A Empresa é um Espelho, e Quase Ninguém Quer Olhar
Tem uma cena que eu já vi tantas vezes que hoje eu quase consigo prever antes de entrar na sala.
O empresário me recebe, senta, respira fundo e diz alguma variação da mesma frase:
“Tudy, eu preciso que você desenvolva meu time. Eles não me acompanham.”
E eu ouço. Ouço de verdade, porque por trás dessa frase quase sempre tem um ser humano cansado, que carrega a empresa nas costas há anos, que já investiu em treinamento, em benefício, em festa de fim de ano, em consultoria, e continua sendo a pessoa que resolve tudo.
Mas depois de muitos anos fazendo isso, eu aprendi uma coisa que demora a ser aceita e é libertadora quando é:
O time quase nunca é o problema. O time é o retrato.
O que eu vi num hotel
Fui chamada para um trabalho num hotel. A demanda inicial era simples: “o atendimento está frio, por isso precisamos treinar a recepção”.
Poderia ter feito o óbvio. Um treinamento de simpatia, um roteiro de acolhimento, uns combinados de sorriso na porta. Todo mundo sai animado, aplaude, mas trinta dias depois está tudo igual.
Só que quando eu olhei para dentro, o que estava lá não era falta de simpatia. Era de fato uma equipe inteira montada com perfis analíticos e estáveis, gente ótima, cumpridora, correta, colocada exatamente no lugar onde o negócio precisava de calor humano. Ninguém ali estava errado. Estavam todos no lugar errado.
Não existia treinamento capaz de resolver aquilo. Porque você não treina alguém para ser quem ela não é. Você posiciona.
Perder um cliente por falta de acolhimento não é um problema de recepção, mas um problema de decisão. E decisão é coisa de dono.
O que eu vi no agro
Outro cliente, outro universo. Uma empresa sólida, do campo, gente que trabalha muito e de verdade.
Chegaram até mim com uma lista de dores: caixa que some, diária que estoura, comunicação que não flui entre setores, time desengajado, promessa de benefício que não se cumpriu. Cada uma dessas dores já tinha sido “resolvida” antes. Várias vezes. Com dinheiro, com reunião, com puxão de orelha.
E aí eu enxerguei o padrão, e o padrão era mais grave do que qualquer item da lista:
Aquela empresa tratava sintoma. Sempre. Há anos.
Aparecia um problema, alguém apagava o fogo, todo mundo respirava aliviado, e seis meses depois o mesmo problema voltava com outra roupa. Investimento alto, resultado curto, cansaço acumulado.
A causa raiz nunca foi o combustível, nem a caixa, nem o setor X falando mal do setor Y. A causa raiz era mais simples e certamente mais dura: não havia dado confiável. E onde não tem número, a gestão vira sem dúvida palpite. E onde a gestão vira palpite, o dono vira o único que decide, sobre tudo, o tempo todo, para sempre.
Não dá para construir time de alta performance sobre um chão que balança.
E o que eu vi em mim
Agora vem a parte que dói e que eu preciso te contar, porque não seria honesto escrever esse texto só apontando o dedo para fora.
Há alguns meses eu parei para fazer o raio-x da minha própria empresa. O mesmo raio-x que eu aplico nos meus clientes.
E o resultado foi constrangedor.
Eu, que cobro indicador de todo mundo, não estava medindo os meus com o rigor que eu exijo dos outros. Eu, que falo de foco, tinha linhas de produto demais rodando ao mesmo tempo. E eu, que ensino a descentralizar, era o gargalo da minha própria operação. Eu estava gastando muita energia criando e pouca energia colhendo.
Ninguém está imune ao espelho. Nem quem segura o espelho.
E foi ali que eu entendi por que essa profissão faz sentido para mim: não porque eu já cheguei, mas porque eu já passei, e continuo passando, pelas mesmas travessias que os meus clientes.
A conta que quase ninguém quer fazer
Se você é dono de empresa e está lendo isso, eu quero te devolver algumas perguntas. Não para te julgar. Mas sim para te dar um espelho, que é a coisa mais rara e mais cara que alguém pode te oferecer.
- Quanto do seu tempo semanal você gasta resolvendo problemas que não deveriam chegar até você?
- Se você precisasse montar seu time do zero amanhã, contrataria as mesmas pessoas que tem hoje?
- Existe hoje uma conversa difícil que você está adiando há mais de noventa dias?
- Você consegue, agora, sem abrir nada, dizer qual foi seu indicador mais importante da semana passada?
- E a última vez que um problema apareceu: você resolveu a causa ou apagou o incêndio?
Se alguma dessas perguntas te incomodou, é bom sinal. Porque incômodo é o começo de tudo que muda.
O que eu acredito, depois de tudo
Eu acredito em número. Acredito em meta escrita, em cobrança com consistência, em processo desenhado. Não abro mão disso e não vou abrir.
Mas eu não acredito em número antes de gente. Acredito em número por causa de gente.
Indicador não existe para vigiar ninguém, mas para que uma pessoa saiba, com clareza, o que se espera dela, e possa ganhar. Processo não existe para engessar, mas para que ninguém precise adivinhar. Meta clara não é dureza; é respeito. Porque meta vaga gera desculpa vaga, e desculpa vaga adoece time bom.
A empresa que não mede, não enxerga. A empresa que não enxerga, culpa. E quando a empresa culpa, ela sempre culpa quem está mais embaixo , que é justamente quem tem menos poder de mudar a estrutura.
Por isso eu digo, e vou continuar dizendo até cansar:
Pessoas fazem resultados.
Não é frase bonita para camiseta. É a coisa mais estratégica que eu aprendi em toda a minha carreira. Máquina não bate meta. Sistema não bate meta. Planilha não bate meta. Gente bate meta, quando sabe o que se espera dela, quando é posta no lugar certo, quando é cobrada com constância e reconhecida com verdade.
Antes de você fechar essa página
Não vou te pedir para mudar sua empresa inteira. Isso não acontece por artigo de blog.
Vou te pedir uma coisa só, e ela cabe nos seus próximos sete dias:
Escolha o problema que mais se repete no seu negócio. O que volta sempre. Aquele que você já “resolveu” três vezes. E, em vez de resolver de novo, sente e pergunte cinco vezes seguidas: por que isso acontece?
Na quinta vez, você não vai mais estar olhando para o sintoma. Você vai olhar para a causa. E, muito provavelmente, vai olhar para uma decisão que só você pode tomar.
É desconfortável. Eu sei. Eu passei por isso.
Mas eu nunca vi uma empresa crescer de verdade sem que o dono, em algum momento, tenha tido a coragem de parar de olhar para o time e começar a olhar para o espelho.
