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Líder, Você Se Importa com Sua Equipe?

Liderança humanizada não se prova no discurso, mas na prática. Entenda como pertencimento, reconhecimento e conexão ajudam líderes a gerar valor real para as pessoas, fortalecer relações e desenvolver equipes com mais propósito.

Liderança Humanizada: Você se Importa com sua Equipe?

Líder, Você Se Importa com Sua Equipe?

Jennifer Wallace, no livro Mattering, aponta que 70% dos profissionais estão desconectados, mas não por baixa performance e sim por invisibilidade.

Pesquisas como The State of Learning Mindsets in the Workplace e TalentLMS, mencionam que 96% das lideranças acreditam possuir uma mentalidade de crescimento e liderança humanizada. Mas apenas 54% dos colaboradores afirmam não ver evidências práticas nos líderes.

Essa perspectiva me faz refletir sobre o quanto, de fato, aportamos valor através da nossa liderança, para a carreira e vida das pessoas.

Se importar significa o quanto como líderes mostramos aos colaboradores que eles fazem parte do todo e cada pessoa é importante. Além disso, é demonstrar de forma prática, o quanto o outro aporta valor para o negócio, time e para sua própria carreira.

As pessoas querem se sentir valorizadas não apenas pelas suas entregas, pelo que produz, mas pelo que fazem e se comportam.

É menos sobre comando e controle e mais sobre conexão. É mais sobre fazer perguntas e trocar e menos sobre apenas falar de metas para serem entregues. O resultado, rentabilidade é, sem dúvida, a consequência da qualidade de valor que geramos na carreira das pessoas.

Precisamos dar visão, clareza, direção. Precisamos ampliar repertório, desenvolver a colaboração, autonomia, visão sistêmica, curiosidade e pensamento crítico das pessoas. E para tal precisamos de fato as conhecer, desenvolver e se importar com elas.

Wallace nos propõe o SAID, como um framework para direcionar o Mattering.

  • Significant – Sou visto como único e não como mais um. Como você demonstra importância para seu colaborador?
  • Appreciated – Sou reconhecido pela entrega. De que maneira você reforça valor para seu time e individualmente?
  • Invested in – Ter alguém apostando no meu crescimento. O que você faz na prática para desenvolver seu time?
  • Dependend on – Ser alguém de quem os outros dependem (vejam valor). Como você reforça autonomia e colaboração do seu time?

Por meio dessa prática, podemos propor ações para engajar e desenvolver as pessoas. E mais do que isso, as pessoas visualizarem o valor da nossa liderança.

Que tal, no seu planejamento de liderança, investir no modelo proposto e observar a mudança na relação com as pessoas do seu time? Será um desafio interessante.


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Quer saber mais sobre como desenvolver uma liderança humanizada que gere pertencimento, reconhecimento e conexão verdadeira com as pessoas da sua equipe? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Aline Gomes
alinegomes@alimonada.com.br  
http://www.linkedin.com/in/alinecgomes/

Confira também: O Que o Seu Time Espera da Sua Liderança

Palavras-chave: liderança humanizada, liderança, pessoas, colaboradores, conexão, mentalidade de crescimento, comando e controle, planejamento de liderança, desenvolver seu time, você se importa com sua equipe, liderança que gera pertencimento
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Nem Sempre Velocidade É Sinônimo de Evolução

Existe uma diferença importante entre movimento consciente e reação emocional. Entenda como conduzir uma transição de carreira sem decisões impulsivas, com mais clareza, preparo emocional e segurança para construir o próximo ciclo.

Transição de Carreira: Nem Sempre Velocidade É Sinônimo de Evolução

Transição de Carreira: Nem Sempre Velocidade É Sinônimo de Evolução

A pressa que se disfarça de coragem

Vivemos em uma cultura que romantiza movimentos bruscos.

  • “Largue tudo.”
  • “Comece do zero.”
  • “Peça demissão.”
  • “Se jogue.”

E embora algumas histórias realmente aconteçam assim, transformar isso em regra pode ser perigoso, especialmente quando falamos de carreira, estabilidade emocional e construção de futuro.

Recentemente, observei uma pessoa tomando uma decisão extremamente precipitada em nome da mudança. E aquilo me trouxe uma reflexão importante:

Nem sempre velocidade é sinônimo de evolução.

Às vezes, não é coragem. É impulsividade tentando aliviar um desconforto que ainda não foi elaborado.

Existe uma diferença importante entre movimento consciente e reação emocional. Nem toda decisão rápida é estratégica. E nem toda pausa significa acomodação.


Transição não precisa ser ruptura

Existe uma crença de que, para algo mudar, tudo precisa explodir.

Mas muitas transições saudáveis começam de forma quase invisível.

Elas começam:

  • em um curso feito à noite;
  • em uma conversa estratégica;
  • em um networking intencional;
  • em um projeto paralelo;
  • em uma habilidade desenvolvida aos poucos.

Movimentos pequenos não significam falta de coragem. Muitas vezes, significam maturidade emocional e visão de longo prazo.

A ansiedade quer velocidade, mas a construção sustentável exige ritmo, consistência e clareza sobre onde se deseja chegar.


Fugir não é a mesma coisa que construir

Quando alguém está emocionalmente esgotado ou frustrado, então é natural surgir urgência.

