A Mente Acelerada Não Avisa Quando Chega
A mente acelerada não avisa quando chega. Ela só vai tomando espaço — nos pensamentos em loop, na dificuldade de dormir, na sensação de que você está presente em tudo, mas de fato em nada. Não é um colapso súbito. É uma erosão gradual, quase imperceptível, que começa com pequenas insônias e termina em uma fadiga que nenhum fim de semana consegue resolver.
Como terapeuta e aconselhador filosófico, vejo esse padrão com uma regularidade que às vezes me assusta. Não são pessoas frágeis ou desestruturadas. São, na maioria das vezes, pessoas inteligentes, comprometidas, que se dedicam profundamente aos outros — nos relacionamentos, no trabalho, nas causas que abraçam. E que, no fundo, estão exaustas de si mesmas.
Existe algo de paradoxal nesse estado: quanto mais você se esforça para dar conta de tudo, mais a mente parece escapar do seu controle. O esforço gera ruído. O ruído gera mais esforço. E, num dado momento, a pessoa percebe que não consegue mais simplesmente sentar em silêncio por cinco minutos sem que uma enxurrada de pendências, preocupações e autocobranças tome conta de tudo.
“Será que existe uma forma de acalmar essa voz dentro da minha cabeça?”
Essa é a pergunta que o jornalista americano Dan Harris se fez depois de um episódio que mudou sua vida. Em plena transmissão ao vivo, numa manhã de 2004, ele sofreu um ataque de pânico diante de milhões de telespectadores. Era apresentador de um dos maiores telejornais dos Estados Unidos e, naquele momento, sua mente acelerada finalmente cobrou o preço de anos de ignição constante.
O que Harris encontrou não foi misticismo nem autoajuda superficial. Foi algo mais simples e, ao mesmo tempo, mais revolucionário: a possibilidade de criar uma relação diferente com os próprios pensamentos. Não de eliminá-los — o que é impossível — mas de aprender a não ser arrastado por eles.
A meditação que ele descreve não exige horas por dia, nem crença em nada sobrenatural, nem uma vida monástica. É uma prática acessível para pessoas céticas, ocupadas, que já tentaram de tudo e desconfiam de qualquer coisa que soe como solução fácil. É, acima de tudo, uma ferramenta — e como qualquer ferramenta, seu valor está em ser usada de forma consistente.
Do ponto de vista filosófico, há algo de profundamente estoico nessa abordagem. Marco Aurélio, Epicteto e Sêneca já indicavam que o sofrimento não vem das circunstâncias, mas da forma como a mente responde a elas. A meditação, nesse sentido, é uma prática de clareza: ela não muda o mundo lá fora, mas muda a qualidade da sua presença diante dele.
E presença, no fim das contas, é exatamente o que a mente acelerada rouba. Ela coloca você no futuro quando está no presente, leva você ao passado quando precisa agir agora. Faz de você um ocupado em tudo e atento a nada.
Se você se reconhece aqui — nessa sensação de estar sempre ligado, sempre correndo, sempre com a cabeça cheia —, talvez valha a pena fazer uma pausa. Não para resolver tudo de uma vez. Mas para perguntar, como Harris se perguntou: existe uma forma de acalmar essa voz? E, mais importante: você está disposto a descobrir?
Se a sua mente precisa de um respiro — talvez esse seja o começo.
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Até o próximo artigo.
Um abraço,
Cleyson Dellcorso
https://www.dellcorso.com.br/
Confira também: Eu Também Resistia à Meditação: Como Aprendi que Meditar Não É Controlar a Mente, Mas Lidar Melhor com Ela
Palavras-chave: mente acelerada, mente, meditação, pensamentos, presença, pensamentos em loop, dificuldade de dormir, meditação para mente, como lidar com a mente acelerada, como desacelerar a mente, criar uma relação diferente com os próprios pensamentos, como lidar com os pensamentos, qualidade da sua presença
Governança Profissionalizada: O que Realmente Sustenta o Crescimento de uma Empresa
Quando se fala em crescimento empresarial, muitas pessoas pensam imediatamente em aumento de receita, expansão de mercado ou geração de caixa. Tudo isso é importante. No entanto, existe um fator mais estrutural, que sustenta o valor e a longevidade de uma empresa: a governança profissionalizada.
Governança profissionalizada significa criar uma estrutura clara de decisão, responsabilidade e acompanhamento da gestão. Em vez de decisões centralizadas ou informais, a empresa passa a funcionar com papéis definidos, critérios claros e maior transparência na condução do negócio.
Esse tema é especialmente relevante nas empresas familiares. Muitas vezes, por confiança ou proximidade, a família concentra não apenas a propriedade, mas também toda a gestão da empresa. Nem sempre isso é o mais saudável para o crescimento do negócio.
Uma empresa pode continuar sendo familiar em sua origem e em seus valores. No entanto, a condução da operação precisa estar baseada em competência, preparo técnico e experiência de gestão. É nesse ponto que entra a gestão profissionalizada, com executivos qualificados responsáveis pela condução do dia a dia da empresa.
