Curadoria Estratégica: O Filtro Invisível da Autoridade Digital
Produzir conteúdo nunca foi tão fácil. Acessar informação nunca foi tão rápido. E, ainda assim, nunca foi tão difícil pensar com clareza.
O novo problema não é a escassez — é o transbordamento
Vivemos uma era em que o desafio já não é mais encontrar a informação, mas sobreviver a ela. Um excesso silencioso e constante que se acumula diante dos nossos olhos em forma de artigos, vídeos, podcasts, newsletters e threads, criando a falsa sensação de que estar bem informado depende apenas de consumir mais.
Mas há um efeito colateral crítico: quanto mais consumimos sem critério, mais diluímos nossa capacidade de construir um pensamento próprio.
Informação não gera autoridade — a escolha, sim
Durante muito tempo, o diferencial competitivo era o acesso. Quem detinha a informação, liderava. Hoje, praticamente qualquer pessoa acessa as mesmas fontes — e as mesmas inteligências artificiais.
A informação tornou-se uma commodity. Ela é o ponto de partida, não mais a linha de chegada.
Existe uma crença perigosa de que o volume de consumo leva à preparação. Na prática, o consumo sem direção fragmenta o foco e certamente confunde a identidade.
A verdade é desconfortável: sua autoridade não nasce do que você lê, mas do que você decide que vale a pena ser lido.
É aqui que a curadoria estratégica deixa de ser uma habilidade complementar e passa a ser um diferencial competitivo.
Curadoria estratégica como ato intelectual
Curadoria estratégica não é apenas selecionar conteúdos interessantes ou então compartilhar referências relevantes. Também não se trata de replicar o que todos já dizem.
Curadoria estratégica é um ato intelectual de soberania.
É a capacidade de atribuir valor, estabelecer conexões entre pontos aparentemente distantes e, principalmente, descartar o que não contribui para a construção de sentido.
Quando você exerce essa curadoria, deixa de ser um terminal de passagem de dados para se tornar um arquiteto de significados.
O risco invisível: exposição não é conhecimento
Existe um paradoxo no ambiente digital: quanto mais conteúdo consumimos, menos tempo dedicamos a processá-lo.
A velocidade cria uma ilusão de aprendizado, mas aprender exige reflexão, conexão e questionamento.
Sem esse tempo de processamento, o que se forma não é conhecimento, mas apenas exposição.
E exposição, isolada, não constrói reputação — muito menos autoridade.
Curadoria estratégica como filtro de identidade
Toda escolha revela uma intenção. No ambiente digital, toda curadoria estratégica revela uma identidade.
O que você amplifica define, na prática, o território intelectual que você ocupa.
Com o tempo, suas escolhas passam a responder, de forma silenciosa, a pergunta que, de fato, importa:
“Este profissional pensa ou apenas ecoa?”
Curadoria estratégica não é apenas organizar informação. É posicionar pensamento.
A nova lógica da autoridade
Na era da informação infinita, autoridade não é quem sabe mais. É quem ajuda os outros a entenderem o que realmente importa.
A clareza de posicionamento passou a valer mais do que o acúmulo de dados.
Essa clareza nasce do repertório, da experiência e, principalmente, da coragem de dizer:
“Isso importa. O resto é ruído.”
A pergunta que redefine o jogo
Se, no último artigo, avançamos sobre a construção da assinatura intelectual, agora surge uma nova provocação:
O que você está escolhendo amplificar — e qual é o critério por trás disso?
Porque, no fim das contas, não é a informação que define sua relevância. É o critério que você constrói a partir dela.
Na era da informação infinita, autoridade não é quem sabe mais. É quem escolhe melhor.
No próximo artigo, vamos avançar ainda mais nessa construção para explorar como esse critério se transforma em influência real e como a consistência dessas escolhas impacta a forma como você é percebido — e valorizado — no ambiente digital.
Até o próximo ciclo.
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Jorge Luis Ribeiro
CEO da Cloud Coaching | Estrategista Digital | Especialista em Marketing Digital, SEO, Tecnologia e Inteligência Artificial Aplicada
https://www.linkedin.com/in/jorgeluisribeiro
Confira também: Assinatura Intelectual: O Ativo Humano que a IA Não Consegue Replicar
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Quando a Vida Pede Mais do que Respostas — Ela Pede as Perguntas Certas
Vivemos obcecados por respostas. Queremos soluções rápidas, diagnósticos precisos, fórmulas que funcionem. Formatamos nossa mente para que possamos responder antes mesmo de entender o que está sendo perguntado. E, curiosamente, é exatamente aí que travamos.
Existe uma diferença enorme entre uma pessoa que tem muitas respostas e uma pessoa que faz as perguntas certas. A primeira se move em círculos. A segunda avança.
