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Vício em Apostas Online e Endividamento: Estamos Perdendo uma Geração para a Ilusão do Lucro Fácil

O crescimento das apostas online no Brasil já impacta o endividamento de milhares de jovens. Publicidade agressiva, promessa de lucro fácil e falta de educação do comportamento financeiro criam uma armadilha que compromete famílias e projetos de vida.

Vício em Apostas Online e Endividamento: Estamos Perdendo uma Geração para a Ilusão do Lucro Fácil

Vício em Apostas Online e Endividamento: Estamos Perdendo uma Geração para a Ilusão do Lucro Fácil

O Brasil precisa encarar com seriedade um problema que cresce diante dos nossos olhos: o avanço do vício em apostas online e seu impacto direto no endividamento das famílias. Não se trata mais de um fenômeno isolado ou restrito a um grupo específico. Estamos falando de uma engrenagem que combina publicidade agressiva, vulnerabilidade social e ausência de educação do comportamento financeiro, e que já compromete de fato o futuro de milhares de jovens.

Dados recentes da Procon-SP mostram que 39,7% dos apostadores se endividaram após iniciar o uso de plataformas de jogos e apostas online. Em outras palavras, quatro em cada dez pessoas passaram a dever dinheiro por causa das chamadas bets. Mais grave ainda, 52,4% afirmaram já ter comprometido boa parte da renda, recorrendo inclusive a dinheiro aplicado ou empréstimos para continuar jogando.

Esses números não são estatísticas frias. Eles revelam um padrão perigoso de comportamento. A pesquisa também aponta que 30,1% dos apostadores gastam, em média, mais de R$ 1.000 por mês com apostas, valor extremamente significativo, sobretudo quando observamos que grande parte desse público possui renda de até dois salários-mínimos.

O perfil dos endividados acende outro sinal de alerta: mulheres, que representam 53,9%, jovens de até 30 anos, que somam 44,7%, e pessoas com renda mais baixa, 46,8%. Estamos falando de um público em fase de construção de vida profissional e familiar, que está sendo capturado por uma promessa ilusória de enriquecimento rápido.


A armadilha emocional por trás das apostas

As apostas online não operam apenas no campo financeiro. Elas atuam no campo emocional. O mecanismo é semelhante ao de outros comportamentos compulsivos: a cada aposta há a liberação de dopamina, neurotransmissor ligado à sensação de prazer e recompensa. Isso cria um ciclo de excitação, expectativa e frustração que estimula a repetição.

Não por acaso, 56,6% dos entrevistados afirmaram se sentir influenciados por propagandas com celebridades. A mensagem é clara: apostar é sinônimo de sucesso, luxo e ascensão social. Para quem enfrenta dificuldades financeiras, essa narrativa se torna ainda mais sedutora.

Mas a realidade é dura. Ao contrário do que muitos imaginam, apostas não são investimento. São jogos de probabilidade estruturados para favorecer a casa. A longo prazo, quem joga tende a perder.

E quando perde, não perde apenas dinheiro. Perde estabilidade emocional, confiança familiar e, muitas vezes, o próprio projeto de vida. Tenho acompanhado relatos de famílias desestruturadas, jovens abandonando estudos, casamentos abalados e profissionais que entram em espiral de ansiedade e culpa por dívidas acumuladas.


Endividamento como consequência da falta de preparo

O endividamento decorrente das apostas não é acidente. Ele é consequência direta da ausência de educação do comportamento financeiro. Quando não aprendemos, desde cedo, a lidar com frustração, desejo e planejamento, ficamos vulneráveis a atalhos ilusórios.

Ensinar apenas matemática financeira não resolve o problema. Não basta falar de juros compostos ou orçamento doméstico. É preciso trabalhar a relação emocional com o dinheiro. Precisamos formar cidadãos capazes de diferenciar desejo de necessidade, impulso de propósito.

A inclusão estruturada da educação do comportamento financeiro nas escolas é urgente. Jovens precisam compreender que dinheiro é meio, não fim. Que prosperidade não nasce da sorte, mas de planejamento, disciplina e propósito.


Fiscalização é importante, mas não suficiente

Reconheço a relevância das ações educativas e de fiscalização promovidas pelo Procon-SP, que vêm monitorando o setor, divulgando cartilhas e promovendo palestras sobre o tema. A legislação assegura direitos ao consumidor e é fundamental que haja controle sobre as plataformas.

No entanto, nenhuma regulação será eficaz se continuarmos formando gerações despreparadas para lidar com dinheiro e emoções.

O vício em apostas está destruindo sonhos antes mesmo que eles se concretizem. Está transformando esperança em dívida e expectativa em frustração. Se quisermos mudar esse cenário, então precisamos agir de forma estruturada, começando pela base: educação.

A única aposta segura que o Brasil pode fazer agora é na formação de cidadãos financeiramente conscientes. Essa é, sem dúvida alguma, a verdadeira estratégia de proteção social. E ela precisa começar imediatamente.


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Quer saber como a educação do comportamento financeiro pode proteger jovens e famílias da armadilha das apostas online, do endividamento causado pelas bets e da ilusão do lucro fácil? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Um grande abraço,

Reinaldo Domingos
Presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira, ABEFIN, e especialista em educação do comportamento financeiro.
https://www.dsop.com.br

Confira também: Inadimplência no Brasil: Um Retrato Nacional que Exige Mudança de Comportamento

Palavras-chave: vício em apostas online, apostas online no Brasil, endividamento por apostas, bets e endividamento, ilusão do lucro fácil, educação do comportamento financeiro, impacto das apostas online no endividamento das famílias, como o vício em apostas afeta jovens, riscos das bets para jovens brasileiros, educação financeira para prevenir endividamento, como evitar dívidas com apostas online
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Autoconfiança: O Superpoder Que Talvez Você Ainda Não Acessou

Autoconfiança não é autoestima nem ausência de medo. Quando a conexão interna falha, líderes competentes podem travar, controlar demais ou reagir sob pressão. Reconectar-se consigo mesmo é o primeiro passo para liderar com presença e integridade.

Autoconfiança: O Superpoder Que Talvez Você Ainda Não Acessou

Autoconfiança: O Superpoder Que Talvez Você Ainda Não Acessou

Quando Lucas Pinheiro Braathen desceu a montanha e ganhou o ouro olímpico para o Brasil em Cortina na Itália, o que chamou a minha atenção não foi só a conquista — foi o que ele disse depois. Não falou de treino, de estratégia, de sacrifício. Falou deum superpoder que não é de medalhas e troféu, é a conexão com você mesmo.”