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Tudy Vieira
Especialista em Gestão de Gente & Resultado
Há quase 20 anos desenvolvendo pessoas para que o resultado aconteça. Mais de 1.300 turmas realizadas, com métodos próprios aplicados a empresários, líderes e times de todos os portes, com métodos autorais: GDR – Gente de Resultado, COBAM – Comando de Operações Bate Meta, Liderança Shark, Conexão CEO e Raio X Empresarial
https://www.tudyvieira.com.br/
Instagram:@tudyvieira
Confira também: O Empresário Que Mais Trabalha Quase Sempre É O Que Menos Cresce
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E Se Você Estiver Repetindo O Que Queria Deixar para Trás?
Como identificar padrões que impedem uma verdadeira mudança de vida
Existe um tipo de mudança que não aparece no currículo.
A empresa muda. O cargo termina. A rotina deixa de existir. Novos projetos começam.
Por fora, tudo parece diferente.
Mas, por dentro, podemos continuar funcionando exatamente da mesma maneira.
Durante muitos anos, eu fui a pessoa que dava conta de tudo.
Foram inúmeras viagens de trabalho. Antes de sair, eu deixava a casa abastecida, a agenda das crianças organizada, as orientações alinhadas e a rotina funcionando.
Ao mesmo tempo, estruturava times de vendas, identificava os perfis adequados, acompanhava resultados, respondia às demandas das equipes e sustentava metas, objetivos e todas as responsabilidades que faziam parte da rotina executiva.
Havia uma identidade muito forte associada a entregar resultados e manter tudo em movimento. Foram mais de vinte e cinco anos vivendo nesse ritmo.
Eu preservava os esportes, a terapia e alguns espaços da vida pessoal. Isso me ajudava a não me abandonar completamente.
Ainda assim, um incômodo silencioso começou a ganhar espaço.
A pergunta aparecia com frequência crescente:
“Ainda faz sentido continuar sendo essa pessoa neste formato?”
Quando percebi que minha vida corporativa estava chegando a um limite, entendi que precisava fazer alguma coisa, mas ainda não sabia exatamente o quê.
Com a saída do mundo corporativo, chegaram sentimentos aparentemente contraditórios: alívio e medo, liberdade e insegurança, espaço e vazio.
Pensei em viver um ano sabático, mas logo percebi que sentia falta da vida acelerada.
Tinha medo de ficar entediada, de perder movimento e até de “emburrecer”.
O medo de ficar sem atividade deu lugar ao excesso de ocupação.
De repente, eu estava novamente envolvida em inúmeros papéis, compromissos e projetos.
A estrutura havia mudado, mas a lógica interna permanecia semelhante.
Eu já não tinha a mesma agenda corporativa, mas continuava vinculada à aceleração, à produtividade e à necessidade de estar em movimento o tempo todo.
Foi quando percebi algo importante:
Mudar de fase não significa, necessariamente, mudar de padrão.
Em alguns momentos, a ocupação funcionava como uma forma de evitar o vazio deixado pela rotina anterior. Também me dava uma sensação de continuidade.
Era como se permanecer em movimento confirmasse que eu ainda estava avançando.
Mas foi necessário perceber que eu não precisava reconstruir, em outra estrutura, o mesmo ritmo que havia começado a questionar no mundo corporativo.
O desafio não era apenas encontrar novas atividades.
Era aprender a fazer escolhas diferentes.
Quando perdemos uma referência importante, tendemos a voltar ao que conhecemos.
No meu caso, eu conhecia a produtividade, a responsabilidade, a disponibilidade e a capacidade de sustentar muitas frentes ao mesmo tempo.
Essas características foram importantes para minha trajetória. Abriram portas, trouxeram reconhecimento e me ajudaram a atravessar contextos complexos.
Não se trata de negar as competências que nos trouxeram até aqui.
Trata-se de reconhecer quando elas começam a comandar escolhas que já não fazem sentido.
Foi isso que precisei rever.
Algumas competências deveriam permanecer.
Alguns padrões precisavam ser ajustados.
E algumas forças necessitavam encontrar novas formas de expressão.
MUDAR DE FASE NÃO SIGNIFICA, NECESSARIAMENTE, MUDAR DE PADRÃO.
Hoje, na Mente & Movimento, percebo que muito do que construí no ambiente corporativo continua presente, mas de outra maneira.
Trouxe comigo a experiência em desenvolver pessoas, tomar decisões e atravessar cenários complexos.
Mas precisei rever conceitos, atualizar conhecimentos e ressignificar a forma como queria contribuir.
A mudança mais importante não foi deixar de fazer.
Foi aprender a escolher melhor o que merecia minha energia.
Não deixei de ser quem fui, mas aprendi que não precisava reproduzir o mesmo ritmo para continuar sendo relevante, produtiva ou realizada.
Esse movimento também acontece na liderança.
Uma promoção, uma mudança de empresa ou uma nova responsabilidade não transforma automaticamente a forma de liderar.
O cargo muda antes do comportamento.
O profissional assume uma nova posição, mas pode continuar centralizando, resolvendo tudo sozinho ou medindo sua contribuição apenas pela quantidade de entregas.
Por isso, transições exigem mais do que adaptação externa.
Exigem consciência sobre os padrões que levamos conosco.
Diante de uma mudança, talvez não seja suficiente perguntar:
“O que eu quero fazer agora?”
Também é necessário perguntar:
“Que padrão antigo eu estou tentando reproduzir nesta nova fase?”
Desenvolvimento não é apenas adquirir novas competências.
É reconhecer quais comportamentos ainda nos conduzem, quais já cumpriram sua função e quais precisam ser revistos para que uma mudança realmente aconteça.
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Até o próximo artigo!
Valquiria Jorge
Fundadora da Mente & Movimento e cofundadora da RebrandSe
https://www.linkedin.com/in/valquiria-camargo-jorge/
https://instagram.com/valjorge_menteemovimento
Confira também: A Pressão por Respostas Rápidas: O Risco de Tomar Decisões Importantes no Ritmo da Urgência
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Quando a Cultura Adoece, a Saúde Mental Pede Socorro
Por Que Ampliar a Consciência é o Próximo Passo das Organizações
Vivemos um tempo em que a saúde mental ocupa lugar de destaque nas organizações. Nunca se falou tanto sobre burnout, ansiedade, riscos psicossociais, segurança psicológica ou bem-estar. A atualização da NR-1 reforça esse movimento ao reconhecer que os fatores psicossociais passaram a integrar a gestão dos riscos ocupacionais. Trata-se de um avanço importante, que amplia a responsabilidade das organizações na construção de ambientes emocionalmente saudáveis.