Mas o problema é que a dor pode empurrar decisões que a clareza ainda não sustentou.

E aqui, de fato, existe uma diferença importante:

  • agir para construir;
  • versus agir apenas para escapar.

Nem toda saída representa evolução. Às vezes, ela é apenas uma tentativa desesperada de silenciar o desconforto atual.

E Transição de carreira não é sobre destruir tudo rapidamente! É sobre criar condições para sustentar o próximo ciclo com mais consciência, preparo e segurança.

Porque mudar sem planejamento pode até gerar alívio imediato — mas também pode gerar novos medos, inseguranças e arrependimentos.


O poder dos pequenos movimentos consistentes

Muitas pessoas, de fato, subestimam o impacto das pequenas ações repetidas ao longo do tempo.

Mas são justamente esses movimentos que constroem transições mais sólidas:

  • planejamento financeiro;
  • fortalecimento emocional;
  • ampliação de repertório;
  • desenvolvimento de novas competências;
  • posicionamento estratégico;
  • clareza sobre o que realmente faz sentido.

A transição não precisa ser brusca para ser transformadora.

Na verdade, algumas das mudanças mais profundas acontecem devagar enquanto você constrói pontes antes de atravessar para o próximo lado.

E talvez essa seja a parte mais difícil: respeitar o tempo da construção sem confundir lentidão com fracasso.


Um exercício de reflexão antes de tomar uma decisão radical

Antes de fazer um movimento impulsivo, pare e reflita:

  1. Estou me movendo por clareza ou por desespero?
    A dor atual está guiando sua decisão?
  2. Que pequenos movimentos posso começar agora sem destruir tudo o que já construí?
    Talvez você não precise abandonar tudo imediatamente para que você possa começar a mudar.
  3. O que eu preciso estruturar emocionalmente, financeiramente e profissionalmente antes da transição?
    Planejamento também é autocuidado.

Essas perguntas não diminuem sua coragem. Elas tornam sua mudança mais consciente.


Conclusão: maturidade também é saber construir pontes

Transição de carreira não é apenas coragem para sair. Também é maturidade para construir o próximo passo com intenção.

“Nem sempre velocidade é sinônimo de evolução.”

Às vezes, a mudança mais inteligente não é a mais rápida, mas sim a mais sustentável.

E talvez a sua próxima grande virada comece justamente nos pequenos movimentos que você escolhe fazer hoje.

Vamos juntos nessa jornada?


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Quer saber mais sobre como construir uma transição de carreira de forma consciente e sustentável, bem como evitar decisões impulsivas que possam comprometer o seu futuro? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.

Renato Moreno
https://www.linkedin.com/in/renatomorenodealmeida/

Confira também: Clareza Não Vem Antes da Ação, Ela Vem por Causa da Ação

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Por Que Ainda Há Dificuldade de Alguns BPs de RH Conquistarem Seu Espaço de Influência?

Muitos BPs de RH ainda têm dificuldade para conquistar espaço nas decisões estratégicas. Entenda como comunicação executiva, posicionamento, coragem profissional e visão política fortalecem sua influência estratégica.

BPs de RH e Influência Estratégica: Por Que Ainda Há Dificuldade de Alguns BPs de RH Conquistarem Seu Espaço de Influência?

Por Que Ainda Há Dificuldade de Alguns BPs de RH Conquistarem Seu Espaço de Influência?

O papel do Business Partner de RH tornou-se cada vez mais estratégico nas organizações. Hoje, espera-se que esse profissional vá além dos processos operacionais e atue como parceiro das lideranças, contribuindo para decisões relacionadas à cultura, desempenho, desenvolvimento humano e resultados do negócio.

Apesar disso, muitos BPs ainda enfrentam dificuldades para conquistar influência real dentro das empresas. Em vários cenários, continuam sendo percebidos como suporte técnico ou executores de demandas, sem participação efetiva nas decisões estratégicas. Mas, por que isso ainda acontece?

Um dos principais fatores está na comunicação excessivamente técnica.

Muitos profissionais de RH dominam indicadores, políticas, ferramentas e processos, porém nem sempre conseguem traduzir essas informações para a linguagem da liderança. O gestor busca objetividade, clareza e impacto no negócio. Quando o BP fala apenas sobre conceitos técnicos de RH, sem conectar suas análises aos desafios da operação, perde força como parceiro estratégico.

Influenciar exige transformar dados em direcionamento. Não basta apresentar números; é necessário mostrar como determinado cenário impacta produtividade, clima, retenção, engajamento e resultados organizacionais.

Outro aspecto importante é a falta de posicionamento.

Muitos BPs possuem boas percepções sobre problemas de liderança, conflitos ou riscos culturais, mas evitam se posicionar de forma assertiva, pois ainda existe receio de gerar desconforto, criar conflitos ou contrariar gestores.

No entanto, influência exige coragem profissional. O papel do Business Partner não é apenas concordar ou executar solicitações, mas também provocar reflexões e apoiar decisões difíceis, pois se há omissão ou distanciamento diante de situações críticas, sua atuação tende a perder relevância estratégica.

