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A liderança VUCAH tem H de Humanista!

Você está conseguindo criar uma liderança humanista ao atender seu cliente? E você próprio, como está se reconstruindo para ser determinante em um mundo VUCAH?

liderança VUCAH

A liderança VUCAH tem H de Humanista!

Estamos perto de completar dois anos, desde que eu iniciei esta caminhada pelo mundo que, desde os anos 90, vem sendo chamado de VUCA. Pouca gente se aventurava por esse caminho. Poucas também eram as postagens a respeito de como o mundo se tornou mais dinâmico, complexo e incerto.

Bem recentemente, o cenário assumiu uma transformação para o que ora se chama mundo VUCAH. Eu, por exemplo, adotei o que uma corrente de estudiosos defende, para quem H diz respeito à hiperconectividade. E como meus leitores já sabem, continuo sempre buscando ler e aprender nas fronteiras do conhecimento sobre os assuntos a que me dedico. Então trago hoje um ponto imperdível para sua reflexão.

Uma das mais prestigiosas publicações técnicas é o The Journal of Character & Leadership Development (JCLD), editado e divulgado por um centro técnico especializado da Força Aérea dos Estados Unidos da América, e financiado pela Air Force Academy Foundation. O corpo editorial é de primeiro nível e reúne autoridades acadêmicas de várias universidades americanas.

Pois bem, o Editorial da última edição da publicação trata, exatamente, do assunto que já temos explorado aqui neste espaço. “A Liderança VUCAH”, com uma fundamental diferença. Então nessa minha postagem, procurarei ser o mais fiel possível ao original. Vou adequar os conceitos alinhados à área militar para o nosso ambiente cotidiano.

Para o editor Douglas Lindsay, afirmar que no mundo atual as coisas são incertas e complexas parece repetir o óbvio. Para encontrar a palavra que pudesse descrever esse ambiente em que um líder precisa navegar com segurança, então adotou-se no passado o acrônimo VUCA. E o contexto VUCA tem sido utilizado para exemplificar a devastação e os impactos globais disruptivos causados pela pandemia COVID-19.

Em outras palavras, estamos trabalhando e vivendo de forma diferente. E, como nunca antes na maioria de nossas vidas, aparecendo a expressão VUCA para descrever nosso “novo normal”.

Além disso, devido a eventos trágicos recentes, a questão da discriminação racial foi trazida para o primeiro plano de nossa consciência, em todo o mundo. Lindsay continua comentando que a desigualdade racial existe há tempos. E, infelizmente, alguns políticos que estavam em posição de fazer mudanças positivas não tomaram medidas para enfrentar essa questão. Tais eventos, além de outros desajustes sociais, também contribuíram para o contexto conflituoso atual. Eles servem para desafiar a formação das nossas futuras lideranças em que, parte do desafio, é enfrentar desigualdades e as consequências delas derivadas.

Como acontece com muitos dos enfrentamentos das lideranças, não se pode escolher o momento do desafio. Mas podemos escolher como iremos nos posicionar para enfrentar cada desafio. Como vamos reagir? Quem vai atuar? Quem estará envolvido? De onde emergirão essas lideranças? Como eliminaremos as desigualdades de longo prazo? Essas não são todas, mas parte das importantes questões que iremos enfrentar. E pelo que devemos lutar ao longo do tempo.

Enquanto VUCA serve para descrever o contexto de eventos que estão ocorrendo, ele deixa de fora um crítico componente, aquele que fornece a finalidade para nossas lideranças. É o componente que explica por que líderes e, especificamente, líderes de caráter são vitais.

O novo líder deve ter a capacidade de ser humanista.

Essa é a conexão necessária entre VUCA (o contexto) e os líderes. É o que as pessoas querem dizer quando falam sobre liderança autêntica, ou seja, servir ao próximo. Liderar em um mundo VUCA e buscar entender o outro, apreciar e valorizar a humanidade.

E então vem uma enorme surpresa, principalmente para quem tem tratado o mundo VUCAH como tendo H de hiperconectividade. Para a publicação JCLD, em seu editorial e nos seus artigos bem fundamentados, não podemos falar sobre mundo VUCA sem a referência às pessoas que nele vivem, e que têm suas demandas, direitos e deveres. Por conseqüência, a sigla proposta pela publicação é VUCAH, mas com um “H de humanismo”.

Formar lideranças em um mundo VUCAH é um trabalho árduo, pois significa formar profissionais de ponta que tenham integridade. Lindsay pontua os artigos que cobram a formação de “lideranças de caráter”, comprometidas com a instituição a que servem.

Para isso, a formação da liderança VUCAH deve ter três objetivos, a saber:

  • Desenvolver lideranças que tenham honra e pratiquem, consistentemente, virtudes derivadas de valores essenciais;
  • Desenvolver cada vez melhor os líderes VUCAH para motivar que as novas gerações neles possam se inspirar, e;
  • E desenvolver lideranças que possam elevar seu desempenho e orientar-se para propósitos comuns e nobres.

Mas não para proveito próprio, pois a formação do líder VUCAH deve educar e inspirar os profissionais modernos em aspectos culturais e na inovação (para mudar a forma de pensar). Líderes VUCAH expandem e mantém parcerias de inovação para crescer o fluxo de ideias.

O editorial finaliza trazendo outras exigências para a liderança VUCAH. E que vão além de um processo decisório que resista a pressões e seja bem conduzido. A teoria da resiliência (que eu elevarei para o nível de aprender e crescer com os problemas) é essencial para o conhecimento e prática das novas lideranças. Isso porque quando consideramos que os profissionais de ponta precisam estar bem preparados para liderarem em um ambiente VUCAH, é fundamental que eles saibam prosperar e se capacitar, mesmo nas adversidades.

Por fim, fica a pergunta para que coaches e mentores reflitam: você está conseguindo criar lideranças humanistas ao atender seus clientes? E você próprio, como está se reconstruindo para ser determinante em um mundo VUCAH?

Mario Divo
https://www.dimensoesdesucesso.com.br

Confira também: O “caminho do dinheiro”, em 2020?

 

Mario Divo Author
Mario Divo tem extensa experiência profissional, tendo chegado a quase meio século de atividade ininterrupta, em 2020. É PhD e MSc pela Fundação Getulio Vargas, com foco em Gestão de Negócios, Marcas e Design, Marketing e Comunicação Corporativa. Tem formação como Master Coach, Mentor e Adviser pela Sociedade Brasileira de Coaching e pelo Instituto Holos. Consultor credenciado para aplicação do diagnóstico meet® (Modular Entreprise Evaluation Tool), Professor e Palestrante. CEO e Coordenador Executivo das plataformas de negócios MENTALFUT® e Dimensões de Sucesso®, acumulando com o comando da sua empresa MDM Assessoria em Negócios. Foi Diretor Executivo do Automóvel Clube Brasileiro e Clube Correspondente da FIA – Federação Internacional do Automóvel, no Brasil. Foi titular do Planejamento de Comunicação Social da Presidência da República (1997-1998) e, anteriormente, comandou a Comunicação Institucional da Petrobras. Liderou a Comunicação Institucional e a Área de Novos Negócios da Petrobras Internacional. Foi Presidente da Associação Brasileira de Marketing & Negócios, Diretor da Associação Brasileira de Anunciantes e, também, Conselheiro da Câmara Brasileira do Livro. Primeiro brasileiro no Global Hall of Fame da Aiesec International, entidade presente em 2400 instituições de ensino superior em 126 países e territórios, voltada ao desenvolvimento das potencialidades das jovens lideranças em todo o mundo.
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