O Que Narciso Acha Belo: Poder, Imagem e Narcisismo na Liderança Contemporânea
“A guerra termina ‘quando eu quiser‘, diz Trump”
Presidente americano volta a falar em conquistar Cuba: ‘Posso fazer o que eu quiser‘
“Se ele [o novo líder] não tiver a nossa aprovação, não vai durar muito. Queremos garantir que não tenhamos que voltar a cada 10 anos, quando não tivermos um presidente como EU que não fará isso.” Donald Trump
No mito, Narciso se inclina sobre a água e encontra uma imagem perfeita e, é claro, superficial.
É por ela que ele se apaixona, definhando até a morte. Séculos depois, fica fácil fazer o paralelo com o lago portátil das telas, que cumpre o papel desse lugar onde as imagens são refletidas.
Mas podemos ir só até aqui com o mito. É que hoje, ao contrário do que aconteceu com Narciso, os novos lagos refletem muitas imagens, além daquela de quem olha. A maioria dessas imagens têm padrões artificiais de beleza, inalcançáveis para a maioria, mas que acabam virando a meta a se atingir. E aí, ao invés de se apaixonarem pela própria beleza, os novos narcisos se apaixonam pelas belezas alheias, criando uma aversão à própria imagem.
Mas vamos ficar no mito original. Ele nos ajuda a entender os verdadeiros narcisos modernos, que se espalham dos centros de poder político até as direções das maiores empresas do mundo. E podemos começar por aquele que melhor exemplifica o que é ser Narciso nos dias de hoje.
Mesmo entre seus apoiadores, deve ser difícil negar que Trump é um manancial de declarações que vão da incoerência a megalomania. Todas com doses elevadas de narcisismo.
Por alguma razão, a sua paixão pelo próprio reflexo alaranjado não conhece limites, muito menos pudor. Além das declarações que abrem esse artigo, onde deixa explícita a percepção de que é a sua vontade que deve governar o mundo, vale a pena revisitar o caso do post feito por Trump com o vídeo que retratava os Obamas como macacos.
Após a repercussão da postagem, um funcionário da Casa Branca afirmou que o conteúdo foi publicado “de forma errada” por um membro da equipe e já havia sido removido. Mas não demorou muito para que o próprio Trump mudasse a versão, dizendo: “Só vi a primeira parte, que falava sobre fraude eleitoral… e não o vi completo”.
Aqui dá para entrar na discussão de que ele deveria ter visto a postagem completa, já que somos eternamente responsáveis por aquilo que postamos. Mas questionado sobre isso por jornalistas e pressionado pelo fato de que o post foi apagado, ele respondeu “Não, eu não cometi um erro”.
É uma resposta quase infantil. Como a de uma criança que nega que pintou a parede, enquanto está com a mão suja de tinta e sozinha na sala. Mas também é típica de um seguidor de Narciso, afinal, os verdadeiros narcisistas nunca erram e o erro é sempre do outro.
E teve o caso recente do post onde ele estava obviamente retratado como Jesus Cristo curando um doente, mas depois das reações negativas, disse que na verdade ele “interpretava” um médico da Cruz Vermelha.
Além dessa certa infantilidade na negação do óbvio, um dos traços do narcisismo é exatamente a dificuldade de reconhecer erros.
Outras características são a necessidade constante de admiração, a tendência a manipular narrativas, assim como a intolerância a críticas e o desprezo por regras quando estas limitam o próprio desejo. Se fosse uma descrição do próprio Trump, não seria mais precisa. Ele gabarita todos os itens.
A incapacidade de reconhecer falhas e, por tabela, de pedir desculpas, de rever decisões e admitir enganos. Tudo isso ameaça a imagem grandiosa que o narcisista construiu de si. Estamos vendo o estrago que alguém assim pode causar na presidência do país mais poderoso do mundo, com a criação de inúmeros conflitos internos e externos. Mas não é diferente no mundo corporativo, com os estragos que esse tipo de comportamento pode causar para uma empresa.
Seja onde for, o poder é o melhor terreno para o narcisismo crescer.
Cargos de liderança oferecem visibilidade, aplauso e controle — tudo o que ajuda a adubar e alimentar esse traço. O líder narcisista não governa para um projeto coletivo, mas para ser, unicamente, adorado e criar uma mitologia em torno de si mesmo.
Se pensarmos em outros líderes modernos, vamos ver que a maioria também gabarita todas aquelas características típicas do narcisismo. Em todos esses casos, há um padrão que passa por decisões centralizadas e pouca tolerância à opiniões contrárias, já que eles detestam terem suas ideias contestadas. O descolamento entre o que pensam e a realidade costuma fazer parte do pacote.
Para quem se interessa pelo tema e quer ver como o narcisismo funciona no dia a dia de uma das maiores empresas do mundo, uma ótima opção é o livro Careless People: A Cautionary Tale of Power, Greed, and Lost Idealism, publicado em março de 2025 pela ex-executiva da Meta (ex-Facebook), Sarah Wynn-Williams. O livro ainda não foi, de fato, lançado no Brasil, só está disponível em inglês, mas vale muito a pena.
