fbpx

Filhos São Custo ou Investimento? A Verdade que Ninguém Conta!

Filhos são custo ou investimento? Descubra como aplicar educação financeira e planejamento consciente para criar filhos com segurança, propósito e equilíbrio, evitando dívidas e transformando essa jornada em um projeto de vida sustentável.

Filhos Não São Custo. São Investimento de Vida e Exigem Método, Propósito e Educação Financeira

Filhos São Custo ou Investimento? A Verdade que Ninguém Conta!

Filhos Não São Custo. São Investimento de Vida e Exigem Método, Propósito e Educação Financeira

Recentemente, voltou a circular nas redes sociais um levantamento com base em dados do Insper e do IBGE indicando que o custo para criar um filho no Brasil até os 18 anos pode variar de cerca de R$ 240 mil nas faixas de renda mais baixas a R$ 3,6 milhões ou mais nas famílias de renda mais alta. Na classe C, a estimativa ficaria entre R$ 480 mil e R$ 1,2 milhão. Na classe B, entre R$ 1,2 milhão e R$ 2,4 milhões. Já na classe A, a partir de R$ 3,6 milhões.

Os números chamam atenção. Mas a forma como escolhemos interpretá-los é ainda mais relevante.

Eu não concordo com a leitura de que filhos representam custo. Filhos são os nossos maiores e mais importantes investimentos. A diferença está na forma como enxergamos e organizamos essa jornada.


O problema não é o valor. É a ausência de método

É verdade que o levantamento ajuda a traduzir uma percepção comum: filhos consomem parte relevante da renda familiar ao longo do tempo. Alimentação, moradia, saúde, educação, lazer e despesas compartilhadas compõem essa conta. Fala-se, em média, em algo próximo a 30% da renda familiar direcionada à criação.

Mas o erro está em tratar essa realidade apenas como despesa acumulada, e não como um projeto de vida estruturado.

Quando uma família decide ter um filho, está assumindo um compromisso de longo prazo. Isso exige organização, clareza de sonhos e planejamento financeiro. Não é uma visão fria. Para mim, é exatamente o contrário: é o cuidado responsável.

É nesse ponto que a Metodologia DSOP, aplicada pela DSOP Educação Financeira, ganha relevância.


DSOP: Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar

Eu desenvolvi a Metodologia DSOP a partir de quatro pilares muito claros:

  • Diagnosticar a real situação financeira;
  • Sonhar com propósito;
  • Orçar de acordo com os sonhos;
  • Poupar para realizá-los.

Quando aplicamos essa metodologia à decisão de ter filhos, então a lógica muda completamente. Em vez de perguntar quanto um filho vai pesar no orçamento, eu convido as famílias a refletirem: qual é o sonho que tenho para meu filho e como organizo meus recursos para sustentá-lo ao longo do tempo?

Essa mudança de mentalidade transforma tudo.

Quando o filho passa a ocupar um lugar consciente dentro do planejamento, a família estrutura reservas, organiza prioridades, revê padrões de consumo e alinha expectativas. Não se trata de gastar mais, mas de gastar com consciência e coerência com os próprios sonhos.


Educação financeira começa na infância

Eu sempre defendi que o maior investimento não está apenas nos recursos destinados aos filhos, mas na educação que eles recebem dentro de casa.

Se ensinarmos nossas crianças e jovens a lidar com dinheiro desde cedo, estaremos formando assim adultos mais equilibrados financeiramente. Isso rompe ciclos de endividamento e desorganização.

Por isso, acredito que o impacto financeiro da criação também precisa ser ressignificado. Parte significativa dos conflitos familiares relacionados ao dinheiro nasce da ausência de diálogo e de educação financeira no ambiente familiar.

Quando incluímos os filhos no processo de entendimento do orçamento, mostramos como funcionam as escolhas e as prioridades. Assim, aquilo que muitos enxergam apenas como despesa passa a ser também construção de responsabilidade.


Padrão de vida é escolha consciente

O próprio levantamento mostra que os valores variam conforme a renda e o padrão de consumo. Entre famílias de maior renda, o investimento pode ser muitas vezes superior ao das faixas mais baixas.

Isso deixa claro que não existe um número fixo. Existe um estilo de vida, existem escolhas e existe planejamento.

Escolas, atividades, moradia e experiências fazem parte das decisões de cada família. O que eu defendo é que tudo isso esteja, de fato, alinhado à realidade financeira, sem comprometer a sustentabilidade ao longo do tempo.

Sem planejamento, o sonho pode se transformar, sem dúvida, em preocupação constante. Com método, ele se torna projeto viável.


Amor não entra na planilha. Planejamento deve entrar

Ter filhos é uma decisão emocional, afetiva e profundamente humana. Mas ignorar o impacto financeiro pode comprometer justamente aquilo que mais queremos preservar: o futuro deles.

Como educador financeiro, meu papel é orientar e educar. Não é tratar filhos como despesa, mas ensinar as famílias a estruturarem seus sonhos com responsabilidade e método.

Eu não vejo filhos como custo.

Eu vejo filhos como investimento de vida.

E todo investimento consistente começa com diagnóstico, sonho estruturado, orçamento equilibrado e poupança consciente.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como transformar a ideia de que filhos não são custo em um verdadeiro plano de  investimento de vida estruturado, com mais segurança, clareza e tranquilidade financeira? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Um grande abraço,

Reinaldo Domingos
Presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira, ABEFIN, e especialista em educação do comportamento financeiro.
https://www.dsop.com.br

Confira também: Remédios Sobem Até 3,81%: Planejamento é a Melhor Receita para Proteger o Orçamento

Palavras-chave: filhos não são custo, educação financeira, planejamento financeiro familiar, custo de criar filhos, metodologia DSOP, como planejar financeiramente a criação dos filhos, filhos são custo ou investimento, filhos são investimento de vida, educação financeira para crianças e jovens, como organizar o orçamento familiar com filhos, planejamento financeiro para famílias com filhos
Neste artigo

Participe da Conversa


Educar é Jardinar: O Despertar para uma Parentalidade Consciente e Não Violenta

Educar é controlar ou cultivar? Descubra como a parentalidade consciente e a comunicação não violenta ajudam a criar filhos mais autônomos, seguros e emocionalmente saudáveis, sem cair no controle disfarçado de cuidado.

Educar é Jardinar: O Despertar para uma Parentalidade Consciente e Não Violenta

Educar é Jardinar: O Despertar para uma Parentalidade Consciente e Não Violenta

A educação dos filhos é, muitas vezes, confundida com a arte de dar limites. Na tentativa de sermos “bons pais”, caímos na armadilha de intervir em cada passo, palavra ou emoção das crianças. No entanto, o verdadeiro papel de quem educa não é moldar o outro à sua imagem, mas sim criar o terreno fértil para que ele floresça com autonomia.


O Controle Disfarçado de Cuidado 

Muitas vezes, o controle se manifesta de formas sutis. O elogio excessivo e constante, por exemplo, pode limitar a criatividade, pois a criança passa a agir para satisfazer a expectativa externa. Da mesma forma, o alerta de “atenção!” a cada nova aventura interrompe a experimentação necessária para o aprendizado.

Um exercício revelador é observar nossas próprias interações: quanto do que dizemos é realmente necessário? Frequentemente, fazemos perguntas em sequência sem sequer esperar pela resposta, atropelando o tempo da criança. O convite aqui é o silêncio.

