Técnica Versus Caráter na Tomada de Decisão: O Ponto Onde Líderes se Revelam
Existe um momento na liderança em que a técnica já não é mais o fator decisivo. É quando as opções estão todas “corretas” no papel, mas apenas uma é justa. Nesse ponto, não é o currículo que decide. É o caráter.
Aprendi isso cedo, antes mesmo de ocupar qualquer cargo de liderança.
Quando decidir não era uma escolha técnica
Cresci vendo minha mãe trabalhar duro, esconder o cansaço atrás de um sorriso e seguir fazendo o que precisava ser feito. Em casa, as decisões não eram baseadas em planilhas, metas ou indicadores, mas baseadas em valores: o que era possível, o que era digno, o que preservava as pessoas.
Houve momentos em que a decisão “mais eficiente” seria desistir, endurecer, fechar portas, mas a decisão tomada quase sempre foi a mais humana.
E isso ficou gravado em mim.
Com o tempo, percebi que muitas decisões difíceis nas empresas não são difíceis por falta de técnica. São difíceis porque exigem caráter.
Na Liderança, técnica resolve problemas, mas é o caráter que sustenta consequências
A técnica ajuda a analisar cenários, medir riscos, calcular impactos. Ela é necessária.
Mas ela não responde a perguntas como:
- Quem vai pagar o preço dessa decisão?
- O que isso comunica para o time?
- Que tipo de cultura eu estou reforçando?
- Eu tomaria essa decisão se estivesse do outro lado?
Essas respostas não estão nos métodos.
Estão nos valores.
É por isso que vemos líderes tecnicamente brilhantes tomando decisões que:
- quebram a confiança do time;
- minam o engajamento;
- geram medo silencioso;
- produzem resultado no curto prazo e desgaste no longo.
A técnica até entrega números.
O caráter entrega sustentabilidade.
Onde a liderança se perde com mais frequência
Ao longo da minha trajetória, observei um padrão claro: quando a pressão aumenta, então o caráter é testado.
É fácil liderar com valores quando tudo vai bem. Difícil é mantê-los quando:
- o caixa aperta;
- a meta não bate;
- o erro acontece;
- o conflito surge.
É nesse momento que o líder escolhe, consciente ou não, entre:
- proteger o resultado ou proteger as pessoas;
- impor autoridade ou construir responsabilidade;
- ter razão ou fazer o que é certo.
Essas escolhas constroem (ou destroem) cultura.
Três princípios para decisões com caráter (sem abrir mão da técnica)
Não se trata de romantizar decisões nem ignorar dados. Trata-se de integrar técnica e valores.
Aqui estão três princípios práticos a saber:
1. Nunca decida algo que você não explicaria com tranquilidade
Se a decisão precisa ser escondida, maquiada ou comunicada pela metade, então há um alerta aceso.
Decisões com caráter suportam transparência.
Pergunta-chave: Eu consigo explicar essa decisão olhando nos olhos do time?
2. Avalie o impacto humano antes do impacto financeiro
Não é ignorar números, mas sim ordenar prioridades.
Decisões que ferem pessoas cobram juros altos depois: turnover, apatia, desconfiança.
Pergunta-chave: Que comportamento essa decisão incentiva daqui pra frente?
3. Seja coerente, mesmo quando custa
Coerência gera segurança. Segurança gera engajamento.
Muitos líderes perdem força não por decisões duras, mas por decisões incoerentes, mudam regras, discursos e critérios conforme a conveniência.
Pergunta-chave: Se eu repetir essa decisão várias vezes, que líder eu me torno?
Para fechar
A vida me ensinou que caráter não aparece no discurso, ela aparece na escolha difícil. No momento em que ninguém está olhando. Quando a decisão não é confortável, mas é correta.
Técnica você aprende, processo você ajusta e estratégia você muda.
Mas caráter é o que sustenta tudo isso em pé.
E talvez essa seja a maior verdade da liderança: No fim, as pessoas não se lembram apenas do que você decidiu. Elas se lembram de como você decidiu.
Se esse tema faz sentido para você, então vale a pena salvar e compartilhar com outros líderes.
Estamos precisando de menos decisões “certas no papel” e mais decisões dignas na prática.
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Tudy Vieira
https://www.tudyvieira.com.br/
Confira também: Da Escassez Nasce a Consciência: Uma Lição Silenciosa sobre Liderança
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Sonhos, Compaixão e o AEP em Ação:
Como Visão Pessoal e Segurança Emocional Ampliam Aprendizado, Conexão e Crescimento
Recebi alguns feedbacks muito positivos sobre meus últimos artigos, nos quais abordei temas inspirados em um dos livros que tenho estudado, Ajudando Pessoas a Mudar, de Richard Boyatzis. Resolvi continuar essa jornada porque acredito que essas reflexões podem nos ajudar profundamente na vida como um todo — e, especialmente, na vida profissional, onde dedicamos grande parte do nosso tempo e energia.
