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Não Existe Parcelamento Sem Juros Embutidos: A Verdade Que o Consumidor Precisa Compreender

Entenda por que o parcelamento sem juros nem sempre é tão vantajoso quanto parece e como pequenas parcelas podem comprometer sua renda futura, adiar sonhos importantes e afetar suas decisões financeiras sem você nem mesmo perceber.

Não Existe Parcelamento Sem Juros Embutidos: A Verdade Que o Consumidor Precisa Compreender

Não Existe Parcelamento Sem Juros Embutidos: A Verdade Que o Consumidor Precisa Compreender

Você emprestaria dinheiro para uma pessoa que nunca viu na vida, sem cobrar absolutamente nada por isso? Provavelmente não.

Agora pense em algo curioso: todos os dias, milhares de empresas vendem produtos para consumidores que não conhecem pessoalmente e permitem que o pagamento seja feito em diversas parcelas, muitas vezes ao longo de meses ou até anos. E fazem isso anunciando que não existe cobrança de juros.

A pergunta é simples: alguém realmente financiaria uma compra sem obter nenhum benefício em troca? A resposta é não.

Quando uma empresa oferece um parcelamento chamado “sem juros”, os custos dessa operação, sem dúvida, já foram considerados na formação do preço. Afinal, existe o risco de inadimplência, existem custos financeiros e administrativos, além do próprio valor do dinheiro ao longo do tempo.

Mas quero chamar atenção para um ponto ainda mais importante. O maior problema do parcelamento não está nos juros visíveis ou ocultos. O maior problema está no comportamento que ele estimula.

Durante muitos anos, ao formar educadores financeiros, eu utilizava um exercício bastante simples. Imagine que, no primeiro dia de um mês, uma pessoa realize as seguintes compras:

  • Produto de R$ 1.000 em 10 parcelas de R$ 100;
  • Produto de R$ 2.000 em 10 parcelas de R$ 200;
  • Produto de R$ 500 em 5 parcelas de R$ 100.

A sensação é de tranquilidade, afinal nenhuma compra parece tão pesada. No entanto, essas decisões geram um compromisso mensal de R$ 400 para os meses seguintes. Agora imagine que, no dia seguinte, essa mesma pessoa faça novas compras:

  • Produto de R$ 300 em 3 parcelas de R$ 100;
  • Produto de R$ 1.500 em 10 parcelas de R$ 150;
  • Produto de R$ 200 em 2 parcelas de R$ 100.

Mais uma vez, cada parcela parece pequena e administrável. Mas essas novas decisões acrescentam outros R$ 350 de compromissos mensais.

Em apenas dois dias, sem perceber, essa pessoa já comprometeu R$ 750 por mês de sua renda futura.

E o mais preocupante é que o comportamento raramente para por aí.

Ao longo das semanas surgem novas compras, novas oportunidades, novas promoções e novos parcelamentos. Como cada prestação parece pequena individualmente, cria-se a ilusão de que ainda existe espaço no orçamento.

Quando a pessoa percebe, parte significativa da renda dos próximos meses já está comprometida. É por isso que tantas famílias trabalham, recebem seus salários e têm a sensação de que o dinheiro desaparece rapidamente.

Na verdade, uma parcela considerável da renda já foi destinada a decisões tomadas semanas ou meses antes. O mercado sabe exatamente como isso funciona. Um produto de R$ 3.000 parece caro. Mas 12 parcelas de R$ 250 parecem acessíveis.

O cérebro deixa de avaliar o valor total da compra e passa a analisar apenas o impacto imediato da parcela. É nesse momento que o consumidor deixa de tomar uma decisão racional e passa a responder ao estímulo emocional criado pela facilidade de pagamento.


A Metodologia DSOP

Na Metodologia DSOP, defendemos uma lógica diferente. Antes de perguntar “quanto fica a parcela?”, é preciso perguntar: “Esse valor está alinhado aos meus sonhos e objetivos de vida?”

Quando uma compra é realizada apenas porque a parcela cabe no orçamento, sem considerar seus impactos futuros, ela pode representar o adiamento de sonhos verdadeiramente importantes.

O parcelamento pode ser utilizado de forma consciente em situações específicas. O problema surge quando ele se transforma em hábito e passa a consumir, silenciosamente, a renda futura.

A verdadeira educação financeira não acontece quando conseguimos parcelar tudo, mas quando conquistamos a capacidade de escolher com consciência, priorizando aquilo que realmente faz sentido para a nossa vida. Porque o maior custo de uma compra nem sempre aparece nos juros.

Muitas vezes, ele aparece nos sonhos que deixamos de realizar por causa das parcelas que continuamos acumulando.


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como usar o parcelamento sem juros com consciência, proteger sua renda futura e tomar decisões financeiras mais alinhadas aos seus sonhos? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em orientar você.

Um grande abraço,

Reinaldo Domingos
PhD em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin) e da DSOP Educação Financeira.
https://www.dsop.com.br

Confira também: Bolha Imobiliária Chegou e Ninguém Percebeu!

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Alta Performance em Ambientes Complexos com um Mercado Instável

Alta performance sustentável exige mais do que velocidade. Entenda como clareza estratégica, capacidade adaptativa e integração ajudam empresas a decidir melhor em ambientes complexos e mercados instáveis.

Alta Performance em Ambientes Complexos com um Mercado Instável

Alta Performance em Ambientes Complexos com um Mercado Instável

Vivemos um tempo em que empresas e profissionais são constantemente pressionados a entregar alta performance em meio a cenários cada vez mais complexos, instáveis e imprevisíveis. Oscilações econômicas, tensões geopolíticas, mudanças regulatórias, transformações tecnológicas, o comportamento acelerado do mercado e o excesso de informação têm exigido das organizações uma capacidade contínua de adaptação sem que suas operações parem completamente.


O desafio já não é apenas crescer, inovar ou executar.

O verdadeiro desafio está em sustentar clareza estratégica, capacidade de decisão e integração organizacional enquanto o cenário continua mudando.

Talvez por isso a Fórmula 1 represente uma analogia tão interessante para o momento atual vivido pelas empresas e pelas carreiras.

Muito além da velocidade, a Fórmula 1 é um ambiente de alta complexidade, em que a performance depende de leitura de cenário, estratégia, sincronismo, adaptação contínua, precisão técnica e capacidade de tomar decisões em movimento.

Os circuitos são divididos em diferentes áreas, cada uma com funções específicas: pista principal, pit lane, paddock, áreas de escape, chicanes, setores técnicos, estratégia de equipe e comunicação constante entre piloto e operação. Nada funciona isoladamente. O desempenho depende da capacidade de integrar técnica, pessoas, estratégia e tomada de decisão sob pressão.

A própria Fórmula 1 revela como ambientes de alta performance são dinâmicos por natureza. A cada temporada, circuitos entram e saem do calendário, regras são ajustadas, estratégias precisam ser revistas e equipes inteiras se reorganizam para responder a novas exigências. Em 2026, por exemplo, mudanças no calendário já mostram como até estruturas tradicionalmente consolidadas precisam se adaptar constantemente aos movimentos do cenário global.

Nada permanece estático por muito tempo. Ainda assim, as equipes seguem competindo em alta velocidade, tomando decisões em tempo real e ajustando rotas sem interromper a corrida.

O cenário atual tem exigido das organizações uma capacidade adaptativa cada vez maior. Incertezas fiscais, oscilações econômicas, tensões geopolíticas, mudanças regulatórias, impacto das exportações, movimentações do mercado internacional, comportamento do consumidor e transformações tecnológicas têm alterado constantemente as condições da “pista”.


Enquanto isso, empresas seguem operando.

Não existe o luxo de interromper completamente a corrida para reorganizar tudo. Os ajustes precisam acontecer em movimento.

E talvez esse seja um dos maiores desafios contemporâneos: aprender a trocar os pneus enquanto a corrida continua acontecendo.

Muitas organizações ainda tentam conduzir seus negócios no piloto automático, repetindo modelos, práticas e decisões que funcionaram em outros contextos, mas que já não respondem às exigências atuais. O problema é que, em cenários complexos, o piloto automático pode rapidamente se transformar em risco estratégico.

A velocidade do mercado aumentou. Mas velocidade sem leitura de contexto pode apenas acelerar desorganizações internas, desgastes operacionais e decisões impulsivas.