Estar presente sem falar demais, admirar o desenvolvimento sem interromper e, quando houver tarefas, convidar a criança para o mundo real. Por que um aspirador de brinquedo se o aspirador de casa de verdade (que meu filho chama “bichão”) é muito mais interessante?

Para pertencer, a criança precisa contribuir e participar da vida como ela é. 


Da Linguagem Estática à Mentalidade de Crescimento

Para evitar rótulos que aprisionam, devemos trocar a linguagem estática pela dinâmica. Em vez de dizer “você é criativo”, experimente focar no processo: “Achei criativo como você usou o Lego para fazer esse elevador. Como pensou nisso?”.

Ensinar que a vida é movimento — que nada “é”, tudo “está” — estimula uma mentalidade de crescimento. Seu filho não é uma definição fixa; ele está em constante evolução. Além disso, não precisamos ter respostas prontas para perguntas complexas sobre a guerra ou a morte, por exemplo.

A segurança é mais importante que a informação.

Muitas vezes, devolver a pergunta e validar o que a criança sabe já sobre o assunto e sente em relação a ele é o maior gesto de conexão que podemos oferecer.


Limites, Escuta e Autorregulação 

Estabelecer limites não precisa ser um ato de força. Crianças não são “adultos menores”; são seres humanos dignos de respeito igualitário. A relação ganha-ganha acontece quando os pais ocupam o lugar de uma autoridade que inspira e orienta, não que oprime.

Isso exige autoescuta. Muitas vezes não ouvimos nossos filhos porque não estamos nos ouvindo. Quando estamos exaustos, é mais honesto verbalizar nossa indisponibilidade (“estou cansada e preciso descansar agora, em vez de ler a história, o que acha de apenas deitar juntos escutando uma música?”) do que reagir com gritos ou punições mascaradas. A energia da verdade, falando na primeira pessoa, é mais eficiente, principalmente a longo prazo, que a energia da acusação, apontando o dedo.

O mesmo vale para os momentos de desorganização emocional na criança— a chamada “birra”. E aqui vale lembrar que o córtex pré frontal começa a se desenvolver com 5 anos de idade ou seja antes dessa idade, o sistema da criança não está pronto para a autorregulação.

O papel do adulto não é resolver o problema rápido, mas mostrar disponibilidade: “Estou aqui para você quando precisar de um abraço”. A autorregulação é ensinada pelo exemplo. Ao mostrarmos como lidamos com nossa própria raiva ou tristeza, oferecemos às crianças ferramentas para que elas encontrem alternativas saudáveis às reações violentas.


Conclusão: O Próximo Milênio

Educar é como a jardinagem: um trabalho constante de adubar a qualidade da relação.

A Comunicação Não Violenta (CNV) vai além do lar; é uma questão de saúde pública e sustentabilidade social. Embora meu entusiasmo inicial ao descobrir a CNV há 10 anos me faça desejar a paz mundial em dez anos, os mestres da não violência nos lembram que estamos trabalhando para o próximo milênio.

Sejamos, portanto, jardineiros pacientes. Cada pequena mudança na forma como nos comunicamos hoje é uma semente plantada para um mundo mais compassivo amanhã.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como educar com presença, limites e respeito, sem cair no controle disfarçado de cuidado? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Pauline Charoki
https://escutatoria.com

Confira também: Nada é Óbvio: O Risco de Não Dizer o Que Precisa Ser Dito

Palavras-chave: parentalidade consciente, comunicação não violenta, educação dos filhos, autorregulação emocional, limites na educação, o que é parentalidade consciente, o que é parentalidade não violenta, como educar com limites e respeito, parentalidade consciente e não violenta, como desenvolver autonomia nas crianças, como lidar com birra de forma respeitosa, educação com presença e escuta ativa
Neste artigo

Participe da Conversa


A Verdade: Como Você Se Relaciona com Ela em Sua Vida?

O que significa viver a verdade em um mundo de narrativas tão conflitantes? Descubra como alinhar discurso e ação, fortalecer seu caráter e tomar decisões mais conscientes em meio ao excesso de informação e interpretações.

A Verdade: Como Você Se Relaciona com Ela em Sua Vida? Você está vivendo o que acredita… ou apenas dizendo o que soa certo?

A Verdade: Como Você Se Relaciona com Ela em Sua Vida?

Em 1902, William George Jordan escrevia sobre a “verdade” como quem descreve uma força invisível, mas inevitável. Não era apenas uma virtude elegante para ocasiões especiais, mas nas palavras dele, essa é a “rocha fundamental do caráter humano”. Algo que não se veste como um terno de gala, mas que se usa como roupa de trabalho, no cotidiano. Mais de um século depois, existe uma pergunta ecoando como um trovão: o que ainda significa viver a e na “verdade”?

O livro The Power of Truth: Individual Problems and Possibilities (em versão livre – O Poder da Verdade: Problemas e Possibilidades Individuais) apresenta uma reflexão da ética e da moralidade, explorando o impacto da “verdade” no crescimento pessoal e no aprimoramento. Jordan examina com maestria a conduta da vida, oferecendo perspectivas sobre como, ao abraçar a “verdade”, podemos lidar melhor com os desafios da vida.

Quem se interessar pelo tema pode encontrar uma edição revisada, publicada pela Editora Anson Street Press, em março de 2025 (Amazon e outras plataformas para venda de livros). Essa edição oferece um guia acessível para compreender e aplicar princípios éticos no dia a dia, além de aprofundar a compreensão de conceitos filosóficos sobre o assunto. E agora, voltemos à pergunta anterior:


O que ainda significa viver a e na “verdade”?


A resposta, curiosamente, não está mais simples e sim mais urgente. Para Jordan, a “verdade” não significa apenas dizer o que é factual. Ela exige que uma pessoa venha a viver em coerência com aquilo que acredita. Ele desenhou uma linha moral bastante clara ao afirmar que não existe “verdade” teórica. Se você sabe algo e não vive de acordo com isso, sua vida é uma mentira.

Essa ideia tem algo de provocador, pois elimina o espaço confortável entre discurso e prática. Não há zona neutra, ou seja, se você não viver aquilo que acredita, estará então traindo a si próprio. E indo além, Jordan faz uma distinção que continua atual: Errar não é um problema, mas a desonestidade consciente sim.  Uma pessoa pode estar errada e ainda assim ser íntegra. Mas quando alguém conhece a “verdade” e a ignora deliberadamente, essa pessoa estará rompendo com a própria consciência.

Naquele início de século XX, esse debate sobre “verdade” era muito mais individual, servindo como uma orientação interna. Não era algo para ser incluído entre os temas mais debatidos socialmente e, até os dias atuais, muitas coisas influenciaram até seu entendimento. Aquilo que Jordan buscava motivar no indivíduo, agora no século XXI, temos como suporte as redes sociais. A “verdade” saiu do silêncio da consciência humana e entrou em um estádio lotado, com microfones, algoritmos e plateias polarizadas, multiplicando a “verdade” em múltiplas narrativas.


Hoje, a questão não é apenas “estou sendo verdadeiro comigo mesmo?”, mas também “quem está moldando aquilo que eu acredito ser verdadeiro?”.


Vivemos uma era em que a informação circula com a velocidade de luz, mas a compreensão caminha a pé, tropeçando em opiniões prontas. A “verdade” deixou de ser algo a ser demonstrado e passou a ser disputada. Se para Jordan “mentiras sabem andar em batalhões”, hoje esses batalhões têm Wi-Fi, estratégia e até mesmo financiamento de interessados.