Nele, a autora dá um panorama dos seus anos trabalhando no setor de políticas públicas do Facebook entre 2011 e 2017, começando como uma idealista atraída pela promessa de impacto social positivo que a empresa poderia ter no mundo e terminando desiludida com uma cultura corporativa movida, entre outras coisas, pelo narcisismo de seus principais líderes.
Além de todos os males que traz para a sociedade e para o público em geral, o narcisismo corporativo corrói a cultura interna criando um ambiente de medo, onde os colaboradores evitam apontar problemas – recentemente pude experimentar como consultor contratado para conduzir um offsite de uma empresa com um novo CEO narcisista. Quem vai dizer para o Trump ou para o Zuckerberg que eles estão errados?
No seu livro, Sarah Wynn-Williams conta que durante as viagens da equipe pelo mundo, em jatos da companhia, o absurdo chegava a um ponto em que diretores do Facebook deixavam que Zuckerberg ganhasse deles em jogos de tabuleiro. Quando ela não se comportou assim e ganhou uma partida, foi então acusada pelo chefe de ter roubado. Acostumado a vencer sempre, deve ter sido a única explicação que ele encontrou para a sua derrota.
Nesse ambiente totalmente contaminado, as decisões impulsivas é que vão acabar prevalecendo, já que o líder vai estar mais inclinado a acreditar no seu instinto, alimentado pela ilusão que os bajuladores criam, do que nos dados que a realidade traz. Isso pode levar a uma rotatividade alta, já que os melhores profissionais não vão querer ficar onde não são ouvidos.
Além da possibilidade de serem demitidos ao entrar em conflito com Narciso estar sempre presente. E para empresa em si, ainda tem o bônus, digo ônus, do risco para a sua reputação, já que a tendência da marca se confundir com o ego do CEO é enorme.
Aliás, grande como são esses egos, não sobra muito espaço nas empresas ou nos governos para a ética e o bom senso. Mas ainda assim, o que deveria ser, sem dúvida, visto como motivo de ridículo vira um padrão copiado por muitos. Muitos mesmo.
P.S. Enquanto esse artigo aguardava sua publicação, tive que atualizá-lo inúmeras vezes, devido à velocidade com que Trump protagoniza situações absurdas. Tenho certeza que quando você ler, ele já estará devidamente desatualizado.
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Quer saber mais sobre como o narcisismo na liderança impacta decisões, cultura e resultados — da política ao ambiente corporativo? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Marco Ornellas
https://www.ornellas.com.br/
Confira também: Uma Certa Cultura que Insiste em Sobreviver — e Por Que Isso Ainda Importa
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Endomarketing: Campanhas de Reconhecimento de Colaboradores
Reconhecer bem significa, necessariamente, gastar muito?
O dilema das campanhas de reconhecimento nas empresas passa por duas situações clássicas e bastante comentadas:
- A preocupação com os gastos da empresa nessas ações;
- As críticas que giram em torno do famoso “bombom com recheio cremoso de castanha de caju coberto por chocolate” oferecido como prêmio.
Na primeira situação, as equipes tentam enxugar ao máximo os gastos e acabam considerando esse investimento supérfluo. Já na segunda, o receio está nas críticas e exposições geradas quando o bombom é o prêmio oferecido.
Enfim, mas será que são apenas esses dois caminhos de reconhecimento que podemos tomar com os colaboradores das empresas?
Eu sei que o esperado por todos nós é o reconhecimento financeiro, com um aumento de salário, bônus ou benefícios, mas quando isso não é possível, existiria outro caminho?
Sim, existem alternativas eficazes. O gesto de ser lembrado com significado, quando alinhado à cultura organizacional, gera resultados concretos em engajamento e motivação. Claro, se nos outros dias de trabalho também houver o cuidado básico de seguir as boas práticas de um trabalho ético e respeitoso. Se não, tudo é em vão, em alguns casos até o reconhecimento financeiro.
Mas e quais seriam as outras possibilidades? As alternativas são muitas: prêmios simbólicos, folgas remuneradas, horários flexíveis, dias de trabalho remoto ou em ambientes alternativos.
Além da estratégia de engajamento, a premiação dos colaboradores gera o fortalecimento da cultura organizacional.
Um ponto importante: estabelecer regras e critérios para a premiação garante que sejam justos e transparentes. Outro cuidado importante é seguir o que é determinado pelas leis trabalhistas.
Sendo assim, reconhecimento deve caminhar junto com a cultura da empresa, suas estratégias e ser genuíno e significativo aos olhos dos colaboradores. Dessa forma o engajamento, os resultados e a motivação também acontecem de maneira natural e sustentável.
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Um abraço e até a próxima!
Karine Gomes
http://www.criarecriar.com.br/
Confira também: Endomarketing: A Importância da Escuta e da Transparência para Fortalecer a Cultura Organizacional
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Quando o Crescimento Exige Responsabilidade: O Novo Padrão do Marketing na Saúde
Há momentos em que um setor não muda por uma única decisão, mas por uma soma de sinais que passam a apontar na mesma direção.
Depois de mais de 14 anos atuando no marketing para a área da saúde, aprendi a reconhecer esses momentos. Eles não chegam com alarde. Eles se constroem aos poucos, até que deixam de ser tendência e passam a ser filtro.
