Pensamentos: A Chave para Transformar Problemas em Soluções
“Eu não resolvo os meus problemas. Eu conserto meus pensamentos. E então meus problemas se resolvem sozinhos.”
Essa frase da Louise Hay é um convite para pararmos de lutar contra a corrente e começarmos a olhar para o leme. Muitas vezes, passamos a vida tentando apagar incêndios externos, sem perceber que a faísca está dentro de nós. Isso nos leva sempre a refletir que, por mais que busquemos respostas para questões, problemas e situações externamente, na verdade, só encontraremos a resposta dentro de nós mesmos.
O Espelho da Mente: Onde a Realidade se Origina
Temos o hábito exaustivo de tratar a vida como um jogo. Ou seja, temos uma crise financeira e, assim que a resolvemos, achamos que tudo irá se acalmar; então emerge um conflito familiar e a mesma coisa se repete. Quando silenciamos uma crítica externa, uma insegurança interna então grita mais alto. Estamos rotineiramente correndo para consertar o mundo, as pessoas e as situações, acreditando que a paz está no próximo problema resolvido e que somos capazes de fazê-lo.
Mas a verdade, como Louise Hay tão gentilmente nos ensinou, é que o mundo exterior é um reflexo do nosso cenário interno.
A Engenharia do Pensamento
Quando Louise diz que “conserta seus pensamentos”, ela não está sugerindo uma negação da realidade, mas sim uma mudança de frequência.
- O Problema: É o sintoma.
- O Pensamento: É a causa raiz.
Se você busca resolver um problema mantendo a mentalidade que o criou, você está apenas adiando o inevitável, Dzogchen Ponlop diz a mesma coisa no livro Resgate Emocional. É como buscar limpar uma mancha no espelho quando a sujeira está, na verdade, no seu rosto. Ao limpar o rosto, o pensamento e a imagem no espelho se transformam instantaneamente. Somos pura energia e, se não soubermos utilizá-la, andamos em círculos. Dzogchen nos diz que temos o positivo e o negativo dentro de nós, e o que precisamos é perceber que está tudo incluído. Essa é a base que Buda nos traz quando fala do caminho do meio; não é aceitar uma coisa e rejeitar a outra, mas, sim, perceber que temos ambas dentro de nós.
A Magia do Fluxo
Existe uma economia de energia profunda em focar no interno. Quando você percebe que tem medo e busca pela a confiança, percebe que também tem coragem. Assim como acontece com a escassez e a gratidão, e com o autojulgamento e o acolhimento, a estrutura da sua realidade se reorganiza e você consegue se autorregular.
- As oportunidades aparecem porque seus olhos agora estão calibrados para vê-las.
- As relações se harmonizam porque você parou de projetar suas sombras nos outros.
- O corpo relaxa porque a mente parou de enviar sinais de alerta constantes.
Praticando a Autocura Mental
Consertar o pensamento não é sobre perfeição, mas sobre curadoria. É se perguntar, diante de um desafio: Qual crença eu estou alimentando que faz esse problema parecer insolúvel?
Ao ajustar a lente, a paisagem muda. Evite lutar contra as sombras e perceba que a luz está ali e você precisa acendê-la. Quando você cuida da qualidade das sementes que planta em sua mente, o jardim da sua vida floresce por conta própria.
Tudo o que você está enfrentando hoje é uma oportunidade para mudar a forma como você pensa. Nada é singular, permanente ou independente e tudo depende de causas e condições.
Como você se sente ao procurar aplicar essa perspectiva em algo que está te preocupando hoje?
E como a CNV pode apoiar?
O Alinhamento Interno: Pensamento e Conexão
Mudar o pensamento, como sugere Louise Hay, não é apenas repetir afirmações positivas; é aprender a escutar o que está por trás do barulho mental. É aqui que a CNV entra como uma lanterna, ajudando-nos a ressignificar nossos pensamentos por meio da clareza e da autoempatia.
1. Do Julgamento à Observação
A frase de Louise nos ensina que o problema não é o evento em si, mas como pensamos sobre ele. A CNV nos convida a substituir o julgamento (“Isso é terrível”, “Eles estão errados”) pela observação neutra.
- A ressignificação: Em vez de pensar “Minha vida é um caos”, você observa e muda seu pensamento para: “Neste momento, tenho três tarefas pendentes e me sinto sobrecarregada”. A clareza desarma o pânico.
2. Identificando a Necessidade por trás da Dor
Problemas persistem quando ignoramos as necessidades humanas universais e básicas que estão sendo sinalizadas. Quando Louise fala em remodelar ou ressignificar o pensamento, ela está nos pedindo para sair da mentalidade de vítima ou, como diz Carol Dweck, do mindset fixo, e entrar na mentalidade de autorresponsabilidade, utilizando o mindset de crescimento.
- A Prática: Se um conflito no trabalho te consome, a CNV te faz perguntar: “O que eu estou sentindo agora (medo, frustração)? E do que eu realmente preciso (reconhecimento, apoio, clareza)?”. Quando você foca na sua necessidade, o pensamento então deixa de ser um ataque ao outro, passa a ser um cuidado consigo mesmo e abre espaço para o outro. Como costumo dizer, são os 3 Ps: Prática, Prática, Prática.
