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A Revolução do No Code: Por que você, Coach, precisa saber disso?

Se você é um profissional de transformação humana, seja como coach, mentor, conselheiro, consultor ou mesmo terapeuta, é muito importante você saber disso.

A Revolução do No Code: Por que você, Coach, precisa saber disso?

Hoje eu vou plagiar um especialista… A Revolução do No Code!

Desde 1966, a Association for Computing Machinery entrega o Prêmio Turing (em memória de Alan Mathison Turing, matemático britânico considerado como um dos pais da ciência da computação moderna). Sendo essa uma tradicional homenagem a profissionais que tenham gerado contribuições fundamentais e sustentáveis no campo computacional. Podemos comparar o mérito a um Prêmio Nobel. Neste ano, dois cientistas da América do Norte: Alfred Aho (canadense) e Jeffrey Ullman (americano) venceram e dividirão a premiação de US$ 1 milhão.

Neste ponto, algum leitor pode estar se perguntando: e daí, o que isso tem de relação com o espaço chamado Mundo VUCAH? Basta lembrarmos que este espaço comenta transformações que a Revolução Industrial 4.0 tem gerado em nossas vidas. Associando como as inovações e as tecnologias digitais nos cercam, crescentemente. Ou seja, usando uma expressão mais fora de moda, a computação eletrônica evoluiu a ponto de se transformar em recursos de automação, robotização. E, como próximo de todos nós, nas facilidades de programação que temos disponíveis. Hoje, mesmo sem qualquer curso específico, uma pessoa é capaz de construir um site e se dar bem nas redes sociais.

Aqui cabe uma rápida explicação: um processador (desde os primórdios da computação até hoje, de qualquer porte e para qualquer finalidade) interpreta uma linguagem específica. A informação está expressa apenas como código binário (“0” e “1”).

Entendendo melhor, “0” e “1” em sequência simbolizarão impulsos necessários para que o fluxo de eletricidade seja processado adequadamente. Por exemplo, o nome PAULA, para o processador (facilitando, para o computador) estará escrito da seguinte forma: 01010000 01100001 01110101 01101100 01100001.

No passado, e por muitos anos, trabalhar com o computador requeria a competência técnica de saber programar linguagens complexas. O mérito dos dois cientistas vencedores do Prêmio Turing foi o de terem criado facilidades que, atualmente, permitem a qualquer pessoa usar um computador e até programar suas próprias tarefas. Claro que, para manter este texto em linguagem acessível a todos os leitores, estou simplificando termos e conceitos. Mas válido afirmar que, sem o trabalho de Alfred Aho e Jeffrey Ullman, possivelmente não estaríamos com tantas pessoas mexendo sem dificuldades com tantos aplicativos modernos, neste mundo cada vez mais disruptivo.

A minha motivação em trazer este assunto ao leitor ocorreu ao ler postagem de Eurípides Alcântara, colaborador do jornal O Globo, na seção de Tecnologia (leia o texto completo aqui). Neste início de abril de 2021, ele escreveu “A Revolução do No Code”, em que explica a expressão “No Code” (Sem Código, em inglês) como um sistema novo no contexto computacional. E, ainda complementa, como sendo a etapa mais recente da revolução digital. Ele exemplifica com a seguinte afirmação:

“pessoas sem habilidades de programação adquirem a capacidade de criar um site, projetar um aplicativo ou automatizar processos, em poucas horas”.

Como eu já avisei no título, eu vou reproduzir integralmente um parágrafo da lavra do Eurípides Alcântara:

“No passado, computadores eram máquinas gigantes instaladas em salas climatizadas, com piso elevado, ar filtrado, com técnicos de avental branco analisando com olhar inescrutável longas listagens de papel cheias de símbolos misteriosos… …Na fase atual de desenvolvimento, o No Code equivale a um Faça Você Mesmo digital”.

Muito adequadamente, ele associa que os aplicativos que se encaixam no contexto No Code evoluíram muito com a pandemia. E estarão cada vez mais presentes em nossas vidas, aproximando crescentemente as pessoas do mundo digital.

Por fim, esta minha postagem deixa evidente que as facilidades que temos hoje é o resultado de uma evolução tecnológica que levou muitos anos. Envolveu o esforço de cientistas e não veio de graça. Ainda haverá lugar para quem gosta ou precisa de programação específica, que usará muitas horas de sua vida estudando as linguagens complexas, e trará ao mundo novas facilidades computacionais No Code. E haverá aquelas pessoas a quem interessa mesmo são aplicações alinhadas ao conceito No Code (simplificado), por não precisar escrever linhas de código. Para assim resolverem suas demandas arrastando ícones ou clicando em áreas específicas de um template.

Se você é um profissional de transformação humana, seja como coach, mentor, conselheiro, consultor ou mesmo terapeuta, é muito importante ter essa consciência.

Você certamente já é um usuário de aplicativos “No Code” e apoia clientes que querem apenas avançar com um aplicativo simples, muitas vezes processado online. Contudo, por outro lado, pode estar trabalhando no apoio a clientes que, por força do trabalho ou interesse pessoal, lidam com linguagens de computador mais especializadas, áridas e que requerem grande esforço de aprendizagem. Conhecendo esta realidade em nosso mundo VUCAH, sua contribuição ao cliente será bem melhor alinhada a cada demanda, problema ou desafio.

Gostou do artigo? Quer saber mais sobre as transformações que a Revolução Industrial 4.0 tem gerado em nossas vidas e no-code? Então entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder.

Mario Divo
https://www.mariodivo.com.br

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Mario Divo Author
Mario Divo possui meio século de atividade profissional ininterrupta, hoje estando dedicado à gestão de negócios e de pessoas. É PhD pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com foco em Gestão de Marcas Globais e MSc, também pela FGV, com foco em Dimensões do Sucesso em Coaching (contexto brasileiro). Formação como Master Coach, Mentor e Adviser pelo Instituto Holos. Formação em Coach Executivo e de Negócios pela SBCoaching. Consultor credenciado no diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool). Credenciado pela Spectrum Assessments para avaliações de perfil em inteligência emocional e axiologia de competências. CEO da plataforma MENTALFUT® e da MDM Assessoria em Negócios, desde 2001. Mentor e colaborador da plataforma Cloud Coaching. Ex-Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Ex-Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, ex-Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e ex-Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior, voltada ao desenvolvimento de jovens lideranças em todo o mundo.
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