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O Século 21 Não Premia Quem Corre Mais — Premia Quem Cuida da Mente e Sustenta o Bem-Estar

Metas sem bem-estar viram cobrança. Alta performance sem base emocional vira curto-circuito. Entenda como saúde mental e bem-estar podem sustentar produtividade, relações e escolhas no século 21.

O Século 21 Não Premia Quem Corre Mais, Premia Quem Cuida da Mente e Sustenta o Bem-Estar: Entenda por que saúde mental e bem-estar formam a meta que sustenta todas as outras

O Século 21 Não Premia Quem Corre Mais — Premia Quem Cuida da Mente e Sustenta o Bem-Estar
Entenda por que saúde mental e bem-estar formam a meta que sustenta todas as outras

Há um equívoco silencioso que se espalhou como “normal” no século 21: a ideia de que produtividade é sinônimo de valor. Corremos atrás de metas profissionais, financeiras e estéticas, como se a vida fosse um painel de indicadores. E, no entanto, por trás de muitas dessas conquistas, mora uma conta que chega sem avisar: ansiedade crônica, esgotamento, relações rasas, perda de sentido, um corpo que grita e uma mente que não descansa.

O ponto é simples — e, por isso mesmo, revolucionário: o grande segredo do século 21 está em ter metas de saúde mental e bem-estar. Não como algo “fofo”, secundário, ou reservado a quem “tem tempo”. Mas como meta estruturante, a partir da qual as outras metas se tornam sustentáveis.

Metas sem bem-estar viram cobrança. Ambição sem saúde mental vira compulsão. Alta performance sem base emocional vira curto-circuito.

E é aqui que psicanalistas, terapeutas, coaches e mentores podem certamente atuar com precisão: ajudando clientes a transformar “quero ficar bem” em uma meta clara, realista, mensurável e ética, sem reduzir a complexidade humana a fórmulas prontas.


O que é uma “meta de saúde mental e bem-estar” (de verdade)

Uma meta de bem-estar não é “ser feliz sempre”. Isso é fantasia, e fantasia cobrada vira sofrimento. Uma boa meta de saúde mental é aquela que, de fato:

  • é definida no concreto (como muda o dia a dia, o sono, as escolhas, as relações);
  • respeita a singularidade (o que funciona para um, pode adoecer outro);
  • é sustentável (não depende de heroísmo);
  • é revisável (porque a vida muda, e a meta também).

Em termos práticos, a meta costuma se organizar em quatro eixos:

  1. Regulação emocional (lidar melhor com ansiedade, raiva, culpa, medo);
  2. Qualidade de relações (limites, diálogo, vínculos, pertencimento;)
  3. Energia e vitalidade (sono, rotina, descanso, prazer, presença);
  4. Sentido e direção (valores, propósito, coerência entre vida e escolhas).

Por que o século 21 exige metas de bem-estar (não apenas “autocuidado”)

Vivemos uma época de excesso de estímulos, urgência constante e comparação permanente. Isso mexe com a forma como o sujeito se percebe e se exige. Dessa forma, o resultado é um aumento de:

  • ansiedade antecipatória (a mente sempre no “e se…”);
  • culpa por descansar;
  • sensação de insuficiência, mesmo com resultados;
  • fragilidade de vínculos (muito contato, pouca presença);
  • corpo em estado de alerta, como se o perigo fosse contínuo.

Neste cenário, ter metas de saúde mental e bem-estar é certamente um ato de inteligência estratégica: é construir capacidade de sustentar a própria vida.


Dicas práticas: como ajudar o cliente a ter uma meta bem definida


A seguir, uma estrutura que eu usaria (e recomendo) para psicanalistas, terapeutas, coaches e mentores — cada um a seu modo, com seus limites técnicos e éticos — conduzirem a definição dessa meta.


1. Troque “quero melhorar” por “como eu vou perceber que melhorei?”

Pergunta-chave: “O que vai estar diferente na sua vida quando você estiver melhor?”

Ajude a pessoa a sair do abstrato e ir para sinais observáveis:

  • “Vou dormir sem acordar 3 vezes por noite”;
  • “Vou conseguir dizer não sem me justificar excessivamente”;
  • “Vou parar de explodir e depois me arrepender”;
  • “Vou ter 2 momentos na semana em que eu realmente descanso”.

A meta começa a nascer quando a melhora ganha forma.


2. Defina a meta em linguagem de processo, não de perfeição

Em vez de: Nunca mais vou ter ansiedade”.

Prefira:

  • “Vou aprender a reconhecer sinais de ansiedade e aplicar estratégias de regulação”;
  • “Vou diminuir a frequência e a intensidade das crises”;
  • “Vou retomar rotinas que estabilizam meu humor”.

Isso é, sem dúvida, decisivo para não transformar cuidado em tirania.


3. Identifique o “ganho secundário” do sofrimento (sem acusar)

Muita gente sofre — e, ao mesmo tempo, usa o sofrimento como solução para algo:

  • trabalhar demais para não sentir vazio;
  • controlar tudo para que não precise lidar com medo;
  • agradar para que não seja rejeitado;
  • adoecer para finalmente ter permissão de parar.

Pergunta-chave: Se você melhorar, o que você vai ter que enfrentar que hoje você evita?”

Aqui, a psicanálise costuma ser especialmente potente, pois toca o conflito e o desejo — e não apenas o sintoma.


4. Construa indicadores simples (sem virar planilha da alma)

Metas precisam de algum tipo de monitoramento leve. Sugestões de indicadores:

  • Sono: horas e qualidade percebida;
  • Energia: “de 0 a 10, como estou hoje?”;
  • Ansiedade/estresse: frequência semanal;
  • Relações: número de conversas difíceis evitadas vs. realizadas com respeito;
  • Autocuidado: presença de “pausas de verdade” (sem tela).

O objetivo não é “mensurar a pessoa”, e sim dar visibilidade ao caminho.


5. Faça a meta caber na realidade na sua vida (e não na vida ideal)

Pergunta-chave: “Qual é o menor passo que você consegue sustentar por 14 dias?”

Muita gente falha porque começa grande demais. Bem-estar exige ritmo, não espetáculo. Um passo pequeno, mantido, reorganiza a identidade: a pessoa passa a se ver como alguém que consegue.


6. Transforme a meta em um compromisso com valores (não com culpa)

Pergunta-chave: “Por que isso importa para você? Que tipo de vida você quer sustentar?”

Quando a meta se conecta a valores (família, autonomia, dignidade, espiritualidade, presença, criação), então ela deixa de ser tarefa e vira direção.


Como cada profissional pode ajudar (sem confundir papéis)

  • Psicanalistas: ajudam a localizar repetições, conflitos, defesas, desejos e o sentido do sintoma; ampliam consciência e liberdade interna. A meta nasce de um lugar mais verdadeiro, menos obediente ao superego;
  • Terapeutas (diversas abordagens): trabalham habilidades emocionais, reestruturação de padrões, manejo de estresse e construção de rotinas reguladoras; ajudam a transformar intenção em prática;.
  • Coaches: estruturam objetivos, planos, consistência e indicadores; ajudam a reduzir dispersão e aumentar compromisso com ações sustentáveis (sem invadir clínica);
  • Mentores: trazem visão, contexto e escolhas estratégicas; ajudam a pessoa a alinhar vida, carreira e identidade, evitando assim metas incoerentes com a realidade.

O ponto ético é: bem-estar não é uma promessa de “vida perfeita”, mas um caminho de responsabilidade, cuidado e verdade.


Fechamento: a meta que sustenta todas as outras

No século 21, a pergunta mais moderna não é “qual é sua meta?”, mas “Qual é a sua meta de saúde mental e bem-estar para sustentar as suas metas?”

Porque, no fim, viver bem não é um luxo. É a base. E a verdadeira vitória é conseguir construir uma vida que você não precise escapar.

Pense nisso e desenvolva sua meta de vida plena.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como saúde mental e bem-estar podem se transformar em metas concretas para sustentar todas as outras áreas da sua vida? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar com você a respeito.

Um abraço e até a próxima!

Iússef Zaiden Filho
Psicanalista, Terapeuta e Coach
http://www.izfcoaching.com.br/

Confira também: Brasil: O País Mais Ansioso do Mundo — e o Que Psicanalistas, Terapeutas e Coaches Podem Fazer Agora?

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Você Conhece Suas Emoções ou Apenas as Sente Passar?

Nem toda raiva é raiva. Nem toda ansiedade é ansiedade. Aprenda a usar a Roda das Emoções para nomear o que sente, ampliar seu vocabulário emocional, reconhecer padrões e transformar reações automáticas em respostas mais conscientes.

Você Conhece Suas Emoções ou Apenas as Sente Passar? Um convite para habitar a Roda das Emoções de Robert Plutchik com consciência, presença e prática real

Você Conhece Suas Emoções ou Apenas as Sente Passar?
Um convite para habitar a Roda das Emoções de Robert Plutchik com consciência, presença e prática real

Querido leitor, quando me deparo com a Roda das Emoções de Robert Plutchik circulando pela internet, acontece algo que sempre identifico em meus treinamentos sobre Assertividade Emocional: as pessoas acham bonito, salvam, compartilham. Mas seguem em frente sem saber muito bem o que fazer com aquilo.

Eu entendo. A roda é visualmente encantadora. Parece um mandala. Tem cores, camadas, nomes que a gente reconhece e outros que nunca soube que existiam. Dá uma sensação boa de organização, como se o universo emocional fosse cartografável, compreensível, dominável.

Mas a maior parte das pessoas para aí. A roda fica bonita no celular e o dia segue do mesmo jeito que sempre foi: reagindo, sofrendo, explodindo, fechando, se culpando, sem entender muito bem o que está acontecendo internamente.

