O Papel da Liderança no Desenvolvimento das Pessoas na Era de IA
Vivemos em um mundo em que a IA está transformando os negócios, a tomada de decisão e a força de trabalho. Mais do que um bom letramento, precisamos observar a nossa mentalidade e saber fazer as perguntas certas, com pensamento crítico, para compreender se, de fato, estamos agregando valor ao negócio.
Diante de tantas nuances, qual o papel do líder no desenvolvimento das pessoas na era de IA?
O papel da liderança é menos sobre execução e mais sobre influência. É traduzir sentido e direção por meio de uma tomada de decisão assertiva, alinhada ao propósito da organização, e da sensibilidade de criar e fortalecer conexões autênticas com as pessoas.
Observar a organização como um sistema é fundamental para você não olhar apenas para a sua área e ficar na sua bolha, mas ampliar o repertório para um networking estratégico e colaborar sistemicamente.
Precisamos provocar os times a utilizarem as ferramentas de IA como aliadas estratégicas na condução dos projetos. Mas muitos colaboradores têm medo de que seu trabalho seja substituído. É fundamental criar um ambiente de segurança psicológica para que seu time aprenda a confiar nas ferramentas de IA para delegar tarefas e saiba, de forma pragmática, tirar o melhor da IA.
Mas como ensinar o colaborador a confiar se nós, líderes, atuamos com comando e controle, com alta execução na operação?
Torna-se essencial começar por nós mesmos a gerar confiança nas pessoas. É nosso papel inspirar, ensinar, potencializar skills técnicas e, acima de tudo, comportamentais. É nosso papel saber ter uma comunicação assertiva e humana para também ouvir provocações, ideias diferentes e discordâncias. Como inovar se não estamos abertos a ouvir?
Traduzir senso de pertencimento, direção e estratégia exige uma habilidade que a IA não pode desenvolver por você: conexão. Conectar-se significa saber ser vulnerável, ter reciprocidade na conversa e manter estado de presença.
Resultados são a consequência de trocas maduras, clareza e tomada de decisão.
Que possamos compreender a potência que temos em nosso papel de liderança ao criar rituais em que não apenas seu colaborador esteja no centro, mas você também o desenvolva para confiar, experimentar, analisar, agir e conduzir futuras lideranças.
Esse é o legado que você cria. E qual você quer deixar? Que valor você tem gerado para seu time nos últimos meses por meio da sua liderança? Não são o tempo de casa, o cargo ou a autoridade que geram valor, mas o quanto nos importamos, de fato, com as pessoas.
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Aline Gomes
alinegomes@alimonada.com.br
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BPs de RH e as Habilidades Necessárias em um Cenário em Transformação
O papel do Business Partner de Recursos Humanos (BP de RH) vem passando por uma das maiores transformações de sua história. Se antes a função era predominantemente voltada ao suporte às lideranças e à execução de processos de gestão de pessoas, hoje exige uma atuação estratégica, consultiva bem como orientada para resultados de negócio.
As organizações enfrentam um ambiente marcado por mudanças aceleradas, avanços tecnológicos, inteligência artificial, novas relações de trabalho, diversidade geracional e, além disso, demandas crescentes por produtividade e inovação. Nesse contexto, o BP de RH deixou de ser apenas um intermediador entre RH e gestores para se tornar um agente de transformação organizacional.
Para que um BP de RH possa atuar de forma efetiva nesse cenário, algumas habilidades tornaram-se indispensáveis:
A primeira delas é a visão estratégica do negócio. O profissional precisa compreender indicadores financeiros, metas corporativas, desafios de mercado e impactos das decisões sobre os resultados da empresa. Quanto maior a compreensão do negócio, então maior será sua capacidade de influenciar decisões e gerar valor.
Outra competência essencial é a influência sem autoridade formal. O BP frequentemente precisa conduzir mudanças, desafiar comportamentos e orientar lideranças sem possuir poder hierárquico direto. Isso exige credibilidade, capacidade de argumentação, bem como a construção de relacionamentos sólidos.
A comunicação estratégica também ganha destaque. Não basta dominar conceitos de RH; é necessário traduzi-los para a linguagem dos gestores, conectando pessoas, desempenho e resultados. Além disso, a capacidade de realizar conversas difíceis, fornecer feedbacks assertivos e conduzir negociações torna-se um diferencial competitivo.
O uso de dados e People Analytics passou a ser uma habilidade crítica. Organizações cada vez mais orientadas por evidências esperam que os BPs utilizem indicadores para apoiar decisões relacionadas a turnover, engajamento, desempenho, sucessão e produtividade. O profissional moderno precisa transformar dados em insights capazes de orientar decisões estratégicas.
A gestão da mudança também ocupa papel central. Transformações organizacionais, fusões, reestruturações e a adoção de novas tecnologias exigem profissionais preparados para apoiar líderes e equipes durante períodos de adaptação. O BP atua como facilitador desse processo, buscando reduzir resistências e fortalecer assim o alinhamento organizacional.
Por fim, destaca-se a inteligência emocional. Em um ambiente com constantes pressões e incertezas, a capacidade de lidar com conflitos, compreender diferentes perspectivas e manter equilíbrio emocional tornou-se fundamental para o sucesso da função.
O futuro dos BPs de RH será cada vez mais conectado à estratégia empresarial.
