O Empresário Que Mais Trabalha Quase Sempre É O Que Menos Cresce
Existe uma armadilha silenciosa que consome os melhores empreendedores… e ela não se parece com preguiça nem com incompetência. Ela se parece com dedicação.
Conheço um empresário que chega antes de todos. Sai depois de todos. Resolve problema de operação, problema de cliente, problema de equipe. Está em tudo. Sabe de tudo. Decide tudo.
E o negócio dele anda em círculo há três anos.
Não é falta de vontade. Não é falta de inteligência. É que ele cometeu o erro que mais caro custa a um empreendedor: confundiu movimento com progresso.
“A maioria dos empresários não tem problema de esforço. Tem problema de direção. E ninguém percebe isso — porque estar ocupado parece, de fora, igual a estar avançando.”
O mito do empresário que resolve tudo
Quando o empresário é o gargalo do negócio, então a empresa tem exatamente o tamanho que a agenda dele suporta. Nem maior, nem menor. E quanto mais ele trabalha, mais o time aprende a depender dele, não por incapacidade da equipe, mas porque o sistema foi construído assim.
Por que a equipe não entrega
Toda semana alguém me faz a mesma pergunta: “como faço meu time se comprometer de verdade?” e, de fato, a resposta quase nunca está no time.
Quando as pessoas não entregam, quase sempre existe uma entre estas três causas:
- Falta clareza sobre o que se espera delas — o que parece óbvio para quem fundou, não é óbvio para quem foi contratado;
- O ambiente não dá segurança para decidir — toda decisão vai parar no topo, e o time aprende que não vale a pena se arriscar;
- A cultura recompensa presença, não resultado — quem fica até tarde parece mais comprometido do que quem entrega com precisão.
Nenhum desses problemas se resolve com mais cobrança, mas quando o líder muda o sistema — e antes disso, quando ele para de olhar para a equipe e começa a olhar para si mesmo.
A pergunta que muda tudo
Tem uma pergunta que gosto de fazer para empresários esgotados, achando que o problema é a equipe, o mercado ou então o momento:
Se amanhã você não puder aparecer — por um mês — o que para?
A resposta diz tudo sobre o estágio real da empresa. Se a resposta for “tudo para”, então não é um time fraco. É uma estrutura que nunca foi construída para que pudesse funcionar sem você. Um negócio que só funciona quando o dono está presente, sem dúvida, não é um negócio. É um emprego muito caro, e certamente com muita pouca liberdade.
O que separa quem cresce de quem gira em círculo
A diferença entre quem cresce e quem fica estagnado raramente é talento, capital ou timing de mercado. É uma só: os que crescem param de tentar mais e começam a entender melhor.
Eles param de adicionar esforço e passam então a fazer as perguntas certas. Param de contratar mais gente esperando que o problema suma. Desenvolvem a capacidade de construir times que se movem mesmo quando ninguém está olhando.
O maior desperdício de um empresário
Não é dinheiro mal gasto. É passar anos tentando resolver o problema errado com mais e mais esforço. Um diagnóstico certo encurta anos de tentativa. Uma conversa com a pessoa certa, no momento certo, sem dúvida alguma, vale mais do que doze meses de erro solitário.
Se há uma coisa que aprendi com os empresários que viraram o jogo: nenhum deles fez isso sozinho. E nenhum deles fez isso sem antes entender, com honestidade, o que estava realmente acontecendo.
Se você chegou até aqui, provavelmente reconheceu alguma coisa do que foi descrito. Isso não significa que você está fazendo errado — significa que você chegou num ponto em que fazer mais do mesmo não vai mais funcionar. E reconhecer isso já é mais do que a maioria está disposta a fazer.
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Tudy Vieira
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Confira também: Técnica Versus Caráter na Tomada de Decisão: O Ponto Onde Líderes se Revelam
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O AEP como Motor de Relações, Liderança e Resultados
No artigo anterior (leia), explorei duas práticas essenciais sugeridas por Richard Boyatzis, autor do livro “Ajudando Pessoas a Mudar”, para ativarmos o AEP — o Atrator Emocional Positivo — e ampliarmos nossa capacidade de inspirar, conectar e gerar desenvolvimento real nas relações profissionais. Agora, avanço para outras duas práticas igualmente potentes, que ajudam a criar ambientes de trabalho mais saudáveis, colaborativos e emocionalmente inteligentes: o contágio emocional positivo e o mindfulness.
O Contágio Emocional Positivo
No cotidiano corporativo, convivemos com ritmos acelerados, pressões constantes e desafios que exigem respostas rápidas. Nesse cenário, o contágio emocional positivo se torna uma força silenciosa, porém decisiva. Ele acontece quando nossas interações elevam, inspiram e energizam as pessoas ao redor.
Não se trata de otimismo ingênuo, mas da habilidade de cultivar presença, escuta e autenticidade de modo que o outro se sinta visto, valorizado e fortalecido. Relações assim criam um ciclo virtuoso: quanto mais positivas são as trocas, mais confiança se estabelece. Quanto mais confiança, mais colaboração. Quanto mais colaboração, melhores os resultados. Líderes e equipes que compreendem esse fenômeno passam a cuidar da qualidade emocional das interações com a mesma seriedade com que cuidam de metas e indicadores.
O Mindfulness
A segunda prática, o mindfulness ou exercícios de centramento, complementa essa dinâmica ao nos ajudar a reduzir a reatividade e ampliar a consciência. Em um ambiente de trabalho onde estímulos competem pela nossa atenção o tempo todo, a capacidade de pausar, respirar e observar antes de agir se torna uma vantagem estratégica.
Mindfulness não é esvaziar a mente, mas treiná-la para perceber o que está acontecendo dentro e fora de nós com mais clareza. Essa clareza diminui impulsos defensivos, melhora a tomada de decisão e nos permite responder — e não apenas reagir — às situações. Quando uma equipe incorpora esse tipo de presença, conflitos diminuem, conversas difíceis se tornam mais produtivas e o clima emocional se estabiliza.
A Cultura que o AEP Ajuda a Construir
O ponto de encontro entre contágio emocional positivo e mindfulness é justamente o tipo de cultura que desejamos construir nas organizações. Uma cultura em que as pessoas se sintam energizadas, respeitadas e capazes de contribuir com o melhor de si.
