O Relacionamento Precisa de Olhar: A Importância de Se Sentir Visto e Valorizado
Todo relacionamento precisa de presença, mas presença verdadeira vai muito além de estar fisicamente ao lado de alguém. Precisamos nos sentir vistos, reconhecidos e valorizados por quem escolhemos amar.
Quando um casal deixa de se olhar com interesse e curiosidade, a relação pode entrar no piloto automático.
As responsabilidades do dia a dia, os compromissos e a rotina passam a ocupar tanto espaço que, aos poucos, a conexão emocional enfraquece. As pessoas continuam juntas, mas nem sempre continuam se encontrando.
Ser visto é sentir que nossa existência importa para o outro. É perceber que nossos sentimentos, opiniões, sonhos e transformações são acolhidos e respeitados.
O amor não se sustenta apenas pela permanência. Ele se fortalece quando duas pessoas continuam se escolhendo, se enxergando e se reconhecendo ao longo do caminho.
Em um relacionamento saudável, não precisamos abrir mão de nossa identidade para pertencer ao casal. Pelo contrário, o vínculo se fortalece quando cada pessoa pode ser quem é, preservando sua autonomia e individualidade.
O amor amadurece quando existe espaço para o diálogo, para a escuta e para o reconhecimento mútuo.
Não basta dividir a vida com alguém; é preciso compartilhar presença, interesse e reconhecimento. Quem se sente visto sente que pertence.
Pequenos gestos de atenção, palavras de apreciação e momentos de qualidade ajudam a manter viva a sensação de que continuamos sendo escolhidos.
Relacionamentos duradouros não sobrevivem apenas pelo tempo de convivência. Eles florescem quando existe, de fato, a decisão consciente de continuar olhando para o outro, descobrindo quem ele é hoje e legitimando sua presença na relação.
Não basta dividir a vida com alguém; é preciso compartilhar presença, interesse e reconhecimento. Quem se sente visto sente que pertence.
Um relacionamento sem cobrar perfeição, mas lembrando da importância do cuidado, da atenção e da validação mútua.
Sentir-se amado é importante. Sentir-se visto é essencial.
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Quer saber mais sobre como fortalecer seu relacionamento por meio da presença, da escuta e do reconhecimento mútuo? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Márcia Rosa
https://www.marciarosaconsultoria.com.br
Confira também: O Mal-Entendido na Comunicação e Seus Impactos nos Relacionamentos
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Desafio da Autovalorização: 10 Comportamentos para Mudar Sua Vida!
A autovalorização é essencial para qualquer pessoa que deseja ter mais plenitude, realização, amor e prosperidade. Sem ela a vida se torna difícil e complexa. Pode parecer bem simples o conceito e a aplicação prática, para trazer tantos resultados auspiciosos, no entanto acredite isto faz toda diferença.
Este artigo pode te trazer clareza e ser uma contribuição real para você.
Se você fizer a leitura até o final poderá ter mais leveza e facilidade, ou você pode escolher parar a leitura, e continuar tendo os mesmos resultados financeiros, afetivos, familiares e de saúde.
Gostaria de me apresentar, meu nome é Ádria Gutman, sou Bióloga desde 2005, Consteladora, Renascedora, Biomagnetista, Facilitadora do Jogo Terapêutico Maha Lilah, terapeuta há mais de 10 anos, pós-graduanda em Psicologia Junguiana e no segundo ano de Faculdade de Psicologia.
O que é autovalorização?
Autovalorização vem das palavras, auto (você mesmo) e valor (algo precioso). Se unimos as duas palavras, representa reconhecimento do brilho, potência e grandeza que dormita dentro do ser humano. Você reconhece o ser humano incrível que é?
Sinais da autodesvalorização
Os sinais perceptíveis de autodesvalorização são:
- Carência;
- Insegurança;
- Se humilhar por um pouco de atenção;
- Trabalhar com o que não ressoa com o chamado de alma;
- Falta de reconhecimento dos talentos naturais;
- Dificuldade com relação ao corpo;
- Relacionamento afetivo tóxico e abusivo;
- Compulsão alimentar;
- Etc.
A lista pode ser bem extensa, então vou parar por aqui.
Por que a autovalorização é importante?
Quando uma pessoa nutre autovalor tudo em sua vida flui com mais leveza e facilidade, porque ela sabe quem é. Reconhece todas as suas particularidades internas, já se perdoou por tudo e se absorveu do passado. Consequentemente a sua vida financeira é abundante, pois o dinheiro tem relação direta com o autovalor.
Afinal o dinheiro tem a energia da possibilidade e do valor.
Além da vida financeira, uma pessoa que possui o autovalor genuíno, atrai relações nutritivas e significativas, em outras palavras, a vida a tratará da mesma forma que ela se trata, portanto, a área afetiva é impactada positivamente.
Desafio da autovalorização: 10 comportamentos para mudar sua vida!
1. Como se valorizar em um relacionamento
Comece reconhecendo suas raízes, ou seja, seus pais e avós. Pois os ancestrais são fundamentais para que haja equilíbrio, nos relacionamentos. Reconheça, perdoe, libere e agradeça.
2. Como se valorizar depois de um término
Liste o que gosta e volte a fazer, se trate com carinho, amor e muita paciência, principalmente nesta fase.
3. Autovalorização profissional: como se valorizar no trabalho?
Verdade, que você gosta do que faz?
Se a resposta foi não, como seria se auto-observar e ver quais são as suas reais aptidões? Valorize o seu dom natural isto é autovalor, caso goste do que faz atualmente, pratique a gratidão.
