Reforma Tributária: CNPJ para Autônomos e Produtores Rurais
A obrigatoriedade de inscrição no CNPJ para determinados autônomos, prestadores de serviços e produtores rurais, inicialmente prevista para julho de 2026, foi adiada para 1º de janeiro de 2027 pelo Decreto nº 13.075, de 21 de julho de 2026. A medida faz parte da implementação da Reforma Tributária sobre o consumo e amplia o prazo para adaptação de contribuintes, administrações tributárias e sistemas fiscais.
A nova exigência, porém, não alcançará todas as pessoas físicas.
Deverão se inscrever no CNPJ aquelas que exerçam atividades econômicas sujeitas à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), conforme os critérios previstos na regulamentação. Para os produtores rurais pessoas físicas, a obrigatoriedade alcançará aqueles com receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões.
A Reforma Tributária também criou a figura do nanoempreendedor, destinada às pessoas físicas com faturamento anual de até R$ 40,5 mil, equivalente à metade do limite de receita do MEI. Nessa hipótese, não haverá enquadramento como contribuinte da CBS e do IBS nem obrigação de inscrição no CNPJ para fins tributários. O MEI continuará utilizando o CNPJ já existente.
O adiamento permitirá que a Receita Federal conclua o desenvolvimento de um sistema simplificado de inscrição no CNPJ. O lançamento está previsto para novembro de 2026. A proposta é oferecer um processo digital e integrado, semelhante ao utilizado atualmente pelo MEI. Também prevê ambiente de testes, manuais técnicos e orientações para contribuintes e empresas desenvolvedoras de sistemas.
A mudança não se limita ao cadastro. A emissão de documentos fiscais eletrônicos também será incorporada ao novo modelo. Dessa forma, será possível ampliar a padronização e a integração das informações entre a União, os estados e os municípios. Na prática, isso deverá ampliar o controle e o cruzamento de dados pelas administrações tributárias.
Outro ponto de atenção está na relação entre pessoa física e pessoa jurídica.
O avanço da fiscalização e do cruzamento de informações tende a dificultar a fragmentação artificial de receitas. Nessa prática, o contribuinte realiza parte das operações pelo CNPJ e outra parte como pessoa física para evitar o desenquadramento de regimes tributários simplificados.
Para os autônomos, portanto, o adiamento não significa o afastamento da obrigação, mas representa uma oportunidade para planejamento. Ainda em 2026, é recomendável avaliar o faturamento, a atividade exercida, o enquadramento tributário e a necessidade de emissão de documentos fiscais, preparando-se assim para as novas regras que entrarão em vigor em 2027.
A Reforma Tributária consolida, assim, o CNPJ como importante instrumento de identificação e integração das atividades econômicas, aproximando as obrigações das pessoas físicas que exercem atividades empresariais daquelas já aplicáveis às empresas.
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Mária Pereira Martins de Carvalho
https://www.pnst.com.br/profile/maria-pereira-martins-de-carvalho
Confira também: Reforma Tributária: Destaque de IBS e CBS nas Notas Fiscais
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A Revolução da Longevidade: Estamos Preparados para Viver Mais — e Melhor?
“Não estamos apenas vivendo mais. Estamos vivendo uma vida inteira a mais.”
Essa talvez seja uma das maiores transformações da humanidade e, curiosamente, ainda pouco compreendida.
Durante séculos, o ser humano buscou aumentar sua expectativa de vida. A medicina evoluiu, a ciência ampliou o conhecimento sobre prevenção e tratamento das doenças, e hoje conquistamos algo que parecia impossível para gerações anteriores: viver oito, nove e, em muitos casos, até dez décadas. Mas essa conquista nos coloca diante de uma pergunta inevitável: Estamos emocionalmente preparados para viver tanto tempo?
De acordo com projeções demográficas, até 2050 cerca de 30% da população brasileira terá mais de 60 anos, e a expectativa média de vida deverá superar os 80 anos. Não estamos apenas diante de uma mudança estatística, mas de uma profunda transformação social, econômica, familiar e organizacional.
Durante décadas, imaginamos a vida como uma sequência relativamente previsível: estudar, trabalhar, aposentar-se e descansar. Esse modelo fazia sentido quando a expectativa de vida era significativamente menor.
Hoje, entretanto, ganhamos aproximadamente três décadas adicionais de existência. A pergunta deixou de ser “quanto tempo viveremos?” e passou a ser “o que faremos com esse tempo?”
A longevidade exige uma nova mentalidade
Nossa cultura ainda associa juventude à produtividade, beleza e inovação. Em contrapartida, frequentemente relaciona a velhice à perda, limitação e dependência. Entretanto, essa narrativa já não corresponde à realidade.
Observamos uma geração que permanece ativa, aprende continuamente, empreende, inicia novos projetos, viaja, trabalha, estuda e continua produzindo conhecimento. O conceito ageless representa justamente essa ruptura: pessoas cuja identidade não pode mais ser definida pela idade cronológica.
Ao mesmo tempo, cresce a conscientização sobre o ageísmo — também chamado de etarismo ou idadismo —, um preconceito que ainda limita oportunidades profissionais, interfere nas relações sociais e influencia a forma como muitas pessoas percebem o próprio envelhecimento. Precisamos substituir a lógica do declínio pela lógica do desenvolvimento humano contínuo.
Psicologia Positiva: da prevenção ao florescimento
Durante muito tempo, os estudos sobre saúde concentraram-se quase exclusivamente na doença. A Psicologia Positiva, inaugurada por Martin Seligman, propõe uma mudança de paradigma. Em vez de perguntar apenas como reduzir sofrimento, ela busca compreender o que faz as pessoas florescerem.
Como afirma Seligman, tratar não significa apenas reparar aquilo que está com defeito, mas também desenvolver aquilo que existe de melhor em cada indivíduo. Essa mudança de perspectiva torna-se especialmente importante quando pensamos na longevidade. Não basta prevenir doenças; precisamos potencializar capacidades. Isso significa fortalecer recursos emocionais, cognitivos, relacionais e espirituais capazes de sustentar uma vida longa com autonomia, significado e qualidade.
Muito além da felicidade
A Psicologia Positiva diferencia duas formas de bem-estar. A primeira está relacionada ao prazer imediato e às emoções positivas. A segunda, denominada Eudaimonia, está ligada ao crescimento pessoal, ao propósito de vida e ao desenvolvimento contínuo.
Enquanto o prazer é importante, é o sentido atribuído à existência que sustenta uma vida plena ao longo das décadas. O florescimento humano acontece quando autonomia, relações saudáveis, crescimento pessoal, propósito e autoaceitação caminham juntos.
Longevidade de carreira: uma nova forma de pensar o trabalho
Durante décadas, fomos educados para acreditar que a carreira seguia uma linha reta: estudar, ingressar no mercado, crescer profissionalmente e, ao final, aposentar-se. Hoje essa lógica já não se sustenta. Se vivermos mais, também trabalharemos por mais tempo. Isso significa que muitas pessoas viverão diferentes ciclos profissionais ao longo da mesma vida.
