Empresas Sofrem por Ausência de Sucessores: O Custo Invisível das Empresas que Não Formam Líderes
Quando sucessão, conhecimento e maturidade decisória deixam de ser prioridade estratégica, o risco organizacional começa a se acumular silenciosamente.
A maioria das empresas não tem apenas um problema de liderança. Tem, principalmente, um problema de maturidade para reconhecer que está formando líderes em uma velocidade inferior àquela exigida pelos desafios do negócio.
E enquanto essa discussão segue adiada, a organização continua acreditando que sucessão, conhecimento e maturidade decisória são temas que podem ser empurrados para depois, como se o ambiente competitivo fosse esperar o tempo interno da empresa para se preparar. Não espera. E quando finalmente cobra, cobra caro.
Durante muito tempo, a mentoria foi vista como uma iniciativa positiva, mas periférica. Uma prática relevante para desenvolvimento, mas ainda distante das discussões centrais sobre continuidade, sucessão e sustentabilidade do negócio.
Hoje, porém, essa percepção já não resiste ao cenário atual. A velocidade das mudanças é maior do que a velocidade com que as empresas preparam suas pessoas. E quando isso acontece, o problema deixa de ser operacional e passa a ser estratégico. Porque uma empresa que cresce mais rápido do que sua capacidade de formar líderes está, na prática, construindo um risco estrutural.
O discurso corporativo sobre “pessoas serem o principal ativo” se tornou um mantra repetido com naturalidade, mas raramente sustentado por práticas consistentes. Se isso fosse verdade, sucessão não seria apenas um documento corporativo, mas um processo vivo. Conhecimento não estaria concentrado em poucas pessoas.
A promoção de líderes estaria mais conectada à prontidão do que à urgência. E o RH não precisaria justificar, ano após ano, que desenvolvimento não é despesa, mas uma forma de proteger o negócio.
O paradoxo é evidente: se pessoas são o principal ativo, por que a formação de líderes continua sendo tratada como uma iniciativa secundária?
O risco não aparece de forma abrupta. Os efeitos vão se acumulando silenciosamente ao longo do tempo. A dependência de um único executivo cresce sem que ninguém perceba. O conhecimento estratégico se perde em pequenas transições, desligamentos e reorganizações. A sucessão parece “sob controle” até o dia em que deixa de estar. E quando finalmente a empresa percebe, já não se trata de desenvolvimento — trata-se de contenção de danos.
É nesse momento que a ausência de mentoria deixa de ser uma questão secundária e se transforma em um custo real, que se manifesta em atrasos, decisões mais frágeis, perda de ritmo, perda de talentos e perda de competitividade.
Mentoria organizacional madura deixa de ser apenas um programa de desenvolvimento para se tornar um mecanismo de proteção organizacional.
É uma das formas mais consistente — e mais negligenciadas — de evitar que a empresa fique refém de poucas pessoas. Ajuda a preservar conhecimento crítico, reduz o tempo entre “alguém precisa assumir” e “alguém está pronto para assumir” e ajuda a transformar cultura em prática, não apenas em discurso. E, principalmente, separa empresas que crescem com sustentação daquelas que crescem acumulando fragilidades silenciosas.
O que torna tudo isso ainda mais crítico é que muitas organizações acreditam que estão seguras porque possuem treinamentos, trilhas de liderança, avaliações de desempenho e planos de sucessão. Mas nada disso substitui a transferência direta de experiência, julgamento e leitura de contexto que só acontece na relação entre líderes.
Uma empresa pode ter a melhor universidade corporativa do mundo e ainda assim permanecer vulnerável, porque conhecimento técnico se ensina. Maturidade decisória exige convivência, repertório e exposição a contextos complexos. E é exatamente isso que a mentoria acelera.
É importante reconhecer que o RH, muitas vezes, não trata mentoria como prioridade não por falta de visão, mas por excesso de demandas.
O RH moderno é pressionado por urgências operacionais, por expectativas crescentes e por uma agenda que se expande mais rápido do que os recursos disponíveis.
Ainda assim, existe um ponto difícil de ignorar: quando o RH não lidera a agenda de sucessão, alguém lidera — normalmente o improviso. E improviso, em liderança, quase sempre custa mais do que qualquer investimento que se tentou evitar. A questão, portanto, não é tática. É estratégica.
A mentoria, quando estruturada com intencionalidade, cria algo que nenhuma ferramenta tecnológica consegue replicar: continuidade. Ela conecta gerações, preserva conhecimento, acelera maturidade e reduz a dependência de indivíduos específicos. Também transforma líderes experientes em multiplicadores, e talentos emergentes em sucessores reais — não apenas nomes em uma planilha.
Além disso, fortalece cultura, porque cultura não se transmite apenas por comunicação institucional; se transmite por convivência, por repertório compartilhado e experiências vividas. E reduz riscos, porque risco não está apenas no que a empresa não sabe — está no que apenas uma pessoa sabe.
A verdade é que a maioria das empresas só descobre o valor da mentoria quando já é tarde. Quando um líder sai e ninguém está pronto, quando um projeto trava porque o único que sabia como conduzi-lo não está mais lá, quando um talento promissor desiste porque não enxerga futuro ou quando a cultura começa a se fragmentar porque não há quem a sustente.
E, nesse momento, não adianta correr atrás.
Formação de liderança exige tempo, continuidade e transferência deliberada de experiência — exatamente o oposto da lógica de urgência que ainda domina muitas organizações.
Por isso, a pergunta que importa não é se vale a pena investir em mentoria. A questão mais relevante, hoje, é outra. A pergunta real é: quanto custa continuar adiando a preparação das pessoas que vão sustentar o futuro da empresa? E mais incômoda ainda: como uma organização pretende enfrentar os desafios dos próximos anos se não está formando, agora, as lideranças que irão sustentá-la?
No fim, a omissão também produz consequências. Ou a empresa forma líderes, ou forma riscos. O que muda é apenas o momento em que percebe isso. Empresas que não investem em mentoria raramente estão reduzindo custos. Apenas adiam a conta — e ela normalmente chega mais alta.