É exatamente isso que começa a acontecer agora.
Nos últimos meses, observamos atualizações em normas profissionais, discussões mais consistentes sobre saúde mental dentro das empresas, maior atenção ao uso de dados sensíveis e uma fiscalização mais ativa sobre práticas clínicas e comerciais.
Não se trata de um evento isolado, mas de um nítido movimento.
O setor está deixando de ser apenas um mercado em crescimento e cada vez mais ganha estrutura com a responsabilidade que realmente merece.
E, como acontece em todo processo de amadurecimento, surge um efeito inevitável.
O setor da saúde não está apenas mudando. Ele está começando a selecionar.
Durante anos, vimos uma expansão acelerada. Novas tecnologias, maior acesso, comunicação amplificada e uma exposição crescente de profissionais e clínicas. Esse avanço trouxe ganhos importantes, mas também distorções e, em alguns casos, prejuízos.
A banalização de procedimentos, a dificuldade do paciente em diferenciar profissionais qualificados e a comunicação, muitas vezes, desconectada da realidade técnica passaram a fazer parte do cenário.
Quando a saúde entra em um ciclo de expansão, ela inevitavelmente entra também em um ciclo de exigência. E é nesse ponto que regulação, ética e responsabilidade passam a influenciar diretamente as práticas do mercado, deixando de ser exceção para se tornarem cultura.
No Brasil, esse movimento se torna cada vez mais evidente. Normas mais claras sobre comunicação médica, avanço da regulação sobre dados sensíveis e uma atenção crescente aos impactos emocionais do trabalho indicam um novo nível de maturidade.
A inclusão de fatores como estresse e sobrecarga emocional dentro da gestão empresarial mostra que saúde não pode mais ser tratada apenas como ausência de doença. Ela passa a ser compreendida como condição para continuidade, desempenho e longevidade.
Esse movimento também não é isolado.
Na América Latina, vemos avanços em transparência, comunicação responsável e fortalecimento de diretrizes éticas. Cada país com sua velocidade, mas todos caminhando na mesma direção.
À medida que o setor ganha estrutura, a lógica de crescimento muda.
Não se trata mais apenas de ser visto, mas de ser confiável.
E confiança deveria ser, de fato, construída sempre com integridade e responsabilidade.
Empresas e profissionais que compreenderem isso mais cedo ocuparão um lugar diferente no mercado.
Porque, quando um setor começa a selecionar, ele não elimina apenas os despreparados. Ele eleva o nível de todos que permanecem.
O que estamos assistindo não é apenas a expansão de um mercado. É o início de um novo padrão.
Um padrão em que comunicar bem continua sendo importante, mas já não é suficiente. Será preciso saber, responder e assumir responsabilidade por aquilo que se entrega.
Porque, no final, quando o assunto é saúde, não se trata apenas de posicionamento.
Trata-se de estar à altura da responsabilidade que o próprio mercado passou a exigir.
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Um grande abraço,
Queila Fonini
Fundadora e CEO da Aviah Soluções Empresariais
https://www.aviah.com.br
Confira também: A Revolução Silenciosa do Wellness
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Quando a Boa Intenção Não se Transforma em Ação: O Que a CNV e a Psicanálise Têm em Comum?
Todos nós já nos prometemos: “Vou melhorar minha comunicação.”
No entanto, na hora H, acabamos caindo nos mesmos padrões: ironia, defesa, silêncio ou explosão. A distância entre intenção e ação é o espaço onde a psicanálise e a Comunicação Não Violenta podem dialogar profundamente.
A abordagem da CNV, criada pelo psicólogo Marshall Rosenberg, nos oferece um caminho claro para transformar o desejo em prática. Ela se baseia em quatro elementos importantes, que não são passos a seguir, mas uma forma de transformação: observar sem julgar, ou seja, evitar juízos de valor, interpretar, criticar, analisar, interrogar ou competir pelo sofrimento; considerar e nomear sentimentos, lembrando que sentimentos são diferentes daquilo que está atrelado a julgamentos; identificar necessidades, sem confundi-las com estratégias; e formular pedidos claros.
Um exemplo é quando eu digo: “Eu acho que fulano fez de propósito”. Isso é uma avaliação do que eu acho que o outro esteja me fazendo, e não uma verdade, pois está na minha cabeça. Identificar necessidades também exige cuidado: não posso confundi-las com estratégias, pois uma coisa é o que é importante para mim, um valor; outra é como eu quero atender a essa necessidade.
Quando confundo esses dois, o conflito emerge na certa. Não se trata apenas de “ser mais gentil”, mas de ancorar nossas ações na consciência de nós mesmos e do outro, evitando as respostas automáticas que nos levam a repetir comportamentos.
Por outro lado, a psicanálise nos lembra que não somos totalmente senhores da nossa casa interna, ou seja, há um inconsciente que se manifesta, influenciando nossas ações e palavras. Os atos falhos revelam como interesses conscientes podem ser ofuscados por conflitos não reconhecidos, gerando comportamentos que vão contra o que realmente queremos.
