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Bolha Imobiliária Chegou e Ninguém Percebeu!

A Bolha imobiliária no Brasil pode estar se formando de forma silenciosa. Entenda como crédito restritivo, imóveis na planta, perda de poder aquisitivo e endividamento das famílias ameaçam o sonho da casa própria.

Brasil: Bolha Imobiliária Chegou e Ninguém Percebeu!

Brasil: Bolha Imobiliária Chegou e Ninguém Percebeu!

O mercado imobiliário brasileiro pode estar vivendo um desequilíbrio silencioso entre o crescimento acelerado da oferta de imóveis e a deterioração contínua da capacidade financeira das famílias

Um cenário que exige atenção imediata

Tenho acompanhado com muita atenção a evolução do mercado imobiliário brasileiro. Quanto mais analiso o comportamento das famílias, das instituições financeiras e das construtoras, mais me convenço de que estamos diante de um fenômeno que ainda não está sendo percebido com a profundidade necessária.

Na minha avaliação, o Brasil pode estar ingressando em um processo típico de formação de bolha imobiliária, caracterizado por um crescimento intenso da oferta de imóveis em um momento em que a capacidade real de compra da população vem sendo gradualmente enfraquecida por diversos fatores econômicos e comportamentais.

Não há dúvida de que o país ainda apresenta um importante déficit habitacional. E que o sonho da casa própria continua ocupando posição central no planejamento de milhões de brasileiros. Contudo, desejar adquirir um imóvel é algo muito diferente de possuir condições financeiras concretas para realizar essa compra. E, principalmente, para sustentar esse compromisso ao longo de 20 ou 30 anos sem comprometer a estabilidade da família.


O financiamento imobiliário está cada vez mais restritivo

Nos últimos anos, observei que o acesso ao crédito imobiliário se tornou significativamente mais difícil. As exigências para obtenção do financiamento aumentaram e passaram a demandar um volume muito maior de recursos próprios logo no início da operação.

No Sistema de Amortização Constante (SAC), por exemplo, a entrada que anteriormente girava em torno de 20% passou para 30% do valor do imóvel. Em algumas operações estruturadas pela Tabela Price, essa exigência pode alcançar 50%.

Isso significa que, em um imóvel de R$ 300 mil, uma família pode precisar desembolsar entre R$ 90 mil e R$ 150 mil em recursos próprios antes mesmo da assinatura do contrato de financiamento bancário. Em um contexto em que a capacidade de poupança vem sendo continuamente reduzida, essa exigência representa um obstáculo extremamente relevante.

Ao mesmo tempo, convivemos com taxas de juros elevadas, que encarecem o crédito e ampliam o comprometimento da renda familiar por períodos que podem se estender por até três décadas. Quando se analisa essa equação de forma mais profunda, torna-se evidente que a realização do sonho da casa própria passou a exigir uma robustez financeira que poucas famílias conseguem manter.


A corrosão do poder aquisitivo das famílias

Um dos fatores mais preocupantes, na minha visão, é a perda contínua do poder aquisitivo. Embora os salários recebam reajustes periódicos, muitas vezes em torno de 5% ao ano, os custos de alimentação, saúde, transporte, educação e moradia avançam em ritmo mais acelerado, reduzindo a capacidade efetiva de consumo e de poupança.

Na prática, isso significa que as famílias podem até perceber um aumento nominal em seus rendimentos. Mas, em termos reais, dispõem de menos recursos para formar reservas e para assumir compromissos financeiros de longo prazo.

E essa é uma regra inquestionável: sem poupança, não há entrada; sem entrada, não há financiamento.


O risco silencioso dos imóveis na planta

Um dos aspectos que mais me preocupam está na compra de imóveis na planta, modalidade amplamente utilizada e que, para muitos consumidores, parece ser uma forma acessível de conquistar a casa própria.

No entanto, por trás dessa aparente facilidade existe um risco financeiro que costuma ser subestimado. Em média, as construtoras levam cerca de três anos para concluir um empreendimento. Somente ao final desse período o comprador buscará o financiamento bancário para quitar o saldo restante.

Durante esses três anos, as famílias podem perder entre 10% e 15% ao ano de seu poder aquisitivo, acumulando ao final do período uma redução próxima de 40% em sua capacidade real de compra.


Um exemplo que demonstra a gravidade do problema

Para ilustrar esse cenário, utilizo o caso de uma pessoa com renda mensal de R$ 5.000,00 que adquire um imóvel de R$ 300.000,00. Ela paga R$ 100.000,00 diretamente à construtora e planeja financiar R$ 200.000,00 após a entrega das chaves.

No momento da compra, essa pessoa poderia comprometer até R$ 1.500,00 por mês, correspondente a 30% da renda. Considerando reajustes salariais de 5% ao ano, sua renda nominal alcançaria R$ 5.788,12 ao final de três anos, permitindo, em tese, uma prestação de até R$ 1.736,43.

Entretanto, ao considerar a perda acumulada do poder aquisitivo, a renda real disponível seria de aproximadamente R$ 4.211,87. Dessa forma, a mesma prestação passaria a representar 41,22% do poder de compra efetivo, comprometendo muito além do limite inicialmente projetado.

Em termos práticos, aquilo que parecia perfeitamente compatível com o orçamento no momento da compra pode se tornar financeiramente inviável quando chega a hora de contratar o financiamento.


Um agravante ainda não considerado no cálculo

É importante destacar que esse exemplo, por si só bastante preocupante, ainda não contempla a correção das parcelas e do saldo devedor pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo da Construção), indicador amplamente utilizado nos contratos de imóveis na planta e que historicamente apresenta variação média próxima de 6% ao ano.

Isso significa que, durante o período de construção, tanto as parcelas pagas diretamente à construtora quanto o saldo devedor remanescente continuam sendo reajustados. Dessa forma, isso eleva progressivamente o custo total do imóvel antes mesmo da contratação do financiamento bancário.

Ou seja, além de perder poder aquisitivo, o comprador também enfrenta um aumento contínuo do valor que precisará desembolsar para concluir a aquisição do imóvel.


O crédito excessivo agrava ainda mais o cenário

Diante da dificuldade crescente para poupar, observo que muitas famílias recorrem ao crédito pessoal, ao consignado e ao cartão de crédito para tentar viabilizar a entrada do imóvel. Considero essa decisão extremamente arriscada, pois ninguém consegue sustentar um financiamento de longo prazo iniciando esse compromisso já em situação de endividamento.

O crédito, que deveria funcionar como instrumento de planejamento e alavancagem, acaba sendo utilizado como mecanismo de compensação para a falta de organização financeira. E, dessa forma, aumentando substancialmente a vulnerabilidade das famílias.


A pergunta que o mercado precisa responder

Enquanto a capacidade financeira da população se deteriora, o mercado continua expandindo a oferta de imóveis em ritmo intenso. São lançamentos em diversas regiões e milhares de unidades colocadas à disposição dos consumidores.

Diante desse cenário, faço uma pergunta que considero central e extremamente preocupante: diante do aumento das exigências de entrada, dos juros elevados, da perda contínua do poder aquisitivo e do crescimento do endividamento das famílias, quem realmente terá condições financeiras de comprar e sustentar tantos imóveis nos próximos anos? Na minha visão, essa pergunta resume a essência do risco que estamos vivendo.


A educação do comportamento financeiro como verdadeira solução

Por essa razão, reforço uma convicção que venho defendendo há décadas: não existe solução sustentável sem educação do comportamento financeiro. Mais do que compreender juros, investimentos ou orçamento, as famílias precisam transformar profundamente sua relação com o dinheiro e eliminar desperdícios. Além disso, rever hábitos de consumo e desenvolver a capacidade de tomar decisões conscientes e compatíveis com sua realidade.

O sonho da casa própria continua sendo legítimo e desejável, mas não pode ser construído sobre uma base de improviso, endividamento e falta de planejamento. Estou convencido de que a estabilidade financeira das famílias e a sustentabilidade do próprio mercado imobiliário dependerão, cada vez mais, da capacidade de as pessoas compreenderem e transformarem seu comportamento financeiro.

Porque, no final, não é o imóvel que determina a segurança de uma família. É a forma como ela se relaciona com o dinheiro.

E essa é, sem dúvida, a verdadeira fundação sobre a qual qualquer patrimônio sólido e duradouro deve ser construído.


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Quer saber mais sobre como mudanças no comportamento financeiro das famílias podem determinar o futuro do mercado imobiliário e evitar os riscos de uma bolha imobiliária silenciosa no Brasil? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em orientar você.

Um grande abraço,

Reinaldo Domingos
PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin) e da DSOP Educação Financeira.
https://www.dsop.com.br

Confira também: Desenrola Brasil 2.0: Estamos Tratando o Efeito, Enquanto a Causa Continua Sendo Ignorada

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Confiança e Competência: A Armadilha de Confundir os Dois

Confiança e competência não são a mesma coisa. Entenda como essa confusão distorce decisões, enfraquece relações e compromete a liderança. Aprenda a separar performance, relação e percepção para avaliar pessoas com mais lucidez.

Confiança e Competência: A Armadilha de Confundir os Dois

Confiança e Competência: A Armadilha de Confundir os Dois

O que a confiança distorcida faz com a nossa percepção de competência.

