Orientação de Carreira: O Caminho para Escolhas Conscientes
A orientação de carreira está cada vez mais presente na vida de estudantes e profissionais. Em um cenário marcado por mudanças constantes, múltiplas possibilidades e decisões importantes, é natural que muitas pessoas se sintam inseguras, perdidas ou angustiadas em relação ao futuro profissional.
A busca por ajuda profissional favorece um processo de orientação voltado ao alinhamento entre talentos, interesses pessoais e demandas do mercado de trabalho. Esse acompanhamento pode ocorrer em diferentes momentos da trajetória profissional, como:
- início da carreira;
- transições profissionais;
- preparação para a aposentadoria;
- construção de alternativas para o período pós-carreira.
A condução da orientação de carreira costuma envolver etapas que ajudam a pessoa a compreender melhor sua trajetória, suas possibilidades e seus objetivos. Entre elas, destacam-se:
- Autoconhecimento: identificação de valores, limites, pontos fortes, interesses e preferências;
- Análise de mercado: alinhamento entre habilidades pessoais, exigências profissionais e tendências atuais da economia;
- Tomada de decisão: construção de clareza para escolhas importantes, como a primeira opção profissional, uma transição de carreira ou a preparação para a aposentadoria.
Existem diferentes técnicas e ferramentas para conduzir esse processo.
Cada profissional pode adotar uma abordagem própria, que pode ser mais baseada em testes, na escuta qualificada, em etapas previamente definidas ou em um acompanhamento mais personalizado, de acordo com o perfil e as necessidades da pessoa atendida.
Uma das possibilidades é a abordagem psicanalítica, que também pode ser aplicada à orientação profissional. Nessa perspectiva, a escolha de carreira é compreendida menos como resultado de um teste de aptidão e mais como expressão de um desejo. A escuta clínica permite investigar angústias, manifestações do inconsciente e repetições familiares que influenciam as decisões do sujeito.
Por meio dessa abordagem, é possível ajudar o indivíduo a ampliar o autoconhecimento e a compreender o que de fato deseja construir. Isso favorece escolhas mais autênticas e maduras. Além disso, permite a análise de como a carreira se conecta à história de vida do paciente e aos seus padrões de comportamento.
Na abordagem psicanalítica, a escuta pode ajudar a identificar bloqueios, medos e crenças limitantes que impedem o sujeito de seguir uma vocação verdadeira ou que geram insatisfação no trabalho atual. Um ponto importante é a análise da história familiar e do genograma, considerando a transmissão geracional de profissões e as expectativas depositadas pela família.
Essa investigação pode auxiliar o indivíduo a diferenciar seu desejo genuíno das pressões externas relacionadas ao sucesso, ao status ou à continuidade de padrões familiares.
A escuta psicanalítica permite ir além dos motivos aparentes que levam alguém a escolher uma carreira. Ela amplia a compreensão do sujeito como um todo, considerando desejos, crenças, medos, bem como angústias relacionados à escolha profissional. Dessa forma, contribui para entender a singularidade de cada decisão e de cada conflito, favorecendo escolhas mais conscientes e maduras.
Embora a metodologia psicanalítica permita uma investigação mais profunda do indivíduo, outras abordagens também surgem para tratar do tema da carreira. Uma delas é a atuação do arquiteto de carreiras, profissional especializado em planejar, estruturar e desenvolver o futuro profissional de pessoas.
Nesse caso, trata-se de uma abordagem mais racional e estratégica, voltada à construção de respostas e planos personalizados para transições de carreira, ascensão corporativa, desenvolvimento de marca pessoal e recolocação no mercado de trabalho.
Nessa metodologia, o trabalho pode abranger desde a análise de pontos fortes e o mapeamento de competências até a aplicação prática de estratégias para alcançar objetivos de curto, médio e longo prazo.
Novas abordagens e linguagens surgem com um mesmo propósito: cuidar da carreira.
Essa prática tornou-se uma habilidade essencial, pois envolve assumir a direção do próprio desenvolvimento contínuo e da empregabilidade. A autogestão ativa passou a ser tão importante quanto a capacitação técnica.
Diante das mudanças trazidas pelo avanço da tecnologia, pela globalização e pela mobilidade profissional, a gestão de carreira exige reinvenção constante. Para se manter relevante, é essencial investir em ações práticas, como:
- Aprendizado contínuo: antecipar-se às demandas do mercado e desenvolver novas competências antes mesmo que elas sejam exigidas;
- Inteligência emocional e autocuidado: priorizar o equilíbrio e a saúde mental para prevenir o esgotamento profissional;
- Visão estratégica: cultivar o networking e construir uma marca pessoal consistente para facilitar transições e novas oportunidades.
Fica claro que cuidar da carreira hoje é um diferencial para a evolução e o desenvolvimento pessoal. Vamos lá?
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Quer saber mais sobre como a orientação de carreira pode transformar dúvidas em escolhas profissionais mais conscientes, autênticas e estratégicas? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Mônica Barg
https://www.monicabarg.com.br
Confira também: O Diabo Ainda Veste Prada? Liderança, Inovação e os Desafios da Reinvenção no Mundo do Trabalho
Palavras-chave: orientação de carreira, gestão de carreira, transição de carreira, orientação de carreira profissional, autoconhecimento, futuro profissional, como fazer escolhas conscientes na carreira, abordagem psicanalítica na orientação profissional, recolocação no mercado de trabalho, desenvolvimento de marca pessoal e carreira, planejamento de carreira para o pós-carreira
O Funcionário Virtual: Quando a Inteligência Artificial Se Torna Parte da Equipe (parte I)
1. A Nova Força de Trabalho Está Chegando
Vivemos um momento sem precedentes na história do trabalho. Pela primeira vez, as organizações precisam pensar na composição de suas equipes considerando não apenas perfis humanos, mas também entidades digitais autônomas capazes de executar tarefas complexas, tomar decisões e colaborar em tempo real.
O conceito de funcionário virtual — ou digital employee, na literatura internacional — representa muito mais do que uma evolução dos chatbots ou da automação robótica de processos (RPA). Trata-se de uma ruptura conceitual: sistemas de inteligência artificial que operam como membros ativos das equipes, integrados às ferramentas corporativas, orientados por objetivos e capazes de aprender continuamente.
Sam Altman, CEO da OpenAI, declarou no início de 2025 sua convicção de que agentes de IA ingressariam formalmente na força de trabalho ainda naquele ano, alterando materialmente a produção das empresas. Jensen Huang, CEO da NVIDIA, foi além: descreveu o momento atual como o início de uma Revolução Industrial da IA, na qual organizações passarão a ‘contratar’ serviços de agentes digitais como se fossem colaboradores — e não simplesmente adquirir licenças de software.
“Hoje, a Inteligência Artificial não é mais um tema exclusivo da área de tecnologia — ela está em todos os lugares, transformando como fazemos negócios.” — Marcelo Braga, Presidente da IBM Brasil
Para líderes e profissionais de desenvolvimento organizacional, compreender essa transformação não é uma opção estratégica, mas uma exigência de sobrevivência profissional e competitiva. Este artigo oferece uma visão abrangente e aplicada do fenômeno do funcionário virtual, suas implicações para a liderança, a gestão de pessoas bem como o desenvolvimento humano nas organizações do século XXI.