Já escrevi sobre os dois Atratores: o Emocional Positivo (AEP) e o Emocional Negativo (AEN). Nesse e nos próximos artigos, explorarei práticas sugeridas por Boyatzis — e outras igualmente potentes — para que possamos provocar o AEP de forma intencional.
Boyatzis trata o AEP como um ecossistema emocional, com múltiplas portas de entrada. Por isso, optei por dividir os conteúdos em etapas, aprofundando cada uma dessas portas e mostrando que provocar o AEP é uma prática multifacetada, acessível e totalmente possível.
Se o AEP é o estado emocional que nos abre para aprender, criar e nos conectar, ele não surge espontaneamente: é cultivado por práticas que ampliam nossa visão e despertam o melhor de nós. O autor descreve caminhos concretos para desenvolver esse estado — caminhos que, quando incorporados à vida profissional, transformam a forma como lideramos, colaboramos bem como a forma como tomamos decisões.
Hoje, quero abordar duas práticas que funcionam como alicerces:
- conectar-se (ou reconectar-se) aos sonhos e à visão pessoal;
- cultivar compaixão e autocompaixão.
1. Conectar-se aos sonhos e à visão pessoal
Sonhar não é ingenuidade; é fisiologia. Quando imaginamos um futuro desejado, ativamos então redes neurais ligadas à esperança, curiosidade e motivação intrínseca. O cérebro sai do modo defesa e entra no modo crescimento. No trabalho, isso significa deixar de operar apenas por obrigação e começar a agir a partir de um sentido de propósito.
Reconectar-se à visão pessoal envolve perguntas que vão além do cargo:
- Quem eu quero me tornar?
- Que impacto quero gerar?
- Que valores quero encarnar no meu dia a dia?
- Como realizo meu propósito no trabalho?
Ao responder essas perguntas, criamos uma imagem interna que funciona como um farol emocional. Diante de pressões, conflitos ou incertezas, essa visão nos ajuda a escolher respostas mais alinhadas com quem queremos ser, em vez de reagir no automático.
Essa prática também tem um efeito social. Pessoas que falam com brilho nos olhos sobre o que estão construindo contagiam o ambiente. O AEP não é apenas um estado interno; é um campo que se expande. Líderes e profissionais conectados aos próprios sonhos inspiram, mobilizam e abrem espaço para que outros também se conectem aos seus.
Sonhar, portanto, é uma prática estratégica: prepara o sistema nervoso para enxergar possibilidades, sustenta a perseverança e cria coerência entre o que pensamos, sentimos e fazemos.
2. Compaixão e autocompaixão
Se a visão pessoal aponta o norte, compaixão e autocompaixão definem a qualidade do caminho.
Compaixão é olhar para o outro reconhecendo sua humanidade, suas dores e seus desejos. No contexto profissional, isso se traduz em conversas que escutam antes de julgar, em feedbacks que fortalecem em vez de encolher, em lideranças que, de fato, se interessam genuinamente pela história e pelos sonhos das pessoas.
Esse tipo de relação cria segurança psicológica — condição essencial para o AEP. Quando alguém se sente visto e respeitado, então o sistema de ameaça desativa e a pessoa pode acessar criatividade, abertura e coragem para aprender.
Mas não há compaixão sustentável sem autocompaixão. Tratar-se com dureza constante mantém o corpo em alerta e alimenta o AEN. Autocompaixão é reconhecer limites e erros sem se destruir por isso. É falar consigo mesmo como falaria com alguém que respeita: reconhecendo a dor, lembrando que a imperfeição é humana e escolhendo uma resposta gentil, sem fugir da responsabilidade.
Profissionais que praticam autocompaixão se recuperam mais rápido de falhas, pedem ajuda com menos vergonha e se arriscam mais em novas ideias. Líderes autocompassivos não projetam suas inseguranças na equipe. Equipes que normalizam vulnerabilidade e erro criam culturas mais leves, criativas e saudáveis.
Sonhos e visão pessoal dão direção; compaixão e autocompaixão dão sustentação emocional. Juntas, essas duas práticas criam o terreno onde o AEP pode florescer de forma consistente na vida profissional.
No próximo artigo, abordarei outras práticas — algumas citadas por Boyatzis e outras que emergem das minhas próprias vivências.
E você? Quais práticas tem adotado ou gostaria de sugerir para que vivamos com mais AEP presente no nosso dia a dia?
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como o Atrator Emocional Positivo (AEP) pode ampliar aprendizado, conexão e crescimento com mais segurança emocional? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Vera Godoi Costa
https://www.linkedin.com/in/vera-costa-71830715/
Confira também: Atrator Emocional: O Que Define Conversas Difíceis no Trabalho
Palavras-chave: aep, visão pessoal, compaixão e autocompaixão, vida profissional, segurança emocional, aep no trabalho, atrator emocional positivo, atrator emocional positivo no trabalho, conectar-se aos sonhos e à visão pessoal, provocar o aep de forma intencional, sonhos e visão pessoal dão direção, segurança psicológica
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O Ponto Cego de Quem Chegou Longe na Carreira
Quando a Continuidade Sustenta Resultados, Mas Começa a Comprometer Direção e Clareza
Olá,
Sou Valquiria Camargo Jorge, fundadora da Mente & Movimento e cofundadora da RebrandSe.