Então resolvi escrever este artigo. Para que você possa, de verdade, usar o que ela oferece.


QUEM FOI ROBERT PLUTCHIK E POR QUE DEVERÍAMOS OUVI-LO

Robert Plutchik foi um psicólogo americano que dedicou décadas ao estudo das emoções. Em 1980, ele publicou um modelo que mudou a forma como a psicologia compreende a vida emocional: a Teoria Psicoevolucionária das Emoções.

Plutchik propôs que as emoções são mecanismos evolutivos de adaptação e não falhas de caráter, fraquezas ou excessos a serem eliminados. São respostas biológicas desenvolvidas ao longo de milhões de anos para ajudar organismos vivos a sobreviver. O medo nos afasta do perigo. A raiva nos mobiliza para nos defender. A alegria nos aproxima do que nos nutre. Cada emoção tem uma função.

Plutchik identificou oito emoções primárias, organizadas em pares opostos: alegria e tristeza, medo e raiva, surpresa e antecipação, nojo e confiança. A partir delas, toda a complexidade emocional humana se desdobra em combinações, gradações e nuances, o que ele representou visualmente na forma de uma roda, ou mais precisamente, de um cone tridimensional.

A roda que circula pela internet é uma versão bidimensional desse modelo. E ela carrega, em sua estrutura, uma inteligência que a maioria de nós não consegue decifrar.

Roda das Emoções de Robert Plutchik
Fonte: @quicojardim – Roda das Emoções de Robert Plutchik

COMO A RODA FUNCIONA – DE VERDADE

O que, sem dúvida, torna a Roda das Emoções diferente de uma simples lista de sentimentos é a sua arquitetura. Ela organiza as emoções por intensidade, por parentesco e por oposição.

As três camadas

A roda apresenta três níveis que se movem do centro para a periferia, a saber:

  1. Emoções Centrais
    São as emoções primárias, de maior intensidade: Raiva, Medo, Tristeza, Surpresa, Alegria, Amor. São as mais viscerais, as que o corpo sente com mais força. Quando você está aqui, a sensação costuma ser avassaladora.
  2. Emoções Secundárias
    São variações dessas emoções centrais com intensidade moderada. A raiva aparece como “furioso”. O medo se torna “aterrorizado”. A alegria se transforma em “extasiado”. Ainda intensas, mas com um pouco mais de forma.
  3. Emoções Específicas
    São as versões mais suaves. A raiva chega como “irritação”. O medo como “preocupação” ou “insegurança”. A tristeza como “melancolia” ou “tédio”. É aqui que vivemos a maior parte do tempo – e onde costumamos ter menos vocabulário para nos reconhecer.

Nomear com precisão o que sentimos é um ato de cura. A neurociência chama isso de affect labeling – e os estudos mostram que nomear uma emoção reduz, de fato, sua ativação na amígdala cerebral.

Referência científica: Um estudo clássico de Matthew Lieberman e colaboradores (2007), publicado no Psychological Science, demonstrou que quando os participantes nomeavam emoções que observavam em fotos de rostos, havia uma redução significativa na ativação da amígdala - a região do cérebro associada à resposta emocional intensa e ao medo. Em outras palavras: nomear a emoção literalmente acalma o cérebro. Sentir e rotular são processos distintos, e o segundo tem poder regulatório real.

A DIFERENÇA QUE POUCOS EXPLICAM

Aqui está o ponto que mais me importa compartilhar com você.

Durante muito tempo, eu mesma não sabia fazer essa distinção. Quando algo me incomodava, o que aparecia era uma explosão. Raiva em volume máximo, sem endereço certo. E o que vem depois da explosão você já sabe: culpa, desgaste, relações feridas, energia desperdiçada.

O que eu não sabia e que só aprendi quando comecei a nomear com mais precisão o que sentia, é que nem tudo que parecia raiva era de fato raiva. Às vezes era irritação acumulada por um limite que eu não tinha estabelecido. Às vezes era frustração diante de uma expectativa que eu nem havia dito em voz alta. E às vezes era o cansaço de carregar mais do que me cabia.

Quando aprendi a nomear, algo fundamental então mudou: a responsabilidade voltou para mim. Parei de perder tempo nesse emaranhado emocional e percebi que o problema, muitas vezes, não estava no outro. Estava em mim, nos limites que eu não colocava, nas palavras que eu não dizia e, além disso, nas necessidades que eu deixava de olhar.

Algumas relações se salvaram a partir dessa descoberta. Outras, deixei partir. E as duas coisas foram necessárias.

Conto isso porque sei que não sou a única. A maioria das pessoas que conheço, independentemente do nível de consciência que já desenvolveu, ainda usa palavras genéricas para descrever sua vida interior. E palavras genéricas produzem respostas genéricas.

A roda mostra que raiva e irritação não são a mesma coisa. Que tristeza e melancolia existem em registros diferentes. Que o que você chama de “ansiedade” pode ser, na verdade, preocupação, insegurança, medo, antecipação ou inadequação – e cada um desses estados pede uma resposta diferente de você.

Quando passamos a vida inteira usando palavras genéricas para descrever nossa vida interior – “estou mal”, “não estou bem”, “estou estressado” – perdemos a capacidade de intervir com precisão. É como tentar consertar um motor complexo com um martelo.

Aqui está, mais direto e sem perder a profundidade:


1. Família da Raiva
  • A raiva central pede movimento. Ela é energia que precisa de direção. Quando ignorada, não desaparece: vai para o corpo, para o silêncio, para os relacionamentos que se desgastam sem explicação.
  • A irritação quase sempre aponta para algo que se repete sem ser resolvido. A pergunta honesta não é “por que essa pessoa me irrita?”, mas “o que está sendo desrespeitado aqui que eu ainda não disse em voz alta?”
  • A frustração nasce de uma expectativa que não se confirmou. E muitas vezes essa expectativa era implícita, nunca foi dita, nunca foi combinada. Vale perguntar: era justa? Era comunicada? Era sobre o outro ou sobre o que eu precisava acreditar que aconteceria? Isso vale também para as expectativas que colocamos sobre nós mesmos: as mais silenciosas costumam ser as mais pesadas.

2. Família do Medo
  • O medo central existe para proteger. O problema é que o cérebro não distingue bem entre um perigo real e uma conversa difícil e reage de forma semelhante nos dois casos.
  • A ansiedade é medo projetado no futuro. Quando ela aparece, o convite é simples: volte ao presente. O que está acontecendo agora? Quase sempre, o momento presente suporta.
  • A insegurança não olha para fora, mas para dentro. É uma crença sobre si mesmo que ainda não foi revisitada. E crenças, como Louise Hay sempre ensinou, não são verdades. São pensamentos repetidos por tempo suficiente para parecerem verdades.

3. Família da Tristeza
  • A tristeza profunda não pede solução, pede diálogo. Pergunte a ela o que está tentando dizer, porque a tristeza sempre aponta um caminho. Sempre.
  • A melancolia vive num registro mais suave. Tem uma beleza estranha: nostalgia, profundidade, contato com o que importou.
  • O tédio quase sempre é interpretado como preguiça. Mas ele costuma ser um sinal de que a vida está sem sentido. Distraí-lo resolve por alguns minutos. A pergunta real que ele faz é: o que eu precisaria mudar para que minha vida voltasse a fazer sentido?

4. Família da Alegria
  • A alegria intensa pede expressão e muita gente tem dificuldade com isso. Fomos ensinados a não comemorar demais, a não ocupar muito espaço. A alegria que não se expressa se encolhe.
  • A satisfação pede reconhecimento de você para você mesmo, antes de qualquer aplauso externo. Um momento interno de “eu vi o que fiz aqui. Isso importou.”
  • O contentamento é a emoção mais subestimada dessa família. Silencioso, sem picos, sem conquistas visíveis, é a harmonia de estar onde se está, sendo quem se é. Uma das formas mais maduras de bem-estar que existem.

5. Família do Amor
  • O afeto é o amor no cotidiano, no gesto não pedido, no olhar que reconhece, no tempo oferecido com presença. É ele que sustenta as relações quando a intensidade do início já passou.
  • O cuidado, em sua origem, é uma bela forma de amor. Mas quando excessivo, pode se tornar outra coisa: controle disfarçado de generosidade, ou uma forma de não olhar para si enquanto olha para todos os outros. Vale perguntar: estou cuidando porque quero dar ou porque preciso ser indispensável?

6. Família da Surpresa
  • A surpresa interrompe o piloto automático e força o presente. O espanto pode paralisar ou maravilhar, a diferença está na sua relação com o inesperado. Quem tem intimidade com a incerteza tende a recebê-lo com curiosidade. Quem precisa de controle, com resistência.
  • A confusão é um sinal honesto de que algo ainda não foi processado. Forçar clareza antes da hora produz certezas falsas. Quando honrada, a confusão costuma se resolver sozinha, no seu tempo.

COMO USAR A RODA NA PRÁTICA – UM MÉTODO EM QUATRO MOVIMENTOS

A própria roda sugere uma metodologia de uso: Pare, Localize, Refine, Pergunte. Vou traduzir isso de uma forma que possa ser realmente incorporada.

