Reta Final com Estratégia: Como Escolher Onde Colocar Sua Energia Profissional Antes de Virar o Ano
Outubro chega com uma sensação curiosa: o ano ainda não acabou, mas parece não ter tempo para tentar fazer tudo que o queremos.
É comum olhar para a lista de projetos, cursos, entre outros itens, e perceber que algumas coisas avançaram, outras ficaram pelo caminho e talvez outras nem façam mais sentido.
A reta final do ano pode ser menos sobre correr contra o tempo e mais sobre escolher, com mais consciência, onde vale direcionar energia.
Em um mercado cada vez mais marcado por tecnologia, novas competências e mudanças na forma de trabalhar, saber escolher onde colocar atenção virou uma competência de carreira.
Por isso, talvez a pergunta mais estratégica agora não seja “o que ainda dá tempo de fazer?”, mas sim: “o que merece minha energia neste momento?”
Para responder com mais clareza, vale usar um filtro simples: E.R.A.: Energia, Resultado e Aprendizado.
- Energia: isso me fortalece ou me drena neste momento?
- Resultado: isso contribui para uma direção profissional importante?
- Aprendizado: isso constrói repertório para o próximo ciclo?
Esse filtro pode ser aplicado a quase tudo. Por exemplo: um curso, uma candidatura, uma conversa de networking, uma mudança no LinkedIn, um projeto no trabalho ou até uma decisão que você vem adiando.
Se algo consome muita energia, entrega pouco resultado e não gera aprendizado, talvez seja hora de pausar, simplificar ou soltar. Se algo exige energia, mas fortalece uma direção importante e ainda gera aprendizado, merece espaço protegido na sua agenda.
Essa é a diferença entre estar ocupada(o) e estar em movimento com estratégia.
Para quem está em recolocação profissional, por exemplo, a reta final pode ser um bom momento para revisar a qualidade das candidaturas, ajustar currículo e LinkedIn, mapear vagas-alvo e fortalecer a narrativa profissional.
E, para quem quer crescer onde está, talvez a pergunta seja: quais entregas deste ano demonstram meu valor? O que preciso registrar, comunicar melhor ou transformar em visibilidade profissional?
A inteligência artificial pode ajudar bastante nesse processo, desde que seja usada com intenção. Você pode pedir apoio para organizar aprendizados do ano, transformar experiências em evidências para o currículo, revisar seu LinkedIn, estruturar um plano de 60 dias ou comparar competências que aparecem nas vagas que deseja.
O ponto não é terceirizar sua decisão, mas ganhar clareza para decidir melhor.
Um exercício prático para esta semana: escolha três itens da sua lista profissional e passe cada um pelo filtro E.R.A. Depois, classifique em três grupos: entra agora, espera um pouco ou sai da lista.
Esse movimento parece simples, mas muda a forma como você atravessa a reta final do ano. Em vez de tentar recuperar tudo no impulso, você começa a construir uma ponte mais consciente entre o ano que está terminando e o próximo ciclo que se aproxima.
Planejar carreira não é apenas definir metas novas e sim aprender com o que já aconteceu. É reconhecer o que funcionou, ajustar o que precisa e escolher melhor o que merece continuidade.
A reta final não pede necessariamente mais pressa, pede mais presença para perceber o que sua carreira ensinou. Pede estratégia para escolher onde colocar sua energia e coragem para entender que soltar algumas coisas também pode ser um avanço.
O próximo ciclo não começa apenas em janeiro, mas quando você decide olhar para sua trajetória com menos cobrança e mais direção.
Desejo boas escolhas nesta reta final e um próximo ciclo vivido com mais consciência, estratégia e confiança.
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Natália Monetti
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Confira também: O Novo Plano de Carreira: Por que Competências, Experiências e Evidências Importam Mais do que Cargos
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Nem Todo Problema É Meu: Como Estabelecer Limites Saudáveis
O sentimento de responsabilidade nem sempre corresponde a uma responsabilidade real. E, no trabalho, essa confusão pode transformar colaboração em sobrecarga.
Certa vez, ouvi de uma cliente uma frase que ela costumava repetir com muito humor: “Você tem um problema comigo? Então venha buscar, porque ele é seu, não meu”. A frase provocava risadas, mas continha uma reflexão interessante sobre a maneira como assumimos problemas e responsabilidades que nem sempre nos pertencem.
Há pessoas que passam boa parte da vida tentando resolver as dificuldades dos outros. Preocupam-se com o que eles sentem, antecipam necessidades, procuram evitar conflitos e assumem a tarefa de manter tudo funcionando. Fazem isso com tanta naturalidade que, muitas vezes, já não percebem quanto de sua energia está sendo consumida nesse esforço.
Nem sempre esse comportamento resulta de uma escolha consciente. Ao longo da vida, aprendemos diferentes maneiras de conquistar afeto, reconhecimento e pertencimento. Para algumas pessoas, ser necessário torna-se uma forma de sentir-se valorizado. Para outras, evitar o desagrado alheio parece mais seguro do que enfrentar um conflito.
Há também quem tenha aprendido, muito cedo, que cuidar dos outros era uma obrigação, independentemente das próprias necessidades.
O sentimento de responsabilidade, entretanto, nem sempre corresponde a uma responsabilidade real. Podemos nos sentir responsáveis pela felicidade de alguém, pela solução de um conflito ou pelas escolhas de pessoas próximas, mesmo quando essas questões não estão sob nosso controle. E, ao tentar resolver tudo, podemos acabar impedindo que o outro enfrente suas próprias dificuldades e desenvolva autonomia.
Naturalmente, as relações humanas são mais complexas do que sugere a frase bem-humorada da minha cliente. Às vezes, somos parte do problema e precisamos reconhecer nossa responsabilidade. Em outras, apenas aceitamos uma carga que alguém depositou sobre nós. Distinguir essas situações exige compreender nossas motivações e reconhecer os limites de nossa participação na vida dos outros.
No mundo do trabalho, essas questões ganham contornos particulares.
As organizações valorizam profissionais disponíveis, colaborativos e capazes de encontrar soluções. Entretanto, quando a disposição para ajudar se transforma na obrigação de resolver tudo, a colaboração pode se converter em sobrecarga.
Há profissionais conhecidos como aqueles que sempre dão conta. Absorvem falhas de planejamento, assumem tarefas urgentes, solucionam conflitos e encontram maneiras de compensar a falta de recursos. Frequentemente, recebem reconhecimento por sua dedicação, reforçando justamente o comportamento que pode levá-los ao esgotamento.
A situação se agrava quando a própria organização transfere responsabilidades sem oferecer condições para exercê-las. Um gestor pode ser cobrado pelo bem-estar da equipe sem ter autonomia para modificar exigências que produzem sofrimento. Um profissional pode responder por resultados que dependem de decisões tomadas em outras áreas. Problemas estruturais passam, então, a ser tratados como dificuldades individuais.
Essas dinâmicas também encontram terreno favorável em pessoas cuja história as tornou particularmente sensíveis à necessidade de aprovação, ao medo de decepcionar ou à dificuldade de estabelecer limites. O encontro entre essas disposições individuais e uma cultura que recompensa a disponibilidade permanente pode produzir relações difíceis de modificar.
Aprender a dizer não pode ser importante, mas não resolve toda a questão.
Não basta recomendar limites individuais quando a organização continua dependendo de que eles sejam ultrapassados para que o trabalho aconteça. É necessário examinar também a distribuição das responsabilidades, a autonomia para tomar decisões e as condições concretas em que as atividades são realizadas.
Na vida pessoal ou profissional, reconhecer os limites da própria responsabilidade não significa indiferença. Podemos nos importar, oferecer ajuda e participar da busca de soluções sem assumir o lugar de quem precisa responder por suas escolhas. Da mesma maneira, precisamos reconhecer aquilo que efetivamente nos cabe, mesmo quando isso nos coloca diante de conflitos ou situações desconfortáveis.
Talvez o desafio esteja em aprender a participar das relações sem tentar controlar tudo o que acontece nelas. Cuidar não exige resolver a vida do outro, assim como comprometer-se com o trabalho não deveria significar assumir responsabilidades ilimitadas.
Nem todo problema é meu. Mas isso não significa que os problemas dos outros não me digam respeito. Entre a indiferença e a responsabilidade excessiva existe um espaço para o cuidado, a cooperação e o respeito à autonomia de cada um.
Para mais informações ou se quiser contratar meus serviços, então entre em contato pelo e-mail belfranchon@gmail.com.
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Isabel C Franchon
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Confira também: O Outro Ainda Cabe na Nossa Democracia?
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Sua Equipe Toma Decisões ou Apenas Confirma as Decisões Já Tomadas?