Depois de mais de 25 anos de carreira, sendo mais de 20 em posições de liderança, passei a me dedicar a um ponto que raramente é tratado com profundidade: o que sustenta as decisões antes da ação.
Atuo apoiando líderes e profissionais experientes em momentos de escolha, transição e reposicionamento, onde clareza, consistência e direção deixam de ser conceitos e passam a ser necessários.
Acredito que carreira e liderança não se constroem apenas na execução, mas na forma como pensamos, interpretamos e escolhemos ao longo do caminho.
A cada quatro semanas, trarei reflexões sobre carreira, liderança e transições a partir de um lugar pouco explorado: percepção, identidade e direção.
Este é um espaço para quem entende que decisões importantes não se resolvem acelerando, mas construindo clareza.
Porque, no fim, não é o movimento que sustenta uma trajetória.
É a direção.
Conto com você na minha coluna!
Valquíria Jorge
O Ponto Cego de Quem Chegou Longe
Quando a Continuidade Sustenta Resultados, Mas Começa a Comprometer Direção e Clareza
Por que carreiras bem-sucedidas começam a perder direção, e o custo silencioso disso nas decisões
No ambiente corporativo, somos treinados para avançar.
Crescer, assumir mais responsabilidades, sustentar resultados, manter consistência ao longo do tempo.
E, de fato, esse movimento constrói carreiras sólidas.
Mas existe um ponto cego nesse modelo: um momento em que a continuidade deixa de ser sinônimo de direção, e passa a ser apenas repetição qualificada do que já funcionou.
O problema invisível: quando o movimento substitui a direção
Ao longo da trajetória, profissionais experientes desenvolvem uma habilidade valiosa: a capacidade de decidir rápido e sustentar execução sob pressão.
Mas, com o tempo, essa mesma habilidade pode se tornar um risco.
Porque decidir rápido não significa decidir com clareza.
E sustentar performance não garante alinhamento.
Existe um momento em que o movimento continua, mas a direção já não é mais revisada.
E é nesse ponto que o desalinhamento começa.
Nem toda continuidade é escolha
Muitas carreiras seguem avançando sem uma decisão consciente por trás.
O profissional continua entregando, assumindo novos desafios, sendo reconhecido.
Mas raramente cria espaço para revisar o que, de fato, ainda faz sentido sustentar.
E isso gera um efeito silencioso: a trajetória cresce, mas a conexão com ela diminui.
O custo: quando o sucesso deixa de sustentar
Esse desalinhamento não aparece de forma explícita.
Ele se manifesta de maneira sutil, mas consistente:
Decisões começam a pesar mais. O cansaço não se resolve com descanso. A motivação passa a depender do esforço, não do sentido.
Não é falta de capacidade.
É excesso de continuidade sem revisão de direção.
Clareza não nasce na execução
Existe uma crença comum no mundo corporativo: a ideia de que clareza virá com o movimento, mas na prática, acontece o oposto.
Sem clareza, o movimento intensifica o desalinhamento.
Decisões importantes não se resolvem acelerando.
Se resolvem organizando pensamento, revisando critérios e reconhecendo o momento atual, não apenas o histórico construído.
Direção como escolha consciente
Direção não é consequência automática da experiência, é construção.
Exige pausa, leitura de contexto e, principalmente, disposição para questionar o que sempre funcionou.
Porque o que trouxe você até aqui pode não ser o que sustenta o próximo ciclo.
E ignorar isso tem um custo alto, mesmo quando os resultados ainda aparecem.
Continuar também é uma decisão
Seguir em frente pode parecer o caminho mais natural.
Mas nem sempre é o mais consciente.
Existe uma diferença importante entre avançar e apenas continuar, e essa diferença está na clareza.
O ponto de inflexão
Talvez a pergunta mais importante não seja sobre o próximo passo, mas sobre o que, de fato, ainda faz sentido sustentar.
Não é o movimento que define uma trajetória consistente, é a direção.
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Quer saber mais sobre como carreiras bem-sucedidas podem perder direção mesmo mantendo resultados consistentes? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Valquiria Jorge
Fundadora da Mente & Movimento e cofundadora da RebrandSe
https://www.linkedin.com/in/valquiria-camargo-jorge/
https://instagram.com/valjorge_menteemovimento
Não deixe de acompanhar a coluna Direção e Movimento
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Reconexão Interna na Liderança: Como Alinhar Consciência, Decisões e Impacto no Dia a Dia
Existe um ponto na jornada de liderança em que as respostas externas deixam de ser suficientes.