A governança, por sua vez, não executa a operação. Ela orienta, supervisiona e acompanha resultados. Em geral, envolve os sócios e um conselho de administração ou consultivo, que define diretrizes estratégicas e acompanha o trabalho da gestão executiva.
Em termos simples, a governança define a direção. A gestão executa.
Muitas pessoas imaginam que governança é algo exclusivo de grandes corporações, mas isso não é verdade. Mesmo empresas pequenas podem começar a desenvolver essa visão desde cedo.
No início, é natural que muitas decisões fiquem concentradas no fundador. Ainda assim, já é possível dar alguns passos importantes: estabelecer momentos formais de planejamento, definir metas e indicadores, organizar responsabilidades e buscar aconselhamento estratégico de pessoas experientes.
Essas práticas ajudam a empresa a sair de um modelo totalmente centralizado e caminhar gradualmente para uma estrutura mais profissional.
Mais do que um conceito técnico, a governança profissionalizada representa maturidade empresarial. Ela prepara a empresa para crescer com mais segurança, atravessar gerações e construir valor de forma consistente ao longo do tempo.
O verdadeiro amadurecimento de uma empresa acontece quando ela passa a se sustentar em princípios, estrutura e visão de futuro.
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Sandra Rosenfeld
https://www.sandrarosenfeld.com
Confira também: Coaching e Terapia: Entender a Diferença é o Primeiro Passo para Evoluir
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Um Recado do Mar: Quando a Calmaria nas Empresas Esconde Correntes Perigosas
Nasci numa cidade litorânea chamada Santos, que na verdade é uma ilha muito apreciada por turistas com várias características que a moldaram ao longo dos anos. Temos prédios e construções históricas que apresentam a riqueza de nossas terras e a pujança da força da indústria e agricultura, como se vê nos espaços da Bolsa do Café.
Destaca-se também a minha cidade, na política brasileira, que desfrutou da presença de imperadores. Vários nomes de peso na vida pública nacional e internacional já transitaram por aqui. Reis e rainhas, presidentes de nações estrangeiras e pessoas de poderoso vulto na área da economia mundial. Além disso, esportistas, artistas de vários seguimentos e outros tantos.
Contudo, um dos seus maiores destaque está na sua praia, que conta com o maior jardim de praia do mundo, ocupando uma área de aproximadamente 218.000 m² (5.335 metros de comprimento, que acompanham sete praias da cidade, com uma largura que varia de 45 a 50 metros, circunstância esta reconhecida oficialmente pelo Guinness World Records), que faz o limite com sua baía, quase que fechada ao centro, com um mar quase sempre amigável, mais parecendo uma lagoa com ondas do que qualquer outra coisa.
E uma particularidade desta praia, é que vez por outra uma onda vem com mais força até a faixa de areia, pegando desafortunados e desatentos banhistas de surpresa. E confesso, fui um destes.
Numa destas surpresas marítimas, fui arrastado pelo refluxo[1] da onda que me sobreveio e puxado para alguns metros mar adentro. Era uma criança, o susto foi tremendo, não tinha estrutura física para vencer o mar frente a frente a frente. A preocupação maior era recuperar o fôlego a todo custo. E, como um dia me ensinaram, nadar paralelamente às ondas e a faixa de areia, aproveitando a força das ondas para retornar à margem.
[1] O refluxo das ondas do mar é o denominado retorno da água ao oceano após rebater na orla da praia, e nesse momento ela o faz em alta velocidade por canais nos bancos de areia, que se chamam correntes de retorno (ou rip currents).
Todavia, no início desta ferrenha batalha, uma ou duas ondas me pegavam novamente e me embrulhavam como um presente, devolvendo-me para o fundo do mar e sugando todas minhas energias. Denominávamos essa experiência como “caixote”, em função do espaço restrito que as ondas nos empunhavam, quando nos víamos num estado de transição entre a vida e a morte. Mas sobrevivi, como podem deduzir por estar aqui escrevendo este texto, que está longe de ser psicografado.
Estas memórias me trazem à lembrança, uma frase costumeira que se ouve ou se lê dentro de algumas empresas e instituições, e que assim diz: “Estamos vivendo um momento de transição.” Mas o que esta frase de fato diz ou não diz?
A Transição de Fato
Bem, num primeiro momento podemos dizer que esta frase vem à tona quando de uma hora para outra percebe-se que algumas coisas não estão indo como deveria, e aqui e acolá começam a aparecer alguns desajustes na organização. Realização equivocada de tarefas, falta de padrão ou referência nas atividades da empresa, dissabores nos relacionamentos dentro do ambiente de trabalho, desconfiança, comunicação ineficiente, hierarquia comprometida, erro de condução do panejamento até a execução dos ofícios, etc. Um verdadeiro “caixote”.
Nesse contexto, exsurge essa expressão acerca de uma “transição”, geralmente dita por alguém que procura restabelecer alguma ordem na bagunça que foi criada, dando-se a esta frase um “quê” de pausa, antes de mudanças que sobrevirão. É um pedido de tempo dentro do jogo, geralmente partindo da direção, onde serão reavaliadas as circunstâncias e as causas do imbróglio para o encerramento da crise instaurada.
