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A Resiliência e o COVID-19

A necessidade de um comportamento Resiliente para se desenvolver uma estratégia para enfrentamento e superação da crise do COVID-19.

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A Resiliência e o COVID-19: A necessidade de um comportamento Resiliente para se desenvolver uma estratégia para enfrentamento e superação da crise do COVID-19. 

É impossível falar de outro assunto neste momento.

Nos séculos passados, vivemos algumas epidemias com características diferentes e a humanidade se recuperou. Elas sempre vêm como uma onda, com um pico elevado, mas depois se retraem. O homem fabrica o medicamento e a conduta acertada, as pessoas adquirem a sua resistência e voltam ao equilíbrio.

“Se algo matar mais de 10 milhões nas próximas décadas, é mais provável que seja um vírus altamente contagioso do que uma guerra de mísseis, mas microrganismos” (Bill Gates – TED março/2015)

O que podemos dizer do Covid_19? Veio para nos alertar sobre como estamos despreparados para lidar com a saúde das pessoas no planeta Terra. Investimos massivamente no consumo, nas guerras, destruímos nosso planeta e a saúde das pessoas está subestimada. Já havia uma previsão do Banco Mundial, que se houvesse uma epidemia nestas proporções os prejuízos financeiros para as Nações seriam de cerca de 3 trilhões de dólares.

Hoje vemos que a pandemia atinge todos os países. Mas o que assusta é a disseminação da doença, com medicamentos ainda em teste, sem vacina e equipamentos específicos e limitados para recuperação dos pacientes. Vamos dizer que no geral, pegou o sistema de saúde sem uma resposta imediata.

Para nossa análise, vamos pegar dois exemplos extremos no tratamento dos casos que surgiram: a China e a Itália. A China tem 1 bilhão e 400 milhões de habitantes, enquanto a Itália tem 60 milhões.

Ao iniciar o surto na China, as autoridades negaram a existência do problema, mas assim que entenderam a letalidade do processo, agiram de forma eficiente e eficaz. Isolaram cidades como nunca foi visto, proibiram a circulação de pessoas, construíram hospitais em tempo recorde e conseguiram controlar o surto após 3 meses.

Na Itália, o surto chegou galopante e houve uma negação da gravidade (em 9 de fevereiro, o prefeito de Firenze abraçou um turista chinês como solidariedade aos que estavam vivendo em seu País). Como não houve medidas restritivas de imediato, o sistema de saúde ficou completamente saturado. Em pouco tempo, sem conseguir atender a população com os equipamentos necessários, houve uma explosão de mortes.

A taxa de mortalidade na China diante dos casos registrados foi de 2,3%, enquanto na Itália registra-se em 10%.

A progressão do Covid-19, no nosso País ainda está sendo acompanhada de perto pelas autoridades, mas as previsões são assustadoras. As experiências dos outros países estão sendo utilizadas. Instruções de higiene para prevenção, e o isolamento social como forma de evitar a propagação e a manutenção somente de atividades de primeira necessidade, além do serviço médico essencial neste momento.

A chuva de informações é constante, algumas muito valiosas e outras totalmente irresponsáveis. Nosso filtro precisa ser acionado a todo momento.

Vemos todos os tipos de comportamento, pessoas descrentes colocando sua vida e a de outros em risco e outras se mobilizando para cumprir as orientações oficiais, de higiene e quarentena.

Algo inusitado se verificou, as paralisações de atividades estão repercutindo de forma positiva no meio ambiente, mais do que as reuniões dos grandes líderes mundiais (G20) que evitam melhorar as condições climáticas por causa dos prejuízos financeiros.

Os satélites mostraram menor poluição no céu da China, as águas de Veneza mais limpas, golfinhos voltaram a ser vistos na Sardenha; infelizmente com um custo elevado de vidas.

Muitos comportamentos solidários entre as pessoas nos grupos e nas redes. Por outro lado, observa-se que a ansiedade toma conta de alguns, esvaziando prateleiras de supermercado, ou vendendo produtos de higiene superfaturados.

Mas a primeira coisa que aprendi nestes dias difíceis, além de lavar as mãos de forma correta, é que a saúde tem que ser levada a sério. E que quando as autoridades têm determinação, empenho e passam confiança para a Nação, o pico epidêmico pode ser menor, com uma curva ascendente mais suave.

E o que fazer para ter um comportamento resiliente na crise?

Fazer uma análise de contexto apoiada em fatos e evidências, ter autoconfiança, autocontrole, rede de apoio social, empatia com outro, observar nosso organismo, otimismo real e ter um sentido para nossas vidas podem determinar um comportamento Resiliente, para se desenvolver uma estratégia para enfrentamento e superação da crise. Ressignificar a nossa vida, pois sabemos que perdas existirão, mas que podem ser minimizadas em nossa caminhada.

A lição que fica é: devemos estar preparados para estes novos cenários que se desenham como elementos de um mundo VUCA, onde tudo é incerto, fluído, complexo e ambíguo. Não temos mais certeza de nada, estas situações podem se repetir, nas diversas dimensões da vida deste planeta.

Como diria o poeta: “Alguma coisa está fora da ordem” (Caetano Veloso). Uma nova dinâmica se processa, e quando esta onda passar, uma nova ordem se estabelecerá.

Cada vez mais está claro que nada é para sempre, porque tudo passa, as coisas boas e as más.

Natalia Marques
Psicóloga, Coach e Palestrante
http://www.nataliamantunes.com.br/

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Natalia Marques é Psicóloga Clínica, Coach e Palestrante. Formada em Psicologia pela FMU (1981) e em Coaching/ Mentoring Life & Self-Instituto Holos, possui pós-graduação em Recursos Humanos pela FECAP. Tem curso de Meditação Chan do Templo Zu Lai em Cotia. Como Psicóloga Clínica realiza atendimento Psicoterápico de base Psicanalítica, trabalha os sintomas de Estresse, Ansiedade, Depressão, Fobias, Síndrome do Pânico, Síndrome de Burnout, Conflitos Pessoais e Profissionais. É Coach de Desenvolvimento Pessoal, ajuda pessoas a atingirem seus objetivos e metas pessoais e profissionais, para se tornarem mais felizes. Especialista em Saúde Organizacional e Ocupacional, atua ainda como palestrante em temas de saúde, resiliência, trabalho, carreira e pós carreira. Associada da ABRH, ISMA Brasil e SOBRARE. É coautora no livro “Planejamento Estratégico para a Vida”, onde trata o tema da “Resiliência”.
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