Ambas as abordagens buscam a “melhora da comunicação” interna e externa como um processo de subjetivação.
A CNV oferece uma ação no aqui e agora; a psicanálise nos ajuda a entender o porquê de, mesmo com estrutura, ainda tropeçarmos nos mesmos lugares, repetindo cenas e nos sabotando ao pedir, ouvir ou dizer “não”.
Melhorar não significa se tornar alguém “zen” da noite para o dia. É suportar o desconforto de olhar para o que nos atravessa, acolher nossos afetos e, a partir disso, arriscar uma nova forma de agir: menos reativa, mais responsável ou, como costumo dizer, mais autorresponsável.
Cada vez que escolho observar em vez de julgar, nomear em vez de atacar, pedir em vez de exigir, estou promovendo um pequeno deslocamento subjetivo, um ato que aponta para uma ética diferente nas relações.
Não se trata de “mudar tudo”, mas de escolher uma cena do cotidiano e perguntar: o que eu sinto, do que eu preciso e qual é o pedido possível aqui?
É nesse gesto mínimo, repetido uma, duas, três e mais vezes, sustentado e analisado, que a ação começa a se alinhar com o desejo de, de fato, melhorar.
Toda mudança não acontece da noite para o dia. Você precisa de muitas vezes para aprender algo novo. Da mesma forma, observamos isso na CNV.
Nesse sentido, vale trazer o Neurocoaching, que nos mostra a jornada da aprendizagem. Ao aprender algo novo, reconhecer seus próprios passos ajuda a reduzir emoções intensas e facilita o processo de mudança e aquisição de hábitos.
Para contextualizar, abaixo será abordado cada passo e, em seguida, uma imagem.
Incompetência inconsciente
Este é o estágio de desconhecimento e paz. Nós literalmente não sabemos aquilo que não sabemos e, portanto, não nos sentimos afetados por isso.
Exemplo: Imagine uma pessoa que nunca ouviu falar sobre a CNV (Comunicação Não Violenta). Ela segue sua vida, lidando com conflitos e conversas do jeito que aprendeu, sem nem saber que existe uma abordagem diferente para se comunicar. Como ela não tem conhecimento dessa possibilidade, não sente necessidade de mudança e não percebe que poderia agir de outra forma. Só quando toma contato com o conceito, começa a notar o que antes era invisível para ela.
Incompetência consciente
Esse estágio tende a envolver algum grau de desconforto, vergonha, medo e incerteza. De repente, nos tornamos conscientes daquilo que não sabemos.
Exemplo: Dando sequência ao exemplo anterior, imagine que a pessoa ouviu falar sobre a CNV em uma conversa ou em um curso. Ela começa a perceber que, em situações de conflito, costuma reagir de forma defensiva ou agressiva. Além disso, percebe que não sabe como agir de outra maneira. Essa tomada de consciência pode gerar desconforto, pois ela nota que suas respostas não contribuem para um diálogo mais saudável. Sente-se insegura e até envergonhada por não dominar essa nova abordagem. É nesse momento que surge a vontade de aprender, mas também o medo de errar e a dúvida sobre como colocar a CNV em prática no dia a dia.
Competência consciente
Nesse estágio, passamos a agir de maneira mais competente, reconhecendo cada passo que damos. Estamos atentos ao processo, o que nos traz entusiasmo pelas novas possibilidades, mas ainda exigimos esforço e concentração para aplicar o conhecimento adquirido.
Exemplo: Dando continuidade ao caso anterior, imagine que a pessoa decidiu praticar a CNV. Ela começa a identificar e expressar seus sentimentos e necessidades durante uma conversa difícil, usando a forma aprendida. Apesar de sentir-se motivada por estar aplicando algo novo, precisa refletir e lembrar-se de como fazer para não cair nos antigos padrões. O progresso é evidente, mas requer atenção constante para manter o novo comportamento.
Competência inconsciente
Nesse estágio, a nova aprendizagem está integrada em nós e não estamos mais conscientes sobre o novo hábito ou habilidade. Ele passa a ser uma parte natural de nossa vida diária. Aquilo que aprendemos está tão incorporado em nossa rotina que realizamos a nova habilidade ou hábito automaticamente, sem precisar pensar a respeito. O comportamento aprendido se torna algo espontâneo e natural, fazendo parte de nossa vida sem esforço consciente.
Exemplo: Imagine alguém que praticou a CNV (Comunicação Não Violenta) por tanto tempo que, ao lidar com um conflito, já expressa seus sentimentos e necessidades de forma empática, sem precisar se lembrar dos passos. Ela naturalmente escuta o outro com atenção e responde de maneira respeitosa, pois a abordagem se tornou parte de sua essência. O novo modo de se comunicar está introjetado e acontece sem esforço, como se sempre tivesse feito parte da sua vida.
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Quer saber mais sobre como CNV e psicanálise podem ajudar a transformar boa intenção em ação real na sua comunicação? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Um grande abraço e até o próximo artigo!
Wania Moraes Troyano
Especialista em Resiliência Científica e Neurociências
http://www.waniamoraes.com.br/
Confira também: Pertencimento: A Necessidade que é o Fio que Une Vida e Legado
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O Que Estressa uma Criança (Mais do Que Imaginamos)
Você já percebeu seu filho mais irritado, sensível ou desanimado e não entendeu exatamente o porquê?