Quando enfrentamos um problema — no trabalho, nas relações, na vida — o instinto quase imediato é buscar o que fazer. Pulamos para a solução porque a incerteza é desconfortável. Mas muitas vezes estamos respondendo à pergunta errada.
Um líder que pergunta “como faço minha equipe trabalhar mais?” vai certamente encontrar respostas bem diferentes de um líder que pergunta “o que está impedindo minha equipe de dar o seu melhor?”. Mesma situação. Perguntas diferentes. Caminhos completamente distintos.
A pergunta que fazemos define o problema que vemos. E o problema que vemos define a solução que buscamos.
Perguntar exige coragem
Há algo que pouca gente fala: fazer boas perguntas é um ato de vulnerabilidade. Perguntar significa admitir que não se sabe. Em um mundo que valoriza a expertise e a segurança, isso custa caro para muita gente.
Mas é justamente quem suporta a tensão da pergunta aberta — quem não corre para fechar o raciocínio antes da hora — que costuma chegar a insights mais ricos e decisões mais sólidas.
As grandes viradas, tanto nas ciências quanto nas histórias pessoais, raramente começaram com uma resposta nova. Começaram com uma pergunta que ninguém, de fato, havia feito antes.
Nem toda pergunta tem o mesmo peso. Existem perguntas que fecham — “por que isso sempre acontece comigo?” — e perguntas que abrem — “o que esse momento está me ensinando?”. As primeiras fixam. As segundas movem.
As perguntas mais poderosas que conheço e as apresento em minhas mentorias, têm algumas características em comum:
- Elas apontam para o futuro, não para o passado;
- Elas ampliam possibilidades em vez de justificar limitações;
- Elas colocam a pessoa como protagonista, não como vítima da circunstância;
- Elas são incômodas o suficiente para não deixar tudo como está.
Da próxima vez que você estiver preso em um problema — profissional ou pessoal — experimente pausar antes de buscar a resposta e então pergunte-se: “essa é realmente a pergunta certa?”
Tente reformular. Amplie o ângulo. Olhe de outro lugar. Às vezes, o que parece ser falta de resposta é, na verdade, falta da pergunta certa.
A vida, as carreiras e os relacionamentos que mais nos desafiam raramente nos pedem mais informação. Eles nos pedem mais clareza — e clareza começa com a pergunta que ainda não tivemos coragem de fazer.
Qual foi a última pergunta que você fez a si mesmo que realmente mudou alguma coisa?
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Cleyson Dellcorso
https://www.dellcorso.com.br/
Confira também: Quando o Trabalho Cansa Mais por Dentro do que por Fora
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Ideação com Propósito: Quando a Ideia Nasce para Transformar, Não Apenas para Vender
Vivemos um tempo em que ideias surgem o tempo todo. Projetos, cursos, mentorias, startups, produtos digitais. A criatividade nunca esteve tão ativa. Mas existe uma diferença profunda entre criar algo para ocupar espaço no mercado e criar algo com propósito.
Ideação é o processo de gerar e estruturar ideias. Ideação com propósito é quando essa ideia nasce para resolver um problema real, atender uma dor concreta ou promover uma transformação significativa.
Não começa com a pergunta “como posso vender?”, mas sim com “qual impacto quero gerar?”.
Quando o propósito vem antes da estratégia, então a construção muda. O projeto deixa de ser apenas comercial e passa a ter direção, identidade e coerência.
Um exemplo simples é a quantidade de iniciativas que surgiram nos últimos anos para lidar com o que antes era empurrado para debaixo do tapete: saúde mental, esgotamento, solidão, falta de sentido no trabalho, ansiedade coletiva. Da mesma forma, vemos projetos que nascem para reduzir desperdício de alimentos, tornar consumo e logística mais sustentáveis, ampliar o acesso à educação, democratizar serviços financeiros e criar soluções para populações que sempre ficaram fora do radar.
Esses projetos não nascem apenas da busca por oportunidade de mercado. Eles partem da identificação de um problema concreto e da decisão de enfrentá-lo. E, justamente por entregarem valor real, muitas vezes acabam alcançando também bons resultados financeiros. O lucro, nesse caso, surge como consequência da relevância do que foi construído.
Ideação de impacto é o próximo passo. É pensar não só na viabilidade da ideia, mas no alcance da transformação que ela pode gerar. Qual mudança real isso, de fato, provoca na vida das pessoas? Que problema concreto ajuda a resolver?
Projetos com propósito tendem a criar conexões mais sólidas, resultados mais consistentes e relevância mais duradoura.
Em um mundo saturado de ofertas, o diferencial não está apenas na inovação. Está na intenção.
Antes de lançar algo novo, vale perguntar: isso nasce de uma tendência ou de uma convicção?
Ideias podem gerar lucro. Propósito gera legado.