Um campeão olímpico, no auge da performance, apontando para dentro.

E eu penso: quantos líderes podem estar fazendo exatamente o oposto — buscando autoridade, reconhecimento e controle lá fora, enquanto o que trava a liderança deles e delas está aqui dentro?

Trabalho como coach há anos, e o que observo com frequência não é falta de competência técnica. É liderança travada por dentro. Três histórias que se repetem, com rostos diferentes, me fizeram enxergar isso com mais clareza.


Três padrões. Uma raiz.

“Estou me afundando. Vejo o que está acontecendo, mas estou paralisada.”

Foi assim que ela chegou — indicada por um amigo que percebeu antes dela que algo estava errado. Líder experiente, reconhecida, com visão clara do que precisava ser feito. E exatamente por isso paralisada: quanto mais enxergava, mais distante de si mesma ficava. Havia deixado de se posicionar há tanto tempo que a expressão simplesmente secou. Não foi uma decisão — foi um acúmulo silencioso até o ponto em que sua própria voz se tornou estranha. O mecanismo é sutil: quando me afasto de mim por tempo suficiente, perco então o fio que conecta percepção e ação.

“Não posso pedir para a minha equipe — eles já estão sobrecarregados. Me cabe a mim resolver.”

Ela preferia fazer a consolidação do Excel sozinha a pedir ajuda. Não por ego — por cuidado. Só que nesse cuidado havia uma exclusão silenciosa: a equipe tinha limite, ela não. Os pares podiam precisar, ela não podia. Sem perceber, havia se colocado fora do sistema que liderava — e o controle virou a única forma de se sentir útil e segura. O custo apareceu depois: esgotamento, ciclo que não muda, e uma equipe que nunca aprendeu a carregar junto.

“Falam coisas erradas sobre a minha equipe. Não tenho tempo — preciso resolver.”

Ninguém mais queria estar nas reuniões com ele. A leitura de fora era clara: reativo, agressivo, difícil. A leitura de dentro era outra: injustiça, pressão, responsabilidade. O que entrava na sala era medo de estar errado e a urgência de proteger o que havia construído. Mas como esse medo não tinha nome nem espaço, chegava ao outro como ataque. A emoção sem nome não desaparece — ela escolhe a saída disponível.

Três histórias diferentes. A mesma raiz: o medo de não saber, de errar, de não dar conta — e a ausência de conexão interna para reconhecer isso antes que vire padrão.


Autoconfiança não é autoestima

Precisamos nomear a diferença, porque ela importa.

A autoestima pergunta “quanto eu valho?” — é uma avaliação, sujeita ao julgamento de certo e errado, sucesso e fracasso. A autoconfiança pergunta outra coisa: “O que é verdadeiro em mim agora — e estou expressando isso?”

É um posicionamento, não uma avaliação. Não se orienta pela aprovação externa nem se paralisa diante do medo de errar. O medo pode estar presente — mas não ocupa o comando.

Essa distinção não é nova. Em Self-Reliance, Ralph Waldo Emerson já defendia que confiar em si mesmo é um ato de coragem moral — fidelidade à própria voz interior mesmo sob pressão social. Autoconfiança, nesse sentido, não é arrogância. É integridade.

É exatamente isso que Lucas nomeou sem saber que estava falando de autoconfiança.

Nas três histórias acima, o que estava em colapso não era a competência — era a relação de cada um consigo mesmo. A líder ‘paralisada’ sabia o que fazer, mas não se autorizava. A líder ‘controladora’ sabia pedir ajuda, mas não se permitia precisar. O líder ‘reativo’ sabia o que sentia, mas não conseguia nomear antes de agir.


O caminho de volta

Se autoconfiança é conexão interna, ela se reconstrói por dentro — em três movimentos.

  • Conexão interna é a capacidade de reconhecer limites, necessidades e competências com honestidade. É poder dizer “não sei”, “preciso de ajuda” ou “não tenho recurso suficiente” sem que isso ameace a própria identidade. Para a líder que se afundava em silêncio, esse foi o primeiro passo: reconhecer que havia se perdido de si mesma — não como fraqueza, mas como ponto de partida. Quando me desconecto de mim, desconecto-me dos outros — e das possibilidades que só emergem na relação.
  • Expressão consciente é o espaço entre a defesa e a fuga. Não é explodir para se proteger, nem silenciar para evitar conflito. É escolher expressar o que é verdadeiro e necessário no contexto — mesmo com medo, mas sem ser governado por ele. Para o líder reativo, nomear a emoção antes da reunião — “estou sentindo pressão e medo de injustiça” — mudou o que entrava na sala. A emoção nomeada perde força de explosão. A emoção expressa conscientemente cria diálogo.
  • Espaço compartilhado é reconhecer onde termina minha responsabilidade e começa a do outro. É confiar na capacidade alheia sem invadir, controlar ou assumir o que não me pertence. Para a líder do Excel, a virada não foi delegar uma tarefa — foi perceber que ao não pedir, ela também não estava protegendo a equipe. Estava se isolando dela. Quando assumo o espaço do outro, diminuo sua potência. Quando compartilho o espaço, ampliamos possibilidades.

Conclusão

Lucas desceu a montanha e apontou para dentro. Não porque é mais fácil — mas porque é onde o jogo de fato também acontece.

Em um mundo corporativo cada vez mais acelerado e exigente, a tentação é buscar mais método, mais ferramenta, mais controle. Mas o que observo nos líderes que acompanho é que a transformação começa num movimento anterior: reconhecer o que está travado por dentro antes que apareça como problema lá fora.

Autoconfiança não é um traço de personalidade. É uma prática. É integrar quem eu sou — incluindo o medo, o limite e o não saber — para ampliar o que podemos construir juntos.

Qual parte dessas histórias tocou em algo que você talvez ainda não tenha acessado?

A resposta pode ser o começo.


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Quer saber como a autoconfiança na liderança pode destravar líderes competentes que parecem fortes por fora, mas estão desconectados por dentro? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Sara Veloso
Coach Executiva ICF | 25+ anos em liderança e RH global
Especialista em confiança, Advisor STARTRUST, Análise comportamental e estabilização emocional
Criadora e Facilitadora do Programa “Liderar pelo Prisma da Confiança”
contato@saraveloso.coach
https://www.linkedin.com/in/saraveloso-ptfr/

Confira também: Não é falta de conhecimento, é falha de escuta! O viés hiperbólico do futuro e outros 4 vieses que explicam nossa paralisia

Referências

BRAATHEN, Lucas Pinheiro. Post publicado no Instagram. 2026. Disponível em: https://www.instagram.com/reel/DUbVqL_l3YE/

EMERSON, Ralph Waldo. Self-Reliance. In: Essays: First Series. Boston: James Munroe and Company, 1841.
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A Guerra dos Algoritmos: Alvo Certeiro ou “Alucinação” Fatal?

