pela intensidade das emoções.

Mas as emoções mudam, assim como os pensamentos e as circunstâncias.

Acontece que a essência sempre permanece.

Essa compreensão muda completamente a maneira como olhamos para nós mesmos diante das oscilações da vida.

Imagine um lago.

Quando venta, sua superfície se agita. As ondas surgem, a água parece perder a tranquilidade. No entanto, alguns metros abaixo, tudo continua silencioso. A profundidade do lago não participa da tempestade que acontece na superfície.

Nossa mente se parece muito com essa superfície.

Ela cria cenários, interpreta acontecimentos, produz medos, expectativas e preocupações. É natural que faça isso. O problema começa quando acreditamos que somos essas ondas.

Não somos.

Existe em nós um observador silencioso que permanece presente enquanto tudo acontece.

Acredito que a maturidade espiritual seja justamente aprender a reconhecer essa diferença.

Outro aspecto que merece nossa atenção é a facilidade com que nos deixamos seduzir pelas aparências.

Vivemos cercados por formas, títulos, rituais, regras e símbolos. Tudo isso pode ter seu valor, desde que não substitua a experiência interior.

É como olhar um espelho coberto por um véu. Durante algum tempo, podemos imaginar que o tecido seja a realidade. Mas o espelho continua inteiro atrás dele, mesmo que não o enxerguemos.

A espiritualidade também corre esse risco.

Às vezes, nos preocupamos tanto em ser espirituais que esquecemos que já somos. Esquecemos de viver com presença, gentileza e coerência.

A forma é importante, mas ela nunca é o destino.

Existe, ainda, um elemento quase esquecido na vida contemporânea: o silêncio.

Vivemos cercados por notificações, opiniões, conteúdos e estímulos. O excesso de informação nos fez acreditar que toda resposta precisa chegar por meio de mais conhecimento.

Nem sempre. Ou melhor, nem sempre de um tipo de conhecimento que aprendemos a buscar. O verdadeiro conhecimento não se aprende, se recorda. Mas, para recordá-lo, o silêncio, que revela a essência, o Eu Sou acima de qualquer coisa, precisa ganhar abrangência em nós.

Existem respostas que aparecem com naturalidade quando diminuímos o volume do mundo. Porque elas sempre estiveram ali; nós é que perdemos o jeito de interpretá-las.

Pense na casa depois de uma tempestade.

Quando o vento finalmente cessa, começamos a ouvir sons que antes estavam escondidos: o canto dos pássaros, o movimento das folhas, a própria respiração.

Com a vida interior acontece o mesmo. O silêncio não é vazio, mas um espaço onde voltamos a escutar aquilo que sempre esteve presente.

Também é curioso perceber como buscamos experiências extraordinárias para fortalecer a fé, quando, na verdade, ela costuma crescer por meio das pequenas escolhas repetidas todos os dias.

A água não esculpe uma rocha pela força de uma única gota.

Ela a transforma pela constância.

É a conversa sincera, a oração feita sem pressa, a respiração consciente, o gesto de gentileza, o perdão oferecido mais uma vez, a gratidão lembrada em um dia comum.

A espiritualidade ganha muito mais forma nos pequenos hábitos que escolhemos cultivar.

Outro aprendizado importante é desenvolver discernimento.

Nem tudo o que passa pela mente merece permanecer dentro dela.

Pensamentos aparecem o tempo todo, mas a maioria deles reflete medo, ansiedade ou antigas histórias que ainda carregamos.

Discernir é agir como um ourives diante de uma peneira.

A areia passa, mas o ouro permanece.

Existe uma sabedoria silenciosa que aprende, aos poucos, a reconhecer aquilo que nos aproxima da paz e aquilo que apenas alimenta a nossa inquietação.

E então chegamos à confiança.

Mas não a um tipo de confiança que depende de garantias. Refiro-me àquela confiança que continua caminhando mesmo quando ainda não consegue enxergar todo o percurso.

Uma semente enterrada na terra escura não vê o sol.

Ainda assim, cresce na direção dele.

Ela não possui provas, mas uma natureza que a impulsiona.

Acredito que essa seja a imagem mais bonita da fé.

Confiar não significa eliminar todas as dúvidas, mas não permitir que elas decidam o rumo da caminhada.

No fim, toda essa jornada desemboca em uma pergunta muito simples: Como essa espiritualidade aparece na forma como vivo?

Porque o verdadeiro propósito nunca é defender uma filosofia.

É encarná-la.

Nós encontramos nosso caminho quando existe coerência entre aquilo que acreditamos, aquilo que sentimos e aquilo que fazemos.

A fé não surge quando tudo está bem. Ela apenas se torna visível.

Porque, no fundo, sempre esteve ali. Silenciosa. Inteira. Esperando apenas que voltássemos para casa.

Inspirado em ensinamentos da tradição védica, especialmente nos conceitos de Atman, Maya, Mauna, Vrittis, Prana, Sadhana, Viveka, Shraddha e Dharma, reinterpretados à luz do desenvolvimento humano e da experiência cotidiana.


Se esta reflexão fez sentido para você, convido-o a continuar essa jornada comigo pelo Instagram: @shirleybrandaooficial.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como fortalecer a fé e permanecer sereno mesmo quando as circunstâncias da vida parecem abalar suas certezas? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Com carinho,

Shirley Brandão
Mentora em Desenvolvimento Humano há 37 anos · Terapeuta e Mentora do Método Louise Hay
https://shirleybrandao.com.br/
@shirleybrandaooficial

Confira também: Você Conhece Suas Emoções ou Apenas as Sente Passar?

Palavras-chave: fé, fortalecer a fé, espiritualidade, silêncio, confiança, essência, como fortalecer a fé, a fé que permanece quando tudo parece vacilar, pequenas escolhas repetidas todos os dias, maturidade espiritual, ensinamentos da tradição védica
Neste artigo

Participe da Conversa


Dizer “Não”: Uma Escolha que Preserva Saúde e Relacionamentos

Aprenda a dizer não com equilíbrio e assertividade para estabelecer limites, proteger sua saúde emocional, fortalecer relacionamentos, evitar sobrecarga e preservar sua carreira sem transformar firmeza em agressividade.

Dizer Não: Aprenda a Preservar Saúde e Relacionamentos

Dizer “Não”: Uma Escolha que Preserva Saúde e Relacionamentos

Sou mentor e fui contratado por uma grande empresa farmacêutica para apoiar uma gestora para estar pronta para assumir um papel de diretora. Sua promoção estava condicionada a um comportamento assertivo e seguro, tendo em vista que seu currículo era suficiente para a nova missão e seus conhecimentos e experiência a qualificavam para a vaga.

Como de praxe, a fase inicial é de estabelecimento de objetivos e levantamento de características sobre a pessoa mentorada, por meio de questionários, entrevistas e informações fornecidas pela empresa, considerando suas fortalezas e fraquezas.