O receio da exposição também pode ser um fator limitante, pois participar de reuniões executivas, sustentar opiniões diante de lideranças sêniores e apresentar análises estratégicas, ainda gera insegurança em muitos BPs. E, isto pode acontecer quando há uma exposição contínua no cotidiano operacional e menos na exposição consultiva.

A influência não nasce apenas do conhecimento técnico, mas ela é também é construída pela capacidade de comunicação, pela presença profissional e pela confiança gerada nas relações.

Líderes valorizam profissionais que conseguem trazer clareza em momentos complexos e apoiar decisões com segurança. Além disso, existe outro fator essencial: a ausência de visão política da organização, onde muitos BPs conhecem profundamente os processos de RH, mas têm pouca leitura sobre cultura informal, relações de poder e dinâmica organizacional.

Assim, influenciar positivamente as lideranças internas exige entender o contexto do negócio, identificar prioridades estratégicas e compreender como as decisões realmente acontecem dentro deste cenário interno empresarial. Sem essa visão, o BP corre o risco de atuar de forma isolada, desconectado das necessidades reais da organização.

Outro erro comum é acreditar que o reconhecimento estratégico acontecerá automaticamente pelo conhecimento técnico ou tempo de experiência. Porém, espaço estratégico não é concedido apenas pelo cargo, mas é conquistado pela capacidade de gerar valor, construir confiança e contribuir para decisões relevantes.

O BP que desenvolve a capacidade de influenciar, desenvolve visão sistêmica, escuta ativa, comunicação executiva e postura consultiva. É um profissional que entende pessoas, mas também compreende negócio, resultados e possíveis entraves que podem surgir da cultura organizacional. No cenário atual, conhecimento técnico já não é suficiente para os desafios da ambidestria organizacional. O verdadeiro diferencial está na capacidade de posicionar-se, comunicar-se com impacto e tornar-se relevante no apoio decisório às Lideranças.


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Quer saber mais sobre como o BP de RH pode desenvolver influência estratégica, fortalecer sua comunicação executiva e se tornar mais relevante nas decisões das lideranças? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar sobre este tema.

Fátima Farias
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Confira também: Quando um Profissional de RH está Pronto para Ser BP de RH?

Palavras-chave: influência estratégica, bp de rh, comunicação executiva, conhecimento técnico, lideranças, visão política, business partner de rh, comunicação excessivamente técnica, transformar dados em direcionamento, visão política da organização, apoio decisório às lideranças, como bps podem exercer influência estratégica
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É normal o retrocesso avançar? Quando conquistas deixam de ser permanentes

Descubra como o narcisismo na liderança afeta decisões, cultura organizacional e resultados, criando ambientes de medo, distorcendo a realidade e colocando em risco a reputação de empresas e líderes.

É normal o retrocesso avançar? Quando conquistas deixam de ser permanentes

Não sei se normal é bem a palavra, mas a História está cheia de exemplos, mostrando que tudo pode mudar, sempre.

Na escola, a gente estuda a história a partir de um olhar onde os “bárbaros” eram sempre os não-europeus, e países como França, Inglaterra e Alemanha aparecem como modelos de civilização. O problema é que essa é a versão dos vencedores, como sempre. Autores como David Graeber deixam claro que, por muito tempo, a Europa era vista pelo resto do mundo como uma região atrasada, com muita guerra e pouca higiene, um lugar onde a superstição matava muito, queimando muita gente na fogueira.

Ao mesmo tempo, o mundo árabe avançava em medicina, arquitetura e matemática; o Japão possuía cidades densas e organizadas; civilizações maias e incas desenvolveram engenharia urbana sofisticada; e grandes impérios africanos também possuíam redes comerciais e culturas complexas, frequentemente com forte valorização da higiene e da vida urbana.

O que a Europa desenvolveu de diferente foi a capacidade militar e naval que permitiu conquistar territórios, subjugar povos e depois recontar a história como se o domínio fosse prova de mérito cultural.

Só para ficar em um exemplo, no que hoje é a Andaluzia, na época Al-Andalus, especialmente entre os séculos VIII e XV, cidades como Córdoba, Sevilha e Granada eram as mais sofisticadas da Europa medieval, enquanto o mau cheiro de Londres se espalhava por quilômetros. O melhor exemplo eram os hammams, banhos públicos com salas frias, mornas e quentes, ligados à higiene, saúde e convivência social.

Depois da reconquista cristã, o atraso foi enorme, porque eram cidades que contavam com ruas organizadas, sistemas hidráulicos avançados e arquitetura adaptada ao clima. Os avanços também incluíram medicina, filosofia, agricultura e circulação de conhecimento.

Técnicas de irrigação ampliaram a produção agrícola, e bibliotecas e centros de tradução preservaram os clássicos gregos. Com o avanço da Reconquista e a imposição de uma só religião, esse ambiente foi desarticulado e alguns avanços só voltariam séculos depois.

E o que isso tem a ver com o nosso mundo de hoje, além do fato de que a nossa visão de mundo é sempre manipulada? É que durante muito tempo, a gente achou que os avanços sociais seriam irreversíveis, mas os que a História mostra é que progresso não é permanente. Sociedades podem avançar por séculos e regredir em poucos anos quando intolerância, autoritarismo ou fanatismo se aliam a quem tem o poder militar nas mãos.

