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Quando o Trabalho Adoece: O Que Um Único Episódio Revela Sobre as Dores Silenciosas

O trabalho adoece quando pequenas violências se acumulam: sarcasmos, interrupções hostis, feedbacks destrutivos e silêncios que ferem. Descubra como a violência no trabalho corrói relações, impacta a saúde emocional e compromete a cultura organizacional.

Quando o Trabalho Adoece: O Que Um Único Episódio Revela Sobre as Dores Silenciosas da Violência no Ambiente de Trabalho

Quando o Trabalho Adoece: O Que Um Único Episódio Revela Sobre as Dores Silenciosas

Há poucos dias vivi uma situação que me fez pensar profundamente sobre o que chamo de dor invisível do trabalho. Durante uma atividade em grupo, recebi um feedback abrupto, agressivo e sem qualquer conexão com o objetivo proposto. Não é sobre mim – é sobre a forma como algumas pessoas ainda se relacionam no ambiente organizacional: na velocidade do ataque, não da reflexão.

Situações assim acontecem todos os dias nas empresas. Nem sempre com gritos ou agressões explicitas, mas com palavras atravessadas, interrupções hostis, sarcasmos disfarçados de brincadeiras, avaliações que ferem sem orientar. Essas microviolências, pequenas para quem faz, mas imensas para quem recebe, corroem aquilo que deveria sustentar as pessoas dentro das organizações: a segurança psicológica.

O feedback recebido ainda veio acompanhado da frase “na minha empresa isso não existe. Lá é tudo maravilhoso.” Essa frase revela duas coisas ao mesmo tempo: um desejo de inocência (ou ignorância) e uma resistência a ver a realidade. Porque não são as empresas que humilham, atacam ou adoecem – são as ações das pessoas que fazem as empresas.

Assim como não existe “empresa adoecida” sem pessoas adoecendo por dentro, também não existe empresa saudável se as relações do dia a dia ferem. É preciso lembrar que as empresas não são entidades conscientes no sentido biológico, mas organizações profissionais da atividade econômica.


Não é opinião. São dados.

É fato que milhões de trabalhadores no mundo vivem níveis significativos de sofrimento psíquico relacionado ao trabalho. Não por causa dos prédios, das metas ou dos processos – mas por causa das relações. Por causa de líderes despreparados, equipes exaustas, ambientes emocionalmente inseguros, comportamentos disfuncionais que se repetem até se tornarem norma.

Poderia citar páginas de dados, mas, traduzindo para o mundo do trabalho, cada comentário destrutivo, cada olhar que apaga o brilho dos colaboradores, cada líder que ignora o efeito emocional de suas palavras – tudo isso acumula perdas reais. Não apenas para quem sofre, mas para quem produz, para quem lidera e para quem sonha uma organização decente.

Se fosse apenas uma opinião isolada, de quem não conhece o mundo real do trabalho, não teríamos a NR-1 batendo à porta das empresas.


Uma consequência pouco falada

Quando falamos de “empresa maravilhosa” ou “cultura forte”, é preciso perguntar: forte para quem? Sobretudo, com quem? Porque:

  • Empresas são feitas de pessoas. Não de slogans;
  • Processos são ativados por gestos humanos;
  • Culturas são vividas por interações diárias.

Se essas interações são marcadas por medo, humilhação, silêncios agressivos, não haverá “programa de bem-estar” que compense.

Por outro lado, se as pessoas agirem a partir da consciência, da dignidade, do respeito – então, sim, transformam-se equipes, mudam-se ambientes e as empresas crescem.

O convite aqui não é apenas para evitar violência. É para dar forma a relações restauradoras, lembrando que não somos engrenagens, mas sujeitos em trânsito. E que o trabalho digno não pode ser exceção, mas condição, pois cuidar das relações é cuidar do negócio.

Se você acredita que sua empresa é maravilhosa, faça esse teste: olhe o que está fora do script, as trocas informais, o que acontece quando alguém erra. Pergunte-se quantas vezes você, como pessoa, construiu ou colaborou com esse ambiente.

Mas faça também algo mais arriscado: pergunte-se se subiria confiante até o topo de um vulcão com qualquer das pessoas que trabalham com você. Ou se teria medo de alguém te jogar para dentro das chamas.


O que define o futuro do trabalho

O episódio que vivi passou e só deixou, como eco, a certeza de que o trabalho que faço com as pessoas das organizações trilha um caminho correto. Ele me lembrou algo que vejo diariamente nos treinamentos, no Coaching e na Psicanálise:

Não é a intensidade de um evento que adoece um ambiente: é a reincidência do descuido.

Ambientes saudáveis não se fazem apenas com programas, metas ESG ou discursos bem formulados. Eles se fazem com pessoas conscientes, capazes de oferecer feedback com firmeza e respeito, capazes de reconhecer seus limites, capazes de entender que a forma importa tanto quanto o conteúdo.

E talvez esse seja o grande ponto que precisamos encarar com mais honestidade: não existe empresa maravilhosa se as relações são violentas; não existe cultura forte se o cotidiano é frágil; não existe inovação se há medo.

O futuro do trabalho não será definido por tecnologias, processos ou metodologias, mas pela qualidade das relações que conseguimos construir – e sustentar – dentro delas.

E tudo começa por um gesto simples, embora profundamente revolucionário: falar com responsabilidade, escutar com consciência e lembrar que cada interação pode curar… ou machucar.

Mas há cura? Sim, e é possível através de um trabalho constante. Mas o caminho é longo, já que não se trata de mudar empresas e sim buscar a transformação de pessoas.

Esse é o trabalho real. O único que transforma.