Teremos mais reinvenções, mais transições de carreira, mais oportunidades de empreender, ensinar, aprender e compartilhar conhecimento. Nesse cenário, o lifelong learning deixa de ser uma tendência para tornar-se uma competência essencial.
Aprender continuamente significa manter a curiosidade intelectual, desenvolver novas habilidades, atualizar competências técnicas e fortalecer competências socioemocionais. Ao mesmo tempo, a maturidade oferece um patrimônio que nenhuma tecnologia consegue substituir: experiência, discernimento, inteligência emocional, visão sistêmica, capacidade de mediação e construção de sentido.
Talvez este seja um dos maiores desafios das organizações contemporâneas. Diante disso, surgem algumas questões:
- Como integrar diferentes gerações?
- Como combater o ageísmo?
- Como transformar experiência em inovação?
- Como criar ambientes onde profissionais possam continuar aprendendo durante toda a vida?
A carreira deixa de ser uma sucessão de cargos para transformar-se em uma narrativa permanente de desenvolvimento humano. Mais importante do que perguntar “qual será meu próximo emprego?”, talvez devêssemos perguntar: Quem desejo me tornar nos próximos vinte ou trinta anos da minha vida? Essa mudança amplia nossa capacidade de adaptação e fortalece o propósito diante das inevitáveis transições profissionais.
Os relacionamentos continuam sendo o maior patrimônio
Existe uma tendência de imaginar que envelhecer bem depende apenas da genética ou dos cuidados médicos. As pesquisas mostram outro caminho. Relacionamentos significativos, amizades, vínculos familiares, curiosidade intelectual, aprendizagem contínua, participação social e propósito de vida exercem enorme influência sobre o bem-estar durante o envelhecimento. Em muitos casos, esses fatores têm impacto superior ao de indicadores exclusivamente biológicos. Em outras palavras, envelhecer é também uma experiência relacional.
O propósito transforma a trajetória em legado
Com o passar dos anos, acumulamos experiências, conquistas, perdas e mudanças. Dar sentido a essa trajetória talvez seja uma das tarefas mais importantes da maturidade.
Quando somos capazes de integrar nossa história em uma narrativa coerente, deixamos de enxergar apenas sucessos ou fracassos isolados e passamos, então, a reconhecer aprendizados, vínculos construídos, superações e contribuições. É nesse momento que nasce o legado. Legado não representa apenas aquilo que deixaremos para as próximas gerações. Representa a maneira como escolhemos viver o presente e o significado que atribuímos à nossa própria história.
O terceiro ato da vida
A atriz Jane Fonda descreve a maturidade como o “terceiro ato da vida”. Gosto dessa metáfora porque ela rompe com a ideia de encerramento. O terceiro ato não é um epílogo, mas uma nova oportunidade de aprender, ensinar, servir, empreender, fortalecer vínculos, desenvolver talentos e contribuir para o mundo. Talvez a maior liberdade da maturidade seja justamente essa: viver de maneira mais coerente com os próprios valores.
Enfim, costumamos dizer que a expectativa de vida aumentou. Talvez a frase mais correta seja outra: a expectativa de futuro aumentou.
Cada década adicional representa novas oportunidades para aprender, amar, trabalhar, ensinar, recomeçar e construir novos significados. A Psicologia Positiva nos mostra que viver bem não depende apenas da ausência de doença, mas da presença de propósito, esperança, resiliência, vínculos saudáveis e aprendizagem contínua. Talvez o maior desafio do século XXI não seja chegar aos 90 ou 100 anos, mas, sim, chegar a essa etapa com curiosidade para continuar aprendendo, coragem para se reinventar e generosidade para compartilhar a sabedoria construída ao longo da caminhada.
Porque, no final das contas, longevidade não é apenas acrescentar anos à vida, mas acrescentar vida aos anos e transformar cada nova etapa da existência em uma oportunidade de crescimento, contribuição e legado.
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Mônica Barg
https://www.monicabarg.com.br
Confira também: Orientação de Carreira: O Caminho para Escolhas Conscientes
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O Funcionário Virtual: Quando a Inteligência Artificial Se Torna Parte da Equipe (parte II)
Em continuação à parte I deste artigo, vamos concluir este tema abordando:
- As implicações para o Desenvolvimento Humano;
- Os Desafios Éticos, Jurídicos e Culturais;
- A Fronteira do Humano — O Que a IA Não Substitui;
- Como Líderes e Organizações Devem se Preparar;
- Conclusão: A Liderança na Era do Colega Digital.
Vamos lá!
6. AS IMPLICAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO
Se a chegada dos funcionários virtuais redefine a liderança, ela transforma ainda mais profundamente a jornada do colaborador humano — e abre um campo imenso de atuação de profissionais de desenvolvimento organizacional.
6.1. A Ressignificação do Trabalho Humano
Quando tarefas operacionais, repetitivas e de alto volume são delegadas a agentes de IA, os colaboradores humanos são liberados — e convocados — para exercer as dimensões mais profundas e criativas de suas capacidades. Isso não ocorre automaticamente: exige um processo de ressignificação profissional ativo e apoiado.
O Fórum Econômico Mundial destaca que 58% dos colaboradores acreditam que suas competências mudarão significativamente nos próximos cinco anos em razão da IA. De acordo com a KPMG, 81% dos líderes planejam incluir o uso de IA generativa nas avaliações de desempenho de seus colaboradores — 19% já o fazem.
6.2. O Papel do Desenvolvedor Humano
O processo de capacitação para o mundo híbrido exige mais do que treinamento técnico. Envolve dimensões que são, por natureza, território do coaching:
- Ressignificação de identidade profissional: quem sou eu quando parte do meu trabalho é feita por uma IA?
- Gestão da ambiguidade e da mudança acelerada: como operar com eficácia em um ambiente em constante transformação?
- Desenvolvimento de habilidades exclusivamente humanas: criatividade, empatia, liderança, intuição e julgamento ético;
- Construção de confiança em sistemas de IA: superar resistências e aprender a colaborar produtivamente com agentes digitais.
De acordo com a McKinsey, apenas cerca de 5% das organizações estão incorporando com sucesso novas tecnologias em suas funções de gestão de pessoas. Isso representa uma oportunidade gigantesca para coaches, consultores e líderes visionários que compreendam que a transição para o trabalho híbrido é, fundamentalmente, uma jornada humana.
Uma operadora de telecomunicações desenvolveu um motor de coaching baseado em IA para sua equipe de vendas, treinado com KPIs específicos de função e transcrições de atendimentos. O sistema identifica lacunas de aprendizado e entrega sugestões personalizadas de desenvolvimento — mostrando como IA e coaching podem se complementar.
7. OS DESAFIOS ÉTICOS, JURÍDICOS E CULTURAIS
A adoção de funcionários virtuais não é isenta de riscos e tensões. Ignorá-los não os elimina — apenas os potencializa. Líderes e organizações que desejam integrar agentes de IA de forma responsável precisam, sem dúvida, enfrentar, com honestidade, um conjunto de desafios complexos.