2. O Que É, de Fato, um Funcionário Virtual?
Antes de explorar suas implicações, é fundamental estabelecer uma definição precisa. Termos como chatbot, assistente virtual, robô de processo e agente de IA são frequentemente utilizados de forma intercambiável, mas representam capacidades muito distintas.
2.1. Gerações de Automação e IA no Trabalho
A evolução das tecnologias de automação pode ser compreendida em três gerações distintas, a saber:
- Primeira geração — Automação Robótica de Processos (RPA): executa tarefas repetitivas e estruturadas seguindo scripts rígidos. Não aprende, não adapta e não interage em linguagem natural. Por exemplo: preenchimento automático de formulários.
- Segunda geração — Chatbots e Assistentes Virtuais: respondem a perguntas predefinidas com base em fluxos de decisão. Possuem limitada capacidade de adaptação e dependem de árvores de decisão estruturadas.
- Terceira geração — Agentes de IA / Funcionários Virtuais: utilizam Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) e Geração Aumentada por Recuperação (RAG) para compreender contextos complexos, executar tarefas em múltiplos sistemas, aprender continuamente e, além disso, interagir como um colega de trabalho real.
2.2. Funcionário Virtual de Nova Geração
O funcionário virtual de nova geração possui características que o diferenciam radicalmente de suas versões anteriores:
- Opera de forma autônoma na perseguição de objetivos, sem necessidade de supervisão contínua;
- Integra-se nativamente a ferramentas corporativas como e-mail, Slack, CRMs, ERPs e sistemas de gestão;
- Executa fluxos de trabalho de múltiplos passos, tomando micro decisões ao longo do processo;
- Aprende com as interações e preferências dos colaboradores humanos com quem trabalha;
- Comunica-se em linguagem natural, adaptando tom e estilo ao interlocutor.
Nikita Ivanov, fundadora da Humatron AI, sintetizou bem: “Você não deveria perceber muita diferença entre o trabalho desse agente e o de um colega humano no dia a dia. Eles estão no Slack, no e-mail, no Zoom — estão em todos os lugares.”
Uma questão que surge dessa observação, é a necessidade de identificação dos agentes autônomos, para evitar interpretações errôneas de sua real condição.
3. Da Ficção à Realidade Corporativa
Os números e os casos concretos deixam clara a velocidade da transformação. De acordo com o AI Index Report 2025 da Universidade de Stanford, 78% das organizações globais relataram utilizar IA em seus processos em 2024 — crescimento de 23 pontos percentuais em relação ao ano anterior. A KPMG aponta que 85% dessas empresas já iniciaram a implementação de IA em suas operações, e companhias que integraram agentes de IA registraram aumento médio de 35% na produtividade.
3.1. Casos Reais de Funcionários Virtuais em Ação:
- Microsoft — HR Virtual Agent: um agente de IA dedicado ao suporte de RH economizou 160.000 horas de trabalho de consultores humanos ao responder automaticamente perguntas rotineiras de colaboradores sobre benefícios, políticas e procedimentos;
- Deutsche Telekom — askT: com 80.000 funcionários na Alemanha, a gigante das telecomunicações lançou um agente que responde perguntas sobre políticas internas, benefícios e produtos. Cerca de 10.000 colaboradores utilizam o askT por semana, e a empresa já experimenta deixá-lo executar tarefas como solicitações de férias diretamente nos sistemas de RH;
- Moody’s — Sistema Multiagente: a empresa de análise financeira desenvolveu 35 agentes de IA interconectados, supervisionados por agentes-gestores, criando assim um ecossistema de pesquisa autônomo que realiza análises comparativas e avalia registros regulatórios — trabalho antes terceirizado para equipes de baixo custo no exterior;
- Banco Inter — Babi: o assistente virtual evoluiu de respostas simples para atendimento completo via WhatsApp, melhorando significativamente a experiência do cliente com uma capacidade de personalização que antes exigiria, de fato, centenas de atendentes humanos;
- Klarna — Redução de quadro: a fintech sueca anunciou que seus agentes de IA realizam o trabalho equivalente a 700 atendentes humanos, tornando-se um caso emblemático do potencial — e dos dilemas — da adoção em escala.
De acordo com pesquisas da McKinsey, fluxos de trabalho agênticos podem automatizar até 70% das atividades corporativas que atualmente consomem o tempo dos colaboradores — liberando o talento humano para trabalho de maior valor estratégico.
4. A Arquitetura de uma Equipe Híbrida Humano-IA
A chegada dos funcionários virtuais não elimina a necessidade de colaboradores humanos, mas transforma profundamente a forma como as equipes se organizam. O conceito emergente de força de trabalho híbrida pressupõe a coexistência intencional de talentos humanos e digitais, cada um exercendo funções onde apresenta maior vantagem comparativa.
4.1. O Organograma Expandido
Uma das recomendações mais consistentes na literatura especializada é que os funcionários virtuais sejam formalmente inseridos no organograma das organizações. A KPMG é enfática: os agentes de IA devem ter papéis, responsabilidades e linhas de reporte claramente definidos, assim como qualquer colaborador humano.
Isso implica em uma revisão profunda de como as organizações estruturam suas equipes. Surgem questões antes impensáveis:
- Quem é o gestor direto de um agente de IA?
- Como se define o escopo de atuação e os limites de autonomia de um funcionário virtual?
- Qual o processo de onboarding de um agente — como ele aprende a cultura, os valores e os processos da empresa?
- Como se avalia o desempenho de uma entidade digital?
- O Conceito de Digital Workforce Management
O Workday Chief Product Officer, David Somers, cunhou o termo Digital Workforce Management para descrever a gestão dessa nova realidade: “A gestão da força de trabalho digital não é apenas uma tendência — é uma necessidade. Se queremos desbloquear o verdadeiro potencial da IA, precisamos tratá-la como parte genuína da força de trabalho e gerenciá-la adequadamente.”
Esse modelo de gestão envolve adaptar os processos tradicionais de RH — recrutamento e seleção (agora de agentes), onboarding digital, treinamento contínuo, avaliação de desempenho e até desligamento — para que possam incluir entidades não-humanas como parte orgânica das equipes.
A plataforma Humatron AI propõe um processo de ‘contratação’ de agentes similar ao que as empresas já conhecem: entrevista, onboarding e remuneração — com o objetivo de que o agente digital seja indistinguível de um colega humano nas interações cotidianas.
5. O Papel da Liderança na Gestão do Funcionário Virtual
A gestão de equipes híbridas Humano-IA requer uma reinvenção do próprio conceito de liderança. Análises da Harvard Business Review e do Fórum Econômico Mundial convergem em um ponto central: a IA desloca o foco da liderança da supervisão de tarefas para a qualidade das decisões, o julgamento estratégico e a orquestração de sistemas complexos.