Não só militar, claro. Para ir direto ao ponto, com o caso que melhor exemplifica esse retrocesso nos nossos dias, a revogação de Roe v. Wade mostra como direitos conquistados podem ser revertidos. Durante quase cinquenta anos, essa decisão garantia proteção constitucional ao direito ao aborto nos Estados Unidos. Em 2022, ela foi derrubada, devolvendo aos estados o poder de proibir ou restringir o procedimento. O que veio a partir daí foi o caos.

Milhões de mulheres perderam autonomia reprodutiva dependendo do estado onde vivem. Para quem achava que direitos estabelecidos estariam definitivamente protegidos, essa foi a prova de que não é bem assim.

Nas últimas duas décadas, empresas, universidades e governos adotaram políticas de diversidade, equidade e inclusão. Essas iniciativas buscavam corrigir desigualdades e ampliar oportunidades, mas a reação conservadora veio forte e organizada. E tem sido bem eficiente em alguns campos.

Nos Estados Unidos, a administração Trump 2 elegeu como alvo o combate às políticas de diversidade. Ordens executivas e ações administrativas passaram a restringir esses programas em contratos federais, obrigando empresas privadas a reverem suas práticas.

Grandes corporações começaram a reduzir metas públicas de diversidade ou a esvaziar departamentos dedicados ao tema. Segundo a Reuters, um levantamento mostrou que só 53% de quase 3 mil empresas globais ainda mantêm metas públicas de diversidade. E esse número está caindo, o que mostra que o mercado se adapta muito rápido às inclinações do dono do poder.

Mas ainda tem mais: tem aumentado muito o crescimento entre jovens, de adesão ao catolicismo, com um viés conservador. Claro que a religiosidade em si não é ameaça para direitos. Quer dizer… Bom, o problema surge quando ela se associa a projetos políticos regressivos, como a defesa explícita do patriarcado e da submissão das mulheres, um caminho que muitos grupos estão tomando, falando até de fim do voto feminino.

Esse direito, nos Estados Unidos, é coisa de pouco mais de cem anos.  Dizer que o país é o grande modelo de democracia é mais mito que realidade, porque no seu início, só homens brancos, proprietários de terras, podiam votar. Precisou uma 19ª emenda à Constituição para garantir esse direito às mulheres, em 1920, pouco mais de 100 anos atrás. No Brasil, foi só na Constituição de 1934.

Ou seja, um direito recente, colocado em xeque, por grupos que defendem “um voto por família”, exercido pelo homem considerado chefe do lar. É o patriarcado bíblico, onde o homem decide tudo, ideia que a gente encontra também aqui no Brasil, em algumas igrejas neopentecostais.

E ainda tem a indústria da “masculinidade restauradora”, que só cresce: cursos, coaches, influenciadores e celebridades, como Juliano Cazarré, que prometem devolver ao homem um espaço supostamente perdido para mulheres, movimentos LGBTQIA+ e transformações sociais. O documentário Dentro da Machosfera, de Louis Theroux, disponível na Netflix, é um filme de terror nesse sentido, mostrando como esse discurso mobiliza jovens em diversos países, muitas vezes já desvinculado da religião.

Claro que todo mundo tem direito à opinião, mas nenhuma conquista é para sempre. Direitos das mulheres, combate ao racismo, proteção a minorias e igualdade de oportunidades podem perder espaço a qualquer momento, por isso, dependem de defesa constante. O que pode parecer só um comentário em um programa de televisão, onde se diz que uma mulher trans não é uma mulher, no país onde a transfobia mais mata em todo o mundo, é um incentivo para a violência.

Dizer que homens estão perdendo espaço, em um país onde o feminicídio mata 4 mulheres por dia, também. A pergunta não é se o retrocesso é possível, mas se a reação da sociedade vai ter força para impedir esse avanço.

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Quer saber mais sobre como conquistas sociais e direitos considerados permanentes podem ser fragilizados quando a sociedade deixa de defendê-los ativamente? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Marco Ornellas
https://www.ornellas.com.br/

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Na Vida, Compare-se com a Pessoa Certa (Parte II de II)

Na vida, comparar-se com os outros pode gerar ansiedade, frustração e até burnout. Entenda os impactos dessa prática e por que repensar suas referências é essencial para uma evolução mais saudável, autêntica e consciente.

Pare de se Comparar com os Outros: Escolha a Referência Certa

Na Vida, Compare-se com a Pessoa Certa (Parte II de II)

Para muitos, infelizmente, a esperança de ser feliz reside em imitar, derrotar ou ser melhor do que alguém, de modo que a pessoa com quem se compara passa a ter mais atenção e importância do que ela mesma. Dá para ser feliz assim?

Dificilmente alguém vai ter um final feliz em alguma coisa, caso apenas fique se comparando ou competindo com os outros. Mesmo que uma pessoa consiga alguma vitória, conseguindo ser igual ou superando outra pessoa, existem grandes chances de esse sucesso ser temporário, frágil, vazio e sem sabor. A pessoa poderá começar a experimentar uma vida com um silêncio enlouquecedor. A fonte que alimenta uma vida de felicidade autêntica e realização plena, com a sensação de você estar no lugar certo fazendo a coisa certa, jorra dentro de cada um nós, não fora.