Na Fórmula 1, talento sozinho não sustenta performance. O piloto depende da equipe, da estratégia, da leitura das condições da pista, da capacidade de adaptação às condições climáticas, da comunicação, da preparação técnica e da consciência situacional para tomar decisões em segundos sem perder direção.


Nas empresas, não é diferente.

Alta performance sustentável não nasce apenas da pressão por resultado, mas da capacidade de integrar pessoas, estratégia, cultura, execução e governança em torno de uma direção clara.

E isso exige maturidade:

  • Maturidade para compreender que nem toda aceleração representa evolução.
  • Maturidade para revisar rotas sem abandonar propósito.
  • Maturidade para agir com os recursos disponíveis, mesmo sem controle total do cenário.
  • Maturidade para entender que gestão não é apenas reação, mas capacidade consciente de priorizar, estruturar e decidir.

Em tempos marcados por excesso de informação, urgência constante e insegurança coletiva, muitas lideranças passaram a operar em estado contínuo de tensão. E líderes cansados tendem a decidir apenas para aliviar pressão imediata, não necessariamente para sustentar resultados consistentes no longo prazo.

Por isso, talvez um dos maiores diferenciais competitivos daqui para frente não seja apenas inovação, velocidade ou tecnologia. Seja a capacidade de sustentar clareza estratégica em meio ao movimento.

O simples bem-feito continua sendo mais sustentável do que o perfeito nunca executado ou executado pela metade.

Empresas maduras entendem que performance sustentável não acontece ignorando limites, mas desenvolvendo capacidade de adaptação inteligente diante deles. Entendem que crescimento não depende apenas de força, mas de coordenação. Não depende apenas de velocidade, mas de consciência.

Assim como em uma corrida, existem momentos de aceleração, momentos de cautela, curvas técnicas, necessidade de reposicionamento e decisões que precisam ser tomadas em frações de segundo. Mas existe também algo fundamental: direção.


Porque, no final, não vence apenas quem acelera mais em uma etapa.

Os resultados mais sustentáveis costumam ser construídos por aqueles que conseguem manter integração, leitura de cenário, consistência, capacidade de adaptação e direção estratégica ao longo de toda a temporada.

Talvez maturidade organizacional seja justamente isso: desenvolver a coragem de enxergar além do óbvio, agir com consciência diante da complexidade e continuar ajustando a rota, adaptando-se às regras, às exigências do mercado e às mudanças do cenário sem perder clareza sobre onde se quer chegar.

Os próximos anos provavelmente continuarão exigindo das empresas e das lideranças algo além de respostas rápidas. Eles exigirão consciência estratégica, capacidade adaptativa e integração entre pessoas, cultura, execução e direção organizacional.

Porque crescimento sustentável dificilmente será sustentado apenas por aceleração. Cada vez mais, ele dependerá da capacidade de evoluir com consistência em meio à complexidade


Gostou do artigo?

Quer saber mais sobre como sustentar alta performance sustentável em ambientes complexos e mercado instável, sem perder clareza estratégica? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Um grande abraço e até a próxima reflexão!

Graziela Heusser Azeredo
https://www.linkedin.com/in/grazielaheusserazeredo/

Confira também: Você Está Evoluindo… ou Apenas Acumulando Experiências?

Palavras-chave: alta performance, alta performance sustentável, alta performance, Fórmula 1, ambientes complexos, mercado instável, capacidade de adaptação, clareza estratégica, alta performance em ambientes complexos, alta performance em um mercado instável, sustentar clareza estratégica em meio ao movimento, evoluir com consistência em meio à complexidade, tomar decisões em mercados instáveis
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Dois Times Sem Jogo e o Fracasso das Negociações Intransigentes

Quando o ego fala mais alto, acordos deixam de acontecer. Entenda como negociações intransigentes, vaidade e desconfiança transformam oportunidades em impasses, enfraquecem a liderança e levam equipes à armadilha do perde-perde.

Dois Times Sem Jogo e o Fracasso das Negociações Intransigentes

Dois Times Sem Jogo e o Fracasso das Negociações Intransigentes

Em plena época de Copa do Mundo de 2026, os olhos do planeta se voltam para os grandes estádios, os torcedores festejando suas seleções com esquemas táticos inovadores e os grandes atletas que se tornaram marcas globais. No entanto, para quem se dedica ao desenvolvimento humano e à liderança, o futebol vai muito além das quatro linhas dos campos gerenciados pela FIFA. Esse esporte é, como sabemos, um espelho do comportamento, das relações de poder e da nossa própria cultura nacional. Por isso, neste momento em que o mundo respira uma competição tão importante, vamos desviar o foco das arenas modernas e olhar para onde a nossa verdadeira identidade com a bola foi moldada.

O autêntico futebol brasileiro não nasceu em gramados perfeitos ou sob o crivo de grandes estruturas, mas tem seu nascimento registrado no chão batido das periferias e nos tradicionais campos de várzea. Foi nos terrenos baldios, nas beiras de rios e nos bairros operários que a criatividade, o lindo drible improvisado e a resiliência do nosso jogo foram criados. A várzea nunca foi apenas sobre o esporte pelo esporte. Mas, sim, um ecossistema social vibrante, um ponto de encontro comunitário. Ali, o orgulho local, a solidariedade e a paixão pura se manifestam sem os filtros do mercado.

Para compreender a alma desse futebol de raiz, ninguém melhor do que o dramaturgo e escritor Plínio Marcos.

Dono de uma verve cultural única, cortante e profundamente realista, ele foi o cronista das vozes que a sociedade muitas vezes tentava calar. Em sua passagem pela mítica revista Viaje Bem, da Vasp, ele nos presenteou com uma obra-prima de nossa literatura curta: o conto “Dois times sem jogo”. Com seu olhar absoluto para a oralidade popular e as gírias das periferias, o autor utilizou o humor e o cotidiano do futebol amador para escancarar, de forma brilhante, as nuances do orgulho humano.

Mais do que uma sátira deliciosa sobre a burocracia e a vaidade dos dirigentes dos clubes de bairro, esse conto nos oferece uma belíssima metáfora. Ela fala sobre o ambiente corporativo e sobre as relações humanas. Ele pode ser perfeitamente interpretado como o raio-X de um incrível processo fracassado de negociação. Na pressa de defender posições rígidas e impor condições ao “adversário”, os envolvidos perdem de vista o objetivo comum principal — a realização de um jogo de futebol.

A intransigência, a falta de empatia e a incapacidade de ceder em pequenos detalhes destroem pontes, gerando um impasse em que ambos os lados perdem. É o clássico cenário em que o ego anula o resultado. Para entender bem esse trabalho de Plínio Marcos, reproduzimos, na íntegra, o conto que permite refletir sobre como a comunicação ineficaz opera na prática.

Dois Times Sem Jogo (Por Plínio Marcos)

Certa vez, o União da Barra do Catimbó recebeu o seguinte ofício:

 

“Ilmos. Srs. Do União da Barra do Catimbó
Nós vem por essa mal-traçada linha chamar vocês aí pra jogar no campo da gente uma partida de futebol no domingo, que a gente só joga nesse dia, que nos outro a gente trabalha. Se vocês quiser vim, pode responder o ofício dizendo que vem, que é pra gente pendurar ele na tabuleta do boteco do Almeida pros sócio do time da gente poder ver que vocês aceitou e se na hora vocês ficar com medo e não vier eles não ficam pegando no pé da gente e dizendo que essa diretoria não tem ninguém que sabe tratar jogo. Agora, se vocês não tão a fim de encarar a gente, então é pobrema de vocês. O Flor do Ó não tem medo de ninguém.”
(Assinado: Olavo Silva – Diretor Esportivo do Flor do Ó)

 

Assim que leu o ofício, o Seu Azulão, presidente do União da Barra do Catimbó, se picou de raiva. Convocou a diretoria do seu time, leu o ofício do adversário e de imediato todos toparam o jogo com o Flor do Ó. E, como era solicitado pelo desafiante, mandaram a resposta num ofício caprichado:

 

“Ilmos. Srs. Diretores do Flor do Ó
Nós recebeu o ofício marcando jogo e responde por essa mal-traçada linha que aceita. Nós não é de enjeitar parada. Se a gente tivesse medo de homem, não saía na rua vestindo calça. A gente vai, pode anunciar. Mas tem um negócio que é o seguinte. Nós dá o juiz e vocês que é o dono do campo dá a bola. Domingo tamos aí na Freguesia do Ó pro que der e vier. Respondam logo se aceitam dar a bola. Se tiver medo de nós, é só dizer que não quer, que a gente não vai.”
(Assinado: Eldócio Pereira (Azulão) – Presidente do União da Barra do Catimbó)