3. A Autocompaixão como Ferramenta de Cura
Muitas vezes, nossos pensamentos são violentos conosco. Nós nos criticamos por ter problemas. A fusão Hay/CNV sugere que a solução nasce do acolhimento e de sermos nossos melhores amigos.
- O Fluxo: Ao reconhecer seus sentimentos sem julgamento, você limpa o canal mental. Um pensamento bondoso gera uma ação pacífica. E uma ação pacífica dissolve o problema sem esforço desnecessário.
O Novo Ciclo
Quando você une essas abordagens, então o processo de resolver problemas sozinhos se torna lógico e possível:
- Transforme o Pensamento: Saia do julgamento e vá para a necessidade (Filosofia Hay);
- Mude a Comunicação: Expresse seus sentimentos e pedidos de forma clara (Prática CNV);
- A Resolução: O mundo reage à sua nova postura. Onde havia resistência, surge cooperação e resiliência.
A violência é a expressão trágica de necessidades não atendidas. Ao identificar essas necessidades, você transforma o pensamento e a vida se reorganiza.
Qual área da sua vida você sente que mais precisa desse “olhar de compaixão” para que os pensamentos comecem a se transformar?
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Quer saber mais sobre como transformar problemas em soluções mudando a forma como você pensa e se comunica? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Um grande abraço e até o próximo artigo!
Wania Moraes Troyano
Especialista em Resiliência Científica e Neurociências
http://www.waniamoraes.com.br/
Confira também: Quando a Boa Intenção Não se Transforma em Ação: O Que a CNV e a Psicanálise Têm em Comum?
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Ensinar Gentileza aos Filhos Não Começa com o Que Você Diz, Começa com o Que Você Faz
Você pode ensinar seu filho a dizer “por favor” e “obrigado”, mas isso não garante que ele será gentil. Porque gentileza não é algo automático. É uma forma de estar no mundo. E isso ele aprende observando você, mesmo quando você acha que não.
Como, de fato, uma criança aprende a tratar o outro?
A maioria dos pais acredita que ensina valores quando corrige um comportamento, mas a verdade é mais desconfortável: os valores são aprendidos muito antes da correção.
Como disse William Temple:
“O fator educacional mais influente é a conversa no lar da criança.”
E “conversa” aqui não significa apenas palavras. Significa clima emocional: tom de voz, reações e prioridades.
É dentro de casa que a criança aprende o que tem valor, quem merece respeito, como lidar com frustração e como tratar os demais.
O cérebro da criança está aprendendo o tempo todo (mesmo sem intenção). Existe um mecanismo chamado aprendizagem observacional e é através dele que a criança: observa, interpreta e reproduz comportamentos. Ou seja, ela não aprende o que você ensina, ela aprende o que você demonstra. E isso acontece de forma automática, repetida e silenciosa.
O problema não é falta de orientação e sim a incoerência. Você pode dizer ao seu filho para respeitar as pessoas. Mas, se ele vê você sendo impaciente, desrespeitando alguém, reagindo com agressividade e tratando diferente quem “tem menos”, ele aprende outra coisa.
E, com o tempo, isso gera um conflito interno: “O que meus pais dizem não é igual ao que eles fazem.” E crianças seguem o que é vivido, não o que é dito.
Gentileza não aparece só nos momentos ideais, ela aparece, principalmente, quando é difícil. Quando você está cansado, quando alguém te decepciona, quando a situação foge do controle e, principalmente, quando ninguém está olhando.
É nesses momentos que seu filho aprende se a gentileza é um valor vivido ou apenas um discurso.
Pequenos gestos constroem grandes referências
No cotidiano, seu filho observa como você fala com o porteiro, como trata um garçom, como responde a um erro, como cuida de alguém vulnerável, como lida com diferenças.
Quando uma mãe cuida de um familiar com paciência, quando um pai apoia um amigo em dificuldade, a criança registra: “É assim que se trata o outro.”
Mas sabemos que ser um bom modelo não é fácil. Porque educar não acontece no ideal, acontece no cansaço, na pressa, no acúmulo. E é por isso que muitos pais sabem o que fazer, mas não conseguem praticar com coerência, por falta de recurso emocional.
Então, antes de ensinar gentileza ao seu filho, você precisa olhar para a sua:
- Como você fala com você mesmo?
- Como você reage quando erra?
- Qual é o seu nível de autocrítica?
Porque quem vive em dureza interna, tem dificuldade de oferecer leveza ao outro.
Como começar, na prática?
Alguns caminhos possíveis:
- Torne visível o que é invisível – Nomeie emoções: “Eu fiquei irritado, mas escolhi falar com calma”;
- Repare quando errar – Pedir desculpas ensina mais do que acertar sempre;
- Valorize atitudes, não só resultados – “Gostei de como você ajudou” tem mais impacto do que “parabéns pela nota”;
- Modele empatia em tempo real – “Como você acha que ele se sentiu?”;
- Cuide do ambiente emocional da casa – Gentileza cresce onde há segurança.
Como disse Bob Keeshan:
“Os pais são os maiores modelos para os filhos. Cada palavra, movimento e ação tem um efeito.”
E isso não é sobre perfeição, é sobre responsabilidade emocional.