Agora, um importante alerta: em comparação a competir com os outros, competir contra si mesmo, com a sua versão de ontem, com certeza será mais difícil, estressante e desafiador.

Mas por certo será mais revelador e compensador. Competir com quem vemos diante do espelho também demandará mais disciplina, hábitos adequados, atitudes corretas, acreditar no próprio valor e desenvolver uma transparência e honestidade brutais consigo mesmo. Certamente a competição mais saudável e sustentável não é com os outros — é aquela com o seu eu de ontem.

Por outro lado, ignorar os outros e ter foco excessivo em si mesmo também pode ser um problema, podendo gerar uma forte desconexão com o mundo à sua volta, além de trazer metas irrealistas, inadequadas, ultrapassadas e fora do “timing” adequado para a sua realização. Baixos padrões de referência também podem fazer com que a sua urgência diminua e suas conquistas fiquem muito aquém do que poderiam ser.

Imagine uma pessoa que quer aumentar a sua remuneração, mas não tem ideia do que o mercado pode oferecer; ou um atleta que deseja uma vaga no time olímpico do esporte que pratica, mas não sabe quais são os tempos e indicadores de com quem vai disputar a vaga. A falta de referência pode atrapalhar sua evolução nos campos técnicos, intelectuais ou qualquer outro em que a pessoa deseje se sobressair, ou revelar para o mundo à sua volta.

Também existem benefícios em competir com os outros, quando são utilizados como referências, ou benchmarks, por contribuírem para elevar o nível dos indicadores a serem atingidos, possibilitando encurtar caminhos, por permitirem aprender com quem já está ou faz o que você gostaria para si. Em adição, podem ser um estímulo extra quando você não está em um bom dia, com pouca vontade ou desmotivado.

Quando você começa a competir com você, ao invés de apenas focar os outros, estes começam a deixar de ser fontes de ameaça ou inveja para começarem a ser referências de admiração, inspiração e motivação, para que você também alcance o sucesso, aquele que lhe pertence, de verdade.

A comparação pode trazer insights e aprendizados, mas cuidado para não definir o seu valor com base nas pessoas com que você se compara. O caminho para o sucesso reside dentro de você, não fora. No seu conjunto único, irreplicável e intransferível de talentos, necessidades de desenvolvimento, histórico de família, experiências de vida e outras variáveis que fazem parte do continuum da sua vida.

Na jornada da vida, não deveria haver concorrentes, apenas outras pessoas, ou companheiros de jornada, com desafios e destinos singulares, como é o seu. Se você precisa vencer alguém, é a você mesmo, seus medos e resistências, para liberar seus talentos e revelar o seu melhor. A verdadeira vitória não é ser melhor que alguém, mas sim ser a melhor pessoa que você pode ser.

Na vida, a única maneira de todos vencerem é se cada um se comparar com o seu eu de ontem, buscando a cada dia se desenvolver, melhorar e entregar ao mundo a sua singularidade, por meio de uma vida congruente com a sua vocação, valores, aprendizados e experiências, usufruindo da certeza de que está em harmonia com o mundo ao seu redor.


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Quer saber mais sobre como desenvolver uma comparação saudável sem perder sua essência, seu valor e sua singularidade ao longo da vida? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.

Um grande abraço,

Alexandre Ribas
https://www.sbrc.com.br

Confira também: Na Vida, Compare-se com a Pessoa Certa (Parte I de II)

Palavras-chave: como parar de se comparar com os outros, comparação excessiva, comparação nas redes sociais, autoestima e comparação, comparação e saúde emocional, como parar de se comparar, como parar de se comparar com as outras pessoas, não se comparar com os outros, comparação excessiva nas redes sociais, como desenvolver evolução pessoal saudável
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O retorno das histórias: o que fenômenos como Michael Jackson e O Diabo Veste Prada revelam sobre o branding atual

Descubra por que o crescimento do setor da saúde está inaugurando um novo padrão de mercado, em que responsabilidade, ética, confiança e comunicação consistente deixam de ser diferencial e passam a ser exigência.

O retorno das histórias: o que fenômenos como Michael Jackson e O Diabo Veste Prada revelam sobre o branding atual

Há movimentos de mercado que não se anunciam com grandes manchetes, mas que podem ser percebidos nitidamente por quem observa com atenção o comportamento das pessoas.

Nos últimos meses, dois fenômenos chamaram atenção. De um lado, a retomada do interesse massivo pela trajetória de Michael Jackson. De outro, o retorno de uma das narrativas mais emblemáticas da cultura contemporânea com O Diabo Veste Prada.

Ambos movimentaram o público, geraram filas, reacenderam conversas e, principalmente, despertaram algo que há algum tempo parecia diluído no excesso de informação: o interesse genuíno por boas histórias.

Para cientistas dos fenômenos sociais, não se trata apenas de entretenimento, mas de um sinal.

Durante anos, o mercado se acostumou a operar sob a lógica da velocidade. Conteúdos curtos, tendências passageiras e uma busca quase incessante por atenção imediata. Funcionou por um tempo. Mas, como acontece com todo excesso, o próprio público começou a demonstrar cansaço.