Esse é o primeiro locus desta expressão. É a preocupação de quem tem a responsabilidade de colocar ordem na casa, de analisar o que de fato está ocorrendo e distinguir a verdade da invencionice. Esta pessoa é quem vai verificar o cerne da questão, os personagens atuando para o bem ou o mal da instituição e as providências efetivas a serem tomadas a fim de restabelecer a direção para onde o barco deve ir, de que forma e bem assim, com quem, pois essas circunstâncias também apontam os responsáveis.
Para isso, a pausa é necessária, a fim de a comunicação ser refeita de modo a amainar preocupações infundadas e proporcionar clareza nas recomendações e diretrizes a serem aplicadas. A pausa é o ponto de partida de toda transformação!
A Transição em Modo de Fuga
Mas muitas vezes, a frase não se encontra num contexto de recuperação do controle da situação. Ela só está mascarando uma situação que a cúpula da entidade está se valendo para simular uma gerência preocupada com seus subordinados. Frase dita para segurar provisoriamente uma situação que a direção já sabe das consequências, ou não se preocupa com elas, fingindo dar providências saneadoras.
É o que acontece com empresas criadas para juntar riquezas a qualquer custo, distantes de uma postura ética, sem vínculo com o verdadeiro papel social de uma instituição séria. E desatrelada de um verdadeiro compliance, permanecendo alheia aos colaboradores e suas demandas.
Antevendo que a catástrofe se aproxima, os responsáveis por gerir a empresa preparam seus botes deixando os tripulantes do Titanic a mercê de sua sorte, amarrados a um caixote, sem qualquer perspectiva de uma melhora da situação.
Assertividade: Medida que Cria Segurança para um Gerenciamento Responsável
Mar calmo não faz bom marinheiro, contudo, também exige vigilância. E nas praias de Santos, onde o mar muitas vezes parece uma lagoa mansa, existe uma armadilha: o refluxo súbito que arrasta banhistas desprevenidos para o “caixote” — aquele espaço angustiante entre ser levado mar adentro e conseguir voltar à margem. A imagem é poderosa para qualquer organizador, gestor ou líder de equipe. Ela ilustra em poucas braçadas como situações corporativas aparentemente estáveis podem esconder correntes perigosas — falhas de processo, comunicação ineficiente, cultura permissiva — cujos efeitos só se revelam quando alguém é pego pela maré.
Assertividade não é agressividade nem passividade: é comunicar limites, decisões e expectativas com clareza e respeito. Em termos práticos, a assertividade funciona como colete salva-vidas de duas formas:
- Prevenção: declara padrões e responsabilidades antes que as ondas cheguem. Uma instrução clara sobre quem faz o quê, evita que colaboradores “flutuem” sem direção quando a situação muda;
- Resgate: quando acontece o problema, a comunicação assertiva reduz pânico; orienta ações imediatas e coordena retornos seguros, evitando tentativas improvisadas que causam exaustão à equipe.
Já o gestor responsável, este tem duas atitudes básicas ao combater o refluxo:
- Monitorar o ambiente ao redor: mapear riscos operacionais, processos frágeis e pontos de atrito — assim como um salva-vidas observa correntes e sinais de perigo — para intervir antes que as pessoas sejam engolidas;
- Tomar decisões firmes e proporcionais: quando a maré puxa alguém, o gerenciamento responsável prioriza a segurança (pessoas) antes de preservar métricas ou prazos. Isso exige coragem para dar ordens, realocar recursos e admitir erros rapidamente.
E é de bom que se diga que o Compliance não é apenas um conjunto de regras formais. Na verdade, ele é o sistema que torna sustentáveis tanto as atitudes assertivas bem como o gerenciamento responsável. Pense no compliance como o mapa dos bancos de areia e canais de retorno:
- Normas e procedimentos bem desenhados reduzem surpresas. Quando definidos, testados e comunicados, eles diminuem a chance de “caixote”;
- Mecanismos de denúncia, auditoria e follow-up funcionam como sirenes: detectam correntes perigosas e acionam respostas antes que a situação agrave;
- Cultura de integridade transforma a “pausa” anunciada por líderes (a tal “transição”) em uma real reflexão com ações concretas, não em manobra de fachada.
Aplicações Práticas no Treinamento Empresarial a Partir destes Três Elementos
Da combinação destes três elementos, podemos comunicar regras e consequências de forma mais clara. Aumentando assim a absorção às normas, de modo que os colaboradores entendam limites e façam escolhas mais alinhadas.
- Assertividade + Gerenciamento responsável: decisões transparentes e oportunas restabelecem confiança e evitam que a organização entre num estado de “caixote” emocional e operacional;
- Compliance + Gerenciamento responsável: controles e responsabilidades bem desenhados dão ao gestor a informação e a legitimidade para agir sem hesitar.
À guisa de exemplo, procure imaginar uma fábrica com repetidos pequenos acidentes. A direção usa a expressão “estamos em transição” sem fechar causas nem medidas. O resultado será: medo, boatos e passividade — ou seja, um “caixote”, engessando a empresa.
Uma intervenção assertiva diria:
“Temos três causas identificadas; hoje a partir de X horas vamos aplicar medidas A, B e C; todo colaborador tem canal direto para reportar falhas.”