E talvez essa seja a diferença que realmente importa.
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Sandra Rosenfeld
https://www.sandrarosenfeld.com
Confira também: Sono e Rendimento no Trabalho: Um Fator Decisivo que Ainda é Subestimado
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Tartarugas e Abelhas: A Importância da Referência na Comunicação
Uma das coisas mais fascinantes para mim na esfera do reino animal é o mundo das tartarugas marinhas, sobretudo no que tange ao seu complexo ciclo de reprodução. É sabido que esse ciclo é definido por migrações de longo curso, com desovas realizadas em praias bem específicas. A exata localização dessas praias ficou gravada de alguma forma na memória das fêmeas. Isso possibilita seu retorno ao local de origem, de onde, muito tempo atrás, elas mesmas vieram. Agora, fazem o caminho de volta com um propósito claro: depositar seus ovos.
Curioso é o fato de que, a partir do seu nascimento, a tartaruga marinha passa por um processo de memorização da assinatura singular do campo magnético do exato local da sua origem. Nesse processo, ela guarda sinais das alterações de intensidade e inclinação conforme a referência geográfica do planeta durante seu deslocamento. E isso permanece registrado mesmo com o passar dos anos.
Por meio de uma combinação de um certo tipo de bússola magnética (que lhe dá a direção) e um mapa magnético (que lhe dá a posição), ela consegue realizar, em tempo real, os acertos necessários no percurso durante as suas migrações oceânicas. Com isso, percebe com clareza eventuais desvios no caminho e retorna à rota ideal. Tudo isso ocorre mesmo quando está desprovida de referências visuais nas águas por onde passa.
Um dado interessante ainda reside no fato de a tartaruga marinha necessitar fazer o rastejo da areia da praia até o mar, objetivando a fixação desse caminho em sua memória.
Esse processo ocorre mesmo com aquelas que são eventualmente assistidas por entidades ambientalistas, como no Projeto TAMAR do Brasil. Nesses casos, utilizam-se incubadoras com a finalidade de resguardar os ovos de possíveis predadores e outros perigos. Após a eclosão, os filhotes são soltos na orla marítima para realizar o rastejo na praia. Isso garante o seu aprendizado de geolocalização.
De forma análoga, abelhas também se valem de variados sentidos e procedimentos para a detecção de flores carregadas de néctar e pólen. A partir disso, orientam-se de volta à colmeia. Nesse processo, fazem uma associação entre visão, magnetismo, olfato e uma comunicação intensa com suas outras parceiras da colônia.
A importância da referência no mundo animal e no da comunicação corporativa é evidente.
São facilmente identificáveis em padrões, benchmarks e metas, a fim de garantir alinhamento e eficiência operacional. Isso contribui significativamente para a desconstrução de ambiguidades, sobretudo por estarem fundadas na precisão. Essas circunstâncias promovem a efetividade no cumprimento de normas regulatórias e a economia de recursos. Como resultado, diminuem desperdícios de matérias-primas e o uso do valioso tempo operacional. Além disso, antecipam resultados nos negócios.
Não se pode negar que a existência de referências também permite a realização de comparações setoriais (benchmarking). Isso possibilita distinguir, de forma mais precisa, as melhores práticas operacionais, produtos e outros elementos relevantes. Além disso, abre espaço para a implementação de inovações dentro de metas mais realistas e concretas. Outro efeito importante é o aumento da confiança de clientes e parceiros, por meio da rastreabilidade. Como consequência, aperfeiçoa-se a interoperabilidade das cadeias de processamento — produtiva, operacional e gerencial — às quais estejam conectadas.
Lições de Tartarugas e Abelhas sobre Assertividade na Comunicação Corporativa
No mundo corporativo, a assertividade transforma mensagens vagas em ações precisas, elevando eficiência e coesão em equipes. A observação atenta da vida de tartarugas marinhas e abelhas nos revela que a memorização de referências magnéticas e sensoriais para navegação exata pode ser explorada como um princípio de liderança. Esse princípio pode orientar a construção de uma linguagem corporativa mais impactante, capaz de gerar resultados práticos e positivos para a organização.
Fixação de Referências como Imprinting Corporativo
O chamado Imprinting Corporativo é um processo pelo qual empresas absorvem e consolidam características, valores e comportamentos durante a sua fase de fundação. Essas marcas iniciais, frequentemente definidas pelos criadores, desenham a cultura, a estratégia e a forma como a organização opera por longos períodos — muitas vezes, décadas após o seu surgimento. Com o tempo, tornam-se parte da própria marca e facilitam o seu reconhecimento pelos clientes, usuários e comunidade.