4. Aprenda a se valorizar respeitando seus limites
Dizer não, é a forma mais saudável de praticar o governo de sua própria vida e se colocar em primeiro lugar. Em outras palavras viver de fato tendo autovalor.
A maioria das pessoas não cresceu sabendo como colocar os limites nos outros, se isto não fosse assim, não haveria nenhuma dificuldade com relação a se posicionar, ou ouvir as críticas alheias. Seja o mais sincero que puder, por mais doloroso que seja, quando se reconhece e se cura as feridas internas, falar não é um processo natural e fácil.
5. Aprenda a tomar decisões e sair da zona de conforto
O ego ama a zona de conforto, afinal ele quer controlar absolutamente tudo e sofre muito por isto.
No entanto, para ter leveza e facilidade na vida é preciso deixar a vida nas mãos do Self, ou centelha divina.
O Self ao contrário do ego, ama a mudança, crescimento e expansão. Então sugiro que pratique o caminho interno, ouse desafiar o seu ego, através da terapia e exercícios guiados pode iniciar este caminho e consequentemente conseguirá aprender a soltar e confiar na vida.
E com naturalidade sairá da zona de conforto e tomará decisões mais assertivas, de acordo com o que é verdadeiro para você.
6. Reconheça as suas habilidades e competências
Todo ser humano possuiu uma assinatura única no universo, alguém pode copiar o seu produto, mas jamais copiará quem você é.
As habilidades natas são aquelas que você faz com muita facilidade, exemplos: Escrever, falar, pintar, cantar, negociar, liderar, criar, cuidar, proteger, ensinar, gravar etc.
Reconheça as suas competências e aquilo que faz com facilidade, isto é autovalor.
7. Exercícios para autovalorização e autoestima
Não sei se você conhece, mas pode praticar o Ho’oponopono voltado para o autovalor, vou deixar um exercício aqui de presente para você e se depois quiser se aprofundar neste mundo lindo da autovalorização, basta entrar em contato comigo, será uma honra te acompanhar neste processo.
Exercício:
“Divino criador, limpe em mim todas as memórias de dor de autodesvalorização, que estão impregnadas em meu corpo físico, emocional, mental, espiritual e todos os meus registros. Limpe, purifique, seccione e transmute tudo isto em luz pura, está feito. Sinto muito, me perdoe, sou grata, te amo.”
Repita este exercício 108 vezes pelos próximos 21 dias.
8. Afirmações e frases de autovalorização
Além do exercício assim sugiro que pratique com as seguintes frases:
- Eu sou valor.
- Eu sou potência.
- Eu sou a magnificência em formato humano.
- Eu me reconheço agora.
9. Como se amar e se valorizar com autoconhecimento
Através do autoconhecimento e com a autocura, se valorizar e ter amor-próprio tornar-se algo natural. Em outras palavras é um processo natural de uma jornada profunda do autoconhecer.
Navegar em águas profundas, para reconhecer a grandeza e a potência que se é, faz toda diferença a curto, médio e longo prazo.
Vivemos em uma época maravilhosa, hoje em dia temos várias práticas e abordagens terapêuticas que nos fazem, percorrer este caminho, com facilidade, clareza e com mais rapidez.
Desenvolver o autovalor não precisa ser difícil ou complicado, são escolhas.
10. Terapia do amor: como se valorizar? CTA para sessão com você!
Trabalho com um desafio que se chama o desafio de se amar, nele trabalho com exercícios exclusivos para aumentar o amor-próprio e o autovalor.
Além claro de terapias de aprofundamento, para contribuir com a particularidade de cada situação.
Então se você quer experimentar algo novo, com exercícios focados para a sua situação emocional e o seu caso, basta entrar em contato, será uma honra e um prazer muito grande, acompanhar a sua jornada pessoalmente.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como desenvolver autovalorização e fortalecer sua autoestima para viver com mais plenitude, leveza e prosperidade? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Cuide-se com amor!
Grande abraço,
Ádria Gutman
https://www.instagram.com/adriacursos/
Confira também: A Vida Afetiva É Uma Bússola das Feridas Emocionais
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Times de Alta Performance Sustentável: Quando Resultado e Saúde Mental Caminham Juntos
Durante muito tempo, a imagem de uma equipe de alta performance esteve associada a jornadas exaustivas, pressão constante e pessoas sempre operando no limite.
Aprendemos que esse modelo até pode gerar resultados no curto prazo, mas dificilmente se sustenta ao longo do tempo. E o tempo que dura, deixa marcas na saúde mental e nos índices de saúde, engajamento e inovação.
Ninguém inova quando opera no medo e na pressão. Pelo contrário, produção sem conexão e cuidado vira piloto automático e sobrevivência.
Hoje, empresas que desejam crescer de forma consistente precisam fazer uma reflexão importante: não existe alta performance sustentável sem saúde mental.
Isso não significa ausência de cobrança, diminuir metas, não desafiar ou ser paternalista. Pelo contrário. Times que performam bem são formados por pessoas que assumem responsabilidades, se desafiam, se cobram, divergem entre si, colocam os problemas na mesa, trocam feedbacks e sentem-se à vontade para falar e questionar, sem medos.
A diferença está na FORMA como se cobra. Na forma como se FALA. Ou não se fala.
Times de alta performance funcionam a base de conversas desafiadoras e feedbacks constantes. Esses são ingredientes chaves que ao mesmo tempo: cuidam e desenvolvem pessoas.
Quando a pressão se torna excessiva e agressiva acontece a desconexão, o ataque ou o silêncio. E ambos matam os times. Matam o sentimento de pertencer, matam o respeito, matam a saúde mental.
