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Brasil: O País Mais Ansioso do Mundo — e o Que Psicanalistas, Terapeutas e Coaches Podem Fazer Agora?

Por que o Brasil é apontado como o país mais ansioso do mundo? Entenda como ansiedade e depressão se tornaram sinais de uma vida em modo sobrevivência e como psicanalistas, terapeutas e coaches podem agir com método e responsabilidade.

Brasil: O País Mais Ansioso do Mundo — e o Que Psicanalistas, Terapeutas e Coaches Podem Fazer Agora?

Brasil: O País Mais Ansioso do Planeta
E o Que Psicanalistas, Terapeutas e Coaches Podem Fazer Agora?

Num mundo cada vez mais adoecido mentalmente e psicossocialmente, é impossível ignorar o que se passa no Brasil. O sofrimento psíquico deixou de ser “caso isolado” para virar paisagem cotidiana, ou seja, uma epidemia: famílias exaustas, profissionais no limite, jovens com sensação de futuro bloqueado, relacionamentos marcados por urgência, irritabilidade e um cansaço que não melhora com descanso.

Circulam dados amplamente mencionados em relatórios e comunicações internacionais de saúde: 18,6 milhões de brasileiros sofrendo com ansiedade e 11,5 milhões com depressão clínica, frequentemente atribuídos à OMS, além da frase que se tornou símbolo do diagnóstico social: “o Brasil é apontado como o país mais ansioso do planeta”. Independentemente de como cada recorte estatístico é medido (e isso importa), o que vemos na clínica, na sala de aula, nos atendimentos e nas empresas é um fato duro: a vida subjetiva do brasileiro está, de fato, sob pressão contínua.

E, quando a pressão vira modo de vida, o sintoma deixa de ser exceção e passa então a ser linguagem.


O Que Está Por Trás da Ansiedade e Depressão “à brasileira”

Ansiedade e depressão raramente são apenas “um problema químico” ou “falta de pensamento positivo”. Na prática, elas costumam ser respostas humanas a contextos de ameaça, perda, insegurança e desamparo — e o Brasil, nos últimos anos, tem oferecido isso em alta frequência.

Alguns vetores muito comuns no cenário brasileiro atual:

  • Insegurança material e instabilidade (trabalho, renda, futuro), que ativam um estado de alerta prolongado;
  • Hipercobrança e comparação social (redes sociais + meritocracia mal compreendida), que geram culpa e inadequação crônicas;
  • Solidão acompanhada: vínculos fragilizados, laços utilitários, pouco espaço para intimidade emocional real;
  • Sobrecarga cognitiva: excesso de estímulos, pouca recuperação, sono ruim, alimentação desregulada, corpo “sem chão”;
  • Cultura do desempenho: o sujeito vira projeto, e falhar vira identidade.

A consequência é um padrão que aparece nos consultórios: a pessoa não está apenas triste ou preocupada — ela está operando em modo sobrevivência.


O Papel do Profissional de Cuidado: Menos Promessa, Mais Método

Se você é psicanalista, terapeuta, coach ou mentor, então seu trabalho não é “apagar sintomas” rapidamente. Mas ajudar o cliente a construir condições internas e externas para que a vida volte a ser habitável.

A seguir, deixo um conjunto de dicas práticas para que você possa ajudar clientes com ansiedade e depressão, com linguagem direta, que você pode adaptar à sua abordagem (psicanalítica, integrativa, comportamental, coaching, mentoria), sem cair em receita pronta.


10 Direções Clínicas e Práticas Para Ajudar Clientes Com Ansiedade e Depressão no Brasil


1) Comece pelo que é Seguro: Regulação Antes de Interpretação

Quando a pessoa está em ansiedade alta, ela não “pensa melhor” porque você explicou melhor. Ela pensa melhor quando o sistema interno sai do modo ameaça.

  • Faça intervenções de aterramento (por exemplo: respiração, sensorialidade, nomeação do aqui-agora);
  • Use linguagem simples: “vamos reduzir a intensidade agora, depois entendemos o sentido”.

2) Diferencie Sofrimento de Doença e Doença de Identidade

Muitos clientes chegam dizendo “eu sou ansioso” ou “eu sou deprimido”.

  • Trabalhe a frase: “você está em ansiedade” e não “você é ansiedade”;
  • Isso devolve agência sem culpar.

3) Mapeie Gatilhos com o Cliente (Não Sozinho)

Ansiedade e depressão têm lógica. Às vezes invisível, mas lógica.

  • Pergunte: “quando piora?”, “com quem piora?”, “em quais horários?”, “o que você evita?”;
  • Transforme isso em um “mapa do sintoma”, não em um julgamento moral.

4) Atenção aos Mecanismos de Defesa que “Ajudam Piorando”

No Brasil atual, vejo muito:

  • Negação (não sentir para aguentar);
  • Racionalização (explicar tudo para não tocar a dor);
  • Projeção (a ameaça sempre está fora);
  • Deslocamento (explodir em quem é seguro);
  • Formação reativa (sorriso e performance quando há colapso dentro).

A dica prática: em vez de “combater” a defesa, reconheça a função dela e então ofereça uma alternativa: “Entendo que isso te protegeu. Agora vamos ver se ainda precisa te proteger assim.”


5) Trabalhe Microrrotinas: O Cérebro Melhora com Repetição, Não com Revelação

Especialmente em depressão, “clareza” pode existir e mesmo assim não há energia.

  • Combine um comportamento mínimo por dia (por exemplo: 10 minutos de caminhada; banho em horário; comida real 1x/dia);
  • O mínimo consistente vence o máximo esporádico.

6) Saia do “Tudo é Emocional”: Verifique o Corpo e o Contexto

Sem invadir sua área, você pode orientar com responsabilidade:

  • Sono (qualidade e regularidade);
  • Uso de álcool/cafeína;
  • Sedentarismo;
  • Alimentação;
  • Excesso de telas;
  • Possível necessidade de avaliação médica/psiquiátrica quando há risco, ideação suicida, incapacidade funcional severa.

Isso não “reduz a alma ao corpo”. Devolve o chão para o psíquico trabalhar.


7) Ajude o Cliente a Nomear Perdas (Mesmo as Invisíveis)

Muita depressão é luto mal reconhecido:

  • perda de futuro;
  • perda de tempo;
  • perda de sentido;
  • perda de pertença;
  • perda de si mesmo.

Perguntas úteis: “o que você perdeu e ninguém validou?” , “o que você teve que engolir sozinho?”


8) Reconstrua Vínculos: Sintoma Melhora em Rede, Não Só em Insight

A intervenção mais negligenciada é a social.

  • Incentive um vínculo bom por semana (presencial, se possível): conversa, grupo, comunidade, espiritualidade, arte, voluntariado;
  • O oposto de depressão não é a felicidade, mas a vitalidade compartilhada.