O compliance garante que as medidas sejam formalizadas e auditáveis; o gerente responsável acompanha métricas e corrige a rota quando necessário. Assim a “maré” será identificada, e caso alguém seja arrastado, há uma linha de resgate pronta.
Conclusão prática para treinamentos
- Treine assertividade comunicacional em cenários de crise: exercícios curtos e realistas para que líderes aprendam a dar ordens claras, acolher dúvidas e fechar gaps;
- Integre compliance aos treinamentos operacionais: políticas precisam ser vivas, não só papéis;
- Simule “correntes de retorno”: crie exercícios que forcem decisões rápidas e redistribuição de responsabilidades. Avalie reação e aprenda com o erro.
A lição que Santos nos traz, é o fato de que, viver numa cidade de mar aparentemente calmo ensina vigilância, humildade e preparo. Seja na empresa, como na praia, o fato de tudo parecer sob controle não dispensa o uso de mapas atualizados (compliance), comunicação firme e humana (assertividade) e pessoas que estejam prontas para agir com responsabilidade — o barco segue seguro e a tripulação confiante.
E quando a onda vier, não dependeremos só de sorte: teremos coletes bem ajustados e gente que sabe nadar paralela à corrente para voltar à margem. Mesmo que o mar não esteja para peixe!
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Acácio Lima dos Santos
https://acacio.lovable.app
Confira também: A Assertividade e a Comunicação na Atualidade: A Mensagem do Luto como um Silencioso Professor
Palavras-chave: gerenciamento responsável, assertividade, compliance, comunicação, transição, calmaria nas empresas, comunicação assertiva, comunicação ineficiente, crises
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Maslow e a Carreira: Por Que Ainda Falamos da Pirâmide em Tempos de IA
Abraham Maslow, um psicólogo norte-americano, introduziu uma estrutura poderosa que explica a motivação humana: a Hierarquia de Necessidades – Maslow’s Hierarchical Needs.
Este modelo em forma de pirâmide categoriza nossas necessidades fundamentais, começando pelas mais básicas de sobrevivência e progredindo em direção à autorrealização. Embora tenha sido originalmente criado para entender o comportamento humano, ele continua extremamente atual e funciona muito bem para gerar insights valiosos sobre carreira e crescimento profissional — independentemente do setor ou da posição.
E talvez hoje faça ainda mais sentido. Em um mundo cada vez mais influenciado por inteligência artificial, entender o que nos move como humanos deixou de ser um diferencial — passou a ser de fato essencial. A tecnologia evolui, mas a motivação humana continua sendo a base de tudo.
A pirâmide como base para o sucesso
A hierarquia de Maslow consiste em cinco níveis, cada um construído sobre o anterior. No contexto profissional, esses níveis ajudam a entender o que realmente nos motiva — e como podemos crescer com consistência, não apenas com pressa.
1. Necessidades fisiológicas – a base
Physiological Needs – The Foundation
Na base da pirâmide estão as necessidades básicas de sobrevivência: comida, água, abrigo e descanso. No ambiente de trabalho, isso se traduz em remuneração justa, segurança no emprego e condições adequadas.
Sem esses fundamentos, é desafiador manter foco, energia e desempenho.
2. Necessidades de segurança – estabilidade e proteção
Safety Needs – Stability and Security
Quando o básico está atendido, então o foco passa a ser estabilidade — tanto financeira quanto profissional. As pessoas buscam previsibilidade, benefícios e um ambiente de trabalho saudável, sem pressão excessiva ou insegurança constante.
Empresas que ignoram esse nível costumam enfrentar alta rotatividade. Não é sobre geração — é sobre comportamento humano.
3. Necessidades de pertencimento e conexão – relacionamentos no trabalho
Belongingness and Love Needs – Workplace Relationships
Somos seres sociais. O senso de pertencimento é indispensável.
No trabalho, isso aparece na colaboração, na mentoria e em uma cultura que realmente inclua. E, principalmente, no sentimento de ser valorizado de forma genuína (being strongly valued) por colegas e líderes.
Isso impacta diretamente a motivação — muitas vezes mais do que o próprio salário.
4. Necessidades de estima – reconhecimento e crescimento
Esteem Needs – Recognition and Achievement
Com segurança e conexão estabelecidas, surge a necessidade de reconhecimento, respeito e evolução.
Este nível está ligado ao avanço na carreira, ao desenvolvimento de habilidades bem como à construção de credibilidade. E um ponto importante: a falta de reconhecimento pode gerar desengajamento, mesmo quando todo o resto está “certo”.
5. Autorrealização – propósito e realização
Self-Actualization – Purpose and Fulfillment
No topo está a autorrealização — o desejo de atingir o próprio potencial.
No ambiente profissional, isso pode significar liderar projetos, desenvolver pessoas ou encontrar um sentido mais profundo no que se faz. Aqui, o trabalho deixa de ser apenas sobre salário e passa então a ser sobre impacto.
E mesmo com o avanço da inteligência artificial, esse nível continua sendo essencialmente humano: propósito não se automatiza.
Aplicando Maslow à sua carreira
Entender essa hierarquia nos ajuda a avaliar onde estamos na nossa jornada profissional.