A inteligência artificial já influencia decisões militares no campo de batalha. Entre análises estratégicas, “alucinações” algorítmicas e manipulação de dados, surge um dilema ético: até que ponto podemos confiar à IA a identificação de alvos em guerras?

A Guerra dos Algoritmos: Alvo Certeiro ou "Alucinação" Fatal?

A Guerra dos Algoritmos: Alvo Certeiro ou “Alucinação” Fatal?

Escrevo esta postagem no dia 7 de março de 2026, no final da tarde. É o momento em que o mundo observa um novo capítulo de conflito armado. Neste caso, o conflito envolve EUA, Israel e Irã, mas também atinge outros países no Oriente Médio.

Aqui, meu objetivo não é opinar ou defender narrativas sobre as razões que tenham levado ao conflito. Busco apenas trazer uma reflexão sobre até que ponto a Inteligência Artificial (IA) deixa de ser acessória para os envolvidos e passa a se tornar um cérebro perigoso nas operações estratégicas.

Diferentemente de guerras passadas, a IA agora atua diretamente no planejamento, na identificação dos alvos e no processamento de volumes massivos de dados coletados em campo. Estudos e planos de ataque e defesa que, no passado, exigiam equipes muito bem preparadas e duravam horas ou dias agora podem ser realizados em questão de minutos.

Porém, essa evolução traz uma pergunta inquietante para o desenvolvimento humano: até que ponto podemos confiar o “botão de disparo” a algoritmos passíveis de falhas catastróficas?

Antes de mergulharmos nesta análise, é fundamental esclarecer que as afirmações e os fatos aqui narrados estão baseados em informações publicadas por veículos de imprensa de prestígio e reconhecimento, no Brasil e no exterior.

No entanto, em um cenário de conflito bélico no qual a “guerra de narrativas” se mostra uma possibilidade estratégica, é importante considerar um ponto. Certas referências do texto podem apresentar distorções ou interpretações equivocadas. Isso pode ocorrer conforme os interesses de cada um dos envolvidos, de suas narrativas e de suas posições ideológicas.


Claude e o Dilema de Washington

Os Estados Unidos têm utilizado o assistente Claude, da Anthropic, para realizar avaliações de inteligência e simular cenários de batalha na atual ofensiva contra o Irã. A ferramenta é considerada crucial para mapear riscos e prever reações do inimigo.

Entretanto, essa parceria gerou um embate ético sem precedentes. A Anthropic recusou-se a liberar sua tecnologia para uso em armas plenamente autônomas e vigilância em massa. A empresa alegou que a IA ainda não foi testada o suficiente para garantir que não atacaria civis ou cometeria equívocos fatais.

A reação do governo americano foi dura. O governo americano classificou a empresa como “risco à sua cadeia de suprimentos”, e agências federais e empresas militares receberam ordem para cortar laços com a companhia.

Apesar disso, o Claude continua sendo operado (clandestinamente ou por necessidade técnica) na ofensiva atual, segundo os jornais mais renomados. Especialistas afirmam que seriam necessários vários meses para remover totalmente essas ferramentas do aparato militar americano.


Estratégia contra Tecnologia

Enquanto os EUA apostam no processamento de dados em modelos de IA, o Irã demonstrou que o conhecimento humano, estratégico e metódico, ainda pode combater a tecnologia mais avançada.

Em uma operação sequencial, o Irã destruiu três radares americanos instalados na Jordânia, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes. Esses radares são os “olhos” do sistema de defesa de mísseis utilizado pelos EUA. Trata-se de um equipamento capaz de rastrear ameaças com altíssima precisão.

Essa ação não foi fruto de improviso, mas resultado de um estudo de quase duas décadas sobre a arquitetura defensiva americana. Ao remover essa capacidade operacional, o Irã criou “zonas cegas” no horizonte de ameaças. Com isso, a rede de sensores dos EUA foi reduzida a um quadro crítico.

Sem os dados desses radares, os sistemas de interceptação americanos perdem eficácia. Com isso, aumentam drasticamente as chances de mísseis inimigos atingirem seus alvos estratégicos. Ou seja, o uso de IA pelos EUA acaba tendo efeito muito limitado nessa situação.


O Risco Real: “Alucinações” e Sequestros de Lógica

O perigo real que o mundo corre quando uma potência resolve usar modelos de IA como Claude ou OpenClaw em conflitos armados reside na sua instabilidade inerente.

Estudos recentes — como mostra matéria publicada na MIT Technology Review (leia aqui) — apresentam casos em que modelos de linguagem sofrem de “alucinações”. São situações em que geram informações falsas com aparência de verdade.

Um exemplo real ocorreu recentemente quando um agente de IA alucinou e apagou todos os e-mails de uma diretora de segurança da Meta. Outro caso relatado envolveu o apagamento completo de um disco rígido por uma IA de codificação.

Quando esse risco chega ao campo de batalha, um erro desses pode significar o ataque a áreas civis. O resultado pode ser tragédias e milhares de mortes de inocentes.

Além disso, existe o risco da “injeção de prompt”. Trata-se de um tipo de sequestro em que forças de um lado do conflito podem inserir textos ou imagens maliciosas em sistemas e bases de dados que a IA consultará. Assim, o algoritmo pode ser enganado e executar ordens no interesse contrário ao do outro lado combatente.

Como a IA não diferencia instruções dadas por usuários de dados externos, ela se torna vulnerável a ordens manipuladas. Isso também pode causar danos irreparáveis em áreas que deveriam ser, de fato, protegidas.


A Necessidade de uma “Bússola Humana”

A conclusão inevitável é que o desenvolvimento humano está em risco quando delegamos decisões de vida ou morte a sistemas que especialistas comparam, atualmente, a “entregar a própria carteira a um estranho na rua”.

Há quem defenda que a regulamentação da IA deva funcionar como leis de trânsito. Sem um regulamento que defina limites claros, o uso dessas ferramentas em conflitos bélicos pode resultar em caos, mortes e perda de qualquer controle ético.

Embora alguns profissionais acreditem que seja possível usar modelos de IA com segurança, outros garantem que a tecnologia ainda não chegou lá.