Nos estudos sociológicos atuais e futuros, certamente estará incluído um tópico especial sobre como cada geração se relacionou com a “verdade”.  Para quem viveu no início do século XX, a “verdade” era algo associado à honra pessoal. Palavra dada funcionava como contrato e a reputação de alguém nascia da coerência entre fala e ação. No pós-guerras mundiais, a “verdade” começou a se institucionalizar e passou a ser mediada por jornais, universidades, associações e grupos temáticos, bem como narrativas oficiais de governos de plantão.

Surgiu então uma chamada confiança na informação a partir de fontes onde, em tese, a “verdade” era identificada e reproduzida. O tempo passou e chegamos na geração digital, em que a “verdade” não vem mais de poucos e reputados centros. Hoje, ela emerge sob vários tipos de apresentação e roupagem, nascida e multifacetada por milhões de vozes simultâneas que buscam protagonismo, gerando absoluto caos.


O mundo digital permite com que crenças sejam moldadas por bolhas sociais, que algoritmos reforcem convicções pré-existentes e as opiniões (achismos) ganhem o mesmo peso que fatos.


Aquilo que Jordan chamou de “verdade”, antes sólida, virou algo mais parecido com areia movediça. E o complicador desse contexto é que, se no indivíduo a “verdade” tem relação direta com o caráter, no mundo político ela molda poder. Governos sempre trabalharam com narrativas, mas nunca com a sofisticação atual.

Democracias e autocracias, cada uma à sua maneira, disputam o controle do que é percebido como real. Em ambos os casos, a “verdade” deixa de ser apenas ética e passa a ser extremamente estratégica. Uma notícia não é só informação, mas ela serve para influenciar a interpretação dos fatos à conveniência do poder. Jordan já alertava que o político que ajusta suas posições conforme o vento da popularidade é um “truqueiro”. Hoje, essa descrição parece quase suave diante do cenário global.

Outro ponto interessante do texto original é a crítica que Jordan faz à premissa de que “mentir é necessário para os negócios”. Mais de um século depois, essa discussão continua viva, mas agora com novas camadas. No mundo corporativo atual, reputação é ativo financeiro, confiança é diferencial competitivo e transparência virou estratégia de marca. Empresas que manipulam a “verdade” podem crescer rapidamente, mas tendem a colapsar quando a realidade emerge.

Jordan diria que isso já estava previsto, pois o sucesso baseado na mentira é temporário. A diferença é que hoje esse ciclo é mais rápido, a realidade dos fatos aparece mais cedo e o julgamento é coletivo. Cabe afirmar que o problema nunca foi a falta de dados ou agilidade para compilar esses dados. O impacto sempre foi humano, o que deixa a pergunta: Se temos mais acesso à informação do que nunca, por que ainda hoje lutamos contra a “verdade”?


Em princípio, algumas razões continuam as mesmas, desde 1902: medo das consequências, desejo de aceitação, apego a crenças antigas e o conforto da ilusão.


Jordan observava que as pessoas são leais ao que mais desejam e aceitam a quando a mentira que oferece conveniência. Assim, o conceito de “verdade” em não mudou, mas sua aplicação sim se modificou. Porém, há algo que permanece válido: apenas a verdade continua sendo o que se sustenta no longo prazo.

Caminhando para o final desta postagem, cabe afirmar que vivemos um paradoxo curioso: nunca soubemos tanto de tanta coisa, mas nunca foi tão difícil ter certeza. Jordan dizia que a “verdade” não pode ser totalmente definida, apenas percebida em suas manifestações. Hoje, isso ganha novo significado. A “verdade” não está apenas nos dados, mas na interpretação honesta deles.

Em meio a esse cenário de disputas narrativas, sobra uma pergunta simples e incômoda: o que hoje significa viver a “verdade” na prática? Resumidamente, podemos comentar posturas como verificar antes de compartilhar, admitir quando não sabe, revisar crenças antigas e, ainda, alinhar discurso e ação. Nada disso é muito grandioso, porém não é tão fácil de ser encontrado.

Concluindo, Jordan insistia que a “verdade” está nos detalhes do cotidiano, não em ocasiões especiais. Esse ponto atravessou intacto mais de um século e, atualmente, um dos locais onde existe grande demanda sobre “verdades” é o ambiente de trabalho. Hoje, ambientes profissionais são ecossistemas que cobram confiança, a qual é, essencialmente, alinhada com a “verdade”.

Afinal, o ambiente de trabalho moderno funciona como um laboratório vivo daquilo que Jordan já citava: a “verdade” não é estratégia, ela é fundamento. E, talvez, a maior provocação que podemos levantar nesta abordagem, ao trazer um texto de 1902 para o mundo de 2026, seja de que a tecnologia e a sociedade mudaram bastante, mas e quanto ao caráter das pessoas?


No fim das contas, tudo remete a uma pergunta final que não aceita maquiagem: você está vivendo aquilo que acredita ser a sua verdade?


Se a resposta for negativa, não adianta trocar de ferramenta, tecnologia, emprego, discurso ou de cenário, pois o problema persistirá na base, invisível por fora, mas estrutural por dentro. Agora, se a resposta for “sim”, ainda que imperfeita merecendo ajustes, você está sustentando algo raro: uma vida que não precisa de ajustes constantes para parecer coerente.

E é justamente aí que mora o valor real, porque viver a “verdade” não é o caminho mais fácil nem o mais rápido, mas é o único que não cobra juros ocultos lá na frente. Seja você um coach, mentor, consultor, terapeuta ou conselheiro, seu valor para o cliente será tanto melhor e maior quando a relação estiver sempre baseada na “verdade”. E todos forem leais e verdadeiros promotores da “verdade”.

Eu sou Mario Divo e posso ser encontrado pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.


Gostou do artigo?

Quer saber como viver a verdade na prática e alinhar aquilo que você acredita com suas atitudes no dia a dia, mesmo em um mundo cheio de narrativas conflitantes? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até nossa próxima postagem!

Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br

Confira também: Você Vive em Seu Universo ou Busca Criar um Pluriverso?

Palavras-chave: verdade, caráter, consciência, coerência, informação, viver a verdade na prática, alinhamento entre discurso e ação, impacto da verdade no caráter, verdade no mundo digital, como viver a verdade no dia a dia
Neste artigo

Participe da Conversa


Os Níveis de Escuta na Liderança: O Que Revela Se Você Lidera com Consciência ou no Piloto Automático

A forma como você escuta define seu nível de liderança. Entenda os diferentes níveis de escuta e descubra como sair do piloto automático, desenvolver liderança assertiva e melhorar relações, decisões e resultados nas organizações.

Os Níveis de Escuta na Liderança: O Que Revela Se Você Lidera com Consciência ou no Piloto Automático

Os Níveis de Escuta na Liderança: O Que Revela Se Você Lidera com Consciência ou no Piloto Automático

Se tem uma coisa que revela o nível de maturidade de um líder, não é o quanto ele fala bonito é o jeito que ele escuta.

Sim, escuta. Aquela habilidade que muita gente acha que tem mas, na prática, usa só para esperar a vez de falar.

E aqui vai um spoiler importante: a escuta não é única. Ela tem níveis. E cada nível mostra claramente se o líder está operando no piloto automático do cérebro defensivo ou na consciência do cérebro assertivo.