  1. Pare antes de reagir
    Toda emoção intensa é um convite para uma pausa, para criar um instante de distância entre o estímulo e a resposta. A neurociência chama isso de janela de tolerância. Viktor Frankl, o psiquiatra sobrevivente do Holocausto, dizia que entre o estímulo e a resposta existe um espaço e é nesse espaço que reside a nossa liberdade. Respire. Apenas isso. Antes de qualquer movimento.
  2. Localize: comece pelo centro
    Olhe para a roda e pergunte: qual das oito emoções centrais está mais presente agora? Não precisa ser exato, mas honesto. Às vezes é medo. Às vezes é raiva disfarçada de tristeza. Às vezes é alegria que você ainda não se permite sentir de verdade. Apenas aponte uma direção.
  3. Refine: vá para a borda
    Agora, dentro dessa família emocional, qual palavra ressoa mais com o que você está sentindo agora? “Furioso” ou “irritado”? “Aterrorizado” ou “preocupado”? “Encantado” ou “satisfeito”? Quanto mais específica for a palavra, mais cirúrgica pode ser sua resposta.
  4. Pergunte: o que essa emoção precisa de mim? Esta é a pergunta que transforma a roda de um diagrama em um instrumento de cura. Cada emoção tem uma necessidade implícita. A raiva muitas vezes pede ação ou limite. O medo, proteção ou informação. A tristeza, acolhimento e tempo. A alegria, expressão e partilha. Quando você identifica a necessidade, pode atendê-la, em vez de apenas reagir a ela.
Referência científica: A pesquisadora Brené Brown, em seu trabalho sobre vulnerabilidade e emoções (Atlas of the Heart, 2021), mapeou mais de 87 emoções e experiências humanas e concluiu que a maioria das pessoas opera com um vocabulário emocional de apenas três a cinco palavras. Quanto menor o vocabulário emocional, maior a imprecisão nas respostas e maior a tendência à reatividade. Granularidade emocional - a capacidade de distinguir emoções com precisão - está diretamente associada a maior regulação emocional, saúde mental e qualidade nos relacionamentos.

UMA PRÁTICA PARA LEVAR COM VOCÊ

Diário Emocional com a Roda — 5 minutos por dia

Não precisa de nada além de papel, caneta e honestidade. Esta prática simples, feita com regularidade, constrói de fato uma das habilidades mais poderosas que existem: a autoconsciência emocional.

  • Manhã: Antes de mergulhar no dia, pare 2 minutos e então pergunte: “O que estou sentindo agora?” Use a roda para nomear. Escreva.
  • Gatilho: Toda vez que uma emoção intensa surgir durante o dia, anote: o que aconteceu, o que senti, onde senti no corpo, que nome daria a isso agora, olhando para a roda.
  • Noite: Reveja o dia. Qual emoção esteve mais presente? Ela foi atendida? Reprimida? Expressa de forma saudável? Sem julgamento, apenas curiosidade.
  • Semanal: Observe padrões. Que família emocional aparece com mais frequência? O que isso revela sobre o que você está precisando?
Referência científica: Pesquisas da Universidade de Rochester com base na Teoria da Autodeterminação (Ryan & Deci, 2000) mostram que a consciência emocional é um dos pilares do bem-estar psicológico sustentável. E um estudo de James Pennebaker (1997), publicado no Journal of Consulting and Clinical Psychology, demonstrou que escrever sobre experiências emocionais por apenas 15 a 20 minutos por dia, durante 3 a 4 dias, resultou em melhoras mensuráveis na saúde física e psicológica dos participantes — incluindo redução de visitas médicas e melhora no sistema imunológico.

O QUE AS EMOÇÕES NÃO SÃO

Antes de encerrar, preciso dizer algo que considero fundamental – e que a roda, sozinha, não diz:

As emoções não são seus inimigos. Não são fraquezas. Não são excessos que precisam ser domados para que você seja uma pessoa “mais evoluída”. Elas são informações.

Durante anos, muitas abordagens de desenvolvimento pessoal nos ensinaram a gerenciar emoções como se elas fossem funcionários difíceis. O que a ciência e a sabedoria convergem em apontar é diferente: as emoções precisam ser reconhecidas, mais do que gerenciadas. Quando reconhecidas com presença e honestidade, elas cumprem então sua função, e passam.

A roda não é um mapa para você se controlar, mas um espelho para você se ver. E ver-se com honestidade, com compaixão, sem o apego por se consertar, é o começo de tudo que é real.


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Quer saber mais sobre como a Roda das Emoções de Robert Plutchik pode ampliar seu vocabulário emocional e transformar a forma como você compreende a si mesmo, seus relacionamentos bem como suas decisões? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.

Com carinho,

Shirley Brandão
Mentora em Desenvolvimento Humano há 37 anos · Terapeuta e Mentora do Método Louise Hay
https://shirleybrandao.com.br/
@shirleybrandaooficial

Confira também: Escuta Criativa: Quando a Forma de Ouvir Transforma a Forma de Viver

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Protagonistas do Futuro: Como a Escola Pode se Conectar ao Mercado de Trabalho

Como preparar alunos para o mercado de trabalho com comunicação, liderança e protagonismo? Entenda por que a escola deve desenvolver jovens mais confiantes, críticos e preparados para escolhas profissionais conscientes.

Protagonistas do Futuro: Como a Escola Pode se Conectar ao Mercado de Trabalho

Protagonistas do Futuro: Como a Escola Pode se Conectar ao Mercado de Trabalho

No ambiente corporativo, impressiona-me constatar que profissionais com excelente formação e grande bagagem de vida, mostram apenas pequena parte de seu potencial quando precisam se comunicar; seja em liderança, apresentações, aulas, treinamentos ou mesmo em reuniões. Problemas diversos, tais como limitações na fala, na organização do pensamento, no uso da voz e da expressão corporal acabam por limitar carreiras, mesmo quando a competência técnica é indiscutível.

A pergunta que permanece é: de que vale um grande potencial intelectual, se ele não consegue de fato mostrar e dele fazer bom uso?


A Comunicação Como Gargalo Silencioso da Carreira

Ao longo de mais de 40 anos formando líderes, palestrantes e profissionais de todas as áreas, observei padrões que se repetem:

  • medo de falar em público;
  • dificuldade de estruturar ideias;
  • expressão corporal limitada;
  • vícios de linguagem;
  • dicção ruim;
  • não saber como começar, desenvolver e concluir apresentações;
  • ansiedade diante de situações diversas, tais como reuniões, falar com a liderança e clientes.

O resultado é previsível: bloqueios emocionais, estagnação na carreira e a crença equivocada de que não nasceram para falar, principalmente em público. Muitos relatam a mesma frustração, dizendo: “Gostaria de ter aprendido isso na escola.”


O Vazio da Comunicação na Formação Escolar

Pesquisando escolas e modelos pedagógicos, percebi que, apesar dos esforços, a comunicação ainda é pouco trabalhada como competência estruturante. Raros são os programas que desenvolvem, de maneira contínua, habilidades socioemocionais e comunicacionais.

Essa lacuna ganhou ainda mais relevância com a chegada do Novo Ensino Médio e a atualização das diretrizes do Projeto de Vida.

Vivemos um ambiente imprevisível, tecnológico, acelerado e, sem dúvida, emocionalmente desafiador. Nesse contexto, a pergunta essencial para as escolas é:

Como preparar de fato jovens para um mundo complexo sem perder de vista sua humanidade, identidade e propósito?

A BNCC (Base Nacional Comum Curricular), reforça essa necessidade ao incluir comunicação, autonomia, pensamento crítico e protagonismo entre as competências essenciais.


O Nascimento do Programa “Protagonistas do Futuro”

Com base nessa realidade e inspirados pelos resultados obtidos em décadas de formação corporativa, estruturamos um programa destinado a jovens do ensino fundamental e médio, chamado “Protagonistas do Futuro”, com a finalidade de fortalecimento do protagonismo dos alunos, por meio do ensino e tomada de consciência dos recursos de Comunicação, Liderança e Empreendedorismo.

A proposta é oferecer aos estudantes ferramentas práticas para:

  • desenvolver autoconhecimento;
  • fazer escolhas conscientes;
  • fortalecer a autoestima;
  • planejar carreiras;
  • assumir protagonismo sobre suas decisões;
  • desenvolver habilidades de comunicação verbal como competência fundamental;
  • fortalecer um pensamento crítico para escolhas mais conscientes;
  • autoliderança para criar bases para liderar outras pessoas;
  • habilidades humanas para viver em harmonia, equilíbrio no mundo profissional.

Por Que Todos Ganham?

1. Os alunos

Ganham confiança, autonomia e recursos emocionais para enfrentar transições como vestibular, primeiros empregos e escolhas profissionais. Aprendem a comunicar ideias, liderar iniciativas, bem como se posicionar no mundo real.

2. As Escolas

Além de agregar valor à formação integral, fortalecem sua reputação, aumentam o envolvimento com as famílias dos jovens, alunos mais engajados, fortalecimento da marca, porque mostram que são instituições capazes de preparar seus filhos para além do conteúdo acadêmico. Programas como este diferenciam a escola, atraem novas matrículas e reforçam valores de humanização, protagonismo e propósito.

3. Os Professores

Educadores tornam-se multiplicadores de uma metodologia moderna e aplicável à vida real. Ao ensinar, também desenvolvem competências que raramente fizeram parte de sua própria formação, um ganho duplo.

Maior proximidade com os alunos, pois além dos itens oferecidos no programa, poderão incluir suas próprias experiências, gerando maior engajamento.

4. Os Pais

Terão filhos que tenham maior desenvoltura para se expressar, liderar enfrentar mais facilmente os desafios da vida profissional e pessoal, percebendo que seus filhos estão desenvolvendo competências úteis, distintas da grade escolar tradicional, reconhecendo a iniciativa da escola que adotar esse projeto de vida, alinhado às novidades da BNCC do MEC. (Ministério da educação e Cultura)

5. O Mercado de Trabalho

Terão, as empresas, a oportunidade de contratar jovens certamente mais bem preparados para o início da vida profissional, mais seguros e comunicativos. Além disso, mais maduros e com uma visão sobre o mundo dos negócios e liderança, mais aptos ao convívio com outros profissionais e facilitando-lhes o engajamento e a prática dos seus conhecimentos.