Ainda assim, uma pergunta continua me acompanhando.
Será que estamos olhando para a origem do problema ou apenas para suas manifestações?
Durante muito tempo, acreditei que as empresas adoeciam pelas pressões do mercado.
Hoje penso diferente.
O mercado apenas evidencia aquilo que já existia. Uma organização não perde sua saúde mental quando chega uma crise. Ela revela, na crise, o nível de consciência que construiu antes dela.
Essa percepção mudou profundamente a forma como passei a compreender a cultura organizacional.
Ao longo de mais de vinte e cinco anos acompanhando líderes, equipes e culturas organizacionais, percebi que o sofrimento raramente surge de forma repentina. Ele vai sendo tecido nas pequenas experiências do cotidiano: na maneira como uma liderança reage a um erro; na reunião em que alguém deixa de compartilhar uma ideia por receio do julgamento; na conversa que nunca acontece; na escuta interrompida; na decisão que privilegia o resultado imediato e adia, mais uma vez, aquilo que sustenta a qualidade das relações.
Essas experiências dificilmente aparecem nos relatórios da organização. Não ocupam espaço nos indicadores financeiros nem são facilmente traduzidas em gráficos. Ainda assim, imprimem marcas na forma como as pessoas vivem o trabalho e influenciam diretamente sua capacidade de inovar, cooperar, aprender e preservar sua saúde emocional.
Foi justamente essa percepção que me levou a compreender a cultura organizacional por uma perspectiva diferente.
A cultura é o que acontece entre as pessoas. Ela nasce no espaço invisível das relações e ganha forma a cada interação. Antes de influenciar resultados, influencia percepções. Antes de determinar comportamentos, determina o significado que as pessoas atribuem às suas experiências. É nesse território que a consciência se expande ou se retrai. E é justamente ali que a saúde mental começa a ser construída.
Por isso, quando uma organização apresenta sinais de adoecimento, costumo fazer uma pergunta que antecede qualquer leitura cultural ou plano de ação:
Que nível de consciência sustenta essa cultura?
Não utilizo a palavra consciência em um sentido abstrato. Refiro-me à capacidade humana de perceber: perceber o impacto das próprias escolhas; perceber aquilo que uma reunião produz para além das decisões registradas em ata; perceber que uma conversa interrompida, um comentário irônico ou uma atitude recorrente também educam uma cultura; e perceber que toda interação deixa uma marca no ambiente coletivo.
Toda cultura ensina, mesmo quando ninguém percebe que está ensinando.
Essa capacidade de perceber é, talvez, uma das competências mais relevantes da liderança contemporânea.
Durante muito tempo, acreditou-se que desenvolver líderes significava capacitá-los para tomar decisões rápidas, administrar conflitos e alcançar metas cada vez mais desafiadoras. Esse olhar continua relevante. Entretanto, torna-se insuficiente quando o próprio líder perde a capacidade de perceber o impacto humano de sua presença.
Nenhuma ferramenta substitui uma liderança consciente. Nenhum processo compensa relações fragilizadas. Nenhum programa de bem-estar produz resultados consistentes quando a experiência cotidiana continua gerando medo, distanciamento e perda do sentimento de pertencimento.
Existe um limite quase imperceptível entre adaptar-se e desconectar-se de si mesmo.
A adaptação é uma habilidade humana extraordinária. É ela que nos permite aprender, evoluir e responder às mudanças.
A desconexão, por sua vez, cobra um preço elevado. Ela começa quando alguém aprende a aquietar aquilo que sente para continuar pertencendo; quando dúvidas deixam de ser compartilhadas para preservar uma imagem de competência; quando a criatividade cede espaço ao receio permanente de errar; quando a pessoa permanece fisicamente presente, mas já não consegue reconhecer, com clareza, quais escolhas refletem seus valores e quais nasceram apenas da necessidade de sobreviver ao ambiente.
Esse movimento raramente é percebido pelos indicadores. Ele se revela na qualidade da confiança, na disposição para colaborar, na coragem de discordar, na curiosidade para aprender, bem como na abertura para assumir responsabilidades.
É justamente nesse território que a segurança psicológica deixa de ser um conceito e passa então a representar uma experiência vivida.
Ela nasce da coerência, da qualidade da escuta, da maturidade das relações, da capacidade de uma liderança acolher perguntas sem interpretar questionamentos como ameaça, bem como da possibilidade de transformar erros em aprendizagem e diferenças em fonte de crescimento coletivo.
Essas condições não surgem por acaso. Elas revelam o grau de consciência presente na cultura organizacional.
Em meu livro Alma de Líder: O Despertar da Consciência para uma Liderança com Propósito, escrevi:
“A maior jornada é explorar a própria consciência. É ali que repousam os medos, os desejos e tudo o que ainda não foi dito. É também ali que pulsa o potencial de criar, transformar e deixar marcas no mundo.” (MAZIERO, 2025).
Essa reflexão nasceu olhando para o indivíduo. Hoje compreendo que ela também se aplica às organizações.
Empresas, assim como pessoas, carregam crenças, padrões, medos e potenciais. Desenvolvem mecanismos de proteção, repetem comportamentos e, muitas vezes, deixam de perceber aquilo que mais influencia seus resultados: a experiência humana vivida diariamente.
Foi dessa compreensão que nasceu o Reconexão Essencial®.
Mais do que uma metodologia de desenvolvimento, trata-se de uma abordagem de inteligência cultural criada para ampliar a consciência das organizações sobre si mesmas.
Seu propósito não é oferecer respostas prontas, mas favorecer uma leitura profunda da cultura, tornando perceptíveis padrões que, por terem sido naturalizados ao longo do tempo, deixaram de ser questionados.
O Reconexão Essencial® parte do entendimento de que toda cultura é sustentada por três dimensões inseparáveis: o indivíduo, as relações e o ambiente coletivo que emerge dessas interações. Quando uma dessas dimensões perde coerência, todo o sistema passa então a sentir seus efeitos.
A metodologia integra um eixo experiencial, que revela como as pessoas vivem a cultura, e um eixo evolutivo, que evidencia a capacidade da organização de aprender, amadurecer e transformar consciência em práticas coerentes. Essa leitura permite compreender não apenas o que acontece na organização, mas também por que determinados padrões continuam se repetindo, mesmo depois de sucessivos programas de desenvolvimento.
Quando ampliamos a consciência, ampliamos também a capacidade de escolha.