Nesse estudo inicial, identificamos muitas qualidades, entre elas sua excelente cultura, facilidade de comunicação, grande simpatia pessoal, amabilidade, gentileza e educação. Também observamos alguns desafios, como a falta de segurança para se posicionar. Considerada uma pessoa “boazinha” (ela mesma disse isso), excessivamente autocrítica, além de prolixa e detalhista em suas falas, o que poderia fazê-la parecer enfadonha.

Uma das principais características levantadas era sua dificuldade em dizer não. Sempre que solicitavam algo para ela fazer, embora não fosse da sua área ou de seu escopo profissional, fazia, mesmo se sacrificando ou sobrecarregando o pessoal da sua equipe.

É sobre esse tema que escolhi escrever neste artigo: aprender a dizer “não”.

Aparentemente simples, a dificuldade de dizer “não” é um fenômeno complexo que envolve dimensões emocionais, cognitivas, sociais e culturais. Quem não consegue negar pedidos, convites ou demandas vive num estado permanente de sobrecarga emocional e relacional. Assume compromissos que não deseja, não pode ou não deveria honrar.

A raiz do problema está em uma distorção fundamental: a pessoa confunde recusar um pedido com rejeitar uma pessoa, como se o “não” fosse um veredicto sobre o valor do outro, e não uma delimitação legítima de tempo, energia e prioridades.


Algumas causas das dificuldades de dizer “NÃO”


* Medo do Conflito e da Rejeição

Nesse contexto, a pessoa opera sob um medo antecipado da reação do outro no qual o cérebro interpreta a possibilidade de desagradar como uma ameaça social.

Exemplo: Uma gerente convidada para um projeto extra no fim do expediente. Mesmo já sobrecarregada de tarefas, aceita, porque teme que a recusa seja interpretada como “falta de comprometimento” com seus colegas.


* Necessidade de Aprovação e Reconhecimento

Existe um perfil que vincula autoestima e carência de afeto. Nesse contexto, a pessoa só se sente valiosa quando útil, elogiada, quando não decepciona, e o “sim” vira uma moeda de troca por afeto e validação.

Exemplo: Um profissional que assume constantemente o trabalho dos colegas para ouvir “você salvou minha vida”, mesmo que não seja verdade, mas locupleta com o elogio.


* Culpa Internalizada

Muitas pessoas foram educadas em ambientes onde dizer não era punido com chantagem emocional, frieza ou retaliação. A criança que aprende que negar gera perda de amor cresce como um adulto que trata cada “não” como um ato de traição afetiva.

Exemplo: Um homem que nunca recusa convites da família porque, na infância, a mãe dizia “depois não chora se ninguém te quiser” quando ele preferia ficar em casa.


* Baixa Tolerância ao Desconforto Emocional

Dizer “não” provoca um pico de ansiedade momentânea, gerando em quem tem baixa tolerância a esse desconforto escolher dizer “sim” não por vontade, mas por alívio imediato, trocando, desse modo, um desconforto de segundos por uma sobrecarga de dias ou semanas.

Exemplo: Alguém aceita organizar a festa de aniversário de um colega que mal conhece, sente alívio ao ver o sorriso dele, e depois passa três semanas estressada com o trabalho assumido.


* Distorção Cognitiva: “Se Eu Não Fizer, Ninguém Faz”.

É a crença de que o mundo irá desmoronar sem a sua atuação. É uma mistura do senso de responsabilidade com a necessidade de controle e, nesse contexto, o “sim” aqui não é generosidade, mas uma ilusão de ser indispensável.

Exemplo: Um empreendedor que responde e-mails de clientes às 23h porque “se eu não responder, vão achar que sou relapso”.


* Condicionamento Cultural

No Brasil, particularmente, existe uma cultura da simpatia obrigatória, na qual, dizer “não” é frequentemente associado a ser “frio”, “arrogante” ou “antipático”. A cordialidade brasileira, tão celebrada, também tem seu lado sombrio: ela penaliza quem estabelece limites.

Exemplo: Uma profissional que recusa um convite para happy hour e ouve: “Nossa, você é antissocial, como se a recusa fosse um defeito de caráter.


Consequências de quem tem dificuldades para dizer “NÃO”

  • Sobrecarga e Queda de Qualidade: quem diz “sim” para tudo acaba operando acima da sua capacidade real. O resultado não é excelência, é mediocridade por diluição.
  • Perda de Credibilidade: apesar de ser um paradoxo, a pessoa que sempre diz “sim” perde respeito, pois os colegas percebem que ela não tem filtros, não tem prioridades claras e passam a tratá-la como recurso, não como profissional.
  • Autoridade e Liderança fracas: o líder que não consegue dizer “não” para a equipe, para o chefe ou para os pares transmite fraqueza institucional e como consequência, perde a confiança na capacidade de proteger seu time de demandas abusivas.
  • Estagnação de Carreira: quem diz “sim” para o trabalho dos outros frequentemente diz “não” para o próprio crescimento. Nesse sentido, não sobra tempo para estudar, planejar, pensar estrategicamente porque doou o tempo a terceiros.
  • Ressentimento Silencioso: isso tem a ver com a pessoa que sempre diz “sim” tende a acumular ressentimentos não expressos por criar uma expectativa de retorno de alguma forma por não ter dito “não”, mesmo que a outra pessoa não tenha pedido nada.
  • Relações Assimétricas: isso é muito comum, pois quem não diz “não” atrai pessoas que dependem disso, tornando-se exploradores emocionais, “amigos” que só aparecem quando precisam, familiares que se acostumam com a disponibilidade incondicional, muito comum em casos de empréstimo de dinheiro e quem emprestou tende a perder o dinheiro e o amigo.
  • Esgotamento Físico e Emocional: o corpo cobra por meio de insônia, ansiedade, dores tensionais, problemas digestivos, ganho ou perda de peso.
  • Perda de Identidade: acontece quando a pessoa que vive em função dos outros esquece quem ela é, e nesse contexto, nem sabe mais o que gosta, o que quer, para onde vai. A identidade foi dissolvida em uma série interminável de “sins” alheios.

Como Reverter o Processo Sem Causar Transtornos

Esse é o “pulo do gato” e o ponto mais delicado dessa reflexão, muitas vezes fundamental para a própria saúde e sucesso na carreira, que é a transição do “sim” compulsivo para o “não” saudável.

Essa mudança não precisa ser repentina, pode ser estrategicamente organizada e praticada. Caso contrário, irá atuar no outro extremo, criando assim outro tipo de dificuldades.

Apresento algumas sugestões que tenho praticado com meus mentorados com essa dificuldade:

  • O equilíbrio está em dizer “não” com a mesma elegância e naturalidade com que se diz “sim”. E por isso, procure ser firme ao dizer seus nãos, como por exemplo:
    • “Se tiver tempo realizo, se não, não sobrecarregarei minha equipe.”
    • “Preciso verificar minha agenda e te respondo até amanhã.”
    • “Deixe-me avaliar meus compromissos atuais antes de assumir isso.”
  • Ofereça uma alternativa que seja viável, mostrando que a recusa não é pessoal, mas logística.
  • Dizer “não” vai provocar ansiedade nas primeiras vezes. Isso é normal e esperado. O desconforto diminui com a repetição.
  • O desconforto de dizer ‘não’ dura segundos. O desconforto de ter dito ‘sim’ dura semanas, meses, às vezes anos.