9) Para Coaches e Mentores: Cuidado com Meta como Anestesia

Meta pode ser fuga sofisticada: “se eu performar, eu não sinto”.

  • Antes da meta: alinhe estado interno, valores bem como limites;
  • Pergunta-chave: “essa meta te aproxima da vida ou só te impede de cair?”

10) Traga Esperança Adulta: Sem Fantasia, Sem Cinismo

O cliente precisa de realismo com saída.

  • Troque “vai dar tudo certo” por “vamos construir um jeito possível”;
  • Isso é profundamente terapêutico.

Um Alerta Profissional (Necessário):

Se houver risco de autoagressão, ideação suicida, violência doméstica, abuso de substâncias grave, ou então incapacidade intensa para atividades básicas, a conduta ética é encaminhar e trabalhar em rede. Nesses casos, “apenas conversar” pode ser insuficiente.


Em Resumo:

  • Ansiedade e depressão no Brasil têm componentes psíquicos, sociais, corporais, econômica e política— e sem dúvida precisam de abordagem integrada;
  • Ajudar começa por regulação (reduzir a intensidade) e então significação (entender o sentido);
  • Rotinas mínimas, rede de apoio e validação de perdas têm impacto clínico real;
  • Meta e performance, sem cuidado emocional, podem virar anestesia.

Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como atuar de forma prática e consciente diante da ansiedade e depressão no Brasil, ajudando pessoas a saírem do modo sobrevivência e reconstruírem assim uma vida melhor? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar com você a respeito.

Um abraço e até a próxima!

Iússef Zaiden Filho
Psicanalista, Terapeuta e Coach
http://www.izfcoaching.com.br/

Confira também: Aprender a Aprender: A Habilidade Essencial da Educação do Século XXI que Transforma Todas as Profissões

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Escuta Criativa: Quando a Forma de Ouvir Transforma a Forma de Viver

Escuta criativa é aprender como pausar antes de reagir, rever interpretações automáticas e ouvir a si e ao outro com presença. Descubra como transformar relacionamentos, reduzir ruídos emocionais e fortalecer o equilíbrio emocional.

Escuta Criativa: Quando a Forma de Ouvir Transforma a Forma de Viver

Escuta Criativa: Quando a Forma de Ouvir Transforma a Forma de Viver

Querido leitor,

Sabemos que escutar não é apenas ouvir palavras. Escutamos também com a nossa história, com as experiências que nos marcaram, com medos antigos, expectativas silenciosas e com a forma como aprendemos a nos defender ao longo da vida.

É por isso que duas pessoas podem viver a mesma situação e reagirem de maneiras completamente diferentes. O fato externo pode ser o mesmo. O que muda é a escuta interna.

Uma mensagem que demora a chegar pode ser recebida por alguém com tranquilidade e por outra pessoa como sinal de desinteresse. Uma observação simples pode ser acolhida como oportunidade de crescimento ou então sentida como rejeição. Um silêncio pode ser apenas silêncio, mas também pode acionar inseguranças que já existiam dentro de nós.

Perceba como isso é importante.

Muitas dores humanas se intensificam na interpretação automática que fazemos daquilo que aconteceu.

Foi justamente por isso que comecei a usar a expressão escuta criativa.

Chamo assim porque escutar é um ato criador. Ao ouvir algo, imediatamente criamos significados, emoções, narrativas e respostas. Se esse processo acontece no automático, então repetimos velhos padrões. Se acontece com consciência, abrimos espaço para maturidade, leveza e liberdade emocional.

Escuta criativa é a capacidade de colocar uma pausa entre o acontecimento e a conclusão apressada.

É respirar antes de reagir.

É perguntar a si mesmo:

  • O que realmente foi dito?
  • O que eu senti diante disso?
  • O que estou interpretando além dos fatos?
  • Essa reação pertence somente ao presente ou toca algo mais antigo em mim?
  • Existe outra forma de compreender essa situação?

Essas perguntas simples têm poder de reorganizar relações inteiras.

Muitas discussões que parecem sobre o outro, na verdade, revelam conversas internas mal resolvidas. Muitas mágoas persistem porque continuamos escutando o presente pelas lentes do passado. E muitas rupturas poderiam ser evitadas se houvesse menos impulso e mais consciência.

Isso não significa ignorar sinais importantes, aceitar desrespeito ou duvidar da própria intuição. Significa apenas desenvolver discernimento. Nem tudo precisa ser respondido na hora. Nem tudo merece o peso que damos. E, sem dúvida, nem tudo fala sobre nós.

Existe também um aspecto precioso dessa prática: a escuta criativa de si mesmo.

Há pessoas que escutam todos ao redor, mas não conseguem ouvir a própria exaustão, a tristeza silenciosa, a necessidade de limites, o desejo de mudança ou o pedido interno por descanso.

Quando não nos escutamos, vamos endurecendo. Quando nos escutamos com presença, começamos então a voltar para casa.

Talvez você esteja precisando disto neste momento:

  • Escutar melhor o outro, sem se perder de si.
  • Escutar melhor a si, sem transformar tudo em ameaça.
  • Escutar a vida com mais maturidade e menos pressa.

Tenho percebido que pessoas emocionalmente sábias não são as que nunca se ferem, mas aquelas que aprenderam a revisar a própria interpretação antes de entregar o volante da vida à reação impulsiva.

Por isso, deixo um convite carinhoso: na próxima situação que mexer com você, antes de concluir, pause por alguns instantes.

Respire.

E pergunte:

  • O que aconteceu de fato?
  • O que isso despertou em mim?
  • O que a vida está me mostrando aqui?

Observe: nessa pequena pausa existe mais cura do que em longas discussões.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como desenvolver escuta criativa e equilíbrio emocional para transformar suas interpretações e fortalecer suas relações no dia a dia? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.

Com carinho,

Shirley Brandão
Mentora de Prosperidade Integral, escritora e terapeuta sistêmica
https://shirleybrandao.com.br/
@shirleybrandaooficial

Confira também: As Raízes Emocionais do Sofrimento: Como Reprogramar Padrões Internos e Transformar Dor em Cura com a Neuroplasticidade

Palavras-chave: escuta criativa, equilíbrio emocional, interpretação, maturidade, consciência, como desenvolver escuta criativa, escuta criativa e equilíbrio emocional, como pausar antes de reagir, como ouvir melhor a si mesmo, escuta criativa nos relacionamentos
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A Comunicação e o Equilíbrio Emocional na Era da IA

Quando a IA domina a lógica, comunicação na era da IA e equilíbrio emocional viram diferenciais humanos para liderar, gerar confiança e criar conexões que nenhuma tecnologia substitui. Descubra como fortalecer sua presença humana.