O AEP é um espaço emocional onde criatividade, empatia e colaboração florescem. E esse espaço é criado intencionalmente, todos os dias, nas pequenas escolhas: no tom de voz, na forma de dar feedback, na atenção dedicada a uma conversa, na decisão de respirar antes de responder um e-mail difícil.
Ao praticarmos essas duas habilidades, ampliamos nossa capacidade de liderar a nós mesmos e aos outros. Mais do que técnicas, são formas de estar no mundo do trabalho que transformam relações, fortalecem equipes e tornam o ambiente mais humano e sustentável. E, como Boyatzis nos lembra, quando acessamos o AEP, não apenas melhoramos nosso desempenho — nós nos tornamos versões mais plenas e conectadas de quem podemos ser.
Gostaria de saber como você tem impactado emocionalmente as pessoas ao seu redor no trabalho? Quais pequenas escolhas diárias poderiam aproximá-lo de um estado de presença, consciência e influência positiva? E, talvez a pergunta mais importante: que tipo de cultura você ajuda a construir quando ninguém está olhando?
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Até o próximo artigo!
Vera Godoi Costa
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Confira também: Sonhos, Compaixão e o AEP em Ação: Como Visão Pessoal e Segurança Emocional Ampliam Aprendizado, Conexão e Crescimento
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A Pressão por Respostas Rápidas: O Risco de Tomar Decisões Importantes no Ritmo da Urgência
O ambiente corporativo desenvolveu uma relação perigosa com a velocidade.
Respostas rápidas viraram sinônimo de qualificação.
Decidir sem hesitação passou a ser vínculo de liderança. E a pausa começou a ser confundida com vulnerabilidade.
Em muitos contextos, agilidade é necessária. O problema começa quando todas as decisões precisam ser tomadas de imediato.
Existe uma diferença importante entre responder rápido e decidir com maturidade, e essa diferença está sendo cada vez menos percebida.
O equívoco: tratar todas as decisões no ritmo da urgência
Ao longo da carreira, profissionais experientes desenvolvem uma habilidade valiosa: a capacidade de sustentar execução sob pressão.
Resolvem problemas rapidamente, destravem situações complexas, tomam decisões em cenários instáveis e, quase sempre são reconhecidos exatamente por isso.
Mas existe um efeito silencioso nesse padrão: com o tempo, a velocidade deixa de ser uma competência situacional, e passa a ser um modelo permanente de funcionamento.
Tudo precisa ser resolvido rápido, tudo parece urgente, tudo exige resposta imediata.
E é nesse ponto que decisões estruturais começam a ser tomadas no ritmo da pressão, não da maturidade.
Nem toda decisão pede velocidade
Existe uma diferença importante entre decisões operacionais e decisões estruturais.
As operacionais exigem agilidade. As estruturais exigem elaboração.
Decisões sobre carreira, liderança, reposicionamento, transições ou mudanças relevantes dificilmente amadurecem na urgência, exatamente porque decisões importantes não dependem apenas de resposta.
Dependem de leitura de contexto, clareza de prioridade e capacidade de sustentar reflexão, mesmo diante da pressão por rapidez.
E isso pede outro ritmo.
O custo oculto da aceleração constante
No curto prazo, velocidade costuma gerar reconhecimento. Mas, no longo prazo, decisões tomadas sem elaboração começam a cobrar um preço inaudível.
Ele aparece em movimentos desalinhados. Em escolhas sustentadas mais pela pressão do ambiente do que pelo real sentido. Em trajetórias que continuam avançando, mas já não evoluem na mesma direção.
E isso não é falta de competência, porque a urgência constante reduz espaço para consciência. E, sem consciência, o movimento pode continuar, mas a clareza diminui.
A pausa virou ameaça no mundo corporativo
Existe uma resistência silenciosa à pausa.
Quem desacelera, pode demonstrar insegurança. Quem revisa critérios, pode parecer indeciso. E quem leva tempo para construir uma escolha, pode parecer despreparado.
Decisões maduras raramente nascem na aceleração.
A pausa não representa ausência de movimento, representa organização interna.
É o espaço onde pensamento, contexto e prioridade conseguem se reorganizar antes da escolha. Sem isso, a decisão até acontece, e dificilmente se sustenta com consistência ao longo do tempo.
O que sustenta uma decisão madura
Decisões relevantes não nascem prontas, precisam ser construídas.
Exigem disposição para rever critérios, questionar automatismos e reconhecer que o que funcionou até aqui pode não sustentar o próximo ciclo.
E esse talvez seja um dos maiores desafios de profissionais experientes.
Porque experiência pode ampliar repertório, e também pode cristalizar velocidade.
E maturidade não está em responder mais rápido, mas em reconhecer quando a decisão exige profundidade.
Continuar rápido também pode ser uma forma de evitar clareza
Em muitos casos, acelerar não é eficiência, é proteção.
Proteção contra perguntas difíceis, contra escolhas que exigem revisão de identidade, contra o desconforto de admitir que algo importante já mudou.
E existem decisões que não melhoram com velocidade, mas com lucidez.
A mudança de direção
Talvez o problema não esteja na capacidade de decidir, e sim, na dificuldade de sustentar o tempo que algumas decisões exigem.
Porque existem escolhas que não pedem rapidez.
Pedem maturidade.
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Até o próximo artigo!
Valquiria Jorge
Fundadora da Mente & Movimento e cofundadora da RebrandSe
https://www.linkedin.com/in/valquiria-camargo-jorge/
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Confira também: O Ponto Cego de Quem Chegou Longe: Quando a Continuidade Sustenta Resultados, Mas Começa a Comprometer Direção e Clareza
Palavras-chave: tomar decisões importantes, decisões importantes, urgência, maturidade, velocidade, pausa, decisões na urgência, pressão por respostas rápidas, decidir com maturidade, decisões estruturais, tomada de decisão no ambiente corporativo
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Quando as Pessoas Começam a Sobreviver Emocionalmente Dentro das Empresas
Entenda por que a Segurança Psicológica deixou de ser uma pauta conceitual ou uma tendência corporativa
Ao longo da minha trajetória dentro das organizações, comecei a perceber algo que raramente aparece nos relatórios estratégicos, nos dashboards ou nas apresentações executivas: muitas pessoas continuam entregando resultados enquanto, internamente, já estão emocionalmente exaustas.