Brené Brown e Adam Grant perguntam no quarto episódio do seu podcast: “O que acontece quando a nossa confiança supera a nossa competência?” A pergunta é poderosa e me colocou na urgência de compartilhar o que observo na prática: confiança e competência não se medem na mesma escala.

A questão não é quando uma supera a outra. A questão é o que acontece com a nossa percepção de competência quando a confiança está distorcida.

“Confio nele(a), é muito competente.”

Essa frase é dita com frequência nas organizações. E parece certa, mas ela já carrega dentro de si a armadilha.

Confiar porque é competente não é confiar. É aprovar uma performance. E essa confusão tem custo alto: na liderança, na equipe e na relação que cada líder tem consigo mesmo. Acompanho líderes há anos e essa é uma das confusões mais recorrentes que encontro nos diagnósticos de confiança.


Duas perguntas diferentes

Precisamos nomear a diferença, porque ela organiza o que vem depois.

Competência é técnica, mensurável, contextual. Para Guy Le Boterf, referência no tema, a competência não é um estado fixo. É um saber agir em situação: ela se revela no que a pessoa faz diante de um contexto real, pode ser observada, avaliada e desenvolvida. Responde à pergunta: o que essa pessoa sabe e consegue fazer agora?

Confiança vive na relação, comigo e com o outro. São os comportamentos que me aproximam: a coerência entre o que sinto, digo e faço; a capacidade de me expressar e de deixar espaço para o outro; a disponibilidade de estar presente sem precisar controlar. Responde a uma pergunta diferente: como me relaciono, incluindo no que ainda não sei?

São perguntas diferentes. E quando as confundimos, o custo então aparece na relação:

  • Quando a confiança está num lugar lúcido, conectada comigo e com o outro, então ela funciona como uma lente que permite perceber a competência com clareza. É a partir dessa lucidez relacional que consigo identificar o que sei, o que não sei e o que o outro traz de real. Consigo entender onde estou e onde está o outro, sem inflacionar nem diminuir.
  • Quando a confiança está distorcida, inflada, defensiva ou colapsada em autocobrança, essa lente falha. A percepção de onde me situo se distorce e a do outro também. É exatamente nesse ponto que a confusão entre os dois conceitos se instala com mais força: avalio mal a competência porque a confiança já não está lúcida o suficiente para ver com clareza.

Perco a percepção de onde me situo. E perco a do outro também.


Como essa confusão aparece na liderança

O primeiro caso é interno. O(A) líder diz que é autoconfiante, mas o que governa é uma régua de competência alta e exigente, sinônimo de autocobrança alta. Ela produz dois comportamentos opostos com a mesma raiz: avançar e ocupar todo o espaço, sem escuta, sem abertura para o outro; ou recuar e não se posicionar, porque nunca atinge o próprio critério de saber o suficiente. Em ambos, a expectativa do outro, ou da organização desaparece, pois o(a) líder está sempre respondendo à própria régua.

A relação some e, com ela, a possibilidade de um diagnóstico real.

O segundo caso é com a equipe. Líderes frequentemente confundem nível de delegação com nível de confiança: autonomia baixa vira incompetência, incompetência vira desconfiança. O ciclo se fecha e, assim, nunca muda. A equipe aprende a entregar o que é cobrado, mas não a contribuir com o que é possível. E o(a) líder permanece convicto de que o problema é de competência, quando o que falta é a relação.

O que escapa nessa lógica: a relação precede o diagnóstico de competência. É na relação lúcida que consigo identificar o que o outro de fato sabe, onde está o limite e o que precisa ser desenvolvido. Sem esse contato, minha avaliação é sempre parcial.


O deslocamento

Não se trata de calibrar confiança e competência entre si, mas de perceber que elas respondem a perguntas diferentes, e parar de usar uma como medida da outra. Quando essa separação acontece, algo muda: consigo construir confiança enquanto desenvolvo competência, e não depois. Consigo confiar no meu posicionamento mesmo sem ter todas as respostas. E consigo criar espaço real para a relação acontecer, com a equipe, com os pares, comigo mesmo.

Confiança não é o prêmio da competência. É o solo em que a competência pode ser vista e crescer.

Na próxima vez que perceber que está avaliando alguém, ou a si mesmo, pause e pergunte: estou medindo competência ou construindo relação?

A resposta pode revelar onde está a verdadeira armadilha.


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Quer saber mais sobre como a confusão entre confiança e competência pode distorcer decisões, enfraquecer relações bem como comprometer a liderança nas organizações? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Sara Veloso
Coach Executiva ICF | 25+ anos em liderança e RH global
Especialista em confiança, Advisor STARTRUST, Análise comportamental e estabilização emocional
Criadora e Facilitadora do Programa “Liderar pelo Prisma da Confiança”
contato@saraveloso.coach
https://www.linkedin.com/in/saraveloso-ptfr/

Confira também: Autoconfiança: O Superpoder Que Talvez Você Ainda Não Acessou


Referências:

  • Brown, Brené; Grant, Adam. The Curiosity Shop, Episode 4: Overconfidence and the Art of Knowing Yourself. Vox Media, 2026.
  • Kruger, J.; Dunning, D. Unskilled and unaware of it: How difficulties in recognizing one’s own incompetence lead to inflated self-assessments. Journal of Personality and Social Psychology, 77(6), 1121–1134, 1999.
  • Le Boterf, Guy. Construire les compétences individuelles et collectives. Paris: Éditions d’Organisation, 2000.

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Brasil x Brasil: Uma Copa do Mundo Especial II

Seleção Brasileira de 1970, 1958, 1994, 2002 ou 2026: quem venceria uma Copa dos Sonhos entre gerações históricas? Entre memória, dados, emoção e IA, uma disputa divertida compara os maiores times do Brasil e convida você a opinar.

Brasil x Brasil: Uma Copa do Mundo Especial II - Quem venceria a Seleção dos Sonhos?

Brasil x Brasil: Uma Copa do Mundo Especial II
Quem venceria a Seleção dos Sonhos?

Estamos iniciando o mês de junho de 2026 e, daqui a alguns dias, teremos mais uma edição de Copa do Mundo de Futebol. Assim, decidi usar este espaço para renovar uma brincadeira de quatro anos atrás, só que trazendo uma inovação que, acredito, será bastante desafiadora aos nossos amigos leitores. Então, primeiramente vamos resgatar o que foi apresentado anteriormente, pois assim todos entenderão o espírito daquela postagem e conhecerão o desafio inovador desta. Tudo bem?

O ano de 2022 estava terminando com o clima de uma Copa do Mundo de Futebol. Naquele momento ainda não se sabia qual o destino da seleção brasileira, se ganharia ou não, mas as conversas e debates sobre a competição estavam muito vivos. Por conta disso mesmo, apresentei o conteúdo de uma reportagem publicada na revista Playboy, em sua edição de abril de 1998, com uma questão bem interessante: quem venceria a Copa do Mundo disputada só com as seleções brasileiras que participaram da competição da FIFA, desde 1930?

Considerando que essa reportagem específica é de difícil acesso pela internet (a menos que se acesse toda a publicação), decidi explorar ludicamente o conteúdo.

O trabalho foi liderado pelo jornalista Ivan Marsiglia (com a colaboração de Miguel Icassati). Ao todo, como avaliadores dessa Copa do Mundo Especial, estiveram envolvidos 30 profissionais especializados em futebol. Menção também deve ser dada ao Diretor de redação da revista, Marcelo Duarte. Com minha postagem, eu quis gerar um novo entretenimento e curiosidade junto aos leitores.

É muito importante, para o bom entendimento da reportagem, entender os critérios usados para criar a competição com todas as seleções brasileiras de 1930 até 1998, data da publicação pela Playboy. Cabe lembrar que, no período, por conta da Segunda Guerra Mundial, não tivemos a realização do torneio em 1942 e em 1946. Na etapa inicial deste nosso torneio, foram consideradas “cabeças-de-chave” as seleções campeãs mundiais (58, 62, 70 e 94). A seguir, foram incluídos os times que ficaram entre os três primeiros colocados quando disputaram o torneio (38, 50, 78 e 98) e, completando as chaves, os times foram distribuídos por proximidade de data. Cada partida (sem possibilidade de empate) foi analisada por três dos profissionais convidados, escolhidos por sorteio.

A seguir, na primeira fase, de um lado o chaveamento inclui as seleções de 30, 34, 38, 50, 54, 58, 62 e 66. De outro lado, as partidas incluíram as seleções de 70, 74, 78, 82, 86, 90, 94 e 98:

Chave A

Brasil x Brasil: Uma Copa do Mundo Especial II
Fonte: REVISTA PLAYBOY, abril 1998.

Chave B

Brasil x Brasil: Uma Copa do Mundo Especial II
Fonte: REVISTA PLAYBOY, abril 1998.

Para essa etapa, os convidados não tiveram muitas dúvidas ou dificuldades para apontarem quais seriam as equipes vitoriosas a passarem para as quartas-de-final. Na Copa do Mundo de 2022, no Quatar, sabemos que o Brasil passou para as quartas-de-final frente à seleção da Croácia.

As disputas das quartas-de-final tivemos, de um lado, as seleções de 1958 x 1938 e, de outro, as seleções de 1950 x 1962:

Brasil x Brasil: Uma Copa do Mundo Especial II
Fonte: REVISTA PLAYBOY, abril 1998.