Nesse momento, o que sustenta decisões, relações e resultados passa a vir de dentro. É quando o líder percebe que técnica, experiência e conhecimento continuam importantes, porém já não são suficientes para lidar com a complexidade das relações e dos contextos organizacionais.
É nesse espaço que a reconexão interna ganha relevância.
Ela se manifesta na forma como o líder se percebe, interpreta situações e certamente como conduz suas escolhas. Quando essa base interna está mais organizada, então as decisões se tornam mais consistentes, as relações mais claras e o impacto mais alinhado com aquilo que se deseja construir.
Consciência e desenvolvimento humano
A psicologia analítica, formulada por Carl Gustav Jung (1954/2000), compreende o desenvolvimento humano como um processo contínuo de ampliação da consciência. A psique inclui dimensões conscientes e inconscientes que influenciam diretamente comportamentos, percepções bem como reações no cotidiano.
Nesse contexto, o processo de individuação representa o caminho de integração dessas dimensões. Ao reconhecer aspectos antes não observados ou evitados, o indivíduo amplia sua percepção e fortalece assim sua capacidade de agir com mais consciência.
Esse desenvolvimento acontece ao longo da vida, especialmente em momentos que exigem decisão, adaptação e posicionamento. Situações desafiadoras, mudanças de contexto e escolhas que pedem mais autonomia funcionam como pontos de reorganização interna.
Com o tempo, o líder passa a perceber que não se trata apenas de responder às demandas externas, mas de sustentar internamente a forma como decide e se posiciona.
Como expresso em minha trajetória no livro Alma de Líder: O despertar da consciência para uma liderança com propósito, liderar é ocupar o próprio espaço com coragem e responsabilidade, assumindo assim a autoria das próprias escolhas (Maziero, 2025).
A contribuição da psicologia transpessoal
A psicologia transpessoal amplia essa compreensão ao incluir dimensões que vão além da identidade individual. Vera Saldanha (2008), por meio da Abordagem Integrativa Transpessoal, propõe uma leitura do desenvolvimento humano que integra aspectos psicológicos, existenciais e de sentido.
A Cartografia da Consciência descreve esse desenvolvimento em sete etapas: reconhecimento, identificação, desidentificação, transmutação, transformação, elaboração e integração.
Na prática, esse percurso pode ser observado no dia a dia da liderança:
- O reconhecimento aparece como um desconforto diante de situações que já não fazem sentido;
- A identificação se manifesta na repetição de padrões conhecidos;
- A desidentificação surge quando o líder começa, de fato, a questionar essas respostas automáticas;
- A transmutação ocorre quando experiências passam a gerar aprendizado;
- A transformação se expressa em novas formas de agir;
- A elaboração amplia a compreensão sobre a própria trajetória;
- A integração consolida esse processo em uma atuação mais coerente.
Essas etapas se reorganizam ao longo da experiência, conforme novos desafios surgem.
Reconexão interna e prática da liderança
Nesse contexto, a reconexão interna se torna um recurso essencial para a liderança. Ela permite maior clareza nas decisões, mais consistência nas relações e, além disso, maior alinhamento entre intenção e ação.
A abordagem integrativa de Ken Wilber (2000) contribui ao demonstrar que a forma como interpretamos a realidade está diretamente relacionada ao nível de consciência a partir do qual operamos.
Isso significa que, ao ampliar a consciência, ampliamos também a capacidade de liderar com mais clareza e efetividade.
Na prática, isso se traduz em:
- decisões mais conscientes;
- comunicação mais assertiva;
- maior capacidade de lidar com complexidade;
- redução de respostas reativas;
- aumento da intencionalidade nas ações.
A liderança passa então a ser sustentada por uma base interna mais estável e consistente.
Aplicação no dia a dia
A reconexão interna não é um conceito abstrato. Ela se constrói na prática cotidiana.
Algumas perguntas podem apoiar esse processo:
- Como tenho tomado minhas decisões: por pressão ou por clareza?
- Quais padrões se repetem nas minhas relações profissionais?
- O que determinada situação revela sobre mim?
- Minhas ações refletem aquilo que considero importante?
Esse tipo de reflexão amplia a consciência e dessa forma contribui para escolhas mais alinhadas.
Conclusão
Liderar envolve um compromisso contínuo com o próprio desenvolvimento.
Reconhecer padrões, integrar experiências e ajustar a forma de agir passam a ser, de fato, parte do exercício da liderança.
A reconexão interna sustenta esse processo. Ela organiza a base a partir da qual o líder pensa, decide e atua.
Quando essa base se fortalece, a liderança ganha consistência e os resultados passam então a refletir esse alinhamento.
Para aprofundar esse olhar:
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Até o próximo artigo.