Concluindo, um risco é o de que a pessoa que descobre o poder do “não” pode cair na armadilha de recusar tudo como sinal de posicionamento, mas a agressividade disfarçada de limite é tão disfuncional quanto subserviência disfarçada de bondade.

Lembre-se que dizer ‘não’ é um ato de respeito com você e com o outro.

Aceitar algo que você não vai conseguir entregar se torna um desrespeito disfarçado de cortesia. E, nesse sentido, o “não” honesto é mais ético que o “sim” ilusório.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como aprender a dizer “não” com assertividade pode proteger sua saúde, fortalecer seus relacionamentos e impulsionar sua carreira? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Reinaldo Passadori
Especialista em Comunicação e Oratória, com mais de 42 anos de experiência no desenvolvimento humano e comunicacional. Fundador e CEO do Instituto Passadori de Educação e Comunicação, Palestrante, Mentor e Escritor.
https://www.passadori.com.br/

Confira também: Protagonistas do Futuro: Como a Escola Pode se Conectar ao Mercado de Trabalho

Palavras-chave: dizer não, limites, sobrecarga, carreira, desconforto emocional, dificuldade em dizer não, como dizer não, como aprender a dizer não, aprender a dizer não, por que é importante aprender a dizer não, por que saber dizer não é importante, medo do conflito e da rejeição, necessidade de aprovação e reconhecimento, baixa tolerância ao desconforto emocional, esgotamento físico e emocional
Neste artigo

Participe da Conversa


Novas Regras do Crédito Consignado Reforçam Debate Sobre Educação Financeira dos Trabalhadores

Entenda por que as novas regras do crédito consignado exigem mais educação financeira. Veja os riscos dos juros, do desconto em folha e do uso do FGTS, além do papel das empresas na prevenção do endividamento dos trabalhadores.

Novas Regras do Crédito Consignado Reforçam Debate Sobre Educação Financeira dos Trabalhadores

Novas Regras do Crédito Consignado Reforçam Debate Sobre Educação Financeira dos Trabalhadores

As novas regras do Crédito do Trabalhador, que entraram em vigor com a publicação da Portaria nº 1.115/2026 do Ministério do Trabalho e Emprego, representam mais um passo na consolidação do crédito consignado para empregados da iniciativa privada. A regulamentação estabelece novos procedimentos para empresas, especialmente em casos de desligamento. Ela amplia o uso da plataforma digital para consulta dos contratos e reforça a operacionalização das garantias oferecidas pelos trabalhadores.

Do ponto de vista operacional, trata-se de um avanço importante para dar mais segurança e padronização ao processo.

Entretanto, enquanto a regulamentação evolui para organizar o funcionamento do sistema, permanece uma questão muito mais profunda e preocupante: será que o trabalhador está realmente preparado para tomar decisões conscientes antes de contratar esse crédito?

Essa talvez seja a pergunta mais importante de todo esse debate. A expansão do crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada vem sendo apresentada como uma importante ferramenta de inclusão financeira. Com acesso simplificado, contratação digital diretamente pela Carteira de Trabalho Digital, possibilidade de oferecer garantias e taxas inferiores às de modalidades como cheque especial e cartão de crédito, o produto passou a ocupar posição de destaque nas estratégias do sistema financeiro.

À primeira vista, a proposta parece positiva. Afinal, ampliar o acesso a crédito com custos potencialmente menores pode representar uma alternativa para milhões de brasileiros. O problema é que a discussão continua concentrada quase exclusivamente na facilidade de contratação, enquanto um aspecto essencial permanece em segundo plano: a capacidade do trabalhador de compreender plenamente o impacto dessa decisão sobre sua vida financeira.

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN), em parceria com o Instituto Axxus de Pesquisas, ligado à Unicamp, revela a dimensão desse desafio. O levantamento, realizado com 800 pessoas, mostrou que 83% dos trabalhadores que contrataram o Crédito do Trabalhador não sabem quanto estão pagando de juros. Além disso, 69% afirmaram não ter analisado os impactos da contratação em suas finanças pessoais e 54% disseram não ter recebido qualquer orientação antes de assumir a dívida.


Os números revelam uma realidade preocupante: milhões de brasileiros estão contratando crédito sem compreender seu custo real, seu impacto sobre a renda futura e as consequências para a estabilidade financeira da família. É justamente aí que reside o maior risco.


O consignado vem sendo apresentado como uma solução simples para problemas financeiros complexos. No entanto, aquilo que oferece um alívio imediato pode transformar-se em um compromisso de longo prazo, comprometendo parte da renda do trabalhador durante anos, muitas vezes sem que ele tenha plena consciência da dimensão desse compromisso.

Existe uma percepção bastante disseminada de que o consignado é um crédito barato. Essa narrativa se consolidou porque suas taxas normalmente são inferiores às encontradas em modalidades como cheque especial, rotativo do cartão ou empréstimos pessoais convencionais. Contudo, comparar o consignado apenas com as linhas mais caras do mercado não significa que ele seja efetivamente barato.

O que raramente é analisado pelo consumidor é o valor total desembolsado ao longo do contrato. A parcela mensal costuma parecer pequena e confortável dentro do orçamento. Essa percepção transmite uma falsa sensação de segurança. Porém, quando se observa o montante pago após anos de financiamento, o cenário pode ser bastante diferente daquele imaginado no momento da contratação.

Mais preocupante ainda é o fato de que operações do Crédito do Trabalhador apresentam taxas que podem variar entre aproximadamente 5% e 9% ao mês. Sob qualquer análise financeira, trata-se de um custo elevado para uma modalidade frequentemente divulgada como uma solução acessível. A ideia de juros baixos muitas vezes decorre apenas da comparação com alternativas ainda mais caras.


A pesquisa da ABEFIN mostra também que 36% dos contratantes utilizaram o crédito para quitar outras dívidas, como cartão de crédito e cheque especial. Embora essa estratégia possa gerar alívio imediato, ela dificilmente resolve a origem do problema financeiro.


Na prática, muitas vezes ocorre apenas a substituição de uma dívida por outra. Sem mudança de comportamento, reorganização do orçamento e planejamento financeiro, o trabalhador troca uma pressão imediata por um compromisso de longo prazo. E esse compromisso que continuará reduzindo sua renda por meses ou anos.

Outro aspecto pouco debatido é a própria natureza do consignado. Ao contrário de outras modalidades de crédito, nas quais o consumidor ainda mantém algum controle sobre o pagamento, no consignado os descontos acontecem automaticamente na folha salarial. A nova regulamentação reforça ainda mais essa lógica ao estabelecer procedimentos específicos para utilização das verbas rescisórias quando houver desligamento do trabalhador.