Aqueles que desenvolverem competências para o negócio, influência, análise de dados, comunicação e gestão da mudança estarão mais preparados para assumir posições de protagonismo.
Mais do que especialistas em pessoas, serão parceiros estratégicos capazes de impulsionar resultados sustentáveis e contribuir diretamente para a competitividade das organizações.
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Fátima Farias
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Maio, os Mestres e as Sementes que Permanecem
Os textos que escrevo aqui são sempre para compartilhar ideias e jogar na rede algumas perguntas que eu mesmo me faço. Mas este texto é diferente: é para agradecer.
Maio é o mês do meu nascimento, um mês que sempre me convida a olhar para trás, revisitar caminhos, valorizar os encontros e reconhecer aqueles que ajudaram a construir quem me tornei. Por coincidência ou não, nos últimos anos, maio também passou a carregar outro significado.
Foi nesse mês que partiram três dos pensadores que mais influenciaram minha forma de compreender o mundo, as organizações e a própria condição humana: Humberto Maturana, Humberto Mariotti e Edgar Morin.
Para mim, não foram apenas autores ou intelectuais brilhantes. Eles foram meus mestres. Os três foram daqueles raros seres humanos que não apenas produzem conhecimento, mas transformam pessoas. Tive uma relação diferente com cada um deles, todas elas fundamentais para minha formação.
Com Humberto Mariotti, tive a alegria de conviver por muitos anos.
Além de ler seus livros, ainda pude ouvi-lo inúmeras vezes. Tive a honra de levá-lo para diversas turmas da Formação em Design Organizacional, onde sua presença se tornou quase um ritual de aprendizagem. E não importava quantas vezes eu já tivesse ouvido uma aula, um conceito ou uma história. Em cada uma dessas vezes, havia sempre alguma coisa nova, que podia ser uma informação que tinha me escapado ou só um detalhe pequeno, mas que abria para mim outros significados, outros entendimentos. Eu sempre ficava impressionado com o fato de que também continuava aprendendo.
Essa era uma das características dele, porque Mariotti tinha essa capacidade extraordinária de nos fazer enxergar algo novo naquilo que achávamos que já conhecíamos. Tenho certeza de que muito disso acontecia porque a complexidade, tema ao qual dedicou sua vida, nunca foi, para ele, apenas uma teoria. Ele a encarava como uma forma de estar no mundo.
Estando ao seu lado, era impossível não admirar sua generosidade e sua disponibilidade. E sempre com muita humildade e um desejo muito real de ensinar. Foram poucas as pessoas que conheci que demonstravam tamanho prazer em compartilhar conhecimento. Ele não tinha preocupação nenhuma em ser admirado, só se preocupava mesmo em fazer as pessoas pensarem. Sempre que escrevo um artigo, é nele que estou pensando, na forma como ele tentava ampliar consciências e plantar sementes.
E tenho certeza de que ele plantou muitas. Em mim, com certeza, mas também em centenas de alunos e em milhares de leitores.
Já com Humberto Maturana e Ximena Dávila a experiência foi diferente, mas não foi menos transformadora.
Minha aproximação com eles começou em um workshop realizado no Brasil. Foi um daqueles encontros que acontecem quase que por acaso, mas acabam mudando o rumo de uma vida. Depois disso, veio a oportunidade de estudar no Chile, entre 2013 e 2015, vivendo uma experiência que permanece entre as mais importantes da minha trajetória.
Foram três anos de convivência, com muita escuta, reflexão e aprendizagem. Maturana já tinha mais de oitenta anos, mas sua presença era impressionante, sempre chamando a atenção pela energia e curiosidade. As aulas eram trocas, de verdade, porque, durante todo esse tempo, ele nunca perdeu a sua capacidade de se encantar com as perguntas. Entrávamos em sala para assistir a uma aula e, muitas vezes, saíamos em silêncio, tentando processar tudo o que havíamos acabado de ouvir.
Guardo com carinho uma sensação que se repetia a cada viagem de volta de Santiago para São Paulo.
Sentado na poltrona do avião, olhando pela janela e revivendo as conversas, as aulas e os diálogos daqueles dias, tinha uma percepção difícil de explicar: a sensação de que eu estava voltando diferente. Não necessariamente com mais respostas, nem com uma nova teoria ou uma conclusão definitiva. Era algo mais profundo. Sentia que havia mudado, mas ainda não conseguia identificar exatamente em quê. Com o tempo, compreendi que aquelas transformações aconteciam em um nível mais sutil, ampliando minha forma de observar o mundo, as pessoas e a mim mesmo. Foi, sem dúvida, uma das experiências de aprendizagem mais ricas e marcantes que vivi.
Seu espanhol sonoro preenchia o ambiente, sem pressa e sem vaidade nenhuma. Outros podiam aproveitar a sua posição e repetir sempre uma mesma performance, dando um espetáculo que provavelmente ia impressionar alguns que se matriculavam em suas aulas. Mas dava para ver que, para ele, importava a reflexão sobre aquilo que discutia, o que o levava sempre para novos caminhos. Maturana era coerente quando falava de convivência, respeito e aceitação do outro, porque ele vivia tudo isso no seu cotidiano.
Da mesma forma, Ximena sempre esteve presente como uma parceira intelectual extraordinária, ajudando a expandir e aprofundar muitas das ideias que hoje influenciam milhares de pessoas ao redor do mundo.
