
Encerrar Também é Crescer: A Importância de Fechar Ciclos na Carreira
Iniciei meu novo ano com mudanças conscientes em meu trabalho, sendo que algumas até divulgo nas mídias sociais.
No contexto atual das organizações, a capacidade de reconhecer o momento de encerrar um ciclo tornou-se uma competência tão estratégica quanto a de iniciar um novo projeto. A neurociência tem demonstrado que o desempenho humano está diretamente relacionado à plasticidade neural — a habilidade do cérebro de se reorganizar a partir de novas experiências.
Pesquisadores como Michael Merzenich e Norman Doidge mostram que a plasticidade se fortalece quando alternamos entre períodos de estabilidade, que aprofundam competências, e momentos de transição, que ampliam repertórios. A permanência gera domínio; a mudança gera expansão. O equilíbrio entre esses dois movimentos sustenta a performance ao longo da carreira.
Em minha trajetória, vivi e tenho vivido esse movimento em diferentes momentos. Em um percebi que meu desenvolvimento pedia novas interações, perspectivas e formas de atuação. Meu cérebro e minha alma pediam novos estímulos, outras conversas bem como outras formas de pensar e sentir. A neurociência chama isso de “plasticidade experiencial”: quando nos expomos a ambientes diferentes, criamos novas conexões neurais que ampliam nossa capacidade de perceber, decidir e inovar.
Eu outro momento concluí que meu ciclo ali também havia se completado. E assim vejo hoje, a trajetória vivida nas empresas em que atuei, nos programas e projetos que conduzi, nos clientes que atendi.
Essas decisões não foram motivadas por ruptura, mas por alinhamento, continuidade. A continuidade de um movimento interno que me chama para espaços onde posso aprender, contribuir e me transformar. A neurociência reforça que a motivação e o engajamento se mantêm quando há propósito, significado, desafio e renovação. E nos casos vividos, esses elementos já não estavam tão presentes para mim.
A permanência, quando não acompanhada de renovação interna, pode gerar estagnação e o cérebro humano não floresce na estagnação.
Isso acontece porque nosso cérebro moldado pelo movimento: aprendemos quando mudamos, crescemos quando nos expomos ao novo e nos tornamos mais criativos quando nos permitimos atravessar fronteiras internas.
Saber a hora de sair é, portanto, um ato de maturidade profissional, compreender que a carreira é feita de movimentos. E que, ao honrar cada ciclo até o fim, criamos condições para iniciar o próximo com mais clareza, mais potência e mais consciência do valor que, de fato, podemos gerar.
Sair é honrar o que foi e abrir espaço para o que pode ser. É reconhecer que ciclos se completam e que, ao encerrá-los com consciência, deixamos um legado mais íntegro — para nós e para os outros.
No fim, a carreira não é uma linha reta, contínua, mas uma sequência de movimentos, conscientes ou não, que nos convidam a evoluir. E evoluir exige coragem para partir. Saber a hora de sair é tão importante quanto saber a hora de entrar. É um ato de maturidade, de respeito ao que foi construído e de compromisso com o que ainda pode ser criado. Pode não ser fácil, mas vale a pena.
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Quer saber mais sobre como reconhecer o momento certo de encerrar ciclos na carreira e iniciar novos movimentos com consciência? Então, entre em contato comigo. Terei o maior prazer em responder..
Até o próximo artigo!
Vera Godoi Costa
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