5.1. Do Supervisor ao Orquestrador
O líder tradicional supervisionava o trabalho de colaboradores — verificava entregas, corrigia erros e distribuía tarefas. Com funcionários virtuais capazes de executar autonomamente, o papel do líder evolui fundamentalmente:
- Orquestrador: define quais tarefas serão executadas por agentes e quais requerem julgamento humano;
- Curador de qualidade: revisa e valida as entregas dos agentes, garantindo alinhamento com valores e objetivos estratégicos;
- Arquiteto de sistemas: projeta fluxos de trabalho onde humanos e agentes colaboram de forma otimizada;
- Guardião ético: assegura que os agentes operem dentro de princípios éticos e com transparência organizacional;
- Desenvolvedor de pessoas: liberto de tarefas operacionais delegadas à IA, pode investir mais tempo no desenvolvimento genuíno de seus colaboradores humanos.
5.2. Novas Competências de Liderança
A transição para equipes híbridas exige que líderes desenvolvam competências inéditas. Andrew Ng, referência global em IA aplicada, destaca que fluxos de trabalho agênticos — onde sistemas de IA planejam, iteram e refinam seus próprios resultados — frequentemente superam o uso convencional da IA, mesmo com modelos menos sofisticados. Isso significa que o líder precisa compreender a natureza agêntica dos sistemas com que trabalha, ainda que não seja um especialista técnico.
As competências críticas para líderes na era do funcionário virtual incluem:
- Letramento em IA: capacidade de dialogar com sistemas de IA, avaliar suas saídas e identificar seus limites;
- Gestão de confiança: construir e manter confiança em um ambiente onde parte da equipe é digital;
- Design de fluxos humano-IA: habilidade de projetar colaborações eficazes entre humanos e agentes;
- Inteligência emocional ampliada: maior capacidade relacional com os colaboradores humanos, que terão necessidades de pertencimento e significado mais evidentes em um ambiente de trabalho partilhado com IA;
- Governança de IA: garantir uso ético, transparente e responsável dos agentes no contexto organizacional.
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Quer saber mais sobre como os agentes de IA, atuando como funcionários virtuais, transformarão as equipes e exigirão uma nova forma de liderança? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até a próxima edição!
Um abraço.
Marcelo Farhat
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Confira também: Cultura de Inovação: Como Líderes Criam (ou destroem) Ambientes Criativos (parte IV)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALTMAN, Sam. Reflections. Blog OpenAI, janeiro de 2025. Disponível em: https://openai.com/index/reflections. Acesso em: 14 mai. 2026. AI Agents: The Defining Workforce Trend of 2025. Data Society Blog, 2025. Disponível em: https://datasociety.com/ai-agents-the-defining-workforce-trend-of-2025/. Acesso em: 14 mai. 2026. EXAME, A.I. Fórum Brasil 2025: o futuro dos agentes inteligentes nas empresas. Disponível em: https://exame.com/inteligencia-artificial/a-i-forum-brasil-2025-o-futuro-dos-agentes-inteligentes-nas-empresas/. Acesso em: 18 mai. 2026. HUANG, Jensen. GTC 2025 Keynote. NVIDIA, março de 2025. IBM INSTITUTE FOR BUSINESS VALUE. Meet your new AI workplace companion. IBM Think, 2025. Disponível em: https://www.ibm.com/think/news/ai-assistants-workforce. Acesso em: 14 mai. 2026. AI Agents: Shaping the Future of Workforce Strategy. KPMG US, 2025. Disponível em: https://kpmg.com/us/en/articles/2025/ai-agents-shaping-talent-strategy.html. Acesso em: 14 mai. 2026. You can empower the workforce with AI. KPMG US, 2025. Disponível em: https://kpmg.com/us/en/articles/2025/empower-workforce-with-ai.html. Acesso em: 14 mai. 2026. MCKINSEY & COMPANY. A new operating model for people management: More personal, more tech, more human. McKinsey, fevereiro de 2025. Disponível em: https://www.mckinsey.de/capabilities/people-and-organizational-performance/our-insights/a-new-operating-model-for-people-management. Acesso em: 14 mai. 2026. NG, Andrew. Agentic AI Workflows. Palestra técnica, DeepLearning.AI, 2024. STANFORD UNIVERSITY. AI Index Report 2025. Stanford Institute for Human-Centered AI (HAI), 2025. VHR LABS. The Rise of AI Agents: When Digital Workers Become Colleagues. VHR Labs, 2025. Disponível em: https://vhrlabs.com/the-rise-of-ai-agents-when-digital-workers-become-colleagues/. Acesso em: 14 mai. 2026. If Agents Become Your Digital Workforce, How Will You Manage Them? Workday Perspectives, abril de 2025. Disponível em: https://www.workday.com/en-us/perspectives/ai/2025/04/if-agents-become-digital-workforce-how-manage-them.html. Acesso em: 14 mai. 2026. WORLD ECONOMIC FORUM. Future of Jobs Report 2025. WEF, Genebra, 2025.
Palavras-chave: funcionário virtual, agentes de IA, inteligência artificial, força de trabalho híbrida, equipes híbridas, liderança na gestão do funcionário virtual, gestão da força de trabalho digital, funcionário virtual de nova geração, equipe híbrida Humano-IA, automação robótica de processos
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O Preço de Não Viver a Própria Verdade
Ninguém acorda, de um dia para o outro, e decide deixar de ser quem realmente é.
Na maior parte das vezes, esse afastamento acontece de forma tão discreta que passa despercebido. Ele começa quando deixamos de dizer o que pensamos para evitar conflitos, escondemos o que sentimos para não decepcionar alguém ou aceitamos situações que já não combinam conosco apenas para preservar um lugar, um relacionamento ou uma imagem.
Cada renúncia parece pequena, quase insignificante. O problema é que, com o tempo, elas deixam de ser exceções e passam a definir a maneira como conduzimos a nossa existência.
A vida continua seguindo seu curso. Trabalhamos, cumprimos compromissos, construímos uma carreira, cuidamos da família e seguimos respondendo ao que a rotina exige. Quem nos observa dificilmente percebe qualquer diferença. A mudança acontece em silêncio: a alegria pelas próprias conquistas já não tem a mesma intensidade, uma inquietação passa a acompanhar os dias e surge a sensação de que estamos vivendo uma vida que funciona por fora, mas já não encontra o mesmo lugar dentro de nós.
Foi assim que comecei a compreender esse tema.
Há alguns anos, tomei uma decisão que surpreendeu muitas pessoas ao meu redor. As perguntas vieram rapidamente: “Você ficou maluca?” “Como assim vai fazer isso?”. Naquele momento, percebi que existiam escolhas que ninguém poderia fazer por mim. Eu poderia continuar vivendo de uma maneira que fazia sentido para os outros ou assumir a responsabilidade de seguir um caminho coerente com aquilo em que eu realmente acreditava.
Não foi uma decisão fácil. Houve dúvidas, críticas, inseguranças e momentos em que também me perguntei se estava fazendo a escolha certa. Hoje, olhando para trás, percebo que aquela experiência me ofereceu algo muito maior do que uma mudança de direção. Ela me ensinou que existe um preço silencioso quando deixamos de viver de acordo com a própria consciência, e que esse preço costuma ser pago em pequenas renúncias.
Durante muitos anos, enxerguei essa experiência como parte da minha história.