Se queremos um mundo mais humano, não basta ensinar regras. Precisamos formar pessoas que reconhecem o outro, respeitam diferenças, lidem com emoções e escolhem a gentileza, mesmo quando não é fácil. E isso começa em casa, todos os dias, nos detalhes.
Antes de corrigir seu filho, pergunte: “O que ele tem aprendido ao me observar?”
Porque a gentileza não se ensina apenas, ela se transmite. E tudo aquilo que seu filho vive com você, um dia, ele vai oferecer ao mundo.
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Quer saber mais sobre como ensinar gentileza aos filhos pelo exemplo e transformar pequenos gestos em grandes referências? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.
Danielle Vieira Gomes
http://daniellegomescoach.com.br/
Confira também: O Que Estressa uma Criança (Mais do Que Imaginamos)
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O Mercado Descartou Você na Hora Errada — e Isso Tem um Custo
Olá,
Sou Juliana Ramalho, CEO e fundadora da Talento Sênior, engenheira pela Poli-USP com MBA pela Columbia Business School e 20 anos de experiência no mercado financeiro.
Foi dentro do próprio mercado que percebi um padrão que não conseguia ignorar: profissionais brilhantes sendo descartados no momento em que tinham mais a oferecer. Não por falta de capacidade — mas porque o mercado ainda não aprendeu a usar o que já tem.
Essa percepção me fez largar uma carreira consolidada para criar algo novo: uma plataforma que conecta profissionais sêniores experientes a empresas que precisam crescer, no formato certo, pelo tempo certo. Hoje, com mais de 8 mil profissionais cadastrados e mais de 100 matches realizados, sei que o caminho é real — e que ele começa com uma mudança de perspectiva, não de currículo.
Acredito que trabalhabilidade — a capacidade de se manter ativo, relevante e bem remunerado em qualquer fase da carreira — não é um privilégio de poucos. É uma habilidade que se aprende, se pratica e se reconstrói.
Por isso você pode esperar nesta coluna reflexões sobre o novo mercado de trabalho, o modelo de Open Talent, e caminhos concretos para transformar décadas de experiência em oportunidade real. Sem romantismo, sem receitas prontas — com dados, referências e casos reais.
Seja bem-vindo de volta ao jogo.
Juliana Ramalho
O Mercado Descartou Você na Hora Errada — e Isso Tem um Custo
Em 1970, Simone de Beauvoir escreveu que a sociedade descarta o trabalhador assim que ele perde sua função produtiva formal. Cinquenta e cinco anos depois, continuamos a fazer exatamente isso. E agora temos os dados para provar o quanto custa.
O descarte não começa aos 60 anos. Começa aos 45.
É nessa faixa que os primeiros sinais aparecem: currículos que não voltam, processos seletivos que evaporam depois da entrevista e, além disso, reestruturações que curiosamente afetam mais quem está há mais tempo na empresa. Não é paranoia, mas um padrão documentado — e ele tem nome: etarismo.
Os números que ninguém quer ver
Em 2022, conduzimos uma pesquisa com o Vagas.com e o Colettivo que ouviu 252 profissionais de RH de empresas brasileiras e, sem dúvida, os resultados foram difíceis de ignorar.
De acordo com a pesquisa, um em cada quatro profissionais já foi demitido por conta da idade. 58% dos próprios recrutadores admitem não ter domínio suficiente do tema para contratar profissionais mais experientes. E 55% já precisaram convencer seu gestor de que valia a pena contratar alguém mais velho.
O preconceito não está escondido. Ele está no processo — normalizado, invisível, travestido de “fit cultural” ou então de “perfil mais dinâmico”.
A pergunta errada
O problema começa na métrica. A pergunta que o mercado faz é: “quantos anos você tem?” A pergunta que deveria fazer é: “que problema você já resolveu que eu ainda não consegui resolver?”
Dois profissionais com 52 anos podem estar em realidades completamente diferentes. Um com energia, repertório e vinte anos de trabalho ainda pela frente. Outro em desaceleração genuína. Tratar os dois da mesma forma não é eficiência, mas uma preguiça analítica disfarçada de critério objetivo.
A experiência não envelhece no mesmo ritmo que o corpo. E o mercado que ainda não aprendeu isso está, de fato, pagando um custo invisível: contratar alguém mais jovem para aprender o que o profissional experiente já sabe. Esse aprendizado tem um preço — em tempo, em erros, em oportunidades perdidas.
O que está começando a mudar
Existe um movimento acontecendo nas margens desse sistema. Empresas que entenderam que contratar experiência por projeto, por alguns dias por semana, para resolver um problema específico, é mais inteligente do que contratar alguém que vai levar dois anos para chegar onde o profissional experiente chega em dois meses.
Esse modelo tem nome, tem estrutura e está transformando a relação entre profissionais com trajetória e empresas que precisam crescer. No próximo artigo, vou explicar como ele funciona — e porque o profissional sênior é exatamente o perfil para o qual ele foi desenhado.
Por ora, uma pergunta para levar:
Se alguém te perguntasse hoje “que problema você resolve?” — você conseguiria responder em uma frase?
Essa frase vale mais do que qualquer currículo atualizado.