Na outra chave, as partidas de quartas-de-final ficaram assim:

Brasil x Brasil: Uma Copa do Mundo Especial II
Fonte: REVISTA PLAYBOY, abril 1998.

Pois bem, esta nossa Copa do Mundo Especial Brasil x Brasil começa a chegar à sua etapa mais decisiva. Assim, uma de nossas duas semifinais ocorreu entre as seleções de 1958 x 1962, enquanto a outra foi entre as seleções de 1970 x 1998. Curiosos para saberem como ficou a avaliação pelos especialistas convidados pela reportagem responsável pela matéria? Aí vão os resultados:

A Hora da Decisão: Semifinal A
Fonte: REVISTA PLAYBOY, abril 1998.
A Hora da Decisão: Semifinal B
Fonte: REVISTA PLAYBOY, abril 1998.

Chegou a hora da grande decisão, ficando para essa partida final a seleção brasileira campeã de 1958 contra a seleção brasileira campeã de 1970.

A Hora da Decisão: Final
Fonte: REVISTA PLAYBOY, abril 1998.

Pois bem, nesta Copa do Mundo Especial uma seleção brasileira sairia campeã de qualquer forma, e a que mais agradou os especialistas convidados foi a de 1958, aquela que inaugurou a sequência de um pentacampeonato, estando os brasileiros na expectativa de um sexto título.

Certamente, todos vocês gostaram dessa brincadeira promovida pela revista Playboy, que pela data de publicação não incluiu a seleção campeã de 2002. Será que vocês leitores concordaram com esse resultado? O que você faria de diferente daquilo que orientou os especialistas? Quem mereceria ganhar se essa reportagem incluísse todas as demais seleções brasileiras, desde 1998 (2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022)?


A inovação proposta agora


A minha inovação, agora em 2026, foi resgatar essa ideia e promover uma competição entre as seleções brasileiras que foram campeãs do mundo e a atual seleção brasileira que disputará o torneio de 2026. Desta vez, os “jornalistas selecionados” foram criados por inteligência artificial e, a seguir, eu identifico cada um deles, bem como a sua “personalidade”.

Teremos na nossa avaliação:
JornalistaModelo de IA escolhido (exemplo)Por que esse modelo combina com o estilo
João “O Clássico” MendonçaChatGPT-4o (OpenAI)É o modelo que melhor lida com narrativas históricas, tem amplo treinamento em textos clássicos de jornalismo esportivo e costuma produzir análises que remetem ao passado com riqueza de detalhes.
Carla “A Analista” FerreiraClaude 3.5 Sonnet (Anthropic)Claude tem forte capacidade de raciocínio numérico e de cruzar grandes volumes de dados estatísticos, ideal para quem baseia a opinião em métricas de desempenho e tabelas de resultados.
Marcos “O Romântico” AlmeidaGemini 1.5 Flash (Google)Gemini destaca-se em geração de linguagem criativa, metáforas e textos poéticos, o que combina com o tom romântico e quase literário que Marcos utiliza.
Renata “A Estrategista” SouzaLlama 3-70B-Instruct (Meta)Llama 3-70B tem boa performance em análises táticas e estruturais, respondendo a prompts que exigem comparações de sistemas de jogo e estratégias de equipe.
Felipe “O Jovem” CostaDeepSeek-Coder V2 (DeepSeek)Embora seja conhecido por gerar código, a versão V2 também foi treinada intensivamente em conteúdo esportivo contemporâneo, métricas de performance física e tendências de futebol moderno, atendendo ao perfil de um analista digital e orientado a dados atuais.

Esses jornalistas irão dar a sua opinião sobre quem venceria esse torneio, cuja organização será de duas chaves com três seleções cada uma. Os vencedores de cada chave disputarão a final entre si. Após um sorteio emocionante auditado pelos jornalistas, eis as duas chaves para esta disputa histórica entre as seis versões da Seleção Brasileira, em disputa por uma Copa do Mundo de Futebol:

Grupo A
  • Brasil 1970 (a “Seleção Perfeita” de Pelé, Tostão, Gérson e Jairzinho)
  • Brasil 2002 (a “Dupla de Ouro” Ronaldo & Rivaldo, tetracampeã invicta)
  • Brasil 2026 (a atual geração, com talentos como Vinícius Jr. e Rodrygo)
Grupo B
  • Brasil 1958 (a que revelou Pelé ao mundo, com Garrincha)
  • Brasil 1962 (bicampeã com Garrincha inspiradíssimo)
  • Brasil 1994 (a era Dunga, com o “Milagre de Baggio” e Romário decisivo)

Os Jornalistas e suas escolhas


1. João “O Clássico” Mendonça
  • Perfil: tradicional, nostálgico, muito ligado à história do futebol.
  • IA escolhida: um modelo forte em contexto histórico e análise narrativa de longo prazo, com viés mais “clássico” de comparação entre eras.
  • Campeão escolhido por ele: Brasil 1970.

2. Carla “A Analista” Ferreira
  • Perfil: focada em dados, desempenho e consistência em Copas.
  • IA escolhida: um modelo otimizado para raciocínio quantitativo e leitura de padrões estatísticos, capaz de cruzar desempenho, gols, aproveitamento e equilíbrio tático.
  • Campeão escolhido por ela: Brasil 2002.

3. Marcos “O Romântico” Almeida
  • Perfil: poético, mais emocional, valoriza narrativa, magia e simbolismo.
  • IA escolhida: um modelo voltado à criação literária, muito bom em metáforas, impacto emocional e reconstrução de atmosfera histórica.
  • Campeão escolhido por ele: Brasil 1958.

4. Renata “A Estrategista” Souza
  • Perfil: tática, obcecada por sistemas, compactação, transições e modelos de jogo.
  • IA escolhida: um modelo treinado com foco em análise tática, tomada de decisão e comparação de estilos de jogo ao longo das décadas.
  • Campeão escolhido por ela: Brasil 1994.

5. Felipe “O Jovem” Costa
  • Perfil: conectado à era digital, valoriza físico, intensidade e futebol moderno.
  • IA escolhida: um modelo atualizado para o futebol contemporâneo, forte em tendências atuais, análise de dados de performance e jogo de alta intensidade.
  • Campeão escolhido por ele: Brasil 2026.

Opinião dos Comentaristas Convidados


1. João “O Clássico” Mendonça (estilo tradicional)

“Não há como fugir do óbvio: a Seleção de 1970 é o padrão-ouro do futebol mundial. Mesmo enfrentando o talento avassalador de 2002 e a força física de 2026, o futebol arte daquela equipe — com Pelé, Gérson e Jairzinho — seria suficiente para passar pelo Grupo A. Na final, venceria a chave B por superioridade técnica e criatividade. Minha aposta: Brasil 1970 campeão.


2. Carla “A Analista” Ferreira (estilo estatístico)

“Se olharmos números frios, a Seleção de 2002 foi a que mais goleou em Copas recentes, com uma defesa sólida e um ataque implacável. Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho formariam um trio capaz de desequilibrar contra qualquer adversário. No Grupo A, venceria por detalhes táticos — e na final, a experiência de um elenco equilibrado daria a taça ao Brasil 2002.”


3. Marcos “O Romântico” Almeida (estilo poético)

“A magia de 1958 — Garrincha driblando como se dançasse, Pelé menino virando rei — tem um encanto que transcende tática e estatística. Num torneio de uma partida só, o improviso daquele time seria letal. Passaria pelo Grupo B superando 1962 e 1994, e na final, a genialidade pura de 1958 faria a diferença. Meu coração diz: Brasil 1958.”


4. Renata “A Estrategista” Souza (estilo tático)

“A Seleção de 1994 tinha o melhor sistema defensivo da história brasileira, com Taffarel, Aldair e o capitão Dunga comandando o meio. Contra o futebol-arte das décadas anteriores, a marcação e o contra-ataque seriam armas letais. No Grupo B, passaria por 1958 e 1962; na final, usaria a experiência e a frieza para surpreender e levar o Brasil 1994 ao título.”


5. Felipe “O Jovem” Costa (estilo digital)

“A Seleção de 2026 tem a seu favor o futebol moderno: intensidade física, transição rápida e um ataque veloz com Vinícius Jr. e Rodrygo. Contra adversários de outras épocas, a velocidade e a preparação física fariam a diferença. Venceria o Grupo A e, na final, a juventude e a versatilidade tática dariam ao Brasil 2026 o troféu mais improvável da história.” 


A seleção vencedora


Precisando então decidir por um vencedor, os modelos tiveram um consenso. Somando tradição, consenso histórico, nível técnico absoluto e impacto na cultura do futebol mundial, a seleção que mais se impõe sobre todas as outras, mesmo diante das ótimas defesas de 1994, do equilíbrio letal de 2002 e da intensidade física de 2026, é a Seleção Brasileira de 1970. Em um torneio onde todas estão no auge, o Brasil de Pelé, Tostão, Gérson, Rivelino e Jairzinho reúne o ponto ideal entre talento individual, entrosamento coletivo e criatividade ofensiva; é a equipe que teria soluções técnicas e inteligência de jogo para furar a muralha de 1994, sobreviver ao poder de fogo de 2002 e lidar com o ritmo mais alto do futebol moderno. Por isso, nessa Copa dos Sonhos a escolha final de campeã entre todas as seleções brasileiras é: Brasil 1970.