Isso significa que a dívida acompanha a vida profissional do empregado mesmo diante de mudanças de emprego, redução de renda ou dificuldades financeiras inesperadas. Parte da renda deixa de estar disponível antes mesmo de chegar à conta do trabalhador. Essa característica reduz significativamente sua capacidade de reação diante de imprevistos financeiros.


Outro ponto que merece atenção é a utilização do FGTS como garantia das operações.


A pesquisa identificou que quase 90% dos entrevistados conheciam essa possibilidade e, mesmo assim, seguiram com a contratação. Estamos assistindo à banalização da utilização de um dos principais instrumentos de proteção financeira do trabalhador brasileiro.

É como utilizar a própria rede de segurança para resolver uma emergência momentânea. O problema é que, quando surgir uma nova dificuldade, essa proteção poderá já estar comprometida. O cenário torna-se ainda mais preocupante quando observamos que 58% das pessoas que apenas simularam o crédito afirmaram não buscar nem pretender buscar orientação sobre educação financeira.

Isso demonstra que estamos diante de um problema cultural. A urgência da solução imediata continua prevalecendo sobre a análise das consequências futuras. Essa contradição precisa ser enfrentada.


O acesso ao crédito não pode ser tratado como política isolada de inclusão financeira.


Regulamentar melhor sua operação é importante. Organizar os procedimentos para empresas também é necessário. Mas nenhuma norma será suficiente se milhões de trabalhadores continuarem contratando empréstimos sem compreender exatamente quanto pagarão, durante quanto tempo permanecerão endividados e quais impactos isso terá sobre seus projetos de vida.

Sem educação financeira, o crédito pode deixar de ser uma ferramenta de apoio para se transformar em um acelerador de problemas econômicos futuros. E isso afeta diretamente a saúde emocional, a produtividade e a qualidade de vida dos trabalhadores.

Nesse contexto, as empresas passam a desempenhar um papel estratégico. Embora não tenham qualquer ingerência sobre a contratação do consignado, que hoje pode ser realizada diretamente pelos canais digitais das instituições financeiras e pela Carteira de Trabalho Digital, elas convivem diariamente com os reflexos do endividamento dos colaboradores.

Se a saúde financeira impacta diretamente a saúde emocional, o engajamento e o desempenho profissional, a educação financeira deve ocupar espaço permanente nas políticas de bem-estar corporativo. Entretanto, esse desafio não será resolvido com ações pontuais. Palestras isoladas, campanhas esporádicas ou iniciativas realizadas apenas em momentos de crise dificilmente produzem mudanças consistentes em comportamentos construídos ao longo de décadas.


As empresas que desejam efetivamente contribuir para a saúde financeira de seus colaboradores precisam investir em programas estruturados de Educação do Comportamento Financeiro, com acompanhamento contínuo entre 12 e 36 meses.


Somente uma jornada de longo prazo é capaz de desenvolver consciência financeira, estimular novos hábitos e promover mudanças reais na forma como o trabalhador utiliza o crédito, organiza seu orçamento e toma decisões relacionadas ao dinheiro. E esse conhecimento precisa alcançar também a família, onde efetivamente acontecem as decisões de consumo.

Mais do que ensinar conceitos financeiros, trata-se de ajudar as pessoas a construir uma nova relação com o dinheiro, baseada em planejamento, equilíbrio e sustentabilidade. Não se trata de impedir que o trabalhador utilize crédito. O acesso já está disponível e tende a crescer cada vez mais com os avanços da regulamentação e da digitalização do sistema.

O verdadeiro desafio é garantir que cada contratação seja resultado de uma decisão consciente, e não apenas da facilidade de acesso. A verdadeira inclusão financeira não acontece quando alguém consegue contratar um empréstimo. Ela acontece quando essa pessoa possui conhecimento suficiente para decidir se realmente precisa dele, compreender seu custo total e avaliar seus impactos no presente e no futuro.


As novas regras do Crédito do Trabalhador demonstram que o sistema continua evoluindo do ponto de vista operacional.

Agora, é indispensável que a educação financeira evolua na mesma velocidade. Caso contrário, corremos o risco de aperfeiçoar cada vez mais os mecanismos de concessão de crédito enquanto deixamos milhões de brasileiros cada vez mais preparados para contratar empréstimos, mas não para administrá-los.

Porque, quando o conhecimento não acompanha o crédito, o risco é transformar trabalhadores em devedores permanentes.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como a educação financeira pode ajudar trabalhadores e empresas a avaliar o crédito consignado com consciência, proteger a renda e evitar o endividamento permanente? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em orientar você.

Um grande abraço,

Reinaldo Domingos
Presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN) e da DSOP Educação Financeira, PhD em Educação Financeira, escritor e criador da Metodologia DSOP de Educação Financeira
https://www.dsop.com.br

Confira também: Não Existe Parcelamento Sem Juros Embutidos: A Verdade Que o Consumidor Precisa Compreender

Palavras-chave: crédito consignado, educação financeira, Crédito do Trabalhador, inclusão financeira, saúde financeira, educação financeira dos trabalhadores, crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada, programas estruturados de Educação do Comportamento Financeiro, utilizar o crédito consignado de forma consciente
Neste artigo

Participe da Conversa


A Comunicação que Vai Levar Suas Vendas para Outro Patamar

Entenda como a comunicação estratégica, a escuta ativa, o storytelling e a prova social ajudam você a compreender o cliente, transformar características em benefícios, gerar confiança e aumentar seus resultados em vendas.

Comunicação Estratégica: Como Ouvir o Cliente e Vender Mais

A Comunicação que Vai Levar Suas Vendas para Outro Patamar

Para que você possa envolver e impactar as vendas, sua comunicação deve ser centrada no cliente, clara e emocionalmente envolvente. Adapte sua mensagem às necessidades reais dele. Fale menos e ouça mais. Utilize técnicas comprovadas que ensino no curso de Escutatória para converter potenciais clientes em clientes reais.

Aqui estão as melhores dicas para o sucesso:


1. Se prepare para escutar mais do que falar

  • Escute para compreender: O papel do vendedor não é recitar um roteiro, mas analisar o problema do cliente. Fale 30% do tempo e escute 70% do tempo.
  • Faça perguntas abertas: Use perguntas como ” Quais são os seus desafios atuais? ” para descobrir as necessidades ocultas do seu interlocutor.
  • Reformule: Confirme seu entendimento repetindo o que o cliente disse (rapport). Isso demonstra que você ouviu atentamente e gera confiança.

2. Estruture seu argumento

  • Transforme características em benefícios palpáveis para o cliente. Por exemplo: Transformando a Cobertura de Invalidez (Característica) em Independência Financeira (Benefício)
  • Abordagem comum: “Nosso seguro cobre invalidez total ou parcial por acidente.”
  • Abordagem produtiva: “E se eu te disser que, se um imprevisto de saúde te impedisse de trabalhar amanhã, seu padrão de vida e o da sua família continuariam exatamente os mesmos, sem você precisar tocar nas suas economias… o que você acharia de ter essa tranquilidade hoje?”
  • Método de argumentação sequencial: Use um argumento de cada vez e recolha o feedback do cliente. Isso ajuda a identificar o real interesse, os gatilhos de compra bem como o momento certo de fechar.
  • Fale a língua do cliente: evite jargões técnicos. Concentre-se no que interessa ao comprador: economizar tempo, economizar dinheiro ou reduzir o estresse.
  • A abordagem da negatividade: Às vezes, começar identificando a dor ou o problema do cliente atrai mais atenção do que listar diretamente as qualidades do seu produto.