Somente mais tarde encontrei em Carl Rogers uma explicação para aquilo que eu já havia vivido. O psicólogo chamava de incongruência o desalinhamento entre aquilo que sentimos, pensamos e expressamos na maneira como conduzimos a nossa vida. Ler esse conceito foi como encontrar palavras para algo que eu conhecia pela experiência, mas ainda não sabia nomear.
Quando essa distância aumenta, gastamos uma enorme quantidade de energia tentando sustentar uma vida que já não reflete quem somos. Não é difícil compreender por que, nesse caminho, tantas pessoas passam a conviver com ansiedade, desmotivação, perda de sentido e um cansaço emocional que parece surgir sem motivo aparente. O corpo e a mente acabam dando voz ao que a consciência deixou de escutar.
O afastamento de nós mesmos se constrói em gestos quase imperceptíveis do cotidiano. Cada vez que deixamos de nos escutar, ignoramos um incômodo persistente ou permanecemos em um lugar onde já não conseguimos nos reconhecer, vamos construindo uma trajetória que deixou de expressar aquilo que sentimos.
O caminho de volta também começa em silêncio.
Antes de qualquer mudança visível, acontece um reencontro interior. Aos poucos, deixamos de perguntar o que esperam de nós e passamos a considerar o que realmente faz sentido para a nossa vida. Quando essa pergunta muda, então a forma de caminhar também se transforma.
Cada pessoa viverá esse reencontro de um jeito. Algumas transformarão caminhos inteiros. Outras descobrirão que a mudança começa em decisões mais discretas, quando passam a conduzir a própria história em harmonia com aquilo que reconhecem dentro de si.
Mais do que encontrar respostas, acredito que este tema nos convida a uma pergunta:
Ao olhar para a vida que construiu, você de fato reconhece nela a pessoa que é hoje?
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Com carinho,
Luiza Nizoli Rocha
Facilitadora em Desenvolvimento Humano e Consciência Organizacional
@luizanizoli
Confira também: O Poder das Palavras: Como Elas Podem Curar ou Ferir Relacionamentos e Emoções
Palavras-chave: viver a própria verdade, incongruência, consciência, afastamento, reencontro interior, preço de não viver a própria verdade, deixar de ser quem realmente é, viver de acordo com a própria consciência, afastamento de nós mesmos, vida que já não reflete quem somos
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A Empresa é um Espelho, e Quase Ninguém Quer Olhar
Tem uma cena que eu já vi tantas vezes que hoje eu quase consigo prever antes de entrar na sala.
O empresário me recebe, senta, respira fundo e diz alguma variação da mesma frase:
“Tudy, eu preciso que você desenvolva meu time. Eles não me acompanham.”
E eu ouço. Ouço de verdade, porque por trás dessa frase quase sempre tem um ser humano cansado, que carrega a empresa nas costas há anos, que já investiu em treinamento, em benefício, em festa de fim de ano, em consultoria, e continua sendo a pessoa que resolve tudo.
Mas depois de muitos anos fazendo isso, eu aprendi uma coisa que demora a ser aceita e é libertadora quando é:
O time quase nunca é o problema. O time é o retrato.
O que eu vi num hotel
Fui chamada para um trabalho num hotel. A demanda inicial era simples: “o atendimento está frio, por isso precisamos treinar a recepção”.
Poderia ter feito o óbvio. Um treinamento de simpatia, um roteiro de acolhimento, uns combinados de sorriso na porta. Todo mundo sai animado, aplaude, mas trinta dias depois está tudo igual.
Só que quando eu olhei para dentro, o que estava lá não era falta de simpatia. Era de fato uma equipe inteira montada com perfis analíticos e estáveis, gente ótima, cumpridora, correta, colocada exatamente no lugar onde o negócio precisava de calor humano. Ninguém ali estava errado. Estavam todos no lugar errado.
Não existia treinamento capaz de resolver aquilo. Porque você não treina alguém para ser quem ela não é. Você posiciona.
Perder um cliente por falta de acolhimento não é um problema de recepção, mas um problema de decisão. E decisão é coisa de dono.
O que eu vi no agro
Outro cliente, outro universo. Uma empresa sólida, do campo, gente que trabalha muito e de verdade.
Chegaram até mim com uma lista de dores: caixa que some, diária que estoura, comunicação que não flui entre setores, time desengajado, promessa de benefício que não se cumpriu. Cada uma dessas dores já tinha sido “resolvida” antes. Várias vezes. Com dinheiro, com reunião, com puxão de orelha.
E aí eu enxerguei o padrão, e o padrão era mais grave do que qualquer item da lista:
Aquela empresa tratava sintoma. Sempre. Há anos.
Aparecia um problema, alguém apagava o fogo, todo mundo respirava aliviado, e seis meses depois o mesmo problema voltava com outra roupa. Investimento alto, resultado curto, cansaço acumulado.
A causa raiz nunca foi o combustível, nem a caixa, nem o setor X falando mal do setor Y. A causa raiz era mais simples e certamente mais dura: não havia dado confiável. E onde não tem número, a gestão vira sem dúvida palpite. E onde a gestão vira palpite, o dono vira o único que decide, sobre tudo, o tempo todo, para sempre.
Não dá para construir time de alta performance sobre um chão que balança.
E o que eu vi em mim
Agora vem a parte que dói e que eu preciso te contar, porque não seria honesto escrever esse texto só apontando o dedo para fora.
Há alguns meses eu parei para fazer o raio-x da minha própria empresa. O mesmo raio-x que eu aplico nos meus clientes.
E o resultado foi constrangedor.
Eu, que cobro indicador de todo mundo, não estava medindo os meus com o rigor que eu exijo dos outros. Eu, que falo de foco, tinha linhas de produto demais rodando ao mesmo tempo. E eu, que ensino a descentralizar, era o gargalo da minha própria operação. Eu estava gastando muita energia criando e pouca energia colhendo.
Ninguém está imune ao espelho. Nem quem segura o espelho.
E foi ali que eu entendi por que essa profissão faz sentido para mim: não porque eu já cheguei, mas porque eu já passei, e continuo passando, pelas mesmas travessias que os meus clientes.
A conta que quase ninguém quer fazer
Se você é dono de empresa e está lendo isso, eu quero te devolver algumas perguntas. Não para te julgar. Mas sim para te dar um espelho, que é a coisa mais rara e mais cara que alguém pode te oferecer.
- Quanto do seu tempo semanal você gasta resolvendo problemas que não deveriam chegar até você?
- Se você precisasse montar seu time do zero amanhã, contrataria as mesmas pessoas que tem hoje?
- Existe hoje uma conversa difícil que você está adiando há mais de noventa dias?
- Você consegue, agora, sem abrir nada, dizer qual foi seu indicador mais importante da semana passada?
- E a última vez que um problema apareceu: você resolveu a causa ou apagou o incêndio?
Se alguma dessas perguntas te incomodou, é bom sinal. Porque incômodo é o começo de tudo que muda.
O que eu acredito, depois de tudo
Eu acredito em número. Acredito em meta escrita, em cobrança com consistência, em processo desenhado. Não abro mão disso e não vou abrir.
Mas eu não acredito em número antes de gente. Acredito em número por causa de gente.