A organização passa a reconhecer aquilo que fortalece sua cultura e aquilo que, lentamente, compromete a vitalidade das relações. A liderança deixa de atuar apenas sobre comportamentos e passa a compreender os padrões que dão origem a eles. As equipes desenvolvem maior clareza sobre a forma como constroem confiança, pertencimento e responsabilidade compartilhada. A cultura deixa de ser um conceito abstrato para tornar-se uma experiência consciente.
Acredito que o futuro das organizações dependerá menos da quantidade de ferramentas disponíveis e muito mais da qualidade da consciência presente em suas decisões. A inteligência artificial continuará ampliando nossa capacidade de produzir, novas tecnologias continuarão transformando modelos de negócio e os indicadores serão cada vez mais sofisticados. Entretanto, nenhuma inovação substituirá aquilo que sustenta toda experiência humana: a qualidade das relações.
Talvez o maior desafio das organizações contemporâneas não seja acelerar ainda mais, mas desenvolver a capacidade de perceber.
Isso começa por perceber a cultura antes que ela se torne um problema. Passa por perceber as relações antes que elas se desgastem. Perceber as pessoas antes que deixem de reconhecer a si mesmas. E, acima de tudo, perceber que saúde mental não é um programa, um benefício ou uma campanha. É a expressão mais visível da consciência com que uma organização escolhe existir.
Empresas emocionalmente saudáveis são consequência de culturas conscientes.
E toda cultura consciente começa quando ampliamos nossa capacidade de perceber quem somos, como nos relacionamos e qual realidade estamos, de fato, construindo uns com os outros, todos os dias.
Cristiane Maziero é fundadora da Allure Desenvolvimento Humano, autora de Alma de Líder e criadora da metodologia Reconexão Essencial®, dedicada ao desenvolvimento de culturas organizacionais, lideranças conscientes e ambientes emocionalmente saudáveis.
Conheça mais em https://alluredh.com.br.
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Até o próximo artigo.
Cristiane Maziero
Escritora do livro Alma de Líder: O Despertar da Consciência para uma Liderança com Propósito, consultora organizacional, mentora, terapeuta transpessoal e criadora da metodologia Reconexão Essencial, voltada à gestão da cultura organizacional e ao desenvolvimento de lideranças conscientes.
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Confira também: Quando as Pessoas Começam a Sobreviver Emocionalmente Dentro das Empresas
Referências BARRETT, Richard. A Organização Orientada por Valores. Rio de Janeiro: Elsevier. EDMONDSON, Amy C. A Organização Sem Medo. Rio de Janeiro: Alta Books, 2020. LALOUX, Frederic. Reinventando as Organizações. São Paulo: Voo, 2017. MAZIERO, Cristiane. Alma de Líder: O Despertar da Consciência para uma Liderança com Propósito. São Paulo: Literare Books International, 2025. SALDANHA, Vera. Psicologia Transpessoal: Abordagem Integrativa. Campinas: Átomo.
Palavras-chave: cultura organizacional, consciência, relações, liderança, saúde mental, saúde mental nas organizações, saúde mental em organizações, segurança psicológica, qualidade das relações, liderança consciente, ambientes emocionalmente saudáveis, riscos psicossociais, ampliar a consciência, como ampliar a consciência
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Seu Futuro Já Foi Decidido. Você Só Ainda Não Percebeu
Quantas vezes ficamos tão presos a preocupação do que ainda nem aconteceu, que esquecemos de viver o presente. Parece clichê, mas é a realidade: não precisamos de nenhuma forma “mágica” para saber o que vai acontecer no futuro, basta prestar atenção nas suas decisões e ações de hoje. O futuro nada mais é do que um conjunto de ações que são feitas hoje, e que irão refletir mais pra frente. Se você quer entender onde você vai estar em três anos, comece a olhar o que você está plantando agora!
Recentemente comecei a pensar muito nisso, onde quero estar nos meus próximos anos. O que quero atingir, onde morar, quem estará ao meu lado, e quem provavelmente não vai me acompanhar.
Quando você toma a decisão, a vida vem te testar para ver se você quer isso mesmo.
Inúmeras distrações vão aparecer, e pessoas próximas vão precisar de você. É aqui que muita gente adia os planos, diz que “a vida aconteceu”, e que desiste do plano. Mas a verdade é que, você não está disposto a pagar o preço. E não é nem sobre conseguir o resultado final que você espera, mas é a pessoa que você se torna no meio do caminho. A vida acontece NO caminho.
Algumas pessoa desistem pois avançar significa estar sozinho, pois muitas pessoas de sua convivência não vão conseguir acompanhar.
Outras pessoas desistem antes mesmo de colocar no papel, deixam as ideias na cabeça, pois ali elas estão seguras e não vão virar frustrações, críticas. O mundo das ideias parece melhor do que o real.
Já existe o caso em que a auto cobrança é tanta, são tantos passos a serem tomados, tantos aprendizados que precisam acontecer para a coisa chegar de fato onde queremos, que o caminho deixa de ser prazeroso e vira martírio. Fica muito pesado.
Outros entendem que muitas vezes não conseguimos chegar onde queremos sozinhos, mas achar as parcerias ideias parece impossível!
E tem aqueles que tem um potencial absurdo de dar certo, tudo que fazem, fazem muito bem feito. A chance de sucesso é enorme, mas é proporcional ao medo de falhar, de não serem bons o suficiente. Sempre mais um curso, sempre mais um passo, nunca é o momento certo. A procrastinação não tem fim.
E se, independentemente de onde você esteja, você só seguir o que você dá conta de fazer hoje? E montar um plano. Um plano real, possível, mensurável, e com margem para o erro.
Sem distrações, passos claros e calculados, respeitando o que você já sabe que serão seus maiores desafios.
Isso é totalmente possível. Basta entender o seu perfil, como você funciona. É possível prever quais serão seus maiores desafios, e se conhecendo o suficiente, se blindar o máximo possível para evitar fracasso. Entenda: fracasso não é errar, mas desistir de aprender com o que aconteceu.
E você, quais seus planos abandonados com o tempo? Em qual situação você se encontra?
Comenta aqui e vai em frente, pois o primeiro passo é o mais difícil: reconhecer. O segundo, é só seguir o que pode ser feito hoje. O caminho vai se moldando no dia a dia.
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Até o próximo artigo!
Sarah Martins
Mentora de Autoliderança, Desenvolvimento Humano e Inteligência Emocional
http://linkedin.com/in/sararmartins
Confira também: O Perfil Que Constrói Empresas… Mas Afasta Pessoas Sem Perceber
Palavras-chave: futuro, ações, plano, caminho, procrastinação, ações de hoje, viver o presente, medo de falhar, meu futuro, seu futuro, como será meu futuro, decidir o futuro, como decidir o futuro, decisões de futuro, futuro já decidido, decisões de hoje
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Quando Responder Deixa de Ser Suficiente
Há alguns dias acompanhei uma conversa pelo WhatsApp que me fez refletir.