A Comunicação e o Equilíbrio Emocional na Era da IA

A Comunicação e o Equilíbrio Emocional na Era da IA

Estamos atravessando o que Walter Longo define como uma “mudança de tempo”, e não apenas um tempo de mudanças. Se até ontem a nossa competência era medida pela capacidade de processar dados e entregar lógica, o território do cérebro, hoje assistimos a Inteligência Artificial dominando essa área com uma eficiência irreversível.

A pergunta que ecoa em conselhos de administração, salas de mentoria, em todos os níveis de liderança é:  como conviver em harmonia diante dessa nova realidade?

A resposta é tão ancestral quanto urgente: a qualidade da comunicação humana. Enquanto a IA se torna o padrão para as hard skills, a habilidade de se comunicar com alma, intenção e presença torna-se o único e verdadeiro diferencial competitivo do ser humano, tanto que se tem muito falado sobre “heart” skills.


A Comoditização da Lógica

Aceitemos o fato de que a IA já escreve códigos, analisa balanços e estrutura relatórios melhor e mais rápido do que uma pessoa. A informação, antes um ativo valioso, tornou-se uma commodity. No entanto, a tecnologia, por mais avançada que seja, é incapaz de realizar o que está no cerne da nossa existência: a conexão humana.

A IA pode gerar um texto persuasivo, mas ela não consegue persuadir no sentido humano, na sutileza da intuição, das nuances emocionais da palavra, na aguçada capacidade perceptiva. Ela não possui o olhar que acolhe, a voz que conforta ou o timing emocional que desarma um conflito em uma mesa de negociação. Ela entrega os dados, as estatísticas, a visão cartesiana, enquanto nós entregamos o sentido.


O Poder do “Coração” nas Relações

O diferencial humano reside no que chamo de comunicação do coração. São habilidades que nenhum algoritmo consegue emular com verdade:

  • Conexão e Empatia: A capacidade de perceber o outro independente da fala e compreender e validar a emoção do outro;
  • Influência e Persuasão: O poder de inspirar ação por meio da confiança e da autoridade moral, não apenas por lógica;
  • Networking e Presença: O valor inestimável do aperto de mão, do sorriso sincero e da construção de pontes de interesse genuíno.

A IA sabe “o quê”, mas só o ser humano sabe o “para quem”. O contato humano é a última fronteira da exclusividade. Em um mundo saturado de respostas sintéticas, a autenticidade humana, tão natural e espontânea, torna-se o artigo de luxo mais desejado.


O Retorno ao Essencial e equilíbrio emocional

O futuro não pertence àqueles que competem com as máquinas, mas aos que as utilizam para liberar tempo para o que é essencialmente humano. A comunicação não é apenas uma soft skill; ela é a habilidade de sobrevivência e o motor da liderança nesta nova era.

Uma boa orientação é que você invista na sua fala, na sua escuta ativa e na sua capacidade de se relacionar, pois no final do dia, as pessoas esquecerão o gráfico gerado pela IA, mas não se esquecerão como você as fez se sentirem.

A comunicação vive um momento de expansão sem precedentes. Recursos que antes exigiam experiência, coragem ou formação especializada agora estão ao alcance de qualquer um. Isso permite que pessoas mais tímidas ou inseguras encontrem meios de se expressar com clareza, elegância e precisão, abrindo portas profissionais e fortalecendo sua autonomia.

As interações também se tornam mais personalizadas. Cada pessoa pode acessar conteúdos e orientações no seu próprio ritmo, conforme seu estilo e necessidades. Isso reduz a sensação de excesso de informações, facilita o aprendizado e torna o processo de tomada de decisões mais tranquilo e consciente.

A capacidade de organizar pensamentos, estruturar ideias e conectá‑las com lógica e intenção se amplia consideravelmente. Muitos conseguem elaborar textos, apresentações, análises e argumentos que antes pareciam difíceis ou distantes. Isso reforça a confiança, amplia o impacto e estimula um senso maior de realização.


A comunicação passa a fluir com menos ruídos, já que conceitos complexos podem ser simplificados, mensagens reformuladas e conteúdos traduzidos com naturalidade. Isso reduz conflitos, facilita o entendimento e melhora a qualidade do diálogo.


O acesso a uma comunicação profissional também se tornou mais democrático. Aquilo que antes dependia de técnicas avançadas ou especialização hoje pode ser produzido com qualidade por qualquer pessoa, gerando maior inclusão, criando novas  oportunidades e fortalecendo a maior participação social.

O campo visual também ganha força. A criação de apresentações mais claras e materiais mais atraentes se torna prática comum, ajudando profissionais a transmitir suas ideias com mais impacto e sensibilidade estética.

Outro avanço importante é a capacidade de compreender melhor a própria comunicação. Hoje é possível ajustar tom, clareza e coerência, percebendo com mais nitidez como as mensagens afetam quem as recebe. Isso desenvolve inteligência emocional e fortalece relacionamentos pessoais e profissionais.

A inclusão também se expande. Pessoas com diferentes limitações encontram recursos para traduzir, adaptar e expressar sua voz com mais facilidade, ampliando sua autonomia e reforça o respeito à dignidade humana.

A criatividade floresce em um ambiente mais favorável. Ideias, metáforas, histórias e caminhos narrativos se tornam mais acessíveis, estimulando a expressão e ampliando a confiança criativa.

Nesse cenário de evolução acelerada, a comunicação assume o papel de uma competência central do novo humanismo digital. Ao mesmo tempo em que muitos processos se automatizam, cresce o valor da intenção, do propósito, da ética, da narrativa e da capacidade de relacionamento. O resultado é uma vida profissional mais significativa e uma presença humana mais autêntica.

Para algumas pessoas, essa transformação causa inquietação, não tanto pelas mudanças, mas pela velocidade com que ocorrem. Para outras, sobretudo entre as gerações mais jovens, este é um período vibrante, repleto de possibilidades e desafios que se renovam tanto na vida pessoal quanto na profissional.


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Quer saber mais sobre como desenvolver comunicação na era da inteligência artificial com presença e equilíbrio emocional para se destacar em um mundo cada vez mais tecnológico? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.

Reinaldo Passadori
Especialista em Comunicação e Liderança, Mestre em Neuromarketing, CEO da Passadori Educação e Comunicação e criador do Método F.A.L.A.R.®. Com mais de 42 anos de experiência, já treinou mais de 130 mil profissionais a construírem relações e resultados por meio do poder da comunicação.
https://www.passadori.com.br/

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Mesada Deixa de Ser Apenas Dinheiro e Se Torna Ferramenta de Educação Financeira

Descubra como transformar a mesada em uma ferramenta de educação financeira para ensinar crianças e adolescentes a planejar, consumir com consciência e lidar melhor com o dinheiro desde cedo.

Mesada Deixa de Ser Apenas Dinheiro e Se Torna Ferramenta de Educação Financeira

Mesada Deixa de Ser Apenas Dinheiro e Se Torna Ferramenta de Educação Financeira

Vivemos um momento em que crianças e adolescentes estão cada vez mais expostos a estímulos de consumo, seja nas redes sociais, seja no ambiente escolar. Diante dessa realidade, eu defendo que precisamos deixar de ver a mesada como um simples valor para gastos livres e passar a utilizá-la, de fato, como uma ferramenta estruturada de educação financeira dentro das famílias.

