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A ética que vende Coaching!

O 1° semestre de 2019 foi de muito questionamento quanto à natureza, eficácia e proposta de um processo de Coaching e trouxeram à tona as questões éticas envolvidas.

O primeiro semestre de 2019 foi de muito questionamento quanto à natureza, eficácia e proposta de um processo de Coaching.

Assim como no passado ocorreu com outras atividades profissionais como a engenharia, a medicina, a pedagogia serem contestadas, agora chegou a vez do Coaching.

Esses embates, a meu ver, são bastante saudáveis. Trazem a depuração. Trazem à tona as questões éticas envolvidas.

São oportunidades para se separar o joio do trigo e demonstrar que somente com alto investimento na capacitação conceitual e prática é que se pode obter reconhecimento na sociedade.

Eu sei que, a princípio, aqueles que estão há pouco tempo na atividade ou que não buscaram uma formação mais consolidada se viram em perigo. Porém, o debate promoveu esta clareza de que coaches profissionais que estiverem capacitados, têm um espaço garantido no mercado.

Inúmeras foram as palestras, reuniões e atividades que participei tendo essa temática na pauta e, a pergunta mais repetida que ouvi foi: Como se posicionar neste cenário?

Tenho dito que este posicionamento envolve algumas ações estratégicas e éticas.

A primeira, é se autodefinir, saber com clareza qual exatamente é o problema que sua proposta de Coaching resolve – se é desenvolvimento de liderança, emagrecimento, aprendizagem financeira, etc. Não dá mais para dizer que “qualquer coisa, como muitos andavam dizendo”. Ficou evidente que os profissionais de Coaching necessitam saber responder com firmeza e segurança a qual(is) problema(s) se dedicam.

Outra ação, é ter discernimento e conhecimento para demonstrar para que seus processos de Coaching servem. Vejo que muitos coaches não trabalham na divulgação clara da razão de seus serviços. Para qual cenário são indicados os seus trabalhos. Mais uma vez, “serve para tudo” já não atende as expectativas do mercado.

Uma nova ação nessa linha de raciocínio ético, é também ter a definição bem elaborada de qual é o público que se destina os serviços oferecidos. Lembrando que o argumento “se destina para todos” já não convence. Aliás, ninguém é bom para todo mundo no campo profissional.

Envolve também a habilidade de apresentar de modo profissional os custos envolvidos em um processo. Os custos planejados justificam o valor cobrado. E o contratante percebe se está havendo harmonia com o que está sendo praticado no mercado.

Também implica em demonstrar consistência conceitual e prática. Esta característica é, a meu ver, aquela que mais trás resultados a um profissional na área do Coaching. Comprovar aos clientes que sua formação é sólida tanto no que se refere ao conhecimento no campo do Coaching, como na possibilidade de colocar na prática durante a entrega de seus serviços.

E, por fim, as ações que evidenciam que você se arrisca!

Arrisca-se obter consistência em práticas atuais e confiantes, em novos conhecimentos inovadores e ousa em novos segmentos do mercado. Acima de tudo … que foge das armadilhas que prometem tudo isso em apenas um mês de formação.

Estas ações que trazem a ética em seu interior venderam e continuam a vender Coaching.

George Barbosa é Pedagogo, Mestre e Doutor em Psicologia, Pós-Doutor em “O Coaching psicológico”. Presidente da Sociedade Brasileira de Resiliência (SOBRARE). Facilitador do Núcleo de Estudos em Resiliência da Assoc. Bras. de Recursos Humanos (ABRH-SP). Associado da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC) e Associação Brasileira de Psicoterapia (ABRAP), International Association Cognitive Psychotherapy (IACP), Society for Psychotherapy Research (SPR). Autor de livros sobre a Resiliência no Brasil. Coach certificado nas modalidades de Coaching Cognitivo de vida, Neurocoaching, Coaching Ontológico. Mentor e organizador da metodologia do “Coaching em Resiliência” (CR). Associado PCC, MENTOR-COAH e Presidente da International Coach Federation (ICF) – Capítulo Brasil.
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