Uma cliente entrou em contato para confirmar se determinado produto realmente atenderia à sua necessidade. Em poucos minutos, recebeu todas as informações que normalmente esperamos de um bom atendimento: catálogo, link do site, tabela de medidas, preço, prazo de entrega e formas de pagamento.
A empresa respondeu rapidamente, respondeu corretamente e foi extremamente educada. Mesmo assim, alguns minutos depois, a cliente desistiu da compra. Não porque a resposta estivesse errada, mas porque ela continuava insegura. Naquele momento percebi algo que parece simples, mas que ainda passa despercebido por muitas empresas: responder e ajudar são coisas completamente diferentes.
Durante muitos anos fomos ensinados que rapidez era sinônimo de qualidade. Investimos em tecnologia, implantamos CRMs, automatizamos processos, criamos indicadores de desempenho e treinamos equipes para reduzir cada vez mais o tempo de resposta. Tudo isso fez sentido e continua sendo importante. No entanto, o comportamento do consumidor mudou.
Hoje responder rapidamente já não impressiona ninguém.
É apenas o básico. O cliente envia uma mensagem pelo WhatsApp esperando ser atendido em poucos minutos e, quando isso não acontece, a frustração aparece quase imediatamente. A velocidade deixou de ser um diferencial para se tornar uma expectativa.
Talvez por isso tantas empresas estejam investindo em responder cada vez mais rápido, mas nem sempre conseguem construir relacionamentos mais fortes. Isso me faz pensar que talvez estejamos medindo as coisas erradas. Durante anos perguntamos quanto tempo nossa equipe leva para responder, quando talvez a pergunta mais importante seja outra: nossa resposta realmente ajudou o cliente a tomar uma decisão?
Essa pequena mudança de perspectiva altera completamente a forma como enxergamos o atendimento. O consumidor de hoje dificilmente procura uma empresa para descobrir qual produto comprar. Antes de iniciar uma conversa, ele já pesquisou no Google, assistiu a vídeos, comparou preços, leu avaliações, visitou as redes sociais da marca e ouviu a opinião de outras pessoas. Se ele já fez tudo isso, por que ainda procura a empresa? Porque existem decisões que a internet ainda não consegue tomar por ele. O cliente busca confirmação, orientação e, principalmente, confiança.
É justamente por isso que o WhatsApp se tornou um dos canais mais importantes da jornada de compra. Ele deixou de ser apenas um aplicativo de mensagens e passou a ocupar um espaço estratégico no relacionamento entre empresas e consumidores. É ali que dúvidas são esclarecidas, negociações acontecem, pedidos são acompanhados e problemas são resolvidos. Mais do que isso, é ali que muitos clientes decidem se podem ou não confiar em uma empresa.
Na minha experiência acompanhando diariamente operações de e-commerce, marketing e atendimento, percebo que muitos clientes encerram uma conversa não porque receberam uma resposta errada, mas porque ainda não encontraram segurança suficiente para decidir. Responder perguntas é relativamente simples.
O verdadeiro desafio é compreender aquilo que o cliente não escreveu.
Quando alguém pergunta se um produto serve para determinada situação, talvez esteja perguntando se pode confiar na sua orientação. Quando pergunta sobre o prazo de entrega, talvez exista um aniversário, uma viagem ou um compromisso importante que depende daquela compra. A primeira mensagem quase nunca revela toda a necessidade do cliente. Ela apenas inicia uma conversa que exige escuta, interpretação e sensibilidade.
Ao mesmo tempo em que acompanhamos uma evolução impressionante da inteligência artificial e das automações, percebemos que cresce também o valor daquilo que continua sendo exclusivamente humano. Hoje já contamos com agentes inteligentes capazes de responder milhares de mensagens simultaneamente, organizar fluxos de atendimento e fornecer informações em poucos segundos.
Essas ferramentas são fundamentais e tendem a fazer parte da rotina de qualquer empresa. Entretanto, quanto mais eficiente a tecnologia se torna para responder perguntas, mais valiosa passa a ser a capacidade humana de compreender contextos, perceber inseguranças e demonstrar interesse genuíno pelas pessoas.
Acredito que esse será um dos maiores diferenciais competitivos dos próximos anos. Em pouco tempo praticamente todas as empresas responderão rapidamente, muitas utilizarão inteligência artificial e estarão disponíveis vinte e quatro horas por dia. O que continuará diferenciando uma organização da outra será sua capacidade de transformar uma simples resposta em confiança.
Talvez isso também devesse aparecer na forma como avaliamos nossas equipes. Continuaremos acompanhando indicadores importantes, como tempo médio de resposta e produtividade, mas talvez seja hora de incluir novas perguntas nas reuniões:
Quantos clientes terminaram a conversa mais seguros do que começaram? Quantos sentiram que alguém realmente compreendeu sua necessidade? E quantos voltaram porque confiaram na orientação que receberam?
Essas respostas dizem muito mais sobre a qualidade do relacionamento do que qualquer painel de indicadores.
Volto, então, à conversa que abriu este artigo. A cliente não desistiu porque lhe faltava informação. Ela desistiu porque ainda lhe faltava confiança. E talvez essa seja uma das maiores reflexões que possamos levar para nossas equipes. Responder resolve uma dúvida. Compreender ajuda o cliente a decidir. E, em um mercado onde responder rapidamente já se tornou obrigação, talvez seja justamente essa capacidade de gerar confiança que continuará fazendo a diferença.
Afinal, no mundo em que todos conseguem responder rápido, o que realmente fará um cliente escolher permanecer com você?
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Até o próximo mês!
Renata Cristina Paulino
https://www.linkedin.com/in/renatapaulino/
Confira também: O Excesso de Automação Também Afasta Clientes?
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Transtornos Psicoadaptativos: A Alma em Busca de Sentido na Era Digital
Vivemos em uma era de aceleração sem precedentes. Em 2026, a fronteira entre o humano e a tecnologia (IA) tornou-se tênue, e o que chamo de Transtornos Psicoadaptativos não são necessariamente patologias clínicas clássicas, mas sim falhas na capacidade do Ego de processar a complexidade da “modernidade líquida”.
Na visão Junguiana, esses transtornos surgem quando há uma dissociação entre a Persona (a máscara social) e o Self (o centro da totalidade psíquica). O indivíduo tenta se adaptar a um mundo hiperexigente, mas acaba por negligenciar sua própria natureza interna, gerando ansiedade, vazio existencial e exaustão.
