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A competência de ser ético no Coaching

Conheça algumas competências que tornam um coach fortemente direcionado e guiado para a ética.

Ética, para mim, está intimamente relacionada com a competência. Quanto menos competente um coach for, maior a probabilidade de atuar de modo não ético para dar conta da demanda que receber. Por outro lado, quando possui alta competência, maior será a tendência de buscar ser íntegro e ético.

Sobre ética iremos falar muito nesta coluna, no entanto, por ora, vou me focar em algumas competências que tornam um coach fortemente direcionado e guiado para a ética.

Primeiro, de que competências estamos falando?

Estas se referem a um corpo de conhecimentos que os coaches associados à ICF abraçam e as tornam como um referencial em suas práticas. Norteiam o tipo de habilidades buscadas e a qualidade delas.

Já é possível perceber que as competências estruturam aspectos críticos da conduta de um profissional associado à ICF. É uma das características de tais coaches.

Aliás, conhece-se coaches ICF exatamente pela atuação. Eles estruturam o olhar, a fala, a clareza de sua missão, de suas estratégias, de seus objetivos e valores exatamente a partir dos parâmetros advindos destas competências.

São chamadas de Competências Essenciais (CE). Devido ao nome em inglês – Core Competencies -, por vezes são chamadas de CC.

Há vários tipos de CE envolvidas na arte de fazer o Coaching. Por exemplo, aquelas que se referem à visão estratégica de um processo. Elas suscitam uma visão abrangente, ampla do tema trabalhado, fazendo correlações com áreas implicadas na problemática ou contexto. Possibilitam se focar em objetivos realmente relevantes para o progresso da questão explorada. Por fim, esse olhar estratégico amplia a percepção estratégica da responsabilidade social de um Coach ICF -, é fato que um coach trabalha para obter o sustento financeiro necessário para crescer na sociedade, porém, é evidente que caminha com profunda noção de sua participação na sociedade.

Um tipo de competências essenciais que os Coaches associados à ICF também desenvolvem são as de natureza prática. Essas habilitam os coaches a compreenderem com profundidade as solicitações de seus clientes e se organizarem para a execução de um plano de ação no qual se possa fazer um acompanhamento sistemático, tanto para curto e médio prazo, e por vezes, a longo prazo. É o que chamamos de `Accountability´.

O mais impactante nessa competência é a maturidade profissional de trilhar com o cliente e, em nenhum momento, fazer pelo cliente. Embora trabalhe com efetivos mecanismos de controle dos resultados obtidos no processo, não realiza pelo cliente. Aliás, jamais oferece sugestões ou conselhos. A habilidade está em cocriar mantendo os clientes como genuínos autores de sua caminhada.

Essas competências conduzem o profissional da atividade do Coaching para uma atuação segura e firme, garantindo um desempenho e atitude ética.

George Barbosa é Pedagogo, Mestre e Doutor em Psicologia, Pós-Doutor em “O Coaching psicológico”. Presidente da Sociedade Brasileira de Resiliência (SOBRARE). Facilitador do Núcleo de Estudos em Resiliência da Assoc. Bras. de Recursos Humanos (ABRH-SP). Associado da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC) e Associação Brasileira de Psicoterapia (ABRAP), International Association Cognitive Psychotherapy (IACP), Society for Psychotherapy Research (SPR). Autor de livros sobre a Resiliência no Brasil. Coach certificado nas modalidades de Coaching Cognitivo de vida, Neurocoaching, Coaching Ontológico. Mentor e organizador da metodologia do “Coaching em Resiliência” (CR). Associado PCC, MENTOR-COAH e Presidente da International Coach Federation (ICF) – Capítulo Brasil.
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