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Saúde Financeira: O Impacto Silencioso na Sua Saúde Mental

Saúde financeira vai muito além das planilhas. Entenda como crenças, hábitos e padrões mentais sobre dinheiro afetam foco, autoestima, produtividade e saúde mental, e por que reorganizar essa base pode transformar sua relação com a vida.

Saúde Financeira: O Impacto Silencioso na Sua Saúde Mental

Saúde Financeira: O Impacto Silencioso na Sua Saúde Mental

A saúde financeira funciona como uma base. Quando ela está organizada, você dorme melhor, pensa com mais clareza e reduz aquelas “vozes internas” movidas por medo e preocupação constante — até com a própria sobrevivência.

Porque, no fundo, a insegurança financeira ativa um estado de alerta no cérebro. É como se você estivesse sempre esperando o pior. Isso drena energia, prejudica o foco e interfere diretamente na sua capacidade de tomar decisões.

Quando essa base não existe, o impacto é alto: afeta sua produtividade, desgasta seus relacionamentos e enfraquece a sua autoestima.

Organizar a vida financeira é essencial para saúde mental.

Porém, vou ser direta. Planilhas de gestão financeira ajudam (e muito) a cuidar dessa base, porém, saúde financeira é muito mais do que isso e envolvem crenças e hábitos.

Sim, você pode começar a agir por planilhas, afinal, é preciso que você saiba quanto entra, quanto sai, como gasta, o que prioriza – mas quero te convidar a ir além.

Você sabia que o que realmente direciona sua relação com o dinheiro são as crenças que você carrega — muitas delas inconscientes?

Crenças sobre dinheiro começam a se formar desde muito cedo. Frases que você ouviu na infância como “dinheiro é sujo”, “rico é desonesto”, “não nasci pra isso” ou “nunca sobra” vão moldando sua forma de pensar e é possível que essas frases continuem interferindo na sua forma de tomar decisões, mesmo sem que você perceba, até hoje!

Crenças se tornam padrões mentais e passam a reger nossos comportamentos, por isso é tão importante que você pare e identifique o que você acredita sobre dinheiro, merecimento e prosperidade.

Vou te trazer 3 exemplos que acontecem muito na prática. Veja se você se identifica com algum deles…

  1. Se a pessoa, de forma inconsciente, acredita que não merece ganhar mais — porque acha que já chegou longe demais ou que existem pessoas melhores do que ela — é muito provável que comece a se sabotar. Aceita menos do que poderia, evita se expor, não se posiciona e até foge de promoções e oportunidades. No discurso quer crescer, mas na prática se encolhe.
  2. Se a pessoa acredita que dinheiro é algo muito difícil ou inacessível, vai agir de forma incoerente com o crescimento. Diz que quer evoluir, mas não se organiza, não busca alternativas e desiste rápido. No fundo, já parte do pressuposto de que não vai dar certo — então nem sustenta o esforço.
  3. Se a pessoa associa dinheiro a algo negativo — como ganância, culpa ou perda de valores — cria um conflito interno. Até pode ganhar mais em alguns momentos, mas não sustenta. Gasta sem consciência ou se coloca em situações que a fazem “voltar para o lugar de conforto”.

Percebe os padrões de pensamento? Percebe que pensamento gera comportamento?

Enquanto você não identifica e corrige essas crenças, continua rodando em ciclos: avança um pouco, trava, recua e recomeça e sempre sente que a sua saúde financeira não está boa.

Compreender que saúde financeira tem a ver com a forma como você pensa é virar o jogo!

Porque, a partir desse momento, você para de tratar dinheiro só como um problema externo relacionado a quanto você ganha. Começa a enxergar o quanto suas decisões, hábitos e padrões mentais impactam diretamente.

Isso tira você do papel de vítima das circunstâncias e coloca no lugar de responsabilidade.

Quando você entende isso, muda o foco. Em vez de só buscar ganhar mais, você começa a prestar atenção em como pensa, como decide e como se comporta diante do dinheiro.

Por fim, saúde financeira não é apenas sobre dinheiro. É sobre padrão de pensamento, decisão, hábito, liberdade, segurança e saúde mental.

Espero que essa provocação sobre saúde financeira & saúde mental te gere boas reflexões.

O convite agora é que você se dê conta de algumas crenças e comece a mudar seus comportamentos e relação com o dinheiro!

Eu sou Ellen Ravaglio e a minha coluna “Alta Performance & Saúde Mental” tem como objetivo instigar a exercitar o autocuidado, o cuidar do outro e do negócio de forma consciente e sustentável.


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Quer saber mais sobre como organizar e fortalecer sua vida financeira sem deixar sua saúde mental para trás? Então, entre em contato comigo. Eu posso te apoiar nessa caminhada da tão sonhada Alta performance sustentável!

Ellen Ravaglio
https://www.vikaas.com.br
www.linkedin.com/in/ellenravaglio-coach-lideres
vikaas@vikaas.com.br

Confira também: Liderança em Risco: O Perigo de Ignorar Suas Emoções

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A Neurociência na Liderança: Por Que a Biologia do Comportamento É o Seu Braço Direito na Gestão de Alta Performance

Descubra como a biologia do comportamento influencia estresse, foco, motivação e pertencimento nas equipes. Entenda como a neurociência ajuda a liderança a criar previsibilidade, reconhecimento e confiança para liberar a alta performance.

A Neurociência na Liderança: Por Que a Biologia do Comportamento É o Seu Braço Direito na Gestão de Alta Performance

A Neurociência na Liderança
Por Que a Biologia do Comportamento É o Seu Braço Direito na Gestão de Alta Performance

Olá, executores!