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Quer entender como atuar com responsabilidade diante da violência no trabalho e construir ambientes emocionalmente mais saudáveis? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Isabel C Franchon
https://www.q3agencia.com.br

Confira também: Entre o Divã e a Sala de Reuniões: O Inconsciente que Habita as Organizações

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Quando o Líder Solta a Flecha: Lições de “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen” para Executivos e Organizações Modernas

O que líderes podem aprender com um arqueiro? Autodomínio, equilíbrio emocional, decisões mais conscientes e equipes que performam sem pressão excessiva. Entenda como soltar a flecha com precisão, confiança e presença transforma resultados no mundo corporativo.

Autodomínio na Liderança - Quando o Líder Solta a Flecha: Lições de “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen” para Executivos e Organizações Modernas

Quando o Líder Solta a Flecha: Lições de “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen” para Executivos e Organizações Modernas

“A verdadeira arte não está em acertar o alvo, mas em dominar a si mesmo.”

No clássico A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen, o filósofo Eugen Herrigel descreve uma jornada aparentemente simples — aprender arco e flecha com mestres japoneses. O que parecia ser um exercício técnico, na verdade, transforma-se em um mergulho profundo no autodomínio, na consciência, bem como na busca pela maestria interior.

Ao reler essa obra sob a ótica do mundo corporativo, fica impossível ignorar a metáfora: liderar é como preparar o arco, tensionar a corda e soltar a flecha — tudo sem perder o centro.

Hoje, mais do que nunca, executivos e líderes vivem sob pressão constante. Resultados, conflitos, crises, urgência, incerteza. E justamente por isso, compreender o espírito do “arqueiro zen” é uma vantagem competitiva poderosa.


1. POR QUE FALAR DISSO NO MUNDO CORPORATIVO?

Porque vivemos a era do excesso: excesso de informação, de ansiedade, de reuniões, de urgências, de interferências. A mente do líder moderno raramente está silenciosa.

E o livro nos lembra de um princípio simples — e completamente ignorado no ambiente empresarial:

Não é o alvo que te define. É quem você se torna enquanto pratica.

No Zen, o foco está no processo, no corporativo, nos resultados. Mas o paradoxo é que líderes obcecados pelo alvo… erram mais.

A tensão interna — medo, insegurança, ansiedade — faz a mão tremer. A flecha não mente.

E no dia a dia da liderança, o mesmo acontece: decisões equivocadas, conflitos mal resolvidos, comunicações truncadas e resultados medianos são sintomas de um líder cuja mente foi sequestrada pela pressão.


2. O ARCO COMO METÁFORA DA LIDERANÇA

A postura do arqueiro = a postura do líder

Antes de mirar, o arqueiro precisa:

  • alinhar o corpo;
  • estabilizar a respiração;
  • encontrar seu eixo;
  • ajustar os pés no chão;
  • esvaziar expectativas.

Somente então ele mira.

Líderes eficazes fazem exatamente isso: eles não tomam decisões sob impulso. Eles se alinham primeiro.

Estratégia sem alinhamento interno vira tentativa e erro.

A tensão da corda = a tensão emocional do líder

No arco e flecha, a tensão é inevitável. Sem ela, não há disparo.

No corporativo, a tensão também é inevitável, mas o problema é não saber administrá-la.

Arqueiros tensos demais erram. Líderes tensos demais também.

Soltar sem esforço = delegar sem controle excessivo

A grande lição do Zen é que a flecha deve sair sozinha. O arqueiro não “solta” — o disparo acontece.

No mundo executivo, esse é o ponto mais difícil: confiar na equipe, delegar com responsabilidade, não microgerenciar.

Quando o líder tenta controlar tudo, então a flecha sai torta.


3. EXEMPLOS DO MUNDO REAL

3.1 O diretor que forçava o tiro

Um diretor brilhante que acompanhei, era conhecido pela inteligência e pela energia, mas também por algo que sabotava silenciosamente sua performance: ansiedade crônica.

Ele queria tudo imediatamente: reuniões rápidas, entregas rápidas, resultados rápidos e, assim, a equipe vivia em estado de alerta permanente.

Era como um arqueiro que puxava a corda com força demais, tentando “vencer” o alvo pela imposição, mas o excesso de tensão só fazia o tiro sair torto.

Depois de meses de mentoria, ele percebeu que o problema não era falta de técnica ou de conhecimento — mas sim a falta de autodomínio.

Quando ajustou seus rituais de trabalho, delegou com mais maturidade e aprendeu a respirar antes de agir, a performance da equipe então decolou.

O alvo foi alcançado quando ele parou de mirar obsessivamente nele.

3.2 O diretor que confundia liderança com fiscalização

Outro caso emblemático foi o de um diretor de unidade de negócios que repetia, quase como um lema pessoal:

“Gerenciar é fazer follow-up para garantir metas.”

De fato, na cabeça dele, liderança se resumia a duas ações:

  1. Gerenciar metas;
  2. Fazer follow-up diário, quase obsessivo, de cada número.

Sua crença era sincera, mas limitada. E o efeito era destrutivo.

Quanto mais ele mirava no alvo — o número, o KPI, o indicador — mais então a equação se tornava insustentável. Ele confundia gestão com fiscalização, e liderança com cobrança.

A pressão constante fazia a equipe operar com medo, a criatividade evaporava, a autonomia desaparecia e assim, ironicamente, os resultados caíam.

Era a versão corporativa perfeita do arqueiro obcecado pelo alvo:

  • olhos fixos demais no centro;
  • tensão exagerada na corda;
  • perda do equilíbrio;
  • disparos trêmulos e imprecisos.

O problema nunca foi a meta.

O problema era a obsessão.

Só quando esse diretor compreendeu que liderar é ajustar o arco, não vigiar a flecha — que cultura, método, alinhamento de equipe e autonomia sustentam os resultados — então os números voltaram.