Para mim, mesada não é apenas dinheiro.

É um instrumento de ensino, capaz de ajudar crianças e jovens a desenvolverem equilíbrio entre o consumo imediato e a realização de sonhos ao longo do tempo. Quando bem aplicada, ela contribui diretamente para a formação de hábitos saudáveis em relação ao dinheiro.

O que observo na prática é que muitas famílias já trabalham com algum tipo de mesada, mesmo sem perceber. Pequenos valores dados de forma esporádica, pagamentos para despesas do dia a dia ou quantias oferecidas por diferentes membros da família. Esse modelo, no entanto, costuma gerar desorganização e dificulta a compreensão do real valor do dinheiro por parte das crianças.

Por isso, oriento que o primeiro passo seja entender quanto já é gasto mensalmente com esses pequenos valores. A partir desse diagnóstico, é possível estruturar uma mesada financeira com valor fixo e regras claras de utilização.

Dentro desse modelo, proponho dividir a mesada em dois grandes blocos. Uma parte deve ser destinada ao consumo cotidiano, enquanto a outra precisa estar voltada à realização de sonhos, sejam eles de curto, médio ou longo prazo. Esse simples direcionamento já começa a desenvolver na criança a capacidade de planejar, priorizar e fazer escolhas.

Outro ponto fundamental é envolver a criança no processo de decisão. Eu sempre reforço que ela precisa entender quanto custa um sonho, quanto tempo leva para conquistá-lo e como organizar o dinheiro para isso. Quando a família constrói esse planejamento em conjunto, então a mesada deixa de ser apenas um repasse financeiro e se transforma em um verdadeiro processo educativo contínuo.

Também é importante organizar a dinâmica familiar em relação ao dinheiro. Muitas crianças recebem valores de diferentes fontes e ainda têm despesas pagas diretamente pelos pais, como alimentação escolar e pequenos gastos adicionais. Isso reduz a percepção de responsabilidade financeira e dificulta o aprendizado.

Quero destacar ainda que a mesada não deve ser vinculada ao pagamento por tarefas domésticas nem utilizada como forma de punição. As atividades dentro de casa fazem parte da convivência familiar e não devemos tratá-las como uma relação comercial.

No cenário atual, em que o consumo digital influencia fortemente o comportamento das novas gerações e estimula desejos por itens de alto valor, como smartphones de última geração, o grande desafio das famílias é equilibrar desejo e realidade financeira sem perder o diálogo com os filhos.

Acredito que, ao adotar uma mesada estruturada, baseada em planejamento e participação familiar, é possível reduzir conflitos, estimular o consumo consciente e, principalmente, formar uma geração mais preparada para lidar com o dinheiro ao longo da vida.


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Quer saber mais sobre como a mesada pode ensinar seus filhos a lidar melhor com o dinheiro desde cedo? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em orientar você.

Um grande abraço,

Reinaldo Domingos
Presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira, ABEFIN, e especialista em educação do comportamento financeiro.
https://www.dsop.com.br

Confira também: FGTS como Alívio Imediato Não Resolve o Endividamento Estrutural do Brasileiro

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A Coragem de Ser Gentil: A Forma Mais Madura de Assertividade

Descubra por que gentileza não é fraqueza, mas uma forma madura de assertividade. Um convite para escutar melhor, discordar sem destruir e preservar relações mesmo diante de conflitos e divergências.

A Coragem de Ser Gentil: A Forma Mais Madura de Assertividade

A Coragem de Ser Gentil: A Forma Mais Madura de Assertividade

Escutar e ser gentil não é concordar. É usar cuidado e atenção para preservar a qualidade da relação mesmo quando há divergência.

Durante muito tempo, confundimos gentileza com fraqueza.

Chamamos de “gentil” a pessoa que não incomoda, que não confronta, que aceita, que cede, que sorri quando deveria se impor. Como se a gentileza fosse uma forma de abnegação. Como se as pessoas realmente fortes fossem as duras, as rápidas, as assertivas, as que vencem discussões, ocupam espaço e impõem sua visão sem pedir licença.

Para mim, talvez essa seja uma das confusões mais perigosas do nosso tempo.

Ser gentil não é fazer o que o outro quer. Não é concordar com tudo. Não é evitar conflitos. E não é virar refém da aprovação alheia.

Ser gentil é conseguir dizer “não” sem humilhar. É discordar sem destruir, escutar sem se apagar, acolher a experiência do outro sem necessariamente concordar. É oferecer ao outro uma coisa cada vez mais rara: a sensação de que ele não precisa lutar para existir na sua frente.

E isso requer coragem, energia e presença.

Porque o fácil, muitas vezes, é ser o vilão da história do outro: despejar opinião antes de escutar, discordar antes de compreender que o outro sempre tem boas razões para achar que tem razão, reduzir uma pessoa ao seu erro, à sua fala mal colocada, ao seu excesso, à sua posição política, ao seu momento mais infeliz. É entrar na relação armado de certezas e impor sua visão como se isso fosse coragem. É confundir convicção com verdade absoluta.

Como sugere John Berger, escritor e pensador britânico, talvez coragem seja manter a ternura em um mundo áspero. Gentileza é um ato de liberdade: um ato gratuito, escolhido, que requer atenção e cuidado. Ela não é performance de bondade. É disciplina de relação.

E talvez por isso ela seja tão difícil.

Nossa programação natural de sobrevivência nos treinou para detectar ameaças e perceber o negativo com eficiência: o erro, o risco, a incoerência, a crítica, a intenção escondida. Foi assim que sobrevivemos até aqui. Ao mesmo tempo, essa tendência natural nos torna especialistas em perigo e analfabetos em beleza.

Percebemos rápido o que falta, o falso, o errado. Demoramos a reconhecer o que é positivo, belo, justo ou verdadeiro.

Deixamos passar o gesto discreto, a intenção boa, a tentativa sincera de aproximação do outro.

É por isso que reconhecer o positivo não é ingenuidade. É treino. Assim como um diário de gratidão não é romantização da vida ou ingenuidade, é sim um exercício de reeducação da atenção. Não para negar o sofrimento, e sim para não deixar que ele colonize todo o campo da percepção.

A Escutatória entra exatamente aqui.

Escutar não é ficar calado esperando a sua vez de falar. Escutar é oferecer ao outro uma hospitalidade temporária. É criar, por alguns instantes, um espaço onde ele possa se ouvir melhor porque você não o interrompeu com sua pressa de resolver, corrigir ou julgar. E essa hospitalidade não exige concordância.