Indicador não existe para vigiar ninguém, mas para que uma pessoa saiba, com clareza, o que se espera dela, e possa ganhar. Processo não existe para engessar, mas para que ninguém precise adivinhar. Meta clara não é dureza; é respeito. Porque meta vaga gera desculpa vaga, e desculpa vaga adoece time bom.
A empresa que não mede, não enxerga. A empresa que não enxerga, culpa. E quando a empresa culpa, ela sempre culpa quem está mais embaixo , que é justamente quem tem menos poder de mudar a estrutura.
Por isso eu digo, e vou continuar dizendo até cansar:
Pessoas fazem resultados.
Não é frase bonita para camiseta. É a coisa mais estratégica que eu aprendi em toda a minha carreira. Máquina não bate meta. Sistema não bate meta. Planilha não bate meta. Gente bate meta, quando sabe o que se espera dela, quando é posta no lugar certo, quando é cobrada com constância e reconhecida com verdade.
Antes de você fechar essa página
Não vou te pedir para mudar sua empresa inteira. Isso não acontece por artigo de blog.
Vou te pedir uma coisa só, e ela cabe nos seus próximos sete dias:
Escolha o problema que mais se repete no seu negócio. O que volta sempre. Aquele que você já “resolveu” três vezes. E, em vez de resolver de novo, sente e pergunte cinco vezes seguidas: por que isso acontece?
Na quinta vez, você não vai mais estar olhando para o sintoma. Você vai olhar para a causa. E, muito provavelmente, vai olhar para uma decisão que só você pode tomar.
É desconfortável. Eu sei. Eu passei por isso.
Mas eu nunca vi uma empresa crescer de verdade sem que o dono, em algum momento, tenha tido a coragem de parar de olhar para o time e começar a olhar para o espelho.
Se este texto te incomodou no lugar certo, vem continuar essa conversa comigo na minha coluna na Cloud Coaching, clique aqui.
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Tudy Vieira
Especialista em Gestão de Gente & Resultado
Há quase 20 anos desenvolvendo pessoas para que o resultado aconteça. Mais de 1.300 turmas realizadas, com métodos próprios aplicados a empresários, líderes e times de todos os portes, com métodos autorais: GDR – Gente de Resultado, COBAM – Comando de Operações Bate Meta, Liderança Shark, Conexão CEO e Raio X Empresarial
https://www.tudyvieira.com.br/
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Confira também: O Empresário Que Mais Trabalha Quase Sempre É O Que Menos Cresce
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E Se Você Estiver Repetindo O Que Queria Deixar para Trás?
Como identificar padrões que impedem uma verdadeira mudança de vida
Existe um tipo de mudança que não aparece no currículo.
A empresa muda. O cargo termina. A rotina deixa de existir. Novos projetos começam.
Por fora, tudo parece diferente.
Mas, por dentro, podemos continuar funcionando exatamente da mesma maneira.
Durante muitos anos, eu fui a pessoa que dava conta de tudo.
Foram inúmeras viagens de trabalho. Antes de sair, eu deixava a casa abastecida, a agenda das crianças organizada, as orientações alinhadas e a rotina funcionando.
Ao mesmo tempo, estruturava times de vendas, identificava os perfis adequados, acompanhava resultados, respondia às demandas das equipes e sustentava metas, objetivos e todas as responsabilidades que faziam parte da rotina executiva.
Havia uma identidade muito forte associada a entregar resultados e manter tudo em movimento. Foram mais de vinte e cinco anos vivendo nesse ritmo.
Eu preservava os esportes, a terapia e alguns espaços da vida pessoal. Isso me ajudava a não me abandonar completamente.
Ainda assim, um incômodo silencioso começou a ganhar espaço.
A pergunta aparecia com frequência crescente:
“Ainda faz sentido continuar sendo essa pessoa neste formato?”
Quando percebi que minha vida corporativa estava chegando a um limite, entendi que precisava fazer alguma coisa, mas ainda não sabia exatamente o quê.
Com a saída do mundo corporativo, chegaram sentimentos aparentemente contraditórios: alívio e medo, liberdade e insegurança, espaço e vazio.
Pensei em viver um ano sabático, mas logo percebi que sentia falta da vida acelerada.
Tinha medo de ficar entediada, de perder movimento e até de “emburrecer”.
O medo de ficar sem atividade deu lugar ao excesso de ocupação.
De repente, eu estava novamente envolvida em inúmeros papéis, compromissos e projetos.
A estrutura havia mudado, mas a lógica interna permanecia semelhante.
Eu já não tinha a mesma agenda corporativa, mas continuava vinculada à aceleração, à produtividade e à necessidade de estar em movimento o tempo todo.
Foi quando percebi algo importante:
Mudar de fase não significa, necessariamente, mudar de padrão.
Em alguns momentos, a ocupação funcionava como uma forma de evitar o vazio deixado pela rotina anterior. Também me dava uma sensação de continuidade.
Era como se permanecer em movimento confirmasse que eu ainda estava avançando.
Mas foi necessário perceber que eu não precisava reconstruir, em outra estrutura, o mesmo ritmo que havia começado a questionar no mundo corporativo.
O desafio não era apenas encontrar novas atividades.
Era aprender a fazer escolhas diferentes.
Quando perdemos uma referência importante, tendemos a voltar ao que conhecemos.
No meu caso, eu conhecia a produtividade, a responsabilidade, a disponibilidade e a capacidade de sustentar muitas frentes ao mesmo tempo.
Essas características foram importantes para minha trajetória. Abriram portas, trouxeram reconhecimento e me ajudaram a atravessar contextos complexos.
Não se trata de negar as competências que nos trouxeram até aqui.
Trata-se de reconhecer quando elas começam a comandar escolhas que já não fazem sentido.
Foi isso que precisei rever.
Algumas competências deveriam permanecer.
Alguns padrões precisavam ser ajustados.
E algumas forças necessitavam encontrar novas formas de expressão.
MUDAR DE FASE NÃO SIGNIFICA, NECESSARIAMENTE, MUDAR DE PADRÃO.
Hoje, na Mente & Movimento, percebo que muito do que construí no ambiente corporativo continua presente, mas de outra maneira.
Trouxe comigo a experiência em desenvolver pessoas, tomar decisões e atravessar cenários complexos.
Mas precisei rever conceitos, atualizar conhecimentos e ressignificar a forma como queria contribuir.
A mudança mais importante não foi deixar de fazer.
Foi aprender a escolher melhor o que merecia minha energia.
Não deixei de ser quem fui, mas aprendi que não precisava reproduzir o mesmo ritmo para continuar sendo relevante, produtiva ou realizada.
Esse movimento também acontece na liderança.
Uma promoção, uma mudança de empresa ou uma nova responsabilidade não transforma automaticamente a forma de liderar.
O cargo muda antes do comportamento.
O profissional assume uma nova posição, mas pode continuar centralizando, resolvendo tudo sozinho ou medindo sua contribuição apenas pela quantidade de entregas.
Por isso, transições exigem mais do que adaptação externa.
Exigem consciência sobre os padrões que levamos conosco.