No nosso último encontro, trabalhamos a fundação: a segurança e a postura do líder. Agora, o nível de complexidade sobe. Vamos sair do “sentir” e entrar no “entender”. Para o líder que busca a alta performance, compreender o comportamento humano não é mais suficiente; é preciso entender a biologia do resultado. Por que alguns liderados travam sob pressão enquanto outros decolam? Por que uma crítica mal colocada pode paralisar a produtividade de uma equipe inteira?

A resposta não está apenas nos manuais de RH, mas na biologia. Como Master Coach, utilizo a neurociência aplicada não como uma teoria acadêmica, mas como um mapa tático. Entender como o cérebro processa ameaças e recompensas é o que separa o líder que tenta “mandar” do líder que realmente consegue mobilizar.


O cérebro na trincheira: sobrevivência vs. execução

O nosso cérebro tem uma prioridade número um: garantir a sobrevivência. Quando um líder atua de forma agressiva ou gera incerteza constante, o cérebro dos liderados entra em modo de defesa. Biologicamente, a área responsável pelo raciocínio lógico, criatividade e inovação — o córtex pré-frontal — perde espaço para as respostas instintivas de luta ou fuga.

Em termos práticos: um time sob estresse biológico constante é um time limitado. Eles não vão criar, não vão sugerir melhorias e focarão apenas em não errar para não serem “punidos”. Se você quer execução de elite, precisa então aprender a reduzir o estado de alerta da sua equipe para liberar o potencial cognitivo deles. Afinal, liderança de verdade é sobre gerar clareza no caos. E você já sabe: aqui é ação, não autoajuda.


Três padrões biológicos para a alta performance

Para o líder que deseja usar o conhecimento científico a seu favor, existem três pontos de atenção imediata que não são “gatilhos mentais”, mas sim respostas adaptativas do nosso organismo:


1. A previsibilidade como redutor de cortisol

O cérebro busca economizar energia e detesta o vácuo de informação. Na ausência de clareza, o sistema de alerta é ativado, elevando assim os níveis de cortisol (o hormônio do estresse). O líder que comunica metas, processos e próximos passos com transparência oferece ao cérebro o que ele mais deseja: previsibilidade. Isso estabiliza o time e libera o sistema para focar na execução técnica.


2. O reforço positivo e o sistema de recompensa

A motivação não é um interruptor, mas um processo químico. Quando você reconhece o progresso real de um liderado, você então estimula o sistema de recompensa mesolímbico, gerando assim liberação de dopamina. Essa resposta biológica reforça o aprendizado e aumenta a probabilidade de o comportamento produtivo se repetir. É a biologia trabalhando a favor da constância.


3. A ocitocina e o senso de pertencimento

Somos seres sociais por evolução. O cérebro processa a exclusão social no mesmo local onde processa a dor física. Ao promover um ambiente de confiança e colaboração, então o líder estimula a produção de ocitocina, fundamental para a coesão do grupo e para a redução do medo. Um time que se sente “parte do bando” trabalha, de fato, com muito mais eficiência biológica e lealdade.


O próximo passo: da biologia ao perfil

Entender a biologia do comportamento te dá o “porquê” as pessoas reagem de certas formas diante do ambiente. No nosso próximo encontro, vamos dar um passo além e falar sobre o “como” cada um prefere agir. Entraremos no universo do DISC para aprendermos a mapear quem é quem no seu tabuleiro. Afinal, pessoas diferentes exigem estímulos biológicos diferentes para atingirem o ápice da performance.

Liderar com base em evidências tira o “achismo” da sua gestão. Ocupar a cadeira de comando exige que você seja um estudioso do ser humano.

Vamos agir!


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Quer saber como aplicar a biologia do comportamento e a neurociência na liderança para liberar a alta performance da sua equipe? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Sérgio Albuquerque Jr.
Consultor em Desenvolvimento Humano/ Master e Executive Coach
https://www.sergioalbuquerque.com.br

Confira também: O Primeiro Degrau: Por que a Segurança vem antes das Ferramentas?

Palavras-chave: neurociência na liderança, alta performance, biologia do comportamento, sistema de recompensa, gestão de pessoas, como aplicar a neurociência na liderança, reduzir o estresse da equipe, decisões mais estratégicas na gestão de pessoas, previsibilidade como redutor de cortisol, ocitocina e o senso de pertencimento
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Sua Vida Atual Expressa Quem Você Realmente É?

Sua vida reflete quem você é? Entenda como o desalinhamento entre escolhas e essência impacta sua energia, decisões e propósito. Descubra como retomar o protagonismo e viver com mais autenticidade e coerência.

Sua Vida Reflete Quem Você É? O Poder da Vida com Propósito

Sua Vida Atual Reflete Quem Você Realmente É?

Pare um instante. Olhe ao redor.

O trabalho que você faz todos os dias, as pessoas que você escolhe ter por perto, as conversas que você alimenta, ou evita. O modo como você acorda de manhã. A sensação que fica quando o dia termina.

Tudo isso fala, mesmo quando você está em silêncio.

Durante anos, eu confundi adaptação com identidade. Fui moldando comportamentos, engolindo vontades, adiando escolhas — convencido de que aquele era, sem dúvida, o caminho certo. Que um dia as coisas se encaixariam e que eu me encaixaria.

Mas a vida não mente. Ela vai mostrando, nas pequenas brechas do cotidiano, o quanto estamos ou não estamos alinhados, de fato, com quem somos de verdade.

E então vem a pergunta que dói mais do que qualquer crítica externa:


Você está vivendo a sua vida — ou a vida que outros esperavam de você?


Não é sobre ter tudo resolvido, nem sobre ser perfeito ou coerente o tempo todo. Mas é sobre a direção, sobre sentir, no fundo, que as suas escolhas têm a sua assinatura.

Porque quando a vida que você vive e a pessoa que você é estão em conflito, então o cansaço que você sente não é físico. É existencial.

E a boa notícia? Esse desconforto é, sem dúvida, um sinal, mas não uma sentença.