7.1. Desafios Éticos
- Transparência algorítmica: os colaboradores e clientes têm o direito de saber quando estão interagindo com um agente de IA? Qual o nível de transparência que as organizações devem adotar?
- Viés nos dados de treinamento: agentes de IA aprendem a partir de dados históricos que podem conter preconceitos sistêmicos. Sem curadoria cuidadosa, esses vieses são amplificados em escala.
- Responsabilidade por erros: quando um agente de IA comete um erro — em uma análise financeira, em uma decisão de RH, em uma interação com cliente — quem responde?
- Alucinações e confiabilidade: modelos de linguagem podem gerar informações plausíveis, porém incorretas, sem autoconsciência do erro. Em contextos críticos, isso representa risco operacional significativo.
7.2. Desafios Jurídicos
O arcabouço legal para regular agentes de IA ainda está em construção na maioria dos países. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impõe obrigações relevantes sobre o tratamento de dados realizados por sistemas automatizados. O AI Act europeu, em vigor, estabelece categorias de risco para sistemas de IA, com exigências crescentes de transparência e supervisão humana. Organizações que adotam funcionários virtuais precisam de assessoria jurídica especializada para navegar esse ambiente regulatório em rápida evolução.
7.3. Desafios Culturais e de Gestão da Mudança
A resistência cultural é, frequentemente, o maior obstáculo para a adoção eficaz de funcionários virtuais. O medo de substituição, a desconfiança nos sistemas automatizados e a perda de identidade profissional são reações legítimas que precisam ser gerenciadas com empatia e intencionalidade.
Programas de gestão da mudança eficazes precisam incluir:
- Comunicação clara e honesta sobre o impacto da IA nos papéis humanos;
- Participação ativa dos colaboradores na definição de como os agentes serão integrados;
- Programas de requalificação que demonstrem, concretamente, como o trabalho humano evolui — não desaparece;
- Construção de uma cultura de segurança psicológica, onde erros com a nova tecnologia são aprendizados, não punições.
8. A FRONTEIRA DO HUMANO – O QUE A IA NÃO SUBSTITUI
Toda a discussão sobre funcionários virtuais corre o risco de eclipsar aquilo que é, afinal, mais relevante: a compreensão do que permanece exclusivamente humano — e portanto insubstituível — no ambiente de trabalho do futuro.
A neurociência e a psicologia organizacional oferecem uma perspectiva importante: as capacidades cognitivas superiores do ser humano — criatividade genuína, julgamento ético contextual, liderança inspiradora e empatia profunda — emergem de processos que não são replicáveis por sistemas baseados em padrões estatísticos, por mais sofisticados que sejam.
8.1. Forças do Funcionário Virtual
Os agentes de IA apresentam vantagens operacionais concretas que justificam sua adoção em larga escala:
- Disponibilidade total: operam 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem necessidade de pausas, férias ou licenças;
- Velocidade e escala: processam volumes massivos de dados e executam tarefas em frações de segundo;
- Consistência absoluta: executam processos padronizados com variação zero, eliminando erros humanos em tarefas repetitivas;
- Memória perfeita de processos: acessam instantaneamente toda informação já processada, sem esquecimento ou distorção;
- Escalabilidade sob demanda: podem ser replicados para atender picos operacionais sem os custos e prazos do recrutamento humano;
- Aprendizado contínuo baseado em dados: melhoram com o volume de interações, dentro dos limites do escopo treinado.
8.2. Fraquezas do Funcionário Virtual
Apesar de suas capacidades impressionantes, os agentes de IA apresentam limitações estruturais relevantes:
- Ausência de empatia genuína: simulam respostas empáticas, mas sem compreensão emocional real — o que limita sua eficácia em contextos relacionais complexos;
- Dependência do escopo de treinamento: dificuldade significativa em situações inéditas fora dos padrões com que foram treinados;
- Risco de alucinação: podem gerar informações plausíveis, porém incorretas, sem autoconsciência do erro;
- Ausência de julgamento ético autônomo: seguem regras programadas, mas não possuem consciência moral genuína nem responsabilidade;
- Criatividade limitada à recombinação: operam dentro do espaço de padrões existentes, sem a capacidade de criação verdadeiramente original;
- Fragilidade em contextos de alta ambiguidade: situações que exigem leitura de subtexto, política organizacional e dinâmicas relacionais ainda estão além de suas capacidades reais.
8.3. Forças e Fraquezas — Quadro Comparativo
O quadro a seguir apresenta uma análise comparativa sistemática entre o funcionário virtual e o colaborador humano nas principais dimensões do trabalho organizacional:
Dimensão | Funcionário Virtual (IA) | Colaborador Humano |
Disponibilidade | Disponível 24/7, sem pausas, férias ou licenças — opera continuamente com desempenho constante. | Limitado a jornadas de trabalho regulares; sujeito a fadiga, emoções e necessidades pessoais. |
Velocidade | Processa milhares de dados e executa tarefas em frações de segundo. | Velocidade condicionada à capacidade cognitiva individual e ao volume de informações. |
Escalabilidade | Pode ser replicado instantaneamente para atender picos de demanda sem custo marginal significativo. | Escalonamento lento, caro e dependente de processos de recrutamento e treinamento. |
Consistência | Executa processos com zero variação, eliminando erros humanos em tarefas repetitivas. | Sujeito a variações de humor, atenção e contexto emocional que afetam a qualidade da entrega. |
Aprendizado | Aprende rapidamente a partir de dados massivos, mas dentro dos limites do treinamento recebido. | Aprende de forma contextual e acumulativa, integrando experiências vividas e relacionamentos. |
Empatia e Relações | Ausência de empatia genuína; simula respostas empáticas, mas sem compreensão emocional real. | Capacidade natural de sentir, compreender e responder emocionalmente — diferencial insubstituível. |
Criatividade | Recombina informações existentes; limitada à capacidade gerativa de padrões conhecidos. | Criatividade verdadeiramente original, capaz de conectar experiências, intuição e contexto cultural. |
Julgamento Ético | Segue regras programadas; não possui consciência ética autônoma nem responsabilidade moral. | Capacidade de juízo ético contextual, responsabilidade moral e tomada de decisão em situações inéditas. |
Liderança | Pode orquestrar fluxos de trabalho, mas não inspira, motiva ou constrói cultura organizacional. | Lidera pelo exemplo, constrói confiança, gera senso de propósito e mobiliza pessoas. |
Custo Operacional | Custo inicial elevado; operação contínua mais econômica do que mão de obra humana equivalente. | Custo recorrente (salário, benefícios, encargos), mas com retorno em inovação e adaptabilidade. |
Adaptação a Contextos Novos | Dificuldade em situações fora do escopo treinado; risco de erros sem autoconsciência (alucinações). | Alta capacidade de improvisar, adaptar-se e criar soluções em cenários completamente inéditos. |
Responsabilidade Jurídica | Não possui personalidade jurídica; a responsabilidade recai sobre a organização que o opera. | Sujeito a responsabilidades legais, éticas e profissionais individuais. |
8.4. A Vantagem Comparativa do Ser Humano
A leitura do quadro acima revela um padrão consistente: o ser humano permanece insubstituível precisamente nas dimensões que mais importam para a construção de organizações saudáveis, inovadoras e sustentáveis — relacionamento, propósito, cultura, criatividade e julgamento ético.