O exercício que eu faço comigo mesma — e incentivo meus clientes a fazerem — é refletir sobre o seguinte:
Você está de fato disposto a passar por todas essas fases? E já desenvolveu a maturidade para entender, absorver e aplicar que, muitas vezes, queremos pular etapas… mesmo tendo muito conhecimento… mas com um pensamento que ainda não mudou?
No final das contas, a decisão sempre estará nas suas mãos.
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Paulina Illanes
Especialista em Comunicação Corporativa e Business English
https://www.inglescompaulina.com.br
Confira também: A Jornada Infinita do Aprendizado e Por Que as Empresas PRECISAM Investir em Conhecimento para Seus Funcionários
Palavras-chave: pirâmide de maslow, maslow, carreira, pirâmide, inteligência artificial, motivação humana, necessidades, pirâmide de maslow em tempos de ia, carreira em tempos de ia, carreira e crescimento profissional, necessidades de pertencimento e conexão, reconhecimento e crescimento
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O Maior Erro de um Líder Não É Decidir Mal, É Não Decidir
Se tem uma coisa que o mercado, a gestão de pessoas e a experiência me ensinaram é que o custo da indecisão é muito maior que o custo do erro.
Sim, você leu certo.
Líderes que hesitam sistematicamente não estão apenas adiando uma escolha, mas sim drenando algo muito mais valioso: a confiança e a direção do time.
Cada dia sem decisão é um dia em que a equipe opera no modo “espera”. E equipe em modo espera não entrega resultado, sobrevive.
E sobreviver não é liderar.
O Sinal Silencioso que Você Envia
Quando um líder posterga uma decisão estratégica, o time recebe uma mensagem clara, ainda que não dita, “não sabemos para onde ir”.
O impacto é devastador:
- A energia se dissipa: sem rumo claro, cada pessoa interpreta a prioridade à sua maneira. O esforço se fragmenta;
- A responsabilidade desaparece: sem decisão, não há meta. Sem meta, não há responsabilidade. Sem responsabilidade, não há entrega;
- A confiança se corrói: time que não vê seu líder decidindo perde a referência. E assim o respeito se transforma em dúvida.
Por Que Líderes Hesitam?
Conheço bem as justificativas: “preciso de mais dados”, “vou esperar o cenário clarear”, “não quero tomar a decisão errada”. Parecem racionais, mas escondem um medo paralisante, o medo de errar publicamente.
O problema é que, no mundo real, não decidir também é uma decisão. E geralmente é a pior delas.
O que Separa Líderes de Gestores
Gestores administram o que existe. Líderes constroem o que vem depois. E construir o novo exige coragem para escolher um caminho mesmo sem, de fato, ter 100% de certeza.
Decidir bem não é ter sempre a resposta certa. É ter a clareza de propósito para escolher uma direção, a humildade para ajustar a rota quando necessário bem como a responsabilidade de assumir os resultados, bons ou ruins.
O Caminho Prático
Se você se identificou até aqui, o antídoto é simples, não fácil, mas simples:
- Defina critérios claros: antes de decidir, saiba o que é inegociável para você e seu negócio.
- Estabeleça prazos para decidir: decisões sem prazo viram promessas vazias.
- Comunique com transparência: decida e explique o “porquê”. Times maduros aceitam decisões imperfeitas quando, de fato, entendem a lógica por trás delas.
- Aprenda com o resultado: decidir rápido também significa errar rápido, ajustar rápido e evoluir rápido.
No fim, liderança não se mede pelo que você sabe. Mede-se pelo que você decide e pelo que inspira os outros a decidirem também.
Porque: Time que sabe onde quer chegar não sobrevive. Time que sabe onde quer chegar entrega.
Decidir Bem é Liderança.
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Helio Curi
Palestrante e mentor de líderes, com mais de cinco décadas de experiência em ambientes corporativos complexos. Criador do Método RISE UP, uma estrutura prática para tomada de decisões mais assertivas e desenvolvimento da maturidade decisória nas organizações.
https://www.linkedin.com/in/helio-curi-85a95716a
Confira também: Quando a Vida Corrige a Rota: O Que as Decisões Revelam
Palavras-chave: maior erro de um líder, decidir mal, decidir bem, liderança, não decidir, decisão, líderes, o custo da indecisão, líderes que hesitam sistematicamente, não decidir também é uma decisão, decidir rápido também significa errar rápido, time que sabe onde quer chegar
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Liderança Decolonial na Era da IA: Por Que a Inteligência Emocional é o Antídoto Contra Algoritmos Viciados
Imagine que você acaba de implementar uma nova Inteligência Artificial para otimizar o recrutamento e a análise de dados da sua empresa. O sistema é absurdamente rápido e eficiente. No entanto, após algumas semanas, você percebe um padrão: ele está selecionando e promovendo apenas ideias e candidatos com o mesmo perfil de sempre. Quem corrige a máquina quando ela aprende e reproduz os piores vícios históricos da nossa sociedade?