Ele está te dizendo que ainda dá tempo de voltar para si.

E então: Que escolha você tem evitado fazer?


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Quer saber como construir uma vida com propósito alinhada à sua essência e às suas escolhas e que reflita quem você realmente é? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Cleyson Dellcorso
https://www.dellcorso.com.br/

Confira também: Quando a Vida Pede Mais do que Respostas — Ela Pede as Perguntas Certas

Palavras-chave: sua vida reflete quem você é, vida com propósito, autenticidade, protagonismo, essência, como alinhar escolhas à sua essência, sinais de desalinhamento, como viver uma vida com propósito e autenticidade, retomar o protagonismo da própria vida, diferença entre adaptação e identidade pessoal
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Licença Paternidade Ampliada: Um Novo Cenário em Prol da Sociedade

Você já ouviu falar da licença paternidade ampliada? Entenda o que muda com a Lei 15.371/2026, novos prazos, salário-paternidade e impactos para empresas, trabalhadores e a sociedade. Saiba como se preparar para esse novo cenário.

Licença Paternidade Ampliada: Um Novo Cenário em Prol da Sociedade | Impactos da Nova Lei 15.371

Licença Paternidade Ampliada: Um Novo Cenário em Prol da Sociedade

A Lei nº 15.371/2026 sancionada em 31 de março de 2026 tem o objetivo de regulamentar um direito social previsto na Constituição Federal de 1988, mas que, até então, permanecia limitado a um prazo reduzido e provisório. Representa uma das mais relevantes atualizações recentes no campo do Direito do Trabalho e da Previdência Social no Brasil, ao regulamentar e ampliar a licença-paternidade e instituir o salário-paternidade.

Sua aplicação abrange trabalhadores formais, avulsos, domésticos e até contribuintes individuais, ampliando o alcance da proteção social e substituirá a anterior que definia o prazo de 5 dias.

A partir de sua publicação, os prazos serão aplicados de forma crescente e gradual para que as empresas possam se preparar, da seguinte forma:

  • 10 dias (a partir de 2027);
  • 15 dias (a partir de 2028);
  • 20 dias (a partir de 2029).

Uma das inovações mais relevantes é a criação do salário-paternidade, benefício previdenciário que garante a remuneração do trabalhador durante o afastamento.  O pagamento pode ser feito pela empresa com posterior compensação junto à Previdência, em alguns casos, diretamente pelo INSS.

Para garantir a estabilidade do beneficiário, a lei garante proteção contra demissão, desde a comunicação da licença, até um mês após o término do afastamento, fortalecendo a segurança jurídica do trabalhador.


Que situações geram direito ao benefício?

Nascimento de filho, Adoção ou guarda judicial, Situações especiais (por exemplo: falecimento da mãe, ausência materna, internação, etc.) e também contempla famílias diversas, incluindo casais homoafetivos.

O benefício pode ser suspenso em casos como: Violência doméstica, Abandono material ou descumprimento das condições da licença.


O impacto a nova legislação

A legislação impactará vários setores da sociedade, como por exemplo:

Os trabalhadores ao proporcionar maior participação do pai nos primeiros dias de vida da criança; fortalecer o vínculo familiar e ampliar a proteção social e da equidade parental.

As empresas precisarão adaptar suas políticas de RH, realizar a revisão de processos de folha de pagamento, atentar à estabilidade provisória e riscos trabalhistas. Como contrapartida, haverá possível redução do impacto financeiro direto devido ao reembolso previdenciário.

A Previdência Social ampliará as responsabilidades do sistema com a inclusão de novos beneficiários e maior integração entre políticas trabalhistas e previdenciárias.

A sociedade o Incentivo à paternidade ativa, promoção da igualdade de gênero no cuidado com os filhos e avanço na proteção da primeira infância.

A nova legislação representa um avanço significativo sob diversos aspectos, a saber:

  • Social por fortalecer o papel do pai e promover as relações familiares mais equilibradas;
  • Jurídica por regulamentar um direito constitucional historicamente negligenciado;
  • Econômica por redistribuir o custo da licença e reduzir o impacto direto sobre empregadores;
  • Cultural por contribuir para a desconstrução de estereótipos de gênero.

Além disso, a lei alinha o Brasil a práticas internacionais mais modernas de proteção à parentalidade.

A Lei nº 15.371/2026 uma transformação estrutural que integra direitos trabalhistas e previdenciários, amplia a proteção social e promove uma mudança cultural relevante na forma como a paternidade é exercida no país.

Seu sucesso, entretanto, dependerá da correta implementação pelas empresas, da conscientização dos trabalhadores e da capacidade do Estado de garantir sua efetividade.

E SUA EMPRESA ESTÁ PREPARADA OU SE PREPARANDO PARA ESTE NOVO CENÁRIO?


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Quer saber mais sobre como a ampliação da licença paternidade pode impactar a cultura organizacional, a gestão de pessoas e a construção de uma sociedade mais equilibrada? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Luciano Amato
http://www.trainingpeople.com.br/

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Palavras-chave: licença paternidade ampliada, licença-paternidade, salário-paternidade, lei 15.371/2026, licença-paternidade, paternidade ativa, impactos da licença paternidade ampliada nas empresas, o que muda com a lei 15.371 de 2026, como funciona o salário-paternidade no brasil, licença paternidade ampliada e previdência social, novos prazos da licença-paternidade no brasil
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Misoginia Contemporânea: Entre Indicadores, Percepções e a Urgência de Qualificar o Debate

A misoginia contemporânea vai além de percepções. Entenda como indicadores e dados revelam desigualdades estruturais e por que qualificar o debate é essencial para promover equidade real nas organizações e na sociedade.