Em times de alta performance sustentável os líderes são capazes de equilibrar cobrança e suporte. Os erros são tratados como oportunidades de aprendizado. Os feedbacks são utilizados como instrumento de evolução, não de punição. O foco está em gerar resultados sem comprometer a saúde das pessoas durante o processo. O resultado é focado, mas o caminho para se chegar nele importa! E muito!
A saúde mental, nesse contexto, não é apenas uma questão de bem-estar individual. Ela se torna um fator estratégico para o negócio. Profissionais emocionalmente equilibrados tomam melhores decisões, lidam melhor com mudanças, constroem relações mais saudáveis, inovam, contribuem e, sem dúvida, o mais importante: sentem-se seguros para levar a si mesmo para as empresas.
Isso mesmo. Não batem apenas metas. Levam a si mesmos – sem máscaras, sem medos, sem adoecimento.
É preciso entender que não há conexão, engajamento e alta performance sem saúde mental e o papel da liderança é fundamental nessa construção. Líderes influenciam, modelam comportamentos e culturas. Quando promovem confiança, clareza, feedbacks e conversas abertas, criam então um ambiente em que as pessoas podem entregar seu melhor.
No final das contas, a pergunta que toda organização deveria fazer não é apenas “quais resultados queremos alcançar?”, mas também “como queremos alcançá-los?”.
A verdadeira alta performance não acontece quando as pessoas se sacrificam continuamente para atingir metas. Ela acontece quando equipes desenvolvem a capacidade de gerar resultados extraordinários de forma saudável, consistente e sustentável ao longo do tempo.
E você, já sentiu na pele essa relação direta entre alta performance e saúde mental?
Eu sou Ellen Ravaglio e a minha coluna “Alta Performance & Saúde Mental” tem como objetivo instigar a exercitar o autocuidado, o cuidar do outro e do negócio de forma consciente e sustentável.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como construir equipes e times de alta performance sustentável, equilibrando resultados, engajamento e saúde mental? Então, entre em contato comigo. Eu posso te apoiar nessa caminhada da tão sonhada Alta performance sustentável!
Ellen Ravaglio
https://www.vikaas.com.br
www.linkedin.com/in/ellenravaglio-coach-lideres
vikaas@vikaas.com.br
Confira também: Você Conhece (e Usa) o Modelo de Bem-Estar PERMA-V?
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A Engenharia do Feedback: Transformando a Crítica em Ajuste de Rota
Uma das maiores dificuldades do líder iniciante não está em identificar problemas, mas em intervir sobre eles de forma eficaz.
Saber que algo não está funcionando é relativamente simples. O desafio real é conseguir ajustar o comportamento do outro sem gerar resistência, ruído ou desengajamento.
É nesse ponto que o feedback deixa de ser uma conversa pontual e passa então a ser um processo de engenharia comportamental.
Feedback não é opinião. É intervenção.
Na prática, muitos líderes tratam feedback como uma espécie de desabafo estruturado.
Falam o que pensam, apontam erros, sugerem melhorias — e acreditam que isso, por si só, será suficiente para gerar mudança, mas não é.
Comportamento humano não se altera por exposição à opinião. Ele se ajusta por estímulo, consequência e repetição.
Quando o feedback não considera isso, então ele se torna apenas informativo — e informação, isoladamente, raramente muda comportamento.
O erro clássico: feedback genérico
Frases como:
- “Você precisa ser mais proativo;”
- “Tem que melhorar sua comunicação;”
- “Faltou mais atenção.”
são comuns — e pouco eficazes.
Elas não indicam:
- qual comportamento específico precisa de ajuste;
- em qual contexto ocorreu;
- qual o impacto gerado;
- o que deve ser feito de forma diferente;
Sem isso, o liderado sai da conversa com uma sensação vaga de cobrança, mas sem clareza de ação.
E sem clareza, não há execução.
O feedback como ajuste de rota
Um feedback eficaz funciona como um sistema de correção.
Ele precisa responder, de forma objetiva, quatro perguntas a saber:
- O que aconteceu?
- Qual foi o impacto?
- O que precisa mudar?
- Como deve ser feito na próxima vez?
Esse formato reduz interpretação, elimina ambiguidade e aumenta assim a probabilidade de mudança real.
Na prática de campo, líderes que estruturam feedback dessa forma conseguem algo importante: transformar erro em aprendizado operacional.
O papel da biologia no processo
Sob pressão, o cérebro humano tende a entrar em estado defensivo.
Quando o feedback é percebido como ataque, então o sistema de ameaça é ativado. E nesse estado, a capacidade de escuta e aprendizado diminui drasticamente.
Por isso, a forma como o feedback é conduzido é tão importante quanto o conteúdo.
Alguns pontos são críticos:
- separar comportamento de identidade;
- focar em fatos, não em julgamentos;
- manter o tom objetivo;
- evitar exposição pública.
O objetivo não é “amenizar” a mensagem, mas garantir que ela seja, de fato, processada, e não rejeitada.
Frequência: o que molda comportamento
Outro erro comum é tratar feedback como um evento raro.
Feedback eficaz não acontece apenas em momentos formais. Ele ocorre no dia a dia, de forma contínua.
Pequenos ajustes, feitos com frequência, têm certamente mais impacto do que grandes conversas esporádicas.
Porque comportamento não muda por intensidade. Muda por consistência.
Feedback positivo também é ferramenta de gestão
Existe uma tendência de associar feedback apenas à correção de erros; isso é limitado.
Reconhecer comportamentos adequados é, sem dúvida, fundamental para reforçar padrões desejados.