E talvez esse seja um dos retratos mais delicados do mundo corporativo atual.
As organizações foram, aos poucos, transformando urgência em modo permanente de funcionamento. O tempo de respirar diminuiu e as pausas passaram a gerar culpa. Estar cansado virou parte esperada da rotina. E muitas pessoas começaram a acreditar que estar sempre disponíveis era prova de valor, relevância e comprometimento. Enquanto isso, algo profundamente humano começou a perder espaço dentro das relações de trabalho.
Tenho encontrado líderes extremamente competentes que já não conseguem descansar emocionalmente. Profissionais brilhantes que seguem funcionando no automático. Pessoas que aprenderam a sustentar equipes inteiras enquanto aquietaram o próprio cansaço para não parecerem frágeis, despreparadas ou insuficientes.
Em muitos ambientes corporativos, sentir virou um risco.
Demonstrar vulnerabilidade pode ser interpretado como fraqueza. Questionar excessos pode gerar medo de exclusão. Pedir ajuda ainda constrange inúmeras lideranças que passaram anos sendo reconhecidas justamente pela capacidade de suportar tudo.
A questão é que ninguém consegue permanecer inteiro vivendo permanentemente em estado de tensão. O corpo cobra, as relações cobram, a saúde emocional cobra e, inevitavelmente, a cultura da empresa também começa a demonstrar sinais de desgaste.
Tenho observado organizações onde as pessoas já não conseguem estabelecer trocas genuínas. Reuniões onde todos falam, porém poucos realmente se escutam. Equipes que convivem diariamente, entretanto sem conexão emocional, confiança ou espaço seguro para discordar, criar, refletir ou simplesmente existir de maneira autêntica.
E isso não acontece porque as pessoas perderam competência. Acontece porque muitos ambientes foram se tornando emocionalmente áridos.
A cultura organizacional começa a adoecer quando os vínculos passam a ser sustentados apenas pela obrigação, pelo medo, pela pressão ou pela necessidade de manter uma imagem de força permanente.
Porque cultura não é aquilo que a empresa escreve na parede.
Cultura é aquilo que as pessoas sentem quando entram em uma reunião. É a liberdade, ou o receio, de expressar uma ideia. É a maneira como os conflitos são conduzidos. E é o espaço emocional permitido para o erro, para a dúvida, para a aprendizagem e, sem dúvida, para o diálogo verdadeiro.
A cultura aparece nos detalhes mais sutis da convivência humana.
Ela aparece quando um líder escuta genuinamente alguém. Quando uma equipe percebe que pode discordar sem sofrer retaliações. Quando um profissional não precisa esconder exaustão para preservar pertencimento. E quando o resultado deixa de ser construído à custa do adoecimento emocional coletivo.
Em tempos de anestesia emocional, tenho sentido que falar sobre Segurança Psicológica deixou de ser uma pauta conceitual ou uma tendência corporativa. Trata-se de uma necessidade humana.
Porque empresas emocionalmente endurecidas podem até alcançar resultados no curto prazo. Entretanto, com o tempo, começam a perder algo essencial: vitalidade relacional, criatividade, confiança, presença e sentido coletivo.
As pessoas permanecem, os cargos continuam ocupados e as entregas ainda acontecem. Porém, a vida emocional do ambiente vai desaparecendo lentamente.
Foi justamente a partir dessas observações, construídas ao longo de muitos anos dentro das organizações, que desenvolvi o Reconexão Essencial, uma abordagem voltada à gestão da cultura organizacional e ao desenvolvimento de lideranças conscientes.
O trabalho nasce de uma leitura sistêmica da cultura e das relações humanas presentes na empresa. Observa padrões emocionais, maturidade relacional, coerência cultural, qualidade dos vínculos, Segurança Psicológica e os impactos produzidos pela forma como as pessoas convivem, lideram, comunicam, bem como tomam decisões.
Ao longo dessa caminhada, compreendi algo que transformou profundamente minha forma de olhar para liderança: resultados sustentáveis dependem diretamente da qualidade emocional das relações que os sustentam.
Nenhuma cultura se fortalece apenas através de discursos inspiradores, treinamentos isolados ou valores escritos em apresentações corporativas.
Cultura se fortalece quando existe coerência humana.
Quando as pessoas conseguem respirar emocionalmente dentro do ambiente onde trabalham. Quando há espaço para consciência, diálogo, responsabilidade relacional e presença genuína. E quando liderar deixa de significar controlar pessoas e passa então a significar sustentar ambientes emocionalmente mais saudáveis, maduros e conscientes.
Talvez um dos maiores desafios da liderança contemporânea seja justamente este: apoiar pessoas a reencontrarem sentido naquilo que fazem sem precisarem abandonar a si mesmas no caminho.
E talvez essa seja uma das reflexões mais urgentes do nosso tempo.
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Até o próximo artigo.
Cristiane Maziero
Escritora do livro Alma de Líder: O Despertar da Consciência para uma Liderança com Propósito, consultora organizacional, mentora, terapeuta transpessoal e criadora da metodologia Reconexão Essencial, voltada à gestão da cultura organizacional e ao desenvolvimento de lideranças conscientes.
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Confira também: Reconexão Interna na Liderança: Como Alinhar Consciência, Decisões e Impacto no Dia a Dia
Palavras-chave: segurança psicológica, segurança psicológica nas empresas, cultura organizacional, liderança, lideranças conscientes, saúde emocional, sobreviver emocionalmente dentro das empresas, segurança psicológica pode fortalecer a cultura organizacional, prevenir o esgotamento emocional nas equipes, qualidade emocional das relações, resultados sustentáveis dependem da qualidade emocional
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O Perfil Que Constrói Empresas… Mas Afasta Pessoas Sem Perceber
Existe um tipo de pessoa que causa admiração, e ao mesmo tempo desconforto. Sabe aquela pessoa que você considera forte, decidida, que chama a atenção pelo respeito que ela sabe cobrar dos outros?
Uma pessoa articulada, fala muito bem, consegue fazer com que seus pedidos sejam atendidos. Se mostra boa aconselhadora, resolve as coisas com uma grande agilidade e perspicácia, um líder nato. Mas de repente… te responde meio atravessado, não demonstra se importar muito com os sentimentos dos outros… parece fria!