Diante de uma mudança, talvez não seja suficiente perguntar:
“O que eu quero fazer agora?”
Também é necessário perguntar:
“Que padrão antigo eu estou tentando reproduzir nesta nova fase?”
Desenvolvimento não é apenas adquirir novas competências.
É reconhecer quais comportamentos ainda nos conduzem, quais já cumpriram sua função e quais precisam ser revistos para que uma mudança realmente aconteça.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como identificar e romper padrões antigos que impedem uma mudança de vida realmente consciente? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Valquiria Jorge
Fundadora da Mente & Movimento e cofundadora da RebrandSe
https://www.linkedin.com/in/valquiria-camargo-jorge/
https://instagram.com/valjorge_menteemovimento
Confira também: A Pressão por Respostas Rápidas: O Risco de Tomar Decisões Importantes no Ritmo da Urgência
Palavras-chave: mudança de vida, padrões, escolhas, produtividade, liderança, como identificar padrões que impedem a mudança de vida, como fazer uma mudança de vida, construir uma mudança de vida consciente, como romper padrões antigos, mudar de fase não significa mudar de padrão, padrão antigo que reproduzo, padrão antigo que repito, aprender a escolher melhor, aprender a fazer melhor, reconhecer comportamentos
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Quando a Cultura Adoece, a Saúde Mental Pede Socorro
Por Que Ampliar a Consciência é o Próximo Passo das Organizações
Vivemos um tempo em que a saúde mental ocupa lugar de destaque nas organizações. Nunca se falou tanto sobre burnout, ansiedade, riscos psicossociais, segurança psicológica ou bem-estar. A atualização da NR-1 reforça esse movimento ao reconhecer que os fatores psicossociais passaram a integrar a gestão dos riscos ocupacionais. Trata-se de um avanço importante, que amplia a responsabilidade das organizações na construção de ambientes emocionalmente saudáveis.
Ainda assim, uma pergunta continua me acompanhando.
Será que estamos olhando para a origem do problema ou apenas para suas manifestações?
Durante muito tempo, acreditei que as empresas adoeciam pelas pressões do mercado.
Hoje penso diferente.
O mercado apenas evidencia aquilo que já existia. Uma organização não perde sua saúde mental quando chega uma crise. Ela revela, na crise, o nível de consciência que construiu antes dela.
Essa percepção mudou profundamente a forma como passei a compreender a cultura organizacional.
Ao longo de mais de vinte e cinco anos acompanhando líderes, equipes e culturas organizacionais, percebi que o sofrimento raramente surge de forma repentina. Ele vai sendo tecido nas pequenas experiências do cotidiano: na maneira como uma liderança reage a um erro; na reunião em que alguém deixa de compartilhar uma ideia por receio do julgamento; na conversa que nunca acontece; na escuta interrompida; na decisão que privilegia o resultado imediato e adia, mais uma vez, aquilo que sustenta a qualidade das relações.
Essas experiências dificilmente aparecem nos relatórios da organização. Não ocupam espaço nos indicadores financeiros nem são facilmente traduzidas em gráficos. Ainda assim, imprimem marcas na forma como as pessoas vivem o trabalho e influenciam diretamente sua capacidade de inovar, cooperar, aprender e preservar sua saúde emocional.
Foi justamente essa percepção que me levou a compreender a cultura organizacional por uma perspectiva diferente.
A cultura é o que acontece entre as pessoas. Ela nasce no espaço invisível das relações e ganha forma a cada interação. Antes de influenciar resultados, influencia percepções. Antes de determinar comportamentos, determina o significado que as pessoas atribuem às suas experiências. É nesse território que a consciência se expande ou se retrai. E é justamente ali que a saúde mental começa a ser construída.
Por isso, quando uma organização apresenta sinais de adoecimento, costumo fazer uma pergunta que antecede qualquer leitura cultural ou plano de ação:
Que nível de consciência sustenta essa cultura?
Não utilizo a palavra consciência em um sentido abstrato. Refiro-me à capacidade humana de perceber: perceber o impacto das próprias escolhas; perceber aquilo que uma reunião produz para além das decisões registradas em ata; perceber que uma conversa interrompida, um comentário irônico ou uma atitude recorrente também educam uma cultura; e perceber que toda interação deixa uma marca no ambiente coletivo.
Toda cultura ensina, mesmo quando ninguém percebe que está ensinando.
Essa capacidade de perceber é, talvez, uma das competências mais relevantes da liderança contemporânea.
Durante muito tempo, acreditou-se que desenvolver líderes significava capacitá-los para tomar decisões rápidas, administrar conflitos e alcançar metas cada vez mais desafiadoras. Esse olhar continua relevante. Entretanto, torna-se insuficiente quando o próprio líder perde a capacidade de perceber o impacto humano de sua presença.
Nenhuma ferramenta substitui uma liderança consciente. Nenhum processo compensa relações fragilizadas. Nenhum programa de bem-estar produz resultados consistentes quando a experiência cotidiana continua gerando medo, distanciamento e perda do sentimento de pertencimento.
Existe um limite quase imperceptível entre adaptar-se e desconectar-se de si mesmo.
A adaptação é uma habilidade humana extraordinária. É ela que nos permite aprender, evoluir e responder às mudanças.
A desconexão, por sua vez, cobra um preço elevado. Ela começa quando alguém aprende a aquietar aquilo que sente para continuar pertencendo; quando dúvidas deixam de ser compartilhadas para preservar uma imagem de competência; quando a criatividade cede espaço ao receio permanente de errar; quando a pessoa permanece fisicamente presente, mas já não consegue reconhecer, com clareza, quais escolhas refletem seus valores e quais nasceram apenas da necessidade de sobreviver ao ambiente.
Esse movimento raramente é percebido pelos indicadores. Ele se revela na qualidade da confiança, na disposição para colaborar, na coragem de discordar, na curiosidade para aprender, bem como na abertura para assumir responsabilidades.
É justamente nesse território que a segurança psicológica deixa de ser um conceito e passa então a representar uma experiência vivida.
Ela nasce da coerência, da qualidade da escuta, da maturidade das relações, da capacidade de uma liderança acolher perguntas sem interpretar questionamentos como ameaça, bem como da possibilidade de transformar erros em aprendizagem e diferenças em fonte de crescimento coletivo.
Essas condições não surgem por acaso. Elas revelam o grau de consciência presente na cultura organizacional.
Em meu livro Alma de Líder: O Despertar da Consciência para uma Liderança com Propósito, escrevi:
“A maior jornada é explorar a própria consciência. É ali que repousam os medos, os desejos e tudo o que ainda não foi dito. É também ali que pulsa o potencial de criar, transformar e deixar marcas no mundo.” (MAZIERO, 2025).
Essa reflexão nasceu olhando para o indivíduo. Hoje compreendo que ela também se aplica às organizações.
Empresas, assim como pessoas, carregam crenças, padrões, medos e potenciais. Desenvolvem mecanismos de proteção, repetem comportamentos e, muitas vezes, deixam de perceber aquilo que mais influencia seus resultados: a experiência humana vivida diariamente.
Foi dessa compreensão que nasceu o Reconexão Essencial®.