Misoginia Contemporânea: Entre Indicadores, Percepções e a Urgência de Qualificar o Debate

Misoginia Contemporânea: Entre Indicadores, Percepções e a Urgência de Qualificar o Debate

Falar sobre misoginia hoje exige mais do que posicionamento imediato ou alinhamento a discursos prontos. Exige disposição para observar com atenção aquilo que está explícito, mas, principalmente, aquilo que permanece naturalizado e, por isso, pouco questionado.

O tema ganhou visibilidade, passou a ocupar espaços institucionais e se tornou recorrente em debates nas redes sociais e em ambientes corporativos. Ainda assim, essa presença não garante profundidade. Em muitos casos, a discussão se ancora em percepções isoladas ou se perde em disputas que dificultam a construção de entendimento consistente.

Quando a análise se desloca do campo opinativo para o campo dos dados, o cenário revela contornos mais concretos.

Relatórios internacionais indicam que a equidade de gênero avança em ritmo lento, sugerindo que a convergência entre homens e mulheres em diferentes dimensões sociais ainda está distante.

No Brasil, levantamentos do IBGE mostram que mulheres continuam recebendo menos do que homens em funções equivalentes, além de concentrarem uma carga significativamente maior de trabalho não remunerado. Ao mesmo tempo, dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que a violência contra a mulher segue em níveis elevados, demonstrando que a desigualdade não se limita a um único aspecto, mas atravessa dimensões econômicas, sociais e institucionais.

Esse conjunto de evidências evidencia que a misoginia não se restringe a manifestações explícitas ou a comportamentos extremos. Trata-se de um fenômeno estrutural, sustentado por práticas, crenças e padrões que, muitas vezes, operam de forma sutil.

Ela se manifesta na forma como oportunidades são distribuídas, na maneira como vozes são ouvidas ou deslegitimadas e nos critérios, nem sempre claros, que orientam decisões em diferentes contextos. Não se trata, portanto, de episódios isolados, mas de um sistema que influencia trajetórias de maneira contínua.


Os impactos dessa dinâmica são perceptíveis em diferentes esferas da vida cotidiana.

  • Na dimensão econômica, refletem-se na desigualdade salarial e na dificuldade de ascensão profissional.
  • No uso do tempo, aparecem na sobrecarga de responsabilidades domésticas e de cuidado, frequentemente invisibilizadas.
  • Na segurança, traduzem-se em maior exposição a diferentes formas de violência.
  • Na comunicação, tornam-se evidentes em interrupções recorrentes, questionamentos desproporcionais e na necessidade constante de validação.
  • Nas oportunidades, exigem das mulheres um nível de comprovação frequentemente superior ao exigido de seus pares masculinos.
  • No ambiente digital, essas dinâmicas assumem novas configurações. O crescimento das interações online ampliou o alcance e a velocidade com que comportamentos misóginos se manifestam. O que antes se restringia a espaços específicos passa a ganhar visibilidade ampliada, com impactos que se multiplicam rapidamente.

Esse movimento não cria a desigualdade, mas a expõe de maneira mais evidente e, ao mesmo tempo, mais difícil de controlar.

A escalabilidade desses ataques adiciona uma camada de complexidade ao problema, exigindo respostas que ultrapassem abordagens pontuais.

Ainda assim, há aspectos que não são, facilmente, capturados por indicadores. Existe uma dimensão subjetiva, construída por experiências recorrentes que, isoladamente, podem parecer irrelevantes, mas que, ao se acumularem, produzem efeitos significativos.

Pequenos deslocamentos de expectativa, avaliações inconsistentes, dúvidas que surgem sem base objetiva e critérios aplicados de forma desigual compõem um cenário que reforça a desigualdade de maneira silenciosa. É nesse nível que a misoginia se torna mais difícil de identificar e, consequentemente, de enfrentar.

No contexto corporativo, essa complexidade se intensifica. Muitas organizações avançaram na incorporação da diversidade como valor institucional e passaram a adotar políticas formais voltadas à equidade.

No entanto, nem sempre esses avanços foram acompanhados por revisões estruturais nos critérios que orientam decisões de reconhecimento, promoção e liderança. A presença feminina, embora crescente, nem sempre se traduz em influência efetiva ou em condições equivalentes de desenvolvimento.

Essa dissociação entre discurso e prática cria uma zona de conforto aparente, na qual o problema parece endereçado, mas continua operando de forma indireta.

O debate público sobre misoginia enfrenta, nesse contexto, um desafio relevante. Em alguns momentos, trata-se como algo superado ou restrito a situações específicas. Em outros, assume-se um caráter generalizante que dificulta a construção de diálogo.

Entre essas abordagens, perde-se espaço para uma análise mais equilibrada, capaz de reconhecer avanços sem ignorar as distorções ainda presentes. A simplificação do tema reduz sua complexidade, enquanto a polarização limita a possibilidade de construção coletiva de soluções.


Essa dificuldade de qualificar o debate tem efeitos práticos.

Quando a misoginia é minimizada, torna-se invisível. Quando é simplificada, perde-se a capacidade de enfrentá-la de forma estruturada. E quando é tratada de maneira polarizada, restringe-se o espaço para soluções que dependem de articulação e consistência. O resultado é a manutenção de práticas que continuam operando, mesmo em ambientes que, formalmente, se posicionam de maneira contrária à desigualdade.

É nesse ponto que iniciativas voltadas à reflexão estruturada assumem relevância. O Instituto Vasselo Goldoni, ao atuar na interseção entre dados, contexto organizacional e experiência prática, contribui para a construção de uma compreensão mais consistente do tema.

Ao deslocar a discussão do campo exclusivamente discursivo para um nível mais aplicado, cria condições para que o reconhecimento do problema se conecte à revisão de práticas e à tomada de decisão mais consciente. Essa abordagem não elimina a complexidade, mas oferece instrumentos mais adequados para lidar com ela.