O Conflito entre a Persona e a Sombra
Atualmente, a pressão por performance e a exposição digital forçam a criação de uma Persona rígida e perfeita. Tudo o que não se encaixa nesse ideal é empurrado para a Sombra. O transtorno psicoadaptativo ocorre quando essa Sombra, negligenciada, começa então a “sabotar” a vida consciente por meio de sintomas psicossomáticos ou crises de identidade.
Como os Profissionais podem ajudar
Abaixo, apresento como cada área de atuação pode intervir nesse processo de readaptação e cura, a saber:
- Psicanalistas (Foco no Inconsciente): O papel do analista é ajudar o cliente a resgatar o diálogo com o inconsciente. Através da análise de sonhos e da imaginação ativa, o cliente compreende que seu sintoma é, na verdade, um chamado para o processo de Individuação. O foco é a integração da Sombra.
- Terapeutas Holísticos (Foco no Equilíbrio): Trabalham na regulação do campo energético e emocional. Ajudam o cliente a “aterrar” em meio ao caos digital, utilizando técnicas que integram corpo, mente e espírito, combatendo assim a fragmentação psíquica típica dos transtornos de adaptação.
- Coaches e Mentores (Foco na Ação Consciente): O coach atua no alinhamento entre os valores do Self e as metas da Persona. Ajuda o cliente a desenvolver a habilidade de “Aprender a Aprender”, permitindo assim que ele navegue pelas mudanças tecnológicas sem perder sua essência humana e ética.
Comparativo de Abordagens Profissionais
Para visualizar melhor como cada profissional pode contribuir para a compreensão e o acompanhamento dos transtornos psicoadaptativos:
| Profissional | Foco Principal | Ferramenta Junguiana | Objetivo Final |
| Psicanalista | Profundidade / Passado | Análise de Sonhos / Sombra | Integração Psíquica |
| Terapeuta | Bem-estar / Presente | Equilíbrio dos Arquétipos | Harmonia Holística |
| Coach | Performance / Futuro | Alinhamento com o Self | Ação Autêntica |
O Fluxo da Readaptação Psíquica
{INSERIR IMAGEM AQUI]
Conclusão: O Desafio da Autenticidade
Os transtornos psicoadaptativos da atualidade são, em última análise, crises de desconexão. O papel do psicanalista, terapeuta ou coach não é apenas “ajustar” o indivíduo ao sistema, mas sim ajudá-lo a encontrar um centro de gravidade interno que seja independente das pressões externas.
Como filósofo e educador, acredito que a maior competência do século XXI é a capacidade de manter a integridade da alma em um mundo em constante metamorfose.
“Como você se preparará para essa realidade?”
Resumo:
- Transtornos Psicoadaptativos: Surgem da tensão entre as exigências do mundo moderno e a necessidade de autenticidade do Self.
- Perspectiva Junguiana: A cura reside no processo de Individuação e na integração da Sombra.
- Atuação Multidisciplinar: Psicanalistas mergulham no simbólico, terapeutas equilibram o todo e coaches alinham a ação ao propósito.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como compreender os transtornos psicoadaptativos e preservar sua autenticidade diante das pressões da era digital? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Um abraço e até a próxima!
Iússef Zaiden Filho
Psicanalista, Terapeuta e Coach
http://www.izfcoaching.com.br/
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Palavras-chave: transtornos psicoadaptativos, sombra, persona, self, autenticidade, integração da sombra, processo de individuação, pressão por performance, crises de desconexão, crises de identidade, modernidade líquida, o que são transtornos psicoadaptativos, o que são crises de identidade, o que são crises de desconexão
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A Fé que Permanece Quando Tudo Parece Vacilar
Querido leitor,
Há momentos na vida em que sentimos nossa fé diminuir.
Mas quem já se viu guiado pela fé em algum momento desafiador não deixa de acreditar; apenas se distrai diante do barulho da vida. As preocupações ocupam espaço, as perdas nos visitam, os planos mudam de direção e, então, começamos a imaginar que a fé também oscila na mesma intensidade dos acontecimentos.
Mas será que ela realmente oscila?
Essa pergunta me acompanha há algum tempo. Quanto mais estudo diferentes tradições filosóficas e espirituais, mais percebo algo em comum entre elas: existe, dentro de cada ser humano, um lugar que permanece inteiro. Um espaço que não envelhece, não se rompe e não depende das circunstâncias para existir.
É desse lugar que se experimenta a verdadeira fé.
Quando confundimos nossa essência com aquilo que sentimos no momento, acreditamos que somos nossas dúvidas, nossos medos e nossas inseguranças. Passamos a medir nossa vida espiritual pela intensidade das emoções.
Mas as emoções mudam, assim como os pensamentos e as circunstâncias.
Acontece que a essência sempre permanece.
Essa compreensão muda completamente a maneira como olhamos para nós mesmos diante das oscilações da vida.
Imagine um lago.
Quando venta, sua superfície se agita. As ondas surgem, a água parece perder a tranquilidade. No entanto, alguns metros abaixo, tudo continua silencioso. A profundidade do lago não participa da tempestade que acontece na superfície.
Nossa mente se parece muito com essa superfície.
Ela cria cenários, interpreta acontecimentos, produz medos, expectativas e preocupações. É natural que faça isso. O problema começa quando acreditamos que somos essas ondas.
Não somos.
Existe em nós um observador silencioso que permanece presente enquanto tudo acontece.
Acredito que a maturidade espiritual seja justamente aprender a reconhecer essa diferença.
Outro aspecto que merece nossa atenção é a facilidade com que nos deixamos seduzir pelas aparências.
Vivemos cercados por formas, títulos, rituais, regras e símbolos. Tudo isso pode ter seu valor, desde que não substitua a experiência interior.
É como olhar um espelho coberto por um véu. Durante algum tempo, podemos imaginar que o tecido seja a realidade. Mas o espelho continua inteiro atrás dele, mesmo que não o enxerguemos.
A espiritualidade também corre esse risco.
Às vezes, nos preocupamos tanto em ser espirituais que esquecemos que já somos. Esquecemos de viver com presença, gentileza e coerência.
A forma é importante, mas ela nunca é o destino.
Existe, ainda, um elemento quase esquecido na vida contemporânea: o silêncio.
Vivemos cercados por notificações, opiniões, conteúdos e estímulos. O excesso de informação nos fez acreditar que toda resposta precisa chegar por meio de mais conhecimento.
Nem sempre. Ou melhor, nem sempre de um tipo de conhecimento que aprendemos a buscar. O verdadeiro conhecimento não se aprende, se recorda. Mas, para recordá-lo, o silêncio, que revela a essência, o Eu Sou acima de qualquer coisa, precisa ganhar abrangência em nós.