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Wilson R. Lourenço
https://www.compassconsult.com.br
Confira também: O Custo Invisível do Alinhamento Perpétuo: Quando Alinhar Vira Armadilha
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Liderança no Varejo: Tecnologia com Propósito para Criar Experiências Humanas
Liderança no varejo nunca teve tanto recurso disponível. Ainda assim, nunca foi tão desafiadora. Vivemos um momento em que a tecnologia evoluiu de forma exponencial, trazendo uma capacidade inédita de analisar dados, prever comportamentos e automatizar decisões. Porém, mesmo com toda essa sofisticação, a experiência do cliente continua, muitas vezes, vazia. Funciona, resolve, entrega. Mas não marca.
Isso revela algo importante. O problema não está na tecnologia. Está na forma como ela é conduzida. Ou melhor, na forma como é liderada. O varejo ficou inteligente, mas, em muitos casos, perdeu sensibilidade ao longo do caminho.
Por que a liderança no varejo precisa ir além dos dados
Hoje, líderes no varejo têm acesso a praticamente tudo. Relatórios detalhados, indicadores em tempo real, previsões cada vez mais precisas e dashboards que traduzem o comportamento do consumidor em números. Eles sabem o que o cliente compra, quando compra, quanto gasta e até o que provavelmente desejará em seguida.
Ainda assim, existe uma diferença silenciosa entre saber e perceber. Saber organiza a operação, melhora processos e dá previsibilidade. No entanto, perceber é o que direciona a experiência. É o que permite antecipar necessidades que ainda não foram verbalizadas e entender nuances que não aparecem nos relatórios.
Por isso, liderança no varejo não é sobre saber mais. É sobre perceber antes. E isso exige algo que a tecnologia, sozinha, não entrega: intenção.
O papel da liderança no varejo na experiência do cliente
O consumidor contemporâneo não busca apenas conveniência. Ele espera reconhecimento. Quer sentir que existe ali uma relação, ainda que breve, mas genuína. Essa percepção não surge por acaso. Ela é construída a partir de decisões, muitas vezes invisíveis, tomadas por quem lidera.
A tecnologia pode facilitar, agilizar e até personalizar interações. No entanto, é a liderança que define se ela será usada para aproximar ou apenas para escalar. É nesse ponto que o tema deixa de ser tecnológico e se torna profundamente humano.
A questão central não é o quanto de tecnologia uma empresa possui. É como a liderança escolhe utilizá-la. Porque, no fim, não é sobre ferramentas. É sobre direção.
Eficiência não é experiência: o erro silencioso da liderança
O varejo de hoje é eficiente. Os atendimentos são rápidos, os processos são organizados e as operações funcionam com precisão. Porém, ao mesmo tempo, muitas dessas experiências são esquecíveis. Elas cumprem sua função, mas não criam vínculo.
Isso acontece porque existe uma confusão recorrente dentro das empresas. A crença de que melhorar a jornada é o mesmo que melhorar a experiência. Mas não é. Jornada é estrutura, fluxo, processo. Experiência é percepção, emoção, memória.
E percepção não se automatiza. Se constrói.
Quando a liderança prioriza apenas escala e eficiência, a tecnologia ocupa o espaço da decisão humana. Ela executa bem, mas não interpreta. E, sem interpretação, não há conexão. O resultado são relações superficiais, que até funcionam no curto prazo, mas não sustentam diferenciação.
Tecnologia com propósito: a decisão que diferencia líderes no varejo
Ter tecnologia deixou de ser diferencial. Hoje, é pré-requisito. Qualquer empresa pode ter acesso a sistemas avançados, algoritmos sofisticados e ferramentas de gestão robustas. O que realmente diferencia é a intenção por trás do uso dessas ferramentas.
Quando a liderança não tem clareza sobre o tipo de experiência que deseja criar, a tecnologia se torna apenas um instrumento de eficiência operacional. Ela resolve problemas, mas não constrói significado. Por outro lado, quando existe propósito, a tecnologia amplia a capacidade humana de perceber, de cuidar e de se relacionar.
Líderes mais conscientes já entenderam isso. Eles não abrem mão da tecnologia, mas também não abrem mão do olhar. Automatizam processos sem automatizar relações. Buscam escala, mas preservam a presença.
No fundo, tecnologia com propósito não fala sobre eficiência. Fala sobre escolha.
O futuro da liderança no varejo é humano
Liderança no varejo, hoje, é sobre decidir como a tecnologia entra na experiência e qual papel ela desempenha na relação com o cliente. É garantir que ela não substitua o humano, mas amplifique o que temos de mais valioso.
Quando usada sem consciência, a tecnologia transforma o cliente em número. Quando usada com intenção, ela potencializa a capacidade do time de perceber, de cuidar e de criar conexão. E talvez esse seja o maior sinal de sofisticação no varejo atual.
Conseguir, em meio a tanta automação, fazer alguém se sentir visto. Não como um perfil de consumo, mas como pessoa.
Em um mundo cada vez mais acelerado, digital e previsível, o que mais falta é presença. E presença não nasce da tecnologia. No entanto, pode ser sustentada por ela, quando existe direção clara.
E direção é papel da liderança.
O futuro do varejo já começou. E ele não será mais frio, mais automático ou mais distante. Ele será mais consciente, mais intencional e, sobretudo, mais humano.
Porque, no final, não é sobre vender mais. É sobre liderar relações que sustentam resultados ao longo do tempo.
E isso exige algo que nenhuma tecnologia consegue fazer sozinha. Mas que toda grande liderança precisa desenvolver com consistência.
Humanidade.
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Outras reflexões de Leila Navarro sobre liderança, saúde emocional e futuro do trabalho estão disponíveis em:
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Leila Navarro
Especialista em Inovação Humana e Desenvolvimento do Novo Humano nas Organizações. Autora de 16 livros traduzidos para diversos idiomas, astronauta análoga certificada e referência latino-americana em presença, comportamento e futuro do trabalho.