A convivência com ambos me ensinou os conceitos que carrego até hoje. Alguns deles, como “organizações são sistemas vivos” ou “cultura é uma rede de conversações”, parecem simples, mas com eles entendi muito mais sobre o que significavam. E também que a transformação não acontece por imposição, mas por relações, aprendizagem e convivência. E que bom poder dizer que a convivência com eles me transformou.
Com Edgar Morin a relação foi diferente.
Não tive o privilégio de uma convivência direta, mas durante muitos anos senti como se estivesse dialogando com ele. O primeiro contato foi por meio dos livros e depois pelas entrevistas, artigos e palestras. Mais tarde, pelas várias visitas que realizou ao Brasil.
Morin chegou cedo à minha vida, ainda nos tempos da universidade. Sua obra também me ajudou a compreender conceitos que hoje considero fundamentais, como “O mundo não cabe em caixas” ou “A vida não é linear”. Ele me ensinou a respeitar a incerteza e me fez entender que os problemas mais importantes que enfrentamos não podem ser compreendidos a partir de uma única disciplina, de uma única perspectiva ou de uma única verdade. Com ele, passei a valorizar as conexões e a desconfiar das simplificações excessivas, buscando uma compreensão mais ampla e mais humana da realidade.
Hoje, olhando para minha trajetória, percebo o quanto eu devo a esses três mestres.
Eles estão presentes em tudo o que faço no campo profissional, seja nos meus livros, na Formação em Design Organizacional, na comunidade 157next, no modelo NEXT6 e também nas minhas palestras e conversas. Mais que isso, eles estão presentes na forma como procuro caminhar pela vida.
Se existe uma característica que une os três, talvez seja a de que nenhum deles estava interessado em produzir seguidores. O objetivo era formar pensadores, ampliar consciências e tentar ajudar as pessoas a enxergar o mundo de forma mais profunda, mais integrada e mais humana.
É por tudo isso que suas partidas geram tristeza e saudade. Mas é uma saudade que inspira, porque, ao mesmo tempo em que existe a ausência, permanece a certeza de que suas sementes continuam florescendo em livros, em alunos e nas ideias que deixaram.
Maio continuará sendo o mês do meu nascimento, mas também será, para sempre, o mês em que me lembro dos mestres que ajudaram a me tornar quem sou.
Obrigado, Humberto Mariotti. Obrigado, Humberto Maturana e Ximena Dávila. E obrigado, Edgar Morin.
Que nós, que ficamos, possamos honrar seus legados, não apenas estudando suas ideias, mas vivendo cada uma delas e ajudando a construir um mundo um pouco mais consciente, mais humano e mais generoso.
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Marco Ornellas
https://www.ornellas.com.br/
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Comunicação Interna em Tempos de Excesso de Informação
Quem nunca voltou de férias e decidiu que não colocaria a leitura de e-mails em dia, tamanha era a quantidade de e-mails acumulados na caixa de mensagens nos últimos 15 ou 30 dias fora da empresa? Ou, então, decidiu ignorar aquela mensagem no grupo do WhatsApp ou Teams, em plena folga ou horário de descanso, enviada pelo colega ou, pior, pelo gestor? Ou esteve em mais uma reunião completamente inútil sobre um tema recorrente e que gera mais pausas do que o próprio trabalho em si ao longo da semana?
Atualmente, um dos maiores desafios no mundo corporativo é justamente decidir qual mensagem considerar relevante em meio a tantas informações. São dezenas, às vezes centenas de mensagens por dia, entre e-mails, WhatsApp, Slack, Teams, intranet, reuniões, redes sociais corporativas, comunicados, a rádio peão, o colega no cafezinho e aquele que vai até a nossa mesa ou nos encontra no corredor pedindo alguma ajuda ou informação.
Com tantas mensagens, fica difícil lembrar de tudo e, pior ainda, decidir qual é a mais relevante para aquele dia. Além disso, há reuniões encavaladas, eventos frequentes, pedidos constantes, urgências e informações em excesso que, muitas vezes, quando ignorados, nem causam impacto.
A pergunta, nesses casos, deveria ser: o que dessa lista, se eu ignorar esta semana, não causará impacto algum no final das contas?
O que parece não estar muito claro é que nem sempre muita informação é melhor comunicação.
Muitas mensagens, além de cansar, geram mais distração do que atenção. Afinal, o que é realmente importante acaba se perdendo no meio da montanha de informações ou sendo ignorado pelos colaboradores que se sentem saturados pelas mensagens.
Quantas mensagens você deixa de ler porque recebe mensagens demais? E mais: quantas mensagens enviamos e também não recebemos retorno?
Enfim, muitas mensagens causam, nos colaboradores, a sensação de urgência constante, aumentando o estresse e a ansiedade, impactando a concentração e aumentando a dificuldade de comunicação, o que acaba gerando retrabalho e, como consequência, queda na produtividade. E, em épocas em que temos discutido tanto saúde mental no trabalho, não podemos ignorar todos esses efeitos.
Para as empresas, as informações deixam de ser estratégicas, não chegam a quem interessa, diminuem o engajamento nas campanhas internas, aumentam os erros operacionais e desalinham equipes inteiras, comprometendo o clima e a cultura organizacional.
Mas, então, como resolver esse dilema em uma época de tantas informações?
- Seja objetivo nas mensagens que precisa enviar.
- Decida: são informações relevantes?
- Seja claro!