O que está incluído nesse programa:

  • O programa chega completo, a escola não precisa se preocupar com o conteúdo;
  • Os alunos receberão material didático com todas as aulas, informações, vídeos e exercícios que serão aplicados, aula a aula, com adequação à essa faixa etária;
  • Os docentes, indicados pela escola, terão uma formação preparatória, além de um guia prático para a aplicação dos exercícios e condução das aulas;
  • Serão oferecidas palestras ou vídeos para os pais ou responsáveis para o acompanhamento e participação da evolução e envolvimento dos seus filhos.

Conclusão: Preparar o Futuro Começa Agora

O mundo não espera, e os desafios das próximas décadas exigem jovens mais preparados, comunicadores mais conscientes e, sem dúvida, líderes mais humanos.

O programa “Protagonistas do Futuro” nasce justamente para preencher essa lacuna, conectando assim escola, propósito e mercado de trabalho em uma jornada coerente, inspiradora e transformadora.

Por fim, nos colocamos à disposição caso queira apresentar esse projeto para a escola de seu filho ou escolas que se interessem em conhecer mais sobre esse sistema que se propõe fazer a diferença na vida dos seus alunos.

Para isso, nosso contato é www.passadori.com.br.


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Quer saber mais sobre como escolas podem formar alunos mais preparados para os desafios da vida profissional, desenvolvendo comunicação e liderança, e tornando-os protagonistas do futuro? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.

Reinaldo Passadori
CEO da Passadori Comunicação, Palestrante e Mentor
https://www.passadori.com.br/

Confira também: A Comunicação e o Equilíbrio Emocional na Era da IA

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Bolha Imobiliária Chegou e Ninguém Percebeu!

A Bolha imobiliária no Brasil pode estar se formando de forma silenciosa. Entenda como crédito restritivo, imóveis na planta, perda de poder aquisitivo e endividamento das famílias ameaçam o sonho da casa própria.

Brasil: Bolha Imobiliária Chegou e Ninguém Percebeu!

Brasil: Bolha Imobiliária Chegou e Ninguém Percebeu!

O mercado imobiliário brasileiro pode estar vivendo um desequilíbrio silencioso entre o crescimento acelerado da oferta de imóveis e a deterioração contínua da capacidade financeira das famílias

Um cenário que exige atenção imediata

Tenho acompanhado com muita atenção a evolução do mercado imobiliário brasileiro. Quanto mais analiso o comportamento das famílias, das instituições financeiras e das construtoras, mais me convenço de que estamos diante de um fenômeno que ainda não está sendo percebido com a profundidade necessária.

Na minha avaliação, o Brasil pode estar ingressando em um processo típico de formação de bolha imobiliária, caracterizado por um crescimento intenso da oferta de imóveis em um momento em que a capacidade real de compra da população vem sendo gradualmente enfraquecida por diversos fatores econômicos e comportamentais.

Não há dúvida de que o país ainda apresenta um importante déficit habitacional. E que o sonho da casa própria continua ocupando posição central no planejamento de milhões de brasileiros. Contudo, desejar adquirir um imóvel é algo muito diferente de possuir condições financeiras concretas para realizar essa compra. E, principalmente, para sustentar esse compromisso ao longo de 20 ou 30 anos sem comprometer a estabilidade da família.


O financiamento imobiliário está cada vez mais restritivo

Nos últimos anos, observei que o acesso ao crédito imobiliário se tornou significativamente mais difícil. As exigências para obtenção do financiamento aumentaram e passaram a demandar um volume muito maior de recursos próprios logo no início da operação.

No Sistema de Amortização Constante (SAC), por exemplo, a entrada que anteriormente girava em torno de 20% passou para 30% do valor do imóvel. Em algumas operações estruturadas pela Tabela Price, essa exigência pode alcançar 50%.

Isso significa que, em um imóvel de R$ 300 mil, uma família pode precisar desembolsar entre R$ 90 mil e R$ 150 mil em recursos próprios antes mesmo da assinatura do contrato de financiamento bancário. Em um contexto em que a capacidade de poupança vem sendo continuamente reduzida, essa exigência representa um obstáculo extremamente relevante.

Ao mesmo tempo, convivemos com taxas de juros elevadas, que encarecem o crédito e ampliam o comprometimento da renda familiar por períodos que podem se estender por até três décadas. Quando se analisa essa equação de forma mais profunda, torna-se evidente que a realização do sonho da casa própria passou a exigir uma robustez financeira que poucas famílias conseguem manter.


A corrosão do poder aquisitivo das famílias

Um dos fatores mais preocupantes, na minha visão, é a perda contínua do poder aquisitivo. Embora os salários recebam reajustes periódicos, muitas vezes em torno de 5% ao ano, os custos de alimentação, saúde, transporte, educação e moradia avançam em ritmo mais acelerado, reduzindo a capacidade efetiva de consumo e de poupança.

Na prática, isso significa que as famílias podem até perceber um aumento nominal em seus rendimentos. Mas, em termos reais, dispõem de menos recursos para formar reservas e para assumir compromissos financeiros de longo prazo.

E essa é uma regra inquestionável: sem poupança, não há entrada; sem entrada, não há financiamento.


O risco silencioso dos imóveis na planta

Um dos aspectos que mais me preocupam está na compra de imóveis na planta, modalidade amplamente utilizada e que, para muitos consumidores, parece ser uma forma acessível de conquistar a casa própria.

No entanto, por trás dessa aparente facilidade existe um risco financeiro que costuma ser subestimado. Em média, as construtoras levam cerca de três anos para concluir um empreendimento. Somente ao final desse período o comprador buscará o financiamento bancário para quitar o saldo restante.

Durante esses três anos, as famílias podem perder entre 10% e 15% ao ano de seu poder aquisitivo, acumulando ao final do período uma redução próxima de 40% em sua capacidade real de compra.


Um exemplo que demonstra a gravidade do problema

Para ilustrar esse cenário, utilizo o caso de uma pessoa com renda mensal de R$ 5.000,00 que adquire um imóvel de R$ 300.000,00. Ela paga R$ 100.000,00 diretamente à construtora e planeja financiar R$ 200.000,00 após a entrega das chaves.

No momento da compra, essa pessoa poderia comprometer até R$ 1.500,00 por mês, correspondente a 30% da renda. Considerando reajustes salariais de 5% ao ano, sua renda nominal alcançaria R$ 5.788,12 ao final de três anos, permitindo, em tese, uma prestação de até R$ 1.736,43.

Entretanto, ao considerar a perda acumulada do poder aquisitivo, a renda real disponível seria de aproximadamente R$ 4.211,87. Dessa forma, a mesma prestação passaria a representar 41,22% do poder de compra efetivo, comprometendo muito além do limite inicialmente projetado.

Em termos práticos, aquilo que parecia perfeitamente compatível com o orçamento no momento da compra pode se tornar financeiramente inviável quando chega a hora de contratar o financiamento.


Um agravante ainda não considerado no cálculo

É importante destacar que esse exemplo, por si só bastante preocupante, ainda não contempla a correção das parcelas e do saldo devedor pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo da Construção), indicador amplamente utilizado nos contratos de imóveis na planta e que historicamente apresenta variação média próxima de 6% ao ano.

Isso significa que, durante o período de construção, tanto as parcelas pagas diretamente à construtora quanto o saldo devedor remanescente continuam sendo reajustados. Dessa forma, isso eleva progressivamente o custo total do imóvel antes mesmo da contratação do financiamento bancário.

Ou seja, além de perder poder aquisitivo, o comprador também enfrenta um aumento contínuo do valor que precisará desembolsar para concluir a aquisição do imóvel.


O crédito excessivo agrava ainda mais o cenário

Diante da dificuldade crescente para poupar, observo que muitas famílias recorrem ao crédito pessoal, ao consignado e ao cartão de crédito para tentar viabilizar a entrada do imóvel. Considero essa decisão extremamente arriscada, pois ninguém consegue sustentar um financiamento de longo prazo iniciando esse compromisso já em situação de endividamento.

O crédito, que deveria funcionar como instrumento de planejamento e alavancagem, acaba sendo utilizado como mecanismo de compensação para a falta de organização financeira. E, dessa forma, aumentando substancialmente a vulnerabilidade das famílias.


A pergunta que o mercado precisa responder

Enquanto a capacidade financeira da população se deteriora, o mercado continua expandindo a oferta de imóveis em ritmo intenso. São lançamentos em diversas regiões e milhares de unidades colocadas à disposição dos consumidores.

Diante desse cenário, faço uma pergunta que considero central e extremamente preocupante: diante do aumento das exigências de entrada, dos juros elevados, da perda contínua do poder aquisitivo e do crescimento do endividamento das famílias, quem realmente terá condições financeiras de comprar e sustentar tantos imóveis nos próximos anos? Na minha visão, essa pergunta resume a essência do risco que estamos vivendo.


A educação do comportamento financeiro como verdadeira solução

Por essa razão, reforço uma convicção que venho defendendo há décadas: não existe solução sustentável sem educação do comportamento financeiro. Mais do que compreender juros, investimentos ou orçamento, as famílias precisam transformar profundamente sua relação com o dinheiro e eliminar desperdícios. Além disso, rever hábitos de consumo e desenvolver a capacidade de tomar decisões conscientes e compatíveis com sua realidade.