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Quer saber mais sobre como o etarismo pode fazer empresas descartarem experiência justamente quando mais precisam dela? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Até a próxima edição,
Juliana Ramalho
CEO da Talento Sênior
https://talentosenior.com.br/home-seniors/
Não deixe de acompanhar a coluna De Volta ao Jogo.
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O Estresse de Querer Mudar o Outro — E o Que a Neurociência Nos Ensina Sobre Isso
Uma das maiores fontes de estresse nas relações humanas é a tentativa de mudar o outro. Queremos que o outro pense diferente, aja diferente, sinta diferente. Queremos que ele corresponda às nossas expectativas, às nossas necessidades, àquilo que acreditamos ser o melhor.
Mas há um ponto importante: ninguém muda ninguém. O máximo que podemos fazer, e já é muito, é mudar a nós mesmos. Essa constatação, que pode até parecer simples, ganha profundidade quando olhamos pela lente da neurociência.
Por que tentar mudar o outro gera tanto estresse?
Nosso cérebro busca previsibilidade e, de certa forma, controle. Quando o outro não corresponde ao que esperamos, isso pode ser interpretado como uma quebra de padrão. Dessa forma, o cérebro ativa circuitos relacionados à ameaça. A amígdala cerebral entra em estado de alerta, aumentando assim a liberação de cortisol, o hormônio do estresse. Quando esse processo se torna repetitivo, impacta não apenas o nosso estado emocional, mas também o corpo como um todo.
De acordo com a American Psychological Association, cerca de 60% dos adultos relatam que os relacionamentos são uma fonte significativa de estresse. E, muitas vezes, não é apenas o comportamento do outro que gera esse impacto – mas a nossa resistência em aceitá-lo como ele é.
O outro como espelho: o que as relações revelam sobre nós
Aquilo que mais nos incomoda no outro nem sempre está apenas no comportamento dele, mas na forma como interpretamos, reagimos e damos significado àquela situação. O outro nos afeta – mas também nos revela: xpectativas não atendidas, limites não expressos, padrões aprendidos, traumas, medos, frustrações… Como já apontava Carl Jung, aquilo que não reconhecemos em nós tende a ser projetado no outro. Em muitos momentos, o incômodo não é só sobre o outro, é sobre nós. Talvez o maior ganho das relações seja refletir e aprender com aquilo que ele desperta em nós.
Mudança real: dentro para fora
Se ninguém muda ninguém, onde começa a mudança? Começa em um processo que a neurociência chama de neuroplasticidade — a capacidade do cérebro de criar novas conexões e reorganizar padrões ao longo da vida.
Cada pensamento repetido, cada emoção sustentada e cada comportamento reforçado fortalece circuitos neurais. Isso significa que mudar não é apenas uma decisão consciente, mas um processo biológico. E ele só acontece quando a mudança parte de dentro. Quando mudamos a forma como percebemos, sentimos e reagimos, então algo ao nosso redor também começa a se reorganizar. Não necessariamente porque o outro mudou, mas porque a forma de se relacionar mudou.
Sentir antes de entender: o caminho das emoções
Na próxima situação em que você se sentir irritado ou incomodado com alguém:
- Pause por alguns segundos;
- Leve sua atenção para o corpo;
- Perceba onde essa emoção se manifesta (por exemplo: peito, garganta, estômago…);
- Coloque a mão nesse local;
- E, em vez de explicar, permita-se sentir.
Fique alguns instantes ali, sem julgamento. Se puder, nomeie silenciosamente a emoção: “isso é irritação”, “isso é medo”, “isso é tristeza”.
Observe o que acontece: a sensação muda? se intensifica? diminui?
Só depois desse contato, pergunte-se:
- O que essa emoção está me mostrando?
- O que exatamente esse comportamento me incomoda, e em que condições e frequência?
- O que revela sobre mim?
- Se eu não posso mudar o outro, o que eu poderia fazer diferente nessa situação?
Em essência… querer mudar o outro é, muitas vezes, uma tentativa de aliviar um desconforto interno. No final, é sobre compreender a si mesmo. E, talvez, seja exatamente aí que começa uma nova forma de se relacionar e viver melhor.
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Quer saber mais sobre como lidar com o estresse de querer mudar o outro e transformar sua forma de se relacionar? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Com carinho,
Dra. Marcia Coronha, PhD
Cientista e Pesquisadora em Saúde
Especialista em Neuroemoção
Fundadora do Instituto ConsCiência
Confira também: Uma pergunta simples que pode transformar sua saúde, suas escolhas e sua vida
Palavras-chave: mudar o outro, querer mudar o outro, estresse, neurociência, relacionamentos, neuroplasticidade, ninguém muda ninguém, estresse nos relacionamentos, o outro como espelho, sentir antes de entender
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A Decisão Mediada por Algoritmos: Quando Decidir Deixa de Ser um Ato e Passa a Ser uma Validação
Nos textos anteriores desta série “Entre humanos e Algoritmos” discutimos o paradoxo da produtividade e o empobrecimento do pensamento. Há um terceiro movimento que começa a se consolidar de forma mais silenciosa e, talvez, mais profunda: a transformação da decisão.