- Segmente as mensagens por área.
- Decida qual canal é mais adequado para o envio das mensagens.
Saber o que, para quem, como, onde e quando comunicar vai diminuir significativamente o número de informações. Faça essa reflexão antes de gerar mais conteúdos.
No próximo artigo, vamos falar sobre o papel da liderança, os desafios com as equipes híbridas, a eficiência na comunicação interna e as tendências para o futuro, quando vivemos em um mundo com tantas informações.
E você, tem gerado excesso de informação? Qual tem sido o seu papel na produtividade das suas equipes?
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Um abraço e até a próxima!
Karine Gomes
http://www.criarecriar.com.br/
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Palavras-chave: comunicação interna, excesso de informação, mensagens, informações, produtividade, comunicação interna em tempos de excesso de informação, eficiência na comunicação interna, informações em excesso, saúde mental no trabalho, cultura organizacional
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Quanto Mais Tecnologia Temos, Mais Valorizamos o que é Humano
Há alguns anos, imaginar que uma máquina pudesse responder a perguntas, produzir textos, criar imagens ou participar de reuniões parecia algo distante.
Hoje, a inteligência artificial faz parte da rotina de milhões de pessoas. Empresas automatizam processos. Sistemas respondem a clientes. Algoritmos analisam dados em uma velocidade impossível para qualquer ser humano.
E, paradoxalmente, quanto mais a tecnologia avança, mais percebemos o valor das experiências genuinamente humanas.
Talvez essa seja uma das transformações mais interessantes do nosso tempo.
Enquanto organizações discutem ganhos de eficiência, consumidores começam a demonstrar algo aparentemente contraditório. Pesquisas recentes mostram que, especialmente em decisões importantes, a maioria das pessoas ainda prefere falar com outra pessoa.
Não porque rejeitem a tecnologia, mas porque existem situações em que velocidade não substitui acolhimento, informação não substitui escuta e eficiência não substitui confiança.
Essa percepção não é apenas intuitiva. Um estudo da PwC revelou que 82% dos consumidores desejam mais interação humana em suas experiências com marcas, enquanto 59% acreditam que muitas empresas perderam o toque humano na busca por eficiência.
O dado chama a atenção porque surge justamente em um momento em que a inteligência artificial se torna cada vez mais presente na experiência do cliente. E talvez esse seja o grande equívoco de muitas empresas: a inteligência artificial não é o problema. O problema é acreditar que eficiência substitui relacionamento e conexão.
As organizações mais inteligentes não estão escolhendo entre tecnologia e pessoas.
Elas estão aprendendo a utilizar cada uma no momento certo. Utilizam a inteligência artificial para ganhar velocidade, automatizar tarefas repetitivas, organizar informações e ampliar a produtividade.
Mas preservam o humano nos momentos que realmente importam, porque existem mercados em que as pessoas não compram apenas um produto ou um serviço.
Compram confiança, segurança, atenção e a sensação de que alguém realmente se importa.
Isso é particularmente evidente em setores como saúde, estética, wellness, longevidade e hospitalidade premium.
Nesses segmentos, a experiência não termina quando o serviço é entregue. Ela começa muito antes, no primeiro contato, na forma como alguém é recebido, ouvido e compreendido.
Talvez por isso pesquisas da Salesforce mostrem que mais de 80% dos consumidores consideram a experiência oferecida por uma empresa tão importante quanto seus produtos e serviços.
A tecnologia tende a nivelar processos. A experiência continua diferenciando marcas. E essa diferença tende a se tornar ainda mais relevante nos próximos anos.
À medida que ferramentas de inteligência artificial se tornam acessíveis a todos, eficiência deixa de ser diferencial e passa a ser requisito.
O que continuará raro será a capacidade de compreender pessoas.
Empresas que conseguirem equilibrar tecnologia e humanidade provavelmente ocuparão uma posição privilegiada no mercado.
Não porque terão os melhores sistemas, mas porque terão as melhores relações.
Talvez a verdadeira revolução provocada pela inteligência artificial não seja tecnológica, mas humana.
Afinal, tecnologias podem ser adquiridas, ferramentas podem ser copiadas e processos podem ser automatizados.
Mas a forma como uma marca faz alguém se sentir continua sendo uma das vantagens competitivas mais difíceis de reproduzir.
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Um grande abraço,
Queila Fonini
Fundadora e CEO da Aviah Soluções Empresariais
https://www.aviah.com.br
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Não Existe Parcelamento Sem Juros Embutidos: A Verdade Que o Consumidor Precisa Compreender
Você emprestaria dinheiro para uma pessoa que nunca viu na vida, sem cobrar absolutamente nada por isso? Provavelmente não.
Agora pense em algo curioso: todos os dias, milhares de empresas vendem produtos para consumidores que não conhecem pessoalmente e permitem que o pagamento seja feito em diversas parcelas, muitas vezes ao longo de meses ou até anos. E fazem isso anunciando que não existe cobrança de juros.
A pergunta é simples: alguém realmente financiaria uma compra sem obter nenhum benefício em troca? A resposta é não.
Quando uma empresa oferece um parcelamento chamado “sem juros”, os custos dessa operação, sem dúvida, já foram considerados na formação do preço. Afinal, existe o risco de inadimplência, existem custos financeiros e administrativos, além do próprio valor do dinheiro ao longo do tempo.