Do ponto de vista da neurociência, capacidades como empatia, liderança inspiradora e criatividade genuína emergem de estruturas cerebrais complexas — sistema límbico, córtex pré-frontal e rede de modo padrão — que integram experiências vividas, contexto emocional e consciência corporal de formas que os modelos computacionais atuais não replicam.
O valor humano nas organizações do futuro não diminui com a IA — ele se concentra. O que antes estava diluído em tarefas operacionais emerge com maior nitidez: a capacidade de criar significado, construir confiança e mover pessoas.
9. COMO LÍDERES E ORGANIZAÇÕES DEVEM SE PREPARAR
Diante de tudo que foi exposto, uma pergunta prática se impõe: por onde começar? A seguir, apresentamos um roteiro estruturado para líderes e organizações que desejam integrar funcionários virtuais de forma estratégica e responsável.
9.1. Fase 1 — Diagnóstico e Mapeamento (0 a 3 meses)
- Mapeamento de processos: identificar as tarefas com maior volume, repetitividade e baixa variância — candidatas ideais para delegação a agentes de IA;
- Análise de impacto nos papéis: compreender como cada função humana será afetada e quais colaboradores precisarão de requalificação;
- Avaliação de prontidão cultural: diagnosticar o nível de abertura da equipe para a integração com tecnologias de IA — e os focos de resistência.
9.2. Fase 2 — Projeto-Piloto e Onboarding (3 a 6 meses)
- Seleção do caso de uso inicial: escolher um processo de baixo risco e alto volume para o primeiro agente — o projeto-piloto que gerará aprendizado e confiança;
- Onboarding do funcionário virtual: treinar o agente com os dados, processos e valores da organização — assim como se faz com um colaborador humano;
- Definição de KPIs e avaliação: estabelecer métricas claras para avaliar o desempenho do agente, com revisões regulares;
- Comunicação transparente: envolver as equipes humanas no processo, explicando objetivos, papéis e impactos esperados.
9.3. Fase 3 — Escalonamento e Governança (6 meses em diante)
- Expansão gradual: ampliar o uso de agentes para outros processos, com base nos aprendizados do piloto;
- Estrutura de governança: criar políticas claras para uso de IA, incluindo transparência, privacidade de dados e responsabilidades;
- Inclusão no organograma: formalizar os agentes como membros da equipe, com papéis, responsabilidades e linhas de reporte definidos;
- Programa contínuo de desenvolvimento humano: investir ativamente na evolução dos colaboradores humanos, garantindo que a IA os libere — não os substitua.
De acordo com a KPMG, plataformas de aprendizado contínuo e uma cultura que promova segurança psicológica e experimentação são condições essenciais para o sucesso da integração de funcionários virtuais — e devem ser priorizadas desde o início.
10. CONCLUSÃO: LIDERANÇA NA ERA DO COLEGA DIGITAL
O funcionário virtual não é uma ameaça existencial ao trabalho humano — nem uma solução mágica para todos os desafios organizacionais. É, antes de tudo, um novo tipo de membro de equipe: com forças extraordinárias em dimensões operacionais e limitações igualmente claras nas dimensões humanas do trabalho.
Para os líderes, a chegada dos agentes digitais representa, paradoxalmente, um convite para uma liderança mais humana. Ao delegar o operacional à IA, o líder é convocado a exercer com maior profundidade as capacidades que, sem dúvida, nenhum algoritmo pode replicar: construir confiança, criar significado, desenvolver talentos e conduzir organizações por ambientes de incerteza e transformação.
Para as organizações, o desafio não é tecnológico, mas fundamentalmente estratégico, cultural e humano. As empresas que prosperarão no ecossistema híbrido serão aquelas que souberem combinar a eficiência dos agentes digitais com a profundidade do desenvolvimento humano: tratando os funcionários virtuais como membros da equipe e os colaboradores humanos como o recurso mais estratégico e insubstituível que possuem.
Para profissionais de desenvolvimento organizacional, este momento representa uma das maiores oportunidades da história da profissão. Quando o trabalho operacional é delegado à IA, o que resta — e o que mais precisa de suporte — é exatamente o território do coaching: identidade, propósito, relacionamentos, liderança e florescimento humano.
O futuro do trabalho não é humano ou artificial. É a inteligência de reconhecer o melhor de cada um — e construir organizações onde ambos colaboram, de fato, para resultados que nenhum dos dois alcançaria sozinho.
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Até a próxima edição!
Um abraço.
Marcelo Farhat
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALTMAN, Sam. Reflections. Blog OpenAI, janeiro de 2025. Disponível em: https://openai.com/index/reflections. Acesso em: 14 mai. 2026. AI Agents: The Defining Workforce Trend of 2025. Data Society Blog, 2025. Disponível em: https://datasociety.com/ai-agents-the-defining-workforce-trend-of-2025/. Acesso em: 14 mai. 2026. EXAME, A.I. Fórum Brasil 2025: o futuro dos agentes inteligentes nas empresas. Disponível em: https://exame.com/inteligencia-artificial/a-i-forum-brasil-2025-o-futuro-dos-agentes-inteligentes-nas-empresas/. Acesso em: 18 mai. 2026. HUANG, Jensen. GTC 2025 Keynote. NVIDIA, março de 2025. IBM INSTITUTE FOR BUSINESS VALUE. Meet your new AI workplace companion. IBM Think, 2025. Disponível em: https://www.ibm.com/think/news/ai-assistants-workforce. Acesso em: 14 mai. 2026. AI Agents: Shaping the Future of Workforce Strategy. KPMG US, 2025. Disponível em: https://kpmg.com/us/en/articles/2025/ai-agents-shaping-talent-strategy.html. Acesso em: 14 mai. 2026. You can empower the workforce with AI. KPMG US, 2025. Disponível em: https://kpmg.com/us/en/articles/2025/empower-workforce-with-ai.html. Acesso em: 14 mai. 2026. MCKINSEY & COMPANY. A new operating model for people management: More personal, more tech, more human. McKinsey, fevereiro de 2025. Disponível em: https://www.mckinsey.de/capabilities/people-and-organizational-performance/our-insights/a-new-operating-model-for-people-management. Acesso em: 14 mai. 2026. NG, Andrew. Agentic AI Workflows. Palestra técnica, DeepLearning.AI, 2024. STANFORD UNIVERSITY. AI Index Report 2025. Stanford Institute for Human-Centered AI (HAI), 2025. VHR LABS. The Rise of AI Agents: When Digital Workers Become Colleagues. VHR Labs, 2025. Disponível em: https://vhrlabs.com/the-rise-of-ai-agents-when-digital-workers-become-colleagues/. Acesso em: 14 mai. 2026. If Agents Become Your Digital Workforce, How Will You Manage Them? Workday Perspectives, abril de 2025. Disponível em: https://www.workday.com/en-us/perspectives/ai/2025/04/if-agents-become-digital-workforce-how-manage-them.html. Acesso em: 14 mai. 2026. WORLD ECONOMIC FORUM. Future of Jobs Report 2025. WEF, Genebra, 2025.
