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A mulher autônoma

Há cerca de 50 anos a mulher começou a se libertar de uma submissão histórica, buscando sua independência. O que é, afinal, uma mulher autônoma?

A mulher autônoma

A mulher autônoma

A mulher, durante séculos, foi sustentada pelo pai ou marido, a quem devia obediência e satisfação. Não lhe era permito estudar e foi sempre considerada incompetente e incapaz. Foi há cerca de 50 anos que a mulher começou a se libertar dessa submissão, buscando sua independência.

Hoje muitas mulheres têm seu próprio dinheiro, muitas vezes mais do que o seu marido; têm poder de compra, não prestam contas de seus gastos, viajam para onde querem, decidem onde morar, que carro comprar, e não dependem do outro para realizar seus desejos. Por isso, muitas vezes, essas mulheres são invejadas por aquelas que não conseguiram essa posição.

Em todos os meus atendimentos e nas conversas com amigos, tenho observado a opinião geral de que essa mulher, INDEPENDENTE, assusta o homem, pois ele não está preparado para abrir mão de ser o provedor do lar, se sente desvalorizado pois nessa condição a mulher assume um papel que não é dela. Os homens foram condicionados a assumir a iniciativa, a família, a decidir, se responsabilizar.

Essa diferença muito marcada entre homens e mulheres sempre trouxe prejuízo no trabalho e contaminou os relacionamentos amorosos e na família.

O que escrevo talvez não seja novo para você.

O fato é que muitas mulheres independentes buscam um homem para dar valor a ela, para ela se sentir valorizada. Muitas alcançam sucesso profissional, se tornam brilhantes executivas e, no entanto, vivem sonhando em encontrar o príncipe encantado, com a ilusão de que só assim a vida terá sentido.

Um exemplo clássico do comportamento de uma mulher independente que ainda busca no homem a valorização é: a mulher estar querendo ter relação sexual com um homem que acaba de conhecer, mas diz que não, porque tem medo de ser rejeitada no dia seguinte.

Consigo ver um movimento dessa mesma mulher ter consciência de que mais do que ter a independência tão desejada, necessita de autonomia. Em outras palavras, elas sentem a necessidade de serem elas mesmas, sem se preocuparem com julgamentos do homem e da sociedade de uma forma geral.

O que é, afinal, uma mulher autônoma?

A mulher AUTÔNOMA é aquela que além de ser independente, tem um olhar diferente para seu parceiro, para as mulheres, para o Amor, para o mundo, para os padrões de comportamento, para a natureza, têm um nível de consciência elevado, e tem coragem para ser ela mesma sem precisar renunciar parte dela para satisfazer a expectativa do outro.

Ela expressa aquilo que é a sua verdade, tem a sua essência feminina demonstrada em suas atitudes e respeita o seu feminino e sua história. Seu discurso, ou o que escreve, tem congruência com seu comportamento. Isso sim é a sua liberdade, essa é uma mulher desperta, livre.

O homem, ao encontrar essa mulher, deverá ter valores voltados à sustentação da comunhão do relacionamento e não somente se contentar em prover, e assim como ela, deverá existir congruência com seu discurso e ações.

Essa autonomia não é fácil de ser alcançada. São décadas de condicionamentos.

  • Você é uma mulher independente?
  • Você é uma mulher autônoma?
  • O quanto está satisfeita com aquilo que é?
  • Quando e onde conquistará sua autonomia?
  • Que comportamento específico você precisa ter para conquistar essa autonomia?
  • Qual sua estratégia para conseguir isso?
  • O que te motiva a conquistar essa autonomia?
  • Qual o resultado dessa autonomia na sua vida enquanto mulher?
  • A quem mais e a que mais você estará contribuindo com essa mudança?

Ercília Canali
http://www.erciliacanali.com.br/

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Ercilia Canali é mulher, mãe, amiga, filha, divorciada, amante da natureza e mesa de café da manhã bem montada na delicadeza dos detalhes. Coach de Relacionamento, especialista em conduzir a mulher a superar a infidelidade, o divórcio, dependência emocional, medo, solidão, e dificuldade de se relacionar. Certificada Professional Coaching, Self Coaching e Coaching Generativo, pelo Centro Nacional de Coaching – Cenacoaching; Practitioner SOAR – Soar Advanced Certification Program Presential, – Analista Comportamental, em Flórida Christian University – FCU (USA); Practitioner PNL – Programação Neurolinguística, pelo Centro Nacional de Coaching – Cenacoaching; Criadora do Programa de Atendimento Percurso Afetivo, – metodologia de Coaching específica para mulheres; Idealizadora e Facilitadora do Círculo Afetivo, – encontro de mulheres com compromisso umas com as outras de apoio, respeito, escuta e conexão; Pós-graduação em Gestão e Desenvolvimento de Consultoria Interna em Recursos Humanos pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP; Graduada em Serviço Social pelas Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU; Membro do Grupo de Estudo e Trabalho dos Profissionais de Recursos Humanos das Agências de Publicidade de São Paulo; Colunista em Portal de Desenvolvimento Humano e de Revista de Liderança; Mais de 30 anos dedicados a área de gestão de Recursos Humanos.
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