Na era da automação, a verdadeira vantagem competitiva não é artificial; ela é profundamente humana e comportamental. Estamos diante de um momento decisivo onde a tecnologia pode acelerar a inovação ou amplificar desigualdades estruturais profundas. Para garantir o primeiro cenário, precisamos abandonar velhos modelos e abraçar a liderança decolonial.
Mas como fazemos isso na prática? A resposta não está em aprender a programar, mas em resgatar e elevar as nossas habilidades humanas (ou soft skills) — habilidades comportamentais como adaptabilidade, inteligência emocional e pensamento crítico. Hoje, vamos explorar como desconstruir heranças tóxicas de gestão para exercermos uma liderança ética e regenerativa em um mundo mediado por códigos.
O Contexto: O Que é, Afinal, a Liderança Colonial?
Para entendermos a liderança decolonial, precisamos primeiro nomear a liderança colonial. Historicamente, o mundo corporativo foi desenhado sob uma lógica de extração, hierarquia rígida e “comando e controle”. O modelo colonial de gestão acredita que existe apenas uma forma “correta” e universal de pensar, agir e gerar lucro — uma forma majoritariamente eurocêntrica, patriarcal e padronizada.
Nesse modelo clássico, a diversidade é vista como um obstáculo à eficiência. Líderes coloniais extraem o máximo de suas equipes sem se preocupar com a regeneração do bem-estar, silenciando vozes plurais em prol da conformidade.
A liderança decolonial surge como o antídoto. Liderar de forma decolonial significa ter a coragem de descentralizar o poder e perguntar: “Qual voz ou perspectiva foi apagada desta tomada de decisão?”. É a transição de um modelo extrativista e competitivo para um formato colaborativo, onde as organizações funcionam como ecossistemas vivos e interdependentes, valorizando saberes plurais.
A IA como Espelho: Adaptabilidade e Senso Crítico
A Inteligência Artificial é alimentada por dados do passado. Se a nossa história corporativa é colonial, a IA, por padrão, será colonial. Ela não tem moralidade; tem matemática. Sem intencionalidade, os algoritmos farão o que sempre foi feito, mas em uma escala e velocidade assustadoras.
Para descolonizar o olhar frente à tecnologia, a nossa adaptabilidade (a capacidade de questionar o status quo e estar aberto ao novo) é a nossa maior aliada. Pessoas com alta adaptabilidade e pensamento crítico não aceitam o resultado da máquina como verdade absoluta. Elas olham para um processo validado pela IA e perguntam: “Isso é eficiente, mas é justo para todos?”.
Contudo, apenas a adaptabilidade não basta. É a inteligência emocional e a empatia que transformam a indignação frente a um viés tecnológico em um plano de ação estruturado, engajando as pessoas na mudança em vez de criar rupturas agressivas.
O Fator Humano no Dia a Dia: Resultados vs. Conexões
Como isso se manifesta na carreira e nos relacionamentos diários? Pense no seguinte caso: Um gestor de projetos (vamos chamá-lo de João), conhecido por seu altíssimo foco em resultados e senso de urgência, estava frustrado. Ele sentia que a equipe de DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) estava “atrasando” o lançamento de um novo produto que usava IA para análise de crédito de clientes.
Ao aplicarmos práticas de Comunicação Não-Violenta (CNV), João conseguiu acessar sua empatia e escuta ativa. Ele compreendeu que a equipe de DEI não estava boicotando seu cronograma, mas protegendo a empresa de lançar um algoritmo enviesado que negaria crédito sistematicamente a populações periféricas.
A liderança decolonial no dia a dia busca exatamente isso: sustentar o desconforto de frear a “eficiência cega” para honrar a ética e a dignidade. O foco em resultados precisa, obrigatoriamente, estar de mãos dadas com a responsabilidade social.
4 Passos para Exercer a Liderança Decolonial na Prática
Você não precisa lutar contra a tecnologia, mas precisa liderá-la com intenção humana. Aqui estão algumas ferramentas práticas para o seu autoconhecimento e gestão:
1. Auditoria de Vieses Pessoais:
Liste suas cinco maiores referências profissionais (por exemplo, autores, mentores, líderes inspiradores). Eles pertencem ao mesmo grupo demográfico, gênero ou região do globo? Se sim, sua visão de mundo está colonizada. Diversifique ativamente seu consumo de conhecimento.
2. Desobediência Algorítmica Estratégica:
Ao usar IA generativa para planejar estratégias ou redigir textos, inclua prompts (comandos) restritivos: “Reescreva este plano considerando as necessidades de grupos minorizados” ou “Aponte possíveis vieses culturais nesta campanha”.
3. Segurança Psicológica e Escuta:
Pratique a escuta empática. Em reuniões onde a tecnologia dita as tendências, seja a pessoa que faz as perguntas sistêmicas: “Como esta decisão de automação impacta os colaboradores na base da nossa pirâmide?”.
4. Liderança por Pontos Fortes:
Utilize metodologias de mapeamento de talentos para promover a equidade. Se você tem forte habilidade de Relacionamento, seja a ponte entre equipes polarizadas; se tem forte Influência, levante a voz e posicione-se quando um sistema ou processo for excludente.