Cristiane Maziero
Fundadora/Idealizadora @ Allure Desenvolvimento Humano | Psicologia Transpessoal
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Confira também: Reconexão Essencial: A Liderança Que Precisa Voltar a Si Para Sustentar o Todo
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Isolamento Nem Sempre É Falta de Interesse, Pode Ser Genialidade Escondida no Medo de Rejeição
Você é do tipo de pessoa mais calada, não gosta muito de estar entre pessoas por longos períodos de tempo, seus amigos e rodas que frequenta são muito seletivos?
Pessoas extremamente inteligentes, pensam fora da caixa, mas constantemente se escondem justamente por se desenvolverem muito bem onde outras pessoas não conseguem chegar: na imaginação.
Mentes brilhantes que muitas vezes se escondem atrás do seu mundo mental onde tudo é perfeito, possível e genial, por medo de externar suas ideias e elas serem ridicularizadas, rejeitadas.
No trabalho, são as pessoas que preferem trabalhar sozinhas e não em grupo, não fazem questão de estarem presentes nos eventos sociais da empresa. Quando vão, em poucas horas querem ir embora pois sentem sua energia drenada.
Se você é assim, provavelmente vive se sentindo incomodado quando pessoas emotivas demais se aproximam. Você sente empatia, mas não sabe o que fazer para apoiar. Você é uma pessoa prática, racional, gosta de resolver os problemas com a lógica e não a emoção. Não sabe lidar com pessoas que só querem desabafar, pois você é bom em solucionar problemas.
As pessoas gostam das suas soluções, mas podem te achar uma pessoa mais fria. E não tem nada de errado com isso, essa é apenas a sua forma de ser! Você é prático, analítico, gosta de focar na solução e tem uma criatividade fora da curva! Suas ideias, quando externadas e valorizadas, viram inspiração e são inovadoras!
Todos nós temos uma parte nossa com essas características.
Se você se identificou, quando você está na dor, você tende a se isolar e a não compartilhar nada. Se for esse o seu caso, encontre pessoas que o encorajem, que deem espaço para suas ideias, sem julgamentos.
E se dê o espaço de isolamento que você precisa para recarregar suas energias. Só não a use como fuga, coloque um limite nesse tempo de isolamento. Assim, sua energia e produtividade vão aumentar muito em vez de serem drenadas.
Você tem muitas ideias, comece a torná-las realidade! Se planeje, pesquise, ou peça ajuda a quem você confia para te ajudar a botá-las em prática!
Não adianta ter infinitas boas ideias se o mundo (e nem mesmo você) não puderem apreciá-las! Só encontre as pessoas e os lugares certos para isso.
E se você reconhece um funcionário na empresa com esse perfil, aprenda a encorajá-lo a expor suas ideias e soluções. Não critique, não ridicularize, não as rejeite. Apenas ouça e traga os pontos onde precisam ser, de fato, trabalhados mais detalhadamente, para vocês desenvolverem juntos os pontos de melhoria. E não espere que ele execute tudo, ele não tem energia pra isso. Coloque junto pessoas mais executoras para ajudar a fazer o projeto sair do papel.
Dessa forma, você vai incentivar seu funcionário mais visionário a criar (ao invés de se esconder), trazer soluções inovadoras e visão estratégica focadas em soluções que ninguém jamais pensou.
A melhor parte é que todos tem uma porcentagem nossa desse traço! E você, o quanto você se identifica com esse perfil?
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Até o próximo artigo!
Sarah Martins
Mentora de Autoliderança, Desenvolvimento Humano e Inteligência Emocional
http://linkedin.com/in/sararmartins
Confira também: Por Que Pessoas Tão Boas Acabam Procrastinando?
Palavras-chave: medo de rejeição, medo da rejeição, isolamento, como lidar com rejeição, como lidar com a rejeição, genialidade escondida no medo de rejeição, isolamento nem sempre é falta de interesse, mentes brilhantes que muitas vezes se escondem, transformar isolamento em força criativa, dar voz às suas ideias
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A Venda no WhatsApp Não se Perde na Falta de Interesse. Ela se Perde na Forma Como a Conversa É Conduzida
A digitalização dos processos de venda ampliou os pontos de contato entre empresas e clientes. Redes sociais, mecanismos de busca e plataformas de conteúdo passaram a desempenhar um papel importante na atração de público. No entanto, existe uma etapa desse processo ainda pouco explorada: o momento em que o cliente entra em contato direto com a empresa, especialmente pelo WhatsApp.
Hoje, o WhatsApp é considerado o principal canal de mensageria no Brasil.
Segundo a Opinion Box (2025), com base em 1.126 entrevistas realizadas entre março e abril, o aplicativo está presente de forma massiva no dia a dia dos usuários. Ou seja, o cliente já está lá. Ele chega por diferentes caminhos, um conteúdo no TikTok, uma busca no Google, uma indicação, mas é na conversa que a decisão acontece. E é justamente nesse ponto que muitas vendas deixam de ser concluídas.