“Onde todos pensam igual, ninguém pensa.” (Walter Lippmann)
Há alguns anos, assisti à peça teatral 12 Homens e uma Sentença, baseada na obra de Reginald Rose. Esta lembrança me levou a rever no “streaming” o clássico filme de 1957, protagonizado por Henry Fonda.
Ao recordar aquela história, lembrei-me da frase de Walter Lippmann e de como ela continua atual, especialmente quando observamos a maneira como decisões importantes são tomadas dentro das organizações.
Afinal, quantas reuniões de diretoria ou de conselhos de administração são verdadeiros espaços de discussão e quantas servem apenas para confirmar decisões que já foram tomadas?
A trama se passa quase inteiramente em uma sala onde doze jurados precisam decidir o destino de um jovem acusado de assassinato. A decisão deve ser unânime e, em caso de condenação, o réu poderá ser sentenciado à morte.
Na primeira votação, onze jurados consideram o acusado culpado. Apenas um manifesta dúvidas.
O mais interessante é que esse jurado não afirma que o jovem é inocente. Ele simplesmente considera que uma decisão daquela gravidade exige uma análise mais cuidadosa das evidências apresentadas.
Sua posição provoca irritação nos demais, que desejam encerrar rapidamente a discussão. Alguns têm compromissos, outros estão convencidos de que as provas são suficientes e há aqueles cujas opiniões são influenciadas por experiências pessoais e preconceitos.
À medida que os argumentos são examinados, surgem inconsistências, novas interpretações e dúvidas que não haviam sido consideradas inicialmente.
A história oferece uma reflexão importante sobre a influência do grupo, a dificuldade de contrariar a maioria e a responsabilidade individual diante de decisões coletivas.
E o que tudo isso tem a ver com o mundo corporativo?
Quando a concordância substitui a discussão
Como CEO e CFO, participei de inúmeras reuniões de diretoria, comitês executivos e conselhos de administração, nas quais decisões relevantes precisavam ser tomadas, muitas vezes sob pressão e com informações incompletas.
Uma questão que sempre considerei importante é a qualidade das discussões que antecedem essas decisões. Imagine uma reunião em que o CEO apresenta uma proposta de investimento, uma mudança organizacional ou uma nova estratégia comercial e, logo em seguida, pergunta aos presentes o que pensam a respeito.
O primeiro executivo manifesta concordância, o segundo acrescenta alguns argumentos favoráveis e os demais seguem a mesma direção. Em poucos minutos, a proposta está aprovada.
Será que todos chegaram à mesma conclusão depois de analisar cuidadosamente as alternativas ou a posição inicial do CEO influenciou o comportamento dos demais?
É evidente que existem situações nas quais o consenso é resultado de uma análise consistente e de uma discussão bem conduzida. O problema surge quando a concordância é consequência da posição hierárquica de quem apresentou a proposta, do receio de contrariá-lo ou simplesmente da percepção de que a decisão já estava tomada.
Nessas circunstâncias, a reunião deixa de ser um espaço de discussão e passa a funcionar como um mecanismo de validação de decisões previamente estabelecidas.
E o mais preocupante é que o próprio líder pode não perceber o que está acontecendo.
O perigo do pensamento de grupo
O psicólogo Irving Janis estudou esse fenômeno e desenvolveu o conceito de groupthink, ou pensamento de grupo, para descrever situações em que a busca pela concordância e pela harmonia dentro de um grupo compromete a análise crítica das alternativas.
Quando isso acontece, argumentos contrários deixam de ser apresentados, riscos são minimizados e informações que poderiam questionar a posição predominante recebem menos atenção. Não necessariamente porque os participantes desconheçam esses riscos, mas porque percebem que discordar pode provocar desconforto ou consequências indesejadas e o resultado pode ser uma decisão aparentemente unânime, mas que não passou pelo exame crítico que sua importância exigia.
Na peça, o personagem que manifesta a primeira discordância não dispõe de informações privilegiadas nem demonstra possuir uma capacidade intelectual superior à dos demais. Sua contribuição está na disposição de examinar os fatos antes de aceitar uma conclusão que parecia evidente para todos; ele faz perguntas, questiona interpretações e apresenta possibilidades que não haviam sido consideradas.
Esse comportamento, tão importante para a qualidade das decisões, nem sempre é bem recebido nas organizações. Quantas vezes um executivo que questiona uma proposta é considerado resistente, pessimista ou pouco comprometido com os objetivos da empresa?
É claro que existe uma diferença entre questionar para contribuir e discordar sistematicamente de qualquer iniciativa. Mas uma organização que não consegue distinguir esses comportamentos corre o risco de afastar justamente as pessoas capazes de identificar problemas antes que eles se transformem em prejuízos.
O líder também é responsável pelo silêncio de sua equipe
Costumamos atribuir aos profissionais a responsabilidade de manifestar suas opiniões, defender seus argumentos e demonstrar coragem para discordar. Concordo com essa responsabilidade, mas considero que ela não pode ser analisada isoladamente.
O comportamento do líder exerce enorme influência sobre a disposição de sua equipe para participar das discussões. Não basta afirmar que todas as opiniões são bem-vindas ou que existe liberdade para discordar. O que realmente importa é a maneira como o líder reage quando alguém apresenta uma opinião contrária à sua.
Se a discordância é recebida com impaciência, ironia ou desqualificação, a equipe aprende rapidamente que o discurso de abertura não corresponde à prática. Por outro lado, quando o líder demonstra interesse genuíno pelos argumentos apresentados, faz perguntas e admite rever suas próprias conclusões, cria condições para discussões mais consistentes.
Isso não significa que todas as opiniões devam prevalecer ou que as decisões precisem ser tomadas por unanimidade. A responsabilidade final continua sendo de quem possui autoridade para decidir. Mas existe uma diferença importante entre ouvir os argumentos e decidir, e tomar uma decisão antes de ouvir os argumentos.
Aliás, considero particularmente importante que líderes experientes tenham cuidado ao manifestar suas preferências logo no início de uma discussão. Dependendo da cultura da organização e da relação estabelecida com a equipe, uma simples manifestação de preferência pode ser suficiente para limitar a apresentação de alternativas.
Em determinadas situações, ouvir primeiro e falar por último pode produzir discussões muito mais ricas.
Discordar não significa criar conflitos
Existe uma percepção equivocada de que equipes alinhadas são aquelas nas quais predominam a harmonia e a ausência de divergências. Na realidade, equipes maduras conseguem discutir posições diferentes sem transformar discordâncias profissionais em conflitos pessoais.
O respeito entre os participantes não exige concordância permanente, assim como a existência de opiniões divergentes não significa falta de comprometimento com os objetivos da organização. Pelo contrário, quando profissionais de diferentes áreas analisam uma decisão, é natural que apresentem preocupações distintas.
O diretor comercial pode estar concentrado nas oportunidades de crescimento, enquanto o CFO examina os impactos sobre a rentabilidade e o fluxo de caixa. O responsável pela produção pode questionar a capacidade operacional e o diretor de Recursos Humanos avaliar as consequências para as pessoas e para a organização.
Nenhuma dessas perspectivas, isoladamente, oferece uma compreensão completa do problema. É justamente a possibilidade de confrontá-las, com respeito e argumentos consistentes, que permite construir decisões melhores.
O importante é que, depois de uma discussão aberta e de uma decisão tomada, todos compreendam os motivos que levaram à escolha e assumam suas responsabilidades na execução.
Antes de buscar unanimidade, procure compreender as divergências
O que mais me marcou em 12 Homens e uma Sentença não foi simplesmente a coragem de um jurado para enfrentar a opinião dos demais, mas a maneira como uma posição inicialmente isolada levou todo o grupo a reexaminar suas convicções.
O personagem de Henry Fonda não exigiu que os outros concordassem com ele. Pediu apenas que considerassem a possibilidade de estarem equivocados. Essa disposição para questionar as próprias certezas é particularmente importante para quem ocupa posições de liderança.
Quanto maior a responsabilidade de um executivo, maior tende a ser a influência de suas opiniões sobre as pessoas ao redor. E, dependendo de como essa influência é exercida, menor pode se tornar sua exposição a argumentos que contrariem suas convicções.
Por isso, considero que um dos desafios dos líderes não é apenas formar equipes competentes, mas criar um ambiente no qual essas competências possam ser efetivamente utilizadas, inclusive quando seus integrantes discordam de quem está no comando.
Afinal, reunir profissionais experientes ao redor de uma mesa tem pouco valor se eles não se sentirem à vontade para apresentar aquilo que realmente pensam.