Tartarugas gravam a “assinatura magnética” da praia de origem durante o rastejo inicial. A partir disso, ajustam rotas com bússola e mapa em tempo real, mesmo sem pontos visuais. No ambiente empresarial, isso equivale à fixação inicial de metas claras em kick-offs de projetos. Um exemplo disso é a definição de KPIs específicos (“aumentar vendas em 15% até Q2”), permitindo que equipes permaneçam alinhadas até o objetivo e corrijam desvios por meio de feedbacks semanais.
Comunicação Sensorial Inspirada nas Abelhas
Neste contexto de orientação, as abelhas, por seu turno, integram visão, magnetismo, olfato e dança para detectar flores e guiar a colmeia, transmitindo direção e distância com precisão. Empresas aplicam esse princípio em reuniões, por meio do uso de linguagem multimodal — dados visuais (gráficos), métricas olfativas (alertas de risco) e “danças” verbais (resumos executivos) — para alinhar stakeholders. Assim, evitam mal-entendidos que podem custar, em média, até 20% da produtividade.
Destaco ainda a disciplina e a mútua cooperação de cada parte da comunidade das abelhas, focada em valores e ações em prol da colmeia. Esse comportamento também serve como parâmetro para as equipes de trabalho nas empresas.
As abelhas memorizam padrões lineares extraídos da paisagem em meio aos recorrentes voos de orientação iniciais, elaborando uma ilustração cognitiva que generaliza para áreas novas. Assim, ao se deslocarem, traçam comparações dos elementos locais com essa memória para identificar rotas comuns pré-armazenadas em suas memórias.
As abelhas memorizam padrões lineares extraídos da paisagem durante seus voos iniciais de orientação. Nesse processo, elaboram uma ilustração cognitiva que se generaliza para áreas novas. Assim, ao se deslocarem, comparam os elementos locais com essa memória para identificar rotas comuns já pré-armazenadas.
Aplicações Práticas para Líderes
A fim de consolidar esses panoramas, o treino de equipes os validará por meio de simulações de “migrações corporativas”, como workshops, onde participantes memorizam “assinaturas” de processos (como protocolos de crise) e praticam ajustes em cenários reais.
| Desafio Corporativo | Lição Biológica | Estratégia Assertiva |
| Feedback evasivo | Rastejo sem referência | “Seu relatório desviou em 10%; ajuste com dados de Q1 para alinhar.” |
| Alinhamento remoto | Navegação sem visuais | Vídeos com marcos visuais + métricas quantificáveis para correções diárias |
| Motivação em equipe | Dança da colmeia | Reuniões com “danças” curtas: 1 min por meta, indicando urgência e direção |
Claro que vale a pena alertar que uma eventual dependência excessiva de referências, de forma ortodoxa, no ambiente corporativo, é capaz de gerar uma indesejada rigidez e alguma vulnerabilidade operacional. Isso ocorre porque limita a capacidade de adaptação rápida, como no caso de tartarugas presas a uma única praia ou abelhas sem uma “dança” flexível, por assim dizer.
Contudo, essas práticas, extraídas da precisão instintiva da natureza, fomentam culturas assertivas, reduzem conflitos e impulsionam resultados mensuráveis em empresas dinâmicas. Elas também nos trazem a certeza de que o mel pode até ser doce, mas depende de muito esforço, disciplina e comprometimento de todos. Sobretudo em uma economia que navega em um mar agitado, como se vê na atualidade, dentro de um oceano de oportunidades e desafios hercúleos. E, sem referências, estamos literalmente perdidos. Todavia, a natureza, mais uma vez, fez a sua parte e nos deu um caminho.
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Acácio Lima dos Santos
https://acacio.lovable.app
Confira também: A Assertividade e a Comunicação na Atualidade: O Cavalo, a Sela e a Oportunidade nas Decisões Profissionais
Palavras-chave: comunicação corporativa, assertividade na comunicação, referências na comunicação, alinhamento de equipes, eficiência operacional, importância da referência na comunicação corporativa, como melhorar a assertividade na comunicação empresarial, impacto da comunicação clara nos resultados das empresas, como alinhar equipes com comunicação eficiente, exemplos de comunicação corporativa assertiva
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A Jornada Infinita do Aprendizado e Por Que as Empresas PRECISAM Investir em Conhecimento para Seus Funcionários
Em um cenário corporativo global em constante evolução, o aprendizado contínuo tornou-se essencial para a sobrevivência e prosperidade das empresas. Se voltarmos na História recente, podemos identificar três grandes etapas que transformaram o mercado de trabalho: a Revolução Industrial, a Era dos Computadores e da Internet e, atualmente, a era da Nuvem e da Inteligência Artificial (IA).
Nesse contexto, investir em treinamento e desenvolvimento deixou de ser apenas uma iniciativa desejável e passou a ser uma estratégia indispensável. Segundo a Pesquisa Panorama do Treinamento 2024-2025, houve um aumento de 14% no investimento anual em Treinamento e Desenvolvimento (T&D) por colaborador em relação ao ano anterior, atingindo uma média de R$1.222 por funcionário no Brasil.