Esse tipo de perfil é muito mal compreendido, pois muitas vezes é considerado ríspido, frio, quando na verdade, são apenas direto ao ponto! A racionalidade que resolve problemas, acha soluções, consegue ligar os pontos entre o que um precisa e outro que oferece a solução. Uma pessoa perfeita para impulsionar as empresas e as pessoas no geral. Tem ideias inovadoras, empreendedoras, focada nos resultados por performance e financeiros. Ambição nata. Excelente para vender produtos, serviços e ideias.
Esse perfil, muitas vezes desvalorizado, é o que organiza a parte prática da empresa. Sem ele, as coisas não funcionam. Esse perfil sabe muito bem como negociar, e traz a vantagem de ser observador e entender com uma grande facilidade o que os outros precisam. Perfil de delegar mais, sem muita energia de execução.
Esse perfil na dor, no entanto, se sente manipulado, e pode tentar ferir as pessoas ao redor. Desconfiado, pode se tornar vingativo quando se sente usado e quando suas conquistas e feitos não são devidamente reconhecidos.
Se você se reconhece nesse perfil, entenda que para você, os acordos precisam ser muito claros!
Você precisa deixar tudo preto no branco: o que eu vou entregar em uma relação, e o que eu vou receber. Isso serve para todos os tipos de relação: amorosa, profissional, familiar, amigos.
Se você tem um funcionário assim, aprenda a elogiar seu desempenho, de preferência em público. Reconheça o que essa pessoa faz por você e sua empresa. Treine essa pessoa para cargos de liderança, e não se esqueça de deixar muito claro o que espera, e o que vai entregar. E cumpra o combinado!
Os deslizes vão deixar esse perfil extremamente desconfiado, se sentindo usado, traído, e além de perder um excelente colaborador, ainda pode ter que lidar com as emoções abaladas das pessoas ao redor dela.
Lembre-se: nós somos a soma de todos os traços, apenas temos porcentagem diferentes, o que nos torna únicos.
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Até o próximo artigo!
Sarah Martins
Mentora de Autoliderança, Desenvolvimento Humano e Inteligência Emocional
http://linkedin.com/in/sararmartins
Confira também: Isolamento Nem Sempre É Falta de Interesse
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O Excesso de Automação Também Afasta Clientes?
Nunca tivemos tantas ferramentas tecnológicas disponíveis para vender, atender e nos comunicar. Automatizamos mensagens, organizamos processos, implementamos inteligência artificial, criamos fluxos automáticos e aceleramos praticamente tudo dentro dos nossos negócios.
E, de fato, muitas dessas ferramentas trouxeram ganhos importantes: mais agilidade, mais organização, mais escala e mais praticidade para negócios de todos os tamanhos. Mas, em meio a tantos avanços, uma pergunta começa a surgir cada vez mais forte: será que o excesso de automação também pode afastar clientes?
A tecnologia aproximou processos, mas nem sempre aproximou pessoas.
Hoje, é comum encontrarmos negócios onde praticamente toda a jornada do cliente é automatizada. O primeiro contato acontece com um robô, as respostas chegam prontas, os direcionamentos são automáticos e, muitas vezes, falar com uma pessoa real se transforma em uma verdadeira missão.
E aqui é importante deixar algo muito claro: automação não é o problema.
Muito pelo contrário. Quando bem utilizada, ela é uma grande aliada das vendas e do relacionamento com o cliente. Automatizar processos repetitivos pode trazer leveza para as equipes, reduzir erros operacionais e permitir que o time humano foque em situações que exigem mais relacionamento.
O problema começa quando automatizamos tanto que o cliente deixa de sentir que existe alguém do outro lado. Em muitos casos, ele até recebe respostas rápidas, mas sai da conversa sem ter seu problema realmente resolvido. E aqui surge um ponto importante: se não houver pessoas analisando dados, comportamentos e dificuldades dos clientes, como será possível aproveitar essa automação?
Em alguns casos, a experiência fica tão robotizada que o cliente sente que está falando apenas com processos e não com uma empresa preparada para ouvi-lo. Existem situações em que a resposta automatizada até é bem construída, mas chega em intervalos tão programados e artificiais que o cliente percebe claramente que está preso em um fluxo excessivamente automatizado.
Quem nunca passou pela situação de precisar resolver algo simples e acabar preso em: menus infinitos; respostas automáticas que não resolvem; atendimentos padronizados; ou mensagens que parecem ignorar completamente o contexto da conversa?
E o mais curioso é que, muitas vezes, o cliente nem queria rapidez naquele momento. Ele queria clareza. Queria atenção. Queria sentir que alguém realmente compreendeu sua necessidade.
Esse talvez seja um dos maiores desafios dos negócios atualmente: encontrar equilíbrio entre eficiência e relacionamento. E isso inclui também entender qual tecnologia utilizar. Não é automatizar por automatizar.
Ouvi recentemente em um treinamento da Meta sobre WhatsApp e suas novas atualizações que ele é considerado, sim, um aplicativo de mensageria, mas principalmente uma ferramenta de relacionamento e não apenas de marketing em massa. Menciono isso porque grande parte das automações hoje acontece justamente no atendimento, e o WhatsApp já é considerado um dos aplicativos mais utilizados pelos brasileiros quando o assunto é relacionamento com clientes.
Porque automatizar tarefas é inteligente. Automatizar relações pode ser perigoso.
Outro ponto importante é que muitos negócios começaram a utilizar ferramentas de automação pensando apenas em produtividade, redução de tempo e até redução de pessoas. Mas experiência do cliente não se constrói somente com velocidade.
Responder rápido não significa necessariamente atender bem.
Uma resposta automática enviada em segundos, mas que não resolve o problema do cliente, pode gerar muito mais desgaste do que um atendimento um pouco mais demorado, porém atencioso e resolutivo. E ainda existe a questão do cliente querer se sentir único. Nem sempre um bot — principalmente quando não utiliza uma IA generativa mais avançada conseguirá oferecer uma experiência realmente personalizada.
E isso vale principalmente para canais como WhatsApp e redes sociais, onde o cliente espera uma comunicação mais próxima e humanizada.