Tem líder que escuta, mas só para confirmar o que já acredita. Ele ouve alguém falando, mas por dentro já está formulando resposta, julgamento, defesa. É aquela escuta rápida, ansiosa, quase impaciente.

Ele interpreta rápido, julga rápido e responde mais rápido ainda. Resultado? Feedback vira confronto, reunião vira disputa e qualquer divergência vira ameaça. Esse é o líder dominado pelo cérebro defensivo. Ele não escuta o outro, ele reage ao que sente.

Agora, quando esse mesmo líder começa a evoluir, ele entra num segundo nível. Ele já consegue ouvir dados, fatos, argumentos. Já não reage tão impulsivamente. Existe uma abertura cognitiva, uma tentativa de ser mais racional. Só que ainda falta algo essencial: conexão emocional.

É aquele líder correto, técnico, que toma boas decisões, mas não engaja. Ele fala bem, organiza bem, mas não cria vínculo. E sem vínculo, meu caro, não existe liderança de verdade. Existe gestão.


A grande virada acontece quando o líder começa a escutar com empatia.

Aqui muda o jogo. Ele para de ouvir para responder e começa a ouvir para compreender. E isso não é detalhe, isso transforma a relação. Porque quando uma pessoa se sente ouvida de verdade, o cérebro dela sai do modo defesa e entra no modo colaboração.

O ambiente muda. A confiança aparece. Os conflitos deixam de ser brigas e passam a ser conversas maduras. Esse é o ponto em que a liderança assertiva começa a florescer de verdade. Porque surge o equilíbrio que eu sempre falo: firmeza com respeito, razão com sensibilidade.

E aí, para poucos, mas possível, existe um quarto nível. A escuta generativa. Aqui o líder não escuta só o que está sendo dito. Ele escuta o que está nas entrelinhas, o que ainda está se formando, o que ninguém conseguiu colocar em palavras. Ele percebe potencial, tendências, sinais sutis. É o líder que não só resolve problema, ele antecipa cenário.

Ele desenvolve pessoas, fortalece o time e cria inovação a partir da escuta. Esse nível exige segurança interna, maturidade emocional e presença. Por isso, o líder defensivo nem chega aqui. Porque quem está ocupado se protegendo… não consegue perceber o futuro.


No fundo, tudo se resume a uma coisa: qual cérebro está liderando você?

Se for o cérebro defensivo, você escuta para se proteger, para rebater, para manter o controle.

Se for o cérebro assertivo, você escuta para construir, para entender, para evoluir.

E isso muda absolutamente tudo.

Porque a qualidade da sua escuta define a qualidade das suas relações. E a qualidade das suas relações define a qualidade dos seus resultados.

Então, na próxima conversa, antes de responder, faça uma pausa simples e poderosa: “Eu estou ouvindo para entender ou só para responder?”

Se a resposta for a segunda, respira. Ajusta. Volta.

É nesse micromomento que nasce a liderança assertiva de verdade.


Gostou do artigo?

Quer saber como desenvolver níveis de escuta na liderança e sair do piloto automático para liderar com mais consciência e resultados? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até o próximo artigo!

Vera Martins
https://vera-martins.com/

Confira também: Seu Time Não Reage ao Que Você Diz, Reage ao Seu Eixo HPA: Como o Estresse do Líder Influencia o Comportamento da Equipe

Palavras-chave: níveis de escuta na liderança, escuta na liderança, liderança assertiva, cérebro defensivo, escuta empática, tipos de escuta, tipos de escuta na liderança, quais são os níveis de escuta, quais são os tipos de escuta, como melhorar a escuta na liderança, diferença entre escuta defensiva e assertiva, como desenvolver liderança assertiva através da escuta, impacto da escuta na gestão de equipes, como escutar melhor e liderar com consciência
Neste artigo

Participe da Conversa


Copa, Eleições e Feriados: Ano das Distrações

Copa do Mundo, eleições e feriados transformam 2026 em um ano de distrações. Nesse cenário, manter o foco e tomar decisões consistentes se torna essencial. Descubra como proteger sua atenção, organizar prioridades e seguir seus objetivos com disciplina.

Copa, Eleições e Feriados: Ano das Distrações Você Vai Conseguir Manter o Foco em 2026?

Copa, Eleições e Feriados: Ano das Distrações
Você Vai Conseguir Manter o Foco em 2026?

Olá,

Abril costuma ser um mês muito simbólico. Ele marca o momento em que o ano deixa de ser promessa e começa, de fato, a mostrar seu ritmo real.

Já passamos pela empolgação inicial de janeiro, já sentimos o peso da rotina e também começamos a perceber o quanto manter o foco talvez seja mais desafiador do que traçar metas.

Em 2026, esse cenário fica ainda mais evidente. Estamos em um ano que naturalmente convida à dispersão. Ao longo dos próximos meses, teremos feriados, Copa do Mundo e eleições. Todos esses acontecimentos mobilizam o país, alteram o funcionamento do comércio, mudam horários, dominam conversas e capturam a atenção coletiva.

Naturalmente, isso afeta também a nossa vida prática. E não estou falando apenas da produtividade no trabalho. Estou falando da forma como organizamos prioridades, tomamos decisões, conduzimos nossos investimentos, administramos nossos negócios e mantemos disciplina diante daquilo que realmente importa.

Acompanhar a Copa, torcer pelo Brasil e observar o cenário político com atenção faz parte da vida. O problema não está nesses acontecimentos em si, mas no espaço que eles ocupam dentro da nossa rotina quando passam a se transformar em distração, adiamento ou perda de direção.

Muitas pessoas começaram 2026 com metas importantes: organizar a vida financeira, investir melhor, rever gastos, sair de dívidas, estruturar patrimônio, expandir um negócio ou simplesmente colocar mais ordem na própria vida. Mas anos com muitos estímulos externos costumam trazer um risco silencioso: o de empurrar decisões relevantes para depois.

E o “depois” quase sempre vem acompanhado de justificativas socialmente aceitáveis. Depois do feriado, depois da Copa, depois da eleição, depois que o cenário ficar mais claro… Só que, enquanto isso, os meses passam.


Por isso, acredito que uma das competências mais importantes deste ano será a capacidade de participar do que acontece ao redor sem perder a própria direção.


Algumas atitudes podem ajudar:

  • Defina poucas prioridades, mas de forma muito clara. Quando tudo chama atenção, saber exatamente o que precisa ser preservado faz diferença.
  • Estabeleça limites para o excesso de informação. Nem toda notícia precisa virar preocupação e nem toda discussão merece ocupar sua energia.
  • Mantenha uma rotina mínima de revisão. Uma pausa semanal para olhar agenda, metas e finanças já ajuda a evitar decisões no automático.
  • Não decida no calor do ambiente coletivo. Isso vale para política, trabalho, negócios e investimentos.
  • Proteja seu tempo. Atenção é um ativo valioso e, em anos como este, ela será disputada o tempo todo.
  • Retome seus objetivos com frequência. Em momentos de ruído, o que traz clareza é lembrar para onde você quer ir.

No campo financeiro, esse cuidado se torna ainda mais importante.

Isso porque a instabilidade do ambiente externo muitas vezes afeta menos os resultados do que o comportamento das pessoas diante dele. Em outras palavras: o que prejudica não é apenas o cenário, mas a forma como reagimos a ele.