Na próxima vez em que uma proposta sua receber aprovação imediata e unânime, talvez valha a pena prolongar um pouco a discussão. Pergunte quais riscos ainda não foram suficientemente examinados, que alternativas poderiam ser consideradas e quais argumentos existem contra a decisão proposta. As respostas podem não modificar sua decisão, mas certamente contribuirão para que ela seja tomada com maior conhecimento de suas possíveis consequências. E, se ninguém apresentar qualquer objeção, resta uma pergunta:
Sua equipe concorda com você porque está convencida de seus argumentos ou porque aprendeu que discordar não vale a pena?
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Walter Serer
https://walterserer.com.br
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Antes de Amar Alguém, Aprenda a Não Se Abandonar
O autoconhecimento é uma arte que se aprende ao longo da vida. Não existe um roteiro único para essa jornada, tampouco um destino definitivo. É um caminho de descobertas, questionamentos, desconstruções e reencontros com quem somos e com quem podemos nos tornar.
Podemos nos conhecer em uma viagem, explorar novos lugares, conhecer pessoas, experimentar sabores diferentes e entrar em contato com culturas e modos de vida que ampliam nossa visão de mundo.
Cada experiência nos convida a sair do lugar conhecido e a perceber como reagimos diante do novo. O que nos encanta? O que nos incomoda? E o que desperta nossa curiosidade, nosso medo ou nossa alegria? Muitas vezes, é longe da rotina que conseguimos enxergar aspectos de nós mesmos que permaneciam escondidos.
Mas o autoconhecimento também acontece nas pequenas experiências cotidianas, nas relações que estabelecemos, nas escolhas que fazemos e, principalmente, na maneira como lidamos com nossas emoções e necessidades.
Conhecer a si mesmo não significa apenas identificar aquilo de que não gostamos, o que nos machuca ou o que desejamos evitar. Significa também reconhecer o que nos dá prazer, o que nos inspira, o que nos traz paz, quais são nossos valores e o que realmente faz sentido para a nossa existência.
É aprender a escutar as próprias emoções sem julgá-las, compreendendo que cada uma delas pode nos oferecer informações importantes sobre nossas necessidades, nossos limites e desejos.
Essa jornada exige coragem, porque nem sempre encontraremos aquilo que gostaríamos de ver. Às vezes, será necessário desconstruir crenças, rever comportamentos, abandonar expectativas e questionar padrões que aprendemos ao longo da vida.
Talvez seja preciso reconhecer que determinadas escolhas já não nos representam, que alguns vínculos nos afastam de nós mesmos ou que estamos repetindo atitudes que gostaríamos de transformar.
Desconstruir não é negar nossa história, mas compreender que ela não precisa determinar todo o nosso futuro.
É abrir espaço para novas possibilidades, assumir a responsabilidade pelos nossos atos e reconhecer que, embora nem tudo esteja sob nosso controle, podemos escolher como responder às experiências que vivemos.
Nesse processo, o autoamor torna-se indispensável. Não como uma ideia de perfeição, nem como a necessidade de estarmos sempre bem, mas como a capacidade de nos acolhermos, respeitarmos nossos limites, reconhecermos nossas imperfeições e cuidarmos de nós com a mesma atenção que tantas vezes dedicamos aos outros.
Quando não nos conhecemos, corremos o risco de buscar nas relações aquilo que ainda não conseguimos construir dentro de nós. Podemos acabar entregando ao outro a responsabilidade por nossa felicidade ou aceitando situações que desrespeitam nossas necessidades por medo da solidão.
Por isso, antes de se envolver profundamente com alguém, experimente envolver-se com você. Conheça suas emoções, respeite seus limites, descubra seus prazeres, reconheça suas fragilidades e valorize suas potencialidades.
Aprenda a desfrutar da própria companhia sem transformar a solitude em isolamento, compreendendo que estar em sua companhia pode ser uma oportunidade de liberdade, não uma sentença de solidão.
Envolva-se, admire a pessoa que você está se tornando.
O amor pelo outro pode ser uma experiência extraordinária, mas não precisa custar o seu amor-próprio. Relacionamentos saudáveis não nos pedem que desapareçamos, pelo contrário, nos permite existir por inteiro, com nossas diferenças, nossos sonhos e nossa individualidade.
Antes de procurar alguém para compartilhar a vida, permita-se descobrir a vida que existe em você.
O autoconhecimento nos torna mais conscientes das nossas escolhas, mais responsáveis pelos nossos atos e mais capazes de construir relações que respeitem quem somos.
Acabei de voltar de uma viagem ao Japão que me proporcionou muito mais do que conhecer novos lugares, culturas e sabores. O contato com uma cultura tão diferente, seus costumes e seus espaços de contemplação me convidou a pausar, observar e compreender que viajar também é uma oportunidade de viajar para dentro de nós.
Voltei com a certeza de que o autoconhecimento não tem idade nem ponto final. Estamos sempre aprendendo, desconstruindo certezas e descobrindo novas versões de nós mesmos. E talvez uma das maiores alegrias dessa jornada seja perceber que, quanto mais nos conhecemos, mais nos respeitamos, valorizamos nossa história e encontramos prazer em ser quem somos.
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Até o próximo artigo!
Márcia Rosa
https://www.marciarosaconsultoria.com.br
Confira também: Nem Tudo Está Sob o Nosso Controle (ou Nada?)
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A Herança Invisível no Seu DNA: Como o Trauma Transgeracional Molda Seus Relacionamentos e Seu Sucesso
Descubra o segredo biológico e sistêmico que a sua ancestralidade gravou no seu corpo e como destravar sua vida afetiva e prosperidade.
Por que você continua atraindo relacionamentos que te esgotam, por mais que tente mudar? E se a ciência provasse que a ansiedade que paralisa a sua vida nem sequer é sua, mas uma herança tóxica escondida no seu DNA?
Muitas vezes, caminhamos pela vida adulta com a sensação exaustiva de carregar uma mochila pesada demais. Uma bagagem repleta de medos irracionais, angústias inexplicáveis e um vazio persistente que conquista material alguma parece preencher. Você tenta de tudo — novas rotinas, esforço mental, promessas internas —, mas uma força submersa e invisível insiste em puxar você de volta para os padrões de insegurança, frustração e exaustão emocional.
A verdade libertadora que a ciência contemporânea e a psicologia revelam é direta: a raiz dessa exaustão não reside em fraqueza pessoal ou falta de força de vontade. Ela começou muito antes das suas escolhas conscientes — começou ainda no ventre materno e na história dos seus antepassados.
1. A Ciência do Trauma Herdado e a Epigenética
A neurocientista Dra. Rachel Yehuda revolucionou a compreensão científica da dor emocional por meio da epigenética, comprovando que nós herdamos o trauma biológico. Experiências de estresse severo, perdas traumáticas e terror vivenciados por nossos pais e avós deixam, de fato, marcas bioquímicas diretas no material celular transmitido às gerações seguintes.
Se a mãe vivencia negligência, luto profundo ou episódios de pânico durante a gestação, a sobrecarga de cortisol anexa pequenas etiquetas químicas (grupos metil) ao DNA do feto em formação. Dessa forma, essas etiquetas atuam como interruptores biológicos: desligam os genes responsáveis por acalmar o sistema nervoso autônomo e ligam permanentemente os alarmes de hipervigilância. O indivíduo já nasce com a biologia calibrada para a autodefesa e a sobrevivência, experimentando assim no corpo físico uma ansiedade crônica que não começou com ele.
2. A Raiz da Dependência Emocional
A psicologia aprofunda como processamos o choque existencial do nascimento. No ambiente intrauterino, vivenciamos uma condição de fusão simbiótica perfeita, na qual mãe e bebê operam como uma única unidade fisiológica e emocional. O nascimento representa nosso primeiro grande trauma de separação, rompendo assim essa homeostase perfeita.
Quando a nutrição emocional e a segurança afetiva falham na primeira infância — seja por rejeição, instabilidade ou ambientes familiares disfuncionais —, a psique não amadurece adequadamente para abandonar o anseio inconsciente de regressar àquela fusão indolor. Na vida adulta, esse padrão se manifesta de forma destrutiva: projeta-se no parceiro afetivo o papel de uma ‘cara-metade’ onipotente, encarregada de adivinhar necessidades, aplacar o desamparo e, além disso, curar o vazio existencial. O resultado inevitável são ciclos de dependência afetiva extrema, ciúme obsessivo, medo do abandono e a completa anulação da própria identidade.
3. A Prisão do Amor Cego e a Lealdade Familiar
Sob a ótica da abordagem sistêmica desenvolvida por Bert Hellinger, a necessidade humana mais elementar e primitiva na infância é a de pertencer ao clã familiar. Movida pelo temor arcaico de exclusão ou abandono, a criança desenvolve o que a terapia sistêmica denomina de ‘Amor Cego’.
