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A cultura do erro ou do aprendizado?

Desde cedo somos programados para achar que o erro é ruim, o que gera muita culpa e consequentemente paralisa as soluções.

Desde cedo somos programados para achar que o erro é ruim, o que gera muita culpa e consequentemente paralisa as soluções. Ao conviver com o erro como algo ruim e punitivo a tendência é não agir “fora da caixa” para evitar constrangimentos.

As consequências são engessamento na proposta de soluções ao cliente, falsa segurança que tudo ocorrerá de maneira correta e o risco de possíveis erros serem escondidos para não serem percebidos.

O pilar da excelência é fazer algo a mais pelo cliente, de forma empática e constante. É a sensibilidade de perceber a dor do cliente e saná-la. O que não combina com engessamento e scripts de atendimento. Para atingir este objetivo é preciso pensar, experimentar, ousar, correr riscos calculados.

Obviamente há erros que devem ser evitados a qualquer custo, pois podem gerar grandes prejuízos, mas outros que corrigidos rapidamente podem significar aprendizados e melhorias nos processos.

O grande segredo está em criar um senso de responsabilidade, de forma que, as pessoas tenham a percepção das consequências de seus atos e estimular a proposição de melhorias.

Como identificar os erros condenáveis ou não?

Desvios deliberados são condenáveis e obviamente merecem censura. A desatenção dependerá da causa. Se for produto da falta de esforço sim, porém, se for resultado de fadiga por trabalho excessivo, é possível que a causa seja mais problema de gestão do que pessoal. Falta de clareza em procedimentos ou comunicação, inadequação de processos, muito provavelmente, estão relacionados a terceiros e neste caso o colaborador pode auxiliar na melhoria contínua quando o feedback construtivo for estimulado.

Uma experimentação com o objetivo de fazer algo melhor para o cliente, que eventualmente leve a um resultado indesejado, pode ser digno de louvor, pela ousadia e intenção.

Quando uma falha é detectada, é essencial ir além das causas óbvias e superficiais e buscar entender a raiz do problema. Isso requer disciplina — melhor ainda, entusiasmo — no uso de análises sofisticadas para assegurar que as lições certas sejam aprendidas e as soluções certas adotadas. A função do líder é garantir que a organização não se limite a seguir em frente após o erro, mas pare para investigar e descobrir as lições nele contidas.

Examinar a fundo nossas falhas é emocionalmente desagradável e mexe com autoestima e ego. Quando potencializada por uma cultura punitiva o erro expõe o responsável. Isso é tão forte que a tendência é minimizar nossa responsabilidade e colocar culpa indevida em fatores externos ou situacionais e fazer o inverso ao avaliar o erro dos outros.

O líder é o principal agente que pode criar e reforçar uma cultura que neutralize o jogo da culpa e faça com que as pessoas se sintam autorizadas e responsáveis por expor e aprender com o erro. Quando algo dá errado, o líder deve fazer questão de que a organização entenda claramente o que ocorreu e mobilizar a equipe para a solução rápida e eficaz, em vez de sair buscando o “culpado”.

Tal atitude cria uma equipe coesa, confiante e engajada com o processo de melhoria contínua e no final todos ganham: colaboradores, lideranças e organização.

Pós-Graduado em Tecnologia Assistiva pela FMABC/ ITS/ Fundação Don Carlo Gnocchi. Pós-graduado em Psicologia Organizacional pela UMESP e Graduado em Psicologia pela UNIMARCO. Extensão em Gestão de Diversidade pela PUC. Credenciado em Holomentoring, Coaching e Advice pelo Instituto Holos. Formação em Coaching Profissional pela Crescimentum. Formação em Facilitação Digital pela Crescimentum, Formação em RH e Mindset Ágil pela Crescimentum. Formado como analista DISC. Vivência de 30 anos na área de RH em empresas como Di Cicco., Laboratório Delboni Auriemo, Wal Mart, Compugraf, Mestra Segurança do Trabalho. Presidente e Fundador do Instituto Bússola Jovem (2016 a 2025), projeto social com foco em jovens em situação de vulnerabilidade social que tem por missão transformar vidas através da Educação, Empregabilidade, Orientação de Carreira e Saúde Mental. Atualmente é Diretor da TRAINING PEOPLE, empresa especializada em Implantação de Programas de Diversidade, Equidade e Inclusão que atua em 3 frentes: Processos, Ambiente e Pessoas por meio de projetos de consultorias especializadas, palestras, treinamentos e jogos corporativos. Professor do MBA de “Inteligência Artificial Aplicada a Gestão de Pessoas e Negócios” da Anhanguera Educacional, disciplinas de Diversidade e Inclusão e Segurança Psicológica. Professor do MBA da FIAP de Gestão Estratégica de Negócios da disciplina de Diversidade, Equidade e Inclusão. Coordenador do MBA Executivo de Diversidade Estratégica e Cultura Inclusiva na Anhanguera Educacional. Colunista da plataforma de desenvolvimento Cloud Coaching. Coautor dos livros: Segredos do sucesso: da teoria ao topo. Gestão Humanizada de Pessoas. O Matuto Corporativo. Coordenador e coautor dos livros Diversidade em suas dimensões – Volume I, II e III.
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