Muitas vezes, o cliente entra em contato já frustrado, inseguro ou com dúvidas importantes sobre um produto ou serviço. Quando recebe apenas mensagens frias e padronizadas, a sensação é de distanciamento.
Por outro lado, quando a tecnologia é utilizada como apoio e não como substituição total do contato humano, o cenário muda completamente.
Imagine, por exemplo, uma empresa que utiliza automação para responder perguntas iniciais, organizar pedidos e direcionar o cliente corretamente. Isso agiliza o processo e evita filas desnecessárias. Mas, ao perceber uma dúvida mais específica, uma reclamação ou uma necessidade mais sensível, o atendimento humano assume a conversa.
Perceba a diferença. A tecnologia prepara o caminho, mas o relacionamento continua sendo construído por pessoas e talvez seja exatamente isso que os clientes mais buscam hoje: equilíbrio.
Eles gostam da praticidade, da rapidez e da facilidade que a tecnologia oferece. Mas também querem sentir confiança, acolhimento e segurança quando realmente precisam de ajuda.
Vender com leveza nunca foi sobre fazer tudo manualmente. Também não é sobre rejeitar tecnologia. É sobre utilizar as ferramentas de forma inteligente, sem perder aquilo que sustenta qualquer relação de confiança: presença, escuta e conexão.
Talvez o futuro das vendas não esteja em escolher entre tecnologia ou relacionamento. O verdadeiro diferencial pode estar justamente em conseguir equilibrar os dois.
Por isso, deixo aqui uma reflexão importante para você e para o seu negócio: a tecnologia que hoje está sendo utilizada no seu negócio está aproximando ou afastando seus clientes?
Porque, no final das contas, vender com leveza continua sendo sobre pessoas. A tecnologia apenas nos oferece novas formas de cuidar dessas relações.
E talvez esse seja o grande desafio — e também a grande oportunidade — dos próximos anos.
Quem conversa melhor, vende mais.
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Até o próximo mês!
Renata Cristina Paulino
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Confira também: A Venda no WhatsApp Não se Perde na Falta de Interesse. Ela se Perde na Forma Como a Conversa É Conduzida
Palavras-chave: excesso de automação, relacionamento com clientes, tecnologia, experiência do cliente, atendimento humano, excesso de automação também pode afastar clientes, equilíbrio entre eficiência e relacionamento, automatizar tarefas é inteligente, automatizar relações pode ser perigoso, automação para ganhar eficiência sem comprometer o relacionamento
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O Século 21 Não Premia Quem Corre Mais — Premia Quem Cuida da Mente e Sustenta o Bem-Estar
Entenda por que saúde mental e bem-estar formam a meta que sustenta todas as outras
Há um equívoco silencioso que se espalhou como “normal” no século 21: a ideia de que produtividade é sinônimo de valor. Corremos atrás de metas profissionais, financeiras e estéticas, como se a vida fosse um painel de indicadores. E, no entanto, por trás de muitas dessas conquistas, mora uma conta que chega sem avisar: ansiedade crônica, esgotamento, relações rasas, perda de sentido, um corpo que grita e uma mente que não descansa.
O ponto é simples — e, por isso mesmo, revolucionário: o grande segredo do século 21 está em ter metas de saúde mental e bem-estar. Não como algo “fofo”, secundário, ou reservado a quem “tem tempo”. Mas como meta estruturante, a partir da qual as outras metas se tornam sustentáveis.
Metas sem bem-estar viram cobrança. Ambição sem saúde mental vira compulsão. Alta performance sem base emocional vira curto-circuito.
E é aqui que psicanalistas, terapeutas, coaches e mentores podem certamente atuar com precisão: ajudando clientes a transformar “quero ficar bem” em uma meta clara, realista, mensurável e ética, sem reduzir a complexidade humana a fórmulas prontas.
O que é uma “meta de saúde mental e bem-estar” (de verdade)
Uma meta de bem-estar não é “ser feliz sempre”. Isso é fantasia, e fantasia cobrada vira sofrimento. Uma boa meta de saúde mental é aquela que, de fato:
- é definida no concreto (como muda o dia a dia, o sono, as escolhas, as relações);
- respeita a singularidade (o que funciona para um, pode adoecer outro);
- é sustentável (não depende de heroísmo);
- é revisável (porque a vida muda, e a meta também).
Em termos práticos, a meta costuma se organizar em quatro eixos:
- Regulação emocional (lidar melhor com ansiedade, raiva, culpa, medo);
- Qualidade de relações (limites, diálogo, vínculos, pertencimento;)
- Energia e vitalidade (sono, rotina, descanso, prazer, presença);
- Sentido e direção (valores, propósito, coerência entre vida e escolhas).
Por que o século 21 exige metas de bem-estar (não apenas “autocuidado”)
Vivemos uma época de excesso de estímulos, urgência constante e comparação permanente. Isso mexe com a forma como o sujeito se percebe e se exige. Dessa forma, o resultado é um aumento de:
- ansiedade antecipatória (a mente sempre no “e se…”);
- culpa por descansar;
- sensação de insuficiência, mesmo com resultados;
- fragilidade de vínculos (muito contato, pouca presença);
- corpo em estado de alerta, como se o perigo fosse contínuo.
Neste cenário, ter metas de saúde mental e bem-estar é certamente um ato de inteligência estratégica: é construir capacidade de sustentar a própria vida.
Dicas práticas: como ajudar o cliente a ter uma meta bem definida
A seguir, uma estrutura que eu usaria (e recomendo) para psicanalistas, terapeutas, coaches e mentores — cada um a seu modo, com seus limites técnicos e éticos — conduzirem a definição dessa meta.
1. Troque “quero melhorar” por “como eu vou perceber que melhorei?”
Pergunta-chave: “O que vai estar diferente na sua vida quando você estiver melhor?”
Ajude a pessoa a sair do abstrato e ir para sinais observáveis:
- “Vou dormir sem acordar 3 vezes por noite”;
- “Vou conseguir dizer não sem me justificar excessivamente”;
- “Vou parar de explodir e depois me arrepender”;
- “Vou ter 2 momentos na semana em que eu realmente descanso”.
A meta começa a nascer quando a melhora ganha forma.
2. Defina a meta em linguagem de processo, não de perfeição
Em vez de: “Nunca mais vou ter ansiedade”.