O alvo começou a ser atingido quando deixou de ser uma prisão.


4. O QUE LÍDERES PODEM APRENDER COM O ZEN

  1. Silenciar antes de agir: Você não lidera bem quando está cheio de ruídos internos. Comece reuniões e decisões críticas com 30 segundos de respiração. Simples, mas transformador.
  2. Treinar a forma, não apenas o resultado: Equipes não falham por falta de metas, mas sim por falta de método, cultura e alinhamento.
  3. Aceitar que a pressão existe — e canalizá-la: A pressão não é inimiga. O descontrole é.
  4. Soltar a flecha e confiar: Delegar, permitir, deixar fluir. “Micromanagement” é o oposto de maestria.
  5. Buscar a maestria interior antes da excelência exterior: Nenhuma estratégia funciona com um líder desalinhado. A postura interior, sem dúvida, vem antes da performance visível.

5 RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS PARA APLICAR AMANHÃ

  • Crie um ritual de centramento diário de 5 minutos;
  • Reduza reuniões improdutivas;
  • Desenvolva líderes intermediários (eles são o arco que sustenta o time);
  • Pratique decisões “sem pressa e sem pausa”;
  • Faça feedback como ajuste fino — não como punição.

6. E…

No fundo, não é o alvo que está longe — é você que está distante de si mesmo.

A pergunta que fica é simples e poderosa: Você está puxando a corda, ou deixando que o arco trabalhe por você?

Um líder que aprende a soltar a flecha com consciência se torna não apenas mais preciso — mas mais humano, mais estratégico e mais sábio.


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Quer saber mais sobre as lições do arqueiro zen para líderes e como o autodomínio na liderança pode transformar decisões, relações e resultados no seu dia a dia corporativo? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Walter Serer
https://walterserer.com.br
https://www.linkedin.com/in/walter-serer-86717b20/

Confira também: Desplugue-se: O que Matrix Revela sobre Liderança Consciente e Desenvolvimento Profissional

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A Ansiedade que Chega no Fim do Ano: Como Lidar com Expectativas e Pressões

Descubra por que a ansiedade aumenta no fim do ano e como lidar com expectativas, pressões sociais e cobranças internas. Entenda como escolher a autenticidade, impor limites, acolher suas emoções e encerrar o ano com verdade, leveza e presença real.

A Ansiedade que Chega no Fim do Ano: Como Lidar com Expectativas e Pressões

A Ansiedade que Chega no Fim do Ano: Como Lidar com Expectativas e Pressões

Pronto, foi só eu ler que faltam 5 semanas para o Natal, que o réveillon é na semana seguinte, que mais um ano que se despede, e já começa um aperto no peito.

Mas, eu tenho que dizer que não é só sobre festas, luzes ou comemorações. É sobre um turbilhão de emoções que chega junto com dezembro: a sensação de que é preciso fechar ciclos, cumprir metas que ficaram pelo caminho, comprar presentes, organizar encontros, reconciliar relações, emagrecer, comer melhor, … e, de alguma forma, mostrar ao mundo que está tudo bem.

Mas, no fundo, nem sempre está. E está tudo bem!

A ansiedade típica de fim de ano nasce da comparação silenciosa com aquilo que idealizamos e não alcançamos. Vem do peso de “precisar” estar feliz, mesmo quando o corpo pede descanso. Vem da expectativa de começar o próximo ano renovado, como se a virada fosse um passe mágico que apagasse frustrações e dúvidas.

Só que não funciona assim.

O fim do ano cria uma fantasia coletiva: a de que tudo deve estar encaixado, resolvido e bonito (claro que já li a minha tendência para 2026).


Mas a vida real não é uma vitrine de vitórias, é um processo contínuo.

Não é só em dezembro que se reconcilia. As relações verdadeiras e saudáveis se constroem no cotidiano, na verdade e na vontade genuína não na obrigação da ceia de terminar tudo bem (arroz com ou sem passas?).

Presentes não são prova de afeto, não podem ser exigências impostas pela data. Não há nenhuma obrigação, tem que ser prazer, natural, sem cobrança.

Como pode o espírito de Natal durar apenas alguns dias? Solidariedade, empatia e gentileza não têm calendário. Tem que ser o ano todo em qualquer momento.

E porque tanta expectativa em planejar metas (inalcançáveis) que podem nascer em março, em agosto ou em qualquer terça-feira comum?

O propósito não é um evento, tem que ser uma uma construção.

E daí que nasce a frustração de viver uma realidade que não é verdadeira

A pressão de aparentar alegria pode machucar mais do que se imagina. E de forçar uma intimidade que não existe, um afeto que foi afastado durante todo o ano, um abraço que não existiu nos momentos mais especiais.

Quando você veste uma emoção que não sente, cria uma distância e é dessa falta de autenticidade que nasce a frustração.

Honestamente, há dias mais leves, outros mais densos. Haverá conquistas e haverá mudanças de planos. Isso não define fracasso, é coragem de tentar de novo.


Quero te fazer um convite, um convite à autenticidade.

Fim de ano não precisa ser sinônimo de correria emocional. Analise se realmente é a hora de se reconciliar. Se quer realmente esses encontros, presentear as pessoas que você não tem afinidade e nem vontade.

Será que aquelas metas deveriam mesmo estar na sua lista ou você criou em outro momento que ela fazia sentido e agora não mais?

É muito bom recomeçar, antes de tudo, tem que fazer sentido para você, tem que ser de verdade, com vontade. A autenticidade sim é um presente que você se dá e merece. E é dela que nasce a verdadeira paz emocional.


Que tal transformar suas festas de fim de ano em uma pausa e não um peso?

