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A pressa é a inimiga da perfeição?

Qual o sentido mais adequado aos nossos dias no que diz respeito à conexão entre a “pressa” (no sentido de rapidez com que se toma uma decisão) e o resultado dessa decisão? O que é o mais adequado?

Há um ditado popular que muita gente conhece e aplica: A pressa é a inimiga da perfeição!. Há variações desse ditado como, por exemplo, a expressão: Quem tem pressa come cru e quente! Ou ainda uma antiga, de Heródoto: A pressa sempre leva ao erro! Porém, há aqueles que pensam de forma diferente, como José Saramago, que afirma: Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo! Ou o provérbio árabe: O maior erro é a pressa antes do tempo e a lentidão diante da oportunidade!

Enfim, qual o sentido mais adequado aos nossos dias no que diz respeito à conexão entre a “pressa” (no sentido de rapidez com que se toma uma decisão) e o resultado dessa decisão? O que é o mais adequado?

Pois bem, nesta semana, o pesquisador Bill von Hippel, professor na University of Queensland, foi o entrevistado especial da publicação Harvard Business Review para comentar sobre os resultados de suas pesquisas nesse campo. E suas conclusões são extremamente interessantes e, na medida em que se acredita nelas, abrem um campo muito especial para o trabalho dos profissionais do Coaching junto aos seus clientes, principalmente aqueles que são executivos e/ou estão em cargo de liderança de equipes.

Ele exemplifica que, para se criar um edifício, uma estrutura ou um protótipo, é necessário colocar a “coisa certa”, no “momento certo” e no “lugar certo”! Não antes, porque será muito cedo; e não depois, porque será tarde demais! Da mesma forma, para resolver um problema e encontrar a boa solução em termos de inteligência social, acima de tudo, o fundamental não é aquilo que sabemos sobre como e o que dizer a uma outra pessoa ou a um grupo de pessoas: nunca se deve perder a oportunidade do momento certo.

Essa faísca que conjuga tais características está diretamente associada a um espírito de vivacidade, algo que se torna mais importante do que o nível de inteligência da pessoa. Se esses componentes são importantes, a pesquisa de von Hippel também evidencia que a capacidade mental geral, como a velocidade do pensamento, desempenha um papel importante. Ou seja, os estudos sugerem que a inteligência social não depende apenas do conhecimento de regras sociais ou da aplicação de determinadas habilidades sociais, como a capacidade de ler as expressões faciais, por exemplo.

Daí vem a conclusão de que a reação rápida de pensamento e a ação seguinte aparecem como sendo uma das características principais que tornam as pessoas interessantes e surpreendentes nas relações sociais. Ou seja, se quisermos a perfeição em todas as nossas decisões, estaremos fadados ao insucesso e à frustração constantes. Porém, se tudo fizermos com pressa, o que sobrará são decisões a que ela nos levou.

O que a pesquisa concluiu foi que, em uma relação entre duas pessoas, a percepção de carisma que se consegue gerar no interlocutor está diretamente relacionada à demonstração de velocidade do pensamento. E rapidez não se confunde com pressa. Rapidez no pensar é virtude; pensar com pressa é vício a combater!

Mario Divo Author
Mario Divo possui meio século de atividade profissional ininterrupta, hoje estando dedicado à gestão de negócios e de pessoas. É PhD pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com foco em Gestão de Marcas Globais e MSc, também pela FGV, com foco em Dimensões do Sucesso em Coaching (contexto brasileiro). Formação como Master Coach, Mentor e Adviser pelo Instituto Holos. Formação em Coach Executivo e de Negócios pela SBCoaching. Consultor credenciado no diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool). Credenciado pela Spectrum Assessments para avaliações de perfil em inteligência emocional e axiologia de competências. CEO da plataforma MENTALFUT® e da MDM Assessoria em Negócios, desde 2001. Mentor e colaborador da plataforma Cloud Coaching. Ex-Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Ex-Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, ex-Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e ex-Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior, voltada ao desenvolvimento de jovens lideranças em todo o mundo.
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