Existe a possibilidade de o modelo “errar de propósito” devido a uma injeção de prompt. Também pode simplesmente falhar por alucinação lógica. Em qualquer desses cenários, civis acabam colocados na linha de frente de um erro de código.

O conflito no Irã nos mostra que a eficiência da IA no ataque e na defesa é inegável. Porém, sem supervisão humana robusta e políticas que priorizem a vida acima da utilidade bélica, estaremos apenas automatizando a nossa própria vulnerabilidade.

Por fim, é imperativo reconhecer que o uso indiscriminado da IA em conflitos bélicos escala o perigo para a população civil a níveis alarmantes.

Quando sistemas e algoritmos são encarregados de identificar alvos estratégicos, o risco de a máquina orientar um ataque ao “alvo errado” deixa de ser mera falha técnica. Nesse cenário, o erro passa a se tornar uma tragédia humanitária imperdoável.

No fim das contas, vale reforçar que, na busca pelo desenvolvimento humano em todas as suas melhores práticas, mesmo em momentos de conflito bélico a eficiência tecnológica jamais deve se sobrepor à responsabilidade moral de preservar a vida.

Eu sou Mario Divo e posso ser encontrado pelas mídias sociais ou pelo site www.mariodivo.com.br.


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Quer saber até que ponto a inteligência artificial no uso militar pode apoiar decisões estratégicas em guerras, sem que o ser humano abdique da responsabilidade moral pelo resultado? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até nossa próxima postagem!

Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br

Confira também: Produtividade ou Precarização: Será esse o Novo Contrato Social com IA?

Palavras-chave: inteligência artificial militar, inteligência artificial em guerras, algoritmos militares, guerra dos algoritmos, modelos de IA, modelos de IA em guerras, IA em conflitos armados, riscos da inteligência artificial, alucinações de IA, uso de inteligência artificial em decisões militares, riscos da IA em conflitos bélicos, alucinações de inteligência artificial em sistemas críticos, algoritmos identificando alvos em guerras, ética no uso de inteligência artificial militar
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Seu Time Não Reage ao Que Você Diz, Reage ao Seu Eixo HPA: Como o Estresse do Líder Influencia o Comportamento da Equipe

Antes de reagir às suas palavras, seu time reage ao seu estado emocional. Entenda como o eixo HPA ativa o estresse do líder e influencia clima, confiança e comportamento da equipe dentro das organizações — muitas vezes antes mesmo de você abrir a boca.

Seu Time Não Reage ao Que Você Diz, Reage ao Seu Eixo HPA: Como o Estresse do Líder Influencia o Comportamento da Equipe

Seu Time Não Reage ao Que Você Diz, Reage ao Seu Eixo HPA: Como o Estresse do Líder Influencia o Comportamento da Equipe

Você já reparou como tem dia em que a pressão te deixa brilhante… e tem dia que a mesma pressão te deixa travado, irritado e sem paciência nem pro café esfriar? Pois é. Isso não é falta de preparo, nem falta de competência. É o seu corpo trabalhando nos bastidores.

Quero te contar um segredo de bastidor biológico: dentro de você existe um “botão de estresse” chamado eixo HPA, um sistema que liga toda vez que o seu cérebro percebe ameaça, cobrança, conflito ou urgência. Pode ser um prazo, uma reunião tensa, um e-mail atravessado ou até aquela autocrítica silenciosa que só você escuta.

Quando isso acontece, o cérebro dispara uma sequência química rapidinha:
o hipotálamo libera CRH, que avisa a hipófise pra liberar ACTH, que manda as adrenais soltarem cortisol. Traduzindo: o corpo entra em modo ação.

Seu Time Não Reage ao Que Você Diz, Reage ao Seu Eixo HPA: Como o Estresse do Líder Influencia o Comportamento da Equipe

Até aqui, tudo certo. Porque esse sistema é genial. Ele foi feito pra te ajudar, não pra te sabotar.

Agora vem a parte interessante e talvez a mais importante pra quem lidera pessoas.

Esse eixo pode funcionar de duas formas:

Quando ele liga e desliga no tempo certo, ele vira seu aliado. Você fica focado, atento, rápido, presente. É aquele estado em que você pensa melhor, fala com clareza e resolve problema sem drama. O cortisol, nesse caso, é combustível de performance.

Mas quando a pressão vira rotina… quando o clima pesa… quando tudo parece urgente… o sistema não desliga. E aí o mesmo mecanismo que te ajudava começa a te desgastar.

Você fica mais reativo. Menos paciente. A escuta diminui. A tolerância encurta. O corpo cansa. A mente dispersa. E sem perceber, você entra em modo defesa.

E sabe o detalhe importante? Esse estado não fica só em você. Ele se espalha.

Sistema nervoso é contagioso. Um líder tenso tensiona o ambiente. Um líder regulado regula o time. Não é discurso — é neurobiologia.

Por isso, liderança não é só sobre estratégia, metas e resultado. É também sobre estado interno. Porque antes das pessoas responderem às suas palavras, elas respondem ao seu tom, à sua energia, à sua presença.

Então deixa eu te fazer uma pergunta simples e poderosa:

O seu estado emocional hoje está ativando segurança ou ameaça nas pessoas ao seu redor?

Entender o eixo HPA muda, de fato, a forma como você enxerga comportamento, conflitos, pressão e performance. Você para de rotular pessoas e começa então a ler estados. E quando aprende a regular o seu próprio estado, você ganha algo raro: influência verdadeira.

Não estou falando sobre eliminar o estresse, mas aprender a dançar com ele. Isso porque líder que regula o próprio sistema emocional, lidera melhor o seu time.

Se você quer aprofundar esse tema, então leia o livro O Código da Liderança Assertiva, da minha autoria.

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Quer saber mais sobre como o eixo HPA e o estado emocional do líder influenciam diretamente o clima, a confiança e a performance das equipes? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até o próximo artigo!

Vera Martins
https://vera-martins.com/

Confira também: Liderança Assertiva: Quando o Cérebro Certo Conduz a Mudança Certa

Palavras-chave: eixo HPA, estresse do líder, liderança, comportamento da equipe, regulação emocional, como o estresse do líder afeta a equipe, impacto do eixo HPA na liderança, liderança e regulação emocional, como o estresse influencia o clima da equipe, neurobiologia da liderança e estresse
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Entre o Amor e o Patrimônio: O que O Morro dos Ventos Uivantes Ensina Sobre Decisões Financeiras e Escolhas de Vida

O que um clássico da literatura pode ensinar sobre dinheiro e escolhas de vida? O Morro dos Ventos Uivantes revela como amor, estabilidade e patrimônio podem entrar em conflito — e o preço que pagamos por decisões desalinhadas.