É justamente por isso que o planejamento financeiro se torna tão essencial. Planejar não é engessar a vida. Planejar é criar direção. É transformar intenção em meta, meta em estratégia e estratégia em acompanhamento. É saber que, mesmo em um ano cheio de pausas, ruídos e acontecimentos coletivos, ainda é possível sustentar decisões coerentes com aquilo que você quer construir.

Mais do que isso, o planejamento financeiro também oferece uma base emocional. Ele reduz a ansiedade, melhora a leitura sobre prioridades e ajuda a separar urgência de importância. Em vez de viver reagindo ao calendário, ao noticiário ou ao humor do mercado, a pessoa passa a se orientar por algo mais sólido: seus próprios objetivos.


E aqui existe um ponto que considero fundamental.

Nem sempre é fácil manter esse compromisso sozinho. Contar com profissionais que ajudem a organizar metas, revisar estratégias, ajustar rotas e acompanhar decisões ao longo do tempo faz diferença real. Em um ano de tantas distrações, ter apoio técnico, visão estratégica e acompanhamento próximo pode ser exatamente o que mantém um plano vivo.

No fim, 2026 será um ano lembrado por grandes eventos coletivos. Mas, no plano individual, o que realmente fará diferença será a capacidade de cada um de não se afastar daquilo que deseja construir.

Torcer, acompanhar, participar e se informar são atitudes legítimas. Mas preservar foco, disciplina e direção continua sendo indispensável.

Que este seja um ano não apenas de movimento ao redor, mas de avanço verdadeiro dentro daquilo que cada um escolheu como prioridade.

Porque resultados consistentes não nascem da ausência de distrações. Eles nascem da presença de propósito, da clareza de metas e da coragem de seguir o plano, mesmo quando o mundo inteiro parece querer nos desviar dele.


Gostou do artigo?

Quer saber como manter o foco em 2026 mesmo em um ano cheio de distrações e tomar decisões mais consistentes? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar sobre o tema.

Com carinho,

Carol Guimarães
https://www.instagram.com/carol_investimentos/

Confira também: Entre o Amor e o Patrimônio: O que O Morro dos Ventos Uivantes Ensina Sobre Decisões Financeiras e Escolhas de Vida

Palavras-chave: foco, foco em 2026, manter o foco em 2026, ano de distrações, planejamento financeiro, tomada de decisões, foco e disciplina, como manter o foco em um ano cheio de distrações, impacto da copa e eleições na produtividade, como evitar distrações e manter disciplina, importância do planejamento financeiro em tempos instáveis, como tomar decisões consistentes em ambientes de distração
Neste artigo

Participe da Conversa


Educação no Brasil no Século XXI: Desafios e Soluções

A educação no Brasil enfrenta uma crise estrutural que vai além do acesso à escola. Baixa aprendizagem, desigualdade e falta de qualificação impactam mercado de trabalho e crescimento econômico. Entenda os desafios e descubra soluções estratégicas.

Educação no Brasil: Desafios, Crise e Soluções no Século XXI

Educação no Brasil no Século XXI: Desafios e Soluções

“A direção em que a educação inicia alguém determinará sua vida futura.”(Platão – A República) 

O sistema educacional brasileiro enfrenta uma crise estrutural que transcende o simples acesso à escola e se manifesta, sobretudo, na baixa qualidade da aprendizagem e na insuficiente preparação da força de trabalho para as exigências do século XXI. Embora a escolarização básica esteja praticamente universalizada — com taxa superior a 99% entre crianças de 6 a 14 anos [1]—, o aprendizado efetivo permanece limitado em áreas essenciais como leitura, matemática e ciências.

O quadro torna-se ainda mais preocupante quando se observa a proficiência funcional da população. Cerca de 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são considerados analfabetos funcionais, isto é, incapazes de interpretar textos simples, compreender informações básicas ou resolver problemas elementares de matemática[2]. Trata-se do mesmo patamar registrado em 2018, sem avanço significativo ao longo de seis anos, o que evidencia um problema estrutural e persistente.

Essas fragilidades aparecem de forma clara nas avaliações educacionais internacionais. No Programa Internacional de Avaliação de Estudantes de 2022, apenas 27% dos estudantes brasileiros atingiram o nível mínimo de proficiência em matemática, considerado essencial para o uso funcional do conhecimento no cotidiano e no trabalho, enquanto a **média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico foi de aproximadamente 69%**[3].

Essa defasagem ajuda a explicar por que parcela expressiva dos alunos também permanece abaixo das expectativas básicas em leitura, interpretação de dados e raciocínio lógico.

A desigualdade educacional agrava esse cenário.

Diferenças regionais e socioeconômicas profundas — como infraestrutura escolar precária, ausência de recursos básicos e escassez de professores qualificados — ampliam as lacunas de aprendizagem entre estudantes de áreas urbanas e rurais e entre grupos de renda mais alta e mais baixa[4].

Essas limitações educacionais se projetam diretamente sobre o mercado de trabalho. Trabalhadores com menor escolaridade enfrentam maiores dificuldades de inserção, menor mobilidade profissional e rendimentos significativamente mais baixos, ampliando desigualdades econômicas e sociais[5]. Ao mesmo tempo, empresas relatam dificuldades crescentes para preencher vagas que exigem competências técnicas, cognitivas e digitais, especialmente nos setores industrial, tecnológico e de serviços de maior valor agregado.

O impacto econômico é direto.

A escassez de habilidades básicas e técnicas limita investimentos produtivos. Ela reduz ganhos de produtividade e compromete a capacidade do país de crescer de forma sustentada e competitiva. Esse desafio se torna ainda mais relevante quando se projeta um cenário de crescimento econômico mais acelerado.

Considerando, de forma hipotética, um crescimento médio do Produto Interno Bruto de 5% ao ano nos próximos cinco anos, estimativas baseadas em estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e de entidades representativas da indústria indicam que o Brasil precisaria formar ou requalificar entre 1,8 milhão e 2,4 milhões de profissionais qualificados adicionais nesse período apenas para sustentar esse ritmo de expansão[6].

Esse contingente inclui técnicos de nível médio, profissionais da indústria, trabalhadores de serviços especializados, engenheiros, profissionais da área de tecnologia e docentes.

Diante desse quadro, soluções viáveis e estruturantes começam pela valorização da carreira docente.

É indispensável investir em formação inicial sólida, desenvolvimento profissional contínuo, remuneração compatível e planos de carreira que atraiam e retenham talentos. Sistemas educacionais bem-sucedidos demonstram que a qualidade do professor é o fator escolar mais relevante para a aprendizagem dos alunos[7].

Os currículos também precisam ser claros em suas prioridades. Reforçar leitura, escrita, matemática e ciências desde a educação básica é condição necessária para qualquer inovação posterior. Competências digitais e pensamento crítico devem ser incorporados de forma progressiva, sempre apoiados em uma base sólida de conhecimento. A tecnologia pode apoiar o diagnóstico pedagógico e a personalização da aprendizagem, mas não substitui o ensino qualificado nem o papel do professor.

Outro eixo essencial é a recuperação das aprendizagens perdidas, com programas estruturados de reforço, acompanhamento contínuo do desempenho e apoio direcionado a estudantes em risco de repetência ou evasão. Parcerias com universidades e centros de pesquisa podem ampliar o uso de estratégias baseadas em evidências e avaliações consistentes.