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Confira também: Comunicação na Liderança: Quando Explicar Demais Impede as Pessoas de Pensar
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O Tabuleiro Invisível: Um Guia de Poder para Lideranças
Imagine a seguinte cena: Junior, um gestor brilhante e tecnicamente impecável, acaba de ser promovido a Diretor de Projetos em uma multinacional. Ele entra na primeira reunião de Diretoria cheio de energia, apresentando ideias revolucionárias que expõem as falhas dos processos antigos criados por seu superior. Junior esperava aplausos, porém encontrou silêncio e, nos meses seguintes, uma resistência crescente que veio a sabotar todas as suas iniciativas.
O erro de Junior? Ele ignorou as regras do jogo que não estão nos manuais de RH. Dois anos depois, outro gestor — Neto, 34 anos, recém-promovido a Diretor — percebeu a mesma coisa. O que o trouxera até ali, como trabalho duro, resultados concretos e transparência, já não bastava. Havia outro jogo sendo jogado ao seu redor, com regras que ninguém verbalizava, mas quase todos praticavam.
É para líderes como Junior e Neto que Robert Greene escreveu “As 48 Leis do Poder”, um dos manuais mais lidos e controversos do mundo sobre os mecanismos invisíveis que governam ascensão, influência e sobrevivência nas hierarquias humanas. Não se trata de um convite ao cinismo, mas de um mapa para não se perder no caminho. E todo líder precisa conhecer o terreno, mesmo que escolha jogar de forma diferente.
A seguir, organizamos a essência daquelas 48 leis em cinco pilares estratégicos, com orientações práticas para quem deseja exercer liderança com mais consciência e inteligência no ambiente corporativo brasileiro.
Pilar 1: Construa uma imagem que precede você
No mundo corporativo, julga-se quase tudo pelas aparências, ou seja, aquilo que não se vê não conta. Um líder que não domina a própria imagem permite que outros a definam. Greene é categórico: a reputação é a pedra de toque do poder. Com ela, você intimida e vence sem lutar, mas sem ela, fica vulnerável a ataques de todos os lados.
A orientação começa com uma contradição aparente: nunca ofusque quem está acima de você. O erro capital de Junior foi ferir o ego de seu superior. Para alcançar o ápice, você deve fazer com que seus mestres pareçam mais brilhantes do que são na realidade. Exibir talentos demais pode inspirar medo e insegurança em quem decide seu futuro. Na prática, nunca humilhe seu chefe em público, mesmo quando estiver certo. Faça com que ele pareça bem diante dos demais, pois isso abrirá portas para você.
Ao mesmo tempo, seja visível. Ser ótimo e invisível é quase o mesmo que não existir. Construa presença com substância, executando as suas atividades com excelência e deixando os resultados falarem. Apresente conquistas da equipe de forma clara, visual, memorável. Use rituais internos para marcar conquistas, com lançamentos, celebrações e símbolos que tornem sua liderança mais tangível.
Adote uma postura de confiança genuína. A maneira como você se comporta determina como é tratado. Agir com segurança faz com que você pareça destinado ao sucesso, enquanto a vulgaridade gera desrespeito a longo prazo. Contudo, evite parecer perfeito demais, pois exibir suas falhas humanizadas poderá desarmar a inveja e aproximar as pessoas. Mostrar-se humano em temas pontuais gera empatia e reduz a hostilidade silenciosa dos invejosos.
Pergunta para reflexão: como sua atual equipe descreveria você quando não está presente na sala? Essa é sua medida real de poder.
Pilar 2: Controle a narrativa e a informação
A informação é moeda, pois quem a controla, comanda o jogo. Líderes eficazes sabem que quanto mais você diz, mais comum parece ser. O controle da informação é a base da vantagem competitiva. Diga sempre menos do que o necessário. Líderes que falam demais perdem a aura de autoridade e revelam mais do que pretendem.
A escassez de palavras aumenta o peso de cada uma delas. Em negociações, evite “despejar” todo o plano. Mostre o suficiente para engajar e retenha detalhes para ajustar a rota. Em momentos de conflito, explique de forma objetiva e curta. Quanto mais você fala, mais abre brechas para interpretações e resistência. Pessoas poderosas demonstram o que querem, não trazem explicações demais.
> Oculte suas intenções quando ainda estiver construindo algo sensível
Não significa mentir, mas revelar apenas o necessário e no momento certo. Projetos revelados cedo demais geram resistência, enquanto ideias compartilhadas antes de amadurecerem são sabotadas. Mantenha as pessoas no escuro, pois se elas não souberem o que você pretende, não conseguem preparar uma defesa.
> Conheça profundamente o terreno e os jogadores
É vital agir colhendo informações preciosas sobre rivais e aliados em encontros sociais. Descubra o ponto fraco de cada um, seja uma insegurança ou um desejo incontrolável. Em reuniões, faça perguntas que revelem motivações, medos e interesses. Liderar é entender o mapa emocional das pessoas. Não para manipular destrutivamente, mas para antecipar movimentos e tomar decisões mais bem construídas.
> Controle as opções que você oferece
Quando precisar de aprovação para algo, estruture as alternativas de modo que todas as escolhas lhe sejam favoráveis. Ofereça opções em vez de propostas secas: “Temos A ou B; ambos atendem ao objetivo, qual preferem?”. Você conduz o jogo, enquanto as pessoas sentem autonomia.
Pilar 3: Domine a Arte das Relações e da Influência
Neto cometeu um erro clássico ao assumir a Diretoria, uma vez que confiou demais em quem acreditava ser um amigo. Greene comenta que os amigos são os primeiros a trair, pois a inveja os contamina mais facilmente do que contamina os estranhos. Isso não significa ser cínico, mas sim ser seletivo com a confiança. Não confie decisões críticas apenas na lealdade pessoal e utilize critérios objetivos, dados, resultados. Amigos também erram e, às vezes, escondem os problemas identificados.