Existem respostas que aparecem com naturalidade quando diminuímos o volume do mundo. Porque elas sempre estiveram ali; nós é que perdemos o jeito de interpretá-las.
Pense na casa depois de uma tempestade.
Quando o vento finalmente cessa, começamos a ouvir sons que antes estavam escondidos: o canto dos pássaros, o movimento das folhas, a própria respiração.
Com a vida interior acontece o mesmo. O silêncio não é vazio, mas um espaço onde voltamos a escutar aquilo que sempre esteve presente.
Também é curioso perceber como buscamos experiências extraordinárias para fortalecer a fé, quando, na verdade, ela costuma crescer por meio das pequenas escolhas repetidas todos os dias.
A água não esculpe uma rocha pela força de uma única gota.
Ela a transforma pela constância.
É a conversa sincera, a oração feita sem pressa, a respiração consciente, o gesto de gentileza, o perdão oferecido mais uma vez, a gratidão lembrada em um dia comum.
A espiritualidade ganha muito mais forma nos pequenos hábitos que escolhemos cultivar.
Outro aprendizado importante é desenvolver discernimento.
Nem tudo o que passa pela mente merece permanecer dentro dela.
Pensamentos aparecem o tempo todo, mas a maioria deles reflete medo, ansiedade ou antigas histórias que ainda carregamos.
Discernir é agir como um ourives diante de uma peneira.
A areia passa, mas o ouro permanece.
Existe uma sabedoria silenciosa que aprende, aos poucos, a reconhecer aquilo que nos aproxima da paz e aquilo que apenas alimenta a nossa inquietação.
E então chegamos à confiança.
Mas não a um tipo de confiança que depende de garantias. Refiro-me àquela confiança que continua caminhando mesmo quando ainda não consegue enxergar todo o percurso.
Uma semente enterrada na terra escura não vê o sol.
Ainda assim, cresce na direção dele.
Ela não possui provas, mas uma natureza que a impulsiona.
Acredito que essa seja a imagem mais bonita da fé.
Confiar não significa eliminar todas as dúvidas, mas não permitir que elas decidam o rumo da caminhada.
No fim, toda essa jornada desemboca em uma pergunta muito simples: Como essa espiritualidade aparece na forma como vivo?
Porque o verdadeiro propósito nunca é defender uma filosofia.
É encarná-la.
Nós encontramos nosso caminho quando existe coerência entre aquilo que acreditamos, aquilo que sentimos e aquilo que fazemos.
A fé não surge quando tudo está bem. Ela apenas se torna visível.
Porque, no fundo, sempre esteve ali. Silenciosa. Inteira. Esperando apenas que voltássemos para casa.
Inspirado em ensinamentos da tradição védica, especialmente nos conceitos de Atman, Maya, Mauna, Vrittis, Prana, Sadhana, Viveka, Shraddha e Dharma, reinterpretados à luz do desenvolvimento humano e da experiência cotidiana.
Se esta reflexão fez sentido para você, convido-o a continuar essa jornada comigo pelo Instagram: @shirleybrandaooficial.
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Quer saber mais sobre como fortalecer a fé e permanecer sereno mesmo quando as circunstâncias da vida parecem abalar suas certezas? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Com carinho,
Shirley Brandão
Mentora em Desenvolvimento Humano há 37 anos · Terapeuta e Mentora do Método Louise Hay
https://shirleybrandao.com.br/
@shirleybrandaooficial
Confira também: Você Conhece Suas Emoções ou Apenas as Sente Passar?
Palavras-chave: fé, fortalecer a fé, espiritualidade, silêncio, confiança, essência, como fortalecer a fé, a fé que permanece quando tudo parece vacilar, pequenas escolhas repetidas todos os dias, maturidade espiritual, ensinamentos da tradição védica
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Dizer “Não”: Uma Escolha que Preserva Saúde e Relacionamentos
Sou mentor e fui contratado por uma grande empresa farmacêutica para apoiar uma gestora para estar pronta para assumir um papel de diretora. Sua promoção estava condicionada a um comportamento assertivo e seguro, tendo em vista que seu currículo era suficiente para a nova missão e seus conhecimentos e experiência a qualificavam para a vaga.
Como de praxe, a fase inicial é de estabelecimento de objetivos e levantamento de características sobre a pessoa mentorada, por meio de questionários, entrevistas e informações fornecidas pela empresa, considerando suas fortalezas e fraquezas.
Nesse estudo inicial, identificamos muitas qualidades, entre elas sua excelente cultura, facilidade de comunicação, grande simpatia pessoal, amabilidade, gentileza e educação. Também observamos alguns desafios, como a falta de segurança para se posicionar. Considerada uma pessoa “boazinha” (ela mesma disse isso), excessivamente autocrítica, além de prolixa e detalhista em suas falas, o que poderia fazê-la parecer enfadonha.
Uma das principais características levantadas era sua dificuldade em dizer não. Sempre que solicitavam algo para ela fazer, embora não fosse da sua área ou de seu escopo profissional, fazia, mesmo se sacrificando ou sobrecarregando o pessoal da sua equipe.
É sobre esse tema que escolhi escrever neste artigo: aprender a dizer “não”.
Aparentemente simples, a dificuldade de dizer “não” é um fenômeno complexo que envolve dimensões emocionais, cognitivas, sociais e culturais. Quem não consegue negar pedidos, convites ou demandas vive num estado permanente de sobrecarga emocional e relacional. Assume compromissos que não deseja, não pode ou não deveria honrar.
A raiz do problema está em uma distorção fundamental: a pessoa confunde recusar um pedido com rejeitar uma pessoa, como se o “não” fosse um veredicto sobre o valor do outro, e não uma delimitação legítima de tempo, energia e prioridades.
Algumas causas das dificuldades de dizer “NÃO”
* Medo do Conflito e da Rejeição
Nesse contexto, a pessoa opera sob um medo antecipado da reação do outro no qual o cérebro interpreta a possibilidade de desagradar como uma ameaça social.
Exemplo: Uma gerente convidada para um projeto extra no fim do expediente. Mesmo já sobrecarregada de tarefas, aceita, porque teme que a recusa seja interpretada como “falta de comprometimento” com seus colegas.
* Necessidade de Aprovação e Reconhecimento
Existe um perfil que vincula autoestima e carência de afeto. Nesse contexto, a pessoa só se sente valiosa quando útil, elogiada, quando não decepciona, e o “sim” vira uma moeda de troca por afeto e validação.