Mais do que uma metodologia de desenvolvimento, trata-se de uma abordagem de inteligência cultural criada para ampliar a consciência das organizações sobre si mesmas.
Seu propósito não é oferecer respostas prontas, mas favorecer uma leitura profunda da cultura, tornando perceptíveis padrões que, por terem sido naturalizados ao longo do tempo, deixaram de ser questionados.
O Reconexão Essencial® parte do entendimento de que toda cultura é sustentada por três dimensões inseparáveis: o indivíduo, as relações e o ambiente coletivo que emerge dessas interações. Quando uma dessas dimensões perde coerência, todo o sistema passa então a sentir seus efeitos.
A metodologia integra um eixo experiencial, que revela como as pessoas vivem a cultura, e um eixo evolutivo, que evidencia a capacidade da organização de aprender, amadurecer e transformar consciência em práticas coerentes. Essa leitura permite compreender não apenas o que acontece na organização, mas também por que determinados padrões continuam se repetindo, mesmo depois de sucessivos programas de desenvolvimento.
Quando ampliamos a consciência, ampliamos também a capacidade de escolha.
A organização passa a reconhecer aquilo que fortalece sua cultura e aquilo que, lentamente, compromete a vitalidade das relações. A liderança deixa de atuar apenas sobre comportamentos e passa a compreender os padrões que dão origem a eles. As equipes desenvolvem maior clareza sobre a forma como constroem confiança, pertencimento e responsabilidade compartilhada. A cultura deixa de ser um conceito abstrato para tornar-se uma experiência consciente.
Acredito que o futuro das organizações dependerá menos da quantidade de ferramentas disponíveis e muito mais da qualidade da consciência presente em suas decisões. A inteligência artificial continuará ampliando nossa capacidade de produzir, novas tecnologias continuarão transformando modelos de negócio e os indicadores serão cada vez mais sofisticados. Entretanto, nenhuma inovação substituirá aquilo que sustenta toda experiência humana: a qualidade das relações.
Talvez o maior desafio das organizações contemporâneas não seja acelerar ainda mais, mas desenvolver a capacidade de perceber.
Isso começa por perceber a cultura antes que ela se torne um problema. Passa por perceber as relações antes que elas se desgastem. Perceber as pessoas antes que deixem de reconhecer a si mesmas. E, acima de tudo, perceber que saúde mental não é um programa, um benefício ou uma campanha. É a expressão mais visível da consciência com que uma organização escolhe existir.
Empresas emocionalmente saudáveis são consequência de culturas conscientes.
E toda cultura consciente começa quando ampliamos nossa capacidade de perceber quem somos, como nos relacionamos e qual realidade estamos, de fato, construindo uns com os outros, todos os dias.
Cristiane Maziero é fundadora da Allure Desenvolvimento Humano, autora de Alma de Líder e criadora da metodologia Reconexão Essencial®, dedicada ao desenvolvimento de culturas organizacionais, lideranças conscientes e ambientes emocionalmente saudáveis.
Conheça mais em https://alluredh.com.br.
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Quer saber mais sobre como ampliar a consciência pode transformar a cultura organizacional, fortalecer a saúde mental, a confiança e os resultados da sua empresa? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo.
Cristiane Maziero
Escritora do livro Alma de Líder: O Despertar da Consciência para uma Liderança com Propósito, consultora organizacional, mentora, terapeuta transpessoal e criadora da metodologia Reconexão Essencial, voltada à gestão da cultura organizacional e ao desenvolvimento de lideranças conscientes.
Instagram: @inspiradora_de_lideres
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LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/cristianemaziero/
Site: https://www.alluredh.com.br
WhatsApp: (11) 99878-1452
E-mail: crismaziero@alluredh.com.br
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Confira também: Quando as Pessoas Começam a Sobreviver Emocionalmente Dentro das Empresas
Referências BARRETT, Richard. A Organização Orientada por Valores. Rio de Janeiro: Elsevier. EDMONDSON, Amy C. A Organização Sem Medo. Rio de Janeiro: Alta Books, 2020. LALOUX, Frederic. Reinventando as Organizações. São Paulo: Voo, 2017. MAZIERO, Cristiane. Alma de Líder: O Despertar da Consciência para uma Liderança com Propósito. São Paulo: Literare Books International, 2025. SALDANHA, Vera. Psicologia Transpessoal: Abordagem Integrativa. Campinas: Átomo.
Palavras-chave: cultura organizacional, consciência, relações, liderança, saúde mental, saúde mental nas organizações, saúde mental em organizações, segurança psicológica, qualidade das relações, liderança consciente, ambientes emocionalmente saudáveis, riscos psicossociais, ampliar a consciência, como ampliar a consciência
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Seu Futuro Já Foi Decidido. Você Só Ainda Não Percebeu
Quantas vezes ficamos tão presos a preocupação do que ainda nem aconteceu, que esquecemos de viver o presente. Parece clichê, mas é a realidade: não precisamos de nenhuma forma “mágica” para saber o que vai acontecer no futuro, basta prestar atenção nas suas decisões e ações de hoje. O futuro nada mais é do que um conjunto de ações que são feitas hoje, e que irão refletir mais pra frente. Se você quer entender onde você vai estar em três anos, comece a olhar o que você está plantando agora!
Recentemente comecei a pensar muito nisso, onde quero estar nos meus próximos anos. O que quero atingir, onde morar, quem estará ao meu lado, e quem provavelmente não vai me acompanhar.
Quando você toma a decisão, a vida vem te testar para ver se você quer isso mesmo.
Inúmeras distrações vão aparecer, e pessoas próximas vão precisar de você. É aqui que muita gente adia os planos, diz que “a vida aconteceu”, e que desiste do plano. Mas a verdade é que, você não está disposto a pagar o preço. E não é nem sobre conseguir o resultado final que você espera, mas é a pessoa que você se torna no meio do caminho. A vida acontece NO caminho.
Algumas pessoa desistem pois avançar significa estar sozinho, pois muitas pessoas de sua convivência não vão conseguir acompanhar.
Outras pessoas desistem antes mesmo de colocar no papel, deixam as ideias na cabeça, pois ali elas estão seguras e não vão virar frustrações, críticas. O mundo das ideias parece melhor do que o real.
Já existe o caso em que a auto cobrança é tanta, são tantos passos a serem tomados, tantos aprendizados que precisam acontecer para a coisa chegar de fato onde queremos, que o caminho deixa de ser prazeroso e vira martírio. Fica muito pesado.
Outros entendem que muitas vezes não conseguimos chegar onde queremos sozinhos, mas achar as parcerias ideias parece impossível!
E tem aqueles que tem um potencial absurdo de dar certo, tudo que fazem, fazem muito bem feito. A chance de sucesso é enorme, mas é proporcional ao medo de falhar, de não serem bons o suficiente. Sempre mais um curso, sempre mais um passo, nunca é o momento certo. A procrastinação não tem fim.
E se, independentemente de onde você esteja, você só seguir o que você dá conta de fazer hoje? E montar um plano. Um plano real, possível, mensurável, e com margem para o erro.
Sem distrações, passos claros e calculados, respeitando o que você já sabe que serão seus maiores desafios.