O sonho da casa própria continua sendo legítimo e desejável, mas não pode ser construído sobre uma base de improviso, endividamento e falta de planejamento. Estou convencido de que a estabilidade financeira das famílias e a sustentabilidade do próprio mercado imobiliário dependerão, cada vez mais, da capacidade de as pessoas compreenderem e transformarem seu comportamento financeiro.

Porque, no final, não é o imóvel que determina a segurança de uma família. É a forma como ela se relaciona com o dinheiro.

E essa é, sem dúvida, a verdadeira fundação sobre a qual qualquer patrimônio sólido e duradouro deve ser construído.


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Quer saber mais sobre como mudanças no comportamento financeiro das famílias podem determinar o futuro do mercado imobiliário e evitar os riscos de uma bolha imobiliária silenciosa no Brasil? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em orientar você.

Um grande abraço,

Reinaldo Domingos
PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin) e da DSOP Educação Financeira.
https://www.dsop.com.br

Confira também: Desenrola Brasil 2.0: Estamos Tratando o Efeito, Enquanto a Causa Continua Sendo Ignorada

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Confiança e Competência: A Armadilha de Confundir os Dois

Confiança e competência não são a mesma coisa. Entenda como essa confusão distorce decisões, enfraquece relações e compromete a liderança. Aprenda a separar performance, relação e percepção para avaliar pessoas com mais lucidez.

Confiança e Competência: A Armadilha de Confundir os Dois

Confiança e Competência: A Armadilha de Confundir os Dois

O que a confiança distorcida faz com a nossa percepção de competência.

Brené Brown e Adam Grant perguntam no quarto episódio do seu podcast: “O que acontece quando a nossa confiança supera a nossa competência?” A pergunta é poderosa e me colocou na urgência de compartilhar o que observo na prática: confiança e competência não se medem na mesma escala.

A questão não é quando uma supera a outra. A questão é o que acontece com a nossa percepção de competência quando a confiança está distorcida.

“Confio nele(a), é muito competente.”

Essa frase é dita com frequência nas organizações. E parece certa, mas ela já carrega dentro de si a armadilha.

Confiar porque é competente não é confiar. É aprovar uma performance. E essa confusão tem custo alto: na liderança, na equipe e na relação que cada líder tem consigo mesmo. Acompanho líderes há anos e essa é uma das confusões mais recorrentes que encontro nos diagnósticos de confiança.


Duas perguntas diferentes

Precisamos nomear a diferença, porque ela organiza o que vem depois.

Competência é técnica, mensurável, contextual. Para Guy Le Boterf, referência no tema, a competência não é um estado fixo. É um saber agir em situação: ela se revela no que a pessoa faz diante de um contexto real, pode ser observada, avaliada e desenvolvida. Responde à pergunta: o que essa pessoa sabe e consegue fazer agora?

Confiança vive na relação, comigo e com o outro. São os comportamentos que me aproximam: a coerência entre o que sinto, digo e faço; a capacidade de me expressar e de deixar espaço para o outro; a disponibilidade de estar presente sem precisar controlar. Responde a uma pergunta diferente: como me relaciono, incluindo no que ainda não sei?

São perguntas diferentes. E quando as confundimos, o custo então aparece na relação:

  • Quando a confiança está num lugar lúcido, conectada comigo e com o outro, então ela funciona como uma lente que permite perceber a competência com clareza. É a partir dessa lucidez relacional que consigo identificar o que sei, o que não sei e o que o outro traz de real. Consigo entender onde estou e onde está o outro, sem inflacionar nem diminuir.
  • Quando a confiança está distorcida, inflada, defensiva ou colapsada em autocobrança, essa lente falha. A percepção de onde me situo se distorce e a do outro também. É exatamente nesse ponto que a confusão entre os dois conceitos se instala com mais força: avalio mal a competência porque a confiança já não está lúcida o suficiente para ver com clareza.

Perco a percepção de onde me situo. E perco a do outro também.


Como essa confusão aparece na liderança

O primeiro caso é interno. O(A) líder diz que é autoconfiante, mas o que governa é uma régua de competência alta e exigente, sinônimo de autocobrança alta. Ela produz dois comportamentos opostos com a mesma raiz: avançar e ocupar todo o espaço, sem escuta, sem abertura para o outro; ou recuar e não se posicionar, porque nunca atinge o próprio critério de saber o suficiente. Em ambos, a expectativa do outro, ou da organização desaparece, pois o(a) líder está sempre respondendo à própria régua.

A relação some e, com ela, a possibilidade de um diagnóstico real.

O segundo caso é com a equipe. Líderes frequentemente confundem nível de delegação com nível de confiança: autonomia baixa vira incompetência, incompetência vira desconfiança. O ciclo se fecha e, assim, nunca muda. A equipe aprende a entregar o que é cobrado, mas não a contribuir com o que é possível. E o(a) líder permanece convicto de que o problema é de competência, quando o que falta é a relação.

O que escapa nessa lógica: a relação precede o diagnóstico de competência. É na relação lúcida que consigo identificar o que o outro de fato sabe, onde está o limite e o que precisa ser desenvolvido. Sem esse contato, minha avaliação é sempre parcial.


O deslocamento

Não se trata de calibrar confiança e competência entre si, mas de perceber que elas respondem a perguntas diferentes, e parar de usar uma como medida da outra. Quando essa separação acontece, algo muda: consigo construir confiança enquanto desenvolvo competência, e não depois. Consigo confiar no meu posicionamento mesmo sem ter todas as respostas. E consigo criar espaço real para a relação acontecer, com a equipe, com os pares, comigo mesmo.

Confiança não é o prêmio da competência. É o solo em que a competência pode ser vista e crescer.

Na próxima vez que perceber que está avaliando alguém, ou a si mesmo, pause e pergunte: estou medindo competência ou construindo relação?

A resposta pode revelar onde está a verdadeira armadilha.


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Quer saber mais sobre como a confusão entre confiança e competência pode distorcer decisões, enfraquecer relações bem como comprometer a liderança nas organizações? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Sara Veloso
Coach Executiva ICF | 25+ anos em liderança e RH global
Especialista em confiança, Advisor STARTRUST, Análise comportamental e estabilização emocional
Criadora e Facilitadora do Programa “Liderar pelo Prisma da Confiança”
contato@saraveloso.coach
https://www.linkedin.com/in/saraveloso-ptfr/

Confira também: Autoconfiança: O Superpoder Que Talvez Você Ainda Não Acessou


Referências:

  • Brown, Brené; Grant, Adam. The Curiosity Shop, Episode 4: Overconfidence and the Art of Knowing Yourself. Vox Media, 2026.
  • Kruger, J.; Dunning, D. Unskilled and unaware of it: How difficulties in recognizing one’s own incompetence lead to inflated self-assessments. Journal of Personality and Social Psychology, 77(6), 1121–1134, 1999.
  • Le Boterf, Guy. Construire les compétences individuelles et collectives. Paris: Éditions d’Organisation, 2000.

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Brasil x Brasil: Uma Copa do Mundo Especial II

Seleção Brasileira de 1970, 1958, 1994, 2002 ou 2026: quem venceria uma Copa dos Sonhos entre gerações históricas? Entre memória, dados, emoção e IA, uma disputa divertida compara os maiores times do Brasil e convida você a opinar.

Brasil x Brasil: Uma Copa do Mundo Especial II - Quem venceria a Seleção dos Sonhos?

Brasil x Brasil: Uma Copa do Mundo Especial II
Quem venceria a Seleção dos Sonhos?

Estamos iniciando o mês de junho de 2026 e, daqui a alguns dias, teremos mais uma edição de Copa do Mundo de Futebol. Assim, decidi usar este espaço para renovar uma brincadeira de quatro anos atrás, só que trazendo uma inovação que, acredito, será bastante desafiadora aos nossos amigos leitores. Então, primeiramente vamos resgatar o que foi apresentado anteriormente, pois assim todos entenderão o espírito daquela postagem e conhecerão o desafio inovador desta. Tudo bem?

O ano de 2022 estava terminando com o clima de uma Copa do Mundo de Futebol. Naquele momento ainda não se sabia qual o destino da seleção brasileira, se ganharia ou não, mas as conversas e debates sobre a competição estavam muito vivos. Por conta disso mesmo, apresentei o conteúdo de uma reportagem publicada na revista Playboy, em sua edição de abril de 1998, com uma questão bem interessante: quem venceria a Copa do Mundo disputada só com as seleções brasileiras que participaram da competição da FIFA, desde 1930?

Considerando que essa reportagem específica é de difícil acesso pela internet (a menos que se acesse toda a publicação), decidi explorar ludicamente o conteúdo.

O trabalho foi liderado pelo jornalista Ivan Marsiglia (com a colaboração de Miguel Icassati). Ao todo, como avaliadores dessa Copa do Mundo Especial, estiveram envolvidos 30 profissionais especializados em futebol. Menção também deve ser dada ao Diretor de redação da revista, Marcelo Duarte. Com minha postagem, eu quis gerar um novo entretenimento e curiosidade junto aos leitores.

É muito importante, para o bom entendimento da reportagem, entender os critérios usados para criar a competição com todas as seleções brasileiras de 1930 até 1998, data da publicação pela Playboy. Cabe lembrar que, no período, por conta da Segunda Guerra Mundial, não tivemos a realização do torneio em 1942 e em 1946. Na etapa inicial deste nosso torneio, foram consideradas “cabeças-de-chave” as seleções campeãs mundiais (58, 62, 70 e 94). A seguir, foram incluídos os times que ficaram entre os três primeiros colocados quando disputaram o torneio (38, 50, 78 e 98) e, completando as chaves, os times foram distribuídos por proximidade de data. Cada partida (sem possibilidade de empate) foi analisada por três dos profissionais convidados, escolhidos por sorteio.