 

De posse do ofício do União da Barra do Catimbó, o pessoal da diretoria do Flor do Ó se atucanou e, rápido e rasteiro, mandou um pivete levar outro ofício, com novas bases:

 

“Ilmos. Srs. Diretores do União da Barra do Catimbó
Nós recebeu seu ofício que veio cheio de mumunha. E passamos a responder nessa mal-traçada linha. Vocês quer moleza, já vi tudo. Mas a gente não tá a fim de criar caso. Só queremos jogar. Vocês pode trazer juiz. Que com nós ele não vai ter vida mansa. Se tiver afanando a gente, nosso capitão do time toma o apito dele e dá pra outro. Nós sabe que na Barra do Catimbó só tem juiz ladrão. Nós não é otário. Mas aceitamos nessa base que botamos aqui. Agora, no negócio da bola, vocês traz a bola. Nós dá o campo e vocês a bola. Cada um dá uma coisa. Se quiser assim, tá combinado.”
(Assinado: Olavo Silva – Diretor do Flor do Ó)

 

Mal o Azulão meteu as botucas no ofício do adversário, segurou o pivete mensageiro e fez com que ele esperasse às pamparras pra levar outro ofício de volta:

 

“Ilmos. Srs. Diretores do Flor do Ó
Juiz ladrão tem é no bairro de vocês. Tudo abafador. Nós manja a negada daí. E não adianta vim com grupo pra cima da gente que a gente não é trouxa e não vai entrar em truque de papagaio enfeitado da Freguesia do Ó. Juiz que a gente leva pra apitar o jogo apita até o fim e não adianta estrilo de capitão fajuto. Se nós leva o homem nós garante ele. Nisso vocês pode botar fé. E no negócio da bola não tem arrego. Vocês dá a bola. Agora, se vocês quer arranjar desculpa pra não jogar é poblema de vocês. Nós foi convidado. Aceitamo porque nós não tem medo de ninguém. Na bola e no pau nós somo mais nós.”
(Assinado: Eldócio Pereira (Azulão) – Presidente do União da Barra do Catimbó)

 

Ao tomar conhecimento do novo ofício do União, a curriola do Flor do Ó se entralhou e, sem demora, mandou mais um ofício:

 

“Ilmos. Srs. Diretores do União da Barra do Catimbó
Nós vem por meio desta mal-traçada linha avisar que não aceita esculacho de ninguém. Ladrão é vocês desse pedaço fedorento. Nós aqui é trabalhador. E dentro do campo quem fala mais alto e o único que chia é o capitão do time e se ele resolver tirar o pilantra que vocês botaram pra apitar pode contar que ele tira porque a gente dá a maior moral pra ele. No negócio da bola, vocês tem que trazer a de vocês que a bola da gente tá com bexiga e pode estourar.”
(Assinado: Olavo Silva – Diretor do Flor do Ó)

 

A diretoria do União, presidida pelo Azulão, não era de engolir desaforo. Por isso, mal acabaram de ler o ofício, se bronquearam e azedaram mais na resposta:

 

“Ilmos. Srs. Diretores do Flor do Ó
A Barra do Catimbó não é bairro de ladrão, a mãe de vocês não mora aqui. Gaturama é a patota daí. E a gente não quer levar a bola nossa porque sabe que vocês vai querer roubar ela. A negada do Democrata contou pra gente que quando foram jogar aí a bola deles caiu na vala e vocês enrustiram ela e eles voltaram sem bola. Nós não entra nessa. Deixa de ser fominha e bota a bola que vocês afanaram do Democrata em campo.”
(Assinado: Eldócio Pereira (Azulão) – Presidente do União da Barra do Catimbó)

Esse ofício do Azulão revoltou bastante a turma do Flor do Ó, e eles, naturalmente, enviaram um pra acabar com a graça:

 

“Ilmos. Srs. Diretores do União da Barra do Catimbó
Nós não afanou bola de ninguém. Nós não ia se sujar por tão pouco. O Democrata aqui apanhou na bola e no tapa e por isso tá fazendo fuxico. Agora, vocês fizeram mal de meter a mãe no meio disso. Quando derem as fuça aqui, vão ter que engolir isso. Porque jogo só vai ter se vocês truxer bola. Ladrão pensa que os outro é ladrão. Mas nós não é. Pode trazer a bola sossegado.”
(Assinado: Olavo Silva – Diretor do Flor do Ó)

 

Por fim, o Azulão mandou o ofício definitivo:

 

“Ilmos. Srs. Diretores do Flor do Ó
Nós não vai porque não vai deixar os ladrão daí roubar nossa bola. Mas, quando vocês quiser dar a bola, a gente vai. Quanto esse negócio de engolir o ofício da mãe de vocês, nós duvida e faz pouco. Tamos aqui pra qualquer coisa. Se vocês tem medo de vim aqui, pode esperar que a gente se encontra nas quebrada.”
(Assinado: Eldócio Pereira (Azulão) – Presidente do União da Barra do Catimbó)

E, por essas e outras, o União da Barra do Catimbó e o Flor do Ó ficaram sem jogo.

No grande teatro da vida e das organizações, quantos “ofícios” semelhantes a esses não são, de fato, assinados regularmente?

A genialidade de Plínio Marcos nos mostra que, quando a vaidade, a desconfiança mútua e o apego excessivo às próprias condições assumem a liderança, o resultado é o imobilismo. Os atletas ficam sem trabalhar, a torcida fica sem a festa e os times morrem sem jogo. Transportando essa lição para o nosso ecossistema de desenvolvimento humano, cabe um alerta. Nas reuniões, parcerias e projetos, você está buscando genuinamente o “espetáculo” do crescimento conjunto? Ou está permitindo que exigências menores e o medo de ceder cancelem o jogo antes mesmo do apito inicial?

Liderar é saber desarmar os espíritos para que o coletivo possa entrar em campo e vencer. Movidos pela desconfiança mútua, os líderes podem cair na tentação de empilhar exigências irracionais. Tentam se proteger, mas acabam burocratizando o processo até inviabilizar a execução do projeto. O desfecho inevitável é a armadilha do “perde-perde”. Nela, ambas as partes saem de mãos vazias, mas convictas de uma falsa vitória moral. Assim, sabotam oportunidades de crescimento conjunto por não terem maturidade para ceder e negociar detalhes menores em prol do resultado principal.

Eu sou Mario Divo e e você me encontra pelas redes sociais ou em www.mariodivo.com.br.


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Quer saber mais sobre como evitar negociações intransigentes e construir acordos que realmente geram crescimento conjunto? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Até nossa próxima postagem!

Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br

Confira também: O Tabuleiro Invisível: Um Guia de Poder para Lideranças

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A Engrenagem Oculta dos Grupos: Como Inteligência Coletiva e CNV Constroem a Verdadeira Segurança Psicológica

Descubra como Segurança psicológica, CNV e inteligência coletiva podem transformar a dinâmica dos grupos, fortalecer o diálogo, reduzir silêncios e polarizações e criar ambientes mais seguros para inovação e resultados sustentáveis.

A Engrenagem Oculta dos Grupos: Como Inteligência Coletiva e CNV Constroem a Verdadeira Segurança Psicológica

A Engrenagem Oculta dos Grupos: Como Inteligência Coletiva e CNV Constroem a Verdadeira Segurança Psicológica

Olhe para a sua equipe hoje.

O que você enxerga? Um grupo de pessoas de mentes brilhantes, trabalhando individualmente, um organismo vivo em que a inteligência coletiva emerge, capaz de gerar soluções que ninguém conseguiria desenhar sozinho?

No cenário corporativo atual, muito se fala sobre Inteligência Coletiva. O conceito é sedutor: a soma das inteligências de um grupo, gerando um resultado exponencialmente maior, mas a verdade que o chão de fábrica e as salas de reuniões nos mostram todos os dias é que a inteligência coletiva não brota espontaneamente apenas reunindo pessoas talentosas em uma sala, ou em um canal de conversas. Ela exige um terreno fértil. E esse terreno atende pelo nome de Segurança Psicológica de Times.

Para que um grupo atinja seu potencial máximo, precisamos decodificar a dinâmica das relações humanas por meio de uma lente prática e empática. É aí que a Comunicação Não-Violenta deixa de ser uma teoria poética e então se torna uma abordagem para gestão estratégica.