Mas quero chamar atenção para um ponto ainda mais importante. O maior problema do parcelamento não está nos juros visíveis ou ocultos. O maior problema está no comportamento que ele estimula.
Durante muitos anos, ao formar educadores financeiros, eu utilizava um exercício bastante simples. Imagine que, no primeiro dia de um mês, uma pessoa realize as seguintes compras:
- Produto de R$ 1.000 em 10 parcelas de R$ 100;
- Produto de R$ 2.000 em 10 parcelas de R$ 200;
- Produto de R$ 500 em 5 parcelas de R$ 100.
A sensação é de tranquilidade, afinal nenhuma compra parece tão pesada. No entanto, essas decisões geram um compromisso mensal de R$ 400 para os meses seguintes. Agora imagine que, no dia seguinte, essa mesma pessoa faça novas compras:
- Produto de R$ 300 em 3 parcelas de R$ 100;
- Produto de R$ 1.500 em 10 parcelas de R$ 150;
- Produto de R$ 200 em 2 parcelas de R$ 100.
Mais uma vez, cada parcela parece pequena e administrável. Mas essas novas decisões acrescentam outros R$ 350 de compromissos mensais.
Em apenas dois dias, sem perceber, essa pessoa já comprometeu R$ 750 por mês de sua renda futura.
E o mais preocupante é que o comportamento raramente para por aí.
Ao longo das semanas surgem novas compras, novas oportunidades, novas promoções e novos parcelamentos. Como cada prestação parece pequena individualmente, cria-se a ilusão de que ainda existe espaço no orçamento.
Quando a pessoa percebe, parte significativa da renda dos próximos meses já está comprometida. É por isso que tantas famílias trabalham, recebem seus salários e têm a sensação de que o dinheiro desaparece rapidamente.
Na verdade, uma parcela considerável da renda já foi destinada a decisões tomadas semanas ou meses antes. O mercado sabe exatamente como isso funciona. Um produto de R$ 3.000 parece caro. Mas 12 parcelas de R$ 250 parecem acessíveis.
O cérebro deixa de avaliar o valor total da compra e passa a analisar apenas o impacto imediato da parcela. É nesse momento que o consumidor deixa de tomar uma decisão racional e passa a responder ao estímulo emocional criado pela facilidade de pagamento.
A Metodologia DSOP
Na Metodologia DSOP, defendemos uma lógica diferente. Antes de perguntar “quanto fica a parcela?”, é preciso perguntar: “Esse valor está alinhado aos meus sonhos e objetivos de vida?”
Quando uma compra é realizada apenas porque a parcela cabe no orçamento, sem considerar seus impactos futuros, ela pode representar o adiamento de sonhos verdadeiramente importantes.
O parcelamento pode ser utilizado de forma consciente em situações específicas. O problema surge quando ele se transforma em hábito e passa a consumir, silenciosamente, a renda futura.
A verdadeira educação financeira não acontece quando conseguimos parcelar tudo, mas quando conquistamos a capacidade de escolher com consciência, priorizando aquilo que realmente faz sentido para a nossa vida. Porque o maior custo de uma compra nem sempre aparece nos juros.
Muitas vezes, ele aparece nos sonhos que deixamos de realizar por causa das parcelas que continuamos acumulando.
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Um grande abraço,
Reinaldo Domingos
PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin) e da DSOP Educação Financeira.
https://www.dsop.com.br
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Palavras-chave: parcelamento sem juros, educação financeira, parcelas, renda futura, juros embutidos, planejamento financeiro, parcela cabe no orçamento, valor total da compra, impacto imediato da parcela, facilidade de pagamento, sonhos e objetivos de vida
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Alta Performance em Ambientes Complexos com um Mercado Instável
Vivemos um tempo em que empresas e profissionais são constantemente pressionados a entregar alta performance em meio a cenários cada vez mais complexos, instáveis e imprevisíveis. Oscilações econômicas, tensões geopolíticas, mudanças regulatórias, transformações tecnológicas, o comportamento acelerado do mercado e o excesso de informação têm exigido das organizações uma capacidade contínua de adaptação sem que suas operações parem completamente.
O desafio já não é apenas crescer, inovar ou executar.
O verdadeiro desafio está em sustentar clareza estratégica, capacidade de decisão e integração organizacional enquanto o cenário continua mudando.
Talvez por isso a Fórmula 1 represente uma analogia tão interessante para o momento atual vivido pelas empresas e pelas carreiras.
Muito além da velocidade, a Fórmula 1 é um ambiente de alta complexidade, em que a performance depende de leitura de cenário, estratégia, sincronismo, adaptação contínua, precisão técnica e capacidade de tomar decisões em movimento.
Os circuitos são divididos em diferentes áreas, cada uma com funções específicas: pista principal, pit lane, paddock, áreas de escape, chicanes, setores técnicos, estratégia de equipe e comunicação constante entre piloto e operação. Nada funciona isoladamente. O desempenho depende da capacidade de integrar técnica, pessoas, estratégia e tomada de decisão sob pressão.
A própria Fórmula 1 revela como ambientes de alta performance são dinâmicos por natureza. A cada temporada, circuitos entram e saem do calendário, regras são ajustadas, estratégias precisam ser revistas e equipes inteiras se reorganizam para responder a novas exigências. Em 2026, por exemplo, mudanças no calendário já mostram como até estruturas tradicionalmente consolidadas precisam se adaptar constantemente aos movimentos do cenário global.