3. Utilize storytelling e prova social

  • Conte histórias: Use metáforas, analogias ou exemplos de clientes semelhantes para ajudar seu potencial cliente a se imaginar usando sua solução. A técnica do “Isso significa que…” vai, sem dúvida, te ajudar nessa hora. Sempre que você disser uma característica do produto, complete com a frase “isso significa que…”. Isso te força a verbalizar o benefício ou dar exemplos.Exemplo:
    * Característica: “Este seguro tem liquidez imediata…”
    * Argumento completo: “…isso significa que sua família terá dinheiro na conta em 24h para as emergências, sem burocracia.”
  • Comprove seus resultados: Fundamente suas afirmações com dados, estudos de caso ou depoimentos de clientes.

4. Domine a comunicação não verbal

  • Preste atenção à sua postura: um corpo aberto e relaxado transmite confiança.
  • Controle sua voz: o tom, o ritmo e o volume da sua voz têm um impacto direto na forma como sua mensagem é percebida.

5. Crie um Monopólio na Mente do Cliente

Por fim, posicione-se como um consultor estratégico, oferecendo curadoria em vez de focar apenas na venda do produto. Essa abordagem estabelece um monopólio mental e gera um forte vínculo de confiança: o cliente passa a investir em você e na sua expertise, e não apenas no que você vende.”

Ao aplicar essas dicas da Escutatória e Comunicação estratégica para venda, você deixa de empurrar produtos e passa então a liderar decisões. Mude sua postura hoje, conquiste o monopólio mental do seu cliente e domine o seu mercado.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como a comunicação estratégica pode ajudar você a ouvir melhor seus clientes, construir confiança, liderar decisões e levar suas vendas para outro patamar? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Pauline Charoki
https://escutatoria.com

Confira também: Educar é Jardinar: O Despertar para uma Parentalidade Consciente e Não Violenta

Palavras-chave: comunicação estratégica, cliente, vendas, Escutatória, monopólio mental, escutar mais do que falar, transforme características em benefícios palpáveis para o cliente, utilize storytelling e prova social, comunicação não verbal, por que a comunicação não verbal é importante, como a comunicação estratégica pode fortalecer o relacionamento com o cliente
Neste artigo

Participe da Conversa


Agentes de IA: O Novo Capítulo da Experiência do Cliente

Entenda como os agentes de IA transformam a experiência do cliente, criam fluxos de trabalho inteligentes, ampliam a produtividade das equipes e exigem liderança, governança, segurança e supervisão humana para gerar confiança e valor.

Agentes de IA: Como Transformar a Experiência do Cliente

Agentes de IA: O Novo Capítulo da Experiência do Cliente

Amigos leitores, terminou o recesso de julho e já estamos de volta com nossas publicações periódicas. Como tem sido nosso foco, vamos continuar trabalhando com temas, fatos e informações na fronteira do conhecimento, trazendo bons desafios aos seus momentos de reflexão. E neste segundo semestre de 2026, estamos vivenciando uma virada importante na gestão da experiência do cliente: a crescente chegada dos agentes de IA. No estudo “AI Agent Trends 2026”, o Google Cloud mostra que saímos da fase dos chatbots, que apenas respondem perguntas, para uma nova era.

Agora, podemos constatar que a IA entende objetivos do cliente, monta planos, toma ações em vários sistemas e, cabe afirmar, isso sempre com orientação e supervisão humanas. Ao seguir nesta postagem, nosso interesse será traduzir essas ideias e premissas para a realidade de quem vive a gestão empresarial e desenvolvimento profissional. Vamos manter o texto leve, mas conectado às principais mensagens do relatório – incluindo depoimentos de lideranças do Google Cloud e de grandes empresas.


Clique aqui para baixar o relatório completo (em inglês).


1. Agentes para cada colaborador: multiplicando produtividade

A primeira grande tendência é clara: não se trata de substituir pessoas, mas de ampliar a capacidade de cada uma delas. Em vez de um atendente fazer todo um processo de trabalho sozinho, ele passa a trabalhar com um conjunto de agentes de IA especializados, rodando em segundo plano e apoiando seu trabalho.

Darshan Kantak, Vice-Presidente de Produto de IA aplicada do Google Cloud, resume bem essa mudança ao destacar que o foco saiu da empolgação com promessas. Ele foi para o impacto real nos negócios, como a satisfação do cliente, eficiência operacional e crescimento. Ali Rana, Diretor de Produto de IA aplicada do Google Cloud, reforça que os agentes de IA são um avanço crucial, porque:

“Preenchem o espaço entre simples chatbots e os sistemas multiagentes complexos, ajudando tanto a servir clientes de forma proativa quanto a empoderar representantes de atendimento.

O “representante 10x”

O relatório citado descreve o atendente do futuro como o “representante 10x”. Isso porque, em resumo, trabalha em um console e é apoiado por diferentes agentes de IA:

  • o agente de qualidade (monitorando chamadas e chats em tempo real);
  • o agente de conhecimento (trazendo políticas, respostas e especificações sem necessidade de “colocar cliente em espera”);
  • o agente de recomendações (enxergando tendências em uma quantidade enorme de conversas similares), e ainda;
  • o agente de aprendizagem (simulando clientes para treinar novos colaboradores).

O trabalho humano muda de foco, passando a ter menos tarefa repetitiva, mais resolução de casos complexos e a construção de relacionamentos. Na prática, é o que empresas como Citi e Gap Inc. já estão fazendo. Citi colocou ferramentas internas de IA na mão de mais de 182 mil colaboradores, em 84 países, transformando o trabalho que levava horas para tarefas de minutos. Sven Gerjets, CTO da Gap Inc., destaca que:

“Com Google Cloud AI, seus gestores e lideranças conseguem liberar as equipes para se concentrarem em criatividade, cultura e conexão com o cliente.


2. Agentes para cada fluxo de trabalho: a “esteira digital” da empresa

A segunda tendência é passar de agentes isolados para sistemas “agentic” completos. Em outras palavras, são verdadeiras “linhas de montagem digitais” autônomas que interligam vários agentes para executar processos de negócio de ponta a ponta. Darshan Kantak chama atenção para isto: o valor inicial, nesse contexto, aparece ao ampliar a capacidade de indivíduos, mas cresce de forma exponencial quando toda a empresa passa a rodar de maneira mais inteligente 24/7, em escala.