Pode ser que ele esteja se sentindo estressado.
Neste artigo, você vai entender:
- como o estresse afeta as crianças;
- os sinais silenciosos que costumam ser ignorados;
- e como ajudá-las a lidar melhor com tudo isso.
O que estressa uma criança (mais do que imaginamos)
Crianças até conseguem se adaptar a muitas situações. Mas algumas experiências mexem profundamente com a sensação de segurança delas. E existe algo que não costumamos considerar:
O que parece pequeno para um adulto pode ser, de fato, enorme para uma criança.
Alguns exemplos comuns:
- um colega difícil no recreio;
- mudança de casa ou escola;
- dificuldades nos estudos;
- pressão para se encaixar ou “ser bom o suficiente”;
- desafios para fazer amigos;
- expectativas em esportes ou desempenho.
Além disso, existe algo ainda mais silencioso:
As crianças absorvem o estado emocional dos pais. Mesmo quando nada é dito. Se há tensão, preocupação ou insegurança em casa, elas sentem. E muitas vezes carregam isso sozinhas.
Nem todo estresse é ruim e saber disso muda tudo. Pode parecer estranho, mas o estresse não é sempre um problema. Um certo nível de pressão pode:
- motivar;
- estimular aprendizado;
- fortalecer a capacidade de lidar com desafios.
Quando a criança consegue atravessar uma situação difícil, ela desenvolve algo essencial: a resiliência. Ou seja, a habilidade de enfrentar a vida sem se quebrar por dentro.
Quando o estresse deixa de ser saudável
O problema começa quando o estresse:
- é constante;
- é intenso;
- ou não encontra espaço para ser acolhido.
Situações mais marcantes como perdas, doenças na família ou grandes mudanças, podem ter impactos duradouros. Mas até os pequenos estresses do dia a dia, quando acumulados, também podem ser prejudiciais.
Sinais de que seu filho pode estar sobrecarregado emocionalmente
O corpo e o comportamento falam, mesmo quando a criança não consegue explicar o que sente em palavras.
Fique atento a sinais como:
- irritabilidade ou explosões emocionais;
- dificuldade para dormir ou pesadelos;
- cansaço frequente;
- dores de cabeça ou desconforto estomacal;
- bruxismo (ranger os dentes);
- falta ou excesso de apetite;
- queda no desempenho escolar;
- isolamento ou mudança no comportamento.
Muitas vezes, esses sinais são vistos como “comportamento difícil” ou uma fase que logo passa. Mas, na verdade, podem ser um pedido de ajuda.
Por que cada criança reage de um jeito
Nem toda criança responde ao estresse da mesma forma. Isso depende de alguns fatores como:
- idade e fase de desenvolvimento;
- experiências anteriores;
- temperamento individual.
Por exemplo:
Trocar de professor pode ser algo simples para uma criança mais velha e extremamente desestabilizador para uma menor. Ou seja: não é sobre o evento em si, mas sobre o contexto e de como a criança vive aquela experiência.
O que fortalece uma criança emocionalmente
A boa notícia é que a capacidade de lidar com o estresse pode ser desenvolvida. Crianças lidam melhor com desafios quando:
- já superaram dificuldades antes;
- sentem que são capazes;
- têm autoestima fortalecida;
- recebem apoio emocional consistente.
E, principalmente:
Quando se sentem seguras, amadas e compreendidas. Isso faz toda a diferença.
O ponto que muitos pais não percebem
Seu filho precisa de um ambiente onde:
- tenha espaço para sentir;
- possa se expressar;
- e não precise enfrentar tudo sozinho.
Porque crianças não aprendem a lidar com emoções sendo corrigidas o tempo todo, mas sim sendo acolhidas enquanto aprendem.
Crianças não dizem: “estou estressado”. Elas demonstram através do comportamento, do corpo vem como nas pequenas mudanças do dia a dia. E quando um adulto consegue enxergar isso, então tudo começa a mudar.
Observe com mais presença o ambiente do seu filho. Perceba o que pode estar gerando tensão, mesmo que pareça pequeno. Converse, acolha e construa soluções junto com ele. Antecipe situações desafiadoras sempre que possível e ajude a reduzir, com sensibilidade, a intensidade dessas experiências.
Porque, no fim, não se trata de evitar todos os desafios, mas de garantir que a criança não precise enfrentá-los sozinha.
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Danielle Vieira Gomes
http://daniellegomescoach.com.br/
Confira também: Relacionamentos Saudáveis, Disfuncionais e Abusivos: Como Reconhecer os Sinais
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Carreira com Sentido: Como Alinhar Valores, Escolhas e Dinheiro de Forma Consistente
Como alinhar valores, escolhas e dinheiro de forma mais consciente — sem idealização e com espaço para uma vida sustentável.
Trabalhar com propósito é importante — embora, por si só, nem sempre resolva a questão financeira. Ao mesmo tempo, ignorar o que faz sentido para você também tende a ter um custo, direto ou indireto.