A seguir, na primeira fase, de um lado o chaveamento inclui as seleções de 30, 34, 38, 50, 54, 58, 62 e 66. De outro lado, as partidas incluíram as seleções de 70, 74, 78, 82, 86, 90, 94 e 98:

Chave A

Brasil x Brasil: Uma Copa do Mundo Especial II
Fonte: REVISTA PLAYBOY, abril 1998.

Chave B

Brasil x Brasil: Uma Copa do Mundo Especial II
Fonte: REVISTA PLAYBOY, abril 1998.

Para essa etapa, os convidados não tiveram muitas dúvidas ou dificuldades para apontarem quais seriam as equipes vitoriosas a passarem para as quartas-de-final. Na Copa do Mundo de 2022, no Quatar, sabemos que o Brasil passou para as quartas-de-final frente à seleção da Croácia.

As disputas das quartas-de-final tivemos, de um lado, as seleções de 1958 x 1938 e, de outro, as seleções de 1950 x 1962:

Brasil x Brasil: Uma Copa do Mundo Especial II
Fonte: REVISTA PLAYBOY, abril 1998.

Na outra chave, as partidas de quartas-de-final ficaram assim:

Brasil x Brasil: Uma Copa do Mundo Especial II
Fonte: REVISTA PLAYBOY, abril 1998.

Pois bem, esta nossa Copa do Mundo Especial Brasil x Brasil começa a chegar à sua etapa mais decisiva. Assim, uma de nossas duas semifinais ocorreu entre as seleções de 1958 x 1962, enquanto a outra foi entre as seleções de 1970 x 1998. Curiosos para saberem como ficou a avaliação pelos especialistas convidados pela reportagem responsável pela matéria? Aí vão os resultados:

A Hora da Decisão: Semifinal A
Fonte: REVISTA PLAYBOY, abril 1998.
A Hora da Decisão: Semifinal B
Fonte: REVISTA PLAYBOY, abril 1998.

Chegou a hora da grande decisão, ficando para essa partida final a seleção brasileira campeã de 1958 contra a seleção brasileira campeã de 1970.

A Hora da Decisão: Final
Fonte: REVISTA PLAYBOY, abril 1998.

Pois bem, nesta Copa do Mundo Especial uma seleção brasileira sairia campeã de qualquer forma, e a que mais agradou os especialistas convidados foi a de 1958, aquela que inaugurou a sequência de um pentacampeonato, estando os brasileiros na expectativa de um sexto título.

Certamente, todos vocês gostaram dessa brincadeira promovida pela revista Playboy, que pela data de publicação não incluiu a seleção campeã de 2002. Será que vocês leitores concordaram com esse resultado? O que você faria de diferente daquilo que orientou os especialistas? Quem mereceria ganhar se essa reportagem incluísse todas as demais seleções brasileiras, desde 1998 (2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022)?


A inovação proposta agora


A minha inovação, agora em 2026, foi resgatar essa ideia e promover uma competição entre as seleções brasileiras que foram campeãs do mundo e a atual seleção brasileira que disputará o torneio de 2026. Desta vez, os “jornalistas selecionados” foram criados por inteligência artificial e, a seguir, eu identifico cada um deles, bem como a sua “personalidade”.

Teremos na nossa avaliação:
JornalistaModelo de IA escolhido (exemplo)Por que esse modelo combina com o estilo
João “O Clássico” MendonçaChatGPT-4o (OpenAI)É o modelo que melhor lida com narrativas históricas, tem amplo treinamento em textos clássicos de jornalismo esportivo e costuma produzir análises que remetem ao passado com riqueza de detalhes.
Carla “A Analista” FerreiraClaude 3.5 Sonnet (Anthropic)Claude tem forte capacidade de raciocínio numérico e de cruzar grandes volumes de dados estatísticos, ideal para quem baseia a opinião em métricas de desempenho e tabelas de resultados.
Marcos “O Romântico” AlmeidaGemini 1.5 Flash (Google)Gemini destaca-se em geração de linguagem criativa, metáforas e textos poéticos, o que combina com o tom romântico e quase literário que Marcos utiliza.
Renata “A Estrategista” SouzaLlama 3-70B-Instruct (Meta)Llama 3-70B tem boa performance em análises táticas e estruturais, respondendo a prompts que exigem comparações de sistemas de jogo e estratégias de equipe.
Felipe “O Jovem” CostaDeepSeek-Coder V2 (DeepSeek)Embora seja conhecido por gerar código, a versão V2 também foi treinada intensivamente em conteúdo esportivo contemporâneo, métricas de performance física e tendências de futebol moderno, atendendo ao perfil de um analista digital e orientado a dados atuais.

Esses jornalistas irão dar a sua opinião sobre quem venceria esse torneio, cuja organização será de duas chaves com três seleções cada uma. Os vencedores de cada chave disputarão a final entre si. Após um sorteio emocionante auditado pelos jornalistas, eis as duas chaves para esta disputa histórica entre as seis versões da Seleção Brasileira, em disputa por uma Copa do Mundo de Futebol:

Grupo A
  • Brasil 1970 (a “Seleção Perfeita” de Pelé, Tostão, Gérson e Jairzinho)
  • Brasil 2002 (a “Dupla de Ouro” Ronaldo & Rivaldo, tetracampeã invicta)
  • Brasil 2026 (a atual geração, com talentos como Vinícius Jr. e Rodrygo)
Grupo B
  • Brasil 1958 (a que revelou Pelé ao mundo, com Garrincha)
  • Brasil 1962 (bicampeã com Garrincha inspiradíssimo)
  • Brasil 1994 (a era Dunga, com o “Milagre de Baggio” e Romário decisivo)

Os Jornalistas e suas escolhas


1. João “O Clássico” Mendonça
  • Perfil: tradicional, nostálgico, muito ligado à história do futebol.
  • IA escolhida: um modelo forte em contexto histórico e análise narrativa de longo prazo, com viés mais “clássico” de comparação entre eras.
  • Campeão escolhido por ele: Brasil 1970.

2. Carla “A Analista” Ferreira
  • Perfil: focada em dados, desempenho e consistência em Copas.
  • IA escolhida: um modelo otimizado para raciocínio quantitativo e leitura de padrões estatísticos, capaz de cruzar desempenho, gols, aproveitamento e equilíbrio tático.
  • Campeão escolhido por ela: Brasil 2002.

3. Marcos “O Romântico” Almeida
  • Perfil: poético, mais emocional, valoriza narrativa, magia e simbolismo.
  • IA escolhida: um modelo voltado à criação literária, muito bom em metáforas, impacto emocional e reconstrução de atmosfera histórica.
  • Campeão escolhido por ele: Brasil 1958.

4. Renata “A Estrategista” Souza
  • Perfil: tática, obcecada por sistemas, compactação, transições e modelos de jogo.
  • IA escolhida: um modelo treinado com foco em análise tática, tomada de decisão e comparação de estilos de jogo ao longo das décadas.
  • Campeão escolhido por ela: Brasil 1994.

5. Felipe “O Jovem” Costa
  • Perfil: conectado à era digital, valoriza físico, intensidade e futebol moderno.
  • IA escolhida: um modelo atualizado para o futebol contemporâneo, forte em tendências atuais, análise de dados de performance e jogo de alta intensidade.
  • Campeão escolhido por ele: Brasil 2026.

Opinião dos Comentaristas Convidados


1. João “O Clássico” Mendonça (estilo tradicional)

“Não há como fugir do óbvio: a Seleção de 1970 é o padrão-ouro do futebol mundial. Mesmo enfrentando o talento avassalador de 2002 e a força física de 2026, o futebol arte daquela equipe — com Pelé, Gérson e Jairzinho — seria suficiente para passar pelo Grupo A. Na final, venceria a chave B por superioridade técnica e criatividade. Minha aposta: Brasil 1970 campeão.


2. Carla “A Analista” Ferreira (estilo estatístico)

“Se olharmos números frios, a Seleção de 2002 foi a que mais goleou em Copas recentes, com uma defesa sólida e um ataque implacável. Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho formariam um trio capaz de desequilibrar contra qualquer adversário. No Grupo A, venceria por detalhes táticos — e na final, a experiência de um elenco equilibrado daria a taça ao Brasil 2002.”


3. Marcos “O Romântico” Almeida (estilo poético)

“A magia de 1958 — Garrincha driblando como se dançasse, Pelé menino virando rei — tem um encanto que transcende tática e estatística. Num torneio de uma partida só, o improviso daquele time seria letal. Passaria pelo Grupo B superando 1962 e 1994, e na final, a genialidade pura de 1958 faria a diferença. Meu coração diz: Brasil 1958.”


4. Renata “A Estrategista” Souza (estilo tático)

“A Seleção de 1994 tinha o melhor sistema defensivo da história brasileira, com Taffarel, Aldair e o capitão Dunga comandando o meio. Contra o futebol-arte das décadas anteriores, a marcação e o contra-ataque seriam armas letais. No Grupo B, passaria por 1958 e 1962; na final, usaria a experiência e a frieza para surpreender e levar o Brasil 1994 ao título.”


5. Felipe “O Jovem” Costa (estilo digital)

“A Seleção de 2026 tem a seu favor o futebol moderno: intensidade física, transição rápida e um ataque veloz com Vinícius Jr. e Rodrygo. Contra adversários de outras épocas, a velocidade e a preparação física fariam a diferença. Venceria o Grupo A e, na final, a juventude e a versatilidade tática dariam ao Brasil 2026 o troféu mais improvável da história.” 