Essa mudança de perspectiva é fundamental porque altera a forma como incorporamos o tema no cotidiano das organizações. Em vez tratá-lo como uma pauta externa ou reativa, passamos a compreendê-lo como parte integrante das dinâmicas internas, influenciando diretamente processos, relações e resultados. Isso amplia a responsabilidade institucional e exige um olhar mais atento sobre como decisões são tomadas e sustentadas ao longo do tempo.

Transformações estruturais, no entanto, não acompanham a velocidade das narrativas. Existe uma tendência de esperar mudanças rápidas a partir de discussões que são, por natureza, profundas e complexas. Essa expectativa pode gerar frustração e levar a interpretações equivocadas sobre o ritmo de avanço.

Ao mesmo tempo, uma leitura excessivamente otimista ignora o fato de que a misoginia, em muitos casos, apenas se reconfigura. Torna-se menos explícita em determinados contextos, mas mais sofisticada em outros, exigindo maior capacidade de leitura e análise.


O enfrentamento dessa realidade não depende apenas de reconhecimento. Depende de consistência.

Implica olhar para dados de forma crítica, mas também revisar práticas, critérios e comportamentos. Exige compreendermos que avanços e desafios coexistem e que precisamos considerar ambos com o mesmo nível de seriedade.

A qualidade do debate influencia diretamente a qualidade das decisões que se seguem, e tratar o tema de forma superficial deixa de ser apenas uma limitação analítica para se tornar um risco institucional.

Avançar, nesse contexto, não significa eliminar todas as tensões, mas aprender a lidar com elas de maneira mais consciente. Significa sair de uma lógica reativa e construir caminhos sustentáveis, capazes de produzir mudanças ao longo do tempo.

A misoginia não se sustenta apenas por grandes eventos, mas pela repetição de pequenas distorções que deixam de ser questionadas. É justamente nesse nível que as transformações mais consistentes começam a ocorrer.

Modificar esse cenário exige mais do que conscientização pontual. Exige ação coordenada e continuidade. Passa pela revisão de critérios de avaliação, pela garantia de equidade nas oportunidades, pela construção de ambientes seguros e pela responsabilização de comportamentos que perpetuam desigualdades.

Envolve também educação, formação de lideranças mais preparadas e o fortalecimento de redes de apoio que transformem conceitos em prática cotidiana.

Há, ainda, um elemento que não podemos ignorar: a necessidade de coragem coletiva. Coragem para questionar padrões naturalizados, para interromper práticas silenciosas de exclusão e para transformar discurso em decisão concreta. Mudanças dessa natureza não dependem de movimentos isolados, mas da consistência de múltiplas ações articuladas entre organizações, instituições e sociedade.

A transformação não começa em eventos extraordinários nem em declarações pontuais. Ela se inicia no cotidiano, na forma como escolhas são feitas e no que se decide não mais normalizar. É nesse espaço, muitas vezes invisível, que se constrói a base para mudanças mais profundas e duradouras.


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Quer saber como identificar na prática formas sutis de misoginia contemporânea no ambiente organizacional e transformar decisões em ações mais justas, conscientes e consistentes? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Edna Vasselo Goldoni
https://www.institutoivg.com.br

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A Ilusão da Cobrança: Por Que Empresários Que Não Desenvolvem Suas Equipes Estão Condenando Seus Próprios Resultados

Cobrar sem desenvolver sua equipe pode estar sabotando seus resultados. Entenda por que a cobrança excessiva não funciona, como criar times de alta performance e transformar liderança em desenvolvimento real e sustentável.

A Ilusão da Cobrança: Por Que Empresários Que Não Desenvolvem Suas Equipes Estão Condenando Seus Próprios Resultados

A Ilusão da Cobrança: Por Que Empresários Que Não Desenvolvem Suas Equipes Estão Condenando Seus Próprios Resultados

Há uma incoerência silenciosa, porém devastadora, presente em grande parte das empresas: líderes que exigem excelência de equipes que nunca foram verdadeiramente treinadas para alcançá-la. É uma contradição que se repete diariamente, travestida de metas ousadas, reuniões de cobrança e discursos inflamados sobre desempenho da equipe, mas que, na essência, revela uma ausência profunda de responsabilidade estratégica sobre o desenvolvimento humano.

O empresário moderno, pressionado por números, prazos e competitividade, frequentemente acredita que o aumento da cobrança da equipe é o caminho mais rápido para elevar resultados. Ele intensifica o tom, eleva as metas, cria mecanismos de controle mais rígidos e, muitas vezes, confunde autoridade com pressão. No entanto, o que não se percebe, ou se evita reconhecer, é que a cobrança da equipe, sem  o preparo não é apenas ineficaz; ela é, sobretudo, corrosiva.

Corrosiva porque desgasta relações, compromete a confiança e instala um ambiente de tensão constante, onde o erro passa a ser temido e não compreendido como parte do processo de evolução. Corrosiva porque ativa, no campo neuropsicológico, estados de ameaça que reduzem drasticamente a capacidade cognitiva, limitando a criatividade, a tomada de decisão e a habilidade de resolver problemas complexos. Em outras palavras, quanto mais se pressiona sem ensinar, mais se afasta a equipe do desempenho desejado.

É preciso, portanto, estabelecer uma distinção clara e inegociável: cobrar a equipe não é desenvolver. Exigir não é ensinar. E esperar resultados extraordinários de um time comum, sem investir na sua formação, é uma expectativa que beira a negligência gerencial.


A raiz do problema não está, como muitos insistem em afirmar, na falta de comprometimento das equipes.


Na maioria das vezes, o que existe é falta de direção, de método e de acompanhamento qualificado. Profissionais não performam mal por escolha deliberada; eles performam abaixo do esperado porque não foram devidamente capacitados para operar em um nível superior. Há uma lacuna entre o que se espera e o que foi ensinado, e essa lacuna custa caro.