Estudos recentes ajudam a sustentar essa percepção. Levantamentos globais publicados em 2026 por PwC e Deloitte indicam que o consumidor se tornou mais seletivo, valorizando marcas que demonstram consistência ao longo do tempo e um posicionamento firme; íntegro, ao mesmo tempo em que reduz sua tolerância a comunicações superficiais ou excessivamente promocionais.

O que esses movimentos indicam é uma mudança mais profunda. As pessoas continuam conectadas, continuam consumindo, mas passaram a selecionar com mais exigência aquilo que realmente merece seu tempo.

E, nesse novo contexto, histórias voltam a ter valor.

A trajetória de Michael Jackson não é revisitada apenas por sua genialidade artística, mas pela complexidade de sua construção como marca, sua autenticidade, as fases que atravessou e pela capacidade de permanecer relevante ao longo das décadas. Da mesma forma, o universo apresentado em O Diabo Veste Prada vai além da moda. Ele traduz poder, identidade, ambição e escolhas. Elementos que permanecem atuais, independentemente do tempo.

Esses exemplos ajudam a compreender uma transformação importante para o ambiente de negócios.

Durante muito tempo, comunicar foi suficiente. Depois, tornou-se necessário se posicionar. Agora, um novo nível de exigência começa a se consolidar: o de construir narrativas cada vez mais consistentes.

Não se trata de produzir mais conteúdo, mas de produzir significado.

Em mercados cada vez mais competitivos, especialmente na área da saúde e do bem-estar, observa-se um movimento semelhante. Profissionais tecnicamente preparados, clínicas bem estruturadas e presença digital ativa já não garantem, por si só, crescimento sustentável.

O que começa a diferenciar, portanto, é a capacidade de estabelecer uma conexão mais profunda com o público. E essa conexão não se constrói apenas com informação, com capacidade técnica e inovação. O mercado está apontando para histórias que possam ser replicadas, que inspirem e tragam a essência das marcas a longo prazo.

O paciente de hoje não busca apenas um serviço. Ele busca segurança, identificação e confiança. E esses elementos são fortalecidos quando existe uma narrativa clara por trás da marca.

Outro ponto relevante é o tempo. Tanto Michael Jackson quanto O Diabo Veste Prada não se tornaram referências de forma imediata. As narrativas que tem gerado conexão apontam para uma jornada construída ao longo de anos e que se adaptaram a diferentes contextos e, ainda assim, preservando seu verdadeiro caráter.

Esse aspecto traz uma reflexão importante para líderes e profissionais. Em um cenário que valoriza resultados rápidos, há uma tendência de subestimar o poder da tradicionalidade ao longo do tempo. No entanto, as marcas que realmente permanecem e marcam diferentes gerações, são aquelas que conseguem sustentar suas bases, independentemente das oscilações do mercado.

Ao observar esses movimentos, torna-se possível compreender que o mercado não está necessariamente mais difícil. O mercado tem reagido com cada vez mais exigência e consciência.

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Quer saber mais sobre como as marcas podem construir narrativas consistentes e relevantes em um mercado cada vez mais seletivo e exigente? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar sobre este tema.

Um grande abraço,

Queila Fonini
Fundadora e CEO da Aviah Soluções Empresariais
https://www.aviah.com.br

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Desenrola Brasil 2.0: Estamos Tratando o Efeito, Enquanto a Causa Continua Sendo Ignorada

O Desenrola Brasil 2.0 pode aliviar dívidas e abrir uma chance real de recomeço. Mas sem educação financeira, diagnóstico e mudança de comportamento, o risco é trocar urgência por vulnerabilidade futura.

Desenrola Brasil 2.0: Estamos Tratando o Efeito, Enquanto a Causa Continua Sendo Ignorada

Desenrola Brasil 2.0: Estamos Tratando o Efeito, Enquanto a Causa Continua Sendo Ignorada

O Governo Federal lança mais uma fase do programa de renegociação de dívidas, o Desenrola Brasil 2.0. E eu começo esta reflexão de forma direta: seguimos tratando o efeito do problema, enquanto a causa continua sendo ignorada.

Não me surpreende que esse seja o caminho adotado. Hoje, temos mais de 100 milhões de brasileiros endividados, o que gera uma pressão social enorme por soluções rápidas. O Desenrola 2.0 surge, então, como uma resposta a essa demanda, ampliando seu alcance e atuando em diferentes frentes da economia.

O programa vai além das pessoas físicas e passa a incluir produtores rurais, estudantes com dívidas do FIES e micro e pequenas empresas. Tem objetivos claros: reduzir a inadimplência, facilitar o acesso ao crédito, estimular o consumo e reaquecer a economia. No papel, é uma iniciativa robusta. Na prática, exige cautela.

Quando analisamos o Desenrola Família, que é a base do programa, vemos condições que chamam atenção: juros limitados a cerca de 1,99% ao mês, descontos que podem chegar a 90% e a possibilidade de utilizar até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas.


À primeira vista, parece uma excelente oportunidade. Mas é justamente aqui que mora o risco.

Existe uma narrativa de que 1,99% ao mês é um juro baixo. Não é. No longo prazo, esse custo continua sendo elevado, principalmente para quem já está em situação de fragilidade financeira.

Outro ponto que me preocupa profundamente é o uso do FGTS. Estamos falando da principal — e muitas vezes única — reserva financeira do trabalhador brasileiro. Ao permitir que esse recurso seja utilizado para pagar dívidas, estamos trocando uma segurança futura por um alívio imediato.