E qual seria a seleção ideal entre todas elas, incluindo os titulares e reservas?


Em consenso entre nossos jornalistas, para montar o onze ideal brasileiro de todos os tempos (incluindo reservas), equilibrando genialidade, solidez defensiva e poder de decisão, os 23 convocados seriam estes (atenção para uma grande surpresa):

Goleiros (3)
  1. Taffarel (1994)
  2. Marcos (2002)
  3. Gilmar (1958/1962)
Laterais (4)
  1. Cafu (2002) — lateral-direito
  2. Djalma Santos (1958/1962) — lateral-direito
  3. Nilton Santos (1958/1962) — lateral-esquerdo
  4. Roberto Carlos (2002) — lateral-esquerdo
Zagueiros (4)
  1. Carlos Alberto Torres (1970) — zagueiro/lateral-direito versátil
  2. Aldair (1994) — zagueiro central
  3. Lúcio (2002) — zagueiro central
  4. Mauro Silva (1994) — zagueiro/volante (versatilidade defensiva)
Volantes (4)
  1. Dunga (1994) — volante marcador
  2. Gérson (1970) — volante armador
  3. Clodoaldo (1970) — volante/meia
  4. Gilberto Silva (2002) — volante marcador
Meias/Armadores (4)
  1. Pelé (1970) — meia/atacante universal
  2. Rivaldo (2002) — meia/segundo atacante
  3. Ronaldinho Gaúcho (2002) — meia/ponta-esquerda
  4. Kaká (2002) — meia-armador
    (Observação: Os jornalistas não renunciam a termos o Zico mesmo sem ter sido campeão)
Atacantes (4)
  1. Garrincha (1958/1962) — ponta-direita
  2. Jairzinho (1970) — ponta-direita/centroavante
  3. Ronaldo (2002) — centroavante
  4. Romário (1994) — centroavante

No fim das contas, essa convocação dos 23 preferidos pelos jornalistas é só o pontapé inicial de uma discussão que nunca vai terminar — e ainda bem. Com Taffarel, Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo, Ronaldinho, Rivaldo, Dunga, Gérson e tantos outros monstros sagrados reunidos, qualquer escolha é tão espetacular quanto polêmica. Talvez você ache um absurdo deixar Vinícius Jr. de fora, talvez jure que Romário não pode ser reserva de ninguém, talvez ache que a seleção de 1970 sozinha já ganharia de qualquer time histórico. Quem dessa lista não poderia ficar de fora de jeito nenhum, e qual craque injustiçado você convocaria para essa Copa do Mundo eterna da Seleção Brasileira? Eu sou Mario Divo e você me encontra pelas redes sociais ou em mariodivo.com.br.

Eu sou Mario Divo e posso ser encontrado pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.


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Quer saber mais sobre como a seleção brasileira se tornaria campeã em uma Copa dos Sonhos entre gerações históricas? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até nossa próxima postagem!

Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br

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O Investimento Mais Rentável da Vida: Construindo Relacionamentos que Geram Riqueza Emocional

Entenda por que investimento emocional exige presença, tempo, escuta e cuidado. Assim como o patrimônio financeiro, vínculos verdadeiros precisam de constância para gerar riqueza emocional, saúde e bem-estar.

O Investimento Mais Rentável da Vida: Construindo Relacionamentos que Geram Riqueza Emocional

O Investimento Mais Rentável da Vida: Construindo Relacionamentos que Geram Riqueza Emocional

Olá, tudo bem?

Iniciamos o mês de junho, um período marcado por celebrações afetivas, como o Dia de Santo Antônio e o Dia dos Namorados. E talvez esse seja um excelente momento para refletirmos sobre algo que, muitas vezes, deixamos em segundo plano: os investimentos que fazemos, ou deixamos de fazer, em nossos relacionamentos.

Vivemos uma era em que se fala muito sobre crescimento profissional, independência financeira, construção patrimonial e investimentos. Aprendemos desde cedo que é preciso trabalhar, economizar, investir, pensar no futuro, montar uma reserva de emergência, planejar aposentadoria e construir segurança financeira. E tudo isso é extremamente importante.

Mas existe um outro patrimônio, talvez ainda mais valioso, que precisa ser construído com a mesma disciplina: o patrimônio das relações humanas.

A verdade é que as mesmas habilidades necessárias para construir riqueza financeira também são necessárias para construir relações sólidas, profundas e duradouras.

Um grande investidor entende que construir patrimônio exige abrir mão de prazeres imediatos. Ele sabe que não pode gastar tudo hoje se quiser colher estabilidade amanhã. Aprende sobre constância, disciplina, paciência, estratégia e visão de longo prazo. Entende que os juros compostos só funcionam para quem permanece investindo ao longo do tempo.

Nos relacionamentos, a lógica é exatamente a mesma.

Relações saudáveis não sobrevivem apenas de sentimentos intensos ou momentos felizes. Elas precisam de investimento contínuo. Precisam de tempo, dedicação, presença, escuta, paciência e, principalmente, da capacidade de abrir mão do ego para construir algo maior do que apenas a própria vontade individual.

Hoje, porém, vemos muitas pessoas buscando apenas atender necessidades emocionais imediatas. E isso se reflete diretamente nas relações amorosas, familiares e sociais.

Assim como alguém que gasta tudo o que ganha dificilmente construirá patrimônio financeiro, pessoas que investem apenas em si mesmas dificilmente construirão vínculos profundos e duradouros.

Ninguém fica rico da noite para o dia.

E ninguém constrói intimidade verdadeira sem investimento emocional constante.

Nos relacionamentos amorosos, vemos casais desistindo diante das primeiras dificuldades. Muitos querem receber, mas poucos estão dispostos a investir. Poucos aceitam o desconforto necessário para ouvir o outro, negociar diferenças, amadurecer juntos e construir um projeto de vida em comum.

Vivemos uma cultura da substituição rápida. Relações são trocadas como produtos descartáveis. Mas vínculos profundos não são construídos na lógica do imediatismo. Eles exigem permanência.

Isso também aparece fortemente nas relações entre pais e filhos.

Muitos pais trabalham intensamente para oferecer conforto material, mas acabam terceirizando aquilo que somente a presença pode construir: conexão emocional.

Delegam às telas, às escolas, aos cursos e à correria da rotina uma parte importante da construção afetiva. E depois, na vida adulta, sentem a dor do afastamento emocional dos filhos.

Mas relações familiares também obedecem à lógica dos investimentos: não existe colheita onde não houve plantio.

A intimidade é construída nos pequenos aportes emocionais do dia a dia: na conversa antes de dormir, na presença em uma apresentação escolar, no acompanhamento de um esporte, em um abraço num momento difícil, em uma refeição compartilhada sem distrações.

São investimentos invisíveis que geram dividendos emocionais ao longo da vida.

O mesmo acontece nas amizades.

Vivemos uma epidemia silenciosa de solidão. Muitas pessoas investem intensamente em suas carreiras — porque delas vem o sustento —, mas deixam de investir em suas amizades, em encontros, em conexões verdadeiras e em presença nos momentos difíceis.

E depois se perguntam por que se sentem tão sozinhas.

Assim como uma carteira financeira precisa de manutenção constante, nossa vida emocional também necessita de cuidado contínuo. Amigos não aparecem apenas nos momentos de necessidade. Eles são construídos em anos de convivência, reciprocidade, disponibilidade e afeto.

A verdade é que relacionamentos não sobrevivem apenas de intenção. Eles sobrevivem de investimento.

E investimento exige prioridade.

Talvez por isso tantas pessoas tenham patrimônio financeiro e, ainda assim, experimentem uma profunda pobreza emocional. Porque aprenderam a investir dinheiro, mas não aprenderam a investir presença.

O mundo moderno valoriza velocidade, performance e autonomia extrema. Mas relações profundas exigem exatamente o oposto: tempo, vulnerabilidade, paciência e construção coletiva.

Nenhum patrimônio financeiro substitui o conforto de ter alguém para ligar em um momento de dor. Nenhum sucesso profissional substitui o acolhimento de uma família emocionalmente presente. Nenhuma conquista material elimina completamente o vazio da ausência de vínculos verdadeiros.

E os dados mostram isso.

Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), a solidão já é considerada uma preocupação global de saúde pública, estando associada ao aumento de casos de ansiedade, depressão, doenças cardiovasculares e declínio cognitivo.

Além disso, pesquisas mostram que pessoas com boas redes de apoio emocional tendem a apresentar maior longevidade, mais qualidade de vida e até melhor desempenho profissional.

Ou seja: investir em relações não é apenas uma questão emocional. É também uma construção de saúde, equilíbrio e bem-estar.

Por isso, talvez esteja na hora de começarmos a olhar para nossos relacionamentos com a mesma responsabilidade com que olhamos para nossas finanças.

Assim como planejamos aposentadoria, reserva de emergência e patrimônio, também deveríamos planejar tempo para quem amamos:

  • Tempo para nossos filhos;
  • Para nossos pais;
  • Para nossos amigos;
  • Para nossos companheiros;
  • Para as pessoas que tornam nossa vida emocionalmente sustentável.