Custa caro em vendas não realizadas, em atendimentos superficiais, em oportunidades desperdiçadas e, sobretudo, em um desgaste emocional que, ao longo do tempo, compromete a cultura organizacional. Uma equipe que vive sob constante cobrança, sem suporte real de desenvolvimento, entra em um ciclo de sobrevivência: faz o mínimo para evitar erros, evita riscos e perde, gradativamente, o senso de pertencimento e propósito.

E no centro desse cenário está o líder, muitas vezes exausto, frustrado e genuinamente convencido de que já fez tudo o que podia. Contudo, é justamente aqui que se encontra o ponto de inflexão: resultados não são construídos apenas por estratégia de mercado, mas, fundamentalmente, pela qualidade das pessoas que executam essa estratégia. E pessoas não evoluem por osmose; evoluem por processo.


Empresas que alcançam níveis consistentes de alta performance compreenderam algo que muitos ainda negligenciam: o verdadeiro diferencial competitivo não está apenas no produto, no preço ou na praça, mas na capacidade de desenvolver continuamente seu capital humano. Essas organizações não terceirizam o crescimento para o acaso, tampouco para a “boa vontade” da equipe. Elas estruturam, sistematizam e priorizam o treinamento como um pilar estratégico.


Isso implica, antes de tudo, na construção de clareza. Clareza de processos, de papéis, de expectativas e, principalmente, de como executar com excelência. Equipes de alto desempenho não operam no improviso; elas seguem métodos testados, ajustados e constantemente refinados. A previsibilidade de resultado nasce da padronização inteligente aliada à capacidade de adaptação.

Em seguida, emerge a necessidade de consistência no treinamento. Não se trata de eventos pontuais ou ações isoladas, mas de um ciclo contínuo de aprendizado, prática e correção. Treinar é repetir até que o comportamento desejado se torne natural. É acompanhar de perto, observar nuances, corrigir desvios e reforçar acertos. É, sobretudo, estar presente no processo, não apenas no resultado.

A liderança, nesse contexto, deixa de ser uma função de cobrança da equipe e passa a ser uma função de construção da equipe. O líder eficaz não é aquele que aponta falhas com precisão, mas aquele que desenvolve competências com intencionalidade. Ele compreende que cada interação com sua equipe é uma oportunidade de ensino, cada erro é um ponto de ajuste e cada avanço, por menor que seja, é um indicativo de que o caminho está sendo trilhado corretamente.

Adicionalmente, torna-se imprescindível a criação de uma cultura de evolução contínua. Ambientes onde se valoriza o aprendizado, onde se trata o erro com maturidade e onde se incentiva o crescimento tendem a gerar profissionais mais engajados, confiantes e produtivos. A segurança psicológica, amplamente discutida na neurociência e na gestão contemporânea, não é um luxo, é uma condição para a alta performance sustentável.


Somente após estabelecer esses pilares, clareza, treinamento, liderança ativa e cultura de desenvolvimento, é que a cobrança da equipe encontra legitimidade.


Nesse estágio, ela deixa de ser uma pressão vazia e passa a ser um instrumento de alinhamento e responsabilidade. O profissional treinado, direcionado e acompanhado compreende o que precisa fazer e, portanto, assume o compromisso com a entrega.

Há, por fim, uma verdade inescapável que todo empresário precisa internalizar: o nível de resultado de uma empresa é um reflexo direto do nível de desenvolvimento de sua equipe, que, por sua vez, é um reflexo do nível de consciência de sua liderança. Não há atalhos. Não há substitutos. Há apenas o trabalho consistente de formar pessoas capazes de sustentar o crescimento desejado.

Portanto, se os resultados atuais estão aquém do esperado, talvez a pergunta não deva ser “por que minha equipe não entrega?”, mas sim “como tenho contribuído, ou negligenciado, o desenvolvimento de quem deveria entregar?”.

A resposta pode ser desconfortável, mas é também libertadora. Porque, ao assumir essa responsabilidade, o empresário deixa de ser refém das circunstâncias e passa a ser protagonista da transformação.

E é exatamente nesse ponto que o jogo muda.

Quando o desenvolvimento se torna prioridade, a performance deixa de ser exceção, e o resultado, finalmente, deixa de ser cobrado, para ser construído.


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Quer saber mais sobre como construir uma equipe de alta performance sem depender de pressão constante e ter que cobrar por resultados? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.

Um forte abraço!

Rui Mesquita
http://www.ruimesquita.com.br
https://www.instagram.com/rui.mesquita.oficial/

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Imposto de Renda 2026 – O que mudou? Veja prazos, novas regras e como declarar bets e investimentos no exterior

Imposto de Renda 2026: veja prazos, novas regras e como declarar bets, investimentos no exterior e evitar erros que levam à malha fina. Entenda o que mudou e como preencher corretamente sua declaração com segurança.

Imposto de Renda 2026 – O que mudou? Veja prazos, novas regras e como declarar bets e investimentos no exterior

Imposto de Renda 2026 – O que mudou?
Veja prazos, novas regras e como declarar bets e investimentos no exterior

O prazo para entrega da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física 2026/2025 é mais curto este ano. Teve início em 23/03/2026 e se encerrará no dia 29/05/2026 até 23h59 (horário de Brasília).

A declaração possui novos campos de dados pessoais para autodeclaração de nome social e raça e novos campos de bens, como a identificação de usufruto em campo próprio. Com relação a investimentos no exterior, caso haja prejuízo a compensar, com base no artigo 9º da Lei nº 14.754/2023, o contribuinte deve incluir o valor para apuração do Imposto de Renda a pagar.

A grande novidade trazida é a obrigatoriedade da declaração de apostas (bets).

A Lei nº 14.754/2023 estabeleceu alíquota de 15% sobre os valores recebidos a título de apostas, sejam elas esportivas ou virtuais de jogos online. A declaração deve considerar os valores que excederem o limite da 1ª faixa da tabela progressiva anual do IRPF, no valor de R$ 2.428,81 (dois mil quatrocentos e vinte e oito reais e oitenta e um centavos).