Entre o Amor e o Patrimônio: O que O Morro dos Ventos Uivantes Ensina Sobre Decisões Financeiras e Escolhas de Vida

Entre o Amor e o Patrimônio: O que O Morro dos Ventos Uivantes Ensina Sobre Decisões Financeiras e Escolhas de Vida

Olá!

O romance O Morro dos Ventos Uivantes, escrito por Emily Brontë, está de volta aos cinemas.

Uma história intensa, marcada por amor, orgulho, escolhas impulsivas e certamente consequências que atravessam gerações.

Mas hoje eu quero convidar vocês a olhar para essa obra sob outra perspectiva: a do comportamento financeiro e das decisões patrimoniais.

Porque, por trás do drama romântico, existe uma discussão profunda sobre dinheiro, estabilidade e propósito.

E ela é extremamente atual.

Catherine ama Heathcliff, mas decide se casar com Edgar Linton. Não por um amor maior, mas por estabilidade.

Edgar representa posição social, conforto, previsibilidade bem como segurança financeira.

Quantas vezes nós fazemos o mesmo?

Escolhemos uma carreira apenas pelo salário. Permanecemos em relacionamentos pela estabilidade. Mantemos sociedades por medo de perder patrimônio. E evitamos mudanças porque “financeiramente não compensa”.

A estabilidade é essencial — e, como planejadora financeira, eu reforço isso diariamente.

Mas quando a segurança se torna o único critério de decisão, ela deixa de proteger e passa a aprisionar.

Estabilidade sem propósito gera desalinhamento interno — e sem dúvida tem um custo alto.

Heathcliff desaparece pobre e retorna rico. Ele utiliza o dinheiro como ferramenta de controle e vingança.

E aqui está uma das maiores lições comportamentais:


Dinheiro não transforma caráter. Ele potencializa intenções.


Se a base é medo, o dinheiro vira acumulação defensiva. Se é ego, vira demonstração de poder. E se é ressentimento, vira arma silenciosa.

No mundo real, isso aparece de diversas formas: Empresários que não conseguem desacelerar porque precisam provar valor. Heranças que geram disputas familiares. Patrimônios construídos sem diálogo emocional.

Dinheiro como vingança é uma armadilha sofisticada.

Muitas pessoas acreditam que planejamento financeiro é apenas organização de investimentos.

Não é.

Planejar envolve alinhar:

  • valores pessoais;
  • estrutura patrimonial;
  • relacionamentos;
  • objetivos de longo prazo.

Quando esses pilares não conversam, surgem conflitos não apenas financeiros, mas familiares e emocionais.

Catherine escolhe segurança, mas ignora sua essência.

Heathcliff conquista riqueza, mas perde equilíbrio.

Ambos pagam o preço.

E, na vida real, esse preço aparece em inventários litigiosos, sucessões desorganizadas, empresas familiares em conflito e relacionamentos fragilizados.

Algumas reflexões práticas:

  1. Segurança deve sustentar seus valores, não substituir sua identidade: Planeje para ter liberdade, não para manter uma imagem.
  2. Não use dinheiro como instrumento de poder em relacionamentos: Quando o recurso vira ferramenta de controle, o problema não é financeiro — é emocional.
  3. Estruture antes de decidir: Mudanças podem e devem ser feitas com estratégia jurídica e patrimonial adequada.
  4. Pense no legado invisível: Além dos bens, que tipo de ambiente emocional você está construindo para a próxima geração?
  5. Avalie suas decisões com uma pergunta simples: Isso está alinhado com quem eu sou ou apenas com o que esperam de mim?

Ao assistir ao filme ou ler O Morro dos Ventos Uivantes, observe além do romance.

Preste atenção nas escolhas.

No que foi priorizado.

No que foi sacrificado.

Pergunte-se:

Minhas decisões estão alinhadas com meus valores ou apenas com a busca por estabilidade?

Patrimônio é importante.

Mas coerência é essencial.

Talvez essa seja a maior lição da história: riqueza verdadeira é quando segurança e propósito caminham juntos.


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Quer saber mais sobre como tomar decisões financeiras que respeitem seus valores pessoais, preservem seu patrimônio e mantenham coerência com suas escolhas de vida e com quem você é? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder

Com carinho,

Carol Guimarães
https://www.instagram.com/carol_investimentos/

Confira também: Comece 2026 quebrando a Sina de Ofélia: Como o Planejamento Financeiro Ajuda a Sair do Consumo Emocional

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Sociedade, Rentismo e Globalismo: O Fim de uma Era

Sociedade, rentismo e globalismo estão no centro das transformações políticas e econômicas atuais. Entenda por que cresce o esgotamento de modelos que enfraqueceram o trabalho, fragmentaram comunidades e colocaram em dúvida o futuro das nações.

Sociedade, Rentismo e Globalismo: O Fim de uma Era

Sociedade, Rentismo e Globalismo: O Fim de uma Era

“O que está em jogo é o fato de que a sociedade moderna começou a desprezar tudo o que não pode ser consumido.” (Hannah Arendt, A Condição Humana) 

Há algo profundamente desgastado no mundo do nosso tempo. Não se trata apenas da sucessão acelerada de crises, protestos ou resultados de pleitos eleitorais inesperados. O que se rompe agora são os pactos invisíveis que sustentam a vida em sociedade e que foram desfeitos antes de novos pilares legítimos estivessem erguidos em seu lugar.

No Irã, apenas como exemplo, as movimentações sociais expõem um conflito antigo e cada vez mais evidente: de um lado, uma população, conectada e culturalmente inserida no século XXI; de outro, um Estado que tenta congelar costumes, comportamentos e consciências. Não se trata apenas de uma disputa sobre normas ou estereótipos, mas do embate entre a possibilidade de uma sociedade livre e a submissão a um poder que ela própria legitimou — e que já não consegue oferecer trabalho, segurança social ou qualquer perspectiva concreta de futuro.

Mas seria um erro enxergar esse fenômeno como exclusivo de regimes autoritários ou teocráticos. Em democracias consolidadas, o mal-estar se manifesta de forma diferente, porém não menos profunda. O liberalismo contemporâneo, ao se afastar de suas raízes clássicas, passou a tratar instituições fundacionais como entraves morais. Ao relativizar a família, esvaziar a religião e dissolver parâmetros mínimos de civilidade, acabou apunhalando os próprios mecanismos que organizavam a vida social.