Além disso, a mesma pesquisa aponta que 94% das empresas brasileiras possuem um orçamento anual específico para treinamento, evidenciando um compromisso crescente com a capacitação de suas equipes. Esses investimentos não apenas estimulam ambientes mais inovadores e produtivos, mas também fortalecem a competitividade das organizações em um mercado global cada vez mais dinâmico.
Mas afinal, o que esse investimento traz de benefício real para as empresas?
Para muitas organizações globais, o treinamento de colaboradores é considerado uma despesa operacional (Operational Expenditure – OPEX), e não uma despesa de capital (Capital Expenditure – CAPEX). Em termos simples, OPEX representa os custos contínuos necessários para que a empresa funcione e evolua.
No entanto, os benefícios desse investimento vão muito além do aprimoramento individual dos funcionários. Um dos impactos mais relevantes é o aumento do engajamento e da retenção de talentos. Quando as empresas oferecem oportunidades de desenvolvimento, demonstram que acreditam no crescimento de seus colaboradores, incentivando-os a assumir novas responsabilidades e buscar posições de maior liderança ao longo de suas carreiras.
Esse movimento também está alinhado com a tendência global das qualificações mutantes, que exige dos profissionais atualização constante de conhecimentos e habilidades para acompanhar as transformações do mercado. Nesse contexto, ganha destaque o conceito de reskilling, que significa desenvolver novas competências além das habilidades já existentes.
Outro ponto fundamental é a liderança colaborativa, que vem ganhando cada vez mais espaço dentro das organizações. Esse modelo promove ambientes de trabalho mais dinâmicos, inovadores e voltados para a construção coletiva de soluções.
A retenção de talentos também tem impacto direto na estabilidade das empresas. Quando uma organização reduz sua rotatividade de funcionários, diminui custos relacionados a novas contratações e fortalece sua cultura organizacional, tornando-se mais atrativa para profissionais qualificados.
Além disso, investir nas pessoas contribui para a construção de confiança, tanto internamente quanto externamente. Empresas que valorizam seus profissionais e promovem um ambiente de trabalho motivador conquistam maior credibilidade no mercado. Trata-se de um verdadeiro cenário de ganha-ganha (win-win), no qual as empresas se beneficiam de equipes mais engajadas e os colaboradores encontram espaço para crescimento profissional.
Pensar no futuro das organizações também significa reconhecer que os líderes precisam cuidar não apenas dos clientes externos, mas também de seus colaboradores.
Em um mundo onde a Geração Z já nasceu digital e as qualificações estão em constante transformação, acompanhar tendências e investir em desenvolvimento humano tornou-se uma responsabilidade estratégica da liderança.
Estudos apontam que cerca de 70% da felicidade no trabalho está diretamente relacionada ao chefe imediato. Por isso, práticas de liderança que incentivem aprendizado, colaboração e desenvolvimento são fundamentais para criar ambientes mais produtivos e saudáveis.
Para implementar uma cultura de aprendizado dentro das empresas, algumas estratégias são essenciais. A oferta de cursos e treinamentos regulares — presenciais ou online — ajuda a manter as equipes atualizadas e preparadas para os desafios do mercado.
As habilidades técnicas, conhecidas como hard skills, continuam sendo extremamente valorizadas. Programas de upskilling e reskilling, aliados ao incentivo à educação formal por meio de graduações, pós-graduações e certificações, contribuem para a formação de especialistas dentro das organizações.
Além disso, iniciativas como mentorias, workshops e espaços de troca de conhecimento fortalecem a colaboração entre equipes e estimulam o aprendizado coletivo.
Diante desse cenário, torna-se evidente que o conhecimento das pessoas é um dos maiores ativos de qualquer organização. Equipes bem treinadas trabalham com mais eficiência, cometem menos erros e produzem resultados mais consistentes ao longo do tempo.
Por outro lado, empresas que deixam de investir em treinamento e desenvolvimento correm o risco de criar ambientes estagnados, onde os profissionais deixam de se sentir desafiados. Isso pode levar à queda de produtividade.
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Paulina Illanes
Especialista em Comunicação Corporativa e Business English
https://www.inglescompaulina.com.br
Confira também: O Que Estamos Aprendendo com a Geração Z — e o Que Precisamos Desaprender
Palavras-chave: treinamento e desenvolvimento, aprendizado contínuo, retenção de talentos, desenvolvimento de colaboradores, capacitação profissional, importância do treinamento e desenvolvimento nas empresas, benefícios do aprendizado contínuo no ambiente corporativo, como reter talentos com treinamento e desenvolvimento, impacto do treinamento na produtividade das empresas, por que investir em capacitação de funcionários
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Quando Acertar Tudo Não é Suficiente: O Erro de Responder Sem Compreender a Pergunta
No ambiente profissional, existe uma situação curiosa que muitos já viveram: tomar decisões e fazer tudo certo, mas mesmo assim o resultado não aparece como esperado.