Sob essa lealdade invisível, a criança assume voluntariamente o fardo de dores que não lhe pertencem. Dessa forma, ela passa a atuar como salvadora dos pais, tenta compensar lutos não elaborados ou adoece física e emocionalmente no lugar de membros excluídos do sistema. Ao carregar o destino e o sofrimento dos pais nos próprios ombros, a pessoa bloqueia o fluxo natural de realização e expansão da própria vida. Passa a sabotar inconscientemente a prosperidade financeira e o relacionamento amoroso por sentir uma culpa oculta e paralisante de superar a dor de sua linhagem.
4. A Chave da Libertação: Da Repetição à Consciência
A descoberta mais esperançosa e transformadora é que ninguém está condenado a repetir passivamente o passado. Os mesmos estudos epigenéticos que demonstraram a transmissão do trauma comprovam que essas marcas biológicas são reversíveis e plásticas. Vínculos afetivos seguros, processos profundos de autoconhecimento e psicoterapias estruturadas estimulam a desmetilação celular, recalibrando assim o sistema nervoso e ensinando o organismo a registrar segurança em vez de perigo iminente.
Transitamos do ‘amor cego’ da infância para o ‘amor lúcido’ da maturidade no instante em que nos posicionamos internamente diante da nossa ancestralidade com reverência e diferenciação:
“Eu honro a vida que me foi dada ao preço que custou a vocês, mas agora eu deixo com vocês o que é de vocês, e sigo apenas com o que é meu.”
Promover a autocura da criança interior significa, em última análise, esvaziar a mochila pesada herdada. Quando essa ferida primária é acolhida e integrada, surge o espaço interior necessário para estabelecer relações amorosas conscientes. Um encontro genuíno entre duas pessoas inteiras que se unem não para suprir carências desesperadas, mas para partilhar e expandir abundância. A transformação começa quando damos o primeiro passo consciente para dentro de nós mesmos.
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Quer saber mais sobre como o trauma transgeracional pode estar relacionado aos padrões afetivos que se repetem em sua vida, como ele molda seus relacionamentos e como o autoconhecimento pode ajudar você a reconhecê-los? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Cuide-se com amor!
Grande abraço,
Ádria Gutman
https://www.instagram.com/adriacursos/
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Liderança, Saúde Mental e Resultados: Uma Conexão Estratégica
Durante muito tempo, a saúde mental foi tratada pelas organizações como uma questão individual, relacionada à capacidade de cada profissional de lidar com as pressões do trabalho.
Hoje, sabemos que essa visão é, de fato, limitada. Embora cada pessoa tenha seus próprios recursos e estratégias para enfrentar adversidades, o ambiente, a cultura, as condições, as relações e a liderança influenciam diretamente a saúde mental e o bem-estar das pessoas.
Liderar também é criar condições para que as pessoas possam trabalhar, contribuir e alcançar resultados sem comprometer sua saúde.
É por meio das decisões, dos comportamentos e das relações cotidianas que o líder pode construir um ambiente de confiança e segurança psicológica. Ou, pelo contrário, contribuir para contextos marcados pelo medo, pela insegurança, pela sobrecarga e pelo desgaste emocional.
Metas pouco realistas, prioridades constantemente alteradas, falta de clareza sobre responsabilidades, comunicação agressiva, ausência de reconhecimento e dificuldade para lidar com conflitos são exemplos de situações que podem aumentar os riscos psicossociais no trabalho. Muitas vezes, esses fatores não estão associados à intenção de prejudicar as pessoas, mas a práticas de gestão que precisam ser revistas.
Por isso, desenvolver líderes preparados para cuidar das relações e, ao mesmo tempo, sustentar a entrega de resultados tornou-se uma necessidade organizacional. Isso não significa eliminar desafios, evitar conversas difíceis ou reduzir a exigência por desempenho. Significa compreender que:
Alta performance sustentável depende de condições de trabalho saudáveis, relações de qualidade e expectativas claras.
Uma liderança comprometida com a saúde mental começa pela autoconsciência. Reconhece o impacto de suas atitudes, aprende a regular as próprias emoções e desenvolve a capacidade de agir com equilíbrio mesmo diante da pressão. Também pratica a escuta ativa, oferece feedbacks constantes e cria espaço para que as pessoas expressem preocupações, reconheçam erros e peçam ajuda sem medo de retaliação.
Outro aspecto fundamental é compreender que cuidar das pessoas não significa assumir a responsabilidade por todos os seus problemas. O papel do líder é contribuir para um ambiente de trabalho saudável. É identificar sinais de alerta, conversar, encaminhar e gerenciar fatores organizacionais que estejam sob sua influência.
Saúde mental precisa deixar de ser apenas uma pauta de campanhas e iniciativas pontuais para se tornar parte integrante da estratégia, da cultura e das práticas de gestão. Isso exige coerência entre o discurso institucional e aquilo que as pessoas vivenciam diariamente.
No fim, a pergunta que cada líder precisa fazer não é apenas se sua equipe está entregando os resultados esperados. Mas também quais condições estão sendo criadas para que esses resultados sejam alcançados.
Liderar é compreender que resultados e saúde mental não precisam competir entre si. Mas essa transformação não acontece no discurso: acontece nas escolhas, nas atitudes e nas decisões de cada líder. A pergunta é: o que você vai mudar hoje na sua forma de liderar para que sua equipe alcance resultados sem pagar por eles com a própria saúde?
Eu sou Ellen Ravaglio e a minha coluna “Alta Performance & Saúde Mental” tem como objetivo instigar você a exercitar o autocuidado, o cuidar do outro e do negócio de forma consciente e sustentável.
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Quer saber mais sobre como a liderança pode promover a saúde mental das equipes e alcançar resultados sustentáveis? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Eu posso te apoiar nessa caminhada da tão sonhada Alta performance sustentável!
Ellen Ravaglio
https://www.vikaas.com.br
www.linkedin.com/in/ellenravaglio-coach-lideres
vikaas@vikaas.com.br
Confira também: O Perigo Silencioso do Perfeccionismo
* Conteúdo elaborado com apoio de ferramentas de Inteligência Artificial, sob curadoria e validação da autora.
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A Neurociência da Decisão: Como Decidir Sob Pressão Sem Ser Refém das Emoções
Tomar decisões faz parte da rotina de qualquer líder. Algumas são simples: definir uma prioridade, distribuir uma tarefa, ajustar um prazo. Outras podem afetar pessoas, resultados, clientes e até o futuro de uma organização.
O problema é que decisões importantes nem sempre chegam em momentos tranquilos.
Elas aparecem quando existe pressão, urgência, conflito, cobrança, excesso de informações ou justamente quando faltam informações suficientes para ter certeza.
Nesse cenário, o líder descobre que decidir não é apenas uma competência técnica, mas também uma questão de comportamento.
Nos momentos de pressão, nosso cérebro não funciona exatamente da mesma maneira que funcionaria em um ambiente de segurança e tranquilidade. O estresse pode alterar atenção, percepção de risco, memória de trabalho e capacidade de analisar alternativas. Quanto maior a sensação de ameaça ou urgência, maior a tendência de buscar respostas rápidas e familiares.
Isso tem uma função biológica importante: diante de uma ameaça, o organismo precisa priorizar a sobrevivência e a resposta ao problema.
O ambiente corporativo, entretanto, raramente apresenta ameaças físicas. O cérebro não faz essa distinção com a mesma precisão.
Uma reunião tensa, uma meta perdida, uma cobrança da diretoria, um conflito com um colaborador ou uma decisão com alto risco podem ser percebidos como situações de ameaça, especialmente quando estão associados a medo de fracasso, perda de status ou consequências profissionais.
O resultado pode ser uma liderança que decide rápido demais justamente quando deveria pensar melhor ou que adia uma decisão importante porque o desconforto de decidir parece maior do que o risco de esperar.
Esse é um dos paradoxos da liderança:
Sob pressão, o líder pode sentir uma necessidade maior de agir e, ao mesmo tempo, ter menos capacidade para avaliar adequadamente as alternativas.
É aqui que compreender alguns mecanismos do cérebro pode ajudar.
Daniel Kahneman, em seus estudos sobre julgamento e tomada de decisão, popularizou a distinção entre processos rápidos e automáticos e processos mais lentos e deliberativos. O primeiro é extremamente útil para situações conhecidas, nas quais precisamos responder rapidamente. O segundo exige mais atenção, esforço cognitivo e análise.