A promessa era de libertação; o resultado foi fragmentação. Comunidades enfraquecidas, indivíduos isolados e uma dependência crescente de um Estado que se expande justamente porque substitui aquilo que foi destruído. A autonomia deu lugar à tutela; a liberdade, à insegurança permanente.

No plano econômico, o globalismo operou com lógica semelhante.

Em nome da eficiência e da integração dos mercados, destruiu cadeias produtivas nacionais, deslocou empregos e esvaziou o valor do trabalho concreto. Produzir deixou de ser central; intermediar, especular e rentabilizar passou a ser o objetivo maior. O mundo passou a ser regido pela lógica financeira, e o rentismo se consolidou como modelo dominante.

Sociedades como a brasileira sentiram esse impacto de forma particularmente dura. De forma mais enfática, o Brasil nos últimos 46 anos, protegeu o rentismo como política implícita de Estado. Recursos sistematicamente drenados da economia real e redirecionados para circuitos financeiros e paraísos fiscais, enquanto a capacidade produtiva interna se enfraquecia. Nesse ambiente, a corrupção deixou de ser disfunção e passou a ser método — um mecanismo de redistribuição perversa que favoreceu elites rentistas e destruiu a confiança institucional.

O assistencialismo, por sua vez, consolidou-se não como ponte para autonomia, mas como instrumento de controle social. Em vez de criar cidadãos produtivos, criou dependências políticas. Em vez de futuro, administrou a sobrevivência. O resultado foi uma geração que assiste à evaporação da ideia de progresso e começa a questionar não apenas sua perspectiva de vida, mas a própria soberania nacional.

Esse sentimento não é exclusivo do Brasil.

Ele ecoa em países que abriram mão de proteger sua produção, sua cultura e seus vínculos sociais em troca de promessas abstratas de crescimento global. Quando o trabalho desaparece, desaparece junto o sentido de pertencimento. E quando uma nação perde sua capacidade de decidir seu próprio destino econômico, perde também parte de sua autonomia política.

É nesse cenário que se explicam as mudanças de governo ao redor do mundo. A migração para uma direita mais conservadora não nasce, majoritariamente, do radicalismo, mas do esgotamento. Trata-se de uma reação a décadas de um modelo que dissolveu referências, enfraqueceu o trabalho e pediu obediência em troca de instabilidade. Não é uma revolução, mas uma tentativa de correção de rota.

Curiosamente, tanto nas ruas do Irã quanto nas urnas do Ocidente, o impulso é o mesmo: a recusa em continuar vivendo sob sistemas que ignoram a experiência concreta das pessoas. Em um extremo, a tradição é imposta até sufocar; no outro, é desconstruída até desaparecer. Em ambos, o vazio produz conflito.

Talvez estejamos assistindo ao fim de um ciclo histórico marcado pela crença de que sociedades sobrevivem apenas de mercados, contratos e desejos individuais. A história, mais uma vez, lembra que civilizações precisam de pilares — família, trabalho, pertencimento e algum senso de transcendência. Quando esses pilares são corroídos, o edifício inteiro se torna instável.

O mundo não está apenas mudando governos ou modelos sociais de produtividade e independência. Está tentando se recompor depois de décadas em que muito foi destruído e pouco foi preservado. E como sempre acontece nesses momentos, o processo é tenso, imperfeito e desconfortável.

Mas talvez inevitável.

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Quer saber mais sobre por que tantas sociedades parecem hoje viver o esgotamento de antigos modelos e a busca por novos pilares de estabilidade política, econômica e social? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Sandra Moraes
https://www.linkedin.com/in/sandra-balbino-moraes

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NOLT: Quando a Maturidade Deixa de Ser Limite e se Revela Potência

E se a maturidade feminina não fosse um limite, mas uma potência estratégica? Conheça o conceito de NOLT e descubra por que experiência, consciência e direção podem transformar maturidade em protagonismo, impacto e legado.

NOLT: Quando a Maturidade Feminina Deixa de Ser Limite e se Revela Potência

NOLT: Quando a Maturidade Deixa de Ser Limite e se Revela Potência

Durante muito tempo, a narrativa dominante tentou nos convencer de que a vida feminina segue uma curva previsível. Começa com energia, atinge um auge aceitável socialmente e, a partir de determinado ponto, deveria desacelerar. Para as mulheres, esse ponto quase sempre veio acompanhado de silêncios, invisibilidades sutis e expectativas reduzidas. Como se envelhecer fosse um erro de percurso e não uma conquista. Como se a maturidade fosse sinônimo de perda, quando, na verdade, ela é um acúmulo raro.

É nesse deslocamento de olhar que surge o conceito de NOLT. Não como um rótulo geracional, não como uma categoria etária, muito menos como um encerramento simbólico. NOLT é maturidade em estado de potência. É o momento em que a experiência deixa de ser apenas memória e passa a orientar decisões com mais clareza, intenção e autonomia. É quando a mulher compreende que não precisa mais provar nada para ninguém, apenas ser coerente com aquilo que escolhe sustentar.

A maturidade feminina carrega uma sofisticação que o mercado, por muito tempo, se recusou a enxergar. Com o passar dos anos, não há perda de força, há mudança de direção. A pressa cede espaço à estratégia. A necessidade de aprovação dá lugar à autoconfiança. O acúmulo de erros e acertos constrói um repertório que nenhuma formação acelerada consegue substituir. O impacto passa a importar mais do que a aparência do sucesso. O tempo deixa de ser inimigo e passa a ser um aliado cuidadosamente administrado.

Ser NOLT é reconhecer que a vida não se esgota na juventude.

Ao contrário, ela se aprofunda. É compreender que maturidade não é sinônimo de rigidez, mas de discernimento. Não é sobre fazer menos, é sobre fazer melhor. Não é sobre desistir, é sobre escolher com consciência. A mulher NOLT aprende a dizer não sem culpa, a proteger sua energia, a priorizar aquilo que faz sentido e a abandonar papéis que já não cabem mais em sua trajetória.

Durante décadas, o discurso social tentou nos convencer de que a mulher madura deveria se contentar com bastidores. Mas a realidade vem desmentindo essa lógica de forma silenciosa e poderosa. Mulheres com mais de cinquenta, sessenta, setenta anos estão iniciando projetos, empreendendo, liderando equipes, estudando, mudando de carreira e ocupando espaços de decisão. Não porque ignoram o tempo, mas porque sabem exatamente o valor dele. Elas não competem com a juventude, elas oferecem direção. E direção muda destinos.