Durante muito tempo, decidir foi compreendido como um ato que envolvia análise, julgamento, responsabilidade e, sobretudo, risco. Decidir implicava sustentar uma posição diante da incerteza, assumir consequências e, em alguma medida, responder por elas. Esse processo nunca foi inteiramente racional. Como já indicava Herbert Simon, a chamada racionalidade limitada mostra que toda decisão humana é tomada sob restrições cognitivas, emocionais e contextuais. Ainda assim, havia um elemento central: a autoria.
O que começa a se alterar com a crescente presença de algoritmos e sistemas de inteligência artificial não é apenas a qualidade da informação disponível, mas o próprio lugar que o sujeito ocupa no processo decisório.
Em muitos contextos organizacionais, não se decide mais no sentido clássico do termo. Valida-se.
A lógica é sutil, mas significativa. Modelos preditivos, sistemas de recomendação e análises automatizadas passam a oferecer não apenas dados, mas caminhos prováveis, rankings de alternativas e “melhores escolhas” baseadas em padrões históricos. O sujeito, diante desse cenário, deixa de construir uma decisão e passa a operar como alguém que confirma ou, no máximo, ajusta aquilo que já foi previamente estruturado por um sistema.
Essa mudança produz um deslocamento importante. A decisão, que antes exigia elaboração, tende a se tornar um ato de adesão.
Isso não ocorre por falta de competência ou de reflexão, mas por uma combinação de fatores que caracterizam o trabalho contemporâneo: pressão por velocidade, excesso de informação, aversão ao erro e uma crescente valorização de respostas objetivas e mensuráveis. Nesse contexto, a recomendação algorítmica surge como um alívio. Ela reduz a incerteza aparente, organiza o excesso de dados e oferece uma direção pronta para ser seguida.
Enfraquecimento da capacidade de julgar
Mas é justamente nesse ponto que emerge um dos principais riscos: a automatização do julgamento.
Quando o sujeito passa a confiar de forma acrítica nos outputs dos sistemas, não apenas delega a análise, mas também enfraquece a própria capacidade de julgar. E, diferentemente do que se imagina, essa perda não se manifesta de forma abrupta. Ela se instala progressivamente, na repetição de pequenas decisões em que o espaço de reflexão é substituído pela confirmação do que já está sugerido.
Daniel Kahneman, ao discutir os sistemas de pensamento rápido e lento, já alertava para a tendência humana de recorrer a atalhos cognitivos quando possível. A inteligência artificial, nesse sentido, não cria esse movimento, mas o amplifica. Ela oferece atalhos cada vez mais sofisticados, que parecem dispensar o esforço do pensamento deliberativo.
De quem é a responsabilidade
O problema não está no uso desses sistemas, mas na forma como esse uso se estabiliza como padrão.
Outro efeito relevante desse processo é a difusão da responsabilidade. Se a decisão passa a ser mediada por algoritmos, quem responde por ela? O gestor que a valida? O sistema que a recomenda? A organização que o implementa?
Essa pergunta, que parece teórica, ganha contornos muito concretos quando decisões impactam pessoas, trajetórias profissionais, investimentos ou relações de trabalho. A lógica algorítmica, ao mesmo tempo em que oferece precisão estatística, pode diluir a percepção de responsabilidade individual. O sujeito passa a operar dentro de um campo em que foi o sistema que indicou se torna uma justificativa implícita.
Hannah Arendt, ao analisar a banalidade do mal, apontava como a ausência de reflexão crítica pode levar indivíduos a participarem de sistemas sem se reconhecerem plenamente responsáveis por suas ações. Evidentemente, não se trata aqui de uma equivalência direta, mas de uma aproximação conceitual: quando se terceiriza o julgamento, a responsabilidade tende a se tornar difusa.
No ambiente organizacional, isso pode se traduzir em decisões que parecem tecnicamente corretas, mas que não são necessariamente sustentadas por um posicionamento ético ou contextual. O algoritmo não considera nuances, relações ou efeitos subjetivos – ele opera sobre padrões. Cabe ao sujeito, portanto, reintroduzir o contexto, a exceção e o discernimento.
Quem decide o que faz sentido?
O risco maior não é a perda da decisão, mas a perda da consciência sobre o ato de decidir.
À medida que os sistemas se tornam mais sofisticados, cresce também a necessidade de uma presença humana capaz de sustentar perguntas que o algoritmo não faz: “isso faz sentido neste contexto?”, “quais são os efeitos desta escolha?”, “o que não está sendo considerado aqui?”.
Decidir, nesse novo cenário, talvez não seja mais apenas escolher entre alternativas, mas sustentar um espaço de reflexão que resista à tentação da resposta pronta.
A inteligência artificial pode ampliar a capacidade de análise, mas não substitui o julgamento. E, sobretudo, não substitui a responsabilidade.
Se o risco anterior era decidir com pouca informação, o risco atual pode ser decidir sem pensar, amparado por sistemas que oferecem respostas antes mesmo que as perguntas sejam, de fato, suficientemente elaboradas.
Entre humanos e algoritmos, o desafio não é apenas integrar tecnologia ao processo decisório, mas preservar aquilo que torna a decisão um ato propriamente humano: a capacidade de refletir, julgar e responder por aquilo que se escolhe.
Este artigo faz parte de uma pequena série de reflexões sobre o trabalho na era da inteligência artificial, reunidas sob o título “Entre Humanos e Algoritmos”, em que discutirei como essas tecnologias estão transformando não apenas a produtividade, mas também a forma como pensamos e tomamos decisões no ambiente profissional.