Existe uma percepção comum de que o problema do atendimento está no volume de mensagens ou na quantidade de perguntas dos clientes. Mas, na prática, o problema costuma ser outro: a forma como as respostas são feitas. Em muitos atendimentos, a comunicação é objetiva demais. Responde-se a pergunta do cliente, mas não o ajuda a decidir.
Um exemplo simples ilustra bem esse cenário.
Quando um cliente pergunta “Você tem bolo de chocolate?” e recebe como resposta apenas “Tem”, a informação foi entregue, mas a conversa não evolui. O mesmo acontece quando informamos o preço de forma isolada, como em “R$39,90”. A resposta existe, mas não há direcionamento. E sem direcionamento, a decisão não acontece.
Responder, nesse contexto, não é o mesmo que conduzir. Responder é atender a pergunta. Conduzir é ajudar o cliente a avançar. Quando a resposta traz contexto, apresenta opções e sugere um próximo passo, a conversa muda de nível. Ao dizer, por exemplo, “Tenho sim. Temos com recheio, sem recheio, personalizado e também em combo. Se quiser, posso te indicar o que mais sai”, a comunicação deixa de ser apenas informativa e passa a ser orientativa e isso impacta diretamente na decisão.
Outro ponto relevante é a qualidade da presença na conversa. A rapidez no atendimento ajuda, mas não é suficiente. Responder bem com clareza, organização e antecipação de dúvidas é o que realmente aumenta a chance de continuidade. Quando isso não acontece, a conversa não necessariamente se encerra de forma explícita; ela apenas esfria, e o cliente não retorna.
As ferramentas disponíveis no WhatsApp contribuem para esse processo.
Recursos como respostas rápidas, catálogos e etiquetas ajudam a organizar o atendimento e trazer consistência. No entanto, é um equívoco atribuir a essas funcionalidades a responsabilidade pela venda. Ferramenta organiza o fluxo, mas a venda acontece na forma como construímos a mensagem.
Também é importante ajustar uma percepção comum: conduzir não é pressionar. Conduzir é facilitar. É ajudar o cliente a entender melhor, apresentar caminhos e reduzir dúvidas. Quando isso acontece, o processo se torna mais leve tanto para quem vende quanto para quem compra.
Ao analisar o desempenho de vendas no ambiente digital, fica evidente que a diferença entre perder e concluir uma venda não está apenas no produto, no preço ou no canal de origem. Ela está, sobretudo, na conversa na forma como ela começa, evolui e se sustenta.
Quem conversa melhor, vende mais.
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Até o próximo mês!
Renata Cristina Paulino
https://www.linkedin.com/in/renatapaulino/
Confira também: Você Não Precisa Dar Conta de Tudo Para Vender Bem
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Brasil: O País Mais Ansioso do Planeta
E o Que Psicanalistas, Terapeutas e Coaches Podem Fazer Agora?
Num mundo cada vez mais adoecido mentalmente e psicossocialmente, é impossível ignorar o que se passa no Brasil. O sofrimento psíquico deixou de ser “caso isolado” para virar paisagem cotidiana, ou seja, uma epidemia: famílias exaustas, profissionais no limite, jovens com sensação de futuro bloqueado, relacionamentos marcados por urgência, irritabilidade e um cansaço que não melhora com descanso.
Circulam dados amplamente mencionados em relatórios e comunicações internacionais de saúde: 18,6 milhões de brasileiros sofrendo com ansiedade e 11,5 milhões com depressão clínica, frequentemente atribuídos à OMS, além da frase que se tornou símbolo do diagnóstico social: “o Brasil é apontado como o país mais ansioso do planeta”. Independentemente de como cada recorte estatístico é medido (e isso importa), o que vemos na clínica, na sala de aula, nos atendimentos e nas empresas é um fato duro: a vida subjetiva do brasileiro está, de fato, sob pressão contínua.
E, quando a pressão vira modo de vida, o sintoma deixa de ser exceção e passa então a ser linguagem.
O Que Está Por Trás da Ansiedade e Depressão “à brasileira”
Ansiedade e depressão raramente são apenas “um problema químico” ou “falta de pensamento positivo”. Na prática, elas costumam ser respostas humanas a contextos de ameaça, perda, insegurança e desamparo — e o Brasil, nos últimos anos, tem oferecido isso em alta frequência.
Alguns vetores muito comuns no cenário brasileiro atual:
- Insegurança material e instabilidade (trabalho, renda, futuro), que ativam um estado de alerta prolongado;
- Hipercobrança e comparação social (redes sociais + meritocracia mal compreendida), que geram culpa e inadequação crônicas;
- Solidão acompanhada: vínculos fragilizados, laços utilitários, pouco espaço para intimidade emocional real;
- Sobrecarga cognitiva: excesso de estímulos, pouca recuperação, sono ruim, alimentação desregulada, corpo “sem chão”;
- Cultura do desempenho: o sujeito vira projeto, e falhar vira identidade.