Quando o líder aponta com clareza o que foi bem executado, ele aumenta assim a probabilidade de repetição daquele comportamento.
Ou seja, o feedback positivo não é elogio.
É reforço de padrão.
O ponto de maturidade do líder
Líderes iniciantes evitam feedback por desconforto ou entregam feedback de forma imprecisa.
Líderes mais experientes entendem que feedback é parte central da gestão.
Eles não esperam o problema crescer. Eles ajustam rapidamente.
Essa agilidade reduz conflitos, melhora a performance e aumenta a confiança do time.
Porque o time percebe algo importante: existe direção.
Conclusão
Feedback não é sobre dizer o que precisa ser dito. É sobre gerar a mudança que precisa acontecer.
Quando estruturado corretamente, ele deixa de ser uma conversa difícil e passa a ser uma ferramenta de ajuste de rota contínuo.
E é isso que sustenta a execução.
Porque no fim, liderar não é apenas definir o caminho.
É garantir que as pessoas consigam se ajustar ao longo dele.
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Quer saber mais sobre como utilizar o feedback eficaz como uma ferramenta estratégica para promover mudanças de comportamento, desenvolver equipes e melhorar resultados? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em conversar a respeito.
Sérgio Albuquerque Jr.
Consultor empresarial, mentor de líderes e especialista em execução comercial. Atua há mais de 10 anos no desenvolvimento de pessoas e equipes, com trajetória iniciada aos 15 anos e sólida experiência em vendas na indústria farmacêutica e em consultoria nas áreas comercial e organizacional.
https://www.sergioalbuquerque.com.br
Confira também: O Líder que Sabe Ler Pessoas: Avaliações Comportamentais na Gestão
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Procrastinação e Autossabotagem: O Silêncio Que Nos Consome
Existe um inimigo que não bate à porta — ele já mora dentro de casa. A procrastinação se disfarça de cautela, de cansaço, de “amanhã eu faço com mais calma”. Mas os estoicos sabiam bem o que ela realmente é: um desperdício silencioso da única coisa que jamais se recupera — o tempo.
O estoicismo, escola filosófica fundada na Grécia Antiga e desenvolvida por pensadores como Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio, não prometia uma vida sem dor ou dificuldades. Sua proposta era outra: ensinar o ser humano a viver com lucidez, responsabilidade e firmeza diante daquilo que não pode controlar. Para os estoicos, a paz não nasce da ausência de problemas, mas da capacidade de agir com virtude mesmo em meio ao caos. E talvez seja exatamente por isso que o estoicismo continua tão atual em uma época marcada pela ansiedade, dispersão e adiamento constante da vida.
Marco Aurélio, filósofo estoico e Imperador de Roma, escreveu em suas Meditações: “Não desperdices o resto de tua vida em pensamentos sobre outras pessoas.” Mas há um desperdício ainda mais íntimo — o de adiar a própria existência.
Quando adiamos o que importa, não estamos apenas perdendo tempo. Estamos, pouco a pouco, perdendo a nós mesmos.
A autossabotagem é a forma mais sofisticada de covardia. Não é preguiça — é medo com roupagem racional. O sabotador interno constrói argumentos brilhantes para a inação: “Não estou preparado”, “O momento não é ideal”, “E se eu falhar?”.
Sêneca, com sua brutalidade habitual, responderia: enquanto adiamos, a vida passa.
O problema não é a tarefa difícil que está à frente. O problema é a relação que estabelecemos com o desconforto. Vivemos numa era que transformou a evitação em virtude — chamamos de autocuidado o que muitas vezes é fuga, e de “respeitar os próprios limites” o que é, na verdade, recuar diante de quem poderíamos nos tornar.
Os estoicos propunham o oposto: o amor pelo que é necessário. Não a resignação passiva, mas a escolha ativa de encarar o que precisa ser feito — agora, com o que se tem, como se é.
Epicteto, que nasceu escravo, entendia que a liberdade verdadeira começa exatamente onde a desculpa termina.
Lembre-se: Se tiver uma desculpa, não a dê.
Então, a pergunta que merece fazermos com honestidade — não como retórica, mas como espelho — é esta:
Você está vivendo como alguém que respeita o próprio tempo? Ou está construindo, dia após dia, uma vida adiada?
O momento de agir nunca será perfeito. Mas ele sempre será agora.
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Até o próximo artigo.
Um abraço,
Cleyson Dellcorso
https://www.dellcorso.com.br/
Confira também: A Mente Acelerada Não Avisa Quando Chega
Palavras-chave: procrastinação e autossabotagem, procrastinação, autossabotagem, estoicismo, tempo, vida adiada, sabotador interno, adiamento constante da vida, adiar a própria existência, relação que estabelecemos com o desconforto, liberdade verdadeira começa onde a desculpa termina, o momento de agir nunca será perfeito
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Inclusão LGBTQIAPN+: Direitos, Representatividade e Segurança — Caminhos para uma Equidade Real
A inclusão da comunidade LGBTQIAPN+ trata de garantir direitos, promover representatividade e assegurar condições concretas de segurança e dignidade. Ainda que avanços importantes tenham sido conquistados nas últimas décadas, persistem desafios estruturais que exigem ações coordenadas no trabalho, na educação e na saúde.
Nos últimos anos, diversos países — incluindo o Brasil — avançaram na ampliação de direitos da população LGBTQIAPN+. Decisões judiciais e legislações passaram a reconhecer uniões homoafetivas, criminalizar a discriminação, bem como ampliar o acesso a direitos civis básicos. No entanto, a existência formal desses direitos não garante sua aplicação efetiva.