Para mais informações ou se quiser contratar meus serviços, então entre em contato pelo e-mail belfranchon@gmail.com.
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Quer saber mais sobre como preservar a capacidade de julgamento humano em um cenário onde há cada vez mais decisão mediada por algoritmos e respostas automatizadas? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Isabel C Franchon
https://www.q3agencia.com.br
Confira também: Inteligência Artificial e o Empobrecimento do Pensamento
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Clareza Não É Simplicidade: É a Habilidade Mais Rara da Liderança
“Se você não consegue explicar algo de forma simples, é porque não entendeu bem o suficiente.” (Albert Einstein)
Essa frase vive em quadros de sala de reunião, em apresentações de MBA, em assinaturas de e-mail de líderes que a repetem sem nunca ter parado para senti-la de verdade.
Porque quando você está no meio de uma decisão estratégica com doze variáveis conflitantes, três stakeholders com interesses opostos, um mercado que mudou de direção na última semana e uma equipe olhando para você esperando uma resposta — a última coisa que parece possível é “simplicidade”.
O problema que ninguém nomeia
No início da carreira, os problemas têm cara. Têm começo, meio e fim. Há causa e efeito. Há certo e errado — ou, pelo menos, há uma resposta que se encontra com tempo e técnica suficientes.
Conforme o nível sobe, isso muda. Não aos poucos. Muda de forma abrupta.
As decisões passam a envolver múltiplas variáveis que se influenciam mutuamente. Interesses legítimos que se contradizem. Consequências de longo prazo que ninguém consegue prever com certeza. Cenários onde o maior risco não é errar, mas demorar demais para escolher.
O que antes era linear se torna interdependente. O que antes era claro se torna ambíguo.
E aqui está o problema que poucos nomeiam com clareza: a maioria dos líderes continua tentando resolver problemas complexos com as ferramentas mentais que os tornaram bons nos problemas simples.
Continuam buscando a resposta certa em vez de a melhor decisão possível dado o que se sabe agora. Continuam reduzindo o problema a um modelo conhecido, mesmo quando o problema já saiu desse modelo há muito tempo. E continuam esperando certeza onde só existem probabilidades — e, ao esperar, perdem o momento de agir.
Isso não é fraqueza. É o padrão natural de quem foi muito competente no passado. O problema é quando esse padrão encontra um nível de complexidade que ele não foi feito para resolver.
O paradoxo que define líderes maduros
Aqui está algo que levei anos para ver com precisão no trabalho com executivos: quanto maior a complexidade, maior a necessidade de clareza — mas essa clareza não vem de respostas simples.
Ela vem de síntese.
Existe uma diferença enorme entre simplificar e sintetizar. Simplificar é reduzir o problema até ele caber num modelo conhecido. Sintetizar é compreender o problema em toda a sua complexidade e, a partir daí, extrair o que é essencial para que uma decisão seja tomada.
Um líder que simplifica está, na prática, escondendo a complexidade debaixo do tapete. Ele dá uma resposta que parece limpa mas que deixa de fora variáveis críticas. A decisão parece clara. O problema volta dois meses depois, maior.
Um líder que sintetiza faz algo completamente diferente: ele entra na complexidade, organiza o que está confuso, conecta pontos que parecem desconexos, identifica o que realmente importa e cria uma direção compreensível sem fingir que o problema é simples.
Não são sinônimos. E a diferença entre os dois define, em grande parte, quem consegue operar bem nos níveis mais altos de uma organização.
O que separa os que organizam dos que paralisam
Nas conversas que tenho com executivos, vejo dois padrões opostos diante da complexidade.
O primeiro é a paralisia disfarçada de cautela. O líder pede mais informação, mais análise, mais tempo. O cenário ainda não está “claro o suficiente” para decidir. O que parece responsabilidade, na prática, é medo de se comprometer sem certeza — e certeza, nesse nível, é uma ilusão que nunca chega.
O segundo é a narrativa prematura. O líder sente o desconforto da ambiguidade, busca alívio imediato e colapsa o problema numa resposta simples antes de entendê-lo de verdade. A decisão vem rápida. Mas foi tomada com uma versão reduzida da realidade.
Os líderes que operam bem em complexidade fazem algo diferente dos dois. Eles desenvolveram a capacidade de ficar no problema tempo suficiente para entendê-lo sem travar nele. Conseguem viver com a ambiguidade sem deixar que ela paralise a ação. E, quando falam sobre o cenário — para o time, para o conselho, para os pares — criam narrativa sem simplificar o que não pode ser simplificado.
Isso não é talento nato. É uma competência. Que se desenvolve com consciência, com prática e, muitas vezes, com a fricção de ter ficado do lado errado dos dois padrões acima.
A função real do líder diante da complexidade
Existe uma frase que uso com frequência no processo de mentoria com executivos seniores:
A função do líder não é simplificar o mundo. É tornar o mundo compreensível o suficiente para que decisões aconteçam.
Isso muda o critério. A pergunta não é mais “como explico isso de forma simples?” A pergunta é “o que precisa estar claro para que as pessoas certas possam agir?”