Em vez de correr atrás de expectativas, permita-se celebrar suas pequenas conquistas, a aceitação de que o tempo não foi suficiente ou mesmo não era tempo, de respirar, de construir de forma sólida e forte, de inspirar.

O fim do ano tem que ser algo verdadeiro.

A vida não muda porque o relógio vira, mas muda quando você decide caminhar com autenticidade.

E essa decisão pode acontecer hoje. Ou no dia 31. Ou em qualquer dia do ano.

O importante é que aconteça por você e não pelo calendário.

O fim de ano não é um script que precisa ser seguido, que você tem que estar bem com todo mundo, que você tem que esquecer, mesmo que a ferida ainda esteja aberta e não resolvida, que você tem que participar de tudo, que tem tem que dar presente, mesmo sem condições (nem vou falar do amigo oculto), que tem que estar feliz, em paz… mesmo que não seja verdade. Porque é fim de ano!

O “espírito de Natal” não é uma máscara de felicidade obrigatória. Ele perde o sentido quando se torna cobrança e não escolha.

Respeite o seu tempo, Aliás, o respeito é o melhor presente, a melhor reconciliação.

Não caia na armadilha das redes sociais, da perfeição, do brilho das luzes se nada disso for verdade para você. Daí nasce a frustração, a ansiedade, a tristeza.

Pergunte-se: O que eu realmente preciso neste momento? O que faz sentido para mim, não para o roteiro dos outros? Como posso fechar o ano com verdade, não com aparência?


O que pode ser feito agora?

Livre-se da culpa, que é uma visão negativa de você e da outra pessoa. Assuma responsabilidades, assim você resolve mágoas e ressentimentos.  E antes de dizer sim, perceba se faz sentido para você, ou se é só para agradar, ou é medo de desagradar. A melhor coisa é negociar da melhor forma que isso tudo pode ser feito.

Seja gentil quando impor seus limites, diga ‘não’ dizendo ‘sim’, agradeça e diga o que realmente você deseja, isso tudo pode e deve ser combinado e ser bom para todo mundo. Lembre-se que um abraço, um carinho, a autenticidade são essenciais. Fale dos seus rituais que são importantes para você.

Ser vulnerável é libertador, poder falar como se sente, quais são suas reais necessidades (permita que o outro faça também).

Esteja perto de quem é seu porto seguro, que te traz paz  e pertencimento.

Tenha cuidado com as palavras, que tem poder.

Exerça o autocuidado, que também é um presente não só para você.

O ano vira em um dia, mas quem decide virar a própria página é você, no seu tempo, com a sua verdade.

O melhor dessa vida para você, sempre!


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Quer saber mais sobre como lidar com a ansiedade de fim de ano de forma leve, verdadeira e sem pressões impostas? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.

Até lá!

Márcia Rosa
https://www.marciarosaconsultoria.com.br

Confira também: O Que Vem Depois do Luto: Como Transformar a Dor em Aprendizado e Cura

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SEO Semântico: O Código Oculto da Reputação Digital

Descubra como o SEO semântico ajuda o Google a entender seu conteúdo, reconhecer seu território de autoridade e reforçar sua reputação digital. Aprenda a construir significado, contexto e profundidade para ser visto, lembrado e recomendado.

SEO Semântico: O Código Oculto da Reputação Digital

SEO Semântico: O Código Oculto da Reputação Digital

Você já percebeu que existem textos que o Google entende antes mesmo de terminar de analisá-los — enquanto outros parecem não existir para ele? E não falo de truques, hacks ou palavras repetidas à exaustão. Falo de sentido e coerência semântica.

Porque, no fundo, SEO semântico é isso: o Google não está mais procurando palavras, mas sim entendimento. E, quando o algoritmo entende, ele confia. Quando confia, ele recomenda. E quando recomenda… o seu conteúdo ganha reputação.

Depois de falarmos sobre escaneabilidade (o que os olhos humanos veem) e leiturabilidade (o que humanos e IAs compreendem), agora avançamos para o terceiro nível da nossa série: como o Google interpreta significado — e como isso constrói a sua reputação digital.


O que mudou no SEO (e por que palavras-chave já não são o centro do jogo – mas ainda são importantes)

Por muitos anos, SEO foi uma disputa de palavras-chave. Escolher o termo certo, repetir com equilíbrio e otimizar elementos técnicos costumava ser suficiente. Mas o Google amadureceu. Hoje, ele não avalia apenas o termo, mas sim a intenção por trás da busca.

Agora, o algoritmo tenta responder a perguntas como:

  • O conteúdo realmente ajuda o leitor?
  • Responde uma dúvida real?
  • Soluciona um problema, uma dor?
  • Conversa com temas relacionados?
  • Demonstra profundidade, contexto e domínio sobre o tema?
  • Está alinhado ao que esse autor ou site costuma publicar?

O Google deixou de ser uma ferramenta que contabiliza palavras e passou então a ser um leitor sofisticado — um leitor que busca lógica, coerência e padrões.

E esse novo leitor só recomenda quem demonstra sentido, contexto e autoridade.


O que é SEO semântico, na prática

SEO semântico não é sobre localizar uma palavra exata. É sobre interpretar um território de ideias.

Quando você fala sobre liderança, por exemplo, o Google espera encontrar conexões com comunicação, tomada de decisão, cultura organizacional, consciência emocional e ritmo de equipe. Esses elementos não são “lista de palavras”; são expressões naturais de quem, de fato, domina o tema. E o algoritmo já aprendeu a reconhecer esse jeito humano de pensar.

Por isso, no SEO semântico, o conteúdo transmite ao Google uma mensagem silenciosa:

“Eu não domino só um termo. Eu domino o território.”

E é isso que começa a construir sua reputação digital.