Porque no final da vida, dificilmente alguém dirá: “Gostaria de ter trabalhado mais.”

Mas muitos dizem:

  • “Gostaria de ter amado mais;”
  • “Gostaria de ter estado mais presente;”
  • “Gostaria de ter aproveitado mais as pessoas que amava.”

Talvez a maior riqueza que alguém possa conquistar não esteja apenas no patrimônio acumulado, mas na quantidade de vínculos verdadeiros que construiu ao longo da vida.

E essa é uma riqueza diferente: ela não sofre oscilação de mercado, não depende da taxa de juros, não perde valor com o tempo.

Pelo contrário. Quanto mais investimos em amor, presença, amizade, família e conexão humana, maior tende a ser o retorno emocional que recebemos.

Por isso, neste mês de junho, em que celebramos o amor e os vínculos afetivos, deixo um convite:

  • Invista nas suas relações;
  • Invista presença;
  • Invista escuta;
  • Invista tempo;
  • Invista cuidado.

Porque talvez essa seja a aplicação mais valiosa e mais rentável que você fará em toda a sua vida!


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Quer saber mais sobre como o investimento emocional pode fortalecer seus vínculos e gerar riqueza nas relações ao longo da vida? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar sobre o tema.

Com carinho,

Carol Guimarães
https://www.instagram.com/carol_investimentos/

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A Imprevisível Estabilidade: Quando a Resiliência Substitui a Conveniência

Entenda por que a instabilidade global exige resiliência estratégica, adaptação humana e decisões mais maduras em um mundo menos previsível, menos confortável e cada vez mais vulnerável a rupturas.

A Imprevisível Estabilidade: Quando a Resiliência Substitui a Conveniência

A Imprevisível Estabilidade: Quando a Resiliência Substitui a Conveniência

“A instabilidade contemporânea é traduzida na fluidez das relações, onde a única certeza é a mudança constante e a urgência de adaptação.” (Zygmunt Bauman – Sobre a Modernidade Líquida)

O ser humano foi moldado para buscar previsibilidade. Não apenas por conforto, mas porque previsibilidade significa sobrevivência. Durante décadas, o mundo desenvolveu a convicção de que havia superado os grandes ciclos de ruptura da história. Cadeias globais eficientes, energia abundante, logística instantânea, alimentos em fluxo contínuo e estabilidade monetária criaram a sensação de que a civilização moderna havia finalmente domesticado a escassez.

Talvez este tenha sido o maior equívoco psicológico do nosso tempo.

O planeta organizou sua existência sobre estruturas extremamente sofisticadas, porém extraordinariamente frágeis. Poucos corredores marítimos sustentam o abastecimento global. Poucos países concentram produção crítica. Grandes centros urbanos dependem de cadeias “Just in Time” incapazes de suportar interrupções prolongadas.

Em várias regiões do mundo, milhões de pessoas dependem de sistemas de dessalinização, energia contínua e redes logísticas cuja interrupção por ataques simples — físicos, cibernéticos ou assimétricos — poderia alterar rapidamente as condições de sobrevivência coletiva.

O confronto entre Irã e os Estados Unidos talvez represente menos um conflito regional e mais um sinal histórico do esgotamento do modelo globalista construído após a Guerra Fria. Durante décadas acreditou-se que integração econômica produziria estabilidade política permanente. Agora, a lógica começa a se inverter: segurança energética, alimentar, tecnológica e militar retornam ao centro das decisões estratégicas.

A consequência mais profunda não será necessariamente militar. Será social, psicológica e estrutural.

O século XXI inaugura a era da vulnerabilidade distribuída: sistemas cada vez mais complexos tornam-se dependentes de equilíbrios cada vez mais delicados. Um drone barato pode ameaçar infraestrutura crítica. Um bloqueio marítimo pode comprometer alimentos. Um ataque cibernético pode interromper combustíveis, comunicação e energia sem que um único soldado atravesse fronteiras.

Ainda assim, as sociedades continuam operando mentalmente como se o mundo permanecesse linear, estável e expansivo. Empresas planejam como se cadeias globais fossem eternas. Governos prometem crescimento contínuo. Sistemas educacionais continuam preparando jovens para um futuro baseado em abundância permanente e conveniência crescente.

Talvez exista aqui a maior contradição do nosso tempo: o problema deixou de ser apenas econômico ou geopolítico. Tornou-se civilizatório no sentido humano da adaptação.

Grande parte das novas gerações urbanas jamais precisou compreender de onde vêm água, energia, alimentos ou segurança logística. Cresceram em ambientes onde tudo chega instantaneamente, onde a tecnologia parece eliminar limites e onde estabilidade é percebida como condição natural da existência. O modelo “Just in Time” deixou de ser apenas uma lógica econômica; tornou-se uma estrutura mental.

Por isso, a reorganização do mundo poderá produzir um choque cultural muito maior do que os próprios conflitos. A necessidade de produção regional de alimentos, fortalecimento de pequenas cadeias, reindustrialização local, proteção de infraestrutura crítica e até movimentos parciais de retorno ao campo poderão deixar de ser opção ideológica para se transformar em necessidade sistêmica.

Quanto mais sofisticado o sistema, menor parece ser a tolerância psicológica à descontinuidade. Esse talvez seja o ponto mais delicado do século XXI: o problema não é apenas tecnológico, energético ou geopolítico. É cognitivo.

E talvez as sociedades historicamente mais antigas – Irã, Etiópia, Índia, China, por ex – compreendam isso com maior velocidade do que as sociedades modernas excessivamente dependentes da estabilidade. Povos acostumados à ruptura, escassez e adaptação contínua preservam certa intimidade histórica com a ideia de sobrevivência. Já sociedades altamente organizadas tendem a criar uma percepção quase permanente de continuidade.

O ponto crítico é que o mundo continua prometendo aos jovens que tudo permanecerá funcionando como hoje. A narrativa dominante ainda fala em expansão ilimitada justamente no momento em que o planeta começa a migrar para uma lógica de contenção, redundância e resiliência estratégica.

A questão central das próximas décadas talvez não seja quem terá mais tecnologia, mais crescimento ou mais consumo. A pergunta será: quais sociedades ainda conservarão capacidade humana de adaptação?

Porque a transição que se aproxima não exigirá apenas infraestrutura ou inovação. Exigirá maturidade psicológica para aceitar que parte do futuro poderá funcionar de maneira menos eficiente, menos global e menos confortável — porém potencialmente mais resiliente. E civilizações — ou sociedades historicamente acomodadas — raramente aceitam mudança antes que a realidade elimine a alternativa

Civilizações não entram em colapso apenas quando faltam recursos. Elas entram em colapso quando continuam tomando decisões baseadas em um mundo que, de fato, já deixou de existir.


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Quer saber mais sobre como desenvolver resiliência estratégica em um mundo menos previsível e cada vez mais vulnerável a rupturas? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Sandra Moraes
https://www.linkedin.com/in/sandra-balbino-moraes

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Empresas Sofrem por Ausência de Sucessores: O Custo Invisível das Empresas que Não Formam Líderes

Empresas que não priorizam sucessão, formação de líderes e maturidade decisória acumulam riscos invisíveis. Entenda como a mentoria e a preparação de sucessores preserva conhecimento, fortalece a cultura e protege o futuro do negócio.

Empresas Sofrem por Ausência de Sucessores: O Custo Invisível das Empresas que Não Formam Líderes

Empresas Sofrem por Ausência de Sucessores: O Custo Invisível das Empresas que Não Formam Líderes

Quando sucessão, conhecimento e maturidade decisória deixam de ser prioridade estratégica, o risco organizacional começa a se acumular silenciosamente.

A maioria das empresas não tem apenas um problema de liderança. Tem, principalmente, um problema de maturidade para reconhecer que está formando líderes em uma velocidade inferior àquela exigida pelos desafios do negócio.

E enquanto essa discussão segue adiada, a organização continua acreditando que sucessão, conhecimento e maturidade decisória são temas que podem ser empurrados para depois, como se o ambiente competitivo fosse esperar o tempo interno da empresa para se preparar. Não espera. E quando finalmente cobra, cobra caro.

Durante muito tempo, a mentoria foi vista como uma iniciativa positiva, mas periférica. Uma prática relevante para desenvolvimento, mas ainda distante das discussões centrais sobre continuidade, sucessão e sustentabilidade do negócio.

Hoje, porém, essa percepção já não resiste ao cenário atual. A velocidade das mudanças é maior do que a velocidade com que as empresas preparam suas pessoas. E quando isso acontece, o problema deixa de ser operacional e passa a ser estratégico. Porque uma empresa que cresce mais rápido do que sua capacidade de formar líderes está, na prática, construindo um risco estrutural.

O discurso corporativo sobre “pessoas serem o principal ativo” se tornou um mantra repetido com naturalidade, mas raramente sustentado por práticas consistentes. Se isso fosse verdade, sucessão não seria apenas um documento corporativo, mas um processo vivo. Conhecimento não estaria concentrado em poucas pessoas.

A promoção de líderes estaria mais conectada à prontidão do que à urgência. E o RH não precisaria justificar, ano após ano, que desenvolvimento não é despesa, mas uma forma de proteger o negócio.