A Força da Vulnerabilidade e Resiliência Emocional
No mundo corporativo tradicional, emoções foram por muito tempo tratadas como fraqueza. No entanto, na liderança decolonial, a vulnerabilidade e a resiliência emocional são superpoderes. Aquela angústia, ansiedade ou incômodo visceral que você sente quando presencia uma injustiça no escritório ou um viés em um software? Esse é o seu sistema de alerta ético funcionando perfeitamente.
O segredo não é engolir essa emoção para parecer “profissional”, mas canalizá-la através de uma comunicação assertiva e construtiva. O líder que se conhece profundamente entende que as sombras da organização (como racismo estrutural, machismo ou exclusão) não desaparecem quando são ignoradas; elas apenas se escondem nos processos invisíveis e nos códigos-fonte. Trazer esses temas à luz exige coragem e, acima de tudo, preparo emocional.
O Futuro é um Ecossistema Regenerativo
A Inteligência Artificial jamais substituirá a sabedoria sistêmica e a intuição humana. Ela pode escrever códigos geniais, prever tendências complexas de mercado e otimizar logísticas globais. Mas ela não sente compaixão. Ela não compreende o peso da trajetória de superação de uma pessoa colaboradora. Ela não olha nos olhos de uma equipe exausta e diz: “Eu vejo o valor de vocês; vamos reajustar a rota”.
A liderança decolonial na era da IA é um convite para o despertar da consciência. É usar a tecnologia como uma ponte, mas manter a ética e o afeto humano como o destino. Quando integramos o nosso desenvolvimento pessoal com o rigor da inteligência emocional, deixamos de ser meros “batedores de metas” extrativistas e passamos a ser arquitetos de organizações mais justas e sustentáveis.
Para refletir:
- Os processos, sistemas e ferramentas que sua empresa utiliza hoje estão rompendo ou apenas reproduzindo os velhos padrões históricos de exclusão?
- Como a sua inteligência emocional tem sido usada para questionar as normas estabelecidas no seu mercado?
- Qual perspectiva precisa ser trazida para a mesa hoje para que a sua liderança seja verdadeiramente plural e decolonial?
Se essas perguntas geraram reflexões profundas, então você já deu o primeiro passo para a mudança. Vamos transformar essa visão em resultados e cultura viva?
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Quer saber mais sobre como a liderança decolonial pode impedir que a IA reproduza vieses, exclusões e velhos padrões de gestão? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.
Kaká Mandakinï
Gallup Global Strenghts Coach, Mentora de Liderança Regenerativa, facilitadora de CNV e acredita que a comunicação autêntica é a chave para transformar organizações em ecossistemas de vida.
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Confira também: Do Pavor à Potência: O Feedback Consciente como Presente
Palavras-chave: liderança decolonial, inteligência emocional, inteligência artificial, adaptabilidade, algoritmos, a liderança decolonial na era da ia, algoritmos viciados, liderança ética e regenerativa, desobediência algorítmica estratégica, organizações mais justas e sustentáveis
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Viver ou Sobreviver: A Escolha É Sua
Você sobrevive quando carrega entulhos emocionais que não lhe favorecem. É como se carregasse a vida nas costas.
Você se norteia pelas mazelas que o acompanham.
A sua existência torna-se um fardo, e você não consegue desfrutar daquilo que a vida pode lhe oferecer de mais belo, porque permanece preso ao peso que carrega.
Se você olhar apenas para os fatos que o feriram, torna-se incapaz de enxergar tudo aquilo que ainda lhe é oferecido.
Perceba que, ao invés de mirar apenas nos percalços pelos quais passou, quando você começa a compreender — e principalmente aprender — com aquilo que um dia o aborreceu, sua visão de mundo se modifica.
O frio pelo qual você passou um dia pode ensiná-lo a apreciar o calor que virá depois — e vice-versa.
Assim também são os conflitos, que na maioria das vezes não entendemos o porquê de acontecerem.
Momentos difíceis se repetem porque insistimos, muitas vezes por ego, outras por incompreensão e até mesmo por desconhecimento daquilo que realmente pode nos favorecer.
Daí a razão da frase: tudo aquilo a que resistimos, persiste.
Quando aprendemos a refletir sobre todos os conflitos pelos quais passamos, nossa compreensão se amplia, porque nos tornamos capazes de enxergar novos caminhos.
E todo novo caminho, ainda que desconhecido e, por vezes, assustador, pode ser alentador ou, no mínimo, despertar em nós a força necessária para um novo desafio.
Quando você entende que viver o aqui e agora é uma das atitudes mais importantes para a realização pessoal — e se conscientiza de que o futuro sempre acontece a partir daquilo que é realizado no presente, e não no futuro imaginado — você começa a vencer etapas sem viver aprisionado pela preocupação com o amanhã.
Você tem noção de que o excesso de futuro é uma das grandes causas da ansiedade?
Toda construção se inicia com as primeiras ações feitas no aqui e agora.
Sem o primeiro passo, não conseguimos chegar ao topo da escada.
Cada degrau que antecede o próximo é o que nos fortalece para alcançar o objetivo final.
Ainda que você enxergue o resultado desejado, será necessário caminhar passo a passo para alcançar seus objetivos.