A distância entre a lei e a realidade se manifesta em diferentes formas: dificuldade de acesso à justiça, subnotificação de crimes de ódio, discriminação institucional e, além disso, ausência de políticas públicas consistentes. Pessoas trans, por exemplo, ainda enfrentam barreiras significativas para o reconhecimento de sua identidade, inserção no mercado de trabalho e acesso a serviços básicos.
Garantir direitos, portanto, exige mais do que legislação — requer implementação, fiscalização, mudança cultural e promover a representatividade em todos os contextos.
A representatividade LGBTQIAPN+ desempenha um papel fundamental na construção de uma sociedade mais inclusiva. Quando pessoas LGBTQIAPN+ ocupam espaços de destaque na mídia, na política, nas empresas e na academia, elas contribuem então para a quebra de estigmas e para a ampliação do repertório social sobre diversidade.
No entanto, é importante distinguir entre representatividade simbólica e representatividade significativa. A presença isolada de indivíduos LGBTQIAPN+ em posições de visibilidade não é suficiente se não vier acompanhada, de fato, de inclusão real e de considerar a interseccionalidade de raça, classe, gênero, territorialidade, entre outras características e condições de um indivíduo.
A representatividade eficaz:
- Humaniza narrativas e combate estereótipos;
- Amplia referências positivas para novas gerações;
- Influencia políticas e decisões institucionais.
Outro ponto de atenção é a violência contra a população LGBTQIAPN+ que continua sendo uma realidade alarmante. Crimes motivados por preconceito — físicos, psicológicos e simbólicos — afetam diretamente a qualidade de vida e o bem-estar dessa população.
A insegurança não se limita aos espaços públicos. Ambientes como escolas, locais de trabalho e até serviços de saúde podem se tornar hostis, reforçando assim a exclusão e o silêncio.
Promover segurança envolve:
- Políticas públicas de proteção e monitoramento;
- Capacitação de agentes públicos (polícia, saúde, educação);
- Combate ativo à cultura de discriminação.
Caminhos para a inclusão e equidade real
A construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva exige, sem dúvida, ações estruturais e contínuas. No contexto do trabalho, da educação e da saúde, alguns caminhos se destacam:
1. No trabalho: diversidade como estratégia e responsabilidade
Empresas têm um papel decisivo na promoção da inclusão. Ambientes corporativos inclusivos não apenas respeitam a diversidade, mas também a valorizam como fator de inovação e desempenho.
Boas práticas incluem:
- Políticas claras contra discriminação e assédio;
- Promoção da diversidade de forma contínua;
- Diversidade como valor organizacional vinculado à cultura da organização;
- Posicionamento organizacional interno e perante o mercado;
- Líderes capacitados para atuarem de forma inclusiva;
- Criação de grupos de afinidade;
- Programas de diversidade e inclusão com metas mensuráveis ;
- Processos de contratação inclusivos e flexíveis;
- Benefícios equitativos que incluam casais homoafetivos e pessoas trans;
- Treinamentos sobre vieses inconscientes;
- Planos de carreira equitativos;
- Canais de denúncia;
- Promoção de ambientes seguros psicologicamente;
- Políticas de qualificação dos stakeholders alinhados ao tema;
- Apoio a ações externas: ONGs, Associações, Eventos, etc.
2. Na educação: base para a transformação cultural
A escola é um espaço central na formação de valores. Uma educação inclusiva contribui, de fato, para a redução do preconceito e para a construção de uma sociedade mais empática.
Ações necessárias:
- Formação e sensibilização da equipe escolar (docentes, gestores e colaboradores), de forma contínua sobre diversidade sexual, identidade de gênero, direitos humanos e combate à discriminação e acolhimento;
- Criação de políticas claras contra bullying, assédio e discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero;
- Inclusão explícita da proteção à população LGBTQIAPN+ nos regimentos escolares e códigos de conduta;
- Estabelecimento de canais seguros de denúncia e acolhimento;
- Respeito à identidade e expressão de gênero, no que se refere ao uso do nome social e flexibilização de uniformes e códigos de vestimenta sem imposição de padrões de gênero;
- Inserção de conteúdos sobre diversidade, cidadania, direitos humanos nas disciplinas;
- Revisão de materiais didáticos para eliminar estereótipos e invisibilizações;
- Apoio psicossocial e acolhimento com criação de grupos de apoio, escuta e convivência, bem como desenvolvimento de protocolos de acolhimento para estudantes em processo de transição de gênero ou em situação de violência familiar;
- Realização de campanhas educativas sobre respeito e diversidade com promoção de semanas temáticas, rodas de conversa, palestras e eventos culturais;
- Envolvimento das famílias e comunidade;
- Produção de ambientes seguros por meio de monitoramento de casos de violência e discriminação.
3. Na saúde: cuidado integral e sem discriminação
O acesso à saúde de qualidade ainda é um desafio para muitas pessoas LGBTQIAPN+, especialmente para a população trans e não binária.
Caminhos possíveis:
- Formação e capacitação das equipes de saúde sobre acolhimento, uso do nome social e pronomes, sensibilização sobre vieses inconscientes, formação específica sobre saúde integral da população trans, intersexo e não binária;
- Atendimento humanizado com garantia de uso do nome social em prontuários, sistemas, chamadas;
- Implantação de fluxos seguros para denúncias de discriminação;
- Atendimento psicológico acolhedor e livre de patologização;
- Disponibilização de banheiros inclusivos ou de uso universal;
- Comunicação visual que demonstre acolhimento à diversidade e materiais educativos representando diferentes identidades e famílias;
- Ampliação do acesso à hormonização segura para pessoas trans, fortalecimento do atendimento e prevenção especializado em ISTs;
- Programas de saúde mental voltados à população LGBTQIAPN+;
- Atenção específica ao envelhecimento da população LGBTQIAPN+;
- Protocolos de cuidado para pessoas intersexo;
- Acesso à reprodução assistida e planejamento familiar inclusivo.