O paradoxo é evidente: se pessoas são o principal ativo, por que a formação de líderes continua sendo tratada como uma iniciativa secundária?

O risco não aparece de forma abrupta. Os efeitos vão se acumulando silenciosamente ao longo do tempo. A dependência de um único executivo cresce sem que ninguém perceba. O conhecimento estratégico se perde em pequenas transições, desligamentos e reorganizações. A sucessão parece “sob controle” até o dia em que deixa de estar. E quando finalmente a empresa percebe, já não se trata de desenvolvimento — trata-se de contenção de danos.

É nesse momento que a ausência de mentoria deixa de ser uma questão secundária e se transforma em um custo real, que se manifesta em atrasos, decisões mais frágeis, perda de ritmo, perda de talentos e perda de competitividade.

Mentoria organizacional madura deixa de ser apenas um programa de desenvolvimento para se tornar um mecanismo de proteção organizacional.

É uma das formas mais consistente — e mais negligenciadas — de evitar que a empresa fique refém de poucas pessoas. Ajuda a preservar conhecimento crítico, reduz o tempo entre “alguém precisa assumir” e “alguém está pronto para assumir” e ajuda a transformar cultura em prática, não apenas em discurso. E, principalmente, separa empresas que crescem com sustentação daquelas que crescem acumulando fragilidades silenciosas.

O que torna tudo isso ainda mais crítico é que muitas organizações acreditam que estão seguras porque possuem treinamentos, trilhas de liderança, avaliações de desempenho e planos de sucessão. Mas nada disso substitui a transferência direta de experiência, julgamento e leitura de contexto que só acontece na relação entre líderes.

Uma empresa pode ter a melhor universidade corporativa do mundo e ainda assim permanecer vulnerável, porque conhecimento técnico se ensina. Maturidade decisória exige convivência, repertório e exposição a contextos complexos. E é exatamente isso que a mentoria acelera.

É importante reconhecer que o RH, muitas vezes, não trata mentoria como prioridade não por falta de visão, mas por excesso de demandas.

O RH moderno é pressionado por urgências operacionais, por expectativas crescentes e por uma agenda que se expande mais rápido do que os recursos disponíveis.

Ainda assim, existe um ponto difícil de ignorar: quando o RH não lidera a agenda de sucessão, alguém lidera — normalmente o improviso. E improviso, em liderança, quase sempre custa mais do que qualquer investimento que se tentou evitar. A questão, portanto, não é tática. É estratégica.

A mentoria, quando estruturada com intencionalidade, cria algo que nenhuma ferramenta tecnológica consegue replicar: continuidade. Ela conecta gerações, preserva conhecimento, acelera maturidade e reduz a dependência de indivíduos específicos. Também transforma líderes experientes em multiplicadores, e talentos emergentes em sucessores reais — não apenas nomes em uma planilha.

Além disso, fortalece cultura, porque cultura não se transmite apenas por comunicação institucional; se transmite por convivência, por repertório compartilhado e experiências vividas. E reduz riscos, porque risco não está apenas no que a empresa não sabe — está no que apenas uma pessoa sabe.

A verdade é que a maioria das empresas só descobre o valor da mentoria quando já é tarde. Quando um líder sai e ninguém está pronto, quando um projeto trava porque o único que sabia como conduzi-lo não está mais lá, quando um talento promissor desiste porque não enxerga futuro ou quando a cultura começa a se fragmentar porque não há quem a sustente.

E, nesse momento, não adianta correr atrás.

Formação de liderança exige tempo, continuidade e transferência deliberada de experiência — exatamente o oposto da lógica de urgência que ainda domina muitas organizações.

Por isso, a pergunta que importa não é se vale a pena investir em mentoria. A questão mais relevante, hoje, é outra. A pergunta real é: quanto custa continuar adiando a preparação das pessoas que vão sustentar o futuro da empresa? E mais incômoda ainda: como uma organização pretende enfrentar os desafios dos próximos anos se não está formando, agora, as lideranças que irão sustentá-la?

No fim, a omissão também produz consequências. Ou a empresa forma líderes, ou forma riscos. O que muda é apenas o momento em que percebe isso. Empresas que não investem em mentoria raramente estão reduzindo custos. Apenas adiam a conta — e ela normalmente chega mais alta.


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Quer saber mais sobre como a ausência de sucessores, mentoria e formação contínua de líderes pode gerar riscos invisíveis, fragilizar a cultura organizacional e comprometer a sustentabilidade das empresas no longo prazo? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até a próxima!

Wilson R. Lourenço
https://www.compassconsult.com.br

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Liderança no Varejo: Tecnologia com Propósito para Criar Experiências Humanas

Tecnologia, dados e automação já fazem parte do varejo. Descubra o diferencial da liderança que usa a tecnologia com propósito para transformar eficiência em conexão, presença e experiências humanas que fortalecem relações duradouras com clientes.

Liderança no Varejo: O Diferencial da Tecnologia com Propósito para Criar Experiências Humanas

Liderança no Varejo: Tecnologia com Propósito para Criar Experiências Humanas

Liderança no varejo nunca teve tanto recurso disponível. Ainda assim, nunca foi tão desafiadora. Vivemos um momento em que a tecnologia evoluiu de forma exponencial, trazendo uma capacidade inédita de analisar dados, prever comportamentos e automatizar decisões. Porém, mesmo com toda essa sofisticação, a experiência do cliente continua, muitas vezes, vazia. Funciona, resolve, entrega. Mas não marca.

Isso revela algo importante. O problema não está na tecnologia. Está na forma como ela é conduzida. Ou melhor, na forma como é liderada. O varejo ficou inteligente, mas, em muitos casos, perdeu sensibilidade ao longo do caminho.


Por que a liderança no varejo precisa ir além dos dados 

Hoje, líderes no varejo têm acesso a praticamente tudo. Relatórios detalhados, indicadores em tempo real, previsões cada vez mais precisas e dashboards que traduzem o comportamento do consumidor em números. Eles sabem o que o cliente compra, quando compra, quanto gasta e até o que provavelmente desejará em seguida.

Ainda assim, existe uma diferença silenciosa entre saber e perceber. Saber organiza a operação, melhora processos e dá previsibilidade. No entanto, perceber é o que direciona a experiência. É o que permite antecipar necessidades que ainda não foram verbalizadas e entender nuances que não aparecem nos relatórios.

Por isso, liderança no varejo não é sobre saber mais. É sobre perceber antes. E isso exige algo que a tecnologia, sozinha, não entrega: intenção.


O papel da liderança no varejo na experiência do cliente 

O consumidor contemporâneo não busca apenas conveniência. Ele espera reconhecimento. Quer sentir que existe ali uma relação, ainda que breve, mas genuína. Essa percepção não surge por acaso. Ela é construída a partir de decisões, muitas vezes invisíveis, tomadas por quem lidera.

A tecnologia pode facilitar, agilizar e até personalizar interações. No entanto, é a liderança que define se ela será usada para aproximar ou apenas para escalar. É nesse ponto que o tema deixa de ser tecnológico e se torna profundamente humano.

A questão central não é o quanto de tecnologia uma empresa possui. É como a liderança escolhe utilizá-la. Porque, no fim, não é sobre ferramentas. É sobre direção.


Eficiência não é experiência: o erro silencioso da liderança 

O varejo de hoje é eficiente. Os atendimentos são rápidos, os processos são organizados e as operações funcionam com precisão. Porém, ao mesmo tempo, muitas dessas experiências são esquecíveis. Elas cumprem sua função, mas não criam vínculo.

Isso acontece porque existe uma confusão recorrente dentro das empresas. A crença de que melhorar a jornada é o mesmo que melhorar a experiência. Mas não é. Jornada é estrutura, fluxo, processo. Experiência é percepção, emoção, memória.

E percepção não se automatiza. Se constrói.

Quando a liderança prioriza apenas escala e eficiência, a tecnologia ocupa o espaço da decisão humana. Ela executa bem, mas não interpreta. E, sem interpretação, não há conexão. O resultado são relações superficiais, que até funcionam no curto prazo, mas não sustentam diferenciação.


Tecnologia com propósito: a decisão que diferencia líderes no varejo 

Ter tecnologia deixou de ser diferencial. Hoje, é pré-requisito. Qualquer empresa pode ter acesso a sistemas avançados, algoritmos sofisticados e ferramentas de gestão robustas. O que realmente diferencia é a intenção por trás do uso dessas ferramentas.

Quando a liderança não tem clareza sobre o tipo de experiência que deseja criar, a tecnologia se torna apenas um instrumento de eficiência operacional. Ela resolve problemas, mas não constrói significado. Por outro lado, quando existe propósito, a tecnologia amplia a capacidade humana de perceber, de cuidar e de se relacionar.

Líderes mais conscientes já entenderam isso. Eles não abrem mão da tecnologia, mas também não abrem mão do olhar. Automatizam processos sem automatizar relações. Buscam escala, mas preservam a presença.

No fundo, tecnologia com propósito não fala sobre eficiência. Fala sobre escolha.


O futuro da liderança no varejo é humano 

Liderança no varejo, hoje, é sobre decidir como a tecnologia entra na experiência e qual papel ela desempenha na relação com o cliente. É garantir que ela não substitua o humano, mas amplifique o que temos de mais valioso.