Às vezes a resposta envolve uma única diretriz. Às vezes envolve uma estrutura de prioridades. E às vezes envolve simplesmente nomear o que está incerto — e dizer que a decisão será tomada mesmo assim.
O que não funciona é fingir que o cenário é mais simples do que é. Porque as pessoas ao redor de um líder experiente percebem a diferença. Elas não precisam de um mapa perfeito. Precisam de um líder que entende, de fato, o território e consegue dizer onde estão, para onde vão e por quê.
Clareza não é a ausência de complexidade. É a presença de alguém que a organizou.
A pergunta que fica:
Ao final de cada processo de mentoria, em algum momento a pergunta surge — às vezes de mim, às vezes do próprio executivo, depois de uma sessão particularmente densa:
Você está simplificando demais… ou conseguindo dar clareza ao que realmente é complexo?
A diferença entre as duas respostas não está no que você fala, mas no que você entendeu antes de falar.
Einstein sabia disso. Não estava dizendo que tudo é simples. Estava dizendo que o nível de clareza com que você explica algo revela, de fato, o nível de profundidade com que você o compreendeu.
E no topo das organizações, onde a complexidade é o ambiente permanente, essa é a habilidade que mais escasseia — e que mais define quem realmente lidera.
Você está conseguindo dar clareza ao que é genuinamente complexo? Ou ainda está reduzindo o problema para caber numa resposta que já conhece?
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como desenvolver clareza, esta importante habilidade na liderança, para decidir melhor em cenários complexos? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Walter Serer
https://walterserer.com.br
https://www.linkedin.com/in/walter-serer-86717b20/
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Você Conhece (e Usa) o Modelo de Bem-Estar PERMA-V?
Muitos líderes ainda enxergam bem-estar como algo secundário dentro das empresas — quase como um “extra” depois das metas batidas, dos resultados e da pressão do dia a dia.
Mas a grande verdade é que times esgotados e sem segurança psicológica podem até performar bem por um período, mas dificilmente sustentam alta performance, saúde mental, criatividade, inovação e relações saudáveis no longo prazo.
É nesse contexto que a Psicologia Positiva traz o modelo de bem-estar chamado PERMA-V e desenvolvido a partir dos estudos de Martin Seligman sobre florescimento humano.
O modelo ajuda a entender que saúde mental não é apenas ausência de doença, mas presença de fatores, que quando cultivados, promovem saúde mental e bem-estar.
O acrônimo PERMA-V representa:
P – Emoções Positivas (Positive Emotions)
Não significa viver feliz o tempo todo. As emoções positivas duram pouco naturalmente, pois o nosso cérebro foi programado para nos proteger e prestar mais atenção ao perigo e à ameaça. O convite e o desafio são, de forma consciente, você conseguir prolongar sensações e experiências positivas.
Na prática, é você prestar atenção nos momentos gostosos que vive, nomear o que foi bom, praticar gratidão de forma intencional, diariamente. Uma mente acelerada não permite saborear momentos bons, ela se perde nas distrações. Para que possamos florescer, precisamos de presença, de pausas, de conexão e de pequenas e constantes emoções como calma, esperança, orgulho, alegria, admiração, interesse genuíno, curiosidade e confiança.
E – Engajamento (Engagement)
É muito mais do que viver motivado ou animado no trabalho. Acontece quando há conexão, foco e interesse real. Nesse estado a pessoa não está apenas cumprindo tarefas. Ela se realiza, se sente competente e contribuindo, e isso muda tudo – a energia, a entrega, o “brilho nos olhos” e o desejo de permanecer e fazer parte.
R – Relacionamentos (Relationships)
A qualidade das relações impacta diretamente o bem-estar! Se você vive relações saudáveis, se sente visto, incluído, seguro e reconhecido. Se vive relações tóxicas, adoece. Muitos adoecimentos veem da forma como as pessoas se sentem dentro das relações. Porém, cuidado! Relacionamento saudável não significa “virar família” e fugir de conflitos. Tem muita gente confundindo relacionamento com paternalismo. Quando falamos de bem-estar, o que buscamos é a construção de relações pautadas em segurança psicológica e confiança, o que sim, envolve conversas corajosas, feedbacks e, além disso, conflitos produtivos.
M – Significado (Meaning)
Esse pilar fala de uma necessidade humana profunda: sentir que fazemos parte de algo maior, que aquilo que fazemos tem impacto e propósito. Trabalhar apenas por obrigação ou sobrevivência também pode desgastar e adoecer – gera vazio, gera desconexão, gera falta de energia. Um ponto importante é que propósito não precisa ser algo grande e aparece quando paramos para pensar e perceber como e com o que estamos contribuindo. Ou seja, significado você não vai encontrar pronto. Você vai construir e sentir.
A – Realização (Accomplishment)
O ser humano precisa sentir que está evoluindo, que consegue avançar, concluir coisas importantes e se desenvolver. Isso gera autoestima e autoconfiança. Realização saudável significa que você vai celebrar pequenas conquistas, buscar aprendizados, sentir orgulho dos seus passos e esforços e principalmente, separar desempenho de valor pessoal. Crie mini metas reais, desafiadoras e sustentáveis, que te permitam ao fim do dia, ou da semana, se perguntar: o que eu fiz melhor do que ontem?