Nenhum deles é melhor em todas as situações. O problema surge quando o líder utiliza respostas automáticas diante de problemas que exigem reflexão, como quando decide com base apenas na primeira impressão, confirma aquilo que já acreditava ou escolhe a alternativa que parece mais segura simplesmente porque é conhecida.
Esses atalhos mentais são chamados de vieses cognitivos.
Eles fazem parte do funcionamento normal do cérebro e isso não significa que o líder seja incompetente ou irracional. O desafio está em reconhecer quando esses vieses podem estar influenciando uma decisão importante.
Um líder sob pressão pode, por exemplo:
- procurar apenas informações que confirmem sua hipótese inicial.
- supervalorizar uma experiência recente.
- evitar uma alternativa que envolva perdas imediatas mesmo quando ela oferece melhores resultados no longo prazo.
- interpretar uma discordância como resistência, quando ela talvez contenha uma informação que ainda não havia considerado.
Por isso, uma das competências mais importantes da liderança não é eliminar emoções da tomada de decisão.
É não permitir que a emoção seja a única fonte da decisão.
Isso parece simples, mas exige prática.
Então, antes de tomar uma decisão relevante, o líder pode criar uma pequena pausa entre o estímulo e a resposta e se perguntar:
- O que realmente sabemos?
- O que estamos supondo?
- Que informações estão faltando?
- Qual é o risco de agir?
- Qual é o risco de não agir?
- Existe outra interpretação possível para o problema?
Essas perguntas não eliminam a incerteza. Mas ajudam a impedir que a primeira resposta emocional se transforme automaticamente em decisão.
Outro cuidado importante é diferenciar urgência de importância.
Nem tudo o que chega com urgência merece uma decisão imediata.
Líderes iniciantes frequentemente confundem velocidade com eficiência. Sentem que precisam responder a tudo rapidamente para demonstrar competência. Com o tempo, percebem que algumas decisões precisam de velocidade, enquanto outras precisam de qualidade.
A maturidade está em saber distinguir uma coisa da outra.
Também é importante reconhecer os efeitos da fadiga.
Decidir o dia inteiro consome recursos cognitivos. Quando o líder acumula reuniões, problemas, interrupções e decisões sucessivas, sua capacidade de avaliar alternativas pode se deteriorar. Por isso, decisões estratégicas não deveriam competir constantemente com dezenas de decisões operacionais de baixa relevância.
Delegar também é uma estratégia cognitiva: quando o líder concentra todas as decisões, não apenas sobrecarrega a própria agenda, mas também reduz a autonomia da equipe e transforma a si mesmo em gargalo.
Um líder que precisa decidir tudo não construiu uma equipe autônoma, mas sim uma relação de dependência.
Existe ainda uma dimensão emocional que não pode ser ignorada: decisões difíceis frequentemente envolvem perdas. Escolher uma prioridade significa deixar outra de lado. Promover alguém significa, em alguns casos, frustrar outra pessoa. Encerrar um projeto pode significar reconhecer que recursos foram investidos em uma direção que, de fato, não funcionou.
Liderar é conviver com escolhas imperfeitas e, por isso, esperar ter certeza absoluta antes de decidir pode ser apenas uma forma sofisticada de procrastinação.
Uma boa decisão não é necessariamente aquela que produz o resultado esperado, mas aquela tomada com as melhores informações disponíveis, dentro das condições existentes e considerando riscos, alternativas e consequências.
Existe uma diferença importante entre uma decisão ruim e uma decisão que produziu um resultado ruim.
Nem toda decisão bem tomada produz o resultado desejado, assim como uma decisão mal fundamentada pode, por acaso, produzir um bom resultado.
Líderes maduros avaliam o processo decisório, não apenas o resultado final, porque é dessa análise que surge o aprendizado. Talvez essa seja uma das maiores responsabilidades de quem lidera: transformar cada decisão em fonte de aprendizagem para as próximas.
No cotidiano, não precisamos de líderes que tenham respostas para tudo, mas de líderes capazes de pensar antes de reagir, reconhecer seus limites, ouvir perspectivas diferentes, assumir riscos calculados e sustentar as consequências das próprias escolhas.
Decidir também significa assumir responsabilidade, e isso é uma das bases da liderança.
Ao longo desta série, falamos sobre comportamento, feedback, cultura, conflitos e adaptação da liderança. Todos esses elementos convergem para um ponto: em algum momento, o líder precisa escolher:
- Escolher uma direção.
- Escolher uma prioridade.
- Escolher uma conversa difícil.
- Escolher desenvolver alguém.
- Escolher mudar uma estratégia.
- Escolher agir.
A liderança acontece justamente nesse espaço entre o que está acontecendo e aquilo que decidimos fazer a respeito.
E quanto maior a responsabilidade do cargo, maior a necessidade de desenvolver a capacidade de decidir com clareza mesmo quando a clareza completa não existe.
Porque liderar não é ter certeza.
É assumir a responsabilidade de decidir mesmo diante da incerteza.
No próximo artigo, vamos avançar para uma consequência natural dessa maturidade: se o líder precisa tomar decisões e gerar resultados através de outras pessoas, seu trabalho não pode terminar nele. Um líder que pensa apenas na própria entrega resolve o presente. Um líder que desenvolve sucessores começa a construir o futuro.
Compartilhe sua reflexão nos comentários e envie este artigo a outros líderes que desejam aprimorar suas decisões.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre como decidir sob pressão sem deixar que as emoções comandem suas escolhas? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Sérgio Albuquerque Jr.
Consultor empresarial, mentor de líderes, Master Coach e apresentador do COACHcast. Atua há mais de 15 anos no desenvolvimento de líderes, equipes e organizações, integrando comportamento humano, estratégia e execução para transformar conhecimento em resultados.
https://www.sergioalbuquerque.com.br
Confira também: Liderança Situacional: Por que Pessoas Diferentes Precisam de Líderes Diferentes
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O Que Você Ainda Está Tentando Controlar — O Passado Explica, Mas Não Decide
Existe uma pergunta que raramente nos fazemos, mas que muda tudo quando respondida com honestidade:
O que você está tentando controlar que está impedindo você de agir sobre o que realmente depende de você?
Passamos anos — às vezes décadas — lutando contra decisões que já foram tomadas, contra pessoas que não vão mudar, contra um passado que não se reescreve.
Você não sofre apenas pelo que aconteceu. Muitas vezes, sofre também por continuar exigindo que aquilo não tivesse acontecido.
Os estoicos já sabiam disso há mais de dois mil anos: existe o que depende de nós e o que não depende. Confundir essas duas categorias é a origem de boa parte do nosso sofrimento.
Aceitar não é desistir. Desistir é abandonar o jogo. Aceitar é finalmente entender as regras — para jogar melhor com o que você tem.
Aceitar o que não posso controlar é parar de lutar contra a realidade para começar a transformá-la a partir de mim.
Na carreira, isso aparece o tempo todo: a demissão que não escolhemos, a empresa que vendemos, o mercado que mudou. Nada disso está mais sob nosso controle. Mas a forma como respondemos a isso? Essa continua sendo inteiramente nossa.
O que está fora do seu controle não deveria ocupar todo o espaço da sua vida.
O passado pode explicar quem você é. Mas não precisa decidir quem você será.
O protagonismo começa exatamente quando você para de exigir que a realidade seja diferente — e começa a perguntar: e agora, o que eu faço com o que tenho?
Se você está vivendo uma transição e sente que perdeu clareza, direção ou protagonismo, a Orientação Filosófica pode ajudá-lo a refletir sobre o que aconteceu, reconhecer o que ainda depende de você e encontrar um novo caminho.
Gostou do artigo?
Quer saber mais sobre por que perguntar “o que não posso controlar?” pode ser o primeiro passo para recuperar seu protagonismo e fazer novas escolhas? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.
Até o próximo artigo!
Um abraço,
Cleyson Dellcorso
https://www.dellcorso.com.br/
Confira também: As Perguntas Que 70% das Pessoas Fogem de Responder
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“O problema não é o problema.
O problema é sua atitude com relação ao problema.”
(Kelly Young)
Hoje, a tristeza me visitou. Tocou a campainha, subiu as escadas, bateu à porta e entrou. Não ofereci resistência. Houve um tempo em que eu fazia o impossível para evitá-la adentrar os meus domínios. E quando isso acontecia, discutíamos demoradamente. Era uma experiência desgastante. Aprendi que o melhor a fazer é deixá-la seguir seu curso. Agora, sequer dialogamos. Ela entra, senta-se na sala de estar, sirvo-lhe uma bebida qualquer, apresento-lhe a televisão e a esqueço! Quando me dou por conta, o recinto está vazio. Ela partiu, sem arroubos e sem deixar rastros. Cumpriu sua missão sem afetar minha vida.