Nada permanece estático por muito tempo. Ainda assim, as equipes seguem competindo em alta velocidade, tomando decisões em tempo real e ajustando rotas sem interromper a corrida.
O cenário atual tem exigido das organizações uma capacidade adaptativa cada vez maior. Incertezas fiscais, oscilações econômicas, tensões geopolíticas, mudanças regulatórias, impacto das exportações, movimentações do mercado internacional, comportamento do consumidor e transformações tecnológicas têm alterado constantemente as condições da “pista”.
Enquanto isso, empresas seguem operando.
Não existe o luxo de interromper completamente a corrida para reorganizar tudo. Os ajustes precisam acontecer em movimento.
E talvez esse seja um dos maiores desafios contemporâneos: aprender a trocar os pneus enquanto a corrida continua acontecendo.
Muitas organizações ainda tentam conduzir seus negócios no piloto automático, repetindo modelos, práticas e decisões que funcionaram em outros contextos, mas que já não respondem às exigências atuais. O problema é que, em cenários complexos, o piloto automático pode rapidamente se transformar em risco estratégico.
A velocidade do mercado aumentou. Mas velocidade sem leitura de contexto pode apenas acelerar desorganizações internas, desgastes operacionais e decisões impulsivas.
Na Fórmula 1, talento sozinho não sustenta performance. O piloto depende da equipe, da estratégia, da leitura das condições da pista, da capacidade de adaptação às condições climáticas, da comunicação, da preparação técnica e da consciência situacional para tomar decisões em segundos sem perder direção.
Nas empresas, não é diferente.
Alta performance sustentável não nasce apenas da pressão por resultado, mas da capacidade de integrar pessoas, estratégia, cultura, execução e governança em torno de uma direção clara.
E isso exige maturidade:
- Maturidade para compreender que nem toda aceleração representa evolução.
- Maturidade para revisar rotas sem abandonar propósito.
- Maturidade para agir com os recursos disponíveis, mesmo sem controle total do cenário.
- Maturidade para entender que gestão não é apenas reação, mas capacidade consciente de priorizar, estruturar e decidir.
Em tempos marcados por excesso de informação, urgência constante e insegurança coletiva, muitas lideranças passaram a operar em estado contínuo de tensão. E líderes cansados tendem a decidir apenas para aliviar pressão imediata, não necessariamente para sustentar resultados consistentes no longo prazo.
Por isso, talvez um dos maiores diferenciais competitivos daqui para frente não seja apenas inovação, velocidade ou tecnologia. Seja a capacidade de sustentar clareza estratégica em meio ao movimento.
O simples bem-feito continua sendo mais sustentável do que o perfeito nunca executado ou executado pela metade.
Empresas maduras entendem que performance sustentável não acontece ignorando limites, mas desenvolvendo capacidade de adaptação inteligente diante deles. Entendem que crescimento não depende apenas de força, mas de coordenação. Não depende apenas de velocidade, mas de consciência.
Assim como em uma corrida, existem momentos de aceleração, momentos de cautela, curvas técnicas, necessidade de reposicionamento e decisões que precisam ser tomadas em frações de segundo. Mas existe também algo fundamental: direção.
Porque, no final, não vence apenas quem acelera mais em uma etapa.
Os resultados mais sustentáveis costumam ser construídos por aqueles que conseguem manter integração, leitura de cenário, consistência, capacidade de adaptação e direção estratégica ao longo de toda a temporada.
Talvez maturidade organizacional seja justamente isso: desenvolver a coragem de enxergar além do óbvio, agir com consciência diante da complexidade e continuar ajustando a rota, adaptando-se às regras, às exigências do mercado e às mudanças do cenário sem perder clareza sobre onde se quer chegar.
Os próximos anos provavelmente continuarão exigindo das empresas e das lideranças algo além de respostas rápidas. Eles exigirão consciência estratégica, capacidade adaptativa e integração entre pessoas, cultura, execução e direção organizacional.
Porque crescimento sustentável dificilmente será sustentado apenas por aceleração. Cada vez mais, ele dependerá da capacidade de evoluir com consistência em meio à complexidade
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Um grande abraço e até a próxima reflexão!
Graziela Heusser Azeredo
https://www.linkedin.com/in/grazielaheusserazeredo/
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Dois Times Sem Jogo e o Fracasso das Negociações Intransigentes
Em plena época de Copa do Mundo de 2026, os olhos do planeta se voltam para os grandes estádios, os torcedores festejando suas seleções com esquemas táticos inovadores e os grandes atletas que se tornaram marcas globais. No entanto, para quem se dedica ao desenvolvimento humano e à liderança, o futebol vai muito além das quatro linhas dos campos gerenciados pela FIFA. Esse esporte é, como sabemos, um espelho do comportamento, das relações de poder e da nossa própria cultura nacional. Por isso, neste momento em que o mundo respira uma competição tão importante, vamos desviar o foco das arenas modernas e olhar para onde a nossa verdadeira identidade com a bola foi moldada.
O autêntico futebol brasileiro não nasceu em gramados perfeitos ou sob o crivo de grandes estruturas, mas tem seu nascimento registrado no chão batido das periferias e nos tradicionais campos de várzea. Foi nos terrenos baldios, nas beiras de rios e nos bairros operários que a criatividade, o lindo drible improvisado e a resiliência do nosso jogo foram criados. A várzea nunca foi apenas sobre o esporte pelo esporte. Mas, sim, um ecossistema social vibrante, um ponto de encontro comunitário. Ali, o orgulho local, a solidariedade e a paixão pura se manifestam sem os filtros do mercado.