A seleção vencedora


Precisando então decidir por um vencedor, os modelos tiveram um consenso. Somando tradição, consenso histórico, nível técnico absoluto e impacto na cultura do futebol mundial, a seleção que mais se impõe sobre todas as outras, mesmo diante das ótimas defesas de 1994, do equilíbrio letal de 2002 e da intensidade física de 2026, é a Seleção Brasileira de 1970. Em um torneio onde todas estão no auge, o Brasil de Pelé, Tostão, Gérson, Rivelino e Jairzinho reúne o ponto ideal entre talento individual, entrosamento coletivo e criatividade ofensiva; é a equipe que teria soluções técnicas e inteligência de jogo para furar a muralha de 1994, sobreviver ao poder de fogo de 2002 e lidar com o ritmo mais alto do futebol moderno. Por isso, nessa Copa dos Sonhos a escolha final de campeã entre todas as seleções brasileiras é: Brasil 1970.


E qual seria a seleção ideal entre todas elas, incluindo os titulares e reservas?


Em consenso entre nossos jornalistas, para montar o onze ideal brasileiro de todos os tempos (incluindo reservas), equilibrando genialidade, solidez defensiva e poder de decisão, os 23 convocados seriam estes (atenção para uma grande surpresa):

Goleiros (3)
  1. Taffarel (1994)
  2. Marcos (2002)
  3. Gilmar (1958/1962)
Laterais (4)
  1. Cafu (2002) — lateral-direito
  2. Djalma Santos (1958/1962) — lateral-direito
  3. Nilton Santos (1958/1962) — lateral-esquerdo
  4. Roberto Carlos (2002) — lateral-esquerdo
Zagueiros (4)
  1. Carlos Alberto Torres (1970) — zagueiro/lateral-direito versátil
  2. Aldair (1994) — zagueiro central
  3. Lúcio (2002) — zagueiro central
  4. Mauro Silva (1994) — zagueiro/volante (versatilidade defensiva)
Volantes (4)
  1. Dunga (1994) — volante marcador
  2. Gérson (1970) — volante armador
  3. Clodoaldo (1970) — volante/meia
  4. Gilberto Silva (2002) — volante marcador
Meias/Armadores (4)
  1. Pelé (1970) — meia/atacante universal
  2. Rivaldo (2002) — meia/segundo atacante
  3. Ronaldinho Gaúcho (2002) — meia/ponta-esquerda
  4. Kaká (2002) — meia-armador
    (Observação: Os jornalistas não renunciam a termos o Zico mesmo sem ter sido campeão)
Atacantes (4)
  1. Garrincha (1958/1962) — ponta-direita
  2. Jairzinho (1970) — ponta-direita/centroavante
  3. Ronaldo (2002) — centroavante
  4. Romário (1994) — centroavante

No fim das contas, essa convocação dos 23 preferidos pelos jornalistas é só o pontapé inicial de uma discussão que nunca vai terminar — e ainda bem. Com Taffarel, Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo, Ronaldinho, Rivaldo, Dunga, Gérson e tantos outros monstros sagrados reunidos, qualquer escolha é tão espetacular quanto polêmica. Talvez você ache um absurdo deixar Vinícius Jr. de fora, talvez jure que Romário não pode ser reserva de ninguém, talvez ache que a seleção de 1970 sozinha já ganharia de qualquer time histórico. Quem dessa lista não poderia ficar de fora de jeito nenhum, e qual craque injustiçado você convocaria para essa Copa do Mundo eterna da Seleção Brasileira? Eu sou Mario Divo e você me encontra pelas redes sociais ou em mariodivo.com.br.

Eu sou Mario Divo e posso ser encontrado pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.


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Quer saber mais sobre como a seleção brasileira se tornaria campeã em uma Copa dos Sonhos entre gerações históricas? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até nossa próxima postagem!

Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br

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O Investimento Mais Rentável da Vida: Construindo Relacionamentos que Geram Riqueza Emocional

Entenda por que investimento emocional exige presença, tempo, escuta e cuidado. Assim como o patrimônio financeiro, vínculos verdadeiros precisam de constância para gerar riqueza emocional, saúde e bem-estar.

O Investimento Mais Rentável da Vida: Construindo Relacionamentos que Geram Riqueza Emocional

O Investimento Mais Rentável da Vida: Construindo Relacionamentos que Geram Riqueza Emocional

Olá, tudo bem?

Iniciamos o mês de junho, um período marcado por celebrações afetivas, como o Dia de Santo Antônio e o Dia dos Namorados. E talvez esse seja um excelente momento para refletirmos sobre algo que, muitas vezes, deixamos em segundo plano: os investimentos que fazemos, ou deixamos de fazer, em nossos relacionamentos.

Vivemos uma era em que se fala muito sobre crescimento profissional, independência financeira, construção patrimonial e investimentos. Aprendemos desde cedo que é preciso trabalhar, economizar, investir, pensar no futuro, montar uma reserva de emergência, planejar aposentadoria e construir segurança financeira. E tudo isso é extremamente importante.

Mas existe um outro patrimônio, talvez ainda mais valioso, que precisa ser construído com a mesma disciplina: o patrimônio das relações humanas.

A verdade é que as mesmas habilidades necessárias para construir riqueza financeira também são necessárias para construir relações sólidas, profundas e duradouras.

Um grande investidor entende que construir patrimônio exige abrir mão de prazeres imediatos. Ele sabe que não pode gastar tudo hoje se quiser colher estabilidade amanhã. Aprende sobre constância, disciplina, paciência, estratégia e visão de longo prazo. Entende que os juros compostos só funcionam para quem permanece investindo ao longo do tempo.

Nos relacionamentos, a lógica é exatamente a mesma.

Relações saudáveis não sobrevivem apenas de sentimentos intensos ou momentos felizes. Elas precisam de investimento contínuo. Precisam de tempo, dedicação, presença, escuta, paciência e, principalmente, da capacidade de abrir mão do ego para construir algo maior do que apenas a própria vontade individual.

Hoje, porém, vemos muitas pessoas buscando apenas atender necessidades emocionais imediatas. E isso se reflete diretamente nas relações amorosas, familiares e sociais.

Assim como alguém que gasta tudo o que ganha dificilmente construirá patrimônio financeiro, pessoas que investem apenas em si mesmas dificilmente construirão vínculos profundos e duradouros.

Ninguém fica rico da noite para o dia.

E ninguém constrói intimidade verdadeira sem investimento emocional constante.

Nos relacionamentos amorosos, vemos casais desistindo diante das primeiras dificuldades. Muitos querem receber, mas poucos estão dispostos a investir. Poucos aceitam o desconforto necessário para ouvir o outro, negociar diferenças, amadurecer juntos e construir um projeto de vida em comum.

Vivemos uma cultura da substituição rápida. Relações são trocadas como produtos descartáveis. Mas vínculos profundos não são construídos na lógica do imediatismo. Eles exigem permanência.

Isso também aparece fortemente nas relações entre pais e filhos.

Muitos pais trabalham intensamente para oferecer conforto material, mas acabam terceirizando aquilo que somente a presença pode construir: conexão emocional.

Delegam às telas, às escolas, aos cursos e à correria da rotina uma parte importante da construção afetiva. E depois, na vida adulta, sentem a dor do afastamento emocional dos filhos.

Mas relações familiares também obedecem à lógica dos investimentos: não existe colheita onde não houve plantio.

A intimidade é construída nos pequenos aportes emocionais do dia a dia: na conversa antes de dormir, na presença em uma apresentação escolar, no acompanhamento de um esporte, em um abraço num momento difícil, em uma refeição compartilhada sem distrações.

São investimentos invisíveis que geram dividendos emocionais ao longo da vida.

O mesmo acontece nas amizades.

Vivemos uma epidemia silenciosa de solidão. Muitas pessoas investem intensamente em suas carreiras — porque delas vem o sustento —, mas deixam de investir em suas amizades, em encontros, em conexões verdadeiras e em presença nos momentos difíceis.

E depois se perguntam por que se sentem tão sozinhas.

Assim como uma carteira financeira precisa de manutenção constante, nossa vida emocional também necessita de cuidado contínuo. Amigos não aparecem apenas nos momentos de necessidade. Eles são construídos em anos de convivência, reciprocidade, disponibilidade e afeto.

A verdade é que relacionamentos não sobrevivem apenas de intenção. Eles sobrevivem de investimento.

E investimento exige prioridade.

Talvez por isso tantas pessoas tenham patrimônio financeiro e, ainda assim, experimentem uma profunda pobreza emocional. Porque aprenderam a investir dinheiro, mas não aprenderam a investir presença.

O mundo moderno valoriza velocidade, performance e autonomia extrema. Mas relações profundas exigem exatamente o oposto: tempo, vulnerabilidade, paciência e construção coletiva.

Nenhum patrimônio financeiro substitui o conforto de ter alguém para ligar em um momento de dor. Nenhum sucesso profissional substitui o acolhimento de uma família emocionalmente presente. Nenhuma conquista material elimina completamente o vazio da ausência de vínculos verdadeiros.

E os dados mostram isso.

Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), a solidão já é considerada uma preocupação global de saúde pública, estando associada ao aumento de casos de ansiedade, depressão, doenças cardiovasculares e declínio cognitivo.

Além disso, pesquisas mostram que pessoas com boas redes de apoio emocional tendem a apresentar maior longevidade, mais qualidade de vida e até melhor desempenho profissional.

Ou seja: investir em relações não é apenas uma questão emocional. É também uma construção de saúde, equilíbrio e bem-estar.

Por isso, talvez esteja na hora de começarmos a olhar para nossos relacionamentos com a mesma responsabilidade com que olhamos para nossas finanças.