Prefira:
- “Vou aprender a reconhecer sinais de ansiedade e aplicar estratégias de regulação”;
- “Vou diminuir a frequência e a intensidade das crises”;
- “Vou retomar rotinas que estabilizam meu humor”.
Isso é, sem dúvida, decisivo para não transformar cuidado em tirania.
3. Identifique o “ganho secundário” do sofrimento (sem acusar)
Muita gente sofre — e, ao mesmo tempo, usa o sofrimento como solução para algo:
- trabalhar demais para não sentir vazio;
- controlar tudo para que não precise lidar com medo;
- agradar para que não seja rejeitado;
- adoecer para finalmente ter permissão de parar.
Pergunta-chave: “Se você melhorar, o que você vai ter que enfrentar que hoje você evita?”
Aqui, a psicanálise costuma ser especialmente potente, pois toca o conflito e o desejo — e não apenas o sintoma.
4. Construa indicadores simples (sem virar planilha da alma)
Metas precisam de algum tipo de monitoramento leve. Sugestões de indicadores:
- Sono: horas e qualidade percebida;
- Energia: “de 0 a 10, como estou hoje?”;
- Ansiedade/estresse: frequência semanal;
- Relações: número de conversas difíceis evitadas vs. realizadas com respeito;
- Autocuidado: presença de “pausas de verdade” (sem tela).
O objetivo não é “mensurar a pessoa”, e sim dar visibilidade ao caminho.
5. Faça a meta caber na realidade na sua vida (e não na vida ideal)
Pergunta-chave: “Qual é o menor passo que você consegue sustentar por 14 dias?”
Muita gente falha porque começa grande demais. Bem-estar exige ritmo, não espetáculo. Um passo pequeno, mantido, reorganiza a identidade: a pessoa passa a se ver como alguém que consegue.
6. Transforme a meta em um compromisso com valores (não com culpa)
Pergunta-chave: “Por que isso importa para você? Que tipo de vida você quer sustentar?”
Quando a meta se conecta a valores (família, autonomia, dignidade, espiritualidade, presença, criação), então ela deixa de ser tarefa e vira direção.
Como cada profissional pode ajudar (sem confundir papéis)
- Psicanalistas: ajudam a localizar repetições, conflitos, defesas, desejos e o sentido do sintoma; ampliam consciência e liberdade interna. A meta nasce de um lugar mais verdadeiro, menos obediente ao superego;
- Terapeutas (diversas abordagens): trabalham habilidades emocionais, reestruturação de padrões, manejo de estresse e construção de rotinas reguladoras; ajudam a transformar intenção em prática;.
- Coaches: estruturam objetivos, planos, consistência e indicadores; ajudam a reduzir dispersão e aumentar compromisso com ações sustentáveis (sem invadir clínica);
- Mentores: trazem visão, contexto e escolhas estratégicas; ajudam a pessoa a alinhar vida, carreira e identidade, evitando assim metas incoerentes com a realidade.
O ponto ético é: bem-estar não é uma promessa de “vida perfeita”, mas um caminho de responsabilidade, cuidado e verdade.
Fechamento: a meta que sustenta todas as outras
No século 21, a pergunta mais moderna não é “qual é sua meta?”, mas “Qual é a sua meta de saúde mental e bem-estar para sustentar as suas metas?”
Porque, no fim, viver bem não é um luxo. É a base. E a verdadeira vitória é conseguir construir uma vida que você não precise escapar.
Pense nisso e desenvolva sua meta de vida plena.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como saúde mental e bem-estar podem se transformar em metas concretas para sustentar todas as outras áreas da sua vida? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar com você a respeito.
Um abraço e até a próxima!
Iússef Zaiden Filho
Psicanalista, Terapeuta e Coach
http://www.izfcoaching.com.br/
Confira também: Brasil: O País Mais Ansioso do Mundo — e o Que Psicanalistas, Terapeutas e Coaches Podem Fazer Agora?
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Você Conhece Suas Emoções ou Apenas as Sente Passar?
Um convite para habitar a Roda das Emoções de Robert Plutchik com consciência, presença e prática real
Querido leitor, quando me deparo com a Roda das Emoções de Robert Plutchik circulando pela internet, acontece algo que sempre identifico em meus treinamentos sobre Assertividade Emocional: as pessoas acham bonito, salvam, compartilham. Mas seguem em frente sem saber muito bem o que fazer com aquilo.
Eu entendo. A roda é visualmente encantadora. Parece um mandala. Tem cores, camadas, nomes que a gente reconhece e outros que nunca soube que existiam. Dá uma sensação boa de organização, como se o universo emocional fosse cartografável, compreensível, dominável.
Mas a maior parte das pessoas para aí. A roda fica bonita no celular e o dia segue do mesmo jeito que sempre foi: reagindo, sofrendo, explodindo, fechando, se culpando, sem entender muito bem o que está acontecendo internamente.
Então resolvi escrever este artigo. Para que você possa, de verdade, usar o que ela oferece.
QUEM FOI ROBERT PLUTCHIK E POR QUE DEVERÍAMOS OUVI-LO
Robert Plutchik foi um psicólogo americano que dedicou décadas ao estudo das emoções. Em 1980, ele publicou um modelo que mudou a forma como a psicologia compreende a vida emocional: a Teoria Psicoevolucionária das Emoções.
Plutchik propôs que as emoções são mecanismos evolutivos de adaptação e não falhas de caráter, fraquezas ou excessos a serem eliminados. São respostas biológicas desenvolvidas ao longo de milhões de anos para ajudar organismos vivos a sobreviver. O medo nos afasta do perigo. A raiva nos mobiliza para nos defender. A alegria nos aproxima do que nos nutre. Cada emoção tem uma função.
Plutchik identificou oito emoções primárias, organizadas em pares opostos: alegria e tristeza, medo e raiva, surpresa e antecipação, nojo e confiança. A partir delas, toda a complexidade emocional humana se desdobra em combinações, gradações e nuances, o que ele representou visualmente na forma de uma roda, ou mais precisamente, de um cone tridimensional.
A roda que circula pela internet é uma versão bidimensional desse modelo. E ela carrega, em sua estrutura, uma inteligência que a maioria de nós não consegue decifrar.