Palavras-chave: funcionário virtual, agentes de IA, inteligência artificial, desenvolvimento humano, força de trabalho híbrida, trabalho humano, desafios éticos da IA, o que a IA não substitui, equipes híbridas, liderança na gestão do funcionário virtual, gestão da força de trabalho digital, funcionário virtual de nova geração, equipe híbrida Humano-IA, integração dos funcionários virtuais
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Quando Permanecer Começa a Custar Caro: O Preço de Não Mudar
Existem momentos em que a vida continua funcionando por fora, enquanto por dentro alguma coisa começa a pedir outro espaço. A agenda segue cheia, os compromissos são cumpridos, as relações permanecem e, para quem olha de longe, tudo pode parecer estável. Ainda assim, um desconforto vai se tornando impossível de ignorar.
O que por muito tempo fez sentido pode começar a pesar de uma forma diferente. Uma relação significativa, uma responsabilidade assumida com amor, uma amizade antiga, um trabalho que trouxe realização ou mesmo uma maneira de viver que nos acompanhou por anos. Nada precisa ter dado errado para que o que um dia nos acolheu comece a parecer estreito demais.
Essa sensação muitas vezes chega sem nome e se insinua no cotidiano: no cansaço diante do que já despertou entusiasmo, na irritação sem motivo evidente, na vontade maior de silêncio ou na estranha impressão de estar disponível para tantas pessoas e, aos poucos, perder a proximidade consigo.
Certos vínculos e escolhas, com o tempo, se misturam à nossa própria identidade. Neles construímos referências, assumimos responsabilidades e criamos uma história. Por isso, questioná-los pode tocar algo maior do que a própria decisão:
Quem seríamos fora deles?
O conhecido nos dá segurança. Sabemos como agir, reconhecemos nossas referências e entendemos o que esperam de nós. O conflito começa quando essa estabilidade passa a exigir concessões que já não combinam com a pessoa que nos tornamos. Surge, então, uma pergunta importante:
Em que momento permanecer por lealdade começa a nos afastar de quem somos?
Nem todo desconforto significa que chegou a hora de partir. Relações, trabalhos e escolhas atravessam fases difíceis e podem encontrar novas formas de existir. O essencial é perceber se ainda há possibilidade de renovação ou se seguimos apenas sustentando algo que já não acompanha nosso movimento interior.
Essa consciência não diminui a importância do que foi vivido. Permanecem os aprendizados, as lembranças, os afetos e tudo o que essa experiência deixou em nós.
Uma história pode ter sido profundamente importante sem precisar nos manter ligados a ela para sempre.
Quando essa compreensão envolve outras pessoas, então tudo se torna mais delicado. Elas podem continuar esperando de nós uma presença que já não conseguimos oferecer como antes. Esse desencontro pode despertar o medo de decepcionar, a culpa e a insegurança diante do que vem depois.
A naturalidade vai sendo substituída por um esforço cada vez maior. Os limites ganham contorno, necessidades deixadas em segundo plano se tornam mais presentes e determinados papéis, por muito tempo familiares, deixam de representar quem somos.
Decidir, porém, nem sempre acontece no instante em que entendemos o que mudou. Existe um tempo entre reconhecer que algo já não nos cabe e conseguir escolher o que fazer com essa percepção.
A pergunta deixa, então, de ser apenas “o que posso perder se mudar?” e passa a incluir outra, talvez mais difícil: “o que estou perdendo de mim enquanto permaneço?”
Se você estiver vivendo esse momento, olhe com honestidade para o que sustenta por hábito, lealdade, medo de decepcionar ou receio do que encontrará adiante.
Ser fiel à própria vida também exige coragem para escutar o que mudou por dentro, mesmo quando tudo ao redor ainda espera que sejamos quem sempre fomos.
E, quando essa escuta acontece, uma pergunta se torna inevitável:
Até onde ainda faz sentido permanecer quando o preço começa a ser você?
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Luiza Nizoli Rocha
Facilitadora em Desenvolvimento Humano e Consciência Organizacional
@luizanizoli
Confira também: O Preço de Não Viver a Própria Verdade
Palavras-chave: preço de não mudar, medo de mudar, permanecer, desconforto, lealdade, identidade, medo de decepcionar, coragem para mudar, quando permanecer começa a custar caro, ser fiel à própria vida
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Gerir no Escuro: Por Que Tantos Gestores Trabalham Muito e Decidem Pouco
Pergunte a um gestor como foi o mês. Na maioria das vezes, a resposta vem em forma de sensação: “foi corrido”, “acho que melhorou”, “a equipe está cansada”. Agora pergunte quanto melhorou, comparado a que período, por causa de qual decisão. É nesse ponto que o silêncio aparece.
Esse silêncio raramente é falta de competência. Quase sempre é falta de instrumentos. O gestor trabalha muito, resolve muito, atende muito, mas decide no escuro.
Gerenciar no escuro não é gerenciar. É reagir com autoridade.
A base que estou chamando de instrumentos não é burocracia. É o mínimo que torna a operação legível: um organograma que deixa claro quem responde pelo quê; descrições de funções com missão, entregas e destinatário; indicadores que separam o que a pessoa faz do que a pessoa entrega; processos escritos; e reuniões com pauta, número e decisão registrada.
Um piloto não voa melhor porque olha o painel, voa melhor porque, olhando o painel, sabe onde está mesmo sem enxergar o horizonte. Sem instrumentos, todo voo depende de céu limpo. E o céu, na operação, quase nunca está limpo.
Sem base, gerir pessoas vira gerir percepções
Quando não existe descrição de função, ninguém sabe exatamente o que se espera dele, e, portanto, ninguém pode ser cobrado com justiça. Quando não existe indicador, o desempenho é avaliado por impressão: quem aparece mais, quem fala mais alto, quem está mais perto do gestor.
A partir daí, todo feedback vira opinião. E opinião se discute. O colaborador não discorda do número, discorda da percepção do chefe. A conversa deixa de ser sobre entrega e passa a ser sobre relação. É assim que nascem os conflitos que consomem semanas da liderança sem produzir um único ponto de melhoria.
A insegurança que trava o mecanismo
Quem não tem informação confiável não decide: adia. E o adiamento tem uma aparência respeitável, chama-se “vamos pensar melhor”, “vamos ver o próximo mês”. Na prática, a empresa inteira fica parada esperando uma decisão que não vem.