> Construa pontes com opositores internos, em vez de tentar esmagá-los
Um antigo crítico convertido pode se tornar seu aliado mais fiel. Use a honestidade seletiva e a generosidade estratégica para construir alianças. Reconhecer esses mecanismos não significa ser manipulador; significa não ser ingênuo.
> Torne-se indispensável
Para manter sua independência, você deve ser necessário e querido. Se as pessoas dependerem de você para serem felizes e prósperas, você não terá o que temer. Desenvolva uma competência distintiva, como um tipo de análise, uma visão de negócio, uma habilidade de negociação, algo em que você seja referência. Estruture processos em que seu time seja visto como indispensável para resultados-chave, não como mero executor de tarefas genéricas.
> Poder sustentável não é medo, é relevância
Se você sair, fará falta não porque ninguém o suporta, mas porque ninguém entrega a mesma combinação de resultado e confiança. Se precisar de ajuda, não lembre as pessoas de favores passados, pois elas encontrarão um jeito de ignorá-lo. Em vez disso, mostre como elas ganharão ajudando você. As pessoas respondem ao que lhes beneficia, não ao que beneficia você.
> Proteja-se de contaminações emocionais
A miséria é contagiosa e, sendo assim, evite alianças com quem contamina equipes com negatividade permanente. A energia emocional de um time é um campo de força e, portanto, cuide de quem você permite que o influencie. E nunca se isole, uma vez que líderes cercados de muros perdem o pulso da organização e se tornam alvos fáceis.
Pilar 4: Aja com estratégia, timing e gestão de conflitos
Neto entrou em confronto direto com um colega sênior numa reunião do Board da empresa e venceu o argumento. Mas perdeu um aliado e o projeto seguinte. Greene ensina que o líder deve vencer por suas atitudes, não pela discussão. Convicções demonstradas valem mais do que debates ganhos. Ao confrontar alguém publicamente, mesmo com razão, você cria um inimigo permanente. Sempre que possível, faça a divergência em privado e o alinhamento em público.
> Domine o timing
Jamais demonstre pressa, pois isso evidencia falta de controle. Pareça paciente, como se soubesse que tudo chegará a você no momento certo. Falar cedo demais ou tarde demais pode matar uma boa ideia. Observe o clima da organização, as pressões do momento e escolha a hora em que as pessoas estão mais receptivas. Greene orienta esperar a hora certa e atacar com foco quando as circunstâncias forem propícias.
> Planeje até o fim
Não se deixe levar pela sorte, e passe a considerar todas as consequências e obstáculos possíveis para não ser pego de surpresa. Ao alcançar a meta estabelecida, aprenda a parar, pois o calor da vitória é o momento mais perigoso, onde a arrogância pode fazê-lo avançar demais e gerar um desastre. A arrogância pós-triunfo destrói em dias o que se leva anos para construir.
> Saiba quando recuar
Em muitos casos, é mais sábio ceder e ganhar tempo do que insistir numa guerra de desgaste. Quando a decisão superior está tomada e não há reversão, insista em registrar seu ponto de vista, mas não transforme isso em cruzada pessoal. Recuar pode preservar sua influência para a próxima batalha. Não é covardia e sim inteligência tática da rendição, pois ceder preserva energia para retomar no momento certo.
> Quando for necessário atacar, seja cirúrgico
Se um comportamento tóxico está corroendo o time, tais como fofoca sistemática, sabotagem e desrespeito, meias medidas pouco resolvem. Dê feedback claro, estabeleça consequências e, se necessário, corte a fonte. Nem toda batalha merece sua energia, já que algumas são vencidas por temperança e timing, não por força.
Pilar 5: Seja fluido, seja forte e use o poder de forma consciente
O último pilar é o da adaptabilidade e do autocontrole. Quem perde o controle emocional, perde o jogo. Não responda e-mails críticos de cabeça quente e estabeleça para si mesmo a regra de “dormir uma noite” antes de certas respostas. Greene insiste que frio por fora, quente por dentro é uma postura estratégica, ou seja, vale sentir intensamente, mas decida com cuidado o que irá fazer.
> Seja fluido como a água
Evite ter uma forma definida ou um plano visível demais que permita ataques diretos. Líderes que se tornam previsíveis, rígidos, fixos em um único modelo de gestão são vulneráveis. A fluidez, adaptar-se sem perder o foco, é o que distingue quem sobrevive de quem perece nos ambientes em transformação. Aceite que nada é certo e nenhuma lei é fixa, sendo que ser adaptável ao caos é a melhor das posturas.
> Concentre suas forças no que realmente importa
Um líder que faz tudo superficialmente alcança menos do que aquele que domina profundamente uma área estratégica. Seja ousado, dado que a hesitação contamina e inspira desconfiança. Erros cometidos com coragem são corrigíveis, mas a timidez raramente é valorizada.
> As pessoas precisam acreditar em algo
Ninguém lidera apenas pelo medo. Líderes poderosos conquistam corações e mentes, não apenas pessoas obedientes. Dê sentido ao trabalho e conecte metas a um propósito maior. Misture razão e emoção com dados e narrativas, incluindo histórias de clientes e casos reais que envolvam o time. Ao assumir uma nova área, não tente reinventar tudo rapidamente e escolha poucas batalhas (aquelas que realmente alteram o jogo).
> Mantenha sua independência
Não se comprometa com nenhuma causa ou grupo de forma irreversível. Alianças são instrumentais, mas seus princípios devem ser permanentes. Completando, nunca tente substituir um grande antecessor replicando seu estilo, sendo essencial que construa sua própria identidade de liderança.
Conclusão: O poder é uma ferramenta, não um fim
Três anos depois de sua promoção, Neto era reconhecido como um dos líderes mais eficazes da empresa. Não porque havia se tornado manipulador ou frio, mas porque havia aprendido a ler o jogo ao seu redor e a fazer escolhas conscientes dentro dele. Dominar as leis de Robert Greene não significa tornar-se um vilão, mas sim estrategista consciente.