COMO A RODA FUNCIONA – DE VERDADE
O que, sem dúvida, torna a Roda das Emoções diferente de uma simples lista de sentimentos é a sua arquitetura. Ela organiza as emoções por intensidade, por parentesco e por oposição.
As três camadas
A roda apresenta três níveis que se movem do centro para a periferia, a saber:
- Emoções Centrais
São as emoções primárias, de maior intensidade: Raiva, Medo, Tristeza, Surpresa, Alegria, Amor. São as mais viscerais, as que o corpo sente com mais força. Quando você está aqui, a sensação costuma ser avassaladora. - Emoções Secundárias
São variações dessas emoções centrais com intensidade moderada. A raiva aparece como “furioso”. O medo se torna “aterrorizado”. A alegria se transforma em “extasiado”. Ainda intensas, mas com um pouco mais de forma. - Emoções Específicas
São as versões mais suaves. A raiva chega como “irritação”. O medo como “preocupação” ou “insegurança”. A tristeza como “melancolia” ou “tédio”. É aqui que vivemos a maior parte do tempo – e onde costumamos ter menos vocabulário para nos reconhecer.
Nomear com precisão o que sentimos é um ato de cura. A neurociência chama isso de affect labeling – e os estudos mostram que nomear uma emoção reduz, de fato, sua ativação na amígdala cerebral.
Referência científica: Um estudo clássico de Matthew Lieberman e colaboradores (2007), publicado no Psychological Science, demonstrou que quando os participantes nomeavam emoções que observavam em fotos de rostos, havia uma redução significativa na ativação da amígdala - a região do cérebro associada à resposta emocional intensa e ao medo. Em outras palavras: nomear a emoção literalmente acalma o cérebro. Sentir e rotular são processos distintos, e o segundo tem poder regulatório real.
A DIFERENÇA QUE POUCOS EXPLICAM
Aqui está o ponto que mais me importa compartilhar com você.
Durante muito tempo, eu mesma não sabia fazer essa distinção. Quando algo me incomodava, o que aparecia era uma explosão. Raiva em volume máximo, sem endereço certo. E o que vem depois da explosão você já sabe: culpa, desgaste, relações feridas, energia desperdiçada.
O que eu não sabia e que só aprendi quando comecei a nomear com mais precisão o que sentia, é que nem tudo que parecia raiva era de fato raiva. Às vezes era irritação acumulada por um limite que eu não tinha estabelecido. Às vezes era frustração diante de uma expectativa que eu nem havia dito em voz alta. E às vezes era o cansaço de carregar mais do que me cabia.
Quando aprendi a nomear, algo fundamental então mudou: a responsabilidade voltou para mim. Parei de perder tempo nesse emaranhado emocional e percebi que o problema, muitas vezes, não estava no outro. Estava em mim, nos limites que eu não colocava, nas palavras que eu não dizia e, além disso, nas necessidades que eu deixava de olhar.
Algumas relações se salvaram a partir dessa descoberta. Outras, deixei partir. E as duas coisas foram necessárias.
Conto isso porque sei que não sou a única. A maioria das pessoas que conheço, independentemente do nível de consciência que já desenvolveu, ainda usa palavras genéricas para descrever sua vida interior. E palavras genéricas produzem respostas genéricas.
A roda mostra que raiva e irritação não são a mesma coisa. Que tristeza e melancolia existem em registros diferentes. Que o que você chama de “ansiedade” pode ser, na verdade, preocupação, insegurança, medo, antecipação ou inadequação – e cada um desses estados pede uma resposta diferente de você.
Quando passamos a vida inteira usando palavras genéricas para descrever nossa vida interior – “estou mal”, “não estou bem”, “estou estressado” – perdemos a capacidade de intervir com precisão. É como tentar consertar um motor complexo com um martelo.
Aqui está, mais direto e sem perder a profundidade:
1. Família da Raiva
- A raiva central pede movimento. Ela é energia que precisa de direção. Quando ignorada, não desaparece: vai para o corpo, para o silêncio, para os relacionamentos que se desgastam sem explicação.
- A irritação quase sempre aponta para algo que se repete sem ser resolvido. A pergunta honesta não é “por que essa pessoa me irrita?”, mas “o que está sendo desrespeitado aqui que eu ainda não disse em voz alta?”
- A frustração nasce de uma expectativa que não se confirmou. E muitas vezes essa expectativa era implícita, nunca foi dita, nunca foi combinada. Vale perguntar: era justa? Era comunicada? Era sobre o outro ou sobre o que eu precisava acreditar que aconteceria? Isso vale também para as expectativas que colocamos sobre nós mesmos: as mais silenciosas costumam ser as mais pesadas.
2. Família do Medo
- O medo central existe para proteger. O problema é que o cérebro não distingue bem entre um perigo real e uma conversa difícil e reage de forma semelhante nos dois casos.
- A ansiedade é medo projetado no futuro. Quando ela aparece, o convite é simples: volte ao presente. O que está acontecendo agora? Quase sempre, o momento presente suporta.
- A insegurança não olha para fora, mas para dentro. É uma crença sobre si mesmo que ainda não foi revisitada. E crenças, como Louise Hay sempre ensinou, não são verdades. São pensamentos repetidos por tempo suficiente para parecerem verdades.
3. Família da Tristeza
- A tristeza profunda não pede solução, pede diálogo. Pergunte a ela o que está tentando dizer, porque a tristeza sempre aponta um caminho. Sempre.
- A melancolia vive num registro mais suave. Tem uma beleza estranha: nostalgia, profundidade, contato com o que importou.
- O tédio quase sempre é interpretado como preguiça. Mas ele costuma ser um sinal de que a vida está sem sentido. Distraí-lo resolve por alguns minutos. A pergunta real que ele faz é: o que eu precisaria mudar para que minha vida voltasse a fazer sentido?
4. Família da Alegria
- A alegria intensa pede expressão e muita gente tem dificuldade com isso. Fomos ensinados a não comemorar demais, a não ocupar muito espaço. A alegria que não se expressa se encolhe.
- A satisfação pede reconhecimento de você para você mesmo, antes de qualquer aplauso externo. Um momento interno de “eu vi o que fiz aqui. Isso importou.”
- O contentamento é a emoção mais subestimada dessa família. Silencioso, sem picos, sem conquistas visíveis, é a harmonia de estar onde se está, sendo quem se é. Uma das formas mais maduras de bem-estar que existem.