Como o Google reconhece reputação digital  (e onde a semântica entra nisso)

A reputação que o Google enxerga não é construída por truques técnicos, mas por três pilares consistentes:

  1. Consistência temática: Quando você publica frequentemente dentro de um mesmo universo de conhecimento, o Google identifica então um padrão de especialização.
  2. Conexões naturais entre conteúdos: Artigos que dialogam entre si — como esta série da coleção Mente Digital — formam uma teia semântica. O algoritmo interpreta isso como autoridade crescente.
  3. Estrutura e clareza: A escaneabilidade e a leiturabilidade ajudam o Google a identificar lógica, sequência e intenção, mostrando que há domínio real do assunto. Textos bem estruturados, com transições fluidas e cadência natural, são percebidos como confiáveis — e é por isso que esses elementos se tornam pré-requisitos para o SEO semântico funcionar.

A pergunta mais importante: “O que você quer que o Google entenda sobre você?”

Essa é a essência do SEO semântico. Ele constrói memória algorítmica, cria percepção e estabelece atributos. Se, ao longo do tempo, você produz conteúdos, por exemplo, sobre liderança consciente, equilíbrio entre humano e tecnologia, performance sustentável, cultura organizacional ou autoconhecimento aplicado, o algoritmo começa a reconhecer que existe uma assinatura intelectual ali.

Ele entende isso como o seu território de autoridade. E, com o tempo, reforça isso nos resultados de busca.

“Este autor é referência nesse campo. Ele entende, aprofunda e conecta.”

Isso é reputação digital — e não pode ser comprada, apenas construída.


Como aplicar SEO semântico na prática — de forma natural

Para começar a usar SEO semântico, siga estas direções:

  1. Escreva com intenção, não com repetição: Evite tentar encaixar palavras-chave “na marra”. Suas palavras ainda são importantes, mas prefira explorar o campo semântico inteiro do tema.
  2. Conecte ideias dentro do texto, criando fluxo e contexto: O Google ama quando um conteúdo tem lógica interna forte. Transições e cadência não são só para humanos — são para algoritmos também.
  3. Crie continuidade entre artigos: Pense em séries, capítulos, temas que evoluem — exatamente como fazemos nesta coleção “Mente Digital”.
  4. Amplie o vocabulário do assunto de forma natural: Aprofunde temas ao contexto, mostre domínio e construa nuances.
  5. Trate cada artigo como parte do seu “território de autoridade”— o seu ecossistema: O Google vai conectando os pontos. E, dessa forma, cada texto vira um tijolo na sua reputação digital.

O Google capta todos esses sinais. Cada elemento — estrutura, clareza e profundidade — reforça a percepção de que você não está criando conteúdo isolado, mas construindo conhecimento.


O ponto-chave: SEO semântico é sobre profundidade, não sobre truque

No passado, SEO era engenharia. Hoje, é entendimento. Já foi apenas técnica; agora é narrativa, contexto e inteligência estrutural. Antes era palavra — hoje, é significado.

Quanto mais coerência e profundidade você demonstra, mais o Google entende que sua presença digital é construída e não improvisada.

“Este autor não está escrevendo palavras. Está construindo conhecimento.”

Isso é reputação. E reputação determina quem o algoritmo confia, recomenda e posiciona.


Para onde vamos no próximo capítulo

Concluímos agora o terceiro pilar da nossa trilogia inicial:

No próximo artigo, daremos um passo além para fechar o ciclo: como transformar tudo isso em autoridade digital reconhecida — por pessoas e por máquinas. E vamos entrar no território da autoridade construída, E-E-A-T, comportamento algorítmico e, sem dúvida, a reputação aplicada.

Até o próximo artigo!


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Jorge Luis Ribeiro
CEO da Cloud Coaching | Estrategista Digital | Especialista em Marketing Digital, SEO, Tecnologia e Inteligência Artificial Aplicada
https://www.linkedin.com/in/jorgeluisribeiro

Confira também: O Erro Invisível Que Está Matando Seus Artigos

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Como Liberar a Carência Emocional do Corpo com Mais Facilidade?

Descubra como identificar e liberar emoções aprisionadas no corpo, quebrar ciclos de dor emocional, estagnação e carência afetiva. Entenda como o rastreio emocional, exercícios terapêuticos e intervenções breves podem acelerar sua cura emocional.

Como Liberar a Carência Emocional do Corpo com Mais Facilidade?

Como Liberar a Carência Emocional do Corpo com Mais Facilidade?

Muitas pessoas se sentem aprisionadas em processos emocionais dolorosos.

São reféns de um passado mal resolvido.

O sofrimento pode ser avassalador, enquanto essa emoção estiver presa no corpo físico, emocional e mental.

E os resultados continuarão em um eterno looping de estagnação, dor e infelizmente fracasso.

Algumas pessoas carregam as emoções da família que são transmitidas de geração para geração. Hoje a epigenética faz alguns estudos sobre isso.

Como eu disse acima, a dor pode ser imensa, e você pode estar se perguntando, se realmente é possível se livrar dessas emoções dolorosas com facilidade.

Por mais que uma pessoa diga que o tempo cura tudo, isso é uma mentira. Provavelmente você já descobriu isso também.

Isso seria o mesmo que deixar um monte de comida debaixo do tapete da sala e esperar que ela desapareça.

O que vai acontecer é que além de não desaparecer, ela irá apodrecer deixando um cheiro horrível e um aspecto horripilante.

O ser humano subestima os traumas emocionais.

Por ser invisível a olho nu, as emoções são deixadas em um segundo plano, até que a pessoa se veja com a vida paralisada, infeliz e se sentindo muito sozinha e inadequada.

A emoção aprisionada, além de ser a causadora da estagnação em diferentes áreas da vida de uma pessoa, pode causar uma série de patologias.