Se a juventude é energia bruta, a maturidade é energia orientada. E isso faz toda a diferença. A mulher NOLT não precisa se provar produtiva, ela é produtiva de forma estratégica. Não se movimenta por ansiedade, mas por propósito. Não se deixa capturar por tendências vazias, porque construiu critérios. E não busca pertencimento a qualquer custo, pois já aprendeu que pertencimento começa de dentro.

Nesse sentido, NOLT também é um compromisso coletivo. É sobre transformar história em legado. Sobre aprender continuamente, não por medo de ficar para trás, mas por desejo de permanecer relevante de forma genuína. Sobre empreender com consciência, cuidar do corpo, da mente e do propósito, entendendo que longevidade exige equilíbrio. É sobre mentorar outras mulheres, não como um gesto de superioridade, mas como um ato de sororidade e responsabilidade. Quando uma mulher compartilha sua experiência, ela encurta caminhos para outras.

O mundo está envelhecendo, mas ainda não amadureceu o suficiente para lidar com o envelhecimento feminino.

O etarismo continua sendo uma das formas mais silenciosas e normalizadas de exclusão. Ele se manifesta quando currículos são ignorados, quando opiniões são desconsideradas, quando a experiência é vista como custo e não como ativo. Mas inovação não combina com invisibilidade. Transformação não acontece sem memória. E o futuro não se sustenta sem mulheres que já atravessaram muitos ciclos e sabem reconhecer padrões.

A mulher NOLT carrega algo que nenhuma tecnologia substitui: leitura de contexto. Ela entende nuances, percebe riscos antes que se tornem crises, reconhece o valor das relações e sabe que decisões têm consequências que vão além do imediato. Em um mundo acelerado, essa capacidade de pausa consciente é um diferencial estratégico. Não é nostalgia, é lucidez.

Escolher envelhecer presente, produtiva e consciente é um ato profundamente político. É recusar o apagamento. É afirmar que a maturidade não é um problema a ser corrigido, mas uma potência a ser reconhecida. E é também um gesto de cuidado com as próximas gerações de mulheres, que precisam de referências reais de longevidade ativa, coerente e significativa.

No fim, NOLT não é sobre idade.

É sobre presença. Não é sobre quantos anos se acumulam, mas sobre quanta vida se coloca em cada escolha. É sobre honrar a própria trajetória sem pedir desculpas por ela. Sobre ocupar espaço com consistência, não com barulho. Sobre compreender que maturidade não encerra histórias, ela aprofunda sentidos.

Ser NOLT é, acima de tudo, uma decisão sobre como viver a maturidade com protagonismo . A decisão de continuar escrevendo cada capítulo da sua história com a caneta na sua mão .A decisão de seguir aprendendo. A decisão de transformar experiência em impacto. E a decisão de viver com mais verdade, menos medo e mais propósito. Porque quando a maturidade encontra consciência, ela deixa de ser limite e se torna direção. E direção, quando bem escolhida, muda tudo.

Decida ser NOLT.


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Quer saber como NOLT pode transformar a maturidade feminina em potência, direção e legado na vida pessoal e profissional? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Edna Vasselo Goldoni
https://www.institutoivg.com.br

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Palavras-chave: NOLT, maturidade feminina, etarismo, longevidade ativa, protagonismo feminino, maturidade feminina como potência, mulher madura e protagonismo na sociedade, como a maturidade feminina transforma experiência em impacto, o que significa ser uma mulher NOLT, longevidade feminina ativa e consciente
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Microagressões no Ambiente Corporativo: Entre Resultados, Crenças e Cultura

Microagressões no ambiente corporativo surgem muitas vezes de forma inconsciente, especialmente em contextos de pressão por resultados. Entenda como crenças, cultura organizacional e modelos de liderança influenciam esses comportamentos.

Microagressões Corporativas: Entre resultados, crenças e cultura do ambiente corporativo

Microagressões no Ambiente Corporativo: Entre Resultados, Crenças e Cultura

Existe uma tensão permanente dentro das organizações que raramente é discutida com profundidade. De um lado, o discurso crescente sobre ambientes mais humanizados, inclusivos e respeitosos. De outro, a pressão constante por metas, performance e entrega. Ambas são legítimas. O problema nunca esteve na busca por resultados, mas na forma como essa busca molda comportamentos — especialmente quando a pressão se intensifica.

Em contextos estáveis, valores como respeito, escuta e colaboração costumam fluir com naturalidade. Porém, quando indicadores oscilam, prazos encurtam e a cobrança se torna mais intensa, o ambiente revela sua camada mais estrutural. A comunicação se torna mais ríspida. A tolerância diminui. A impaciência ganha justificativa estratégica. É nesse espaço, quase invisível, que as microagressões encontram terreno fértil.


Microagressões não são, necessariamente, ataques explícitos ou atos deliberadamente discriminatórios.


São comentários, gestos, entonações ou padrões de interação que, muitas vezes de forma inconsciente, comunicam desvalorização, invalidação ou estereótipo. Podem surgir em situações já amplamente debatidas — como surpreender-se com a competência de alguém por sua origem, atribuir tarefas com base em gênero ou fazer observações recorrentes sobre idade ou sotaque.

Mas no cotidiano corporativo elas assumem também formas menos óbvias e igualmente corrosivas: interrupções sistemáticas em reuniões, validação de ideias apenas quando reforçadas por alguém hierarquicamente superior, uso recorrente de ironia como instrumento de pressão, exposição pública de erros sob o argumento de “agilidade”, ou a suposição de que perfis mais reservados não possuem potencial de liderança.

Isoladamente, esses comportamentos parecem pequenos, mas, no conjunto, estruturam a experiência emocional das pessoas e, com o tempo, consolidam padrões culturais.

O relatório de “Tendências 2026” da GPTW – Great Place To Work, divulgado recentemente, traz um dado que ajuda a compreender essa dinâmica: mais de 60% dos profissionais afirmam que a pressão excessiva por resultados impacta negativamente o clima organizacional, afetando diretamente engajamento e bem-estar. Esse dado não aponta apenas para desgaste. Ele revela que o modo como a pressão é exercida interfere na qualidade das relações — e, consequentemente, na sustentabilidade da performance.


É nesse ponto que as crenças pessoais entram em cena.


Em processos de mentoria e desenvolvimento de líderes, não é incomum ouvir afirmações como: “Essa geração é muito sensível”, “Hoje tudo é mimimi”, “Sempre fui direto e nunca tive problema”, ou ainda: “Sou assertivo, mas as pessoas não sabem receber feedback”.