O efeito é em cadeia e é previsível: o gestor inseguro centraliza; ao centralizar, vira gargalo; como é gargalo, não tem tempo de estruturar; como não estrutura, continua inseguro. De fora, isso parece apenas “falta de tempo”.
E existe um custo que raramente entra na conta: a paz de quem gerencia. Quem conduz sem base leva para casa a apreensão permanente de que algo está escapando. Férias viram ansiedade, delegar vira risco, desligar o telefone vira imprudência. Quando a estrutura existe, então a lógica se inverte: o gestor passa a ser avisado pelos indicadores, em vez de surpreendido pelos fatos consumados. Isso não é só eficiência, é qualidade de vida.
Empresa que só funciona com o dono olhando não é um negócio: é um emprego muito caro que ele criou para si mesmo.
Então por que quase ninguém faz?
Porque dá muito trabalho, e merece honestidade dizer isso. Estruturar base é trabalho lento, silencioso e sem aplauso. Ninguém elogia um gestor por ter escrito descrições de funções. O reconhecimento vai para quem resolve o problema visível, não para quem impede que ele aconteça.
Por isso a energia migra para onde há retorno imediato. Fechar a venda dá retorno hoje. Apagar o incêndio dá retorno hoje, e ainda gera reconhecimento. Já planejar, analisar indicadores e pensar dá retorno em seis meses, quase sempre de forma invisível: na forma de um problema que simplesmente não aconteceu. O resultado é que muitos gestores, ao dedicar duas horas para refletir, sentem culpa. Sentem que estão perdendo tempo.
A conta que quase ninguém faz
Vamos inverter o cálculo. Quanto custa uma decisão tomada no impulso? Custa a contratação errada desfeita em quatro meses; custa o investimento na área que não era o gargalo; custa a promoção dada a quem parecia entregar; custa o retrabalho de uma equipe inteira porque a prioridade mudou pela terceira vez no mês.
Cada uma dessas decisões consome semanas de trabalho, dinheiro real e desgaste de várias pessoas, e todas poderiam ter sido evitadas por algumas horas de análise antes, não depois.
Um exemplo simples de como o dado muda a conduta: quando os indicadores de esforço estão fortes e os indicadores de resultado estão fracos, o problema não é de empenho, mas sim de estratégia. A pessoa está fazendo muito, e da forma combinada, mas o caminho combinado não leva ao resultado. Sem essa leitura, o gestor faz o que se faz na ausência de dados: cobra mais empenho de quem já está se empenhando. E perde a pessoa e o resultado ao mesmo tempo.
Tempo dedicado a pensar não é tempo subtraído da operação. É tempo devolvido a ela, multiplicado.
A objeção legítima é: “não tenho como parar tudo para estruturar”. E não precisa. Comece pelo organograma, escreva as descrições de funções de cima para baixo, defina de dois a quatro indicadores por função e, além disso, bloqueie uma hora e meia por semana na agenda, com hora marcada e sem exceção, só para olhar números e decidir. Trate de fato esse compromisso com a mesma seriedade de uma reunião com o maior cliente.
Estruturar a base de gestão não é exercício técnico nem exigência de consultor. É a condição para o gestor deixar de ser refém do próprio negócio. Sem ela, ele lidera por impressão, decide por instinto, trabalha por reação e vive por sobressalto. Com ela, ele conduz, que é uma palavra diferente de correr atrás.
Dá trabalho? Dá. Mas o trabalho de construir a base é finito. O trabalho de viver sem ela, não.
Se este texto te incomodou no lugar certo, vem continuar essa conversa comigo na minha coluna na Cloud Coaching, clique aqui.
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Tudy Vieira
Atua em consultoria de gestão e cultura organizacional, com foco em estruturação de funções, indicadores de desempenho e desenvolvimento de lideranças
https://www.tudyvieira.com.br/
Instagram:@tudyvieira
Confira também: A Empresa é um Espelho, e Quase Ninguém Quer Olhar
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Progresso Exige Direção. Você Sente Que Está Avançando?
Era início das atividades daquele ano. Mês de fevereiro.
Agenda cheia, muitas reuniões, necessidade de decisões rápidas, projetos em andamento e aquela conhecida sensação de produtividade.
Tudo parecia estar funcionando. As tarefas eram cumpridas no tempo e as demandas atendidas conforme surgiam.
Mas vale uma pergunta:
Será que estar em movimento significa, de fato, estar avançando?
Muitas entregas, respostas rápidas, agenda ocupada, vários projetos acontecendo ao mesmo tempo, presença em todas as discussões e agilidade nas decisões costumam ser vistos como sinais positivos.
E podem ser.
Mas movimento significa atividade, não necessariamente progresso.
Progresso precisa de direção.
O movimento é visível. É fácil perceber quem está fazendo, resolvendo, respondendo e participando.
Já rever uma rota, reorganizar prioridades, dizer não, parar para pensar ou mudar uma decisão pode parecer atitudes menos produtivas, mas muitas vezes representam escolhas mais maduras.
Porque nem sempre quem faz mais está avançando mais.
Na liderança, isso aparece com frequência.
Líderes centralizam porque acreditam que será mais rápido. Entram em todas as discussões, mantêm projetos simplesmente porque já começaram, respondem antes de investigar e ocupam a agenda com tanta operação que deixam pouco espaço para planejar.
Uma agenda cheia não é, necessariamente, sinal de uma liderança em avanço.
Por isso, precisamos diferenciar movimento de progresso.
- Para onde queremos ir?
- O que realmente precisa ser priorizado agora?
- Qual impacto esperamos gerar com essa decisão?
- O que estamos fazendo produz uma mudança relevante ou apenas mantém a máquina funcionando?
Essas perguntas parecem simples, mas mudam o lugar de onde tomamos decisões.
Às vezes, progresso exige reduzir o ritmo, abandonar uma iniciativa, mudar a rota, delegar, esperar mais informações ou simplesmente parar de fazer algo que perdeu sentido.
Isso confronta uma ideia muito presente na vida profissional: a de que avançar significa, necessariamente, fazer mais e mais rápido.
Nem sempre.
Progresso não é quantidade de movimento. É qualidade de direção.
E talvez valha olhar para a própria agenda e perguntar: o que hoje ocupa meu tempo, mas já não move a mim, minha equipe ou o negócio na direção certa?
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Quer saber mais sobre por que progresso exige direção e como identificar se você está realmente avançando ou apenas se mantendo em movimento? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Valquiria Jorge
Fundadora da Mente & Movimento e cofundadora da RebrandSe
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https://instagram.com/valjorge_menteemovimento
Confira também: E Se Você Estiver Repetindo O Que Queria Deixar para Trás?
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O Que Muda Quando um Líder Muda a Forma de Pensar?
Tenho pensado sobre quanto da realidade que construímos começa na maneira como aprendemos a interpretar a vida. Pensamentos ganham força quando os repetimos, influenciam nossas escolhas e, aos poucos, passam a participar da maneira como nos relacionamos, decidimos e lideramos.