Certa vez atendi uma cliente que estava com uma dor muito grande nas pernas, quando fiz o seu rastreio emocional, vi que ela tinha emoções de desvalorização, tristeza de desamparo.

Todas essas emoções estavam aprisionadas nas pernas.

Quando fizemos as liberações emocionais a dor parou.

Outro caso que atendi, tinha relação com emoções aprisionadas com relação a mãe da cliente.

O sintoma que ela apresentava eram fortes dores de cabeça, que ela sentia desde os 13 anos de idade, quando ela teve uma grande decepção com a mãe, onde as emoções de raiva e mágoa ficaram aprisionadas em sua cabeça.

Ela me enviou uma mensagem outro dia agradecendo, dizendo que as dores de cabeça tinham acabado.

Mencionei os casos acima para você ter uma ideia do quanto uma emoção aprisionada pode sem dúvida interferir na vida de uma pessoa.

Ela pode inclusive estar replicando uma dor emocional da mãe.

Daí a pessoa tenta resolver essa questão emocional de todas as formas, mas a única coisa que não faz é identificar de onde vem essa emoção.

Por isso é importante fazer o rastreio emocional, pois quando a emoção é identificada, é possível liberar essa carga emocional com mais facilidade.

Isso pode acontecer com qualquer um, com os empatas então nem se fala.

E o que é um empata? Uma pessoa que tem facilidade em absorver as emoções, energias e pensamentos do outro, com o intuito inconsciente de salvar as pessoas.

A carência emocional pode ser devastadora, afinal uma pessoa carente pode fazer de tudo, para receber migalhas de afeto.

Trata-se de um ciclo de muita dor, pois no fundo ela sabe que está se maltratando e se sente muito culpada por isso, mas não sabe como sair dessa situação.

Algumas pessoas se tratam, como os pais a tratavam na infância.

Outras atraem relacionamentos, onde estes reforçam a carência emocional e a dependência afetiva.

Isso funciona como a água salobra do mar. Quanto mais se bebe, mais desidratado se fica. E, se não houver intervenção, a pessoa pode vir a óbito por desidratação.

Por isso, o melhor caminho é buscar ajuda. Afinal, como sair de um afogamento em alto mar sozinho? É bem complicado fazer isso, não é mesmo?

A boa notícia é que hoje em dia liberar a carência emocional pode ser bem mais fácil e mais rápido do que a pessoa pode imaginar.

Ela não precisa fazer 10 anos de terapia na clínica para sair de uma situação de carência emocional. A não ser que ela queira continuar no tratamento convencional.

A psicologia convencional tem o seu lugar, ela também é muito importante. No entanto, existem coisas que são necessárias intervenções mais rápidas e breves.

Imagine que uma pessoa caiu e fraturou o braço. Nesse caso, o que é necessário? Que ela vá até o pronto socorro fazer o RX e engessar o braço o quanto antes não é mesmo?!

Não tem como ela esperar um mês para agendar uma consulta com o ortopedista, ela precisa resolver na hora, pois dói muito fraturar um membro.

O mesmo acontece com traumas, carência emocional e bloqueios dolorosos, é necessária uma intervenção o mais rápido e breve possível.

Pensando nisso, criei um programa de 21 dias de liberação emocional e desbloqueio afetivo, onde trabalho com exercícios terapêuticos para que a pessoa possa autoaplicar e obter uma melhora significativa.

Para participar do programa de 21 dias de liberação emocional e desbloqueio afetivo, basta clicar aqui. 

Você também pode optar por fazer uma sessão individual de liberação emocional individual, onde eu farei o rastreio para ver exatamente onde estão as emoções aprisionadas para que possamos promover a liberação.

Caso queira agendar uma sessão individual comigo, clique aqui. 


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Quer saber mais sobre como liberar a carência emocional e transformar emoções aprisionadas em cura e equilíbrio? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.

Cuide-se com amor!

Grande abraço.

Ádria Gutman
https://www.instagram.com/adriacursos/
Youtube: Meditação de limpeza e centramento
Grupo no WhatsApp Gratuito Equilibre Emoções, onde eu gravo áudios terapêuticos de segunda à sexta-feira 

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O que Está por Trás de Uma Reação Defensiva: Por Que a Gente se Fecha Sem Querer

Ficar na defensiva é um mecanismo automático de proteção acionado quando algo toca nossas camadas sensíveis. Descubra como reconhecer esse movimento, devolver segurança à conversa e transformar tensão em conexão e presença real.

Ficar na Defensica: O que Está por Trás de Uma Reação Defensiva? Por Que a Gente se Fecha Sem Querer?

O que Está por Trás de Uma Reação Defensiva: Por Que a Gente se Fecha Sem Querer

Você já esteve numa conversa em que, do nada, aparece uma parede erguida entre você e a outra pessoa? Você diz algo simples e, num piscar de olhos, sente a mudança. Não é um detalhe sutil. É como se uma barreira subisse ali, bem no meio da troca. O corpo do outro fica mais distante, o olhar se desloca, a energia contrai. E, se a gente não estiver presente, até parece que “não aconteceu nada”. Mas aconteceu. E diz muito sobre o que está se passando por dentro.


Com o tempo, aprendi que a defensividade não é um obstáculo colocado contra você.


Não é má vontade, nem teimosia. É um forma de proteção. Uma tentativa, muitas vezes silenciosas, de preservar algo que a pessoa sente que pode estar em risco. Às vezes é a autoestima. Às vezes é o lugar que ela ocupa. E às vezes é uma história antiga que ainda ecoa mesmo quando ninguém mais lembra dela.

Esse movimento não nasce da fala, mas da interpretação da fala. Da intenção que a pessoa atribui a você. É uma leitura construída com base em memórias, vivências, marcas — tudo aquilo que molda a forma como ela enxerga o mundo. Quando algo toca uma camada sensível, a reação acontece antes mesmo da pessoa perceber. O corpo responde primeiro. A mente tenta acompanhar depois.