A Dinâmica dos Grupos: Onde a Mágica ou o Caos, Acontece

Todo grupo passa por fases. Desde o entusiasmo inicial da formação até o momento inevitável em que as diferenças de perspectiva gerem atrito. Esse atrito é natural; o erro da liderança é querer silenciá-lo.

Quando um grupo não tem maturidade nas suas dinâmicas relacionais, então duas coisas costumam acontecer diante do conflito:

  1. O silêncio obsequioso: As pessoas guardam suas ideias por medo de julgamento, gerando uma falsa harmonia;
  2. A polarização: O debate vira uma disputa de egos, onde vencer a discussão é mais importante do que encontrar a melhor solução e estar na busca do certo e errado.

Em ambos os cenários, a inteligência coletiva morre. O grupo emburrece e empobrece. Para que possamos virar essa chave, precisamos mudar a qualidade da presença e da escuta mútua.


CNV: A Ponte entre a Escuta e a Inovação

A Comunicação Não-Violenta, desenvolvida por Marshall Rosenberg, muitas vezes é mal compreendida como podem dizer que é “falar de forma fofa”. Na realidade, ela é uma das abordagens mais robustas de liderança e diagnóstico que conheço. Ela nos convida a sair do campo dos julgamentos, dos próprios erros e dos erros dos outros e buscar as necessidades/valores humanos universais de ambos.

Quando aplicamos os quatro pilares da CNV (Observação, Sentimento, Necessidade e Pedido) na dinâmica de um grupo, então o ambiente se transforma de forma gradual:

  • É feita substituições de Julgamentos por Fatos, para gerar conexão: Em vez de “Sua ideia é ruim/inviável” (o que fecha as portas da colaboração), passamos a dizer “Considerando o orçamento X e o prazo Y (observação), me preocupa o impacto na entrega (sentimento), porque precisamos garantir a margem de segurança do projeto (necessidade). Como podemos adaptar essa proposta? (pedido)”;
  • Abrimos Espaço para a Autenticidade: Quando a liderança valida os sentimentos e necessidades do time, as pessoas se sentem seguras para colocar suas vulnerabilidades e ideias mais audaciosas na mesa.

Segurança Psicológica de Time: O Resultado de uma Prática Diária

Amy Edmondson, professora de Harvard que ampliou o termo cunhado por Edgar Shein, define a segurança psicológica como a crença de que o ambiente é seguro para se correr riscos interpessoais. É saber que você não será ridicularizado ou punido ao admitir um erro, fazer uma pergunta “boba” ou propor uma ideia disruptiva.

A relação aqui é de causa e efeito:

  • Sem CNV, não há diálogo construtivo;
  • Sem diálogo construtivo, não há Segurança Psicológica;
  • Sem segurança psicológica, as mentes se fecham e a Inteligência Coletiva é asfixiada.

Isso significa que se a relação for negativa, não será possível ter conversas que tragam possibilidades para superfície, com objetivo de gerar oportunidades que levem a ação e consequentemente a resultados sustentáveis

Quando os colaboradores percebem que suas vozes são escutadas com generosidade e sem vieses punitivos, então a dinâmica do grupo muda de patamar. O erro passa a ser visto como um dado de aprendizado, e não como uma falha de caráter. A inovação real surge porque a criatividade emerge nesse espaço de liberdade. 


Para Praticar Hoje: O Papel da Liderança Facilitadora

Se você quer ativar a inteligência coletiva na sua organização ou na sua equipe por meio da segurança psicológica de times, comece com quatro movimentos simples, mas profundos:

  1. Pratique a Presença Generosa: Nas reuniões, esteja inteiro. Escute para compreender, não para responder ou contra-atacar;
  2. Explicite as Necessidades por trás das Resistências: Quando alguém da equipe disser um “não” a um projeto, investigue. Pergunte: “Qual necessidade sua ou da operação não está sendo atendida com essa mudança?”;
  3. Legitime o Erro no Processo: Seja o primeiro a reconhecer suas próprias vulnerabilidades e caminhos revistos. A liderança pelo exemplo é o convite mais potente para que os outros façam o mesmo;
  4. Crie um espaço igualitário de fala, onde todos podem ser ouvidos e líder é quem cuida desse espaço.

A inteligência coletiva não é um evento, mas um processo relacional. Cuidar da forma como nos comunicamos e como estruturamos o espaço para o outro existir e criar é, no fim do dia, o melhor investimento que podemos fazer pela sustentabilidade e saúde de qualquer negócio.


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Quer saber mais sobre como a CNV e a inteligência coletiva podem construir verdadeiramente a segurança psicológica, transformar a comunicação da sua equipe e impulsionar os resultados? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Um grande abraço e até o próximo artigo!

Wania Moraes Troyano
Especialista em Resiliência Científica e Neurociências
http://www.waniamoraes.com.br/

Confira também: Pensamentos: A Chave para Transformar Problemas em Soluções

Palavras-chave: segurança psicológica, inteligência coletiva, CNV, Comunicação Não-Violenta, liderança, segurança psicológica de times, diálogo construtivo, inteligência coletiva e CNV, inteligência coletiva e CNV constroem segurança psicológica, como inteligência coletiva e CNV constroem segurança psicológica, liderança facilitadora, ativar a inteligência coletiva
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Mindfulness na Infância e Adolescência: Como Ajudar Seu Filho a Lidar com a Ansiedade e o Estresse

A atenção plena pode apoiar crianças e adolescentes no manejo da ansiedade, do estresse e das emoções. Descubra práticas simples de mindfulness por faixa etária e como os pais podem incentivar esse cuidado tão importante para a vida de todos.

Mindfulness na Infância e Adolescência: Como Ajudar Seu Filho a Lidar com a Ansiedade e o Estresse

Mindfulness na Infância e Adolescência: Como Ajudar Seu Filho a Lidar com a Ansiedade e o Estresse

Seu filho parece mais irritado do que o habitual? Tem dificuldade para se concentrar, demonstra preocupação excessiva ou se sente facilmente frustrado diante de situações do dia a dia?

Embora muitas pessoas associem estresse e ansiedade apenas à vida adulta, crianças e adolescentes também enfrentam pressões emocionais significativas. Entre as demandas escolares, os desafios dos relacionamentos, as expectativas de desempenho e a exposição constante às telas e redes sociais, encontrar equilíbrio tem se tornado cada vez mais difícil.

Nesse contexto, a atenção plena (também conhecida como mindfulness), surge como uma ferramenta valiosa para promover bem-estar emocional, desenvolver habilidades de autorregulação e ajudar crianças e adolescentes a lidarem de forma mais saudável com os desafios da vida.


Mas afinal, o que é atenção plena?

A atenção plena consiste em direcionar a atenção para o momento presente, observando pensamentos, emoções e sensações corporais com curiosidade e sem julgamentos.

Em vez de ficar preso às preocupações do futuro ou às experiências do passado, a pessoa aprende a estar consciente do que está acontecendo aqui e agora.

Quando praticada regularmente, a atenção plena pode, de fato, ajudar crianças e adolescentes a:

  • Reduzir sintomas de estresse e ansiedade;
  • Melhorar a concentração e o foco;
  • Desenvolver maior autoconsciência emocional;
  • Aprimorar a capacidade de lidar com frustrações;
  • Fortalecer habilidades de autorregulação emocional;
  • Melhorar a qualidade do sono e do bem-estar geral.

Mais do que uma técnica de relaxamento, a atenção plena é uma habilidade que pode acompanhá-los ao longo da vida.


O papel dos pais no desenvolvimento emocional

À medida que os filhos crescem e se desenvolvem, é fundamental que os pais permaneçam atentos às necessidades e características únicas de cada fase da infância e adolescência.

A capacidade de regular emoções varia de criança para criança, influenciada por fatores como temperamento, personalidade e experiências vividas. No entanto, quando recebem acolhimento, empatia e orientação, as crianças aprendem gradualmente a reconhecer, compreender e administrar seus sentimentos.

Com o tempo, essas experiências contribuem para o fortalecimento das conexões cerebrais relacionadas ao autocontrole, à tomada de decisões e à regulação emocional. Em outras palavras, quanto mais oportunidades uma criança tem de desenvolver consciência emocional, maior sua capacidade de responder aos desafios de forma adequada.

A boa notícia é que a atenção plena pode ser adaptada para diferentes idades, tornando-se assim uma prática acessível e significativa em cada etapa do desenvolvimento.