O poder existe em todas as interações humanas. Ignorá-lo, como fez Junior, é um risco que um líder moderno não pode correr. Fingir que os jogos de influência não existem só tornara você presa fácil dos que jogam melhor. Três sínteses importantes para finalizar:
- Poder é inevitável. Sempre haverá jogos de influência. A questão não é se você participa, mas se participa com consciência ou como peça no tabuleiro alheio.
- Poder é ferramenta, não um fim em si próprio. Ele pode ser usado para promover justiça, proteger a equipe, construir valor ou até mesmo para o oposto disso tudo. O livro de Greene mostra as leis, mas o uso que você faz delas é sua escolha ética.
- Consciência é proteção. Ao reconhecer as dinâmicas que Greene descreve, você se torna menos manipulável e mais capaz de usar o poder de forma intencional e responsável. Todo líder deve conhecer as regras do jogo, especialmente aqueles que decidem jogar de forma diferente.
No jogo da sua vida profissional, vencer por suas atitudes é sempre mais eficaz do que vencer por enfrentamentos.
Demonstre seus resultados, proteja sua imagem, mantenha a clareza estratégica sobre o tabuleiro e, acima de tudo, decida conscientemente a serviço de que causa você quer colocar o seu poder. Como gestor ou empresário, sua tarefa não é decorar as 48 leis, mas compreender o jogo para navegar em ambientes competitivos.
Se você transformar algumas dessas ideias em atitude prática e concreta na sua gestão, já terá dado um passo importante. E ao sair do piloto automático e entrar em uma postura lúcida e responsável de liderança, isso lhe trará a garantia de sucesso.
Eu sou Mario Divo e posso ser encontrado pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.
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Mario Divo
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Confira também: O Futuro Não Se Adivinha: A Arte de Desenhar Cenários!
Referência bibliográfica:
GREENE, Robert. As 48 leis do poder. Tradução de Talita M. Rodrigues. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
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Sua Empresa Está Preparada em Relação à Reforma Tributária?
Espero que ela não faça parte da maioria que, segundo pesquisas, estão pouco preparadas ou iniciando a avaliação dos impactos.
Não estou falando apenas dos impactos tributários e fiscais, mas sim dos impactos nos negócios, nas pessoas e sistemas da empresa.
A criação do IBS[1] e CBS[2] através da Emenda Constitucional 132/2023 elimina mais de 5,5 mil normas municipais e estaduais, padroniza regras, alíquotas e prazos de pagamento, facilitando significativamente o operacional das empresas quando estiver em operação plena a partir de 2033.
A simplificação virá, mas a complexidade virá antes pela coexistência dos dois modelos e necessidade de adequação das mudanças por parte das empresas.
Independentemente das incertezas e indefinições, entre elas as alíquotas do IBS e CBS, as empresas devem avaliar os impactos no seu negócio.
A reforma tributária precisa ser vista como questão estratégica por implicar na tomada de decisões de negócio; não é um tema restrito a área fiscal:
- O foco deixa de ser apenas a alíquota e passa a ser gestão de crédito, caixa e contratos;
- Crédito tributário passa a ser ativo financeiro, e não apenas conceito fiscal; e
- Fornecedores, contratos e sistemas tornam-se fontes de risco ou eficiência.
O cronograma de transição do modelo começou em 2025 e o ano de 2026 é para testes, planejamento e preparação; revisão da estrutura organizacional, processos e investimentos, entre elas a avaliação se o regime fiscal atual (Simples Nacional ou Lucro Presumido), continuará vantajoso a partir de 2027.
É um momento que a gestão e equipes precisam ter resiliência, equilíbrio, leitura crítica das normas técnicas (nem tudo o que está escrito é aplicável a todas as empresas), sensibilização e priorização.
O maior risco não é errar a execução, mas errar a prioridade!
As Pequenas e Médias empresas não têm a robustez das Grandes, quer pela menor disponibilidade de recursos ou conhecimento especializado, o que as tornam mais vulneráveis, mais expostas ao risco de autuações por inconsistência fiscais e mais sobrecarregadas administrativamente.
A complexidade e sobrecarga de trabalho aumenta pelas novas demandas geradas pelo negócio e regulatórias, entre elas o CNPJ alfanumérico obrigatório a partir de junho de 2026 nas novas inscrições e abertura de filiais, exigindo a adequação de todos os sistemas de vendas, contábeis e emissão de notas ao novo padrão.
Uma alternativa à sobrecarga seria a automação ou terceirização de atividades, porém isso implica na demanda de recursos financeiros que não necessariamente estão disponíveis. Normalmente as pequenas e médias empresas precisam equilibrar os investimentos em tecnologia e compliance com a gestão de custos e competitividade.
O impacto nas empresas é grande e heterogêneo, porém, aquelas que agirem com planejamento, estrutura sólida e inteligência fiscal sairão do período de transição mais fortalecidas e com maior capacidade competitiva.
Será pouco mais de 6 anos de muita análise, tomada de decisão, trabalho, definição e implantações de novas regras e políticas até a entrada plena de todas as regras em 2033. Uma sugestão de pauta, de acordo com a hierarquia na empresa:
1. Acionistas e Conselho:
Avaliação e definição dos cenários a serem utilizados na elaboração das simulações, na medição do risco de ruptura da cadeia de fornecedores ou de clientes, bem como no suprimento dos recursos humanos e financeiros que atenderão as demandas de adequação e capacitação
2. Gestão:
Revisão das margens, regras de precificação e política comercial. Redimensionamento e capacitação das equipes. Elaboração do planejamento e orçamento para atender simultaneamente à operação e à adequação tecnológica requerida pela reforma tributária. E priorização das atividades dos times operacionais.