Assim como planejamos aposentadoria, reserva de emergência e patrimônio, também deveríamos planejar tempo para quem amamos:

  • Tempo para nossos filhos;
  • Para nossos pais;
  • Para nossos amigos;
  • Para nossos companheiros;
  • Para as pessoas que tornam nossa vida emocionalmente sustentável.

Porque no final da vida, dificilmente alguém dirá: “Gostaria de ter trabalhado mais.”

Mas muitos dizem:

  • “Gostaria de ter amado mais;”
  • “Gostaria de ter estado mais presente;”
  • “Gostaria de ter aproveitado mais as pessoas que amava.”

Talvez a maior riqueza que alguém possa conquistar não esteja apenas no patrimônio acumulado, mas na quantidade de vínculos verdadeiros que construiu ao longo da vida.

E essa é uma riqueza diferente: ela não sofre oscilação de mercado, não depende da taxa de juros, não perde valor com o tempo.

Pelo contrário. Quanto mais investimos em amor, presença, amizade, família e conexão humana, maior tende a ser o retorno emocional que recebemos.

Por isso, neste mês de junho, em que celebramos o amor e os vínculos afetivos, deixo um convite:

  • Invista nas suas relações;
  • Invista presença;
  • Invista escuta;
  • Invista tempo;
  • Invista cuidado.

Porque talvez essa seja a aplicação mais valiosa e mais rentável que você fará em toda a sua vida!


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Quer saber mais sobre como o investimento emocional pode fortalecer seus vínculos e gerar riqueza nas relações ao longo da vida? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar sobre o tema.

Com carinho,

Carol Guimarães
https://www.instagram.com/carol_investimentos/

Confira também: Você Não Está Perdendo Dinheiro, Você Está Deixando de Crescer: O Custo Silencioso da Inércia Financeira

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A Imprevisível Estabilidade: Quando a Resiliência Substitui a Conveniência

Entenda por que a instabilidade global exige resiliência estratégica, adaptação humana e decisões mais maduras em um mundo menos previsível, menos confortável e cada vez mais vulnerável a rupturas.

A Imprevisível Estabilidade: Quando a Resiliência Substitui a Conveniência

A Imprevisível Estabilidade: Quando a Resiliência Substitui a Conveniência

“A instabilidade contemporânea é traduzida na fluidez das relações, onde a única certeza é a mudança constante e a urgência de adaptação.” (Zygmunt Bauman – Sobre a Modernidade Líquida)

O ser humano foi moldado para buscar previsibilidade. Não apenas por conforto, mas porque previsibilidade significa sobrevivência. Durante décadas, o mundo desenvolveu a convicção de que havia superado os grandes ciclos de ruptura da história. Cadeias globais eficientes, energia abundante, logística instantânea, alimentos em fluxo contínuo e estabilidade monetária criaram a sensação de que a civilização moderna havia finalmente domesticado a escassez.

Talvez este tenha sido o maior equívoco psicológico do nosso tempo.

O planeta organizou sua existência sobre estruturas extremamente sofisticadas, porém extraordinariamente frágeis. Poucos corredores marítimos sustentam o abastecimento global. Poucos países concentram produção crítica. Grandes centros urbanos dependem de cadeias “Just in Time” incapazes de suportar interrupções prolongadas.

Em várias regiões do mundo, milhões de pessoas dependem de sistemas de dessalinização, energia contínua e redes logísticas cuja interrupção por ataques simples — físicos, cibernéticos ou assimétricos — poderia alterar rapidamente as condições de sobrevivência coletiva.

O confronto entre Irã e os Estados Unidos talvez represente menos um conflito regional e mais um sinal histórico do esgotamento do modelo globalista construído após a Guerra Fria. Durante décadas acreditou-se que integração econômica produziria estabilidade política permanente. Agora, a lógica começa a se inverter: segurança energética, alimentar, tecnológica e militar retornam ao centro das decisões estratégicas.

A consequência mais profunda não será necessariamente militar. Será social, psicológica e estrutural.

O século XXI inaugura a era da vulnerabilidade distribuída: sistemas cada vez mais complexos tornam-se dependentes de equilíbrios cada vez mais delicados. Um drone barato pode ameaçar infraestrutura crítica. Um bloqueio marítimo pode comprometer alimentos. Um ataque cibernético pode interromper combustíveis, comunicação e energia sem que um único soldado atravesse fronteiras.

Ainda assim, as sociedades continuam operando mentalmente como se o mundo permanecesse linear, estável e expansivo. Empresas planejam como se cadeias globais fossem eternas. Governos prometem crescimento contínuo. Sistemas educacionais continuam preparando jovens para um futuro baseado em abundância permanente e conveniência crescente.

Talvez exista aqui a maior contradição do nosso tempo: o problema deixou de ser apenas econômico ou geopolítico. Tornou-se civilizatório no sentido humano da adaptação.

Grande parte das novas gerações urbanas jamais precisou compreender de onde vêm água, energia, alimentos ou segurança logística. Cresceram em ambientes onde tudo chega instantaneamente, onde a tecnologia parece eliminar limites e onde estabilidade é percebida como condição natural da existência. O modelo “Just in Time” deixou de ser apenas uma lógica econômica; tornou-se uma estrutura mental.

Por isso, a reorganização do mundo poderá produzir um choque cultural muito maior do que os próprios conflitos. A necessidade de produção regional de alimentos, fortalecimento de pequenas cadeias, reindustrialização local, proteção de infraestrutura crítica e até movimentos parciais de retorno ao campo poderão deixar de ser opção ideológica para se transformar em necessidade sistêmica.

Quanto mais sofisticado o sistema, menor parece ser a tolerância psicológica à descontinuidade. Esse talvez seja o ponto mais delicado do século XXI: o problema não é apenas tecnológico, energético ou geopolítico. É cognitivo.

E talvez as sociedades historicamente mais antigas – Irã, Etiópia, Índia, China, por ex – compreendam isso com maior velocidade do que as sociedades modernas excessivamente dependentes da estabilidade. Povos acostumados à ruptura, escassez e adaptação contínua preservam certa intimidade histórica com a ideia de sobrevivência. Já sociedades altamente organizadas tendem a criar uma percepção quase permanente de continuidade.

O ponto crítico é que o mundo continua prometendo aos jovens que tudo permanecerá funcionando como hoje. A narrativa dominante ainda fala em expansão ilimitada justamente no momento em que o planeta começa a migrar para uma lógica de contenção, redundância e resiliência estratégica.

A questão central das próximas décadas talvez não seja quem terá mais tecnologia, mais crescimento ou mais consumo. A pergunta será: quais sociedades ainda conservarão capacidade humana de adaptação?

Porque a transição que se aproxima não exigirá apenas infraestrutura ou inovação. Exigirá maturidade psicológica para aceitar que parte do futuro poderá funcionar de maneira menos eficiente, menos global e menos confortável — porém potencialmente mais resiliente. E civilizações — ou sociedades historicamente acomodadas — raramente aceitam mudança antes que a realidade elimine a alternativa

Civilizações não entram em colapso apenas quando faltam recursos. Elas entram em colapso quando continuam tomando decisões baseadas em um mundo que, de fato, já deixou de existir.


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Quer saber mais sobre como desenvolver resiliência estratégica em um mundo menos previsível e cada vez mais vulnerável a rupturas? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Sandra Moraes
https://www.linkedin.com/in/sandra-balbino-moraes

Confira também: Gestão 2026: Precisão de Dados e o Fator Humano – O Risco de Decidir Apenas pelo que os Dados Mostram

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Resiliência

Faça de cada limão, uma limonada! Resiliência é a capacidade de se resistir flexivelmente às adversidades e dificuldades, utilizando-as para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.

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O sucesso de uma mulher está em ser mulher!

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.

E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.

Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.

Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:

  • Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
  • Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.

E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.

Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.

Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.

Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.

O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.

Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.

Mas, é possível e já vi milagres.

Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.

Acreditar na Mulher que há dentro de você.

Sucesso e Feliz Dia da Mulher!

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Não concretizou uma meta? É preciso agora ter coragem para fazer mudanças drásticas!

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida.

A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.

E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.

Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.

Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.

A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.

Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.

Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.

Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.

Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.

Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.

E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?

Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?

Chega de Síndrome de Felipão, né?

Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.

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Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Quando buscamos algo melhor, criamos a mudança, pois desejamos que coisas melhores ocorram. Mas há também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora?

Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…

Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.

Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.

Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.

Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.

Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…

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Sem Comprometimento não há avanços na vida e nem sucesso!

Qual é o seu grau de comprometimento em realizar algo? Um dos maiores problemas de uma pessoa é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

Responda rápido a minha pergunta:

– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?

Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:

– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?

Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.

Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.

Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.

E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?

Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.

O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.

Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?

Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.

Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.

Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:

Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.

Para ajudar, significado de Comprometimento:

“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.

Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!

Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.

É por ai. Boa semana!

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O Poder do Bom Dia e Obrigado

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado. Quem não gostaria de ouvir este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.

Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.

Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.

Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?

Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.

Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?

Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?

Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.

A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.

Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.

Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.

O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.

Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.

Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.

Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.

Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.

Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.

Pense nisso.

Te desejo um bom dia e obrigada.

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Procrastinando? Então continue!

Sabe aquilo que você já sabe que tem que fazer e não faz? É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que nunca rola por que você não toma a iniciativa.

É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.

Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”

E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.

Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?

O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.

Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.

Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…

Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:

1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?

Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.

2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.

Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.

3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?

4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.

5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.

6º passo: Faça.

Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.

E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.

Com amor e com alma,

Karinna

PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.

PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.

Obrigada!

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Você sabe o que é Inteligência Espiritual?

A maior parte das pessoas já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. E sobre Inteligência Espiritual? Será que a Inteligência Emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? O que você pensa a respeito?

Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?

Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação.  Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.

O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.

Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.

Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.

As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.

E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!

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