A consequência é um padrão que aparece nos consultórios: a pessoa não está apenas triste ou preocupada — ela está operando em modo sobrevivência.
O Papel do Profissional de Cuidado: Menos Promessa, Mais Método
Se você é psicanalista, terapeuta, coach ou mentor, então seu trabalho não é “apagar sintomas” rapidamente. Mas ajudar o cliente a construir condições internas e externas para que a vida volte a ser habitável.
A seguir, deixo um conjunto de dicas práticas para que você possa ajudar clientes com ansiedade e depressão, com linguagem direta, que você pode adaptar à sua abordagem (psicanalítica, integrativa, comportamental, coaching, mentoria), sem cair em receita pronta.
10 Direções Clínicas e Práticas Para Ajudar Clientes Com Ansiedade e Depressão no Brasil
1) Comece pelo que é Seguro: Regulação Antes de Interpretação
Quando a pessoa está em ansiedade alta, ela não “pensa melhor” porque você explicou melhor. Ela pensa melhor quando o sistema interno sai do modo ameaça.
- Faça intervenções de aterramento (por exemplo: respiração, sensorialidade, nomeação do aqui-agora);
- Use linguagem simples: “vamos reduzir a intensidade agora, depois entendemos o sentido”.
2) Diferencie Sofrimento de Doença e Doença de Identidade
Muitos clientes chegam dizendo “eu sou ansioso” ou “eu sou deprimido”.
- Trabalhe a frase: “você está em ansiedade” e não “você é ansiedade”;
- Isso devolve agência sem culpar.
3) Mapeie Gatilhos com o Cliente (Não Sozinho)
Ansiedade e depressão têm lógica. Às vezes invisível, mas lógica.
- Pergunte: “quando piora?”, “com quem piora?”, “em quais horários?”, “o que você evita?”;
- Transforme isso em um “mapa do sintoma”, não em um julgamento moral.
4) Atenção aos Mecanismos de Defesa que “Ajudam Piorando”
No Brasil atual, vejo muito:
- Negação (não sentir para aguentar);
- Racionalização (explicar tudo para não tocar a dor);
- Projeção (a ameaça sempre está fora);
- Deslocamento (explodir em quem é seguro);
- Formação reativa (sorriso e performance quando há colapso dentro).
A dica prática: em vez de “combater” a defesa, reconheça a função dela e então ofereça uma alternativa: “Entendo que isso te protegeu. Agora vamos ver se ainda precisa te proteger assim.”
5) Trabalhe Microrrotinas: O Cérebro Melhora com Repetição, Não com Revelação
Especialmente em depressão, “clareza” pode existir e mesmo assim não há energia.
- Combine um comportamento mínimo por dia (por exemplo: 10 minutos de caminhada; banho em horário; comida real 1x/dia);
- O mínimo consistente vence o máximo esporádico.
6) Saia do “Tudo é Emocional”: Verifique o Corpo e o Contexto
Sem invadir sua área, você pode orientar com responsabilidade:
- Sono (qualidade e regularidade);
- Uso de álcool/cafeína;
- Sedentarismo;
- Alimentação;
- Excesso de telas;
- Possível necessidade de avaliação médica/psiquiátrica quando há risco, ideação suicida, incapacidade funcional severa.
Isso não “reduz a alma ao corpo”. Devolve o chão para o psíquico trabalhar.
7) Ajude o Cliente a Nomear Perdas (Mesmo as Invisíveis)
Muita depressão é luto mal reconhecido:
- perda de futuro;
- perda de tempo;
- perda de sentido;
- perda de pertença;
- perda de si mesmo.
Perguntas úteis: “o que você perdeu e ninguém validou?” , “o que você teve que engolir sozinho?”
8) Reconstrua Vínculos: Sintoma Melhora em Rede, Não Só em Insight
A intervenção mais negligenciada é a social.
- Incentive um vínculo bom por semana (presencial, se possível): conversa, grupo, comunidade, espiritualidade, arte, voluntariado;
- O oposto de depressão não é a felicidade, mas a vitalidade compartilhada.
9) Para Coaches e Mentores: Cuidado com Meta como Anestesia
Meta pode ser fuga sofisticada: “se eu performar, eu não sinto”.
- Antes da meta: alinhe estado interno, valores bem como limites;
- Pergunta-chave: “essa meta te aproxima da vida ou só te impede de cair?”
10) Traga Esperança Adulta: Sem Fantasia, Sem Cinismo
O cliente precisa de realismo com saída.
- Troque “vai dar tudo certo” por “vamos construir um jeito possível”;
- Isso é profundamente terapêutico.
Um Alerta Profissional (Necessário):
Se houver risco de autoagressão, ideação suicida, violência doméstica, abuso de substâncias grave, ou então incapacidade intensa para atividades básicas, a conduta ética é encaminhar e trabalhar em rede. Nesses casos, “apenas conversar” pode ser insuficiente.
