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A Eficácia do Home Office em Tempos de Pandemia

Até pouco tempo atrás, parecia impossível algumas empresas liberarem seus profissionais para o home office, mas essa crença caiu por terra em função da pandemia.

home office na pandemia

A Eficácia do Home Office em Tempos de Pandemia

Até pouco tempo atrás, parecia impossível para algumas empresas liberarem seus profissionais para realizarem “home office”, mas essa crença foi derrubada e caiu por terra, em função da pandemia.

O mais curioso é que empresas que nunca haviam cogitado essa modalidade de trabalho fizeram adaptações em prazos exíguos. Algumas em 24 horas após a constatação da necessidade.

Nos meus atendimentos a clientes/pacientes de diversos segmentos, pude observar algumas formas de lidar saudavelmente com esse novo desafio.

Como o ser humano é altamente adaptável, tudo foi tomando um novo contorno, as empresas criaram rituais importantes para ter e dar segurança aos profissionais. Por exemplo, reuniões semanais, quinzenais ou mensais de time (cada um dentro da sua realidade), alinhando interesses, mostrando, avaliando números e proporcionando feedbacks.

As lideranças precisaram fazer uma mudança na chavinha de seu mindset para investir e motivar os colaboradores à distância, sem perder de vista a qualidade e a produtividade.

Relatos de profissionais de diversos níveis hierárquicos, mostram que a adaptação inicial não foi fácil, principalmente quando os espaços em casa eram exíguos ou quando coabitavam com outros familiares, principalmente crianças e adolescentes; definir e estabelecer uma nova rotina foi um desafio. Alguns novos combinados com familiares foram necessários para se ter um equilíbrio.

Manter um nível aceitável de conexão com a internet é fundamental para a interação através de e-mail, WhatsApp, reuniões por vídeo chamada. Isso obrigou alguns profissionais a fazerem um upgrade para manter a realização do trabalho.

Interessante que para muitos, manter o foco e obter maior produtividade foi uma surpresa, uma vez que na empresa, ao levantar para ir tomar o cafezinho, parava para uma conversa ou tirar dúvidas. Por outro lado, se perdeu esse convívio social, suprido por algumas empresas, pela abertura de vídeos em alguns momentos, para troca enquanto são realizadas atividades individuais.

Os profissionais passaram a ter uma maior descontração no vestuário e na apresentação pessoal. Mas para muitos foi importante estabelecer alguns critérios, principalmente nas videoconferências, para manter o tônus do trabalho. às vezes até dicas foram passadas por outros colegas ou líderes para corrigir alguns exageros.

Estabelecer horários certos para acessar as redes pessoais se fez necessário.

O rigor e o registro das informações se fizeram necessárias para progresso e maior segurança na realização do trabalho, em detrimento de comunicações verbais que antes podiam gerar conflitos, de dito e não dito.

O controle de entradas e saídas não impediu que alguns extrapolassem seus horários para terminar determinadas tarefas. Ou até fossem requisitados após o expediente para resolverem problemas.

O mais difícil para a grande maioria foi estabelecer uma rotina para realizar algum tipo de atividade física, que possibilitasse se exercitar e ter uma descontração necessária para manter a saúde física e emocional, como também para evitar a elevação da ansiedade. Mas é fato que vários tutoriais de diferentes fontes foram liberados para motivar e estimular as atividades físicas e de meditação.

Neste momento de isolamento social, o trabalho “in home” mostrou grande eficiência para as empresas. Elas puderam incorporar esta prática para manter suas atividades e sobreviver. A partir daí se estabeleceu uma nova dinâmica no mundo do trabalho.

Voltar ao antigo padrão não será mais possível, essa experiência será marcada como um novo caminho nas decisões empresariais.

“Precisamos adotar uma abordagem mais flexível em relação ao local de trabalho e ao trabalho que fazemos; uma que nos forneça o espaço físico e cognitivo para aproveitar o incrível poder, insights e experiência que oferecemos, porém focado não nos processos individuais. Mas nos resultados gerais que nossas organizações estão buscando alcançar”. — David Coplin, autor e antigo executivo da Microsoft.

Natalia Marques
Psicóloga, Coach e Palestrante
http://www.nataliamantunes.com.br/

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Natalia Marques é Psicóloga Clínica, Coach e Palestrante. Formada em Psicologia pela FMU (1981) e em Coaching/ Mentoring Life & Self-Instituto Holos, possui pós-graduação em Recursos Humanos pela FECAP. Tem curso de Meditação Chan do Templo Zu Lai em Cotia. Como Psicóloga Clínica realiza atendimento Psicoterápico de base Psicanalítica, trabalha os sintomas de Estresse, Ansiedade, Depressão, Fobias, Síndrome do Pânico, Síndrome de Burnout, Conflitos Pessoais e Profissionais. É Coach de Desenvolvimento Pessoal, ajuda pessoas a atingirem seus objetivos e metas pessoais e profissionais, para se tornarem mais felizes. Especialista em Saúde Organizacional e Ocupacional, atua ainda como palestrante em temas de saúde, resiliência, trabalho, carreira e pós carreira. Associada da ABRH, ISMA Brasil e SOBRARE. É coautora no livro “Planejamento Estratégico para a Vida”, onde trata o tema da “Resiliência”.
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