Circula por aí um ditado popular: “Você quer ser feliz ou ter razão?” Como se fosse preciso escolher. Como se a felicidade relacional exigisse abdicar da verdade, ou como se sustentar uma posição implicasse necessariamente perder o vínculo. É uma falsa oposição. Dá para ser feliz sem dar razão. Porque é feliz quem percebeu que podem coexistir vários pontos de vista sem cair no confronto.

Laurence Devillairs, filósofa francesa, tem defendido a reabilitação da gentileza como uma força moral, não como ingenuidade. A gentileza não finge que o mal não existe; apenas se recusa a concluir que endurecer é a única resposta possível.

A pessoa gentil muitas vezes é vista como alguém “fofo”, “leve”, “boa demais”, quase inapta para o mundo real. Quando, na verdade, gentileza cria segurança. Segurança cria presença. Presença cria inteligência coletiva.

Há uma coragem profunda em continuar oferecendo cuidado quando o mundo premia a indiferença. Sobretudo quando a violência, as guerras e os conflitos se alastram.

Em francês, existe uma palavra usada no mundo corporativo para a qual ainda não encontrei tradução perfeita em português: bienveillance. Talvez por acharmos que “gentil” é uma palavra carimbada, talvez por falta de palavras alternativas, temos certo pudor em falar de gentileza para lideranças.

Da próxima vez que sentir vontade de rebater, experimente trocar a sua reação automática por curiosidade. Inspire. E, em vez de responder, pergunte: “Me diga mais?” ou “O que houve?”

Escutar o que não queremos ouvir exige coragem.

Agora, quando não levamos para o pessoal, descobrimos que uma escuta simples, quando é genuína, interesse genuíno pode dissolver conflitos antes mesmo que uma resposta esteja pronta.

E talvez a Escutatória seja um de seus caminhos práticos: uma forma de transformar presença em cuidado, atenção em generosidade — a arte de não aumentar desnecessariamente a violência do mundo.

Não se trata de ser bonzinho. Trata-se de exercitar a escuta para reconhecer o justo, o belo e o verdadeiro quando aparecem — mesmo pequenos, mesmo discretos, mesmo vindos de alguém com quem discordamos.

Porque, no fim, a gentileza não é o contrário da assertividade.

Talvez seja a sua forma mais madura.


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Quer saber mais sobre como a coragem de ser gentil pode tornar sua assertividade mais madura, humana e eficaz? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.

Thomas BRIEU
https://www.linkedin.com/in/thomas-brieu/
https://www.instagram.com/thomasbrieu_/
Autor do livro “Escutatória” – Link: https://www.h1editora.com/produto/escutatoria-150183
Coautor do livro “Escute Expresse e Fale” – https://encurtador.com.br/31Vwa

Confira também: Não é falta de conhecimento, é falha de escuta! O viés hiperbólico do futuro e outros 4 vieses que explicam nossa paralisia

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Comunicação Não É o Que Você Diz, É Como o Cérebro do Outro Reage

Descubra como o acoplamento neural revela que comunicação não é apenas transmitir dados, mas sincronizar cérebros, despertar empatia, criar sentido compartilhado e fortalecer conexões humanas mais profundas.

Acoplamento Neural: Comunicação Não É o Que Você Diz, É Como o Cérebro do Outro Reage

Comunicação Não É o Que Você Diz, É Como o Cérebro do Outro Reage

Uri Hasson, professor de Psicologia e Neurociência na Universidade de Princeton, consolidou sua carreira explorando uma das fronteiras mais fascinantes da ciência moderna: como o cérebro humano processa estímulos do mundo real. Mais importante, como o cérebro de alguém se conecta a outros cérebros em um processo de comunicação.

Usando o seu laboratório no Princeton Neuroscience Institute, Hasson tem se dedicado a entender a base biológica da interação social, utilizando técnicas avançadas de neuroimagem para mapear o que acontece dentro de nossas cabeças quando contamos histórias ou ouvimos um relato. Seu trabalho rompeu com a tradição da neurociência clássica, que costumava estudar o cérebro de forma isolada, em ambientes controlados e com estímulos artificiais.

Em vez disso, ele decidiu observar o cérebro em seu estado mais natural e produtivo, ou seja, em plena atividade de comunicação. Tomando por referência uma apresentação feita por ele em 2016, já com mais de 3,5 milhões de visualizações, desenvolvemos este conteúdo que será bastante desafiador aos leitores. E, por certo, buscamos citações de trabalhos mais modernos e presentes na literatura.


A grande descoberta que Hasson apresentou em suas pesquisas está no conceito de “acoplamento neural” (ou neural coupling).

Imagine dois cérebros que, embora fisicamente separados, começam a operar em uma sintonia quase perfeita. Ao analisar voluntários dentro de máquinas de ressonância magnética funcional (fMRI), Hasson observou que, enquanto uma pessoa conta uma história real e outra pessoa a escuta, os padrões de atividade cerebral do ouvinte começam a espelhar os padrões cerebrais do emissor.

Essa sincronia não ocorre apenas nas áreas básicas de processamento auditivo, responsáveis por captar o som das palavras. Ela se estende para áreas de ordem superior, as quais estão ligadas à compreensão de significados, empatia e processamento de emoções. Em essência, o cérebro do ouvinte torna-se fisicamente semelhante ao cérebro do falante.

O mais impressionante nessas descobertas foi o efeito de “antecipação”. Hasson notou que, quando a comunicação é particularmente eficaz, o cérebro do ouvinte não apenas reage ao que está sendo dito, mas começa a prever o que virá a seguir. Os padrões neurais do ouvinte podem, por vezes, preceder os do falante em frações de segundo, indicando uma sintonia profunda e uma compreensão antecipada da narrativa.

Para Hasson, a linguagem não é apenas um conjunto de regras gramaticais, mas um mecanismo biológico que permite “hackear” o cérebro alheio para transmitir ideias e sentimentos. Em seus experimentos, ele demonstrou que, se o falante e o ouvinte não compartilham o mesmo código (se o falante fala russo e o ouvinte apenas inglês, por exemplo), o acoplamento neural simplesmente não acontece. O som é processado, mas a sincronia das áreas de significado permanece ausente.


Isso prova que a construção de uma conexão não está no som emitido, mas no sentido construído a partir do conteúdo recebido.

A comunicação bem-sucedida é um ato de criação compartilhada. Quando contamos uma história sobre um evento passado, estamos efetivamente induzindo um estado cerebral no outro que simula a experiência que vivemos. É o mais próximo que a ciência chegou de validar a ideia de “transmissão de pensamento”.

Pesquisas mais recentes ampliaram os achados originais de Hasson. Elas sugerem que esse acoplamento é altamente influenciado pelo que já carregamos dentro de nós. Um estudo publicado na revista Nature Communications reforça que o contexto e as crenças prévias atuam como filtros para essa sincronia. Se duas pessoas ouvem a mesma história, mas possuem visões de mundo radicalmente diferentes sobre o tema, seus cérebros podem se acoplar de maneiras distintas ou até falhar em uma interpretação crítica.