A inclusão LGBTQIAPN+ não é apenas uma pauta identitária, mas uma questão de direitos humanos, justiça social e desenvolvimento. Sociedades que promovem equidade tendem a ser mais inovadoras, mais saudáveis e certamente mais resilientes.
O avanço depende de um esforço coletivo que envolve governos, empresas, instituições educacionais e a sociedade civil. Mais do que aceitar a diversidade, é preciso estruturá-la, de fato, como valor central.
A equidade real só será alcançada quando todas as pessoas, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero, puderem viver com dignidade, segurança e pleno acesso às oportunidades.
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Quer saber mais sobre como transformar direitos, representatividade e segurança da população LGBTQIAPN+ em ações concretas que promovam inclusão bem como equidade real na sociedade? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Luciano Amato
http://www.trainingpeople.com.br/
Confira também: Ambientes Seguros e Inclusivos: Conectando Diversidade, Saúde Mental e Combate à Discriminação
Palavras-chave: LGBTQIAPN+, inclusão LGBTQIAPN+, diversidade, população LGBTQIAPN+, segurança, equidade real, direitos LGBTQIAPN+, representatividade LGBTQIAPN+, políticas claras contra discriminação e assédio, programas de diversidade e inclusão, saúde integral da população trans, cuidado integral e sem discriminação.
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WOLLING: O Impacto das Mulheres na Vida de Outras Mulheres
Quando falamos sobre os desafios enfrentados pelas mulheres, normalmente direcionamos nosso olhar para as desigualdades históricas, para a violência de gênero, para as dificuldades de acesso a espaços de liderança e para os preconceitos que ainda persistem em diferentes áreas da sociedade. São debates necessários e urgentes. Mas existe uma reflexão que também merece atenção: qual tem sido o papel das próprias mulheres na construção, ou no enfraquecimento, umas das outras?
Nos últimos anos, ganhou espaço o termo WOLLING, utilizado para descrever comportamentos de hostilidade, julgamento, exclusão, sabotagem ou desqualificação praticados entre mulheres. Embora a expressão seja recente, o fenômeno está longe de ser novo. Ele aparece em comentários aparentemente inofensivos, em críticas constantes, na invalidação de conquistas, na exclusão silenciosa de grupos, na disseminação de fofocas e até mesmo na dificuldade de reconhecer o mérito de outra mulher.
Muitas vezes, não há intenção declarada de machucar. Em outras, a agressão vem disfarçada de conselho, preocupação ou opinião. Ainda assim, seus efeitos podem ser profundos. Afinal, nem toda violência deixa marcas visíveis. Algumas deixam cicatrizes emocionais que acompanham uma pessoa por muitos anos.
Esse é um tema delicado porque não existe uma explicação simples. Mulheres também foram formadas em estruturas sociais que, durante séculos, limitaram seu acesso ao poder, ao reconhecimento e às oportunidades. Em ambientes onde havia pouco espaço para presença feminina, muitas aprenderam, consciente ou inconscientemente, a enxergar outras mulheres como concorrentes.
Essa lógica pode ter feito sentido em um contexto de escassez. O problema é que ela continua sendo reproduzida mesmo em uma realidade que exige cada vez mais colaboração, diversidade e construção coletiva.
Quando uma mulher desmerece a conquista de outra, reforça a ideia de que existe lugar para poucas. Quando questiona constantemente a capacidade de outra profissional sem fundamento, contribui para a manutenção de inseguranças que muitas já carregam. E quando opta pela crítica destrutiva em vez do diálogo, fortalece exatamente as barreiras que tantas lutam para derrubar.
Isso não significa ignorar divergências. Mulheres podem discordar. Podem competir por posições, defender opiniões diferentes e enxergar o mundo sob perspectivas distintas. O problema nunca foi a divergência. O problema surge quando a discordância se transforma em humilhação, exclusão ou tentativa de enfraquecimento.
Existe uma diferença enorme entre oferecer um feedback que contribui para o crescimento de alguém e fazer um comentário que apenas diminui. Existe uma diferença entre apontar um erro e atacar uma pessoa. E existe uma diferença entre defender uma posição e invalidar a trajetória de quem pensa diferente.
Talvez por isso seja tão importante refletirmos sobre os impactos desses comportamentos na saúde mental das mulheres. Ansiedade, insegurança, baixa autoestima, síndrome da impostora e esgotamento emocional são temas cada vez mais presentes em ambientes profissionais. Embora tenham múltiplas causas, muitas dessas questões são agravadas por relações marcadas por julgamentos constantes, falta de apoio e competição destrutiva.
Quantas mulheres deixaram de se candidatar a uma oportunidade porque passaram a duvidar da própria capacidade? Quantas silenciaram suas ideias por medo de serem ridicularizadas? E quantas desistiram de projetos, negócios ou posições de liderança depois de sucessivas experiências de desvalorização?
Nem sempre os maiores obstáculos são visíveis. Muitas vezes, eles se manifestam em pequenas atitudes cotidianas que, acumuladas ao longo do tempo, corroem a confiança e o senso de pertencimento.