Cumprimos processos, entregamos tarefas, respondemos rapidamente, nos dedicamos.
E ainda assim, algo parece fora do lugar.
Isso acontece porque, em muitas situações, o problema não está na qualidade das respostas. O problema está em não compreender profundamente a pergunta.
Profissionais competentes frequentemente respondem com eficiência às demandas do dia a dia. Porém, quando analisamos com mais atenção, percebemos que o verdadeiro desafio talvez estivesse em outro ponto.
Responder bem nem sempre significa resolver o problema.
Ao longo de mais de cinco décadas de atuação em ambientes corporativos, lidando com decisões complexas, projetos estratégicos e equipes multidisciplinares, percebi algo que se repete com frequência: muitas decisões falham não por falta de inteligência, esforço ou dedicação, mas por ausência de um processo claro de pensamento.
Método RISE UP
Foi a partir dessa experiência prática que criei o Método RISE UP, uma estrutura de decisão voltada para líderes e gestores que precisam transformar análise em ação com clareza, responsabilidade e propósito.
O método começa com R = Reconhecer.
Antes de agir, é preciso reconhecer a realidade como ela é. Muitas decisões fracassam porque o problema real ainda não foi compreendido.
Depois vem I = Investigar.
Investigar significa ir além da superfície, buscar informações, ouvir diferentes perspectivas e entender as causas do que está acontecendo.
O terceiro passo é S = Superar o óbvio.
Nem sempre a primeira resposta é a melhor resposta. Líderes maduros sabem que decisões sólidas exigem reflexão e análise crítica.
Em seguida vem E = Executar com sentido.
É quando a decisão deixa de ser apenas uma ideia e se transforma em ação clara, responsável e orientada a resultados.
Mas decisões consistentes não acontecem isoladamente.
Por isso o método se completa com o UP.
U = Unir pelo propósito.
Quando as pessoas compreendem o objetivo maior, o trabalho ganha alinhamento e direção.
E, por fim, P = Potencializar pessoas.
Porque nenhuma decisão se sustenta sem equipes engajadas, capazes e comprometidas com a execução.
No mundo profissional, muitas vezes não faltam respostas rápidas.
O que falta é clareza sobre o problema real.
Quando essa clareza não existe, equipes trabalham muito, mas nem sempre avançam na direção correta.
Por isso, antes de responder, líderes maduros fazem algo simples e poderoso: param para entender melhor a pergunta.
Porque no trabalho, assim como na vida, não basta acertar respostas.
É preciso garantir que estamos respondendo à pergunta certa.
Quando isso acontece, as decisões ficam mais sólidas, as equipes trabalham com mais alinhamento e os resultados aparecem com muito mais consistência.
No final, liderança não é sobre responder rápido.
É sobre decidir bem.
Liderança se revela nas decisões que sustentamos.
Decidir bem é liderança.
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Quer saber como a liderança e tomada de decisão assertiva podem elevar a qualidade das suas escolhas e gerar resultados mais consistentes? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Helio Curi
Palestrante e mentor de líderes, com mais de cinco décadas de experiência em ambientes corporativos complexos. Criador do Método RISE UP, uma estrutura prática para tomada de decisões mais assertivas e desenvolvimento da maturidade decisória nas organizações.
https://www.linkedin.com/in/helio-curi-85a95716a
Confira também: Decidir Não É Reagir: Como a Qualidade das Decisões Define a Liderança e Sustenta Consequências
Palavras-chave: liderança, tomada de decisão, decisões, compreender a pergunta certa, qualidade das decisões, liderança corporativa, decisões estratégicas, erro de responder sem compreender a pergunta, como melhorar a tomada de decisão na liderança, importância de entender o problema antes de responder, como tomar decisões mais assertivas, por que decisões falham mesmo com esforço e competência, como melhorar a qualidade das decisões
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Para Além do Óbvio: Representatividade e a Nova Era da Liderança Feminina
O mês de março é tradicionalmente marcado por celebrações e reflexões sobre os direitos das mulheres também um período de saturação de mensagens sobre o “ser mulher”. No entanto, em 2026, o cenário brasileiro nos convida a aprofundar esse debate através de dois marcos fundamentais: a eleição da deputada Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e o Dia Internacional da Visibilidade Trans (31 de março).
Representatividade não é apenas presença, é perspectiva
Muitas vezes, no mundo corporativo e na política, a representatividade é tratada como uma métrica de preenchimento de vagas — o famoso tokenismo. Mas a chegada de Erika Hilton à presidência de uma das comissões mais importantes da Câmara dos Deputados nos mostra que a representatividade real é, acima de tudo, uma mudança de ângulo.