A defensividade, então, aparece como justificativa rápida, como ironia, como um silêncio mais duro, como um olhar que se estreita. São pequenas formas de dizer: “Eu não me sinto seguro agora.” E, ainda assim, a nossa tendência automática é tentar consertar pela lógica: explicar melhor, argumentar, esclarecer. Como se clareza fosse suficiente para atravessar um alerta interno. Mas quem está se defendendo não está argumentando; está tentando sobreviver emocionalmente àquele instante.


Nenhuma conversa avança enquanto o corpo do outro está em modo de proteção.


E não importa quão bem-intencionada ou sensata seja a sua fala, ela não chega no outro. É filtrada como ameaça, e tudo que poderia ser ponte vira ruído.

A única forma de destravar esse impasse é devolver segurança à conversa. Às vezes isso é feito com algo simples: reposicionar sua intenção. Nomear o cuidado. Ajustar o tom. Reduzir a velocidade. Admitir que percebeu a tensão e que está disposto a seguir no ritmo que o outro consegue acompanhar. Não é suavizar o tema; é criar espaço para que o outro volte a sentir que pode permanecer presente.


A defensividade, no fundo, é um sinal precioso.


Ela aponta para um ponto sensível que não está explícito, mas que está organizando toda a resposta emocional. Quando conseguimos olhar para esse movimento com curiosidade, sem pressa, sem julgamento, o que parecia um bloqueio vira informação. E, a partir daí, a conversa pode acontecer com mais verdade, mais humanidade, mais responsabilidade emocional.

No fim das contas, conversas difíceis não são decididas pelo tema em si. Elas são decididas pelo estado interno das pessoas que estão ali. E quando existe segurança — mesmo pequena, mesmo tímida — aquilo que parecia impossível de atravessar se transforma em passagem. Às vezes estreita, às vezes gradual, mas sempre uma porta.


E então: vamos destravar as suas conversas difíceis e transformá-las em oportunidades e resultados?

Agende um bate-papo comigo, acesse o link: https://calendly.com/milenaserro/sessao-com-milena-serro


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Quer saber mais sobre por que a gente fica na defensiva mesmo sem querer em conversas difíceis e como transformá-las em diálogo seguro, humano e construtivo? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.

Milena Serro
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A Arte de Viver Plenamente: Um Caminho que Une Propósito, Sabedoria e Transcendência

Viver plenamente é mais do que acumular experiências: é uma prática diária que une propósito, sabedoria e transcendência. Entenda como cultivar presença, aprender com a experiência e encontrar sentido além do ego transforma a vida em expressão de plenitude.

A Arte de Viver Plenamente: Um Caminho que Une Propósito, Sabedoria e Transcendência

A Arte de Viver Plenamente: Um Caminho que Une Propósito, Sabedoria e Transcendência

Vivemos tempos em que quase tudo parece estar ao alcance das mãos — mas nem sempre ao alcance da alma. Muitos chegam a uma fase da vida em que conquistaram o que buscaram, e ainda assim sentem um vazio sutil: uma pergunta silenciosa sobre o que realmente importa. É nesse ponto que começa a verdadeira arte de viver.

Viver plenamente não é colecionar experiências, e sim cultivar presença e coerência. É sair do piloto automático e reconectar-se com o que dá sentido às escolhas. É uma arte porque exige prática, discernimento e coragem para olhar para dentro — e não apenas para fora.


Bastam 3 passos para começar:

  • O primeiro passo é o propósito: compreender qual é o eixo que orienta sua vida. Sem propósito, dispersamo-nos em múltiplas direções e perdemos o fio condutor do existir. Viver com propósito é agir de forma coerente com o que se acredita essencial, mesmo quando o mundo aponta para o contrário.
  • O segundo pilar é a sabedoria, que nasce do diálogo entre experiência e reflexão. Sabedoria não é acumular conhecimento, mas transformar a vida em aprendizado. Como dizia Sêneca, “não é que tenhamos pouco tempo, é que o desperdiçamos”. Saber viver é escolher bem — o que pensar, o que sentir, o que cultivar.
  • Por fim, a transcendência: ir além do próprio eu e reconhecer-se parte de algo maior. Transcender é encontrar serenidade no meio do caos, é ver sentido nas perdas, é participar do fluxo da vida com gratidão. É aqui que a vida deixa de ser mera sobrevivência e se torna expressão de plenitude.

Viver plenamente é uma construção diária. Uma arte que se aprende, pratica e aprofunda com o tempo.

E talvez a maior conquista da maturidade seja justamente essa: descobrir que a verdadeira realização não está em TER mais, mas em SER mais.


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Quer saber mais sobre como a arte de viver plenamente pode transformar propósito, escolhas e a forma como você enxerga sua própria jornada? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.

Cleyson Dellcorso
https://www.dellcorso.com.br/

Confira também: Desalinhamento Existencial: A Dor Silenciosa depois dos 50 anos

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Diversidade, Inclusão e Inteligência Artificial: Desafios, Oportunidades e o Futuro das Organizações

A IA pode reforçar preconceitos, mas também impulsionar acessibilidade e inclusão. Descubra como dados, governança ética e estratégias de D&I ajudam organizações a usar tecnologia para criar ambientes mais justos, seguros e diversos.

Diversidade, Inclusão e Inteligência Artificial: Desafios, Oportunidades e o Futuro das Organizações

Diversidade, Inclusão e Inteligência Artificial: Desafios, Oportunidades e o Futuro das Organizações

A transformação digital acelerou a presença da inteligência artificial (IA) em praticamente todos os setores da sociedade. Do recrutamento aos processos de comunicação, da análise de dados às interações com clientes, a IA se tornou uma aliada essencial para impulsionar eficiência e inovação.