É justamente por isso que a sororidade continua sendo um conceito tão relevante. E vale lembrar que sororidade não significa concordar com tudo, defender qualquer comportamento ou ignorar erros. Sororidade é reconhecer a humanidade da outra mulher mesmo quando existem diferenças. É entender que respeito não depende de afinidade. É escolher a ética acima da rivalidade e a construção acima da destruição.
Essa responsabilidade se torna ainda maior quando falamos de liderança.
Mulheres que ocupam posições de influência têm a oportunidade de transformar não apenas suas próprias trajetórias, mas também o caminho de quem vem depois. Uma líder que compartilha conhecimento, reconhece talentos e cria ambientes seguros deixa um legado que ultrapassa resultados e indicadores. Ela contribui para que outras mulheres acreditem que também pertencem àquele espaço.
A verdadeira liderança não se mede pela quantidade de pessoas que admiramos de longe. Ela se mede pela quantidade de pessoas que ajudamos a crescer. Afinal, ocupar um espaço é importante. Abrir espaço para outras pessoas é transformador.
Talvez o maior convite que esse debate nos faça seja o da autorreflexão. Antes de julgar outra mulher, vale a pena perguntar: estou contribuindo para o crescimento dela ou para sua diminuição? Antes de compartilhar uma crítica, é importante refletir se ela gera aprendizado ou apenas reforça julgamentos. E antes de enxergar outra mulher como ameaça, talvez seja necessário lembrar que sucesso não é um recurso limitado.
A construção de uma sociedade mais justa depende, sem dúvida, do enfrentamento das desigualdades externas. Mas também exige coragem para olhar para dentro e reconhecer comportamentos que, muitas vezes sem perceber, acabamos reproduzindo.
Porque nenhuma mulher se torna maior diminuindo outra. A verdadeira grandeza está em usar sua força para elevar quem caminha ao seu lado. E quando mulheres escolhem apoiar mulheres, o impacto vai muito além das relações individuais. Ele alcança famílias, organizações, comunidades e gerações inteiras.
No fim, a pergunta que permanece é simples: queremos ser parte do problema ou parte da transformação?
“Nenhuma mulher se torna maior diminuindo outra. A verdadeira grandeza está em usar sua força para elevar quem caminha ao seu lado.”
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Quer saber mais sobre como identificar o WOLLING e transformar relações entre mulheres em fontes de apoio, respeito e crescimento? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em falar a respeito.
Edna Vasselo Goldoni
https://www.institutoivg.com.br
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Crenças Limitantes: A Prisão Mais Perigosa É Aquela que Você Não Percebe
Existem prisões que não possuem grades, muros ou vigilância aparente. Não produzem o som metálico das correntes, nem despertam suspeitas imediatas. Pelo contrário: funcionam silenciosamente, de maneira sofisticada e profundamente enraizada na estrutura emocional e cognitiva do ser humano.
São prisões invisíveis, construídas por pensamentos condicionados, crenças absorvidas sem questionamento e narrativas repetidas tantas vezes que passam a ser confundidas com identidade. E talvez a mais perigosa de todas seja exatamente essa: a prisão psicológica de acreditar que se é menor do que realmente se pode ser.
A maioria das pessoas jamais perceberá, de forma consciente, o quanto as experiências e influências ao longo da vida condicionaram suas emoções. Desde cedo, sistemas sociais inserem o indivíduo em contextos que moldam comportamento, percepção e senso de realidade. Família, escola, ambiente profissional, relações interpessoais e cultura coletiva atuam constantemente na formação da identidade.
O problema não está no fato de sermos influenciados, isso é inevitável dentro da experiência humana, mas na ausência de consciência crítica diante dessas influências. Quando alguém cresce ouvindo limitações, críticas destrutivas, invalidações emocionais e discursos de incapacidade, cria-se uma estrutura mental que passa a operar como verdade absoluta. Com o tempo, a pessoa deixa de distinguir aquilo que ela realmente é daquilo que aprendeu a acreditar sobre si mesma.
Esse fenômeno não acontece apenas no campo emocional.
Ele possui bases neurológicas e comportamentais profundas. O cérebro humano é altamente adaptável e responde continuamente aos estímulos que recebe. Pensamentos repetitivos geram conexões neurais fortalecidas pela recorrência. Emoções associadas a experiências marcantes intensificam ainda mais esse processo, consolidando padrões automáticos de interpretação da realidade.
Em outras palavras, crenças limitantes não são apenas ideias abstratas: elas se tornam estruturas cognitivas reais, capazes de influenciar decisões, comportamentos, desempenho e até mesmo a forma como o indivíduo percebe suas possibilidades futuras.
O aspecto mais alarmante dessa dinâmica é que a maioria das limitações pessoais não nasce de incapacidade genuína, mas da repetição inconsciente de condicionamentos antigos. Pessoas extremamente capazes vivem abaixo do próprio potencial não por ausência de competência, mas por excesso de identificação com narrativas limitadoras.
E isso explica por que tantos indivíduos inteligentes, talentosos e preparados permanecem emocionalmente paralisados diante de oportunidades que poderiam transformar suas vidas. O problema raramente está na falta de capacidade técnica; quase sempre está na estrutura mental que sustenta a autopercepção.
É importante compreender que o ser humano dificilmente age acima da identidade que acredita possuir. Essa é uma das razões pelas quais mudanças superficiais produzem resultados temporários. Muitos tentam alterar comportamentos sem transformar a estrutura interna que os origina. Buscam motivação momentânea, frases de efeito ou estímulos rápidos, sem perceber que resultados consistentes exigem uma reconstrução mais profunda da mentalidade. Enquanto a identidade continuar associada à limitação, qualquer tentativa de crescimento encontrará resistência interna.