Como a primeira mulher negra e trans a ocupar esse cargo, Erika não apenas ocupa uma cadeira. Ela desloca o centro de gravidade do debate e rompe com uma visão homogênea do que significa “ser mulher” nos espaços de poder.
Quando uma liderança traz em sua trajetória as marcas da exclusão sistêmica, as prioridades mudam. A pauta deixa de ser apenas sobre o “teto de vidro” das executivas e passa a ser sobre o “chão de ferro” das mulheres que lutam pela própria sobrevivência.
Representatividade, aqui, significa que temas antes invisibilizados — como o transfeminicídio e a misoginia digital — agora possuem orçamento, tempo de fala e urgência institucional. Uma liderança que traz em seu corpo e trajetória as marcas da transsexualidade e da negritude obriga o sistema a olhar para as frestas. Ela traz para a mesa o que o feminismo hegemônico muitas vezes esqueceu: que a violência, o acesso à saúde e a segurança digital atingem as mulheres de formas drasticamente diferentes.
A Interseccionalidade como ferramenta de gestão e lente obrigatória para a equidade
Não é mais possível falar em “mulheres” como um bloco único e indivisível. O conceito de interseccionalidade, sistematizado por Kimberlé Crenshaw, nos ensina que as opressões não se somam, elas se cruzam, criando experiências únicas de exclusão.
Na gestão de Erika Hilton, a interseccionalidade deixa de ser um termo acadêmico para se tornar estratégia política. Ao priorizar o combate ao feminicídio, a comissão agora precisa encarar o fato de que mulheres negras são as maiores vítimas e que mulheres trans muitas vezes nem sequer entram na estatística oficial.
Ao pautar a misoginia digital, ela reconhece que o ambiente virtual tornou-se um novo campo de batalha onde a reputação e a segurança das mulheres são atacadas de forma coordenada.
O exemplo da Comissão é um espelho para as empresas. Se a sua política de diversidade trata todas as mulheres da mesma forma, ela provavelmente está deixando as mais vulneráveis para trás.
As políticas de inclusão nas empresas não podem ser genéricas. Elas precisam considerar as especificidades de cada grupo para serem, de fato, eficazes.
Para Além da Maternidade: A Pluralidade da Existência Feminina
Um dos maiores avanços dessa nova fase é o compromisso com pautas que extrapolam a visão tradicional da mulher centrada exclusivamente na maternidade e no cuidado.
Embora o apoio às mães solo e a economia do cuidado sejam pilares fundamentais, reduzir a mulher ao papel reprodutivo é uma forma de limitação histórica. Mesmo reconhecendo que essas pautas sejam vitais, elas não esgotam a experiência feminina. Uma agenda abrangente precisa incluir:
- Enfrentamento à Misoginia Digital: O reconhecimento de que a internet é o novo território da violência de gênero. O PL 6396/2025 é um marco ao tentar desmonetizar o ódio, protegendo a saúde mental e a reputação de mulheres que desejam se expressar, ocupar a vida pública e assumir cargos de liderança.
- Segurança e Vida: O combate ao feminicídio e ao transfeminicídio como base para qualquer outro direito.
- Saúde Integral e Inclusiva: Olhar também para as necessidades de mulheres idosas, indígenas, quilombolas e para as necessidades específicas de saúde da população trans, cujos corpos são frequentemente negligenciados.
- Visibilidade Trans e Direitos Civis: O Dia Internacional da Visibilidade Trans reforça que a identidade de gênero é uma dimensão inseparável da luta feminista. Incluir mulheres trans na pauta da Comissão da Mulher é um ato de justiça que fortalece o movimento como um todo, tornando-o mais resiliente e democrático.
O papel da liderança
As lideranças têm o papel de provocar as organizações a entenderem que a inclusão trans e a interseccionalidade não são “pautas acessórias”, mas sim o centro de uma estratégia de inovação e segurança psicológica.
Liderar com uma perspectiva interseccional exige coragem intelectual. Exige que a liderança questione: “Quem não está nesta sala? De quem é a voz que nunca ouvimos nas reuniões de estratégia?”.
O que está acontecendo na Comissão da Mulher é um prenúncio do que o futuro exige de nós. Uma liderança que não tem medo de enfrentar a misoginia em todas as suas formas. Que entende que a dor de uma mulher trans é provocada pela cultura patriarcal e machista. E que a proteção da vida deve vir antes de qualquer disputa ideológica.
Visibilidade Trans: Para Além do Simbólico, o Direito de Existir e Liderar
A visibilidade trans, especificamente, é o último fronte da inclusão corporativa. Trazer esse debate para dentro das empresas é garantir que a segurança psicológica não seja um privilégio de algumas pessoas, mas um direito de todas.