E mais: existe um desalinhamento claro nessa decisão. O trabalhador utiliza um recurso que rende pouco para quitar uma dívida que, mesmo renegociada, ainda carrega juros relevantes. Isso não é uma escolha equilibrada quando não vem acompanhada de mudança de comportamento.


Mas o ponto central da minha análise é outro. A dívida não é o problema. A dívida é a consequência.

O verdadeiro problema está no comportamento financeiro. Está na falta de organização, na ausência de planejamento, na inexistência de uma educação do comportamento financeiro estruturada no país.

Hoje, muitas famílias utilizam o crédito como extensão da renda. Não porque querem, mas porque precisam. Vivemos uma realidade de perda do poder de compra, em que os reajustes salariais giram em torno de 5%, enquanto o custo de vida cresce próximo de 20%. Sem orientação, o crédito passa a ser a única alternativa — e também o maior risco.

O que o Desenrola 2.0 faz é reorganizar a dívida, mas não reorganizar a vida financeira. É como dar uma solução imediata para um problema que exige tratamento profundo. O sintoma pode até diminuir, mas a causa permanece.

Outro ponto que merece reflexão é a tentativa de incluir um componente comportamental no programa, como a restrição ao acesso a apostas. Isso é insuficiente. Se o próprio governo reconhece que o comportamento impacta o endividamento, por que não estruturar um programa nacional de educação financeira?

Sem esse pilar, o que tende a acontecer é algo que já vimos diversas vezes: a pessoa renegocia a dívida, limpa o nome, volta a ter acesso ao crédito e, em pouco tempo, retorna ao endividamento. Isso não é solução. É adiamento do problema.


Quero deixar claro que não sou contra programas como o Desenrola.

Eles são importantes, sim. Podem representar uma oportunidade real de recomeço para quem está sufocado. Mas só fazem sentido quando acompanhados de mudança.

Antes de aderir, é fundamental que cada pessoa faça um diagnóstico financeiro:

  • Quanto eu ganho?
  • Quanto eu gasto?
  • Para onde vai o meu dinheiro?
  • Quais são minhas prioridades?
  • Quais são meus objetivos?

Sem essa análise, qualquer decisão será tomada com base na urgência, e não na consciência. E isso é extremamente perigoso.

Se o trabalhador utilizar o FGTS sem mudar seu comportamento, pode até sair da dívida agora, mas ficará mais vulnerável no futuro. E o mais grave: poderá voltar ao endividamento sem a reserva que tinha antes.

Como profissional da Educação do Comportamento Financeiro, afirmo com convicção: a solução está na causa. Ela passa por método, organização, definição de objetivos e uma relação mais consciente com o dinheiro. Enquanto não tratarmos isso como prioridade no Brasil, continuaremos assistindo a programas que aliviam o presente, mas comprometem o futuro.

O Desenrola Brasil 2.0 pode, sim, ser uma oportunidade. Mas, sem mudança de comportamento, será apenas mais um capítulo de um ciclo que insiste em se repetir.

E esse é o verdadeiro problema que precisamos enfrentar.

Para quem deseja entender melhor o programa e, principalmente, como utilizá-lo de forma consciente, disponibilizei uma aula gratuita sobre o tema, abordando as mudanças, os riscos e a aplicação prática da Metodologia DSOP: CLIQUE AQUI.


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Quer saber mais sobre o Desenrola Brasil e por que renegociar dívidas sem mudar o comportamento financeiro pode apenas adiar o problema? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em orientar você.

Um grande abraço,

Reinaldo Domingos
PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin) e da DSOP Educação Financeira.
https://www.dsop.com.br

Confira também: Mesada Deixa de Ser Apenas Dinheiro e Se Torna Ferramenta de Educação Financeira

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Você Está Evoluindo… ou Apenas Acumulando Experiências?

Acumular experiências não significa evoluir. Entenda por que o desenvolvimento na vida adulta exige consciência, reflexão e intencionalidade para transformar aprendizados em escolhas, presença, relevância e crescimento real.

Você Está Evoluindo… ou Apenas Acumulando Experiências?

Você Está Evoluindo… ou Apenas Acumulando Experiências?

Como o ser humano se desenvolve ao longo da vida?

A Psicologia do Desenvolvimento mostra que esse processo não acontece de forma linear, ele se transforma conforme avançamos nos ciclos da vida.

  • Na infância, aprendemos por experimentação. Tentativa e erro. Curiosidade natural. Existe abertura e, por isso, o aprendizado acontece de forma rápida e quase espontânea.
  • Na adolescência, entramos em outra fase: a construção da identidade. Questionamos mais. Buscamos pertencimento. Começamos a formar valores e a entender quem somos no mundo.
  • Já na vida adulta, o jogo muda. É o momento em que, teoricamente, consolidamos nossa identidade, amadurecemos e passamos a tomar decisões mais conscientes.

Mas, na prática, algo diferente costuma acontecer: Muitas pessoas param de evoluir justamente nessa fase.

E, curiosamente, não é por falta de capacidade, mas por ausência de consciência no processo.

Param de se observar. Entram no piloto automático. E passam a confundir experiência com evolução.