Hoje, a doença também me visitou. Mas esta tem outros métodos. E outros propósitos. Chegou sem pedir licença, invadindo o ambiente. Instalou-se em minha garganta e foi ter com minhas amígdalas. A prescrição é sempre a mesma: Amoxicilina e Paracetamol. Faço uso destes medicamentos e sinto-me absolutamente prostrado! Acho que é por isso que os chamam de antibióticos. Porque são contra a vida. Não apenas a vida de bactérias e vírus, mas toda e qualquer vida…
Hoje, problemas do passado também me visitaram. Não vieram pelo telefone porque palavras pronunciadas ativam as emoções apenas no momento e, depois, perdem-se difusas, levadas pela brisa. Vieram pelo correio, impressos em papel e letras de baixa qualidade, anunciando sua perenidade, sua condição de fantasmas eternos até que sejam exorcizados.
Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado nestes momentos. O mundo ao redor parece conspirar contra o bem, a estabilidade e o equilíbrio que tanto se persegue. O desânimo comparece estampado em ombros arqueados e olhos sem brilho, que pedem para derramar lágrimas de alívio. Então, choro. E o faço porque Maurice Druon ensinou-me, através de seu inocente Tistu, que se você não chora, as lágrimas endurecem no peito e o coração fica duro.
Limão e limonada
As ciências humanas estão sempre tomando emprestado das exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo.
Em humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada saborosa, refrescante e agradável.
Aprendi que pouco adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E com rapidez, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se alimentados. Muitos se resolvem por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada, eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula com correção. A felicidade, pontuou Michael Jansen, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio. A felicidade são grandes problemas bem administrados.
Aprendi a combater as doenças. As do corpo e as da mente. Percebê-las, identificá-las, respeitá-las e aniquilá-las. Muitas decorrem menos do que nos falta e mais do mau uso que fazemos do que temos. E a velocidade é tudo neste combate. Agir rápido é a palavra de ordem. Melhor do que ser preventivo é ser preditivo.
Aprendi a aceitar a tristeza. Não o ano todo, mas apenas um dia, à luz dos ensinamentos de Victor Hugo. O poeta dizia que “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. Porém, discordo. Penso que os dois são finitos. E cíclicos. O segredo é contemplar as pequenas alegrias em vez de aguardar a grande felicidade. Uma alegria destrói cem tristezas…
Modismo ou não, tornei-me resiliente. A palavra em si pode cair no ostracismo, mas terá servido para ilustrar minha atitude cultivada ao longo dos anos diante das dificuldades impostas ou autoimpostas que enfrentei pelo caminho, transformando desânimo em persistência, descrédito em esperança, obstáculos em oportunidades, tristeza em alegria.
Nós apreciamos o calor porque já sentimos o frio. Admiramos a luz porque já estivemos no escuro. Contemplamos a saúde porque já fomos enfermos. Podemos, pois, experimentar a felicidade porque já conhecemos a tristeza.
Olhe para o céu, agora! Se é dia, o sol brilha e aquece. Se é noite, a lua ilumina e abraça. E assim será novamente amanhã. E assim é feita a vida.
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Nesta semana que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, gostaria de dizer para todas as Mulheres uma coisa muito importante:
Seu sucesso na vida pessoal e/ou profissional, sua felicidade, sua prosperidade e bem-estar na vida só depende de uma pessoa. Sabe quem é? Você mesma.
E falo mais. Seu sucesso será mais fácil e forte se você Mulher lembrar em ser você mesma. Ou seja, Ser a Mulher que você sempre foi e será.
Esta última afirmação já falei muitas vezes para minhas clientes de Coaching Holístico que buscam Sucesso em algum ponto da vida pessoal e profissional.
Para quem ainda não sabe o que é Coaching, vou explicar agora. Entre muitas definições as que mais eu gosto são:
- Orientar uma pessoa a fazer a travessia entre um ponto ao outro até alcançar sua meta pessoal e/ou profissional com sucesso;
- Coaching é uma assessoria e processo que geram motivação pessoal e profissional, e que tem como objetivo potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um cliente para alcançar uma meta ou objetivo com sucesso.
E o que é Coaching Holístico? Coaching Holístico – Processo para Seu Sucesso na Vida e Concretização das suas Metas. O cliente vai se conhecer melhor, olhar para si, sua vida e descobrir seu potencial adormecido. Vai melhorar sua autoestima e ter mais autoconfiança. Tem Dificuldade em vencer? Pelo Coaching Holístico iremos desbloquear o que atrapalha e mudar Padrões Mentais para Vencer.
Este é o ponto chave do inicio do Sucesso de qualquer pessoa: Padrões Mentais. Quem acredita que é um fracasso, que não vai vencer na vida ou que não merece ter sucesso nas metas ou sonhos, tenha certeza que nada vai mesmo ocorrer de bom na vida. O Sucesso vai passar bem longe destas pessoas.
Agora imagine uma mulher que desde pequena é “esmagada” pela família e sociedade a sufocar sua força, a matar sua arte e beleza, para não acreditar em si e nas suas qualidades e habilidades para realizar.
Já atendi moças que acreditam que não merecem um amor porque alguém falou que ela é feia ou amor só faz mal. Como vão amar se não têm uma boa energia sobre o amor? Como amar se sua autoestima foi chutada? Só vai amar se mudar, acreditar que pode e merece amar. E que ela é uma super mulher.
O mesmo ocorre com a realização de outras metas pessoais e profissionais. Se uma pessoa foi condicionada a sempre pensar que é inferior, incapaz ou que não merece ser feliz ou prosperar, com certeza vai sofrer para conseguir. Imagine uma mulher que no geral é mais sufocada.
Ainda bem que tem solução. É um pouco demorado, varia de pessoa para pessoa, mas tem que trabalhar, treinar e movimentar-se para mudar padrões e condicionamento mental e energético.
Mas, é possível e já vi milagres.
Qual é o primeiro passo? Acreditar em Você. Acreditar na pessoa poderosa que há dentro de você.
Acreditar na Mulher que há dentro de você.
Sucesso e Feliz Dia da Mulher!
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A Copa do Mundo acabou. A seleção alemã com sua organização, futebol bonito e muita técnica, merecidamente, levou o caneco. É tetracampeã.
E a nossa Seleção Canarinho? Que papelão! Desde o início da Copa, nos quatro cantos deste Brasil, todos falavam que era forte candidata a ser hexacampeã. E por que todos acreditavam nisto? Porque jogava em casa, tinha apoio da torcida brasileira, a mídia falava que era a melhor seleção, tinha uma comissão técnica com dois técnicos que venceram Copas Mundiais (Parreira em 1994 e Felipão em 2002) e o clima ajudava.
Mas o que vimos foi um total fiasco e uma humilhante goleada histórica por 7×1 para os alemães na semifinal da Copa.
Enfim, perdemos a Copa e ficamos em quarto lugar após perder para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. E agora? Como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?(Carlos Drummond de Andrade)
E agora, Seleção Brasileira? Agora é hora de mudanças. E mudanças drásticas e profundas na filosofia e na organização.
A CBF terá que ter coragem de assumir sua culpa no fracasso e incompetência administrativa na condução da Seleção Canarinho na Copa. A CBF e o novo técnico terão que ter coragem de fazer mudanças drásticas na nova Seleção Brasileira daqui para frente. Podem e devem seguir o ótimo exemplo que viveu a seleção alemã no final dos anos 90. Após fiascos seguidos, a Confederação Alemã de Futebol chegou à conclusão de que era hora de mudar tudo. Mudanças drásticas foram implantadas. Bancaram com coragem um técnico permanente nos últimos 10 anos que, com um grupo de jogadores com uma nova cabeça, união e humildade, deram um Show na Copa do Brasil e levaram o Caneco.
Mudança requer determinação. Mudanças drásticas requerem também muita coragem, pois haverá muita resistência das pessoas que já estão na zona de conforto ou que não aceitam que está tudo errado na vida ou no jogo.
Quer ver um exemplo recente? A entrevista da Comissão Técnica da Seleção Canarinho após o vexame de 7×1. Para Felipão e Parreira, nada estava errado na preparação da Seleção Brasileira. O problema foi um apagão geral do time todo que o levou a tomar 4 gols em 6 minutos.
Pois é Felipão, não houve problema algum no seu trabalho. Foi só um apagão que custou um vexame histórico e 200 milhões de brasileiros frustrados.
Como dizem, “o pior cego é o que não quer ver”. Ou “errar é humano, persistir no erro é ser Felipão”, teimoso e arrogante. Não assume os erros e afunda a emoção de milhares de pessoas.