Para compreender a alma desse futebol de raiz, ninguém melhor do que o dramaturgo e escritor Plínio Marcos.
Dono de uma verve cultural única, cortante e profundamente realista, ele foi o cronista das vozes que a sociedade muitas vezes tentava calar. Em sua passagem pela mítica revista Viaje Bem, da Vasp, ele nos presenteou com uma obra-prima de nossa literatura curta: o conto “Dois times sem jogo”. Com seu olhar absoluto para a oralidade popular e as gírias das periferias, o autor utilizou o humor e o cotidiano do futebol amador para escancarar, de forma brilhante, as nuances do orgulho humano.
Mais do que uma sátira deliciosa sobre a burocracia e a vaidade dos dirigentes dos clubes de bairro, esse conto nos oferece uma belíssima metáfora. Ela fala sobre o ambiente corporativo e sobre as relações humanas. Ele pode ser perfeitamente interpretado como o raio-X de um incrível processo fracassado de negociação. Na pressa de defender posições rígidas e impor condições ao “adversário”, os envolvidos perdem de vista o objetivo comum principal — a realização de um jogo de futebol.
A intransigência, a falta de empatia e a incapacidade de ceder em pequenos detalhes destroem pontes, gerando um impasse em que ambos os lados perdem. É o clássico cenário em que o ego anula o resultado. Para entender bem esse trabalho de Plínio Marcos, reproduzimos, na íntegra, o conto que permite refletir sobre como a comunicação ineficaz opera na prática.
Dois Times Sem Jogo (Por Plínio Marcos)
Certa vez, o União da Barra do Catimbó recebeu o seguinte ofício:
“Ilmos. Srs. Do União da Barra do Catimbó
Nós vem por essa mal-traçada linha chamar vocês aí pra jogar no campo da gente uma partida de futebol no domingo, que a gente só joga nesse dia, que nos outro a gente trabalha. Se vocês quiser vim, pode responder o ofício dizendo que vem, que é pra gente pendurar ele na tabuleta do boteco do Almeida pros sócio do time da gente poder ver que vocês aceitou e se na hora vocês ficar com medo e não vier eles não ficam pegando no pé da gente e dizendo que essa diretoria não tem ninguém que sabe tratar jogo. Agora, se vocês não tão a fim de encarar a gente, então é pobrema de vocês. O Flor do Ó não tem medo de ninguém.”
(Assinado: Olavo Silva – Diretor Esportivo do Flor do Ó)
Assim que leu o ofício, o Seu Azulão, presidente do União da Barra do Catimbó, se picou de raiva. Convocou a diretoria do seu time, leu o ofício do adversário e de imediato todos toparam o jogo com o Flor do Ó. E, como era solicitado pelo desafiante, mandaram a resposta num ofício caprichado:
“Ilmos. Srs. Diretores do Flor do Ó
Nós recebeu o ofício marcando jogo e responde por essa mal-traçada linha que aceita. Nós não é de enjeitar parada. Se a gente tivesse medo de homem, não saía na rua vestindo calça. A gente vai, pode anunciar. Mas tem um negócio que é o seguinte. Nós dá o juiz e vocês que é o dono do campo dá a bola. Domingo tamos aí na Freguesia do Ó pro que der e vier. Respondam logo se aceitam dar a bola. Se tiver medo de nós, é só dizer que não quer, que a gente não vai.”
(Assinado: Eldócio Pereira (Azulão) – Presidente do União da Barra do Catimbó)
De posse do ofício do União da Barra do Catimbó, o pessoal da diretoria do Flor do Ó se atucanou e, rápido e rasteiro, mandou um pivete levar outro ofício, com novas bases:
“Ilmos. Srs. Diretores do União da Barra do Catimbó
Nós recebeu seu ofício que veio cheio de mumunha. E passamos a responder nessa mal-traçada linha. Vocês quer moleza, já vi tudo. Mas a gente não tá a fim de criar caso. Só queremos jogar. Vocês pode trazer juiz. Que com nós ele não vai ter vida mansa. Se tiver afanando a gente, nosso capitão do time toma o apito dele e dá pra outro. Nós sabe que na Barra do Catimbó só tem juiz ladrão. Nós não é otário. Mas aceitamos nessa base que botamos aqui. Agora, no negócio da bola, vocês traz a bola. Nós dá o campo e vocês a bola. Cada um dá uma coisa. Se quiser assim, tá combinado.”
(Assinado: Olavo Silva – Diretor do Flor do Ó)
Mal o Azulão meteu as botucas no ofício do adversário, segurou o pivete mensageiro e fez com que ele esperasse às pamparras pra levar outro ofício de volta:
“Ilmos. Srs. Diretores do Flor do Ó
Juiz ladrão tem é no bairro de vocês. Tudo abafador. Nós manja a negada daí. E não adianta vim com grupo pra cima da gente que a gente não é trouxa e não vai entrar em truque de papagaio enfeitado da Freguesia do Ó. Juiz que a gente leva pra apitar o jogo apita até o fim e não adianta estrilo de capitão fajuto. Se nós leva o homem nós garante ele. Nisso vocês pode botar fé. E no negócio da bola não tem arrego. Vocês dá a bola. Agora, se vocês quer arranjar desculpa pra não jogar é poblema de vocês. Nós foi convidado. Aceitamo porque nós não tem medo de ninguém. Na bola e no pau nós somo mais nós.”