O dia 31 de março marca o Dia Internacional da Visibilidade Trans. A data pode parecer apenas mais um item no calendário de diversidade das organizações. No entanto, esta data carrega uma urgência que vai muito além do simbólico: ela trata da transição da invisibilidade marginalizada para a presença produtiva e digna.
O Dia Internacional da Visibilidade Trans nos lembra que a visibilidade sem direitos é apenas exposição. O exemplo que vem da Comissão da Mulher é um chamado para que nossas lideranças femininas sejam tão plurais quanto a base da nossa sociedade. Somente quando todas as mulheres — cis, trans, negras, indígenas, mães ou não — estiverem protegidas e representadas, poderemos falar, de fato, em um verdadeiro avanço da equidade.
Neste mês de março, e especialmente no dia 31, o meu convite é para que você, líder, amplie sua visão. Que possamos ser facilitadoras de caminhos onde a representatividade feminina não seja um fim. Mas o meio para construirmos uma sociedade onde todas as mulheres possam, finalmente, exercer sua plena potência.
Seja a mudança!
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Quer saber mais sobre como a liderança feminina pode transformar a representatividade em resultados reais dentro das organizações? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Kaká Mandakinï
Coach, consultora de Diversidade. Equidade e Inclusão, facilitadora de CNV e acredita que a comunicação autêntica é a chave para transformar organizações em ecossistemas de vida.
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Da Culpa à Responsabilidade: A Mudança que Transforma Sua Vida
O que fazer com a culpa?
Há muito tempo medito sobre a palavra culpa.
Por quê? Porque, em meu conceito, a culpa está conectada à vítima. Culpa e vítima parecem sempre caminhar juntas. E, muitas vezes, o culpado se sente vítima.
Aquele que encontra no vitimismo a sua bandeira apresenta uma tendência comportamental na qual ser vítima é o seu principal modo de atuar. Ao se considerar vítima, na maioria das vezes atrai para si muitos que acreditam em sua infelicidade.
Culpam o azar, outras pessoas e fatores externos por seu sofrimento, e relevam as próprias dificuldades como se estas não coubessem em seu arquivo pessoal. Assim, tudo e todos passam a ser a causa de sua suposta mazela.
Não aprecio o vitimismo, ainda que reconheça a existência de vítimas reais. Por isso, prefiro a palavra responsável em vez de culpa.
Notem que, ao atribuirmos responsabilidade a qualquer pessoa, demonstramos, em primeiro lugar, que acreditamos em sua capacidade de solucionar situações que lhe dizem respeito tanto quanto ao seu suposto algoz.
Penso que, se em vez de denominarmos culpado aquele que cometeu um ato contra outro, o chamássemos de responsável, a carga sobre si mesmo teria uma conotação mais direta, e as consequências poderiam trazer outro resultado.
Quando se atribui uma responsabilidade a alguém, é porque acreditamos que quem a recebeu é realmente capaz de realizar o feito correspondente a essa responsabilidade.
E, como conhecedor das consequências de seu ato, o autor do feito, ainda que inconscientemente, passa a admitir que talvez pudesse ter agido de forma diferente para que não fosse responsabilizado.
Percebam que o que estou dizendo são conjecturas que atravessam meus pensamentos. Posso estar completamente equivocada.
No entanto, quando se atribui culpa a alguém, essa pessoa pode dizer: “Sou inocente”, “não fui eu”, “a culpa é do outro, não minha”. Enfim, existe uma espécie de escudo protetor na palavra culpa.
Isso porque:
“A culpa é um sentimento emocional que está intimamente relacionado ao remorso e ocorre quando uma pessoa acredita que violou seus próprios padrões morais.” (Definição de autor desconhecido)
Sendo a culpa um sentimento emocional, a racionalização do ocorrdo também tende a ser emocional e, muitas vezes, distante da realidade.
No entanto:
“Responsabilidade é quando, tendo a liberdade para fazer qualquer coisa, você escolhe fazer apenas o que deve.” ( Edna Frigato)
Percebe-se, nessa frase de Edna Frigato, como a responsabilidade pode nos levar a repensar aquilo que pretendemos.
E quando dizemos: “Você é responsável por tal acontecimento”, a resposta pode ser: “Por que sou responsável?”
Vejam que, nesse caso, as respostas tendem a girar em torno das capacidades pessoais de quem age.
Mesmo estando eu equivocada ou não, gostaria que refletissem e testassem essas duas palavras — culpa e responsabilidade — sempre que possível em situações do cotidiano.
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Quer saber mais sobre como a culpa e responsabilidade podem transformar sua forma de agir e tomar decisões? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar sobre este assunto.
Luísa Santo
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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