Mas a Copa acabou e a CBF já começou as mudanças. Adeus comissão técnica fracassada. Vida e esperanças novas.
Espero que agora façam mais. Que tenham a coragem de fazer mudanças drásticas em tudo ligado a futebol.
E você? Está com coragem de fazer mudanças drásticas na sua vida pessoal ou profissional?
Ou vai ficar chorando e dando desculpas para que sua vida seja um fracasso ou cheia de frustrações?
Chega de Síndrome de Felipão, né?
Seu lema hoje: “Mudanças já e com coragem para ser feliz”.
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Frequentemente as mudanças acontecem na vida da gente. Em algumas vezes, estamos preparados para elas, em outras elas representam uma grande surpresa. Por vezes, desejamos a mudança, vislumbrando uma nova oportunidade em nossa vida. Acontece também de não as desejarmos, pois estamos felizes com as coisas do jeito que estão. Mas as mudanças acontecem, quer queiramos ou não…
Quando buscamos algo melhor, costumo dizer que estamos criando a mudança, pois estamos não só indo atrás dela, como desejamos que coisas melhores ocorram. Nesta hora, dizemos que a mudança é positiva e bem-vinda.
Mas existe também aquela mudança que você não deseja. Tudo estava bem do jeito que estava, por que mudar agora? Nesta hora criamos resistências, não aceitamos a oportunidade que a vida nos dá para novos desafios. Reclamamos e amaldiçoamos pelo que nos acontece.
Pessoas proativas são as que criam as mudanças, vislumbram novas oportunidades, desejam sempre mais, porque sabem que estão em constante crescimento e aprendizado. Pessoas acomodadas se comportam como árvores, não saem dos seus lugares, esperam que tudo ocorra como desejam ou que tudo se mantenha exatamente como está.
Se você se identificou com o segundo tipo, aqui vai uma reflexão: você não é uma árvore… você não nasceu com raízes que lhe impossibilitam de mudar de lugar. Você também pode dizer que não nasceu com asas, que te possibilitariam voar, mas eu diria que você nasceu com algo melhor do que asas: inteligência e criatividade. Faça por merecer a inteligência que tem e saiba reconhecer quando é hora de mudar.
Nosso mundo é dinâmico, nada é estático. Já dizia Heráclito: “Não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”. Claro! O rio não é o mesmo… nós também não somos! Creio que hoje somos melhores que ontem, piores do que amanhã. E assim prossegue o rio da vida, propiciando mudanças para que tenhamos – todos os dias – novas oportunidades, novos olhares, novos aromas, novas experiências. Saia do lugar! Você não é uma árvore…
Participe da Conversa
Responda rápido a minha pergunta:
– De zero a 100% qual é o seu grau de comprometimento em ler este artigo até o final?
Estranha a pergunta? Para quem é Coach ou faz sessões de Coaching esta pergunta é corriqueira. Toda vez que atendo um cliente de Coaching Holístico e definimos uma meta ou tarefa, sempre fecho a sessão com esta pergunta:
– Qual é o seu grau de comprometimento em realizar esta tarefa ou meta?
Em geral o cliente responde 100%. Só que nem sempre isto ocorre. Nem sempre o cliente se compromete 100% em executar a tarefa ou meta.
Um dos maiores problemas de uma pessoa que faz Coaching é a falta de comprometimento. É mais fácil dar desculpas do que tentar cumprir o que se comprometeu.
E falta de comprometimento não é só no Coaching que ocorre. No dia a dia de qualquer empresa os funcionários nunca cumprem o que prometem e se comprometem. É uma total falta de responsabilidade, profissionalismo e até de caráter da pessoa.
Sua atitude vai prejudicar a empresa, seus colegas de trabalho e a si mesmo. Aí perde o emprego e reclama.
E o que falar de pessoas no nosso dia a dia que prometem algo para alguém ou para si mesmo e não cumprem. Cadê o comprometimento, gente?
Falta de comprometimento na via profissional e pessoal é um péssimo hábito. Quem não tem comprometimento leva a “vida na flauta” ou “seja o que Deus quiser”.
O cliente senta na minha frente na sessão de Coaching, fala que quer ter sucesso na vida, jura 100% de comprometimento e falta na sessão seguinte dizendo que tem outro compromisso importante.
Compromisso importante? E os 100% de comprometimento que ele “juramentou” com ele próprio em alcançar sucesso? Não é mais importante?
Parece que não. Estas pessoas que não cumprem o que falam, acham que estão enganando seu Coach, seu chefe ou sua própria vida.
Na verdade esta pessoa que não cumpre nem 1% do que se compromete, está enganado a si próprio. Está perdendo seu tempo e não o meu.
Você que não cumpre o que promete ou se compromete, fica aqui um recado para refletir:
Não cumpre o que promete, não avança, não vence e não conquista.
Para ajudar, significado de Comprometimento:
“Esta é uma atitude que poderíamos definir como algo de cunho moral, afinal, literalmente, remete ao cumprimento de um tratado, um pacto firmado.
Significa “honrar a palavra empenhada”. O comprometimento está vinculado ao clima organizacional, à cultura e aos valores da empresa. As pessoas estão dispostas a lutar por aquilo em que acreditam, seja no plano profissional ou pessoal. E lutam pela verdade!
Há uma relação íntima entre esta competência e a capacidade de estabelecer e cumprir metas. E esta relação está presente na própria palavra.
É por ai. Boa semana!
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Você já parou para pensar a força que estas duas palavras possuem? Bom Dia e Obrigado.
Palavras simples, óbvias, porém em muitos momentos esquecidas pelo corre-corre da falta de tempo, pelo mau humor que nos atinge, pelo status que faz acreditar que não se faz necessário ou pelo simples hábito de não se utilizar no vocabulário.
Certa vez ouvi em um treinamento de liderança: como você gostaria de ser liderado? E para minha surpresa: com um bom dia e um muito obrigado. E comecei a pensar.
Será que somente na gestão gostaríamos de ouvir estas palavras?
Quem não gostaria de ouvir pela manhã este simples gesto ou num momento que está desmotivado um obrigado por um trabalho realizado?
A palavra bom dia abre portas, pode ser o início de uma conversa difícil; quebrar o gelo num momento de nervoso, despertar o sorriso nos mais contagiantes, demonstrar respeito ao próximo e principalmente celebrar a oportunidade de um novo dia, cheio de desafios, atividades a serem desenvolvidas, pessoas a conhecer, negociações a vencer. Oferece uma palavra positiva para você e para quem ouve, transmitindo pensamentos positivos.
Pode parecer longe demais, mas e se nós realmente ao dizermos esta simples palavra, buscássemos ter o nosso Bom dia?
Onde você conhecendo seus valores, desejos e objetivos gera uma atitude consciente para que consiga o resultado esperado. Que possa vencer o medo, a desmotivação, a baixa estima e quebrar barreiras, obstáculos na comunicação, relacionamentos e descubra caminhos efetivos de atingir o sucesso e por que não a felicidade tão sonhada?
Pense nisso e se permita a realmente ter um bom dia.
A palavra obrigado tem significados interessantes segundo o dicionário: ser obrigado a fazer, obrigar por lei, ser grato, reagir a algo correspondido.
Palavra igualmente simples, mas difícil de ser dita por aqueles que justamente se sentem na obrigação de fazê-lo, mas nobre e cheia de ternura, gratidão e reconhecimento por quem diz e recebe.
Um feedback por algo, dar-lhe a vez, agradecer um trabalho, um presente, uma parceria ou um simples objeto que foi entregue, uma porta aberta. O poder do obrigado nos renova as energias, aumenta a motivação, estima, trabalho em equipe e comprometimento.
O obrigado é um gesto de reconhecimento, retorno positivo que se está no caminho certo, de um trabalho bem feito, de um apoio sincero, de uma ajuda para alguém que precisa carregar sua mala, segurar o elevador ou passar simplesmente o sal.
Reforça comportamentos; gera sinergia e cumplicidade.
Que possamos falar obrigada sem a obrigação social, mas dar ao outro o direito de gentileza e valor por um gesto, atitude ou trabalho.
Bom dia e obrigado. Que possam ser um oxigênio. Não tem o hábito? Dê o primeiro passo. Diga para você mesmo, pois este é o maior sentido para despertar para o outro.
Diga a você mesmo o quanto acredita em si e é capaz de buscar seus sonhos e metas; o quanto é grato por sua vida, carreira, família.
Que estas palavras não sejam apenas etiquetas profissionais mas façam parte de seu cotidiano para que ao despertar de um novo dia você tenha bons momentos e possa ser grato pelas conquistas feitas por você e pelos outros.