As pesquisas de M. Nguyen aprofundaram a compreensão sobre o que acontece antes e durante esse acoplamento. Nguyen demonstrou que a eficiência da comunicação depende criticamente de um prévio “conhecimento compartilhado”. Em seus estudos, foi observado que, quando falante e ouvinte possuem modelos mentais ou contextos semelhantes sobre o assunto tratado, o acoplamento neural nas áreas de processamento de alto nível é significativamente mais forte.


Isso reforça a ideia de que, para os cérebros se sincronizarem com perfeição, é preciso haver um terreno comum de significados. Transformar o diálogo em uma verdadeira construção coletiva de entendimento.

E também pode explicar por que a comunicação em ambientes polarizados é tão difícil. Não se trata apenas de uma discordância lógica, pois passa a ser uma divergência biológica. Sem o terreno comum ou o contexto compartilhado, os cérebros lutam para encontrar a mesma frequência, o que nem sempre acontece.

Além da relação entre duas pessoas, as descobertas de Hasson abrem portas para entender a dinâmica de grupos. O conceito de “sincronia de grupo” tem sido explorado por outros pesquisadores, como Suzanne Dikker, da Universidade de Nova York. Em estudos realizados em salas de aula, observou-se que, quando os alunos estão engajados e o professor é eficaz, os cérebros de toda a turma tendem a se sincronizar. Essa harmonia coletiva está diretamente ligada ao desempenho acadêmico e à retenção de informações.

Essa perspectiva altera a forma como podemos enxergar a liderança e a educação. Um líder ou educador eficaz não é apenas alguém que transmite dados ou informações consolidadas, mas precisa ser um facilitador de acoplamento neural coletivo. A habilidade de contar histórias (storytelling) deixa de ser ferramenta “soft” de marketing para se tornar uma técnica neurobiológica de alinhamento de mentes.


Hoje temos visto muito uso de técnicas bem aprimoradas de contação de histórias e copywriting para engajamento de públicos em iniciativas presentes nas redes sociais.

Em um mundo dominado por interações digitais e curtas, surge a pergunta: como o acoplamento neural sobrevive às telas? Fontes recentes de pesquisa em neurociência social indicam que, embora a comunicação por vídeo ou texto ainda permita algum nível de sincronia, a riqueza do sinal é reduzida em comparação ao contato face a face.

A falta de pistas não verbais sutis e o atraso inerente das transmissões digitais podem dificultar a antecipação neural, tornando a comunicação mais cansativa e menos “conectada”. Continuando, o trabalho de Hasson também aponta para o poder das narrativas universais. Filmes, livros e grandes discursos têm a capacidade de sincronizar milhares de cérebros simultaneamente, criando uma base de compreensão comum que transcende fronteiras físicas.

Essas descobertas, em essência, resgatam a premissa de que somos seres inerentemente sociais, projetados para a conexão. A comunicação não é um ato passivo de receber informações, mas um processo dinâmico de ressonância biológica. Quando realmente ouvimos alguém, estamos permitindo que essa pessoa molde a estrutura momentânea da nossa atividade cerebral.

Complementando a visão de sincronia de Hasson, o pesquisador Paul Zak traz uma camada biológica essencial para entendermos por que as histórias nos movem tanto. Zak descobriu que narrativas estruturadas com um arco dramático claro — que prendem nossa atenção e geram tensão — provocam a liberação de oxitocina e cortisol no cérebro. Enquanto o trabalho de Hasson foca na “sintonia” entre os cérebros (o acoplamento), Zak explica que essa conexão é mediada por substâncias químicas que aumentam a empatia e a disposição de cooperar.


O acoplamento neural não é apenas um fenômeno técnico de transmissão de dados.

É um processo carregado de emoção que nos permite, literalmente, sentir o que o outro sente. Para profissionais de todas as áreas — executivos, educadores, coaches, mentores, terapeutas ou comunicadores —, o desafio moderno é criar as condições para que esse acoplamento ocorra. Isso exige empatia, clareza e, acima de tudo, a disposição de construir significados juntos, em vez de apenas emitir sinais para o vazio.

Ao final, a ciência de Hasson — em sinergia com os achados de Zak, Dikker e Nguyen — revela que o ato de comunicar é a nossa tecnologia humana mais sofisticada. Não se trata apenas de transmitir dados, mas de promover uma fusão biológica e emocional. Porque enquanto o contexto compartilhado de Nguyen serve de ponte, e a química cerebral de Zak desperta a empatia, temos a sincronia observada por Dikker a harmonizar grupos inteiros em uma inteligência coletiva.

Fica claro, enfim, que uma boa conversa é um evento transformador. Ele literalmente remodela nossa mente, fortalece nossos laços com outras pessoas e valida a ideia de que somos, essencialmente, seres projetados para o encontro presencial.

Eu sou Mario Divo e posso ser encontrado pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.


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Quer saber mais sobre como o acoplamento neural pode transformar sua comunicação em conexão real? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até nossa próxima postagem!

Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br

Confira também: Bebês Projetados: O Desafio da Ética Científica para o Mundo


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Fontes consultadas:

Hasson, U. (2016). This is your brain on communication. TED Talk. Disponível em: TED.com.

Stephens, G. J., Silbert, L. J., & Hasson, U. (2010). Speaker–listener neural coupling underlies successful communication. Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Dikker, S., et al. (2017). Brain-to-Brain Synchrony Tracks Real-World Dynamic Group Interactions in the Classroom. Current Biology.

Nguyen, M., et al. (2019). Shared understanding and the role of neural coupling. Nature Communications.

Princeton Neuroscience Institute. Perfil de pesquisa e publicações de Uri Hasson. pni.princeton.edu.

Zak, P. J. (2015). Why Inspiring Stories Make Us React: The Neuroscience of Narrative. Cerebrum.
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Você Não Está Perdendo Dinheiro, Você Está Deixando de Crescer: O Custo Silencioso da Inércia Financeira

A inércia financeira não aparece nos relatórios, mas pode limitar seu crescimento patrimonial. Entenda como a zona de conforto, o medo de decidir e a falta de ação mantêm investimentos parados e oportunidades longe do seu dinheiro.

Você Não Está Perdendo Dinheiro, Você Está Deixando de Crescer: O Custo Silencioso da Inércia Financeira

Você Não Está Perdendo Dinheiro, Você Está Deixando de Crescer: O Custo Silencioso da Inércia Financeira

Olá,

Clientes com capacidade financeira permanecem estagnados por não revisarem suas carteiras, não estudarem novas oportunidades ou simplesmente por evitarem decisões que exigem desconforto momentâneo.

No dia a dia como planejadora financeira, observo um padrão recorrente: não é a falta de dinheiro que impede muitas pessoas de prosperarem é o comportamento.