Quando falo em Reconexão Essencial®, parto desse lugar. Interessa-me aquilo que existe de genuíno em cada pessoa e que continua capaz de escolher, mesmo depois de anos repetindo determinadas formas de pensar, sentir e agir.
Reconectar-se com a própria essência significa também assumir escolhas, inclusive aquelas que, em determinado momento, julgamos ruins. O tempo possui uma inteligência interessante: algumas decisões que pareciam equivocadas tornam-se fundamentais quando compreendemos o que aprendemos com elas; outras, defendidas durante anos como certas, perdem o sentido quando nossa consciência muda.
Talvez amadurecer tenha muito a ver com isso: reconhecer quem fomos e compreender quem estamos nos tornando.
Ninguém assume uma grande responsabilidade de liderança de um dia para o outro. Antes do momento visível da conquista existe uma história composta por decisões, relações, negativas, conflitos, dúvidas, erros, acertos e situações em que foi necessário sustentar uma escolha mesmo sem, de fato, possuir todas as respostas.
Muito antes de uma posição ganhar relevância, já existia alguém aprendendo a influenciar pessoas e sendo influenciado por elas.
Por isso, quando observo um líder, interessa-me compreender a história que o trouxe até ali. Quais pensamentos ajudaram a avançar? Quais continuam sendo repetidos porque um dia foram importantes? E quais se transformaram em fronteiras que hoje podem ser ultrapassadas?
Podemos ampliar responsabilidades, conquistar espaços e continuar respondendo à vida a partir de pensamentos criados por uma versão anterior de nós mesmos.
Quando penso em desenvolvimento humano, meu olhar se volta para aquilo que fomos acumulando ao longo da existência e que continua participando de nossas escolhas. Experiências, afetos, perdas, conquistas, recusas, medos e expectativas ajudam a formar a maneira como interpretamos aquilo que acontece conosco.
Há uma história dentro de cada decisão que tomamos.
Por isso, compreendo a essência como algo que vamos reconhecendo à medida que adquirimos consciência sobre aquilo que pensamos, sentimos, escolhemos e repetimos.
Minha história participa de quem sou, mas minha consciência participa de quem posso me tornar.
Talvez uma das maiores possibilidades humanas esteja justamente em perceber que posso observar um pensamento antes de transformá-lo automaticamente em verdade.
Posso questionar uma certeza antiga, olhar novamente para uma experiência e assim descobrir outro significado. Posso perceber que determinada reação deixou de representar aquilo que desejo construir e então escolher outra resposta.
O conhecido possui uma enorme capacidade de se apresentar como verdade.
Quando experimentamos outras maneiras de pensar, sentir e agir, criamos assim possibilidades que antes estavam fora do nosso repertório. Uma escolha diferente produz outra experiência. Essa experiência oferece novas informações sobre nós mesmos e aquilo que parecia distante começa então a encontrar espaço na realidade.
É assim que compreendo a transformação: um pensamento percebido de outra maneira pode modificar uma escolha e, quando essa escolha ganha coerência em nossas ações, amplia aquilo que acreditávamos ser possível.
A pessoa que dizia “eu sou assim” talvez descubra que, durante muito tempo, estava apenas dizendo: “foi assim que aprendi a ser”.
Existe uma enorme diferença entre essas duas afirmações.
Nas organizações, uma equipe também revela muito sobre a liderança que experimenta. Ela observa como o líder recebe uma discordância, lida com o erro, distribui confiança, exerce poder, escuta e se posiciona quando a realidade segue por um caminho diferente daquele que havia imaginado.
Os hábitos de uma equipe podem carregar sinais importantes sobre a liderança existente naquele ambiente.
Estudar liderança a partir de conceitos oferece conhecimento. Observar os efeitos que nossa presença produz nas pessoas acrescenta outra dimensão: exige que o líder se inclua naquilo que está tentando compreender.
Ser quem se é exige coragem. Desafiar a própria maneira de ser exige ainda mais.
Para mim, liderança consciente passa por essa disposição de revisitar certezas e perceber quais delas ainda fazem sentido diante da pessoa, da equipe e da realidade que existem hoje.
Vivemos cercados por novas tecnologias, novas formas de trabalhar e novas maneiras de organizar negócios e relações. Ainda assim, podemos responder ao novo utilizando pensamentos antigos.
Desejamos inovação e precisamos abrir espaço para novas formas de pensar. Buscamos confiança enquanto revemos controles. Falamos de autonomia enquanto aprendemos a acolher escolhas diferentes das nossas.
É diante do imponderável que descobrimos quanto daquilo que chamávamos de certeza estava ligado à necessidade de manter o mundo conhecido.
Isso também acontece dentro das empresas.
Um líder que acredita que as pessoas precisam ser constantemente controladas tende a criar estruturas que confirmem essa percepção. Quanto maior o controle, menor pode se tornar o espaço para autonomia. Diante de pessoas cada vez mais dependentes de suas decisões, esse líder acaba encontrando exatamente a realidade que esperava encontrar.
O pensamento encontrou evidências para provar a si mesmo.
Quando percebemos esse ciclo, ganhamos a possibilidade de criar outro movimento. Uma pergunta diferente pode produzir outra conversa. Outra conversa pode revelar uma capacidade ainda pouco percebida. A confiança experimentada pode gerar responsabilidade e transformar a percepção inicial.
É por isso que acredito que mudar um pensamento pode participar da transformação de uma vida e, quando falamos de liderança, alcançar também a vida de outras pessoas.
Pensamentos influenciam escolhas. Escolhas sustentam comportamentos. Comportamentos interferem nas relações. E relações ajudam a construir a cultura que experimentamos todos os dias dentro das organizações.
Uma mudança que começa em uma pessoa pode, portanto, alcançar muito além dela.
Foi dessa compreensão que nasceu o Ecossistema Reconexão Essencial®.
Ao longo de minha trajetória acompanhando líderes, executivos, equipes e organizações, fui percebendo um movimento recorrente: algo precisava ser percebido, explorado, transformado e integrado à vida.
Dessa observação surgiram quatro movimentos: Despertar, Explorar, Transformar e Integrar.
Eles se relacionam e acompanham o próprio ritmo da experiência humana. Podemos despertar para algo que acreditávamos já ter integrado, transformar um comportamento e, diante de uma nova circunstância, descobrir outra dimensão que merece ser explorada.
Foi justamente essa dinâmica que me levou à ideia de ecossistema.
Aquilo que acontece dentro de uma pessoa alcança suas relações. As relações influenciam os ambientes. Os ambientes participam da cultura. A cultura interfere nas escolhas das pessoas e nos resultados que uma organização consegue produzir.
O líder influencia o sistema e o sistema também modifica o líder.
Reconectar-se com a própria essência significa, para mim, recuperar autoria sobre aquilo que ainda pode ser construído. Significa reconhecer a história, ampliar possibilidades, perceber pensamentos e escolher quais deles ainda merecem ser alimentados; assumir escolhas, aprender com elas e escolher novamente.