(Assinado: Eldócio Pereira (Azulão) – Presidente do União da Barra do Catimbó)
Ao tomar conhecimento do novo ofício do União, a curriola do Flor do Ó se entralhou e, sem demora, mandou mais um ofício:
“Ilmos. Srs. Diretores do União da Barra do Catimbó
Nós vem por meio desta mal-traçada linha avisar que não aceita esculacho de ninguém. Ladrão é vocês desse pedaço fedorento. Nós aqui é trabalhador. E dentro do campo quem fala mais alto e o único que chia é o capitão do time e se ele resolver tirar o pilantra que vocês botaram pra apitar pode contar que ele tira porque a gente dá a maior moral pra ele. No negócio da bola, vocês tem que trazer a de vocês que a bola da gente tá com bexiga e pode estourar.”
(Assinado: Olavo Silva – Diretor do Flor do Ó)
A diretoria do União, presidida pelo Azulão, não era de engolir desaforo. Por isso, mal acabaram de ler o ofício, se bronquearam e azedaram mais na resposta:
“Ilmos. Srs. Diretores do Flor do Ó
A Barra do Catimbó não é bairro de ladrão, a mãe de vocês não mora aqui. Gaturama é a patota daí. E a gente não quer levar a bola nossa porque sabe que vocês vai querer roubar ela. A negada do Democrata contou pra gente que quando foram jogar aí a bola deles caiu na vala e vocês enrustiram ela e eles voltaram sem bola. Nós não entra nessa. Deixa de ser fominha e bota a bola que vocês afanaram do Democrata em campo.”
(Assinado: Eldócio Pereira (Azulão) – Presidente do União da Barra do Catimbó)Esse ofício do Azulão revoltou bastante a turma do Flor do Ó, e eles, naturalmente, enviaram um pra acabar com a graça:
“Ilmos. Srs. Diretores do União da Barra do Catimbó
Nós não afanou bola de ninguém. Nós não ia se sujar por tão pouco. O Democrata aqui apanhou na bola e no tapa e por isso tá fazendo fuxico. Agora, vocês fizeram mal de meter a mãe no meio disso. Quando derem as fuça aqui, vão ter que engolir isso. Porque jogo só vai ter se vocês truxer bola. Ladrão pensa que os outro é ladrão. Mas nós não é. Pode trazer a bola sossegado.”
(Assinado: Olavo Silva – Diretor do Flor do Ó)
Por fim, o Azulão mandou o ofício definitivo:
“Ilmos. Srs. Diretores do Flor do Ó
Nós não vai porque não vai deixar os ladrão daí roubar nossa bola. Mas, quando vocês quiser dar a bola, a gente vai. Quanto esse negócio de engolir o ofício da mãe de vocês, nós duvida e faz pouco. Tamos aqui pra qualquer coisa. Se vocês tem medo de vim aqui, pode esperar que a gente se encontra nas quebrada.”
(Assinado: Eldócio Pereira (Azulão) – Presidente do União da Barra do Catimbó)E, por essas e outras, o União da Barra do Catimbó e o Flor do Ó ficaram sem jogo.
No grande teatro da vida e das organizações, quantos “ofícios” semelhantes a esses não são, de fato, assinados regularmente?
A genialidade de Plínio Marcos nos mostra que, quando a vaidade, a desconfiança mútua e o apego excessivo às próprias condições assumem a liderança, o resultado é o imobilismo. Os atletas ficam sem trabalhar, a torcida fica sem a festa e os times morrem sem jogo. Transportando essa lição para o nosso ecossistema de desenvolvimento humano, cabe um alerta. Nas reuniões, parcerias e projetos, você está buscando genuinamente o “espetáculo” do crescimento conjunto? Ou está permitindo que exigências menores e o medo de ceder cancelem o jogo antes mesmo do apito inicial?
Liderar é saber desarmar os espíritos para que o coletivo possa entrar em campo e vencer. Movidos pela desconfiança mútua, os líderes podem cair na tentação de empilhar exigências irracionais. Tentam se proteger, mas acabam burocratizando o processo até inviabilizar a execução do projeto. O desfecho inevitável é a armadilha do “perde-perde”. Nela, ambas as partes saem de mãos vazias, mas convictas de uma falsa vitória moral. Assim, sabotam oportunidades de crescimento conjunto por não terem maturidade para ceder e negociar detalhes menores em prol do resultado principal.
Eu sou Mario Divo e e você me encontra pelas redes sociais ou em www.mariodivo.com.br.
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Quer saber mais sobre como evitar negociações intransigentes e construir acordos que realmente geram crescimento conjunto? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até nossa próxima postagem!
Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br
Confira também: O Tabuleiro Invisível: Um Guia de Poder para Lideranças
Palavras-chave: negociações intransigentes, liderança, Plínio Marcos, Dois Times Sem Jogo, desconfiança mútua, processo fracassado de negociação, como a comunicação ineficaz opera na prática, defender posições rígidas, impor condições, maturidade para ceder e negociar, armadilha do perde-perde
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
Participe da Conversa
Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
Participe da Conversa
É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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