Pense nisso.
Te desejo um bom dia e obrigada.
Participe da Conversa
É aquela coisa que você já sabe que tem que fazer e não faz. É uma decisão que não toma, um trabalho que não termina, um projeto que não entrega, uma conversa que não rola nunca por que você não toma a iniciativa.
Aí você procura por ajuda, porque sabe que tem alguma coisa errada com isso. Sabe que não é o seu normal, mesmo que nem consiga ver isso com clareza. Você provavelmente dá um Google, pega um livro, conversa com alguém ou mesmo tira um tarô para ver o que dizem e invariavelmente você recebe o mesmo veredicto: “pare de procrastinar para ter sucesso, para conseguir o que você quer. Assuma as rédeas da sua vida, você tem condições, basta querer.”
E aí é que podemos perder uma chance de ouro, a de nos conhecermos melhor e efetivamente dar o salto [quântico] rumo a nós mesmos. Explico: quando vejo, na prática do Coaching, que as pessoas estão procrastinando, eu não falo para elas “superarem” esse problema. Ao contrário, eu sugiro que a gente acolha, pare e olhe para isso que está acontecendo. Vamos entender o que essa lentidão momentânea e consciente tem a dizer, que notícias ela traz desse momento da vida daquela pessoa.
Geralmente a procrastinação é um sintoma. É a ponta do iceberg. Ele traz muitas coisas consigo, que vão além da superfície. O que eu mais vejo na minha prática profissional tem a ver com medo, autossabotagem, insegurança, baixa autoestima, angústia, bloqueio criativo, falta de sentido ou de tesão, incapacidade de assumir o que se quer, entre outras coisas. Cada um desses tópicos merece um texto, ou melhor, um livro em si, então não vamos nos aprofundar agora, certo?
O que eu quero é sugerir que você pare e reflita a respeito do que faz você procrastinar. E busque entender o que esse sintoma está querendo te dizer. Essa é uma maneira muito potente de ir mais fundo e se ouvir, buscar sua verdade e aceitá-la. Acolher o seu momento é a melhor forma de sair dele, como já falei no texto sobre o limbo.
Proponho uma atividade para lhe ajudar nessa reflexão.
Separe um tempo para você, de preferência sozinho e sem interrupções, de aproximadamente 30 a 50 minutos. Procure estar num lugar confortável e, se possível, feche os olhos, respirando profundamente umas 3 vezes ou até conseguir deixar os pensamentos mais quietos, as preocupações de lado…
Então, com o auxílio de papel e caneta ou outro meio que você escolher, comece a atividade:
1º passo: Responda em quais situações específicas da minha vida estou procrastinando agora?
Escreva de maneira sucinta e precisa, como por exemplo: não terminei o projeto X. Não comecei a fazer ginástica. Estou usando muito tempo para fazer tarefa Y. Não estou conseguindo terminar tal coisa. Estou adiando a conversa com fulano.
2º passo: Depois olhe para essas situações que você escreveu e as leia com compaixão. Procure simplesmente aceitá-las, contemplá-las, sem julgá-las. Sei que é difícil não julgar, mas ao menos tente.
Ao observar essas situações, procure apenas abrir espaço para que elas mesmas te digam coisas.
3º passo: Se for o caso, pergunte-se: o que essa situação quer me dizer? O que há aqui, além da superfície? O que eu estou deixando de fazer de verdade? O que está por trás dessa procrastinação que eu não estou querendo ou podendo ver?
4º passo: Veja quais fichas caem, se caem, o que surge. Aceite o que veio, agradeça e só. Guarde tudo e retome sua vida. Se for dormir, boa noite. Se for voltar ao trabalho, bom trabalho. NÃO mexa mais no exercício.
5º passo: Após alguns dias (de 3 a 5 dias), volte ao que você anotou. Novamente observe as situações de procrastinação. Veja se algumas delas você já pode mexer e realizar. Anote as ações que têm que ser feitas.
6º passo: Faça.
Como sempre, quero saber o que surgiu para você, ao ler esse texto. Caíram fichas? Nada rolou? Tá valendo. Compartilhe aqui.
E você já sabe. Qualquer coisa, estou por aqui.
Com amor e com alma,
Karinna
PS: Se você acha que este artigo pode beneficiar alguém, por favor, encaminhe agora para essa pessoa.
PS2: Eu, claro, adoraria que você espalhasse meu artigo por aí, nas suas redes. Assim mais gente curte e compartilha com quem precisa.
Obrigada!
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Eu tenho a mais absoluta certeza de que a grande parte dos leitores já ouviu falar sobre a Inteligência Emocional. Aliás, provavelmente, haverá até especialistas e professores na disciplina cuja fundamentação teórica nos remete a Charles Darwin. O que a maioria também sabe está no fato de que a popularização do assunto surgiu quando, há vinte anos, Daniel Goleman publicou um best-seller a respeito. Mas será que a inteligência emocional se confunde com a Inteligência Espiritual? E você, o que pensa a respeito?
Para começo de conversa, deve-se lembrar que o conceito de “inteligência” é algo sobre o que não há unanimidade. A depender da corrente de estudos, esse conceito (que na linguagem dos estudiosos chama-se constructo) terá diferentes interpretações e o pesquisador deve indicar qual a ênfase e abordagem mais adequada ao seu objetivo de momento. Neste nosso caso, vamos nos vincular ao conceito etimológico de que a “inteligência” é a capacidade de identificar as opções, processá-las e decidir por aquela mais conveniente em um dado problema ou situação. Agora, vou tirar o foco da mera conceituação de “inteligência” para tratar do tema ampliado: Inteligência Espiritual.
O estudo da importância da espiritualidade tem crescido bastante, a ponto de haver profissionais da área de saúde que indicam haver alta relação entre a prática espiritual com a saúde mental das pessoas. E aqui surge a necessidade de se fazer outra distinção, pois espiritualidade não é o mesmo que religiosidade. Esta última diz respeito à prática da relação da pessoa com Deus, em que há um sistema de rituais ou simbolismos presentes. A espiritualidade, porém, volta-se à dimensão pessoal que diz respeito à própria existência, uma relação com a consciência sem que haja necessariamente rituais ou símbolos. Ou seja, a espiritualidade diz respeito a atitudes, sentimentos e pensamentos superiores que levam ao crescimento (amadurecimento) do ser humano. A prática da religião pode apoiar a espiritualidade, mas esta vai além.
Voltando ao tema central, vamos nos basear nos estudos e propostas da física e filósofa americana Danah Zohar, ligada a importantes centros de pensamento, nos EUA e Europa. Tendo como linha de pesquisa a física quântica, sobre Inteligência Espiritual ela relata ser algo essencial para promover a cooperação entre as pessoas, tanto na família como em sociedade. Indo além, ela entende que é a Inteligência Espiritual que ajudará as pessoas a alcançarem soluções positivas para o planeta, além de criar um melhor encontro individual nessa caminhada, ao descobrir melhor a si mesmo e aos seus valores. O alto quociente espiritual faz a pessoa ter a vida mais criativa, promissora e com sentido, com identificação do propósito pessoal.
Em seu livro Inteligência Espiritual (Editora: Viva Livros; 2012), escrito com Ian Marshall, Danah comenta que a inteligência emocional faz a pessoa ter capacidade de julgar em que situação se encontra e como deve se comportar, adequadamente, nos limites dessa situação. A Inteligência Espiritual estimula a pessoa a se perguntar se ela deseja estar nessa situação em particular e como é a melhor forma de trabalhar com os limites da situação. Em seu livro ela comenta de dez atributos típicos que mostram quando a pessoa tem um elevado quociente de Inteligência Espiritual.
As características comuns de quem tem alta Inteligência Espiritual são assim resumidas: (1) Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo; (2) São idealistas e levadas por valores pessoais; (3) Têm capacidade de encarar e se apropriar positivamente da adversidade; (4) São holísticas, no sentido de que conseguem ter visão abrangente sobre cada situação (analisam as partes e entendem o todo); (5) Respeitam a diversidade (em todas as nuances de diferenças entre pessoas, sem preconceitos); (6) Preservam sua independência e arbítrio; (7) Perguntam sempre “por quê?”, como forma de se questionarem quanto aos próprios dogmas e crenças limitantes; (8) Têm capacidade de colocar as situações e os fatos em um contexto ampliado; (9) São espontâneas e verdadeiras, e; (10) Têm compaixão, conseguindo se colocar no lugar das pessoas que estão com dores ou problemas, viabilizando ajudá-las.
E então, como está o seu grau de Inteligência Espiritual? Agora, fica o convite à sua reflexão e … Boa sorte!
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