E seus desejos serão ainda mais beneficiados na medida em que você reflita sobre cada conflito vivido, compreendendo-o como um novo aprendizado.
Todos aqueles que chegam a qualquer tipo de vitória aprenderam a resolver os problemas que surgem sem complicá-los, e com a humildade necessária para entender que o ego, por si só, não soluciona desavenças nem percalços da trajetória da vida.
Afastar o ego não significa se despersonalizar, mas compreender que não estamos sós neste mundo e que cada pessoa possui uma razão própria e singular, formada por suas vivências, sentimentos, emoções e aprendizados.
Com isso, você passa a viver em sua amplitude maior: a consciência de não estar só e, principalmente, de fazer parte do todo.
Por isso, viva cada momento como se fosse único e precioso em sua vida — e não apenas sobreviva carregando fatos que já se foram.
Finalizo com a frase de Antonio Montenegro no O Pensador:
“Viver é realizar sonhos, sobreviver é abdicar de sonhos. E aí, você está vivendo ou sobrevivendo?”
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como deixar de apenas sobreviver e começar a viver com mais consciência, presença e leveza? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar sobre este assunto.
Luísa Santo
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Confira também: Você está Consciente de Quem Você É, Por Que Você É e Como Você É?
Palavras-chave: viver ou sobreviver, conflitos, aqui e agora, futuro, ego, viver o aqui e agora, a escolha é sua, excesso de futuro, realização pessoal, fazer parte do todo
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A Economia da Lucidez: Por Que a Sua Humanidade É o Ativo Mais Escasso
Vivemos sob a ilusão de que a velocidade é a maior virtude de um líder. No topo das organizações, a cultura do “sempre ligado” e a prontidão para responder a cada estímulo do mercado são frequentemente confundidas com eficiência. No entanto, se olharmos com rigor para a ciência da decisão, percebemos que muito do que chamamos de agilidade é, na verdade, apenas reatividade biológica. Um custo invisível que, de fato, corrói a governança e compromete o legado.
O Nobel de Economia Daniel Kahneman nos ensina que operamos sob dois sistemas de pensamento. Um é rápido e emocional; o outro é devagar, deliberativo e lógico. O primeiro é essencial para a nossa sobrevivência, mas é um conselheiro de risco para a estratégia de longo prazo. Quando um executivo opera exclusivamente no modo reativo, ele entrega então a gestão do negócio aos impulsos do momento. A lucidez deixa de ser um estado de espírito para se tornar o ativo mais valioso na mesa de decisões.
Recentemente, durante sua passagem pelo São Paulo Innovation Week, Daniel Goleman reforçou uma tese que ressoa profundamente com este cenário. Em um mundo dominado pela Inteligência Artificial, as habilidades puramente humanas, como a autoconsciência e a regulação emocional, serão os grandes divisores de águas. Goleman lembrou que a tecnologia pode mimetizar a empatia e processar dados, mas nunca será capaz de se preocupar genuinamente com alguém.
Apenas a inteligência humana tem a capacidade de processar significados e sustentar relações reais.
Liderar com soberania exige o reconhecimento de que nossa capacidade mental é finita. Cada decisão tomada sob estresse agudo carrega o viés da urgência, e não a clareza da estratégia. Na Governança Humana, tratamos o comportamento como um item de conformidade. Se um líder não governa a própria biologia, ele se torna então um risco para a operação. A falta de presença é o que nos faz cair na armadilha da agressividade disfarçada de autoridade ou da omissão disfarçada de empatia.
A verdadeira maestria executiva reside no equilíbrio entre o desafio direto e o cuidado humano. Para praticar o que Kim Scott chama de empatia assertiva, é preciso estar lúcido. É necessário ter presença para dizer o que precisa ser dito sem destruir a cultura ao redor. Sem essa estabilidade, a liderança se torna errática e o impacto nos outros deixa de ser inspirador para se tornar apenas reativo.
O meu convite para você nesta edição é uma auditoria de presença. Em meio a tantas ferramentas de automação, como você tem cultivado a sua habilidade mais humana? Quantas de suas decisões nas últimas quarenta e oito horas foram, de fato, fruto de reflexão estratégica e quantas foram apenas respostas automáticas ao cansaço?
Preservar a sua clareza não é um luxo. É uma estratégia de proteção de ativos. Afinal, a perenidade de um negócio não se garante apenas com algoritmos, mas com a qualidade e a lucidez das mentes que o governam.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como a lucidez pode proteger decisões, cultura e legado na sua liderança e se tornar o diferencial mais estratégico em um mundo acelerado e cada vez mais automatizado? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Nos vemos no próximo mês.
Karem Zapana
Educadora Corporativa e Mentora de Lideranças
https://www.linkedin.com/in/karem-zapana
https://www.instagram.com/karemzapana
Confira também: Governança Humana: O Compliance Comportamental como Ativo de Valor
Palavras-chave: lucidez, liderança, governança humana, inteligência artificial, regulação emocional, economia da lucidez, o que é
economia da lucidez? por que a sua humanidade é o ativo mais escasso, habilidades puramente humanas, auditoria de presença, estratégia de proteção de ativos
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
Participe da Conversa
Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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