5. Família do Amor
- O afeto é o amor no cotidiano, no gesto não pedido, no olhar que reconhece, no tempo oferecido com presença. É ele que sustenta as relações quando a intensidade do início já passou.
- O cuidado, em sua origem, é uma bela forma de amor. Mas quando excessivo, pode se tornar outra coisa: controle disfarçado de generosidade, ou uma forma de não olhar para si enquanto olha para todos os outros. Vale perguntar: estou cuidando porque quero dar ou porque preciso ser indispensável?
6. Família da Surpresa
- A surpresa interrompe o piloto automático e força o presente. O espanto pode paralisar ou maravilhar, a diferença está na sua relação com o inesperado. Quem tem intimidade com a incerteza tende a recebê-lo com curiosidade. Quem precisa de controle, com resistência.
- A confusão é um sinal honesto de que algo ainda não foi processado. Forçar clareza antes da hora produz certezas falsas. Quando honrada, a confusão costuma se resolver sozinha, no seu tempo.
COMO USAR A RODA NA PRÁTICA – UM MÉTODO EM QUATRO MOVIMENTOS
A própria roda sugere uma metodologia de uso: Pare, Localize, Refine, Pergunte. Vou traduzir isso de uma forma que possa ser realmente incorporada.
- Pare antes de reagir
Toda emoção intensa é um convite para uma pausa, para criar um instante de distância entre o estímulo e a resposta. A neurociência chama isso de janela de tolerância. Viktor Frankl, o psiquiatra sobrevivente do Holocausto, dizia que entre o estímulo e a resposta existe um espaço e é nesse espaço que reside a nossa liberdade. Respire. Apenas isso. Antes de qualquer movimento. - Localize: comece pelo centro
Olhe para a roda e pergunte: qual das oito emoções centrais está mais presente agora? Não precisa ser exato, mas honesto. Às vezes é medo. Às vezes é raiva disfarçada de tristeza. Às vezes é alegria que você ainda não se permite sentir de verdade. Apenas aponte uma direção. - Refine: vá para a borda
Agora, dentro dessa família emocional, qual palavra ressoa mais com o que você está sentindo agora? “Furioso” ou “irritado”? “Aterrorizado” ou “preocupado”? “Encantado” ou “satisfeito”? Quanto mais específica for a palavra, mais cirúrgica pode ser sua resposta. - Pergunte: o que essa emoção precisa de mim? Esta é a pergunta que transforma a roda de um diagrama em um instrumento de cura. Cada emoção tem uma necessidade implícita. A raiva muitas vezes pede ação ou limite. O medo, proteção ou informação. A tristeza, acolhimento e tempo. A alegria, expressão e partilha. Quando você identifica a necessidade, pode atendê-la, em vez de apenas reagir a ela.
Referência científica: A pesquisadora Brené Brown, em seu trabalho sobre vulnerabilidade e emoções (Atlas of the Heart, 2021), mapeou mais de 87 emoções e experiências humanas e concluiu que a maioria das pessoas opera com um vocabulário emocional de apenas três a cinco palavras. Quanto menor o vocabulário emocional, maior a imprecisão nas respostas e maior a tendência à reatividade. Granularidade emocional - a capacidade de distinguir emoções com precisão - está diretamente associada a maior regulação emocional, saúde mental e qualidade nos relacionamentos.
UMA PRÁTICA PARA LEVAR COM VOCÊ
Diário Emocional com a Roda — 5 minutos por dia
Não precisa de nada além de papel, caneta e honestidade. Esta prática simples, feita com regularidade, constrói de fato uma das habilidades mais poderosas que existem: a autoconsciência emocional.
- Manhã: Antes de mergulhar no dia, pare 2 minutos e então pergunte: “O que estou sentindo agora?” Use a roda para nomear. Escreva.
- Gatilho: Toda vez que uma emoção intensa surgir durante o dia, anote: o que aconteceu, o que senti, onde senti no corpo, que nome daria a isso agora, olhando para a roda.
- Noite: Reveja o dia. Qual emoção esteve mais presente? Ela foi atendida? Reprimida? Expressa de forma saudável? Sem julgamento, apenas curiosidade.
- Semanal: Observe padrões. Que família emocional aparece com mais frequência? O que isso revela sobre o que você está precisando?
Referência científica: Pesquisas da Universidade de Rochester com base na Teoria da Autodeterminação (Ryan & Deci, 2000) mostram que a consciência emocional é um dos pilares do bem-estar psicológico sustentável. E um estudo de James Pennebaker (1997), publicado no Journal of Consulting and Clinical Psychology, demonstrou que escrever sobre experiências emocionais por apenas 15 a 20 minutos por dia, durante 3 a 4 dias, resultou em melhoras mensuráveis na saúde física e psicológica dos participantes — incluindo redução de visitas médicas e melhora no sistema imunológico.
O QUE AS EMOÇÕES NÃO SÃO
Antes de encerrar, preciso dizer algo que considero fundamental – e que a roda, sozinha, não diz:
As emoções não são seus inimigos. Não são fraquezas. Não são excessos que precisam ser domados para que você seja uma pessoa “mais evoluída”. Elas são informações.
Durante anos, muitas abordagens de desenvolvimento pessoal nos ensinaram a gerenciar emoções como se elas fossem funcionários difíceis. O que a ciência e a sabedoria convergem em apontar é diferente: as emoções precisam ser reconhecidas, mais do que gerenciadas. Quando reconhecidas com presença e honestidade, elas cumprem então sua função, e passam.
A roda não é um mapa para você se controlar, mas um espelho para você se ver. E ver-se com honestidade, com compaixão, sem o apego por se consertar, é o começo de tudo que é real.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como a Roda das Emoções de Robert Plutchik pode ampliar seu vocabulário emocional e transformar a forma como você compreende a si mesmo, seus relacionamentos bem como suas decisões? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Com carinho,
Shirley Brandão
Mentora em Desenvolvimento Humano há 37 anos · Terapeuta e Mentora do Método Louise Hay
https://shirleybrandao.com.br/
@shirleybrandaooficial
Confira também: Escuta Criativa: Quando a Forma de Ouvir Transforma a Forma de Viver
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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