Quando usada sem consciência, a tecnologia transforma o cliente em número. Quando usada com intenção, ela potencializa a capacidade do time de perceber, de cuidar e de criar conexão. E talvez esse seja o maior sinal de sofisticação no varejo atual.

Conseguir, em meio a tanta automação, fazer alguém se sentir visto. Não como um perfil de consumo, mas como pessoa.

Em um mundo cada vez mais acelerado, digital e previsível, o que mais falta é presença. E presença não nasce da tecnologia. No entanto, pode ser sustentada por ela, quando existe direção clara.

E direção é papel da liderança.

O futuro do varejo já começou. E ele não será mais frio, mais automático ou mais distante. Ele será mais consciente, mais intencional e, sobretudo, mais humano.

Porque, no final, não é sobre vender mais. É sobre liderar relações que sustentam resultados ao longo do tempo.

E isso exige algo que nenhuma tecnologia consegue fazer sozinha. Mas que toda grande liderança precisa desenvolver com consistência.

Humanidade. 

Se esse texto te atravessou, ele não foi escrito em vão. Compartilhe com quem decide cultura, metas e modelos de liderança na sua organização.


Outras reflexões de Leila Navarro sobre liderança, saúde emocional e futuro do trabalho estão disponíveis em:

https://leilanavarro.com.br/blog/


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Quer saber mais sobre como a liderança no varejo pode utilizar a tecnologia com propósito para criar experiências mais humanas, fortalecer conexões e transformar eficiência em relacionamento duradouro? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até a próxima!

Leila Navarro
Especialista em Inovação Humana e Desenvolvimento do Novo Humano nas Organizações. Autora de 16 livros traduzidos para diversos idiomas, astronauta análoga certificada e referência latino-americana em presença, comportamento e futuro do trabalho.
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O Tabuleiro Invisível: Um Guia de Poder para Lideranças

Entenda como poder, influência, imagem, informação e timing moldam a liderança. Aprenda a ler o tabuleiro invisível das relações corporativas para agir com consciência, estratégia e responsabilidade em ambientes competitivos.

O Tabuleiro Invisível: Um Guia de Poder para Lideranças

O Tabuleiro Invisível: Um Guia de Poder para Lideranças

Imagine a seguinte cena: Junior, um gestor brilhante e tecnicamente impecável, acaba de ser promovido a Diretor de Projetos em uma multinacional. Ele entra na primeira reunião de Diretoria cheio de energia, apresentando ideias revolucionárias que expõem as falhas dos processos antigos criados por seu superior. Junior esperava aplausos, porém encontrou silêncio e, nos meses seguintes, uma resistência crescente que veio a sabotar todas as suas iniciativas.

O erro de Junior? Ele ignorou as regras do jogo que não estão nos manuais de RH. Dois anos depois, outro gestor — Neto, 34 anos, recém-promovido a Diretor — percebeu a mesma coisa. O que o trouxera até ali, como trabalho duro, resultados concretos e transparência, já não bastava. Havia outro jogo sendo jogado ao seu redor, com regras que ninguém verbalizava, mas quase todos praticavam.

É para líderes como Junior e Neto que Robert Greene escreveu “As 48 Leis do Poder”, um dos manuais mais lidos e controversos do mundo sobre os mecanismos invisíveis que governam ascensão, influência e sobrevivência nas hierarquias humanas. Não se trata de um convite ao cinismo, mas de um mapa para não se perder no caminho. E todo líder precisa conhecer o terreno, mesmo que escolha jogar de forma diferente.

A seguir, organizamos a essência daquelas 48 leis em cinco pilares estratégicos, com orientações práticas para quem deseja exercer liderança com mais consciência e inteligência no ambiente corporativo brasileiro.


Pilar 1: Construa uma imagem que precede você

No mundo corporativo, julga-se quase tudo pelas aparências, ou seja, aquilo que não se vê não conta. Um líder que não domina a própria imagem permite que outros a definam. Greene é categórico: a reputação é a pedra de toque do poder. Com ela, você intimida e vence sem lutar, mas sem ela, fica vulnerável a ataques de todos os lados.

A orientação começa com uma contradição aparente: nunca ofusque quem está acima de você. O erro capital de Junior foi ferir o ego de seu superior. Para alcançar o ápice, você deve fazer com que seus mestres pareçam mais brilhantes do que são na realidade. Exibir talentos demais pode inspirar medo e insegurança em quem decide seu futuro. Na prática, nunca humilhe seu chefe em público, mesmo quando estiver certo. Faça com que ele pareça bem diante dos demais, pois isso abrirá portas para você.

Ao mesmo tempo, seja visível. Ser ótimo e invisível é quase o mesmo que não existir. Construa presença com substância, executando as suas atividades com excelência e deixando os resultados falarem. Apresente conquistas da equipe de forma clara, visual, memorável. Use rituais internos para marcar conquistas, com lançamentos, celebrações e símbolos que tornem sua liderança mais tangível.

Adote uma postura de confiança genuína. A maneira como você se comporta determina como é tratado. Agir com segurança faz com que você pareça destinado ao sucesso, enquanto a vulgaridade gera desrespeito a longo prazo. Contudo, evite parecer perfeito demais, pois exibir suas falhas humanizadas poderá desarmar a inveja e aproximar as pessoas. Mostrar-se humano em temas pontuais gera empatia e reduz a hostilidade silenciosa dos invejosos.

Pergunta para reflexão: como sua atual equipe descreveria você quando não está presente na sala? Essa é sua medida real de poder.


Pilar 2: Controle a narrativa e a informação

A informação é moeda, pois quem a controla, comanda o jogo. Líderes eficazes sabem que quanto mais você diz, mais comum parece ser. O controle da informação é a base da vantagem competitiva. Diga sempre menos do que o necessário. Líderes que falam demais perdem a aura de autoridade e revelam mais do que pretendem.

A escassez de palavras aumenta o peso de cada uma delas. Em negociações, evite “despejar” todo o plano. Mostre o suficiente para engajar e retenha detalhes para ajustar a rota. Em momentos de conflito, explique de forma objetiva e curta. Quanto mais você fala, mais abre brechas para interpretações e resistência. Pessoas poderosas demonstram o que querem, não trazem explicações demais.

> Oculte suas intenções quando ainda estiver construindo algo sensível

Não significa mentir, mas revelar apenas o necessário e no momento certo. Projetos revelados cedo demais geram resistência, enquanto ideias compartilhadas antes de amadurecerem são sabotadas. Mantenha as pessoas no escuro, pois se elas não souberem o que você pretende, não conseguem preparar uma defesa.

> Conheça profundamente o terreno e os jogadores

É vital agir colhendo informações preciosas sobre rivais e aliados em encontros sociais. Descubra o ponto fraco de cada um, seja uma insegurança ou um desejo incontrolável. Em reuniões, faça perguntas que revelem motivações, medos e interesses. Liderar é entender o mapa emocional das pessoas. Não para manipular destrutivamente, mas para antecipar movimentos e tomar decisões mais bem construídas.

> Controle as opções que você oferece

Quando precisar de aprovação para algo, estruture as alternativas de modo que todas as escolhas lhe sejam favoráveis. Ofereça opções em vez de propostas secas: “Temos A ou B; ambos atendem ao objetivo, qual preferem?”. Você conduz o jogo, enquanto as pessoas sentem autonomia.


Pilar 3: Domine a Arte das Relações e da Influência

Neto cometeu um erro clássico ao assumir a Diretoria, uma vez que confiou demais em quem acreditava ser um amigo. Greene comenta que os amigos são os primeiros a trair, pois a inveja os contamina mais facilmente do que contamina os estranhos. Isso não significa ser cínico, mas sim ser seletivo com a confiança. Não confie decisões críticas apenas na lealdade pessoal e utilize critérios objetivos, dados, resultados. Amigos também erram e, às vezes, escondem os problemas identificados.

> Construa pontes com opositores internos, em vez de tentar esmagá-los

Um antigo crítico convertido pode se tornar seu aliado mais fiel. Use a honestidade seletiva e a generosidade estratégica para construir alianças. Reconhecer esses mecanismos não significa ser manipulador; significa não ser ingênuo.

> Torne-se indispensável

Para manter sua independência, você deve ser necessário e querido. Se as pessoas dependerem de você para serem felizes e prósperas, você não terá o que temer. Desenvolva uma competência distintiva, como um tipo de análise, uma visão de negócio, uma habilidade de negociação, algo em que você seja referência. Estruture processos em que seu time seja visto como indispensável para resultados-chave, não como mero executor de tarefas genéricas.

> Poder sustentável não é medo, é relevância

Se você sair, fará falta não porque ninguém o suporta, mas porque ninguém entrega a mesma combinação de resultado e confiança. Se precisar de ajuda, não lembre as pessoas de favores passados, pois elas encontrarão um jeito de ignorá-lo. Em vez disso, mostre como elas ganharão ajudando você. As pessoas respondem ao que lhes beneficia, não ao que beneficia você.

> Proteja-se de contaminações emocionais

A miséria é contagiosa e, sendo assim, evite alianças com quem contamina equipes com negatividade permanente. A energia emocional de um time é um campo de força e, portanto, cuide de quem você permite que o influencie. E nunca se isole, uma vez que líderes cercados de muros perdem o pulso da organização e se tornam alvos fáceis.