3. Operação:
Revisão dos contratos e propostas comerciais de fornecedores e clientes dentro das novas regras tributárias, principalmente na coexistência entre 2027 e 2032. Revisão dos relatórios, margens e outros indicadores de acordo com as novas regras, principalmente os relacionados ao fluxo de caixa. Definição e criação de novos controles, conciliações e tratamento de possíveis divergências entre sistemas. E adequação tecnológica de todos os sistemas, incluindo integrações, cadastros, configurações, parametrizações, testes e implantação em produção. Tudo isso sem deixar de lado o conflito entre as demandas do negócio e as demandas regulatórias.
Como vocês podem ver é muito trabalho e, quanto antes começar, menos sobrará para ser feito às pressas ou às vésperas da obrigatoriedade.
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Marcio Motter
https://marciomotter.com.br/
Confira também: BSC, OKR ou KPI: O Que Você Utiliza na Sua Empresa?
[1] IBS – Imposto sobre Bens e Serviços dos estados e municípios em substituição do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza).
[2] CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços que é federal no lugar do PIS (Programa de Integração Social), COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), IOF-seguros (Imposto de Operações Financeiras sobre seguros e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), sendo que este último será mantido para cerca de 5% dos produtos.
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A Reimaginação do Ecossistema Industrial na Dinâmica do Uso da IA Atrelado à Competência da Mudança
A Inteligência Artificial chegou definitivamente à indústria. Mas talvez a grande pergunta neste momento não seja mais quando ela será implantada. A pergunta agora é como fazer com que essa implantação seja sustentável para os negócios, para as pessoas, para a cultura organizacional e para o próprio ambiente industrial.
Principalmente em regiões fortemente industriais, muitas empresas já convivem diariamente com dores profundas relacionadas ao turnover, à dificuldade de retenção de talentos, à contratação de profissionais aderentes à cultura, à formação técnica adequada das equipes, à sobrecarga das lideranças e à dificuldade de preparar pessoas na mesma velocidade em que a operação exige produtividade, qualidade e entrega.
E é exatamente nesse cenário que a IA começa a entrar de maneira cada vez mais acelerada.
O ponto central é que a Inteligência Artificial não irá apenas automatizar processos. Ela irá remodelar profundamente a forma como a indústria trabalha, aprende, lidera, toma decisões e se relaciona internamente. Durante décadas, muitas organizações industriais foram estruturadas para estabilidade, repetição, previsibilidade e controle. Porém, a IA traz um ambiente completamente diferente, marcado por velocidade, necessidade de adaptação contínua, revisão constante de processos e integração cada vez maior entre humano e tecnologia.
Inclusive, talvez uma das maiores reflexões para os próximos anos seja entender se as práticas que construímos até aqui para a própria Indústria 5.0 continuarão funcionando da mesma maneira com a entrada massiva da Inteligência Artificial. A Indústria 5.0 trouxe um olhar mais humanizado para a tecnologia, buscando equilíbrio entre automação, colaboração humana e sustentabilidade. Mas agora a IA eleva a complexidade organizacional para um outro patamar e exige das empresas algo ainda mais importante do que eficiência: adaptabilidade.
E talvez seja exatamente aqui que começa o maior desafio.
Hoje, existe um medo muito forte dentro das organizações industriais de que a IA tire empregos ou substitua pessoas. E de fato algumas funções extremamente operacionais, repetitivas e padronizadas passarão por transformações profundas. Porém, o principal movimento talvez não seja substituição, mas sim reposicionamento humano.
Enquanto a IA assume atividades mais operacionais e analíticas, cresce a necessidade de profissionais capazes de pensar estrategicamente, conectar informações, resolver problemas complexos, interpretar cenários, liderar mudanças, trabalhar colaboração e sustentar relações humanas saudáveis em ambientes cada vez mais acelerados.
Ou seja, quanto mais tecnologia existe, mais importantes se tornam as competências humanas.
A IA não elimina a importância do ser humano. Ela muda o lugar onde o ser humano gera valor dentro das organizações.
E isso exige uma mudança importante de mentalidade dentro da indústria. Porque muitas empresas ainda estão investindo milhões em tecnologia enquanto continuam convivendo com ambientes de baixa maturidade relacional, comunicação fragmentada, lideranças despreparadas para mudança, dificuldades de aprendizagem coletiva e culturas organizacionais emocionalmente desgastadas.
O grande risco não é tecnológico. O grande risco é cultural.
A tecnologia acelera, mas as pessoas nem sempre conseguem acompanhar essa velocidade na mesma proporção. E quando isso acontece, o turnover aumenta, os conflitos crescem, a liderança entra em exaustão, os treinamentos deixam de sustentar mudança e os colaboradores passam a perder pertencimento dentro do próprio ambiente de trabalho.
Talvez seja exatamente por isso que a competência da mudança se torna uma das competências mais importantes para os próximos anos.
As organizações não precisarão apenas de especialistas técnicos. Precisarão de pessoas capazes de aprender continuamente, desaprender modelos antigos, adaptar-se rapidamente, lidar com ambiguidade, colaborar com tecnologia e ajudar outras pessoas a atravessarem mudanças de maneira saudável.
Na prática, cada profissional precisará desenvolver a capacidade de ser um agente da mudança no seu dia a dia.
E isso vale principalmente para a indústria, porque o ambiente industrial continuará exigindo produtividade, qualidade, segurança, precisão e eficiência operacional. Mas agora também exigirá inteligência emocional, visão sistêmica, adaptabilidade, colaboração entre áreas e novas formas de liderança.
A implantação sustentável da IA dependerá muito menos da ferramenta em si e muito mais da maneira como as organizações irão conduzir essa transformação.
Será necessário trabalhar estratégia, cultura, liderança, aprendizagem, governança, relações humanas e desenvolvimento de talentos de forma integrada. Também será necessário refletir sobre sustentabilidade ambiental, já que a IA exige alto consumo energético, infraestrutura tecnológica robusta e expansão contínua de processamento de dados.
No entanto, talvez a principal sustentabilidade que as empresas precisarão desenvolver seja a sustentabilidade humana.
Porque no final, a verdadeira transformação não acontecerá apenas nas máquinas.