Em Resumo:
- Ansiedade e depressão no Brasil têm componentes psíquicos, sociais, corporais, econômica e política— e sem dúvida precisam de abordagem integrada;
- Ajudar começa por regulação (reduzir a intensidade) e então significação (entender o sentido);
- Rotinas mínimas, rede de apoio e validação de perdas têm impacto clínico real;
- Meta e performance, sem cuidado emocional, podem virar anestesia.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como atuar de forma prática e consciente diante da ansiedade e depressão no Brasil, ajudando pessoas a saírem do modo sobrevivência e reconstruírem assim uma vida melhor? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar com você a respeito.
Um abraço e até a próxima!
Iússef Zaiden Filho
Psicanalista, Terapeuta e Coach
http://www.izfcoaching.com.br/
Confira também: Aprender a Aprender: A Habilidade Essencial da Educação do Século XXI que Transforma Todas as Profissões
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Escuta Criativa: Quando a Forma de Ouvir Transforma a Forma de Viver
Querido leitor,
Sabemos que escutar não é apenas ouvir palavras. Escutamos também com a nossa história, com as experiências que nos marcaram, com medos antigos, expectativas silenciosas e com a forma como aprendemos a nos defender ao longo da vida.
É por isso que duas pessoas podem viver a mesma situação e reagirem de maneiras completamente diferentes. O fato externo pode ser o mesmo. O que muda é a escuta interna.
Uma mensagem que demora a chegar pode ser recebida por alguém com tranquilidade e por outra pessoa como sinal de desinteresse. Uma observação simples pode ser acolhida como oportunidade de crescimento ou então sentida como rejeição. Um silêncio pode ser apenas silêncio, mas também pode acionar inseguranças que já existiam dentro de nós.
Perceba como isso é importante.
Muitas dores humanas se intensificam na interpretação automática que fazemos daquilo que aconteceu.
Foi justamente por isso que comecei a usar a expressão escuta criativa.
Chamo assim porque escutar é um ato criador. Ao ouvir algo, imediatamente criamos significados, emoções, narrativas e respostas. Se esse processo acontece no automático, então repetimos velhos padrões. Se acontece com consciência, abrimos espaço para maturidade, leveza e liberdade emocional.
Escuta criativa é a capacidade de colocar uma pausa entre o acontecimento e a conclusão apressada.
É respirar antes de reagir.
É perguntar a si mesmo:
- O que realmente foi dito?
- O que eu senti diante disso?
- O que estou interpretando além dos fatos?
- Essa reação pertence somente ao presente ou toca algo mais antigo em mim?
- Existe outra forma de compreender essa situação?
Essas perguntas simples têm poder de reorganizar relações inteiras.
Muitas discussões que parecem sobre o outro, na verdade, revelam conversas internas mal resolvidas. Muitas mágoas persistem porque continuamos escutando o presente pelas lentes do passado. E muitas rupturas poderiam ser evitadas se houvesse menos impulso e mais consciência.
Isso não significa ignorar sinais importantes, aceitar desrespeito ou duvidar da própria intuição. Significa apenas desenvolver discernimento. Nem tudo precisa ser respondido na hora. Nem tudo merece o peso que damos. E, sem dúvida, nem tudo fala sobre nós.
Existe também um aspecto precioso dessa prática: a escuta criativa de si mesmo.
Há pessoas que escutam todos ao redor, mas não conseguem ouvir a própria exaustão, a tristeza silenciosa, a necessidade de limites, o desejo de mudança ou o pedido interno por descanso.
Quando não nos escutamos, vamos endurecendo. Quando nos escutamos com presença, começamos então a voltar para casa.
Talvez você esteja precisando disto neste momento:
- Escutar melhor o outro, sem se perder de si.
- Escutar melhor a si, sem transformar tudo em ameaça.
- Escutar a vida com mais maturidade e menos pressa.
Tenho percebido que pessoas emocionalmente sábias não são as que nunca se ferem, mas aquelas que aprenderam a revisar a própria interpretação antes de entregar o volante da vida à reação impulsiva.
Por isso, deixo um convite carinhoso: na próxima situação que mexer com você, antes de concluir, pause por alguns instantes.
Respire.
E pergunte:
- O que aconteceu de fato?
- O que isso despertou em mim?
- O que a vida está me mostrando aqui?
Observe: nessa pequena pausa existe mais cura do que em longas discussões.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como desenvolver escuta criativa e equilíbrio emocional para transformar suas interpretações e fortalecer suas relações no dia a dia? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Com carinho,
Shirley Brandão
Mentora de Prosperidade Integral, escritora e terapeuta sistêmica
https://shirleybrandao.com.br/
@shirleybrandaooficial
Confira também: As Raízes Emocionais do Sofrimento: Como Reprogramar Padrões Internos e Transformar Dor em Cura com a Neuroplasticidade
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
Participe da Conversa
Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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