A verdade é direta e incômoda: a zona de conforto pode ser confortável, mas raramente é lucrativa.

A raiz comportamental: por que evitamos o esforço?

A programação neurolinguística (PNL) explica que o cérebro humano tende a repetir padrões que geram segurança emocional, mesmo que esses padrões sejam limitantes.

Entre os principais fatores estão a busca por economia de energia mental, o medo do desconhecido e a presença de crenças limitantes como “sempre foi assim”, “não sei fazer” ou “depois eu vejo”.

Na prática, isso se traduz em comportamentos muito comuns: evitar abrir o aplicativo para acompanhar investimentos, adiar ajustes na carteira, não buscar conhecimento financeiro ou manter estratégias que já não fazem mais sentido.

Ou seja, não se trata de falta de capacidade mas de falta de ação.

Como assessora, vejo diariamente o impacto direto da chamada “preguiça financeira”.

Investidores que não revisam suas carteiras acabam perdendo oportunidades relevantes, mantendo ativos pouco eficientes e assumindo riscos que muitas vezes nem percebem.

O mercado é dinâmico, e quem não se movimenta deixa de capturar boas taxas, perde momentos estratégicos de entrada e não aproveita ciclos econômicos importantes.

Ao longo do tempo, isso resulta em uma consequência silenciosa, porém poderosa: a estagnação patrimonial. O patrimônio cresce abaixo do potencial, perde força para a inflação e deixa de acompanhar os objetivos de vida do investidor.

Diversas referências clássicas ao longo da história reforçam a mesma ideia: o desejo, sem ação, não gera resultado.

Provérbios 13:4 traz a reflexão de que querer não é suficiente é a diligência que conduz à realização.

Já Provérbios 14:23 reforça que o trabalho prático gera retorno, enquanto apenas falar ou adiar decisões leva à estagnação.

Independentemente de crenças pessoais, o princípio é claro e atemporal: ação consistente supera intenção.

Existe um risco que não aparece nos relatórios, mas que compromete o crescimento ao longo do tempo: a inércia.

O investidor que não age pode até evitar erros no curto prazo, mas também abre mão da evolução no longo prazo. Evita o desconforto das decisões, mas paga o preço da estagnação.

E no mercado financeiro, não evoluir já é, por si só, uma forma de perda.

Criar desconforto intencional é um bom começo. Estabelecer momentos específicos para revisar a vida financeira ajuda a transformar intenção em ação. Disciplina, nesse contexto, vale mais do que motivação.

Reprogramar crenças também é essencial. Substituir pensamentos como “depois eu vejo” por “eu resolvo agora” ou “é complicado” por “eu posso aprender” muda a forma como você se posiciona diante das decisões.

Buscar acompanhamento profissional faz diferença. Quando estamos sozinhos, tendemos a evitar o que é desconfortável. Com orientação, o processo se torna mais claro, estratégico e consistente.

Investir em conhecimento amplia possibilidades. Aprender sobre finanças, mercado e novas oportunidades não é custo é um dos caminhos mais diretos para evolução de renda e patrimônio.

E, acima de tudo, conectar dinheiro com propósito torna o processo mais significativo. Quando existe clareza sobre o porquê, o esforço deixa de ser um peso e passa a ser uma escolha.

Prosperidade não é um evento isolado é o resultado de comportamentos repetidos ao longo do tempo.

A pergunta que fica é simples: você está construindo sua riqueza… ou apenas protegendo a sua zona de conforto?

Porque, no fim, não é o mercado que limita o investidor, é o próprio investidor que limita o seu crescimento.

E muitas vezes, o nome disso não é falta de oportunidade.

É apenas… falta de movimento.

Talvez seja só a sua zona de conforto fazendo um excelente trabalho, em te manter exatamente onde você está.


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Quer saber mais sobre como vencer a inércia financeira e transformar intenção em crescimento real do seu patrimônio? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar sobre o tema.

Com carinho,

Carol Guimarães
https://www.instagram.com/carol_investimentos/

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Palavras-chave: inércia financeira, zona de conforto, crescimento patrimonial, dinheiro, carteira de investimentos, comportamento financeiro, como vencer a inércia financeira, como sair da zona de conforto financeira, por que revisar a carteira de investimentos, erros que impedem o crescimento patrimonial, como transformar intenção em crescimento patrimonial
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Gestão 2026: Precisão de Dados e o Fator Humano – O Risco de Decidir Apenas pelo que os Dados Mostram

A gestão em 2026 exige mais do que dashboards, KPIs e IA. Dados orientam decisões, mas só geram valor real quando revelam contexto, provocam pensamento crítico e preservam o fator humano que evita escolhas frias e superficiais.

Gestão 2026: Precisão de Dados e o Fator Humano – O Risco de Decidir Apenas pelo que os Dados Mostram

Gestão 2026: Precisão de Dados e o Fator Humano – O Risco de Decidir Apenas pelo que os Dados Mostram

“A parte que ignoramos é muito maior que tudo quanto sabemos.” (A República – Platão)

O Mito da Caverna (ou Alegoria da Caverna), na República de Platão, é uma metáfora sobre a ignorância e a busca pelo conhecimento verdadeiro. Os prisioneiros confiam apenas em sombras (aparências), enquanto a verdadeira realidade só é alcançada pela razão, saindo da caverna (zona de conforto).

  • Caverna: Representa o mundo sensível, limitado aos sentidos e preconceitos;
  • As Sombras: Opiniões, falsas crenças e aparências que aceitamos como verdade;
  • A Saída/Luz: Processo doloroso de educação e filosofia, alcançando a razão;
  • O Retorno: O dever de tentar libertar os outros, mesmo correndo riscos.

Na administração moderna, o fenômeno do Big Data e dos KPIs (indicadores-chave de desempenho) atua frequentemente como os projetores de sombras de Platão. O gestor, focado apenas no painel de controle (o dashboard), corre o risco de confundir a projeção digital com a realidade da operação.

A dinâmica da caverna aplicada à gestão:


1. O Dashboard como a Parede da Caverna

  • A Ilusão: O gestor olha para um gráfico de produtividade que está “no verde” (a sombra) e assume que a equipe está motivada e saudável;
  • A Realidade (O Objeto Real): Por trás desse gráfico, pode haver um processo ineficiente, funcionários em burnout ou dados maquiados. A sombra (o indicador) é bidimensional; a realidade da empresa é complexa e humana.

2. A “Ditadura das Métricas” e o Ruído Cognitivo

  • O Paralelo: No excesso de dados, as empresas focam na velocidade da informação (tempo real) em vez da qualidade da decisão;
  • A Urgência Falsa: Gerencia-se o dado pelo dado. Se uma métrica cai 1%, então gera-se uma crise imediata (reação à sombra), sem entender se aquilo é apenas uma oscilação natural do “sol” (o mercado).