V – Vitalidade (Vitality)
Esse pilar reforça algo que muitas empresas ignoram: corpo e mente não estão separados. Sono, alimentação, atividade física e pausas impactam diretamente desempenho e saúde mental. Ainda há empresas em que pessoas exaustas são reconhecidas como comprometidas.
Olhe para a cultura da sua empresa. Olhe para a sua liderança. O que você está, de fato, modelando? Como está o seu autocuidado? Como está a sua coerência? Muitos líderes cobram equilíbrio das equipes, mas não desligam, não desconectam, não param. Lideram cansados, acelerados, sem pausa e emocionalmente ausentes.
Enfim, esse modelo nos provoca a repensar nossas práticas como líderes e como profissionais. Promover florescimento no trabalho não significa diminuir resultados. Significa cuidar das pessoas e criar relações que, sem dúvida, sustentem performance, sem adoecimento.
Esse é o convite do PERMA-V!
Te fazer pensar. Se autoavaliar. Pensar na sua empresa e nas suas atitudes. O quanto você está, de fato, cultivando esses pilares? O quanto você está sendo coerente cuidando de você e das suas relações?
O modelo te traz um caminho, uma bússola, um método para que você possa fazer pequenos e importantes passos! E lembre-se: “o caminho se faz caminhando”. O que você vai colocar hoje em movimento?
Eu sou Ellen Ravaglio e a minha coluna “Alta Performance & Saúde Mental” tem como objetivo instigar a exercitar o autocuidado, o cuidar do outro e do negócio de forma consciente e sustentável.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como aplicar o PERMA-V na liderança para fortalecer bem-estar e performance sustentável? Então, entre em contato comigo. Eu posso te apoiar nessa caminhada da tão sonhada Alta performance sustentável!
Ellen Ravaglio
https://www.vikaas.com.br
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vikaas@vikaas.com.br
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O Mal-Entendido na Comunicação e Seus Impactos nos Relacionamentos
A maioria dos conflitos nos relacionamentos não começa com grandes erros, mas com pequenas distorções na comunicação. Uma frase mal interpretada, um tom percebido como crítica ou uma fala recebida como ataque pessoal podem gerar desconfortos que, se não forem esclarecidos, crescem silenciosamente.
Isso acontece porque não ouvimos apenas com os ouvidos, mas com a nossa história, nossa emoção e nossas crenças. Assim, muitas vezes, a mensagem que chega não é exatamente a mesma que foi transmitida.
É comum que uma pessoa faça uma colocação neutra ou até cuidadosa, mas a outra a receba como repreensão, julgamento ou rejeição. Nesse momento, entra em cena um mecanismo automático de defesa: o fechamento para o diálogo.
“Você pode saber o que disse, mas nunca o que o outro escutou.” Jacques Lacan
Quando alguém se sente ofendido, criticado ou desvalorizado, dificilmente consegue permanecer aberto para escutar. Em vez disso, surgem reações como:
- defesa imediata;
- justificativas;
- contra-ataques;
- afastamento emocional.
E assim, o que poderia ser um simples ajuste de comunicação se transforma em mágoa.
Esse é o perigo das interpretações não verificadas
Um dos maiores problemas está em assumir que entendemos corretamente o que o outro quis dizer. Criamos uma narrativa interna muitas vezes baseada em experiências passadas e reagimos a essa versão, não à realidade.
Com o tempo, esses mal-entendidos não esclarecidos podem gerar:
- ressentimentos acumulados;
- desconfiança;
- sensação de não ser compreendido;
- posturas constantes de autodefesa.
Isso compromete profundamente a qualidade da convivência e enfraquece os vínculos.
A chave está na checagem e na abertura
Uma atitude simples pode evitar grande parte desses conflitos: perguntar antes de reagir.
Expressões como:
- “Você pode me falar mais sobre isso?”
- “Pode me dar um exemplo?”
- “Não ficou claro para mim o ponto principal.”
- “Eu entendi dessa forma, está correto?”
abrem espaço para clareza e evitam conclusões precipitadas.
Essa prática exige maturidade emocional, porque implica pausar a reação automática e escolher compreender antes de responder.
Comunicação não é só falar, é construir entendimento
Dialogar não é apenas expressar o que pensamos, mas garantir que o outro compreendeu a mensagem como pretendíamos. Isso envolve responsabilidade de ambos os lados:
- de quem fala: buscar clareza e cuidado na forma de se expressar;
- de quem ouve: evitar interpretações imediatas e validar o entendimento.
Quando há essa parceria, o diálogo então deixa de ser um campo de defesa e passa a ser um espaço de construção.
Cuidar da comunicação é cuidar da relação
Relacionamentos saudáveis não são aqueles sem conflitos, mas aqueles onde há disposição para esclarecer, reparar e seguir.
Evitar mal-entendidos não significa nunca errar na comunicação,isso é impossível. Significa, sim, desenvolver a habilidade de revisar, perguntar e ajustar.
Não tenha constrangimento em querer saber. Valorize a dúvida.
Porque, no fim, muitas relações não se rompem por falta de sentimento, mas por excesso de interpretações não ditas.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como evitar mal-entendidos na comunicação e construir relacionamentos mais saudáveis? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Márcia Rosa
https://www.marciarosaconsultoria.com.br
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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