Por isso, o verdadeiro processo de transformação começa quando o indivíduo desenvolve consciência suficiente para questionar suas próprias certezas.
Esse é um movimento raro, porque exige coragem intelectual e maturidade emocional. Questionar crenças antigas significa confrontar estruturas internas construídas durante anos. Significa admitir que talvez boa parte da realidade percebida tenha sido filtrada por interpretações distorcidas, medos aprendidos e experiências mal ressignificadas. E poucas pessoas estão preparadas para enfrentar esse nível de honestidade consigo mesmas.
No entanto, é exatamente nesse ponto que começa a expansão da consciência. Quando alguém percebe que não tem a obrigação de permanecer emocionalmente condicionado ao passado, uma nova possibilidade emerge. A pessoa deixa de enxergar sua história como sentença definitiva e passa a compreendê-la como um processo passível de revisão e reconstrução. Isso não significa negar dores vividas ou ignorar experiências difíceis, mas assumir uma postura mais consciente diante delas. O passado pode explicar comportamentos, mas não deve determinar destinos.
Existe uma diferença profunda entre carregar experiências e carregar identidades construídas a partir dessas experiências. Muitos indivíduos sofreram rejeições e, por isso, passaram a acreditar que não possuem valor. Outros enfrentaram fracassos e transformaram episódios específicos em definições permanentes sobre si mesmos.
Há quem tenha sido desacreditado tantas vezes que perdeu a capacidade de enxergar suas próprias competências. E é justamente aqui que reside uma das maiores distorções da mente humana: transformar circunstâncias temporárias em conclusões definitivas sobre a própria existência.
O problema é que toda crença influencia comportamento, e todo comportamento repetido fortalece identidade. Cria-se, então, um ciclo silencioso de autossabotagem. A pessoa acredita que não consegue, evita agir, não obtém resultados e usa essa ausência de resultados como confirmação de sua limitação. Esse padrão se repete até que a mediocridade emocional seja normalizada. E quando a acomodação se torna confortável, o potencial começa a morrer lentamente dentro do indivíduo.
Romper esse ciclo exige muito mais do que desejo.
Exige responsabilidade emocional. Exige disposição para enfrentar desconfortos psicológicos que a maioria evita durante toda a vida. Crescimento genuíno implica abandonar narrativas vitimistas, desenvolver autoconsciência e assumir o compromisso de reconstruir a própria mentalidade de forma intencional. Isso envolve revisar ambientes, selecionar melhor relações, mudar padrões de consumo mental e criar novas referências internas capazes de sustentar uma identidade mais fortalecida.
É nesse contexto que a disciplina emocional se torna indispensável. Porque transformação não acontece apenas em momentos de inspiração, nós a construímos na repetição diária de novos padrões mentais e comportamentais. O cérebro aprende por repetição, e a identidade também.
Toda vez que alguém age apesar do medo, fortalece internamente uma nova percepção sobre si mesmo. Toda vez que enfrenta desconfortos sem retroceder, enfraquece padrões antigos de limitação. E toda vez que escolhe conscientemente não alimentar pensamentos autodepreciativos, cria espaço para uma nova construção emocional.
Com o tempo, essa mudança deixa de ser apenas intelectual e passa a ser existencial. O indivíduo começa a perceber que possui muito mais potência do que imaginava. Situações antes vistas como ameaças passam a ser, então, interpretadas como oportunidades de expansão. A necessidade constante de validação externa diminui, porque a segurança começa a ser construída internamente. E, gradualmente, a pessoa deixa de viver em função dos limites aprendidos para começar a viver em função das possibilidades conscientes.
Entretanto, existe algo que precisa de clareza: despertar para essa consciência também traz responsabilidade.
Porque, depois que alguém percebe que muitos dos seus limites eram construções mentais, torna-se impossível continuar vivendo da mesma maneira sem entrar em conflito consigo mesmo. A ignorância emocional, embora limitante, muitas vezes oferece conforto. Já a consciência exige posicionamento. E posicionamento exige ação.
A partir desse momento, o indivíduo precisa decidir se continuará negociando com suas limitações ou se assumirá definitivamente a responsabilidade pelo próprio crescimento. Essa decisão muda tudo, porque desloca o centro da vida das circunstâncias externas para a construção interna. O foco deixa de ser aquilo que faltou e passa a ser aquilo que pode ser desenvolvido. A pessoa para de esperar condições ideais e começa a construir competência emocional para avançar apesar das imperfeições do caminho.
No final, a grande libertação humana não acontece quando alguém conquista reconhecimento, dinheiro ou status. A libertação verdadeira acontece quando o indivíduo rompe as estruturas invisíveis que o impediam de acessar sua própria potência. Porque não existe prisão mais perigosa do que aquela que convence alguém de que ele nasceu para ser pequeno.
E talvez essa seja a reflexão mais necessária deste tempo: muitas pessoas não precisam de mais talento, mais oportunidades ou mais recursos. Precisam apenas parar de acreditar nas limitações que aprenderam a chamar de identidade.
Porque, quando a consciência desperta, a prisão perde a força.
E quando a mente deixa de aceitar limites impostos, a vida inteira começa a se expandir.
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Quer saber mais sobre como romper crenças limitantes que aprisionam sua identidade e bloqueiam seu verdadeiro potencial? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em ajudar.
Um forte abraço!
Rui Mesquita
http://www.ruimesquita.com.br
https://www.instagram.com/rui.mesquita.oficial/
Confira também: O Limite Nunca Foi Você: Como Crenças Limitantes Moldam Sua Identidade e Impedem o Seu Crescimento
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
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Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
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É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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