Como praticar mindfulness em cada faixa etária

De 3 a 5 anos

Nessa fase, a atenção plena deve ser apresentada de forma lúdica e breve. Exercícios simples podem ajudar a criança a desenvolver foco, percepção corporal bem como a capacidade de relaxamento.

Uma sugestão é a respiração consciente:

Peça que a criança coloque as mãos sobre a barriga e observe o movimento da respiração, como se estivesse enchendo e esvaziando um balão. Ela também pode contar as respirações ou simplesmente prestar atenção ao som do ar entrando e saindo.

Outra forma eficaz é incorporar a atenção plena às atividades cotidianas, como comer uma fruta observando sua cor, cheiro, textura e sabor.

Pequenos momentos de presença podem gerar grandes aprendizados.

De 6 a 12 anos

À medida que crescem, as crianças conseguem aprofundar sua capacidade de observação e reflexão.

Uma prática bastante indicada é o escaneamento corporal:

Peça que a criança se deite confortavelmente e direcione a atenção para diferentes partes do corpo, começando pelos pés e seguindo lentamente até a cabeça. O objetivo é observar as sensações presentes sem tentar modificá-las.

Essa atividade ajuda a desenvolver consciência corporal, favorece o relaxamento e fortalece assim a conexão com os próprios estados emocionais.

Outras atividades que podem ser incorporadas incluem:

  • Caminhadas conscientes, observando sons, cores e movimentos ao redor;
  • Desenhos realizados com atenção plena;
  • Momentos de silêncio para observar a respiração;
  • Exercícios de gratidão ao final do dia.
De 13 a 17 anos

A adolescência é marcada por mudanças intensas, tanto físicas quanto emocionais. Questões relacionadas à identidade, relacionamentos, desempenho acadêmico e expectativas futuras podem gerar ansiedade e sobrecarga emocional.

Nesse contexto, a atenção plena oferece recursos importantes para fortalecer o autoconhecimento e a regulação emocional. Uma prática recomendada é o diário de atenção plena.

Incentive o adolescente a registrar pensamentos, emoções bem como experiências do dia sem julgamentos ou críticas. Esse hábito favorece a reflexão, amplia a consciência emocional e contribui assim para uma relação mais saudável consigo mesmo.

Outra estratégia útil é a técnica respiratória 4-7-8:

  • Inspire contando até 4;
  • Segure a respiração contando até 7;
  • Expire lentamente contando até 8.

Esse exercício ativa a resposta de relaxamento do organismo e pode ser utilizado em momentos de ansiedade ou tensão.


Uma reflexão importante para os pais

Antes de ensinar atenção plena aos filhos, vale fazer uma pergunta: Como você tem cuidado, de fato, das próprias emoções?

As crianças aprendem muito mais observando do que ouvindo. Pais que demonstram autocuidado, fazem pausas conscientes e lidam de forma saudável com suas emoções oferecem assim um modelo poderoso de aprendizagem emocional.

  • Seja um exemplo: pratique atenção plena e permita que seus filhos observem esse comportamento;
  • Incentive, mas não force: cada criança possui seu próprio ritmo de adaptação;
  • Torne a prática leve e prazerosa;
  • Integre a atenção plena às atividades diárias;
  • Valorize pequenas conquistas e momentos de presença.

Um presente para toda a vida

Em um mundo que valoriza a velocidade, ensinar uma criança a parar, respirar e perceber o que sente é, sem dúvida, um dos maiores presentes que podemos oferecer.

A atenção plena não elimina os desafios da vida, mas ajuda crianças e adolescentes a desenvolver recursos internos para enfrentá-los com mais equilíbrio, consciência e segurança. Pequenos momentos de presença hoje podem se transformar em adultos mais conscientes, resilientes e emocionalmente saudáveis amanhã.


Importante: A atenção plena é um recurso complementar para o desenvolvimento do bem-estar emocional. Caso os sintomas de ansiedade, estresse ou sofrimento emocional persistam ou se intensifiquem, recomenda-se procurar o apoio de um profissional da área da saúde.


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Quer saber mais sobre como a atenção plena (mindfulness) pode ajudar na infância e na adolescência a desenvolver equilíbrio emocional, reduzir a ansiedade e lidar melhor com os desafios do dia a dia? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.

Danielle Vieira Gomes
http://daniellegomescoach.com.br/

Confira também: Ensinar Gentileza aos Filhos Não Começa com o Que Você Diz, Começa com o Que Você Faz

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As Habilidades Que Mais Valorizam em 2026

Descubra como alinhar valores, escolhas e dinheiro para construir uma carreira com mais sentido, sem abrir mão da coerência, da sustentabilidade e da vida real. Entenda por que propósito, remuneração e estilo de vida precisam andar juntos.

As Habilidades Que Mais Valorizam em 2026: Como desenvolver competências com mais direção e evoluir junto com o mercado de forma sustentável

As Habilidades Que Mais Valorizam em 2026
Como desenvolver competências com mais direção e evoluir junto com o mercado de forma sustentável

O mercado muda mais rápido do que o currículo e, ao mesmo tempo, nunca tivemos tantas possibilidades de evolução como agora.

As exigências evoluem, sim. Mas você também pode evoluir com elas, com mais consciência, mais estratégia e ferramentas que ajudam a aprender, testar e transformar conhecimento em prática.

O ponto não é correr atrás de tudo, mas escolher melhor para onde ir, identificar quais competências realmente fazem sentido para o seu momento e construir um caminho possível de desenvolvimento.

As tendências de mercado têm apontado um padrão claro: o profissional mais valorizado não é aquele que domina uma única habilidade, mas quem consegue combinar tecnologia, pensamento crítico, aprendizagem contínua e comunicação.

E, nesse cenário, a inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência distante. Ela passou a ser uma aliada concreta para quem quer aprender melhor, ganhar repertório e se preparar com mais autonomia para as mudanças do trabalho.


As competências e habilidades que mais valorizam e mais importam no mercado, agora em 2026:


1) Alfabetização em IA: saber usar com intenção

A alfabetização em IA não significa virar especialista em tecnologia. Significa compreender como usar ferramentas de inteligência artificial para pensar, organizar ideias, pesquisar, revisar, criar, aprender e tomar decisões com mais qualidade.

Um bom ponto de partida é escolher uma ferramenta de IA e usá-la por 10 minutos ao dia em uma tarefa real: resumir um texto, estruturar uma apresentação, revisar uma mensagem, organizar um plano de estudos ou pedir exemplos de aplicação de um conceito no seu trabalho.

O mais importante não é “usar por usar”. É aprender a perguntar melhor, validar as respostas e adaptar o conteúdo ao seu contexto. A IA amplia possibilidades, mas o discernimento continua sendo humano.


2) Pensamento analítico: interpretar, não apenas consumir

Com tanta informação disponível, o valor não está apenas em acessar respostas rapidamente, mas em saber filtrar, questionar e decidir melhor.

Para desenvolver essa competência, comece praticando perguntas melhores. Quando receber uma resposta da IA, de uma notícia, de um relatório ou até de uma orientação profissional, pergunte: isso faz sentido no meu contexto? Quais são os riscos? O que pode estar faltando? Que outras leituras existem sobre esse tema?

Uma prática simples é pedir para a IA apresentar diferentes pontos de vista sobre um mesmo assunto. Depois, faça a parte mais importante: compare, reflita e tire suas próprias conclusões. Pensar bem virou mais importante do que responder rápido.


3) Adaptabilidade e aprendizagem contínua: seguir aprendendo sem se perder

O mercado não exige que você saiba tudo, mas pede que você continue aprendendo. Escolha uma habilidade por vez. Defina um ciclo curto de 30 a 90 dias. Use a IA para montar um plano simples, encontrar materiais confiáveis, criar exercícios, simular entrevistas, revisar aprendizados e transformar teoria em prática.

Ferramentas como o ChatGPT podem ajudar na estruturação de ideias e tarefas do dia a dia; o Gemini pode apoiar pesquisas, planejamento e criação; o Notebook LM é especialmente útil para estudar materiais, organizar fontes e gerar sínteses; o Perplexity pode apoiar pesquisas mais profundas com fontes; e outras ferramentas, como Claude, Lovable ou soluções criativas, podem ser exploradas conforme a necessidade de cada pessoa e contexto.