Essa esteira digital só consegue funcionar bem porque surgiram padrões abertos, como:

  • Agent2Agent (A2A) – protocolo para agentes de diferentes provedores se comunicarem;
  • Model Context Protocol (MCP) – para os modelos de linguagem (LLMs) se conectarem facilmente a bancos de dados e ferramentas internas, e;
  • Extensões como Agent Payments Protocol (AP2), voltadas para transações entre agentes, lojistas e provedores de credenciais

O relatório cita, por exemplo, a parceria entre Salesforce e Google Cloud, usando A2A para criar agentes que trabalham de forma integrada nas duas plataformas, construindo um passo importante rumo a empresas verdadeiramente “agentic”. No comércio digital, a preocupação principal acontece quando não é mais um humano que aperta o botão “comprar”, mas um agente autorizado por esse humano.

Protocolos como AP2 surgem justamente para garantir que o cliente deu autoridade àquele agente, a segurança de que a solicitação não é um “delírio” da IA e, também, que sejam respeitadas as regras de responsabilidade em caso de erro ou fraude. A mensagem para gestores é direta: o futuro da operação passa por fluxos de trabalho completos apoiados por agentes, não sendo apenas “uma ferramenta de IA aqui e ali”.


3. Agentes para atendimento: do chatbot ao concierge inteligente

Durante muito tempo, automação em atendimento significou chatbots rígidos, com roteiros pré-programados, usados principalmente para reduzir custos. Georgina Bulkeley, Diretora de Serviços Financeiros no Google Cloud, destaca que estamos vivendo uma mudança fundamental:

“O cliente deixa de falar com chatbots estáticos e passa a interagir com agentes capazes de raciocinar, entender intenção e contexto”.

Ela ressalta que a diferença já não é só linguagem, mas sim a modernização da relação com o cliente em escala.

O relatório mostra bem a diferença entre um chatbot tradicional e um “concierge agentic, a partir de um exemplo simples. Essa experiência só é possível porque o agente está totalmente alinhado aos dados que a empresa tem do cliente. Dados como histórico de compra, logística, CRM, interações passadas.

Um bom exemplo é o Magic Apron, do Home Depot, em que existe o agente que oferece dicas de “como fazer”, recomenda produtos, resume avaliações e ajuda o cliente a executar projetos de melhoria da sua casa ou apartamento com muito mais segurança e informação.

Agentes de IA: O Novo Capítulo da Experiência do Cliente

Proatividade que constrói confiança

Com relação a assuntos de natureza financeira, o relatório conta o caso de um cliente que assinou um aplicativo de academia com teste grátis, usou pouco e esqueceu de cancelar (e no dia seguinte seria cobrado um valor alto). O agente criado analisa as autorizações e vê um pagamento de alto valor agendado. A seguir, consulta o histórico e nota que não houve uso recente daquele serviço. Então, envia ao cliente uma mensagem avisando da cobrança iminente e oferecendo a opção de cancelamento com um simples “CANCELAR”. Ao receber a resposta, bloqueia o pagamento, avisa o fornecedor diretamente e confirma ao cliente.

Oliver Dörler, Chief Data and AI Officer do Commerzbank, afirma que agentes de IA vão permitir oferecer serviços de maior qualidade para mais clientes, com maior eficiência de custo. Esse tipo de proatividade não é apenas uma “boa experiência”, mas se torna uma construção de confiança e lealdade. Isso acontece especialmente quando o agente deixa claro que é uma IA e sempre abre uma rota fácil para falar com um humano.


4. Segurança com menos fadiga de alertas e mais ação inteligente

Na segurança, o cenário atual é conhecido pelo excesso de alertas, com equipes do Centro de Operações de Segurança sobrecarregadas e o risco real de incidentes importantes serem ignorados por cansaço e estresse. Jon Ramsey, Vice-Presidente de Segurança do Google Cloud, resume o desafio do CISO (Chief Information Security Officer, ou Diretor de Segurança da Informação) como sendo:

“… buscar o maior decréscimo de risco por dólar investido.

Na visão dele, agentes são essenciais porque detectam e respondem mais rápido a cada ocorrência e, também, elevam o papel do analista de segurança de ser um executor tático para se constituir em defensor estratégico. Nesse sentido, o relatório descreve um ciclo de operações semiautônomas, em que agentes de segurança recebem alertas, analisam contexto em diferentes fontes de medição, correlacionam eventos, sugerem ou executam ações sob supervisão humana e, ainda, reavaliam resultados e ajustam estratégias.

Com isso, o analista humano passa a direcionar agentes (por exemplo: procure saídas incomuns de dados deste servidor), define regras, revisa respostas, desenha proteções e antecipa ondas de ataque. Sandra Joyce, Vice-Presidente de Inteligência de Ameaças do Google Cloud, lembra que a:

“A IA já está sendo usada por criminosos que buscam achar vulnerabilidades, como escrever códigos maliciosos, sendo ao mesmo tempo a melhor ferramenta para enfrentá-los”.

Simultaneamente, surgem frameworks como o Secure AI Framework 2.0, para ajudar empresas a lidar com riscos de agentes autônomos, uso indevido de dados e desafios de comércio estruturado como agentic. A mensagem então é muito clara: à medida que agentes passam a lidar com dados sensíveis, transações e decisões críticas, a governança, ética e supervisão humana deixam de ser opcionais e passam a ser essenciais.


5. Agentes para escala: o fator decisivo são as pessoas

A quinta tendência talvez seja a mais importante para quem acompanha a plataforma Cloud Coaching desde 2013: o verdadeiro diferencial não é a tecnologia, mas sim a capacidade das pessoas de usá-la bem. Andrew Milo, Diretor Global de Treinamento de Clientes na Google Cloud, afirma que:

“2026 será o ano em que qualquer colaborador pode deixar de tentar fazer o certo e passar a saber como fazer o certo, desde que a organização invista nas competências necessárias”.

O relatório traz dados interessantes, como estes: a “meia-vida” de uma habilidade profissional é de cerca de 4 anos, porém em tecnologia ela cai para 2 anos; grande parte dos funcionários das grandes e médias empresas gostariam de ver maior foco organizacional em IA, e; principalmente, líderes bem-sucedidos em experiência do cliente não apenas compram tecnologia, mas vão além. É quase um padrão identificar que essas lideranças desenvolvem as competências necessárias para que os representantes de atendimento ao cliente, com clareza, integrem agentes de IA em seus fluxos de trabalho diários.

Ian Hargreaves, Data Science Fellow no ATB Financial, reforça que:

Líderes precisam repensar o fluxo de trabalho e entender onde e como colocar a IA, porque a vantagem competitiva virá de quem conseguir aprimorar habilidades humanas com tecnologia mais rapidamente”.

Parag Parekh, Chief Digital Officer da IKEA Retail, aponta uma linha de conduta precisa e valiosa para as lideranças empresariais:

“Ter foco em pessoas primeiro, mantendo a IA simples, prática, fácil de aprender e disseminada em comunidades internas”.