Acredito em líderes capazes de olhar para resultados e enxergar as pessoas que os tornam possíveis. Acredito em organizações nas quais consciência, prosperidade e realização possam ocupar a mesma conversa. E acredito na responsabilidade que cada pessoa possui sobre a realidade que ajuda a construir.
Talvez seja justamente aí que a transformação de uma liderança comece: na capacidade de perceber aquilo que pensamos antes que nossos pensamentos decidam, silenciosamente, a maneira como continuaremos agindo.
E deixo uma pergunta que também faço a mim mesma: Que parte da sua liderança pertence à consciência que você possui hoje e que parte ainda responde à pessoa que você precisou ser no passado?
Reconexão Essencial® — consciência que se transforma em escolha e ganha expressão na vida e na liderança.
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Quer saber mais sobre como desenvolver uma liderança consciente, reconhecer quais pensamentos ainda orientam suas escolhas e transformar aqueles que já não representam quem você é hoje? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo.
Cristiane Maziero
Escritora, autora do livro Alma de Líder e criadora do Ecossistema Reconexão Essencial®. Atua há mais de duas décadas com desenvolvimento humano, liderança e cultura organizacional, acompanhando líderes, executivos, equipes e organizações.
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Confira também: Quando a Cultura Adoece, a Saúde Mental Pede Socorro: Por Que Ampliar a Consciência é o Próximo Passo das Organizações
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Talvez Não Seja o Seu Sonho Que Seja Grande Demais, Mas Sim O Preço Emocional de Realizar Seus Sonhos
Não quero falar aqui sobre constância, resiliência, continuar a fazer o que precisa ser feito para chegar onde se quer chegar. Tudo isso é muito válido sim, nobre, e principalmente: real. Mas porque existem pessoas que mesmo se dedicando tanto, ainda tem dificuldade em ter os resultados que deseja?
O preço emocional é muito maior que o físico, financeiro, ou até mesmo de tempo. O desgaste emocional que uma pessoa passa para atingir o sucesso, vem de encarar que nem sempre vai ter estômago. E nem sempre estará pronta para o próximo passo.
Muitas vezes ouvimos que o sucesso é solitário, e sim, muitas pessoas não vão nos acompanhar. E pode ser que você já esteja bem com essa informação, pode ser que você já tenha colocado cada pessoa no seu papel em relação a sua vida, as suas escolhas. Mas e quando você esquece de colocar qual o seu próprio papel na vida delas?
Quantas vezes você não deixou de se impor, falar o que pensa, dizer não quando simplesmente não está a fim, só porque não queria passar pelo desconforto de descobrir como o outro iria reagir.
Pois é no desconforto real que mora o crescimento. Justamente esse que você pensou agora, mas não tem nem coragem de assumir.
A dor às vezes é tão profunda que arrumamos mil justificativas e desculpas, todas com muito sentido, racionais e possíveis, para não encarar o que de fato nos machuca, nos paralisa, nos deixa irracionais por um momento.
E não tem nada de errado com esse momento. Sinta a dor, deixe ela existir, mas saiba de onde ela vem, e por quanto tempo você vai querer ficar nesse lugar: o lugar de vítima.
Essa é a chave! A dor não vai sumir do nada, você não tem que ressignificar nada, mas você pode escolher entender de onde ela vem e para onde você quer direcionar sua energia, e por quanto tempo. Assim eu faço comigo mesma, e nos meus atendimentos.
Ignorar quem você é e o que você sente, tentar se transformar em outra pessoa completamente diferente, só gera frustração e ainda mais dor, pois não há autoaceitação, autoperdão, autocompaixão, autoestima, autoconfiança, e por aí vai…
Agora, quando você entende que sim, às vezes você vai se sentir sozinho e abandonado, e você não vai nem conseguir enxergar o apoio das pessoas ao seu redor, porque esse apoio não veio da forma que você esperava, o jogo todo muda!
Quando você entende que às vezes suas ideias mirabolantes vão sim parecer ridículas para muitas pessoas, e que essas ideias vão sim ser rejeitadas, e que isso não tem nada a ver com você, mas apenas com aquelas ideias específicas, você perde o medo de compartilhar o que pensa! Perde o medo de ser você mesmo.
E tem ainda aquelas situações superdesconfortáveis onde você sente até dor de cabeça. Isso porque você não tem controle nenhum sobre a situação e as pessoas envolvidas. Aqui, por medo de ser manipulado, você acha que tem que fazer tudo sozinho e do seu jeito, e deixa de crescer porque não consegue confiar, e compartilhar com o outro!
Você já tem o poder de observação para avaliar se o outro é confiável ou não. E sabe o que fazer se no meio do caminho, você mudar de ideia sobre a pessoa. Está tudo bem! Só arrisque, arrisque mais, pois com companhia, vamos muito, mas muito mais longe.
E existem ainda aquelas pessoas, ou uma parte de nós (algumas pessoas uma parte maior, outras menor), em que achamos que temos que ser úteis e necessários, ou seremos descartados. Que para gerar valor, temos que fazer tudo, resolver todos os problemas, carregar todo mundo nas costas. Não só porque conseguimos (haja energia!), mas porque não suportamos lidar com o que o outro vai pensar de nós: egoísta, preguiçoso, irresponsável, incompetente…
E tudo isso a que custo? Da nossa própria saúde, dos nossos próprios sonhos…
E tem uma parte de nós que é super ativa, cheia de energia, garra e conquista muitas vitórias. Mas o preço nesse caso para ir ainda mais longe, seria aceitar que nem sempre você vai ganhar, nem sempre você vai ser o melhor, vai ser o primeiro, o perfeito. Mas isso não define quem você é.
Esse é o ponto. Você AINDA não sabe, ainda tem o que aprender, e a vida é uma curva de aprendizagem. Aprenda a ser gentil consigo mesmo e curtir a jornada, isso vai fazer toda a diferença.
Com tudo isso, o que quero te dizer é que: vale a pena arriscar mais! Vale a pena o desconforto, enfrentar a resistência, e ver que no final: você pode, de fato, conquistar aquilo que tanto diz querer!
Deseje de coração, se prepare com a mente, e encare o desafio com a alma. É aí que está o verdadeiro caminho do que podemos chamar de sucesso, ou para mim, de felicidade.
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Quer saber mais sobre como identificar o que está impedindo você de enfrentar o preço emocional de realizar seus sonhos e conquistar aquilo que realmente deseja? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Sarah Martins
Mentora de Autoliderança, Desenvolvimento Humano e Inteligência Emocional
http://linkedin.com/in/sararmartins
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Palavras-chave: preço emocional, dor, sucesso, desconforto, medo, preço emocional de realizar seus sonhos, realizar seus sonhos, como realizar seus sonhos, pagar o preço emocional, sucesso solitário, ser gentil consigo mesmo
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
Participe da Conversa
A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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