Essas frases não são meros comentários ocasionais. Elas expressam modelos mentais consolidados. São construções formadas em contextos em que dureza era confundida com força, onde exposição pública era interpretada como ferramenta pedagógica e onde resistência emocional era vista como competência.

O ambiente organizacional, porém, tornou-se mais complexo. As equipes são mais diversas, as relações mais horizontais e as expectativas mais amplas. O que antes era tolerado ou naturalizado hoje produz efeitos distintos. Ignorar essa mudança não elimina o impacto; apenas o desloca para um território silencioso.

É fundamental fazer uma distinção madura: comunicação direta não é, por si só, uma microagressão. Exigência, franqueza e clareza são pilares da alta performance. O ponto crítico está na qualidade relacional que sustenta essa comunicação. Assertividade não é sinônimo de aspereza. Clareza não exige constrangimento. Pressão por resultado não precisa ser acompanhada de desqualificação.

Da mesma forma, nem todo desconforto é agressão. Feedbacks consistentes geram tensão produtiva. O amadurecimento está na capacidade de diferenciar tensão construtiva de invalidação recorrente.

Outro aspecto pouco explorado é que microagressões não se limitam a marcadores de identidade social. Elas emergem também nas disputas entre áreas, nas rivalidades implícitas entre gerações, nos choques entre estilos de trabalho bem como nos ruídos hierárquicos. O conflito entre “estratégia” e “operação”, entre “experiência” e “inovação”, entre “velocidade” e “profundidade” pode produzir invalidações sutis que, de fato, minam a colaboração.


O efeito raramente é explosivo. Ele é cumulativo.


Pessoas começam a moderar suas opiniões. Diminuem a participação em reuniões. Evitam propor ideias que possam ser ironizadas. Ajustam seu comportamento para reduzir exposição. A energia psíquica que poderia ser investida em criatividade e solução de problemas passa então a ser direcionada à autoproteção. Esse deslocamento tem custo — humano, cultural e financeiro.

É importante reconhecer que líderes não operam isoladamente. Estão inseridos em sistemas que premiam resultado imediato, velocidade e controle. Se o ambiente recompensa exclusivamente o número final, então os comportamentos tendem a se moldar a essa lógica. Reduzir a discussão de microagressões a uma questão de “sensibilidade individual” é certamente simplificar um fenômeno que é, em grande parte, sistêmico.


Organizações mais maduras não negam o tema sob o argumento de excesso de fragilidade, nem transformam cada tensão em acusação moral. Elas ampliam consciência. Desenvolvem repertório relacional. Criam espaços seguros para ajuste. Compreendem que cultura não se sustenta no discurso institucional, mas se revela nos momentos de pressão.


Nos processos de mentoria, um movimento interessante costuma ocorrer: muitos líderes percebem que comportamentos considerados agressivos jamais foram intencionais. Foram aprendidos, reforçados e validados ao longo da trajetória profissional. Raramente um líder se levanta pela manhã decidido a ferir. As microagressões não costumam ser fruto de intenção explícita, mas de hábitos, crenças e modelos de poder que operam sem reflexão. A tomada de consciência não enfraquece autoridade — ela a refina.

Exigência e respeito não são opostos. Alta performance não exige constrangimento. Clareza não precisa vir acompanhada de ironia. Pressão por resultado pode coexistir com dignidade relacional.

No fundo, microagressões funcionam como termômetros culturais. Elas revelam o quanto uma organização consegue sustentar seus valores quando está sob tensão. Falam menos sobre fragilidade individual e mais sobre maturidade coletiva.

Empresas continuarão vivendo a tensão entre resultado e relacionamento. Essa tensão é estrutural. A questão não é eliminá-la, mas administrá-la com consciência.

Talvez a pergunta mais provocativa não seja se microagressões existem. Talvez seja outra: que tipo de cultura se revela quando ninguém está olhando — ou quando todos estão pressionados?

Porque, no fim, não é o discurso que define a identidade de uma organização.

É o comportamento que ela normaliza quando precisa entregar.


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Quer saber mais sobre como microagressões no ambiente corporativo impactam cultura organizacional, clima e resultados nas empresas? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até a próxima!

Wilson R. Lourenço
https://www.compassconsult.com.br

Confira também: Engajamento Na Mentoria Não É Obrigação — É Escolha Organizacional

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Resiliência

Faça de cada limão, uma limonada! Resiliência é a capacidade de se resistir flexivelmente às adversidades e dificuldades, utilizando-as para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.

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O sucesso de uma mulher está em ser mulher!

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.

E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.

Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.

Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:

  • Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
  • Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.

E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.

Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.

Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.

Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.

O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.

Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.

Mas, é possível e já vi milagres.

Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.

Acreditar na Mulher que há dentro de você.

Sucesso e Feliz Dia da Mulher!

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Não concretizou uma meta? É preciso agora ter coragem para fazer mudanças drásticas!

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida.

A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.

E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.

Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.

Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.

A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.

Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.

Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.

Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.

Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.

Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.

E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?

Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?

Chega de Síndrome de Felipão, né?

Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.

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Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Quando buscamos algo melhor, criamos a mudança, pois desejamos que coisas melhores ocorram. Mas há também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora?

Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…

Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.

Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.

Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.

Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.

Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…

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Sem Comprometimento não há avanços na vida e nem sucesso!

Qual é o seu grau de comprometimento em realizar algo? Um dos maiores problemas de uma pessoa é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

Responda rápido a minha pergunta:

– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?

Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:

– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?

Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.

Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.

Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.

E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?

Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.

O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.

Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?

Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.

Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.

Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:

Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.

Para ajudar, significado de Comprometimento:

“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.

Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!

Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.

É por ai. Boa semana!

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O Poder do Bom Dia e Obrigado

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado. Quem não gostaria de ouvir este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.

Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.

Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.

Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?

Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.

Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?

Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?

Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.

A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.

Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.

Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.

O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.

Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.

Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.

Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.

Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.

Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.

Pense nisso.

Te desejo um bom dia e obrigada.

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Procrastinando? Então continue!

Sabe aquilo que você já sabe que tem que fazer e não faz? É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que nunca rola por que você não toma a iniciativa.

É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.

Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”

E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.

Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?

O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.

Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.

Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…

Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:

1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?

Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.

2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.

Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.

3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?

4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.

5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.

6º passo: Faça.

Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.

E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.

Com amor e com alma,

Karinna

PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.

PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.

Obrigada!

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Você sabe o que é Inteligência Espiritual?

A maior parte das pessoas já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. E sobre Inteligência Espiritual? Será que a Inteligência Emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? O que você pensa a respeito?

Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?

Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação.  Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.

O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.

Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.

Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.

As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.

E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!

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