Cinco pilares para construir uma força de trabalho “IA-pronta”

O relatório sugere cinco pilares para essa jornada, quais sejam: Patrocínio seguro da liderança, estabelecer objetivos claros, manter o ritmo e recompensar inovação, Integrar IA ao dia a dia e, construir confiança e criar um “manual da IA”. Para visualizar como tudo se conecta, segue um diagrama conceitual.

Agentes de IA: O Novo Capítulo da Experiência do Cliente


Conclusão – O papel dos gestores

Anil Jain, Diretor Global de Indústrias Estratégicas do Google Cloud, afirma que o acesso a capacidades agentic vai democratizar insights, inovação, criatividade e crescimento, trazendo valor para consumidores, colaboradores e organizações. Ao mesmo tempo, ele alerta:

“Essa oportunidade vem acompanhada de grande responsabilidade para poder garantir que a IA entregará resultados seguros, éticos e justos”.

Para quem lidera equipes, negócios ou programas de desenvolvimento humano, algumas perguntas se tornam inevitáveis:

  • Onde, na minha empresa, agentes de IA poderiam melhorar a experiência do cliente de forma clara?
  • Em quais processos internos faz sentido criar uma “esteira digital” com agentes trabalhando em conjunto?
  • Como estou preparando minha equipe para integrar IA ao seu trabalho, em vez de apenas ficar “testando ferramentas”?
  • Quais regras, limites e práticas de supervisão estou estabelecendo para que a IA seja, de fato, uma alavanca ética e segura?

A tecnologia está avançando rápido, mas o estudo do Google Cloud (citado nesta postagem) deixa evidente que o ponto central continua sendo o mesmo que estamos debatendo há mais de uma década na Cloud Coaching: desempenho sustentável nasce da combinação de boas ferramentas com pessoas bem-preparadas e bem lideradas para usá-las da melhor forma possível.

Como líder ou gestor, o seu desafio agora é comandar a entrada dos agentes de IA no seu negócio de forma responsável, humana e estratégica. E transformar não só o que suas equipes fazem, mas como elas pensam, aprendem e se relacionam com os clientes.

Eu sou Mario Divo e você me encontra pelas redes sociais ou em www.mariodivo.com.br.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como os agentes de IA podem transformar a experiência do cliente, ampliar a produtividade das equipes e criar uma gestão mais humana, estratégica e segura? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até nossa próxima postagem!

Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br

Confira também: Dois Times Sem Jogo e o Fracasso das Negociações Intransigentes

Palavras-chave: agentes de IA, experiência do cliente, segurança, fluxos de trabalho, supervisão humana, como os agentes de IA podem transformar a experiência do cliente, agentes de IA em seus fluxos de trabalho diários, fluxos de trabalho completos apoiados por agentes, aprimorar habilidades humanas com tecnologia, gestão mais estratégica e segura
Neste artigo

Participe da Conversa


O Melhor Investimento, às vezes, é Mudar de Ideia

Descubra por que mudar de ideia pode ser o melhor investimento e como rever decisões, superar ego, vaidade e medo, evitar a armadilha do custo afundado e ajustar a rota com coragem, consciência e foco na evolução financeira e pessoal.

Mudar de Ideia: O Melhor Investimento para Evoluir

O Melhor Investimento, às vezes, é Mudar de Ideia

No mercado financeiro existe uma habilidade que diferencia bons investidores dos excelentes: a capacidade de rever uma decisão.

Ao contrário do que muitos imaginam, investir bem não significa acertar sempre. Significa reconhecer quando o cenário mudou e ter maturidade para ajustar a rota.

Essa lógica vale para o patrimônio. E, talvez, ainda mais para a vida.

Quantas pessoas permanecem presas a uma escolha apenas porque já investiram tempo, dinheiro ou emoções nela? Outras fazem o caminho inverso: descartam oportunidades por causa de uma primeira impressão, sem permitir que o tempo revele uma nova perspectiva.

Não precisamos ter compromisso com o erro. Precisamos ter compromisso com o aprendizado.

Mudar de opinião não é fraqueza. É evolução.

No mundo dos investimentos, revisamos carteiras constantemente. Um ativo que fazia sentido há alguns anos pode deixar de fazer hoje. Um cenário econômico muda, os objetivos da família mudam, o perfil do investidor amadurece.

Permanecer imóvel apenas para provar que a decisão inicial estava certa pode custar caro.

Na vida acontece exatamente o mesmo.

Às vezes, insistimos em um relacionamento, em um negócio ou em uma convicção apenas para não admitir que poderíamos agir de forma diferente. Em outras ocasiões, deixamos de revisitar uma oportunidade por orgulho ou pelo receio de parecermos incoerentes.

Mas a verdadeira coerência não está em nunca mudar. Está em agir de acordo com aquilo que faz sentido hoje.


5 atitudes que ajudam a voltar atrás quando necessário

  1. Tenha humildade para reconhecer novos cenários
    Quem aprende continuamente entende que mudar de ideia pode ser consequência de novas informações, e não de falta de convicção.
  2. Separe o passado do futuro
    O tempo, o dinheiro ou a energia já investidos não devem determinar as próximas decisões. Pergunte-se: se eu tivesse que decidir hoje, faria a mesma escolha?
  3. Busque uma opinião externa
    Um mentor, assessor, amigo ou profissional pode enxergar pontos que a emoção impede você de perceber.
  4. Foque no objetivo, não no orgulho
    O objetivo é construir uma vida melhor e um patrimônio mais sólido, não provar que você sempre esteve certo.
  5. Permita-se recomeçar
    Toda grande estratégia passa por ajustes. Quem muda a rota quando necessário costuma chegar mais longe do que quem insiste apenas por teimosia.

5 armadilhas que nos impedem de mudar

  1. Ego
    A necessidade de estar sempre certo faz muitas pessoas permanecerem em decisões que já não fazem sentido.
  2. Vaidade
    O medo do julgamento dos outros pode ser mais caro do que o próprio erro.
  3. Orgulho de não reconhecer equívocos
    Admitir um erro exige coragem. Insistir nele exige apenas resistência.
  4. Apego ao investimento já realizado
    No mercado chamamos isso de “custo afundado”: acreditar que, porque já investimos muito, devemos continuar. Na vida acontece exatamente igual.
  5. Medo da mudança
    Muitas vezes não permanecemos onde estamos porque é bom, mas porque o desconhecido parece mais assustador.

No fim, investir é um exercício permanente de equilíbrio entre razão e sensibilidade. Saber a hora de manter uma posição é importante. Mas saber a hora de revisá-la pode ser ainda mais valioso.

Os melhores investidores não são aqueles que nunca mudam de ideia. São aqueles que mudam quando encontram boas razões para isso.