3. A Paralisia por Análise (O Conforto das Correntes)

  • Administração: Gestores se escondem atrás de relatórios para que evitem tomar decisões difíceis que exijam intuição ou presença física no “chão de fábrica”;
  • O Risco: Confia-se tanto no modelo matemático (a sombra) que se ignora quando o modelo para, de fato, de representar o mundo real. É a gestão por procuração de dados.

4. O Gestor “Filósofo” (Saindo da Caverna)

Na administração, isso se chama Genchi Genbutsu (termo da Toyota que significa “vá e veja o local real”).

  • A Gestão Verdadeira: É o ato de cruzar o dado (sombra) com a observação direta (luz do sol);
  • O Desafio: Sair da caverna significa desligar o monitor e ouvir clientes, colaboradores, fornecedores e mercado real, entendendo assim o contexto que os dados não capturam;
  • Urgência: A administração moderna sofre de “miopia de dados”. O excesso de informação faz com que o gestor acredite que o modelo digital é a empresa, quando, de fato, é apenas uma representação imperfeita dela. Ao aceitar a solução da IA sem o esforço do pensamento crítico, então a decisão deixa de ser um ato de sabedoria e passa a ser um ato de curadoria passiva.

5. A Alucinação como “Sombra Sintética”

Na caverna, a sombra vem de um objeto real. Na IA, a “alucinação” (quando a IA inventa fatos convincentes) é a sombra que não possui objeto correspondente na realidade.

  • O Risco: O gestor tenta gerenciar um mundo que nem sequer existe.

6. O Eco do Algoritmo (Treinamento em Sombras)

As IAs são treinadas com dados da internet, que já são as “sombras” (por exemplo: opiniões, dados enviesados) da primeira caverna.

  • “Caverna ao Quadrado”: Se os gestores começarem a alimentar as próximas IAs com conteúdo gerado por IAs anteriores, então entraremos em um ciclo de entropia de dados.

7. A Perda da Dialética Socrática

Sócrates defendia que a verdade nasce do diálogo e do questionamento: IA generativa oferece a resposta pronta.


8. A Ilusão de Objetividade

A alternativa do líder moderno é usar a IA como uma ferramenta de tradução da realidade, mas não como um substituto da própria visão. À medida que a tecnologia automatiza o “fazer”, a filosofia então torna-se a última fronteira do “pensar” e do “decidir”.


9. A Gestão Pragmática como Recuperação da Realidade

Sim, a retomada do pragmatismo é um antídoto ao “delírio dos dados”. Na administração, isso se manifesta na volta ao conceito de “valor real”:

  • O foco no output humano: Menos tempo analisando o dashboard (sombra) e mais tempo observando o impacto real do produto na vida do cliente (luz);
  • Gestão por evidências físicas: Focar no que é tangível: fluxo de caixa real, retenção de talentos bem como satisfação genuína. É a “gestão pé no chão” como resistência à abstração algorítmica.

10. Modelos Pré-Tecnológicos de “Não Manipulação”

Antes da era da informação em massa, o modelo mais próximo da “não manipulação” era a Artesania (Guildas Medievais):

  • Transparência Radical: O mestre artesão trabalhava à vista de todos. O objeto era a prova da competência; não havia marketing para esconder um trabalho mal feito;
  • Responsabilidade Pessoal: Não se culpava o algoritmo. A relação era direta entre quem faz, quem usa e a qualidade do material;
  • O Estoicismo e Gestão: Líderes como Marco Aurélio focavam apenas no que podiam controlar (suas ações e julgamentos), ignorando o “ruído” das opiniões da corte — a forma primitiva de filtrar o excesso de informação.

11. O “Novo” Modelo: A Gestão Bio-Digital ou Humanista 4.0

O melhor não é o passado, nem aceitar o simulacro atual. O “novo” será um modelo de Gestão Crítica:

  • “IA como Estagiária”: Tratar a tecnologia como um assistente que organiza dados, mas nunca como o “oráculo” que decide;
  • Ceticismo Analítico: Cultura organizacional onde o papel do gestor é ser o “advogado do diabo” dos dados da empresa;
  • Propósito como Âncora: Se o objetivo da empresa é apenas “número”, então a IA é suficiente. Se o objetivo for resolver um problema humano real, resultados reais, colaboradores alinhados, fornecedores buscando melhorar e um mercado competitivo – o simulacro perde força porque a realidade da necessidade humana é o que dita a regra.

O novo modelo é, na verdade, uma síntese: usar a potência de cálculo da IA para processar a “caverna”, mas manter o espírito de Sócrates para questionar se o que estamos vendo na tela é realmente o que o mundo precisa.


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Sandra Moraes
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Resiliência

Faça de cada limão, uma limonada! Resiliência é a capacidade de se resistir flexivelmente às adversidades e dificuldades, utilizando-as para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.

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O sucesso de uma mulher está em ser mulher!

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.

E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.

Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.

Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:

  • Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
  • Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.

E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.

Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.

Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.

Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.

O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.

Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.

Mas, é possível e já vi milagres.

Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.

Acreditar na Mulher que há dentro de você.

Sucesso e Feliz Dia da Mulher!

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Não concretizou uma meta? É preciso agora ter coragem para fazer mudanças drásticas!

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida.

A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.

E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.

Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.

Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.

A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.

Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.

Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.

Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.

Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.

Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.

E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?

Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?

Chega de Síndrome de Felipão, né?

Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.

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Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Quando buscamos algo melhor, criamos a mudança, pois desejamos que coisas melhores ocorram. Mas há também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora?

Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…

Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.

Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.

Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.

Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.

Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…

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Sem Comprometimento não há avanços na vida e nem sucesso!

Qual é o seu grau de comprometimento em realizar algo? Um dos maiores problemas de uma pessoa é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

Responda rápido a minha pergunta:

– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?

Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:

– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?

Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.

Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.

Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.

E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?

Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.

O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.

Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?

Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.

Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.

Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:

Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.

Para ajudar, significado de Comprometimento:

“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.

Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!

Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.

É por ai. Boa semana!

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O Poder do Bom Dia e Obrigado

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado. Quem não gostaria de ouvir este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.

Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.

Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.

Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?

Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.

Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?

Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?

Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.

A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.

Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.

Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.

O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.

Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.

Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.

Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.

Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.

Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.

Pense nisso.

Te desejo um bom dia e obrigada.

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Procrastinando? Então continue!

Sabe aquilo que você já sabe que tem que fazer e não faz? É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que nunca rola por que você não toma a iniciativa.

É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.

Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”

E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.

Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?

O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.

Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.

Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…

Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:

1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?

Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.

2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.

Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.

3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?

4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.

5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.

6º passo: Faça.

Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.

E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.

Com amor e com alma,

Karinna

PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.

PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.

Obrigada!

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Você sabe o que é Inteligência Espiritual?

A maior parte das pessoas já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. E sobre Inteligência Espiritual? Será que a Inteligência Emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? O que você pensa a respeito?

Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?

Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação.  Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.

O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.

Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.

Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.

As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.

E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!

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