Não existe “a melhor IA” para tudo. Existe a ferramenta que faz mais sentido para o que você precisa aprender, resolver ou construir naquele momento.


4) Comunicação e influência: transformar conhecimento em conexão

Saber algo é importante. Mas conseguir explicar, posicionar e gerar entendimento é o que transforma conhecimento em oportunidade.

Para desenvolver essa competência, comece escrevendo mais: uma síntese do que aprendeu, uma reflexão profissional, um pequeno case, um comentário mais estruturado no LinkedIn ou uma mensagem mais clara para uma conversa importante.

A IA pode ajudar a organizar raciocínios, simplificar uma ideia complexa, ajustar o tom de uma comunicação ou preparar você para uma apresentação. Mas a sua voz, sua intenção e sua leitura de contexto continuam sendo essenciais.

Comunicação é a ponte. E, num mercado cada vez mais tecnológico, a capacidade de criar conexão humana ganha ainda mais relevância.


IA como parceira de desenvolvimento

Se antes aprender dependia quase sempre de tempo, curso e disponibilidade, hoje você pode criar um ecossistema de aprendizagem muito mais flexível.

Você pode usar IA para estudar, pesquisar, revisar, treinar, simular, comparar caminhos e testar ideias antes de colocá-las no mundo. Pode pedir um plano de estudos, transformar uma vaga em mapa de competências, criar perguntas para entrevista, revisar seu LinkedIn, organizar um portfólio ou estruturar um projeto simples.

O ponto não é terceirizar seu pensamento. É expandir sua capacidade de aprender com mais direção.

Um caminho prático é escolher uma competência, uma ferramenta e uma aplicação real. Por exemplo: usar IA por 30 dias para melhorar sua comunicação profissional; estudar uma competência técnica ligada à sua área; ou transformar aprendizados em um pequeno entregável, como um case, uma apresentação, um artigo ou uma melhoria aplicada no trabalho.

Sem pressão de perfeição. Com curiosidade, consistência e senso crítico. Ao invés de tentar acompanhar tudo, escolha um ponto de partida. Explore uma ferramenta. Desenvolva uma habilidade. Aplique no seu contexto.

A carreira não evolui no volume de informações que você consome, mas na direção que você escolhe sustentar.

E hoje, mais do que nunca, você tem recursos para construir esse caminho com mais autonomia, consciência e menos pressão. O futuro do trabalho não pede que você seja uma pessoa pronta. Pede que você continue aprendendo.

E esse talvez seja um dos movimentos mais importantes para 2026: não ter medo de experimentar, ajustar a rota e crescer junto com as mudanças, sem perder o que torna sua trajetória única.


Se você quer apoio para estruturar seu desenvolvimento, explorar o uso de IA na sua carreira ou acelerar sua evolução profissional com mais estratégia, buscar suporte profissional pode tornar esse caminho mais leve e consistente.


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Quer saber mais sobre quais competências e habilidades serão mais valorizadas no mercado em 2026 e como desenvolvê-las de forma estratégica para acompanhar as transformações do mercado de trabalho? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Natália Monetti
natalia.monetti@despertarcarreiras.com
https://www.despertarcarreiras.com

Confira também: Carreira com Sentido: Como Alinhar Valores, Escolhas e Dinheiro de Forma Consistente

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Inteligência Artificial: O Silêncio Onde Nasce a Dúvida

A inteligência artificial oferece respostas rápidas, mas pode encurtar o tempo da dúvida. Entenda por que silêncio, reflexão e perguntas bem sustentadas ainda são essenciais para pensar, criar, decidir e preservar o humano.

Inteligência Artificial: O Silêncio Onde Nasce a Dúvida

Inteligência Artificial: O Silêncio Onde Nasce a Dúvida


Há perguntas que não precisam apenas de uma resposta. Precisam de tempo. Tempo para ecoar, para encontrar outras lembranças, para conversar com experiências antigas e, aos poucos, transformar informação em compreensão. Talvez seja nesse intervalo silencioso, cada vez mais ameaçado pela urgência das respostas instantâneas, que continue nascendo a parte mais humana da nossa inteligência.


Outro dia percebi uma coisa curiosa, dessas que passam despercebidas na rotina do dia a dia, mas que, uma vez notadas, já não nos deixam em paz. Antes mesmo de formular completamente uma dúvida, minha mão já procurava o teclado. A pergunta ainda não havia encontrado lugar dentro de mim e eu já buscava uma resposta. Recebi uma resposta rápida, consistente, organizada, provavelmente melhor do que aquela que eu construiria sozinha naquele momento.

Continuei o trabalho, mas a sensação de estranhamento permaneceu. Alguma coisa havia sido economizada naquele processo e, no entanto, alguma coisa também parecia ter sido perdida. Dias depois pensei que havia perdido, sim, mas o tempo necessário para que a pergunta me transformasse.


Eu, que sempre fui grávida de ideias, abreviei o nascimento mais importante – o da dúvida.


Talvez porque eu pertença a uma geração que aprendeu a conviver com as perguntas por mais tempo. Não por virtude, mas por falta de alternativa. Havia dúvidas que nos acompanhavam durante dias, às vezes meses, enquanto caminhávamos, dirigíamos, esperávamos uma consulta, lavávamos a louça ou simplesmente olhávamos pela janela. A janela, aliás, anda perdendo uma concorrência desleal.

Sem perceber, estabelecíamos uma conversa silenciosa conosco mesmos, uma espécie de diálogo subterrâneo em que lembranças, leituras, experiências, afetos e intuições começavam a se aproximar até produzir uma compreensão que dificilmente surgiria pela simples soma das informações disponíveis. Não me lembro o autor que disse que um homem não é apenas ele mesmo, mas a cidade onde nasceu, os livros que leu, os lugares por onde passou, as pessoas que passaram por sua vida…

Tenho pensado que talvez a maior transformação provocada pela inteligência artificial não esteja na extraordinária capacidade de produzir respostas, mas na velocidade com que reduz o espaço entre a pergunta e sua solução. E esse intervalo, aparentemente vazio, talvez seja muito mais importante do que imaginamos. É nele que a dúvida amadurece, que o pensamento ganha densidade, que a criatividade estabelece conexões improváveis e que, muitas vezes, a própria consciência reorganiza aquilo que acreditávamos saber.

Ao longo desta série refletimos sobre produtividade, pensamento e tomada de decisão: o fazer, o pensar, o decidir. Em todos esses aspectos, a inteligência artificial amplia possibilidades e oferece recursos que dificilmente poderiam ser ignorados. Ela organiza, sintetiza, compara, sugere caminhos e desafia nossa própria capacidade intelectual. Seria um equívoco reduzir essa discussão a um embate entre homens e máquinas ou alimentar o velho medo de que a tecnologia nos substitua. A história da humanidade é também a história das ferramentas que criamos para ampliar nossas possibilidades.


Talvez a questão mais importante seja outra: o que acontece conosco quando deixamos de percorrer o caminho entre a pergunta e a resposta? Este artigo é sobre isso; o ser.


Há uma frase que atravessa séculos e continua ecoando porque fala de algo profundamente humano: “Ser ou não ser, eis a questão”. Costumamos lembrar de Hamlet como o personagem da dúvida, mas raramente nos detemos sobre um aspecto essencial daquela cena: ele não busca uma resposta externa. Não consulta um especialista, um conselheiro ou um oráculo. Sustenta um diálogo consigo mesmo, e é justamente nesse confronto interior que sua consciência se revela.

Brinco às vezes imaginando Hamlet vivendo em nossos dias. Talvez digitasse sua angústia em uma plataforma de inteligência artificial e recebesse, em poucos segundos, uma análise consistente, organizada em tópicos, com argumentos a favor e contra cada alternativa. A resposta provavelmente seria excelente. Ainda assim, continuaria faltando aquilo que faz daquela cena uma das mais poderosas da literatura: o tempo da elaboração, o conflito interno, a travessia silenciosa que transforma a pergunta em experiência.

Não me parece exagero pensar que a subjetividade humana se constitui justamente nesse espaço de elaboração. Nenhuma resposta, por mais sofisticada que seja, substitui o trabalho psíquico de conviver com a incerteza, de sustentar contradições, de permitir que ideias aparentemente desconexas se encontrem até produzir um novo significado. Talvez seja por isso que as perguntas mais importantes de nossas vidas raramente tenham respostas imediatas. Elas precisam de tempo. Como as boas conversas, os lutos, os amores, as mudanças de rumo e as grandes decisões, precisam ser vividas antes de serem compreendidas.