E talvez essa seja uma das maiores lições da vida: não tenha compromisso com o erro. Tenha compromisso com a sua evolução. Afinal, os maiores retornos  financeiros e pessoais  costumam nascer da coragem de reavaliar, ajustar a rota e seguir em frente com mais consciência.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre por que mudar de ideia pode ser de fato o melhor investimento e como rever decisões, ajustar a rota e transformar mudanças em oportunidades de evolução? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Com carinho,

Carol Guimarães
https://www.instagram.com/carol_investimentos/

Confira também: O Investimento Mais Rentável da Vida: Construindo Relacionamentos que Geram Riqueza Emocional

Palavras-chave: mudar de ideia, ajustar a rota, rever decisões, custo afundado, mercado financeiro, o melhor investimento às vezes é mudar de ideia, capacidade de rever uma decisão, como rever uma decisão, voltar atrás quando necessário, transformar mudanças de rumo em oportunidades de crescimento, armadilhas que nos impedem de mudar, atitudes que ajudam a voltar atrás
Neste artigo

Participe da Conversa


Brasil 2026: Construir Soluções em Tempos de Transição

Entenda como gestores e executivos podem liderar e criar soluções em tempos de transição, proteger empresas e empregos e responder à crise com gestão ágil, decisões baseadas em dados, investimento no capital humano e comunicação presencial.

Brasil 2026: Construir Soluções em Tempos de Transição

Brasil 2026: Construir Soluções em Tempos de Transição

“Toda crise traz em si a semente de sua própria superação.” (Friedrich Nietzsche)

Estamos diante de uma transição profunda, comparável em complexidade e impacto às grandes revoluções industriais, mas com desafios ainda mais multifacetados e urgentes. Neste segundo semestre de 2026, o Brasil convive com o aumento descontrolado dos gastos públicos e uma inflação crescente – entre muitos outros fatores – resultado direto da ausência de ações governamentais focadas no médio e longo prazo. Com o atual governo voltado para a reeleição em novembro, decisões que poderiam proteger o país ficam em suspenso, tornando a população e o setor privado protagonistas dessa etapa decisiva.

A Copa do Mundo, no meio do ano, ocupa não apenas espaços de lazer, mas funciona como uma verdadeira cortina de fumaça. Uma distração coletiva que retarda a reação necessária diante dos problemas econômicos e sociais. O atraso nos ajustes agrava a situação em um momento já tensionado por conflitos globais: a escalada entre EUA e Israel contra Irã, o confronto entre Rússia e Ucrânia, e o papel estratégico da China criam uma conjuntura externa instável, impactando diretamente os custos de energia, insumos e commodities.

Além disso, eventos climáticos severos afetam regiões produtivas, reduzindo a oferta agrícola e ampliando a pressão inflacionária, reforçando o círculo vicioso da crise interna.

Em meio a esse cenário, a inércia não é opção. Para gestores e executivos da iniciativa privada em diversos setores, a responsabilidade e a grande oportunidade são claras: a proteção das organizações e dos empregos depende da capacidade de liderança, adaptabilidade e comunicação eficaz.

Três pilares essenciais emergem:

  1. Gestão Ágil e Precisa: decisões baseadas em dados, controle rigoroso de custos e flexibilidade para responder rapidamente a mudanças.
  2. Investimento no Capital Humano: foco na qualificação constante, ampliando competências para enfrentar mercados mutáveis e imprevisíveis, facilitando a adaptação e transição para novos cenários.
  3. Comunicação Presencial e Engajada: além das interações digitais, reforçar as conversas olho no olho, promovendo a união dos times e fortalecendo o compromisso coletivo.

Por fim, é crucial reconhecer que a população sem poder de compra reduz drasticamente o mercado. Em tempos de crise, não vence o melhor produto, mas aquele que as pessoas podem pagar. Alimentação, saúde e necessidades básicas dominam escolhas, redefinindo estratégias comerciais e de gestão.

Executivos e gestores que abraçarem essa realidade com pragmatismo, foco e humanidade estarão mais preparados para guiar suas organizações e equipes pela tempestade, construindo uma rota que, apesar da adversidade, conduza à superação e à estabilidade — não apenas em 2026, mas ao longo de todo o plano de médio prazo, até que fatores externos e internos possam se reequilibrar.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como construir soluções em tempos de transição e liderar organizações e equipes com estratégia, agilidade e humanidade? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Sandra Moraes
https://www.linkedin.com/in/sandra-balbino-moraes

Confira também: A Imprevisível Estabilidade: Quando a Resiliência Substitui a Conveniência

Palavras-chave: tempos de transição, Brasil 2026, gestão ágil, capital humano, comunicação presencial, construir soluções em tempos de transição, como construir soluções em tempos de transição, decisões baseadas em dados, investimento no capital humano, comunicação presencial e engajada, liderar organizações e equipes
Neste artigo

Participe da Conversa


Resiliência

Faça de cada limão, uma limonada! Resiliência é a capacidade de se resistir flexivelmente às adversidades e dificuldades, utilizando-as para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.

Neste artigo

Participe da Conversa


O sucesso de uma mulher está em ser mulher!

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.

E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.

Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.

Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:

  • Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
  • Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.

E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.

Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.

Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.

Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.

O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.

Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.

Mas, é possível e já vi milagres.

Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.

Acreditar na Mulher que há dentro de você.

Sucesso e Feliz Dia da Mulher!

Neste artigo

Participe da Conversa


Não concretizou uma meta? É preciso agora ter coragem para fazer mudanças drásticas!

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida.

A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.

E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.

Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.

Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.

A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.

Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.

Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.

Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.

Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.

Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.

E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?

Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?

Chega de Síndrome de Felipão, né?

Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.

Neste artigo

Participe da Conversa


Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Quando buscamos algo melhor, criamos a mudança, pois desejamos que coisas melhores ocorram. Mas há também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora?

Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…

Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.

Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.

Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.

Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.

Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Neste artigo

Participe da Conversa


Sem Comprometimento não há avanços na vida e nem sucesso!

Qual é o seu grau de comprometimento em realizar algo? Um dos maiores problemas de uma pessoa é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

Responda rápido a minha pergunta:

– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?

Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:

– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?

Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.

Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.

Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.

E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?

Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.

O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.

Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?

Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.

Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.

Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:

Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.

Para ajudar, significado de Comprometimento:

“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.

Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!

Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.

É por ai. Boa semana!

Neste artigo

Participe da Conversa


O Poder do Bom Dia e Obrigado

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado. Quem não gostaria de ouvir este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.

Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.

Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.

Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?

Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.

Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?

Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?

Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.

A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.

Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.

Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.

O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.

Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.

Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.

Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.

Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.

Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.

Pense nisso.

Te desejo um bom dia e obrigada.

Neste artigo

Participe da Conversa


Procrastinando? Então continue!

Sabe aquilo que você já sabe que tem que fazer e não faz? É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que nunca rola por que você não toma a iniciativa.

É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.

Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”

E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.

Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?

O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.

Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.

Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…

Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:

1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?

Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.

2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.

Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.

3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?

4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.

5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.

6º passo: Faça.

Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.

E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.

Com amor e com alma,

Karinna

PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.

PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.

Obrigada!

Neste artigo

Participe da Conversa


Você sabe o que é Inteligência Espiritual?

A maior parte das pessoas já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. E sobre Inteligência Espiritual? Será que a Inteligência Emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? O que você pensa a respeito?

Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?

Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação.  Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.

O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.

Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.

Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.

As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.

E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!

Neste artigo

Participe da Conversa