Em algum momento da carreira, essa conta aparece. Às vezes como cansaço, às vezes como desânimo ou até como a sensação de estar fazendo tudo certo no papel, mas ainda assim se sentir distante de si.
Nem sempre falta esforço, muitas vezes, falta alinhamento entre o que você valoriza, o que você escolhe e a vida que, de fato, consegue sustentar.
Carreira com sentido não é sobre amar cada tarefa ou viver em estado de inspiração constante. É sobre conseguir se reconhecer nas escolhas que faz e construir um caminho profissional que converse com sua realidade e valores.
Para começar de forma prática.
Para começar, vale um exercício simples: liste seus 5 valores mais importantes hoje. Pode ser autonomia, estabilidade, crescimento, flexibilidade, reconhecimento, propósito, equilíbrio ou aprendizado. Depois, faça a pergunta que realmente importa: o que está presente na sua rotina e o que está faltando?
Esse exercício ajuda a trazer a conversa para a vida real. Porque o valor não é só o que você admira. É o que você protege com suas decisões.
Com isso em mãos, use uma matriz simples para olhar sua carreira ou uma decisão importante. Avalie quatro critérios: sentido, aprendizado, remuneração e estilo de vida. Dê uma nota de 0 a 10 para cada um. O objetivo não é encontrar uma resposta perfeita e sim ganhar clareza.
Às vezes, existe remuneração, mas falta sentido. Em outros casos, existe propósito, mas falta sustentabilidade. Também pode haver aprendizado, mas às custas da sua saúde, do seu tempo ou da sua paz. Reconhecer isso não é fraqueza, é maturidade.
Aqui entra uma ideia importante: propósito viável.
Nem sempre você precisa mudar tudo para sentir mais sentido no trabalho. Em muitos casos, pequenos ajustes já mudam bastante a experiência: assumir projetos mais alinhados aos seus valores, rever limites, buscar ambientes mais saudáveis, reposicionar sua atuação ou reorganizar prioridades.
Isso importa porque a literatura sobre significado no trabalho mostra que sentido, bem-estar e satisfação não dependem apenas de remuneração, mas também da percepção de coerência, crescimento, conexão com propósito e qualidade da experiência profissional.
Se hoje você sente desconexão frequente, vale observar alguns sinais: desmotivação recorrente, sensação de estar “fora do lugar”, dificuldade de se engajar mesmo entregando bem, ou um cansaço mais emocional do que físico. Esses sinais não significam, automaticamente, que você precisa romper com tudo, mas pedem atenção.
E aqui cabe um ponto importante: alinhar carreira e valores não significa abandonar dinheiro.
Essa não precisa ser uma escolha extrema. Propósito e sustentabilidade financeira podem coexistir, e o caminho mais inteligente costuma estar menos na ruptura e mais na construção gradual de um cenário mais coerente.
No fim, carreira com sentido não é a que parece perfeita de fora. É a que faz sentido para você por dentro, sem ignorar a realidade da vida adulta, dos compromissos e do que precisa ser sustentado no dia a dia.
Então, fica um convite simples: escreva seus 5 valores, escolha uma decisão profissional que está diante de você e avalie os 4 critérios: sentido, aprendizado, remuneração e estilo de vida. Pode ser que a clareza que faltava não está em ter todas as respostas, mas em fazer a pergunta certa.
O seu próximo passo não precisa ser radical, precisa ser consciente. E, principalmente, coerente com a vida que você quer construir.
Se você quer apoio para transformar dúvidas em direção, com mais clareza sobre escolhas, transição de carreira, movimentação profissional ou reposicionamento, buscar suporte profissional pode tornar esse caminho mais leve e estratégico.
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Quer saber mais sobre carreira com sentido e como alinhar valores, escolhas e dinheiro de forma consciente, sem abrir mão da sustentabilidade no dia a dia? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Natália Monetti
natalia.monetti@despertarcarreiras.com
https://www.despertarcarreiras.com
Confira também: Novos Começos e Carreira: Como Definir 3 Prioridades Profissionais para Crescer com Foco e Sustentabilidade
Palavras-chave: carreira com sentido, valores, propósito, escolhas, dinheiro, sustentabilidade financeira, estilo de vida, propósito viável, transição de carreira, significado no trabalho
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Inteligência Artificial e o Empobrecimento do Pensamento
Se a inteligência artificial amplia o que conseguimos fazer aumentando nossa capacidade de execução, como discutimos no primeiro artigo da série, é preciso perguntar o que ela começa a alterar na forma como pensamos.
Nos últimos anos, tornou-se comum associar o uso da inteligência artificial a ganhos de produtividade, eficiência e agilidade. De fato, essas tecnologias permitem produzir mais, em menos tempo e com menor esforço operacional. No entanto, à medida que ampliam a capacidade de execução, começam também a alterar, de forma mais silenciosa, a maneira como pensamos.
Esse deslocamento já pode ser observado em situações aparentemente banais do cotidiano de trabalho.
Diante de uma tarefa que exige reflexão, não é raro que a primeira reação seja recorrer a uma ferramenta de inteligência artificial – não como apoio, mas como ponto de partida. O que antes começaria com uma pergunta, uma dúvida ou uma tentativa de organização de ideias passa a começar por uma resposta.