A descentralização responsável de recursos também é necessária, com maior autonomia para redes e escolas, especialmente em regiões vulneráveis, acompanhada de mecanismos claros de responsabilização.

Por fim, é indispensável a construção de um pacto nacional pela educação. Um pacto que una governos, sociedade civil e setor produtivo em torno de metas claras, mensuráveis e monitoráveis. Avaliações regulares, transparência e incentivos a práticas comprovadamente eficazes são fundamentais para romper o ciclo de baixa aprendizagem.

A educação é o principal vetor de mobilidade social, produtividade econômica e soberania nacional. Reformá-la com foco em proficiência real, equidade e alinhamento às demandas do mundo do trabalho não é apenas uma política setorial, mas um investimento civilizacional. Sem isso, o país corre o risco de não formar a geração necessária para sustentar seu próprio desenvolvimento.


Gostou do artigo?

Quer saber como enfrentar os desafios da educação no Brasil no século XXI e transformá-la em um motor real de crescimento econômico com soluções de fato estratégicas? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Sandra Moraes
https://www.linkedin.com/in/sandra-balbino-moraes

Confira também: Sociedade, Rentismo e Globalismo: O Fim de uma Era


Referências

[1] IBGE – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação.

[2] Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF), edições 2018–2024.

[3] Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – Programa Internacional de Avaliação de Estudantes 2022.

[4] IBGE; INEP – Censo Escolar da Educação Básica.

[5] OCDE; IBGE – Educação, rendimentos e mercado de trabalho.

[6] IPEA; Confederação Nacional da Indústria – estudos sobre produtividade, crescimento econômico e demanda por qualificação profissional (estimativas baseadas na elasticidade emprego–produto).

[7] OCDE – estudos comparativos sobre qualidade docente e desempenho educacional
Palavras-chave: educação no Brasil, educação, crise educacional, qualidade da educação, educação básica, mercado de trabalho, educação no brasil no século XXI, desafios da educação no Brasil no século XXI, baixa qualidade da aprendizagem no Brasil, impacto da educação no mercado de trabalho, soluções para a educação brasileira, formação de profissionais qualificados no Brasil
Neste artigo

Participe da Conversa


Quando a Liderança Falha: O Que a Saída de Talentos Revela Sobre Líderes e Contextos Organizacionais

Bons profissionais estão saindo — mas o que isso realmente revela? Descubra o que a saída de talentos expõe sobre liderança, cultura e os desalinhamentos invisíveis que afastam pessoas, comprometem resultados e enfraquecem as organizações.

Quando a Liderança Falha: O Que a Saída de Talentos Revela Sobre Líderes e Contextos Organizacionais

Quando a Liderança Falha: O Que a Saída de Talentos Revela Sobre Líderes e Contextos Organizacionais

Por que bons profissionais continuam saindo — e o que isso revela sobre a forma como estamos liderando?

Talentos não faltam. Falta, muitas vezes, a combinação certa entre liderança, contexto e maturidade organizacional para sustentá-los.

E talvez a pergunta mais honesta não seja “por que bons profissionais continuam saindo?”, mas “o que isso revela sobre a forma como estamos construindo — ou deixando de construir — ambientes onde eles possam permanecer?”.

Existe uma conversa que ainda não acontece com a profundidade necessária: liderar talentos não é simples, e não é apenas uma questão de técnica. Não é falta de ferramentas, metodologias ou discursos bem estruturados. Também não é ausência de treinamentos ou frameworks de desenvolvimento. O ponto é mais sutil. Liderar talentos expõe o líder — expõe inseguranças, expõe a necessidade de controle, expõe a dificuldade natural de lidar com pessoas que pensam diferente, que se movem em ritmos distintos e que, muitas vezes, não pedem permissão para isso.

A entrada da inteligência artificial no cotidiano das empresas não criou esse desafio, mas tornou-o mais visível. Durante muito tempo, liderar foi organizar, acompanhar, cobrar e corrigir. Esse modelo funcionou — e, em muitos contextos, foi exatamente o que as organizações precisavam. Mas o cenário mudou. Parte significativa desse papel passou a ser assumida pela tecnologia. A IA organiza melhor, acompanha com mais precisão, analisa com mais profundidade e executa com mais velocidade.


E, quando isso acontece, sobra aquilo que sempre foi central, mas frequentemente subestimado: gente.


E gente não responde a comando como processo. Gente responde a contexto, coerência, confiança — e percebe rapidamente quando esses elementos não estão presentes. É nesse ponto que muitos líderes começam a sentir um desconforto legítimo. Alguns percebem que sempre gerenciaram tarefas com eficiência, mas desenvolver pessoas exige um repertório diferente. Outros se veem divididos entre a pressão por resultados e a necessidade de dedicar tempo ao desenvolvimento humano — uma tensão real, que não se resolve apenas com boa vontade.

E há ainda aqueles que até desejam liderar de forma mais profunda, mas operam em estruturas que não favorecem esse tipo de liderança — culturas aceleradas, agendas fragmentadas, metas agressivas e pouca clareza sobre prioridades humanas.


Esse é um ponto crítico frequentemente negligenciado: não se trata apenas da capacidade individual do líder, mas do quanto o sistema permite — ou limita — a prática de uma liderança mais consciente.


Parte da tensão atual está na forma como os talentos são percebidos. Existe, de um lado, uma expectativa alta sobre o chamado high potential; de outro, uma frustração silenciosa de quem precisa liderá-los no dia a dia. Esses profissionais não são simples de conduzir. Eles questionam, aceleram mais do que o sistema comporta, testam limites, pedem autonomia — às vezes antes de estarem totalmente prontos para sustentá-la. Isso não é um problema em si; é parte do que faz com que sejam talentos. Potenciais altos não vêm prontos — vêm com potência e contradições.

Mas também é verdade que nem todo talento se expressa dessa forma. Há profissionais igualmente brilhantes que operam com profundidade silenciosa, que observam antes de agir, que contribuem de maneira menos visível, mas não menos valiosa. Reconhecer essa diversidade de expressões de talento é fundamental para evitar que a liderança privilegie apenas perfis mais expansivos ou questionadores.

O ponto crítico é que muitos líderes dizem querer esse perfil, mas convivem melhor com o oposto: pessoas previsíveis, que executam sem tensionar, que não desafiam decisões e que não exigem do líder uma revisão constante do próprio pensamento. Isso não acontece por falta de intenção. Acontece porque liderar talentos exige um nível de maturidade emocional e profissional que nem sempre foi exigido antes — e porque o ambiente organizacional, muitas vezes, reforça comportamentos de conformidade em vez de incentivar a pluralidade de pensamento.

É nesse desalinhamento que ocorre uma das perdas mais silenciosas — e mais caras — das organizações. O talento raramente sai apenas da empresa. Na maioria das vezes, sai da experiência de liderança que encontra. Mas também sai de culturas incoerentes, de estruturas rígidas, de falta de clareza estratégica, de expectativas mal comunicadas e de ambientes que não acompanham seu ritmo de desenvolvimento.


A saída de um talento quase nunca tem uma única causa — ela é construída, pouco a pouco, na soma de pequenas desconexões que, isoladamente, parecem irrelevantes, mas, juntas, se tornam insustentáveis.