Ela acontecerá na consciência das pessoas, na maturidade das lideranças e na capacidade das organizações de evoluírem continuamente sem perder sua essência humana.
Talvez o maior diferencial competitivo dos próximos anos não seja apenas quem possui mais tecnologia.
Mas quem consegue desenvolver pessoas preparadas para sustentar a mudança continuamente.
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Quer saber mais sobre como a inteligência artificial (IA) está transformando a indústria e por que a competência da mudança pode se tornar o maior diferencial competitivo das organizações? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.
Kátia Soares
Fundadora da Agentes da Mudança, escritora, palestrante, educadora, mentoring, executive coaching, especializada em cultura e mudança organizacional, Advisory e Conselheira Consultiva empresarial
https://www.agentesdamudanca.com.br
Confira também: Quando a Mudança Acontece no Invisível — Por que a escuta e as relações humanas sustentam ou sabotam a transformação organizacional
Palavras-chave: inteligência artificial na indústria, inteligência artificial, ia, indústria, competência da mudança, adaptabilidade, ia na indústria, inteligência artificial no ecossistema industrial, IA no ecossistema industrial, ecossistema industrial, indústria 5.0, sustentabilidade humana, diferencial competitivo, desenvolvimento de talentos
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Inteligência Artificial: O Desafio Social do Futuro
Sam Altman, CEO da OpenAI, admite que a superinteligência vai transformar radicalmente o trabalho e a vida cotidiana.
O grande desafio não é técnico, mas social: como redistribuir riqueza, preservar propósito e redefinir o valor humano em um mundo onde a inteligência é abundante e barata?
O mais importante entendimento que precisamos nos apropriar é: não é possível competir em velocidade com a IA. Ela sempre será mais rápida. Sempre.
Muito se fala em destruição de postos de trabalho. Isso é uma verdade inconteste, tal qual foi em todas as revoluções de formas de trabalho que já existiram ao longo da jornada humana. Seja na industrialização, na energia elétrica, computação ou internet.
Ocorre que nesse momento, a magnitude e alcance são implacáveis.
Certamente, novas formas de trabalho, e aqui devemos entender “produção de renda”, irão se criar e fixar. Talvez, em uma dinâmica e velocidades muito mais intensas, sendo moldáveis, adaptáveis e/ou passageiras.
Essa questão, coloca na parede a carga horária de trabalho e o próprio trabalho em sí.
Aqui no Brasil, enquanto debatemos escala 6×1, corremos o risco é de chegar tarde, em face da incorporação da IA, tamanha sua voracidade de realização.
Caminhamos para um momento de 4×3 ou até mesmo, 1×6! Isso mesmo que você leu, caro leitor. Um dia trabalhado para 6 de folga.
Nesse quesito, Altman propõem o imposto sobre IA, para subsidiar a existência humana.
Por que a IA resolve em segundos o que antes levava dias, assim, o que você vai fazer com o resto da sua semana?
Mo Gawdat (Ex-Google), alerta que a próxima onda de IA pode trazer distopia antes da utopia. Segundo seu olhar, o risco maior não é apenas perder empregos, mas o colapso econômico: produção sem consumo. [máquinas não compram produtos].
Isso exigirá uma adaptação rápida do humano, pois a IA não vai parar. Exigirá capacitação contínua, novas formas de viver e trabalhar, bem como, redefinição do papel humano.
Dois olhares distintos, mas complementares. Altman fala de propósito e redistribuição. Gawdat alerta para crise e estagnação.
Nesse contexto, se forma um novo paradigma: a IA não resolve apenas tarefas, ela redefine o sentido do trabalho e da vida.
Entendo que esse debate, nos alerta para o foco em humanização, deixando de lado as polarizações e cismas que nos dividem em grupos, blocos e distinções, que nada mais são, que bolsões ilusórios de autoproteção de grupo. [Nós contra eles]
É preciso expandir o pensamento e incorporar o sentimento de acolhimento, pertencimento, coletivo e diverso, entendendo que a sociedade humana é muito maior e mais valiosa quando junta.
Nos alerta para a pequenez do olhar do momento e nos força a erguer a cabeça para além do próprio umbigo.
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Quer saber mais sobre como a Inteligência Artificial pode transformar não apenas o trabalho, mas também o propósito, as relações humanas e a forma como enxergamos o nosso papel na sociedade? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Luciano Steffen
Mentor de Carreira e LinkedIn
#eutirovocedoestadofrozen
Fontes:
https://youtu.be/4Dp2jwq5jZ4?si=Nd-h0HbxwQG_Qtmj
https://youtu.be/58oSxseMENk?si=Hg4sKrgaaIZTduxP
Confira também: Por Que Salvar Conteúdos no LinkedIn Pode Estar Travando Sua Ação e Seu Posicionamento
Palavras-chave: inteligência artificial, ia, trabalho, propósito, valor humano, desafio social do futuro, novas formas de trabalho, produção sem consumo, capacitação contínua, sentido do trabalho e da vida
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A Mente Acelerada Não Avisa Quando Chega
A mente acelerada não avisa quando chega. Ela só vai tomando espaço — nos pensamentos em loop, na dificuldade de dormir, na sensação de que você está presente em tudo, mas de fato em nada. Não é um colapso súbito. É uma erosão gradual, quase imperceptível, que começa com pequenas insônias e termina em uma fadiga que nenhum fim de semana consegue resolver.
Como terapeuta e aconselhador filosófico, vejo esse padrão com uma regularidade que às vezes me assusta. Não são pessoas frágeis ou desestruturadas. São, na maioria das vezes, pessoas inteligentes, comprometidas, que se dedicam profundamente aos outros — nos relacionamentos, no trabalho, nas causas que abraçam. E que, no fundo, estão exaustas de si mesmas.