Ainda, a Receita Federal do Brasil determinou que os operadores de apostas devem disponibilizar, até 28/02/2026, o comprovante de resultado das apostas. Esse comprovante, denominado Comprova Bet, consolida as informações relativas aos resultados do apostador.

Se houver IR devido sobre as apostas, o contribuinte deve recolhê-lo por meio de DARF (código 6313-01) e considerar a soma anual dos prêmios até o último dia útil de fevereiro do ano seguinte ao recebimento. Caso o contribuinte não saque ou resgate o prêmio em 2025, então é necessário informar valores acima de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) no campo de “bens e direitos” da Declaração.

Outro ponto importante é a tributação dos rendimentos de aplicações financeiras mantidas no exterior e dos resultados de offshores detidas por pessoas físicas. A alíquota aplicável será a mesma, ou seja, 15%; a diferença está na forma de declarar os rendimentos. A Receita disponibilizou, na Declaração, diferentes campos e possibilidades para compensação de perdas de investimentos.

Assim, os dividendos, juros e liquidações de ações e de investimentos com lucros devem constar em “bens e direitos” e em “aplicações financeiras – rendimento ou perda”. Há também espaço para declarar eventual imposto pago no exterior. Já os resultados das offshores devem constar em “aplicações financeiras – lucros e dividendos”.

Alguns procedimentos simples podem evitar que o contribuinte caia na malha fina.

É muito importante salvar a documentação durante o ano, ou seja, todas as informações que devem constar na declaração em 2026 e que ocorreram até 31/12/2025.

Caso opte pela declaração pré-preenchida, é importante revisar as informações, porque é comum que classificações estejam equivocadas e estejam faltando alguns pagamentos realizados. Fique muito atento a eventuais erros de digitação e à informação equivocada de valores ou classificações, pois podem fazer com que o contribuinte caia na malha fina.

Na hora de informar os rendimentos, fique atento aos campos, pois há diferença entre rendimentos tributáveis, rendimentos com tributação exclusiva e rendimentos isentos. Na declaração de bens, é importante se atentar para o valor a ser declarado.

Se o imóvel foi financiado, o contribuinte deve informar, em “bens e direitos”, o valor da venda que consta na certidão. E, na parte de “dívidas e ônus”, deve indicar o valor pago em 2025 do financiamento, bem como o saldo remanescente.

Por último, não confunda VGBL e PGBL. Nos casos de VGBL, o contribuinte deve informar o saldo total em cada data-base como saldo de aplicação financeira, sem possibilidade de dedução. Já o PGBL deve constar em “pagamentos” e permite dedução.

Se você tiver alguma dúvida, por favor, entre em contato conosco, teremos o maior prazer em responder!


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Quer saber como evitar erros no Imposto de Renda 2026 e garantir uma declaração segura sem cair na malha fina? Então,entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Desejamos a você muito sucesso e até o próximo encontro!

Mária Pereira Martins de Carvalho
https://www.pnst.com.br/profile/maria-pereira-martins-de-carvalho

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O Offline como o Novo Luxo

Você consegue ficar offline sem ansiedade? Em um mundo viciado em telas, o verdadeiro luxo é recuperar sua atenção. Descubra como desacelerar, reconectar consigo mesmo e transformar o silêncio em clareza, presença e alta performance.

Offline é o Novo Luxo? O Poder de Desconectar no Mundo Digital

O Offline como o Novo Luxo

Esta semana estava eu no Aeroporto de Congonhas, cada vez mais cheio e caótico, e, depois de tantos anos de ponte aérea, continuo me surpreendendo com o movimento. No entanto, uma das coisas que mudou é: cada um está com seu fone ou mergulhado na sua tela.

Fiquei observando o que faziam à minha volta: um jogava paciência, outro respondia mensagens freneticamente, outro balançava ao som de uma música inaudível. Ao meu lado, um casal via a série que estou acompanhando e que falta um capítulo, e eu, ingenuamente, comentei: “É ótima, né?” Claramente, eles se sentiram atrapalhados e interrompidos, e eu me senti o E.T. que buscava conexão.

Assim estamos: hiperconectados, com acesso ao máximo de informações e diversões. Porém, não conseguimos mais olhar nos olhos de quem está à volta. Estamos egocentricamente conectados.

No século passado, o luxo era medido pela posse: carros velozes, joias raras e tecnologia de ponta. Hoje, em um mundo onde a conexão 24/7 deixou de ser um privilégio para se tornar uma “coleira digital”, o ponteiro do status mudou de direção. O novo artigo de luxo não pode ser comprado em uma vitrine, mas sim conquistado através de uma escolha consciente: o poder de estar offline.

No entanto, essa ausência pode também significar egoísmo e não envolvimento. Na nova série Madison, a atriz Elle Chapman é assaltada na Quinta Avenida e ninguém para ajudar, e lá ela fica caída. É assim que estamos: desconectados do outro e conectados no virtual, uma verdadeira apologia à solidão.


Onde foi que nos perdemos?

O individualismo de um lado e a hiperconexão de outro. Ao mesmo tempo, para o indivíduo moderno, o silêncio e o tempo sem interrupções tornaram-se os ativos mais escassos do mercado.

Como bem pontua o médico e especialista em traumas Gabor Maté:

“A capacidade de prestar atenção em uma única coisa por um longo período é a maior marca da inteligência e da sanidade moderna”.

No ambiente de alta performance, o “estar sempre disponível virtualmente” deixou de ser virtude para se tornar sintoma de falta de priorização e fragilidade cognitiva.