Muito se fala sobre cultura integrativa, diversidade e inclusão como pilares estratégicos. Na prática, isso se traduz em algo menos confortável: conviver com pessoas que não pensam como você, que não trabalham no seu ritmo, que não validam automaticamente suas decisões e que, em muitos momentos, vão tensionar aquilo que parece “óbvio”. Liderar nesse contexto exige mais do que alinhamento conceitual; exige maturidade para sustentar ambientes onde discordar não seja interpretado como ameaça e onde vulnerabilidade não seja confundida com fragilidade.

Ao mesmo tempo, cresce a expectativa de que a liderança seja mais humana. Mas humanizar não é suavizar a gestão nem reduzir o nível de exigência. Humanizar é aumentar o nível de responsabilidade. É parar de tratar pessoas como peças ajustáveis e começar a lidar com sistemas complexos, com histórias, ambições, limites e contradições. Isso exige presença, escuta, consistência e, sobretudo, disposição para lidar com aquilo que não é controlável. E exige reconhecer que o líder também é humano — com limites, pressões e aprendizados em curso.


O desafio se intensifica quando os talentos deixam de caber em estruturas lineares.


Carreiras não seguem mais trajetórias previsíveis, aprendizado não acontece apenas em trilhas formais e reconhecimento não se sustenta apenas em promoções. O profissional que se destaca hoje não está necessariamente interessado em subir rapidamente na hierarquia; ele quer impacto, autonomia e espaço para experimentar. Quer errar, ajustar e aprender em velocidade — e isso pressiona diretamente a forma como a liderança tradicional foi estruturada.

Nesse cenário, há uma inversão silenciosa acontecendo. Durante muito tempo, esperava-se que o talento se adaptasse ao modelo de liderança. Agora, cada vez mais, é a liderança que precisa evoluir para não perder o talento. E essa evolução não acontece apenas por acúmulo de conhecimento, mas por revisão de comportamento. Liderar talentos emergentes exige que o próprio líder se coloque em movimento — não como alguém que já chegou, mas como alguém que continua aprendendo, ajustando e, em muitos casos, desaprendendo. E isso vale tanto para líderes quanto para as próprias organizações, que precisam atualizar suas estruturas, rituais e expectativas.

Se o cenário é esse, a mudança não passa por fórmulas prontas, mas por escolhas práticas que reposicionam o papel da liderança no dia a dia. Algumas delas começam a fazer diferença quando deixam de ser discurso e passam a ser prática: trocar controle por contexto, sustentar conversas difíceis sem encurtá-las, parar de premiar conforto disfarçado de alinhamento, desenvolver autonomia com responsabilidade e revisar o próprio papel com frequência desconfortável.


São movimentos simples de entender — e difíceis de sustentar. E, justamente por isso, transformadores.


Quando esse movimento não acontece, o custo aparece — ainda que nem sempre de forma imediata. Talentos se desconectam antes de sair, a inovação perde força, a cultura começa a fragmentar e a empresa reduz sua capacidade de resposta. Não há anúncio formal para isso, mas os sinais estão presentes: decisões mais lentas, menos iniciativa, mais conformidade e menos questionamento. E, quando a organização percebe, muitas vezes já perdeu aquilo que não era substituível. E, em muitos casos, perdeu não por falha individual, mas por um conjunto de fatores que ninguém conseguiu — ou teve tempo — de endereçar.

Talvez, então, o ponto mais honesto não esteja nas respostas que você já tem, mas nas perguntas que ainda evita fazer.

Perguntas que não acusam, mas iluminam.

Perguntas que não culpam, mas ampliam consciência.

E perguntas que não apontam falhas, mas revelam caminhos.<strong>

Mas, ainda assim, algumas delas precisam ser feitas. 

  • Seu time permanece com você — ou aprende a se adaptar a você?
  • Quando alguém discorda de você, isso abre espaço para evolução… ou encerra a conversa?
  • Os talentos ao seu redor estão crescendo — ou apenas se ajustando ao modelo que você sustenta?

Porque, no fim, não é sobre ter talentos no time.

É sobre ser — e construir — o tipo de liderança que eles escolhem permanecer.


Gostou do artigo?

Quer saber como reduzir a saída de talentos e fortalecer a retenção de bons profissionais por meio de uma liderança mais consciente e estratégica? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até a próxima!

Wilson R. Lourenço
https://www.compassconsult.com.br

Confira também: Microagressões no Ambiente Corporativo: Entre Resultados, Crenças e Cultura

Palavras-chave: saída de talentos, liderança nas empresas, retenção de talentos, cultura organizacional, liderança e contexto organizacional, quando a liderança falha, o que a saída de talentos revela, por que bons profissionais estão saindo das empresas, como evitar a saída de talentos, como reter talentos, como reter talentos nas organizações, impacto da liderança na retenção de talentos, por que talentos deixam empresas
Neste artigo

Participe da Conversa


Gestão Emocional no RH: Por Que Medir Clima Não é o Mesmo que Escutar Emoção?

Sua empresa mede clima organizacional, mas ignora o que realmente importa? Descubra por que a gestão emocional no RH vai além dos dados e como a escuta sensível revela sinais invisíveis que impactam cultura, liderança e resultados.

Gestão Emocional no RH: Por Que Medir Clima Não é o Mesmo que Escutar Emoção?

Gestão Emocional no RH: Por Que Medir Clima Não é o Mesmo que Escutar Emoção?

A gestão emocional no RH virou um desafio silencioso nas empresas que medem clima organizacional, engajamento e performance, mas não conseguem escutar a emoção real das pessoas. Pesquisas mostram números, relatórios organizam dados, mas o que acontece no corpo, na presença e nas relações continua fora da planilha, e é exatamente aí que a cultura começa a adoecer ou a se fortalecer.

Mas existe uma pergunta que quase nunca entra na pauta estratégica: o que está acontecendo com aquilo que os dados não conseguem mostrar?

Porque por trás de uma nota 7,4 de engajamento pode existir uma equipe inteira operando no automático. Por trás de um baixo índice de rotatividade pode haver uma cultura sustentada pelo medo de sair. E por trás de um clima considerado “bom” pode simplesmente não existir clima algum, apenas adaptação silenciosa.


Emoção não cabe em gráfico.


Existem dimensões da experiência humana que simplesmente não se capturam em questionários. Elas não cabem em escalas, nem se deixam reduzir a números. Elas se percebem, se sentem, se revelam no corpo, no olhar, na forma como as pessoas ocupam os espaços, no ritmo com que falam, no jeito como entram e saem das salas, no quanto se aproximam ou se afastam umas das outras.

Pesquisas internas podem apontar que está tudo bem, que o clima é positivo, que o engajamento está dentro do esperado. Ainda assim, as reuniões são atravessadas por silêncios tensos, respostas curtas e um cuidado excessivo com o que pode ou não ser dito. As pessoas respondem formulários com atenção, escolhem as opções corretas, cumprem o ritual esperado, mas evitam conversas diretas com a liderança. A performance segue acontecendo, as entregas feitas e os prazos respeitados. Por fora, tudo parece funcional. Por dentro, a energia do ambiente está pesada, fragmentada, sem vitalidade, como se o sistema estivesse funcionando no modo automático, sem presença real.


Os dados tradicionais mostram a superfície do que está acontecendo.


Eles ajudam, orientam, organizam decisões. Mas não contam a história inteira. A emoção guarda o que realmente sustenta ou desgasta uma cultura ao longo do tempo. É nela que ficam os sinais mais sutis, aqueles que aparecem antes dos grandes problemas, antes das crises explícitas, antes dos números começarem a cair.