O processo se inverte.
Em vez de pensar para depois estruturar, passa-se a estruturar a partir de algo já pensado por outro – no caso, a máquina. E, ainda que isso aumente a velocidade, altera de maneira significativa a qualidade da relação com o próprio pensamento.
O que está em jogo não é apenas o quanto fazemos, mas como elaboramos aquilo que fazemos.
Em muitas atividades, a inteligência artificial deixa de ser apenas uma ferramenta de apoio e passa a ocupar um lugar de mediação do próprio pensamento. Em vez de organizar ideias, recorremos a respostas prontas; em vez de sustentar dúvidas, aceleramos conclusões; em vez de elaborar, passamos a validar.
O risco não está no uso da tecnologia em si, mas no modo como nos relacionamos com ela. Quando o raciocínio é continuamente terceirizado, a capacidade de construir pensamento próprio tende a se enfraquecer – não de forma abrupta, mas progressiva, quase imperceptível.
Vale aqui lembrar Hannah Arendt, para quem pensar não é apenas produzir respostas, mas sustentar a capacidade de julgar. Quando essa dimensão se enfraquece, não é apenas o conteúdo do pensamento que se altera, mas a própria relação do sujeito com aquilo que faz.
Aos poucos, aquilo que antes exigia elaboração passa a ser resolvido por aproximação, o que demandava tempo é substituído por velocidade e o que envolvia conflito interno cede lugar a respostas plausíveis, ainda que superficiais.
Esse movimento produz um efeito paradoxal: quanto mais acessamos conteúdos, menos necessariamente aprofundamos a compreensão. A informação se amplia, mas a elaboração pode se reduzir, fazendo com que o pensamento se torne mais reativo do que reflexivo. Aliás, há ainda um detalhe: como a informação está literalmente na palma da mão, também não fazemos nenhum esforço para memorizar nada.
No ambiente de trabalho, esse deslocamento tem implicações importantes.
Isso porque decidir, interpretar, sustentar uma posição e lidar com ambiguidade são processos que dependem de uma capacidade que não pode ser, de fato, automatizada sem consequências. O pensamento não é apenas um meio para produzir respostas. Ele é o próprio espaço em que o sujeito se constitui em relação ao que faz.
Quando essa dimensão se enfraquece, não é apenas a qualidade das entregas que se altera, mas a própria relação com o trabalho. Não se trata, portanto, de rejeitar a tecnologia, mas de reconhecer que, ao ampliar nossas possibilidades de ação, ela também redefine – e, em alguns casos, limita – nossas formas de pensar. O desafio não está em usar ou não usar inteligência artificial, mas em preservar aquilo que não podemos delegar: a capacidade de sustentar o próprio pensamento.
A questão não é se a inteligência artificial pensa melhor, mais rápido ou com mais precisão. A questão é o que acontece quando deixamos de exercitar a nossa própria capacidade de pensar.
E o desafio, portanto, não está em usar a inteligência artificial como apoio, mas em perceber o ponto em que ela deixa de ampliar o pensamento e passa a substituí-lo. Nem tudo o que pode ser terceirizado deveria ser.
Este artigo faz parte de uma pequena série de reflexões sobre o trabalho na era da inteligência artificial, reunidas sob o título “Entre Humanos e Algoritmos”. Eu discutirei como essas tecnologias estão transformando não apenas a produtividade, mas também a forma como pensamos e tomamos decisões no ambiente profissional.
Para mais informações ou se quiser contratar meus serviços, então entre em contato pelo e-mail belfranchon@gmail.com.
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Quer saber mais sobre como utilizar a inteligência artificial sem comprometer sua capacidade de pensar com autonomia, profundidade e senso crítico no ambiente de trabalho? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Isabel C Franchon
https://www.q3agencia.com.br
Confira também: Inteligência Artificial e o Paradoxo da Produtividade
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Pilares da Cultura Organizacional: O Que Sustenta ou Destrói… uma Empresa
“O verdadeiro teste do caráter não é como você se comporta quando tudo vai bem, mas como você age quando enfrenta adversidade.” (Martin Luther King Jr.)
No mundo corporativo, essa frase ganha uma tradução direta: é na pressão, na crise e nas decisões difíceis que a cultura de uma empresa se revela de verdade. Não é no discurso institucional, nem nos valores estampados nas paredes. É quando um resultado precisa ser entregue a qualquer custo, em que um erro grave aparece ou em que um líder precisa escolher entre o que é conveniente e o que é correto. É ali que os pilares da cultura deixam de ser conceito e passam a ser prática.
Quando a cultura deixa de sustentar e passa a destruir
Durante anos, a Uber foi símbolo de crescimento acelerado e inovação. Sua cultura valorizava velocidade, agressividade e a capacidade de dominar mercados antes dos concorrentes. Esse modelo funcionou — até começar a cobrar seu preço. Internamente, relatos de comportamentos tóxicos, ausência de limites e uma competição predatória começaram a surgir. A organização crescia por fora, mas se deteriorava por dentro. O resultado foi uma crise profunda que culminou, em 2017, na saída do fundador, Travis Kalanick. A estratégia continuava forte, o produto era relevante, mas a cultura havia se tornado um risco para o próprio negócio.