No entanto, à medida que essas tecnologias assumem papéis cada vez mais centrais nas decisões organizacionais, torna-se fundamental refletir: como garantir que elas contribuam para a Diversidade e a Inclusão (D&I), em vez de reforçar desigualdades existentes?

A diversidade é uma característica humana, enquanto a IA é uma construção tecnológica baseada em dados. E é justamente nesse ponto que surgem os primeiros desafios: algoritmos são treinados com informações geradas por pessoas e sistemas que, historicamente, carregam vieses estruturais.

Assim, sem cuidado, a IA pode reproduzir e amplificar preconceitos ligados a gênero, etnia, idade, deficiência, orientação sexual e muito mais, por exemplo:

  • Sistemas de recrutamento automatizado que priorizam currículos masculinos para vagas de tecnologia;
  • Algoritmos de reconhecimento facial com menor acurácia para pessoas negras e mulheres;
  • Modelos de crédito que penalizam grupos minorizados por padrões históricos de exclusão financeira.

Ao mesmo tempo a IA pode ser importante aliada na inclusão de grupos minorizados:

  • Ferramentas de IA podem ampliar acessibilidade, por meio de geração automática de legendas, tradução simultânea, conversão de voz em texto, interfaces inclusivas para pessoas com deficiência;
  • A Lenovo desenvolveu o Projeto Libras, uma ferramenta de tradução em tempo real, que identifica os sinais de libras e um algoritmo faz a tradução simultânea traduz em sistema de voz no idioma local;
  • O ReWalk, aprovado pela FDA (Food and Drug Administration) nos Estados Unidos desde 2014, é um exoesqueleto robótico vestível, desenvolvido para ajudar pacientes com paralisia parcial ou total a se levantarem e caminharem novamente. Também existem versões europeias, como o EksoNR, usado em centros de reabilitação do Reino Unido e Alemanha;
  • Softwares de voz como Jaws, Virtual Vision, Dosvox que traduzem os conteúdos de texto para voz permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão tenham acesso a diversos conteúdos.

Para garantir que a IA apoie a diversidade, algumas práticas são essenciais:

  • Curadoria cuidadosa dos dados com revisão, limpeza e balanceamento de dados para evitar distorções;
  • Times diversos desenvolvendo tecnologia. A Lenovo, por exemplo, ao desenvolver o Projeto Libras consultou muitas pessoas surdas para evitar vieses e distorções;
  • Auditorias periódicas de algoritmos, garantindo que o comportamento do modelo permaneça justo ao longo do tempo;
  • Integração com políticas de D&I. A IA deve ser uma ferramenta dentro de uma estratégia mais ampla, que envolva cultura organizacional, liderança inclusiva bem como processos estruturados.

No futuro próximo, será cada vez mais difícil separar tecnologia e inclusão. A forma como empresas utilizam a IA hoje determinará de fato se avançaremos para uma sociedade mais equitativa ou perpetuaremos desigualdades.

A IA pode reproduzir preconceitos, mas também pode ser uma aliada fundamental para combatê-los. Tudo depende das escolhas éticas, práticas de governança e do compromisso genuíno das organizações em colocar as pessoas no centro da transformação digital.

A tecnologia só será verdadeiramente inteligente quando for, também, justa e inclusiva.


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Luciano Amato
http://www.trainingpeople.com.br/

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Resiliência

Faça de cada limão, uma limonada! Resiliência é a capacidade de se resistir flexivelmente às adversidades e dificuldades, utilizando-as para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.

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O sucesso de uma mulher está em ser mulher!

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.

E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.

Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.

Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:

  • Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
  • Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.

E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.

Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.

Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.

Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.

O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.

Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.

Mas, é possível e já vi milagres.

Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.

Acreditar na Mulher que há dentro de você.

Sucesso e Feliz Dia da Mulher!

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Não concretizou uma meta? É preciso agora ter coragem para fazer mudanças drásticas!

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida.

A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.

E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.

Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.

Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.

A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.

Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.

Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.

Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.

Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.

Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.

E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?

Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?

Chega de Síndrome de Felipão, né?

Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.

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Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Quando buscamos algo melhor, criamos a mudança, pois desejamos que coisas melhores ocorram. Mas há também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora?

Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…

Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.

Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.

Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.

Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.

Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…

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Sem Comprometimento não há avanços na vida e nem sucesso!

Qual é o seu grau de comprometimento em realizar algo? Um dos maiores problemas de uma pessoa é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

Responda rápido a minha pergunta:

– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?

Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:

– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?

Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.

Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.

Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.

E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?

Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.

O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.

Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?

Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.

Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.

Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:

Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.

Para ajudar, significado de Comprometimento:

“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.

Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!

Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.

É por ai. Boa semana!

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O Poder do Bom Dia e Obrigado

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado. Quem não gostaria de ouvir este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.

Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.

Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.

Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?

Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.

Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?

Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?

Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.

A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.

Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.

Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.

O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.

Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.

Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.

Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.

Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.

Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.

Pense nisso.

Te desejo um bom dia e obrigada.

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Procrastinando? Então continue!

Sabe aquilo que você já sabe que tem que fazer e não faz? É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que nunca rola por que você não toma a iniciativa.

É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.

Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”

E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.

Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?

O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.

Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.

Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…

Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:

1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?

Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.

2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.

Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.

3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?

4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.

5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.

6º passo: Faça.

Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.

E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.

Com amor e com alma,

Karinna

PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.

PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.

Obrigada!

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Você sabe o que é Inteligência Espiritual?

A maior parte das pessoas já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. E sobre Inteligência Espiritual? Será que a Inteligência Emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? O que você pensa a respeito?

Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?

Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação.  Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.

O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.

Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.

Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.

As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.

E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!

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