Pilar 4: Aja com estratégia, timing e gestão de conflitos

Neto entrou em confronto direto com um colega sênior numa reunião do Board da empresa e venceu o argumento. Mas perdeu um aliado e o projeto seguinte. Greene ensina que o líder deve vencer por suas atitudes, não pela discussão. Convicções demonstradas valem mais do que debates ganhos. Ao confrontar alguém publicamente, mesmo com razão, você cria um inimigo permanente. Sempre que possível, faça a divergência em privado e o alinhamento em público.

> Domine o timing

Jamais demonstre pressa, pois isso evidencia falta de controle. Pareça paciente, como se soubesse que tudo chegará a você no momento certo. Falar cedo demais ou tarde demais pode matar uma boa ideia. Observe o clima da organização, as pressões do momento e escolha a hora em que as pessoas estão mais receptivas. Greene orienta esperar a hora certa e atacar com foco quando as circunstâncias forem propícias.

> Planeje até o fim

Não se deixe levar pela sorte, e passe a considerar todas as consequências e obstáculos possíveis para não ser pego de surpresa. Ao alcançar a meta estabelecida, aprenda a parar, pois o calor da vitória é o momento mais perigoso, onde a arrogância pode fazê-lo avançar demais e gerar um desastre. A arrogância pós-triunfo destrói em dias o que se leva anos para construir.

> Saiba quando recuar

Em muitos casos, é mais sábio ceder e ganhar tempo do que insistir numa guerra de desgaste. Quando a decisão superior está tomada e não há reversão, insista em registrar seu ponto de vista, mas não transforme isso em cruzada pessoal. Recuar pode preservar sua influência para a próxima batalha. Não é covardia e sim inteligência tática da rendição, pois ceder preserva energia para retomar no momento certo.

> Quando for necessário atacar, seja cirúrgico

Se um comportamento tóxico está corroendo o time, tais como fofoca sistemática, sabotagem e desrespeito, meias medidas pouco resolvem. Dê feedback claro, estabeleça consequências e, se necessário, corte a fonte. Nem toda batalha merece sua energia, já que algumas são vencidas por temperança e timing, não por força.


Pilar 5: Seja fluido, seja forte e use o poder de forma consciente

O último pilar é o da adaptabilidade e do autocontrole. Quem perde o controle emocional, perde o jogo. Não responda e-mails críticos de cabeça quente e estabeleça para si mesmo a regra de “dormir uma noite” antes de certas respostas. Greene insiste que frio por fora, quente por dentro é uma postura estratégica, ou seja, vale sentir intensamente, mas decida com cuidado o que irá fazer.

> Seja fluido como a água

Evite ter uma forma definida ou um plano visível demais que permita ataques diretos. Líderes que se tornam previsíveis, rígidos, fixos em um único modelo de gestão são vulneráveis. A fluidez, adaptar-se sem perder o foco, é o que distingue quem sobrevive de quem perece nos ambientes em transformação. Aceite que nada é certo e nenhuma lei é fixa, sendo que ser adaptável ao caos é a melhor das posturas.

> Concentre suas forças no que realmente importa

Um líder que faz tudo superficialmente alcança menos do que aquele que domina profundamente uma área estratégica. Seja ousado, dado que a hesitação contamina e inspira desconfiança. Erros cometidos com coragem são corrigíveis, mas a timidez raramente é valorizada.

> As pessoas precisam acreditar em algo

Ninguém lidera apenas pelo medo. Líderes poderosos conquistam corações e mentes, não apenas pessoas obedientes. Dê sentido ao trabalho e conecte metas a um propósito maior. Misture razão e emoção com dados e narrativas, incluindo histórias de clientes e casos reais que envolvam o time. Ao assumir uma nova área, não tente reinventar tudo rapidamente e escolha poucas batalhas (aquelas que realmente alteram o jogo).

> Mantenha sua independência

Não se comprometa com nenhuma causa ou grupo de forma irreversível. Alianças são instrumentais, mas seus princípios devem ser permanentes. Completando, nunca tente substituir um grande antecessor replicando seu estilo, sendo essencial que construa sua própria identidade de liderança.


Conclusão: O poder é uma ferramenta, não um fim

Três anos depois de sua promoção, Neto era reconhecido como um dos líderes mais eficazes da empresa. Não porque havia se tornado manipulador ou frio, mas porque havia aprendido a ler o jogo ao seu redor e a fazer escolhas conscientes dentro dele.  Dominar as leis de Robert Greene não significa tornar-se um vilão, mas sim estrategista consciente.

O poder existe em todas as interações humanas. Ignorá-lo, como fez Junior, é um risco que um líder moderno não pode correr. Fingir que os jogos de influência não existem só tornara você presa fácil dos que jogam melhor. Três sínteses importantes para finalizar:

  1. Poder é inevitável. Sempre haverá jogos de influência. A questão não é se você participa, mas se participa com consciência ou como peça no tabuleiro alheio.
  2. Poder é ferramenta, não um fim em si próprio. Ele pode ser usado para promover justiça, proteger a equipe, construir valor ou até mesmo para o oposto disso tudo. O livro de Greene mostra as leis, mas o uso que você faz delas é sua escolha ética.
  3. Consciência é proteção. Ao reconhecer as dinâmicas que Greene descreve, você se torna menos manipulável e mais capaz de usar o poder de forma intencional e responsável. Todo líder deve conhecer as regras do jogo, especialmente aqueles que decidem jogar de forma diferente.
No jogo da sua vida profissional, vencer por suas atitudes é sempre mais eficaz do que vencer por enfrentamentos.

Demonstre seus resultados, proteja sua imagem, mantenha a clareza estratégica sobre o tabuleiro e, acima de tudo, decida conscientemente a serviço de que causa você quer colocar o seu poder. Como gestor ou empresário, sua tarefa não é decorar as 48 leis, mas compreender o jogo para navegar em ambientes competitivos.

Se você transformar algumas dessas ideias em atitude prática e concreta na sua gestão, já terá dado um passo importante. E ao sair do piloto automático e entrar em uma postura lúcida e responsável de liderança, isso lhe trará a garantia de sucesso.

Eu sou Mario Divo e posso ser encontrado pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.


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Quer saber mais sobre como as dinâmicas invisíveis de poder, influência e percepção impactam as lideranças e por que consciência estratégica pode ser tão importante quanto competência técnica no ambiente corporativo? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.

Até nossa próxima postagem!

Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br

Confira também: O Futuro Não Se Adivinha: A Arte de Desenhar Cenários!


Referência bibliográfica:

GREENE, Robert. As 48 leis do poder. Tradução de Talita M. Rodrigues. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.


Palavras-chave: liderança, lideranças, poder, influência, robert greene, greene, as 48 leis do poder, jogos de influência, ambiente corporativo brasileiro, dinâmicas invisíveis de poder, poder das lideranças, tabuleiro invisível, lideranças e influência, o que impacta as lideranças, o que as lideranças precisam entender
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Resiliência

Faça de cada limão, uma limonada! Resiliência é a capacidade de se resistir flexivelmente às adversidades e dificuldades, utilizando-as para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.

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O sucesso de uma mulher está em ser mulher!

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.

E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.

Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.

Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:

  • Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
  • Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.

E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.

Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.

Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.

Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.

O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.

Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.

Mas, é possível e já vi milagres.

Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.

Acreditar na Mulher que há dentro de você.

Sucesso e Feliz Dia da Mulher!

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Não concretizou uma meta? É preciso agora ter coragem para fazer mudanças drásticas!

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida.

A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.

E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.

Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.

Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.

A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.

Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.

Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.

Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.

Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.

Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.

E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?

Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?

Chega de Síndrome de Felipão, né?

Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.

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Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Quando buscamos algo melhor, criamos a mudança, pois desejamos que coisas melhores ocorram. Mas há também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora?

Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…

Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.

Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.

Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.

Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.

Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…

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Sem Comprometimento não há avanços na vida e nem sucesso!

Qual é o seu grau de comprometimento em realizar algo? Um dos maiores problemas de uma pessoa é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

Responda rápido a minha pergunta:

– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?

Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:

– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?

Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.

Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.

Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.

E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?

Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.

O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.

Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?

Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.

Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.

Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:

Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.

Para ajudar, significado de Comprometimento:

“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.

Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!

Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.

É por ai. Boa semana!

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O Poder do Bom Dia e Obrigado

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado. Quem não gostaria de ouvir este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.

Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.

Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.

Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?

Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.

Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?

Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?

Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.

A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.

Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.

Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.

O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.

Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.

Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.

Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.

Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.

Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.

Pense nisso.

Te desejo um bom dia e obrigada.

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Procrastinando? Então continue!

Sabe aquilo que você já sabe que tem que fazer e não faz? É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que nunca rola por que você não toma a iniciativa.

É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.

Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”

E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.

Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?

O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.

Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.

Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…

Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:

1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?

Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.

2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.

Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.

3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?

4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.

5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.

6º passo: Faça.

Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.

E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.

Com amor e com alma,

Karinna

PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.

PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.

Obrigada!

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Você sabe o que é Inteligência Espiritual?

A maior parte das pessoas já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. E sobre Inteligência Espiritual? Será que a Inteligência Emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? O que você pensa a respeito?

Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?

Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação.  Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.

O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.

Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.

Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.

As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.

E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!

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