Porque, ao contrário da infância, o desenvolvimento na vida adulta não acontece de forma natural.

Ele passa a depender de três elementos essenciais:

  • Consciência — perceber padrões, comportamentos e reações;
  • Reflexão — dar sentido ao que se vive;
  • Intencionalidade — escolher mudar, em vez de apenas repetir.

Sem isso, a experiência não se transforma em aprendizado. Ela apenas se acumula.

No ambiente profissional, isso se torna ainda mais evidente.

Existem profissionais com anos de experiência, mas que, na prática, estão apenas repetindo os mesmos padrões ao longo do tempo.

Crescem em responsabilidade, entregam resultados, assumem novos desafios… mas não necessariamente evoluem na forma de pensar, decidir ou se posicionar.


E é aqui que surge uma diferença silenciosa, mas decisiva: nem todo avanço é desenvolvimento.

Porque desenvolvimento exige presença. Exige pausa. Exige disposição para se rever ao longo do caminho.

E, na vida profissional, exige algo a mais: a capacidade de liderar a própria trajetória.

Isso significa sair do lugar de quem apenas executa… para o lugar de quem interpreta, escolhe e direciona seus próprios objetivos.

Nem sempre o que você faz é o que o outro percebe. E nem sempre o esforço é o que gera reconhecimento.

Liderar a própria carreira também passa por aprender a traduzir o ambiente e o momento em que está, falar o dialeto que o outro entende, conectar suas entregas ao que, de fato, gera valor.

Porque não se trata apenas do que foi feito, mas do impacto que isso produz. E isso vale para diferentes contextos, de profissionais liberais atendendo seus clientes, a empresas, escolas ou organizações públicas e privadas.

No fim, existe uma diferença importante: entre quem mostra o quanto se dedicou… e quem consegue evidenciar o resultado que construiu.

O primeiro pede reconhecimento. O segundo gera relevância.

Talvez o ponto não seja apenas seguir acumulando experiências ao longo do caminho. Mas perceber, com mais presença, o que cada uma delas está, de fato, construindo em você, e como isso se traduz em valor para o mundo à sua volta.

Porque, no fim, a pergunta permanece: você está, de fato, evoluindo… ou apenas acumulando experiências?

Refletir é, muitas vezes, o primeiro passo para transformar o caminho que estamos construindo.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como parar de apenas acumular experiências e começar a evoluir com mais consciência na vida e na carreira? Terei o maior prazer em falar a respeito.

Um grande abraço e até a próxima reflexão!

Graziela Heusser Azeredo
https://www.linkedin.com/in/grazielaheusserazeredo/

Confira também: Você não é Miranda nem Andy: É quem o Cenário Exige e Isso Define Sua Performance

Palavras-chave: acumular experiências, desenvolvimento, experiências, consciência, aprendizado, desenvolvimento na vida adulta, liderar a própria carreira, evoluir de forma consciente, piloto automático, desenvolvimento exige presença
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Resiliência

Faça de cada limão, uma limonada! Resiliência é a capacidade de se resistir flexivelmente às adversidades e dificuldades, utilizando-as para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.

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O sucesso de uma mulher está em ser mulher!

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.

E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.

Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.

Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:

  • Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
  • Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.

E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.

Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.

Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.

Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.

O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.

Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.

Mas, é possível e já vi milagres.

Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.

Acreditar na Mulher que há dentro de você.

Sucesso e Feliz Dia da Mulher!

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Não concretizou uma meta? É preciso agora ter coragem para fazer mudanças drásticas!

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida.

A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.

E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.

Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.

Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.

A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.

Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.

Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.

Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.

Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.

Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.

E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?

Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?

Chega de Síndrome de Felipão, né?

Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.

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Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Quando buscamos algo melhor, criamos a mudança, pois desejamos que coisas melhores ocorram. Mas há também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora?

Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…

Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.

Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.

Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.

Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.

Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…

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Sem Comprometimento não há avanços na vida e nem sucesso!

Qual é o seu grau de comprometimento em realizar algo? Um dos maiores problemas de uma pessoa é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

Responda rápido a minha pergunta:

– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?

Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:

– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?

Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.

Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.

Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.

E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?

Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.

O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.

Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?

Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.

Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.

Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:

Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.

Para ajudar, significado de Comprometimento:

“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.

Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!

Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.

É por ai. Boa semana!

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O Poder do Bom Dia e Obrigado

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado. Quem não gostaria de ouvir este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.

Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.

Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.

Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?

Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.

Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?

Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?

Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.

A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.

Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.

Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.

O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.

Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.

Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.

Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.

Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.

Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.

Pense nisso.

Te desejo um bom dia e obrigada.

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Procrastinando? Então continue!

Sabe aquilo que você já sabe que tem que fazer e não faz? É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que nunca rola por que você não toma a iniciativa.

É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.

Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”

E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.

Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?

O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.

Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.

Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…

Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:

1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?

Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.

2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.

Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.

3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?

4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.

5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.

6º passo: Faça.

Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.

E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.

Com amor e com alma,

Karinna

PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.

PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.

Obrigada!

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Você sabe o que é Inteligência Espiritual?

A maior parte das pessoas já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. E sobre Inteligência Espiritual? Será que a Inteligência Emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? O que você pensa a respeito?

Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?

Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação.  Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.

O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.

Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.

Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.

As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.

E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!

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