Dados recentes indicam que quase metade da Geração Z já percebe o impacto negativo das telas na saúde mental. Se todos estão logados, quem é que está realmente pensando? A desconexão não é mais uma fuga; é uma estratégia de preservação. Como afirma o psicanalista Christian Dunker:

“A tecnologia é um servo útil, mas um mestre perigoso. O luxo de amanhã será a privacidade e o silêncio”.

O conceito de Digital Detox evoluiu. Não se trata apenas de desligar o aparelho, mas de recuperar a autonomia da atenção. O luxo contemporâneo é ter o controle sobre o próprio tempo — a liberdade de ler um livro, caminhar sem notificações ou manter uma conversa profunda sem o brilho de uma tela entre as pessoas.

Nesse cenário, o ócio deixa de ser preguiça para se tornar combustível. De acordo com Cal Newport, autor de Deep Work:

“No mundo da hiperconectividade, o tédio é o espaço onde a criatividade nasce. Sem ele, apenas reagimos ao algoritmo”.

Para o coachee que busca excelência, resgatar momentos de tédio criativo é essencial para tomar decisões complexas que a multitarefa impede.


Para implementar essa nova mentalidade de luxo consciente, o desenvolvimento humano deve focar em algumas ações práticas que protejam a neuroquímica do cérebro:

  • A “Caixa do Silêncio”: o simples ato de guardar o celular em uma gaveta ao chegar em casa aumenta a capacidade de concentração em até 20%, eliminando o “custo de alternância” visual. Como mencionado recentemente pelo jornalista Guga Chakra, a prática do “shabat digital”, em referência à prática do judaísmo ortodoxo de não usar carros, eletrônicos e eletricidade durante 25 horas, vai de sexta à noite até sábado à noite, com o objetivo de se conectar espiritualmente.
  • Outra prática sugerida é o modo Escala de Cinza: configurar o aparelho em preto e branco reduz a liberação de dopamina ligada a ícones coloridos, quebrando o ciclo vicioso de checagem compulsiva.
  • Uma tática para a Higiene do Sono de Alto Padrão: substituir a luz azul (que inibe a melatonina) por um livro físico na última hora do dia pode melhorar a qualidade do sono profundo em até 30%.
  • A técnica de Caminhada Sensorial: praticar 15 minutos de movimento sem fones de ouvido treina a presença plena, o “luxo” de habitar o próprio corpo sem estímulos externos. O CEO do iFood, em recente entrevista ao programa Liderança S/A, diz que caminha descalço pelas ruas para exercitar sua presença.
  • Em função de tanta dificuldade de mudar o padrão, surgem, assim, destinos de reconexão: “Onde o Luxo Encontra a Natureza”. O mercado de hospitalidade de alto padrão já entendeu essa mudança. Destinos como o Rituaali (RJ) ou o UXUA Casa Hotel (BA) vendem mais do que estadias; vendem a oportunidade de desaparecer com segurança. Em locais como o Jalapão ou a Amazônia, a falta de sinal de celular é o principal diferencial do serviço. Hospedar-se nesses ambientes custa, em média, R$ 1.500 por diária — um valor que não paga apenas o conforto, mas a garantia de um processo de introspecção ininterrupto.

O líder do futuro não é aquele que responde e-mails em segundos, mas aquele que tem clareza mental para liderar em meio ao caos.

Estar offline é um ato de rebeldia e sofisticação. É a prova máxima de que você é dono da sua atenção e, consequentemente, da sua vida. No novo cenário global, a verdadeira ostentação é a paz de espírito.


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Quer saber mais sobre como assumir o controle da sua atenção, reduzir a dependência digital e transformar o viver offline em uma fonte real de clareza, presença e alta performance? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.

Mônica Barg
https://www.monicabarg.com.br

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Resiliência

Faça de cada limão, uma limonada! Resiliência é a capacidade de se resistir flexivelmente às adversidades e dificuldades, utilizando-as para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.

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O sucesso de uma mulher está em ser mulher!

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.

E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.

Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.

Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:

  • Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
  • Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.

E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.

Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.

Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.

Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.

O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.

Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.

Mas, é possível e já vi milagres.

Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.

Acreditar na Mulher que há dentro de você.

Sucesso e Feliz Dia da Mulher!

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Não concretizou uma meta? É preciso agora ter coragem para fazer mudanças drásticas!

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida.

A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.

E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.

Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.

Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.

A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.

Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.

Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.

Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.

Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.

Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.

E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?

Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?

Chega de Síndrome de Felipão, né?

Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.

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Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Quando buscamos algo melhor, criamos a mudança, pois desejamos que coisas melhores ocorram. Mas há também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora?

Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…

Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.

Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.

Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.

Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.

Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…

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Sem Comprometimento não há avanços na vida e nem sucesso!

Qual é o seu grau de comprometimento em realizar algo? Um dos maiores problemas de uma pessoa é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

Responda rápido a minha pergunta:

– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?

Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:

– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?

Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.

Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.

Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.

E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?

Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.

O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.

Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?

Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.

Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.

Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:

Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.

Para ajudar, significado de Comprometimento:

“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.

Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!

Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.

É por ai. Boa semana!

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O Poder do Bom Dia e Obrigado

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado. Quem não gostaria de ouvir este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.

Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.

Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.

Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?

Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.

Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?

Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?

Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.

A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.

Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.

Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.

O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.

Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.

Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.

Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.

Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.

Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.

Pense nisso.

Te desejo um bom dia e obrigada.

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Procrastinando? Então continue!

Sabe aquilo que você já sabe que tem que fazer e não faz? É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que nunca rola por que você não toma a iniciativa.

É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.

Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”

E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.

Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?

O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.

Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.

Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…

Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:

1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?

Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.

2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.

Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.

3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?

4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.

5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.

6º passo: Faça.

Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.

E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.

Com amor e com alma,

Karinna

PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.

PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.

Obrigada!

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Você sabe o que é Inteligência Espiritual?

A maior parte das pessoas já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. E sobre Inteligência Espiritual? Será que a Inteligência Emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? O que você pensa a respeito?

Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?

Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação.  Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.

O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.

Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.

Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.

As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.

E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!

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