Isso é totalmente possível. Basta entender o seu perfil, como você funciona. É possível prever quais serão seus maiores desafios, e se conhecendo o suficiente, se blindar o máximo possível para evitar fracasso. Entenda: fracasso não é errar, mas desistir de aprender com o que aconteceu.
E você, quais seus planos abandonados com o tempo? Em qual situação você se encontra?
Comenta aqui e vai em frente, pois o primeiro passo é o mais difícil: reconhecer. O segundo, é só seguir o que pode ser feito hoje. O caminho vai se moldando no dia a dia.
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Quer saber mais sobre como suas decisões de hoje podem construir o futuro que você realmente deseja viver? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Sarah Martins
Mentora de Autoliderança, Desenvolvimento Humano e Inteligência Emocional
http://linkedin.com/in/sararmartins
Confira também: O Perfil Que Constrói Empresas… Mas Afasta Pessoas Sem Perceber
Palavras-chave: futuro, ações, plano, caminho, procrastinação, ações de hoje, viver o presente, medo de falhar, meu futuro, seu futuro, como será meu futuro, decidir o futuro, como decidir o futuro, decisões de futuro, futuro já decidido, decisões de hoje
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Quando Responder Deixa de Ser Suficiente
Há alguns dias acompanhei uma conversa pelo WhatsApp que me fez refletir.
Uma cliente entrou em contato para confirmar se determinado produto realmente atenderia à sua necessidade. Em poucos minutos, recebeu todas as informações que normalmente esperamos de um bom atendimento: catálogo, link do site, tabela de medidas, preço, prazo de entrega e formas de pagamento.
A empresa respondeu rapidamente, respondeu corretamente e foi extremamente educada. Mesmo assim, alguns minutos depois, a cliente desistiu da compra. Não porque a resposta estivesse errada, mas porque ela continuava insegura. Naquele momento percebi algo que parece simples, mas que ainda passa despercebido por muitas empresas: responder e ajudar são coisas completamente diferentes.
Durante muitos anos fomos ensinados que rapidez era sinônimo de qualidade. Investimos em tecnologia, implantamos CRMs, automatizamos processos, criamos indicadores de desempenho e treinamos equipes para reduzir cada vez mais o tempo de resposta. Tudo isso fez sentido e continua sendo importante. No entanto, o comportamento do consumidor mudou.
Hoje responder rapidamente já não impressiona ninguém.
É apenas o básico. O cliente envia uma mensagem pelo WhatsApp esperando ser atendido em poucos minutos e, quando isso não acontece, a frustração aparece quase imediatamente. A velocidade deixou de ser um diferencial para se tornar uma expectativa.
Talvez por isso tantas empresas estejam investindo em responder cada vez mais rápido, mas nem sempre conseguem construir relacionamentos mais fortes. Isso me faz pensar que talvez estejamos medindo as coisas erradas. Durante anos perguntamos quanto tempo nossa equipe leva para responder, quando talvez a pergunta mais importante seja outra: nossa resposta realmente ajudou o cliente a tomar uma decisão?
Essa pequena mudança de perspectiva altera completamente a forma como enxergamos o atendimento. O consumidor de hoje dificilmente procura uma empresa para descobrir qual produto comprar. Antes de iniciar uma conversa, ele já pesquisou no Google, assistiu a vídeos, comparou preços, leu avaliações, visitou as redes sociais da marca e ouviu a opinião de outras pessoas. Se ele já fez tudo isso, por que ainda procura a empresa? Porque existem decisões que a internet ainda não consegue tomar por ele. O cliente busca confirmação, orientação e, principalmente, confiança.
É justamente por isso que o WhatsApp se tornou um dos canais mais importantes da jornada de compra. Ele deixou de ser apenas um aplicativo de mensagens e passou a ocupar um espaço estratégico no relacionamento entre empresas e consumidores. É ali que dúvidas são esclarecidas, negociações acontecem, pedidos são acompanhados e problemas são resolvidos. Mais do que isso, é ali que muitos clientes decidem se podem ou não confiar em uma empresa.
Na minha experiência acompanhando diariamente operações de e-commerce, marketing e atendimento, percebo que muitos clientes encerram uma conversa não porque receberam uma resposta errada, mas porque ainda não encontraram segurança suficiente para decidir. Responder perguntas é relativamente simples.
O verdadeiro desafio é compreender aquilo que o cliente não escreveu.
Quando alguém pergunta se um produto serve para determinada situação, talvez esteja perguntando se pode confiar na sua orientação. Quando pergunta sobre o prazo de entrega, talvez exista um aniversário, uma viagem ou um compromisso importante que depende daquela compra. A primeira mensagem quase nunca revela toda a necessidade do cliente. Ela apenas inicia uma conversa que exige escuta, interpretação e sensibilidade.
Ao mesmo tempo em que acompanhamos uma evolução impressionante da inteligência artificial e das automações, percebemos que cresce também o valor daquilo que continua sendo exclusivamente humano. Hoje já contamos com agentes inteligentes capazes de responder milhares de mensagens simultaneamente, organizar fluxos de atendimento e fornecer informações em poucos segundos.
Essas ferramentas são fundamentais e tendem a fazer parte da rotina de qualquer empresa. Entretanto, quanto mais eficiente a tecnologia se torna para responder perguntas, mais valiosa passa a ser a capacidade humana de compreender contextos, perceber inseguranças e demonstrar interesse genuíno pelas pessoas.
Acredito que esse será um dos maiores diferenciais competitivos dos próximos anos. Em pouco tempo praticamente todas as empresas responderão rapidamente, muitas utilizarão inteligência artificial e estarão disponíveis vinte e quatro horas por dia. O que continuará diferenciando uma organização da outra será sua capacidade de transformar uma simples resposta em confiança.
Talvez isso também devesse aparecer na forma como avaliamos nossas equipes. Continuaremos acompanhando indicadores importantes, como tempo médio de resposta e produtividade, mas talvez seja hora de incluir novas perguntas nas reuniões:
Quantos clientes terminaram a conversa mais seguros do que começaram? Quantos sentiram que alguém realmente compreendeu sua necessidade? E quantos voltaram porque confiaram na orientação que receberam?
Essas respostas dizem muito mais sobre a qualidade do relacionamento do que qualquer painel de indicadores.
Volto, então, à conversa que abriu este artigo. A cliente não desistiu porque lhe faltava informação. Ela desistiu porque ainda lhe faltava confiança. E talvez essa seja uma das maiores reflexões que possamos levar para nossas equipes. Responder resolve uma dúvida. Compreender ajuda o cliente a decidir. E, em um mercado onde responder rapidamente já se tornou obrigação, talvez seja justamente essa capacidade de gerar confiança que continuará fazendo a diferença.
Afinal, no mundo em que todos conseguem responder rápido, o que realmente fará um cliente escolher permanecer com você?
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Quer saber mais sobre como transformar o atendimento ao cliente em uma experiência que gera confiança e facilita decisões de compra? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo mês!
Renata Cristina Paulino
https://www.linkedin.com/in/renatapaulino/
Confira também: O Excesso de Automação Também Afasta Clientes?
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
Participe da Conversa
A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
Participe da Conversa
Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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