Esse exemplo ilustra um ponto essencial: cultura não é um complemento da estratégia. Ela é o sistema que sustenta — ou sabota — a execução.
O que são, de fato, os pilares da cultura organizacional
Toda empresa possui cultura, independentemente de ter formalizado isso ou não. A diferença está no grau de consciência. Quando não há intencionalidade, a cultura passa a ser moldada por hábitos, pressões e comportamentos não questionados. E, nesse cenário, o que prevalece não é o que a empresa diz valorizar, mas aquilo que ela tolera.
Os pilares da cultura organizacional são, na prática, os critérios invisíveis que orientam decisões. Eles definem o que é aceitável, o que é incentivado e o que gera reconhecimento. Não estão necessariamente escritos, mas são percebidos rapidamente por qualquer profissional que entra na organização. Basta observar quem cresce, quem é ouvido e quais comportamentos são recompensados.
Por que cultura não é “soft” — e nunca foi
Um erro comum entre líderes é tratar cultura como algo secundário, quase intangível. Mas, na realidade, cultura é um dos elementos mais concretos dentro de uma organização, porque impacta diretamente a qualidade das decisões, o nível de confiança entre as pessoas e a capacidade de execução. Empresas não falham apenas por falta de estratégia; elas falham porque as pessoas não conseguem agir de forma alinhada diante dessa estratégia.
Os pilares que sustentam culturas fortes
Entre os pilares que sustentam culturas consistentes, a clareza ocupa um papel central. Quando a direção não é compreendida de forma uniforme, cada área passa a interpretar prioridades à sua maneira, o que gera desalinhamento e perda de eficiência. Clareza, nesse contexto, não é apenas definir uma estratégia, mas garantir que ela seja compreendida, traduzida e reforçada continuamente.
A coerência da liderança é outro pilar decisivo. As pessoas observam muito mais do que escutam, e qualquer incoerência entre discurso e prática rapidamente se transforma na regra real da organização. Coerência não significa perfeição, mas consistência ao longo do tempo.
A segurança para falar a verdade também diferencia culturas maduras de ambientes frágeis. Quando o contraditório não é bem-vindo, o que se instala não é alinhamento, mas silêncio. E decisões tomadas sem a realidade completa tendem a perder qualidade.
O equilíbrio entre autonomia e responsabilidade completa esse conjunto. Culturas eficazes evitam tanto o excesso de controle quanto a ausência de direcionamento, criando um ambiente onde as pessoas têm liberdade para agir, mas clareza sobre suas responsabilidades.
Por fim, a mentalidade de aprendizado define a capacidade de evolução da organização. Empresas que tratam o erro como aprendizado estimulam adaptação e inovação, enquanto aquelas que penalizam falhas tendem a criar ambientes defensivos e pouco criativos.
O erro mais comum: definir valores e não estruturar o sistema
Definir pilares é relativamente simples. O desafio real está em sustentá-los. Cultura não se constrói com comunicação interna ou campanhas institucionais. Ela se consolida quando sistemas de gestão — como avaliação de desempenho, promoções e reconhecimento — estão alinhados com os valores declarados.
Quando esse alinhamento não existe, a cultura real segue os incentivos, não o discurso. As pessoas aprendem rapidamente o que de fato importa, independentemente do que está escrito.
O papel da liderança na construção cultural
Na prática da mentoria executiva, é comum encontrar líderes que desejam fortalecer a cultura organizacional, mas não percebem que o principal ponto de alavancagem está em seus próprios comportamentos. Cultura começa no topo, mas só se sustenta quando se traduz em exemplo consistente.
Sem essa coerência, qualquer iniciativa tende a se diluir com o tempo.
Os desafios invisíveis da transformação cultural
Transformar cultura não é um processo simples. A resistência nem sempre é explícita; muitas vezes aparece como inércia, ceticismo ou manutenção de antigos hábitos. Além disso, mudanças culturais frequentemente mexem com estruturas de poder e zonas de conforto, o que torna o processo ainda mais sensível.
Por isso, cultura não muda com projetos pontuais. Muda com consistência, clareza e persistência ao longo do tempo.
Quando a cultura começa a trabalhar a favor do negócio
Quando os pilares estão bem definidos e, principalmente, bem praticados, a dinâmica da organização se transforma. As decisões se tornam mais rápidas, os conflitos mais produtivos e o nível de confiança aumentam. A liderança deixa de ser o único eixo de sustentação, porque a própria cultura passa a orientar o comportamento coletivo.
No final, cultura não é aquilo que a empresa declara ser. É aquilo que se repete, todos os dias, nas pequenas e grandes decisões.
E daí…
Se hoje você se afastasse da operação por um mês, sua cultura continuaria sustentando as decisões ou começaria a revelar fragilidades que estavam ocultas pelo seu controle direto?
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Walter Serer
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https://www.linkedin.com/in/walter-serer-86717b20/
Confira também: Autoconhecimento na Liderança: O Diferencial Invisível dos Executivos de Alto Impacto
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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