Existe algo de paradoxal nesse estado: quanto mais você se esforça para dar conta de tudo, mais a mente parece escapar do seu controle. O esforço gera ruído. O ruído gera mais esforço. E, num dado momento, a pessoa percebe que não consegue mais simplesmente sentar em silêncio por cinco minutos sem que uma enxurrada de pendências, preocupações e autocobranças tome conta de tudo.
“Será que existe uma forma de acalmar essa voz dentro da minha cabeça?”
Essa é a pergunta que o jornalista americano Dan Harris se fez depois de um episódio que mudou sua vida. Em plena transmissão ao vivo, numa manhã de 2004, ele sofreu um ataque de pânico diante de milhões de telespectadores. Era apresentador de um dos maiores telejornais dos Estados Unidos e, naquele momento, sua mente acelerada finalmente cobrou o preço de anos de ignição constante.
O que Harris encontrou não foi misticismo nem autoajuda superficial. Foi algo mais simples e, ao mesmo tempo, mais revolucionário: a possibilidade de criar uma relação diferente com os próprios pensamentos. Não de eliminá-los — o que é impossível — mas de aprender a não ser arrastado por eles.
A meditação que ele descreve não exige horas por dia, nem crença em nada sobrenatural, nem uma vida monástica. É uma prática acessível para pessoas céticas, ocupadas, que já tentaram de tudo e desconfiam de qualquer coisa que soe como solução fácil. É, acima de tudo, uma ferramenta — e como qualquer ferramenta, seu valor está em ser usada de forma consistente.
Do ponto de vista filosófico, há algo de profundamente estoico nessa abordagem. Marco Aurélio, Epicteto e Sêneca já indicavam que o sofrimento não vem das circunstâncias, mas da forma como a mente responde a elas. A meditação, nesse sentido, é uma prática de clareza: ela não muda o mundo lá fora, mas muda a qualidade da sua presença diante dele.
E presença, no fim das contas, é exatamente o que a mente acelerada rouba. Ela coloca você no futuro quando está no presente, leva você ao passado quando precisa agir agora. Faz de você um ocupado em tudo e atento a nada.
Se você se reconhece aqui — nessa sensação de estar sempre ligado, sempre correndo, sempre com a cabeça cheia —, talvez valha a pena fazer uma pausa. Não para resolver tudo de uma vez. Mas para perguntar, como Harris se perguntou: existe uma forma de acalmar essa voz? E, mais importante: você está disposto a descobrir?
Se a sua mente precisa de um respiro — talvez esse seja o começo.
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Quer saber mais sobre como lidar com a mente acelerada, reduzir o excesso de pensamentos e recuperar uma presença mais consciente no dia a dia? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo.
Um abraço,
Cleyson Dellcorso
https://www.dellcorso.com.br/
Confira também: Eu Também Resistia à Meditação: Como Aprendi que Meditar Não É Controlar a Mente, Mas Lidar Melhor com Ela
Palavras-chave: mente acelerada, mente, meditação, pensamentos, presença, pensamentos em loop, dificuldade de dormir, meditação para mente, como lidar com a mente acelerada, como desacelerar a mente, criar uma relação diferente com os próprios pensamentos, como lidar com os pensamentos, qualidade da sua presença
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Governança Profissionalizada: O que Realmente Sustenta o Crescimento de uma Empresa
Quando se fala em crescimento empresarial, muitas pessoas pensam imediatamente em aumento de receita, expansão de mercado ou geração de caixa. Tudo isso é importante. No entanto, existe um fator mais estrutural, que sustenta o valor e a longevidade de uma empresa: a governança profissionalizada.
Governança profissionalizada significa criar uma estrutura clara de decisão, responsabilidade e acompanhamento da gestão. Em vez de decisões centralizadas ou informais, a empresa passa a funcionar com papéis definidos, critérios claros e maior transparência na condução do negócio.
Esse tema é especialmente relevante nas empresas familiares. Muitas vezes, por confiança ou proximidade, a família concentra não apenas a propriedade, mas também toda a gestão da empresa. Nem sempre isso é o mais saudável para o crescimento do negócio.
Uma empresa pode continuar sendo familiar em sua origem e em seus valores. No entanto, a condução da operação precisa estar baseada em competência, preparo técnico e experiência de gestão. É nesse ponto que entra a gestão profissionalizada, com executivos qualificados responsáveis pela condução do dia a dia da empresa.
A governança, por sua vez, não executa a operação. Ela orienta, supervisiona e acompanha resultados. Em geral, envolve os sócios e um conselho de administração ou consultivo, que define diretrizes estratégicas e acompanha o trabalho da gestão executiva.
Em termos simples, a governança define a direção. A gestão executa.
Muitas pessoas imaginam que governança é algo exclusivo de grandes corporações, mas isso não é verdade. Mesmo empresas pequenas podem começar a desenvolver essa visão desde cedo.
No início, é natural que muitas decisões fiquem concentradas no fundador. Ainda assim, já é possível dar alguns passos importantes: estabelecer momentos formais de planejamento, definir metas e indicadores, organizar responsabilidades e buscar aconselhamento estratégico de pessoas experientes.
Essas práticas ajudam a empresa a sair de um modelo totalmente centralizado e caminhar gradualmente para uma estrutura mais profissional.
Mais do que um conceito técnico, a governança profissionalizada representa maturidade empresarial. Ela prepara a empresa para crescer com mais segurança, atravessar gerações e construir valor de forma consistente ao longo do tempo.
O verdadeiro amadurecimento de uma empresa acontece quando ela passa a se sustentar em princípios, estrutura e visão de futuro.
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Quer saber mais sobre como a governança profissionalizada pode sustentar o crescimento e a longevidade da sua empresa? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Sandra Rosenfeld
https://www.sandrarosenfeld.com
Confira também: Coaching e Terapia: Entender a Diferença é o Primeiro Passo para Evoluir
Palavras-chave: governança profissionalizada, governança, crescimento empresarial, gestão profissionalizada, empresas familiares, crescimento de uma empresa, estrutura clara de decisão, conselho de administração ou consultivo, a governança define a direção, crescer com mais segurança
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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