Acredito que a criatividade também nasça daí. Não da acumulação de informações, mas desse diálogo silencioso entre partes de nós que ainda não sabiam que precisavam se encontrar.


Um livro lido há trinta anos conversa com uma experiência recente; uma frase ouvida na infância reaparece durante uma reunião de trabalho; uma caminhada sem destino resolve um problema que horas diante da tela não conseguiram resolver. O pensamento humano nunca foi linear, sempre foi tecido – associação, memória, afeto e imaginação trabalhando juntos em um ritmo que dificilmente aceita ser acelerado.

É curioso observar que, em uma sociedade obcecada pela produtividade, também o silêncio passou a ser visto como desperdício, em que o tempo de espera, a contemplação, a dúvida e até o ócio criativo parecem exigir justificativa. Talvez por isso a promessa de respostas instantâneas nos seduza tanto. Ela elimina a angústia da incerteza, mas corre o risco de eliminar também o espaço onde essa incerteza produz crescimento.

Não escrevo movida por nostalgia ou por desconfiança em relação à inteligência artificial. Ao contrário. Tenho convivido intensamente com ela e reconheço o quanto pode ampliar horizontes, organizar ideias e enriquecer reflexões. A questão, para mim, nunca foi a tecnologia, mas o uso que fazemos dela. Ferramentas ampliam capacidades, mas não deveriam substituir experiências que nos constituem como sujeitos.


Talvez seja esse o paradoxo mais delicado deste tempo.


Quanto mais respostas temos à disposição, mais precisamos proteger nossa capacidade de formular boas perguntas; quanto maior a velocidade das soluções, maior a necessidade de preservar os espaços de silêncio em que elas deixam de ser apenas informações para se transformar em compreensão.

Ao terminar esta série sobre humanos e algoritmos, fico com a impressão de que a inteligência artificial nos desafia menos pelo que faz e mais pelo que nos obriga a perguntar sobre nós mesmos. Afinal, se ela é capaz de responder com eficiência crescente a quase tudo o que lhe perguntamos, talvez a questão decisiva não esteja nas respostas que ela produz, mas na qualidade das perguntas que continuamos dispostos a sustentar.

Porque, no fundo, não somos feitos apenas do que sabemos. Somos feitos também das dúvidas que aceitamos carregar, das conversas silenciosas que sustentamos conosco mesmos e desse intervalo aparentemente improdutivo em que uma pergunta, antes de encontrar uma resposta, encontra primeiro quem somos.

E talvez seja justamente aí, nesse território invisível entre o silêncio e a dúvida, que continue morando a parte mais humana da nossa inteligência.


Entre Humanos e Algoritmos

Este artigo foi o último de uma pequena série de reflexões sobre o trabalho na era da inteligência artificial, reunidas sob o título “Entre Humanos e Algoritmos”, onde discuti como essas tecnologias estão transformando não apenas a produtividade, mas também a forma como pensamos e tomamos decisões no ambiente profissional.

Para mais informações ou se quiser contratar meus serviços, então entre em contato pelo e-mail belfranchon@gmail.com.


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Quer saber mais sobre como a inteligência artificial pode transformar nossa relação com a dúvida, o silêncio e o pensamento humano? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Isabel C Franchon
https://www.q3agencia.com.br

Confira também: A Decisão Mediada por Algoritmos: Quando Decidir Deixa de Ser um Ato e Passa a Ser uma Validação

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Valores Corporativos: Entre a Parede e a Prática, um Abismo Chamado Liderança

Valores corporativos só têm força quando saem da parede e orientam decisões, comportamentos e liderança. Entenda como o abismo entre discurso e prática pode comprometer cultura, talentos e resultados.

Valores Corporativos: Entre a Parede e a Prática, um Abismo Chamado Liderança

Valores Corporativos: Entre a Parede e a Prática, um Abismo Chamado Liderança

(Esta história é fictícia. As empresas que ela descreve, infelizmente, não são)

Havia uma placa imponente no hall de entrada da Vektor Solutions.

Fonte “sans-serif clean”, fundo cinza chumbo, letras brancas em caixa alta. Custou R$ 4.800 mais instalação. O fornecedor entregou em dez dias úteis, conforme prometido. Era, objetivamente, uma bela peça de comunicação institucional, o tipo de objeto que faz visitantes tirarem foto antes de uma reunião importante.


INTEGRIDADE. PESSOAS. INOVAÇÃO. EXCELÊNCIA.


A placa estava lá havia três anos quando o conselho de administração decidiu fazer uma pergunta simples a Rafael Monteiro, CEO da empresa desde 2019. Uma pergunta que, em condições normais, qualquer líder responderia em menos de cinco segundos. Uma pergunta que, naquele contexto específico, era tudo menos simples.

“Rafael, quais são os valores da Vektor?”

O silêncio durou quatro segundos.

Quatro segundos podem parecer um detalhe irrelevante. Mas numa sala de reunião com oito conselheiros em expectativa silenciosa,  pessoas que conhecem a diferença entre uma pausa de raciocínio e uma pausa de desconhecimento,  quatro segundos são tempo suficiente para que uma carreira comece, silenciosamente, a desmoronar.


Liderança decorativa: quando o gestor conhece o negócio mas não conhece a empresa

Rafael Monteiro não era um mau gestor no sentido que o mercado costuma usar essa expressão. Os números de 2022 foram os melhores da história da Vektor. Ele tomava decisões rápidas, construía relacionamentos sólidos com os principais clientes e tinha o EBITDA de cor incluindo as variações trimestrais dos últimos quatro anos.

Era articulado nas apresentações ao conselho. Sabia exatamente o que dizer para tranquilizar investidores em momentos de turbulência. Contratava bem. Demitia quando necessário, sem arrastar o processo. No papel, era o tipo de executivo que aparece em listas de “CEOs para acompanhar.”

Mas Rafael sofria daquilo que poderíamos chamar de cegueira cultural seletiva  uma condição silenciosa e progressiva em que o líder desenvolve uma capacidade quase cirúrgica de enxergar tudo que se mede em planilha e uma cegueira equivalente para tudo que se constrói em relacionamento, confiança e identidade coletiva.

Para Rafael, valores corporativos eram um assunto de RH. E o RH, por sua vez, fazia o que podia com o orçamento e a atenção que recebia  que não eram muitos.

Essa divisão de responsabilidades parece razoável no organograma. Na prática, é uma das armadilhas mais comuns e mais silenciosas da liderança corporativa. Quando o CEO delega cultura, ele não está delegando uma função administrativa. Está sinalizando, de forma inequívoca, para toda a organização, que aquilo não é uma prioridade real. E as organizações, como sistemas sociais que são, interpretam sinais com uma precisão que nenhuma pesquisa interna consegue capturar completamente.


Como a Vektor chegou até ali: a história de quatro palavras sem dono

Em 2018, antes de Rafael assumir, a Vektor havia contratado uma consultoria especializada em “revisitar a cultura organizacional.” Foram três meses de trabalho: workshops com as lideranças, dinâmicas com post-its coloridos, entrevistas individuais com colaboradores selecionados e uma apresentação final com 47 slides bem diagramados.

O resultado desse processo foi INTEGRIDADE. PESSOAS. INOVAÇÃO. EXCELÊNCIA — quatro palavras escolhidas por consenso entre os participantes dos workshops, validadas em uma pesquisa interna com amostra representativa, aprovadas pelo conselho em reunião ordinária.

A placa foi encomendada. Os crachás foram atualizados com os novos valores impressos no verso. O site corporativo foi reformulado. O deck de apresentação institucional ganhou um slide dedicado. O manual do colaborador foi reescrito para incorporar as quatro palavras em pelo menos três seções diferentes.

E então a consultoria foi embora. E a vida seguiu.

O problema não estava nas palavras escolhidas,  integridade, pessoas, inovação e excelência são valores perfeitamente legítimos para qualquer organização que pretenda prosperar no longo prazo. O problema estava no que aconteceu depois de escolhê-las: absolutamente nada de substancial.

Integridade:

A Vektor tinha o hábito consolidado de atrasar pagamentos a fornecedores de menor porte, sabendo que eles não tinham capacidade financeira nem poder de barganha para questionar ou romper o contrato. Era uma prática conhecida internamente, naturalizada como “gestão de fluxo de caixa.”