Exemplo: Um profissional que assume constantemente o trabalho dos colegas para ouvir “você salvou minha vida”, mesmo que não seja verdade, mas locupleta com o elogio.
* Culpa Internalizada
Muitas pessoas foram educadas em ambientes onde dizer não era punido com chantagem emocional, frieza ou retaliação. A criança que aprende que negar gera perda de amor cresce como um adulto que trata cada “não” como um ato de traição afetiva.
Exemplo: Um homem que nunca recusa convites da família porque, na infância, a mãe dizia “depois não chora se ninguém te quiser” quando ele preferia ficar em casa.
* Baixa Tolerância ao Desconforto Emocional
Dizer “não” provoca um pico de ansiedade momentânea, gerando em quem tem baixa tolerância a esse desconforto escolher dizer “sim” não por vontade, mas por alívio imediato, trocando, desse modo, um desconforto de segundos por uma sobrecarga de dias ou semanas.
Exemplo: Alguém aceita organizar a festa de aniversário de um colega que mal conhece, sente alívio ao ver o sorriso dele, e depois passa três semanas estressada com o trabalho assumido.
* Distorção Cognitiva: “Se Eu Não Fizer, Ninguém Faz”.
É a crença de que o mundo irá desmoronar sem a sua atuação. É uma mistura do senso de responsabilidade com a necessidade de controle e, nesse contexto, o “sim” aqui não é generosidade, mas uma ilusão de ser indispensável.
Exemplo: Um empreendedor que responde e-mails de clientes às 23h porque “se eu não responder, vão achar que sou relapso”.
* Condicionamento Cultural
No Brasil, particularmente, existe uma cultura da simpatia obrigatória, na qual, dizer “não” é frequentemente associado a ser “frio”, “arrogante” ou “antipático”. A cordialidade brasileira, tão celebrada, também tem seu lado sombrio: ela penaliza quem estabelece limites.
Exemplo: Uma profissional que recusa um convite para happy hour e ouve: “Nossa, você é antissocial, como se a recusa fosse um defeito de caráter.
Consequências de quem tem dificuldades para dizer “NÃO”
- Sobrecarga e Queda de Qualidade: quem diz “sim” para tudo acaba operando acima da sua capacidade real. O resultado não é excelência, é mediocridade por diluição.
- Perda de Credibilidade: apesar de ser um paradoxo, a pessoa que sempre diz “sim” perde respeito, pois os colegas percebem que ela não tem filtros, não tem prioridades claras e passam a tratá-la como recurso, não como profissional.
- Autoridade e Liderança fracas: o líder que não consegue dizer “não” para a equipe, para o chefe ou para os pares transmite fraqueza institucional e como consequência, perde a confiança na capacidade de proteger seu time de demandas abusivas.
- Estagnação de Carreira: quem diz “sim” para o trabalho dos outros frequentemente diz “não” para o próprio crescimento. Nesse sentido, não sobra tempo para estudar, planejar, pensar estrategicamente porque doou o tempo a terceiros.
- Ressentimento Silencioso: isso tem a ver com a pessoa que sempre diz “sim” tende a acumular ressentimentos não expressos por criar uma expectativa de retorno de alguma forma por não ter dito “não”, mesmo que a outra pessoa não tenha pedido nada.
- Relações Assimétricas: isso é muito comum, pois quem não diz “não” atrai pessoas que dependem disso, tornando-se exploradores emocionais, “amigos” que só aparecem quando precisam, familiares que se acostumam com a disponibilidade incondicional, muito comum em casos de empréstimo de dinheiro e quem emprestou tende a perder o dinheiro e o amigo.
- Esgotamento Físico e Emocional: o corpo cobra por meio de insônia, ansiedade, dores tensionais, problemas digestivos, ganho ou perda de peso.
- Perda de Identidade: acontece quando a pessoa que vive em função dos outros esquece quem ela é, e nesse contexto, nem sabe mais o que gosta, o que quer, para onde vai. A identidade foi dissolvida em uma série interminável de “sins” alheios.
Como Reverter o Processo Sem Causar Transtornos
Esse é o “pulo do gato” e o ponto mais delicado dessa reflexão, muitas vezes fundamental para a própria saúde e sucesso na carreira, que é a transição do “sim” compulsivo para o “não” saudável.
Essa mudança não precisa ser repentina, pode ser estrategicamente organizada e praticada. Caso contrário, irá atuar no outro extremo, criando assim outro tipo de dificuldades.
Apresento algumas sugestões que tenho praticado com meus mentorados com essa dificuldade:
- O equilíbrio está em dizer “não” com a mesma elegância e naturalidade com que se diz “sim”. E por isso, procure ser firme ao dizer seus nãos, como por exemplo:
- “Se tiver tempo realizo, se não, não sobrecarregarei minha equipe.”
- “Preciso verificar minha agenda e te respondo até amanhã.”
- “Deixe-me avaliar meus compromissos atuais antes de assumir isso.”
- Ofereça uma alternativa que seja viável, mostrando que a recusa não é pessoal, mas logística.
- Dizer “não” vai provocar ansiedade nas primeiras vezes. Isso é normal e esperado. O desconforto diminui com a repetição.
- O desconforto de dizer ‘não’ dura segundos. O desconforto de ter dito ‘sim’ dura semanas, meses, às vezes anos.
Concluindo, um risco é o de que a pessoa que descobre o poder do “não” pode cair na armadilha de recusar tudo como sinal de posicionamento, mas a agressividade disfarçada de limite é tão disfuncional quanto subserviência disfarçada de bondade.
Lembre-se que dizer ‘não’ é um ato de respeito com você e com o outro.
Aceitar algo que você não vai conseguir entregar se torna um desrespeito disfarçado de cortesia. E, nesse sentido, o “não” honesto é mais ético que o “sim” ilusório.
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Quer saber mais sobre como aprender a dizer “não” com assertividade pode proteger sua saúde, fortalecer seus relacionamentos e impulsionar sua carreira? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Reinaldo Passadori
Especialista em Comunicação e Oratória, com mais de 42 anos de experiência no desenvolvimento humano e comunicacional. Fundador e CEO do Instituto Passadori de Educação e Comunicação, Palestrante, Mentor e Escritor.
https://www.passadori.com.br/
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Palavras-chave: dizer não, limites, sobrecarga, carreira, desconforto emocional, dificuldade em dizer não, como dizer não, como aprender a dizer não, aprender a dizer não, por que é importante aprender a dizer não, por que saber dizer não é importante, medo do conflito e da rejeição, necessidade de aprovação e reconhecimento, baixa tolerância ao desconforto emocional, esgotamento físico e emocional
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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