Quando o RH se limita apenas ao que é visível e mensurável, perde acesso a uma parte essencial da história. Escutar emoção não é um luxo, nem algo subjetivo demais para o mundo corporativo. É um ato estratégico. É nesse nível que surgem os primeiros indícios de sobrecarga, desalinhamento, insegurança psicológica, perda de pertencimento e esgotamento silencioso. São sinais que não aparecem de imediato nos relatórios, mas que já estão moldando o comportamento das pessoas, a qualidade das relações e a sustentabilidade do negócio.

Quando essa escuta não acontece, o corpo das pessoas começa a falar. Ele fala por meio de faltas frequentes, atrasos recorrentes, conflitos aparentemente desproporcionais, irritabilidade constante, queda de concentração, distanciamento emocional, adoecimentos e afastamentos. O que não é escutado no nível relacional acaba se manifestando no nível físico e organizacional, o sistema encontra caminhos para expressar aquilo que foi ignorado.


A escuta que realmente transforma não é apenas racional. Ela é sensorial.


Escutar emoção não significa interpretar sentimentos ou fazer análises psicológicas. Significa perceber o que não foi dito. Observar gestos, pausas, micro comportamentos, mudanças sutis de energia no ambiente. É reconhecer quando alguém diz “tá tudo certo”, mas o corpo entrega tensão, rigidez ou cansaço. É perceber quando o time responde corretamente, participa tecnicamente, mas evita o contato visual e a troca genuína. E é estar presente o suficiente para captar o que não cabe em palavras, mas está sendo comunicado o tempo todo.

Isso exige presença real. E presença não é um traço de personalidade ou um talento reservado a poucos. Presença é algo que se desenvolve, se treina e se sustenta no dia a dia, especialmente em quem ocupa posições de liderança, gestão e cuidado. É uma competência que precisa ser, sem dúvida, cultivada com intenção, prática e consciência.

Uma gestão de pessoas mais profunda nasce quando dados e escuta sensível caminham juntos. Quando pesquisas são usadas como ponto de partida, não como verdade absoluta. Quando números são cruzados com conversas reais, observação atenta da rotina, leitura do ambiente e criação de espaços genuinamente seguros de fala. E quando as lideranças são preparadas não apenas para cobrar resultados, mas para perceber pessoas, contextos e dinâmicas invisíveis.


Porque um líder que só enxerga entrega perde profundidade e visão sistêmica. Um líder que escuta com presença consegue direcionar antes que o desgaste vire crise.


Esse movimento também pede que o corpo volte a fazer parte da conversa organizacional. O corpo é o primeiro sistema de alerta. Ele sinaliza antes que a mente consiga organizar qualquer narrativa ou justificativa. Ele responde ao ambiente, às relações e às pressões de forma imediata. A linguagem sensorial é a ponte entre o invisível e a ação consciente. E quanto mais cedo uma organização aprende a ler esses sinais, mais madura, sustentável e humana ela se torna.

No fim, não se trata de abandonar dados ou processos. Trata-se de ampliar a forma de ver, escutar e decidir. Porque culturas saudáveis não se constroem apenas com métricas bem definidas, mas com presença, percepção e coragem para enxergar o que ainda não foi verbalizado.


E você, dentro do RH, tem escutado com todos os sentidos ou apenas com os indicadores?


Empresas que querem construir ambientes verdadeiramente saudáveis precisam ir além da planilha. Precisam sentir o clima, perceber a energia, criar espaço para o que ainda não tem nome. Porque emoção não se mede, mas se transforma quando é, de fato, reconhecida.

Se esse texto te atravessou, ele não foi escrito em vão. Compartilhe com quem decide cultura, metas e modelos de liderança na sua organização.


Gostou do artigo?

Quer saber como aplicar a gestão emocional no RH para enxergar além dos indicadores e transformar a cultura e o clima organizacional na sua empresa? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até a próxima!

Leila Navarro
Palestrante Internacional, Futurista Humanista, Especialista em Liderança Sensorial e Inteligência Humana na Era da IA. Autora de 16 livros traduzidos para diversos idiomas, astronauta análoga certificada e referência latino-americana em presença, comportamento e futuro do trabalho.
https://www.leilanavarro.com.br/
https://www.instagram.com/leilanavarrooficial/
https://br.linkedin.com/in/leilanavarro
https://www.youtube.com/user/leilanavarro
https://www.facebook.com/leilanavarro

Confira também: 10 Coisas que um Líder Sensorial Precisa Jogar no Lixo em 2026

Palavras-chave: gestão emocional no rh, gestão emocional, clima organizacional, escuta emocional, cultura organizacional, pesquisas de clima organizacional, o que é clima organizacional, cultura organizacional, cultura e clima organizacional, por que medir clima organizacional não é suficiente, como escutar emoções no ambiente corporativo, sinais invisíveis da cultura organizacional, impacto da saúde emocional nas empresas
Neste artigo

Participe da Conversa


Resiliência

Faça de cada limão, uma limonada! Resiliência é a capacidade de se resistir flexivelmente às adversidades e dificuldades, utilizando-as para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.

Neste artigo

Participe da Conversa


O sucesso de uma mulher está em ser mulher!

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.

E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.

Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.

Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:

  • Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
  • Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.

E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.

Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.

Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.

Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.

O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.

Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.

Mas, é possível e já vi milagres.

Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.

Acreditar na Mulher que há dentro de você.

Sucesso e Feliz Dia da Mulher!

Neste artigo

Participe da Conversa


Não concretizou uma meta? É preciso agora ter coragem para fazer mudanças drásticas!

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida.

A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.

E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.

Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.

Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.

A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.

Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.

Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.

Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.

Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.

Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.

E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?

Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?

Chega de Síndrome de Felipão, né?

Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.

Neste artigo

Participe da Conversa


Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Quando buscamos algo melhor, criamos a mudança, pois desejamos que coisas melhores ocorram. Mas há também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora?

Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…

Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.

Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.

Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.

Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.

Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Neste artigo

Participe da Conversa


Sem Comprometimento não há avanços na vida e nem sucesso!

Qual é o seu grau de comprometimento em realizar algo? Um dos maiores problemas de uma pessoa é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

Responda rápido a minha pergunta:

– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?

Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:

– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?

Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.

Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.

Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.

E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?

Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.

O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.

Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?

Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.

Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.

Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:

Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.

Para ajudar, significado de Comprometimento:

“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.

Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!

Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.

É por ai. Boa semana!

Neste artigo

Participe da Conversa


O Poder do Bom Dia e Obrigado

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado. Quem não gostaria de ouvir este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.

Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.

Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.

Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?

Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.

Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?

Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?

Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.

A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.

Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.

Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.

O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.

Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.

Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.

Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.

Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.

Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.

Pense nisso.

Te desejo um bom dia e obrigada.

Neste artigo

Participe da Conversa


Procrastinando? Então continue!

Sabe aquilo que você já sabe que tem que fazer e não faz? É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que nunca rola por que você não toma a iniciativa.

É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.

Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”

E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.

Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?

O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.

Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.

Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…

Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:

1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?

Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.

2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.

Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.

3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?

4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.

5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.

6º passo: Faça.

Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.

E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.

Com amor e com alma,

Karinna

PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.

PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.

Obrigada!

Neste artigo

Participe da Conversa


Você sabe o que é Inteligência Espiritual?

A maior parte das pessoas já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. E sobre Inteligência Espiritual? Será que a Inteligência Emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? O que você pensa a respeito?

Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?

Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação.  Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.

O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.

Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.

Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.

As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.

E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!

Neste artigo

Participe da Conversa