Pessoas:

O turnover na operação era de 34% ao ano — um número que, em qualquer empresa que leva o valor “pessoas” a sério, seria, sem dúvida, tratado como emergência. Na Vektor, ninguém havia investigado as causas com profundidade. A área de RH realizava entrevistas de desligamento, mas os relatórios raramente chegavam à mesa da diretoria.

Inovação:

A última “feature” relevante do produto havia sido lançada em 2020. Desde então, a área de produto vivia em modo de manutenção, priorizando estabilidade em detrimento de evolução. Nenhuma decisão estratégica havia sido questionada sob a ótica de “isso é o que uma empresa inovadora faria?”

Excelência:

O “Net Promoter Score” dos clientes havia caído 18 pontos em dois anos. O assunto entrava ocasionalmente em relatórios operacionais, mas não figurava na pauta das reuniões de diretoria onde as discussões gravitavam, invariavelmente, em torno de receita, margem e pipeline comercial.

Rafael sabia de tudo isso. Não porque fosse negligente, mas porque considerava esses temas consequências naturais de um mercado competitivo e problemas operacionais a serem resolvidos pelos respectivos gestores de área, não sintomas de um desalinhamento cultural mais profundo.


A reunião que a empresa não viu chegar mas deveria

A pergunta do conselho não surgiu do nada. Havia sido antecedida por seis meses de sinais que, individualmente, poderiam ser descartados como ruído; em conjunto, formavam um padrão inegável.

Uma denúncia anônima no canal de compliance relatava que um diretor de operações estava impondo metas reconhecidamente impossíveis à sua equipe, com linguagem intimidadora nas reuniões de revisão semanal. Uma investigação interna havia sido iniciada, mas os resultados ainda não eram conclusivos.

Um ex-colaborador da área de produto havia publicado no LinkedIn um relato detalhado sobre o que chamou de “cultura de silêncio” na empresa — onde discordâncias com as lideranças seniores eram, na prática, desestimuladas. O post havia gerado mais de 200 comentários e sido compartilhado por pessoas dentro e fora do setor.

Dois clientes estratégicos, responsáveis juntos por 18% da receita recorrente, não haviam renovado contrato no vencimento anual. Ambos haviam dado respostas evasivas sobre os motivos o que, para conselheiros experientes, é frequentemente mais revelador do que uma reclamação explícita.

O conselho havia feito seu dever de casa. Havia conversado com pessoas-chave. Havia lido os relatórios que Rafael não havia priorizado. E havia chegado à reunião com uma hipótese clara e a pergunta sobre os valores era o teste dessa hipótese.

Rafael chegou à reunião sem saber que era um teste.

Quando ele finalmente respondeu “Integridade… pessoas… e mais dois que não estou lembrando agora” com um sorriso levemente defensivo, como quem minimiza uma falha menor, algo na sala mudou de temperatura. Não houve confronto. Não houve discurso. Houve algo mais difícil de administrar: a formalização silenciosa do óbvio.

Três semanas depois, Rafael recebeu uma convocação para reunião extraordinária do conselho.

Foi de terno. Saiu sem o cargo.


O que esse caso revela para quem trabalha com desenvolvimento de liderança

A história de Rafael não é uma história sobre memória fraca ou desatenção pontual. É uma história sobre desconexão estrutural entre discurso e prática, um dos fenômenos mais estudados e, paradoxalmente, menos resolvidos da gestão organizacional contemporânea.

Pesquisas recentes apontam que a cultura organizacional é o principal preditor de atrito de talentos acima de remuneração, modelo de trabalho e oportunidades de crescimento. E a cultura, em qualquer organização, emana de cima para baixo. Não porque os líderes queiram isso ou planejem dessa forma, mas porque as pessoas observam, interpretam e replicam os comportamentos de quem está no topo, especialmente em situações de ambiguidade ou pressão.

Quando o CEO não sabe articular os valores da organização, então a mensagem que chega à base não é “ele esqueceu.” A mensagem é: isso não importa de verdade. Pode ser desconsiderado quando conveniente.

Para coaches executivos e consultores de cultura, o caso da Vektor oferece três perguntas diagnósticas que valem mais do que qualquer assessment padronizado:

1. O líder consegue articular os valores da organização sem consultar nenhum material, com convicção e exemplos concretos do cotidiano?

Não de forma decorada como um slogan, mas de maneira que revele internalização real.

2. As decisões tomadas nos últimos seis meses sobre contratação, demissão, promoção, alocação de budget e resposta a crises são coerentes com esses valores?

Decisões são o maior revelador de cultura real. O que a empresa faz quando há “trade-off “entre resultado de curto prazo e um valor declarado?

3. Quem está abaixo desse líder percebe essa coerência no dia a dia?

A pergunta mais honesta de todas e a que é, raramente, feita enquanto ainda há tempo de agir.


A placa continuou na parede

Depois que Rafael saiu, a Vektor contratou uma nova CEO. Uma das primeiras coisas que ela fez foi convocar uma reunião com todas as lideranças para uma única pauta: “O que esses quatro valores significam, na prática, nas decisões que vamos tomar amanhã?”

A reunião durou quatro horas. Sem apresentação preparada. Sem slides. Só conversa honesta sobre onde a empresa estava, de fato, alinhada com o que pregava e onde havia uma distância que precisava ser reconhecida antes de ser endereçada.

Foi a reunião mais desconfortável do ano. E também a mais produtiva.

A placa continuou no hall de entrada. Bonita. Com a mesma fonte, o mesmo fundo cinza chumbo, as mesmas letras brancas. Mas desta vez, havia pessoas que sabiam e se cobravam mutuamente pelo que estava escrito nela.

Valores que não se traduzem em comportamento não são valores. São mobília.


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Quer saber mais sobre como transformar valores corporativos em comportamentos reais bem como evitar que a cultura organizacional se torne apenas um discurso na parede? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.

Walter Serer
https://walterserer.com.br
https://www.linkedin.com/in/walter-serer-86717b20/

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Resiliência

Faça de cada limão, uma limonada! Resiliência é a capacidade de se resistir flexivelmente às adversidades e dificuldades, utilizando-as para o desenvolvimento pessoal, profissional e social.

“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)

Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.

Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…

Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.

Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.

Limão e limonada

As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.

Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.

Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.

Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.

Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…

Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.

Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.

Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.

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O sucesso de uma mulher está em ser mulher!

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:

Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.

E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.

Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.

Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:

  • Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
  • Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.

E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.

Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.

Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.

Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.

O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.

Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.

Mas, é possível e já vi milagres.

Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.

Acreditar na Mulher que há dentro de você.

Sucesso e Feliz Dia da Mulher!

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Não concretizou uma meta? É preciso agora ter coragem para fazer mudanças drásticas!

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida.

A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.

E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.

Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.

Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?

(Carlos Drummond de Andrade)

E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.

A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.

Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.

Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.

Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.

Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.

Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.

Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.

E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?

Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?

Chega de Síndrome de Felipão, né?

Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.

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Saia do lugar! Você não é uma árvore…

Quando buscamos algo melhor, criamos a mudança, pois desejamos que coisas melhores ocorram. Mas há também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora?

Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…

Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.

Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.

Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.

Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.

Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…

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Sem Comprometimento não há avanços na vida e nem sucesso!

Qual é o seu grau de comprometimento em realizar algo? Um dos maiores problemas de uma pessoa é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

Responda rápido a minha pergunta:

– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?

Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:

– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?

Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.

Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.

E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.

Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.

E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?

Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.

O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.

Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?

Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.

Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.

Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:

Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.

Para ajudar, significado de Comprometimento:

“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.

Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!

Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.

É por ai. Boa semana!

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O Poder do Bom Dia e Obrigado

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado. Quem não gostaria de ouvir este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.

Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.

Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.

Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?

Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?

A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.

Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?

Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?

Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.

A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.

Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.

Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.

O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.

Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.

Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.

Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.

Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.

Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.

Pense nisso.

Te desejo um bom dia e obrigada.

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Procrastinando? Então continue!

Sabe aquilo que você já sabe que tem que fazer e não faz? É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que nunca rola por que você não toma a iniciativa.

É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.

Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”

E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.

Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?

O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.

Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.

Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…

Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:

1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?

Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.

2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.

Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.

3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?

4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.

5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.

6º passo: Faça.

Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.

E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.

Com amor e com alma,

Karinna

PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.

PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.

Obrigada!

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Você sabe o que é Inteligência Espiritual?

A maior parte das pessoas já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. E sobre Inteligência Espiritual? Será que a Inteligência Emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? O que você pensa a respeito?

Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?

Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação.  Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.

O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.

Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.

Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.

As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.

E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!

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